INTRODUÇÃO

O crescimento turístico intensificou-se nas últimas décadas, tornando-se foco do estudo de especialistas das áreas econômicas, sociais, culturais, políticas e educacionais. O turismo não pode organizar-se e desenvolver-se sem que haja planejamento e definição de objetos a serem alcançados. Este trabalho, em reconhecimento à importância de um planejamento, fornece uma visão geral e concisa do desenvolvimento teórico para o setor turístico de Pernambuco.

DESENVOLVIMENTO

De acordo com a agenda de gestão 2007, o planejamento e organização turística do estado de Pernambuco, está dividido em duas vertentes: eixos de gestão e ações priorizadas.

Se o planejamento supracitado for realmente alcançado, trará ao turismo pernambucano uma importante sustentabilidade e desenvolvimento econômico e social. Em relação ao planejamento e articulação foram estabelecidas algumas propostas, dentre elas, ações preventivas para a segurança do turista. Ao meu ver, é uma das mais importantes, já que o nosso estado, principalmente Recife, é uma das capitais mais violentas do Brasil.

O eixo estruturação turística tem segmentos que fortalecem a infra-estrutura, seja de modo subjetivo, capacitando profissionais para o Posto de Informações Turísticas; seja de modo objetivo, inaugurando o Posto de Informações turísticas em Boa Viagem e instalando Fóruns Regionais de Turismo.

O eixo promocional dá ênfase a interligação direta e constante de Pernambuco tanto entre estados, quanto internacionalmente. Por exemplo, o que acontece no espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, pois pessoas de todo o Brasil e de parte do mundo vem até o interior de Pernambuco contemplar o espetáculo e, conseqüentemente, impulsionar o turismo religioso.

O eixo infra-estrutura tem um único foco, qual seja, a cidade de Tamandaré no litoral sul de Pernambuco, mais precisamente em relação às obras de saneamento básico. Esta problemática existe há bastante tempo, pois é corriqueiro ver a falta d’água, o esgoto despejado diretamente no mar e a sujeira a céu aberto. É realmente uma boa ação para esta praia, visto que facilitará a vida da população autoctona e dos turistas que a freqüenta.

O eixo captação de investimento, como o próprio nome sugere, tenta apreender o máximo de investimentos, como: negociação para a construção de Resorts no litoral pernambucano, vinda de portugueses com o intuito de investir no turismo local e participação em feiras imobiliárias. Assim, gerando divisas com empresas internacionais e correlacionando-se com o que há de mais moderno na rede hoteleira.

O Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (PRODETUR/NE) é um programa de crédito para o setor público (Estados e Municípios) que foi concebido tanto para criar condições favoráveis à expansão e melhoria da qualidade da atividade turística na Região Nordeste, quanto para melhorar a qualidade de vida das populações residentes nas áreas beneficiadas. Sua atuação ocorre por meio do financiamento de obras de infra-estrutura (saneamento, transportes, urbanização e outros), projetos de proteção ambiental e do patrimônio histórico e cultural, projetos de capacitação profissional e fortalecimento institucional das administrações de estados e municípios.

CONCLUSÃO

Podemos concluir que o turismo é uma atividade socioeconômica bastante complexa e que, se planejada por profissionais competentes, pode ser responsável pelo crescimento e desenvolvimento de qualquer possível centro receptor, além de diversos outros benefícios.

No decorrer deste trabalho, foi mostrado de uma forma rápida, a importância que tem o planejamento antes da ação e seus procedimentos. Também é importante lembrar que, ver o turismo por apenas um aspecto, é uma atitude errada e sem nexo. O turismo depende de várias ciências que o formam e o auxiliam, sem um estudo interdisciplinar da atividade, sem a integração e o apoio de órgãos competentes, fica difícil despertar futuros interesses.

O Brasil por ser um país subdesenvolvido, enfrenta algumas dificuldades para crescimento e desenvolvimento da atividade turística em seu território. Não somente o Brasil, mas qualquer país que sua população não possua um mínimo de condições básicas de vida não conseguirá se firmar entre os países principais de entrada de turistas, mesmo possuindo vários atrativos naturais (nos países subdesenvolvidos há uma exploração basicamente dos atrativos naturais devido às condições de vida de suas populações, já que os demais atrativos não são explorados por falta de consciência e qualificação profissional).

Se um país não oferece à sua própria população condições básicas de segurança, saúde, educação, lazer, entre outras, como ele pode vender sua imagem e seus produtos aos turistas que precisam dessas condições básicas para que suas viagens sejam agradáveis e que suas expectativas sobre o local sejam realizadas?

Esta resposta fica a critério dos que governam o país, já que são eles quem pode mudar esta triste realidade existente aqui no Brasil, deixando de lado seus interesses próprios e trabalhando com ética e honestidade para que o turismo aqui – que tem tudo para ser um dos mais competitivos do mundo, mas está nas últimas colocações – se desenvolva e possa ser bom para todos.

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