1. Critérios de Dimensionamento

1.1. Perda de Carga

As perdas técnicas de energia nas redes primárias de distribuição são decorrentes das resistências elétricas nas linhas. Pela natureza indutiva de algumas cargas e reatâncias das linhas, parte da energia dissipada é devida aos fluxos de potências reativas entre a subestação e os pontos de carga.

Existem varias formas de reduzir as perdas de energia elétrica nas redes de distribuição. As mais importantes são, a substituição das linhas de distribuição e equipamentos associados, reconfiguração das redes e instalação de banco de capacitores

1.2. Capacidade de condução

A capacidade de condução é um critério importante, pois leva em consideração os efeitos térmicos provocados nos componentes do circuito pela passagem da corrente elétrica em condições normais, a fim de garantir uma vida satisfatória aos condutores e suas isolações

A corrente transportada por qualquer condutor durante períodos prolongados em funcionamento normal deve ser tal que a temperatura máxima para serviço continuo não seja ultrapassada

Os valores das correntes devem ser calculados levando-se em consideração as características da carga, e para cabos enterrados, a resistividade térmica do solo

Temperaturas Características dos Condutores

– Tipo de isolação Temperatura máxima para serviço continuo

Cloreto de polivinila (PVC) – 70C
Borracha etileno-propileno(EPR) – 90C
Polietileno-reticulado (XLPE) – 90C



2. Componentes Elétricos Utilizados

2.1 Condutores:

Condutor elétrico é todo corpo que permite a movimentação de carga no seu interior. Caso não seja possível essa movimentação, então o corpo é chamado de isolante elétrico.

Os condutores utilizados nas instalações elétricas residenciais, comerciais ou industriais de baixa tensão poderão ser de cobres ou de alumínio, com isolamento de PVC (cloreto de polivinil) ou de outros materiais previstos por normas.

Os condutores elétricos podem ser divididos em:

Condutor nu: é um condutor que não possui qualquer isolamento elétrico contínuo.

Condutor isolado: é o conjunto constituído pela alma condutora (*) revestida de uma ou mais camadas de material isolante, que garantem o seu isolamento elétrico.

(*) A alma condutora pode ser constituída por um único fio (unifilar), situação habitual para as secções mais baixas (até 4 mm2) ou por um conjunto de fios (multifilar).

Antes de decidir como abastecer pontos de utilização, devemos escolher a maneira de instalar os condutores.

Escolhendo a maneira de instalar e conhecida a potência dos pontos de utilização, deve-se calcular a corrente em ampères.

Com isso, está em condições de escolher a bitola do condutor pela capacidade de condução, aplicando-se os fatores de correção conformes as temperaturas ambiente e a agrupamento de condutores.

A norma NBR-5410 prevê a seção mínima dos condutores conforme o tipo de instalação, a seção do condutor neutro e a seção mínima do condutor de proteção.

Escolhido o condutor pelos critérios anteriores, verifica se satisfaz quanto à queda de tensão admissível.

O condutor a ser escolhido é o de maior seção.

Os condutores de baixa tensão são normalmente comercializados em rolos a 100 m em diversas cores, que na instalação devem ser a s seguintes.

– condutor fase: preto, branco, vermelho ou cinza.
-condutor neutro: azul-claro;
-condutor de proteção: verde ou verde e amarelo.

2.2. Tomadas

Uma tomada elétrica é o ponto de conexão que fornece a eletricidade principal a um plugue macho conectado a ela. As mais comuns têm dois terminais, utilizados em circuitos monofásicos ou bifásicos, um para a fase e outro para o neutro (no caso de monofásico) ou um para cada fase (no caso de bifásico), e algumas também têm um terceiro, denominado “ligação de terra” ou simplesmente “terra”. Existem também outras tomadas com mais terminais, de 3 (corrente trifásica), 4 ou mais, normalmente para uso na indústria.

Segundo a última atualização, feita em 2002, da norma brasileira que trata da padronização de Plugues e Tomadas até 20A/250V no Brasil (NBR 14136:2002) da ABNT, que tem como base a norma internacional IEC 60906-1, todas as tomadas devem ter as dimensões padronizadas e possuir três terminais fêmea, sendo o central referente ao condutor de equipotencialização (fio terra) desalinhado em relação aos outros dois. Visando uma maior segurança, de modo a evitar choques elétricos, a tomada fêmea deverá ser rebaixada para que o usuário do equipamento só tenha contato com a parte não isolada eletricamente após a sua desenergização.

Apesar de ter sido editada em 2002 e entrado em vigor 29 de Dezembro de 2002, existem prazos para a adequação da indústria a esta nova norma, então o processo de substituição das tomadas antigas de apenas dois terminais pelas novas de três terminais ocorre de forma lenta e gradativa. Os equipamentos mais novos já vêm com seus Plugues machos no formato adequado a NBR 14136:2002.

A maior mudança para os consumidores ocorrerá a partir de 2010, quando aparelhos: como geladeira, máquina de lavar roupa e microondas, que necessitam de incorporação do condutor-terra, apresentará o plugue de três pinos. Para esses casos, o consumidor terá que trocar a sua tomada. Nos demais, a troca da tomada será feita à medida que consumidor julgar necessário, uma vez que o plugue padrão de dois pinos é compatível com a tomada atual.

As residências que não tiverem o aterramento serão necessárias o consumidor trocar a tomada na qual vai conectar especificamente esses aparelhos, que necessitam do fio terra, tais como refrigerador, microondas e maquinas de lavar roupas para fazer o devido aterramento. Porém a Lei 11.337, de 26 de julho de 2006, determina que todas as novas edificações precisam ter o aterramento da rede elétrica. Aproveite e já instale a tomada padrão. Pois estará construindo uma casa com muito mais segurança. A segurança não é só do consumidor, mas também das instalações.

2.3 Interruptores

Para o controle de circuitos trifásicos devera ser usado dispositivo tripolar que atue sobre os três condutores-fase simultaneamente. Somente será permitido dispositivo monopolar para corrente nominal superior a 800 ampères.

Os interruptores unipolares, paralelos ou intermediários, devem interromper unicamente o condutor-fase e nunca o condutor neutro. Isso possibilitará reparar e substituir lâmpadas sem riscos de choque; bastará desligar o interruptor.

Em circuitos de dois condutores-fase, derivados de sistema trifásicos, deve-se usar interruptor bipolar.

Os interruptores devem ter capacidade suficiente, em ampères, para suportar por tempo indeterminado as correntes que transportam.

Os interruptores comuns para instalações residenciais são de 5 A – 250 voltes, o que permite comandar cargas ate 550 watts, em 110 volts, ou 1 100 watts, em 220 volts.

Quando há carga indutiva, como por exemplo, em lâmpadas fluorescentes, e não se dispondo de interruptor especial, pode-se usar o interruptor comum, porém com capacidade, no mínimo, igual ao dobro da corrente a interromper.

– Interruptor de Várias Seções

Quando desejamos comandar diversas lâmpadas do mesmo ponto de luz, como no caso de abajures, ou diversos pontos de luz, usamos interruptores de varias seções.

– Interruptor Three-Way (S3w) ou paralelos

É usado em escalas ou dependências cujas luzes, pela extensão ou por comodidade, se deseja apagar ou acender de pontos diferentes.

– Interruptor Four-Way (S4w) ou intermediários

Às vezes, há necessidade de se comandar os circuitos em vários pontos diferentes. Então, lança-se mão de um sistema múltiplo, representado pelo esquema da Fig. 1, denominamos four-way, porque são dois condutores de entrada e dois de saída.

figura



Fig.1

Este tipo de sistema exige, nas suas extremidades, ou seja, junto à fonte e junto à lâmpada, interruptores three-way. Os interruptores four-way executam duas ligações diferente.

figura



Fig. 2

Na posição representada pela Fig. 1, a lâmpada acenderá. Se agirmos em qualquer dos interruptores, a lâmpada se apagará. Vejamos: agindo no interruptor 3, a sua ligação se inverterá e a sua lâmpada se apagará. É fácil compreender, basta acompanhar o circuito.

figura



Fig.3

3. Iluminação

A iluminação pode ser Direta ou Indireta:

Direta- é dirigida diretamente para o alvo a ser iluminado. Quanto maior a distancia entre à fonte e o objeto a ser iluminado, menor é a intensidade da iluminação e maior é a área atingida pelos raios de luz.

Indireta- não ilumina necessariamente o objeto e sim o ambiente em que este se encontra. Uma iluminação pode conter focos de luz diretos e indiretos num mesmo ambiente.

Lâmpadas halógenas- As lâmpadas halógenas possuem luz branca e brilhante, que possibilita realçar melhor as cores e os objetos do que lâmpadas incandescentes comuns. São bastante econômicas e possuem uma vida útil de 2.000 a 4.000 horas

Compactação, não ocorre escurecimento do bulbo, maior durabilidade e maior eficiência.

Lâmpadas incandescentes- Uma das mais antigas fontes de luz, a lâmpada incandescente representa a fonte de luz artificial mais presente no mundo. Ela é constituída por um filamento de tungstênio alojado no interior de um bulbo de vidro preenchido com gás inerte.

Quando da passagem da corrente elétrica pelo filamento, os elétrons se chocam com os átomos de tungstênio, liberando uma energia que se transforma em luz e calor. Sua temperatura de cor fica na faixa de 2.700 K dando a ela uma cor amarelada, é atualmente a mais utilizada em residencial.

Lâmpadas fluorescentes- São atualmente as lâmpadas mais econômicas e com mais eficiência no mercado. Sua durabilidade é muito maior do que uma lâmpada incandescente. Nela é utilizado um revestimento interno de pó a base de fósforo, que quando excitada com radiação ultravioleta gerada pela ionização dos gases produz luz visível. Para a utilização das lâmpadas fluorescente precisa-se de dois acessórios extra: O Starter ou rele térmico e o Reator que é uma bobina para gerar a alta tensão necessária ao arranque e controlar a corrente consumida pela lâmpada.

As lâmpadas incandescentes consomem mais energia que as lâmpadas fluorescentes, mas se você souber escolher a lâmpada correta para cada tipo de luminária, poderá racionalizar o consumo e usufruir do conforto de qualidade de luz que elas proporcionam ao ambiente.

Nas lâmpadas incandescentes e halógenas, 80% da energia utilizada é transformada em calor e apenas 15% gera luz. Toda esta energia transformada em calor é lançada no ambiente, causando aumento da temperatura e desconforto.

A cor aparente da luz emitida determina a tonalidade observada quando se olha diretamente para a fonte de luz. O olho humano percebe os tons de cores de luz avermelhadas (cores quentes), e azuladas (cores frias), ou intermediárias. A indicação científica é a Temperatura de Cor e Temperatura de Cor Correlata ou cromaticidade, medida em graus kelvins. À medida que os valores em Kelvins aumentam, a cor da luz perde em tons vermelhos e ganha em tons azuis, e vice-versa. Lâmpadas acima de 4.000 K são consideradas de luz fria, entre 3.000 K e 4000 K, têm tonalidade de cor moderada, e de 3.000 K para baixo são descritas como luz quente.

Curiosidade: Para se saber quanto uma lâmpada gasta de energia em 1 hora basta dividir sua potencia por 1000 e terá o resultado.

4. Instalação de motores elétricos

Os motores elétricos encontram-se presentes em quase todos os processos produtivos, por ser o motor mais eficiente, ter custo operacional menor e não produzir efeito poluente.

A instalação de motores elétricos significa aumento de produtividade, e o seu número tem crescido muito devido à expansão da eletrificação principalmente no meio rural. No entanto, quando é mal instalado, significa dor de cabeça, interrupção na produção, manutenção constante, queimas de componentes de proteção e comando, trazendo prejuízos financeiros e possibilidade de acidentes com pessoas.

Vários são os passos a serem seguidos pelo produtor para que ele não tenha problemas com seus motores. O primeiro passo é a sua escolha correta, aqui deve-se atentar para o seguinte: definição da potência necessária, em cv; escolha da marca e fabricante; se o motor deve ser monofásico ou trifásico; assim como a tensão de funcionamento; escolha da tensão; freqüência e outras características. Depois vem a instalação; onde a construção correta da base deve ser de tal forma que proporcione a menor vibração possível. Para os motores monofásicos não se deve esquecer o dispositivo aliviador de partida.

O acoplamento do motor à máquina deve ser feito com todo o cuidado, as polias devem estar alinhadas, as correias adequadas às polias e com as folgas necessárias. A fiação bem dimensionada é outro item importante que possibilita ao motor funcionar com as tensões adequadas.

figura

Um dos grandes problemas da instalação de motores elétricos está nos custos elevados do sistema de proteção e comando e por isto muitos deixam de implantá-lo corretamente. O sistema de comando define a vida útil do motor. A proteção é constituída de dispositivos que desconectam o motor da alimentação nos casos de curto-circuito e sobrecarga, não permitindo que o motor se queime nestas condições adversas.

