Proálcool

0
1212
DICAS PARA ANALISAR, COMPREENDER, E INTERPRETAR TEXTOS

Autoria: Thiago Marques Rodello

Seria a melhor solução?

O Proálcool (Programa Nacional do Álcool) foi criado após as crises de petróleo mundial, onde o barril de combustível aumentou insustentavelmente no mercado internacional.

No começo, foi um sucesso. Mais de 80% dos carros q circulavam no Brasil eram abastecido com álcool, devido a esse sucesso, vários países copiaram a iniciativa, com pequenas variações pois alguns países utilizavam beterraba.

Além de muito mais barato que a gasolina, ainda era uma grande fonte de empregos no Brasil todo, pois a demanda de cana de açúcar ficou muito maior com o programa, acarretando grande capitalização do campo, minimizando assim um dos grandes problemas brasileiro. Isso além de ser um grande benefício, ainda foi a causa de sua ruína, pois com a baixa cotação do álcool combustível, a chamada “bancada da bola” fez grande pressão junto ao governo para que acabasse com o programa e assim terem um lucro muito maior sobre o açúcar. Ronaldo Trannin, Engenheiro aposentado da Petrobrás, que participou diretamente com o processo de implantação do programa, deu suas idéias sobre o assunto:

– O Proálcool foi um programa de grande sucesso, mas, como sempre, o dinheiro falou mais alto, o que inviabilizou a sobrevida do programa, mas acredito que se o governo atuasse com mais energia no caso, estaríamos andando com carros à álcool até hoje.

O uso do álcool como um combustível no Brasil foi um extraordinário sucesso até 1990; em 1985 as vendas de carros movidos a etanol puro representaram 96% do mercado a até o fim da década 5,5 milhões de automóveis foram vendidos.
Desde então aconteceu uma queda devido os seguintes fatores:
· preço do álcool puro foi fixado em 64,5% do preço da gasolina mas aumentou gradualmente a 80%.
· imposto sobre produtos industrializados (IPI) foi inicialmente fixado em valores mais baixos para carros a álcool do que para os mesmos modelos movidos a gasolina. Esta vantagem foi eliminada em 1990 quando o Governo lançou um programa de “carros populares” baratos (motores com cilindros de volume até 1000 centímetros cúbicos) para os quais o IPI foi reduzido a 0,1%. “Carros populares” não puderam ser adaptados facilmente para o uso de álcool puro porque isto os tornaria mais caros e levaria mais tempo. A competição entre os fabricantes exigia uma resposta imediata para se beneficiar da redução do imposto.
· falta de confiança num suprimento regular de álcool e a necessidade de importar etanol/metanol para compensar a redução na produção local de etanol.

Benefícios obtidos a partir do uso do etanol como um combustível líquido:

· criação da mais de 700.000 empregos rurais com modesto
investimento (US$ 20.000/cada);

· desenvolvimento da tecnologia de produção da cana-de-açúcar e
seu processamento em etanol e açúcar, aumentando a capacidade
do Brasil de atuar como um grande ator no mercado internacional
de açúcar;

· demonstração, a nível mundial, que um amplo programa de
combustível renovável e alternativo pode ser implantado em
menos de 10 anos;

· significante economia de moeda forte.

O futuro do Programa (Proálcool)

A curto prazo a política necessária para resolver o problema é a introdução de uma taxa “verde” sobre os combustíveis produzidos do petróleo, sobretudo gasolina. Esta medida é inevitável devido ao avanço gradativo das políticas de liberalização e extinção da política de preços administrados que deu origem aos subsídios cruzados praticados pela PETROBRAS. Esta “taxa”, se estabelecida corretamente, poderia garantir o uso de etanol, estimular a produção e reduções adicionais de custo

Trabalho realizado pelos Alunos
Marcelo, Rodrigo, Thiago, Marcos da
2ª série do colégio Argumento

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui