TIREOIDITES

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O termo tireoidite refere-se a qualquer tipo de processo inflamatório, com envolvimento da tireoide.

Se atendermos à origem e à evolução deste processo patológico podemos considerar de uma os seguintes tipos mais frequentes de tiroidites:

Tiroidite aguda infecforma simplificada iosa
Tiroidite subaguda de De Quervain
Tiroidite crônica auto-imune

A tiroidite crônica esclerosante de Riedel é muito rara. Podem ocorrer ainda fenômenos de tiroidite em relação com a exposição cervical a radiações externas e nos casos de tratamento da tireoide com iodo radioativo.

Tiroidite aguda infecciosa

A infecção da tiróide é rara.

Diversos factores poderão contribuir para a protecção da glândula tiroideia contra a infecção; destaca-se a rica vascularização e a boa drenagem linfática, o conteúdo elevado de iodo (com possível efeito bactericida) e a separação física clara das outras estruturas adjacentes. A infecção é facilitada quando há uma doença subjacente da glândula ou quando há uma intervenção cirúrgica da tiróide ou dos órgãos vizinhos. A infecção das diversas estruturas cervicais pode atingir por continuidade a glândula tiroideia. De referir ainda a possibilidade de a infecção da tireoide ser provocada por via sanguínea e a partir de focos de infecção localizados em locais distantes, tais como a pele, as vias respiratórias, o aparelho génito-urinário ou o tubo digestivo.

As tiroidites infecciosas podem ser provocadas por diversos tipos de agentes: bactérias, fungos, parasitas ou vírus. As tiroidites bacterianas são as mais frequentes.

Na tiroidite bacteriana aguda supurativa os sinais e sintomas mais frequentes são para além da dor, rubor, calor e inchaço locais, a febre, a dor ao engolir e a rouquidão. Em geral não existe mau funcionamento da tiróide (hipotiroidismo ou hipertiroidismo) neste tipo de tiroidites.

A distinção entre a tiroidite infecciosa (nomeadamente a forma bacteriana aguda) e outras formas de tiroidite e com processos inflamatórios de estruturas adjacentes pode ser difícil.

O tratamento da tiroidite bacteriana, uma doença potencialmente grave, deverá ser o mais precoce possível e inclui a utilização de antibióticos cuja escolha deve ser guiada pelos resultados do exame bacteriológico do material das lesões. Nos casos em que há formação de um abcesso, poderá ser necessária uma drenagem cirúrgica.

Tiroidite subaguda de De Quervain

A tiroidite subaguda de De Quervain é uma forma rara de tiroidite com um início mais arrastado que a forma bacteriana.

Esta tiroidite também é denominada tiroidite granulomatosa ou tiroidite de células gigantes.

Nesta doença uma infecção viral poderá ser o fator precipitante ou mesmo causal.

Ocorre preferencialmente entre os 20 e os 60 anos e é 3 a 6 vezes mais frequente na mulher. É mais habitual o seu diagnóstico nos meses de verão. A tiroidite é muitas vezes precedida por uma infecção respiratória.

Esta entidade caracteriza-se pela dor e inchaço da tiróide (em geral assimétrica), por vezes com febre e outros sintomas gerais tais como falta de forças, dores musculares, anorexia e emagrecimento.

O mau funcionamento da tiróide faz parte do quadro clínico, com uma fase inicial de tirotoxicose, seguida da normalização da função tiroideia a que se pode seguir em cerca de 20-30% dos casos, uma fase em geral transitória de hipotiroidismo.

O tratamento é dirigido ao alívio dos sintomas e pode incluir a toma de anti-inflamatórios não esteróides (aspirina,…) e/ou corticosteróides.

Importa realçar a natureza benigna desta doença que é autolimitada, com resolução espontânea e sem sequelas ao fim de algumas semanas ou meses, mesmo sem qualquer tratamento.

Tiroidite crônica auto-imune

A tiroidite crônica auto-imune é como o nome indica uma forma crônica de tiroidite que do ponto de vista clínico pode ter pouca sintomatologia e passar mesmo despercebida. A sua origem é imunológica e está relacionada com fenômenos de auto-imunidade, com auto-agressão da tireoide pelo sistema imunitário do próprio indivíduo.

