DICAS PARA ANALISAR, COMPREENDER, E INTERPRETAR TEXTOS

SUMÁRIO

A sexualidade

Respostas sexuais adaptadas e desadaptadas

Fases da conscientização sexual

Dissonância cognitiva

Ansiedade

Raiva

Ação

Comportamento

Ciclo de resposta sexual

Fatores predisponentes

Biológico

Psicanalítico

Comportamental

Estressores desencadeantes

Doença física e ferimentos

Doença psiquiátrica

Medicamentos

HIV/AIDS

Parafilia: definições

Parafilia no contexto familiar

Dimensões da violência familiar

Características das famílias violentas

Isolamento social

Uso e abuso de poder

Respostas físicas ao espancamento

Respostas comportamentais

Classificação de parafilias

Epidemiologia

Distúrbios da identidade de gênero

Heterossexualidade

Homossexualidade

Bissexualidade

Parafilias

Travestivismo

Transexualismo

Fetichismo

Pedofilia

Exibicionismo

Voyeurismo

Masoquismo e sadismo

Parafilias sem outra especificação: definições rápidas

Considerações finais

Referências bibliográficas
A SEXUALIDADE

A sexualidade está relacionada a uma dimensão da personalidade, manifestando-se na aparência, nas convicções, comportamento e relacionamentos interpessoais.

Segundo Laraia & Stuart (2001), existem quatro componentes da sexualidade, como, identidade genética (sexo cromossômico do indivíduo), identidade de gênero (forma como o indivíduo percebe sua própria masculinidade ou feminilidade), papel de gênero (atribuições dos papéis culturais do gênero), tais como expectativas que envolvem o comportamento, cognições, ocupações, valores e respostas emocionais, orientação sexual (sexo que atrais romanticamente uma pessoa).

Com freqüência, a Enfermagem é solicitada a intervir nas preocupações sexuais dos pacientes, devido seu entendimento holístico, isto quando os profissionais desta área desenvolvem habilidades e competências nas abordagens de questões sexuais de forma consciente através da educação dos princípios básicos da sexualidade.

Para se entender o se precisa saber sobre este tema, primeiro é necessário um autoconhecimento e conscientizarão dos próprios sentimentos e valores com relação ao sexo, além de respeitar o conhecimento, sentimentos e valores dos outros.

RESPOSTAS SEXUAIS ADAPTADAS E DESADAPTADAS

Para se conhecer e entender as alterações e distúrbios sexuais devemos em primeiro compreender a “normalidade” do assunto e do comportamento.

Não há um padrão consensual entre os especialistas sobre qual é o comportamento sexual normal. A sexualidade varia de um extremo adaptado até o extremo da desadaptação, onde no primeiro extremo estão os critérios e que entre dois indivíduos que se consentem o ato, que a satisfação seja mútua sem prejuízo psicológico ou físico para qualquer um dos parceiros, sem que haja violência e coerção, sendo realizada de forma privativa.

A sociedade freqüentemente considera comportamento sexual aceitável ou inaceitável, baseando-se no medo, no preconceito e na falta de informação, desconsiderando os fatos.

Já se relacionando s respostas sexuais desadaptadas, pode-se citar os comportamentos que não envolvem um ou mais dos critérios para as respostas adaptadas.

Fases da conscientização sexual:

Dissonância cognitiva

É a primeira fase no desenvolvimento da autoconscientização sexual decorrendo da coexistência de duas crenças opostas como, por exemplo, pensamentos antagônicos sobre o assunto sexo, que incluem o desconforto em se tratando deste e a importância e necessidade de se ter certa tranqüilidade em falar sobre esse tema.

Ansiedade

Um leve nível de ansiedade é importante para se promover uma consciência de “perigo”, energia extra ou estimular o crescimento pessoal, de forma a criar um desconforto suficiente para iniciar uma ação.

Nesta fase, as incertezas, a insegurança, as questões e os problemas envolvendo a sexualidade são normais. O aprendizado sobre esse assunto e enfrentamento dos valores conflitantes, leva o indivíduo à terceira fase do desenvolvimento da conscientização sexual.

Raiva

Esta surge após o delírio da ansiedade, do medo e do choque, sendo direcionada a si mesmo ou dirigida ao outro ou à sociedade. Através da raiva, palavras e ações podem ser tão críticas quanto às atitudes que se está combatendo.

