É necessário lutar para conquistar o que se almeja, seja o que for, desde o Império Romano aos dias de hoje, naquela época as lutas eram travadas para angariar terra e poder, o exército composto de homens de sua região, defendiam e atacavam com honra e coragem. Pelo orgulho de serem participantes da vitória de seus povos. Não muito diferente da situação que vivemos atualmente, claro, não matamos milhares com espadas e flechas, mas mantemos o ritual da conquista.

O Gladiador, um filme baseado no período histórico de 180 d.C. onde a civilização romana passa pela sua terceira e última etapa da história. O filme insere-se no contexto do Baixo Império, tratando-se do mais duradouro Império do Universo.

No poder de Roma, o César, Marco Aurélio, justo, cansado e idoso, decide transferir o poder para o General Maximus, homem honrado, justo, forte, corajoso e fiel, porém seu filho Cômodos um homem fraco, ambicioso e sedento pelo poder, não se conforma com a escolha do pai e então o mata. Maximus por saber do caráter do atual Imperador, não o apóia por concordar com seu pai que o melhor pra Roma seria entregar o poder ao senado, ou seja, ao povo.

Cômodos inconformado manda matar ele e sua família. É ferido, sobrevive, é vendido como escravo, se torna gladiador, ganha várias lutas e tem a chance de voltar a Roma, lutando na arena, segue vitorioso e isso lhe dá popularidade. Tenta fugir pra conseguir tomar o poder de Roma de Cômodos, mas é pego por ele e desafiado na arena, tem então sua chance de fazer o que Marco Aurélio lhe mostrou ser o melhor pra Roma e para o povo. Machucado enfrenta então o Imperador na arena, ambos morrem e por fim faz o que lhe foi pedido, devolve Roma ao povo.

Kant diz que moral é quando praticamos atos que sabemos que são bons e por isso o fazemos, e não porque nos trará alguma finalidade. Maximus agiu sem se importar com ele e sim com o que lhe foi pedido, e pelo que sempre lutou, pelo melhor pra Roma. Se os seres humanos reconhecendo suas fraquezas ainda assim decidissem fazer o que é certo estaríamos num mundo ideal. Então a ação moral no filme encontra-se no amor e obediência de Maximus por sua Roma.

Se em nossos grupos tivéssemos a honra e a glória para defendê-los, não sendo necessário que matemos ou morramos por uma empresa ou instituição, mas que por sabermos ser o melhor a fazer, assim o façamos e poder tornar isso uma lei universal, ou seja, que valha pra todos os deres humanos, nos faria muito bem, teríamos competições saudáveis e disputadas.

Contudo nossa necessidade básica de conquista por nossos ideais torna nosso mundo real desleal e competitivo, tornando-se assim um Coliseu para nossas batalhas diárias. Temos de lutar sim, mas não esqueçamos que nossos propósitos e objetivos, não valem mais do que outro ser humano e nem nos torna melhores do que ele, antes de sermos gladiadores, somos seres humanos, racionais e nos utilizemos disso para progredir profissionalmente, pessoalmente e então socialmente.

Referências:

GLADIATOR. Ridley Scott. Universal, Dreamworks. EUA:2000.

KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Editora Martin Claret.São Paulo: 2006.

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