Administração de Materiais

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Este trabalho destina-se a aplicação das teorias lecionadas no curso de administração de empresas, tendo como objetivo principal destacar a importância e preocupação que uma empresa deve ter em sua área administrativa com foco maior na gestão de materiais.

Considera-se de suma importância a boa aplicabilidade da administração de materiais, com o intuito de manter o controle da gestão de materiais em sintonia com os objetivos e metas traçadas pela organização.

Sabendo-se que os custos pertinentes a esta área são normalmente os de maior expressão dentro da empresa, considera-se que os custos representados na compra, armazenamento e movimentação de produtos em estoque mostram o quanto é necessário ter o comprometimento da alta direção, gerando objetivos claros para os gestores de áreas, evitando assim gastos com desperdícios.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO
1 OBJETIVOS 
1.1 GERAL 
1.2 ESPECÍFICOS 
1.3 PROBLEMA 
1.4 HIPÓTESES 
1.5 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA 
1.5.1 História 
2 METODOLOGIA 
2.1 TIPOS DE PESQUISA 
2.1.1 Pesquisa Bibliográfica 
2.1.2 Pesquisa Documental 
2.1.3 Pesquisa Experimental 
2.1.4 Pesquisa Ex-Post Facto 
2.1.5 Levantamento de Dados 
2.1.6 Estudo de Caso 
2.1.7 Pesquisa-Ação 
2.2 ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO DA PESQUISA 
2.2.1 Case 
3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
3.1 COMPRAS 
3.2 LOGISTICA 
3.2.1 Logística e Operações 
3.3 ESTOQUE 
3.4 POR QUE EXISTE ESTOQUE? 
3.5 TIPOS DE ESTOCAGEM 
3.6 RESSUPRIMENTO 
3.7 ESTOQUE MÁXIMO 
3.8 ESTOQUE DE SEGURANÇA 
3.9 SISTEMA ABC 
3.10 LOGÍSTICA NA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS 
3.11 JUST-IN-TIME 
3.12 KAMBAN 
3.13 INVENTÁRIO 
3.13.1 As Operações do Inventario 
3.13.2 As Finalidades do Levantamento do Inventário 
4 ANÁLISE DA EMPRESA 
4.1 DADOS GERAIS DA EMPRESA 
4.1.1 Mercado-Alvo 
4.2 ESTRUTURA DA EMPRESA
4.3 VISÃO 
4.4 MISSÃO 
4.5 PRINCÍPIOS – VALORES 
4.6 CONCORRENTES ATUAIS 
4.7 GESTÃO DE MATERIAIS 
4.7.1 Pneus 
4.7.1.1 Breve Històrico 
4.7.1.2 Questão do Acre 
4.7.1.3 Engenharia de Pneus 
4.7.1.4 Elementos que Compõe o Pneu Radial 
4.7.1.5 Projeto do Pneu 
4.7.1.6 Divisão parte de um Pneu 
4.7.1.7 Carcaça 
4.7.1.8 Talão 
4.7.1.9 Franco/costado 
4.7.1.10 Banda de Rodagem 
4.7.1.11 Estocagem de Pneus 
4.7.2 Oleo Diesel 
4.7.2.1 Produção 
4.7.2.2 Armazenagem 
4.7.2.3 Solubilizada no próprio diesel 
4.7.2.4 Junto com o ar (umidade) 
4.7.2.5 Acidentalmente 
4.7.2.6 Não estoque diesel por muito tempo 
4.7.2.7 Limpeza dos tanques de diesel periodicamente 
4.7.2.8 Efeitos sobre o meio ambiente: medidas de proteção. 
4.7.2.9 Cuidados no manuseio 
4.7.2.10 Efeitos tóxicos 
CONCLUSÃO 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

INTRODUÇÃO

Administrar materiais é uma atividade que vem sendo realizado nas empresas desde os primórdios da Administração.

O objetivo fundamental da administração de materiais é determinar quando e quanto, devemos adquirir, para repor o estoque, o que é possível comprar, estocar, racionalmente, sempre contando com o lado prático e econômico da organização.

Atingir o equilíbrio ideal entre o estoque e consumo é a meta principal dentro do gerenciamento, para tanto, a gestão se inter-relaciona com as outras atividades afins, no intuito de os profissionais envolvidos estarem comprometidos com as técnicas e rotinas, fazendo com que o processo seja considerado como a atividade integrante do sistema de abastecimento.

Administrar matérias, é um tema complexo considerando quase um ‘tabu’ nos currículos das Escolas de Administração, nas Faculdades de Ciências Econômicas e Escolas Técnicas etc…, porém é necessário e importante.

O presente Trabalho de Conclusão do Curso é constituído de uma introdução, metodologias, revisão bibliográfica seguindo da analise do ‘case” e conclusão, abordando os aspectos de gestão de materiais, que representam uma grande parte dos Ativos da empresa ao mesmo tempo em que significam uma excelente oportunidade profissional, principalmente aos Bacharéis em Administração de Empresas.

1 OBJETIVOS

1.1 GERAL

Administração de materiais, referente a compra adequada, armazenagem e controle do consumo de pneus e combustíveis.

1.2 ESPECÍFICOS

• Descrever conceitos, práticas e desafios atuais para a administração de materiais;
• Identificar na administração de materiais indicadores que facilita uma boa administração;
• Analisar modelos de ações, programas e ferramentas utilizadas nas empresas para melhoria na administração de materiais:

1.3 PROBLEMA

As empresas com uma boa Administração de Materiais, aumentaram sua produtividade com menos custos?