Ação

É a etapa final, onde diversos comportamentos emergem daí; os valores evoluem e mudam à medida que o indivíduo muda, cresce e adquire novas experiências.

Comportamento

De acordo com Kinsey, apud Laraia & Stuart (2001), há uma escala de classificação mede sete pontos para examinar a preferência sexual, onde 0 representa comportamento exclusivamente heterossexual, 6 experiências exclusivamente homossexuais; 2 3, e 4 indicam uma orientação exclusivamente hetero/homossexual.

Ciclo de resposta sexual

Quando se fala em resposta sexual, deve-se considerar que além dos modos de expressão sexual ou orientação, existem as respostas fisiológicas e psicológicas à estimulação sexual.

O ciclo de resposta sexual ocorre m quatro fases de acordo com Máster & Johnson apud Laraia & Stuart (2001), que são excitação, platô, orgasmo e resolução; já para Kaplan, apenas existem o desejo, excitação e orgasmo.

Muitas disfunções sexuais são causadas por fatores psicológicos (conflitos infantis não resolvidos, até problemas adultos como ansiedade do desempenho, falta de conhecimento ou ausência de comunicação com o parceiro) ou por fatores fisiológicos como transtornos vasculares e endócrinos, além de efeitos colaterais de medicamentos, sendo freqüente quando é resultado da interação entre esses dois fatores.

Fatores predisponentes

Biológico

Esses fatores são responsáveis pelo desenvolvimento do gênero, onde o somatotipo inclui cromossomos, hormônios, genitais internos, externos e gônadas.

Psicanalítico

De acordo com Freud apud Laraia &Stuart (2001), a sexualidade seria estabelecida antes do início da puberdade. A opção da expressão sexual de um indivíduo depende de um misto de hereditariedade, biologia e fatores sociais.

Para Freud, a criança passa por estágios como o oral, que é o primeiro. Este ocorre do nascimento aos 12 ou 18 meses, onde a principal sensação de prazer do bebê, deriva da estimulação dos lábios e da boca pela sucção.

O segundo estágio é o anal (de 1 a 3 anos de idade) onde a atenção é direcionada as funções excretoras e de controle esfincteriano.

O próximo é o estágio fálico (dos 3 aos 5 anos de idade), onde o foco fica sobre os genitais, ocorrendo também o complexo de Édipo nos meninos e complexo de Electra nas meninas (a criança possui emoções sexuais pelo genitor do sexo oposto, ressentindo-se pelo genitor do mesmo sexo).

O estágio final é o de latência, que persiste até a adolescência. Neste, há o ingresso no estágio genital e reaparecimento dos anseios sexuais, ressurgimento dos complexos de Édipo e Electra, com necessidade autoafirmação.

Comportamental

Sob a perspectiva de comportamento, a forma mais fidedigna para a compreensão das reações sexuais é as respostas observáveis a estímulos manifestos e mensuráveis.

Os behavioristas acreditam que o comportamento sexual dos adultos que cuidam das crianças como um elemento importante do desenvolvimento sexual posterior das mesmas.

Estressores desencadeantes

Doença física e ferimentos

A doença física pode alterar a sexualidade, mudando as sensações e o comportamento sexual do indivíduo.

Doença psiquiátrica

Este tipo de doença pode afetar a sexualidade do indivíduo, seu comportamento e satisfação. A depressão pode ser tanto resultado quanto a causa da disfunção sexual, diminuindo o desejo e do prazer.

A hipersexualidade pode ser o primeiro sintoma de um episódio maníaco. As pessoas com transtorno bipolar têm diminuições das inibições sexuais, freqüentemente escolhem impulsivamente seus parceiros sexuais ou começam casos extraconjugais, exibem comportamento sexual impróprio ou agem de maneira sedutora.

Medicamentos

Determinados medicamentos podem contribuir com a disfunção sexual. O efeito colateral mais comum da droga é a diminuição da libido, ocorrendo praticamente com a mesma freqüência em ambos os sexos.

O problema sexual mais comum é as disfunções eréteis masculina, seguidas por dificuldades de orgasmo; já nas mulheres o problema comum é a demora do orgasmo.

HIV/AIDS

O medo de contrair uma doença sexualmente transmissível pode provocar alterações no comportamento sexual, sendo a AIDS a DST mais assustadora nos últimos tempos.

