COMÉRCIO EXTERIOR NEGOCIAÇÃO COM ESTADOS UNIDOS

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DICAS PARA ANALISAR, COMPREENDER, E INTERPRETAR TEXTOS

COMÉRCIO EXTERIOR NEGOCIAÇÃO COM ESTADOS UNIDOS: NEGOCIAÇÃO INTERNACIONAL, SIMULAÇÃO DE UMA EMPRESA.

1 ESTADOS UNIDOS ASPECTOS GERAIS

Os Estados Unidos da América (em inglês United States of America) é uma república federal presidencialista, composta por cinqüenta estados e um Distrito Federal. O nome do país é freqüentemente referido pelas siglas USA ou US (em inglês) e EUA (em português).

Os Estados Unidos são o quarto maior país do mundo, em extensão territorial, depois de Rússia, China e Canadá. Em comparação com outros países e regiões, os EUA são duas vezes e meia maiores do que a União Européia e têm área aproximadamente equivalente à metade da extensão territorial da Rússia e da América do Sul, e ligeiramente superior à do Brasil. O país faz fronteiras com o Canadá, ao norte, com o México, ao Sul, e com os Oceanos Atlântico, a leste, e Pacífico, a oeste.

A geografia dos Estados Unidos da América é extremamente diversificada, em parte, por causa da grande extensão territorial do país, que é o quarto maior do mundo. O mapa político dos Estados Unidos está dividido em três distintas secções: O Alasca, conectado em terra apenas com o Canadá, a leste; o Havaí, um arquipélago localizado no meio do Oceano Pacífico, e o Estados Unidos Continental, que compreende os 48 Estados localizados na América do Norte. A fronteira dos Estados Unidos Continental com o Canadá é a mais longa fronteira não defendida do mundo.

Devido à grande extensão territorial dos Estados Unidos, o clima do país varia muito, de região a região. A Flórida possui um clima tropical, enquanto o Alasca possui um clima polar. Vastas porções do país têm um clima continental, com verões tépidos e invernos frios. Algumas partes dos Estados Unidos, em particular partes da Califórnia, têm um clima mediterrânico. No geral, porém, a maior parte dos Estados Unidos possui um clima temperado ou sub-tropical, marcado por quatro distintas estações, com mudanças regulares de temperatura e precipitação.

1.1 Organização Administrativa

O país está dividido em 50 estados, um Distrito Federal (District of Columbia), sede da capital da Nação (Washington), 14 territórios, além de manter Pactos de Associação com Micronésia, Palau e Marshall Islands. Cada estado tem a sua própria constituição e conta com considerável autonomia na organização e operação de seus poderes executivo, legislativo e judiciário.

1.2 Cultura

A cultura dos Estados Unidos tem uma grande influência no resto do mundo, e em especial no mundo ocidental. A música americana é ouvida em todo o mundo e os filmes e programas televisivos americanos podem ser vistos quase em todo o lado. Existe um contraste muito grande com os primeiros tempos da república, quando o Estados Unidos era visto como um país agrícola com pouco a oferecer aos centros culturalmente avançados do mundo da Ásia e Europa.

A maioria das grandes cidades dos Estados Unidos oferecem instalações e atuações de música clássica e popular, centros de pesquisa histórica, científica e artística e museus, atuações de dança, musicais e peças de teatro, além de eventos ao ar livre e arquitetura de significado internacional. Este desenvolvimento é resultado de contribuições quer de filantropos privados, quer de fundos governamentais.

A maioria da população americana possui uma razoável quantidade de tempo livre (dedicado à recreação) disponível. Os esportes são os principais passatempos da população americana. Milhões de americanos passam seu tempo livre jogando esportes com amigos ou assistindo jogos profissionais em estádios ou na televisão. Outros métodos de recreação muito populares no país incluem filmes, sitcoms, shows musicais e o teatro. Cerca de 95% da população americana possui uma televisão em casa. Em média, a televisão de uma dada residência fica ligada sete horas por dia.

Hobbies ocupam muito do tempo recreativo de muitos americanos. Jardinagem, colecionamento de certos produtos (selos, moedas, etc), tricotagem, fotografia, artesanato e aeromodelismo são alguns dos mais famosos no país.

1.3 Educação nos Estados Unidos da América

Educação nos Estados Unidos da América é fornecida e controlada primariamente por três níveis governamentais diferentes: federal, estadual e local. Padrões educacionais são responsabilidades dos departamentos de educação de cada Estado. Crianças e adolescentes são obrigados a freqüentarem a escola até a idade de 16 anos (ou até a finalização do segundo grau), na maioria dos Estados. Verba destinada à educação USD 69,4 Bilhões (2006).

Os Estados Unidos possuem uma população relativamente educada. Estima-se que 97% da população americana sejam alfabetizados. Em 2003, havia 76,6 milhões de estudantes atendendo a escola. Entre a população adulta, mais de 85% da população americana possui um diploma de segundo grau, e 27% possui um diploma de ensino superior. O salário médio de estudantes com um diploma de educação superior é de 45,5 mil dólares, mais do que dez mil dólares acima da média.

Porém, os Estados Unidos possuem uma taxa de alfabetismo baixa, em comparação a outros países desenvolvidos, com uma taxa de alfabetismo estimada entre 86% e 98%, dentre a população acima dos 15 anos de idade.

1.4 Transportes

Os Estados Unidos possuem uma extensiva malha rodoviária, ferroviária e hidroviária. De fato, a quilometragem destas malhas são as maiores do mundo em suas respectivas categoria. Existem cerca de 75 mil quilômetros de rodovias e vias expressas de alta capacidade. Enquanto isto, caminhões transportam cerca de um quarto de toda a carga transportada no país.

Trens transportam cerca de 35% de toda a carga transportada no país, enquanto respondem por apenas 1% dos passageiros movimentados. O contrário acontece com as linhas aéreas americanas, que transportam 18% dos passageiros, mas menos de 1% da carga no país. O mercado americano de passageiros no setor aéreo é a maior do mundo. Chicago, Atlanta, Los Angeles, Dallas, Nova Iorque, San Francisco e Orlando destacam-se como grandes centros aeroportuários.

Cerca de 15% de toda a carga transportada no país é transportada via hidrovias como rios e lagos, além de mares e oceanos. Los Angeles, Nova Iorque, Filadélfia, San Francisco, New Orleans, Miami e Houston destacam-se como grandes centros portuários. O porto mais movimentado do país por número de navios atendidos é o de New Orleans, enquanto o porto mais movimentado segundo tonelagem de carga é o de Los Angeles.

1.4.1 Principais portos

Los Angeles-Long Beach, New Orleans, Nova Jérsei-Nova Iorque, Filadélfia, Houston, Miami, Portland, San Francisco, Seattle, Chicago.

1.4.2 Principais aeroportos

Alabama, Alasca, Arizona, Arkansas, Califórnia, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Colorado, Connecticut, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Delaware, Flórida, Geórgia, Havaí, Idaho, Illinois, Indiana, Kansas, Louisiana, Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Mississippi, Missouri, Montana, Nevada, Nova Hampshire, Nova Iorque, Nova Jérsei, Novo México, Ohio, Oklahoma, Oregon, Pensilvânia, Rhode Island, Tennessee, Texas, Virgínia, Virgínia Ocidental, Washington.

2 VIAGENS DE NEGÓCIOS

É essencial que o exportador se apresente bem preparado no mercado americano. Os americanos gostam de clareza na comunicação e de chegar ao ponto imediatamente. O exportador deve trazer consigo material promocional de boa qualidade gráfica e escrito em bom inglês, lista de preços em dólar, informações detalhadas sobre a sua empresa preferivelmente em forma de brochura, e boa quantidade de cartões de visita, impressos em inglês para serem entregues no momento das apresentações. Se o negociador não fala inglês ou tem alguma dificuldade em se comunicar no idioma, é recomendável a contratação de um intérprete com experiência em comércio exterior.

Devem-se evitar viagens em datas próximas aos principais feriados. A formalização do negócio é feita por um contrato de venda, o qual deve refletir a complexidade da transação e especificar claramente as responsabilidades de cada parte contratante. O estilo de negociação é informal e direto. O agendamento de encontros é essencial e a pontualidade é levada muito a sério. A abordagem para a resolução de problemas é impessoal. Os americanos acreditam que regras e procedimentos devem ser aplicados a todos igualmente. As reuniões têm sempre uma pauta, que é seguida item por item. Os americanos são muito rigorosos com a agenda, portanto a reunião deve ser muito objetiva e estar bem preparada.

2.1 Participações de Feiras

A participação em feiras setoriais constitui excelente oportunidade não apenas para a promoção de vendas, mas também para a obtenção de inteligência comercial referente aos competidores americanos e estrangeiros, tais como tecnologia de fabricação, apresentação do produto, embalagem, nível de preço e estratégias de promoção.

2.2 Amostras, Catálogos e Material Publicitário

Não existe legislação específica para a importação de amostras, catálogos e material publicitário. Embora os mecanismos existentes para a admissão temporária de mercadorias possam ser utilizados, no caso de amostras nem sempre representam a solução mais econômica ou conveniente para o exportador.