1.4 HIPÓTESES

Boa demonstração de um tema aumenta a produtividade com menos custos.

Uma má administração de materiais reduz a produtividade e aumenta o custo.

1.5 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA

Ramo de atividade transporte de passageiro , responsável por uma fatia de mercado no estado do Rio Grande do Sul e Mato Grosso, contendo mais de 80 linhas regulares.

1.5.1 História

A empresa foi fundada pelo Sr. Willy Eugênio Fleck em 1º de Setembro de 1939, a sede foi construída na cidade de Crissiúmal no Estado do Rio Grande do Sul, era e ainda é uma cidade pequena mas, na época atendia uma necessidade de uma quantidade de pessoas que tinham que viajar, neste período a partir de 1940 ocorre muita dificuldade em todos os setores em função da própria 2º Guerra Mundial, as estradas eram péssimas os caminhões transportava além da carga pedras para poder tampar os buracos existente nas estradas.

A empresa adotou o gasogênio em função da falta de gasolina, foi desbravadora neste seguimento de mercado tornou-se uma revenda da Ford do Brasil, teve garra na busca de novos negócio. A empresa hoje desfruta de uma excelente posição no mercado, possui 165 veículo (ônibus) atende grande parte do Estado do Rio Grande do Sul e Regiões como Paraná , Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, contamos com parceria com outras Empresas, Planalto, São Pedro, Viação Santa Cruz, a matriz está estabelecida em Porto Alegre, contamos com colaboradores em filiais como , Livramento, Taquara, e Santa Rosa.

2 METODOLOGIA

2.1 TIPOS DE PESQUISA

Os especialistas usam diferentes nomes para as metodologia empregadas na realização dos projetos de pesquisa, porém não existem tanta diferença no conteúdo , entretanto, se diferem de acordo com as fontes bibliográfica utilizadas, os objetivos e o tipo de analise o qual pretende ser feito, seja, quantitativa ou qualitativa, de acordo com os controles das variáveis em estudo (MARCONI, 1990).

2.1.1 Pesquisa Bibliográfica

A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já existente com assuntos retirados principalmente de livros e artigos científicos. Tendo em vista que, em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho desta natureza, há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas. Boa parte dos estudos exploratória, é definida como pesquisa bibliográfica. As pesquisas sobre ideologias, bem como aquelas que se propõem à análise das diversas posições acerca de um problema, também costumam ser desenvolvidas quase exclusivamente mediante fontes bibliográficas (GIL, 2002).

2.1.2 Pesquisa Documental

Este tipo de pesquisa é muito parecido com as pesquisa bibliográfica. A diferença essencial entre ambas está na natureza das fontes. Enquanto a pesquisa bibliográfica é utilizado pelos os conhecimentos de diversos autores sobre determinado assunto, a pesquisa documental vale-se de materiais que se recebem ainda em um tratamento analítico, ou que ainda, podem ser reescritos de acordo com os objetivos da pesquisa.

2.1.3 Pesquisa Experimental

O experimento representa o melhor exemplo de pesquisa científica. Essencialmente, a pesquisa experimental, é o que consiste em determinar um objetivo de estudo, classificar ou relacionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, verificar as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto (GIL, 2002).

2.1.4 Pesquisa Ex-Post Facto

Nesta pesquisa tem-se um experimento que se realiza depois dos fatos. Não se trata rigorosamente de um experimento, posto que o pesquisador não tem controle sobre as variáveis. Todavia, os procedimentos lógicos de delineamento ex-post facto são semelhantes aos dos experimentos propriamente ditos (GIL, 2002).

2.1.5 Levantamento de Dados

As pesquisas deste tipo caracterizam-se pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Basicamente é criado um dicionário com um conjunto de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado, para em seguida, mediante análise quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes aos dados coletados (GIL, 2002).

Na maioria dos levantamentos não são pesquisados todos os integrantes da população estudada. Antes seleciona-se, mediante procedimentos estatísticos, uma amostra significativa de todo o universo, que é tomado como objeto de investigação. As conclusões obtidas a partir desta amostra são projetadas para a totalidade do universo, levando em consideração a margem de erro, que é obtida mediante cálculos estatísticos (GIL, 2002).

2.1.6 Estudo de Caso

Consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento, tarefa praticamente impossível mediante outros delineamentos considerados (GIL, 2002).

A maior utilidade do estudo de caso é verificada nas pesquisas exploratórias. Por sua flexibilidade, é recomendável nas fases iniciais de uma investigação sobre temas complexos, para a construção de hipóteses ou reformulação do problema. Também se aplica com pertinência nas situações em que o objeto de estudo já é suficientemente conhecido a ponto de ser enquadrado em determinado tipo ideal (GIL, 2002).

2.1.7 Pesquisa-Ação

A pesquisa-ação tem sido objeto de bastante controvérsia. Em virtude de exigir o envolvimento ativo do pesquisador e a ação por parte das pessoas ou grupos envolvidos no problema, a pesquisa ação tende a ser vista em certos meios como desprovida da objetividade que deve caracterizar os procedimentos científicos (GIL, 2002). A despeito, porém, dessas críticas, vem sendo reconhecida como muito útil, sobretudo por pesquisadores identificados por ideologias reformistas e participativas (GIL, 2002).

