Atopia

0

INTRODUÇÃO

O trabalho desenvolvido específica o que é dermatite atópica , suas manifestações clinicas e tratamento. Uma manifestação infecciosa que da na pele, sabe-se que fator genéticos são os que contribuem para o aparecimento no individuo. A pessoa que tem dermatite pode apresentar asma ou rinite alérgica., Seu principal sintoma é a coceira podendo ser agravado e se tornando lesões cutâneas, apresentando vermelhidão e descamações. No decorrer do trabalho será desenvolvida e abordadas informações para melhor compreender o tema.

DERMATITE ATÓPICA

Dermatite atópica é uma doença crônica que causa inflamação da pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira. Cerca de 30% dos indivíduos com dermatite atópica têm asma ou rinite alérgica e 15% têm surtos de urticária. Há estudos que apontam 70% dos pacientes com antecedentes familiares de atopia (asma, rinite alérgica ou dermatite atópica).

Apesar da dermatite atópica estar associada a desordens alérgicas, ela não é uma reação alérgica a uma substância específica, como é o caso da dermatite alérgica de contato. Ao invés disso, a dermatite atópica é uma inflamação crônica da camada externa da pele que coça muito e pode ser agravada por uma variedade de fatores, como mudanças de temperatura, infecções da pele, irritação por roupas ou produtos químicos e estresse emocional.

Este tipo de dermatite aparece com mais freqüência em crianças com menos de cinco anos e a maioria dos casos se resolve na idade adulta. Porém, o problema pode aparecer pela primeira vez na idade adulta e continuar depois de ter aparecido na infância.

COMO SE DESENVOLVE A DRAMATITE ATÓPICA?

O indivíduo com dermatite atópica tem um aumento da reatividade cutânea frente a inúmeros estímulos. Os mecanismos responsáveis por esta reatividade alterada não são completamente conhecidos. Sabe-se que fatores genéticos, imunológicos e não-imunológicos, contribuem para o aparecimento.

PRINCIPAIS DESENCADEANTES

• Alimentos: leite, ovo, trigo, soja, amendoim, peixes e frutos do mar.
• Fatores ambientais: ácaros, fungos, animais e pólens.
• Irritantes cutâneos: lã, sabão, detergentes, amaciantes de tecido, solventes e suor.
• Infecções: vírus e bactérias.
• Fatores emocionais.

PRINCIPAIS SINTOMAS
É comum o indivíduo sentir uma intensa coceira. As lesões mais freqüentes são: eritema (vermelhidão); edema (inchaço); exsudação (secreção na pele); crostas e descamação; pele ressecada e mancha branca (pitiríase alba). São mais freqüentes lesões flexurais como punhos, parte anterior dos braços e posterior das pernas. Em crianças, a urticária pode aparecer primeiro em locais específicos como bochechas, queixo, cabeça, nádegas e extremidades. Eventualmente pode atingir áreas maiores do corpo. Em crianças mais velhas e em adultos, a urticária tende a aparecer em áreas menores e mais limitadas, como ao redor da boca e dobras da pele, especialmente na dobra do braço e parte posterior do joelho. A lesão pode parecer seca e escamosa no começo, mas quando a pessoa coça causa uma inflamação, aumentando a coceira e levando à formação de bolhas e crostas ou rachaduras e infecções secundárias. Como resultado, algumas áreas da pele podem engrossar e endurecer. A pele de uma pessoa com dermatite atópica tende a perder a umidade e ficar ressecada com facilidade e é mais vulnerável à dermatite irritante de contato.

COMO É FEITO O DIAGNOSTICO?

O diagnostico clínico e realizado através de manifestações que representam critérios considerados absolutos e os chamados critérios menores. É necessária uma avaliação detalhada. O relato do paciente juntamente com testes alérgicos cutâneos pode elucidar o caso. O diagnóstico está baseado principalmente no aspecto da pele e nos antecedentes de exposição a um agente irritante ou alérgico. Os exames de alergia com patches cutâneos podem isolar o alérgeno entre os suspeitos. Também podem ser utilizados outros exames para descartar outras causas possíveis, como uma biópsia de lesão cutânea ou cultura da lesão cutânea.

Critérios absolutos:

• Prurido (coceira): É a manifestação constante da dermatite atópica em todas as sua manifestações.
• Morfotopografia: localizações típicas da dermatite atópica. Na criança, acometimento facial com lesões agudas. Na fase pré-puberal (2 a 12 anos), as lesões são subagudas, preferencialmente nas dobras do cotovelo, atrás do joelho, pescoço, mãos e pés. Na fase adulta (após 12 anos de idade), as lesões são crônicas com surtos agudos em localizações variadas.

Critérios menores:

• História pessoal ou familiar de manifestações atópicas
• Positividade aos testes cutâneos imediatos
• Dermografismo branco ou vasoconstrição prolongada
• Dor na região lombar baixa (costas)
• Outros.

COMO É REALIZADO O TRATAMENTO?

