DICAS PARA ANALISAR, COMPREENDER, E INTERPRETAR TEXTOS

Autor: Oscar Soter

“… O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas…” Carlos Drummond de Andrade

VENCEDORES x PERDEDORES

De que lado você está?

Como poderemos identificar a diferença entro aqueles que conseguem e aqueles que sempre falham em seus propósitos.

O talento por si só não seria a resposta. Nem a sorte. Há um outro elemento que diferencia os vencedores dos perdedores.

A principal diferença é a ATITUDE.

Quando um vencedor comete um erro, ele diz: eu estava errado. Em seguida, ele tomará as previdências necessárias para corrigir o erro.
Quando um perdedor comete um erro, ele diz: não foi minha culpa. É claro que nem sempre ele é culpado, mas nem sempre está certo. lnfelizmente, elo não conhece ou se recusa a reconhecer a diferença.
Quando uni vencedor enfrenta um problema difícil, ele tenta adiar uma solução da melhor forma possível. Se seus primeiros esforços falharem, ele tenta de novo. Mesmo se ele não vencer todas as dificuldades, ele sabe que, se continuar tentando, ele ganhará mais e perderá menos.
Quando um perdedor enfrenta um problema difícil, ele tenta adiar a data de solucioná-lo o mais que puder. Se sua primeira tentativa falhar, de desisto. Em seguida ele passa a perguntar por que “os outros tem mais sorte”?
Vencedor é aquele que escuta. Ele reconhece que não tem resposta para todos os problemas e está disposto a aprender.
Perdedor fecha sua mente para movas idéias. Ninguém pode dizer-lhe como ele deve realizar o trabalho. E assim, ele continua cometendo os mesmos erros.
Vencedor está muito ocupado para perder seu tempo criticando os outros. Ele sabe que não é perfeito e é o primeiro a admitir este fato.
Perdedor vê falhas em todo mundo, exceto em si mesmo. Para o vencedor, a derrota é uma pausa entre vitórias.
Para o perdedor, a derrota é um meio de vida.
Com quem que você se identifica?

Medo do sucesso

Pode parecer absurdo, mas tenho encontrado pessoas que parecem ter medo do sucesso.

São pessoas que têm tudo para vencer, para serem notadas, para serem prósperas e que ficam acuadas, com medo. São pessoas que ao invés de agirem proativamente, ficam apenas reagindo às circunstâncias, reclamando da má sorte, vendo o sucesso alheio com inveja e desdém.

Para ter sucesso, o primeiro passo é perder o medo do sucesso. E não ficar o tempo todo pensando e repetindo que o sucesso nasceu para os outros que “nasceram virados para a lua…” e com a estrela da sorte na testa.

O sucesso está à disposição de todos quantos queiram o sucesso e trabalhem para conquistá-lo. É claro que é preciso disposição e trabalho. É claro que precisamos dar um pouco de tempo ao tempo. É claro que precisamos estar prontos a colaborar com os outros. E claro que precisamos criar as condições para que a chamada “Sorte” também sorria pata nós.

Perder o medo do sucesso significa tudo isso. E, principalmente, uma firme disposição pra agir, para fazer as coisas até o fim, para prestar atenção aos detalhes, colaborar com os outros e participar até o fim para prestar atenção aos detalhes, colaborar com os outros e participar com os outros e participar da comunidade. O sucesso é uma via de duas mãos. Você só terá sucesso se for capaz de reconhecer, aplaudir e vibrar com o sucesso dos outros e participar desse sucesso.

Daí, os outros irão fazer a mesma coisa com você o terá um conjunto de pessoas torcendo e trabalhando para seu sucesso. Acredite nisso. Sozinho, isolado, invejoso, você jamais terá sucesso. Perca o medo do sucesso fazendo as coisas certas e agindo na direção certa.

Pense nisso. Será que, no fundo, você não tem medo do sucesso? Será que, no fundo, você fica muito preocupado com o sucesso alheio esquecendo-se de fazer e construir o seu próprio sucesso?

