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quinta-feira, julho 18, 2024

Caracterização do Perfil dos Idosos

A velhice sempre foi vista como o começo do fim na vida de qualquer individuo. Acredita-se que até o ano 2025, a população idosa mundial será superior a 50 milhões de habitantes.

A sociedade não tem tratado seus idosos com o devido respeito, pelo contrario, uma grande maioria dos idosos é tratados com hostilidade, desprezo e preconceito. Falta afetividade, animosidade e emoção na vida dos idosos. Diante disto, pensar na qualidade de vida e bem estar do idoso, passa ser uma preocupação para toda sociedade. Partindo da premissa problema “Qual é o perfil dos idosos cadastrados no ESF Carmelo e quais as principais doenças que acometem esta população?”, buscou-se caracterizar o perfil dos idosos cadastrados na área de Abrangência do ESF Carmelo na Cidade de Montes Claros – MG; e de forma especifica (i) analisar o perfil demográfico do idoso no ESF Carmelo; (ii)descobrir as principais doenças que acometem os idosos cadastrados no ESF; (iii) descrever as características pessoais e clinicas dos idosos cadastrados no ESF.

A metodologia utilizada foi à pesquisa documental in lócus, com observação da Ficha A e como amostra foram selecionados 117 pacientes cadastrados no ESF, com faixa etária superior a 60 anos de idade. Detectou-se na pesquisa que a maioria dos idosos cadastrados no ESF são Hipertensos ou possuem Diabetes Mellitus. Nenhum tem plano de saúde, a maioria é aposentado e a maioria da população é do sexo feminino, necessitando de uma maior atenção dos profissionais de enfermagem com desenvolvimento de ações educativas e orientações para garantir a saúde e bem estar destes clientes.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO
1.1 PROBLEMA
1.2 OBJETIVOS
1.2.1 Objetivo Geral
1.2.2 Objetivos Específicos
1.3 Justificativa
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 DISCUTINDO O ENVELHECIMENTO
2.2 PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA E A CIDADANIA DO IDOSO
2.3 PRINCIPAIS PATOLOGIAS QUE ACOMETEM OS IDOSOS E OS CUIDADOS
2.4 DIABETES MELLITUS
2.5 HIPERTENSÃO ARTERIAL
3.0 METODOLOGIA
3.1 Tipo de pesquisa
3.2 Coleta de dados
3.3 Critérios de Inclusão/. Exclusão
3.4 Análise e interpretação de dados



1 INTRODUÇÃO

A velhice é encarada por todos como o começo do fim. Não se pode esquecer que só quem passa por toda uma vida, e, vê se aproximar dos 60-70 anos é que pode dizer que viveu. São os traços característicos como rugas, que podem nos dizer que a pessoa viveu uma longa vida, se bem ou mal, só ela pode saber (CARVALHO, 2001).

Desde tempos muito antigos o homem tem lutado contra a velhice e a morte. No mundo contemporâneo, essa motivação é tão forte que a atitude geral da sociedade para com os indivíduos que envelhecem chega a assumir, por vezes, aspectos de franca hospitalidade. Existem preconceitos firmemente sobre qual deva ser o comportamento socialmente aceitável das pessoas idosas. Tais idéias restringem de maneira quase total a livre manifestação de suas personalidades, impondo-lhes o modelo ideal de idoso. Conformado, inativo, sem opinião e tão afastado quanto o possível do caminho dos mais jovens.( BERQUÓ, 2001)

No sentido mais amplo do termo, a velhice e o período que se inicia na década dos 50 anos, após o individuo ter atingido e vivenciado aquele platô de realizações pessoais que chamamos de maturidade. Muitos autores aceitam como valida a idéia popular segundo a qual o envelhecimento é o retorno a infância, quando ocorre um declínio global das funções físicas, intelectuais e emocionais. Como regra geral, o homem atinge uma plenitude ate a idade de 45/50 anos. A partir daí, começa a entrar em decadência (BARROS, 2001).

O mundo, todavia, não para nunca, e a pessoa que envelhece se vê diante de diferenças cada vez mais brutais e exigências cada vez mais difíceis de atender. O idoso vê diminuída sua condição de competição. Reúne todas as energias para continuar desempenhando suas tarefas, ate que chega a ponto de não mais poder competir, sentindo o sabor amargo que lhe parece à derrota (BEAUVOIR, 1990)

Como meio de otimizar as melhorias para as condições de vida e saúde do idoso, varias foram as mudanças proposta pelo Sistema Único de Saúde – SUS, no intuito descrever o paradigma organizacional na assistência aos indivíduos, e de forma prioritária a família. Diante disto foi incorporado ao sistema de saúde os PSF para atendimento aos subsídios de atenção básica, que está interligado ao sistema de Programa de Agentes Comunitários de Saúde – PAC`s, com enfoque para atenção á saúde da família e na prevenção de doenças, reduzindo assim os gastos com saúde publica no Brasil (BRASIL, 1998).

Neste sentido, este trabalho teve por objetivo geral caracterizar o perfil dos idosos cadastrados na área de Abrangência do ESF Carmelo na Cidade de Montes Claros – MG e de forma especifica analisar o perfil demográfico do idoso no ESF Carmelo; descobrir as principais doenças que acometem os idosos cadastrados no ESF; descrever as características pessoais e clinicas dos idosos cadastrados no ESF, tudo isto através da análise documental da Ficha A do SIAB ( Sistema de Informação da Atenção Básica), através da verificação dos dados anotados na ficha e dos prontuários médicos.

Este tema é de suma importância, pois mobiliza esforços e recursos, coordenando e integrando-se no processo global da enfermagem e de forma consciente, buscou-se conhecer o perfil sócio-demográfico dos idosos cadastrados no ESF investigado, promovendo uma analise para descobrir as possíveis doenças que acometem tais indivíduos.

Este estudo encontra respaldo em vários teóricos que promovem uma análise da compreensão de que é o envelhecimento e como tratar os indivíduos de forma a garantir-lhes uma melhoria na qualidade de vida, bem estar social e autonomia nas atividades, evitando assim o desenvolvimento de doenças crônico-degenerativa.

É dever do enfermeiro, primar pela atenção da família e para isto muitos esforços deve ser reunido no escopo de otimizar recursos e estratégias para atender esta população de forma congruente, visando minimizar ou mesmo evitar os problemas de saúde tão freqüente nesta faixa etária.

Nesse sentido, fatores socioeconômicos podem estar relacionados com a qualidade de vida dos idosos, pois pode subjugar e pormenorizar o idoso, principalmente aqueles que não tem uma vivencia social adequada. O idoso que não se integraliza e socializa com os demais, são discriminados e muitas vezes abandonados não apenas pelos familiares mas também pela sociedade, passando então ser uma relevante preocupação não apenas para os gastos com saúde publica, mas também para toda a comunidade no qual está inserido.

1.1 PROBLEMA

Qual é o perfil dos idosos cadastrados no ESF Carmelo e quais as principais doenças que acometem esta população?

