1. ORIGEM

– Origem: Continente Asiático.

– Principal país produtor do mundo: Índia.

– Introdução Brasil: século XVII pelos portugueses.

2. IMPORTÂNCIA ECONÔMICA

– De clima tropical: cultivada em todo Brasil, mas alguns estados + tecnificados.

– Maiores áreas cultivadas: SP, BA, MG. Quadro 1.

– Nordeste: crescimento com tecnologia (irrigação, podas, indução florescimento).

– Manga: mercado em expansão. Exportação em alta.

– variação dos preços de 1985 (350 dólares/ton) a 1995 (2.260 dólares/ton).

– preços médios mensais <$ em dez/jan (pico safra). Importante antecipar produção para out/nov c/ técnicas de indução p/ obter melhores preços (entressafra).

3. VALOR NUTRICIONAL

– Natural (sobremesa), sucos, sorvetes, molhos, geléias, etc.

– Destaca-se de outras frutas pelo alto teor de Vit A, sendo também importante fonte de Vit C, do complexo B, sais minerais, fibras (bom para funcionamento do intestino).

4. BOTÂNICA E VARIEDADES

– Família: Anacardiaceae

– Gênero: Mangifera

– Espécie: Mangifera indica

– Escolha da cultivar: f(condições ecológicas, resistente praga/doença, qualidade frutos, produtividade). Quadro 4.

– Mais bem aceitas: Haden, Keitt, Van Dyke, Palmer e Tommy Atkins.

– Para suco de manga, um dos cultivares mais procurados é o “Ubá”, muito disseminado na Zona da mata mineira, devido à coloração e ao sabor da polpa, além de sua grande ocorrência natural. Em razão de a maioria das mangueiras ‘Ubá’ na Zona da mata mineira ter sido originada de sementes, existe considerável variabilidade entre elas, havendo necessidade de um trabalho de seleção, visando identificar indivíduos superiores em relação a características agronômicas definidas como adequadas.

5. CLIMA E SOLO

– Sensível ao frio; T menores que 15 ºC prejudica produção.

– Sem luz (sombra) a planta floresce, mas não produz.

– Antes de florescer: sem chuva p/ paralisar crescimento vegetativo e acontecer à indução do florescimento.

– Depois do florescimento deve ter chuva para bom vingamento de flores. No Nordeste irriga.

– Chuvas durante o florescimento: fungos, prejudica polinização (lava o grão de pólen, atrapalha insetos polinizadores, etc).

– Planta rústica que se adapta a vários tipos de solos.

– No geral, devem ser profundos e bem drenados, evitando-se aqueles com menos de 2.0 m de profundidade de perfil.

– Sensíveis a salinidade do solo (Na). Solução: porta-enxertos tolerantes, manejo adequado irrigação.

6. CALAGEM

– De acordo com a necessidade, pelo resultado de Análise de Solo.

7. ADUBAÇÃO

– Covas: 50 x 50 x 50 cm.

– 30 dias antes do plantio: mistura-se o solo retirado das covas com 20 L de esterco de curral, ou 5 L de esterco de galinha, ou 2 L de torta de mamona..

– Ver quadro.

– Pomares em produção usar pelo menos 2 aplicações/ano de micro nutrientes, especialmente boro e zinco; através de pulverizações foliares (1ª antes do florescimento e a 2ª durante o período de crescimento dos frutos).

– Para tanto se deve empregar uma solução contendo sulfato de zinco a 0,5% e ácido bórico a 0,2%, que pode ser associada a uma pulverização com fungicida ou inseticida.

8. PLANTIO

– Qualquer época do ano – irrigação.

– Caso contrário a melhor época é no início da estação chuvosa.

– As variedades de porte mais elevado, como a Haden e a Ruby deverão ser plantadas no espaçamento de 10 x 12m.

– As de porte menor, como a Tommy Atkins e a Keitt podem ser plantadas a 8 x 10m.

– Adensado: 6 x 6m, 3,5 x 4,5 m; porém exige podas regulares laterais e do topo.

– A muda ideal é a nova, enxertada por garfagem sobre cavalos da variedade Coquinho ou Rosinha.

– Cuidado de não quebrar a muda no plantio.

9. TRATOS CULTURAIS

9.1 CULTURAS INTERCALARES

– É possível empregar culturas intercalares, ou consórcio, devido ao desenvolvimento inicial lento da mangueira.

– A escolha da cultura depende do agricultor, porém seu manejo deve interferir o mínimo possível na cultura da mangueira.

– É possível utilizar culturas anuais como soja, amendoim, feijão, dentre outras, ou frutíferas de ciclo curto, como o mamoeiro, maracujazeiro e abacaxizeiro.

– Cuidado para não sombrear a muda da manga.

9.2 CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS

– A área de projeção da copa deve ser livre de plantas daninhas durante todo o ano, podendo ser utilizada a capina manual ou herbicidas registrados para a cultura, seguindo as recomendações técnicas para sua aplicação.

– Para plantas novas, o uso de herbicidas não é recomendado.

– Em pomares com + de 2 anos, alguns herbicidas, como paraquat, glifosate e diuron, são usados com freqüência, embora não sejam registrados para a cultura. Registrados são atrazine e diquat.

– Nas entrelinhas, deve-se controlar o mato, utilizando roçadeira, cuja periodicidade de controle depende da época do ano.

9.3 INDUÇÃO DO FLORESCIMENTO

– Produzir na entressafra, garantindo melhores preços;

– Prolongar o período de safra;

– Propiciar maior estabilidade dos preços no mercado interno;

– Reduzir a alternância de frutificação;

– Auxiliar no controle de moscas-das-frutas.

– Deficiência hídrica de pelo menos 1 mês, para proporcionar o necessário amadurecimento dos ramos.

– Em regiões de clima semi-árido, o período de deficiência hídrica é conseguido pela interrupção da irrigação.

– Na Zona da Mata mineira (quase não se consegue deficiência hídrica na época em que antecede o florescimento, além de apresentar inverno frio): fazer 3 pulverizações de ethephon a 0,25 ml/L, seguidas de uma pulverização de nitrato de potássio a 30 g/L em mangueira “Haden”.

– As pulverizações de ethephon devem ser realizadas em abril e maio, e o nitrato pulverizado em maio.

10. PRAGAS

– Pragas secundárias: percevejos, ácaros, formigas cortadeiras, brocas, lagartas, besouros, cochonilhas, cigarrinhas e tripes. Causam danos, mas dificilmente atinge nível de dano econômico.

– Praga chave: mosca das frutas. Problema exportar EUA e Japão.

– Controle:

a) plantio de mangueiras afastado de plantas de espécies atacadas pelas moscas, sem no entanto, causar danos econômicos, como ocorre no cafeeiro;

b) eliminação de plantas de espécies mais atrativas às moscas, que estiverem próximas ao pomar, como goiabeira;

c) coleta e enterrio de frutos que estiverem caídos ao solo;

d) uso de controle biológico, associado a outros métodos; e emprego de cultivares pouco atacados, como Haden 2H, Bourbon.

– O controle químico é um dos métodos mais importantes e mais utilizados, devido à sua relativa facilidade de aplicação, eficiência e custos relativamente baixos.

– Recomenda-se o monitoramento das moscas para determinar momento certo de pulverizar.

– Geralmente na nossa região as moscas começam a atacar no mês de set, com as frutas “de vez”.

– Devem-se utilizar armadilhas que podem ser confeccionadas com garrafas de plástico, descartáveis, com 3 furos de 15 mm de diâmetro na sua extremidade superior, que irão servir de entrada das moscas.

– Para atrair as moscas usa-se iscas, tais como melaço a 7% em água, adicionando 2 ml de triclorfon por litro de mistura ou suco de frutas.

– As garrafas devem ser penduradas nas plantas a uma altura de 2,5 m, cujo número varia de acordo com o tamanho do pomar. Usa-se 4 frascos para áreas com até 1 há, 2 frascos/ha, para áreas com 2 a 5 há e 1 frasco por há, para pomares com mais de 5 há.

11. DOENÇAS

ANTRACNOSE

– Principal doença.

– Fungo: Colletotrichum gloeosporioides.

– Ataca as flores, folhas, ramos e frutos.

– Extremamente prejudicial na florada.

– Frutos jovens caem.

– Frutos maduros ficam com manchas pretas, de tamanho e número variáveis, irregulares, deprimidas, podendo apresentar rachaduras na casca.

– Controle: pulverizações durante toda a fase produtiva.

– Produtos registrados: oxicloreto de cobre, hidróxido de cobre, óxido cuproso e o diticarbamato mancozeb toda semana durante a floração e de 15 em 15 dias a partir da formação dos frutos.

– Benomyl, tiofanato metílico, tebuconazole, que são fungicidas sistêmicos, são também utilizados, proporcionando eficiente controle do fungo.

OÍDIO

– Fungo: Oidium mangiferae.

– Ataca folhas, inflorescências e frutos recém-formados, que ficam com uma coloração branco-acinzentada, devido ao crescimento do fungo.

– Condição favorável : T baixa.

– Prejuízo maior quando acontece na inflorescência – cai às flores.

– Controle: pulverização toda semana de produtos à base de S e quinometionato, durante o florescimento.

– Realizar rotação princípios ativos – evita resistência do fungo.

SECA-DA-MANGUEIRA

– Fungo: Ceratocystis fimbriata, geralmente transportado pelo besourinho Hipocryphalus mangiferae. (caso de ataque na parte aérea)

– Controle químico não existe eficiente.

– Controle: uso de porta-enxerto resistentes e a eliminação dos ramos atacados, 40cm abaixo da porção já colonizada pelo fungo, são as únicas medidas indicadas para evitar a morte da planta.

– Os locais cortados devem ser tratados com fungicida à base de cobre.

– Pode iniciar também pela raiz, e levar à morte. Nesse caso, não existe nenhuma medida de controle viável.

– O fungo ou o inseto vetor pode ser disseminado de uma região para outra por meio de mudas; portanto em regiões onde a doença ainda não ocorre, deve-se tomar o máximo de cuidado ao adquirir mudas de regiões onde a doença está presente

MAL FORMAÇÃO FLORAL E VEGETATIVA

– É uma doença que ataca principalmente as panículas da mangueira, causando deformações e tornando-as improdutivas. Ocorre também nas partes vegetativas, como nos brotos das plantas.

– Não se sabe ao certo a causa (fungos, nematóides, vírus, deficiência Zn, desequilíbrio hormonal, ácaros, umidade em excesso)

– Controle: evitar a colheita de material propagativo de plantas com sintomas de malformação; poda e a eliminação dos ramos e inflorescências com sintomas.

– Estas práticas não eliminam o problema, mas podem mantê-lo em níveis aceitáveis.

MANCHA ANGULAR

– Bactéria Xanthomonas campestris que penetra na planta por meio de ferimentos ou aberturas naturais. É problema no estado de São Paulo.

10. COLHEITA

– Colher quando a fruta estiver madura, evitando-se a necessidade do emprego de métodos artificiais de maturação.

– Frutos baixos : manualmente.

– Frutos altos: “colhedores de vara”, que consiste em uma sacola de pano ou rede amarrada em um aro de ferro redondo ou chapa, contendo uma reentrância ou uma lâmina para separação da fruta da planta.

– No campo as frutas são acondicionadas em caixas de plástico e mantidas à sombra até o envio para barracões.

– No barracão são classificadas e embaladas em caixas de papelão ou madeira, para remessa ao mercado interno.

– Para exportação elas sofrem antes um tratamento pós-colheita.

11. RENDIMENTO

– Rendimento variável.

– Haden 80 kg de frutas por pé e por ano.

– Variedades Tommy Atkins, Palmer e Keitt 100 kg/pé/ano.

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