2.2 ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO DA PESQUISA

Para realização do presente Trabalho de Conclusão do Curso, foi utilizado a pesquisa bibliográfica, com desenvolvimento de estudo de caso, esta é desenvolvida a partir de consulta em livros, revistas, jornais e internet, utilizando-se conceitos já descritos com embasamento teórico com desenvolvimento de um estudo de caso que justifica-se a escolha deste método de pesquisa por assim entende que, o mesmo permitirá o que Gil (2002) define como “o profundo e exaustivo estudo do problema permitindo um amplo e detalhado conhecimento do mesmo”. Através da metodologia adequada à problemática intitulada: O processo de Melhoria Contínua na organização reduz reclamações de clientes e melhora a qualidade do produto?

2.2.1 Case

A Viação Ouro e Prata S.A vem apresentando bons resultados desde o início de sua fundação devido à sua preocupação em atender da melhor forma possível os seus clientes. Porém, a empresa está se encaminhando para uma situação crucial, onde se torna cada vez mais importante conhecer as necessidades, as exigências e o grau de satisfação de seus clientes. Só assim, a empresa conseguirá continuar crescendo num mercado cada vez mais competitivo.

Com a exigência cada vez maior dos clientes a empresa não tem um programa de avaliação da satisfação dos seus clientes em níveis atuais, e com isso apresenta dificuldades em identificar o nível de satisfação dos clientes externos em relação ao seu serviço de transporte, por exemplo.

Outro fator que preocupa a diretoria é o desconhecimento das percepções dos clientes quanto à qualidade do atendimento dado pelas empresas transportadoras de passageiro, e até que ponto eles consideram importante à eficiência deste serviço.

Uma viagem mal feita pode prejudicar todo o esforço feito pelo pessoal da empresa para atender o cliente da melhor forma possível, e acabar causando irritação ou, quem sabe, até a perda do mesmo.

Percebe-se também na empresa a falta de informações concretas quanto ao grau de satisfação dos clientes em relação ao suporte técnico. É preciso saber realmente se é dada toda assistência técnica que requer o cliente e se está de acordo com suas necessidades. O suporte técnico precisa ser avaliado para que se perceba sua eficiência na solução de problemas.

Então, o trabalho se propõe a responder a seguinte questão:

Como mensurar o nível de satisfação dos clientes em relação à qualidade dos produtos e serviços da empresa para que se tenha conhecimento das necessidades e expectativas dos mesmos?

A pesquisa de satisfação do cliente é, sem dúvida, um assunto de relevante importância no mundo administrativo. A empresa promove estas pesquisas visando resolver a redução de um indicador que existe, o qual é pane na estrada e através das pesquisas identificamos o grande numero de reclamações, desta forma, convidamos periodicamente estes cliente uma visita na matriz mostrando-os nosso sistema de manutenção, preventiva e corretiva, e mostramos o nível de qualidade de material utilizado.

3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Uma boa parte do capital de uma empresa, segundo os mestres está comprometido e representado por aquisições de matérias-primas, equipamentos,máquinas, ferramentas, acessórios, matérias de conservação de manutenção, peças, veículos, material de escritórios, etc..

Hoje nenhum mentor ignora a importância desta administração de materiais dentro de uma organização.

Boas instalações , mão–de-obra altamente qualificada, maquinas de grande capacidade de produção , são meios importantes para alcançar-se uma alta produtividade, porém sem a matéria prima especifica ou seja, a fonte alimentadora para a linha de produção o pessoal altamente especializado e as maquinas de tecnologia de ponta ,cessarão e a organização vai parar acumulando grandes prejuízos, portanto, sem a substãncia básica que dará origem as movimentações de boa parte dos setores da organização será a matéria prima a disposição nas linhas de produção. Desta forma , podemos verificar o quanto é importante, hoje em dia, a administração de materiais, principalmente nas empresas industriais.

Nenhuma empresa vingará, ou poderá melhorar o nível de sua produtividade, se não tiver perfeitamente organizada a sua Administração de Materiais.

Henri Fayol, o mestre sempre citado, em sua magnífica obra ‘ Ciência da Administração” afirma : Prever é perscrutar o futuro, estudá-lo, ver tanto as possibilidades como as inconveniências, para traçar o programa de ação, fazer o plano de trabalho”.

Todo e qualquer movimento interno dentro da empresa seja, pela diretoria ou pela própria gerencia estaremos sempre envolvido com o consumo ou compra de material , é natural e normal que na mesa redonda, onde são debatidos os planos estratégicos estará sendo debatido também a administração de materiais pois significa sempre no planejamento orçamentário um assunto relevante dentro da área financeira de qualquer organização, a importância é tão relevante que na industria principalmente todos os setores da empresa, marketing, vendas, financeira, qualidade, engenharia e produção falarão dentro dos princípios da administração o mesmo assunto materiais, seja, a matéria prima ou semi-acabada.

Atualmente dentro das características econômicas das empresas, as aquisições de materiais, de matérias-primas, etc…, não podem ser feitas de forma impensadas e arbitrária: é perfeitamente lógico que se vamos consumir, para executar determinado plano de produção devemos ter dados estatístico de consumo confiável e um controle de estoque com demandas bem definidas, já que não devemos esquecer que materiais estocado e não utilizados são onerosos, implica em empate de capital, com a conseqüente perda de juros, etc.

