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sexta-feira, fevereiro 23, 2024

Aprendendo com Las Vegas

Autor: Frederico Barroca Cunha

O livro Aprendendo com Las Vegas teve sua primeira edição publicada no ano de 1972 e foi reeditado em 2003, tem como autores Robert Venturi, Denise Scott e Steven Izenour. Steven Izenour nasceu em New Haven no ano de 1940 e morreu em Vermont no ano de 2001. Caracterizava-se pela sua habilidade projetual e pelo seu conhecimento a respeito das tecnologias da comunicação. Denise Scott nasceu no ano de 1931 em Nkana – Zâmbia, é arquiteta, urbanista e professora universitária. Considerada de forte influência para arquitetos e urbanistas de todo o mundo, através de suas obras e idéias. Robert Venturi nasceu em 1925 na Filadélfia, teve a arquitetura como sua formação, lecionou em universidades e possui seu próprio escritório, do qual hoje sua esposa Denise Scott é sócia – Venturi & Scott Brown Associates (VSBA).

Apesar de ter projetado diversos edifícios, recebeu um maior destaque pelas suas idéias de grande impacto que se baseiam na filosofia da complexidade e da contradição na arquitetura. O livro trata de forma clara o conceito da paisagem urbana no corredor comercial de Las Vegas, a Strip, utilizada como meio de comunicação comercial, crescendo de forma desordenada e sendo orientada pelos automóveis, utiliza-se muita imagem tornando fácil à assimilação do leitor. A obra é dividida em duas partes, a primeira – “Uma significação para os estacionamentos do A&P, ou aprendendo com Las Vegas” – aborda o aspecto da arquitetura que compõem Las Vegas que a torna um fenômeno de comunicação evidente, com seus inúmeros letreiros luminosos que dominam o espaço e muitos estacionamentos na frente dos edifícios para chamar a atenção dos motoristas.

O livro também expõe, de forma objetiva, a questão do simbolismo na arquitetura, que faz dos letreiros luminosos e outdoors elementos mais marcantes na paisagem do que a forma dos próprios edifícios. Além disto, esta é citada também como a capital do divertimento com seus inúmeros cassinos, hotéis, motéis, capelas matrimoniais que realizam casamentos relâmpagos, sendo então “o oásis do deserto”. Na segunda parte – “Arquitetura feia e banal, ou galpão decorado” – é enfatizada a questão da imagem estar acima do processo de criação e da forma do edifício. Este conflito entre a imagem e a forma pura da arquitetura é citada pelos autores através dos conceitos de “pato” – símbolo – e o “galpão decorado” – o edifício enfeitado. Os autores fazem uma associação deste modo de construir a um “espalhamento urbano”, um lugar no qual as edificações nascem de forma espontânea, informalmente. Por fim, há uma crítica aos arquitetos e urbanistas que permitem este tipo de arquitetura ser produzida e dominar o espaço urbano de Las Vegas.

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