CATETER (PRESSÃO VENOSA CENTRAL)

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Definição

Na medicina, o cateter é um tubo que pode ser inserido em um ducto ou vaso (cateter vascular), em uma cavidade corpórea natural ou em uma cavidade cística ou de abscesso.
O processo de inserção de um cateter é denominado de cateterização.
Os cateteres possibilitam a drenagem ou injeção de fluidos ou o acesso a instrumentos cirúrgicos.

Na maioria dos usos o cateter é um tubo fino, macio e flexível.
Entretanto, o cateter poderá ter o diâmetro largo e ser de consistência dura. O cateter metálico é denominado de agulha.

Alguns tipos de cateteres

Em português utiliza-se preferencialmente o termo “sonda” quando o cateter é introduzido por um orifício corpóreo natural, por exemplo:

Sonda nasogástrica
Sonda vesical ou sonda de Foley
Sonda retal

Indicações

O uso dos cateteres vasculares possibilita:

A injeção ou administração contínua de fluídos intravenosos, medicamentos ou nutrição parenteral prolongada, quimioterapia.
monitorização hemodinâmica invasiva da: pressão sangüínea arterial, pressão venosa central, pressão da artéria pulmonar, medição de débito cardíaco.
Acesso a instrumentação cirúrgica intravascular: angiografia, angioplastia, septostomia com balão, estimulação cardíaca artificial temporária, etc.
Hemodiálise
Hemofiltração (plasmaferese)
Acesso venoso em pacientes com veias periféricas ruins.
A drenagem de sangue,

Tipos de cateteres vasculares

Cateter venoso (vascular) periférico
Cateter venoso (vascular) central
Cateter venoso ou arterial (vascular) para instrumentação cirúrgica

Cateteres vasculares

O uso dos cateteres vasculares possibilita:

A drenagem de sangue,
A injeção ou administração contínua de fluídos intravenosos, medicamentos ou nutrição parenteral,
Medir a pressão sangüínea arterial ou venosa,
Acesso a instrumentação cirúrgica intravascular: Angiografia, angioplastia, septostomia com balão, etc.

Tipos de cateteres vasculares

Cateter venoso (vascular) periférico
Cateter venoso (vascular) central
Cateter venoso ou arterial (vascular) para instrumentação cirúrgica

Cateter Venoso Central

O cateter venoso central é um tubo condutor para infusão de medicamentos ou fluidos que é posicionado tanto na veia cava superior quanto no interior do átrio direito.

O cateter venoso central de longa permanência é utlizado em doenças crônicas, como na insuficiência renal e no tratamento de doenças oncológicas ( por exemplo na leucemia ) em que o tratamento pode alcançar até três anos de duração e requer repetidas transfusões e internações. Nesses casos recomenda-se a implantação de um cateter de longa permanência em uma veia profunda, para facilitar a aplicação de medicamentos e derivados sangüíneos, além das freqüentes coletas de sangue para exames, evitando com isso punções venosas repetidas e dolorosas.

O cateter de Swan-ganz é um tipo especial de cateter, de comprimento longo e com vários condutos internos (lumens), que é posicionado na artéria pulmonar com o objetivo de medir a pressão tanto da artéria pulmonar quanto do capilar pulmonar, e a infusão de líquidos ou medicamentos.

Indicações quanto ao cateter venoso central

O cateter venoso central é destinado ao acesso venoso central e as indicações deverão ser precisas e levando-se em conta sempre a necessidade da veia central em detrimento da veia periférica.

Verificação da pressão venosa central
Administração de medicamentos irritantes ou vesicantes
Administração de soluções com hiperosmolaridade (nutrição parenteral)
Administração de drogas vasoativas
Dificuldade de acesso periférico

Contra indicações

Infecção da pele ou tecido subcutâneo no local ou próximo do local proposto para a punção.
Alterações anatômicas estruturais, tumorais, aneurismáticas, trombose venosa profunda aparente ou confirmada, que possam tornar o procedimento impossível ou perigoso.
Alterações na coagulabilidade sangüínea devido a medicações ou patologias

Local de punção

A escolha do local de punção deve preferir e levar em conta o local de menor complicação da punção, sendo observada a integridade da pele e do tecido celular subcutâneo.

