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quarta-feira, junho 12, 2024

PORQUE O CHESTER É UM FRANGO ENORME?

No início dos anos 80, surgiu no mercado uma nova opção para a ceia de Natal, um frango com muito mais carnes nobres (peito e coxas). Registrado com o nome de Chester, a Perdigão disponibilizou, então, uma alternativa ao peru. Não demorou muito a Sadia lançou um produto com as mesmas características, o Fiesta. O Chester surgiu através de melhoramentos genéticos feitos no Brasil. O Fiesta veio da Escócia. Hoje, ambos fazem parte das festas de fim de ano.

Tanto o Fiesta como o Chester são frangos originados de cruzamentos de linhagens especiais com o objetivo de obter um produto que possui teores maiores de proteína e menores de gordura, além de concentrar 70% de sua carne no peito e coxas, em média o frango comum possui 45% nestas partes. O melhoramento genético possibilita que a partir de matrizes reprodutoras se obtenha um produto com características desejadas, é isso que estas aves são: ricas em carnes nobres e com peso ideal para o perfil dos consumidores brasileiros.

De modo geral os valores nutricionais do frango comum são maiores, possui mais gordura, oferece mais calorias, enquanto o Chester e o Fiesta são menos calóricos e com menos teor de gordura, e, embora os três apresentem teores de proteína muito semelhantes. A diferença entre eles está no fato de que, nos dois frangos especiais, eles não estão dispersos como no comum, mas concentrados no peito e na coxa, bem ao gosto do freguês!

E o freguês é exigente. Sabendo disso a Sadia oferece além do Fiesta inteiro, peito de Fiesta recheado com lingüiça e tender Fiesta, porém a Perdigão criou uma linha de mais de 20 produtos derivado de Chester: embutidos, pizzas, lasanhas, almôndegas, além de variações de partes, como peito defumado ou cozido.

Não é por acaso que as empresas apostam na produção de uma variada gama de produtos a base de frango, principalmente os ditos de conveniência, pois este é um dos motivos que o levam ao segundo lugar do tipo de carne mais consumida no mundo, atrás somente da suína. Outros aspectos que favorecem o bom desempenho são seu preço relativamente baixo. Um quilo de peito de frango custava em dezembro de 2007 cerca de R$ 10. Além disso, o frango tem uma imagem de produto saudável e com boa aceitação pela maioria das culturas e religiões. Já o preço do Chester e do Fiesta se aproxima do Peru, entre R$ 7 e R$ 10 o quilo do animal inteiro em dezembro de 2007.

A produção de frango tem acompanhado esse aumento de consumo, para se ter uma idéia, na década de 30, o tempo médio de abate de um frango era de 105 dias e seu peso médio, 1,50 kg. Nos anos 70, passou a 56 dias e 1,70 kg e, nos anos 90, 45 dias e 2,25kg. O aumento da produção e do consumo de frango se devem as melhorias da sanidade, da nutrição e da evolução das técnicas genéticas, sendo o Chester e o Fiesta exemplos disso.

Com o emprego das recentes biotecnologias, como clonagem e transgenia, o termo melhoramento genético passou a ser visto como uma ferramenta nova. Realmente estas técnicas são bastante atuais e revolucionárias, mas o melhoramento genético clássico é tão antigo quanto a própria pecuária. O homem, desde que começou a criar, seleciona entre os espécimes que possuam características “melhores” em detrimento as que não as apresentam.
Inicialmente de modo empírico, e depois de modo sistemático, com o passar dos anos foram isolando-se animais que são mais resistentes a doenças, têm um tempo de abate menor, que fornecem mais produtos, como leite e ovos, que têm maior produção de carne, em suma os que possuem maior qualidade ou produtividade, ou fenótipos de interesse. Hoje em dia não há qualquer animal de criação que não tenha passado por esse processo de seleção ou de melhoramento genético.

Os fenótipos, conjunto de características fisiológicas, físicas e comportamentais, são determinados pelo ambiente e pelo genótipo, constituição genética de um indivíduo. Assim, tendo o ambiente propício, basta possuir indivíduos com as características almejadas e criá-los. Parece simples, não? Pois aí se encontra a dificuldade: encontrar matrizes para a produção. Isso é chamado de seleção, processo decisório onde se escolhe quais animais serão os pais da próxima geração, tendo com objetivo melhorar ou fixar a característica desejada. O passo seguinte é o cruzamento destas matrizes e a obtenção de filhos com essas características.

Assim, visa-se a mudança da freqüência de alelos de favoráveis, com o objetivo de obter o fenótipo desejado.

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