3 IMPORTÂNCIA DOS ESTADOS UNIDOS

Os Estados Unidos é claramente o país que exerce maior influência nas relações políticas internacionais. Esse predomínio acirrou-se com o desmembramento da União Soviética e o fim do comunismo. Atualmente, os EUA são a grande potência mundial, o que é percebido através da posição predominante que tem nos foros internacionais, econômicos e junto a diversos organismos multilaterais, políticos e militares, assim como também pela capacidade de ação que tem exercido sobre países que vão contra os seus interesses, chegando inclusive a intervenção direta como já aconteceu no Iraque e Haiti, apenas para exemplificar.

Os Estados Unidos possui uma grande capacidade de absorção interna, um mercado de proporções gigantescas e diversificado, mão-de-obra muito especializada, uso intensivo de capital e, em particular, grande capacidade de inovação tecnológica. O seu poderio econômico se traduz pelo alto grau de influência comercial. Possui um bom dinamismo econômico sendo, sua taxa de crescimento em 2005 de 3,5%. Do ponto de vista comercial é um dos países que tem capacidade de influenciar os preços internacionais, e seu poder econômico e comercial cresce, também, como conseqüência das atividades de suas multinacionais existentes na maioria dos países.

3.1 Economia

A economia dos Estados Unidos da América está organizada segundo o modelo capitalista e é marcada por um crescimento constante, baixas taxas de desemprego e de inflação, um grande déficit. A economia dos Estados Unidos pode ser vista como a mais importante e influente do mundo em tempos atuais. Vários países indexaram as suas moedas ao dólar, ou chegam mesmo a usar a moeda americana como sua moeda oficial, e os mercados de capitais americanos são em geral vistos como indicadores da economia mundial.

O país tem enormes recursos minerais, com grandes depósitos de ouro, petróleo, carvão e urânio. Na agricultura, está entre os maiores produtores mundiais de milho, trigo, açúcar e tabaco, entre outras produções. A indústria de manufatura americana é diversificada, com automóveis, aviões e produtos eletrônicos sendo os principais produtos industrializados produzidos no país. O maior setor econômico, no entanto, é o de serviços: cerca de três quartos dos habitantes dos Estados Unidos trabalham nesse setor.

O maior parceiro comercial dos Estados Unidos é o seu vizinho do norte, o Canadá. Outros parceiros econômicos importantes são a União Européia, o México, o Japão e a China.

3.2 Principais Setores

3.2.1Serviços

O setor de serviços corresponde aproximadamente 80% do PIB americano. Por ramos de atividades, são as seguintes as participações percentuais no valor total da produção do setor: outros serviços prestados pelo setor privado – principalmente nos segmentos ligados à tecnologia da informação (21%); bancos, seguros e imóveis (19%); governo (13%); transportes e serviços de utilidades públicas (9%); comércio varejista (9%); comércio atacadista (7%); e construção (4%).

3.2.2 Agricultura

A boa qualidade do solo americano, principalmente a do Centro-Oeste, faz com que os Estados Unidos sejam um dos maiores produtores mundiais de grãos e outros produtos agrícolas. Atualmente, um sétimo das propriedades agrícolas pertencem a grandes grupos empresariais.

3.2.3 Mineração

Os Estados Unidos possuem grandes reservas de importantes metais, como o cobre, minério de ferro e zinco, dependendo de outros países para o abastecimento de outros metais decorrente da falta de disponibilidade ou de dificuldade na extração. Alguns dos metais importados são: zinco, platina, níquel, cromo, metais de platina, bauxita, manganês, cobalto e o tungstênio.

3.2.4 Indústria

A indústria americana cresceu na esteira do “boom” econômico dos anos 90. Observou-se, em particular, crescimento significativo na produção de bens e sistemas de alta tecnologia, crescimento este alimentado pela demanda cada vez maior por produtos do segmento. A indústria de bens de consumo tradicionais, no entanto, experimentou quedas no ano 2000. O mesmo aconteceu com o setor de exportação, afetado pela desaceleração da economia global e pela valorização do dólar norte-americano. Esse setor continua sendo um ponto fraco da economia norte-americana. Os indicadores econômicos atribuem o crescimento do intercâmbio ao setor de tecnologia da informação. Nos Estados Unidos, os bens duráveis tais como maquinário, equipamentos e bens utilizados pelo setor aeroespacial respondem pela maior parcela das exportações da indústria tradicional. Em 2005 o setor representou 20.4% do PIB total americano.