Confluência jugular-subclávia direita
Confluência jugular-subclávia esquerda
Veia jugular interna direita
Veia jugular interna esquerda
Veia subclávia direita
Veia subclávia esquerda
Temos como opção:

Veia jugular externa (direita e esquerda)
Veias femorais (direita e esquerda)

Instalação

O cateter venoso central deve ser implantado por médico(a) treinado na punção e inserção e localização, devendo ser responsável por eventuais complicações, e estar capacitado para tratá-las em tempo hábil.

A punção venosa central é realizada por punção percutânea utilizando a técnica de Seldinger. A extremidade do cateter deverá ser introduzida e posicionada no terço distal da veia cava superior quando a punção for supratorácica; e no terço distal da veia cava inferior quando a punção for da veia femoral.

Exame radiográfico

O posicionamento do cateter venoso central, tanto do seu trajeto quanto da sua extremidade distal, podem ser analisados com uma radiografia simples de tórax. Excepcionalmente, para maior definição radiográfica, o uso de contraste radiopaco pode ser usado. Entretanto, hoje em dia, a maioria dos cateteres é suficientemente radiopaca. O exame radiográfico possibilita o diagnóstico de eventuais complicações decorrente de lesões no processo de punção venosa profunda.

Manipulação do cateter venoso central

A manutenção e a manipulação da (s) vias (s) do cateter venoso central serão acompanhadas pela equipe de enfermagem, e as trocas de curativos e eventuais complicações detectadas serão comunicadas ao médico responsável. Durante o procedimento de manipulação do cateter venoso central de múltiplas vias deve-se usar técnica asséptica, o que implica o emprego de luvas e a via ser pinçada durante a troca para se evitar extravasamento de sangue ou a aspiração do ar, evitando-se desta forma a embolia aérea.

Tempo de permanência do cateter venoso central

O tempo de permanência do cateter venoso central é variável e deverá levar em consideração a necessidade de infusão por veia central. Com cuidados rigorosos, a permanência pode ser de 30 dias, o que implica em aumento da freqüência das complicações tardias. Portanto, o cateter venoso central deverá ser retirado assim que terminar sua indicação médica.

Complicações tardias do procedimento

O uso prolongado do cateter venoso central aumenta a probabilidade de eventuais complicações inerentes:

Infecção de pele,
Obstrução do cateter,
Ruptura parcial ou total do cateter,
Ruptura dos pontos cirúrgicos de fixação,
Infecção do próprio cateter,
Endotelite bacteriana ou endocardite bacteriana,
Septicemia, etc.
lesões de câmara cardíaca

Graves complicações do procedimento

Pneumotórax traumático
Hemotórax traumático
Hidrotórax
Hematoma local
Lesão arterial, etc.
Quilotórax traumático

Retirada do cateter venoso central

Alguns cuidados devem ser observados na retirada do cateter venoso central, devendo ser de responsabilidade médica ou do enfermeiro(a):

O paciente deve estar posicionado em decúbito dorsal horizontal.
Retirar cuidadosamente o curativo,
Realizar a anti-sepsia,
Cortar soltando as fixações dos pontos cirúrgicos,
As via(s) de infusão deverão estar totalmente pinçadas,
Retirar o cateter venoso central,
O orifício da inserção do cateter venoso central deve ser rapidamente fechado, com curativo oclusivo devido ao risco de embolia aérea.

Imagens de Cateter para seus trabalhos

DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO POR INCOMPATIBILIDADE A B

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A incompatibilidade sangüínea materno-fetal A B O é encontrada quando a mãe apresenta tipo sangüíneo O e o recém nascido apresenta tipo sangüíneo A ou B. A incompatibilidade ocorre, uma vez que, as mulheres com tipo sangüíneo O possuem anticorpos anti-A e anti-B que são naturalmente produzidos desde o início da vida de qualquer indivíduo tipo sanguíneo O, através do contato com estímulo antigênico das substâncias A e B presentes em alimentos e bactérias que são semelhantes as hemáceas A e B. Esses anticorpos anti-A e anti-B, atravessam a placenta a partir de 12 semanas de idade gestacional e serão capazes de promover a destruição das hemáceas (hemólise) tipo A e tipo B, respectivamente, do recém-nascido.

