Em épocas atrás a mata atlântica ocupava quase a totalidade do litoral. A costa brasileira oferecia boas condições de povoamento e abrigava uma significante população indígena.

O clima

As chuvas abundantes sustentavam as fontes infinitas de águas, os ventos, que vindos do mar, sopravam da tarde parar noite. Durante os meses de verão, predominavam os ventos de nordeste e lés-nordeste e nos de inverno de março a agosto, de sul e sueste. Os sistemas de ventos e correntes marítimas facilitavam ou dificultavam a navegação nas direções norte-sul e vice-versa segundo a época do ano.

Plantas

Mandioca

A mandioca era vegetal básico dos índios, foi adotada pelos colonos e usado também para alimentar animais domésticos. A mandioca tinha veneno e esse erra utilizado pelos índios para matar seus desafetos. Outros alimentos nativos como aipim o milho, os feijões, as batatas e os carás completavam a dieta básica dos brasileiros.

Amendoins e pimentas.

Os grãos do amendoim são encontrados na raiz, o grão é saboroso, as mulheres passaram a fazer doces ou confeitos. Com os índios, os colonos aprenderam a usar diversas qualidades de pimenta que misturavam com sal nos legumes, nos pescados, nas carnes e nos caldos, dando inicio À tradição da culinária baiana.

Cajus, bananas e abacaxis.

O caju já era muito apreciado pelos índios. Muito fresca e digestiva era utilizada no combate às febres. A banana como alimento básico sempre completou a dieta de colos e escravos. O rei das frutas era o abacaxi. O sabor e perfume, delicados e irresistíveis, contrastando com a aspereza da casca da planta, não cansavam de maravilhar a todos. Também havia mamões, laranjas, limões e as frutas menos conhecidas como ombu.

Tabaco e o vício do fumo.

O tabaco usado pelos índios foi adotado pelos colonos e levado para a Europa. Era considerado remédio para cura de feridas e bicheiras de homens e animais. O vício de beber fumo propagou-se entre colonos e foi, na Europa, condenado pelo Papa. No Brasil, o ato de fumar também parecia coisa demoníaca a ponto de justificar certa vez a denuncia do infeliz donatário da capitania do Espírito Santo à inquisição.

Os prejuízos causados pelo corte desenfreado de madeira nobre não passaram despercebidos, e já no século XVII, uma carta regia procurava regulamentar e preservar o seu uso.

Animais

A caça foi fonte principal de proteína dos brancos. As capivaras, os porcos do mato os veados, os tatus, as pacas, as cotias eram muito apreciados. Existiam papagaios, as araras e os macacos.

– Peixes

Havia abundancia de pescados que eram à base da alimentação de pobres e ricos. Tainhas na Bahia eram secas e salgadas para alimentação dos escravos do engenho e dos marinheiros.

Nas praias colhia-se siris, mariscos e mexilhões e caranguejos.

– Onças, cobras e insetos.

Onças costumavam atacar índios e brancos e o gado. As cobras eram causa de terror, sucuris, boiúnas e jibóias que tinham de dois a quinze ou ate trinta metros de comprimento. As mais perigosas eram as jararacas e cascavel. Suas picadas eram causas de morte dos povoadores, especialmente dos escravos.

– Saúvas

As saúvas eram a praga do Brasil. Elas dizimavam em uma noite roças inteiras de milho, mandioca cana ou arvores de frutas como laranjeiras. O numero era infindável, gostavam de plantas sem mato em volta, eram altamente organizadas. Somente no século XX com o inseticida DDT conseguiram-se vitórias significativas contra essa praga.

Paraíso real.

Relatos como os de Pero de Magalhães Gandavo, Gabriel Soares de Sousa e Ambrosio Fernandes Brandão, nos contam que a terra produzia em abundancia coisas maravilhosas que muitos acrescentavam ao conforto e gozos dos diligentes. Mas a terra exigia uma observação constante um estudo cuidadoso e a aplicação freqüente de medidas preventivas contra inúmeros insetos tropicais.

Aprendendo com os índios.