Poderão ser factores precipitantes ou desencadeantes da tiroidite auto-imune alguns medicamentos.

A tiroidite crônica é uma doença comum, 4 vezes mais frequente na mulher e cuja frequência aumenta com a idade. Existem muitas vezes familiares com bócio, alterações do funcionamento da tireoide e/ou diagnóstico de tiroidite crônica auto-imune.

A doença caracteriza-se pela presença no sangue de anticorpos antitireoideus, nomeadamente anticorpos antitireoglobulina e antiperoxidade tiroideia.

A tiroidite crônica auto-imune pode estar associada a mau funcionamento da tireoide. Pode evoluir com alguma frequência com hipotiroidismo e mais raramente com uma tirotoxicose transitória (tireoidite silenciosa).

O hipotiroidismo deverá ser tratado com hormona tiroideia (levotiroxina).

A tirotoxicose pode surgir num doente com tiroidite crônica auto-imune, em relação com uma situação denominada tiroidite silenciosa. Nos doentes com tiroidite auto-imune pode ainda haver ocasionalmente um aumento das hormonas tiroideias em circulação, por hipertiroidismo. Uma variante da tiroidite silenciosa é a denominada tiroidite pós-parto.

Nas tiroidites silenciosa e pós-parto pode haver uma fase de hipotiroidismo transitório após o episódio inicial de tirotoxicose. Em geral estas tiroidites, pela natureza passageira da disfunção tiroideia que lhes está associada, poderão não necessitar de qualquer tratamento específico.

Os indivíduos com o diagnóstico de tiroidite crônica auto-imune, deverão ser avaliados regularmente do ponto de vista funcional através de análises, para detectar e tratar precocemente um hipotiroidismo nos casos sem disfunção tiroideia conhecida e para monitorizar e ajustar o tratamento com hormona tiroideia nos casos com hipotiroidismo.

NÓDULO DA TIRÓIDE

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Nódulos da tiróide são “caroços” que aparecem frequentemente no interior da glândula. Pelo menos uma em cada 15 mulheres e um em cada 60 homens em Portugal, tem um nódulo da tiróide que pode ser sentido ou como o seu médico diz pode ser palpado.

Os nódulos da tiróide são grupos de células que crescem anormalmente no interior da tiróide. Eles podem também ser quistos que são cavidades cheias de líquido ou então inchaços provocados por inflamação da tiróide.

A maior parte dos nódulos da tiróide não são cancro e muito poucos interferem com a saúde de quem os tem.

No entanto, há três pontos que devem ser esclarecidos sempre que uma pessoa tem nódulos na tiróide.

Será que o meu nódulo é cancro?
Será que o nódulo é tão grande que está a empurrar outro órgão do pescoço?
Será que a minha tiróide está a fabricar hormonas a mais ou a menos?
Sintomas

A maioria dos nódulos não provocam quaisquer queixas. São habitualmente detectados por acaso pelos doentes, pelo médico ou durante uma ecografia feita por outras razões.

Em casos raros, os nódulos podem provocar dor na parte da frente do pescoço que parece vir da mandíbula ou da orelha. Se se trata de um nódulo grande pode provocar alguma impressão com o engolir de comida sólida ou líquida. Mais raramente ainda os nódulos podem provocar tosse ou mesmo falta de ar se apertam a traqueia. Estas queixas podem ser provocadas por nódulos malignos ou benignos.

Quando um nódulo da tiróide é detectado, deve ser estudado por um médico que saiba os problemas que podem provocar. Os endocrinologistas são médicos especializados no tratamento de doentes com alterações das glândulas endócrinas.

Estudo e exames a fazer

Palpando o seu pescoço, o seu médico vai determinar a localização, tamanho e consistência do nódulo. É importante saber se se trata de um só nódulo ou de vários, dado que quando é mais de um é habitualmente uma situação benigna chamada bócio multinodular.

Quase sempre irá fazer uma ecografia que vai permitir ao seu médico saber se há apenas um nódulo ou se são vários, se são sólidos ou líquidos (quistos) se o resto da glândula está maior que o habitual e se as células aparentam estar a funcionar normalmente. Poderá também ter de fazer colheita de sangue para saber o nível das suas hormonas tiroideias, ou seja se a sua tiróide está a trabalhar regularmente ou não.

