FILOSOFOS BRASILEIROS

PRINCIPAIS FILÓSOFOS BRASILEIROS

10 FILÓSOFOS BRASILEIROS

Olavo de Carvalho:

10 Filósofos Brasileiros - Olavo de Carvalho

O filósofo e professor Olavo de Carvalho é o mais importante pensador brasileiro da atualidade. Olavo conquista o leitor por suas idéias vigorosas, expressas numa eloquência franca e contundente que alia o rigor lógico e a erudição ao mais temível senso de humor. Nas palavras do poeta Bruno Tolentino, “a capacidade de desenterrar do pensamento antigo novas idéias aptas a lançar luz sobre o presente é a marca do verdadeiro erudito; a capacidade de encarar os problemas do presente com aquela coragem radical apta a trazer à luz os fundamentos últimos do conhecimento é a marca de algo mais que o mero filósofo-padrão de hoje em dia.”

Olavo de carvalho (1947) é um filósofo, ensaísta, kornalista e professor brasileiro. Considerado um polemista e um dos poucos representantes do pensamento conservador no Brasil, juntamente com o jornalista Reinaldo Azevedo. Escreve e edita o jornal online Mídia sem Máscara. Sua crítica focaliza-se no combate ao comunismo, ao meio intelectual brasileiro, aos grupos de esquerda e à chamada Nova Ordem Mundial.

Olavo Luiz Pimentel de Carvalho (1947) nasceu em Campinas, São Paulo, no dia 26 de abril de 1947. Começou a sua carreira como jornalista na Empresa Folha da Manhã S/A e posteriormente trabalhou na revista Planeta. Foi articulista dos jornais Folha de São Paulo e O Globo, e da revista Bravo.

Olavo de Carvalho chegou a estudar filosofia na PUC do Rio de Janeiro, mas não terminou o curso, que foi extinto, por conta da morte do professor e diretor do curso Pe. Stanislavs Ladusans. Ainda assim, escreveu e apresentou dois trabalhos acadêmicos: “Estrutura e Sentido da Enciclopédia das Ciências Filosóficas de Mário Ferreira dos Santos” e “Leitura Analítica da ‘Crise da Filosofia Ocidental’ de Vladimir Soloviev”.

Olavo de Carvalho optou, em contraponto às atividades jornalísticas, pelo estudo da filosofia de forma autodidata. Estudou bastante religiões comparadas, astrologia tradicional (atuou como astrólogo e criou uma leitura astrológica própria, a astrocaracterologia). Estudou as artes liberais, modelo de iniciação aos estudos superiores medievais. Assim que estava preparado, passou a elaborar apostilas que se tornariam livros e a atuar como professor por conta própria em aulas particulares.

A partir dos anos 90, publicou seus escritos em livros, entre eles: “Aristóteles em Nova Perspectiva: introdução à Teoria dos Quatro Discursos” (1996), “O Imbecil Coletivo: Verdades Inculturais Brasileiras” (1996) (best-seller que tinha como teor, a crítica aos intelectuais e formadores de opinião brasileiros), O Jardim das Aflições: De Epicuro à Ressurreição de César – Ensaio Sobre o Materialismo e a Religião Civil (2000), “O Mínimo que Você Precisa Saber Para Não Ser um Idiota” (2013).

Uma das principais ideias de Olavo de Carvalho é de que a consciência do indivíduo deve ser preservada do coletivismo representado pelo estado, pelas instituições e meios de comunicação ou quaisquer grupos de opinião. É declaradamente um pensador de ordem conservadora que combate a tirania das ditaduras e do comunismo.

Olavo de Carvalho vive nos EUA, de onde escreve para o Jornal impresso, Diário do Comércio e para o jornal online Mídia sem Máscara. Realiza aulas de filosofia presenciais e online, além de escrever ensaios. A obra filosófica e ensaística de Carvalho foi elogiada por personalidades como Paulo Francis, José Sarney, Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro. Possui cerca de 21 livros publicados.