4 SISTEMA TARIFÁRIO

4.1 Classificações de mercadorias

Os Estados Unidos aderiram à Convenção Internacional sobre o Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias, passando a adotar esse Sistema em 01.01.89. Nenhum produto de importação poderá ser introduzido neste país se não estiver classificado de acordo com a HTSUS (Harmonized Tariff Schedule of the United States). Todas as mercadorias estão sujeitas ao imposto de importação, salvo as que estiverem expressamente isentas.

O pagamento de direitos aduaneiros decorrentes de classificação em tarifa mais elevada do que a esperada fica sob inteira responsabilidade do importador, a quem cabe, em última instância a responsabilidade pela correta classificação do produto.

Recomenda-se ao exportador que não disponha de exemplar da HTSUS, na qual são classificadas todas as mercadorias importadas, para fins alfandegários, que procure o Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX), da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, Comércio e Turismo, para obter as informações a respeito.

4.2 Estrutura tarifária

A HTSUS prevê três tipos de alíquotas: “ad valorem” (porcentagem do valor total da mercadoria), específica (importância cobrada por unidade de peso ou outra quantidade) ou mista (uma combinação das duas alíquotas anteriores). Essas tarifas são apresentadas em duas colunas: a) Coluna 1, dividida nas subcolunas “General”, na qual são indicadas as tarifas consolidadas na Organização Mundial do Comércio, e “Special”, na qual são indicados os tratamentos preferenciais, b) Coluna 2, que contêm as alíquotas (geralmente altíssimas) aplicadas na importação, direta ou indireta.

4.3 Base de incidência e cálculo

Como mencionado acima, os direitos aduaneiros podem ser ad-valorem, específicos ou mistos. A base de cálculo ou valor de tais direitos é estabelecida pela alfândega, por meio de uma legislação complexa que utiliza diferentes critérios de valoração. Entretanto, o valor que mais se aproxima do geralmente utilizado pela alfândega como base de cálculo é o valor pago pela mercadoria no país de origem, adicionado de eventuais despesas incorridas pelo comprador como embalagens, comissões, royalties ou taxas de licenciamento e “assists” – assistência prestada pelo comprador ao vendedor, gratuitamente ou a preço reduzido, na produção da mercadoria.

4.4 Faixas de alíquotas da pauta geral

A “HTSUS” tem alíquotas de até 350% (extra-quota, tabaco). No entanto, a média de taxação está em torno de 4,5%. Vale lembrar, por outro lado, que o Brasil é país beneficiário do Sistema Geral de Preferências dos Estados Unidos (SGP). Assim, uma vasta gama de produtos provenientes do Brasil é isenta do imposto de importação ou objeto de tarifas reduzidas.

5 QUOTAS

O sistema de quotas constitui uma das principais modalidades de barreiras não-tarifárias. A alfândega americana administra a maioria das quotas atualmente em vigor. As quotas de importação podem ser divididas em dois tipos:

Quotas absolutas: estabelece o limite quantitativo para a entrada de mercadorias para um determinado período. Se a quota for preenchida o excedente poderá ser reexportado ou armazenado até o próximo período.

Quotas tarifárias: estabelece a quantidade de mercadoria que pode ser importada a uma tarifa reduzida, sendo que a quantidade que exceder esse limite físico estará sujeito a alíquota mais elevada.

5.1 Taxas e Gravames Tarifários à Importação

Além do imposto de importação, as mercadorias importadas pelos EUA estão sujeitas às seguintes taxas e eventuais gravames tarifários:

Direitos anti-dumping : a legislação norte-americana determina que, se qualquer mercadoria estrangeira estiver sendo vendida nos EUA por valor inferior ao de mercado, o Secretário de Comércio denunciará o fato à Comissão de Tarifas, para que esta determine se há evidente prejuízo para alguma indústria norte-americana já estabelecida ou a ser instalada.

Direitos compensatórios : sobretaxas impostas pelo Governo americano na importação de mercadorias objeto de subsídios do governo do país de origem e cuja internação no país é considerada nociva à indústria local.

Excise tax : certas mercadorias (gasolina, derivados de tabaco, bebidas, etc.) estão sujeitas ao “exice tax”, imposto cobrado pelo Governo federal, ao fabricante ou importador, em percentuais variados.

Sales tax : a grande maioria das mercadorias está sujeita, ainda, ao “sales tax” (imposto sobre vendas), que é cobrado pelas administrações estaduais – exceto Alasca, Delaware, Montana, New Hampshire e Oregon. Esse imposto, que incide exclusivamente sobre as vendas ao consumidor final.

Harbor maintenance fee (HMF) : taxa de manutenção dos portos.

Merchandise processing fee (MPF) : taxa de processamento de mercadorias cujo valor mínimo é de US$ 25.00 por carregamento.