O sucesso da colonização portuguesa foi possível com a consolidação do povoamento, garantindo pela colaboração dos indígenas e o aprendizado de seus conhecimentos sobre a natureza. Eles ensinaram os portugueses a caçar e pescar nas matas. Mas havia diferenças entre índios e europeus em relação à postura diante da natureza. Os índios viam o homem como parte indistinta da natureza, o europeu era guiado pela visão bíblica, que atribuía ao homem direita a vida e a morte sobre outros animais. E finalmente, os europeus utilizavam os índios como instrumento de apropriação dos recursos naturais. Foi com recurso dos saberes indígenas que os portugueses puderam desbravar o litoral e os sertões.

Em busca do lucro

Os portugueses eram ávidos por lucros. Somente o extrativismo do pau-brasil despertou neles interesse maior. Eles também levavam índios para serem vendidos como escravos. Os índios trabalhavam por quinquilharias e por trabalhos manufaturados que não possuíam.Para evitar os corsários estrangeiros foram feitas às capitanias hereditárias dadas a donatários, estes tinham o dever de colonizar, ocupar e explorar. Alguns anos depois a metrópole instituiu no Brasil um governo geral com função de administrar e manter o controle maior, político e militar, sobre o domínio português.

Com o tempo o pau-brasil começou a rarear e os nativos começaram a utilizar.se do ferro dos europeus para produzir armas.

Colonização

Os colonos formaram pequenas vilas e iniciavam roças e plantações. Os portugueses chegaram à conclusão de que seria bom produzir açúcar no Brasil. Houve conflitos entre colonos e índios do litoral. Como o índio não se adaptava ao trabalho Europeu os portugueses resolveram utilizar.se de escravos indígenas em suas plantações e engenhos. À medida que a lavoura portuguesa aumentava a indígena diminuía . A cultura indígena foi massacrada. No final do século XVI os índios já não eram mais senhores do litoral. Ate o inicio do século XVII a produção colonial era feita basicamente à custa dos índios escravizados.

Os índios.

O número de índios diminuíram durante o primeiro século de contato com o europeu. Na época da chegada dos portugueses índios dividiam-se em dois grandes grupos: os tupis e os guaranis. O território costeiro era dominado pelos índios tupis-guaranis. O tupi foi aprendido pelos portugueses. Os índios que falavam a língua tupi se dividiam em:

Potiguares, Tupinambás, Caetés, tupiniquins, temiminós, tamoios e carijós.

Bens materiais e trabalho.

Os índios viviam em aldeias, praticando a agricultura, a caça, a pesca e a coleta. Essas aldeias eram moveis, mudando de local de acordo com a necessidade.

Os tupis-guaranis cultivavam a mandioca, feijão, batata-doce. Os índios tinham em sua propriedade pessoal as armas e enfeites e partilhava o todo o resto os produtos da pesca e da coleta. Entre os índios, dentro de cada aldeias, privados entre os nativos e a harmonia reinante no interior de cada aldeia impressionou os viajantes. A divisão das tarefas na sociedade indígena determinava que alem de caçar, pescar, cortar lenha e combater, os homens construíssem canoas e cabanas e cultivavam terreno para o plantio da lavoura.

As mulheres plantavam, colhiam, preparavam o alimento, fiavam, teciam faziam cestos e potes de barro e coletavam o alimento. Eles apenas faziam questão de trabalhar quando e como quisessem, sem supervisão e cobranças. As crianças participavam das atividades produtivas conforme sua capacidade física e aprendiam suas tarefas observando os adultos. A antropologia criada no século XIX valorizava o índio, não como preguiçoso, mas como valente e forte.

Geralmente, uma aldeia consistia de quatro ou mais casas compridas, de teto abaulado feito de sapé, construídas uma ao lado da outra ao redor de uma praça. As aldeias eram cercadas por fossos ou uma paliçada. Dentro de cada uma dessas cabanas, as malocas, viviam coletivamente varias famílias.

Costumes.