Rui Barbosa:

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Rui Barbosa foi, sem dúvida, um dos mais importantes personagens da História do Brasil. Rui era dotado não apenas de inteligência privilegiada, mas também de grande capacidade de trabalho. Essas duas características permitiram-lhe deixar marcas profundas em várias áreas de atividade profissional: no campo do direito – seja como advogado, seja como jurista -, do jornalismo, da diplomacia e da política.
Foi deputado, senador, ministro e candidato à Presidência de República em duas ocasiões, tendo realizado campanhas memoráveis. Seu comportamento sempre revelou sólidos princípios éticos e grande independência política. Participou de todas as grandes questões de sua época, entre as quais a Campanha Abolicionista, a defesa da Federação, a própria fundação da República, e a Campanha Civilista.

Rui Barbosa (1849-1923) nasceu em Salvador, Bahia, no dia 05 de novembro de 1849. Filho de João José Barbosa de Oliveira, médico, deputado provincial e diretor da Instrução Pública da Bahia, e de Maria Adélia Barbosa de Oliveira, recebeu educação rigorosa, com cinco anos foi para a escola e em poucos dias já sabia ler e conjugar verbos. Em casa recebia aulas de piano e oratória. Era uma criança triste e sobrecarregada de estudos. Era obrigado, pelo pai, a ler os clássicos portugueses. Com dez anos recitava Camões e Vieira.

Rui Barbosa foi candidato à presidência da república em 1909, quando o escolhido foi o Marechal Hermes da Fonseca. Em 1919, o nome de Rui surgiu com fortes possibilidades de ser indicado pelo Partido Republicano, mas Rui se recusou comparecer à convenção, mas mesmo assim recebeu 42 votos. Epitácio Pessoa, paraibano, apoiado por São Paulo e Minas, venceu com 139 votos.

Embora derrotado, Rui Barbosa era respeitado nacionalmente. Foi convidado para chefiar a delegação do Brasil na Liga das Nações, mas recusou o convite. Em 10 de março de 1921, em ofício ao Senado, mostrando sua descrença na velha República, que os princípios e a lealdade que consagrou sua vida pública eram corpo estranho na política brasileira.

Rui Barbosa faleceu em Petrópolis, Rio de janeiro, para onde foi se convalescer de uma pneumonia, no dia 1º de março de 1923. Foi sepultado em Salvador, Bahia, na galeria subterrânea do Palácio da Justiça – Fórum Rui Barbosa.

Miguel Reale:

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Filósofo, Jurista e Imortal. Ética, dignidade, competência e devoção às causas do direito e da humanidade, são características essenciais de Miguel Reale, que na glória de seus noventa anos, ensina com sábia proficiência que o operador do direito, sobretudo o advogado, deve buscar a justiça através do conhecimento científico apurado.

Filho do médico italiano Braz Reale e de Felicidade Chiarardia Reale, Miguel Reale ocupava a cadeira de número 14 da Academia Brasileira de Letras desde o dia 16 de janeiro de 1975. Politicamente definia-se como liberal social.

Foi supervisor da comissão elaboradora do Código Civil brasileiro de 2002, cujo projeto foi posteriormente sancionado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, tornando-se a Lei n. 10.406/02, base do nosso novo Código Civil.

Nesse teor de idéias, lançou-se, ainda moço, na defesa de uma tese contrapunha-se à redução normativista de Hans Kelsen: a “Teoria Tridimensional do Direito”, que se tornaria mundialmente conhecida. Em 1941 tornou-se catedrático de Filosofia do Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. No ano seguinte foi nomeado membro do “Conselho Administrativo do Estado”, cargo que exerceu até 1944.

A bibliografia de Miguel Reale compreende obras de filosofia, filosofia jurídica, teoria geral do direito, teoria geral do Estado, além de monografias e estudos em quase todos os ramos do direito público e privado, e até poesia. Entre outras, podem-se destacar “Filosofia do Direito” (1953); “Pluralismo e Liberdade” (1963); “Teoria Tridimensional do Direito” (1968); “Experiência e Cultura” (1977); “A Filosofia na Obra de Machado de Assis” (1982); “De Tancredo a Collor” (1992); “Face Oculta de Euclides de Cunha” (1993) e “Paradigmas da Cultura Contemporânea” (1996).

É muito extensa a lista de títulos honoríficos bem como de medalhas e condecorações que recebeu, tanto em nível nacional quanto internacional.

Miguel Reale era pai de três filhos, incluindo o também jurista Miguel Reale Jr., ex-ministro de Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso.

Luiz Vilela:

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Nasceu em Ituiutaba, MG, em  1942). Filósofo, romancista e contista. Estreou na literatura aos 24 anos, com o livro de contos Tremor de terra, pelo qual recebeu o Prêmio Nacional de Ficção em Brasília. Participou de vários projetos literários como A Revista e a Página dos Novos, editada pelo jornal Estado de Minas. Foi, também, premiado no I e II Concurso Nacional de Contos, do Paraná. Seus contos, romances e novelas já foram traduzidos em vários países, como Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra, Itália, Suécia, Polônia, República Tcheca, Argentina, Paraguai, Chile, Venezuela, Cuba e México. Alguns de seus livros: Tremor de terra (1967),  O fim de tudo (1973), livro de contos com o qual ganhou o Prêmio Jabuti, Lindas pernas (1979),  Entre amigos (1983), Os melhores contos de Luiz Vilela (1988), Te amo sobre todas as coisas (1994), Boa de garfo e outros contos (2000), Histórias de família (2001), A cabeça (2002), Bóris e Dóris (2006). Seu lançamento mais recente é o romance Perdição (2008). É considerado um dos melhores contistas da atualidade, e  depois de alguns períodos morando em São Paulo, nos EUA e na Espanha, vive atualmente em sua cidade natal.

Marcia Tiburi:

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Marcia Tiburi é graduada em filosofia e artes e mestre e doutora em filosofia (UFRGS, 1999). Publicou diversos livros de filosofia, entre eles  “As Mulheres e a Filosofia” (Ed. Unisinos, 2002), Filosofia Cinza – a melancolia e o corpo nas dobras da escrita (Escritos, 2004); “Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero” (EDUNISC, 2008), “Filosofia em Comum” (Ed. Record, 2008), “Filosofia Brincante” (Record, 2010), “Olho de Vidro” (Record 2011), “Filosofia Pop” (Ed. Bregantini, 2011) e Sociedade Fissurada (Record, 2013), Filosofia Prática, ética, vida cotidiana, vida virtual (Record, 2014). Publicou também romances: Magnólia (2005), A Mulher de Costas (2006) e O Manto (2009) e Era meu esse Rosto (Record, 2012). É autora ainda dos livros Diálogo/desenho (2010), Diálogo/Dança (2011), Diálogo/Fotografia (2011) e Diálogo/Cinema (2013) e Diálogo/Educação (2014), todos publicados pela editora SENAC-SP. É professora do programa de pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Mackenzie e colunista da revista Cult.

Gilda de Mello e Souza:

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Foi uma filósofa, crítica literária, ensaísta e professora universitária brasileira.
Passou a infância na fazenda dos pais, em Araraquara, cidade do interior paulista, mas retorna a São Paulo em 1930 para estudar. Ingressou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo em 1937, bacharelando-se em Filosofia em 1940.
Uma das principais pesquisadoras na área de estética e filosofia da arte, era esposa do crítico literário e professor Antonio Cândido de Mello e Souza, com quem teve três filhas.

Nasceu em São Paulo em 1919. Passou a infância na fazenda de seus pais em Araraquara, vindo para São Paulo em 1930 para fazer o curso secundário no Colégio Stafford, onde se diplomou no fim de 1934.

Em 1937, ingressou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, recebendo em 1940 o grau de bacharel em filosofia. No mesmo ano, fez o curso de formação de professores e recebeu o grau de licenciada.