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 OBJETIVO GERAL

Caracterizar o perfil dos idosos cadastrados na área de Abrangência do ESF Carmelo na Cidade de Montes Claros – MG

1.2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Analisar o perfil demográfico do idoso no ESF Carmelo

Descobrir as principais doenças que acometem os idosos cadastrados no ESF

Descrever as características pessoais e clinicas dos idosos cadastrados no ESF

1.3 JUSTIFICATIVA

Com o aumento acelerado de idosos no Brasil é necessário que os governantes requeiram ações urgentes voltadas à promoção de um envelhecimento saudável, na qual a produção de conhecimento na área vem a contribuir para subsidiar o planejamento destas ações, buscando intercalar situações em que o enfermeiro trabalhe de forma a garantir a qualidade de vida e bem estar dos indivíduos idosos cadastrados no ESF, evitando assim que os mesmos sejam acometidos por doenças, reorganizando os serviços de saúde da família de modo a buscar a equidade no setor de saúde.

Outro fator que justifica a escolha do tema centra-se na repercussões gerados pelos serviços de saúde pois, com o aumento da expectativa de vida dos indivíduos, vêm acompanhadas pelo aumento da prevalência de outras morbidades e também doenças crônico-degenerativa.

É dever do enfermeiro, primar pela atenção da família e para isto muitos esforços deve ser reunido no escopo de otimizar recursos e estratégias para atender esta população de forma congruente, visando minimizar ou mesmo evitar os problemas de saúde tão freqüente nesta faixa etária.

2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 DISCUTINDO O ENVELHECIMENTO

Na medida em que os anos passam, aumenta significativamente o número de idosos no mundo inteiro. Este fato está diretamente relacionado com a queda da natalidade e com o aumento da expectativa de vida.

Para Beauvoir (1990), envelhecimento pode ser considerado como uma etapa da vida claramente marcada e vivida de acordo com o seu contexto social, sendo o resultado de um processo evolutivo.

Zimerman (2000) relata que a expectativa de vida mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é de 65 anos, e em 2025 será de 74 anos de idade. O crescimento populacional dos habitantes com mais de 60 anos, foi de 227%. No Brasil esta expectativa é um pouco mais baixa, 64 anos, e a previsão para 2025 será de 74 anos.

Enfatiza ainda a autora que em muitas culturas e civilizações, a velhice é vista com respeito e veneração: representa a experiência, o valioso saber acumulado ao longo dos anos, a prudência e a reflexão. A sociedade urbana moderna transformou essa condição, pois a atividade e o ritmo acelerado da vida marginalizam aqueles que não os acompanham.

A velhice é o último período da evolução natural da vida. Implica um conjunto de situações — biológicas e fisiológicas, mas também psicológicas, sociais, econômicas e políticas — que compõem o cotidiano das pessoas que vivem essa fase.

A “velhice” seria a última fase da existência humana, sendo que o “envelhecimento” está atrelado às mudanças físicas, psicológicas e sociais. Logo, “amadurecer” e “maturidade” significam a sucessão de alterações ocorridas no organismo e a obtenção de papéis sociais. (NÉRI, FREIRE 2000, p. 13).

Não há uma idade universalmente aceita como o limiar da velhice. As opiniões divergem de acordo com a classe socioeconômica e o nível cultural, e mesmo entre os estudiosos não há consenso. Para efeitos estatísticos e administrativos, a idade em que se chega à velhice costuma ser fixada em 65 anos em diversos países, após o que se encerra a fase economicamente ativa da pessoa, com a aposentadoria. Atualmente, nas nações mais desenvolvidas, esse limite não parece absolutamente adequado do ponto de vista biológico, pelo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou-o para 75 anos.

O envelhecimento, na percepção de Zimmerman (2000), possui uma dimensão existencial e se modifica com a relação do homem e o tempo com o mundo e sua própria história, revestindo-se não só de características biopsíquicas como também sociais e culturais.

Terra e Dornelles (2003), relatam que em relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), o crescimento seguro significa que há uma tendência de prolongamento de vida e um declínio dos índices de natalidade/mortalidade, o que nos tornará nos próximos quarenta anos o país mais envelhecido do continente latino-americano, considerando o volume populacional de pessoas com mais de 60 anos.

Assim, em Zimerman (2000), o aumento de idosos está relacionado ao período pós-revolução industrial, com o declínio nas taxas de natalidade e mortalidade, devido ao controle de doenças infecciosas, degenerativas e crônicas, típicas de idosos.

De acordo com a autora (2000), são considerados idosos as pessoas com mais de 65 anos de idade. Estes dados só são válidos para países desenvolvidos. Já nos países em desenvolvimento, idoso é a pessoa com mais de 60 anos.

Conforme Terra e Dornelles (2003) a ONU, projeta que com o declínio da natalidade e da mortalidade nos próximos quarenta anos o Brasil se tornará o país com o maior número de idosos da América Latina.

Com esse envelhecimento mundial surgiram termos tais como: Gerontologia e geriatria. Para Ximenes (2001), geriatria significa parte da medicina que trata das doenças dos idosos e gerontologia é a ciência que estuda os problemas dos idosos tais como clínicos, psicológicos e econômicos.

Zimerman (2000), explica que envelhecer, quer dizer mudanças físicas, fisiológicas, psicológicas e sociais do indivíduo. Estas mudanças podem ser diferentes em cada idoso, dependendo da sua alimentação, prática de exercícios, controle psicológico, otimismo.

Segundo o Estatuto do Idoso é dever da sociedade delinear quem é e como é visto o idoso pela sociedade, portanto de forma genérica, buscando atender as necessidades e anseios destes, sem com isto rotula-los. Segundo Comfort (1979, p.10), “a rotulação constitui um processo tanto corriqueiro quanto maligno (…). Contudo, a função que atribuímos aos “velhos’ se distingue pela seu caráter destrutivo.”

No entanto, diz Comfort (1979, p.12) que “a verdade é clara como a água. A ‘velhice’ equivale à vivência de um determinado número de anos: isto é tudo e esta vivencia deve ser primada por qualidade e bem estar”.

A partir destas perspectivas, também pode-se observar que o fenômeno Terceira Idade vem conquistando posições, mudanças e respeito frente à sociedade, mediante a participação ativa nos programas e projetos institucionais e sociais, motivação esta que, segundo Barreto (1998, p.35), independe necessariamente do fator econômico, pois que “os espaços sócio-culturais são gratuitos, até porque, sabemos que o Estado não se responsabiliza por uma política social e universal de amparo e proteção à classe pauperizada”.

Para Faleiros (1997, pp.192-193) nos coloca que: no contexto da chamada responsabilização do indivíduo, da família, ou da comunidade, aos pobres cabe somente o engajamento na participação da gestão limitada de sua vida cotidiana ou nos projetos feitos de cima para baixo

Neste sentido, Seidl e Zannon (2004) afirmam que a maneira de pensar e agir é decisiva no processo de envelhecimento, que pode se dar ou não com alegria, tranqüilidade, amor e principalmente motivação . O ser humano se torna motivado ou estimulado por meio de necessidades internas ou externas que podem ser de caráter fisiológico como a fome, o sono, a doença, a fadiga, ou psicológico como o desejo de agradar e ser aceito pelas pessoas.

Na perspectiva dos autores, acima citados a motivação não é um produto acabado, é antes um processo que se configura a cada momento no fluxo permanente da vida. É uma força, uma energia que nos impulsiona na direção de alguma coisa. Ela nos é, absolutamente, intrínseca. As pessoas têm a capacidade de nos estimular, incentivar e provocar nossas motivações. Um dos principais teóricos do campo da motivação foi Abraham Maslow (KHALSA, 1997) que postulou sobre a idéia de um ciclo, o Ciclo Motivacional, segundo o qual as necessidades humanas estão organizadas e dispostas em cinco níveis (necessidades fisiológicas, segurança, sociais, “status” ou de estima, auto-realização), numa hierarquia de importância e de influência, através de uma pirâmide, cuja base estão às necessidades fisiológicas e no topo as necessidades de auto-realização. As necessidades dos seres humanos obedeceriam a uma escala de valores progressivos a serem transpostos. (KHALSA, 1997).

