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quarta-feira, fevereiro 1, 2023

Novos Elementos Químicos

Autoria: Patricia Simionatto

1-Os novos Elementos Químicos
1.1-Elementos 118 e 116
No 88-Inch Cyclotron, os cientistas aceleraram íons de kriptônio-86 a energias da ordem de 449 milhões de elétrons-volt. Este fluxo de íons foi colidido contra uma população de chumbo-208. Os elementos 118 e 116 são extremamente instáveis, e sua existência só pode ser confirmada pela análise de seus produtos de decaimento radioativo. A interpretação dos resultados, indicou que o 86Kr e 208Pb se fundiram em um elemento transitório 118 (massa atômica de 293 com 175 nêutrons). Em menos de 1 milisegundo, este elemento decaiu para formar uma partícula alfa (2 prótons e 2 nêutrons) e um átomo do elemento 116 (massa atômica 289 com 173 nêutrons). Eliminações sucessivas de partículas alfa resultaram nos elementos 114, 110, 108 e 106

Estes não foram os primeiros elementos a serem descobertos no Lawrence Berkeley National Laboratory. Confira, ao lado, a lista dos elementos descobertos (nomes em inglês) neste laboratório:

43 technetium (1936)
85 astatine (1940)
93 neptunium (1940)
94 plutonium (1940)
95 americium (1944)
96 curium (1944)
97 berkelium (1949)
98 californium (1950)
99 einsteinium (1952)
100 fermium (1952)
101 mendelevium (1955)
102 nobelium (1958)
103 lawrencium (1961)
104 ruterfordium (1969)
105 hahnium (1970)
106 seaborgium (1974)
116 sem nome (1999)
118 sem nome (1999)

1.2- Cientista fraudou descoberta de elementos químicos
A controversa descoberta de dois novos elementos químicos pesados pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia (EUA), foi baseada em uma pesquisa falsa. A notícia foi revelada pelo diretor da instituição, Charles Shank, em discurso a funcionários no mês passado, e divulgada à imprensa nesta semana.
A descoberta dos elementos de número atômico 116 e 118 foi publicada na revista científica “Physical Review of Letters”, em junho de 1999. No ano passado, o laboratório enviou uma carta de retratação à revista, depois que os cientistas falharam em tentativas de reproduzir os resultados.
O nome do pesquisador diretamente responsável pela fraude não foi revelado, mas alguns jornais citam o físico Victor Ninov. Suspenso em novembro, ele foi demitido pouco depois.
Antes de a descoberta passar por exames minuciosos, a equipe anunciou que o estudo confirmava a teoria da “ilha de estabilidade”, criada há 30 anos, que pressupõe a existência de elementos estáveis com número atômico alto. Essa característica existiria para átomos com cerca de 114 prótons e 184 nêutrons.

“Não há nada mais importante para um laboratório que integridade científica. Somente com essa integridade, o povo, que financia nosso trabalho, confiará em nós”, disse Shank. Ele admitiu que cuidados básicos, imprescindíveis para um estudo científico de tal porte, não foram tomados. “O controle e o arquivamento de dados mais elementares não foram feitos.”

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT342078-1717,00.html

1.3- Os ‘superpesados’ Ununtrium e Ununpentium

Cientistas russos e americanos criaram dois novos elementos químicos ‘superpesados’, que serão acrescidos à tabela periódica: o Ununtrium, de número atômico 113, e o Ununpentium, número 115.
Os átomos dos dois elementos foram observados por poucos segundos durante experimento realizado num acelerador de partículas.
Ambos representam formas não usuais da matéria, com propriedades que vão bem além daquelas dos 92 elementos que ocorrem naturalmente na Terra e compõem a tabela periódica.
Os elementos 113 e 115 podem ser gerados, em abundância, por explosões de supernovas, raios raríssimos, formados artificialmente em aceleradores de partículas.
Tais quantidades tão pequenas destes elementos, muito provavelmente, nunca terão uso cotidiano, mas seu nascimento acrescenta detalhes a ampla investigação científica para estabelecer uma teoria unificada, que explicaria as forças físicas que governam o comportamento de toda forma de matéria.
Dados sobre os novos elementos vão aparecer no periódico Physical Review C, da Sociedade Americana de Física. As descobertas não serão totalmente aceitas até que outros laboratórios consigam recriar os elementos.
A confiança nos experimentos de estrutura nuclear foi abalada quando se comprovou falsa a descoberta de dois elementos, em 1999. Mas pesquisadores familiarizados com o novo experimento estão confiantes.
‘O estudo é sólido’, disse o físico Richard Casten, da Universidade Yale. A pesquisa foi feita pelo Instituto Conjunto de Pesquisa Nuclear em Dubna, na Rússia, e pelo Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia (EUA).
Segundo o físico russo Yuri Oganessian, autor principal do estudo, o elemento 115 existiu por 80 milissegundos antes de decair até o 113. O 113 então decaiu até elementos conhecidos, como o dubnium, de nº 105.
Os números referem-se à quantidade de prótons no núcleo do átomo de cada elemento, o que determina o seu peso e posição na tabela periódica.
‘Fizemos só o primeiro experimento. Um resultado apenas não faz uma descoberta’, observou.
‘Devemos conduzir nova série de experimentos.’ Os pesquisadores dirigiram um isótopo raro de cálcio num alvo de amerício. O elemento 115 foi criado quando os núcleos do cálcio e amerício se fundiram.

1.4- O elemento químico 110: Darmstadtium
110
Ds
Darmstadtium
281
Em sua 42ª Assembléia Geral, o conselho da International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC), aprovou o nome oficial para o novo elemento químico de número atômico 110. Ele se chamará darmstadtium e seu símbolo será Ds. O novo elemento químico é sintético, ou seja, não ocorre livremente na natureza, e foi obtido pelo bombardeamento de um alvo de chumbo enriquecido com íons de níquel.
A descoberta do elemento 110, ocorrida em 1.994 e confirmada em 2.001, foi feita por um grupo de cientistas alemães, trabalhando na cidade de Darmstadt, pertencentes ao laboratório Heavy Ion Research (GSI). O experimento mais relevante resultou da fusão-evaporação utilizando um feixe de 62Ni sobre um alvo isotopicamente enriquecido de 208 Pb, produzindo quatro cadeias de nuclídeos emissoras de partículas alfa seguindo a presumida formação de 269Uun + n;
208Pb + 62Ni -> 269Ds + 1n
De acordo com os procedimentos da IUPAC, os descobridores do elemento 110 foram chamados a dar uma sugestão para o nome e o símbolo do novo elemento. A equipe, chefiada pelo Dr. Sigurd Hofmann propôs o nome darmstadtium, com o símbolo Ds. Este nome mantém a tradição de se nomear um novo elemento químico homenageando o local de sua descoberta.
A IUPAC foi formada em 1.919, por químicos da indústria e da academia. A entidade sem fins lucrativos é reconhecida como a autoridade mundial para legislar sobre nomenclatura química, terminologia, métodos de padronização para medições, pesos atômicos e vários outros dados que necessitam de avaliação crítica.
A prática da descoberta de novos elementos químicos produzidos em laboratório começou na década de 1.940, na esteira das pesquisas atômicas. Os elementos químicos com ocorrência natural vão apenas até o número atômico 92. Já foram anunciadas também as descobertas dos novos elementos químicos de números atômicos 111 e 112, mas nenhum grupo de pesquisa até agora conseguiu provar a autoria da descoberta, o que é necessário para que a IUPAC dê-lhes um nome oficial.

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