A HISTÓRIA DO BASQUETEBOL

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DICAS PARA ANALISAR, COMPREENDER, E INTERPRETAR TEXTOS

Autor: Gicelda de Oliveira Matos Avancini

O Basquetebol (tem o nome reduzido no Brasil, com freqüência, para basquete), que é um dos mais populares esportes em todo o mundo, é originário dos Estados Unidos e tem um “criador”, ao contrário de outros esportes, derivados de jogos e passatempos cujas origens se perdem na antigüidade.

Criado especialmente para recinto fechado, o basquetebol nasceu da necessidade de exercitar estudantes em Springfield, Massachusetts (Estados Unidos), durante o inverno, quando não podiam praticar a maioria dos esportes ao ar livre.

Foi idealizado pelo canadense James Naismith, professor de educação física, que o lançou naquela cidade, em 1891.

Até 1983 o basquetebol tinha regras rudimentares e não havia limites para a quantidade de jogadores em cada time como tinha sido idealizado para classes de ginástica e recreação, o basquetebol comportava ilimitado número de jogadores de cada lado. Em um dos relatos de jogos mais antigos, na Universidade Cornell, por exemplo, como existiam cem alunos, o professor os dividia em conjuntos de cinqüenta e, segundo seu depoimento, quando a bola ia para uma das extremidades da quadra, o aluno que a controlava era acompanhado pelos restantes 99.

Como foi dito anteriormente o basquetebol tinha regras rudimentares criadas pelo próprio professor Naismith, essa regras, treze no total, são as que seguem logo abaixo

Porém, com a sua atualização para os padrões atuais:

1) A bola deve ser atirada em qualquer direção com uma, ou ambas as mãos.

Corrente: Esta regra continua atual, no ponto de vista em que a bola pode ser atirada ou passada em qualquer direção. A única mudança nesta regra é a violação da transposição de campo. Uma vez passada a bola do meio campo, esta não poderá ser passada para trás da linha de meio campo, a não ser antes tocada por um jogador defensivo.

2) A bola pode ser batida em qualquer direção, com uma ou ambas as mãos.

Corrente: A bola continua a poder ser batida com uma ou ambas as mãos. Pode ser batida por um jogador ou batida durante um lançamento. Esta regra levou à evolução do “corte”, onde um jogador defensivo pode cortar ou bloquear um lançamento, enquanto a bola vai no ar, em direção ao cesto.

3) Um jogador não pode correr com a bola, tanto que ele deve atirar a bola do sítio onde a apanha, com força, para que o cesto seja feito por um homem que apanhe a bola, enquanto corre a uma boa velocidade.

Corrente: Um jogador não pode correr com a bola, devendo driblar ou passá-la. A um jogador que corra com a bola nas mãos, chama-se passos.

4) A bola deve ser segura nas, ou entre as mãos. Os braços ou o corpo não devem ser utilizados para a segurar.

Corrente: A bola apenas pode ser segura nas mãos ou nos braços de um jogador. Um jogador não pode usar o seu corpo por segurar a bola ou para a impedir de chegar a um jogador, ou ao cesto.

5) Nenhum segurar, empurrar, fazer cair ou ofender de forma alguma uma pessoa da equipe oponente deve ser permitido. A primeira infração desta regra por qualquer pessoa deve contar como falta, a Segunda deve desqualificá-lo até que o próximo cesto seja concretizado, ou se tiver havido evidente intenção de injuriar a pessoa, até ao fim do jogo, sem ser permitida a substituição.

Corrente: As ofensas observadas continuam-se a aplicar ainda hoje e resultam em faltas ou até expulsões. Como a regra de Naismith, um jogador pode ser expulso de um jogo por uma infração. Uma falta flagrante é o desnecessário ou excessivo contato contra um oponente, que resulta em dois lançamentos livres e posse da bola. Um jogador que cometa uma falta flagrante pode ser expulso do jogo ou suspenso por um período de tempo.

6) Uma falta é bater a bola com o punho, violação das regras três e quatro e aplicando-se tal como está descrito na regra cinco.

Corrente: Os jogadores de hoje, da NBA, têm permissão a uma maior criatividade, pois usam passes como o passe de peito, passe de ressalto, passe por trás das costas e até o passe ocasional do cotovelo, como o movimento do defesa Jason Williams no “Rookie Challenge” de 2000.

7) Se qualquer lado faz faltas consecutivas, deve contar como um cesto para o oponente.

Corrente: A regra, atualmente, não está muito longe da original: depois de cinco faltas num lado, a equipe está em posição de falta e o oponente faz dois lançamentos livres.

8) Um cesto deve contar quando a bola é atirada do chão para o cesto e lá fica, mas apenas se os defesas não tocarem na bola ou interferirem na concretização do cesto. Se a bola ficar no aro e um defesa mover o cesto, deve contar como concretização dos pontos respectivos.

Corrente: Esta regra mudou no sentido em que o cesto agora tem um buraco neste e a bola não fica lá, sai. No entanto, um jogador não pode tocar o aro do cesto quando a bola tiver sido atirada e está em direção ao cesto. Esta regra originou uma nova violação no jogo de basquetebol.

9) Quando a bola sai dos limites, deve ser atirada para dentro do campo e jogada pela primeira pessoa que a tocar. O jogador que atira a bola para dentro do campo tem cinco segundos e, se ele mantiver a bola durante mais tempo, esta deve ficar na posse do oponente. No caso de disputa, deve ser o árbitro a atirá-la para dentro do campo. Se qualquer lado persistir em interromper o jogo, o árbitro tem o dever de lhes atribuir uma falta.

Corrente: Atualmente a regra dos cinco segundos continua a existir e, se um jogador não atirar a bola nesses cinco segundos, a bola volta para a outra equipa. A regra dos cinco segundos também condiciona um jogador em campo a passar, lançar ou driblar a bola neste espaço de tempo, sem o ultrapassar ou perderá a posse de bola.

10) O árbitro deve ser o juiz dos homens e deve anotar as faltas e notificar quando três faltas consecutivas tenham sido feitas. Ele deve ter poder para desqualificar jogadores, de acordo com a quinta regra.

Corrente: Atualmente, na NBA, há três árbitros que assinalam as faltas e determinam as expulsões.

11) O árbitro deve ser o juiz da bola e deve decidir quando a bola está em jogo, dentro dos limites, e a que lado pertence, e deve controlar o tempo. Ele deve decidir quando um cesto é concretizado e contabilizar os cestos, como qualquer outra obrigação que usualmente faça parte do perfil de um árbitro.

Corrente: os árbitros da NBA continuam a determinar a posse da bola. Contudo, estão separados os que controlam o tempo e que observam o relógio do jogo e verificam os jogadores substitutos que entram em jogo- são os árbitros de mesa. Um dos árbitros de mesa, atualiza (controla) as estatísticas do jogo, bem como a pontuação, as estatísticas individuais dos jogadores e as faltas

12) O jogo deve ser de dois tempos de quinze minutos, com um intervalo de cinco minutos.

Corrente: Esta regra mudou, pois atualmente os jogos da NBA são jogados em duas grandes partes, havendo um intervalo de quinze minutos entre estas. O jogo consiste em quatro quartos de doze minutos, pois verifica-se ocasionalmente uma pausa de cinco minutos, a meio de cada meio tempo. Se, quando o jogo acabar, as equipes estiverem empatadas há uma prorrogação de cinco minutos.

13) O lado que fizer mais cestos nesse tempo deve ser considerado o vencedor. No caso de empate o jogo deve, por acordo dos capitães, prolongar-se até que outro cesto seja concretizado.

Corrente: A equipe com mais pontos no fim do jogo é declarada vencedora. Se um jogo está empatado, vai a prolongamento de cinco minutos, que continua até que uma equipe tenha mais pontos.

