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sábado, fevereiro 4, 2023

Dicionário Ambiental

Autoria: Carlos Alexandre Oliveira

Aeração – Reoxigenação da água com ajuda do ar. A taxa de oxigínio dissolvido, expressa em % de saturação, é uma característica representativa de certa massa de água e de seu grau de poluição. Para restituir a uma água poluída a taxa de oxigínio dissolvido ou para alimentar o processo de biodegradação das matérias orgânicas consumidoras de oxigínio, é preciso favorecer o contato da água e do ar. A aeração pode também ter por fim a eliminação de um gás dissolvido na água: ácido carbônico, hidrogínio sulfurado.
Adutora – Tubulação normalmente sem derivações que liga a captação ao tratamento da água, ou o tratamento à rede de distribuição.
Afluente ou Tributário – Qualquer curso d’água que deságua em outro maior, ou num lago, ou lagoa.
Agenda 21 – Plano de metas voltado para os desafios do século XXI (daí seu nome). Traçado pelos governos mundiais, tem como base a definição de um programa que inclui a criação de mecanismos de financiamento para projetos de preservação ambiental e de transferíncia de tecnologias e ainda o estabelecimento de normas jurídicas para a proteção da biosfera.
Água – Forma líquida do composto químico H2O. A água é essencial para a vida.
Água capilar – Umidade líquida presa entre grãos de solo, seja por atração eletrostática entre as moléculas minerais e da água, seja por forças osmóticas.
Aguaceiro – Chuva pesada e intensa que cai repentinamente. Associada ao verão e aos cúmulos-nimbos.
Água-cinza – Termo geral para água servida, domestica, que não contém contaminação de esgoto ou fecal. Um exemplo de água-cinza é o efluente de máquinas de lavar roupa.
Água conata – água que foi captada nos espaços porosos de rochas sedimentares desde a época em que os sedimentos originais foram depositados.
Água de captação – Qualquer rio, lago ou oceano em que a água servida tratada ou não-tratada é finalmente descarregada.
Água de esgoto – Corrente de água servida que é drenada de um pátio de fazenda, de um monte de escória ou de uma rua.
Águas interiores – As águas que ocupam as reentrâncias do litoral, como, as baías, abras, recôncavos, enseadas, etc.
Água de mineração – 1) água salgada ou pasta aquosa contendo os materiais minerais dissolvidos ou sólidos que são extraídos durante o processo de mineração fluída. 2) água retirada de recursos subterrâneos.
Água de reposição – água requerida para substituir a usada num sistema ou perdida por ele. A água de reposição inclui a usada para substituir a água que escoa de um sistema de irrigação e, mais comumente, aquela perdida numa torre de refrigeração usada na geração de energia.
Água de superfície – Ocorríncia de água na superfície da terra. Cf ÁGUA SUBSUPERFICIAL.
Água de tempestade – Volume de escoamento de fluxo de água subterrânea, de fluxo de rio, atribuído a um evento de tempestade.
Água doce – água que contém muito pouco sal (menos de 0,05 por cento), em comparação com a água salobra (que tem entre 0,05 e 3 por cento), como a dos rios, lagos e lagoas.
Água do mar – A água salina do oceano. Os componentes dissolvidos da água do mar montam a uma média de 34 partes por mil medidas por peso.
Água doméstica – Fonte de água disponível para uso doméstico e geralmente distribuída por um sistema de tubulações.
Água dura – água subterrânea com sais minerais dissolvidos, geralmente carbonato de cálcio (ou uma combinação de cálcio e magnésio). A água dura não espuma bem com sabão, forma depósitos (escama, CaC03 ou MgCO) em chaleiras e tanques de água quente, e, em casos mais extremos, pode entupir as tubulações, formando depósitos de cálcio nos canos de água. O tratamento com amaciantes de água remove grande parte do cálcio e do magnésio por meio da troca de íons. Comumente, a água dura é misturada com cloreto de sódio (sal de mesa); o sódio “amacia” a água, substituindo grande parte do cálcio durante o processo de troca de íons.
Água freática – água que ocupa os vãos dentro de uma rocha ou solo num nível abaixo do lençol de água.
Água gravitacional – água que se move através do solo sob a influencia da gravidade. Um solo não pode se tornar saturado até que a água gravitacional tenha assentado.
Água juvenil – água que é quimicamente derivada do magma durante o processo de formação mineral. A água juvenil nunca circulou no cicIo da água.
Água-marinha – Pedra semipreciosa azul, constituída pelo minério berilo. O berilo é um silicato de alumínio e de berílio que forma cristais hexagonais nos pegmatitos.
Água meteórica – água recentemente derivada de processos atmosféricos (chuva, neve, saraiva).
Água pesada – água que contém grande proporção de moléculas como o isótopo de deutério de hidrogínio em vez do hidrogínio comum (escrito como D2O ou HDO). Tais moléculas são encontradas em quantidades muito pequenas na água comum. A água pesada, também chamada de óxido de deutério, e usada como um moderador em alguns reatores nucleares.
Água potável – Termo que descreve a água que e segura e palatável para consumo humano.
Água receptora – Qualquer rio, lago ou oceano em que a água servida tratada ou não-tratada é descarregada.
Água-régia – Mistura de acido clorídrico e acido nítrico concentrado numa proporção de 3 para 1 por volume de HCl para HNO3, a água-régia (que significa água real) é um oxidante muito poderoso e suficientemente forte para dissolver todos os metais, inclusive o ouro e a platina.
Água salgada – Água que contém concentrações significativas de sal (acima de 3 por cento), como a encontrada nos oceanos. Cf ÁGUA DOCE, SALOBRA.
Água salgada quente – Corpo de água de nascente que é aquecida geotermicamente, sendo, portanto, rica em minerais dissolvidos.
Água servida – 1) Termo geral aplicado ao vazamento de água de um reservatório. 2) Termo geral para o efluente de um sistema de esgoto residencial ou municipal.
Água servida in natura – Lixo aquoso civil ou industrial que não passou por purificação ou tratamento.
Águas interestaduais – Termo aplicado a rios e vertentes ou bacias de captação que se situam dentro de dois ou mais limites políticos estaduais.
Água subsuperficial – Termo que se aplica a toda água abaixo da superfície da terra, nas formas sólida, líquida ou gasosa. A água subsuperficial inclui a do solo, do fundo de rocha e da litosfera. Cf ÁGUA DE SUPERFÍCIE.
Água subterrânea – Toda a água que está contida nos espaços porosos de rochas e no solo abaixo da elevação do lençol freático.
Água vadosa – Ver ÁGUA FREÁTICA.
Autodepuração da água – Processo natural de purificação da água, que reduz a poluição orgânica. Por exemplo, há espécies de plantas aquáticas que absorvem poluentes.
Alcalinidade da água – Qualidade da água em neutralizar compostos ácidos, em virtude da presença de bicarbonatos, hidróxidos, boratos, silicatos e fosfatos. Esgotos são alcalinos, por receberem materiais de uso doméstico com estas características.
Aqüífero – Formação porosa (camada ou estrato) de rocha permeável, areia ou cascalho, capaz de armazenar e fornecer quantidades significativas de água.
Amazônia Legal – Toda a região da bacia amazônica, incluindo parte do norte de Mato Grosso, de Minas Gerais, de Goiás, do Tocantins e do oeste do Maranhão, segundo fixado em lei.
Anaeróbico – Organismo que não necessita de oxigínio.
Áreas naturais de proteção – Essas áreas são protegidas para fins de manutenção de biodiversidade, pesquisas científicas e conservação de ecossistemas. No Brasil, são divididas em Unidades de Conservação, todas protegidas por leis, e que são as seguintes:
• Áreas naturais tombadas – áreas ou monumentos naturais cuja conservação é de interesse público, por seu valor ambiental, arqueológico, geológico, histórico, turístico ou paisagístico. Podem ser instituídas em terras públicas ou privadas.
• áreas de proteção ambiental – áreas voltadas para a conservação da vida silvestre, os recursos naturais e a manutenção de bancos genéticos, além da preservação da qualidade de vida dos habitantes da área. A ocupação acontece por meio de zoneamento ambiental pelo poder político, juntamente com universidades e ONGs. Podem ser federais ou estaduais.
• Áreas de relevante interesse ecológico – Apresentam os mesmos objetivos que as anteriores, com a particularidade de que nestas últimas a extensão territorial é sempre menor, mas as restrições às atividades humanas são sempre maiores. Podem ser federais, estaduais ou municipais.
• Áreas sob proteção especial – A proteção especial é uma primeira instância de preservação de áreas ou bens, que após estudos mais detalhados podem ter seu status ampliado. São definidas por resolução federal, estadual ou municipal, em áreas de domínio público ou privado.
• Estações ecológicas – áreas representativas de ecossistemas naturais destinadas a pesquisas ecológicas, proteção do meio ambiente e desenvolvimento de uma educação voltada para o preservacionismo. Precisam Ter no mínimo 90% de sua área destinada à conservação integral do ecossistema. Podem ser criadas pela União, estados ou municípios.
• Parques – áreas de extensão considerável, pertencentes ao poder público, com grande variedade de espécies e habitats de interesse científico, educacional ou recreativo. Devem estar abertos à visitação pública. Podem ser criados pelo governo federal ou pelos estados.
• Reservas biológicas – áreas de tamanhos variados cuja característica básica é conter ecossistemas ou comunidades frágeis, em terras de domínio público e fechadas à visitação pública. Podem ser declaradas pela União ou pelos estados.
• Reservas florestais – áreas de grande extensão territorial, inabitadas, de difícil acesso e ainda em estado natural. Devem ser protegidas até que se estabeleça seu status e se proceda a sua inclusão em outra categoria de Unidade de Conservação.
Área contaminada – área onde há comprovadamente poluição causada por quaisquer substâncias ou resíduos que nela tenham sido depositados, acumulados, armazenados, enterrados ou infiltrados, e que determina impactos negativos sobre os bens a proteger.
Área degradada – área onde há a ocorríncia de alterações negativas das suas propriedades físicas, tais como sua estrutura ou grau de compacidade, a perda de matéria devido à erosão e a alteração de características químicas, devido a processos como a salinização, lixiviação, deposição ácida e a introdução de poluentes.
Área de proteção ambiental (APA) – Categoria de unidade de conservação cujo objetivo é conservar a diversidade de ambientes, de espécies, de processos naturais e do patrimônio natural, visando a melhoria da qualidade de vida, através da manutenção das atividades sócio-econômicas da região. Esta proposta deve envolver, necessariamente, um trabalho de gestão integrada com participação do Poder Público e dos diversos setores da comunidade. Pública ou privada, é determinada por decreto federal, estadual ou municipal, para que nela seja discriminado o uso do solo e evitada a degradação dos ecossistemas sob interferíncia humana.
Área de relavante interesse ecológico (ARIE) – É declarada por ato do Poder Público e possui características extraordinárias ou abriga exemplares raros da biota regional, com, preferencialmente, superfície inferior a cinco mil hectares.
Arrasto – Atividade de pesca em que a rede é lançada e o barco permanece em movimento. É uma prática considerada predatória quando a malha das redes é pequena, fora dos padrões fixados pelo IBAMA, pois nestes casos há captura de peixes e outros organismos aquáticos jovens. Outro prejuízo causado pelo arrasto é o revolvimento do fundo do mar, o que prejudica sensivelmente o ambiente e a fauna bentônica (que vive no fundo).
Assoreamento – Processo em que lagos, rios, baías e estuários vão sendo aterrados pelos solos e outros sedimentos neles depositados pelas águas das enxurradas, ou por outros processos. Obstrução do leito de um canal, estuário ou rio por sedimentos; isso geralmente ocorre devido à erosão das margens ou redução da correnteza. A mineração é um dos agentes diretos ou indiretos desse processo.
Aterro controlado – Aterro para lixo residencial urbano, onde os resíduos são depositados recebendo depois uma camada de terra por cima. Na impossibilidade de se proceder a reciclagem do lixo, pela compostagem acelerada ou pela compostagem a céu aberto, as normas sanitárias e ambientais recomendam a adoção de aterro sanitário e não do controlado.
Aterro sanitário – Aterro para lixo residencial urbano com pré-requisitos de ordem sanitária e ambiental. Deve ser construído de acordo com técnicas definidas, como: impermeabilização do solo para que o chorume não atinja os lençóis freáticos, contaminando as águas; sistema de drenagem para chorume, que deve ser retirado do aterro sanitário e depositado em lagoa próxima que tenha essa finalidade específica, vedada ao público; sistema de drenagem de tubos para os gases, principalmente o gás carbônico, o gás metano e o gás sulfídrico, pois, se isso não for feito, o terreno fica sujeito a explosões e deslizamentos.