Administrar materiais, por certo , não é um trabalho tão simples, onde, o técnico deve simplesmente exercer suas atribuições permanecendo entre as quatro paredes de uma sala sendo orientado por informações de relatórios pelo seus auxiliares; muito pelo contrário um bom administrador de materiais deve estar sempre atento com os setores, verificando, coordenando, comprovando, examinando, conferindo, enfim, pondo-se a par de tudo e todo os tipos de matérias existente na organização respeitando a necessidade e o custo de cada produto e suas variáveis existentes.

O objetivo fundamental na Administração de Materiais é determinar quando e quanto adquirir, para repor o estoque a estratégia do abastecimento sempre é acionada pelo administrador a medida que o material está sendo consumido este processo requer sistema confiável e responsabilidade de cada usuário, no entanto, como a formação de estoque é ponto crucial, induz imediatamente á indagação “por que sempre há falta de material” queixa que geram frustrações, dilema , o consumo sempre ocorre ao mesmo tempo, manter o nível operacional da empresa, suprir os consumidores por meio de adequando atendimento e manter os investimentos em estoques em níveis ideais nem sempre é possível.

Atingir o equilíbrio ideal entre estoque e consumo é a meta primordial e para tanto, uma gestão bem elaborada onde tenha uma relação entre uma atividade e outra afins, com serias intenções, comprometimento profissional entre os setores envolvidos com técnicas e rotinas bem estabelecida, fazendo com que o gerenciamento de materiais, incluindo compras e armazenamento seja considerado atividade integrante do Sistema de Abastecimento. O funcionamento harmônico, depende fundamentalmente das atividades a seguir relacionados:

– Adastramento, compreendido na classificação, codificação e critérios.
– Gerenciamento do estoque, que compreende as atividades de formação do estoque;
– Obtenção do material, que compreende o setor de compras;
– Guarda do material, que compreende, recebimento, armazenagem, conservação e distribuição.

Um fator importante, a que devemos considerar básico, para que tenhamos completo êxito na administração de materiais, é ter-se sempre presente que: “Quanto maior for o prazo para as substituições de produtos ou materiais de consumo no limite mínimo de estoque melhor serão os lucros de capital investido em suas aquisições”.

3.1 COMPRAS

O assunto departamento de compra entendemos ser algo fácil em relação sua importância fácil porque quando falamos a respeito de compras, estamos dizendo do sucesso ou insucesso da operação de uma empresa e principalmente. Da sua rentabilidade.

Quando um comprador sai da sua casa para o trabalho, deve estar sempre consciente de que suas funções são extremamente importantes para os resultados da empresa que representa, como sabemos, até mesmo guerras foram vencidas ou perdida devido á melhor ou á pior atuação de suprimentos nos momentos decisivos, desta forma podemos afirmar, com tranqüilidade, que é essencial para um bom funcionamento de qualquer empresa, obter de forma profissional um departamento de compra competente, muito embora essa afirmativa nem sempre seja compartilhada pelas altas administrações de inúmeras organizações, quando da destinação de maiores recursos para a área e assim normalmente outros setores tem sido bem mais beneficiados.

O dinheiro recebido pelas empresas, decorrente da venda dos seus produtos, é classificado como “receita de vendas” porém toda esta receita estudos demonstram que quase 50% é destinado a fornecedor, conforme demonstra no livro de Material Management, de autoria de Dean S. Ammer como a General Motors(USA) gasta sua receita de vendas, exatamente 50 %. A receita de vendas de uma empresa é tão importante assim, ora então logicamente este percentual significa muito e deve ser trabalhado de uma maneira toda especial, com muito cuidado e técnica.

O volume de dinheiro gasto com fornecedor é variável de uma empresa para outra, depende muito principalmente do ramo de atividade e a natureza da compra o porque afirmamos que um departamento de compras é muito importante para qualquer empresa.

A identificação dos objetivos de um departamento de compras dependerá do nível de abrangência deste perante a própria empresa, ou seja, das atribuições que lhe são confiadas dentro da organização á qual pertence, em principio, um departamento de compras é inerte como atividade de linha, está sempre aguardando o momento de ser acionada por algum departamento dentro da organização.

O departamento de compra tem responsabilidade de trabalhar como um órgão prestador de serviços a todos os departamentos da empresa, com o objetivo adquirir bens /serviços, na qualidade desejada, no momento preciso, pelo menor custo possível e na quantidade pedida. É normal inúmeros departamento de compras terem, a função de aquisição de bens e serviços, quantos aos bens, a compra é dirigida ao departamento de produção e operação da empresa, em relação aos serviço nem sempre a contratação e feito direto pelo departamento de compra mas depende muito do tipo de serviço contratado e a política de cada organização.

As condições de compras e marca, qualidade de cada produto vem exclusivamente pela área solicitante, neste caso, o departamento de compra se responsabiliza procurar o menor preço através da cotação de mercado verificando inclusive os prazo para melhor avaliar a compra. Todos os pedido feito pelos departamentos da empresa se não forem colocados à disposição dos usuários nas datas por eles estabelecidas, pode até não ser mais necessário e o prejuízo poderá ser incalculável, o departamento de compra deve estar sempre afinado com as linhas de produção ou operação da empresa de maneira a atendê-los conforme programação. Qualquer problema que acontecer em relação a entrega de algum produto deve-se imediatamente informar ao solicitante para um reposicionamento a respeito.

