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quarta-feira, novembro 24, 2021

A IMPORTÂNCIA DE INTERNET PARA GLOBALIZAÇÃO

CRIMES PRATICADOS COM A AJUDA DA INTERNET

AGUINALDO JOSÉ DE LIMA
A IMPORTÂNCIA DE INTERNET PARA GLOBALIZAÇÃO
TUPÃ
2009

Resumo

A presente pesquisa tem como abordagem o uso da tecnologia da informática e seus reflexos na globalização do âmbito dos cybercrimes, ou seja, dos crimes praticados por meio eletrônico contrários à ótica da moral e dos bons costumes, bem como analisa a falta de conhecimentos dos usuários para essa nova modalidade de crime e a possibilidade de utilização poranalogia o conhecimento existente de prevenção. Busca demonstrar a (in)existência de conhecimento dos usuários , em âmbito brasileiro, relacionada aos crimes eletrônicos, bem como analisar precedentes, enfatizando a necessidade de utilização analógica do Código Penal os crimes contra os costumes ou contra o patrimônio que ocorrem na internet. Vislumbra-se a importância de uma nova postura jurídica e social acerca dos crimes digitais, já que o Brasil é um expoente na utilização da internet, e principalmente a nova geração, crianças e adolescentes, enfrentam diariamente uma série de situações que às expõe a riscos oriundos desta inclusão digital. Neste sentido o presente trabalho comporta, em um primeiro momento, pesquisa teórica lastrada em internet e globalização que enfocam a importância do tema e, num segundo momento, os efeitos dessa tecnologia com o surgimento de uma nova era de crimes.
Palavras – chave: Internet; globalização; crimes digitais.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO
Contextualização do tema
Definição do problema
Proposição
Objetivos
Objetivo geral
Objetivos específicos
Justificativa
REVISÃO DE LITERATURA
Internet uma nova tecnologia
Internet tecnologia fundamental para globalização
A internet e as conseqüências da globalização
Internet e globalização uma nova era de crimes
Globalização os crimes de alta tecnologia
Crimes pela Internet
Crimes digitais no Brasil

1 INTRODUÇÂO

1.1 Contextualização do Tema

O movimento de globalização, que torna o planeta quase uma aldeia, tem sido viabilizado pelas tecnologias de comunicação e de computação. Quebradas as barreiras culturais que fechavam o livre comércio entre os países, a Internet está viabilizando o intercâmbio entre países como se todos estivessem fisicamente próximos. Essa sensação de proximidade é viabilizada pelos sistemas de comunicação por áudio (telefonia), vídeo (TV) e dados (Internet). Ao lado desse movimento saudável, existem oportunistas e criminosos que se aproveitam de brechas deixadas pelas tecnologias para realizar roubos e criar uma imagem de falta de privacidade e de segurança nesse novo ambiente.
Este trabalho mostra que ao lado do vetor técnico que cria uma série de mecanismos de proteção aos sistemas e aos usuários, existe um segundo vetor comportamental que precisa ser trabalhado na sociedade e nas empresas para garantir que o uso da Internet se torne mais seguro.

1.2 Definição do Problema

A tecnologia trouxe inúmeros benefícios para o mundo e o computador está inserido em nosso contexto atual de tal forma que certas tarefas são difíceis de imaginar sem a sua utilização, desde tarefas de controle de tráfego aéreo até uma rotineira compra através de cartão de crédito.
Nesse imenso universo, há uma grande movimentação financeira e comercial possibilitando uma ação criminosa que frauda uma ou todas as partes envolvidas em determinada transação dando início a uma nova modalidade de crime, chamado Crime Digital.