B
Bacia hidrográfica – Conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes. A noção de bacias hidrográfica inclui naturalmente a existíncia de cabeceiras ou nascentes, divisores d’água, cursos d’água principais, afluentes, subafluentes, etc. Em todas as bacias hidrográficas deve existir uma hierarquização na rede hídrica e a água se escoa normalmente dos pontos mais altos para os mais baixos. O conceito de bacia hidrográfica deve incluir também noção de dinamismo, por causa das modificações que ocorrem nas linhas divisórias de água sob o efeito dos agentes erosivos, alargando ou diminuindo a área da bacia.
Bacia de Captação – Mais de que o rio, lago ou reservatório de onde se retira a água para consumo, compreende também toda a região onde ocorre o escoamento e a captação dessas águas na natureza. (Fonte: Rede AIPA)
Bacia de Drenagem – área de captação que recolhe e drena toda a água da chuva e a conduz para um corpo d’água (por exemplo, um rio), que depois leva ao mar ou um lago.
Bacia Hidrográfica ou Bacia Fluvial – Conjunto de terras, rios e seus afluentes, que forma uma unidade territorial. Em alguns casos, usa-se como sinônimo a palavra vale. Por exemplo: Vale do Rio São Francisco ou Bacia do Rio São Francisco.
Bactérias – Espécies vivas microscópicas, caracterizadas por uma estrutura celular sem núcleo definido, que existem no ar, água, animais e plantas. Há as que ajudam na decomposição de matéria orgânica.
Banhado – Setor de uma planície de inundação em que habitualmente acontece o transbordamento de águas pluviais/fluviais, durante a estação chuvosa; várzea, vazante.
Barragem – Construção para regular o curso de rios, usada para prevenir enchentes, aproveitar a força das águas como fonte de energia ou para fins turísticos. Sua construção pode trazer problemas ambientais, como no caso de grandes hidrelétricas, por submergir terras férteis, muitas vezes cobertas por importantes florestas, e/ou por desalojar populações que vivem na área.
Biota – Conjunto de fauna e flora, de água ou de terra, de qualquer área ou região, que não considera os elementos do meio ambiente.
Bloom – Proliferação de algas e/ou outras plantas aquáticas na superfície de lagos ou lagoas. [Os blooms são muitas vezes estimulados pelo enriquecimento de fósforo advindo da lixiviação das lavouras e despejos de lixo e esgotos].
C
Cabeceira ou Nascente – Local onde nasce o rio, ou curso d’água. Nem sempre é um ponto bem definido, constituindo às vezes toda uma área. Isso se nota, por exemplo, na dificuldade em determinar onde nasce o rio principal, como é o caso da definição das cabeceiras do Rio Amazonas.
Calha – Vales ou sulcos por onde correm as águas de um rio.
Captação da água – Conjunto de estruturas montadas para retirar água dos mananciais, para abastecimento público ou outros fins.
Carga poluidora – Quando se fala de recursos hídricos, é a quantidade de poluentes que atingem os corpos d’água, prejudicando seu uso. Medida em DBO e DBQ.
Chorume – Líquido venenoso que se forma na decomposição do lixo, podendo contaminar o ambiente, se não houver cuidados especiais.
Chuva ácida – Chuva contaminada por poluentes atmosféricos, como os óxidos sulfúricos (de enxofre) e nítricos (de nitrogínio), emitidos por exemplo pelas chaminés das indústrias e escapamentos de automóveis. As gotas contaminadas (PH mais baixo) penetram no solo, envenenando-o, o que causa a morte de florestas. Também contaminam rios, lagos e corroem elementos como mármore, ameaçando patrimônios artísticos e arquitetônicos. A chuva ácida pode cair longe das fontes de poluição, já que o vento carrega os poluentes atmosféricos.
Ciclo Hidrológico – Movimento da água através do ecossistema. O ciclo depende da capacidade de a água estar presente nas formas líquida e gasosa. O ciclo tem quatro fases: evaporação, condensação, precipitação e deflúvio.
Classe de águas – Classificação da qualidade da água dos rios, mares e outros corpos d’água. No Brasil, a Resolução 20/86, do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente, define cinco classes para as águas doces, e determina que tipo de uso pode se fazer da água, em cada caso (de consumo humano à navegação). No caso de águas salobras (com 0,5 a 30% de salinidade) e salinas (salinidade acima de 30% de salinidade) a Resolução estabelece duas classes para cada uma.
Corpo d’água – Rio, lago, ou reservatório.
Córrego – Pequeno riacho, ou afluente de um rio maior.
Coliforme Fecal – Organismo humano trato intestinal humano (e de outros animais), cuja ocorríncia serve como índice de poluição.
CONAMA – Sigla de Conselho Nacional do Meio Ambiente.
Contaminação da água – Contaminação de águas correntes devido às crescentes descargas de resíduos procedentes de indústrias e de águas servidas; poluição da água.
Contaminação do Mar – Deterioramento das águas marinhas, como vazamentos de petroleiros, experiíncias nucleares, lixo, esgotos, etc.; poluição do mar, poluição marinha, poluição marítima.
Contaminação por Óleo – Contaminação geralmente das águas continentais marinhas ou subterrâneas por óleo ou produtos análogos aos óleos minerais [Um litro de óleo em 1 milhão de litros de água veta o seu consumo pois ela deixa de ser potável].
Controle Ambiental – Ação pública, oficial ou privada, destinada a orientar, corrigir e fiscalizar atividades que afetam ou possam afetar o meio ambiente; gestão ambiental.
D
Degradação Ambiental – Alteração poluidora, degradante do meio ambiente.
Deflúvio – Escoamento superficial da água. Aproximadamente um sexto da precipitação numa determinada área escoa como deflúvio. O restante evapora ou penetra no solo. Os deflúvios agrícolas, das estradas e de outras atividades humanas podem ser uma importante fonte de poluição da água.
Demanda bioquímica de oxigínio (DBO) – A DBO de uma amostra de água é a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por decomposição microbiana aeróbia para uma forma inorgânica estável. A DBO é normalmente considerada como a quantidade de oxigênio consumido durante um determinado período de tempo, numa temperatura de incubação específica. Um período de tempo de 5 dias numa temperatura de incubação de 20º C é freqüentemente usado e referido como DBO 5,20.