O departamento de compra deve respeitar a qualidade de cada item e principalmente buscar o menor custo visando satisfazer o usuário e a empresa, contudo é bastante complexo a execução do compras para algumas empresas o objetivo nem sempre consegue obter o sucesso necessário pois existem a demora do fornecedor para entregar e os pedidos fora da programação, tendo o departamento de compra sem muitas alternativas se não a de comprar de outro fornecedor por um preço bem maior. Outro problema que ocorre no departamento de compras, o material que deve ser adquirido não é definido pelo solicitante e gera duvidas tanto por parte do comprador. Como do vendedor, referencias duvidosas tendem a provocar um atraso na conclusa da compra. Conforme os autores descrevem Costa e Dias (1990, p. 14):

Da mesma forma que as compras em emergência, termos que atuar exaustivamente sobre os focos requisitantes de materiais com especificações erradas, de maneira a reduzir a sua incidência. A médio prazo obteremos sucesso e passaremos a trabalhar com mais facilidade.

3.2 LOGISTICA

Na sua origem, o conceito de Logística estava essencialmente ligado às operações militares. Promovido pelo o avanço das tropas seguindo uma determinada estratégia militar, desta forma os generais tinham sob suas ordens o deslocamento de suas equipes, na hora certa, de munição, equipamentos e socorro médico para o campo de batalha, Porém , não era valorizado e nem tinha prestigio quando as batalhas eram ganhas, eram tratado somente como uma equipe de apoio.

Foi também desta forma vista no inicio, pelas as medias e grandes empresas, uma industria precisa transportar seus produtos da fabrica para o deposito ou para os seus clientes, necessita também armazenar sua matéria prima em quantidade suficiente para garantir os níveis de fabricação desejadas, mas também deve estar preparado para manter produtos em estoque, como exemplo acima com os soldados esta operação era considerado apenas como apoio, a empresa entendia que não havia necessidade de valorizar o setor.

A maioria das industria nasceu no chão de fabrica e só se pensava o nível de produção, tanto que, a maioria destas fabricas contavam com um engenheiro de produção, que por sua vez em nenhum momento agregava valor ao processo logístico apenas aos produtos. Um elemento básico no processo produtivo é o distanciamento espacial entre a industria e os mercados consumidores, e a distancia da fabrica, e os pontos de origem da matérias-primas e outros componentes. Todos os produtos quando saem da fabrica já vem com valor intrínseco a ele agregado, mas este valor ainda está incompleto para o consumidor final, pois ainda temos que colocar este produto em algum lugar desejado. Por exemplo, a geladeira comprada por uma dona-de-casa só gera seu valor intrínseco quando for instalada e passar a refrigerar seus alimentos, o sistema logístico, mesmo o mais primitivo, agrega então um valor de lugar ao produto.

O valor do lugar depende, obviamente , do transporte do produto, da fabrica ao deposito, desta loja, e desta ao consumidor final. Por essa razão, as atividades logísticas na empresas foram por muito tempo confundidas com transporte e armazenagem. No entanto, o conceito do transporte basicamente é deslocar matérias-primas ou produtos acabados entre um ponto e outro geograficamente. Com a evolução do sistema produtivo e do comercio, esse elemento, embora importante, passou a não satisfazer isoladamente as necessidades das empresas e dos consumidores. A partir dos anos de 1960 a logística apareceu em função de fatores pertinente ao produto até então desconhecido pelos executivos das grandes empresas, fatores estes, valor de tempo agregado ao produto, valor da qualidade do produto e o valor da informação, tudo está relacionado na cadeia logística eu ainda arriscaria dizer mais a própria distancia e meio a seguir.

Assim podemos conceituar logística adotando a definição do Council of Logistics Monagement norte-americano. Segundo Novaes (2001. p.34).

Logística é o processo de planejar, implementar e controlar de maneira eficiente o fluxo e a armazenagem de produtos, bem como os serviços e informações associados, cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor.

3.2.1 Logística e Operações

Existem cinco principais estágios envolvidos na preparação de um efetivo sistema de gestão do fluxo.

Estagio 1: considerações logísticas no projeto do produto.

As empresas devem considerar fatores logísticos no seu projeto de produtos, este estagia requer um estudo aperfeiçoado do produto(características de entrega) e os meios de produção e de entrega ao cliente. A análise contribui para a movimentação eficiente dos produtos por todo o canal de fluxo mantendo todas as características necessária para o processo. Devem-se considerar ainda as necessidades de suporte pós-venda.as características físicas e o projeto do produto afetarão o tipo e a dimensão do fluxo das peças de reposição, assim como dos componentes de reparo ou renovação. O projeto do fluxo e do produto e da logística deve constar e considerar de forma será efetuado as condições dos clientes e como usará o produto, esta analise também determina uma estratégia em projetar as necessidades reais dos reparos e reposição e identifica quem realizará os reparos e onde.

A segunda parte da fase de projeto logístico envolve a simulação do fluxo real gerado após o projeto do produto. Com o auxilio de informações consolidadas , originadas dos departamentos de pesquisa, compras e produção da empresa e do canal de distribuição, a empresa pode promover u ma simulação dos principais fluxos, desde o transferência, estocagem e embalagens.o projeto logístico do produto utiliza um relacionamento entre diferentes funções – ou seja, entre o departamento de logística e pesquisa e desenvolvimento, e entre marketing e pós-vendas. Da colaboração, métodos e ferramentas gerenciais apropriados devem ser aplicados para refletir uma visão inter-funcional.

