QUADRILHA – CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Quadrilha – Carlos Drummond de Andrade

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo

Que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

Que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

Que não tinha entrado na história.

Comentário

Depois, o desacerto amoroso, a inesperada intromissão do humor, a intriga, todo aquele mundo de conflitos sentimentais parece saltar do ritmo descritivo da dança de uma quadrilha. A sensação musical e coreográfica é produzida pela repetição encadeada com o verbo amar. O ritmo do poema é realmente expressivo. Como são difíceis as relações amorosas.

Outros trabalhos relacionados

ÚLTIMOS SONETOS – CRUZ E SOUZA

Últimos Sonetos - Cruz e Souza São poemas de Últimos Sonetos: Piedade, Caminho da Glória, Presa do Ódio, Alucinação, Vida Obscura, Conciliação, Glória, A...

O Caçador Doméstico – Lima Barreto

O Caçador Doméstico - Lima Barreto O Simões era descendente de uma famosa família dos Feitais, do Estado do Rio, de que o 13 de...

O Cemitério dos Vivos – Lima Barreto

O Cemitério dos Vivos - Lima Barreto Do mesmo modo que o Diário íntimo, os originais de O cemitério dos vivos estão na Seção de...

Lendas do Sul – Simões Lopes Neto

Lendas do Sul - Simões Lopes Neto Este livro reconta várias das lendas ancestrais do Rio Grande do Sul, passadas de boca a boca principalmente...