A postura do vencedor

Humanidade: E aquele consciente do seu tamanho, sem falsa modéstia. Pensa sempre em evoluir, está disponível para aprender com o outro, oferece, com generosidade o seu saber, nunca impõe.
Prática melhoria contínua: Um vencedor está sempre se aprimorando.
Pensa grande, planeja comum sabedoria e age com ousadia.
Saber ser especial — Faz a diferença, utiliza em cada ato o seu melhor talento, o seu potencial.
Sabe lidar com erros — Analisa e procura soluções.
É cooperativo — Sabe como somar.
Respeitar sua vocação — Ouve seu coração o assume sumas prioridades é honesto consigo mesmo.
É ético — Respeita seus valores e as pessoas incondicionalmente.
Resolve — Não lamenta, não justifica, AGE.
Aproveita as oportunidades — É proativo.
Aprende com o passado — Não se apega, utiliza as lições para melhoria contínua.
Tem visão do futuro!…

DESCUBRA E APRENDA

“Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma”.

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante; das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa — por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as veremos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa aonde chegou, mas para onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla os seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentado as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida”

Willian Shakespease

JERRY, O ENTUSIASTA

Jerry era o tipo de pessoa que você iria adorar. Ele sempre estava de alto astral e sempre tinha algo positivo para dizer. Quando alguém perguntava a ele “Como vai você?”, ele respondia: “Melhor que isso, só dois disso!”.

Ele era o único gerente de uma cadeia de restaurantes, porque todos os garçons seguiam os seus exemplo. A razão dos garçons seguirem Jerry era por causa de suas atitudes. Ele era naturalmente motivador. Se algum empregado estivesse tendo um mau dia, Jerry prontamente estava lá, contando ao empregado como olhar pelo lado positivo.

Observando seu estilo, que realmente me deixava curioso, um dia eu perguntei para Jerry: “Eu não acredito!! Você não pode ser uma pessoa positiva o tempo todo… Como você consegue?”. e ele respondeu: “Toda manhã eu acordo e digo a mim mesmo: “Jerry você tem duas escolhas hoje: escolher estar de alto astral ou escolher estar de baixo astral…” ” Então eu escolho estar de alto astral. A todo o momento acontece alguma coisa desagradável, eu posso escolher ser vítima da situação ou posso escolher aprender algo com isso! A todo o momento alguém vem reclamar da vida comigo, eu posso escolher aceitar a reclamação, ou posso escolher apontar o lado positivo da vida para a pessoa. Eu escolho apontar o lado positivo da vida.”

Então eu argumentei: “Tá certo!! Mas não é tão fácil assim!!” Jerry disse…. “É fácil sim: a vida consiste em escolhas. Quando você tira todos os detalhes e enxuga a situação, o que sobra são escolhas, decisões a serem tomadas. Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas irão afetar no seu astral . Você escolhe estar feliz ou triste, calmo ou nervoso.. .Em suma: é escolha sua como você vive sua vida!!”

Eu refleti sobre o que Jerry disse. Algum tempo depois eu deixei o restaurante para abrir meu próprio negócio. Nós perdemos contato, mas freqüentemente eu pensava quando tomava a decisão de viver ao invés de ficar reagindo às coisas.

Alguns anos mais tarde, eu ouvi dizer que Jerry havia feito algo que nunca se deve fazer quando se trata de restaurantes: ele deixou a porta aberta e, conseqüentemente, foi rendido por 03 assaltantes armados. Enquanto ele tentava abrir o cofre, suas mãos que estavam tremendo de nervoso, erraram a combinação do cofre. Os ladrões entraram em pânico, atiraram nele e fugiram. Por sorte. Jerry foi encontrado relativamente rápido e foi levado às pressas ao pronto socorro local. Depois de 18 horas de cirurgia e algumas semanas de tratamento intensivo, Jerry foi liberado do hospital com alguns fragmentos de bala ainda em seu corpo. Encontrei com Jerry 06 meses depois do acidente.

Quando eu perguntei: “Como vai você?” ele respondeu: “Melhor que isso, só dois disso!!! Quer ver minhas cicatrizes? Enquanto eu olhava as cicatrizes, perguntei o que havia se passado pela mente dele quando os ladrões invadiram o restaurante. “A primeira coisa que me veio à cabeça foi que eu deveria ter trancado a porta dos fundos…” ele respondeu. “Então, depois quando eu estava baleado no chão, lembrei que tinha duas escolhas: podia escolher viver ou podia escolher morrer. Eu escolhi viver”.