PARAFILIA: DEFINIÇÕES

A parafilia é uma alteração comportamental, caracterizada por excitação sexual em resposta a objetos ou situações que normalmente não são excitantes para as atividades sexuais afetivas com parceiros humanos e que causam sofrimento tanto para o praticante quanto para a vítima que sofre a ação.

A experiência da violência em geral é devastadora e freqüentemente, as vítimas sobreviventes de abuso e da violência possivelmente será vista no contexto psiquiátrico.

Apesar de vários tipos de violência, os mais freqüentes relatos são os praticados dentro do contexto familiar que incluem também o estupro e abuso sexual extrafamiliar.

Em geral é estabelecida no final da infância ou próximo da puberdade e quando isso ocorre, esses padrões parafílicos persistem por toda a vida (Manual Merck, acesso em 08/02/2007).

Os parceiros de parafílicos com freqüência sentem-se como objetos.

A atividade parafílica quase sempre assume a forma de travestivismo, pedofilia, exibicionismo, voyeurismo, masoquismo ou sadismo, ocorrendo na maioria dos casos em indivíduos do sexo masculino.

PARAFILIA NO CONTEXTO FAMILIAR

Dimensões da violência familiar

A violência dentro do contexto familiar inclui o abuso físico e emocional de crianças, negligência, espancamento da esposa, estupro pelo cônjuge e abuso do idoso, ato esse que podem ser um segredo intrafamiliar que se estende por várias gerações.

Em geral, a causa básica da violência é a necessidade de poder e controle por parte do agressor, que são causados por uma interação de fatores de personalidade, demográficos, situacionais e sociais como tempo de convivência, envolvimento emocional, privacidade e conhecimento profundo um do outro, que pode tanto facilitar a intimidade quanto a violência. Portanto, uma família pose ser carinhosa e acolhedora e ao mesmo tempo violenta.

Características das famílias violentas

Fatores como processo familiar de múltiplas gerações, isolamento social, uso e abuso de poder, efeito de álcool e outras drogas são comuns às famílias violentas.

A violência familiar é transmitida entre múltiplas gerações, sendo vista como um comportamento aprendido.

Isolamento social

Famílias violentas são socialmente isoladas, talvez por alguns tipos de violência forem considerados anormais ou ilícitos tornando isso um segredo de família.

Uso e abuso de poder

Em cão de abuso sexual de crianças, o abusador em geral é dos sexo masculino em posição de autoridade, vitimando o menor em posição subalterna.

No abuso contra a esposa, justificam a violência por motivos triviais relacionados à necessidade de total domínio sobre a cônjuge. Essa violência freqüentemente começa ou aumenta quando a mulher adquire comportamento independente, como trabalhar para fora, freqüentando escola ou universidade (Laraia & Stuart, 2001).

Respostas físicas ao espancamento

Há um padrão característico das lesões relativas ao espancamento, que em geral, ocorre na cabeça, pescoço, face, garganta, tronco e órgãos sexuais.

As vítimas de violência experimentam sintomas físicos não obviamente relacionados com suas lesões, como cefaléias, problemas menstruais, dor crônica, perturbações gastrintestinais e do sono.

Respostas comportamentais

Muitas mulheres de vítimas de violência por parte do seu cônjuge permanecem no relacionamento, porque quando está sai de casa, corre maior risco de ser vítima novamente do seu agressor e até assassinada pelo mesmo que está obcecado pelo poder e controle.

A preocupação com os filhos é um tema importante na decisão para sair de casa.

Essas mulheres abandonam o ambiente violento, com freqüente indas e vindas antes do rompimento final, isto é normal, pois esse comportamento é influenciado pela qualidade de apoio social e assistência para a mulher, do comportamento do agressor e determinar como as crianças reagirão sem o pai.

O abuso contra a esposa faz parte de um sistema de controle por opressão que pode incluir coerção financeira, ameaças contra os filhos e outros familiares, bem como destruição do patrimônio.

Uma mulher vítima de violência conjugal corre extremo risco de sofre homicídio quando deixa seu parceiro ou deixa claro a ele que está terminando o relacionamento.

Os maridos que praticam agressão sexual contra sua esposa (estupro), acreditam que é certo ter sexo sempre que desejarem e da forma que assim também o querem.