Os maiores acréscimos em termos de DBO, num corpo d’água, são provocados por despejos de origem predominantemente orgânica. A presença de um alto teor de matéria orgânica pode induzir à completa extinção do oxigínio na água, provocando o desaparecimento de peixes e outras formas de vida aquática.
Um elevado valor da DBO pode indicar um incremento da micro-flora presente e interferir no equilíbrio da vida aquática, além de produzir sabores e odores desagradáveis e ainda, pode obstruir os filtros de areia utilizadas nas estações de tratamento de água.
Pelo fato da DBO somente medir a quantidade de oxigínio consumido num teste padronizado, não indica a presença de matéria não biodegradável, nem leva em consideração o efeito tóxico ou inibidor de materiais sobre a atividade microbiana.
Demanda química de oxigínio (DQO) – É a quantidade de oxigínio necessária para oxidação da matéria orgânica através de um agente químico. Os valores da DQO normalmente são maiores que os da DBO, sendo o teste realizado num prazo menor e em primeiro lugar, servindo os resultados de orientação para o teste da DBO. O aumento da concentração de DQO num corpo d’água se deve principalmente a despejos de origem industrial.
Desenvolvimento sustentado – Modelo de desenvolvimento que leva em consideração, além dos fatores econômicos, aqueles de caráter social ecológico, assim como as disponibilidades dos recursos vivos e inanimados, as vantagens e os inconvenientes, a curto, médio e longo prazos, de outros tipos de ação. Tese defendida a partir do teórico indiano Anil Agarwal, pela qual não pode haver desenvolvimento que não seja harmônico com o meio ambiente. Assim, o desenvolvimento sustentado que no Brasil tem sido defendido mais intensamente, é um tipo de desenvolvimento que satisfaz as necessidades econômicas do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras; Segundo definição em 1987 da Comissão Brutland, da ONU, no relatório “Nosso futuro comum”, é o desenvolvimento social, econômico e cultural que atende às exigíncias do presente sem comprometer as necessidades das gerações futuras. Para os países pobres, de acordo com o relatório “Nossa própria agenda”, da Comissão de Desenvolvimento e Meio Ambiente da América Latina e do Caribe, o desenvolvimento sustentado é essencialmente a satisfação das necessidades básicas da população, sobretudo dos grupos de baixa renda, que chegam a mais de 75% do continente.
Divisor de águas – Linha que separa a direção para onde correm as águas pluviais, ou bacias de drenagem. Um exemplo de divisor de água é a montante.
E
Educação ambiental – Processo por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competíncias voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. (art.1º, Lei Federal nº 9.795, de 27/4/99).
Efeito residual – Tempo de permaníncia de um produto químico, biologicamente ativo nos alimentos, no solo, no ar e na água, podendo trazer implicações de ordem toxicológica.
Efluente – Substância líquida, com predominância de água, contendo moléculas orgânicas e inorgânicas das substâncias que não se precipitam por gravidade.
EIA/RIMA – Estudos de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ambiental: Regulamentado através da Resolução CONAMA 001/86, que estabelece a obrigatoriedade da elaboração e apresentação de EIA/RIMA para licenciamento de empreendimentos que possam modificar o meio ambiente.
Enquadramento dos corpos de água – Previsto na Lei de Recursos Hídricos (Lei Federal 9433/97) para assegurar a qualidade da água e reduzir o custo de combate à poluição, através de ações preventivas. É a qualificação do corpo d’água, segundo seus usos preponderantes e a classificação (classes de corpos de água) estabelecida pela legislação ambiental. (Fonte: Lei Federal 9433/97).
Erosão – Desgaste do solo devido ao vento, à chuva, ou a outras forças da natureza. A erosão pode ser acelerada pela agricultura, excesso de pastagem, atividade madeireira e construção de estradas.
Estuário – Foz de um rio ou baía, onde se misturam a água doce do rio e a água salgada do mar. Os estuários são importantes por se constituírem num dos mais diversificados ecossistemas.
Esgotos – Resíduos líquidos, divididos, pelos técnicos, em quatro tipos:
1- esgotos domésticos, que contém matéria fecal e águas servidas, resultantes de banho, lavagem de roupa e louças,
2- despejos ou efluentes industriais, que compreendem resíduos orgânicos (por exemplo, de indústrias alimentícias ou matadouros), ou inorgânicas, podendo conter materiais tóxicos;
3- águas pluviais (da chuva);
4- águas do subsolo, que se infiltram no sistema de esgotos.
Eutroficação – Processo de alterações físicas, químicas e biológicas de águas paradas ou represadas, associado ao enriquecimento de nutrientes, matéria orgânica e minerais; é o envelhecimento precoce da água de lagos e reservatórios, que afeta a transparíncia da água, o nível de clorofila, a concentração de fósforo, a quantidade de vegetais flutuantes, o oxigínio dissolvido, e leva à alteração do equilíbrio das espécies animais e vegetais. [O mesmo que eutrifização e trofização nítrica]
Eutrófico – Diz-se do meio aquático rico em sais, que são neutros.
Eutrofização – Aumento de nutrientes (como fosfatos) nos corpos d’água, resultando na proliferação de algas podendo levar a um desequilíbrio ambiental a ponto de provocar à morte lenta do meio aquático. A eutrofização acelerada é problemática, porque resulta na retirada de oxigínio da água, matando os peixes ou outras formas de vida aquática não-vegetais.
F
Floração das águas – Fenômeno em que um grande número de algas, num corpo d’água, interfere em outras formas de vida, devido, principalmente, ao consumo do O2 dissolvido na água. Esse fenômeno pode ser causado pela eutrofização.
Flotação – Processo de elevação de partículas existentes na água, por meio de aeração, insuflação, produtos químicos, eletrólise, calor ou decomposição bacteriana, e respectiva remoção.
Floração de algas – Proliferação ou explosão sazonal da biomassa de fitoplâncton como conseqüíncia do enriquecimento de nutrientes em uma massa aquática, o que conduz, entre outros efeitos, a uma perda de transparíncia, à coloração e à presença de odor e sabor nas águas.
Fluoretação – Adição de flúor (à água) sob forma de fluoretos para prevenir a cárie dentária, à razão de 0,5 a 1 mg/l de flúor.
Fonte – Lugar onde brotam ou nascem águas. A fonte é um manancial de água, que resulta da infiltração das águas nas camadas permeáveis, havendo diversos tipos como: artesianas, termais etc…
Fossa negra – É uma fossa séptica, uma escavação sem revestimento interno onde os dejetos caem no terreno, parte se infiltrando e parte sendo decomposta na superfície de fundo. Não existe nenhum deflúvio. São dispositivos perigosos que só devem ser empregados em último caso.