Na perspectiva de Zimmerman, 2000, p.124) tanto as motivações como as emoções constituídas ao longo da vida trazem aspectos psíquicos que influenciam parte da personalidade do ser, como os vínculos e os mecanismos de defesa. “Trata-se, portanto, de um estado mental que pode ser expresso por meio de distintos modelos e com variados vértices de abordagem”. Ainda, estes são elos intra, inter e transpessoais que sempre estão acompanhados de emoção e fantasias inconscientes.

Em relação à criação dos vínculos afetivos, o autor anteriormente citado, afirma que este deve estar sempre acompanhado de um estado emocional e de algum grau de fantasia inconsciente. Estes vínculos podem ser conceituados como: vínculo do amor, vínculo de ódio, vínculo do conhecimento, vínculo do reconhecimento, vínculo depressivo, vínculo hipocondríaco, vínculo histérico, vínculo obsessivo e o vínculo paranóico. Podem aparecer isolados ou na forma de duplo vínculo (ZIMERMAN, 2000).

Os mecanismos de defesa (deslocamento, formação reativa, idealização, masoquismo, negação, projeção, racionalização, regressão, repressão, sublimação) são distintos tipos de operações mentais que têm por finalidade a redução das tensões psíquicas internas, ou seja, as ansiedades. São geralmente inconscientes e tendem a ser rejeitados pelo ego através de múltiplas formas de negação, podendo ser encontrados em indivíduos saudáveis, porém, sua presença excessiva é, via de regra, indicação de possíveis sintomas neuróticos. São geralmente evidenciados nas compensações: esforço enorme para superar a fraqueza, compensando estas de outras maneiras (ZIMERMAN, 2000).

Ao longo do ciclo da vida, o homem vai formando vínculos usando mecanismos de defesa para superar aquilo que não lhe agrada e construindo na sociedade papéis e funções que desempenha muitas vezes sem se dar conta. Os papéis podem ser conceituados como sendo o conjunto das posições imaginárias assumidas pelo indivíduo durante sua infância, na relação com os demais, possui raiz imaginária e se concretiza na ação, na interação. Quanto mais sadio é um indivíduo, mais possibilidade terá de desempenhar diferentes papéis, terá um leque de papéis mais amplo, papéis criativos e não repetitivos. A função é efetiva, interna, é quando o individuo consegue ser ele mesmo e se arrisca.

Na sociedade o homem muitas vezes deixa de lado as emoções e funções para construir papéis, o que pode levar a conflitos internos de emoções, que também podem ter sido gerados pela matriz de identidade que é o lugar do nascimento ou placenta social, onde se estabelece a comunicação entre a criança e o sistema social da mãe, incluindo aos poucos os que dela são mais próximos. É o local onde a criança se insere desde o nascimento, relacionando-se com objetos e pessoas dentro de um determinado clima. A forma como uma criança percorre sua matriz de identidade é um parâmetro de como será sua vida adulta. Isto se refere não só à relação didática mãe-filho, mas à resultante emocional de todas as relações envolvidas nesse núcleo, ou seja, a rede de relações familiares, aos fatores biológicos, psicológicos e sócio-culturais. (BARROS, 1991).

Segundo Barros (1991), o amor, respeito e auto-estima que um indivíduo, sente por si mesmo, espelha por seu turno, como foram suas primeiras relações estruturadoras e prognostica, em última instância, como serão suas relações com o mundo. E ao longo do seu ciclo de vida as mudanças vão se expressando como crescimento, transformações, aperfeiçoamento, declínio. Os ciclos são diferentes e particulares variando de pessoa para pessoa. Cada evento de um ciclo predispõe a existência do ciclo seguinte e estes são divididos em fase que podem ser: de 0-10 anos fase do “eu obedeço”, 10-20 anos fase do “eu devo”, 20-30 anos fase “eu quero”, 30-40 anos “eu preciso”, 40-50 anos “eu escolho”, 50-60 anos “eu compreendo”, 60-70 anos “eu aceito”. Nesta última fase citada podemos inserir o conceito de idoso que se inicia com a idade de 60 anos, no entanto, é difícil caracterizar uma pessoa como idosa utilizando como único critério à idade.

Todos esses aspectos psíquicos e biológicos citados acima se bem vividos e bem estruturados proporcionarão às pessoas uma melhor qualidade de vida na velhice.

Para Berquó (1980) tratar do assunto “velhice” ou do idoso, é muito comum, a utilização na demografia, a definição de que a faixa etária inicial para o envelhecimento é centrada entre 60 e 65 anos de idade, sendo, pois definida de forma linear por toda sociedade como população idosa. Assim, a população idosa fica compreendida pela idade superior a 65 anos de idade.

É fundamental o entendimento de que a conformação da estrutura etária numa população aberta, sujeita à entrada e à saída de pessoas através de movimentos migratórios, depende fundamentalmente de como se conjugam os mecanismos determinantes do ritmo de crescimento demográfico – fecundidade, mortalidade, imigração e emigração. Em outros termos, “… a estrutura por idade e sexo de uma população em um momento dado é o resultado de um efeito conjunto dos nascimentos, das mortes e das migrações que foram ocorrendo nos cem anos anteriores” (BERQUÓ,1980, p. 21)

Desse modo, uma dada estrutura etária reflete a ação do jogo combinado dos componentes mencionados e suas tendências passadas e mais recentes, desde o momento de constituição das gerações – cujos sobreviventes foram registrados pelos levantamentos censitários dos anos de 1980, 1991 e 2000 e classificados segundo a idade que possuíam então –, até sua passagem pelos diferentes ciclos, ou estágios, da sua trajetória de vida.

O tema “envelhecimento do ser humano” ganhou papel de destaque na sociedade com o aumento da expectativa de vida. Kalache (1989), assinalou que o envelhecimento populacional, colocado como uma das conquistas do século XX, acabou se transformando num grande desafio. Assegurar um envelhecimento saudável, com garantias de atendimento às necessidades básicas do idoso e, portanto, de qualidade de vida, exige não só políticas de saúde, mas também de educação, de meio ambiente e programas sociais.

Barros (2001) afirma que o processo de envelhecer é bastante relativo, pois enquanto um individuo de 45 anos pode estar confinado no leito, um outro de 80 anos pode estar em pleno vigor tanto físico como mental. Para a autora, o processo de envelhecer pode ser considerado tão importante quanto o processo de crescimento. Traz uma serie de conseqüências tanto fisiológicas como psicológicas que tornam o individuo idoso tão frágil como um recém-nascido. A pessoa idosa não é orgânica e funcionalmente o mesmo individuo que era na mocidade ou nos primeiros tempos da vida adulta. O envelhecimento afeta estruturas e funções orgânicas, tais como a imunidade, capacidade fisiológica, poder de reparação, etc.