Como decorrência da hemólise, o recém-nascido poderá apresentar anemia e aumento da bilirrubina (substância produzida a partir da hemólise), A bilirrubina se impregnará na pele do recém-nascido causando a icterícia que acontecerá antes das primeiras 24h de vida.

O controle da icterícia é feito através do uso da fototerapia, cuja indicação dependerá do peso ao nascimento e do nível de bilirrubina no sangue do recém-nascido.

Nota:
Dra. Vanessa Valério Borges da Fonsêca
Pediatra – Neonatologista
CRM 4850

HEMORROIDAS NA GESTAÇÃO

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Dr. Severino Rodrigues de Figueiredo

A doença hemorroidária uma patologia que acomete de preferência a mulher gestante tende a se agravar com a evolução desta., pois ocorre modificações nos músculos e vasos da região anorretal
No ciclo gestatório a trombose hemorroidária ocupa um lugar de destaque nas afecções proctológicas, haja vista a influencia da progesterona e o peso do útero grávido.E um dos motivos que a paciente procura o proctologista geralmente são assintomáticas, percebidas através de um exame ginecológico.
Tem predileção na faixa de 20 a 45 anos.

Sabemos que a vascularização da região retal, fica por conta do plexo hemorroidário, que se divide em plexo hemorroidário externo(subcutâneo) e interno(submucoso)
Costuma-se dividir as hemorróidas em internas, externas e mistas
As hemorroidas internas são cobertas por mucosas, são originadas do plexo hemorroidário interno, estão divididas em 3 graus, dependendo do tipo se exterioriza ou não o mamilo durante um esforço físico. As hemorróidas externas são cobertas por pele.

As hemorróidas mistas são um combinação da externa e interna.

Sintomas

Muitas vezes é assintomática.
Mas o sangramento retal é a queixa principal referido pela paciente, muitas vezes, informado ao medico assistente no pré-natal, ou a paciente informa que no asseio notou a presença de sangue no ato de defecar ou no toalete.

Prolapso:

Comum no ato de defecar, ocorre nas hemorróidas de terceiro grau Prurido retal Dor(quando há trombose hemorroidária).

Fatores predispontes:

Profissão: posição sentada por tempo prolongado ou em pé)
Modificação do habito intestinal, dieta pobre em resíduos
Sedentarismo
Insuficiência cardiocirculatória
Hipertensão portal
Estase venosa
Aumento da pressão intra-abdominal
Predisposição familiar
Gravidez, devido a compressão das arteriais ilíacas
Trabalho de parto
Fatores hormonais(progesterona)
Esforço no ato de defecar
Posição erecta do homem (somente na espécie humana encontramos hemorróidas)
Constipação.

Diagnostico:

Através da anuscopia ou retosssigmoidoscopia

Tratamento clinico, reeducação alimentar., dieta rica em fibras,proibição de papel higiênico ingestão e líquidos As condutas invasivos são contra indicados na gestação.

Importante salientar que nos processos de sangramento retal deve ser bastante investigado para afastar outras patologias tais como:

Câncer Prolapso de reto.
Pólipo retal, papila anal.
Criptites.
Papilites.
Abcesso perianal. Melanoma do canal anal.
Tumores benignos de reto de reto

Bibliografia:

Doenças do Reto e Anus- Valdemiro Nunes Cirurgia Ambulatorial- Franklin Pinto Fonseca
Obstetrícia Básica- Bussamara Neme
Terapêutica em Gastroenterologia- Antonio Frederico N. Magalhães.