Fez parte do grupo que em 1941 fundou a revista Clima, em cuja produção sempre colaborou e na qual publicou artigos e contos. Em 1943, foi nomeada assistente da Cadeira de Sociologia I, então ocupada por Roger Bastide. Em 1950, recebeu o grau de doutora em ciências sociais com a tese A moda no século XIX, publicada em 1952 na Revista do Museu Paulista.

Em 1954, a convite do professor João Cruz Costa, passou a encarregada da disciplina de Estética no Departamento de Filosofia, do qual foi diretora de 1969 a 1972, tendo fundado a revista Discurso. Recebeu em 1999 o título de professora emérita da FFLCH/USP.

Gilda de Mello e Souza é autora de obras como O tupi e o alaúde: uma interpretação de Macunaíma (1979), Exercícios de leitura (1980), Os melhores poemas de Mário de Andrade. Seleção e apresentação (1988), O espírito das roupas: a moda no século XIX (1987), A ideia e o figurado (2005).

Newton Carneiro Affonso da Costa:

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É um matemático, lógico e filósofo brasileiro, de reputação internacional devido principalmente aos seus trabalhos em lógica. Conseguiu três graduações pela Universidade Federal do Paraná: em 1952 formou-se em engenharia civil, e em 1955 e 1956 obteve o bacharelado e licenciatura em Matemática ambos pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.

Paranaense nascido em Curitiba há 78 anos, casado, pai de uma filha e dois filhos e avô de duas netas, talvez tenha mais motivos que os demais pesquisadores para se entusiasmar ao falar do próprio trabalho. Ele é reconhecido no Brasil e exterior – provavelmente mais no exterior – como autor de uma teoria original criada a partir de 1958, mas muito citada e aplicada de 1976 para frente, quando finalmente ganhou o nome pelo qual ficou conhecida, a lógica paraconsistente. Trata-se de uma teoria que permite trabalhar com situações e opiniões contraditórias. Não à toa, é chamado pelos discípulos e colaboradores de “pensador da contradição”.

Costa formou-se engenheiro na Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1952 e chegou a trabalhar por 1 ano no ramo, na empreiteira do pai de sua mulher. Mas parou de resistir à própria vocação e cursou matemática, fez licenciatura na mesma área e virou professor e pesquisador em tempo integral na UFPR, ganhando menos da metade do que ganhava na empreiteira. Lá fez seu doutorado e virou catedrático. Nos anos 1960 migrou para o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME/USP) e ficou 2 anos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Nos dois lugares foi professor titular.

Passou por instituições da Austrália, França, Estados Unidos, Polônia, Itália, Argentina, México e Peru como professor visitante ou pesquisador. Tem mais de 200 trabalhos publicados entre artigos, capítulos e livros. Entre outros prêmios, ganhou o Moinho Santista e o Jabuti em Ciências Exatas. Na segunda quinzena deste mês, a editora Hucitec vai relançar três de seus livros esgotados há muitos anos. São eles: Introdução aos fundamentos da matemática, de 1961, Ensaio sobre os fundamentos da lógica, de 1979, e Lógica indutiva e probabilidade, de 1990.

Quando se aposentou do IME/USP, Newton da Costa tornou-se professor titular da Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas e Letras da USP e passou a estudar e ensinar filosofia da ciência. Há 4 anos decidiu morar perto dos dois filhos em Florianópolis e lecionar filosofia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Sua paixão pela pesquisa e ensino continua intacta.

Paulo Reglus Neves Freire:

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Nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco. Foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.

Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no Brasil (1964-1985), sendo preso e forçado ao exílio.

O educador apresentou uma síntese inovadora das mais importantes correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos.

A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.

A carreira no Brasil foi interrompida pelo golpe militar de 31 de março de 1964. Acusado de subversão, ele passou 72 dias na prisão e, em seguida, partiu para o exílio. No Chile, trabalhou por cinco anos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Nesse período, escreveu o seu principal livro: Pedagogia do Oprimido (1968).

