Relatório de Estágio Supervisionado

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO
2. FUNDAMENTAÇAO TEÓRICA
2.1 – Concepção Metodológica
2.2 – Reflexões historiográficas e pedagógicas
3. OBJETIVOS DO ESTÁGIO
3.1 – Gerais
3.2 – Específicos 
4. RELATO ANALÍTICO DA PRÁTICA DESENVOLVIDA
4.1 – Diagnóstico da Escola
4.2 – Planos de Aula
4.3 – Detalhamento das atividades desenvolvidas
4.4 – Processo de Avaliação
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
6. REFERÊNCIAS
6.1 – Bibliografia

1. INTRODUÇÃO

A disciplina Pratica de Ensino de História III, é a culminação de um trabalho que se desenvolveu durante o período de estudos na Universidade. Essa disciplina é requisito essencial para a obtenção do diploma, de Licenciatura Plena, no curso de História da Universidade Comunitária Regional de Chapecó – UNOCHAPECO.

O objetivo geral do estágio supervisionado é inserir os acadêmicos na realidade do Ensino Fundamental e Médio e procurar proporcionar aos alunos um entendimento sobre as etnias ou grupos que habitam essa região. Buscando com isso analisar o processo de colonização, os conflitos sociais e culturais entre índios, caboclos e imigrantes.

A nossa preocupação é poder garantir um entendimento aos alunos onde eles possam identificar as diferenças que existem nos vários grupos étnicos que vivem nesta região, os modos de vida os seus hábitos e suas culturas.

Precisam vivenciar unificando teoria e prática. Dessa forma procuramos identificar e desvendar as raízes da desigualdade social em seu cotidiano de sobrevivência, visando inserir a história e cultura desse grupo minoritário para dar-lhe visibilidade na historia de nosso país.

Os conteúdos e atividades que foram desenvolvidas e aplicadas durante o estágio, estão relacionados com a pesquisa do TCC, procurando romper ao máximo com a perspectiva da história tradicional conservadora. Dessa maneira foi desenvolvido com os alunos trabalhos, manuseio de objetos e visitas, com isso tentou-se envolver os alunos nos temas trabalhados, para fazê-los entender que na sociedade todos somos sujeitos históricos e que também devemos participar das transformações que nela ocorrem.

A produção do conhecimento foi trabalhada de maneira que induziu o educando na analise e reflexão dos conteúdos que foram trabalhados em sala de aula. Como ponto de partida para, realizar essas atividades utilizei temáticas relacionadas à história de vida das etnias Kaingangs, Guaranis e Imigrantes de origem européia.

O objetivo mais relevante talvez do estágio foi planejar e desenvolver estratégias para mudar a imagem que a maioria da sociedade têm, por isso representamos de uma maneira mais simplificada de como é a vida dos indígenas, caboclos e imigrantes europeus que habitam nossa região.

Portanto, a prática do Estágio foi uma oportunidade de propiciar aos educandos da Escola Zélia Scharf, o conhecimento de sua história local, que é a história do colono de origem européia, do caboclo e do indígena da região Oeste de Santa Catarina e a importância de preservar o seu patrimônio cultural, assim como sua história.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1- Concepção Metodológica

Para Veiga (1995), o processo metodológico é um importante caminho na construção do saber. O trabalho torna-se mais produtivos e objetivos, fazendo com que os sujeitos se relacionem e adaptem-se no mundo natural e cultural, fazendo uma integração entre professor e aluno no mundo educativo. Para a mesma autora.

“O desafio do momento pedagógico atual é o da concepção de uma metodologia de ensino que minimize as discriminações econômicas e sociais, geradas fora da escola, porém, refletidas e expressadas na escola pela pessoa do educando. Assim, um correto método de ensino deve corresponder um correto método de aprendizagem”. (Veiga,1995, p.88).

Uma vez que o tema apresentado neste projeto de estágio pensa o aluno como sujeito de seu próprio aprendizado, as questões colocadas são de fundamental importância na vida acadêmica e na vida profissional do professor. Segundo Veiga, a escola está distante de ser um caminho concreto, que leve o educando a ser mais produtivo, mais determinado em suas metas. Por isso, é necessário mudar os princípios metodológicos, pois conhecer a realidade concreta é desenvolver-se num processo dialético em que, a relação torna-se urgente, a informação inacabada na produção do conhecimento, para a escola, o educador e o educando sejam um na instrução e educação, com uma postura consciente e critica em relação ao contraste existente em nossa sociedade, tanto culturalmente, como social, que é representado pelos alunos.