Os dois principais motivos de queima de motores são:

1. Sobrecarga

O motor não possui as proteções contra sobrecarga e o operador exige dele potência maior do que a especificada na placa. Por exemplo, uma picadeira de cana onde o operador coloca um feixe grande, forçando as canas na máquina, fazendo com que o motor quase pare, causando a sua queima.

2. Falta de Fase

Para os motores trifásicos, a queda de uma das fases causa a queima do motor em poucos segundos. Ao ligar um motor e ele não parte por falta de uma das fases, produzindo um barulho característico, o operador, pode evitar a sua queima desligando-o imediatamente.

5. Dispositivos de Proteção e Manobra

Generalidades

Os dispositivos de manobra (ou comando) e proteção podem ser classificados em:

• Dispositivos de baixa tensão: são aqueles projetados para a utilização em circuitos cuja tensão de linha é inferior ou igual a 1.000 V;
• Dispositivos de alta tensão: são aqueles projetados para emprego em circuitos cuja tensão de linha é superior a 1.000 V

No caso mais geral, podem-se distinguir em um dispositivo de manobra ou de proteção três tipos de circuito:

• O circuito principal: é o circuito constituído do conjunto de todos os circuitos associados, cujo dispositivo de manobra ou proteção tem a função de fechar ou abrir;
• O circuito de comando: é um circuito, diferente do principal, que comanda a operação de fechamento, abertura ou ambas;
• O circuito auxiliar: é um circuito diferente do principal e dos circuitos de comando, usado também para outras finalidades, tais como: sinalização, intertravamento, etc.

Ciclo de operação de um dispositivo de manobra é a sucessão de operações de uma posição à outra e a volta à posição inicial, passando por todas as outras posições, se existentes.

Seqüência de operações é a sucessão de operações especificadas em determinados intervalos de tempo.

Os dispositivos de manobra podem ser também classificados:

• De acordo com o meio em que seus contatos fecham e abrem; assim temos, por exemplo, dispositivos a ar (ou seco), a óleo, a SF6, etc.
• Quanto ao número de pólos, em unipolares, bipolares, etc.

Disjuntor

É um dispositivo de manobra (mecânico) e de proteção, capaz de estabelecer, conduzir e interromper correntes em condições normais do circuito, assim como estabelecer, conduzir por tempo especificado e interromper correntes em condições anormais especificadas do circuito, tais como as de curto-circuito.

Disparador

É um dispositivo associado mecanicamente a um disjuntor, e que libera os órgãos de retenção (trava) dos contatos principais, provocando seu fechamento ou abertura.

Um disparador de sobrecorrente é aquele que provoca a abertura de um disjuntor, com ou sem retardo intencional, quando a corrente no disparador excede um valor predeterminado, em condições especificadas. Pode ser direto, quando energizado pela corrente no circuito principal do disjuntor, ou indireto, quando a energização é feita através de um transformador de corrente ou de um derivador.

No que diz respeito ao retardo, o disparador de sobrecorrente pode ser:

• Instantâneo: quando opera sem qualquer retardo intencional de tempo;
• Com retardo (ou tempo) definido: quando opera com um retardo definido, que pode ser ajustável, mas que é independente do valor de sobrecorrente;
• A tempo inverso: quando opera após um retardo inversamente ao valor da corrente.

Um disparador de sobrecarga é um disparador de sobrecorrente destinado à proteção contra sobrecargas.

Um disparador térmico de sobrecarga é um disparador de sobrecarga a tempo inverso que depende para sua operação (incluindo seu retardo), da ação térmica da corrente que circula no disparador.

Disparador em derivação é aquele energizado por uma fonte de tensão.

Um disparador de subtensão é um disparador em derivação que provoca a abertura de um disjuntor, com ou sem retardo intencional, quando a tensão nos terminais do disjuntor cai abaixo de um valor predeterminado

A câmara de extinção de um disjuntor é o compartimento que envolve os contatos do circuito principal, capaz de resistir às solicitações térmicas devida ao arco e projetada especificamente para promover a extinção de arco elétrico.

Os disjuntores de baixa tensão, geralmente do tipo seco, são classificados, quanto ao tipo de construção, em dois tipos:

• Os disjuntores abertos (ou ‘de força’) que possuem todas as partes componentes montadas em uma estrutura geralmente metálica, aberta;
• Os disjuntores em caixa moldados são aqueles montados em uma caixa de material isolante que suporta e encerra todas as partes componentes.

Os disjuntores abertos geralmente são tripolares, de corrente nominal acima de 200A, com acionamento manual ou motorizado, podendo ser equipados com:

• Disparadores de sobrecorrente eletromagnéticos, instantâneos ou com retardo definido, para proteção contra sobrecargas e curtos-circuitos;
• Disparadores térmicos de sobrecarga;
• Disparadores de subtensão.

São utilizados para proteção e manobra de circuitos de distribuição principais (de porte) e para proteção de alternadores, transformadores, capacitores etc., montados em subestações, cabinas ou em quadros de distribuição de grande porte.

Os disjuntores em caixa moldados, de construção compacta, podem ser unipolares, bipolares ou tripolares, geralmente com acionamento manual, podendo ser equipados com:

• Disparadores de sobrecorrente eletromagnéticos, instantâneos ou com retardo definido, para proteção contra curtos-circuitos;
• Disparadores térmicos de sobrecarga;
• Disparadores de subtensão.

São, geralmente, utilizados para proteção e manobra de circuitos de distribuição e terminais montados em quadros de distribuição padronizados.

Os disjuntores equipados com disparadores térmicos e eletromagnéticos são chamados de disjuntores termomagnéticos, sendo geralmente em caixa moldada.

Disjuntores termomagnéticos

Os disjuntores em caixa moldados equipados apenas com disparadores eletromagnéticos para proteção contra curtos-circuitos são chamados de disjuntores apenas magnéticos (da designação norte americana magnetic-only breaker).

O fusível é um dispositivo de proteção que, pela fusão de uma parte especialmente projetada, abre o circuito no qual se acha inserido e interrompe a corrente, quando esta excede um valor de referência durante um tempo especificado. A Figura 2 apresenta fusíveis de uso geral e suas respectivas bases.

Dispositivos fusíveis de uso geral e respectivas Bases.

Em geral, as partes de um dispositivo fusível são:

• Fusível: peça substituível após a sua operação contém o elemento fusível que é o componente que se funde, quando percorrido por uma corrente que exceda um valor de referência durante um tempo especificado;
• Base: parte fixa do dispositivo, com contatos e terminais;
• Indicador: parte do dispositivo que dá uma indicação visível que ele operou;
• Percussor: dispositivo mecânico integrante que, quando da operação do dispositivo, libera a energia necessária para acionar outros dispositivos ou indicadores, ou para fazer um intertravamento;
• Porta-fusível: parte móvel de um dispositivo fusível no qual se instala um fusível, mas não incluindo este.

Um fusível cartucho é um fusível de baixa tensão cujo elemento físico é encerrado em um tubo protetor de material isolante, com contatos nas extremidades (em forma de virola ou de faca), fechando o tubo.

Um fusível rolha é um fusível de baixa tensa em que um dos contatos é uma peça roscada, que se fixa no contato roscado correspondente da base.

Um fusível encapsulado é um fusível cujo elemento fusível é completamente encerrado em um invólucro fechado, capaz de impedir a formação de arco externo e a emissão de gases, chama ou partículas metálicas para o exterior, quando da fusão do elemento fusível, dentro dos limites de sua característica nominal.

Chave fusível de rede aérea de distribuição é o dispositivo fusível no qual após a fusão do elo, o porta-fusível é levado, pela ação da gravidade, a uma posição tal que assegura a distância de isolamento especificada e dá uma indicação visível da sua atuação.

Elo fusível de uma chave fusível de distribuição é um fusível de construção flexível destinado a manter a chave na posição fechada, quando em funcionamento, e provocar a sua abertura automática após a fusão do elemento fusível.

Um interruptor-seccionador (também chamado de ‘seccionador sob carga’) é uma chave que reúne as características de um interruptor e de um seccionador. Um interruptor de uso geral é uma chave seca de baixa tensão, de construção e características elétricas adequadas à manobra de circuitos de iluminação, de aparelhos de iluminação, de aparelhos eletrodomésticos e aplicações equivalentes.

Chave eletromagnética é uma chave na qual a força necessária para o fechamento e a abertura dos contatos principais é feita por eletroímã.

Contator é um dispositivo de manobra (mecânico) de operação não manual (geralmente eletromagnética), que tem uma única posição de repouso e é capaz de estabelecer, conduzir e interromper correntes em condições normais de circuito, inclusive sobrecargas.

Relé é o dispositivo elétrico destinado a produzir modificações súbitas e predeterminadas em um ou mais circuitos elétricos de saída, quando certas condições são satisfeitas nos circuitos de entrada que controlam o dispositivo.

