1. Problematização:

É na Educação Infantil que a criança constrói os primeiros conhecimentos, baseados na realidade que a cerca.

A estimulação de atividades espontâneas proporciona um grande desenvolvimento do conhecimento lógico-matemático e, capacidade para agir às diferentes situações que enfrenta.

Nesse ambiente, a criança observa como os seres e objetos reagem às suas ações e, sobretudo, desenvolvem vários tipos de percepção.

Assim sendo, nesta fase de descobertas propomos então, a seguinte questão: Por que proteger a natureza?

2. Justificativa:

Vemos através dos noticiários, que o meio ambiente pede socorro.

O crescimento desordenado das cidades, o lixo espalhado poluindo o ar, água, solo; a extinção de animais e plantas são alguns impactos ambientais que preocupam não só as autoridades governamentais, mas, todos os cidadãos.

Precisamos orientar as crianças a conhecer, respeitar e preservar a natureza, utilizando-a de maneira racional, sem destruí-la.

3. Objetivos:

Geral:

  • Sensibilizar as crianças sobre a beleza da natureza e, o que a tem destruído.

Específicos:

  • Abranger um enfoque interdisciplinar no “maternal”, em relação às áreas de português (linguagem oral e escrita, matemática, ciências, estudos sociais e artes;
  • Desenvolver o processo da linguagem oral;
  • Identificar e trabalhar conceitos matemáticos tais como: diferenças e semelhanças; quantidades (mais, menos, iguais);
  • Observar experimentos simples, como a germinação (plantar feijão no algodão);
  • Conhecer a questão da poluição do ar, da água, da conservação da natureza (ecologia);
  • Descrever o ambiente em que vive, gosta mais da cidade ou do campo;
  • Desenvolver a criatividade, trabalhar artes a partir da reciclagem.

4. Metodologia:

  • Trabalhar texto informativo sobre poluição, conhecendo alguns conceitos de lixo, como a coleta seletiva que ajuda na preservação da natureza;
  • As atividades de rodinha, em conversa informal, com as crianças organizando perguntas e estimulando respostas com lógica e clareza ou vice-versa;
  • Discutir na rodinha: Há animais: grandes e pequenos, com pêlos, com penas, com escamas. Onde vivem os animais? No alto das árvores? Embaixo da terra? Sobre a terra? No ar? No mar?
  • Contar a estória: “João e o Pé de Feijão”, estimulando atenção e a socialização em ouvir e reproduzir estórias;
  • Explicar a importância das plantas, associando com a atividade da germinação do grão de feijão;
  • Decorar a sala de aula, com pinturas, colagens e recortes diversos, trabalhados tanto de forma coletiva, quanto individual;
  • Produzir mural coletivo, desenvolvendo o respeito ecológico, mostrando que o sol, a água, a terra, os animais e as plantas fazem parte da natureza;
  • Resgatar o gosto por cantigas (õ xalalá lá ô, o sapo, a cobra não tem, caranguejo não é peixe…);
  • No desenrolar do tema proposto, sugerir um passeio na praça (piquenique), reconhecendo insetos, flores, vegetação rasteira e árvores;
  • Valorizar o passeio com brincadeiras populares como: Amarelinha/caracol/vamos passear na floresta, enquanto o seu lobo não vem…macaco disse: abaixar a cabeça, levantar um braço, inclinar-se para frente, levantar os ombros, balançar uma perna, arrastar os pés, imitar as flores ao vento, imitar as ondas do mar…;

-Enfim, conscientizar e perceber a importância de cada ser vivo e se valorizar a preservação do meio ambiente como fonte de vida saudável.

5. Culminância:

Teatro: A borboleta e seus inimigos

6. Avaliação:

Ocorrerá nas observações das atividades desenvolvidas: envolvimento, participação, compreensão. A avaliação contará com um processo cumulativo/qualitativo, no que diz respeito à organização de conhecimentos necessários e mudanças de atitudes para atingir a meta de conscientização ambiental.

Todavia as atividades serão dosadas, ao nível de cada criança; não devendo ser exploradas de uma só vez.

7. Relatório:

A aplicação do projeto “Aprendendo Sobre o Meio Ambiente”, foi realizada com enriquecimento significativo: (re)elaboração de idéias, avanços, conscientização acerca do impacto ambiental.

A proposta pedagógica desse projeto acendeu nas crianças assistidas, os pontos fundamentais para o convívio social, pela compreensão do meio ambiente e pela sua inserção na sociedade como um pequeno cidadão responsável pelo exercício de sua cidadania frente ao ambiente em que vive.

Na interação coletiva das crianças, as experiências fizeram surgir novas perguntas algumas em sua simplicidade coerentes, outras um tanto abstratas, que no contexto pedagógico são eixos básicos para um processo avaliativo flexibilizador, que torna possível a redimensão de um proposta multidicultural para a formação de cada criança.

As ações pontuadas ao longo da aplicação do projeto trouxeram à tona concepções metanarrativas, transformando o estudo produzido em mecanismo de uma nova vivência. Isso explicou-nos, pela constatação de que as crianças, em sua essência, (re)visionaram o ambiente em que vivem, tanto do “Cemei”, quanto de sua casa, sintetizando-o, abrangendo-o e adaptando-o a uma (re)encarnação interna de um verdadeiro diálogo com sua bagagem de conhecimento e de (re)conhecimento para aplicá-lo num comprometimento de preservação da natureza.

Com o nosso engajamento, junto a essas pequenas crianças (3 anos), vimos o quanto é importante desde a mais tenra idade introduzir estudos do meio ambiente para que elas possam apresentar a necessidade de exercer, ajudar e preservar a natureza.

Podemos concluir que o cunho desse projeto “Aprendendo sobre a natureza”, não foi apenas um simples relatório, mas o despertar de um compromisso de gestos concretos com a formação de cidadania daquelas crianças que lá estão.

Por fim, podemos dizer que, o nosso trabalho interdisciplinar de preservação, oportunizou as crianças, novas experiências, visto que levamos em consideração que a arte de educar não está assentada numa função radical, mas sim, num elo de conhecimento dos valores humanos, num abrir de novos horizontes, fazendo com que a palavra da criança aconteça e, nessa interação de essências suaves, notas de ritmo, beleza e disposição do professor nasçam a leitura de si, do outro e do mundo em que vivemos.

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