Conforme o parecer do médico poderá necessitar de fazer uma citologia aspirativa. Este exame, também chamado biópsia, não provoca dor significativa. As células aspiradas são estudadas ao microscópio por um especialista e é então possível sabermos se se trata de um nódulo benigno, maligno ou se é um nódulo que terá de ser operado para haver certeza que é benigno. Ocasionalmente, se se trata de um quisto, é possível aspirar o líquido do seu interior.

Há outros exames que mais raramente poderão ser feitos para melhor esclarecer a sua situação tais como cintigrafia ou cintilografia, medição dos anticorpos contra a tiróide no sangue e outros.

Tratamento

O tratamento irá depender do resultado dos exames.

Mais frequentemente, se o nódulo não é cancro e não é muito grande ser-lhe-á proposto um tratamento médico. Este tratamento consiste num medicamento que irá tentar reduzir as dimensões do nódulo. Embora uma grande parte destes nódulos não mingúem o risco de crescerem ao ponto de precisarem de cirurgia, é reduzido.

Há outros tipos de tratamento que lhe poderão ser propostos tais como iodo radioactivo se a sua tiróide está a trabalhar de mais ou em risco de isso acontecer. Poderá também ser-lhe falado da necessidade de cirurgia ou porque os nódulos são muito grandes provocando compressão noutros órgãos ou porque a citologia não deu a certeza absoluta de se tratar de uma situação benigna.

HIPOTIREOIDISMO

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O hipotireoidismo é uma situação que resulta de uma produção insuficiente ou mesmo nula de hormonas tireoideias pela tireoide.

As causas mais frequentes de hipotireoidismo são: a remoção cirúrgica, parcial ou total, da tireoide; doenças inflamatórias ou imunológicas de que são exemplo as tiroidites; o tratamento com iodo radioativo; certos medicamentos receitados para tratamento da depressão e de arritmias cardíacas. A falta de TSH, que surge em certas doenças cerebrais, é uma das causas raras de hipotiroidismo.

Todas estas causas provocam diminuição das hormonas tiroideias: ou porque a glândula foi retirada por tratamento cirúrgico, ou porque foi danificada (lesada), com consequente incapacidade funcional, ou porque há bloqueio da produção das hormonas tiroideias na glândula ou da sua libertação para o sangue, ou finalmente porque a tireoide deixou de ser estimulada por falta de TSH.

Sintomas

As hormonas tiroideias são fundamentais para o normal funcionamento do nosso corpo e a sua falta a nível dos tecidos e órgãos provoca o aparecimento de queixas e sinais que podem ser mais ou menos evidentes, dependendo do grau do hipotireoidismo e do seu tempo de evolução.

As queixas e sinais não são específicos da doença e podem ser muito diversas: cansaço, cabelo seco, queda de cabelo, pele pálida e rugosa, dificuldade em tolerar o frio, dores ou cãibras musculares, dificuldade de concentração ou memorização, depressão, sonolência, aumento de peso, irregularidades menstruais, diminuição da fertilidade, diminuição da capacidade para o trabalho, obstipação (prisão de ventre) e em situações mais graves pode aparecer falência do coração (insuficiência cardíaca) e mesmo coma.

Diagnóstico

A confirmação do diagnóstico faz-se por análise da TSH e da tiroxina (T4) no sangue; habitualmente a TSH está aumentada e a T4 baixa. No chamado hipotireoidismo subclínico as queixas acima referidas estão ausentes, a TSH está aumentada mas a tiroxina tem um valor normal. Há contudo situações em que é necessário recorrer a outros exames além dos referidos para se esclarecer a causa da doença.

Tratamento

O tratamento do hipotireoidismo faz-se utilizando comprimidos de tri-iodotironina (T3) ou de tiroxina (T4), mas esta última é geralmente a preferida porque é suficiente tomá-la apenas uma vez por dia. Por vezes o hipotiroidismo pode ser transitório e só nesses casos o tratamento não é para toda a vida.

A quantidade (dose) de medicamento necessário varia de doente para doente e tem que ser periodicamente acertada pelo Endocrinologista de acordo com o exame clínico e os resultados das análises hormonais porque as necessidades podem variar ao longo da vida. Durante a gravidez, por exemplo, as doses têm frequentemente que ser aumentadas. A prescrição de doses superiores ou inferiores às necessárias têm inconvenientes para a saúde.