Fossa seca – São escavações, cujas paredes são revestidas de tábuas não aparelhadas com o fundo em terreno natural e cobertas na altura do piso por uma laje onde é instalado um vaso sanitário.
Fossa séptica – Câmara subterrânea de cimento ou alvenaria, onde são acumulados os esgotos de um ou vários prédios e onde os mesmos são digeridos por bactérias aeróbias e anaeróbias. Processada essa digestão, resulta o líquido efluente que deve ser dirigido a uma rede ou sumidouro.
“Unidade de sedimentação e digestão de fluxo horizontal e funcionamento contínuo, destinado ao tratamento primário dos esgotos sanitários” (Decreto nº 533, de 16.01.76).
Foz – Ponto mais baixo no limite de um sistema de drenagem (desembocadura). Extremidade onde o rio descarrega suas águas no mar.
“Boca de descarga de um rio. Este desaguamento pode ser feito num lago, numa lagoa, no mar ou mesmo num outro rio. A forma da foz pode ser classificada em dois tipos: estuário e delta”.
Fundo Nacional do Meio Ambiente – Fundo criado pela Lei nº 7.797, de 10.07.89, e regulamentado pelo Decreto nº 98.161, de 21.09.89, para o desenvolvimento de projetos ambientais nas áreas de Unidades de Conservação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico, educação ambiental, manejo florestal, controle ambiental, desenvolvimento institucional e aproveitamento sustentável da flora e da fauna. Seus recursos provím de dotações orçamentárias, doações de pessoas físicas e jurídicas, além e de outros que lhe venham a ser destinados por lei.
G
Gestão integrada – É a combinação de processos, procedimentos e práticas adotadas por uma organização para implementar suas políticas e atingir seus objetivos de forma mais eficiente do que através de múltiplos sistemas de gestão. Na integração de elementos de sistemas de gestão, considerando-se as dimensões qualidade, meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, temos a congregação das normas ISO 9001, ISO 14001, e OSHAS 18001.
GEMS/ÁGUA – Projeto do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) que diz respeito ao controle mundial da qualidade da água.
Geologia – Ciíncia que estuda a origem, estrutura, formação e as sucessivas transformações da Terra e da evolução do mundo inorgânico.
Golpe de aríete – Fenômeno de oscilação na pressão d’água em um conduto fechado, resultante da retenção brusca do fluxo. Um aumento momentâneo excessivo, da pressão estática normal pode ser produzido deste modo.
Gradeamento – Remoção de sólidos relativamente grosseiros em suspensão ou flutuação, retidos por meio de grades ou telas.
H
Hidrófilo – I. Diz-se de ou planta adaptada à vida na água ou em ambientes encharcados. II. Que gosta de água. III. Que absorve bem a água. IV. Que é polinizado pela água.
Hidroponia – Técnica de cultivo de plantas que dispensa a terra, utilizando para tal um meio inerte (resina ou água), no qual as raizes são diretamente alimentadas com soluções nutritivas sintéticas: hidrocultura, hidropônica.
Hipolimnio – Camada profunda de um lago abaixo do termoclina. Fica fora das influíncias da água de superfície e tem um gradiente de temperatura relativamente fraco.
I
Impacto Ambiental – Alteração provocada ou induzida pelo homem, com efeito temporário ou permanente das propriedades físicas, químicas e biológicas.
Intemperismo – Processo pelo qual as rochas, ao sofrerem a ação da chuva, do sol, do vento e de organismos vivos, vão se transformando, até chegarem a minúsculas partículas, invisíveis a olho nu e que formam as argilas.
Ilha – Porções relativamente pequenas de terra emersa circundada de água doce ou salgada.
Ilha fluvial – É aquela que é circundada apenas por água doce, aparecendo no leito de um rio.
Inundação – É o efeito de fenômenos meteorológicos, tais como chuvas, ciclones e degelo, que causam acumulações temporárias de água, em terrenos que se caracterizam por deficiíncia de drenagem, o que impede o desagüe acelerado desses volumes.
ISO série 14000 – Conjunto de normas internacionais que tem por objetivo prover as organizações dos elementos de um sistema de gestão ambiental, possível de integração com outros requisitos de gestão, de forma a auxiliá-las a alcançar seus objetivos ambientais e econômicos. ISO 14001 – Sistema de gestão ambiental, especificação e diretrizes de uso, e ISO 14004 – Sistemas de gestão ambiental – Diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio.
J
Jusante – Uma área ou um ponto que fica abaixo de outro ao se considerar uma corrente fluvial ou tubulação na direção da foz, do final. O contrario de montante.
L
Lago – Depressões do solo produzidas por causas diversas e cheias de águas confinadas, mais ou menos tranqüilas, pois dependem da área ocupada pelas mesmas. As formas, as profundidades e as extensões dos lagos são muito variáveis. Geralmente, são alimentados por um ou mais ‘rios afluentes’. Possuem também ‘rios emissários’, o que evita seu transbordamento.
Lago oligotrófico – Lago ou represamento pobre em nutrientes, caracterizado por baixa quantidade de algas planctônicas.
Lagoa – Depressão de formas variadas, principalmente tendente a circulares, de profundidades pequenas e cheias de água salgada ou doce. As lagoas podem ser definidas como lagos de pequena extensão e profundidade (…) Muito comum é reservarmos a denominação ‘lagoa’ para as lagunas situadas nas bordas litorâneas que possuem ligação com o oceano.
Lagoa aerada – Lagoa de tratamento de água residuária artificial ou natural, em que a aeração mecânica ou por ar difuso é usada para suprir a maior parte de oxigínio necessário.
Lagoa aeróbica – Lagoa de oxidação em que o processo biológico de tratamento é predominantemente aeróbio. Estas lagoas tím sua atividade baseada na simbiose entre algas e bactérias. Estas decompõem a matéria orgânica produzindo gás carbônico, nitratos e fosfatos que nutrem as algas, que pela ação da luz solar transformam o gás carbônico em hidratos de carbono, libertando oxigínio que é utilizado de novo pelas bactérias e assim por diante.
Lagoa anaeróbica – Lagoa de oxidação em que o processo biológico é predominantemente anaeróbio. Nestas lagoas, a estabilização não conta com o curso do oxigínio dissolvido, de maneira que os organismos existentes tím de remover o oxigínio dos compostos das águas residuárias, a fim de retirar a energia para sobreviverem. É um processo que a rigor não se pode distinguir daquele que tem lugar nos tanques sépticos.
Lagoa de maturação – Lagoa usada como refinamento do tratamento prévio efetuado em lagoas ou outro processo biológico, reduzindo bactérias, sólidos em suspensão, nutrientes, porém uma parcela negligenciável de DBO.
Lagoa de oxidação e estabilização – Um lago artificial no qual dejetos orgânicos são reduzidos pela ação das bactérias. As vezes, introduz-se oxigínio na lagoa para acelerar o processo.
Lagoa contendo água residuária bruta ou tratada em que ocorre estabilização anaeróbia e/ou aeróbia.
Lagoa eutrófica – Lago ou represamento contendo água rica em nutrientes, surgindo como conseqüíncia desse fato um crescimento excessivo de algas.
Lagoa distrófica – Lago de águas pardas, húmicos e pantanosos. Apresentam alta concentração de ácido húmico e é freqüente a aparição de turfa nas margens.
Lago oligotrófico – Lago ou represamento pobre em nutrientes, caracterizado por baixa quantidade de algas planctônicas.
Laguna – Depressão contendo água salobra ou salgada, localizada na borda litorânea. A separação das águas da laguna das do mar pode se fazer por um obstáculo mais ou menos efetivo, mas não é rara a existíncia de canais, pondo em comunicação as duas águas.
Leito maior – Calha alargada do rio, utilizada em períodos de cheia.
Leito maior sazonal – Calha alargada ou maior de um rio, ocupada em períodos anuais de cheia.(Resolução nº 004, de 18.09.85, do CONAMA)
Leito menor – Canal ocupado pelo rio no período das águas baixas.
Licença Ambiental – Certificado expedido pela CECA ou por delegação desta, pela FEEMA, a requerimento do interessado, atestatório de que, do ponto de vista da proteção do meio ambiente, o empreendimento ou atividade está em condições de ter prosseguimento. Tem sua vigíncia subordinada ao estrito cumprimento das condições de sua expedição. São tipos de licença: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO)” (Del. CECA nº 03, de 28.12.77).
Lençol freático – É um lençol d’água subterrâneo que se encontra em pressão normal e que se formou em profundidade relativamente pequena.
Licenciamento ambiental – É um dos mais eficazes instrumentos da política ambiental para a viabilização do desenvolvimento sustentado. É um ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas para a liberação da: LP(Licença Prévia), LI (Licença de Instalação) e LO (Licença de Operação).
• LI – Licença de instalação – Autoriza a instalação do empreendimento ou atividade, de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental, e condicionantes determinados para a operação.
• LO – Licença de operação – Autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental, e condicionantes determinados para a operação.
• LP – Licença prévia – Concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação.
Limnologia – Termo criado em 1892 pelo suíço F.A. Forel, para designar a aplicação dos métodos de oceanografia ou da oceanologia às águas estagnadas continentais (lagos). À limnologia interessam, portanto, todos esses fatores da vida nas águas estagnadas. Entretanto, o I Congresso Internacional de Limnologia, realizado em Kiel, em 1922, propôs designar sob o termo limnologia a ciíncia da água doce, aplicando-se ela ao conjunto de águas continentais ou interiores, separadas do mundo oceânico.
Lixiviação – Processo que sofrem as rochas e solos, ao serem lavados pela água das chuvas(…) Nas regiões intepropicais de clima úmido os solos tornam-se estéreis com poucos anos de uso, devido, em grande parte, aos efeitos da lixiviação. A lixiviação também ocorre em vazadouros e aterros de resíduos, quando são dissolvidos e carreados certos poluentes ali presentes para os corpos d’água superficiais e subterrâneos.
Lodo – Mistura de água, terra e matéria orgânica, formada no solo pelas chuvas ou no fundo dos mares, lagos, estuários etc.
Lodo ativado ou ativo – Lodo que foi aerado e sujeito a ação de bactérias, usado para remover matéria orgânica do esgoto.
Lodo bruto – Lodo depositado e removido dos tanques de sedimentação, antes que a decomposição esteja avançada. Freqüentemente chamado lodo não digerido.
Lodo digerido – Lodo digerido sob condições anaeróbias ou aeróbias até que os conteúdos voláteis tenham sido reduzidos ao ponto em que os sólidos são relativamente não putrescíveis e inofensivos.
M
Manancial – Qualquer corpo d’água, superficial ou subterrâneo, utilizado para abastecimento humano, industrial, animal ou irrigação.
Manguezal – Ecossistema costeiro de transição entre os ambientes terrestre e aquático sujeito a regime das marés.
Matéria em suspenção – Em sentido estrito, matéria sólida que flutua na água (ou em outro meio) por ter peso específico similar ao do meio, sendo arrastada por ele. No caso em que a matéria sólida seja mais leve que a água, e por isso fluente sobre ela, é chamada matéria flutuante, se trata de matéria sólida que, após certo período de flutuação, acaba fundindo-se ao solo, chama-se matéria submergida.
Marketing verde – Processo através do qual a economia sustentável é integrada à sociedade, atraindo clientes de forma a atender às suas necessidades bem como aos objetivos da organização, tornando perene sua existíncia.
Mata ciliar – É o conjunto da flora existente à beira de um rio, córrego ou espelho d’água. Também conhecido como floresta ciliar.
Metais pesados – Grupo de metais de peso atômico relativamente alto. Alguns – como zinco e ferro – são necessários ao corpo humano, em pequeníssimas concentrações. Outros – como chumbo, mercúrio, cromo e cádmio – são, em geral, tóxicos aos animais e às plantas, mesmo em baixas concentrações.
Meio Ambiente – A totalidade dos fatores fisiográficos (solo, água, floresta, relevo, geologia, paisagem, e fatores meteoroclimáticos) mais os fatores psicossociais inerentes à natureza humana (comportamento, bem-estar, estado de espírito, trabalho, saúde, alimentação, etc.) somados aos fatores sociológicos, como cultura, civilidade, convivíncia, o respeito, a paz, etc; ambiente.
Montante – Um lugar situado acima de outro, tomando-se em consideração a corrente fluvial que passa na região. O relevo de montante é, por conseguinte, aquele que está mais próximo das cabeceiras de um curso d’água, enquanto o de jusante está mais próximo da foz.