1.3 Proposição

Essa pesquisa tem uma proposta basicamente social orientando sobre as modalidades de crimes que existem na internet servindo de alerta aos usuários da rede para que não se tornem uma vítima do sistema e possam usar com segurança todos os meios digitais.
A pesquisa enfatiza o que existe de mais assustador para os usuários que são os crimes que afligem o mundo digital, os delitos cometidos através de meios eletrônicos estão aumentando significativamente á medida que o acesso à internet está cada vez maior e mais fácil. O leque de transgressões é grande, complexo e variado, indo desde a pedofilia a fraudes bancárias, passando por disseminação de vírus eletrônico, clonagem de cartões de crédito ou até mesmo espionagem industrial

1.4 Objetivos

Contribuir com a área tecnológica pretende-se atingir os seguintes objetivos

1.4.1 Objetivo Geral

Essa pesquisa tem como objetivo contribuir para a compreensão e divulgação de informações relevantes a todos que acessam a rede ou utilizam os caixas eletrônicos em estabelecimentos bancários, alertando-os para os tipos de crimes digitais, como agem os criminosos e o que fazer para se protegerem deles ao efetuarem uma transação, uma vez que somente com conhecimento e muita cautela é possível inibir a ação dos bandidos e combater o crime.

1.4.2 Objetivos Específicos

Estudo sobre a importância da internet para globalização
Analise de surgimento de uma nova modalidade de crimes
Estudo de tipos de crimes sociais
Perfil dos criminosos digitais
Estudo sobre o combate dos crimes digitais
Estudo de proposta ao combate a crimes digitais

1.5 Justificativa

Vários fatores contribuíram para impulsionar a globalização, entretanto, para efeito deste estudo, será destacada a revolução informática Internet como grande fator e algumas implicações no âmbito internacional. A Internet propaga as notícias em tempo real, acaba com espaços isolados e agiliza a compra e venda. Além disso, a Internet é um ótimo meio de marketing.

2. REVISÃO DE LITERATURA

O estudo dos tópicos a seguir procura explorar os aspectos da tecnologia e o entendimento sobre o surgimento de uma nova modalidade de crime, a fim de auxiliar ao combate e prevenção dos crimes digitais.

2.1 Internet uma nova tecnologia

A Internet é um imenso sistema de redes e de computadores permanentemente interligados entre si a nível mundial e que funcionam como emissores e receptores de informação. A Internet permite interligar sistemas informáticos de todo o mundo, possibilitando a comunicação e a troca de informação de uma forma fácil e rápida.
Segundo Suyama (2006) a Internet nasceu em 1969 como projeto ARPAnet do Departamento de Defesa dos E.U.A. Tratava-se de uma rede experimental militar capaz de suportar estragos parciais e garantir a compatibilidade entre máquinas diferentes. O objetivo básico era que cada computador conectado pudesse falar com qualquer outro que também estivesse na Rede: peer-to-peer (entre iguais). O autor ainda diz que:
[…] As instituições científicas e os fabricantes queriam conectar suas redes a ARPAnet. Por este motivo se implantaram na rede local seus mesmos protocolos. O acesso à Rede foi difundido pelas Universidades e atualmente há toda uma série de redes interconectadas que formam a Internet (a Rede de redes). E como o uso gera demanda, continuamente são acrescentados novos e mais rápidos links e serviços para satisfazer a crescente necessidade. (SUYAMA, 2006).
De acordo com Heide, Stilborne (2000, p8),
A Internet é uma extensa rede de redes de computadores interligadas, mas independentes. Em menos de duas décadas transformou-se de uma rede altamente especializada de comunicações, utilizada principalmente para fins militares e acadêmicos, em um bazar eletrônico de massa.
Segundo Bogo (2000) considera Internet como sendo, […] um conjunto de redes de computadores interligadas que tem em comum um conjunto de protocolos e serviços, de uma forma que os usuários conectados possam usufruir de serviços de informação e comunicação de alcance mundial.
De acordo com Ellswortho (1949, p.7) […] existem mais definições a esse respeito do que o número de usuários da internet. Não existe uma localização real nem uma idéia exata do seu tamanho e nem tão pouco uma conclusão única sobre quem esta realmente na internet. Mas tudo bem porque, afinal de contas, a internet funciona e funciona bem.
De acordo com Fonseca, Sampaio (2009) […] a Internet já é hoje a 2ª maior rede do mundo, ficando atrás apenas da rede telefônica mundial. Grande parte das redes corporativas já se encontra hoje ligadas à Internet Praticamente todos os Centros de Pesquisa e Universidades do mundo inteiro também podem ser acessados virtualmente pela rede. As conseqüências da grande utilização desta nova mídia ainda não podem ser totalmente previstas, mas espera-se uma grande mudança no comportamento das pessoas com a utilização maciça da rede. A Internet já está hoje em mais de 80 países. Nos dias de hoje, não é mais um luxo ou simples questão de opção uma pessoa utilizar e dominar o manuseio e serviços disponíveis na Internet, pois é considerado o maior sistema de comunicação desenvolvido pelo homem.