HIPERTIREOIDISMO

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O hipertiroidismo é uma doença devida ao excesso de hormonas tireoideias em circulação, habitualmente produzidas na tireoide. Pode provocar uma grande variedade de sintomas de diferentes graus de gravidade. Os mais comuns são: ansiedade e irritabilidade, cansaço, particularmente muscular (braços, coxas, dificuldade em levantar objetos ou subir escadas), tremores, palpitações, sudação, emagrecimento, por vezes muito acentuado, caracteristicamente com aumento de apetite, alterações menstruais, no caso do sexo feminino.

A causa mais frequente de hipertireoidismo (cerca de 70-80%) é uma doença auto-imune conhecida como bócio tóxico difuso ou doença de Graves. Não se sabe porque é que o sistema imunitário inicia uma produção de anticorpos que estimulam a tireoide levando à libertação de uma quantidade elevada de hormonas tiroideias para a circulação. Pode atingir ambos os sexos mas é mais frequente nas mulheres entre os 20 e os 40 anos. A tireoide pode aumentar de volume (bócio) de modo marcado. Alguns doentes desenvolvem alterações oculares, conhecidas como oftalmopatia, que muitas vezes é visível devido à protusão dos globos oculares (pode ser unilateral) provocando alteração estética que incomoda o doente. Pode provocar lacrimejo, irritação local, conjuntivite e alterações da visão.

A existência de um ou vários nódulos da tireoide que, por vezes são visíveis, se tornam hiperativos (autônomos) são a segunda causa mais importante de hipertiroidismo. Estes nódulos produtores, em excesso, de hormonas tiroideias são conhecidos como nódulos quentes, nódulo tóxico (no caso de ser só um) ou bócio multinodular tóxico se forem vários.

Outras causas, menos frequentes, são as tiroidites linfocíticas e pós-parto que devido à inflamação da tiróide, que se torna dolorosa, levam transitoriamente a um estado de hipertiroidismo. São, também, doenças auto-imunes. A tiroidite pós-parto pode ocorrer alguns meses após o parto. As queixas podem ser arrastadas (meses) e frequentemente evoluem para hipotiroidismo, provocando fadiga e aumento de peso devido à diminuição de hormonas tiroideias em circulação.

A tiroidite subaguda ou granulomatosa, de origem viral, provoca um bócio doloroso. Neste caso, há também um hipertiroidismo transitório.

Existem outras causas menos frequentes mas salienta-se que a ingestão excessiva de hormona tiroideia, por tratamento incorreto ou de modo voluntário, pode provocar estados de hipertiroidismo.

Diagnóstico

Perante uma suspeita clínica de hipertiroidismo o diagnóstico deverá ser apoiado por doseamentos laboratoriais. É necessário dosear os valores em circulação das hormonas tiroideias (T3 livre e T4 livre) que estão habitualmente elevadas e a TSH que se encontra diminuída. Esta pode ser a única alteração laboratorial num hipertiroidismo inicial. Outros exames poderão ser necessários como doseamentos mais específicos ou técnicas de imagem como a ecografia ou a cintigrafia da tireoide.

Tratamento

Há vários tratamentos possíveis. A melhor opção terapêutica, discutida com um endocrinologista, deverá levar em consideração vários factores como sejam o tipo de hipertiroidismo, a sua gravidade, a idade ou história de alergias do doente. Deverá ser sempre discutida com o doente que será devidamente informado dos riscos e benefícios de cada tipo de tratamento.

Há medicamentos, conhecidos como antitireoideus, que diminuem a quantidade de hormonas tiroideias em circulação e que são o metimazol e o propiltireouracilo. Raramente têm efeitos indesejáveis mas devem ser utilizados com precaução e com apoio especializado. As doses a utilizar são muito variáveis dependendo de cada caso clínico.

Fármacos conhecidos como b -bloqueantes são úteis logo que é feito o diagnóstico porque melhoram alguns dos sintomas do hipertiroidismo apesar de não reduzirem a produção de hormonas tiroideias. Deverão ser suspensos quando a doença está controlada.