É importante observar que a definição aplica-se aos relés elétricos de qualquer tipo e para qualquer finalidade, no sentido elementar, isto é, com apenas uma função lógica entre os circuitos de entrada e os circuitos de saída, incluindo todos os elementos adicionais necessários ao seu perfeito funcionamento específico. Os relés são associados eletricamente aos disjuntores ou contatores, provocando sua abertura quando da detecção de alguma condição anormal (sobrecorrente, subtensão, desequilíbrios etc.)

Não se deve confundir relé com disparador. Muito embora ambos possam funcionar sob o mesmo princípio e realizar funções análogas, o relé é associado eletricamente ao dispositivo de manobra, ao passo que o disparador é associado mecanicamente e diretamente ao dispositivo.

Um dispositivo a corrente diferencial-residual (dispositivo DR) é um dispositivo de proteção que detecta em um circuito a existência de corrente diferencial e provoca a abertura do circuito, quando o valor da corrente diferencial ultrapassa um valor preestabelecido.

Chave de partida de um motor elétrico é o conjunto de todos os meios necessários para dar a partida e parar o motor, combinado com uma proteção adequada contra sobrecargas.

Em uma instalação elétrica de baixa tensão pode-se distinguir quatro funções básicas, que podem ser exercidas por um ou mais dispositivos de manobra e/ou proteção.

São elas: proteção contra contatos indiretos, a proteção contra sobrecorrentes, o comando funcional e o seccionamento são automático, apresentadas sucintamente a seguir:

• A proteção contra contatos indiretos destina-se a proteger as pessoas e os animais domésticos contra os perigos que possam resultar de um contato com massas energizadas. Consiste na detecção de tensões de contato perigosas e no seccionamento automático do circuito em eu ocorreu o problema.
• A proteção contra sobrecorrentes tem como objetivo limitar as conseqüências destrutivas das sobrecorrentes e separar o restante da instalação da parte em que ocorreu o problema. Comporta a detecção de correntes de sobrecarga e de falta (principalmente de curto-circuito) e o seccionamento automático do circuito protegido.
• O comando funcional permite ao usuário intervir, voluntariamente, em qualquer setor da instalação, seccionando ou ligando, sob carga, circuitos, bem como ligando ou desligando equipamentos de utilização.

O seccionamento não automático (manual) é destinado a garantir a separação de uma parte da instalação de sua fonte de tensão, a fim de permitir a execução de trabalhos, consertos, localização de defeitos, substituição de componentes ou medição do isolamento da parte da instalação correspondente. Consiste no seccionamento manual, em carga ou em vazio, do circuito que alimenta o setor considerado.

6. Conclusão

A pesquisa realizada possibilitou aos alunos o esclarecimento sobre instalações elétricas, e abranger como é importante ser precisos e fidedignos nas instalações elétricas, respeitando as normas de segurança, aterramento e equipamentos que adapta na proteção das instalações, prevenindo prejuízos futuros.

Esclarecendo um pouco sobre o novo padrão de tomadas que entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2010, como ela pode ser instalada e o porquê de ser utilizada nas novas construções.

Contudo, a pesquisa realiza sobre Instalações Elétricas, foi enriquecedor aos alunos pesquisadores do curso de Engenharia Civil.

Proporcionando a compreensão sobre esse tema que é fundamental na carreira de um engenheiro e será explanado em uma disciplina ao longo do curso.

7. Referências

CREDER, Hélio. Instalações Elétricas. 14.ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2002.

WIKIPÉDIA, A enciclopédia livre. Tomadas. Disponível em: <http://www.wikipedia.org>. Acesso em: 25 de abr. 2010.

INMETRO. Plugues e Tomadas. Disponível em: <http://www.inmetro.gov.br>. Acesso em: 25 de abr. 2010.

CPT, artigos. Instalações de Motores. Disponível em:<http:www.cpt.com.br>. Acesso em 25 de abr. 2010.

FAZ FACIL. Iluminação. Disponível em: < http://www.fazfacil.com.br/>. Acesso em: 25 de abr. 2010.

WIKIPÉDIA, A enciclopédia livre. Lâmpada Fluorescente. Disponível em:<http://www.wikipedia.org.>. Acesso em: 25 de abr. 2010.

COTRIM, Ademaro. Instalações Elétricas. 4ª ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2003.

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