A cultura inclui o conhecimento de crenças, arte, leis, costumes, hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade, correspondendo às formas que se organizam um determinado povo sendo transmitidos de geração para geração apresentando como a identidade de um povo.

Cultura oficial

Os produtores da chamada cultura oficial fazem parte de uma elite social, econômica, política e cultural e seu conhecimento é proveniente do pensamento cientifico, dos livros, das pesquisas universitárias ou dos estudos em geral, portanto não é viável a uma maioria, e sim a uma classe social que por sua vez possui condições gerais para investir nesses aspectos e em fim obter conhecimento, assim a cultura oficial está subordinada ao capital pelo fato de este fator viabilizar esta cultura.

Cultura Popular

Cultura popular é a cultura do povo. É resultado de uma interação contínua entre pessoas de determinadas regiões. Essa cultura nasceu a partir da adaptação do homem ao ambiente onde vive e abrange inúmeras áreas de conhecimento: crenças, artes, moral, linguagem, idéias, hábitos, tradições, usos, costumes, etc…

Sendo assim, popular se faz com tudo àquilo que lhe é atribuído para se desenvolver favorável à massa populacional, sendo uma forma de democratização ou até mesmo como uma resposta a coerção exercida pelos governantes e suas respectivas elites.

Identidade

A identidade é o que o ser usa para se auto-distinguir; esta identidade é obtida com a ajuda do grupo étnico cultura do indivíduo.

Através da socialização e cultura o individuo começará a se identificar com outros indivíduos, seja através de ideologias vendo assim no outro algo que lhe é semelhante ou diferente este processo de identidade se desenvolve de uma forma conflituosa.

O indivíduo depois de obter sua identidade passa a se sociabilizar mais com grupos semelhantes a ele.

Portanto a identidade nada mais é que o auto – reconhecimento fundamentado em distintas crenças e culturas.

Alteridade

Alteridade é a capacidade de conviver com o diferente, de se proporcionar um olhar interior a partir das diferenças. Significa que eu reconheço “o outro” também como sujeito de iguais direitos. É exatamente essa constatação das diferenças que gera a alteridade. E a falta da alteridade, gera conflitos que ocorrem como, por exemplo, a xenofobia e o racismo, as guerras étnicas, o preconceito e os estigmas, a segregação e a discriminação baseadas na raça, na etnia, no gênero, na idade ou na classe social são todos os fenômenos amplamente disseminados no mundo, e que implicam em altos graus de violência. Todos eles são manifestações de não reconhecimento do outro como ser humano.

“Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem”. A nossa tendência é colonizar o outro, ou partir do princípio de que eu sei e ensino para ele. Ele não sabe. Eu sei melhor e sei mais do que ele. Toda a estrutura do ensino no Brasil, criticada pelo professor Paulo Freire, é fundada nessa concepção. O professor ensina e o aluno aprende. “É evidente que nós sabemos algumas coisas e, aqueles que não foram à escola, sabem outras tantas, e graças a essa complementação vivemos em sociedade”. (Frei Betto)

Choque Cultural

Para compreender o processo de choque cultural reverso e outros problemas relacionados com a reentrada, se faz necessário entender plenamente o processo do próprio choque cultural.

O choque cultural reverso é quase exatamente o mesmo que choque cultural, e deve ser previsto. O choque cultural reverso geralmente se torna um problema por que as pessoas não o prevêem, não o compreendem e tentam desviar-se dele.

A melhor preparação para o choque cultural reverso é entendê-lo, para que as pessoas o antecipem e passem a enxergá-lo como um sinal positivo de que a sua experiência de intercâmbio foi bem sucedida.

Pessoas que possuem extensas experiências de vivência inter-cultural passam por um processo contínuo de choque cultural reverso.

Este choque cultural não é um evento isolado e único, mas um processo de imersão gradativa em uma cultura.

A mais típica das progressões envolve um ciclo repetitivo que passa por quatro fases:

Entusiasmo e euforia

Desilusão e Negativismo (algumas vezes mascarado por negação dos problemas)

Adaptação gradual

Competência Bi-cultural

Tanto o choque cultural quanto o choque cultural reverso podem ser entendidos como parte do processo maior de transição entre o etnocentrismo para o etno-relativismo.

Nós podemos e devemos nos preparar para o choque cultural. A maioria das pessoas esperam pelo menos algum nível de choque cultural quando se preparam para vivenciar uma experiência inter-cultural, e , portanto, não se sentem surpresas ao acontecer.