6 LEIS E REGULAMENTOS DA ALFÂNDEGA DOS ESTADOS UNIDOS

As mercadorias comerciais de origem estrangeira devem se submeter a uma “entrada” formal nos Estados Unidos, cumprindo as numerosas leis e regulamentos do Serviço de Alfândega Americano (US Customs Service). A Alfândega define “entrada” não apenas como o processo de chegada de mercadorias em um porto, mas também como o processo de apresentar a documentação necessária ao desembaraço das mesmas.

O processo de entrada é idêntico em todos os Estados Unidos. Mercadorias podem entrar no país para consumo, para depósito em armazém alfandegado e posterior reexportação ou podem ser transportadas in-bond (alfandegadas) para outro porto de entrada, onde serão recebidas sob as mesmas condições do porto de chegada. Os documentos que normalmente devem ser submetidos à Alfândega são os documentos de embarque (Bill of lading, se marítimo, ou o airway Bill, se aéreo), a fatura comercial (ou pró-forma), o manifesto de carga e a lista das mercadorias (romaneio). Além desses, poderão ser exigidos, conforme o produto, o certificado de origem, o certificado fitossanitário, o certificado de inspeção etc. Geralmente, antes da chegada das mercadorias, os documentos de entrada são submetidos eletronicamente à Alfândega para se obter um pré-desembaraçamento. No caso de frutas e produtos agrícolas ou outras mercadorias perecíveis, tal procedimento é indispensável.

Mercadorias no valor de até US$ 2.000,00, com exceção de têxteis, alguns tipos de calçados e bens sujeitos a quotas ou restrições, podem se submeter a uma entrada informal. A diferença entre entrada formal e informal refere-se à exigência de uma caução ou fiança para entradas formais. Tal caução, pagável à Alfândega em dinheiro ou notas do tesouro americano, deve ser prestada antecipadamente por companhia especializada e licenciada pelo Departamento do Tesouro americano (US Treasury Department), como garantia do pagamento dos impostos, das taxas aduaneiras e do cumprimento das demais exigências alfandegárias pelo importador. A existência da caução permite ao importador liberar as mercadorias antes dos procedimentos alfandegários. Despachantes aduaneiros credenciados pela Alfândega podem prestar a referida caução em favor dos seus clientes.

Certas classes de produtos estão sujeitas a vários tipos de restrições para importação. Os motivos são vários, desde a proteção dos produtores locais até a salvaguarda da saúde e do bem-estar dos consumidores, passando pela preservação das plantações domésticas e da vida animal. As restrições incluem a proibição de importação, proibição de entrada em certos portos, restrições de armazenamento ou uso, quarentena, empacotamento ou necessidade de rótulos especiais e fabricação sob determinadas condições. Se aplicável a restrição, ela se estende a todas as importações, independentemente de quantidade e valor da mercadoria.

Embora seja impraticável listar todos os produtos, as principais classes de produtos sujeitas a restrições para importação são as seguintes:

Animais e produtos de origem animal
Armas de fogo e munições
Bebidas alcoólicas
Brinquedos e artigos para crianças
Carnes e produtos de carne
Frutas e nozes
Leite e derivados (laticínios, queijos, etc.)
Materiais inflamáveis, tóxicos ou perigosos
Medicamentos em geral
Obras artísticas e bens culturais
Petróleo e seus derivados
Plantas, hortaliças e produtos de origem vegetal
Utensílios domésticos

Tais classes de produtos devem se submeter às regulamentações das diferentes agências governamentais, sendo as principais:

Food and Drug Administration (FDA)
Bureau of Alcohol, Tobacco and Firearms
Animal and Plant Health Inspection Service (APHIS)
US Fish and Wildlife Service
US Consumer Product Safety Commission
Federal Trade Commission (FTC)
Office of Codes and Standards, Department of Energy
Environmental Protection Agency (EPA)

A Alfândega é a agência responsável pela avaliação e o recolhimento de impostos das mercadorias estrangeiras, bem como pelo combate ao contrabando e à fraude. O chefe da agência fica em Washington D.C., e tem o título de Comissário (Commissioner), e em cada porto de entrada existe um Diretor do Porto.

As mercadorias que entram nos Estados Unidos estão sujeitas à inspeção física por um agente do Serviço de Alfândega. O agente examina a fatura comercial para aferir a qualidade, quantidade e o valor das mercadorias; para conferir a correção do nome do país de origem e da classificação das mercadorias conforme a Nomenclatura Tarifária Harmonizada dos Estados Unidos (Harmonized Tariff Schedules of the United States – HTSUS); e para verificar se o importador pagou ou irá pagar o valor correto de impostos. A HTSUS é uma publicação da US International Trade Commission (USITC), em que se encontra a classificação das mercadorias importadas, as alíquotas de importação e os benefícios e restrições que afetam cada produto.