Vasconsellos (1998), faz crítica a metodologia expositivas, que ainda está muito presente em sala de aula e tem prejudicado a educação escolar, pois têm formados alunos passivos, não críticos e, de certa forma, essa metodologia de ensino tem beneficiado à classe dominante, pois a mesma funciona com um fator de seleção social. Já o modelo dialético utilizado por vários autores mostra a importância do estudo da economia e a inter-relação da história com questões políticas e sociais. O mesmo autor enfatiza ainda, que a metodologia dialética em sala de aula vem apontando melhores resultados, pois apresenta uma concepção de homem ativo e de relações de construção, onde o conhecimento é constituído pelos sujeitos na sua relação com os outros e com o mundo.

Para Freire (1987), na educação popular, o professor tem a responsabilidade social de buscar uma inclusão das massas, colocando-se junto com o povo, vai conhecer a sua realidade da mesma forma que respeita, valoriza e considera o conhecimento e cultura que são produzidos no grupo, sem esquecer de que o educador é o mediador na construção e reconstrução do saber sistematizado.

Cabem a nós professores dar condições para que os alunos possam participar do processo do fazer, do construir a história. Sabermos que em sala de aula existem muitas dificuldades, mas devemos fornecer ao aluno as ferramentas para um entendimento do conhecimento histórico. E não dizer que é um dom adquirido, nem mesmo uma mercadoria que se compra, mas que o conhecimento surge quando o aluno encontra um significado no conteúdo que aprende.

Neste sentido, o professor tem o dever de conhecer a realidade em que vive o aluno, conhecer os objetos que ela deseja alcançar e a partir daí montar e elaborar o seu planejamento através de um grupo de metodologias em que for mais adequada para possibilitar a construção do saber. Por que cabe ao professor proporcionar e possibilitar meios de aprendizagem, fazer as mediações necessárias de cativar o aluno em sala de aula e também garantir a autonomia desse aluno para que ele também possa ir a busca de mais conhecimento.

Assim é importante que o professor dê condições e estímulo ao aluno a questionar, confrontar, pesquisar e comparar sobre o objeto de estudo, de maneira a produzir seu conhecimento, e que não apenas copie e decore os conteúdos prontos oferecidos nos livros.

2.2 – Reflexões Historiográficas

Segundo Reis (2000), a Escola dos Annales, no século XX, repudia a história tradicional que deu mais importância aos fatos ligados às instituições governamentais, às igrejas e seus líderes religiosos, suas relações políticas e guerras. A nova história vem romper com essas idéias, dando prioridade aos fenômenos culturais, econômicos e sociais, e não à narração factual, problematizando o passado a partir do presente.

“O historiador não pode ignorar o presente que o cerca, ele precisa olhar em torno de si, ter sensibilidade de seu presente, para, a partir dele, interrogar e explicar o passado. Ele fez o caminho do mais conhecido, o presente, ao menos conhecido o passado, para conhecê-lo mais”. (Reis,2000, p.86).

A partir de sua criação, no final da segunda década do século XX, a Escola dos Annales, consegue afastar a influencia da filosofia e garantir o apoio das novas Ciências Sociais, com isso o conhecimento histórico se aproxima do conhecimento cientificamente produzido e se preocupa pelas questões do presente.

Muitas das dificuldades que enfrentamos hoje podem ser atribuídas como conseqüência da formação dos professores de décadas atrás, apesar da constante reformulação do conteúdo da disciplina, buscando a formação do cidadão pleno. No entanto, há um descompasso entre o que a disciplina se propõe e as mudanças na Escola quando a escola muda é sempre para atender as necessidades do capitalismo, onde desempenha funções, o de preparar mão-de-obra para o capital e reproduzir relações de dominação e exploração.

Podemos dizer que enquanto a escola estiver a serviço do capitalismo, os trabalhadores não irão questionar seus direitos e continuaram sim, a realizarem suas tarefas obedientemente, assim as empresas terão mais lucros e menos problemas.