Estagio 2: Definição de objetivos

O estágio 2 envolve a definição dos objetivos para gestão do fluxo. Esse objetivos diferem bastante, dependendo do mercado ou produto. Para produtos de consumo, alguns dos objetivos incluem:

• Prazos curtos de entrega(do momento em que é realizado o pedido até o recebimento do produto);
• Tempos de entrega confiáveis;
• Inexistência de falta de produtos em estoque;
• Informações logísticas suficientes associadas à distribuição do produto;
• Capacidade de consolidação de um pedido;
• Qualidade de transporte.

Essa fase essencialmente engloba um estudo de mercado e, conseqüentemente entra no escopo do marketing. Seu objetivo é determinar as expectativas de nível do serviço logístico. Ela assume que existe forte relacionamento entre os gerentes de produto e de vendas.

Os objetivos da gestão do fluxo também podem ser separados de acordo com as categorias de logística- ou seja, por agrupamentos com produtos por necessidades similares de nível de serviço ou manuseio.

Estágio 3: projeto dos sistemas de informação.

Este tem importância especial em relação á gestão do fluxo. A informação na gestão do fluxo vem do fato de que os fluxos físicos são cada vez mais complexos, as operações cada vez mais abrangem maiores áreas e há uma demanda crescente por reações rápidas e tempos de entrega curtos. Tradicionalmente, informações relacionadas ao fluxo eram estáticas por natureza, com grandes bancos de dados em um local. Hoje, a concepção de um sistema de informações requer que os seguintes tópicos sejam considerados:

• Todas as informações geradas e coletadas são transmitidas em tempo real. Mesmo que seja uma instalação, um armazém , em meio de transporte ou container a situação do fluxo deve estar disponível;
• As empresas coletam varias informações sobre o produto, portanto, essas informações devem ser compartilhada entre os participantes da cadeia, tanto interno, quanto externos através do intercambio eletrônico de dados ou electronic data interchange (EDI) e outra formas de comunicação eletrônica ,facilitando a ultima informação de status do produto;
• Por último, o sistema de informações deve ser flexível. Soluções logísticas mudam constantemente.os sistemas de informações deve acompanhar essas mudanças instantaneamente.

Estagio 4: Projeto de um sistema físico

O sistema físico envolve a real organização da rede de entidades que carregam os produtos. Cada participante executa e determina cada papel, conhecido como consolidador, um grande centro de distribuição, um sistema portuário, mas é muito importante se destacar alguns pontos que devem ser considerados:

• A arquitetura global, seguindo de quantidade , localidade de produção e distribuição;
• O local dos centros logísticos e suas funções das necessidade dos clientes;
• Boa política de estoque, em cada local;
• A escolha do transporte, tipo e tamanho apropriado.

Estagio 5: projeto do sistema de gestão.

A gestão de fluxo requer uma definição do planejamento e gestão, deve verificar e controlar se os objetivos são alcançados. É um sistema de regras e procedimentos que promove a execução dos passos necessários. O objetivo maior é a preocupação em fazer com que o planejamento e a gestão do fluxo certifica-se da capacidade de estocagem, e a comunicação das informações possa servir de tomada de decisão em tempo real identificando se o fluxo está respondendo apropriadamente aos fatores externos.

O sistema gerencial deve manter duas características, auxiliar na tomada de decisão, indicando a real situação de fluxo permitindo que gerentes realizem o diagnostico da situação, dos problemas. Em segundo lugar deve ter interface entre os objetivos e as realidades dos fluxos físicos de informação, uma vez projetado, o sistema logístico deve ser operado e gerenciado. A forma deve ser organizada ao longo de três eixos.

• Gestão das atividades físicas;
• Gestão da informação – entrada de dados e processamento;
• Planejamento e gestão das operações.

3.3 ESTOQUE

Estoque conforme Nigel Slack, Roberto Johnston define é a acumulação armazenagem de recursos de materiais em um sistema de transformação. Algumas vezes, estoque também é usado para descrever qualquer recurso armazenado. Assim, um banco teria uma “estoque” de caixa eletrônicos, todavia, apesar de esses recursos de transformação serem tecnicamente considerados “estoque” , porque não são obtidos sempre que um consumidor faz uma solicitação ao banco, eles não são o que normalmente se quer dizer com o tempo estoque. Normalmente , usamos o termo para produto de entrada transformados. Assim uma empresa de manufatura manterá estoque de materiais, um escritório de assessoria tributária manterá estoques de informações e um parque temático manterá estoque de consumidores(quando são consumidores que estão sendo processados, referimo-nos a “estoques” deles como “filas”- a idéia é a mesma , mas “filas” é considerado somente um termo mais delicado). Todas as operações mantêm estoques.

Ao se percorrer qualquer operação produtiva, vê-se diversos tipos de materiais armazenados, em uma empresa de televisores por exemplo, os materiais de limpeza são muito menos importantes do que os estoques de aço, plástico e componentes que também são mantidos. O valor agregado dos materiais de limpeza mantido pela fabrica será consideravelmente menor do que o valor agregado do aço, dos plásticos e componentes. O mais importante a considerar é que a fabrica de televisores não pararia se ficasse sem materiais de limpeza, enquanto que , se ficasse sem peças e componentes, suas atividades seriam muito perturbadas. Contudo materiais de limpeza também deve e pode ser considerado itens de estoque.