Se o importador ou o consignatário discordar da classificação, valor ou qualquer outro aspecto do processo de liberação das mercadorias, ele pode impugnar a decisão da Alfândega, até 90 dias depois do encerramento do processo, por meio de um protesto. Se o protesto for negado pela Alfândega, o importador pode ajuizar uma ação, através de um advogado, na Corte Americana para Negócios Internacionais (United States Court of International Trade). Com o intuito de evitar tais conflitos, o importador pode submeter previamente à Alfândega um Requerimento para Decisão (Ruling Requesrt), que, todavia, o precluirá de futura discussão.

Além das tarifas de importação, os produtos importados pelos EUA sofrem a incidência de outras taxas, como a de manutenção portuária (Harbour Maintenance Fee – HMF) e a de processamento de mercadoria (Merchandise Processing Fee – MPF). Essas taxas recaem sobre todos os produtos importados do Brasil. Atualmente, a alíquota da MPF é de 0,21%, com um valor máximo de US$ 485 e mínimo de US$ 25, ao passo que a HMF, aplicada em todos os portos dos EUA sobre importações, exportações e cargas
domésticas, é de 0,125%.

A não-observância dos procedimentos estipulados ou o descumprimento das exigências da Alfândega podem resultar desde a apreensão das mercadorias importadas e/ou a imposição de multas ao importador até o valor das mercadorias.

7 RELAÇÃO COMERCIAL BRASIL – ESTADOS UNIDOS

As exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2005 somaram US$ 22 bilhões. O valor representa aumento de 12,1% em relação a 2004. O setor de alimentos e bebidas é responsável por 7,4% do total. A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras é de 19%.

Em 2005, o montante importado pelo Brasil dos Estados Unidos aumentou 11,52%, fechando o ano em US$ 12,7 bilhões. Em janeiro de 2006, o Brasil exportou US$ 1,687 bilhão para os Estados Unidos. Este valor representa um crescimento de 54% em relação a janeiro de 2005.

Os 10 maiores grupos de produtos alimentícios exportados para os EUA são:
café, chá e especiarias, preparação de produtos hortículas/frutas, preparações de carnes/peixes/crustáceos, frutas, açúcar e produtos de confeitaria, cacau e derivados, peixes e moluscos, bebidas, gorduras e óleos.

Do total de produtos importados pelos EUA, os alimentos e bebidas representam 4,4% do total, o que equivale a US$ 66,7 bilhões. Os 10 principais produtos comprados, que representam 80% do total, são: bebidas, preparações de produtos hortículas e frutas, peixes, crustáceos, frutas,carnes, produtos hortigranjeiros e raízes comestíveis, preparações de carne e peixes e crustáceos, café e chá, preparações a base de cereais e farinhas, cacau e derivados.

8 COMPOSIÇÃO DO INTERCÂMBIO COMERCIAL

A pauta de exportações brasileiras para os Estados Unidos é bastante diversificada, como observa-se nos gráficos abaixo:

Abaixo, observa-se as principais importações do intercâmbio comercial entre Brasil e Estados Unidos no período de 2005.

8.1 Intercâmbio Comercial Mundial

A seguir, pode-se conferir quais foram os países que mais se relacionaram com os Estados Unidos, no período referente à Janeiro de 2005 até Julho do mesmo ano.

8.2 Balança Comercial Brasil – Estados Unidos/2005 – Valores em US$ FOB

9 ACORDOS INTERNACIONAIS

Os Estados Unidos são parte ou membro dos seguintes acordos e organizações internacionais:

APEC – Acordo de Cooperação Econômica Ásia – Pacífico
Austrália Group
FAO – Fundo para a Alimentação e Agricultura
G-5 – Grupo dos 05
G-7 – Grupo dos 07
G10 – Grupo dos 10
Banco Mundial – BIRD
Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID
FMI – Fundo Monetário Internacional
IMO – Organização Marítima Internacional
NAFTA – Acordo de Livre Comércio da América do Norte
OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte
OEA – Organização dos Estados Americanos
OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
ONU – Organização das Nações Unidas
UNCTAD – Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento
OMS – Organização Mundial da Saúde
OMC – Organização Mundial do Comércio

10 ENDEREÇOS ÚTEIS

Embaixada dos EUA em Brasília
SES – Av. das Nações,
Quadra 801, Lote 03
CEP: 70403-900 – Brasília, DF
Tel: (61) 3312-7000
Fax: (61) 3225-9136

Embaixada do Brasil em Washington, DC
3006 Massachusetts Avenue, NW
Washington, DC
20008-3634
Tel: : (202) 238-2700
Fax: (202) 238-2827
Site: http://www.brasilemb.org/

Embaixada do Brasil – Setor Consular
3009 Whitehaven Street, N.W.
Washington , D.C. 20008-3634
Tel: (202) 238-2828
Fax: (202) 238-2818
E-mail: [email protected]

Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo
Henri Dunant, 500,
Chácara Santo Antônio,
CEP: 04709-110 – São Paulo- SP
Tel: (11) 5186-7000
Fax: (11) 5186-7199

Consulado Geral dos Estados Unidos em Recife
Gonçalves Maia, 163
Boa Vista – Recife, PE
CEP: 50070-060
Tel: (81) 3421-2441
Fax: (81) 3231-1906

Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro
Av. Presidente Wilson, 147
Castelo – Rio de Janeiro, RJ
CEP: 20030-020
Tel: (21) 3823-2000
Fax: (21) 3823-2003

Departamento de Comércio Exterior – São Paulo
Estados Unidos, 1812
CEP: 01427-002 – São Paulo, SP
Tel: (XX-11) 3085-2811
Fax: (XX-11) 3085-2744

Departamento de Comércio Exterior – Belo Horizonte
Timbiras, 1200, 7º andar
CEP: 30140-060 – Belo Horizonte, MG
Tel: (XX-31) 3213-1571
Fax: (XX-31) 3213-1575

Agência Consular – Belém
Edifício Síntese, 21 Avenida Conselheiro Furtado, 2865
66060-600 – Belém, PA
Tel: (XX-91) 3259-4566
Fax: (XX-91) 3259-2626

Agência Consular – Fortaleza
Instituto Brasil-Estados Unidos – IBEU
Rua Nogueira Acioly, 891 – Aldeota
60110-141 – Fortaleza, CE
Tel: (XX-85) 252-1539
Fax: (XX-85) 252-1539

Agência Consular – Manaus
Edifício Atrium Sala 306
Rua Franco de Sá, 310
69079-210 Manaus, AM
Tel/Fax 55-92-611-3333

Agência Consular – Porto Alegre
Agência Consular Americana
a/c Instituto Cultural Brasileiro Norte Americano
Rua Riachuelo, 1257, Centro
90010-010 – Porto Alegre, RS
Tel: (XX-51) 225-225/226-3344
Fax: (XX-51) 226-3344

Agência Consular – Salvador
Pernambuco, 51 – Pituba
41830-390 – Salvador, BA
Tel: (XX-71) 345-1545
Fax: (XX-71) 345-1550
E-mail: [email protected]

Câmara Americana de Comércio de São Paulo
Rua da Paz 1431
CEP 04713-001 – São Paulo SP
Tel: (XX 11) 3011-6000
Fax: (XX 11) 3011-6000

Câmara de Comércio Americana de Brasília
SCN Qd 1 BI “C”Ed. Brasília Trade
Center Salas 1102 á 1105
Cep: 70711-902
Brasília – DF
Tel.: (61) 2103-8650
Fax: (61) 2103-8658
Email: [email protected]

Câmara de Comércio Americana de Belo Horizonte
Rua Da Paisagem 220
Cep: 34000-000
Cidade Nova Lima – MG
Tel.: (31) 2126-9750
Fax: (31) 2126-9767
Email: [email protected]

Câmara de Comércio Americana de Campinas
Av. José de Souza Campos, 900 Sala 82
Condomínio Trade Tower
Cep: 13092-110
Tel./Fax: (19) 2104-1250
Email: [email protected]

Câmara de Comércio Americana de Curitiba
Rua Eurípedes Garcez do Nascimento, 1004
CEP 80540-280
Curitiba – PR
Tel.: (41) 2104-9350
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11 EMPRESA EXPORTADORA

A Sikama Indústria de Móveis S.A, foi fundada em janeiro de 2002 na cidade de São Bento do Sul, Santa Catarina, pelas sócias Simone Steffen, Katelini Pasold e Maísa Dalle Court. A empresa teve início com a fabricação de móveis para banheiro e cozinhas moduladas para o mercado interno. Após a boa aceitação no mercado interno, a empresa decidiu expandir seus negócios para o mercado externo com a fabricação de móveis para o lar como: jogos de quatro e home center.

Através de uma análise da SECEX e Abimóvel (Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário), verificou-se que os países que mais importam móveis brasileiros são os Estados Unidos, Argentina, França, Reino Unido, Alemanha e os Países Baixos. Observa-se, também, que houve uma expansão e diversificação, ainda que discreta, dos mercados-alvo das exportações brasileiras, destacando-se que dois mercados absorveram em torno de 50% das exportações, Estados Unidos e União Européia.