A parafilia nasce de uma experiência negativa que ocorreu na infância e na puberdade, sendo comumente ocorrida no contexto familiar e menos freqüente, no extrafamiliar. Não necessariamente a violência tem que ser de forma sexual, mas a violência verbal e física também são estímulos para que tanto uma criança quanto um adulto vítima desses tipos de agressão possam desenvolver comportamentos parafílicos.

Os sintomas parafílicos que se desenvolvem podem ser manifestados através de práticas como as já citadas, dependendo a natureza da experiência sofrida.

Classificação de parafilias

As principais categorias segundo o Manual Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (DSM-IV, 4.a. ed.) são o exibicionismo, fetichismo, frotteurismo, pedofilia, masoquismo, sadismo, voyeurismo, fetichismo transvéstico e uma categoria separada paras as parafilias sem outra especificação (SOE), por exemplo, a zoofilia.

Uma pessoa pode ter vários transtornos parafílicos.

Epidemiologia

As parafilias são praticadas por uma pequena porcentagem da população. No entanto, a natureza insistente e repetitiva resulta na lata freqüência dos atos parafílicos. Sendo assim, uma parte da população tem sido vitima de pessoas com essa doença.

Entre os casos, a pedofilia é a mais comum. Os exibicionistas também preferem as crianças para exibirem seus órgãos sexuais.

Os voyeurs não causam tantos danos, pela característica desse comportamento.

O sadismo e o masoquismo sexual são sub representados em qualquer estimativa de prevalência. O sadismo só toma grande proporção, em caso de estupro e brutalidade seguido de conseqüência mais grave, sendo pouco denunciado por se tratar de atividade comumente realizada por prostitutas e seus clientes.

Mais de 50% das parafilias iniciam antes dos 18 anos de idade e geralmente tem de três a cinco distúrbios ao mesmo tempo ou em diferentes momentos de suas vidas, isso vale para os casos de exibicionismo, fetichismo, masoquismo, sadismo, sexual e zoofilia.

A ocorrência do comportamento parafílica atinge o seu pico entre os 15 e os 25 anos, desenvolvendo-se até por volta dos 50 anos. Por isso, é raro encontrar esse distúrbio entre as pessoas idosas a não ser em casos raros de forma isolada, ou com parceiros coperantes.

Distúrbios da identidade de gênero:

Heterossexualidade

Define-se como sendo a atração sexual por membros do sexo oposto, tendo sanções tanto legais quanto religiosas, influenciando a cultura, os valores e as normas cotidianas.

Homossexualidade

É a atração sexual por membros do mesmo sexo.

Os comportamentos sexuais envolvem escolha, enquanto a orientação sexual envolve emoções e atração erótica, podendo ambas ser geneticamente determinadas, em vez de ser simples questão de livre arbítrio.

Bissexualidade

É a resposta sexual a ambos os sexos. Alguns bissexuais relataram experiências de orgasmos mais intensos além de serem mais ousados sexualmente, descrevendo maiores níveis de erotismo, maior incidência e prazer com a masturbação.

PARAFILIAS

Travestivismo

É definido como àquele indivíduo que prefere o uso de roupas do sexo oposto. Os travestis em geral são do sexo masculino, casados, que relatam um comportamento heterossexual, não desejando uma mudança de sexo, hormonal ou cirúrgica. Estas pessoas em geral, tentam encontrar parceiros que os aceitem, além das suas atividades de travestivismo e que não impeçam relacionamentos sexuais com outras pessoas.

Transexualismo

É o indivíduo que anatomicamente é mulher ou homem, mas que expressa com forte convicção que tem a mente do sexo oposto, vive com um membro do sexo oposto em tempo parcial ou integral, tenta mudar de sexo legalmente por retribuição sexual, hormonal ou cirúrgica.

Muitos apresentam intenso sofrimento emocional pela discriminação da sociedade.

Fetichismo

Neste, a atividade sexual utiliza objetos físicos, às vezes a preferir contatos com seres humanos. Os fetichistas podem ser estimulados e satisfeitos pelo uso de roupas íntimas de uma outra pessoa, do uso de peças de borracha, segurando, friccionando ou cheirando esses objetos. Muitos dos indivíduos com esse distúrbio são incapazes de ter atividade sexual sem o uso de fetiches.

Pedofilia

É uma preferência pelo ato sexual com crianças em geral de 13 anos de idade para baixo.

O pedófilo pode se angustiar e preocupar-se com seu comportamento relacionado a fantasias sexuais com crianças, mesmo quando não as põe em prática.