A verdade é que para mudar a educação é necessário que haja uma verdadeira conversão dos educadores. Que eles se engajem e busquem uma profunda mudança através de atitudes e de diálogos com os movimentos sociais, com igrejas e outras instituições ligadas à escola. Porque o sistema autoritário não pode aceitar uma pratica dialogada, pois num determinado tempo pode estar cobrando ou questionando as relações de poder que dão fundamento a esse sistema.

Para os novos professores de história, é recomendado que exerçam com seus alunos uma prática pedagógica coerente que proporcione ao aluno acima de tudo, desenvolver um pensamento crítico. Com professores desenvolvam um trabalho que venham a romper com as amarras do ensino tradicional, onde p pluralismo é suprimido e o ensino ocorre de uma forma opressora, onde o professor transmite e o aluno assimila, sem ter a oportunidade de desenvolver um pensamento crítico.

Para Marx ( 1978), é só através de um processo dialético, que é possível entender, que os seres humanos fazem a sua própria história, no mesmo tempo em que são determinados por ela.

A escola é um lugar essencial na formação da vida humana. Por isso, é importante cultivar uma pedagogia ligada ao cuidado da terra, uma pedagogia que forme cidadãos, que saibam utilizar, respeitar a terra e a natureza, e também cuide da saúde dos outros seres humanos.

A Escola de Educação Básica Zélia Scharf, onde foi realizado o estágio em sala de aula, possui um projeto que visa uma educação diferenciada, dentro de uma perspectiva de que é preciso partir da realidade do aluno para a efetiva construção do saber e que os alunos sejam agentes do processo de ensino/aprendizagem e não apenas receptores de conteúdos definidos de forma técnica. Dessa forma acreditamos que os objetivos especificados neste projeto foram de encontro aos objetivos da própria escola procurando fazer com que o aluno se senti-se como sujeito de seu próprio aprendizado.

3. OBJETIVOS

3.1 Objetivo Geral:

Proporcionar aos alunos uma compreensão sobre as várias etnias que habitaram e habitam a nossa região, no contesto do processo de colonização.

3.2 Objetivos Específicos:

• Caracterizar o processo de colonização do Brasil, do Oeste Catarinense e seus efeitos;
• Refletir sobre os diferentes modos de vida dos grupos indígenas Kaingangs e Guarani;
• Discutir as situações de conflitos entre índios e colonizadores no processo de colonização;
• Identificar a metodologia da educação patrimonial;

4. RELAT ANALÍTICO DA PRÁTICA DESENVOLVIDA

4.1 Planos de aula

Primeiro encontro: 2 horas aula de 1 hora

1. Acolhimento: Apresentação dos professores-estagiários e dos alunos. Foi feito um crachá onde os alunos escreverão o nome e fizeram um desenho sobre um objeto ou um ser com o qual se identificavam, logo após alguns alunos fizeram um comentário de si mesmos e do desenho que os representava.
2. Situação Problema: Lâminas e cartões postais que mostram o processo de colonização no Brasil questionando o que é imigração? O que é migração? São a mesma coisa? Quem eram os nativos?
3. Problematização: Quais os grupos humanos que estavam no Brasil antes da colonização. Procurar identificar os grupos étnicos do Brasil e as diferenças entre eles. 
4. Conteúdo:

• A imigração no Brasil;
• A colonização no Oeste de Santa Catarina;
• Texto base: Os grupos humanos em Santa Catarina

5. Objetivos:

• Compreender a importância da imigração e da colonização na formação do Oeste Catarinense.
• Identificar os principais grupos que ocupavam a região Oeste.
• Identificar o contexto social e econômico da região até a colonização;

6. Atividades:

• Produção do crachá. 
• Desenhar um objeto ou um ser para através do mesmo falar um pouco de sua vida. 
• Exposição dialogada sobre a imigração do Brasil. 
• Leitura do texto base: Os Grupos Humanos em Santa Catarina. 
• Após a leitura, realizou-se uma reflexão conjunta sobre os principais pontos abordados no texto. 
• Trabalho individual: entrevista com os pais sobre o tema estudado (tarefa de casa).

7. Avaliação: Foi realizada a partir das produções individual ou em grupo, observando a Oralidade e escrita, bem como a habilidade de trabalhar de forma organizada e o interesse nas atividades.

Segunda aula: 2 horas aula de 1 hora

1. Acolhimento: Foi utilizada a técnica do cochicho solicitando aos alunos que em duplas respondessem sua opinião sobre a importância de estudar a história dos grupos humanos da região.
2. Situação Problema: Análise de lâminas representando mapas do Estado de Santa Catarina em três momentos. Sendo elas lâminas do mapa da colonização. Baners sobre os indígenas (kaingang e Guarani) na região.
3. Problematização: Quando a atual região do Oeste Catarinense forma parte do Estado de Santa Catarina? Quais foram às mudanças nos Hábitos e nos costumes dos indígenas, como que a sociedade “branca” vê essas mudanças? Como os índios eram vistos pelos colonizadores? Porque os brancos diziam que os indígenas tinham repugnância ao trabalho?
4. Conteúdo: A vida e os costumes de ontem e de hoje da população Kaingang e Guarani.
5. Objetivos:

• Observar as mudanças nos hábitos costumes e valores destes grupos;
• Localizar no mapa o território ocupado pelos Kaingang.
• Identificar as formas de sobrevivência, como o cultivo da terra e a extração da erva-mate;
• Identificar as fases de transformação sofridas pelos indígenas em seus aspectos culturais e sociais.

6. Atividades: Fazer uma leitura do texto com os alunos que aborda o assunto sobre as mudanças de Hábitos dos povos indígenas.
7. Avaliação: Avaliou-se a participação e comportamento dos alunos e interesse demonstrado durante a aula e atividades.

Terceira aula: 2 horas aula de 1 hora

Visita de estudo ao CEOM. Exposição dos Os indígenas do oeste Catarinense, os alunos tiveram um breve comentário sobre indígenas apresentado em lâminas pelos professores estagiários. Logo após foram orientados pela educadora Patrimonial do CEOM, onde ela explicou sobre as várias formas de artefatos éticos e vasos de cerâmicas que os indígenas fabricavam. Neste dia houve uma participação muito grande por parte dos alunos que mostraram um grande interesse nas informações e artefatos que foram expostos para eles.

Quarta aula: 2 horas aula de 1 hora

1. Acolhimento: Apresentação de objetos representativos do grupo caboclo ou “brasileiros”.
2. Situação Problema: Imagens em lâminas representando os caboclos e seu modo de vida.
3. Problematização: Como viviam estes “brasileiros” antes da colonização? Como passou a ser o modo de vida desses “brasileiros” depois da colonização? Que conseqüências trouxe a colonização, principalmente para esses “brasileiros” e quais as vantagens que a colonização deixou para nós.
4. Conteúdos:

• A construção da identidade étnica brasileira. A colonização e a ruptura.
• Texto base: A colonização do Oeste Catarinense, a representação do caboclo.

5. Objetivos:

• Estudar os efeitos da colonização, a partir da população mais atingida que são os brasileiros.
• Explicar como ocorreu o processo de posse das terras na época;
• Identificar qual era o processo econômica da época;
• Relatar como os brasileiros passaram a conviver depois da colonização;

6. Atividades:

• Foram observados os fatos que mais marcaram a época e comentários, referentes ao tema estudado. 
• Leitura dos textos base. 
• Após a leitura, os alunos reuniram-se em dupla para responder perguntas do texto:

1. Qual atividade econômica que predominava na época?
2. Em que região os colonos de origem européia mais se localizavam?
3. Como eram vistos os caboclos pelos colonizadores?
4. Quais as diferenças culturais entre os grupos ou étnicos?

7. Avaliação: A avaliação foi realizada, através de uma entrevista com os pais referente ao tema estudado.

Quinta aula: 2 horas aula de 1 hora

Nova visita ao CEOM para o término das atividades de Educação Patrimonial que não foram concluídas na visita anterior os alunos aprenderam a trabalhar com argila. Entenderam a complexidade do trabalho com argila para a fabricação de utensílios que os indígenas usavam no seu cotidiano.