Existe também uma diferença na freqüência com que as operações estocam itens. Alguns exemplos de estoque são itens armazenados apenas uma vez na operação. Em um hotel os alimentos entregues são estocados, armazenados porem usados normalmente logo em seguida pelo seus hospedes. De maneira semelhante, nas lojas de varejo, itens são entregues na loja, mantidos, até que sejam pedidos pelo consumidor, e então levados. Em algumas operações , itens são armazenados diversas vezes. Por exemplo, na fábrica de televisores, uma simples peça provavelmente passará por diferentes estágios. Entre os estágios, ela provavelmente terá sido armazenada como estoque.

O conceito de estoques e a sua importância para o aumento da competitividade e eficiência operacional nas empresas. Nos mostra algumas técnicas destinadas a projetar as demandas futuras dos materiais com primordial objetivo de melhorar a performance dos estoques e seus custos, ocasião que gera conflitos muitas vezes entre custos de ter estoque e o custo de renovação de estoque (custo de reposição) é minimizada pela busca da quantidade ideal de compra, refletida pelo cálculo do lote econômico de compra e pelo lote econômico de fabricação.

Algumas técnicas destinadas a dimensionar um estoque adicional para suprir os eventuais problemas de falta de material, originários de atrasos nas entregas programadas por parte dos órgãos supridores(fornecedores) e resultante de oscilações da demanda, em patamares bem superiores àqueles esperados, quer tenham sido motivadas por projeções inadequadas das demandas, ou relacionadas a acelerações de consumo não esperadas, analisando os processos existente podemos resumi-los nos processos de definição das previsões para determinar as necessidades futuras dos diversos materiais, na apropriação adequada dos custos refletidos pelos estoques e cálculos de lotes econômicos e no cálculo de um estoque adicional, conhecido como estoque de segurança destinado a manter um adequado atendimento, mesmo em situações em que ocorram atrasos nas entregas ou acelerações de consumos superiores aos valores médios esperados.

Com todo esse ferramental disponível, resta-nos examinar os procedimentos destinados ao funcionamento operacional dos estoques e seu controle, assim como os critérios que podem ser utilizados na renovação desses estoques. As análises destinadas a avaliar a operação de um sistema de controle de estoques levam à procura de respostas para duas questões básicas que envolvem a administração de materiais:

a) Quando repor?
b) Quanto repor?

A primeira pergunta reflete a necessidade de sabermos o momento exato para renovarmos os estoques de cada item em particular, com a finalidade de manter, de forma adequada e otimizada, a compra destes materiais, visando as necessidades operacionais da empresa. Isso resulta na determinação de certos parâmetros que, devidamente mensurados, nos permitiram responder adequadamente a essa questão.

A segunda pergunta remete-nos à necessidade de definir a quantidade que deverá ser resposta sempre que for detectada uma exigência de renovação do estoque de cada item em particular. Em uma primeira análise, poderemos buscar resposta usando fórmula do lote econômico de compra, resultante da minimização dos custos de posse e custo de reposição do estoques.

Diante destas duas questões, dois sistemas se apresentam como respostas básicas para operacionalizar o controle dos estoques: um sistema que se baseia na determinação do momento ideal para a renovação do estoque, definido pelo instante em que o estoque de um material atinge um certo nível que sinalizará a necessidade de uma reposição; e um segundo sistema, no qual é definida periodicidade em que os estoques serão revistos e, com base nos níveis de estoques existentes nas datas de revisão, são determinadas as quantidades necessárias para a reposição do estoque.

O funcionamento de uma sistema de controle de estoque para melhor compreender dentro do processo baseado em reposição contínuas ou sistema “Q” vamos exemplificar, considerando a demanda de um determinado produto de estoque seja 120 unidades por dia. Levando em contas as flutuações da demanda e do tempo de reposição(TR) desse item de estoques, foi dimensionado um estoque de segurança de 600 unidades.

De acordo com fornecedor e o processo interno destinado à aquisição desse item, são gastos, em média, 10 dias para que o item considerado esteja disponível para consumo. Esse tempo, denominado de tempo de reposição, é contado desde a data em que foi detectado a necessidade de reposição de seu estoque. Com esses dados poderemos desenvolver os conceitos principais de funcionamento do sistema de revisões continuas ou sistema “Q” o determinado ponto de encomenda é representado, em unidade de tempo (dias, semanas, meses), como o tempo necessário para que o item seja reposto e conseguintemente se encontre disponível para o consumo. Levando em conta a taxa de demanda média do item, podemos afirmar que durante o tempo de reposição, serão consumidos em média:

Demanda média ( D ) = 120 por dia
Tempo de reposição (TR) = 10 dias
Consumo durante o tempo de reposição = D x TR
Consumo durante o tempo de reposição = 120 x 10
Consumo durante o tempo de reposição = 1.200 unidades

Determinando estes parâmetro, o sistema de reposição contínuo está perfeitamente definido e pode ser operado sem maiores dificuldades. Esse sistema de suprimentos, considerado como um conjunto de decisões destinadas a determinar os estoques, a quantidade de reposição e o nível de serviço, é conhecido também como um sistema de reposição continua visto que os estoques são continuamente acompanhados, e um pedido do tamanho do lote econômico é efetuado toda vez que o estoque atinge esse nível que é o ponto de encomenda.

