GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA



TRABALHO SOBRE GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

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JUSTIFICATIVA

Sabemos que muitas adolescentes estão engravidando hoje no Brasil e se faz necessário conhecer um pouco mais sobre essa situação. São vários os motivos que levam uma adolescente a engravidar e conhecer um pouco mais sobre o tema nos ajuda a entender essa situação, buscar ajuda e prevenção.

OBJETIVO GERAL

Há cada vez mais adolescentes tornando-se mães e pais. Para diminuir a incidência destes casos, não basta falar sobre os métodos contraceptivos, é necessário desvendar essa questão analisando diversos pontos para compreende-la. Nem sempre a falta de informação é o motivo principal e sim a falta de um projeto de vida. Desta forma é preciso um estudo geral sobre essa situação.

TIPO DE PESQUISA

    Pesquisa teórica
    Entrevista com adolescentes
    Relatos
    Dinamica de grupo

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

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Existe uma série de fatores que poderiam contribuir para o aumento da incidência de gestantes adolescente. O baixo nível socioeconômico é um deles porque, às vezes, como já disse, a gravidez representa oportunidade de ascensão social. Além disso, a baixa escolaridade também pesa nesse contexto. Metade das adolescentes atendidas nos hospitais já tinham interrompido os estudos antes de engravidar. Isso nos permite pensar que se tivessem continuado a estudar e a receber estímulos pedagógicos e culturais como acontece com as meninas de classe social mais favorecida, talvez nem pensassem numa gestação , porque de uma forma ou outra, a escola representa um fato de proteção para elas.

Outro fator que poderia ser pontuado é a desestruturação familiar. Notamos nessas adolescentes grávidas certas dificuldades de relacionamento com os pais. Na verdade, a dificuldade é maior com o pai, tanto que o grande medo é contar para ele que estão grávidas o que retarda, em muitos casos, o inicio do pré-natal.

Do ponto de vista biológico,alguns autores destacam como fator importante a menarca, ou seja a primeira menstruação que vem ocorrendo cada vez mais precocemente, graças talvez a melhora da alimentação ou à interferência do clima. No inicio do século, na Europa desenvolvida, as meninas menstruavam em média aos 17 anos. Hoje, a média é de 12 anos e vem baixando sistematicamente o que poderia estar relacionado com o início precoce da atividade sexual. No entanto, se fizermos uma retrospectiva histórica, veremos que a gravidez na adolescência não é novidade. Existe há muito tempo. É bem provável que nossas bisavós e talvez nossas avós tenham engravidado ainda adolescentes, pois as mulheres se casavam muito cedo. No entanto, o papel da mulher na sociedade mudou e talvez, por isso, o fato de engravidar mais precocemente chama tanto a atenção. Espera-se que a adolescente estude, trabalhe e não que engravide e tenha filhos.

ESTATÍSTICAS

Hoje, no Brasil, uma a cada três adolescentes de 19 anos já é mãe ou esta grávida de seu primeiro filho. Assim, 1,8% das parturientes estão na faixa etária de 15 a 19 anos, sendo que o número de parto de adolescentes entre 10 a 14 anos aumentou cerca de 7% entre 1993 e 1995, na rede publica de saúde.

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Atualmente, estima-se que mulheres entre 10 e 19 anos respondam por cerca de 28 a 35% do total das gestações (Brasil,2009). Em 2007, dos partos assistidos na rede do SuS, 29,8% foram relativos a jovens nessa faixa etária, subindo esse percentual, no ano seguinte, para 31,2%, correspondendo a quase 3,2 milhões de partos anuais (Brasil 2009). Só entre adolescentes com idade entre 10 e 14 anos, de 2003 a 2008, o aumento no número de partos foi cerca de 35% (Brasil 2009).

Podemos considerar a gravidez na adolescência um risco para o binômio mãe-filho, devido ao elevado índice de complicações como a toxemia gravídica, é freqüente a prematuridade ou o nascimento de bebês de baixo peso. Ocorre até mesmo uma competição feto-materna por nutrientes, já que ambos precisam de substancias especiais para o seu desenvolvimento (Leavell, Clark, 1965; Simpson, 1970).