Sexta aula: 2 horas aula de 1 hora

1. Acolhimento: Os alunos em dupla irão identificar em objetos ou fotos quais as origens deles, depois socializam no grande grupo.
2. Situação-Problema: Lâmina sobre o que é Bens Culturais, Patrimônio e Patrimônio cultural. Discutir se todos os povos produzem cultura? Cada grupo étnico tem uma forma diferente de se expressar culturalmente?
3. Problematização: O que é um bem cultural? Através de objetos, podemos conhecer os costumes, hábitos e relações sociais de diferentes grupos?
4. Conteúdo:

• Patrimônio Cultural e Bens Culturais;
• Bens culturais dos diferentes grupos que moram na região;

5. Objetivos:

• Valorizar o Patrimônio Cultural;
• Entender que cada povo tem o seu jeito de se expressar culturalmente;
• Aplicar a metodologia da Educação Patrimonial sobre um objeto-memória
• Apresentação de objetos;

6. Avaliação: Os alunos foram avaliados, a partir da apresentação dos trabalhos e elaboração de texto sobre os objetos-memória, com os quais eles se identificam culturalmente e pelo interesse no desenvolvimento da atividade.

4.2 Detalhamento das Praticas Desenvolvidas

Primeira aula
Dia 14 de novembro de 2006 
Terça-feira
Início da aula: 2h
Duas aulas de 1 hora

Neste primeiro dia de atividade, encontramos com a turma às 2:00 horas, antes do recreio. Esperamos alguns minutos até que o professor Anderson acomodasse os alunos em seus lugares. Trata-se de uma turma com 43 alunos. Bastante heterogênea em termos de faixa etária e que, conforme o professor é bastante inquieta, sendo difícil organizar um clima de trabalho adequado.

No primeiro momento nós estagiários fizemos nossa apresentação, e levantamos a importância do estágio e o tema a ser trabalhado. Qual o motivo de estarmos trabalhando esse tema que esta relacionado à exclusão de etnias minoritárias na região Oeste de Santa Catarina.

A seguir, foi entregado uma folha em branco para cada aluno onde eles escreveram seus nomes e desenharam um ser ou um objeto com o qual eles se identificavam e apresentaram para os outros colegas.

Durante as apresentações cada aluno falou sobre seu desenho e porque ele se identificava com ele. Foi muito legal, pois eles expressaram várias interpretações de seus desenhos e conseguimos despertar o interesse da turma e motiva-los.

Após o termino das apresentações foi apresentado lâminas para os alunos e distribuído fotos sobre o tema apresentado onde mostrava problemas sociais a serem analisados por eles.

Durante a socialização não era possível que todos falassem sobre suas análises, pois a turma é muito grande então ficou a disposição de quem quisesse ler. Foi muito gratificante perceber o interesse em participar.

Encerada as atividades, foi entregado um questionário para eles fazerem em casa com os pais.

Segunda aula

Dia 15 de novembro de 2006

Quarta-feira

Início da aula: 3h

Iniciamos a aula retomando com a socialização do questionário feito por eles aos pais. Fomos interrompidos pelo bibliotecário que veio fazer a cobrança de livros que ainda não haviam sidos devolvidos pelos alunos. Prejudicando assim o andamento da aula, pois alguns alunos tiveram que se ausentar para efetuar a devolução dos livros, tirando assim a concentração da turma.

Em seguida trabalhamos lâminas de mapas que mostram a situação passada e presente em relação à distribuição das tribos indígenas e dos colonizadores alemães e italianos. Foi também mostrado os baners com um texto e fotos de indígenas, onde se mostra a realidade dos grupos indígenas Kaingangs e Guaranis. Essa atividade realizada procurou fazer com que os alunos percebam a realidade social os grupos étnicos. Os comentários realizados pelos alunos deram a certeza de que a maioria conseguiu atingir os objetivos que tínhamos que atingir.

Terceira aula

Dia 16 de novembro de 2006

Quinta-feira

Inicio da aula: 4h

Foi realizada a visita ao CEOM onde apresentou-se a exposição Os indígenas do oeste catarinense, com um breve comentário dos estagiários sobre o que eles estariam observando alguns achados de indígenas.

Após essa introdução a funcionária do CEOM fez a apresentação de objetos de indígenas artefatos esses que os alunos mostraram muito interesse e participaram da atividade com muitas perguntas.

Neste dia estava pensada uma atividade com argila, mas devido ao pouco tempo que restava, foi programada uma nova visita para o dia 22 de novembro.