HEMORRAGIA UTERINA DISFUNCIONAL

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Severino Rodrigues de Figueiredo

Sangramento que geralmente ocorre nos extremos da vida reprodutiva da mulher:Menarca e pré-menopausa.
Nestes dois parâmetros , menarca e pré-menopausa, ocorrem modificações importantes no eixo hipotálamo-hipofise-gonadas .
Daí ser importante uma anamnese para instituirmos o tratamento

Idade, alterações menstruais, antecedentes obstétricos, antecedentes de patologia hematológica, pesquisar diabetes, emagrecimento, obesidade galactorreia hirsutismo outras endocrinopaticas etc.
Na adolescente devido a falta do amadurecimento do sistema endócrino, ocorre a maioria dos sangramentos, geralmente anovulatórios Temos que levar em consideração também que estes sangramentos , ocorre na menacme, quando a mulher não esta ovulando.
Toda paciente com sangramento, temos que fazer uma avaliação cuidadosa para detectarmos qual a origem deste hemorragia.
Uma adolescente temos que afastar as causas obstétricas, solicitando os exames necessários para descartar gravidez, se tiver vida sexual, uma ultrasonografia para afastar as patologias orgânicas que motivaram estes sangramento. Hemograma para afastar as causas hematológicas, defeito de coagulação etc, provas de função hepática, as endocrinopatias, causas medicamentosas todos estes fatores concorrem para estes distúrbio funcional.
Na mulher adulta temos que afastar as causas orgânicas, que motivaram este sangramento.
Pólipos, hiperplasia endometrial, câncer. No climatério fazemos uma avaliação para afastarmos cancer de endométrio.

Causas orgânicas de sangramento vaginal:

vulvovaginite
cervicites
pólipos
endometrite
câncer
miomas
tuberculose genital
hipotiroidismo, hipertiroidismo.
insuficiencia hepática, alterações de
supra renal, fatores nutricionais .
sindrome ovários policisticos, tumores ovarianos.
gravidez ectópica, doenças trofoblasticas.

Quanto a conduta de tratamento, temos que individualizar cada caso, com os critérios adotados pelo profissional assistente.

Nota:
Bibliografia:

Endocrinologia Ginecológica- Lucas Vianna Machado
Reprodução Humana- José Aristodemo Pinotti
Ginecologia Endócrina e da Reprodução- Mario Gáspare Giordano
Tratado de Ginecologia- Halbe

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL

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Severino Rodrigues de Figueiredo.

A constipação intestinal acomete a maioria das mulheres, principalmente no período gestacional(não tem um mecanismo ainda esclarecido, admite-se o hormonio progesterona aumentado, que tem efeito inibitório sobre a musculatura da parede intestinal)de acordo com Christofides & cols em 1982).

Caracteriza-se pela dificuldade de defecção(3 até 8 dias sem defecar, este retardamento torna as fezes desidratadas) acompanhado de dor, timpanismo exarcebado., fezes endurecidas, podendo acompanhar sangramento.
É uma síndrome que altera a qualidade de vida do paciente, em virtude das alterações do ponto de vista social e emocional(medo de câncer). Fatores alimentares, orgânicas ou funcionais. Concorem para este quadro clinico.

No aspecto fisiopatológico, a constipação decorre de distúrbio funcional do aparelho neuromuscular do intestino, ou uma obstrução ao transito do bolo fecal.

Deve ser valorizada a queixa do paciente, pois , como a constipação pode estar associados varias patologias tais como:

Tumores pélvicos
Tumores intestinais
Aderências.
Lesões no anus
Acidente Vascular cerebral
Doenças neurológicas
Hipotiroidismo
Hiperparatiroidismo
Mal de Parkinson
Chagas
Diabetes
Hemorroidas, fissuras
Patologias medulares
Retocele, herniações, bridas
Afora as causas acima citadas deve-se considerar:

Tipo de alimentação do paciente.
Sedentarismo.
Uso de medicamentos(ferro, alumínio, antiácidos, antagonistas de cálcio), laxativos,
Tranquilizantes.
Quantidade de ingestão de líquidos.
Profissão.
Gravidez.fatores hormonais.
Pos- operatório de cirurgias abdominal e pélvica.

