ARTROPODES

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O número de espécies é cerca de 970.000 ou seja 83% do reino animal. Alguns ocorrem em altitudes acima de 6.000 metros, outros de mais de 9.500 metros de profundidade no mar. São diversas espécies adaptadas para a vida na terra, no ar, no solo e água doce ou salgada. Outras espécies são ecto ou endo parasitas de vegetais e animais.

São divididos em cinco classes: Crustáceos, Insetos, Aracnídeos, Quilópodes e Diplópodes.

Artropodes

 

Apresentam um exoesqueleto quitinoso e uma série de apêndices articulados. O exoesqueleto limita o crescimento desses animais, que crescem através do processo de mudas (ecdises), durante as quais trocam o seu envoltório.

A estrutura do sistema respiratório depende do grupo e do habitat de cada espécie. Existem grupos que apresentam respiração branquial (crustáceos), traqueias (insetos, aracnídeos, quilópodes e diplópodes) e cavidade pulmonar (aracnídeos).

O sistema circulatório é do tipo aberto e o sangue é lançado do coração para o interior de cavidades. A excreção pode ser realizada através das glândulas verdes (crustáceos), glândulas da coxa (aracnídeos) ou túbulos de Malpighi (insetos, aracnídeos, quilópodes e diplópodes).

O sistema nervoso é ganglionar, sendo composto por um cordão central ventral, gânglios cerebroides e um anel nervoso.

A reprodução é sexuada, existindo tanto espécies dioicas quanto hermafroditas. O desenvolvimento pode apresentar estágios larvais (indireto) ou ser direto.

A)Crustacéos

Os crustáceos possuem representantes terrestres, de água doce e marinhos. Existem espécies de vida livre e também algumas que vivem fixas a substratos.
Os crustáceos receberam este nome por causa da composição do seu exoesqueleto de carbonato de cálcio, que forma uma crosta. São de hábitos aquáticos, sendo a maioria marinha.
As espécies mais conhecidas são as lagostas, camarões, craca, tatu-bola, siris, caranguejos e tatuzinhos.

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O siri é um animal adaptado à natação, por isso, seu último par de pernas é achatado, em forma de remo, o que permite melhor desempenho na função. O cefalotórax desses animais também é achatado dorsoventralmente.

artropodes_caranguejo
Os caranguejos possuem o corpo mais robusto e as pernas não possuem adaptações para o nado.

O corpo é dividido em cabeça, tórax e abdome, ou em cefalotórax e abdome. Possuem 5 pares de pernas, 2 pares de antenas na região cefálica, que é característica distintiva destes animais. Possuem um tronco segmentado e um telson na região terminal, portador de um ânus. Em muitos crustáceos o tórax está coberto por uma carapaça dorsal.

artropodes_crustaceos_sistema_digestivo

 

O corpo é dividido em duas regiões: cefalotórax e abdome. Possuem dois pares de antenas e cinco ou mais pares de apêndices locomotores. São importantes constituintes do zooplâncton.

B) INSETOS

É a classe com maior número de espécies. Nela estão incluídos animais como besouros, pulgas, borboletas, libélulas, percevejos, entre outros. O corpo é dividido em três regiões: cabeça, tórax e abdome. Na cabeça existe um par de antenas. No tórax encontram-se três pares de apêndices locomotores e as asas, quando presentes. Nem sempre é possível distinguir claramente as três regiões do corpo.

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O desenvolvimento pode ser direto ou indireto. No desenvolvimento direto do ovo eclode um indivíduo já semelhante ao adulto, ou seja, não há metamorfose (insetos ametábolos). Existem dois tipos de desenvolvimento indireto: com metamorfose incompleta (insetos hemimetábolos) ou completa (insetos holometábolos). Na metamorfose incompleta do ovo emerge a ninfa, que se desenvolverá no adulto. Na metamorfose completa, do ovo emerge uma larva que origina a pupa, que, por sua vez, se transforma no adulto.

artropodes_barata_ciclo_de_vida

 

C) ARACNÍDEOS

É a segunda maior classe de artrópodes. Existem espécies terrestres e aquáticas. Exemplos de aracnídeos são as aranhas, escorpiões, carrapatos e ácaros. O corpo da maioria dos aracnídeos encontra-se dividido em cefalotórax e abdome.

artropodes_aracnideos__aranha_brachypelma_smithi

 

No cefalotórax existem quatro pares de apêndices locomotores, um par de quelíceras e um par de palpos ou pedipalpos. As quelíceras podem ser utilizadas para injetar veneno nas presas, como ocorre nas aranhas, ou para esmagá-las, como é o caso dos escorpiões. Os palpos são utilizados para apreensão e manipulação das presas. Os aracnídeos não possuem antenas.
No entanto, em algumas ordens ou espécies há a divisão ou fusão dessas partes.
A maioria dos aracnídeos é carnívora. Alguns desses animais são parasitas do sangue de vertebrados, como os carrapatos. A sarna ou escabiose é causada por um aracnídeo, um ácaro.