Quarta aula

Dia 21 de novembro de 2006

Terça-feira

Inicio da aula: 2h

Neste dia começamos a aula com a discussão e síntese sobre o que eles observaram na visita ao CEOM, aula anterior. Os alunos tinham muita coisa a falar, questionamentos e entendimentos que foram constatados por eles onde entre eles mesmos faziam as perguntas e as resposta apareciam naturalmente mostrando assim a apropriação do conteúdo e a preocupação com o tema que lhes foi proposto no início das atividades.

Depois, assistiram ao documentário “Terra e Vida” para um melhor entendimento sobre as diferentes formas de viver e concepções sobre a terra para os grupos étnicos. Nós efetuamos perguntas relacionadas ao filme havendo uma participação muito boa por parte dos alunos houve assim uma discussão bastante proveitosa.

Após a socialização trabalhamos uma breve história sobre a música Tarantela. A partir da qual logo após eles identificaram como se deu a imigração italiana e a forma de vida que eles levavam.

Foi entregue um texto sobre a imigração e realizada a leitura compartilhada do mesmo. Logo após ocorreu a socialização entre todos das principais questões do texto.

Elaboraram um acróstico e um caça-palavras relacionado ao texto. Após essas atividades ocorreu a socialização.

Neste dia tivemos a visita da professora orientadora Hilda Beatriz Dmitruk, que assistiu a nossa aula.

Quinta aula

22 de novembro de 2006

Quarta-feira

Inicio da aula: 3h 

Foi retornado ao CEOM para dar continuidade à atividade interrompida no dia 16 de novembro devido ao horário.

Neste dia, os alunos trabalharam na confecção de peças indígenas com argila. Aprenderam muitas coisas com a fabricação desses artefatos e como no dia 16 demonstraram muito interesse nas atividades e a participação foi total, com todos os alunos se envolvendo isto nos deixou muito contentes, pois conseguimos desenvolver uma atividade que veio satisfazer a sede por novas atividades. Era um conteúdo pouco trabalhado e possibilitou o contato direto com o manuseio e a fabricação de objetos de cerâmica por parte dos alunos.

Sexta aula

23 de novembro de 2006

Quinta-feira

Inicio da aula: 4h

Neste dia foi efetuada uma revisão dos conteúdos das outras aulas e, ainda foi realizada uma socialização sobre o que foi trabalhado e estudado no CEOM.

Logo após a socialização, apresentamos de forma esposítiva-dialogada conceitos sobre Bens Culturais e Patrimônios culturais. Apresentam objetos-memória que foram cedidos laboratório pelo centro de História-LHEPA.

Aqui os alunos aprenderam a identificar o que é um bem cultural. Além de poderem “pegar” os objetos e ver como eram fabricados utilizamos a metodologia da Educação Patrimonial, os alunos escolheram um objeto, o desenharam e identificaram dados a seu respeito, construindo um texto sobre o objeto trabalhado.

Após o término foi feita a socialização entre os alunos sobre o objeto-memória sobre o qual tinham desenvolvido seu texto.

Neste dia os alunos ainda, responderam a um questionário avaliando o que foi estudado no decorrer da semana.

Após isso, eles fizeram a avaliação sobre, a atuação dos estagiários, os assuntos trabalhados. Em geral eles manifestaram como esses dias de aprendizado foram importantes para a formação do conhecimento para eles.

4.3 Processo de Avaliação

A avaliação no processo de escolarização vem sendo um dos temas educacionais mais discutidos no contexto brasileiro. Devido aos resultados estarem sendo incompatíveis ao esperado, pois a repetência escolar e a evasão continuam acontecendo de forma lamentadora. Isso é um reflexo de modelos de ensino tradicionais que continuam presentes em sala de aula. No entanto, existem outros que entendem a avaliação como um processo integrado numa perspectiva libertadora, segundo Esteban.

“A avaliação faz parte do ato educativo, do processo de construção da aprendizagem. É importante e necessária, quando se querem superar a lógica da exclusão e trabalhar de forma libertadora. Onde é fundamental que a avaliação deixe de ser um instrumento de classificação, seleção e exclusão social e se torne uma ferramenta para professores comprometidos com a construção coletiva de uma escola de qualidade para todos. (Esteban, 1999, p.22)

A avaliação deve acontecer de modo participativo e processual, de maneira que a avaliação incorpore a produção de conhecimentos, que ultrapasse os limites da técnica, e da “decoreba”.