Ahistoria clinica deve ser valorizada, o inicio dos sintomas duração da constipação, se existe alternância com diarrreia, aspecto de fezes com pus, ou sangue, antes ou após a evacuação, se houve perda de peso, notou emagrecimento, historia de cirurgias adominais/pélvicas, uso de medicamentos, hábitos alimentares etc.

Conduta:

Deve-se proceder o exame proctologico complementado por exames laboratoriais(avaliaçãoglicemia,hormônios tiroidianos)/radiológicos/colonoscopia/retosgmoidoscopia,a fim de elucidação diagnostica e para afastar outras patologias,em seguida, orientação medicamentosa e dietetica com acompanhamento de nutricionista.

Bibliografia:

1-Cecil, Medicina interna básica
2-Gastroenterologia Prática- Vasconcelos Obstetrícia Básica- Neme
Terapêutica em gastroenterologia- Gastrocentro-Unicamp 2 edição RBM- vol. 59 numero 6 janeiro/2002

PUBERDADE PRECOCE

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Severino Rodrigues de Figueiredo

A adolescência é um dos períodos de transição, para a idade adulta.Época em que se desenvolve as características própria desta fase, desenvolvimento de pelos, mamilos, modificação da voz, etc.. Fatores nutricionais, clima, obesidade, hereditariedade pode anteceder o aparecimento das características sexuais para em media 8 anos.Motivo pelo qual, principalmente na adolescente é motivo de preocupação das mães, em procurar saber o porquê do aparecimento precoce das características sexuais..

No tocante ao peso, sabemos que a leptina, elevada determina uma menarca mais precoce.A leptina mais baixa determina uma menarca mais tardia, haja vista as pacientes, magras, atletas que apresentam alteração de ciclo.
Todas estas modificações decorrem por conta do amadurecimento do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano Didaticamente poderíamos resumir: estirão—telarca


pubarca


menarca.

Formas clinicas:

Puberdade precoce verdadeira.Também denominada de GnRH dependente, isossexual, central.os mecanismos determinantes são a nível do eixo hipotálamo-hipofise ovariano.
Pseudopuberdade precoce. Denominada de GnRH independente, isso ou heterossexual., docorrentes de outros órgãos.
Basicamente é o aumento dos hormônios sexuais.
A puberdade precoce é mais comum no sexo feminino na proporção de 1:5.

Causas de puberdade precoce.

Traumatismos crânio encefálicos.
Tumores do SNC
Cistos funcionais ovarianos
Tumores de células da granulosa
Encefalite, meningite, sífilis, epilepsia.toxoplasmose
Hidrocefalia.
Hipotiroisimo
Cremes a base de estrógenos
Displasias do septo óptico
Síndrome de McCune Albright
Pesticidas organoclorados
Esteroides sexuais. Pílulas, alimentos contendo estrógenos.

gnostico

Deve-se pesquisar historia familiar, PESO, ESTATURApatologias associadas as causas acima relatadas, um ultrosonografia pélvica e abdomem total, tomografia/ressonância, AVALIAÇÃO OFTALMOLOGICA/ NEUROLOGICA.
Importantíssimo a CITOLOGIA VAGINAl. AVALIAÇÃO DA IDADE OSSEA, DOSAGEM DE B-HCG

Por fim dependendo dos resultados encontrados dosa-se FSH, LH, Prolactina.,ths T4.,estradiol, testosterona

Tramento: A critério do(a) profissional.

Bibliografia:

Endocrinologia Ginecológica- Lucas Vianna Machado.
Ginecologia da Infância e daAdolescencia-Tourinho,Bastos, Moreira.
Ginecologia Endócrina e da Reprodução – Mario Gaspare Giordano.
Tratado de Ginecologia- Halbe

INCONTINENCIA URINÁRIA

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Severino Rodrigues de Figueiredo

A incontinência urinaria tem varias definições e varias formas de se manisfestar, para se chegar a um único objetivo, tratar o paciente para evitar o desconforto apresentado, melhorando sobremaneira o convívio social e melhorar sua qualidade de vida.