Choque cultural reverso é geralmente uma experiência mais difícil porque as pessoas não esperam por ele. (tanto as pessoas que o vivenciam quanto as pessoas em seu redor). As pessoas não se dão conta de quanto elas estão mudadas.

As pessoas tendem a imaginar se existe algo de errado com elas por experimentar um choque cultural dentro de sua própria cultura. Mesmo quando as pessoas se preparam para o choque cultural reverso, existe uma tendência a subestimar seus impactos. O processo de lidar com o choque cultural reverso pode até ser mais demorado do que com o choque cultural.

Relativismo Cultural

O relativismo cultural defende a própria interpretação de um determinado povo definir de acordo com sua própria cultura o que pra eles devem ser considerado como bem ou mal tendo principio uma crença e/ou mesmo uma atividade humana individual. Os princípios éticos morais podem ser moldados de acordo com cada sociedade de acordo com seus costumes, religião enfim da sua própria cultura.

Diversidade Cultural

No campo das antropologias não-biológicas (etnologia; antropologia social e cultural), há uma diversidade de abordagens. A noção de cultura é básica para se compreender os movimentos pelos quais passou esta disciplina, inicialmente parte da Antropologia (geral, sem distinções) do início do século XIX, e que pretendia abordar todos os aspectos das questões acerca da diversidade humana.

O mesmo debate que, na Antropologia Física (biológica) substitui o conceito de Raça pelo de População, desde meados do século XIX até meados do Século XX, ocorreram no âmbito da Antropologia de cunho mais social, em que a diversidade humana transitou pelos conceitos de Raça; Etnia e Cultura.

E se confunde com a própria história da disciplina. Para uma visão mais abrangente, resumirei antes de entrar no assunto específico do conceito de cultura e o debate entre este conceito e o de raça, enfocarei outra questão importante, que diz respeito à história da antropologia.

Por influência do darwinismo, no início da antropologia social, o projeto de dar conta da diversidade cultural levou naturalistas e historiadores a debruçarem-se sobre os relatos de viajantes; exploradores e administradores coloniais que falavam sobre “as exoticidades” das sociedades “inferiores”; incivilizadas; simples, em relação a uma visão industrial da técnica; e, finalmente, primitivas, por serem mais remanescentes de formas antigas, primeiras, da evolução das sociedades humanas. O relativo isolamento geográfico destas sociedades e povos contribuiu para esta visão.

Assim, a Antropologia Social, partindo de questões evolucionistas importantes para os estudiosos do século XIX, ficou vista como “ciência das sociedades primitivas”. Mas com a persistência destas sociedades em resistirem até a atualidade de forma bastante diferente da tradição européia, colocou um problema crucial para esta visão evolucionista e etnocêntrica da diversidade humana. Este fato motivou variações ao longo da história da disciplina e de seus conceitos.

Os antropólogos voltaram-se, a partir dos próprios resultados das pesquisas nestes povos com “culturas diferenciadas”, para sub-grupos ou sub-culturas no interior das sociedades “complexas”: os estudos de “comunidades camponesas” de Redford; os estudos voltados para grupos marginalizados nas regiões urbanas até, finalmente, estudos voltados para grupos pertencentes às classes populares e altas da sociedade moderna, culminaram por desembocar em uma análise crítica da visão de mundo ocidental moderna e da globalização, inclusive a da própria cultura científica nas áreas médicas e da saúde pública (cf. Verani, 1990 e 1994; Duarte, et al., 1998; Lupton, 1999; Petersen e Bunton, 2002).

Pós-modernidade

É a condição sócio-cultural e estética do capitalismo contemporâneo, também chamado de pós-industrial ou financeiro, um termo bastante disputado por teóricos e acadêmicos com diferentes concepções sobre o mesmo.

Alguns citam as infra-estruturas como fator determinante pós-modernidade em que diz respeito às relações de produção industrial baseado em serviços e trocas de bens simbólicos como a circulação de “dinheiro” na especulação financeira; Outros citam a superestrutura no que define as alterações pós-modernidade, com uma onda de revisionismo e romantismo onde cresceu a concepção de que nem o capitalismo seria demoníaco e nem o socialismo seria libertador, ou vice-versa, onde passaria ser uma configuração real da cultura. Onde apareceu em alguns paises com relação pós-industrial que se verificou um conjunto de fenômenos sócio-culturais que permitiu identificar tais novos valores.

