Relatório de Estágio de Orientação Profissional na Clínica de Psicologia

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1. INTRODUÇÃO

Historicamente, a orientação vocacional praticamente se iniciou e se desenvolveu como área autônoma em função dos trabalhos de orientação profissional realizados por Pearson a partir de 1909. A orientação profissional tem como objetivo especifico auxiliar o individuo no processo de escolha de modo que, este realize opções ocupacionais adequadas. (FERRETTI, 1988.)

Para Ferretti (1988) é importante enfatizar que os estímulos a orientação profissional esteja ligado a determinados interesses prevalecentes na moderna sociedade industriais, na medida em que a ação orientadora, se eficientemente desenvolvida, pode prestar grandes serviços a esses interesses.

O orientador vocacional tem a função de orientar as pessoas na elaboração de um projeto de vida, na aquisição da identidade na vida adulta, visto que o trabalho é parte integrante da sua vida e que define o seu futuro. O vínculo com a profissão futura é algo reparatório e a escolha profissional sofre influências psicossociais (BOHOSLAVSKY, 1971).

Uma das opções fundamental para a Orientação Vocacional/Profissional seria o adolescente a partir do ensino fundamental, ter acompanhamento psicológico para que dessa forma, ele fosse trabalhando suas questões mais íntimas e inconscientes. Esta seria uma maneira do adolescente tomar decisões mais acertadas, não só com relação à profissão, mas também em sua vida de relacionamento como um todo, pois é a partir dos questionamentos e dos erros que o jovem vai aprendendo (BOHOSLAVSKY, 1971).

Diversos autores já apontaram para certo número de tarefas das quais o indivíduo deve desincumbir-se durante um processo de Orientação Vocacional/Profissional. É o momento e a maneira como se faz que revele sua maturidade vocacional, e seu desenvolvimento da personalidade e integração (LIDZ, 1973).

A visão mais comum da orientação profissional no contexto brasileiro é o de ajuda na escolha de uma profissão ou carreira, com vistas à satisfação individual, procurando conciliar os desejos pessoais com a realidade do mundo do trabalho. O enfoque principal, portanto, é centrado no indivíduo que escolhe.

Na atualidade é relevante que o indivíduo esteja sempre em processo de aprendizagem, reciclando quer seja nos estudos, ou na vida profissional, principalmente no trabalho, pois as inovações são constantes. O orientador profissional deve deixar o orientando ciente dessas mudanças para que o mesmo não sinta que falhou em sua escolha. Sendo assim o psicólogo deve esclarecer situações, conscientizar e vincular a problemática do adolescente com o contexto histórico e situações locais onde esta escolha se dá (LEHMAN, 1988).

O ideal é que a escolha profissional fosse trabalhada desde cedo, para que o jovem não sofresse tanto psiquicamente e ficasse tão angustiado ao ser solicitado para fazer a escolha profissional. Todo momento de escolha é, em geral, um momento crítico, principalmente se a necessidade de se fazer uma opção é concomitante a esta já conturbada fase da adolescência. E é nesse período que é preciso escolher que profissão seguir, o que exerce implicações no futuro do jovem.

A família, contudo, é importante no processo de escolha dos filhos. E no desejo de que seus filhos sejam autônomos, criam expectativas e esperam que os jovens realizem aquilo que não lhes foi possível. Com base em Soares (2002) existe uma impregnação ideológica a partir da família e o jovem pode buscar realizar as expectativas da família, colocando à parte os seus interesses.

É importante que os pais continuem afirmando sua presença ativa como guia definitivo, pois sem isso o adolescente perde os valores sociais e adaptativos que os mesmos representam. A identidade profissional é um aspecto da identidade como um todo, e como tal é regido pelos mesmos processos.

A pretensão o Estágio Básico II é divulgar o Processo e Orientação Vocacional. Nesse contexto percebe-se que a Orientação Vocacional/Profissional não está voltada somente aos estudantes. O trabalho está na base de toda sociedade, estabelecendo as formas de relação entre os indivíduos, entre as classes sociais, criando relações de poder e propriedade, determinando o ritmo do ser humano. Diante da importância do trabalho para o ser humano percebem-se a necessidade de uma Orientação Profissional voltado também aos adultos às pessoas que estão desempregadas (SOARES, 2002).

O processo de Orientação Profissional/Vocacional deve objetivar não apenas a informações á respeito das carreiras profissionais, e sim, a trabalhar aspectos como o autoconhecimento e a questão da escolha em si, levando em consideração o mercado de trabalho.

Nota-se também no mercado de trabalho a presença de profissionais não qualificados, prestando, na maioria das vezes, serviços inadequados, chegando a resultados não válidos. Esse tipo de posicionamento, longe de ser o esperado, diz respeito à falta de uma ética profissional, muitas vezes renegada por profissionais que, em função de não preparação profissional, operacionalizam trabalhos sem competência para tal execução.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEORICA


2.1 Promoção de Saúde

O termo promoção de saúde ressurgiu, nas últimas décadas, em países industrializados como o Canadá. Houve a necessidade de resgatar o modelo médico social, onde passou a se enfatizar uma relação mais ampla entre saúde e aspectos sociais (CZERESNIA, 2003). Em termos gerais, a promoção da saúde se apresenta como um corpo de conhecimento propositivo orientado para a construção de ações inter e transdisciplinares, de forma a reconhecer e interferir na complexidade dos problemas da saúde e reconhecer o sujeito como ator dessas ações.

A saúde é considerada um aspecto fundamental para o desenvolvimento humano. A Organização Mundial de Saúde (OMS) de 1976, na publicação de seus documentos básicos, define saúde como um completo bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de distúrbios e doenças. Para Sigerist (1946, apud Czeeresnia, 2003), a saúde é promovida quando se proporciona boas condições de vida, trabalho, educação, cultura, lazer, etc.

Segundo Kerbauy (2002), a psicologia da saúde pode ser definida como um conjunto de contribuições educacionais cientificas e profissionais especificas da psicologia para a promoção de saúde, prevenção e tratamento das doenças, identificação da etiologia e diagnósticos relacionados à saúde, à doença e às disfunções, bem como para o aperfeiçoamento do sistema de políticas da saúde.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (2003), o hospital é parte de um sistema coordenador de saúde, cuja função é dispensar à comunidade uma completa assistência à saúde preventiva e curativa, incluindo serviços extensivos à família em seu domicilio, e ainda è um centro de formação para os que trabalham no campo de saúde e para pesquisas biossociais, tendo como funções básicas: prevenir doenças, restaurar a saúde, realizando diagnostico, desempenhar funções educativas, colocando seus serviços à disposição da formação do pessoal médico, de enfermagem e de todas as categorias, promovendo pesquisas, testando e aplicando as técnicas.

A população começou a ter acesso aos direitos sociais a partir da constituição federal de 1988, sendo que a mesma trata a saúde como um direito social de modo que o estado tem que assegurá-la, sendo o acesso universal e igualitário. A saúde é direito de todos e dever do estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos para a sua promoção, proteção e recuperação (O M S, 2003).

A criação e implantação de sistema único de saúde (SUS) podem vir a ser considerada como uma das reformas sociais mais importantes realizadas pelo Brasil na última década do século XX, e nos primeiros anos do século atual. O SUS surgiu como forma de dar respostas à sociedade civil, que, em um dado momento, é obrigado a desenvolver determinadas ações, ainda que não satisfatória, para as classes populares (Op. Cit).

A saúde é mencionada como fator essencial para o desenvolvimento humano; um dos campos de ação proposto no contexto da promoção da saúde é a criação de ambientes favoráveis. O desenvolvimento sustentável coloca o ser humano como agente central do processo de defesa ao meio ambiente e tem, no aumento da expectativa de vida saudável e com qualidade, um de seus primeiros objetivos, implicando a ampla participação da comunidade na definição de questões culturais da vida coletiva. Em todos esses conceitos, preconiza-se a importância da “equidade”, seja na distribuição da renda, seja no acesso aos bens e serviços produzidos pela sociedade (SUNDSVALL, 1991).

2.2 Objetivos e a Prática da Saúde Coletiva

A prática da saúde coletiva, enquanto campo de saber e âmbito de práticas teve seu desenvolvimento histórico na America Latina durante as três ultimas décadas a partir da critica ao MMH, aos movimentos ideológicos referentes à Higiene, Medicina Preventiva, Medicina Comunitária, Medicina da Família, bem como em relação à saúde pública institucionalizada (DONNÂNGELO, 1993; PAIM & ALMEIDA FILHO, 2000).

É importante destacar que a saúde pública e coletiva não se restringe somente à especialidade médica (BELISÁRIO, 1995). As interseções da área de saúde são cada vez mais amplas e profundas com as ciências humanas, economia, administração, comunicação social e marketing, pedagogia direito, psicologia, ecologia etc. Diante disso, a I Conferencia Pan-Americana de Educação em Saúde Pública recomenda que as instituições formadoras desse pessoal de saúde passassem por um processo de “indepentização” das faculdades de medicina, estabelecendo redes com outras unidades acadêmicas que possibilitassem a interdisciplinaridade ou a transdisciplinaridade (ALAESP, 1994).

A promoção de saúde, primordialmente considerada um dos objetivos da saúde publica ou dos níveis de prevenção, adquiriu proeminência quando o Ministério da Saúde do Canadá apresentou o Relatório Lalonde em 1974, baseado na noção de “campo da saúde”, formada por quatro pólos; biologia humana, meio ambiente, sistema de saúde, estilo de vida.