2.2 Internet tecnologia fundamental para globalização

A globalização das comunicações tem sua face mais visível na internet, à rede mundial de computadores, possível graças a acordos e protocolos entre diferentes entidades privadas da área de telecomunicações e governos no mundo. Isto permitiu um fluxo de troca de idéias e informações sem critérios na história da humanidade. Se antes uma pessoa estava limitada à imprensa local, agora ela mesma pode se tornar parte da imprensa e observar as tendências do mundo inteiro (MARTIN, 1998 P.10). Ainda o autor diz:
O termo global simples é usado a várias décadas, mas fazer negócios no patrimônio digital é uma iniciativa virtual e, portanto, global.Visto Worll Wide Web não conhece fronteiras e, como seu nome implica, é inerentemente global, isso faz com que as empresas que entram num ambiente sejam globais desde o início; basta se considerem assim.(MARTIN, 1998 P.10).
A gigantesca rede de redes conhecida como Internet vem crescendo constantemente numa velocidade extraordinária. São milhares de sistemas interligados atualmente, trocando informações através de um amplo leque de serviços. Nos dias atuais, nenhuma empresa que opera globalmente ou planeja se expandir para além das fronteiras nacionais pode se dar ao luxo de desprezar a Internet. A Internet oferece um modo relativamente barato de aproximar compradores e vendedores em escala mundial. A Globalização Econômica e Social estabelece uma integração entre os países e pessoas do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, as transações financeiras e comerciais espalham aspectos culturais pelos quatro cantos do planeta. O conceito de Aldeia Global se encaixa neste contexto, pois está relacionado com a criação de uma rede de conexões, que deixam as distâncias cada vez mais curtas, facilitando as relações culturais e econômicas de forma rápida e eficiente. A explosão das tecnologias de informação multiplicou muitas vezes a capacidades de comunicação de alguns indivíduos e grupos privilegiados. A Internet pode servir as pessoas no seu uso responsável da liberdade e da democracia, aumentar a gama de opções em vários setores da vida, alargar os horizontes educativos e culturais, abaterem as divisões e promover o desenvolvimento humano de inúmeras formas. Uma visão idealista do livre intercâmbio de informações e de idéias desempenhou uma parte notável no desenvolvimento da Internet.
De acordo com Moreira (2008) […] A globalização extrapola as relações comerciais e financeiras. As pessoas estão cada vez mais descobrindo na Internet uma maneira rápida e eficiente de entrar em contato com pessoas de outros países ou, até mesmo, de conhecer aspectos culturais e sociais de várias partes do planeta. Junto com a televisão, a rede mundial de computadores quebra barreiras e vai, cada vez mais, ligando as pessoas e espalhando as idéias, formando assim uma grande Aldeia Global.

2.3 A Internet e as Conseqüências da Globalização

A Internet que ao mesmo tempo contribui para o melhoramento da comunicação pode levar, de igual modo, ao aumento do isolamento e à alienação. A Internet pode unir as pessoas, mas também as pode dividir, tanto a nível individual como em grupos mutuamente suspeitos, separados por ideologias, políticas, posses, raças, etnias, diferenças de geração e até mesmo de religião. Ela já tem sido utilizada de maneira agressiva, quase como se fosse uma arma de guerra, e já se tem falado do perigo do terrorismo cibernético. Seria dolorosamente irônico se este instrumento de comunicação, com um potencial tão elevado para unir as pessoas, voltasse às suas origens da guerra fria e se tornasse uma arena para o conflito internacional. Atualmente a internet representa o meio de comunicação típica e mais representativa da era globalizada. É difícil, por exemplo, imaginar que os homens tivessem alcançado o grau de interação que hoje possuem sem que houvesse, pari passu, a evolução dos meios de comunicação, principalmente no que diz respeito à rede mundial de computadores. A internet permite numa velocidade impressionante à transmissão de uma informação de um lugar para outro, diminuindo consideravelmente as distâncias (MOREIRA, 2001).
Moreira (2001) diz que:
[…] com o crescimento do número de internautas e com as facilidades trazidas pela rede mundial uma nova forma de criminalidade surgiria. Esta era uma realidade da qual não se poderia fugir. A internet, ao lado de representar um avanço no desenvolvimento da humanidade, permitiu o aparecimento de uma nova criminalidade, aliás, muito mais difícil de ser combatida.
De acordo com Siqueira (2000) Os “riscos de grande conseqüência” surgiram do impacto do desenvolvimento técnico-industrial sem limites sobre o homem concreto (como produtor e consumidor), sobre a natureza e sobre a sociedade e sua organização […].
Segundo Ramalho (2002), a popularização da rede mundial de computadores está provocando uma grande revolução na sociedade atual. No entanto, com o advento deste que é considerado o maior meio de comunicação da atualidade também surgiram os crimes digitais que, devido ao alcance da internet, são hoje os que mais crescem. E, desta forma, a intensificação do relacionamento humano por meios digitais, com a produção em série de computadores e o uso indiscriminado da rede mundial favorecendo em todos os aspectos novas relações e modificando as antigas, traz por óbvio, novas condutas ilícitas. Assim, a Internet pode prejudicar o próprio homem, pois este a desenvolveu sem um controle centralizado. No entanto, cabe salientar, que a Internet não pode ser considerada uma terra sem lei, uma vez que as relações ali existentes são entre seres humanos e estas devem obedecer às diretrizes constitucionais.
Neste período de globalização em que vivemos, não podemos nem devemos endeusar o mercado como se ele tudo compusesse. Não é assim! Pese embora a irreversibilidade da globalização, devemos ter a consciência de que as desigualdades se estão a acentuar no mundo e que outros flagelos nos chegam fruto da abolição das fronteiras. O mundo demora a tomar consciência de que estamos em um processo acelerado de globalização, sem possibilidade de retrocesso.