A terceira idade representa um grupo com potencial específico de pessoas ativas e expressivas em sua individualidade que, não raro, são vítimas da perda de autonomia proveniente das limitações físicas e mentais, da pouca ou nenhuma assistência familiar e insuficiência financeira. Assim, muitas famílias acabam por lançar mão das tradicionais instituições para idosos, popularmente conhecidas como asilos. Estas, por sua vez, devem se adaptar às novas medidas preventivas e mudanças que visam atender de forma digna a seus clientes. Considerando a extrema fragilização dessa população idosa, conclui-se que merece não apenas cuidados básicos, mas cuidados que lhe possibilitem a obtenção da qualidade de vida. (SKINNER, VAUGHAN, 1985, p. 85).

Quanto à universalização de direitos, Faleiros (1997, p.92-93) ainda nos coloca que seria uma nova condição para o sujeito inserir-se na cidadania, tornando-se menos desigual.

Quando se fala em Terceira Idade, no que tange à história, à experiência e os conhecimentos acumulados ao longo dos anos, o que se tem observado de acordo com Barreto (1998, p.37), “o vigor e a força física é que têm sido valorizados. Os valores, história, experiência e conhecimento, na verdade, denunciam uma construção histórica em relação à concepção histórica da cultura, enquanto construção histórica e valor social”. A história coletiva, que permeiam no seio social, não leva em consideração as trajetórias de vida, a história individual que as experiências do cotidiano constroem na vivencia destes idosos .

Discorre Ballone (2006), que a velhice pode ser considerado uma fase em que o individuo mais precisa de competência, tomada de decisões e afeto. Observa-se, na maioria dos casos, grande irritabilidade e retraimento social, perda de interesses pessoais e hobbies que são abandonados, podendo haver negligência com a higiene e cuidados pessoais.

Segundo Osório (1996) nem sempre é fácil envelhecer, primeiramente a aceitação do próprio “self” torna se complexa, posteriormente a ausência de familiares ou mesmo de pessoas conhecidas ocasionam sentimentos de carência que podem complementar o quadro da depressão, uma vez que a família tem entre a suas funções, segundo o autor, permitir o crescimento individual e facilitar os processos de individuação e diferenciação em seu seio, ensejando com isso a adequação de seus membros às exigências da realidade vivencial e o preenchimento das condições mínimas requeridas para um satisfatório convívio social. Portanto a ênfase na “fisiologia das motivações e emoções associada aos aspectos psicossociais” (OSORIO, 1996, p. 137).

Não há duvida de que com o avançar da idade, vão ocorrendo alterações estruturais e funcionais que embora variem de um individuo a outro, são encontradas em todos os idosos e são próprias do processo de envelhecimento normal( PAPALEO NETO, 1996, p. 8).

Afirma Beauvoir (1990), que o envelhecimento é um processo natural e inevitável, mas pode ser vivido em melhores ou piores condições. A gerontologia é capaz de prescrever procedimentos preventivos no que se refere à saúde física e mental do velho. Doenças como a arteriosclerose e a obesidade, grande número de distúrbios digestivos e vasculares, além de certas lesões urogenitais, podem ser evitadas ou muito atenuadas com dieta adequada, exercício moderado e acompanhamento médico periódico.

Skinner & Vaughan (1985), são categóricos ao afirmar que a velhice é inevitável, mas nem por isso significa estar doente. A velhice é uma etapa da vida em que se está mais propenso a algumas patologias. As pessoas adoecem mais rapidamente e acabam demorando em se recuperar. O idoso acaba tendo que viver com estas limitações, lutar contra estes problemas fazendo algo que melhore o seu bem-estar.

Além disto, o idoso ter que lidar com as doenças, ele tem que enfrentar problemas psicológicos, como paranóia, depressão, hipocondria, que são “patologias tratadas com muito mais dificuldade e demora na solução. O autor refere-se ainda que segundo dados internacionais, 15% dos idosos precisam de atendimento em saúde mental e 2% apresentam quadros de depressão, muitas vezes não são notados por seus familiares que julgam ser características da velhice” ( SKINNER & VAUGHAN, 1985, p.131)

Conforme Mcardle, Katch e Katch (2003), grande parte da deterioração fisiológica é considerada “envelhecimento normal”, como dependendo do estilo de vida e das influências ambientais sujeitas a uma modificação significativa com dieta e exercício apropriado. Para os que alcançam uma idade avançada, a função cardiovascular reduzida, a baixa força muscular e uma amplitude de movimento articular precária, assim como os distúrbios do sono, estão relacionados diretamente a limitações funcionais, independentemente do estado patológico.

Outro problema, que normalmente é enfrentado na velhice é, segundo Néri e Freire (2000) a baixa qualidade de vida dentro da instituição colabora de maneira decisiva para o agravamento das situações acima, uma vez que a manutenção da capacidade funcional do idoso deveria ser trabalhada para desenvolver um ser atuante, participante, predisposto internamente a novas atitudes, crítico e potencializado para a criação. Seria importante criar condições e espaços para que experiências sensíveis e processos criativos motivacionais fossem expressos em vivências significativas, acrescentando vida aos anos. Daí a necessidade de reflexão e planejamento de ações que propiciem mais qualidade de vida para os idosos a fim de que sejam aproveitadas as suas potencialidades, experiências e sabedoria.

Diante disso, Szymanski (2002) afirma que é obrigação das famílias, das sociedades e do poder publico, assegurar ao idoso absoluta prioridade em condições de vida, efetivando se o seu direito à saúde, alimentação, educação, cultura e esporte, não se esquecendo do direito ao lazer, ao trabalho, à cidadania e a dignidade, com respeito à convivência tanto familiar quanto comunitária, sendo que tais direitos encontram se fundamentados no estatuto do Idoso, em seu artigo 3º (BRASIL, 2003).

Na visão proposta por Beauvoir (1990) a qualidade de vida é um conceito que incorpora a saúde física, o estado psicológico, o nível de dependência, as relações sociais e crenças de uma pessoa. À medida que envelhecemos, a qualidade de vida é determinada por nossa habilidade de manter a autonomia e a independência.

Atualmente a política do idoso oferece inúmeros benefícios aos idosos, infelizmente a grande maioria destes benefícios ainda não são possíveis à grande parcela da população idosa, por inúmeros motivos, tais como: falta de informação e pouca divulgação, etc.

Depois de anos de discussão, finalmente foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado no dia 1º de outubro de 2003, pelo presidente da República, a Lei 10.741/03, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso (BRASIL, 2003)

O Estatuto do idoso aprovado pela Câmara dos Deputados define medidas de proteção às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, regulamenta esses direitos determina obrigações das entidades de atendimento a essa faixa etária e caracteriza as situações nas quais caberão penalidades.

São garantias relacionadas ao Idoso no Lei 14.741/03 (BRASIL,2003):

Desconto de pelo menos 50% nas atividades culturais, de lazer e esportivas; gratuidade nos transportes coletivos públicos para maiores de 65 anos. A legislação local poderá dispor sobre gratuidade também para pessoas de 60 a 65 anos; no caso do transporte coletivo intermunicipal e interestadual, ficam reservadas duas vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos e desconto de 50% para os idosos de mesma renda que excedam essa reserva; nas aposentadorias, o relator acatou redação de emenda do governo que determina o reajuste dos benefícios na mesma data do reajuste do salário mínimo, porém com percentual definido em regulamento.