Na prática médica, associa-se a gravidez na adolescência à probabilidade de aumento das intercorrências clinicas e morte maternal, assim como à índices maiores de prematuridade, mortalidade neonatal e baixo peso de recém-nascidos, entre outras conseqüências. Quando indesejada ou sem apoio familiar e social, a gravidez freqüentemente leva a adolescente à prática do aborto ilegal e em condições impróprias, constituindo-se esta uma das principais causas de óbito por problemas relacionados à gravidez. Só no ano de 2008 mais de 50 mil adolescentes foram atendidas em hospitais públicos para curetagem pós-aborto de 3 mil realizados entre jovens com idade entre 10 e 14 anos (Brasil 2009).

Do ponto de vista social, evidenciam-se implicações como abandono de escola, maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho, diminuição do padrão de vida, desestruturação familiar e conseqüente circularidade de pobreza (Organização Mundial da Saúde, 1998; Brasil, 1999).

Como forma de prevenir e controlar o crescimento da gestação entre adolescentes como decorrentes de comportamentos sexuais impróprios e descuidados, foram criadas medidas publicas par prevenção com ações educativas objetivando mudanças favoráveis no comportamento sexual, apoiada na oferta publica e meios anticonceptivos.

PROBLEMAS E MUDANÇAS

Algumas meninas engravidam na idade em que outras ainda brincam de bonecas. No inicio é um choque para a adolescente pois ela esta passando por uma fase de transição em busca de sua própria identidade.

Perguntas elementares como "quem sou?", "o que estou fazendo aqui?", "qual vai ser meu papel nesse mundo", ainda estão sem respostas e ela se depara tendo que enfrentar uma gravidez que atropela se desenvolvimento e a obriga também a buscar sua identidade como mãe.

As adolescentes grávidas vivenciam dois tipos de problemas emocionais: um pela perda de seu corpo infantil, e outro por um corpo adolescente recém-adquirido, que está se modificando novamente pela gravidez. Estas transformações corporais rapidamente ocorridas, de um corpo em formação para o de uma mulher grávida, são vividas muitas vezes com certo espanto pelas adolescentes.

Por isso é muito importante a aceitação e o apoio quanto às mudanças que estão ocorrendo, por parte do companheiro, dos familiares, dos amigos e principalmente pelos pais.

A escola muitas vezes não dispõe de estrutura adequada para acolher uma adolescente grávida. O resultado é que a menina acaba abandonando os estudos durante a gestação, ou após o nascimento da criança, trazendo conseqüências gravíssimas para o seu futuro profissional.

A adolescente grávida enfrenta várias dificuldades:

Dificuldade na relação com os pais pelo surgimento da gravidez; algum desapontamento, culpas e acusações que poderão ocorrer quando da chegada da notícia ou permanecer ainda por mais tempo;
Dificuldade na relação consigo própria pela "necessidade" de integrar a gravidez e a expectativa da maternidade nos seus projetos e interesses de adolescente;
Receio de possíveis alterações no relacionamento com o seu namorado;
Dificuldade em conseguir gerir a relação com o seu grupo de amigos;
Dificuldade em encontrar um espaço onde se sinta confortável para falar sobre os seus medos e dúvidas face à situação vivida.

Se a família e as pessoas mais próximas da adolescente que engravida, forem capazes de acolher o novo fato com compreensão, harmonia e respeito, a gravidez tem maior possibilidade de ser levada a termo sem grandes transtornos e até de uma forma gratificante.

A jovem deverá ser apoiada na tomada de decisões de um modo coerente, consciente e realista. O bem estar afetivo é muito importante para a jovem grávida e para seu bebê, e uma vez que a gravidez se faz a dois também o jovem pai deve ser ouvido na tomada de decisão. É importante também criar condições para a expressão de sentimento em relação a si própria e à sua gravidez. A adolescente tem necessidade de exprimir e partilhar sentimentos sem se sentir julgada, ser entendida pelos outros e sobretudo ter uma base de conhecimentos que lhe permita viver a maternidade e aceitar as mudanças corporais que são inerentes ao seu estado. Pra além disso, deverá ser conduzida à compreensão da gravidez inserida num programa de cuidados pré-natais adequados.

A gravidez na adolescência é, portanto, um problema que deve ser levado muito a sério e que não deve ser subestimado nem por adolescentes, nem por educadores e professores. O rapaz e a rapariga devem ser estimulados a pensar e a viver a sexualidade, não só como uma maneira de sentir prazer com as suas novas capacidades reprodutivas e sexuais, mas também acompanhadas de um conjunto de responsabilidades perante si e perante a sociedade em geral.
É possível continuar a sair com o grupo de amigos e a namorar, mas de forma diferente. A gravidez não torna os adolescentes adultos de uma hora para a outra e deve ser evitada e planejada.

REAÇÕES

Reação da Família:

Quando a adolescente engravida é sempre um choque. Pai e mãe consideram a filha ainda uma menina que há pouco tempo deixou de brincar de bonecas e também estão aprendendo a lidar com sua adolescência, mais acima de tudo são pais e acabam aceitando o fato. Parece que as mães têm mais facilidade para enfrentar a situação talvez porque muitas também engravidaram na adolescência. Na verdade, mais ou menos metade das mães passou por essa experiência o que torna o problema menos complicado para as filhas: "Minha mãe tinha 13 ou 14 anos quando eu nasci, por isso não vai poder falar nada". Para o pai o choque é maior, mais ele acaba se habituando com a idéia.

Reação do Parceiro:

No passado, o menino que engravidava a namorada tinha que casar com ela porque era ameaçado de morte se não fizesse. Hoje, esse tipo de cobrança parece ter-se esgarçado no tecido social.

Essa responsabilidade de casamento deixou de existir na grande maioria dos casos, mesmo porque a sociedade assumiu uma postura mais liberal em relação ao fato.No entanto, o que percebemos é que os meninos muitas vezes gostam da gravidez de suas companheiras porque isso representa uma maneira de firmar a própria masculinidade. Eles também estão atravessando uma fase de transição, de busca da identidade e, de uma forma ou outra, a gravidez da companheira é prova de que são realmente homens.

Por outro lado, o adolescente vê na gravidez da garota uma maneira de perpetuar a família. Engraçado, o menino se preocupa com isso e soma a essa idéia de continuidade da família a sensação de estar criando algo próprio, que é dele mesmo. Então, na maioria das vezes, eles acabam assumindo essa gestação. Assumir não significa morar junto na mesma casa, embora isso possa acontecer. Não são raros os casos de adolescentes que acabam se unindo ao companheiro durante o pré-natal. Não se casam necessariamente no papel, mas mudam o estado matrimonial e passam a constituir uma família.

PREVENÇÃO

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Divididas em 3 metodos:

Métodos de barreira
    Preservativo masculino e feminino (camisinha)
    Diafragma
    Esponjas e espermicidas
    Dispositivo Intrauterino (DIU)

Métodos hormonais

    Pílula monofásica
    Pílula multifásica
    Minipílulas
    Pílula do dia seguinte
    Injetáveis
    Implante Hormonal
    Anel Vaginal
    Adesivo Cutâneo

Métodos cirúrgicos

    Laqueadura tubária
    Vasectomia

METODOS CONTRACEPTIVOS:

Camisinha Masculina:

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O que é?
É uma capa fina de borracha que deve ser colocada no pênis para impedir seu contato com qualquer superfície.

Como funciona?
A camisinha masculina impede o contato do pênis com a vagina, nas relações sexuais genitais, impedindo assim que os espermatozóides entrem em contato com a vagina e ocorra uma gravidez. Ela também impede a troca de secreções nas relações sexuais, genital (pênis vagina) e oral (Pênis boca) e anal (pênis vagina), prevenindo também as DST/HIV-Aids.

Como se usa?

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Lembre-se: que para colocar a camisinha o pênis deve estar ereto (duro).
A camisinha masculina deve ser colocada antes de ter qualquer contato do pênis com a vagina,o anus ou a boca. Essa é a embalagem da camisinha masculina, antes de abrí-la é importante estar ligado (prestar atenção), em três detalhes:

Para abrir a embalagem da camisinha não é preciso muito esforço, ou seja, nada de usar unha, tesoura, faca, facão.
A embalagem já vem picotada nas laterais para facilitar sua abertura.

A camisinha possui lado certo para desenrolar, para saber qual é o correto, basta tentar desenrolar, se não der ou for muito complicado, vire a pontinha para o outro lado. Depois de retirá-la da embalagem, olhar o lado certo, aperte a pontinha (o reservatório), dando uma leve torcidinha para evitar que fique com ar, porque esta pontinha é o lugar onde deve ficar o esperma (gozo) e, se ficar com ar, ela pode estourar com mais facilidade.

Ainda segurando a ponta apertada, deve-se ir desenrolando a camisinha sobre o pênis até chegar à base. Se não for desenrolada até a base pode ser que durante a relação sexual ela saia do pênis e perca a proteção.

Depois de desenrolar até a base, evite ficar passando a mão, pois, isto pode retirar o lubrificante da camisinha, possibilitando que a camisinha estoure com mais facilidade.

Agora está tudo pronto para se ter uma relação sexual protegida. Imediatamente após ejacular (gozar), segurando a camisinha pela base, o homem deve tirar o pênis do/a parceiro/a para evitar que ela fique lá dentro. Em seguida, ele deve retirar a camisinha do pênis evitando o contato com o/a parceiro/a. Agora é só dar um nó, embrulhar em papel higiênico e jogar no lixo, pois jogar na privada pode entupir e na rua é falta de educação e higiene!

Camisinha Feminina:

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O que é?
É uma bolsa de plástico fino, transparente, macio e resistente, com dois anéis, sendo um preso na borda e o outro móvel (que não deve ser removido) dentro da bolsa.

Quais as chances de que a camisinha feminina falhe?
A taxa de falha varia de 5 a 21%, ou seja, de cada 100 (cem) mulheres, que usam a camisinha feminina durante o período de 1 (um) ano, de 5 (cinco) a 21 (vinte e um) podem engravidar.

Como funciona?
A camisinha feminina impede o contato da vagina com o pênis nas relações sexuais genitais, impedindo assim que os espermatozóides entrem em contato com a vagina. Ela também impede a troca de secreções nas relações sexuais, genital (vagina pênis) e oral (vagina boca), prevenindo também as DST/HIV-Aids.

Como se usa?

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A camisinha feminina deve ser usada em todas as relações sexuais, antes de ter qualquer contato da vagina com o pênis ou a boca, mesmo durante a menstruação, e pode ser colocada até oito horas antes da relação sexual.

Para abrir a camisinha feminina é super fácil, não precisa muito esforço, ela vem com uma setinha azul indicando um picote, para facilitar a abertura, ou seja, não precisa de unha, faca, tesoura, facão.

Segurando com os dedos, o anel que fica dentro da camisinha feminina deve ficar em forma de "8".

Em uma posição em que a mulher se sinta confortável, ela deve introduzir o anel.

A mulher deve ajeitar a camisinha, introduzindo o dedo dentro dela, para verificar se ela não está torcida, o que pode dificultar a entrada do pênis.

O anel de fora da camisinha deve cobrir então a entrada da vagina e a vulva (parte externa do genital da mulher). O homem poderá então introduzir o pênis na vagina, tomando cuidado para que este entre por dentro da camisinha.

Após o homem ejacular, ele deve tirar o pênis de dentro da mulher e a camisinha feminina deve ser retirada imediatamente. Para retirar é só dar uma leve torcida na camisinha para evitar que o esperma vaze. Agora é só embrulhar em papel higiênico e jogar no lixo, pois jogar na privada pode entupir e na rua é falta de educação e higiene.

A camisinha feminina pode fazer mal para saúde?

Algumas pessoas podem apresentar alergia ao lubrificante, podendo causar coceira e/ou vermelhidão.

Quais os efeitos não anticonceptivos?

Ela oferece dupla proteção prevenindo tanto as DST como uma gravidez não planejada.Diminui a incidência de: complicações causadas pelas DST, como infecção no aparelho sexual, dor na parte baixa da barriga, possivelmente câncer de colo uterino e infertilidade nos homens e mulheres.

Diafragma:

O que é?
É uma cúpula de borracha com bordas firmes, porém flexíveis, que impede a entrada de espermatozóides no útero.

Como se usa?
Antes de adquirí-lo deve-se procurar um/a profissional de saúde que indicará o tamanho apropriado e o modo correto de uso além de avaliar a possibilidade do uso ou não deste método. O diafragma pode ser colocado em qualquer momento antes da relação sexual desde que não fique mais de 24 horas dentro da vagina, de modo a cobrir o colo do útero e de preferência com espermicida. Deve-ser colocado antes de qualquer contato do pênis com a vagina, e sempre usá-lo em todas as relações. Retirá-lo no mínimo 6 horas após a relação sexual.

Quais as chances de que o diafragma falhe?
De cada cem mulheres que usam o diafragma durante um ano de 6 a 18 podem engravidar.

O diafragma pode fazer mal para a saúde?
Durante o uso do diafragma é raro que ocorram efeitos colaterais, mas quando ocorrem, estes podem ser: Alergia ao diafragma, ou ao espermicida, Irritação vaginal, Infecções urinárias

Quais os efeitos não contraceptivos?
O diafragma não oferece proteção contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) nem contra o Hiv-Aids. Mas, pode proteger a mulher de algumas infecções no colo do útero. Para usar o diafragma, deve-se procurar um serviço de saúde, não só para se ter uma orientação mais detalhada, mas também para saber qual o tamanho correto para cada mulher .

Tabelinha:

O que é?
É a identificação do período fértil da mulher (período em que a mulher pode engravidar), através do histórico de seus ciclos menstruais, para determinar qual o período em que não deverá ter relações sexuais.

O que é ciclo menstrual?
Ciclo menstrual é o período de tempo que começa no PRIMEIRO dia da menstruação e termina um dia antes do inicio da próxima menstruação.

Como se usa?
A mulher deve anotar em um caderno ou calendário todos os dias que mênstruo (do 1º até o último dia de menstruação) durante no mínimo 6 vezes. A partir dessas anotações ela deve calcular os seus ciclos menstruais. Em seguida deverá aplicar uma fórmula e, com isso, identificar seu período fértil.

Fórmula: A mulher deve pegar o seu ciclo mais curto e subtrair 18, e com isso obterá o dia do início do período fértil. Depois, a mulher deve pegar o seu ciclo mais longo e subtrair 11; com isso obterá o dia do fim do período fértil.

Exemplo:Uma mulher cujo ciclo mais curto seja de 26 dias e o ciclo mais longo seja de 35 dias, aplicando a fórmula temos: 26 - 18 = 8 e 35 - 11 = 24 Neste caso, o período fértil da mulher é a partir do 8º dia até o 24º dia de cada ciclo. Ela não deve ter relações sexuais nesse período, se quiser evitar a gravidez. Os dias férteis (números) não são necessariamente iguais aos dias do mês.

Qual a sua eficácia?
A taxa de falha varia de 14 a 47 mulheres grávidas de cada cem que usam durante um ano.

Quais os efeitos colaterais?
Por se tratar de um método comportamental, não existem efeitos colaterais.

Que outros efeitos a tabelinha tem além de proteger contra a gravidez?

Ajuda os adolescentes a conhecerem melhor como é e como funciona seu corpo

Não apresenta efeitos colaterais.

Não existem condições médicas que restringem o uso da tabelinha. Entretanto, é fundamental conhecer a forma correta de usá-la, para isso, é extremamente importante procurar orientação em um serviço de saúde para a correta utilização dos critérios de elegibilidade médica.

Temperatura:

O que é?
É a identificação do período fértil da mulher através da temperatura do seu corpo.

Como se usa?
A mulher deve medir a sua temperatura do mesmo jeito todos os dias (oral, vaginal ou retal), no mesmo horário, todas as manhãs antes de se levantar, e anotar a temperatura em uma folha. No período fértil a temperatura sobe um pouco. Nesse período deve-se evitar relações sexuais.

Quais as chances de que a temperatura falhe?
De cem mulheres que usam durante um ano de uma a vinte mulheres podem ficar grávidas.

O método da temperatura faz algum mal para a saúde?
Não, por se tratar de um método comportamental, não existem efeitos colaterais.

Que outros efeitos a tabelinha tem além de proteger contra a gravidez?
Ajuda os adolescentes a conhecerem melhor como é e como funciona seu corpo

Importante:
Não protegem contra doenças sexualmente transmissíveis.

Não existem restrições para o seu uso. Entretanto, é fundamental conhecer a forma correta de usá-lo; para isso, é extremamente importante procurar orientação em um serviço de saúde para sua correta utilização.

PILULA ANTICONCEPCIONAL:

O que é?
É um comprimido que contém hormônios parecidos com os hormônios que a mulher tem em seu corpo e que impedem que aconteça a gravidez. Existem dois tipos de pílula: a pílula combinada (contém estrogênio e progestogênio) e a mini-pílula (apenas de progestogênio).

Como se usa?
Por se tratar de um método hormonal, para iniciar o seu uso é muito importante que você procure um serviço de saúde.

Como funciona a Pílula?
Não deixa acontecer a ovulação, ou seja, impede a saída do óvulo, e espessa (engrossa) o muco cervical dificultando a passagem dos espermatozóides.

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Qual a sua eficácia?
A pílula combinada em uso comum (rotineiro) apresenta taxa de falha de 6 a 8 gravidezes em 100 mulheres no período de um ano. Usada da forma correta é de 1 mulher grávida para cada mil. A mini-pílula, usada durante a amamentação, apresenta taxa de falha de 0.5 em cada mil mulheres ou seja, de cada 1000 cinco engravidam no período de um ano.

Quais os efeitos colaterais mais comuns?
Náuseas (mais comum nos 3 primeiros meses), dor de cabeça leve, sensibilidade nos seios, leve ganho de peso, nervosismo, espinha.

Alterações do ciclo menstrual: manchas ou sangramento nos intervalos entre as menstruações, especialmente se a mulher esquece de tomar a pílula ou não toma no horário certo (mais comum nos 3 primeiros meses), e amenorréia(ausência de menstruação).

Em algumas mulheres podem causar alterações do humor.

Que outros efeitos têm além de proteger contra a gravidez?
Proporciona ciclos menstruais regulares, com sangramento durante menos tempo e em menor quantidade.

Diminui a freqüência e a intensidade das cólicas menstruais.

A fertilidade retorna em seguida à interrupção da cartela.

Pode ser utilizada como anticoncepção de emergência, após uma relação sexual desprotegida.

Diminui a incidência de: gravidez ectópica, câncer de endométrio, câncer de ovário, cistos de ovário, doença inflamatória pélvica.

Mini-Pílula
Pode ser usada durante a amamentação.

Ajuda a prevenir doenças benignas do mama, câncer do endométrio ou de ovário, doença inflamatória pélvica.

Pode ser utilizada como anticoncepção de emergência, após uma relação sexual desprotegida.

Importante:Para usar a pílula, é extremamente importante procurar um serviço de saúde, para se ter um orientação mais detalhada e para o seu uso.

VASECTOMIA:

O que é?
É uma cirurgia simples feita no aparelho genital do homem, através da qual são cortados os canais deferentes. Isso não deixa que os espermatozóides saiam na ejaculação para se encontrar com o óvulo da mulher, por isso ele não consegue mais engravidar uma mulher. É um método definitivo.

Qual a eficácia?
De cada 1000 mulheres que o parceiro fez a vasectomia, apenas uma pode engravidar.

Esse método faz mal para a saúde?
Não! A vasectomia não causa nenhum problema de saúde.

Importante: Não protegem contra doenças sexualmente transmissíveis. Não existem condições médicas que restringem o uso da vasectomia; entretanto existem condições que recomendam que o procedimento seja retardado.

No Brasil, por lei, esse método cirúrgico só é permitido para homens com idade acima de 25 anos e com dois filhos.

MUCO CERVICAL OU BILLINGS:

O que é?
É a identificação do período fértil da mulher através de seu muco cervical (que é uma secreção natural da mulher), para saber qual o período em que a ela não deverá ter relações sexuais.