Eu perguntei: “Você não ficou com medo? Você não perdeu os sentidos? Jerry continuou: “Os médicos eram ótimos. Eles ficaram o tempo todo me dizendo que tudo iria dar certo, que tudo iria ficar bem. Mas, quando eles me levaram de maca para a sala de emergência e eu vi as expressões em seus rostos, fiquei com medo. Em seus olhos eu lia: Ele é um homem morto. Eu sabia que tinha de fazer alguma coisa.” “O que você fez?” eu perguntei . “Bem, havia uma enfermeira grande e forte me fazendo perguntas… Ela perguntou se eu era alérgico a alguma coisa…”Sim”, eu respondi. Os médicos e enfermeiras pararam imediatamente esperando por minha resposta… Eu respirei fundo e respondi: “Balas!” Enquanto eles riam, eu disse: “Estou escolhendo viver. Me operem como se estivesse vivo, não morto”. Jerry sobreviveu graças à experiência e habilidade dos médicos, mas também por sua atitude espetacular. Eu aprendi com ele que todos os dias temos que escolher viver a vida em sua plenitude, viver por completo.

Atitude portanto é tudo.

EU SEI, MAS NÃO DEVIA

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita•. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. As bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(Marina Colassanti)

A ÁGUIA QUE QUASE VIROU GALINHA

Rubens Alves – Estórias de Bichos – Edições Loyola. São Paulo

Era uma vez uma águia que foi criada num galinheiro. Cresceu pensando que era galinha.

Era uma galinha estranha (o que a fazia sofrer).

Que tristeza quando se via refletida nos espelhos de poça d’água – tão diferente.

O bico era grande demais, adunco, impróprio para catar milho, como todas as outras faziam. Seus olhos tinham um ar feroz, diferente do olhar amedrontado das galinhas, tão ao sabor do amor do galo.

E era muito grande, atlética. Com certeza sofria de alguma doença.

E ela queria uma coisa só: ser uma galinha comum, como todas as outras.

Fazia um esforço enorme para isso. Treinava ciscar com bamboleio próprio. Andava meio agachada, para não se destacar pela altura. Tomava lições de cacarejo.

E o que mais queria: que seu cocô tivesse o mesmo cheiro familiar e acolhedor do cocô das galinhas. O seu era diferente, inconfundível.

Aconteceu que, um dia, um alpinista que se dirigia para o cume das montanhas, passou por ali. Alpinistas são pessoas que gostariam de ser águias. Não podendo, fazem aquilo que chega mais perto: sobem, a pés e mãos, até às alturas, onde elas vivem e voam. E ficam lá, olhando para baixo, imaginando que seria muito bom se fossem águias e pudessem voar.

O alpinista viu a águia no galinheiro. E se assustou.

O que é que você, águia, está fazendo no meio do galinheiro? – ele perguntou.

Ela pensou que fosse caçoada e ficou brava.

– Não me goza. Águia é a vovozinha. Sou galinha de corpo e alma, embora não pareça.

– Galinha coisa nenhuma – replicou o alpinista. Você tem bico de águia, olhar de águia, rabo de águia, cocô de águia … É águia. Deveria estar voando … E apontou para minúsculos pontos negros no céu, muito longe, águias que voavam, perto dos picos das montanhas.

– Deus me livre. Tenho vertigem das alturas. Me dá tonteira. O máximo para mim, é o segundo degrau do poleiro – ela respondeu.

Assim, fim de papo. Agarrou a águia e a enfiou dentro de um saco. E continuou sua marcha para o alto das montanhas.

Chegando lá, escolheu o abismo mais fundo, abriu o saco e sacudiu a águia no vazio.

Ela caiu. Aterrorizada, debateu-se furiosamente, procurando algo a que agarrar. Mas não havia nada. Só lhe sobravam as asas…

E foi então que algo novo aconteceu. Do fundo do seu corpo galináceo, uma águia, há muito tempo adormecida e esquecida, acordou, se apossou das asas e, de repente, ela voou…

Medo do desconhecido

Contam às lendas que um dia um espião foi preso e condenado à morte pelo general do exercito árabe.

Sua sentença era o fuzilamento, mas o general tinha um hábito diferente e sempre oferecia ao condenado outra opção. E essa outra opção era escolher entre enfrentar o pelotão de fuzilamento ou entrar por uma porta preta.

Com a aproximação da hora da execução o general ordenou que trouxesse o espião a sua presença para uma breve entrevista.

Diante do condenado, fez a seguinte pergunta: o que você que – a porta preta ou fuzilamento?

A escolha não era fácil, por isso o prisioneiro ficou pensativo e, só depois de alguns minutos, deu a resposta: prefiro o fuzilamento.

Depois que a sentença foi executada o general virou-se para o seu ajudante e disse: “assim é com a maioria dos homens. Prefere o caminho conhecido ao desconhecido”.

E o que existe atrás da porta preta? Perguntou o ajudante.

A liberdade, respondeu o general. E poucos foram os homens corajosos que a escolheram.

Essa é uma das mais fortes características do ser humano: optar sempre pelo caminho conhecido por medo de enfrentar o desconhecido.

Geralmente as pessoas não abrem mão da acomodação que uma situação previsível lhe oferece. É mais fácil ficar coma a segurança do que já se sabe do que aventurar-se a investigar novos caminhos.

Pense nisso!

Nem sempre o caminho já batido por muitos é o caminho que nos conduzirá a liberdade.

Nem sempre nadar a favor da correnteza é indício de chegada a um porto seguro.

Às vezes, é preciso abrir trilhas ainda desconhecidas da maioria, mesmo que tenhamos que seguir só.

Por vezes, é preciso nadar contra corrente, optar pela porta estreita, para que se possa vislumbrar um mundo livre, feliz, sem constrangimentos que tolhem a liberdade e infelicitam os seres.

O SÁBIO E A VAQUINHA

Um mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou ao longe um sitio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.

Durante o percurso, ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar.

Os moradores eram um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas.

O mestre então, aproximou-se do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou:

– Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho.

Como o senhor e sua família sobrevivem aqui?

E o senhor respondeu:

– Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias.

Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo e coalhada para nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.

O sábio agradeceu, contemplou o lugar por uns momentos, despediu-se e foi embora.

No meio do caminho ordenou ao seu discípulo:

– Pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a. Jogue-a lá em baixo.

O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência da família.

Mas, como percebeu o silêncio absoluto do mestre, foi cumprir a ordem e viu a vaquinha morrer.

Um dia ele resolveu largar tudo o que tinha aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo aquela família.

Pedir perdão e ajudá-los.

Assim o fez e quando se aproximava do local avistou um sitio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, e algumas crianças brincando no jardim.

Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver.

Foi recebido por um caseiro e então perguntou sobre a família que ali morava há uns 04 anos e o caseiro respondeu:

– Continuam morando aqui.

Espantado ele entrou na casa e viu que era a mesma família que visitara antes com o mestre.

Elogiou o local e perguntou ao dono da vaquinha:

– Como o senhor melhorou esse sítio e está tão bem de vida?

E o senhor respondeu:

– Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu.

Daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos.

Assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora.

UNIÃO QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA

Durante uma era muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos por não se adaptarem às condições do clima hostil.

Foi então que uma grande “manada” de porcos espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir e sentir o calor do corpo do outro.

E todos juntos, bem unidos, agasalharam-se mutuamente, aqueceram-se enfrentando por mais tempo aquele tenebroso inverno.

Porém, vida integrada, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte.

A afastaram-se, feridos, magoados, sofridos.

Dispensaram-se por não suportarem mais tempo os espinhos dos semelhantes. Doíam muito.

Mas essa não foi a melhor solução. Afastados, separados, logo começaram a morrer congelados.

Os que sobreviveram, voltaram a aproximar-se, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas suficiente para conviver sem ferir, magoar, sem causar danos recíprocos. Assim, suportaram-se resistindo àlonga era glacial. Sobreviveram.

Se continuarmos mantendo a união, podando nossos espinhos, respeitando as individualidades e pensando na importância de uma convivência em grupo, por certo que sobreviveremos a todas as eras glaciais.