2.4 Internet e globalização uma nova era de crimes

A simplificação do acesso aos computadores e a redução dos preços de software e hardware tornou a Internet um instrumento tecnológico cada vez mais popular. Mas o uso que tem sido feito da rede mundial suscita uma pluralidade de questões do ponto de vista da ética e também do Direito Penal. Se de um lado o advento dessas novas tecnologias pode propiciar incalculáveis benefícios à humanidade, por outro, tem propagado e vem propagando estímulos e influxos negativos, contribuindo para a decadência moral, para a violência, e principalmente, para a elevação dos índices de criminalidade, podendo se transformar num retrocesso da sociedade, visto que o mundo virtual vem causando uma série de transtornos no mundo real. Por ser um instrumento de comunicação sem fronteiras, a divulgação de informações imorais e ilegais também se tornaram práticas corriqueiras e a cada nova criação ou avanço tecnológico na área de informática também avançam os crimes de informática e pela informática (BARROS, 2002).
Segundo Oliveira (2001, p.18) Uma preocupação muito comum entre a maioria dos participantes da negociação eletrônica é com relação à segurança, reduzindo ou dificultando a comercialização. A atual ausência de segurança no pagamento on line está impedindo que grandes segmentos da população efetuem suas compras.
De acordo com Schwartz (1998, p.110) Seja qual for à forma que o pagamento assumir na net, segurança é uma questão primordial. É uma questão difícil, principalmente por que é governada mais pela percepção do que pela realidade. Muitos de nós deixamos de perceber as ameaças a segurança no cotidiano,por exemplo, pessoas que tem medo de avião pulam pra dentro de seus carros sem preocupação,mesmo que a chance de morrer em um acidente automobilístico seja cerca de cem vezes maior do que de um avião.Da mesma forma, muitas das pessoas que dizem que nunca passarão seu número de cartão de crédito pela internet fazem pedidos de mercadoria sem problema algum por uma rede de compras na tv a cabo fornecendo no processo seu número de cartão de crédito pelo telefone a algum estranho de vinte dois anos de idade em uma cidade qualquer.

2.5 Globalização e os crimes de alta tecnologia

Os crimes praticados, também chamados de crimes digitais ou transnacionais, podem afetar dezenas de países, sem que o agressor saia de sua casa. É uma preocupação que está chamando a atenção da polícia de todo o mundo, especialmente no que diz respeito à coleta de evidências e materialidade; há também de se considerar o princípio de territorialidade, pois, se o computador está num determinado país, e o crime é cometido em outro, como processá-lo se o infrator nunca entrou naquele país?
Tal cenário leva a crer que os criminosos em breve ultrapassarão a capacidade dos organismos policiais em capturá-los, pois se prevalece da forma revolucionária do espaço cibernético, parcamente provido de regras sociais ou éticas, um convite à imaginação dos criminosos, limitados somente por suas habilidades técnicas (MIRANDA, 1999).

2.6 Crimes pela internet

Quando se fala em crimes digitais, pensamos em pedofilia, fraudes, criação e disseminação de vírus, mais esta não é a realidade, pois atitudes aparentemente inocentes como comentários maldosos por e-mail, sobre uma pessoa física ou jurídica, bem como a divulgação de mensagens falsas que solicitou por ajuda a alguma causa supostamente “nobre”, podem se enquadrar como delitos digitais.

Com estes exemplos abaixo, podemos demonstrar que muitas vezes, as pessoas cometem delitos graves sem se aperceberem disto. Sendo ruim para a pessoa que o realizou, ficando ela sujeita a acusação, mesmo não tendo tido a intenção de causar algum dano.
Segundo Barros (2002) o número de ações abusivas perpetradas via Internet vem aumentando nos últimos anos, entretanto, para sua identificação devemos levar em consideração o meio, a localização do agente, o meio empregado, o objetivo, o resultado e os efeitos do resultado, sem falar que emerge, necessariamente, a questão da competência. A gama desses delitos é quase infinita. Ilustraremos a seguir as condutas mais freqüentes na rede mundial:

ABORTO (incentivo)
ACESSO NÃO AUTORIZADO
AMEAÇA
APOLOGIA AO CRIME
APROPRIAÇÃO INDÉBITA
CONTAMINAÇÃO POR VÍRUS
CRIME DE DANO
CRIME ORGANIZADO
CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA
CRIMES CONTRA A HONRA
CRIMES TRIBUTÁRIOS
DIREITOS AUTORAIS
DIREITOS DO CONSUMIDOR
DIREITOS HUMANOS
DIVULGAÇÃO DE SEGREDO
ESTELIONATOFALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS
FRAUDE VIA COMPUTAÇÃO
INCITAÇÃO À VIOLÊNCIA
INCITAÇÃO À DISCRIMINAÇÃO
PEDOFILIA
PIRATARIA
PROTESTO CONTRA INSTITUIÇÕES
PORNOGRAFIA INFANTIL
PRÁTICA DE RACISMO
SABOTAGEM
SEDUÇÃO
ESTÍMULO AO TRÁFICO DE DROGAS
TRÁFICO DE INFLUÊNCIA
TRANSFERÊNCIA DE DADOS
VIOLAÇÃO DE SOFTWARES
VIOLAÇÃO DO DEVER DE INFORMAR (BARROS, 2002).