O substitutivo aprovado na comissão especial vinculava o reajuste ao do mínimo; a idade para requerer o benefício de um salário mínimo estipulado pela Lei Orgânica da Assistência Social passa de 67 para 65 anos; prioridade na tramitação dos processos e procedimentos dos atos e diligencias judiciais nos quais as pessoas acima dos 60 anos figurem como intervenientes; os meios de comunicação deverão manter espaços ou horários especiais voltados para o público idoso, com finalidade educativa, informativa, artística e cultural sobre o processo de envelhecimento; na área da educação, os currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal deverão prever conteúdos voltados ao processo de envelhecimento, a fim de contribuir para eliminação do preconceito. O poder público apoiará a criação de universidade aberta para as pessoas idosas e incentivará a publicação de livros e periódicos em padrão editorial que facilite a leitura.

A aprovação do Estatuto do Idoso demonstra preocupação da sociedade brasileira com o seu novo perfil populacional. O Brasil não é mais um país de jovens, mas um país em acelerado processo de envelhecimento. Esse perfil populacional exige do Estado e da sociedade ações efetivas voltadas à garantia dos direitos fundamentais das pessoas envelhecidas.

Por outro lado, é importante que se diga que o Estatuto do Idoso não irá eliminar instantaneamente de uma vez por todas e para sempre todas as discriminações e violências praticadas contra os idosos. O Estatuto apresenta-se apenas como mais uma “ferramenta – muito importante, diga-se de passagem – de um processo voltado à construção de um espaço em que a dignidade da pessoa humana ocupe espaço de eminência” (ZIMMERMAN, 2000, p.89).

2.2 PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA E A CIDADANIA DO IDOSO

Reza o Estatuto do Idoso, através do decreto nº. 1948 de 03 de julho de 1996, que é prioridade ao idoso a garantia de freqüência em programas de incentivo à prática de atividade de reabilitação de modo a garantir a qualidade de vida e bem estar deste ( BRASIL, 2003).

Dados do IBGE (2008) relatam que a qualidade de vida durante o processo de envelhecimento é uma preocupação incipiente e atual, trazendo em voga muitas discussões, tendo em vista o aceleramento crescentes desta população.

Na visão sumária de Jacob Filho (2006) grande parte dos idosos já tem consciência da necessidade de manter hábitos saudáveis, garantindo aos idosos uma vida ativa e independente e isto tem criado no seio social, meios de garantir a esta população um atendimento diferenciado que supra as suas expectativas e seus ideais.

Salienta Bearvouir (1999) que o envelhecimento saudável é caracterizado pela não existência de doenças, comuns a este período de vida, capacitando o viver bem e sem limitações que culminam por garantir a esta população hábitos adequados e melhoria na qualidade de vida.

Desde meados de 2000, já existe uma preocupação em relação à expectativa média de vida e na atualidade, a idade media de vivencia de um individuo no Brasil está acima dos 70 anos de idade e isto se dá devido à melhora na qualidade de vida, satisfazendo de forma harmoniosa os desejos deste individuo existindo assim um equilíbrio e um bem estar entre o homem como ser humano e a sociedade (BARBOSA, 2001).

Concordam com tais assertivas, Pires et al (2000, p. 2) ao descreverem que “ uma velhice tranqüila é o somatório de tudo quanto beneficie o organismo, como por exemplo, exercícios físicos, alimentação saudável, espaço para lazer, bom relacionamento familiar, enfim é preciso investir numa melhor qualidade de vida”.

Avaliações proposta por Novais et al (2005, p. 45) em 220 pacientes idosos, detectou que “ quanto mais ativa a pessoa é, menos limitações ela tem, concluindo que a atividade física é um fator de proteção funcional não só da velhice, mas em todas as idades”.

Pinheiro et al (2004, citando Simão, 2000), afirma que a prática de atividade física promove à prevenção e a reabilitação da saúde dos idosos acrescendo melhoras a aptidão física e facilitando a manutenção dos bons níveis de independência e autonomia para as atividades comuns da vida diária.

Por fim, Márquez Filho (1993) reforça estes ensinamentos, dissertando que a prática de exercícios regulares, promove a melhoria da qualidade de vida, retardando o envelhecimento evitando a atrofia muscular, favorecendo a mobilidade articular e diminuindo a possibilidade de acometimentos de doenças causadas por fatores de risco que possam ser causados por falta de exercício físico na terceira idade.

2.3 PRINCIPAIS PATOLOGIAS QUE ACOMETEM OS IDOSOS E OS CUIDADOS

Com a velocidade enorme que o envelhecimento tem acontecido no mundo, varias são as preocupações com as mudanças e com a saúde pública e atenção básica de atendimento ao idoso, tudo com o intuito de atender as necessidades especificas desta população, promovendo um “pacote de Saúde” ofertando aos pacientes um estilo de vida condizente com a integração social do idoso na sociedade.

Para Moraes (2008) a partir da década de quarenta, as taxas de crescimento populacional no Brasil atingem valores superiores a 3,0% ao ano e tais alterações resultam na heterogeneidade do segmento idoso. Mas as mudanças nos campos tecnológicos, culminaram por reduzir a mortalidade após os 60 anos, aumentando o aumento do tempo de vida do idoso e também um alto gasto com saúde pública.

A situação de saúde é geralmente descrita em termos da mortalidade e da morbidade de uma dada população. A mortalidade da população idosa no Brasil tem sido exaustivamente descrita em outras publicações. […] os indicadores, referem-se ao estado geral da saúde e a condições especificas de saúde (doenças e condições relacionadas). Entre os indicadores gerais, destacamos a auto-avaliação da saúde e ter estado acamado em período recente, alem do numero de dias com incapacidade devido a problemas físicos e mentais.

De acordo com Beltrão et al (2004) a literatura cientifica na área de saúde determina os indicadores freqüentes de doenças que acometem idosos e diante disto são classificados a hipertensão arterial, o Diabetes Mellitos, Artrite, Artrose, doenças cardiovasculares.

Moares (2008, p. 13), afirma que Hipertensão, artrite e reumatismo são as doenças “ mais freqüentes auto-referidas, o que é também observado em outras populações idosas”, salientando ainda que, a Hipertensão e o Diabetes são muito semelhantes às observadas em outros idosos distribuídos pelo mundo.

Segundo Figueiredo e Tonini (2006), embora nem todas as doenças crônicas são mortais, elas tem forte impacto sobre a qualidade de vida dos idosos, sendo consideradas grandes ameaças de saúde e a situação financeira desta população. Elas estão classificadas entre as oito maiores causas de morbidade coletiva e individual em idosos.

Nesta mesma linha de pensamento, Papaléo Neto e Filho (2000), alertam que vários fatores influenciam no envelhecimento, classificando os em fatores intrínsecos e fatores extrínsecos. Os fatores intrínsecos são caracterizadas pelo envelhecimento genético, proliferação de radicais livres, imunidades celular e humoral, ligações cruzadas de macromoléculas, ligações de ADN-Histona e os Fatores extrínsecos, que são caracterizados como a radiação, altitude, temperatura, poluição, má alimentação, tensão emocional(stress).

Para Duarte e Diogo (2005) o envelhecimento tem inicio fisiologicamente, após o termino da fase do desenvolvimento e estabilização e perdura por um longo período que é pouco prceptivel, não causando insuficiência múltipla de órgãos ou aparelhos.