O iodo radioativo permite lesar as células da tireoide levando à diminuição da capacidade de produzir hormonas tiroideias conseguindo-se uma normalização da quantidade de hormonas tiroideias em circulação. É administrado por via oral, entra em circulação e é captado pela tireoide que se encontra hiperativa. Nas semanas seguintes o iodo com radioatividade vai lesando lentamente as células da tireoide. Durante este período pode ser, ainda, necessário manter tratamento com medicamentos e vigilância médica. Em alguns casos há necessidade de repetir, mais tarde, este tratamento. Frequentemente a tireoide, passados alguns meses ou anos, fica com a sua função diminuída, situação conhecida como hipotiroidismo. Nestes casos, de fácil controlo, é necessário o tratamento com comprimidos de hormona tiroideia durante o resto da vida pois a tireoide fica definitivamente lesada.

Alguns doentes necessitam de tratamento cirúrgico que consiste na remoção de parte da glândula tiroideia no caso de nódulo tóxico ou na sua totalidade no caso de doença de Graves e de bócio multinodular tóxico. Nos casos de remoção total o doente fica em hipotiroidismo ou seja com diminuição das hormonas tiroideias circulantes, necessitando de tratamento com hormona tiroideia para toda a vida. A decisão para este tipo de terapêutica deve ser ponderada criteriosamente pelo endocrinologista e pelo cirurgião que deverá ter experiência neste tipo de cirurgia.

Nos casos de tiroidites o tratamento é apenas sintomático podendo ser utilizados vários tipos de medicamentos como analgésicos eventualmente até corticostereoides.

EXAMES À TIREOIDE

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Hormonas tireoideias
As hormonas tiroideias são medidas no sangue, não sendo necessário o jejum.

Tal como a maioria dos doseamentos hormonais deverão ser efetuados em laboratórios de referência. A sua execução é morosa, pelo que, a obtenção dos resultados não é imediata.

Podem ser doseadas a TSH, as hormonas tiroideias totais (T3 e T4) e as suas fracções livres.

A determinação da TSH com os métodos atuais de elevada sensibilidade, é suficiente na maioria dos casos, para avaliar eventuais alterações hormonais. Os outros doseamentos são pedidos analisando as situações caso a caso.

Vários medicamentos e doenças não tiroideias podem interferir no doseamento das hormonas tiroideias.

Na mulher, em que a doença tiroideia é muito frequente, a gravidez e o uso de contraceptivos orais, interfere com o doseamento das hormonas tiroideias totais.

Anticorpos antitireoideus

Os anticorpos antitiroideus, são também doseados no sangue. Estão geralmente presentes nas doenças auto-imunes (tiroidite pós-parto, tiroidite de Hashimoto, hipotiroidismo, doença de Graves-Basedow, etc…).

Ecografia tiroideia

Após a realização da história clínica e observação física que inclui a palpação do pescoço, em caso de suspeita, sobretudo da presença de nódulos, o seu médico irá, muitas vezes, pedir uma ecografia.

A ecografia é um exame não invasivo, inócuo e de fácil realização, que permite a avaliação morfológica e estrutural da tiróide, isto é:

Permite saber as dimensões e os contornos da glândula e caracterizar as alterações estruturais, ou seja presença de nódulos, o seu número (um só nódulo ou vários?), dimensões, composição, se são sólidos ou líquidos (quistos) e a sua relação com as estruturas vizinhas.

Através da ecografia é possível avaliar a presença de adenomegalias (gânglios aumentados de volume).

A ecografia pode ser utilizada para orientar as punções aspirativas.
Habitualmente a presença de múltiplos nódulos é sugestiva de uma situação benigna.

Apesar do baixo custo, como todos os exames auxiliares de diagnósticos devem ser efetuados de forma criteriosa, pois a sensibilidade do método ao permitir o achado de micro nódulos (nódulos com diâmetro inferior a 1cm), na sua quase totalidade benignos, é causa de ansiedade e aumenta os custos de exames subsequentes, na maioria dos casos desnecessários.

Citologia Aspirativa

A citologia aspirativa com agulha fina permite diagnosticar tumores (benignos e malignos) através da punção da lesão, com uma agulha fina (mais fina que uma agulha de punção endovenosa), aspiração de líquido e/ou células que, após serem espalhadas numa lâmina e coradas, são analisadas ao microscópio.

Esta técnica é diferente da biópsia, que pressupõe a colheita de tecido, enquanto que com a citologia aspirativa a amostragem é feita através de células. Não necessita de anestesia prévia, internamento, é muito rápida (5min) e não é dolorosa.

Praticamente não tem contra-indicações, o que torna um exame exequível em doentes com situações clínicas muito debilitantes.

Faz-se em nódulos palpáveis e em nódulos não palpáveis apenas com controlo imagiológico (ecografia).

Cintigrafia

A cintigrafia ou gamagrafia tiroideia é um exame disponível apenas em centros hospitalares de referência e que mais raramente poderá ser utilizado, na avaliação de doença da tireoide. É sobretudo útil, no seguimento de doentes com tumores malignos, avaliação de metástases, sendo igualmente útil em patologia benigna, nomeadamente no diagnóstico de hiperfunção da tireoide.

São usados vários radiofármacos ou seja substâncias químicas que contêm elementos radioativos (radionuclidos: iodo 131, tecnécio-99, etc.).

Alguns radiofármacos são utilizados para tratamento de determinadas doenças, tais como: hipertiroidismo e tumores malignos da tireoide

TIREOIDE NORMAL

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A tireoide é uma glândula que se localiza na região anterior do pescoço, à frente da traqueia e abaixo da “maçã de Adão”. A tiróide tem a forma de uma borboleta encontrando-se os 2 lobos (direito e esquerdo) unidos pelo istmo. O seu peso, em circunstâncias normais, é de apenas cerca de 25g.

A tiróide produz várias hormonas sendo as mais importantes a triodotironina (T3) e a tiroxina (T4). A atividade da tireoide é regulada por outra hormona produzida pela hipófise, a TSH. A produção da TSH é, por sua vez, estimulada por uma hormona (TRH) produzida numa parte do cérebro chamada hipotálamo. As concentrações das hormonas tiroideias no sangue também influenciam a produção de TSH pela hipófise.

Quando a produção de T3 e T4 pela tireoide diminui (hipotireoidismo) a produção de TSH pela hipófise aumenta e pelo contrário se a tireoide produz hormonas em excesso (hipertireoidismo) a produção de TSH pela hipófise diminui. Deste modo o organismo tenta manter os níveis de hormonas tiroideias no sangue dentro dos valores normais.

Estas hormonas podem ser medidas no sangue o que permite fazer o diagnóstico das situações de mau funcionamento da tireoide.

Para a produção das hormonas a tireoide capta iodo do sangue e combina-o com um aminoácido, a tirosina. A T3 tem 3 moléculas de iodo em cada molécula da hormona e a T4 tem 4.

Embora a tireoide produza alguma T3 (20%) ela liberta sobretudo T4 (80%). A T3 é muito mais ativa que a T4. Uma grande parte da T3, que atua a nível das células de todo o organismo, resulta da conversão de T4 em T3 em vários órgãos fora da tireoide.

As hormonas tiroideias têm funções muito importantes em todo o corpo incluindo um papel fundamental no crescimento. Estes diversos efeitos são mais facilmente compreendidos considerando as consequências do hipertiroidismo e do hipotiroidismo bem como do caso particular do hipotiroidismo congénito.

Além das células foliculares que produzem as hormonas tiroideias, T3 e T4, encontram-se na tireoide outras células que sintetizam a calcitonina e que são chamadas células C ou parafoliculares. Estas células são particularmente importantes porque podem dar origem a alguns tumores com características particulares, os carcinomas medulares da tireoide. A calcitonina

DOENÇAS DA TIREOIDE NA CRIANÇA

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Habitualmente, o que leva a suspeitar de doença da tireoide são as queixas relacionadas com a produção diminuída (hipotireoidismo) ou aumentada (hipertiroidismo) de hormonas tiroideias ou o aparecimento de bócio, isto é, aumento de volume da glândula tiroideia, muitas vezes visível na base do pescoço, na face anterior.

Hipotireoidismo

A causa mais frequente de hipotireoidismo na infância e adolescência é a tiroidite linfocítica crônica, também conhecida por tiroidite de Hashimoto. É uma doença provocada pela destruição das células que produzem hormonas tiroideias levada a cabo pelo próprio organismo (doença auto-imune). É mais frequente no sexo feminino, nas crianças com diabetes e pode estar associada a outras doenças auto-imunes e doenças provocadas por alterações dos cromossomas, como por exemplo a Síndrome de Down. Frequentemente há familiares com doenças da tireoide.