Como se usa?
A mulher deve observar todos os dias as mudanças que ocorrem no muco cervical (é uma secreção natural da mulher que varia de acordo com o ciclo menstrual), que são mais evidentes durante os dias da ovulação, quando esse muco fica com aparência de clara de ovo cru e ao contato com os dedos, fica mais elástico e transparente. O dia em que o muco se estica mais é chamado de ápice. Não se deve ter relações sexuais a partir do dia em que aparece o muco, até o 4º dia após o dia do ápice do muco, porque seria o período fértil da mulher.

Quais as chances de que o muco falhe?
A taxa de falha varia entre 2 e 25 % em um ano. Ou seja, de cada 100 mulheres que usam durante um ano de duas a 25 engravidam.

O muco faz mal para a saúde?
Não, por se tratar de um método comportamental, não existem efeitos colaterais.

Quais os efeitos não anticonceptivos?
Ajuda os adolescentes a conhecerem melhor como é e como funciona seu corpo.

Não apresenta efeitos colaterais

Importante: Não existem restrições para o seu uso. Entretanto, é fundamental conhecer a forma correta de usá-lo; para isso, é extremamente importante procurar orientação em um serviço de saúde.

PILULA DO DIA SEGUINTE (ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA):

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O que é?
É um método anticoncepcional que pode prevenir a gravidez, após uma relação sexual desprotegida, ou se o método anticoncepcional usado falhar (por exemplo, se a camisinha estourar).

Como funciona?
A anticoncepção de emergência evita a gravidez através de vários mecanismos, dependendo do período do ciclo. Os únicos confirmados são a inibição ou retardo da ovulação. Ela não afeta uma gravidez já estabelecida.

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A pílula do dia seguinte foi criada para ser utilizada quando o método anticoncepcional tradicional falhar, como a camisinha, por exemplo. Ingerida em até 72 horas, ela evita que a mulher fique grávida. Mas de acordo com uma pesquisa recente, as jovens de todo o país tem usado o método como contraceptivo, o que pode causar muitos problemas de saúde.

As mulheres que utilizam a pílula do dia seguinte evitam a gravidez, mas não as doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs. E, se usada diversas vezes, o remédio pode perder o efeito.Além de causar mudanças de humor , dores de cabeça e nauseas. A quantitade de hormônios é 10 vezes maior que em uma pílula anticoncepcional tradicional.

Quais as chances de que a anticoncepção de emergência falhe?
De cada cem relações sexuais, desprotegidas ou que o método anticoncepcional falhou, acontecem duas gravidezes ou menos. Essa eficácia depende do tempo que passou após a relação sexual até tomar o primeiro comprimido; quanto menos tempo se passar da relação sexual desprotegida ou da falha do método usado, maior a eficácia da anticoncepção de emergência.

ESPERMICIDAS:



O que são?
Produtos químicos em forma de geléia, cremes, espumas, comprimidos e filmes, que são colocados na vagina e que matam ou imobilizam os espermatozóides.

Como se usa?
Os espermicidas devem ser colocados no fundo da vagina com aplicador, antes de cada relação sexual. A espuma, geléia ou creme podem ser colocados imediatamente antes das relações sexuais. Outros tipos, como o filme ou o comprimido, precisam de mais tempo.

Quais as chances de que o espermicida falhe?
A taxa de falha varia de cada cem mulheres que usam durante um ano, de 8 até 42 mulheres podem engravidar.

Os espermicidas afetam a saúde da mulher?
Durante o seu uso o espermicida pode causar algum desconforto pelo aumento da ocorrência de feridas na região genital, coceira e queimaduras, especialmente se usado várias vezes ao dia

Quais os efeitos não anticonceptivos?
Contribui para prevenir algumas DST e complicações por ela causadas.

Pode aumentar a lubrificação vaginal

DISPOSITIVO INTRA-UTERINO (DIU):

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O que é?
É um dispositivo em forma de 'T', feito de plástico e coberto com um fio de cobre, que é colocado dentro do útero.

Como se usa?
Deve ser colocado no útero e dura até dez anos. Para iniciar o uso é preciso ir ao serviço de saúde, pois só o/a médico/a pode colocá-lo, e também avaliar se uma mulher pode ou não usá-lo.

Como funciona o DIU?
O DIU impede o encontro do espermatozóide com o óvulo, porque o cobre afeta os espermatozóides matando-os ou diminuindo sua movimentação dentro do útero, impedindo que haja a fecundação.

