Ponto Idade pelos quatro pontos cardeais do mapa

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DICAS PARA ANALISAR, COMPREENDER, E INTERPRETAR TEXTOS

A passagem do Ponto Idade pelos quatro pontos cardeais do mapa – fases decisivas
julho/2003

A revista Galileu de maio/2003, num especial sobre astrologia, traz como chamada de capa o título “A força do Ascendente”, de uma certa forma em consonância com os desejos de esclarecimento dos seus leitores. Se consegue esclarecê-los é uma outra história!

Então, o que se percebe é uma curiosidade muito grande em torno do Ascendente e do que ele possa significar. No entanto, o mapa astrológico apresenta três outros pontos também tão importantes quanto o Ascendente (AC) porque representam momentos decisivos em nossa vida. São eles: o IC (Fundo do Céu), DC (Descendente) e o MC (Meio do Céu). Esses quatro pontos (AC, IC, DC e MC) correspondem a uma divisão do mapa em quatro partes. No AC nascemos, no IC já crescemos e podemos deixar a casa paterna, no DC nos confrontamos com o mundo e com os parceiros ou com os sócios, no MC já estamos maduros (ou deveríamos estar!) e caminhamos para uma total individuação. Então, regressamos a nós mesmos, ao nosso eu, à plena posse de nós mesmos voltando de novo no AC. Introduz-se agora no mapa uma noção de transcurso do tempo. Demos a volta no mapa, caminhando em sentido contrário às agulhas do relógio e no mesmo sentido dos signos. Esta é a direção que nos leva para diante na nossa evolução.

Explicando melhor: o momento de nosso nascimento é marcado pelo signo Ascendente e, então, começamos a primeira fase de nossa vida. Este primeiro período vai de zero a dezoito anos e tem a qualidade do fogo. Corresponde à manifestação do eu no mundo e são essencialmente anos de formação. A atitude é passiva diante da vida, deixando-se submeter aos padrões de comportamento do meio ambiente, seja ele estimulante e acolhedor, ou violento e desestruturador.

Aos dezoito anos chegamos ao IC, o Fundo do Céu. É o momento em que recebemos um impulso vital para trabalharmos a nossa individualidade, que só se completará quando chegarmos ao MC (Meio do Céu), que está justamente no lado oposto ao IC. A partir dos dezoito anos a vida fica mais interessante porque nos pomos em contato com os outros para nos conhecer, nos experimentar e conseqüentemente nos desenvolver. Neste período questionamos nosso modelo familiar (Casa 4, de Câncer), encontramos nossos parceiros para o romance, temos filhos (Casa 5, de Leão) e nos firmamos no trabalho (Casa 6, de Virgem) e chegamos ao DC. Este período vai de dezoito a trinta e seis anos e tem a qualidade da terra. Aos cinqüenta e quatro chegamos ao MC, momento em que a individualidade já deverá estar em pleno florescimento e maturidade. Aí, estaremos prontos para voltarmos de novo ao AC, isto é, voltarmos para nós mesmos.

Até aí nenhuma novidade, nada que não se encontre em qualquer livro de psicologia que trate das etapas de desenvolvimento do ser humano. Então, por que recorrer à Astrologia para sabermos o óbvio?

Há algumas razões bem práticas. Enquanto vamos caminhando pelo zodíaco, ao encontrarmos algum planeta, a capacidade básica representada por ele se coloca na consciência e topamos sempre com situações externas nas quais nos ocuparemos das qualidades e características deste planeta. Momentos marcantes também são quando passamos de um signo a outro. Ao entrarmos, num espaço de seis em seis anos numa nova casa astrológica, as experiências desta casa (ou áreas da vida representadas por esta casa) são ativadas e motivam em nós uma postura concreta em relação à vida, ao meio em que vivemos, aos nossos familiares e amigos. Muitas vezes podemos ficar confusos porque percebemos em nós certas mudanças ou atitudes que são novas e que nos arrancam de uma confortável situação anterior de estabilidade.

Nestes momentos podemos ter duas atitudes: a primeira é nos revoltar contra o que nos acontece, sentir-nos injustiçados e ficarmos presos num torvelinho de emoções negativas e a outra, muito mais sábia, é cooperarmos com as forças que nos estimulam à mudança e ao crescimento. A escolha é nossa.

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