Podemos diferenciar de outros tipos de incontinência:

Urgência miccional
Instabilidade vesical.
Enurese
Fistulas urinarias.
Anomalias congênitas
Traumas obstétricos
Irradiação

A Incontinência urinaria acomete homens e mulheres mais sua incidência é mais nas mulheres, ocorre tambem em nuliparas
Nas mulheres que apresentam incontinência urinaria.Os 2/3 da uretra, ficam situados na porção extra-abdominal

A historia clinica deve ser pesquisada, em detalhes, para se detectar o tipo da incontinência urinária, se é decorrente de problemas neurológicos, medicamentos ou se decorrente da própria estrutura pelvica e seus órgãos.

Sintomas:

Na incontinência urinaria de esforço, a paciente perde urina quando é , submetido a um esforço físico, como tossir, rir, pegar peso, exercícios físicos, ou sexuais ou quando é submetido a a um aumento da pressão intra-abdominal

Para o diagnostico correto se faz necessários o estudo urodinamico.
Pois nem toda incontinência urinaria se corrige com cirurgia .Os dados da literatura informa que 10 a 15% das pacientes não se curam de modo completo.

Causas da incontinência urinaria.

Infecções urinarias
Infecções ginecológicas
Patologias neurológicas
Cistocele
Retocele
Menopausa: decorrente das alterações hormonais(hipoestrogenismo)
Partos normal. Alteração no assoalho pélvico.alteração da musculatura perineal.
Estress
Medicamentos,
Diabetes
Insuficiência cardíaca congestiva
Obesidade
Parkinson

Efeitos de algumas drogas sobre o sistema urinário:

Diuréticos: pesquisar se a paciente vem fazendo uso de drogas diuréticas
Bloqueadores de canal de cálcio
Inibidores da ECA
Álcool.

Diagnostico. Com o diagnostico correto temos o sucesso terapêutico.

Através de um exame ginecológico detalhado, pesquisar retocele, cistocele, rutura perineal, prolapsos. paridade. Freqüência das micções, antecedentes cirúrgicos, perfil emocional da paciente.
Afastar as causas neurologicas
Estudo urodinamico. Importante para se decidir na conduta a ser adotada: clinica ou cirúrgica.
Exames urina tipo 1 para descartar infecção urinaria, diabetes mellitus, diabetes insipidus(avaliar densidade urinaria).
Citologia vaginal
Urocultura
Ultrasonografia para afastar miomas, tumores anexias, que podem execer compressão sobre a bexiga.nas virgens e nuliparas para deve-se pesquisar causas centrais e periféricas

Tratamento.

Trata-se de acordo com o tipo de incontinência apresentado pela paciente.

Tratamento clinico: medicamentos exercicios perineais, cones vaginais, eletroestimulação , fisioterapia , ou quando a cirurgia é contra indicada

Tratamento cirúrgico: uma das melhores escolhas para o tratamento da incontinência urinaria de esforço, respeitando-se as ocorrências de recidivas.
Cirurgia de Burck
Cirurgias tipo sling

Bibliografia:

1-Urologia Pratica – Nelson Rodrigues Netto Junior
2-Rotinas em Ginecologia- Fernando Freitas
3-Ginecologia Básica-Edgar da Rosa Ribeiro
4-Ginecologia – Laurival de Luca
5-Tratado de Ginecologia- Halbe

PANCREATITE AGUDA

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DR. Severino Rodrigues de Figueiredo

Na gravidez sua incidência varia de 0,01 a 0,1%, com maior incidência em multíparas,no terceiro trimestre da gravidez e no puerpério(Coblett&Michell 1972 e3 Wilkson 1973)
O pâncreas é uma glândula de secreção mista, tem função endócrina e exócrina, produzindo insulina , glucagon, suco pancreático. Anatomicamente esta dividida em 3 porções: cabeça, corpo e cauda. Pesa aproximadamente 110 gramas.

A inflamação do pâncreas denominada de pancreatite
A sintomatologia da pancreatite varia de paciente de acordo com o comprometimento do pâncreas que tem uma lesão leve, até uma necrose pancreática.
Para o lado anatomopatolgico, temos as formas leves, que são as mais freqüentes, até as formas necrohemorragicas.