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Quais as chances de que o DIU falhe?
A taxa de falha do DIU TCU 380A é de aproximadamente de 200 mulheres que usam o DIU em um ano aproximadamente uma engravida.

O DIU pode fazer algum para a saúde?
Alterações no ciclo menstrual (comum nos primeiros três meses, geralmente diminuindo depois deste período).

Sangramento menstrual prolongado e volumoso.

Sangramento no intervalo entre menstruações.

Cólicas de maior intensidade ou dor durante a menstruação.

Importante:O DIU não aumenta o risco para câncer de colo uterino, de endométrio ou de ovário. Para usar o DIU,deve-se procurar um serviço de saúde, porque é o lugar onde se pode colocá-lo, e também para se ter uma correta orientação e avaliação.

INJEÇÕES:

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O que são?
São injeções intramusculares feitas com hormônios parecidos com os que a mulher tem em seu corpo. Existem dois tipos de injeção: a mensal e a trimestral.

Como se usa?
Por se tratar de um Método Hormonal, para iniciar o seu uso é muito importante que você procure um serviço de saúde.

Como funcionam?
Elas impedem a ovulação.

Quais as chances de que a injeção falhe?
A taxa de falha na injeção mensal varia de 0.1% a 0.6% ou seja, de cada mil mulheres que usam durante um ano, de uma a seis podem engravidar. A taxa de falha da injeção trimestral é de 0,3% ou seja, de cada mil mulheres que usam durante um ano, apenas três mulheres podem engravidar.

A injeção pode fazer mal para a saúde?

Alterações do ciclo menstrual: pequeno sangramento nos intervalos entre as menstruações, sangramento prolongado, e amenorréia (ausência de menstruação).

Ganho de peso.

Dor de cabeça leve.

Vertigens.

INJEÇÃO MENSAL:

Diminuem a freqüência e a intensidade das cólicas menstruais.

A fertilidade retorna em tempo mais curto do que com os injetáveis trimestrais.

Podem prevenir anemia.

Ajudam a prevenir problemas como: gravidez ectópica, câncer de endométrio, câncer de ovário, cistos de ovário, doença inflamatória pélvica, doenças mamárias benignas e miomas uterinos.

INJEÇÃO TRIMESTRAL:

Pode ser usado durante a amamentação após seis semanas do parto.

Não provoca os efeitos colaterais do estrogênio, como náuseas e vômitos.

Não aumenta o risco de complicações relacionadas ao uso do estrogênio.

Diminui a incidência de: gravidez ectópica, câncer de endométrio, doença inflamatória pélvica e mioma uterino.

Pode ajudar a prevenir câncer de ovário.

Para algumas mulheres: pode ajudar a prevenir anemia, a freqüência de crises convulsivas em portadoras de epilepsia, e a dor e freqüência de crises falciformes.

Ajuda a reduzir os sintomas de endométriose.

Importante: Para usar a injeção, deve-se procurar um serviço de saúde, para se ter uma orientação e avaliação mais detalhada.

DINÂMICA

Flor de Papel

Distribuir pedaços de papel (depreferência coloridos – crepom) para cada pessoa do grupo. O facilitador ficará com um pedaço de papel para explicar a dinâmica.

Pede-se para que eles amassem esse papel colocando toda sua angústia, raiva, tristeza, pensar em coisas ruins que aconteceram na sua vida, enfim, todo o seu lado negativo deverá ser depositado ali.

Em seguida, pede-se que eles desembrulhem aquele papel e desamassem, deixando da forma que estava no início.

Coloca-se a música "Como uma onda – Lulu Santos" que fala "nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia..." Deixar a música tocar e pedir para que eles prestem bastante atenção na letra.

Quando a música terminar, o facilitador vai comparar a letra com a vida da adolescente grávida, fazendo uma breve reflexão e mencionando que na vida podemos transformar situações ruins, feias em coisas belas.

Em seguida pede-se que eles olhem para o papel amassado. O facilitador vai orientando o grupo e ensinando os passos para transformar aquele papel em uma linda flor, sempre comparando o papel amassado e a flor transformada na vida da adolescente grávida.






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