A quadra de basquete tem 28m de comprimento por 15m de largura, com uma linha central que delimita as áreas de ataque e defesa de cada equipe. Em cada lado há uma tabela com um aro de 45cm de diâmetro, em posição horizontal, à altura de 3,05m do piso. Uma cesta valerá dois pontos, a menos que o arremesso tenha sido feito fora da “linha-de-três-pontos” (um arco traçado em cada extremidade do campo, com um raio de 6,25m a partir da projeção vertical do centro do aro), nesse caso, a cesta valerá três pontos.

Dentro do arco da “linha-de-três-pontos” há um desenho, denominado “garrafão” devido a sua antiga forma, que foi modificada, alargando-se para descontar a vantagem dos jogadores mais altos. Se um jogador permanece três segundos no “garrafão”, quando em ataque, sua equipe perde o direito ao domínio da bola, que passa para o quadro adversário, como lateral. Da “cabeça do garrafão”, em semicircunferência, é que se executam os lances-livres. A zona do “garrafão” tem importância fundamental, pois nela se disputa o “rebote”, que é a bola sobrada no repique de um arremesso que se choca na tabela ou no aro da cesta. A bola tem entre 75 e 78cm de circunferência e pesa de 600 a 650 gramas.

O basquetebol ganhou adeptos pelo mundo todo e evolui mui rápido, técnicos e jogadores inventaram complicadas jogadas e manobras ofensivas. Alguns sistemas buscam contagens altas e enfatizam a velocidade e os lançamentos. Outros preocupam-se mais com a diferença do placar e concentram-se no controle da bola, utilizando deslocamentos menos rápidos. De qualquer modo, todos são concebidos para romper sistemas defensivos, sendo as táticas defensivas os principais fatores do estilo de jogo. Muitas regras foram modificadas (como já foi mostrado), e outras foram criadas. O basquetebol, dirigido a princípio pela Federação Internacional de Handball, emancipou-se em 1932, ao ser fundada em Lausanne a atual Federação Internacional de Basquetebol Amador (FIBA), a que se filiam as entidades nacionais. A FIBA teve sua sede em Roma até a entrada da Itália na segunda guerra mundial, transferindo-se então para Berna (Suíça). Está hoje instalada em Munique (Alemanha). Sua administração é composta de um Bureau Central, formado por presidente, cinco vice-presidentes (um por continente), secretário-geral, secretário-adjunto, tesoureiro e vários membros avulsos. De quatro em quatro anos, reúne-se o Congresso Internacional.

O Basquetebol no Brasil

Por volta de 1896, o professor Augusto Shaw introduziu o basquetebol no Mackenzie College, de São Paulo, entusiasmando seus alunos. A implantação definitiva do esporte, todavia, só ocorreu a partir de 1912, sob o impulso de campanha desenvolvida pela Associação Cristã de Moços. Por iniciativa da ACM, em 1915 realizou-se um primeiro campeonato.

Em 1925, disputou-se o primeiro certame brasileiro, reunindo o antigo Distrito Federal e São Paulo, com a vitória dos cariocas, numa promoção da Confederação Brasileira de Desportos, que dirigiu o basquetebol até 1933, ano em que foi fundada a Federação Brasileira de Basquetebol, nome modificado em 1941 para Confederação Brasileira de Basquetebol.

Deve-se ao técnico americano Fred Brown muito do que é o basquetebol brasileiro no presente. Trouxe-o para o Rio de Janeiro o Fluminense Futebol Clube, em 1920. Experimentado técnico de campo e de gabinete, Fred Brown radicou-se no Brasil, lançou as bases de melhor organização e impulsionou o esporte. Foi decisiva sua atuação à frente das equipes e seleções e na direção de cursos de técnicos, durante três anos, na Liga Carioca de Basquetebol, em esforço que precedeu a criação da Escola Nacional de Educação Física e Desportos.

Os sucessos de suas equipes no exterior firmaram o basquetebol brasileiro no conceito internacional. Desde 1948, quando obteve o terceiro lugar nos Jogos Olímpicos de Londres, a seleção masculina tem-se classificado entre as seis primeiras em quase todas as competições de que participou.

Referências Bibliográficas

Nova Enciclopédia Barsa. – São Paulo: Barsa Consultoria Editorial Ltda., 2001

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