Outras causas de hipotireoidismo são as malformações da tireoide, as alterações na produção de hormonas tiroideias, certas doenças do cérebro e a toma de medicamentos como os utilizados no tratamento da epilepsia. A carência de iodo e a ingestão de alimentos que provocam bócio, aparentemente não são problema em Portugal.

As queixas instalam-se de modo insidioso. As crianças afetadas são reconhecidas por apresentarem bócio ou por serem baixas para a idade e terem obesidade ligeira . Se o hipotiroidismo for acentuado e de longa duração a criança pode aparentar “cara de bebé” e proporções do corpo alteradas (membros pequenos em relação ao tronco).

Os sintomas típicos de hipotireoidismo, que podem não ser evidentes, incluem adinamia (criança “parada”), intolerância ao frio, obstipação, pele e cabelo secos e olhos “papudos”. O aproveitamento escolar não está afetado, a não ser que o défice de hormonas tiroideias se tenha iniciado antes dos 3 anos de idade.

As crianças com hipotireoidismo costumam apresentar atraso do desenvolvimento sexual.

O diagnóstico do hipotireoidismo é fácil e o tratamento, que consiste na toma de hormonas tiroideias, é simples e eficaz.

Hipertiroidismo

A quase totalidade dos casos de hipertiroidismo nas crianças é devida à Doença de Graves.

Também é uma doença auto-imune, mas ao contrário do que sucede na tiroidite de Hashimoto, aqui é o próprio organismo que estimula a tiróide a produzir hormonas em excesso e de forma descontrolada.

O excesso de hormonas tiroideias é responsável pela quase totalidade dos sintomas. A maioria dos doentes apresenta bócio, tremor, suores abundantes, batimentos cardíacos acelerados, emagrecimento apesar do aumento do apetite, intolerância ao calor e insônias. Irritabilidade fácil e dificuldades de concentração podem prejudicar o rendimento escolar. Pode existir atraso no desenvolvimento sexual e as meninas já menstruadas podem deixar de ter menstruação. A criança pode ter olhos saídos e muito abertos e brilhantes.

O tratamento consiste, numa primeira fase, na administração de medicamentos que diminuem a produção das hormonas tiroideias.

Bócio simples

O aumento difuso de volume da tireoide, sem alterações da sua função, é a doença mais frequente nestas idades. Atinge mais as meninas e surge a maioria das vezes em idade escolar. É conveniente investigar a causa do bócio. Muitas vezes regride sem qualquer tratamento.

Quando o bócio é doloroso, pode tratar-se de uma doença infecciosa.

Nódulos da tireoide

Os nódulos da tireoide são raros neste grupo etário. Os tumores benignos e malignos, os quistos do canal tiroglosso e as tireoidites linfocíticas são causas possíveis de nódulos da tireoide.

As crianças expostas as radiações (tratamento de algumas doenças ou acidentes, como o da central nuclear de Chernobyl) são um grupo de risco que deve ter vigilância adequada.

Existe um tipo particular de tumores da tireoide (carcinoma medular) que pode afetar vários elementos da família; quando surge um caso, os familiares são aconselhados a proceder ao rastreio da doença.

COMO ESPANTAR MORCEGOS E TRAÇAS DO SÓTÃO

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Os morcegos não vão invadir o sótão se você espalhar naftalinas. Ponha algumas nas caixas que guardar e as traças também manterão distância.

COMO VEDAR FRESTAS POR ONDE PASSAM BARATAS

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Não existe uma forma delicada de acabar com esse problema. Prepare uma mistura de 50% gesso e 50% maisena. Espalhe-a nas frestas de onde surgem as baratas. É uma receita mortal!

ELIMINE A CASPA USANDO LIMÃO

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Se sua cabeça estiver coçando por causa de caspa, o alívio pode estar na geladeira. Faça uma massagem no couro cabeludo com 2 colheres de sopa de suco de limão e enxágue com água. Depois, misture 1 colher de chá de suco de limão em 1 xícara de água e lave o cabelo com essa solução.
Repita o procedimento diariamente até a caspa desaparecer. Você estará livre da coceira na cabeça, e os cabelos ficarão com cheirinho de limão.