A pedofilia pode manifestar-se de uma forma pura, quando a atração é apenas por crianças, ou mista, quando essa atração ocorre tanto com crianças quanto com adultos. A atenção pedófila pode ser por membros da família, mais conhecida como incesto, ou por indivíduos da comunidade circunvizinha.

Em geral, o agressor, através da coerção e ameaça impede a denúncia do ato, ficando a vítima submetida a novo ataque.

O tratamento pode ser com psicoterapia e medicamentos, mas em muitos casos, não há evolução satisfatória. O encarceramento ou aprisionamento por longos períodos pode aumentar as fantasias e os desejos do pedófilo.

Exibicionismo

Neste distúrbio, o sexo mais acometido como praticante é o masculino. Nele, o indivíduo expõe seus órgãos genitais e se excitam neste ato. A masturbação quase sempre está presente, sendo raros os casos de estupro por exibicionistas, haja vista que estes evitam o contato sexual com suas vítimas, que na maioria das vezes, nem sabem que o são.

Os indivíduos exibicionistas que são detidos possuem menos de quarenta anos de idade e nas mulheres é considerado um distúrbio psicossocial.

Voyeurismo

No voyeurismo, a excitação do indivíduo se dá pela observação de outras pessoas tirando a roupa ou praticando sexo, sendo o ato de observação o estímulo excitatório e não o que ele observa. Acomete mais o sexo masculino e em graus elevados, pode consumir horas de busca e observação, ficando o indivíduo “preso” ao seu distúrbio.

Atualmente existem uma incontável variedade de shows materiais de sexo explícito, porém esses não possuem o elemento principal de excitação para os voyeur que é a observação em segredo, sem deixar que o outro saiba que está sendo observado.

Masoquismo e sadismo

O masoquismo é a obtenção do prazer sexual através da autolesão e submissão a abusos. Já no sadismo, o prazer é conseguido causando sofrimento físico e psicológico no parceiro.

O sadomasoquismo em extremos, pode causar até a morte. O masoquista precisa do sádico, pois um gosta de sentir abusos e lesões para conseguir satisfação sexual, enquanto o outro a obtém praticando os abusos, lesões e agressões ao outro. A asfixiofilia, onde no momento do orgasmo, através da força do parceiro ou auto-aplicação de estrangulamento, o que de forma acidental pode levar a morte.

Os parceiros que não consentem com o comportamento do sádico, geralmente são aprisionados e sofrem abuso e violações. Comumente o sádico pode amarrar, amordaçar, torturar, ferir, apunhalar, aplicar choques elétricos ou até assassinar.

PARAFILIAS SEM OUTRA ESPECIFICAÇÃO: DEFINIÇÕES RÁPIDAS

• Necrofilia: é uma parafilia sem outra especificação, onde há o desejo e impulso e atração sexual por cadáveres.

• Escatologia telefônica: desejo, impulso e prazer sexual através de telefonemas obscenos.

• Parcialismo: prazer sexual obtido através da focalização de uma parte do corpo.

• Zoofilia: é o envolvimento sexual de seres humanos com animais. Há duas variedades: a zoofilia em si, que é o envolvimento levando em conta o prazer sexual também do animal, e a bestialidade, que é a satisfação sexual sem levar em conta o bem-estar do animal, muitas vezes levando-o a maltrato, ferimentos e até a morte. A bestialidade equivaleria ao estupro humano. A zoofilia geralmente é apenas um meio de obter prazer sexual, uma fantasia. Mas há quem adote como estilo de vida, podendo até casar com o animal. Lembrando que, tudo que deixa de ser apenas uma fantasia, e passa a tomar conta da vida da pessoa, é perversão.

• Coprofilia: consiste na excitação sexual relativa ao contacto com fezes do parceiro sexual. Abrange um largo espectro de práticas, que pode ir até à coprofagia (ingestão)..

• Urofilia: é a excitação associada ao ato de urinar ou receber o jato urinário do parceiro, chegando-se, em alguns casos, a beber a urina. A urina pode ser depositada no ânus ou vagina. É também designada como Ondinismo ou Urolagnia ou pelo termo popular “Chuva Dourada”.

• Cronofilia é um termo raramente usado para se referir a um grupo de parafilias do tipo em que a idade sexo-erótico da pessoa em causa é discordante da sua própria idade cronológica e concordante com a do parceiro.