A nudez do índio causava espanto para o português, que vivia sempre com roupas pesadas no corpo. Outras vezes os índios cobriam suas peles com uma resina e colocavam penas verdes amarelas ou vermelhas. As mulheres não furavam os lábios usavam braceletes e colares de contas de búzios ou de ossos e pintavam o rosto com os mais variados desenhos.

Banhos.

Os índios tomavam banho todos os dias, na Europa não havia esse costume, O índios negavam-se a usar roupas alegando que isso dificultava suas atividades.

Bebedeiras.

As bebedeiras eram para rituais, duravam vários dias, só se bebia nesses dias. Nessas ocasiões agrediam-se mutuamente, resolvendo velhos agravos e por vezes chegavam a provocar ate incêndio da aldeia. O habito de beber, a poligamia e a liberdade sexual das moças mar eram censurados pelos colonos que os encorajava, e os adoravam. Mas os jesuítas fizeram que isso parasse de vez, chegando a pedir ajuda da força militar dos administradores coloniais, essas festas dificultavam a catequização.

Família.

A célula básica da aldeia era a família nuclear que vivia em um espaço determinado juntamente com agregados eventuais, prisioneiros ou parentes, A maioria dos homens tinham apenas uma esposa, ma alguns guerreiros destacados poderiam ter mais de uma.

Hierarquicamente as mulheres entram inferiores aos homens e tinham de se submeter a eles. As mulheres podiam não manter a virgindade, isso não era valor para eles. A união entre parentes também não era considerada crime muito grave. A homossexualidade masculina também era relativamente aceita. Para educar, os adultos preferiam utilizar-se do exemplo a empregar castigos físicos.

Sem fé, nem lei, nem rei.

Cada maloca era comandada por um chefe, principal, assim como a própria tribo. As decisões da tribo eram tomadas por um conselho dos mais velhos, formado pelos homens com mais de quarenta anos, que se reunia com freqüência. As decisões eram tomadas por consenso após um longo processo de convencimento pelos principais que passavam horas discursando, explicando, persuadindo ate conquistar o apoio do conselho de anciãos e do pajé. Dessa forma não se pode dizer que os índios tivessem leis, somente pela coesão grupal os índios obedeciam.

Os índios também não possuíam um sistema religioso organizado, com deuses, ídolos e qualquer espécie de sacerdote; tinham apenas a crença nos espíritos dos mortos e entidades maléficas como Anhangá e Curupira e na força da magia. Entre os índios não existia a propriedade privada da terra. Também não havia chefes fortes, acumulação de bens ou desigualdade de classes. A falta de autoridade poderosa entre os índios atrapalhava a catequese.

Guerras.

Na época do descobrimento, as relações entre as tribos e grupos étnicos indígenas variavam. Havia as tribos que se relacionavam pacificamente praticando o escambo. Havia as que estavam freqüentemente em guerra contra outras.Os guaranis, que há dois ou três mil anos habitavam a Amazônia central, teriam avançado em direção aos Andes ou em direção ao sul do Brasil.

Os tupis eram antropófagos, os botocudos e os aimorés não eram. Em meados do século XVII, com a quase extinção dos tupis do litoral e a desorganização geral provocada pelas lutas contra os holandeses, os tapuias começaram a refluir para a costa, sua região de origem, onde ameaçaram o povoamento português. Começou assim a chamada guerra dos Bárbaros que duraria quase meio século e que só foi vencida com o auxilio de bandeirantes paulistas contratados para esse fim.

A guerra aperfeiçoava a técnica e a capacidade do guerreiro, que assim firmava sua supremacia masculina na estrutura das famílias da tribo. As autoridades coloniais e os jesuítas encontraram grandes dificuldades quando tentaram coibir ou impedir as guerras infindáveis. As decisões de guerra eram tomadas por um conselho do qual participavam os anciãos e os guerreiros mais valentes.

Armas.

A principal arma utilizada era o arco e flecha, manejada com precisão e eficiência. Para se defender tinham escudos feitos de couro, pele de peixe ou casca de arvores. Na luta corpo a corpo usavam o tacape e o machado de pedra polida.

As táticas

As táticas de guerra eram bastante simples, envolvendo ataques de grupos de formação bastante livres, que procuravam ganhar vantagem na surpresa e no terror provocados pelos barulhos dos gritos e tiques de trompa de búzios.