“Para compreender isso, importa distinguir a avaliação de julgamento é um ato que distingue o certo do errado, incluindo o primeiro e excluindo o segundo. A avaliação tem por base acolher uma situação, para então (e só então), ajuizar a sua qualidade, tendo em vista dar-lhe suporte de mudança se necessário. A avaliação, como ato diagnóstico tem por objetivo aquilatar coisas, situações, pessoas, tendo em vista tomar decisões no sentido de criar condições para a obtenção de um maior satisfatoriedade daquilo de que se esteja buscando ou construindo”. (Luckesi, 2001, p 172-173).

Avaliar exige planejamento, pois cada educador deve estar consciente de que a avaliação não consiste em uma prova, mas também será avaliado o comportamento do educando, o interesse, a participação nas atividades e se isso não for suficiente, o educador tem o dever de cria novas situações para que o aluno demonstre o que aprendeu em sala de aula, mesmo que seja através de desenhos acrósticos, etc.

Durante o estágio avaliamos os alunos através de seus questionamentos na sala de aula, a sua participação nas atividades, o seu comportamento diante dos colegas, as suas contribuições e a pontualidade na entrega dos trabalhos. A maioria dos alunos teve um comportamento satisfatório, embora outros foram relutantes e demonstraram pouco interesse com as aulas. Esses alunos costumam agir do mesmo modo com o professor titular. Pelas avaliações do Trabalho de Estágio (em anexo), é possível constatar que, em geral, a turma gostou da temática das atividades programadas, os recursos e as metodologias utilizadas.

5. Considerações finais

Procuramos desenvolver as atividades dentro do previsto, mas nem sempre o que se planeja, acontece da maneira que esperamos, alegra-nos saber que o planejamento é flexível Por isso, centimos que apesar das dificuldades conseguimos chegar ao objetivo final de proporcionar uma reflexão aos alunos sobre as dificuldades que os grupos étnicos enfrentaram e enfrentam principalmente as etnias subalternas como os indígenas e caboclos.

Em relação ao tempo de desenvolvimento do trabalho, acreditamos que não foi suficiente para romper com muitos preconceitos como pretendíamos. No entanto, estamos orgulhosos em saber que eles se interessaram em buscar aprender, a experiência no CEOM foi muito gratificante, bem como a metodologia da Educação Patrimonial foram as atividades aonde os alunos demonstraram maior interesse.

Embora termos trabalhado com uma turma grande e com muitos problemas de disciplina conforme nos foi repassado pelo professor da disciplina, por se tratarem de alunos de diferentes idades e interesses, tivemos a grata surpresa de envolve-los, até o próprio professor se surpreendeu com a motivação e o interesse em que os alunos demonstraram. É claro que nem todos os momentos foram assim tão bons já que, às vezes o professor da turma teve que intervir chamando a atenção pelo comportamento de alguns alunos.

Mas em geral, no decorrer do estágio a realização dele ocorreu de forma tranqüila, grande parte dos objetivos foram alcançados e proporcionamos aos alunos algo diferente onde podemos constatar na participação deles, onde surpreenderam a todos por ser considerados uma turma problemática.

6. REFERÊNCIAS

6.1 – Bibliográfica

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1987.

MARX, Karl. O Dezoito Brumário de Luiz Bonaparte. In: Os Pensadores. São Paulo, Abril, 1974.

REIS, J. Carlos. Escola dos Annales: A inovação em História. São Paulo. Paz e Terra. 2000.

VASCONSELOS, Celso. Metodologia Dialética em Sala de Aula. Revista AEC. V21. Nº83. Abril de 1998.

VEIGA, Ilma Passos de. Representando a Didática. Campinas, São Paulo: Papirus, 1995.

LUCKESI, Carlos Cipriano. Filosofia da Educação. São Paulo: Cortez, 1994.

ESTEBAN, Maria Tereza (org). Avaliação: uma pratica em busca de novos sentidos. P&A, Rio de Janeiro, 1999.

CAIMI, Flavia E. Conversas e controvérsias: o ensino de história do Brasil. (1980- 1998).

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