• Teleiofilia: atração sexual de um menor por adultos.

• Apotemnofilia: é uma parafilia caracterizada pelo desejo de se ver amputado em uma ou mais partes do corpo.

• Gerontofilia: atração sexual de não-idosos por idosos, pode ocorrer em ambos os sexos e ter muito mais que o sexo como atrativo como interesse econômico, proteção social, carência afetiva.

• Podolatria: desejo e satisfação sexual obtido ao beijar, tocar, cheirar, lamber os pés do parceiro.

• Bondage: é um tipo específico de fetiche, geralmente relacionado com sadomasoquismo, onde a principal fonte de prazer consiste em amarrar e imobilizar seu parceiro ou pessoa envolvida.

• Pregnofilia ou Maieusofilia: uma parafilia que consiste em se ter desejo sexual por mulheres grávidas.

• Incesto: é a relação sexual ou marital entre parentes próximos ou alguma forma de restrição sexual dentro de determinada sociedade. São consideradas incestuosas, geralmente, as relações entre pais e filhos, entre irmãos ou meio-irmãos, ou entre tios e sobrinhos.

• Clismafilia: é a excitação sexual causada de preferência ou exclusivamente por clisters.

• BBW: são as iniciais de “Big Beautiful Woman”, ou seja, mulheres gordas e bonitas ou atraentes. Essas mulheres estão se tornando cada vez mais “objeto” de desejo de milhares de homens ao redor do mundo. Os admiradores de mulheres com esse tipo físico se chamam Fat Admirer ou simplesmente “FA”, ou seja, admiradores de gordas.

• Agorafilia: compreende-se o desejo doentio (impulso incontrolável) pela prática do coito em lugares abertos, ou ao ar livre.

• Anemofilia: no sentido botânico, é a polinização por ação portadora do vento. No sentido psiquiátrico, a anemófila é a excitação sexual com vento ou sopro (corrente de ar) nos genitais ou em outra zona exógena.

• Agrofilia: é a excitação em fazer sexo no campo (mato).

• Cinofilia: a amizade pelos cães; o gosto pelos cães.

• Coreofilia: Prazer sexual durante a dança.

• Corofilia: a inclinação de certas lésbicas maduras por mocinhas impúberes.

• Crinofilia: Excitação sexual provocada por secreções (saliva, suor, secreções vaginais, etc).

• Dendrofilia: excitação sexual com vegetais.

• Efebolia: também conhecida como hebefilia [do grego “ephebos” – pessoa jovem pós-pubescente, ou “hebe” – juventude, + “philia” ] é a condição de adultos que são dependentes da atração sexual por adolescentes pós-pubescentes, a fim de obter excitação sexual e facilitar ou conseguir o orgasmo.É uma parafilia distinta da nepiofilia e da pedofilia. O termo técnico para a condição parafílica recíproca na qual uma pessoa mais velha personifica um adolescente é o adolescentismo parafílico.

Um efebófilo pode ser de ambos os sexos, e se interessar por adolescentes do sexo masculino, feminino ou ambos. A pederastia se refere à atração direcionada a adolescentes masculinos. A atração por adolescentes femininas é algumas vezes chamada de Síndrome de Lolita. A atividade efebofílica pode ser fantasiada durante a masturbação ou cópula com parceiros adultos.

• Emetofilia: Excitação obtida com o ato de vomitar ou com o vomito de outro. Conhecido como “banho romano”.

• Estupro: Estupro é definido, na maior parte das jurisdições, como um ato ou uma penetração sexual sem consentimento válido por um dos partidos (tanto o homem quanto a mulher). prática não-consensual de sexo, imposta por meio de violência ou grave ameaça de qualquer natureza, ou ainda imposta contra pessoas incapazes de consentir com o sexo (como crianças).

• Hebefilia: resulta em desejo sexual por adolescentes púberes (com o corpo em transformação), entre nove e treze anos.

• Hipofilia: Sexo com cavalos.

• Menofilia: excitação sexual por mulheres menstruadas.

• Nanofilia: atração sexual por anões.

• Neosfilia: atração pela cópula em ilhas, geralmente deserta.

• Orquifilia: é o termo utilizado para descrever a excitação sexual por testículos.

• Paternofilia: Fixação sexual por virgens.

• Pigofilia: excitação sexual por nádegas.

• Pogonofilia: Excitação sexual por barbas.