De acordo com Silva (2000) o perfil do criminoso, baseado em pesquisa empírica, indica jovens, inteligentes, educados, com idade entre 16 e 32 anos, do sexo masculino, magros, caucasianos, audaciosos e aventureiros, com inteligência bem acima da média e movidos pelo desafio da superação do conhecimento, além do sentimento de anonimato, que bloqueia seus parâmetros de entendimento para avaliar sua conduta como ilegal, sempre alegando ignorância do crime como sendo simplesmente, “uma brincadeira. E esses jovens têm como preferência ficção científica, música, xadrez, jogos de guerra e não gostam de esportes, sendo que suas condutas geralmente passam por três estágios: o desafio, o dinheiro extra, e, por fim, os altos gastos e o comércio ilegal.

2.7 Crimes digitais no Brasil

Os ataques por meio da Internet aumentaram consideravelmente em 2007 e 2008. Criminosos cibernéticos utilizaram 785.684 programas maliciosos de computador, conhecidos como malware. Ferramentas e “kits” prontos estão à disposição de criminosos por meio da Internet. E a surpresa é que a maioria dos ataques é direcionada a saquear contas depositadas sob aguarda de instituições financeiras no Brasil. O Brasil se tornou o terceiro maior disseminador de malware e arquivos espiões do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. A tendência desse tipo de golpe, de malware, é aumentar, na medida em que o número de internautas também aumenta com o passar do tempo (SANTOS e SALOMÃO, 2008).
De acordo com Junior (2007) os crackers, chamados equivocadamente de hackers, especialistas em invadir sistemas informáticos e bancos de dados, sempre com o intuito de causar prejuízo (concorrência desleal, dano, violação de direito autoral e outras condutas). As estatísticas revelam que o Brasil é o País com o maior número de crackers especialistas no mundo.
[…] empresas em diversos pontos do País, públicas e privadas, têm sido vítimas dos crimes de computadores, e a gravidade da questão é mascarada pela “síndrome da má reputação”, que leva tais empresas a assumirem os prejuízos, encobrindo os delitos, temendo uma propaganda negativa ou um estímulo a outros delinqüentes do gênero. Consideram ainda que o grupo de criminosos digitais atuando no Brasil ainda é pequeno, restrito aos que dominam idiomas estrangeiros e detém tecnologia de “ponta” e habituados à área financeira (CORREIA, 1994, p258).
De acordo com Silva (2000) a atuação da polícia em crimes de computador requer investigação especializada e ação efetiva. Não existem no Brasil policial preparados para combater esse tipo de crime, faltando visão, planejamento, preparo e treinamento. Silva ainda diz que o passo inicial e premente é a criação de uma unidade policial especializada em investigação e atos de polícia judiciária para crimes de alta tecnologia, que englobaria os crimes de computadores e outros que aparecerem no rastro do desenvolvimento tecnológico dos próximos anos.

