Um Acidente Vascular Cerebral (AVC)

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DICAS PARA ANALISAR, COMPREENDER, E INTERPRETAR TEXTOS

Autor: Het Jones Rios

Um acidente vascular cerebral (AVC), comumente conhecido como derrame, resulta da restrição na irrigação sanguínea ao cérebro, causando lesão celular e danos às funções neurológicas. Diversas deficiências são possíveis, inclusive danos a funções motoras, sensitivas, mentais, perceptivas e da linguagem. As deficiências motoras se caracterizam por paralisia (hemiplegia), ou fraqueza (hemiparesia) no lado oposto ao local da lesão. Os AVCs oscilam desde leves até graves, e podem ser temporários ou permanentes.

Embora a maioria dos AVCs afete mais idoso, uma porcentagem estimada de 20% dos AVCs ocorre em indivíduos abaixo do 65 anos. AVC afeta homens e mulheres quase que igualmente, predominando mais em negros que em brancos, especialmente nas faixas etárias mais jovens.

As causas mais comuns são trombos, embolismo e hemorragias secundarias ao aneurisma ou a anormalidades do desenvolvimento. Outras causas menos comuns são tumores, abscesso, processos inflamatórios (como arterites e traumatismos). O infarto cerebral aterotrombolico é a causa mais comum de AVC, respondendo por 57% de todos os AVCs. Os êmbolos cerebrais respondem por 16% dos AVCs, e a hemorragia subaracnóide e hemorragia intracerebral respondem por 10 e 4% respectivamente. São observados AITs (ataque isquêmico transitório) em aproximadamente 10% dos casos, e todas as outras causas respondem apenas por 3 % dos AVCs.

Os principais fatores de risco para o surgimento do acidente vascular cerebral são a hipertensão e o funcionamento cardíaco deficiente.

A sintomatologia é dependente de uma serie de fatores, inclusive: a localização do processo isquêmico, o tamanho da área isquêmica, a natureza e funções da aérea envolvida e a disponibilidade de um fluxo sanguíneo colateral. Também pode depender da rapidez da oclusão de um vaso sanguíneo, visto que oclusões lentas podem permitir que vasos colaterais assumam a circulação, mas eventos súbitos não o permitem.

Diagnóstico e Tratamento.

O exame físico do paciente abrange uma investigação dos sinais clínicos e sinais de descompensação cardíaca. O exame neurológico enfatiza o funcionamento dos hemisférios cerebrais, cerebelo, nervos cranianos, olhos e sistema sensoriomotor. Os sintomas à apresentação auxiliarão na determinação do local da lesão, e a comparação dos dois lados do corpo revelará o lado da lesão. Também são efetuados testes neurovasculares. Testes laboratoriais avaliam o estado geral da circulação sistêmica e função corporal. Os exames eletrocardiografia e raios-X enfocam mais especificamente pulmões e coração. A tomografia axial computadorizada do crânio delineia as alterações na estrutura cerebral. Os testes diagnósticos serão: urinálise, teste hematológicos, velocidade de hemossedimentação, teste de glicemia, perfil químico do sangue, reação sorológica para sífilis, colesterol e angiografia cerebral.

Nas manifestações clinicas pode haver perda da sensibilidade, mas raramente está ausente no lado hemiplégico, e esta relacionada à localização e extensão da lesão vascular, a anestesia cruzada que envolve danos faciais ipsolaterais, com deficiência do tronco e membros contralaterais, perda proprioceptiva que tem impacto significativo sobre a habilidade motora, perda do tato superficial, dor e temperatura; a estereognosia, hemianopsia, o paciente pode sofrer de cegueira da metade nasal ou temporal do olho e desvio forçado do olhar ocorre como decorrência do envolvimento dos músculos que controlam os movimentos oculares faz com que os olhos se desviem na direção da musculatura intacta. Nas funções motoras é comum a flacidez sem movimentos voluntários, este quadro é substituído pelo desenvolvimento de padrões motores de espasticidade em massa denominados sinergismos. Os padrões de sinergismo dos membros são padrões de movimento primitivo e estereotipado, associado a presença da espasticidade, e há dois de flexão e um de extensão. Os reflexos posturais estão alterados, em associação com o estágio de recuperação no qual se situa o paciente, pode ocorre incoordenação, devido ao envolvimento cerebelar ou dos gânglios da base, perdas proprioceptivas, ou debilidade motora, os danos funcionais variam de cada paciente, e geralmente é o ato de sentar-se, o de ficar em pé e o caminhar e na sua atividade de vida diária como comer, beber, vesti-se são prejudicadas, e a perda da linguagem como afasia, afasia de wernicke, a de broca, a global, os distúrbios da percepção como distroções visuoespaciais, na imagem corporal, negligencia unilateral e outros tipos de apraxia. Dependendo do lado da hemiplegia o comportamento mental do paciente muda, mais comuns problemas de memória e anosognosia, instabilidade emocional e demência. Os problemas secundários são: problemas psicológicos (depressão é muito comum), contraturas ou deformidades (pode resultar na perda de movimento), trombose venosa profunda, dor, problemas urinários e intestinais, disfunção oral-facial, disfunção do ombro (Síndrome ombro-mão) e diminuição da resistência/problemas cardíacos concomitantes.

No tratamento a fisioterapia atua no:

Alongando musculatura encurtada
Trabalhando sistema respiratório
Estimulando sensibilidade perdida
Inibindo reflexos exacerbados e ativando reações necessárias
Trabalhando coordenação
Estimulando a musculatura do lado afetado para que essa realize as atividades de vida diária (AVD)
Coordenando e equilibrando a atividade dos dois lados do corpo

BIBLIOGRAFIA:

Fisioterapia avaliação e tratamento; Susan. B O’Sullivan e Thomas J. Schimtz; editora manole; 2ª edição; 1999.

www.orbita.starmedia.com/fisiogeo

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