• Trampling: é um fetiche que consiste no ato de um indivíduo ser pisado por uma ou mais pessoas, normalmente do sexo oposto, sendo mais comum uma mulher pisando num homem. O adepto desta parafilia sente-se excitado ao ser pisado por outra pessoa, descalça ou não, em várias partes do seu corpo, como peito, barriga e até mesmo cabeça e órgãos genitais. É muito comum o uso de salto-alto para a realização deste fetiche.

• Transfilia: O adepto desta parafilia sente-se excitado ao ser pisado por outra pessoa, descalça ou não, em várias partes do seu corpo, como peito, barriga e até mesmo cabeça e órgãos genitais. É muito comum o uso de salto-alto para a realização deste fetiche. Basicamente, manifesta-se como uma simpatia e uma vontade de adquirir amizade, relacionamento ou proximidade com pessoas trans. A transfilia se manifesta de muitas maneiras, independentemente da orientação sexual da pessoa (heterossexual, homossexual, bissexual etc.).

Uma parte dos transfílicos é formada por transexuais e transgêneros latente, que de algum modo tencionam pertencer ao grupo, usar os códigos, as maneiras e viver como, mas não tiveram oportunidade ou possibilidade, seja por fatores externos (pressões da família e da sociedade), ou internos (pressão fomentada dentro de si mesmo). Outra parte é formada por homens que preferem relacionar-se com transexuais ou transgêneros, mesmo sendo heterossexuais e agindo como tal dentro relacionamento.

Nesse caso, a transfilia está relacionada ao fetiche de se relacionar com uma figura feminina que possui um pênis (travestis), ou uma mulher que já foi homem anatomicamente (transexuais MtF operadas e hormonizadas), ou ainda – no caso das mulheres heterossexuais – relacionar-se com um homem que já foi anatomicamente uma mulher (transexuais FtM mastectomizados e homonizados).

• Tricofilia: conhecido o fetiche por cabelos e pêlos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Infelizmente, na maioria das vezes, os crimes ou comportamentos parafílicos não são denunciados com freqüência, primeiro pelo fato constrangedor da vítima, depois pela impunidade que pode acontecer, pelas ameaças e coerções que podem ocorrer ou outras variadas causas.

A detecção dos transtornos da sexualidade em geral ocorre após o cometimento de um crime, ou quando o parafílico já está em grande sofrimento, gerando incapacidade de se socializar e relacionar com todos, ficando totalmente isolado.

Como pode-se verificar, o transtorno da sexualidade acontece como um comportamento aprendido na criança e no adulto se manifesta devido ao um trauma sofrido dessa natureza ou por má resolução da questão sexual do indivíduo.

O enfermeiro é muito importante para o estabelecimento de um vínculo interpessoal com o paciente vítima de parafilia ou com transtornos parafílicos, isto porque a enfermagem é a profissão que fica constantemente em contato com o cliente; portanto deve ser esclarecido com relação à sexualidade e observar continuamente o comportamento e atitudes do indivíduo, a fim de desenvolver um diagnóstico de enfermagem compatível para uma boa evolução do paciente.

A parafilia pode ser tratada de forma paliativa com medicações e terapias, mas infelizmente, alguns indivíduos com transtorno da sexualidade são detidos, sofrem agressão dentro da prisão e podem inclusive ser assassinados, dependendo do tipo de crime que cometeram, outros,por sua vez, voltam a cometer e reivindicar o seu delito e poucos respondem ao tratamento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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02.LARAIA,M.T. & STUART,G.W. Enfermagem psiquiátrica:princípios e práticas. 6.ª ed. São Paulo, 2004.

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04.http:// www.psiqweb.med.br/dsm/sexual4.html. Acesso em 20/03/07.

05.http://www.psiqweb.med.br/forense/sexual6.html. Acesso em 20/03/07.

06.http://www1.uol.com.br/vyaestelar/peversao_parafilia.htm.

07.http://www.tarasnet.hpg.ig.com.br/tarasnetnosso%20parafilia. Acesso 21/03/07.

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Marcelo é um profissional de Informática interessado em Internet, Programação PHP, Banco de Dados SQL Server e MySQL, Bootstrap, Wordpress. Nos tempos livres escreve nos sites trabalhosescolares.net sobre biografias, trabalhos escolares, provas para concursos e trabalhos escolares em geral.

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