Catequese

Os jesuítas procuravam, convivendo com os nativos, combater as crenças indígenas e seus costumes bárbaros por meio da evangelização, das pregações e do exemplo, queriam transformar o selvagem em civilizado. Queriam salvá-los, fazendo com que conhecesse a verdadeira fé.

Povo-criança

No inicio de seu trabalho, os jesuítas estavam muito otimistas. Acreditavam conforme chegou a descrever Manoel da Nóbrega, que o nativo fosse como um papel em branco, receptivo, no qual fosse possível escrever o que se desejasse. A delicadeza, a ternura, a hospitalidade e a alegria presentes na convivência dos índios e seus hospedes reforçou a imagem de que constituíam um povo-criança. Feliz. Daí talvez tenha se originado a idéia de um suposto vácuo de cultura, de valores, que poderia ser preenchido pela civilização européia e fé cristã. Já em 1550 Manoel da Nóbrega duvidava de suas posições anteriores escrevendo que talvez fosse mais fácil que os índios se convertessem por medo que por amor, devido aos seus costumes abomináveis.

A Salvação.

O jesuíta Simão de Vasconcelos estranhava que Deus, depois de fazer do Brasil um paraíso da natureza, colocara ali homens semelhantes a feras. Após descrever todo o equipamento material e os costumes dos índios, concluiu que a pobreza e bestialidade deram origem À crença popular de não pertencerem à espécie humana. Como colonos os jesuítas achavam os índios brutos e animalizados que haviam degenerado perdendo o conhecimento de Deus, mas que podiam ser recuperados pelo ensino paciente e a submissão às leis humanas.

Aldeamento permanente

Uma das grandes dificuldades para a catequese era o costume indígena de mudar o local de suas aldeias a cada três ou quatro anos, à medida que se esgotavam os recursos de caça, pesca coleta e cansava-se o solo. Portanto uma das primeiras medidas que os jesuítas tomaram foi a dos aldeamentos permanentes apelando, para viabilizá-la, ate para o uso do poder coercitivo dos governadores. Esses aldeamentos ou reduções jesuíticas reuniram em uma região delimitada algumas aldeias de índios que se submetiam À autoridade dos padres.

A trajetória dos jesuítas.

A atividade dos jesuítas em terras brasileiras passou por algumas fases. Uma de relativo otimismo seguida pela desilusão diante das dificuldades encontradas para a catequese e o fortalecimento da idéia de que o emprego da força seria necessário à conversão do gentio.

Resistência e derrota.

Quando se estabeleceram definitivamente a agricultura de exportação do açúcar e passaram a exigir trabalhos dos índios e depois diante de resistência, passaram a escravizá-los, os índios se revoltaram. Descontentes, queimaram engenhos, acabaram com roças e povoados, obrigando os portugueses a recuar e fugir.

Um dos grandes objetivos da vinda de Tomé de Sousa ao Brasil era sufocar a revolta indígena. A fundação de Salvador por Tomé de Sousa, acompanhada do reinicio do povoamento, só foi viabilizada por uma política de apaziguamento dos indígenas em que desempenharam importante papel a medição de Diogo Álvares Correia (um português apelidado de caramuru, que vivia há tempos no Brasil.) e os jesuítas recém chegados.

Escravidão negra.

Fruto de todo processo de desenvolvimento da economia colonial, as populações indígenas minguaram. Aos poucos a mão-de-obra escrava indígena que predominou por todo século XVI sustentando, com centenas de milhares de braços, a economia colonial, foi sendo substituída pela negra. Os primeiros escravos vieram com os donatários. Aos poucos a escravidão vermelha foi dando espaço para a escravidão negra. A transição de um tipo de mão-de-obra para outra não se deu ao mesmo tempo em todas as regiões. Em Pernambuco, por exemplo, ela ocorreu antes.

Colonos.