O tratamento envolve, principalmente, evitar o contato com a substância que desencadeou a reação, além de medicamentos que aliviam os sintomas. O quadro inflamatório deve ser tratado com o uso de corticóides tópicos ou sistêmicos dependendo da gravidade. A aplicação de cremes hidratantes nas peles secas aumenta sua resistência. Em caso de infecção secundária, faz-se a administração de antibióticos e para aliviar a pruridermia, anti-histamínicos. Geralmente a dermatite de contato desaparece depois de duas ou três semanas, mas podem recorrer se o antígeno não puder ser identificado ou evitado. Por não existir nenhum recurso para a cura definitiva, o objetivo do tratamento deve ser o controle da afecção, enquanto se aguarda por uma possível involução espontânea da dermatose. Assim, o tratamento deve ser orientado para diminuir a sintomatologia e a reação inflamatória, reconhecendo, afastando ou excluindo fatores que agravam o quadro.

COMO SE PREVINE?

Não há mecanismo de prevenção, mas a dermatite atópica pode ser controlada através de cuidados com a exposição a fatores que possam desencadear a afecção.

DERMATITE DAS FRALDAS

Sinônimo: dermatite amoniacal, assaduras. É a irritação na pele causada pelo contato com a urina e fezes retidas pelas fraldas e plásticos. Pode surgir infecção secundária causada por cândida ou bactérias. É possível que algumas bactérias tenham uma ação sobre a urina, decompondo a uréia e aumentando a ação irritativa.

COMO SE DESENVOLVE?

Pelo contato prolongado com a urina e as fezes do bebê, ou pacientes adultos com incontinência urinária e fecal. A urina possui uréia que se transforma em amônia, substância que provoca irritação. A pele molhada também pode causar fricção contra a fralda e permitir o crescimento de bactérias. Este tipo de dermatite ocorre tanto com o uso de fraldas de pano ou descartável.

PRINCIPAIS SINTOMAS:

Nas dermatites leves, é observadas uma vermelhidão de pele, com descamação, aspecto brilhante e, eventualmente, com pontinhos elevados (pápulas). Ficam restritas às regiões cobertas pelas fraldas. Em irritações moderadas, as lesões são mais profundas, ficando com uma cor violácea e áspera. O caso agudo inicia-se geralmente entre o primeiro e o segundo mês de vida. As lesões são localizadas nas áreas de fraldas, face interna das coxas, nádegas e glande ou vulva.

DIAGNOSTICO

A diagnose dá-se pelo exame clínico das lesões.

TRATAMENTO

O tratamento é baseado na higiene da área da fralda. Friccionar a pele no momento da limpeza e o uso de lenços umedecidos devem ser evitados para não alterar a composição normal da pele, levando ao início das assaduras. As trocas das fraldas devem ser freqüentes. Em caso de fraldas de pano, o sabão em pó e amaciantes devem ser evitados na lavagem, é preferível o sabão neutro (glicerina ou coco). Deixar o bebê o máximo possível de tempo sem fraldas e expor a região ao sol também são indicados. No caso de processo inflamatório intenso, pode ser usado corticóide tópico. Se há infecção por cândida, é utilizado antimicótico tópico. A pomada também tem um papel importante, pois simula a função natural da pele ao formar uma barreira protetora contra os agentes irritantes e microorganismos.

PREVENÇÃO

O leite materno tem anticorpos que podem defender os nenês amamentados contra a infecção. Manter a pele limpa e seca, especialmente nas dobras e sulcos; trocar freqüentemente as fraldas; usar sabonetes suaves e deixar a pele do bebê exposto ao ar fresco sempre que possíveis são algumas maneiras de prevenir a dermatite de fraldas.

CONCLUSÃO:

Como foi abordado no contexto do trabalho foi apresentado o sintoma, o que causa a doenças, qual tratamento especifico para a dermatite atópica. Sabe-se que é uma doença herdada geneticamente, é freqüente encontrar pessoa com dermatite que no seu histórico familiar também já tenha tido ou asma ou rinite alérgica.Seu principal sintoma é a coceira que se prolifera no corpo do individuo antes mesmo das lesões cutâneas; outros fatores para o desencadeamento da doença são:alimentos (ovos, trigo, soja…) fatores ambientais (ácaros, fungos, animais), irritantes cutâneos: (lã, sabonete, detergente) , infecções (vírus e bactérias), fatores emocionais. O tratamento da pele é muito importante é tratado com uso de pomadas à base de corticosteróides, cremes. Medicamentos antialérgicos ajudam a controlar a coceira, uso de antibióticos, principalmente em casos de infecção secundaria (casos mais graves), onde medicações mais potentes, via oral são usadas para ter o controle. Não há uma cura a infecção ora melhora, ora piora, o tratamento da dermatite atópica depende de cada caso e deve ser conduzido por um médico dermatologista.

BIBLIOGRAFIA

DONADUSSI, Dra Márcia.; Dermatite Atópica . Disponível em : http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?104>. Acesso em 10 marc. 2008.

Editores do Consumer Guide. “HowStuffWorks – Como tratar a dermatite”. Diponível em: http://saude.hsw.uol.com.br/como-tratar-a-dermatite4.htm>. Acesso em: 10 mar. 2008.

Site Dermatologia na net. “Doenças da pele”. Disponível em: http://www.dermatologia.net/neo/base/Doencas/derm_atopica.htm>. Acesso em 09 mar. 2008

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui