1. Referência Bibliográfica

ALMEIDA, M. I. R. de; OLIVA, F. L. Análise ambiental nas grandes organizações. Ensaio Adm. Geral – VI SEMEAD, 12 páginas.

2. Credenciais dos Autores

Martinho Isnard Ribeiro de Almeida

Doutor pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA-USP); Função/Instituição: Professor e consultor da Fundação Instituto de Administração (FIA-USP) e consultor de empresas – Coordenador de Planejamento Estratégico – Johnson & Johnson – Chefe do Grupo de Planejamento a Longo Prazo no Unibanco – Gerente da Assessoria de Planejamento e Controle do Banco Safra.

Publicações do autor:

– ESTRATÉGIA: Direcionando Negócios e Organizações;
– ESTRATÉGIA: Perspectivas e Aplicações;
– MANUAL DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO;
– PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA PRÁTICA.

Fábio Lotti Oliva

Possui graduação em Ciência da Computação pela Universidade de São Paulo (1986), mestrado em Administração pela Universidade de São Paulo (2003), doutorado em Administração pela Universidade de São Paulo (2005) e pós-doutorado em Administração pela Université Pierre-Mendès-France (2010). Atuando em docência e pesquisa desde 2003 na Fundação Instituto de Administração – FIA e em 2008 como professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Administração da FIA. Atuou em 2006 e 2007 como professor permanente da pós-graduação na Universidade Municipal de São Caetano do Sul – IMES. E, desde 2003 como professor da Universidade de São Paulo e desde 2007 na Université Pierre Mendès France.

3. Resumo

Os autores iniciam o artigo comentando de forma resumida sobre a elaboração da analise ambiental nas grandes organizações, com estudo de caso, trabalho de campo e sugestões técnicas sobre as formas de elaboração e monitoramento das variáveis de ambiente.

Assim, Almeida e Oliva descrevem que quanto maior o porte da organização, as influências externas e internas tornam-se mais preponderantes na definição do seu destino. E o envolvimento da organização como um todo é importante para que os objetivos sejam atendidos, onde os processos se tornam complexos e interdependentes.

A pesquisa do referido estudo foi realizada em duas grandes organizações: Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ) e Voith Siemens Hydro do Brasil (Voith).

Após a apresentação das empresas do estudo, os autores continuam como uma revisão literária que descreve algumas classificações de ambiente com referências de Kotler (1974) e Baterman e Snell (1998), e a classificação utilizada no estudo, teve como base os autores Fischmann e Almeida (1991) representada em Macroambiente Clima, Macroambiente Solo, Ambiente Operacional e Ambiente Interno.

Logo após a classificação de ambiente também foi identificado as técnicas de análise ambiental utilizadas, delimitadas em: – Técnicas Quantitativas, que englobam as técnicas de previsão de relações causais e as técnicas de previsão de séries temporais; – Técnicas Qualitativas, envolvendo brainstorming, brainwriting, delphi e cenários.

No que diz respeito ao problema de pesquisa, foram colocados em pauta várias formas de estudo, e o métodos escolhidos foram o descritivo e o estudo de caso no campo realizados e descritos no artigo.

Dessa forma, a coleta de dados nas empresas ocorreu através de um questionário com 16 questões nas duas organizações, onde eram relacionadas com a estrutura de planejamento, a análise SWOT, segmentação ambiental, técnicas, variáveis de controle, monitoramento, planejamento estratégico, perfil organizacional, entre outros. Diante disso, Martinho e Fabio elaboraram uma análise e discussão sobre os resultados obtidos com o questionário.

Dentre as analises das 16 questões apresentadas no questionário, confirmou-se que o processo de Análise Ambiental é parte fundamental do processo de Planejamento Estratégico nestas duas organizações, mas que ainda não é realizado de uma forma que evite as ameaças. Os autores observaram e destacaram uma seqüência de atividades para execução da Análise Ambiental que abordou a identificação de variáveis que mais influenciam na administração da organização através da análise de situações passadas de sucesso e fracasso, e cenários futuros. Logo, também a previsão das variáveis ambientais com a aplicação de técnicas qualitativas e quantitativas para definição de ações futuras e, finalizando a seqüência, o monitoramento das variáveis ambientais para melhoramento e reavaliação das estratégias vigentes e futuras.

Almeida e Oliva citaram o exemplo da arrecadação do ICMS pela SEFAZ, que consiste numa estratégia clássica de decomposição da série temporal, onde busca-se identificar tendência, sazonalidade, ciclos e irregularidades. Pôr fim, o modelo econométrico auto-regressivo que busca uma relação estatística através dos dados da arrecadação passada do ICMS ao longo de um intervalo de tempo. Para isso, foram estudados outros modelos para a previsão que resultaram no que foi apresentado acima, enfim os autores focaram na importância da utilização de indicadores, citando o Balance Scorecard de Kaplan e Norton (1996) e também colocam o lembrete de que o comportamento das variáveis depende do segmento ambiental, proposto por Fischmann e Almeida (1991).

Finalizando, os autores concluem que o modelo apresentado por Almeida (2001) tem grande utilidade ao acrescentar ao modelo de segmentação apresentado por Fischmann e Almeida (1991), e descrevem sobre a importância do planejamento estratégico, e comentam que as organizações muitas vezes não desenvolvem uma análise ambiental que antecipe efetivamente as oportunidades e ameaças. Os mesmos destacam que é muito importante o monitoramento das variáveis, que na maioria das empresas é relegado a segundo plano ou se quer é aplicado.

4. Quadro de Referências do Artigo

Dentre as referências utilizadas, podemos identificar as seguintes: Becker e Snell (1998), Bethlem (1996), Fischmann e Almeida (1991), Kaplan e Norton (1996), Lakatos e Marconi (1988), Kotler (1974), entre outros que favoreceram para a elaboração do artigo.



5. Crítica do Resenhista

O conteúdo é claro e objetivo, apresentando resultados que transmitem ao leitor a realidade das empresas pesquisadas com relação a análise ambiental das grandes organizações e vale destacar que o texto favorece para a melhor compreensão do gerenciamento das estratégias nas empresas.

Os autores estão corretos ao afirmarem sobre a dificuldade na implementação do planejamento da organização, um assunto comprovado pelas pesquisas apresentadas. Também nota-se que para obtenção de resultados concretos é necessário o envolvimento de toda a organização e empenho dos participantes do processo.

No entanto, sugere-se uma atualização dos estudos apresentados e de uma tentativa de maiores aprofundamentos do tema com a elaboração de novas pesquisas e outros modelos de classificação e técnicas de elaboração de uma análise ambiental organizacional. Devemos considerar que as ameaças não podem ser “evitadas”, mas sim trabalhadas de forma que não sejam prejudiciais, e acabem comprometendo o planejamento das organizações.

6. Indicações da Obra

O artigo é indicado aos administradores e acadêmicos do curso de Administração de Empresas. Também aos empresários e gerentes da área de Planejamento Estratégico, dentro das organizações.

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