Cancioneiro – Fernando Pessoa

Cancioneiro – Fernando Pessoa

O Cancioneiro é composto por poemas líricos, rimados e metrificados, de forte influência simbolista. É do Cancioneiro um dos poemas mais célebres de Pessoa, Autopsicografia, em que reflete sobre o fazer poético: “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm.” O leitor atento há de perceber que o poeta parte de uma dor sua, real, integral. Só quem sente uma dor pode fingir outra que não sente. Só quem tem personalidade pode ser ator. Como Fernando Pessoa. Já os leitores, lêem no poema a dor ou o sentimento que lhes falta e que gostariam de ter. Sentem-na ao atribuí-la a poeta.

Outros trabalhos relacionados

VIDA DE DROGA – WALCYR CARRASCO

Vida de Droga - Walcyr Carrasco Dora aparece andando, olhando sapatos. Logo após, Dora chega em casa, e encontra seu pai (muito bem vestido), cumprimenta-lo e...

Memórias do Cárcere – Graciliano Ramos

Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos Em 1953, surge o primeiro dos quatro volumes de “Memórias do Cárcere”. A metáfora da tirania (...) é superlativa...

Literatura Infantil – Érico Veríssimo

Literatura Infantil - Érico Veríssimo A vida do Elefante Basílio (livro infantil) é a biografia do Elefante Basílio, tataraneto do tataraneto do bisneto do neto...

BOCA DO INFERNO – Gregório de Matos

Romance narrado em 3a pessoa - linguagem histórica com expressões chulas - (vulgar) referentes à sátira mordaz do poeta Gregório de Matos Guerra. Dividido em...