O aumento das exportações de móveis para os Estados Unidos, uma das metas do Programa de Incentivo das Exportações de Móveis (Promóvel), criado pela Abimóvel – Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário, só se realizou graças às fortes campanhas e investimentos em feiras e delegações para divulgar o produto brasileiro naquele país, principalmente na Feira de High Point.

Os Estados Unidos são o mercado com melhor potencial de crescimento, visto que o tamanho do mercado consumidor interno é grande, existindo um elevado poder de compra (25% das importações mundiais são feitas pelos Estados Unidos, e o mercado consumidor norte-americano é da ordem de US$ 60 bilhões), proximidade geográfica, reduzidas restrições ambientais e, principalmente, pequena participação dos móveis brasileiros nas importações americanas, se comparada à de outros países.

Tais características tornam o mercado americano principal objetivo para os países exportadores, o que faz crescer ainda mais a concorrência. Como forma de aumentar as vendas brasileiras naquele mercado é necessário que a indústria invista em design, considerado um dos principais fatores de competitividade.

A Sikama também buscou assessoria através da Apex (Agência de Promoção Exportação), o qual forneceu informações referentes a diversos importadores. Vai participar de uma missão empresarial para a Feira Internacional de Móveis Para o Lar, em High Point, Carolina do Norte EUA. Com isso a empresa pretenderá participar deste evento para realizar vendas diretas no mercado externo.

12 EMPRESA IMPORTADORA

A Home Depot, Inc. é uma companhia varejista norte-americana que vende produtos para o lar e construção civil. Foi fundada em Atlanta – Geórgia – Estados Unidos da América por Bernie Marcus e Arthur Blank. Emprega cerca de 355 Mil pessoas e possui mais de duas mil lojas operando nos Estados Unidos, Canadá, México e China. Tem Frank Blake como CEO desde o início de Janeiro de 2007, após a desistência de Robert “Bob” Nardelli.

A Home Depot, Inc. tem como slogan “ You Can To It, We Can Help” (Você pode fazer, nós podemos ajudar). Em 2005 teve um faturamento de USD 73,1 bilhões, esta entre as cinquenta maiores empresas do mundo, anunciada pela Financial Times Global 500.

A Home Depot, Inc., já por tradição, esta sempre presente em feiras buscando novidades e parcerias. Um exemplo, é a maior feira do mundo de móveis para o lar, a Feira Internacional de Móveis Para o Lar e também conhecida como a Feira de High Point, realizada duas vezes por ano, em abril e outubro. O International Home Furnishings Center, abre diariamente das 8:00hs às 19:00hs. A feira é realizada em High Point, Carolina do Norte, Estados Unidos. A Feira de High Point, é a única feira de móveis para o lar, visitada por altos executivos das empresas de fabricação, é a única feira onde você pode estar em contato com os líderes da indústria dos cinquenta estados norte-americanos e líderes de mais de cem países. A Feira de High Point é a única na qual os acessórios, a iluminação, e a decoração de interiores estão completamente integrados com os mostruários de móveis para o lar. Este evento abrange mais de 1.000.000 metros quadrados de espaço para as maiores e mais prestigiadas exposições, caracterizando-se por apresentar mais novos produtos do que você vê em qualquer outro lugar no mundo.

13 REFERENCIAS

Sites Eletrônicos

Central Intelligence Agency – Disponível em: http://www.cia.gov Acesso em 08 agosto de 2007.
Ministério das Relações Exteriores (MRE) – Disponível em: http://www.braziltradenet.gov.br Acesso em 08 agosto 2007.
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) – http://www.mdic.gov.br Acesso em 10 agosto 2007.
Instituto Español de Comercio Exterior – http://www.icex.es Acesso em 10 agosto 2007.
Estados Unidos – http://pt.wikipedia.org Acesso em 10 agosto 2007.

ABIMÓVEL – Associação Brasileira de Indústrias do Mobiliário. Panorama da indústria moveleira. Disponível em: . Acesso em: 17 agosto 2007.
SECEX – Secretaria do Comércio Exterior. Disponível em:
Acesso em: 17 agosto 2007.
AMCHAM – Câmara Americana do Comércio- Disponível http://www.amcham.com.br
Acesso em 10.08.07.
Guia do Exportador/Estados Unidos – Disponível em http://www.global21.com.br Acesso em 10.08.07
Feiras Setoriais/Projetos Setoriais- Dispinível em http://www.apex.org.br Acesso em 17.08.07
Feira de Hihg Point – Disponível em http://www.ihfc.com Acesso em 17.08.07
PIB EUA – Disponível em http://www.bancomundial.org Acesso em 10.08.07

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