Para estes autores, as alterações cardiocirculatorias está diretamente relacionada ao debito cardíaco, devido às alterações do fluxo sanguíneo, culminando na redução dos fluxos plasmático e cerebral, pó que conduz o idoso a um reserva funcional bastante limitada quando comparada aos indivíduos em fase jovem.

Varias alterações acontecem devido ao envelhecimento, e as alterações funcionais do aparelho respiratório começam a prejudicar a vida do paciente idoso. Com a diminuição da elasticidade pulmonar, sofre um conseqüente prejuízo de funcionamento, devido ao volume residual de oxigênio, podendo gerar diversas infecções brônquicas e causando em muitos idosos as bronquites, asmas e até pneumonias. (DUARTE e DIEGO, 2005).

Assim também, Papaleo Neto e Filho (2008) descrevem que o sistema nefroexcretor começa a partir dos 50 anos, a funcionarem de forma insuficiente, normalmente não detectadas em exames clínicos e laboratoriais, reduzindo o ritmo de filtragem glomerular (RFG) de creatinina e de outras substancias, alterando no idoso o esvaziamento vesical. Isto acomete o idoso em doenças renais, pois o seu rim diminui a capacidade de concentração e diluição urinaria, de reabsorção do sódio e de excreção dos radicais ácidos. A sobrecarga funcional do rim, gera no ido um desequilíbrio homeostático, e isto poderá ser um dos fatores cruciais para o desenvolvimento de doenças como a Hipertensão Arterial, o Diabetes e ou as cardiopatias.

Duarte e Diego (2004) descrevem também a existência de doenças do sistema nervoso em idoso. Com o envelhecimento as alterações do sistema nervoso, pois, o cérebro diminui com a idade, tanto em tamanho quanto em volume, atrofiando-se com o progredir da idade, aumentando o volume dos ventrículos encefálicos. Há ainda uma perda substancial de neurônios, especialmente no córtex dos giros pré-centrais, com uma perda de 100 a 200 células por dia. Com isto, a perda de memória ou dificuldades para resolver problemas desconhecidos é notória, havendo em algumas circunstancias a necessidade de um acompanhamento medico para evitar uma doença degenerativa cerebral, como é o caso o Mal de Parkinson e a Doença de Alzheimer.

Este assunto pode ser considerado uma fonte inesgotável de busca pelo conhecimento da saúde do idoso, dada as grandes alterações fisiológicas e patológicas que acometem os idosos, tanto em órgãos quanto em tecidos. Estas são apenas algumas patologias que acometem os pacientes em fase idosa. As disfunções no funcionamento orgânico do idoso, devem ser interpretadas como fruto de excessiva demanda imposta a um sistema fisiológico que o incapacita de suprir os processos patológicos, que na maioria das vezes encontra-se camuflado nesta faixa etária, merecendo uma atenção especial dos médicos e principalmente da equipe de enfermagem, quer seja diagnostica ou terapêutica.

O papel do enfermeiro é muito importante pois este tem como função primordial aconchegar e promover a saúde do paciente idoso, dando-lhe confiança, apoio, orientações, informações e também promovendo os cuidados medicamentosos e com isto garante a qualidade de vida e bem estar destes pacientes.

2.4 DIABETES MELLITUS

O diabetes mellitus já era conhecida antes da era cristã. No papiro de Ebers descoberto no Egito, correspondente ao século XV antes de Cristo, já se descrevem sintomas que parecem corresponder à diabetes. Foi Areteu da Capadócia quem, no século II da era cristã, deu a esta afecção o nome de diabetes, que em grego significa sifão, referindo-se ao seu sintoma mais chamativo que é a eliminação exagerada de água pelo rim, expressando que a água entrava e saía do organismo do diabético sem fixar-se nele (polidipsia e poliúria, características da doença e por ele avaliadas por esta ordem (GAMA, 2002).

A busca do suposto hormônio produzido pelas ilhotas de Langerhans, células do pâncreas descritas em 1869 por Paul Langerhans, iniciou-se de imediato. Hedon, Gley, Laguessee Sabolev estiveram muito próximos do almejado triunfo, o qual foi conseguido pelos jovens canadenses Banting e Charles Best, que conseguiram, em 1921, isolar a insulina e demonstrar seu efeito hipoglicêmico. Esta descoberta significou uma das maiores conquistas médicas do século XX, porque transformou as expectativas e a vida dos diabéticos e ampliou horizontes no campo experimental e biológico para o estudo da diabetes e do metabolismo dos glicídios (GREED, 2001).

Posteriormente, segundo Greed (2001), o transplante de pâncreas passou a ser considerado uma alternativa viável à insulina para o tratamento da Diabetes mellitus do tipo 1. O primeiro transplante de pâncreas com essa finalidade foi realizado em 1966, na universidade de Manitoba.

Uma linha mais recente de pesquisa na Medicina tem buscado fazer o transplante apenas das ilhotas de Langerhans. O procedimento é simples, tem poucas complicações e exige uma hospitalização de curta duração. O grande problema é a obtenção das células, que são originárias de cadáveres. São necessários em média três doadores para se conseguir um número razoável de células (GRRED, 2001). “Aproximadamente 15% dos indivíduos com mais de 70 anos de idade apresentam o diabetes tipo II” (BERKOW et al., 2002).

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (2000) o estudo multicentrico sobre prevalência de diabetes mellitus no Brasil, apontou um índice de 7,6% na população brasileira entre 30-69 anos, atingindo cifras próximas a 20% na população acima dos 780 anos de idade. Cerca de 50% dessas pessoas desconhecem o diagnostico, e 25% da população diabética não faz nenhum tratamento. Já Nora & Fraser (1991) a incidência no diabetes tipo I tem freqüência de 1 a 3 por 1.000 aos 17 anos de idade.

Já para Jorde et al. (2004) o diabetes tipo II responde por mais de 90% de todos os casos de diabetes e afeta 10% a 20% da população adulta de vários países desenvolvidos. A incidência do tipo II está aumentando acentuadamente entre adolescentes e adultos jovens nos países desenvolvidos e está fortemente correlacionada com a incidência elevada da obesidade.

Em contraste com a diabete tipo I, a diabete tipo II está associada a aumento da concentração de insulina. Esse aumento ocorre como resposta compensatória das células beta do pâncreas, devido à diminuição da utilização e armazenamento dos carboidratos, e a conseqüente elevação do nível de glicemia. Como conseqüência, verifica-se o desenvolvimento de hiperglicemia leve após ingestão de carboidratos nos estágios iniciais da doença. Nos estagio avançados da diabete tipo II, as células beta do pâncreas tem “exaustão”, ficando incapazes de produzir insulina em quantidade suficiente para impedir o desenvolvimento de hiperglicemia mais acentuada (GUYTON & HALL, 2002).

Pacientes com diabetes tipo II são, em sua maioria, obesos. Alguns indivíduos obesos, apesar da acentuada resistência à insulina e de aumentos do nível da glicemia maiores do que o normal após uma ingestão de uma refeição, nunca desenvolve diabetes mellitus clinicamente significativo; aparentemente, o pâncreas, esses indivíduos, produzem insulina em quantidade suficiente para impedir o aparecimento de graves anormalidades do metabolismo da glicose. Em outros, entretanto, o pâncreas torna-se gradualmente exausto em conseqüência da secreção de grande quantidade de insulina, e verifica-se o desenvolvimento de diabetes mellitus. Alguns estudos sugerem que fatores genéticos desempenham papel importante, determinado se o pâncreas do individuo é capaz de sustentar durante muitos anos o elevado debito de insulina necessário para evitar a ocorrência das graves anormalidades do metabolismo da glicose no diabetes tipo II (GUYTON & HALL, 2002).