Posteriormente, a divulgação da Carta de Ottawa (1986) estabeleceu um conceito amplo de saúde e seus determinantes, sistematizando preposições centradas na mudança do estilo de vida e na defesa de políticas publicas saudável. O conceito e a estratégias da Promoção da Saúde foram endossadas por organismos internacionais sendo lançado o Projeto Cidades Saudáveis em 1986 pela OMS (TEIXEIRA, 2002).

A carta de Ottawa apresenta como pré-requisito para saúde alguns fatores fundamentais:

• Paz;
• Abrigo;
• Educação;
• Alimentação;
• Recursos econômicos;
• Ecossistema Estável;
• Recursos Sustentáveis;
• Justiça Social e
• Equidade.

Baseado nesses pré-requisitos é que foi elaborado o conceito de saúde e também a constituição da Saúde no Brasil. Enfatizando que é dever dos representantes do povo brasileiro assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem estar. Assegurar o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional (CARTA DE OTTAWA, 1986).

Enquanto nas regiões das Américas a OPS debatia a crise da saúde publica (PAHO, 1992), a OMS promoveu a discussão de propostas internacionais em torno da “Nova Saúde Pública” e das chamadas funções Essenciais de Saúde Publica (PAIM, 2001). Nesse contexto, a OPS organizou um grupo (FESP) de Trabalho sobre Reforma Setorial e Funções Essenciais de Saúde Pública: Implicações para a educação em saúde pública. Este grupo reuniu-se em Washington no período de 29 de junho a 1 de julho de 1998, com o objetivo de dar início à identificação das implicações para a educação, investigação e intervenção em saúde pública que se derivam dos processos de reforma do setor saúde e da definição das funções essenciais de saúde pública. Nessa oportunidade, foram identificadas as seguintes “práticas sociais” vinculadas as FESP:

• Construção de “entornos” saudáveis e melhoramento das condições de vida:
• Desenvolvimento e fortalecimento de uma cultura da vida e da saúde;
• Geração de int4eligencia em saúde;
• Atenção às necessidades e demanda em saúde;
• Garantia da segurança e qualidade de bens e serviços relacionados à saúde;
• Intervenção sobre riscos e danos coletivos à saúde (PAIM, 2001).

No Brasil vários especialistas foram convidados pelo Ministério da Saúde em 2002 para a mediação do desempenho da FESP, a partir da utilização de um guia elaborado pela OPS/OMS e o Center for Disease Control and Prevention (CDCV). Foram avaliados os seguintes pontos a respeito das FESP:

• Monitoramento, avaliação e análise da situação de saúde;
• Vigilância de saúde pública, investigação e controle de riscos e danos em saúde pública;
• Promoção da saúde;
• Participação dos cidadãos em saúde;
• Desenvolvimento de políticas e capacidade institucional de planificação e gestão em saúde pública;
• Avaliação e promoção do acesso equitativo aos serviços de saúde necessários;
• Desenvolvimentos de recursos humanos e capacitação em saúde pública;
• Garantia e melhoria da qualidade dos serviços de saúde individuais e coletivos;
• Pesquisa em saúde pública;
• Redução do impacto de emergência e desastres em saúde (OPS/OMS/CDC, s/d).

2.3 Atenção à saúde no Brasil

A atenção á saúde pode ser percebida basicamente perante dois enfoques: a) como resposta social aos problemas e necessidades de saúde; b) como um serviço compreendido no interior de processos de produção, distribuição e consumo. Como resposta social, insere-se no campo disciplinar da Política de Saúde, sobretudo quando são analisadas as ações e omissões do Estado no que tange a saúde dos indivíduos e da coletividade. Como um serviço, a atenção da saúde situa-se no setor terciário da economia e depende de processos que perpassam os espaços do Estado e do mercado.

Mas ao mesmo tempo em que um serviço, a atenção à saúde realiza mercadorias produzidas no setor industrial a exemplo de medicamentos, imunobiológicos, equipamentos, reagentes, descartáveis, alimentos dietéticos, produtos químicos de diversas ordens etc. Nesse caso, o sistema de serviços de saúde configura-se como lócus privilegiado de realização dessas mercadorias e, como tal, alvo de pressão para o consumo, independentemente da existência ou não de necessidades. No estudo desta dinâmica é imprescindível o recurso da Economia Política (AROUCA, 1975; BRAGA & GOES DE PAULA, 1978).

A atenção à saúde pode sofrer as influências do perfil epidemiológico da população, que depende, fundamentalmente, das condições e estilos de vida (modo de vida) e se expressa em necessidades como, por exemplo, sofrimento, doença, agravos, riscos e ideais de saúde e demandas por consultas, vacinas, informações, exames e hospitalizações. Ao mesmo tempo, que é um setor estratégico para os negócios das empresas produtoras de insumos, de empreiteiras das construções civil, de agências de publicidade, de serviços de consultorias e de treinamento de recursos humanos, empresas de seguros, bancos etc.

O cuidado à saúde, como um serviço, tem a particularidade de realizar o consumo no momento da produção, Istoé, não ocorre circulação como no caso de mercadorias ou bens (AROUCA, 1975). Os sistemas de serviços de saúde em diversos países apresentam um espectro de combinações com mais Estado ou mais mercado (SOUZA et al., 2000).

Mesmo nas situações especiais em que o Estado é simultaneamente financiador e prestador, interage ativamente com o mercado na aquisição de insumos essenciais para a atenção à saúde. A gestão da atenção à saúde reveste-se de grande complexidade, pois contempla desde a aquisição e suprimento de milhares de itens de produtos utilizados na prestação de serviços, passa pela adesão, compromisso, qualificação e dedicação ao cuidado dos agentes das práticas de saúde, até alcançar relações especiais com o mercado, os cidadãos, partidos, políticos e o Estado nas suas diferentes instancias governamentais, jurídicas e legislativas.

No caso brasileiro, trata-se de um sistema bastante complexo em que o Estado é financiador e prestador no âmbito municipal, estadual e federal; o comprador de serviços do setor privado contratado pelo SUS e de insumos no mercado; e o regulador da assistência médica suplementar e dos bens, serviços e ambientes que afetam a saúde (SOUZA et al., 2000).

2.4 A Orientação Profissional na Abordagem Sócio-Histórica

Segundo Boock, (2002) a visão sócio-histórica, nega-se à visão liberal e naturalizante do sujeito. Nela, busca-se o entendimento de que ele se constrói a partir do que vive, isto é, da internalização do vivido, resultando daí a dimensão histórica da construção de sua identidade. Quando uma pessoa pensa em seu futuro, ela nunca faz de forma de se envolver no mundo do trabalho bem como a atividade que vai desenvolver, a pessoa mobiliza imagens que adquiriu durante sua vida.

Dessa forma Boock, (2002) afirma que quando uma pessoa diz que pretende ser tal ou qual profissional, não está pensando em algo genérico e abstrato; existe um modelo que dá forma a esta pretensão. Esta imagem gera uma identificação ou um afastamento da profissão. Nos modelos tradicionais de orientação profissional, esta imagem construída é desconsiderada. Afirma-se que a imagem formada é distante da realidade, ilusória e não pode ser levada em conta para a escolha de uma profissão.

A imagem formada a respeito de tal profissional pelo testando geralmente corresponde às suas necessidades, anseios, valores e desejos e, por isso, este se identifica com esta imagem. Valores sociais também estão presentes nessa imagem – o sucesso, o glamour captado, via exposição aos meios de comunicação, etc. (BOCK, 2002).

As pessoas, ao pensar nas profissões, mobilizam imagens que foram construídas durante toda a sua vida. Para esta construção, contribui todo o seu processo de socialização, e não apenas um momento, um contato, uma história.

Um jovem constrói a cara de um profissional da informática, por exemplo, a partir de desenhos animados a que assistiu na infância, de filmes e livros de ficção científica, por meio da relação de seus pais e amigos com computador, de aulas na escola sobre a matéria ou mesmo de comentários de professores sobre o assunto, de jogos de videogames, de contato direto com a máquina, por meios de manuais e guias de profissões etc.

Esta cara não é verdadeira nem falsa, não é nem mais próxima nem mais distante da realidade, não é correta ou incorreta, é simplesmente uma cara que deve ser trabalhada. As pessoas se identificam ou não com essas caras. É interessante que essas caras são constituídas na interiorização e singularização do vivido, por isso são diferentes para cada pessoa (BOCK, 2002).

O fenômeno da escolha profissional, tanto na teoria quanto na prática é tema de várias ciências e que, para uma boa intervenção na área, é necessário contar com o aporte de todas. Outro princípio estruturante é desmistificado a idéia de que o orientador fará um diagnóstico e um prognóstico como fórmula de decisão. A estratégia é dar condições para que a própria pessoa faça a sua reflexão e possa decidir, entretanto de forma mais ampla possível às determinações de sua escolha.

O trabalho em grupo é privilegiado em relação ao atendimento individual, por se entender que a dinâmica estabelecida enriquece o processo, permitindo a observação das dificuldades, opiniões, valores, interesses e projeto de vida do outro. A diversidade e heterogeneidade são valorizadas. Cada indivíduo percebe a vida de maneira distinta e, num ambiente e sociedade democrática, todos podem aprender com todos; pode-se perceber que não existe uma única verdade e um único caminho a seguir, apesar de todos terem em comum a exposição constante à ideologia da classe dominante. (BOCK, 2002).

2.5 CONCEITO DE TRABALHO

O trabalho proposto tem como objetivo fazer uma orientação profissional na Clínica de Psicologia. O publico alvo são pessoas que necessitam de uma orientação profissional, uma ajuda para qual profissão deve seguir.

Historicamente os primeiros estudos sobre o sentido do trabalho são atribuídos a Hackman e Oldhan (1975), dois psicólogos que relacionaram a qualidade de vida no trabalho ao sentido do trabalho. França (2006) sugere que o ser humano tem respostas complexas, com potencialidades e reações biológicas, psicológicas e sociais que reagem simultaneamente as condições de vida. Tais reações podem ter, variadas combinações e intensidade, podem ser compreendidas em camadas biopsicossociais, e as manifestações na maioria das vezes são visíveis e especificas em outro aspecto, embora todos sejam interdependentes. A camada biológica- se refere às características físicas, herdadas pelo ser humano, ao nascer e durante toda a vida. Excluí metabolismo, resistência e vulnerabilidades dos órgãos ou sistema.

A camada psicológica: diz respeito aos processos afetivos, emocionais e de raciocínio, conscientes ou inconscientes, que forma a personalidade de cada indivíduo e o seu modo de perceber e se posicionar diante das pessoas e das circunstancias vivenciadas. A camada social: está relacionada aos valores, crenças papel na família, no trabalho e em todo o grupo e comunidade a que cada pessoa pertence e participa (FRANÇA, 2006) O ser humano é formado por todos esses aspectos, e em razão disso é o que faz tão complexo e o diferencia dos demais animais. Sendo assim Zanelli (2004) fala a respeito dessas diferenças complexidades do homem no trabalho e em sua vida como um todo.

A necessidade primaria fisiológica e de segurança englobam a necessidade de procriar, comer beber, ter abrigo, dormir, ter segurança física entre outros. O homem ou qualquer outro animal precisa de energia para sua sobrevivência mais básica, entretanto para um animal irracional este instinto se concretiza e tem um fim em si mesmo, até que sinta as mesmas necessidades (ZANELLI, 2004).

O homem como um ser complexo necessita mais do que um suprimento físico. Também é necessária a satisfação do ego, da auto-estima, de realização profissional, social e familiar etc (ZANELLI, 2004). È através do trabalho remunerado seja ele formal ou informal, que o sujeito consegue suprir suas necessidades.

Segundo Braverman (1987) o trabalho não é apoderar-se de matérias da natureza, tais como esta oferece, e sim transformar esse estado natural e melhorar sua utilidade. O que diferencia o homem do animal irracional, é que o homem pensa, idealiza e produz e o resultado provém da imaginação, o que não ocorre com outros animais. “o homem imprime o material o projeto que tinha conscientemente em mira’ (BRAVERMAM, 1987. p. 49). Isso quer dizer que o homem tem o propósito enquanto os outros animais agem por instinto. Nesse contexto o trabalho pode ser entendido como um dispêndio físico e mental pelo homem, físico pelos animais, ou mecânicos pelas máquinas. O trabalho é, portanto, a ação ou resultado de determinado esforço, realizado pelo homem.

E a ação da força de trabalho é vista como capacidade de trabalho, que na sociedade do capitalismo é percebida como mais uma mercadoria que é comprada e vendida, numa transação entre o trabalhador que é o possuidor de força de trabalho e o capitalista que é o detentor do capital.

Como foi apresentado o trabalho é, portanto essencial, para que o ser humano consiga concretizar seus sonhos e ideais, pois é através dele que se cria e constrói bens necessários a sua sobrevivência e também a de outras pessoas. Cada individuo exerce uma atividade diferenciada de outra, ou seja, um tipo de trabalho necessário não somente a construção de meios imprescindíveis á sobrevivência da sociedade, como também outros bens de valor e objeto de satisfação do ego de uma parte da sociedade, mas que não é necessária a sobrevivência da mesma. Portanto o trabalho está na base de toda sociedade, estabelecendo as formas de relação entre os indivíduos, entre as classes sociais, criando relações de poder e propriedade, determinando o ritmo do ser humano.

2.6 ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL

Orientação Profissional é uma orientação realizada através de atividades e/ou testes com o objetivo de identificar aptidões, habilidades e vocações do indivíduo, orientando-o para uma vida produtiva no Mercado de Trabalho. Diante do número crescente de profissões de nível superior, que já ultrapassam 300 cursos, cada vez mais a orientação vocacional torna-se necessária para uma escolha consciente, pois a partir dela são sugeridas as áreas e profissões, que são mais adequadas de acordo com o perfil do indivíduo, potencializando assim, suas possibilidades de sucesso profissional. Pessoas que já estão no Mercado de trabalho, também podem ser orientadas quanto à vocação, através da Orientação Profissional que além do levantamento do perfil, procura desenvolver um plano de ação para o redirecionamento de carreira, da forma mais prática e eficiente possível.

2.6.1 ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E O MERCADO DE TRABALHO

Atualmente percebe-se um grande avanço da esfera industrial e tecnológica, caracterizada por um ritmo acelerado de produção, no qual geram impactos que ultrapassam os limites dessa estrutura produtiva, trazendo relevantes repercussões em termos sociais e pessoais.

A universalização da comunicação, possibilitada pela internet, a aceleração da capacidade de processamento de informações, a potencialização da produção e automação tecnológica provoca mudanças no âmbito social, no qual essa nova realidade se insere. Os mercados de trabalho e de formação profissional são profundamente afetados pelas mudanças deflagradas.

As novas condições criadas pelo avanço tecnológico e produtivo trazem diversas alterações a esse mercado: tal como a redução dos postos de trabalho, a conseqüente ampliação do desemprego, a extinção de diversas funções, a criação de novos espaços ocupacionais, a modificação do escopo de profissões, alteração de atribuições e de responsabilidades, mudança de valor e prestígio conferidos às profissões, alteração do conceito de emprego e de carreira etc.. (MASSANO, 2003).

De acordo com Mansano (2003) a interface mercado/profissão/sujeito/orientação pode ser entendida como:

Uma demanda apresentada pelo mercado de trabalho, que muitas vezes assume contornos ameaçadores devido, entre outros fatores, ao alto índice de desemprego. Assim preocupar-se com a profissionalização e com a carreira a ser construído, contextualizar as preferências pessoais ao mercado de trabalho, investir em currículo e na aquisição de experiência profissional no decorrer da formação acadêmica, são exigências concretas aos quais nem todos os adolescentes e adultos estão envolvidos. Entretanto, uma vez expostos ao mercado de trabalho, adolescentes e adultos estão sujeitos a esses poderes, que vêm sendo utilizados de maneira incisiva e direta na atualidade. Diante dessa realidade, muitas vezes eles não sabem como agir.

Tais alterações no mercado de profissões vão exigir a atualização da prática de orientação vocacional que pretenda atuar como instrumento que busca favorecer a inserção responsável das pessoas no mundo do trabalho, sem violentar o movimento e o ritmo de experimentação dos processos de escolha dos jovens (MASSANO, 2003).

A prática tradicional de orientação profissional baseou-se por muito tempo no exaustivo levantamento de aptidões, características de personalidade, levantamento de potencial intelectual, levantamento de interesses, além de um espaço de orientação profissional. Todas essas etapas são permeadas por entrevistas dispostas ao longo do processo. Os conjuntos de informações levantadas acabam por nortear o jovem quanto à carreira que quer e pode seguir. Essa prática se fundamenta na ideologia do profissional eficaz, bem sucedido, que dispõe de uma ampla gama de oportunidades no mercado, e cujo sucesso profissional dependerá de saber lidar com as informações obtidas.

Com base nas afirmações de Massano (2003) dentro da realidade sócio-econômica atual, percebe-se uma transformação e reestruturação dos alicerces das profissões e de seus espaços ocupacionais. A realidade de mercado expande a gama de categorias profissionais, de modo que fica impossível trabalhar apenas com as categorias tradicionais de carreira, como por exemplo, a engenharia, administração, pedagogia, direito, medicina, etc. As atribuições exigidas pelo mercado não se encaixam diretamente no escopo das categorias profissionais que eram demandadas no passado. Surgem novas necessidades e exigências ocupacionais, novas especialidades são desenvolvidas, levando ao aparecimento de carreiras constituídas a partir de confluências ocupacionais, tal como engenheiro mecatrônico (espécie híbrida entre a engenharia elétrica e a mecânica), engenheiro de produção, engenheiro de segurança, gerente de relacionamento, administrador de contratos etc.

É preciso considerar ainda que a constituição da profissão deva ser encarada como um projeto em aberto permanentemente interferindo nas trajetórias de vida, não podendo ser desvinculada de forma alguma das múltiplas dimensões aí presentes (MASSANO, 2003).

Nesse novo contexto social, campos de saber tidos como distantes e incomuns têm, cada vez mais, terreno de atuação. É o caso de, por exemplo, engenharia genética, engenharia nuclear, técnico em fotônica, além de muitas outras profissões e atividades resultantes da evolução da informática.

O trabalho de orientação profissional tradicionalmente realizado enfatiza a compreensão de aspectos de natureza psicológica do sujeito, porém, a informação profissional também é contemplada nos processos de orientação. Segundo Bohoslawsky (1993), a informação profissional é uma condição fundamental para a escolha responsável. Essa etapa de informação centra-se, de fato, apenas na busca de informação sobre profissões específicas, tendo como parâmetro a roupagem tradicional das ocupações, sem contemplar questões mais amplas sobre as mudanças mercadológicas e o movimento de expansão das profissões que vêm ampliando ainda mais as possibilidades de escolha.

O processo de informação profissional precisa corresponder conhecer as possibilidades reais de inserção nesse mercado. Desse modo, o processo de Orientação Profissional deve contemplar em sua prática, aspectos sobre realidade do mercado atual, de modo a facilitar a inserção responsável do indivíduo nessa realidade específica à qual pretenda pertencer no futuro.

2.6.2 O PROCESSO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL

De acordo com Garbulho (2003) muitos autores abordam sobre Orientação Vocacional/Profissional, alguns não se utilizam do termo Vocacional e sim Profissional devido à associação que pode ser feita com o termo “vocação”, que poderia caracterizar a crença no “chamado”, no inato, determinado, algo já dado e que é preciso “descobrir”.

Dessa forma, Bohoslavsky apud Garbulho (2003) define a Orientação Profissional “como um dos campos de atividade dos cientistas sociais. Como tal, compreende uma série de dimensões ou ramos, que vão desde o aconselhamento na elaboração de planos de estudo até a seleção de bolsistas. Portanto, constitui uma ampla gama de tarefas, que inclui o pedagógico e o psicológico, em nível de diagnóstico, de investigação, de prevenção e a solução da problemática vocacional”.

Ainda de acordo com o mesmo autor os clientes em Orientação Profissional são pessoas que em determinado momento da vida, enfrentam a necessidade de tomar decisões e esses momentos podem ser críticos. Desse enfrentamento dependerá o desenvolvimento posterior.

O processo de Orientação Profissional ocorre principalmente na faixa etária dos 17 anos, quando o adolescente está cursando o 3º ano do Ensino Médio. Nesse período costuma-se pensar com mais responsabilidade sobre a escolha profissional.

A adolescência é a fase em que o indivíduo busca sua identidade, onde ele rompe com os modelos adultos significativos, os questionamentos surgem e ao mesmo tempo o adolescente repudia tudo que está relacionado com a infância, ele se torna antes de tudo um antiadulto desafiador.

Segundo Carvajal apud Lemos (2001) todo adolescente é um “parricida intrapsíquico”, ou seja, o adolescente tem uma necessidade de se diferenciar, romper a relação funcional pais-criança da infância, para poder conquistar sua independência psicológica real.

Na adolescência os conflitos são constantes, as transformações são significativas, o adolescente não entende o que acontece com seu corpo, ele torna-se monossilábico, ensimesmado e ocorre a eclosão da sexualidade. As brigas com os pais se tornam constantes, pois o adolescente vê os pais como imperfeitos e não mais perfeitos como ele imaginava quando criança.

Conforme Aberastury apud Lemos (2001) nesta fase o adolescente vivencia vários lutos como: o luto pelo corpo infantil, pelos pais da infância e pelo paraíso perdido da infância, com todas as fantasias onipotentes que nela existiam.

O adolescente dá muito valor ao seu grupo, deixando de lado os pais, ele faz tudo conforme o grupo, para que assim ele possa ser aceito e tornar-se parte integrante do mesmo. Mais tarde esse mesmo adolescente retoma o modelo adulto e se distancia do grupo que deixa de ser tão importante para ele. Agora esse adolescente começa a se tornar um adulto, seus relacionamentos afetivos como namoro tornam-se mais sérios, precisa se definir profissionalmente.

A escolha profissional na adolescência está submetida a diversos fatores, que implicam a individualidade do adolescente, o contexto sócio econômico e político em que está inserido e a família. Segundo BOCK (1995) a família é um dos principais fatores que têm influência sobre a decisão do jovem, ajudando ou dificultando o momento de escolha.

Num processo de Orientação Vocacional/Profissional, há muitas dúvidas e angustias, pois o jovem sempre quer acertar, mesmo porque, os familiares e amigos esperam isso dele, e ele por sua vez não tem muita certeza do que realmente quer, e acha-se incapaz de tomar tal decisão passando a projetar nos outros, principalmente pais e escola, a sua responsabilidade.

Assim, a Orientação Profissional é para que, o individuo possa fazer a escolha mais adequada com a sua personalidade, em meio a várias opções de profissão, portanto, a informação pertinente é considerada de fundamental importância para que, a escolha adquira tal característica.

Antigamente as escolhas de trabalho, eram determinadas pela sobrevivência do individuo. Aos homens cabiam a parte que empregava mais a força física, por eles serem considerados mais fortes e eram encarregados de proteger a família, ir à busca de alimentação, que era proveniente da caça, e lutar em guerras. À mulher era delegada, o cultivo da agricultura, os afazeres domésticos e cuidado dos filhos.

Os gregos cultivavam o ócio, onde os cidadãos livres viviam de contemplação, por isso havia tantos filósofos, pois viviam a estudar preparando-se assim intelectualmente, enquanto os homens não livres trabalhavam com a força física para prover os que viviam a estudar. O trabalho físico não era valorizado, só o intelectual.

Na Idade Média, o trabalho era relacionado à posição que o individuo ocupava na sociedade, assim era transmitido de pai para filho, e visava apenas o sustento das pessoas, e não ao mercado de trabalho e a expansão de riquezas. A igreja católica estava sempre presente na vida das pessoas, pregava como se tudo fosse pela vontade divina, não podendo ser questionada. O trabalho ainda é uma atividade para manutenção e sobrevivência da espécie.

A escolha profissional, atualmente, tende atender às exigências da sociedade. A demanda que é imposta e disseminada pela sociedade capitalista coloca em evidência mais o ter – por isso, muitas pessoas buscam e impõe a seus filhos, profissões que lhes dêem posição social ou retorno financeiro – em oposição ao ser, cujo foco principal tem relação com a realização pessoal, satisfação com o trabalho e o estar feliz com a atividade que desempenha.

O processo de escolha de uma profissão é baseado na realidade do adolescente, que vive em família e que convive socialmente; que constrói a sua história sofrendo influências de seus pais, pares, do meio; que tem que se decidir construir sua própria identidade e, ao mesmo tempo, tornar este, um momento de união familiar, buscando apoio dentro e fora do seu lar (SANTOS, 2005).

O projeto dos pais para com os filhos não se dá de maneira desprovida de conflitos. O desejo do filho de seguir uma determinada profissão e as expectativas dos pais para que ele escolha uma formação que lhes traga status coloca aquele que busca direcionar-se em relação ao futuro, submetido a uma profunda conturbação. Para Soares (2002) isso torna o processo de escolha profissional, com freqüência, carregado de ansiedade em virtude do conflito que a mesma provoca. A possibilidade de escolha tem relação com a resolução desse conflito. Portanto, a minimização da ansiedade “facilita” que se faça uma escolha mais livre.

A adolescência é criada historicamente pelo homem, enquanto representação, enquanto fato social e psicológico, como um período do desenvolvimento com determinadas características. É constituída como significado na cultura, na linguagem que permeia as relações sociais. Fatos sociais surgem nas relações e os homens atribuem significados a esses fatos: definem e criam conceitos que representam esses fatos, são marcas corporais, são necessidades que surgem, são novas formas de vida decorrentes de condições econômicas, são condições fisiológicas, são descobertas científicas, são instrumentos que trazem novas capacidades para o homem, etc. (MAIORINO e NEVES, 1997, p. 132).

A valorização da informação profissional no processo de Orientação Vocacional/Profissional deve-se, principalmente a valorização da dimensão psicológica do processo de decisão. Com efeito, nesse processo, aplicado à Orientação Profissional, a informação é considerada necessária para que o indivíduo, equilibrando os dados disponíveis, promova a compatibilização entre esses dados de modo a descortinar alternativas que lhe pareçam mais favoráveis tendo em vista seu objetivo: decidir-se por uma profissão que represente, enquanto atividade, a satisfação de uma ou mais necessidades pessoais (e, eventualmente, sociais). Tal valorização apóia-se, da mesma forma que o faz a orientação profissional, no pressuposto de que todos têm liberdade de decidir sobre seus caminhos profissionais. Admitindo-se para efeito de argumentação, que tal pressuposto seja verdadeiro, resta indagar se, de fato, a informação profissional, tal como é realizada, é efetivamente relevante no processo de escolha de uma profissão (FERRETI, 1988).

2.6.3 As Teorias em Orientação Profissional

A orientação profissional pode ser classificada em três blocos:

• Teorias não psicológicas
• Teorias psicológicas
• Teorias gerais

Nas teorias não psicológicas o indivíduo faz sua escolha profissional, baseada não em uma orientação, mas visando as expectativas trazidas durante toda a sua vida, como econômica, cultural, social e também baseada no mercado de trabalho (BOCK, 2002).

A teoria que tem maior repercussão no Brasil é a teoria psicológica. Esta teoria tende a analisar internamente o que leva o individuo a procurar ajuda de um profissional para garantir uma boa escolha e que esta seja a mais acertada. O orientador deverá fazer uma análise da personalidade do orientando para ver de fato, onde ele melhor se enquadraria qual a profissão que mais condiz com o seu jeito e sua personalidade, para ele possa exercê-la a contento Dentre as teorias psicológicas, há três vertentes denominadas de teoria do traço e fator, teorias psicodinâmica, teorias desenvolvimentistas e teorias de decisão. (BOCK, 2002).