Etiologia Litíase biliar
Pos operatório
Traumatismo
Alcoolismo
Drogas, corticoides, furosemida, tiazidicos, teteraciclinas, estrógenos, metronidazol

Infecções

Tem uma incidência de 1 a 1,5% dos casos de abdomem agudo. Quadro clinico
Dor abdominal com irradiação para as costas, vômitos, pode não haver sinais de irritação peritonial, febre, sinal de Cullen positivo.

Fatores de risco para pancreatite

Alcoolismo.
Colelitiase
Traumatismo abdominal
Cirurgia abdominal.
Picada de escorpião
Infecção virais, caxumba, hepatite

Como critérios de avaliação o paciente com os antecedentes acima relacionados, deve ser rotulado com um quadro de abdomem agudo.
A amilase aumentada até 4 vezes o seu valor normal, porem pode estar normal, embora exista a presença da patologia
Não existe correlação entre a amilase plasmática e a gravidade da doença.
A PCR esta elevada, presença de leucocitose, glicemia elevada.hipocalcemia, dosagem de uréia, creatinina, gasimetria, TGO TGP, fosfatase alcalina aumentada
A tomografia computadorizada é o padrão ouro para o diagnostico.A ultrasonografia também é utilizada pela facilidade e inocuidade do método.

Diagnostico Diferencial:

Deve ser feito com os quadros de abdomem agudo, ulcera perfurada, trombose mesenterica., neoplasias do pâncreas, estomago e colon.

Complicações:

Hemorragias
Cisto pancreático, fleimão
Abcesso pancreático
CID
Insuficiência respiratoria

Tratamento:

De acordo com profissional assistente que vai avaliar as condições iniciais do paciente no momento de admissão(alcoolismo, ou não) segundo os critérios de Ranson, para prognostico e futuras conduta.

Bibliografia

Condutas Medicas- Revinter
Medicina Interna Básica- Cecil
Terapêutica em Gastroentrologia-Antonio Frederico N. Magalhães
Laboratório para o Clinico- Atheneu.
Obstetrícia Básica- Neme.

VIOLÊNCIA SEXUAL NA MULHER

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Severino Rodrigues de Figueiredo

A violência sexual tem como palco o ambiente familiar,escolar,o local trabalho tendo como agentes agressores os seguintes personagens: pai, padastro, pai biológico, pai adotivo, patrão, companheiro, outros membros que compõem o ambiente familiar,ou de trabalho
As estatísticas no Brasil deixam a desejar, pois a a maioria dos casos são decorrentes da omissão por parte do agredido, com medo da repressão posterior ou por vergonha.
Fica impossível avaliar por qualquer parâmetro, os dados estatísticos, em virtude dos motivos acima relacionados.

A violência sexual deixa marcas por toda vida, pois quando estas não são visíveis, no somático, o são no psíquico.
Com o surgimento das Delegacias da Mulher, os casos passaram a ser registrados, embora muitos atos de violência nunca chegarão a constar nos registros policiais.
A vitima de agressão sexual , na sua grande maioria são menores e do sexo feminino,geralmente quando menor procura o serviço policial vai acompanhada pelo genitor, para formalizar uma denuncia.
Quando muitas vezes, há a própria conivência da mãe, ou mãe adotiva em não denunciar o parceiro. Pois está vive sobre sua dependência econômica, e temendo represálias, omite a agressão.
Partindo deste principio, cabe ao colega profissional, proceder a uma anamnese detalhada para fins de prova.
Muitas vezes em um consulta de ginecologia, a paciente relata que sofreu uma agressão por parte de seu genitor ou padastro, etc.e que nunca tinha contado a ninguém e que é a primeira vez que esta relatando o fato, que ocorreu há muito tempo etc, ou recente, esta é a historia que nos chega nos serviços de ginecologia.

Em linhas gerais devemos proceder com o seguimento abaixo:

Dia, hora, e local de ocorrência.
Anamnese ginecológica completa
Data da ultima menstruação
Exame das vestes para pesquisar sangue ou outro fluido
Solicitar Exames laboratoriais urina, pesquisar hepatite, HIV, grupo sanguíneo, vdrl e outras DST para ser realizado no próprio local, no momento do atendimento.
Ultra-sonografia se o caso exigir, Rx etc.
Citologia vaginal
Colposcopia (ao decorrer do acompanhamento clinico, para detectar lesão que só poderão ser vistas ao colposcopio.).
Pesquisa de HPV
Seguimento com teste de HIV (observar a janela imunológica).
Vacinação-procurar saber a situação vacinal e administrar as vacinas necessárias. Previamente deve explicar a vítima(agredida), e aos familiares como vai ser o procedimento e sua importância par a a saúde da paciente, evitando doenças e para a formalização de provas

IMPORTANTE: nos casos em que se conhece o agressor, (flagrante ou outro meio utilizado) deve-se colher sangue deste para os exames que serão necessários.Posteriormente para a formalização do processo judiciário.
O ato de violência sexual deixe seqüelas no mundo da mulher, principalmente na área afetiva e emocional, pois quando esta é uma adolescente já guarda o sonho que se encontra no coração de cada mulher.
O atendimento a vitima de agressão sexual, deve ser feito por uma equipe de saúde onde o psicólogo é uma peça essencial no decorrer do atendimento, pois este ato deixa cicatrizes profundas na alma.
Conforme afirmamos, as cicatrizes repercutem na vida sexual futura, no ambiente de trabalho, traz insegurança para a vitima daí os casos de diminuição do prazer sexual, dispaurenia, vaginismo, diminuição de lubrificação, desinteresse sexual. Que encontramos no dia a dia de clinica ginecológica
Como conseqüências temos gravidez indesejada, ((fazer a anticoncepção emergencial se o caso exigir), doenças sexualmente transmissíveis e transtormos psicológicos).
Aspectos legais: no caso de menores, comunicar aos Conselhos Tutelar Delegacia da Mulher para se proceder ao aspecto jurídico.
Outro aspecto que deve ser considerado é sobre a gravidez daí se fazer à anticoncepção de emergência.

PÓLIPO UTERINO

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Severino Rodrigues de Figueiredo

Os polipos uterinos são tumorações benignas visível na região cervical
Geralmente se desenvolve na região cervical.
Tem etiologia desconhecida. Desenvolve-se na endocervix
Admite-se que lesões traumaticas, inflamatórias hormonais(estrogenos) são agentes desencadeantes

O tipo mais comum é o pediculado , mas encontramos os tipos sesseis Para efeito de estudo dividimos os pólipos em 2 partes: cabeça e corpo. Visto através da colposcopia ou exame especular, histeroscopia.
Quando requisitamos uma ultra-sonografia com a suspeita de visualizar pólipos, esta deve ser realizada na fase proliferativa, para não confundir com espessamento endometrial,
Podem ser únicos ou muiltiplos. 75% são únicos. De localização preferencial no fundo uterino ou no canal cervical
Tem sua maior incidência a partir dos 40 anos. Mas pode ocorrer em qualquer faixa etária. Sangram com facilidade, pois é muito vascularização. Podem sofrer necrose, e inflamação. Padrão histológico: hiperplasico, atrófico, funcionais Degeneração maligna em 0,3%

Sintomas:

A maioria não causa sintomas outros apresentam sangramento irregular, geralmente apos relação sexual e dispaurenia.

Tratamento:

Retirada da lesão totalmente. A recorrência de recidiva e em torno de 5%(Porreca et. Al).
Geralmente na fase proliferativa. E encaminhar para exame histopatologico. Importante o aspecto histologico com relação ao exame do pediculo quanto ao seu aspecto normal..
Os pólipos com hiperplasia atípica são lesões precursoras de câncer Diagnostico diferencial: devemos fazer com sinequias e miomas submucosos pediculados, hiperplasia endometrial.

Bibliografia:

Tratado de Ginecologia – Halbe
Atualização Terapeutica 2003
Cirurgia Ambulatorial – Franklin P. Fonseca