Segundo Rubin & Farber (2002) o diabetes mellitus dependente de insulina é mais comum entre os europeus setentrionais e seus descendentes.

Para Robbins & Contran (1996) a incidência do Diabetes Mellitus tipo I, insulino-dependente, ocorre comumente na faixa etária de 0 a 15 anos, é de 7,8% da população. Surge mais freqüentemente em crianças e adultos jovens. Ocorre a destruição das células beta, geralmente ocasionando deficiência absoluta de insulina, necessitando fazer uso de insulina diariamente. Esta forma de diabetes resulta de ausência acentuada e absoluta de insulina; representa de 5 a 10% dos portadores de diabetes (pâncreas pára de produzir a insulina). Poucos casos têm relação com hereditariedade. A evolução clínica é rápida se não for tratado prontamente com insulina.

Segundo Netina (2003) no metabolismo dos carboidratos, a insulina afeta a conversão da glicose em glicogênio para armazenamento no fígado e nos músculos, e possibilita a liberação imediata e utilização da glicose pelas células. Contudo observam-se os problemas nutricionais mais comuns envolvendo carboidratos nos indivíduos com varias intolerâncias a esse polissacarídeo.

De acordo com Devlin (2000), à medida que o organismo humano constrói e renova suas estruturas, obtém armazena energia e executa suas varias funções, existem muitas circunstâncias nas quais é essencial usar moléculas ou partes de moléculas que não se associam com a água. Essa propriedade de ser não polar e hidrofóbica é característica que define as substancias classificadas como lipídeos, tendo os adipócitos como células especializadas em armazenar lipídios na forma de triacilglicerois.

A hidrólise dos triacilglicerois é catalisada pela enzima lipase sensível a hormônio cuja atividade é regulada em função de níveis de glucagon, hepinefrina e insulina, e leva a liberação de glicerol e ácidos graxos na corrente sanguínea. A forma que a taxa de captação de glicose pelos adipócitos, regulada pelos níveis de insulina e pela disponibilidade da glicose que é um fator controlador da formação e mobilização dos triacilglicerois (Da POIAN & CARVALHO ALVES, 2005).

De acordo com Griffiths et al (2006) um caráter multifatorial é definido como aquele determinado por uma combinação de fatores, genéticos e, possivelmente não genético também, exercendo cada um apenas pequenos efeitos. Os distúrbios fatoriais tendem a agrupar famílias, mas não exibem qualquer padrão genético particular em famílias individuais.

Segundo Borges-Osório & Robinson (2001, pág.156) “risco de recorrência é o risco de surgimento de um novo afetado em sua família na qual já existe um individuo afetado”.

Para Thompson & Thompsom (1993) embora os riscos de recorrência possam ser dados com fidelidade para doenças monogênicas, a situação é mais complicada para doenças multifatoriais. Isso porque o número de genes que contribuem para a doença não é em geral desconhecido, a constituição alélica exara dos genitores não é conhecida e a amplitude dos efeitos ambientais pode variar substancialmente.

Muitas doenças podem resultar de uma herança multifatorial. A diabetes mellitus, que para Griffiths et al (2006) é uma doença na qual os níveis de açúcar no sangue são anormalmente altos, seja porque o corpo não produz insulina suficiente (diabetes tipo I) ou porque as células são incapazes de responderem á insulina (diabetes tipo II) é um tipo de herança multifatorial, pois provém de fatores ambientais (dieta) e da interação de vários genes.

Segundo Rubin & Farber (2002) qualquer pessoa pode ter diabetes mellitus, sendo que algumas características, denominadas fatores de risco, aumentam a chance de ter a doença.

A obesidade é o acúmulo excessivo de gordura no corpo, de forma generalizada ou afetando partes específicas do organismo. É um fator de risco que, quando associado com colesterol alto e diabete, ganha grande importância do ponto de vista do desenvolvimento de doenças cardiovasculares e como tal deve ser levado a sério. Perder peso pode ser uma medida de muita importância para o controle da Diabetes, doença esta intimamente relacionada ao desenvolvimento e progressão de doenças cardiovasculares (RUBIN & FARBER, 2002).

Atualmente, considerado uma das principais causas de doenças cardíacas, o sedentarismo pode ser combatido através da prática regular de exercícios. As pessoas sedentárias têm maior tendência à obesidade e ao desenvolvimento de diabetes, que é fator que predispõem o aparecimento de doenças cardiovasculares (RUBIN & FARBER, 2002).

O stress, ou tensão emocional é um mal que faz muitas pessoas sofrerem. Para as pessoas que têm problemas de coração e diabetes, o stress pode agravar a doença e dificultar o tratamento. Como não podemos eliminá-lo de nossas vidas, devemos aprender a administrá-lo, procurando sempre uma qualidade de vida melhor (MONTGOMERY & CONWAY, 1994).

Cientistas acreditam que fatores ambientais, possivelmente uma infecção viral ou um fator nutricional na infância ou no inicio da vida adulta faz com que o sistema imune destrua as células betas produtoras de insulina no pâncreas. Para que isto ocorra é, provável que seja necessário alguma predisposição genética. Mais de 90% dessas células são destruídas de modo permanente (BERKOW et al., 2002).

Para Braunwald et. al. (2002) este processo resulta da destruição auto-imune das células beta, que leva a deficiência de insulina. Os indivíduos com diabetes mellitus tipo I não possuem marcadores imunológicos indicativos de um processo destrutivo auto-imune das células beta.

As complicações do diabetes abrangem episódios agudos e complicações tardias ou crônicas (FARIA, 1999).

O diagnostico é clinico e laboratorial sendo o diagnostico clinico através dos sintomas clássicos do Diabetes Mellitus que são: aumento da sede, da micção ou da fome, ou se existirem fatores de risco característico como antecedentes familiares de diabetes, obesidade, infecções freqüentes ou qualquer outra complicações associada com a diabetes, assim como fatores associadas a perda ponderal são bem mais característicos do diabetes tipo I, onde estão quase sempre presentes. A presença de obesidade não exclui, com tudo o diagnostico.

No diabetes tipo II cerca de 50% dos pacientes desconhece ter a doença por serem assintomáticos ou aligossintomaticos, apresentando mais comumente sintomas inespecificos como: tontura, dificuldade visual, astenia ou câimbras. Vulvovaginite de repetição e disfunção erétil podem ser também, os sintomas inicias. Cerca de 80% dos pacientes tem excesso de peso.

O diagnostico laboratorial, como enfatiza Netinna (2003), somente é primaz quando consistem nos teste utilizados fazer o diagnostico bem como nas medidas para monitorar a glicose com controle em curto e longo prazo.

A outro tipo de analise de sangue, chamado a prova de tolerância oral a glicose que se realiza em certos casos como quando se suspeita que uma mulher grávida tem diabetes gestacional. Nesta prova obtém-se uma amostra de sangue em jejum para medir o valor de açúcar e fornece-se ao doente uma solução especial para beber a qual contem uma quantidade normalizada de glicose. Durante duas ou três horas seguintes colhe-se varias amostras de sangue.