Teoria de traços e fator é a que dá inicio à área de orientação profissional e como diz FERRETI (1988a), sugere um procedimento racional e objetivo para a escolha, pois pressupõe que:

• Os indivíduos diferenciam-se entre si, em termos de habilidades físicas, aptidões, interesses e características pessoais;
• b) as ocupações também se diferenciam entre si, cada uma exigindo, para um desempenho produtivo, que o profissional apresenta aptidões, interesses e características pessoais requeridas pela profissão;
• c) é possível conduzir a compatibilização ideal dessa dupla ordem de fatores através de um processo racional de escolha. (FERRETI, 1988).

Esta teoria fundamenta os testes vocacionais, que hoje é muito procurado por pessoas que chegam à época da escolha profissional e não se decidiram, também pelas pessoas que já tomaram uma decisão e querem somente afirmar as suas aptidões e os traços de personalidade. (BOCK, 2002).

Essa diz respeito ao momento em presente em que o indivíduo está vivendo, pois a maioria das pessoas que procuram uma OP acha que o profissional irá analisar suas habilidades e competências, pelos testes aplicados e fazer um prognóstico do que foi encontrado, cabendo ao profissional, orientar-lhe na carreira mais adequada com o seu perfil (BOCK, 2002).

Já de acordo com Osvaldo de B. Santos, um dos pioneiros da orientação profissional no Brasil, acredita que as aptidões definidas por ele como “habilidade natural” pode estar ocultas, e manifestar-se, dependendo de outros fatores que possam acontecer na vida do individuo. Para essa teoria os fatores são de ordem bio-psico-social e podem não favorecer o orientador na sua análise. Segundo esse mesmo autor, os interesses tendem a se estabilizar a partir do fim da adolescência e mantêm-se durante o período da “maturidade”. (BOCK, 2002).

O interesse profissional é definido pelos sentimentos expressado pelo orientando como ele sente-se atraído pela sua escolha, e, a satisfação, em que ele coloca esta escolha, para que isto ocorra o individuo tem que ter maturidade suficiente. É necessário o traço do orientando para que o orientador possa fazer uma análise dos dados coletados, dando um diagnóstico mais preciso. (BOCK, 2002).

As teorias psicodinâmicas são fundamentadas na psicanálise com o desenvolvimento afetivo sexual, e propõe que o individuo já desenvolva suas aptidões na infância, pois defende que é a partir da sua interação com o meio que o indivíduo constitui a sua personalidade e individualidade. No Brasil, esta teoria não alcança muita repercussão nas práticas de Orientação Profissional (BOCK,2002).

As teorias desenvolvimentistas são divididas em três estágios, “escolha fantasia” é quando a criança desde pequena faz uma idéia do que quer ser quando crescer, baseada no meio em que vive. “tentativas de escolha” a criança já forma alguns conceitos e se projeta em algumas pessoas conhecidas, porque acha bonito ou tem alguma atração. “realistas” é quando já chegou à hora dela decidir-se e preferencialmente, ela faça a escolha mais acertada (BOCK, 2002).

Já no que diz respeito às teorias decisionais, esta tem como objetivo auxiliar o orientando a fazer sua decisão tomando por base alguns critérios como:

• Analisar os dados capazes de constituírem bases adequadas para se estabelecer uma decisão;
• A coligir informações que possam sugerir novas alternativas;
• A determinar empiricamente a utilidade de cada decisão.

As teorias gerais fazem uma fusão tanto dos aspectos psicológicos, como os socioeconômicos e pregam que o individuo vai se constituindo na sua escolha profissional ao longo do tempo, e na interação com outras pessoas. Para os autores a estrutura social em que se desenvolve o indivíduo tem influência tanto na escolha da profissão como também na seleção profissional, mesmo ocorrendo em momentos distintos da vida, pois a escolha ocorre na infância e a seleção no tempo presente. (BOCK, 2002).

2.7 O Desenvolvimento da Identidade Profissional

Para BOHOSLAVSKY (1977 apud LEMOS, 2001), o processo de constituição da identidade profissional ocorre desde a infância, a partir das inúmeras identificações que o indivíduo irá realizando durante sua história de vida com adultos significativos que desempenham papéis profissionais.

Essas identificações têm um papel muito importante na vida do adolescente, pois a partir delas ele vai formando sua identidade profissional, mesmo que por algum motivo ele não a siga, terá pelo menos um caminho a trilhar. Com um objetivo. Como falamos de adolescentes é muito comum que escolhas sejam realizadas sem que aja comprometimento com alguma.

Caso seja feito um engajamento pelo adolescente por uma escolha é necessário que ele se comprometa, preservando-a e lutando por ela, pois se ele não passar por esse momento, o processo de aquisição de identidade ficará prejudicado.

Márcia apud Fiori (1982) estabelece quatro tipos de posicionamento diante da aquisição da identidade: o moratório, o aquisidor, o impedido e o difuso.

• Moratório: permanece num estado de questionamento contínuo diante de suas escolhas, sem realizar o engajamento com alguma delas. Isto é normal desde que não se prolongue, caso contrário o indivíduo tornar-se-á eterno primerio-anista de faculadade.
• Aquisidor: o processo de engajamento foi completado, a escolha foi definida.
• Impedido: o engajameto ocorre sem que o adolescente tenha antes passado pela etapa da crise. Os modelos sugeridos pela família são adotados sem qualquer questionamento.
• Difuso: o adolescente nem passou pela crise, não se engajou, não possui valores pessoais próprios. Não há preocupações com a continuidade ou mesmidade.

Os posicionamentos moratórios e aquisidor são os processos normais e esperados na adolescência, pois o indivíduo precisa vivenciar a crise, fazer questionamentos e rupturas com modelos vigentes.

3. Caracterização da Clínica de Psicologia

3.1 Quadro dos Funcionários

A clinica de psicologia da UNIT (Universidade Tiradentes) compõe de funcionários sendo:

1 Coordenadora da Clinica de Psicologia;
1 Assistente Social;
1 Auxiliar Administrativo I;
1 Estagiária da Recepção.

3.2 Estrutura Física da Instituição

A clinica de psicologia tem um total de oito salas de atendimentos distribuídas por quatro salas de espelhos, três de atendimento, uma sala de plantão psicológico. Em relação em outras salas da clinica ainda tem duas salas de supervisão, duas salas de miniauditorio, uma sala de estagiário, uma recepção, uma sala de arquivos, uma sala da coordenação da clinica e uma sala para assistente social, totalizando oito salas.

Na recepção da Clinica de Psicologia tem os seguintes móveis que são: Um birô de madeira e duas cadeiras acopladas de três lugares feitos de plástico idênticos de clinicas de modo geral. Nas salas de atendimentos e de espelhos tem mesas de plásticos com cadeiras com mesmo material e sofás com estofados com panos específicos, nas salas de supervisão e o miniauditorio tem cadeiras apropriadas para estudantes universitários e quatro birôs para os professores, ambos tem como material a madeira e ferro, na sala de arquivos três armários de ferro utilizados como deposito de arquivos da clinica e material para pacientes criança, na sala da coordenação tem um birô e cadeira idênticos a escritórios e também a sala para a assistente social que é composto dos mesmos móveis.

3.3 Histórico da Instituição

Fundado em 19 de junho de 2001 e estruturado para o curso de psicologia, oferece estagio aos alunos nas diversas áreas: Clinica escolar organizacional e comunitária. A prestação de serviços de psicologia clinica, serviço social e pedagogia a toda comunidade. O serviço é gratuito e prioriza a população desfavorecida socioeconômica e culturalmente.



3.4 Como a Instituição se Mantém?

A instituição pertence à UNIT – É uma instituição privada de ensino superior e vive dos recursos da Universidade, da receita do próprio curso de psicologia. Os tipos de convênios e parcerias são realizados através de trabalhos feitos pela Clinica de Psicologia que é vinculado com o curso de psicologia em interface com os cursos de serviço social e pedagogia.

3.5 Atividades desenvolvidas na Clinica de Psicologia

• Núcleo de serviço social.
• Núcleo de psicologia clinica, acompanhamento de pacientes individualmente ou em grupos de até dez pessoas.
• Núcleo de pedagogia através de oficinas pedagógicas.
• Núcleo de orientação vocacional/ profissional.

3.6 Roteiro de Inicio de Atendimento

• Recepção – Preenchimento de ficha de inscrição com uma Xerox de R.G, um comprovante de residência atual e comprovante de renda.
• Entrevista Social – Realizada pela assistente social da clinica Escola e estagiários do curso de serviço social.
• Triagem psicológica – Realizada com aluno estagiário dos 9º e 10º períodos do curso de psicologia.
• Atendimento – Sessões com aluno estagiário ou professor/ supervisor, geralmente semanas de oficinas pedagógicas.

3.7 Como é realizada a Seleção da Demanda?

• Continuidade dos atendimentos realizados pelos alunos de psicologia que concluíram o curso de psicologia.
• Lista de espera (Ordem de chegada).
• Casos arquivados que solicitam o retorno do atendimento psicológico.
• Encaminhamento de outras instituições.

4. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES

O atendimento da Orientação Profissional foi realizado na Clinica de Psicologia na UNIT (UNIVERSIDADE TIRADENTES), com o total de 4 pacientes, sendo: A paciente nº de prontuário 2446, a paciente de nº de prontuário 2494, o paciente de nº de prontuário 2447 e a paciente de nº de prontuário 2493.

Dois pacientes desistiram de fazer a Orientação Profissional, que são a paciente de nº 2493 e o paciente nº 2447,mas ambos não foram realizados nenhuma sessão, ainda teve uma paciente nº2494 que foi realizado duas sessões e não continuou as sessões porque a paciente estava muito depressiva e foi encaminhada para psicoterapia e somente uma paciente continuou as sessões de Orientação Profissional até a sessão final, foi à paciente nº 2446.

A partir de uma atividade de extensão da UNIT (Universidade Tiradentes) foi realizado no dia de livre iniciativa a divulgação de Orientação Profissional nos mercados do centro da cidade de Aracaju, realizado no dia 26 de setembro de 2009, com isso, foram realizados plantões psicológicos referente à demanda deste referido evento.

18/09/09- RESUMO DE SESSÃO Nº 1
Paciente de nº de prontuário 2446

A paciente que foi atendida chegou atrasada 18 minutos em relação ao horário combinado de 10 horas. No primeiro contato com paciente foi harmônico, e os estagiários explicaram as atividades que serão realizadas a respeito da Orientação Profissional.

O primeiro contato com a paciente a que pode ser observado pelos estagiários de psicologia de uma espontaneidade de se expressar com clareza suas dificuldades. Aplicamos um questionário de Orientação Profissional com 43 perguntas abertas, complementadas com as perguntas anteriores de cada item.

Na questão das respostas da paciente caracterizou um estado de ansiedade na escolha e exercer nesta profissão escolhida, insegurança no processo de escolha da profissão. Ainda foi observado nas respostas de cada pergunta o gosto da paciente em falar muito sobre o tema perguntado, por isso em muitos momentos tive que cortá-la com intuito do tempo da sessão, mas as respostas dela são consistentes no que é investigado.

Por outro lado, a paciente teve interesse de saber como é a orientação profissional e a sua importância desse serviço para a população de maneira geral. A paciente considera-se ser uma boa aluna e gosta de estudar, mas também se organiza em relação ao tempo e ao dia, pois a mesma relatou que estuda 3 horas todos os dias, sem companhia de ninguém.

O método dela de estudo consiste em ler e reler sobre o assunto que está estudando, com isso a paciente faz um resumo e também perguntas sobre o resumo. No tempo de colégio no Ensino Fundamental e no Médio, as matérias que ela gostava era Português e Literatura, mais ainda de Português porque achava quem estudava português falava bonito, e no caso de literatura os poemas eram bonitos e fazia viajar. As matérias que ela não gostava eram referentes de raciocínio e formulas que eram matemática, química e física.

No caso da profissão ela entendia que servia para independência econômica, exercer uma carreira que possa se realizar. O que pesava para conseguir este sonho do emprego era a questão da idade, através da diferença de idade entre o homem e a mulher, e conhecia que isso dava para ter uma vida estruturada e condição econômica melhor.

A outra coisa dessas respostas relevantes foi a duvida extrema sobre as profissões que a paciente identificava, então, ela quer exercer: Informática; psicologia; engenharia; publicidade e assistente social.

Para cada profissão identificada dizia o conceito da função de cada uma, para psicologia a mesma achava que é interessante estudar o comportamento do ser humano, engenharia pelo gosto de desenhar qualquer coisa, assistente social no ato de gostar de ajudar as pessoas e já informática é uma profissão que dá dinheiro. A única profissão que ela não definiu foi à publicidade.

Por fim, foi uma questão, que é a ultima do questionário, pedia para descrever ela mesma como pessoa. A paciente se definiu como uma pessoa que busca sempre resposta o que quer dela. Dos outros também. Busca conhecimento e melhorar como ser humano e profissional. Auto-idealização. Ser um ser humano realizado.

Depois quando os estagiários de psicologia encerraram a sessão, a sala foi arrumada e saíram com a paciente até a recepção da clinica para remarcar para outro dia.

25/09/09 – RESUMO DE SESSÃO Nº 2

Neste dia a paciente não veio para Orientação Profissional. Portanto foi assinado no comparecimento do cliente como falta e foi feita uma requisição para outro dia e hora. Nesse dia a paciente chegou 11 horas e os estagiários já foram embora da Clinica de Psicologia.

02/10/09- RESUMO DE SESSÃO Nº 3

Durante a infância, a paciente nº 2446 não tinha uma auto- estima em relação aos seus estudos, mostrando-se consciente de que até hoje esta auto-estima ainda é muito baixa. Na infância, a paciente não teve bons resultados em relação aos seus estudos. Seu pai era alcoólico e sua mãe não teve tempo para estudar, e se dedicar totalmente aos estudos, sendo semi analfabeta, em virtude das varias bebedeiras que o pai tinha tudo era motivo para brigas entre ambos, deixando a paciente bastante chateada, por presenciar essas brigas.

A paciente, não teve muita sorte, em relação aos seus estudos, devido as suas condições financeiras, mas sempre quando chegava em casa, depois da escola, tinha o apoio incondicional da sua mãe, motivo sempre de orgulho pela paciente. A paciente foi uma criança normal que não teve muitas coisas, mas que se mostrava ser feliz, falando até, que foi uma pessoa criada para se casar, e fazer uma universidade, mas as adversidades que a vida lhe propôs,os fizeram com que ela não fizesse, mostrando bastante arrependida.

A paciente conforme a sua condição financeira optou por trabalhar na parte administrativa, devido ao mercado de trabalho, mas demonstrando não está muito satisfeita com aquilo que trabalhava relevando que só estava ali mesmo, por suas condições que não lhe permitia ter tudo o queria. Relatou que trabalhou em um banco, cuja função era enviar fax para uma empresa de segurança. Portanto, segundo relatou a paciente, ela não tinha mais animo para continuar naquele emprego, e em virtude disso pediu demissão

Este estagio no banco do Brasil foi efetuado somente 1 ano, e ela trabalhou em São Paulo durante 4 anos. Em Aracaju, acabou trabalhando no G. Barbosa e o tempo de serviço foi 6,5 anos, esse trabalho era no caixa como função de atendente.

09/10/09- RESUMO DE SESSÃO Nº 4

Nessa sessão foi aplicado um teste psicológico, que é Q.V.I. ( QUESTIONARIO VOCACIONAL DE INTERESSES). Este teste é aplicado em duas partes, sendo a primeira parte consiste na escolha das profissões que menos gosta e na segunda parte são atividades e diversões com os mesmos objetivos da primeira parte. Isso é respondido na folha de resposta dada para a paciente, composta de 18 pirâmides.

A primeira parte foi aplicada neste dia, que a paciente recebeu instruções dos estagiários de psicologia e também a disponibilidade de esclarecer as duvidas da paciente. Em relação ao tempo é livre, portanto a paciente pode responder o teste até o fim da sessão, que é de cinqüenta minutos.

Sentamos nas cadeiras de uma mesinha da sala de atendimento numero quatro e um dos estagiários deu o material do teste para a paciente responder, como sendo uma folha de resposta e um caderno contendo pirâmides de P1 até P8, com 15 siglas de áreas de interesses.

O teste foi respondido com lápis e na utilização da borracha no caso da paciente cometer algum erro na hora da realização do teste. A compreensão da paciente L sobre o teste aplicado foi ideal, para que tudo ocorresse bem. As respostas de cada pirâmide não foram demoradas, e o termino foi de dezenove minutos.

Nesta primeira aplicação do teste foi observado que a cliente utilizou a borracha em dois momentos durante a resolução do teste, e teve etapas neste tempo para racionar alguns segundos e depois lançou as siglas nas pirâmides. Por fim, os movimentos oculares rápidos dela observaram mais da primeira lista até na posição intermediaria, raramente as oito ultimas siglas da lista de cada pirâmide.

16/10/09- RESUMO DE SESSÃO Nº 5

Primeiramente, a paciente recebeu instruções como deve fazer esta segunda parte do teste Q.V.I. E tirar as respectivas duvida da paciente L. Então, ela começou a responder o teste às 10 horas e 11 minutos.

Neste dia a paciente estava meio dispersa ao fazer o teste e foi estabelecido o rapport novamente para ela. O ambiente de realização do teste foi apropriado para este fim, sendo um local arejado, uma iluminação boa e um móvel adequado.

A resolução do teste a paciente não foi rápida como foi na sexta passada, porém um pouco lenta no preenchimento das siglas das atividades nas pirâmides. O uso da borracha desta vez foi o dobro em relação à primeira parte do teste, errando quatro vezes na colocação das siglas nas pirâmides.

Ainda teve um momento que a cliente pulou a seqüência do lançamento das siglas e foi chamada atenção que não pode fazer isto. O termino do teste psicológico foi de 32 minutos. A partir daí, foi encerrada a sessão neste dia.

20/10/09 – RESUMO DE SESSÃO Nº 6

Na sessão de hoje foi feito a devolutiva do teste Q.V. I para a paciente, tendo como resultado deste teste que a área de interesse predominante foi à atividade social, que englobam profissões como: Sociologia, missionário, religioso e entre outras.

O estagiário de psicologia depois de ter acabado de falar o resultado, a paciente comentou sobre o resultado, pois ela se identifica com área social, porém segundo a paciente nº 2446 esta profissão não dá dinheiro e ela quer um emprego que supri a necessidade financeira dela.

Ainda a paciente abordando sobre profissões, exercer um emprego que o individuo goste é importante, mas às vezes isso não é possível, porque sente a necessidade de estabilidade financeira. Mas também, cada pessoa tem um dom para uma profissão, ela acredita nesta possibilidade.

A cliente falou para o estagiário que o dom dela é viver na natureza, um lugar silencioso. Para ela o emprego para ser exercido tem que ser assim, por estas características do ambiente de trabalho.

Então, a paciente voltou a falar sobre o teste aplicado pelo estagiário, comentando sobe o resultado que a mesma já sabia. O motivo de já saber do resultado provem de testes psicológicos feitos pela internet, por isso ela deduziu que seria mesmo resultado dos testes feitos pela internet.

Durante a entrevista inicial da Orientação Profissional a paciente deu exemplos das profissões que gostaria e exercer, uma delas foi assistente social, com isso a paciente foi sugestionada a relembrar dessa colocação dela nessa entrevista realizada na primeira sessão, portanto, a paciente disse para exercer uma carreira de assistente social tem que ter condição financeira e também foi questionada se ela queria ser socióloga, a cliente falou a mesma coisa.

A paciente abordou na questão da idade para entrar no mercado de trabalho na sessão, e no mercado de trabalho em São Paulo tem muita oportunidade para aquela pessoa que já tem experiência. A respeito dos jovens, a mesma disse em São Paulo as empresas de lá não estão contratando jovens, porque eles não acreditam neles, pelo motivo que os adolescentes só querem viver nas baladas e só pensam em namorar.

Já no estado de Sergipe, na cidade de Aracaju a situação é inversa, como declara a cliente. Aqui, as pessoas só vejam pela aparência, na questão da contratação para emprego. Segundo a paciente em Aracaju só tem politicagem e nepotismo e a dificuldade de se arranjar emprego está neste fato.

Saindo do contexto do trabalho, a paciente também relatou na sessão assuntos pessoais dela, como sendo, a vida na adolescência. Neste momento aconteceu um desabafo da paciente para o estagiário contando que uma colega chegou perto dela e disse para paciente que não era normal. Relembrando desta cena no passado, começou a se emocionar na sessão se sentindo diminuída como pessoa naquele momento e depois pediu desculpas… A partir daí a paciente relatou, que na escola vivia isolada, mas desejava fazer amizades verdadeiras e não fazer amizade com tudo mundo ou viver em grupo.

O estagiário olhando a hora no seu celular e vendo que a sessão estava para terminar, decidiu encerrar a sessão. Ambos se levantaram das cadeiras onde estavam, e o estagiário desligou o ar condicionado, logo em seguida desligou no interruptor a luz da sala e saindo e virando a placa amarela com o nome “em atendimento” para o lado vazio, de amarelo. Depois fechou a porta e seguiu com a paciente até a recepção para remarcar outra consulta para outro dia.

30/10/09 – RESUMO DE SESSÃO Nº 7

Os estagiários de psicologia levaram pastas de cursos profissionalizantes das instituições do SENAI, SENAC e SESC. Isto serviu de suporte para paciente como forma de capacitação da mesma para funções trabalhistas futuras.

Ela ficou observando as pastas recebidas e alegou que fez cursos nestas instituições. No ano passado, a paciente L fez um curso de oratória no SENAC e ainda pretende fazer um curso de pintura no SENAI. Quando a cliente esteve em São Paulo, tinha o interesse no curso de neurolinguistica, mas os preços da matriculas eram caros. Também em Aracaju, ela tinha este interesse, entretanto não encontrou nenhum curso de neurolinguistica.

A cliente foi questionada neste período da Orientação Profissional que ela está fazendo na Clinica de Psicologia se está indo atrás de um emprego. A resposta dela foi sim e está distribuindo currículos nos comércios menos em mercados, pois a mesma não deseja trabalhar nestas instituições. O motivo disso que a cliente perdeu o animo em trabalhar neste tipo de estabelecimento. Segundo a paciente L diz “será que vou passar o resto de vida trabalhando em mercados?” O interesse dela é crescer na vida profissional, por isso quer mudar de trabalho.

Também a cliente disse tem o interesse em trabalhar na administração dos recursos humanos em uma empresa. Até ela se inscreveu para o vestibular da UFS (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE) para administração como primeira opção e já para a segunda opção colocou assistente social. Inclusive a paciente está fazendo um preparatório para o vestibular no Pré – Sed. Outra questão levantada que a paciente já falou nas sessões anteriores foi em relação à organização nas atividades corriqueiras e profissionais.

06/11/09 – RESUMO DE SESSÃO Nº 8

O atendimento de hoje focou no currículo da paciente nº 2446. Então, o currículo dela estava na bolsa e logo seguida ela me mostrou. A partir daí, foi observado o currículo dela no aspecto de elaboração.

A elaboração do currículo da cliente estava com informações da experiência profissional e cursos profissionalizantes incompletos, e também da redação na questão da pontuação e termos inadequados que estavam no currículo.

Na experiência profissional faltava à localidade onde a paciente trabalhou e nos cursos profissionalizantes faltava a localidade e o nome da instituição onde estudou. Enquanto a redação está no emprego de termos inadequados, que não devem estar no currículo como: A palavra “etc” foi encontrada em duas ocasiões no próprio currículo; mais ainda o emprego incorreto da pontuação utilizando reticências, pois somente é empregado em situação de duvida da fala de quem elabora a frase. A conclusão disso foi exatamente de duvida da paciente nas áreas de atuação colocadas e com uso do “etc” generaliza todas as possibilidades de emprego, de acordo da experiência profissional dela.

A paciente foi sugerida que colocasse no currículo um resumo profissional, que consiste do perfil dela para o emprego que pretende adquirir e na possibilidade da empresa selecionadora de saber o que ela sabe fazer, isso significa as habilidades profissionais que ela possui.

Depois, a paciente ficou na duvida em relação à entrevista que normalmente as empresas realizam para selecionar os candidatos para um emprego. Ela foi orientada que tenha atenção às perguntas elaboradas pelo entrevistador e responda de uma maneira sincera e segura a todas as perguntas feitas pelo mesmo.

Ainda a paciente me disse que leu no Cinform um anuncio de emprego de “marketing” e foi chamada para um treinamento neste emprego no mesmo dia da sessão, mas ela tentou ligar para lá e não conseguiu ter contato. A empresa que irá oferecer o treinamento para paciente ligou, isso vai ser nesta segunda – feira.

Com esta possibilidade de ela ser contratada, pode prejudicar o andamento do atendimento da Orientação Profissional na clinica, pois faltam somente três sessões para terminar. Na próxima sessão a paciente foi pedida para trazer o currículo corrigido.

13/11/09 – RESUMO DE SESSÃO Nº 9

A sessão neste dia a paciente chegou pontualmente às 10 horas. Na sessão passada foi mandada que trouxesse o currículo corrigido, mas ela não o trouxe.

O estagiário fez intervenção perguntando como a paciente se apresenta diante de uma entrevista de emprego, com questionamento sobre o traje que ela utiliza durante a entrevista, e a mesma respondeu que vai de maneira adequada não abusando nestes trajes. O outro questionamento do estagiário foi sobre o manuseio do currículo para entrega na empresa que oferta vagas de um cargo que a paciente pretende ocupar.

O manuseio dela de levar o currículo até a empresa é uma maneira desconhecida pelo estagiário, segundo a paciente leva o currículo como fosse uma carta, tudo embrulhado, pois este método foi aprendido em São Paulo. O estagiário sugestionou que levasse o currículo num envelope ou numa pasta, para que não amassasse o currículo na hora da entrega na empresa.

Depois disso a paciente relatou a dificuldade de se arranjar emprego em Aracaju, pois a justificativa desta dificuldade está no coronelismo existente na região nordeste. Os empresários daqui tendem explorar os funcionários do que abrir vagas para contratação de novos empregados, mas na região sudeste os empresários tem uma mente mais aberta e tem mais oportunidade de emprego.

Por fim, a sessão foi encerrada e o mesmo ritual de sempre foi estabelecido, sendo o desligamento do ar condicionado, o desligamento do interruptor das luzes, a virada da placa amarela de “em atendimento” para o lado de cor amarela e saindo com a paciente até a recepção para remarcar para outro dia.

27/11/09 – RESUMO DE SESSÃO Nº 10

Na sessão a paciente trouxe o currículo corrigido e foram observados ainda alguns problemas na gramática, que é o uso da pontuação. A paciente sente muita dificuldade no emprego da pontuação e foi orientada a fazer um curso de redação.

Depois foi aplicado um teste de personalidade na paciente chamado teste H.T.P. que consiste no desenho da casa, da arvore e de uma pessoa e outra pessoa do sexo oposto.

A paciente foi instruída como deve responder o teste e os materiais utilizados foram três papeis ofícios do tipo A4, um lápis, uma borracha e uma caixa de lápis de cor. O primeiro desenho foi da casa, mas ela desenhou ainda mais uma arvore, girassóis e um sol. Durante o inquérito estabelecido pelo estagiário, a paciente relatou que desenhou uma casa num campo, e ela morava sozinha lá, e os girassóis e a arvore eram a vegetação desse campo, pois o sol representava para a paciente motivação e animo já a chuva trazia tristeza e desânimo para a paciente.

No desenho da arvore a paciente desenhou uma mangueira, sendo os frutos na maioria imaturos e somente dois frutos eram maduros, mais ainda, as folhas desenhadas na arvore representava, de acordo com a paciente, ramificações que sustentam os frutos. Isso relatado se partiu do inquérito feito pelo estagiário.

O ultimo desenho era relacionado a uma pessoa que a paciente conhece, podendo ser alguém da família ou amigos, ou ainda uma pessoa especial da vida dela. Durante o inquérito foi observado nos desenhos à separação das duas figuras humanas, pois representavam os pais da paciente e relatou que ambos viviam brigando, mas a paciente não gostava dessa situação e até hoje continua não gostando.

No relato dela no desenho da mãe foi percebido no rosto um sorriso desenhado da mãe, correspondendo à alegria que vivia a mãe dela no passado, porém no presente raramente vê a mãe sorrir.

A paciente relatou sobre o pai como uma figura problemática, pois causava sofrimento a toda família. Só vivia procurando intrigas com tudo mundo e isso entristecia a paciente. A conclusão desse terceiro desenho deduz que a paciente se preocupava muito com a sua mãe e a atitude agressiva do pai fazia a mãe dela ser infeliz.

04/12/09- RESUMO DE SESSÃO Nº 11

Na sessão do dia 04 de dezembro de 2009, o estagiário de psicologia fez a devolutiva do teste de H.T.P. que é um teste projetivo de personalidade, o mesmo dizendo que a paciente apresentava traços como sendo uma pessoa retraída, reservada, com sentimentos de rejeição social e sente inferior em relação às outras pessoas, mas também a paciente fantasia se casar e ter filhos, o nível intelectual dela tem capacidade de abstração e autocrítica em relação às atividades que executa no seu cotidiano e na vida profissional.

Ainda sobre o teste, a paciente prefere ficar em ambientes calmos a ambientes agitados. O estagiário fez uma devolutiva da queixa central da paciente nos resumos das sessões anteriores, dizendo para a paciente sobre as dificuldades na questão da organização das atividades que ela faz na sua vida e profissional, por isso ela sente uma angustia por não conseguir concretizar o que foi planejado, tendo um sentimento de incapacidade e também a dificuldade em cálculos matemáticos.

Neste dia foi encerrada a sessão de Orientação Profissional e a paciente foi encaminhada para o tratamento psicoterápico. Depois saímos da sala de atendimento e seguimos até a recepção para a despedida, entretanto voltei na sala de atendimento para preencher a folha de encerramento que tem dados pessoais da paciente, o numero de sessões feitas, o histórico da queixa, o histórico do atendimento e encaminhamento do estagiário para outro estagiário do nono e décimo períodos.

09/10/09 – PACIENTE DE Nº DE PRONTUARIO 2447

O paciente desistiu de fazer Orientação Profissional na Clinica de Psicologia. Pelo este motivo o prontuário dele foi arquivado.

29/10/09 – RESUMO DE SESSÃO Nº 1
A PACIENTE DE Nº DE PRONTUARIO 2494

A paciente chegou pontualmente às 11 horas, no primeiro momento a paciente ficou um pouco tensa, apreensiva. A paciente começou a relatar um pouco sua historia de vida, suas decepções, seu relacionamento com seus pais e coisas que aconteceram no seu dia a dia.

Relatou que trabalha com contabilidade, e possui uma pequena lojinha. E que tem algumas pessoas que a ajudam nessa loja, falando também que sua tia a ajuda com as coisas de contabilidade.

A paciente estava bastante fragilizada nesse dia, devido a um rompimento que ela sofrera com o marido, um relacionamento de nove anos que ela mantinha,chorando por diversas vezes na sessão, quando se perguntava o porquê dessa separação,ela relatou que o motivo era ciúme, e que a própria era muito ciumenta, em relação a seus ex-companheiros, e que já teve outros dois relacionamentos anteriores e que sempre acabavam pelo mesmo motivo, ou seja, o ciúme.

Segundo ela, em muitas vezes ela se sente só, infeliz e vê que a vida não é fácil, contou também que sua infância não foi fácil, que o relacionamento com os pais, não foi tão bom assim, coisa que ela queria repetir com suas filhas que possuía.

Por falar em suas filhas, a mesma falou que, um tem 10 anos, e outra 26, e que essa de 26 pouco tem contato devido a esta morar no Rio de Janeiro com o marido, que trabalha na aeronáutica. Demonstrou ser uma mãe totalmente dedicada com a sua filha de 10 anos, mas quando se perguntara dessa sua filha mais velha, um semblante de tristeza a assombrou, e a fez falar que na infância, dessa filha, não tinha quase nenhum contato afetivo com ela, a deixando muito triste, e que essa filha, não era tão receptiva com ela, como essa mais nova, ela iria dar carinho e esta por sua vez recusava.

05/11/09 – RESUMO DE SESSÃO Nº 2

A paciente chegou às 11 horas, na sessão a paciente demonstrava estar mais clama na sessão, e relatou que tinha conseguido absorver algumas coisas da sessão anterior, e que sabia que tinha a necessidade de ter uma ajuda profissional, relatando que sua mãe tinha depressão e que tomava remédios controlados, e a paciente ficou na duvida se essa depressão era genética, e que se ela poderia ter contraído a depressão, devido a sua mãe ter.

Relatou que acha que as pessoas têm inveja dela, por ela ser uma mulher independente ter uma personalidade forte e que sempre ajuda as pessoas, sendo esse seu mal, coisa que a prejudicas e muito, segundo a mesma porque ela ajudando as pessoas ela se esquece de se ajudar a si mesma.

Demonstrou-se um pouco madura, para tudo que está acontecendo na sua vida, e de que toda a pessoa tem problemas, e que ela mesma não poderá resolver todos os seus problemas, mas solucioná-los da melhor forma possível.

Relatou que se realmente precisar que tomar remédio, para alguma doença que ela tiver, ela tomara sem nenhuma preocupação, a aliviando ela aceitará normalmente isso, e que acha que deve mudar nela em muitas coisas, e que precisa mudar isso o quanto antes, segundo a mesma.

12/11/09- PACIENTE DE Nº 2494

A paciente neste dia faltou para a consulta de Orientação Profissional. Esperamos trinta minutos por ela, mas ela não chegou ao período de nossa espera e vamos embora, e um dos estagiários fez uma requisição para remarcar para outro dia.

19/11/09 – PACIENTE DE Nº 2494

Neste dia não foi possível atender a paciente, pelo motivo que a mesma já foi encaminhada para o tratamento psicoterápico.

19/11/09 – PACIENTE DE Nº 2493

A paciente não tem interesse de fazer Orientação Profissional na clinica, por isso o prontuário dela foi arquivado.

26/09/09 – EVENTO “O DIA DA LIVRE INICIATIVA”

Este evento proporcionou a divulgação dos serviços que clinica de psicologia oferece como: Terapia individual, psicodiagnostico, terapia grupal e de família e orientação profissional.

O evento iniciou das 8 horas às 12 horas, entre os mercados do centro da cidade de Aracaju. A divulgação consistiu na distribuição de panfletos e a assinatura da população que transitava no local do evento e as suas adjacências. O objetivo da lista era para saber quantas pessoas pegaram o panfleto, e a quantidade de pessoas cadastradas.

Então, na lista contem o nome da pessoa e o numero da R.G(CARTEIRA DE IDENTIDADE). Já em relação ao cadastro exige o nome do individuo, o endereço, o telefone de contato, quais serviços que a pessoa está interessada na clinica e a disponibilidade de horário e dia para serem atendidas na clinica de psicologia.

PLANTÕES PSICOLOGICOS – ORIENTAÇÃO VOCACIONAL

08/10/09 – Este plantão foi realizado na quinta-feira às 16 horas na clinica de psicologia, mas nenhum paciente compareceu para fazer Orientação Vocacional. A demanda destes pacientes é feita pelo cadastro realizado pela clinica, através do evento ocorrido nos mercados do centro da cidade.

29/10/09 – Não houve comparecimento de clientes para a Orientação Profissional, caso se houvesse seriam atendidos na sala de plantão da clinica.

03/11/09 – Neste dia o plantão começou a ser realizado também pela manhã porque tem pacientes que não possam ir à tarde, por isso foi colocado na terça-feira. Entretanto, também neste dia não compareceu nenhum cliente.

10/11/09 – O plantão foi realizado às 8 horas, com duração de duas horas, mas ninguém compareceu.

17/11/09 – Nenhum paciente veio para as triagens de Orientação Vocacional.

19/11/09- Foi a mesma coisa do dia anterior.

03/12/09- Também neste dia não teve ninguém para fazer as triagens de Orientação Vocacional.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O processo de orientação profissional é uma ferramenta essencial para auxiliar o indivíduo a perceber suas aptidões e habilidades e, assim aperfeiçoá-las na escolha e na busca por uma vaga no mercado de trabalho.

A divulgação da clínica de psicologia da Universidade Tiradentes e dos trabalhos lá realizados, aliada a criação de pastas com informações sobre instituições que ministram cursos profissionalizantes, aumentariam a eficácia e o alcance desse processo na comunidade, tendo em vista que aumentariam o número de atendimentos feitos e facilitaria o acesso à informação necessária aos pacientes.

6. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

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