Em 1969, lecionou na Universidade de Harvard (Estados Unidos), e, na década de 1970, foi consultor do Conselho Mundial das Igrejas (CMI), em Genebra (Suíça). Nesse período, deu consultoria educacional a governos de países pobres, a maioria no continente africano, que viviam na época um processo de independência.

No final de 1971, Freire fez sua primeira visita a Zâmbia e Tanzânia. Em seguida, passou a ter uma participação mais significativa na educação de Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. E também influenciou as experiências de Angola e Moçambique.

Em 1980, depois de 16 anos de exílio, retornou ao Brasil, onde escreveu dois livros tidos como fundamentais em sua obra: Pedagogia da Esperança (1992) e À Sombra desta Mangueira (1995). Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, foi secretário de Educação no Município de São Paulo, sob a prefeitura de Luíza Erundina.

Freire teve cinco filhos com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira. Após a morte de sua primeira mulher, casou-se com uma ex-aluna, Ana Maria Araújo Freire. Com ela viveu até morrer, vítima de infarto, em São Paulo.

Doutor Honoris Causa por 27 universidades, Freire recebeu prêmios como: Educação para a Paz (das Nações Unidas, 1986) e Educador dos Continentes (da Organização dos Estados Americanos, 1992).

Plínio Salgado:

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Foi um político, escritor, jornalista, intelectual e teólogo brasileiro que ajudou a fundar a Ação Integralista Brasileira, tornando-se o chefe deste movimento nacional. Filho de um coronel e de uma professora, Plínio Salgado nasceu no dia 22 de janeiro de 1895, na cidade de São Bento do Sapucaí, interior de São Paulo. Durante a sua infância, foi uma criança participativa na escola e gostava principalmente de matérias como matemática e geometria. Depois da morte de seu pai, quando tinha somente 16 anos passou a se interessar mais profundamente por filosofia e psicologia.
Após um período morando em Minas Gerais e em São Paulo, voltou a sua cidade natal quatro anos mais tarde para fundar um jornal semanal com o nome de “Correio de São Bento”. Também publicava crônicas na “Revista do Brasil”. Devido ao seu grande trabalho como jornalista, ficou conhecido por seus colegas de profissão em São Paulo e foi convidado para trabalhar no “Correio Paulistano”.

Iniciou-se na política em 1918, participando da fundação do Partido Municipalista, que reunia líderes de cidades da região do Vale do Paraíba (SP). A morte de sua jovem esposa, alguns dias depois do nascimento de sua primeira filha, fez com que ele abandonasse o estudo dos filósofos materialistas, passando a ler Raimundo Farias Brito e Jackson Figueiredo, pensadores católicos brasileiros.

Mudou-se para São Paulo onde trabalhava como jornalista e escritor, publicando os livros “ O estrangeiro” e “Literatura e Política”. Foi um dos ideólogos do Movimento Verde-Amarelo (tendência nacionalista do modernismo) junto com Cassiano Ricardo, Menotti del Picchia e Cândido Mota Filho. O movimento era caracterizado por ser de cunho nacionalista, anticomunista, antiliberal e anti-semita, cujo lema era “Deus, pátria e família”. Foi o primeiro movimento no Brasil a aceitar negros e mulheres. Ingressou também no Partido Republicano Paulista (PRP), por onde foi eleito deputado estadual. Em 1930, impressionou-se durante uma viagem a Itália, com Mussolini e ficou com a ideia de criar um movimento nos moldes fascista. Ao voltar para o Brasil, apoiou a candidatura de Júlio Prestes contra Getúlio Vargas para as eleições de Presidente da República.

Dois anos depois, formou a Sociedade de Estudos Políticos (SEP), que contava com intelectuais simpatizantes do fascismo. A SEP possuía uma comissão técnica, a chamada Ação Integralista Brasileira (AIB), que tinha como objetivo comunicar para a população em linguagem mais simples as suas bases doutrinárias. Em cinco anos, a AIB já conhecida como partido político, reunia 25 mil simpatizantes. Neste mesmo ano, Plínio candidatou-se a presidente, porém ao perceber que Vargas tinha a intenção de continuar no poder, ele apoiou o golpe a presidência que acabou dando-lhe prejuízos como o fechamento da AIB.

Em 1939, militantes integralistas tentaram, por duas vezes, nos meses de março e maio, promover levantes para depor Vargas. Em maio desse mesmo ano, Plínio Salgado foi preso e, trinta dias depois, enviado para um exílio de seis anos em Portugal.

Retornou ao Brasil em 1945, com a redemocratização do país, quando fundou o Partido de Representação Popular (PRP). Em 1955, lançou-se candidato à presidência da República, obtendo 714 mil votos (8% do total), e apoiou a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitscheck.

Elegeu-se deputado federal pelo Paraná em 1958 e reelegeu-se em 1962 (pelo Estado de São Paulo). Em 1964, foi um dos oradores da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em São Paulo, contra o presidente João Goulart. Apoiou o Golpe Militar de 1964 e, com a extinção dos antigos partidos, ingressou na Aliança Renovadora Nacional (Arena), obtendo mais dois mandatos na Câmara Federal, em 1966 e 1970.

Rubem Alves:

10 Filósofos Brasileiros

É um psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro, é autor de livros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis.
Nasceu no dia 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, sul de Minas Gerais, naquele tempo chamada de Dores da Boa Esperança. A cidade é conhecida pela serra imortalizada por Lamartine Babo e Francisco Alves na música “Serra da Boa Esperança”.

Entre 1953 e 1957 cursou Teologia no Seminário Presbiteriano de Campinas, São Paulo. Em 1958 muda-se para a cidade de Lavras, Minas Gerais, onde exerce a função de pastor até 1963. Nesse mesmo ano foi estudar em Nova York, retornando em 1964, com o título de Mestre em Teologia, pela Union Theological Seminary.

Em 1968, foi perseguido pelo regime militar brasileiro, que o acusou de subversão. Viajou aos EUA, onde cursou doutorado em filosofia na Princeton Theological Seminary.

Sua tese de doutoramento em teologia, “A Theology of Human Hope”, publicada em 1969 pela editora católica Corpus Books é, no seu entendimento, “um dos primeiros brotos daquilo que posteriormente recebeu o nome de Teoria da Libertação”.

De volta ao Brasil, nos anos 70, Rubem Alves ensinou filosofia na Universidade de Campinas (Unicamp).

Em 1971, foi professor-visitante no Union Theological Seminary.

Em 1973, transferiu-se para a Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, como professor-adjunto na Faculdade de Educação.

No ano seguinte, 1974, ocupa o cargo de professor-titular de Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), na UNICAMP.

É nomeado professor-titular na Faculdade de Educação da UNICAMP e, em 1979, professor livre-docente no IFCH daquela universidade. Convidado pela “Nobel Fundation”, profere conferência intitulada “The Quest for Peace”.

Nos anos 80, torna-se psicanalista através da Sociedade Paulista de Psicanálise. Passou a escrever nos grandes jornais sobre comportamento e psicologia.

Ocupou diversos cargos, entre eles, o de Diretor da Assessoria Especial para assuntos de Ensino, de 1983 a 1985.

Rubem Alves, depois de aposentado, investiu seu tempo em um restaurante para exercer seu gosto pela gastronomia. Tornou-se proprietário de um restaurante na cidade de Campinas, onde deu vazão a seu amor pela cozinha. No local eram também ministrados cursos sobre cinema, pintura e literatura, além de contar com um ótimo trio com música ao vivo, sempre contando com “canjas” de alunos da Faculdade de Música da UNICAMP.

Dos vários livros que Rubem Alves publicou, vale a pena destacar “O Que é Religião?” (filosofia e religião), “A Volta do Pássaro Encantado”, “O Patinho que não Aprendeu a Voar” (livro infantil) “Variações Sobre a Vida e a Morte” (teologia) e “Filosofia da Ciência” (filosofia e conhecimento científico).

Rubem Alves faleceu em Campinas, São Paulo, no dia 19 de julho de 2014.

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