O plano as táticas do povoamento e da exploração econômica do Brasil foram delineados no primeiro século da colonização. Em termos globais, a colonização das terras brasileiras subordinou-se a um projeto português especificamente concebido: lucrar o Maximo possível com a América. Conquista, povoamento e dominação cultural não estavam entre os objetivos iniciais da metrópole-a população de Portugal era pequena, o estado não precisava de novos territórios e não abrigava, como em outros lugares, poderosos dissidentes políticos e religiosos dos quais estaria ansioso em ver-se livre. Conquista, povoamento e dominação cultural foram antes de tudo, nesses primeiros tempos, decorrência do projeto maior. Mas mostraram-se mais de que necessários, fundamentais.

Os seduzidos pela vida selvagem.

Uma constatação interessante relacionada às primeiras décadas de povoamento é a existência pouco comentada, mas considerável em numero, de portugueses que viviam entre os índios perfeitamente integrados em sua cultura e que resistiam as tentativas posteriores de reabsorção da cultura metropolitana. Muitos europeus preferiam viver nus e pintados nas aldeias com mulheres e filhos indígenas.

Aproveitando a riqueza colonial.

O burocrata lusitano Gandavo Visualizou o Brasil como a solução para os pobres de Portugal que aqui chegando poderiam enriquecer ou pelo menos viver fartamente. Com quatro ou seis escravos que podiam ser adquiridos com cerca de dez cruzados, qualquer colono vivia folgadamente, porque alguns escravos caçavam e pescavam e outros produziam mantimentos para si mesmos e seus donos. Dessa forma os moradores podiam viver padrão da nobreza sem trabalhar com as mãos e muito mais folgadamente quem em Portugal.

Exploração sexual das índias.

O reverso da visão triunfalista de Gandavo, Soares de Sousa e Brandão esta na violência da escravidão, na promoção dos massacres indígenas e na exploração sexual das mulheres. Esses três fenômenos eram freqüentemente denunciados pelos jesuítas que encontraram grandes dificuldades em suas tentativas de mudar tal padrão de relações baseado na ganância dos colonos que apenas viam os índios como mão-de-obra a ser explorada e suas mulheres como objeto de uso sexual.

Uma das questões mais candentes entre os jesuítas e primeiros povoadores foi à união deste com índias, feitas sob forma de mancebia sem casamento legal. A poligamia possibilitava ao colono o acesso aos serviços e ao produto do trabalho de diversas mulheres. A mancebia facilitava também o abandono, a troca ou a multiplicidade de mulheres, havendo colonos que formavam verdadeiros haréns de índias. Esses costumes, apesar de constituírem pecado mortal para a igreja, eram encorajados por padres seculares que defendiam doutrinas heréticas como a de que não havia pecado nas regiões tropicais.

Escravidão indígena.

Os jesuítas lutavam pela liberdade dos índios: isto lhes facilitaria o trabalho de catequese e lhes daria mais poder, graças à enorme massa de manobra de que disporiam. Essa atitude, contudo, despertou violenta e amarga oposição dos colonos que reprovavam os jesuítas.

O sucesso e as heranças da colonização.

No final do século XVI, pode-se dizer que boa parte da faixa costeira estava colonizada pelos europeus e que a população nativa do litoral havia sido cultural e fisicamente submetida, expulsa ou exterminada.

A catequese, as doenças e a escravidão terminaram por destruir a cultura material e espiritual dos índios, vencidos da historia. A ordem social vencedora nas terás brasileiras baseava-se, sobretudo nos valores dominantes portugueses.

A população da colônia foi se constituindo de tipos variados:

Portugueses e europeus de outros paises, alem dos vários grupos indígenas e africanos e da miscigenação, que foi grande, embora as uniões de brancos com índios e negros não fossem prestigiadas.

A escravidão indígena e a negra foram em boa parte responsável pela desmoralização do trabalho, o qual ficou relegado às massas exploradas ate a morte. Estudos modernos confirmam observações da época que constataram o espantoso desperdício de vidas humanas determinadas pela escravidão no Brasil. Milhões de pessoas foram sacrificadas para a riqueza e poder de uma pequena classe dominante irresponsável e indiferente à sorte da terra e também em beneficio de uma elite na Europa.

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