Dessa forma em ambos os tipo de diabetes Mellitus, ocorrem a alteração sobre o metabolismo da glicose impedindo sua capitação e utilização eficientes pela maioria das células do corpo a exceção das células do cérebro. Incidindo principalmente em pessoas idosas.

2.5 – HIPERTENSÃO ARTERIAL

Na literatura são encontradas inúmeras definições sobre conceito de hipertensão arterial. Amado e Arruda (2004) definiu a hipertensão como uma síndrome clínica multifatorial, caracterizada pela presença de níveis tensionais elevados, associados a alterações metabólicas e hormonais e à fenômenos tróficos como hipertrofias cardíacas e vasculares.

Para o Ministério da Saúde (2006), a hipertensão arterial é conceituada como o aumento da pressão arterial, com valores superiores a 140 por 90 milímetros de mercúrio (mmHg), ou também quando o indivíduo apresenta uma pressão diastólica igual/superior a 110 mmHg em qualquer medida ou 90 mmHg em duas medidas tomadas num intervalo de quatro horas, encontrando-se o paciente sentado em repouso. ( BRASIL, 2006)

Segundo dados estatísticos da Organização Mundial de Saúde (1998), definem a Hipertensão Arterial como sendo “uma doença caracterizada por uma elevação crônica da pressão arterial sistólica e/ou pressão arterial diastólica.

De acordo com Dell`Acqua (1997), um indivíduo é considerado portador de hipertensão arterial quando a pressão arterial diastólica permanece acima de 90 mm de Hg e a sistólica acima de 160 mm de Hg. Existindo alguns fatores, denominados fatores de risco, que podem influenciar no aparecimento da hipertensão arterial essencial, sendo divididos em dois grupos: a) CONGÊNITOS: hereditariedade, idade, raça e sexo e b) ADQUIRIDOS: obesidade, alimentação rica em sal e gorduras, álcool, tabaco, drogas anticoncepcionais, estresse.

A hipertensão arterial é um importante fator de risco para doenças decorrentes de aterosclerose e trombose, que se exteriorizam, predominantemente, por acometimento cardíaco, cerebral, renal e vascular periférico. É responsável por 25 e 40% da etiologia multifatorial da cardiopatia isquêmica e dos acidentes vasculares cerebrais, respectivamente. Essa multiplicidade de conseqüências coloca a hipertensão arterial na origem das doenças cardiovasculares e, portanto, caracteriza-a como uma das causas de maior redução da qualidade e expectativa de vida dos indivíduos. ( DELL`ACQUA et al, 1997).

Além dos fatores de risco, outros aspectos devem ser levados em consideração, tais como: situação sócio-econômica; grau de instrução; atividade que executa; sentimentos e conhecimento sobre a doença; crenças de saúde; estilo de vida; experiência anterior com a doença no meio em que vive; percepção (BRASIL, 2007 )

Outra definição de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) foi descrita por Silva e Souza (2004) como hipertensão arterial uma síndrome clínica caracterizada pela elevação da pressão arterial a níveis iguais ou superiores a 140 mm Hg de pressão sistólica e/ ou 90 mm Hg de pressão diastólica — em pelo menos duas aferições subseqüentes — obtidas em dias diferentes, ou em condições de repouso e ambiente tranqüilo. Quase sempre, acompanham esses achados de forma progressiva, lesões nos vasos sanguíneos com conseqüentes alterações de órgãos alvos como cérebro, coração, rins e retina. Geralmente, é uma doença silenciosa: não dói, não provoca sintomas, entretanto, pode matar.

É considerado hipertenso, para Smeltzer e Bare (2002), o individuo que tem pressão alta acima da faixa superior aceita pela normalidade. Ou seja, é a elevação da pressão arterial para números acima dos valores tidos como normais ( 140/90 MHG).

Afirma Guyton (1997, p.1015) que a pressão arterial considerada normal esta intrinsecamente ligada ao aferimento da pressão e quando esta se encontra nos parâmetros iguais ou abaixo de 90 mHg.

Foss, Keteyan (1998, p.218) concordam com Guyton(2002), ao determinar que a hipertensão arterial, acontece quando a pressão sistólica e diastólica, apresenta elevações quando o corpo se encontra em repouso; acredita-se que nos dias atuais, cerca de 24% da população norte americana é portadora de hipertensão, sendo a doença prevalente em homens negros.

Quando a pressão arterial atinge números elevados, acima de 140/90 mHg, muitas são as lesões que podem acometer diversos órgãos do corpo humano, tais como cérebro, coração, rins e olhos, não podendo esquecer que a hipertensão secundaria é muito comum e pode ser controlada através de um tratamento médico especifico.

3.0 METODOLOGIA

3.1 TIPO DE PESQUISA

Inicialmente foi realizada, uma pesquisa bibliográfica, que na concepção de Markoni e Lakatos (2001) é o passo inicial na construção efetiva de um protocolo de investigação, quer dizer, após a escolha de determinado assunto faz se um estudo bibliográfico sobre o tema apontado. Auxiliando como um método mais apropriado, buscando o conhecimento das variáveis e comprovando a autenticidade de pesquisa.

Também foi feita uma pesquisa exploratória descritiva, com analise documental, através da obtenção dos dados relativos aos idosos cadastrados no ESF Carmelo, da Ficha A, do SIAB, onde procurou-se coletar os dados fundamentados nos objetivos e problema inicialmente propostos.

3.2 COLETA DE DADOS

A coleta de dados foi realizada no ESF CARMELO, através de uma análise documental, na Ficha A, do SIAB (anexo A), onde são descritos os dados sócio-demográficos de todos pacientes cadastrados.

Foi realizada uma análise de homogeneidade dos dados com o intuito de verificar o comportamento dos mesmo e constatou-se que os dados se ajustam a uma distribuição normal.

Foram analisadas 598 Fichas e destas foi detectados 160 Fichas, e destes 43 indivíduos foram classificados como excluídos da pesquisa e considerados inclusos apenas 117 amostras, que foram estudadas e discutidas neste trabalho, tendo por escopo a caracterização sócio demográfica dos idosos cadastrados no ESF investigado.

3.2.1 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO/EXCLUSAO

Considerou-se incluso todos os pacientes cadastrados no ESF Carmelo, com faixa etária superior a 60 anos e também que estivessem devidamente cadastrados e com a ficha A, completa.

Considerou-se excluso todos pacientes com faixa etária inferior a 60 anos e indivíduos que estivessem cadastrados porem com dados incompletos na Ficha A.

3.3 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS

Os dados coletados foram tabulados de maneira a garantir a validade e confiança nos resultados. Este processo envolveu o estudo minucioso de todas as fichas A, no período de 01 à 40 de novembro de 2009, relativo ao cadastro de todos os indivíduos idosos.
Estes dados forma submetidos à tabulação e grafados através do software Excell, tendo por finalidade explicitar e sistematizar o conteúdo da mensagem por meio da análise confirmatória dos dados. Após será realizado uma discussão dos resultados correlacionando a luz da literatura cientifica, buscando com isto responder aos objetivos inicialmente propostos.

3.4 ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS

A pesquisa não necessitou de apreciação do COMITÊ de ÉTICA, por se tratar de uma análise documental, não envolvendo seres humanos e nem será necessário a autorização expressa dos sujeitos descritos nas fichas investigadas, por se tratar de uma pesquisa documental com caráter anônimo, dependendo apenas da autorização da concordância expressa da Instituição.

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