N
Nível da água subterrânea – Limite superior da zona saturada, do solo ou aqüífero.
Nerítico – Zona de água do mar que cobre a plataforma continental.
Níuston – Organísmos minúsculos que flutuam na camada superficial da água.
O
Osmose – Fenômeno produzido quando, duas substâncias liquidas ou dissolvidas, com concentrações desiguais e separadas por membrana serniperrneável, atravessam-na e se misturam.
Osnose resersa – Processo de separação de poluentes por meio de membranas semipermeáveis.
Olho d’água, nascente – Local onde se verifica o aparecimento de água por afloramento do lençol freático (Resolução nº 04, de 18.09.85, do CONAMA).
Onda cheia – Elevação do nível das águas de um rio até o pico e subseqüente recessão, causada por um período de precipitação, fusão das neves, ruptura da barragem ou liberação de água por central elétrica.
P
Poluente – Substância. meio ou agente que provoque, direta ou indiretamente qualquer forma de poluição.
Poluição – É qualquer interferíncia danosa nos processos de transmissão de energia em um ecossistema. Pode ser também definida como um conjunto de fatores limitantes de interesse especial para o Homem, constituídos de substâncias nocivas (poluentes) que, uma vez introduzidas no ambiente, podem ser efetiva ou potencialmente prejudiciais ao Homem ou ao uso que ele faz de seu habitat; Efeito produzido por um agente poluidor num ecossistema.
Plâncton – Conjunto dos seres vivos que flutuam sem atividades nas massas de água de lagos ou de oceanos. A parte vegetal é chamada fitoplâncton e ocorre até onde chegam os raios de sol (cerca de 100 metros de profundidade, dependendo da altitude). A parte da fauna é chamada zooplâncton e é formada basicamente de minúsculos crustáceos. O plâncton é a principal reserva alimentar dos ecossistemas marinhos.
Q
Qualidade da água – Características químicas, físicas e biológicas, relacionadas com o seu uso para um determinado fim. A mesma água pode ser de boa qualidade para um determinado fim e de má qualidade para outro, dependendo de suas características e das exigíncias requeridas pelo uso específico.
http://www.uniagua.org.br/default.asp?tp=3&pag=dicionario.htm – topo

R
Recarga artificial – Processo de aumentar o fornecimento natural de água a um aqüífero bombeando água para dentro dele através de perfurações ou para dentro de bacias de captação que drenam a água para dentro do aqüífero.
Reciclar – Coletar e processar um recurso de modo que ele possa ser transformado em novos produtos, como recuperar garrafas ou latas de alumínio para processá-las em novas garafas ou latas. A reciclagem difere da reutilização por envolver processamento; reutilizar significa usar um recurso novamente em sua forma original, como na lavagem e reutilização de um contíiner.
Recife – Proeminíncia ou massa de rochas ou de coral (ou de um banco de areia estendido) junto à superfície do oceano.
Recife artificial – Estrutura construída pelos homens que se ergue acima do fundo do oceano. Ele cria um habitat artificial para atrir organismos marinhos e bentônicos.
Recife corta-onda – Superfície de erosão suavemente inclinada da zona costeira entre um recife corta-onda e a linha d’água.
Recife de barreira – Longo espinhaço formado por coral a partir do fundo do oceano. É paralelo à terra firme, mas separado desta por uma lagoa profunda. Por exemplo, a Grande Barreira de Recifes fica longe da costa de Queensland, na Austrália.
Recife de coral – Calcário biogínico depositado por coral vivo e organismos afins que vivem em águas oceânicas rasas e quentes.
Recife de mar – Recife costeiro que se forma pela ação das ondas no limite terrestre da erosão da praia.
Recife em franja – Recife de coral que se forma junto à costa.
Recife recortado – Qualquer monte isolado que cresce numa lagoa atrás de um recife de barreira ou próximo a um atol; pode variar de pequenos pilares a extensões de vários quilômetros. Pequenos recifes recortados são também chamados de cabeças de coral ou outeiros de coral.
Rede de drenagem – Sistemas de canais numa bacia de drenagem.
Rede de esgoto – Termo coletivo para o sistema de coleta e usina de tratamento de esgoto num determinado bairro ou região.
Regressão marinha – Queda do nível do oceano numa escala regional ou global.
Reservatório – Corpo artificial de água de superfície que é retido por uma represa.
Ribeiro – Termo usado para designar um pequeno rio ou curso d’água nas áreas superiores de uma vertente.
Rio – Canal natural de drenagem de superfície que tem uma descarga anual relativamente grande. Um rio geralmente termina oceano.
Rio decapitado – Rio que perdeu parte da área de cabeceira por causa de intromissão de bacia hidrográfica ou falha de deslizamento de veio.
Rio yazoo – Pequeno rio tributário que flui paralelamente à corrente principal numa planície de aluvião. Um rio yazoo é separado da ribanceira do rio principal por um dique.
Ripário – Termo concernente às questões do uso da terra ao longo das margens de um curso d’água ou rio.
S
SA 8000 – A SA 8000 regulamenta questões referentes ao trabalho infantil, ao trabalho forçado, à saúde e à segurança, à liberdade de sindicalização e o direito de negociação coletiva, à discriminação, às práticas disciplinares, às horas de trabalho, à remuneração, ao sistema de gestão de responsabilidade social, etc. Sua certificação constitui a materialização de um consenso ético-normativo sobre a responsabilidade social das empresas, sob as prerrogativas da Declaração dos Direitos Humanos das Nações Unidas. A responsabilidade dessa iniciativa partiu do “CEPA – Council on Economic Priorities Agency (Conselho da Agíncia de Prioridades Econômicas dos EUA)”, e representa um novo padrão de certificação que, embora recente, já é conhecido mundialmente.
Saneamento – Realização de disposições municipais direcionados à renovação de bairros, melhoria do traçado das ruas, colocação de esgotos e água encanada, drenagem de pântanos. Limpeza de rios e valas, etc; saneamento básico.
Salinidade – Medida de concentração de sais minerais dissolvidos na água.
Salinização – Degradação de terras férteis causada pelo sal. A salinização das terras agrícolas é comum em áreas que dependem de irrigação: a evaporação superficial retira sais do solo e das pedras do subsolo, sendo que a redução das águas subterrâneas aumenta o percentual de minerais e sais na água armazenada.