Com a globalização foi criado um verdadeiro sistema-mundo cultural, que acompanhou o sistema-mundo político-econômico resultante da globalização, ou seja, a pós-modernidade é o aspecto cultural da sociedade pós-industrial que se inscreve neste contexto como conjunto de valores que norteiam a produção cultural subseqüente. Entre eles a multiplicidade, a fragmentação, a desreferencializaçao que, com a aceitação de todos os estilos e estéticas, pretende a inclusão de todas as culturas como mercados consumidores. No modelo pós-industrial de produção, que privilegia serviços e informação sobre produção material, a comunicação e a industrial cultural ganham papeis fundamentais na difusão de valores e idéias do novo sistema.

Interdisciplinaridade

Do ponto de vista epistemológico, consiste no método de pesquisa e de ensino voltado para a interação em uma disciplina, de duas ou mais disciplinas, num processo que pode ir da simples comunicação de idéias até a interação recíproca de finalidades, objetivos, conceitos, conteúdos, terminologias, metodologia, procedimentos, dados e formas de organizá-los e sistematiza-los no processo de elaboração do conhecimento.

A concepção de interdisciplinaridade se difere de pluri e multidisciplinaridade, pois estes apenas justapõem conteúdos. Não se trata de propor eliminação de disciplinas, mas sim da criação de movimentos que propiciem o estabelecimento de relações entre as mesmas, tendo como ponto de convergência a ação que se desenvolve num trabalho cooperativo e reflexivo.

A atitude interdisciplinar permite o desenvolvimento do sujeito como um todo, de acordo com suas condições, possibilidades e entendimento. A interdisciplinaridade favorecerá que as ações se traduzam na interação educativa de ampliar a capacidade do aluno de:

Expressar-se através de múltiplas linguagens e novas tecnologias;

Posicionar-se diante da informação;

Interagir, de forma critica e ativa, com o meio e social.

Assim a prática interdisciplinar nos envolve no processo de aprender a aprender.

Transdisciplinaridade

A transdiciplinidade trata-se de uma postura de respeito pelas diferenças culturais de solidariedade e integração à natureza.

O termo transdisciplinaridade surge em 1970 em um congresso sobre interdisciplinidade, e a partir deste surgi uma etapa transdisciplinar que tem como proposta de rompimento e separação em dois ramos entre o sujeito e o objeto.

A transdisciplinaridade como paradigma nos propõe o transcender do universo fechado da ciência e trazer a tona a multiplicidade dos modos de conhecimento que atreves deste tem o reconhecimento da multiplicidade de conhecimento. Surge então, a necessidade de reafirmar o valor de cada sujeito como portador e produtor legitimam de conhecimento, e a partir de então ela destaca a potencialização de tendências heterogenias no campo da subjetividade ou na produção de conhecimento, abrindo áreas de tensão com as tendências homogeneizastes.

Mas o que afinal se pretende significar por Transdisciplinaridade? A resposta não é fácil e não há ainda um consenso sobre ela. Mais fácil é dizer-se o que ela não é. Para Nicolescu, “é uma justaposição de conhecimentos, é o estudo do ponto de vista de múltiplas disciplinas.”.

A Transdisciplinidade como indica o prefixo “Trans”, é aquilo que se envolve entre as disciplinas. Que tem como finalidade a compreensão do mundo atual. Por vezes, sente-se a conveniência e proficuidade de importar-se um método de uma disciplina para outra, surgindo uma interdisciplina. Mas, é necessário outras ocasiões, cruzar as fronteiras de sua própria disciplina e estabelecer uma ponte que permita estudar fenômenos que se situam fora e além do âmbito das disciplinas existentes. Este é o campo da Transdisciplinaridade.

Uma educação transdisciplinar?

Como seria possível manter-se na atitude transdisciplinar? Considera-se que “só uma inteligência que dê conta da dimensão planetária dos conflitos atuais poderá fazer face à complexidade do nosso mundo e ao desafio contemporâneo de autodestruição material e espiritual da nossa espécie”.

E como se adquirir tal inteligência planetária? Talvez uma «educação transdisciplinar» que considerasse o Homem como um Ser Integral: “Uma educação autêntica não pode privilegiar a abstração no conhecimento”. Ela deve ensinar a contextualizar, concretizar e globalizar. Portanto pode-se observar que a transdisciplinaridade como, respectivamente, “Uma troca dinâmica entre as ciências humanas, a arte e a tradição”, a teor do colóquio de 1986.

Observa-se então que a transdisciplinidade seria, portanto, um estágio posterior à interdisciplinaridade.

Bibliografia

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=7063
www.sociologia.org.br/tex/ap40.htm – 88
www.reniza.com/renato/artigos/transdis.htm
www.forumeducação.com.br
http://intra.vila.com.br/sites_2002a/urbana/antonia/conceitos.html

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