2.8 Perspectivas de combate aos crimes

Recentemente nos Estados Unidos o deputado Michael Fitzpatrick propôs uma lei federal que proíbe que escolas e bibliotecas permitam acesso por menores de idade a sites comerciais que exijam criação de perfis, como os fóruns, salas de bate-papo, blogs, messengers, e-mails e sites de relacionamento. Paralelamente à proposta do deputado Fitzpatrick, o procurador-geral americano Alberto Gonzales, declarou que os provedores não colaboram no combate à pornografia infantil ocorrida em seus suportes, razão pela qual enviou ao Congresso norte-americano proposta de Emenda que assegure tal colaboração. Os provedores não estariam guardando registros dos pedófilos. A proposta exige que os websites possuam tarja de esclarecimento sobre conteúdo caso contenham informações de sexo, bem como a obrigação dos provedores comunicarem ao Departamento de Justiça a existência de pornografia infantil em seus sistemas. Os provedores que falharem no cumprimento das exigências serão severamente punidos (MENDES, 2009).
Segundo Demetrio (2009), o Brasil caminha na contramão da legislação mundial de crimes eletrônicos. Para ele, o Código Penal não reflete a realidade dos crimes cometidos com as novas tecnologias. Segundo ele o código penal não consegue ser suficiente para tratar dos crimes eletrônicos, enquadrados atualmente como furto, dano, apropriação indébita, estelionato, divulgação de segredo e crime contra a propriedade intelectual e industrial. No caso do Keylogger (programa de computador que vigia tudo o que o usuário digita) não existe nenhuma previsão legal e é feita uma espécie de adaptação para se encaixar na lei. Os cavalos de tróia (programas que invadem o computador e liberam caminho para outra invasão) também apresentam problemas porque não existem punições específicas.
Segundo Arnaud Laurans (2009) com a divulgação do governo brasileiro em adotar novas carteiras de identidade baseadas na tecnologia de Smart Card, o governo brasileiro dá um salto importante para garantir a integridade e a segurança digital de seus cidadãos, uma vez que a adoção do chip possibilitará o armazenamento dos certificados digitais e características biométricas que permitirão identificar e autenticar os cidadãos tanto no mundo físico quanto no mundo virtual. Questionamentos como esses estão em pauta e várias medidas têm sido tomadas. O governo, por exemplo, esforçou-se com a melhora, ano a ano, do Projeto de Lei que regulamenta o uso da internet no Brasil e prevê punições a chamada Lei dos Crimes Digitais.

3 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS

O trabalho foi desenvolvido por meio de pesquisa teórica, aplicada com ênfase em livros, artigos publicados na Internet, além de, em sede introdutória, tecer algumas considerações acerca da grande evolução dos crimes cometidos em meio eletrônico. Foi adotado o método de abordagem descritiva. Após a instrução foi desenvolvido o tema e obteve-se um texto com a finalidade de fazer o leitor refletir sobre as mais diversas situações que estamos vivenciando no mundo digital, os tipos de crimes, o perfil do criminoso virtual, a falta de legislação específica e os possíveis métodos que serão adotados a fim de inibir as ações dos infratores.

4 RESULTADOS

Os benefícios trazidos pelo avanço da tecnologia e pelo uso dos computadores são indiscutíveis, pois o acesso à informação constitui um verdadeiro patrimônio econômico, político e cultural. Entretanto, esses benefícios trouxeram consigo os crimes e criminosos digitais. O foco dessa pesquisa é alertar as pessoas para o perigo iminente e que esta dentro de casa. Deixamos o criminoso entrar pela porta da frente, entregamos nossos dados pessoais e se quer atentamos para o fato de estarmos sendo extorquidos. Quando percebemos, o estrago já este adiantado e muitas vezes são irreparáveis.
O crime digital pode afetar dezenas de países, sem que o agressor saia de casa e o que mais assusta e a proporção com que isso ocorre. E uma preocupação de nível mundial e a precaução é, sem sombra de dúvidas, a melhor arma.

5 CONCLUSÃO PARCIAL

Em conclusão, observamos que paralelamente à Internet, cresce também várias modalidades de crimes, que por serem recentes e desconhecidos das autoridades, não possuem legislação própria, descaracterizando a infração e fortalecendo a ação delituosa do criminoso.
É sabido ainda, que com a experiência e maturidade no desenvolvimento de novas idéias e sistemas preventivos de crimes digitais, novas formas de segurança serão implantadas a fim de se estabelecer uma maior segurança na rede.

6 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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