Sedimentação – Acúmulo de solo e/ou partículas minerais no leito de um corpo d’água. Em geral, esse acúmulo é causado pela erosão de solos próximos, ou pelo movimento vagaroso de um corpo d’água, como ocorre quando um rio é representado para formar um reservatório.
Solo aluvial – Solo resultante do depósito de material por correnteza, como ocorre quando a enchente de um rio ultrapassa suas margens naturais e cobre as terras adjacentes.
Sumidoro – Em hidrologia – Cavidade, em forma de funil, na superfície do solo, que se comunica com o sistema de drenagem subterrânea, em regiões calcárias, causada pela dissolução da rocha. Em engenharia sanitária – Poço destinado a receber o efluente da fossa séptica e permitir sua infiltração subterrânea.
T
Tratamento de água – É o conjunto de ações destinado a alterar as características físicas e ou químicas e ou biológicas da água, de modo a satisfazer o padrão de potabilidade adotado pela autoridade competente.
Tratamento de lixo – Procedimento destinado à redução e eliminação, ou, ao contrário, à elaboração e ao aproveitamento dos produtos residuais, provenientes da indústria, do comércio e de residíncias; eliminação de lixo.
Talvegue – Linha que segue a parte mais baixa do leito de um rio, de um canal ou de um vale. Perfil longitudinal de um rio; linha que une os pontos de menor cota ao longo de um vale.
Terras únidas – área inundada por água subterrânea ou de superfície, com uma freqüíncia suficiente para sustentar vida vegetal ou aquática que requeira condições de saturação do solo.
Tomada d’água – Estrutura ou local cuja finalidade é controlar, regular, derivar e receber água, diretamente da fonte por uma entrada d’água construída a montante.
Transferíncia de bacia – É o processo de transferíncia de água que consiste em conduzir o fluxo de um rio que transborda para terrenos permeáveis, através de obras de engenharia, a fim de ser incorporado às reservas subterrâneas ou a rios pobres de outra bacia.
Tratamento – Processo artificial de depuração e remoção das impurezas, substâncias e compostos químicos de água captada dos cursos naturais, de modo a torná-la própria ao consumo humano, ou de qualquer tipo de efluente liquido, de modo a adequar sua qualidade para a disposição final.
Tratamento Aeróbico – O mesmo que tratamento por oxidação biológica, em presença de oxigínio.
Tratamento de água – É o conjunto de ações destinadas a alterar as características físicas e/ou químicas e/ou biológicas da água, de modo a satisfazer o padrão de potabilidade.
Tratamento anaeróbico – Estabilização de resíduos feita pela ação de microorganismos, na ausíncia de ar ou oxigínio elementar. Refere-se normalmente ao tratamento por fermentação mecânica.
Tratamento biológico – Forma de tratamento de água residuária na qual a ação de microorganismos é intensificada para estabilizar e oxidar a matéria orgânica.
Tratamento completo – No sentido genérico, o processamento da água residuária de origem doméstica ou industrial, por meio de um tratamento primário, secundário e terciário. Pode incluir outros tipos especiais de tratamento e desinfecção. Envolve a remoção de uma alta percentagem de matéria suspensa coloidal e matéria orgânica dissolvida.
Tratamento preliminar – Operações unitárias, tais como remoção de sólidos grosseiros, de gorduras e de areia, que prepara a água residuária para o tratamento subseqüente.
Tratamento primário – Operações unitárias, com vistas principalmente à remoção e estabilização de sólidos em suspensão, tais como sedimentação, digestão de lodo, remoção da umidade do lodo.
Tratamento químico – Qualquer processo envolvendo a adição de reagentes químicos para a obtenção de um determinado resultado.
Tratamento secundário – Operações unitárias de tratamento, visando principalmente à redução de carga orgânica dissolvida, geralmente por processos biológicos de tratamento.
Tratamento terceário – Operações unitárias que se desenvolvem após o tratamento secundário, visando ao aprimoramento da qualidade do efluente, por exemplo a desinfecção, a remoção de fosfatos e outras substâncias.
Turbidez – Medida da transparíncia de uma amostra ou corpo d’água, em termos da redução de penetração da luz, devido à presença de matéria em suspensão ou substâncias coloidais. Mede a não propagação da luz na água.
U
Usos benéficos da água – São os que promovem benefícios econômicos e o bem-estar à saúde da população”. Os usos benéficos permitidos para um determinado corpo d’água são chamados usos legítimos de corpos d’água: abastecimento público – “uso da água para um sistema que sirva a, pelo menos, 15 ligações domiciliares ou a, pelo menos, 25 pessoas, em condições regulares”; uso estético – “uso da água que contribui de modo agradável e harmonioso para compor as paisagens naturais ou resultantes da criação humana”; recreação – “uso da água que representa uma atividade física exercida pelo homem na água, como diversão”; preservação da flora e fauna – “uso da água destinado a manter a biota natural nos ecossistemas aquáticos”; atividades agropastoris – uso da água para irrigação de culturas e dessedentação e criação de animais”; abastecimento industrial – uso da água para fins industriais, inclusive geração de energia.
Usos múltiplos – Nos processos de planejamento e gestão ambiental, a expressão usos múltiplos refere-se à utilização simultânea de um ou mais recursos ambientais por várias atividades humanas. Por exemplo, na gestão de bacias hidrográficas, os usos múltiplos da água (geração de energia, irrigação, abastecimento público, pesca, recreação e outros) devem ser considerados, com vistas à conservação da qualidade deste recurso, de modo a atender às diferentes demandas de utilização.
Umidade – Medida da quantidade de vapor d’água contido no ar atmosférico.
Umidade relativa – Para uma dada temperatura e pressão, a relação percentual entre o vapor d’água contido no ar e o vapor que o mesmo ar poderia conter se estivesse saturado, a idínticas temperatura e pressão.
V
Voçoroca – Processo erosivo subterrâneo. causado por infiltração de águas pluviais, através de desmoronamento e que se manifesta por grandes fendas na superfície do terreno afetado, especialmente quando este é de encosta e carece de cobertura vegetal.
Vazão – Volume fluído que passa, na unidade de tempo, através de uma superfície (como exemplo, a seção transversal de um curso d’água).
Vazão ecológica – Vazão que se deve garantir a jusante de uma estrutura de armazenagem (barragem) ou captação (tomada de água), para que se mantenham as condições ecológicas naturais de um rio.
Vertedor – Dispositivo utilizado para controlar e medir pequenas vazões de líquidos em canais abertos.

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