DOMINGOS B. ARAÚJO

E TÃO BOM

(Luis Caldas)

É tão bom

Quando a gente se entrega à beleza

E se sente em total realeza

Com a natureza e o amor

É tão bom

Quando cicatriza uma ferida

Abrindo as portas da vida

Prum beija-flor te beijar

É tão bom

Quando a gente tem fé e acredita

Que existe uma vida bonita

Como quem cultiva uma flor

É tão bom

Não se desesperar com besteiras

Não levar a sério as asneiras

Que algum ser humano plantou

É tão bom

Ir colando os pedaços da vida

Sentir toda ira incontida

Que teima em queimar todo o ser

Esquecer toda a mágoa que molhou teus olhos

Saber que no fundo me correm

Os pavões e os mistérios no ser

TENTE OUTRA VEZ

(Raul seixas)

Veja

Não diga que a canção está perdida

Tenha fé em Deus, tenha fé na vida

Tente outra vez.

Beba,

Pois a água viva ainda está ria fonte

Você tem dois pés para cruzar a ponte.

Nada acabou, não, não, não.

Tente,

Levante sua mão sedenta e recomece a andar

Não pense que a cabeça aguenta se você parar

Há uma voz que canta, há uma voz que dança

Há uma voz que gira

Bailando no ar.

Queira,

Basta ser sincero e desejar profundo

Você será capaz de sacudir o mundo

Vai, tente outra vez.

Tente,

E não diga que a vitória está perdida

Se é de batalhas que se vive a vida

TENTE OUTRA VEZ.

Bom Dia

(Paulo Freire e Silvuca)

Um dia quero mudar tudo

No outro em morro de rir

Um dia estou cheia de vida

No outro não sei aonde ir

Um dia eu escapo por pouco

No outro não sei se vou me livrar

Um dia esqueço de tudo

No outro não posso deixar de lembrar

Um dia você me maltrata

No outro me faz muito bem

Um dia eu digo a verdade

No outro não engano ninguém

Um dia parece que tudo, tem tudo para ser o que eu sempre sonhei

No outro da tudo errado, e acabo perdendo o que já ganhei

Logo de manhã, DOM DIA! (Bis)

Um dia eu sou diferente

No outro sou bem comportado

Um dia eu durmo até tarde

No outro eu acordo cansado

Um dia te beijo gostoso

No outro nem vem que eu quero respirar

Um dia quero mudar tudo no mundo

No outro eu vou devagar

Um dia eu penso no futuro

No outro eu deixo pra lá

Um dia eu acho a saída

No outro eu fico no ar

Um dia na vida da gente

Um dia sem nada de mais

SÓ SEI QUE EU ACORDO E GOSTO DA VIDA

OS DIAS NÃO SÃO NUNCA IGUAIS

Logo de manhã, BOM DIA! (Bis)

TESTE SEU QE*
Sempre
Normalmente
Às vezes
Raramente
Nunca
PONTOS

1. Tenho consciência até mesmo dos mais tênues emoções assim que elas aconteçam.
2. Uso meus sentimentos para ajudar a tomar decisões importantes na vida.
3. O mau humor me abate.
4. Quando estou bravo, das duas uma: estouro ou fico remoendo a raiva em silêncio.
5. Sei esperar pelos elogios ou gratificações quando alcanço meus objetivos.
6. Quando estou ansioso em relação a um desafio, como falar em público ou fazer um teste, tenho dificuldade de me preparar adequadamente.
7. Em vez de desistir diante de obstáculos ou decepções, eu permaneço otimista e esperançoso..
8. As pessoas não precisam diante de obstáculos oi decepções, eu permaneço sozinho.
9. Meu senso afiado sobre os sentimentos alheios me faz compreensivo em relação aos momentos difíceis dessas pessoas.
10. Tenho problemas para lidar com conflitos e com o baixo-astral em relacionamentos.
11. Posso sentir o pulso de um grupo ou de uma relação entre pessoas e expor sentimentos não ditos.
12. Posso aclamar ou conter sentimentos aflitivos de forma que isso não me impeça de continuar fazendo as coisas que tenho de fazer.
TOTAL DE PONTOS

Elaborado pelo psicólogo americano Daniel Golerman, este teste não científico, mas dá uma idéia de como está a sua inteligência emocional. Marque a resposta e conte os pontos.

COMPARTILHAR
Artigo anteriorArte na Educação Escolar
Próximo artigoA AUTO-ESTIMA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Marcelo é um profissional de Informática interessado em Internet, Programação PHP, Banco de Dados SQL Server e MySQL, Bootstrap, Wordpress. Nos tempos livres escreve nos sites trabalhosescolares.net sobre biografias, trabalhos escolares, provas para concursos e trabalhos escolares em geral.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here