Classificação dos aracnídeos

Os aracnídeos são classificados em: araneídeos (aranhas), escorpionídeos (escorpiões) e acarinos (ácaros e carrapatos).
Em algumas espécies os pedipalpos são estruturas presentes que servem para capturar as presas e noutras ainda como órgão da reprodução. Nos solpugídeos os pedipalpos são semelhantes às patas, fazendo parecer que têm cinco pares. As larvas dos ácaros têm apenas 6 patas – o último par só se forma na fase de ninfa.
Os aracnídeos não possuem antenas nem mandíbulas. Apresentam quelíceras ao redor da boca como estruturas envolvidas na manipulação do alimento. Possuem também ao redor da boca um par de pedipalpos, estruturas que podem ter diversas funções. As aranhas e os escorpiões são basicamente carnívoros. Muitos desses predadores possuem glândulas de veneno, que utilizam para paralisar sua presa.

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A fecundação é interna e os sexos são separados. O desenvolvimento é indireto nos ácaros e direto nas aranhas e escorpiões.

As aranhas possuem glândulas de veneno no interior de suas quelíceras. O veneno inoculado contém enzimas que imobilizam e iniciam a digestão das presas.

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O abdome dos escorpiões é dividido em duas regiões: uma mais anterior, chamada de pré-abdome (ou mesossoma), e outra mais posterior, o pós-abdome (ou metassoma). Na extremidade do pós-abdome há uma estrutura chama télson, que abriga as glândulas de veneno.

D) QUILÓPODES

Quilópode é uma palavra de origem grega que significa “aquela que tem mil patas” (quilo significa “mil”, e podos “patas”) e faz referência ao grande número de pares de pernas destes animais. A lacraia e a centopeia é um exemplo de quilópode.

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Possuem o corpo dividido em diversos segmentos. No primeiro segmento (cabeça) existe um par de antenas longas e um par de estruturas inoculadoras de veneno. Em cada um dos segmentos restantes há um par de pernas.
A maioria das espécies medem entre três e seis cm de comprimento, mas algumas como a Scolopendra gigantea podem atingir os 30 cm. Os quilópodes possuem um par de antenas, no mínimo, 12 ou mais pares de pernas locomotoras, a cabeça está recoberta por um escudo cefálico rígido e esclerotizado. São trignatos(três mandíbulas), geralmente apresentam conjuntos laterais de olhos frouxamente agrupados, podem ser cegos (geofilomorfos) ou com omatídios muito próximos entre si, formando olhos pseudofacetados (escutigeromorfos). Possuem uma garra de veneno no primeiro segmento do corpo chamada de forcípulas que se conecta por um ducto a uma glândula de veneno localizada no telopodito (porção móvel de um apêndice), são exclusivas entre os miriápodes com os quais injetam seu veneno nas presas. O seu veneno não é perigoso para o Homem, nem para as crianças pequenas a não ser em casos de reações alérgicas. As pernas anais, encontradas no último segmento do tronco, não apresentam função locomotora e sim de defesa, ataque ou sensitiva, podendo ter formas de pinça ou de antena.

São animais carnívoros, terrestres e de hábitos noturnos, vivem na sombra, em regiões quentes e em locais bastante úmidos. São ovíparos, carnívoros e predadores. Eles possuem veneno, que é inoculo no inimigo ou na presa.

E) DIPLÓPODES <—( Para saber mais sobre os Crustáceos clique no Titulo)

O nome da classe vem do grego diploos, duplo; e podos, pés, e faz referência a presença de um par de apêndices locomotores por segmento do abdome. O piolho-de-cobra é um exemplo de diplópodes.

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Possuem o corpo segmentado, dividido em cabeça, tórax e abdome.
O corpo dos diplópodes possui uma cabeça com uma par de antenas curtas, no tórax há um par de apêndices locomotores por segmento; e no abdome, dois pares.
São herbívoros, não possuem glândulas de veneno e vivem em ambientes terrestres úmidos.
Um representante desse grupo é o piolho-de-cobra, conhecido também como embuá ou gongolo.

Os diplópodes gostam de lugares escuros e terra úmida. Vivem embaixo de pedras e folhas mortas ou dentro de troncos de árvores apodrecidos. Assim como os quilópodes, eles procuram sombra e umidade.
Quando atacados, enrolam-se e liberam uma secreção que afugenta os inimigos. Os diplópodes são ovíparos, isto é, pões ovos.

Documentário sobre insetos

Bibliografia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Artropodes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Crust%C3%A1ceos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Insetos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aracnideos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quil%C3%B3podes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dipl%C3%B3podes

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