Verificando de modo claro para melhor elucidar o principio do funcionamento do sistema de reposição contínuo: um produto de estoque que tem uma demanda semanal de 2.500 unidades com um desvio padrão de 500 unidades por semana, cuja demanda é normalmente distribuída e a de uma semana não afeta a da semana subseqüente. O tempo de ressuprimento desse item, de acordo com informações de seu fornecedor habitual, é o de duas semanas. Com base nos custos de estoques, o gestor planeja e mantêm o lote econômico desse item em 10.000 unidades e pretende manter um nível de serviço de 95% para esse produto (GONÇALVES, 2004 p. 118).

3.4 POR QUE EXISTE ESTOQUE?

Não importa o que está sendo armazenado como estoque , ou onde ele está posicionado na operação; ele vai existir em função de diferença de ritmo (ou de taxa) entre fornecimento e demanda. Se o fornecimento de qualquer item ocorresse exatamente quando fosse demandado, o item nunca necessitaria ser estocado. Quando a taxa de fornecimento excede a taxa de demanda, o estoque aumenta ; quando a taxa de demanda excede a taxa de fornecimento, o estoque diminui. O ponto óbvio a ressaltar é que, se uma operação pode fazer esforços para casar as taxas de fornecimento e de demanda, acontecerá uma redução em seus níveis de estoque. Esse ponto importante é a base da abordagem just in time para estoque.

3.5 TIPOS DE ESTOCAGEM

Estocagem permanente: materiais que foram aprovado pela empresa que devem manter um nível de estoque com parâmetros de ressuprimento estabelecidos para renovação automática do estoque, é necessário sempre existir saldo no almoxarifado.

Estocagem temporário: materiais que não fazem parte do estoque , mas é importante manter no almoxarifado durante um determinado tempo até sua utilização.

3.6 RESSUPRIMENTO

As estimativas exageradas por excesso implicam a imobilização desnecessária de recurso financeiros, alem do congestionamento de areas de armazenagem e da sobrecarga de trabalho de manuseio de materiais e realização de inventários. As reposições em menos quantidades acarretam compras repetidas e urgentes, em condições geralmente desfavoráveis. Estas circunstancias, atendendo ás condições peculiares da empresa, são analisadas os fatores quantidades a serem ressuprida, a fim de evitar os prejuízos decorrentes dos exageros nas estimativas, por excesso ou por falta, e para a fixação, com propriedade, das épocas em que deva ser diligenciado o ressuprimento. Para contornar tais problema, otimiza-se o estoque através de parâmetros bem definidos com os colaboradores envolvido direto no processo, com a finalidade do ressuprimento manter os níveis ajustados em função da lei de consumo, do prazo de reposição, da importância operacional e do valor de cada material.

3.7 ESTOQUE MÁXIMO

Quantidade máxima de estoque permitida para a o material, o nível máximo pode ser atingido pelo estoque virtual, quando da emissão de um pedido de Compra. Assim, a finalidade principal do estoque máximo é indicar a quantidade de ressuprimento, por meio da análise do estoque virtual. Neste cálculo considera-se também além da quantidade o intervalo de cobertura.

3.8 ESTOQUE DE SEGURANÇA

Também denominado estoque mínimo. Quantidade mínima possível capaz de suportar um tempo de ressuprimento superior ao programado ou um consumo desproporcional. Ao ser identificado em um estoque em declínio, indica a condição crítica do material, desencadeando rápida providência, como, por exemplo, a ativação das encomendas em andamento, objetivando evitar a ruptura do estoque, sua quantidade é calculada em função no nível de atendimento/ saída , fixado pela empresa, assim como, também em função da importância operacional e do valor do material, além dos desvios entre os consumo estimados e os realizados e o prazo médio de reposição. A diversificação dos matérias, agravada por fatos, entre os quais merecem destaque crises periódicas de fornecimento e consumo imprevisto, sugere a adoção de fator de segurança para corrigir essas distorções, o qual é estabelecido em função do nível de serviço desejado, de acordo com o consumo normal. o fator de segurança é função da importância operacional e do valor de consumo.

3.9 SISTEMA ABC

A utilização do sistema ABC dentro da área de materiais, ou como muitos autores denominam, classificação ABC foi fundamentada com base em uma estudo realizados por um Economista italiano formado também em Sociólogia e Engenharia chamado Vilfredo Pareto (1848 – 1923), estudou a distribuição de renda entre as populações. Ele verificou que existia uma geral de “má distribuição de renda” uma pequena parcela da população absorvia uma grande percentagem de renda, restando uma maior quantidade da população com um índice pequeno de percentual de renda.

No início da década de 1950, os engenheiros da General Eletric, nos Estados Unidos, sob a orientação de H. Ford Dickei, começaram a estudar esse “efeito de distribuição da renda” buscando o mesmo critério para a administração de materiais na organização pela existência de milhares de item, o estudo teve um excelente resultado pois conseguia diagnosticar os itens de maior representatividade de valor e quantidade consumida no período, conseqüentemente deveria ser objeto de maior atenção na gestão de seus estoques. Este estudo ficou sendo chamado análise ABC e o principal objetivo da análise é identificar os itens de maior valor de demanda e sobre eles exercer uma gestão bem mais refinada, especialmente porque representam altos valores de investimentos e seu controle mais apurado vai permitir grandes reduções nos custos dos estoques.

A elaboração de gráficos com a curva ABC é simples desde que tenha disponíveis os consumos dos itens de estoque e seus preços de aquisição ou ainda seus preços médios devidamente corrigidos para uma mesma data, a correção pode ser utilizada conforme alguns índices econômicos(IGPM, variação do dólar ou outro índice mais adequado). O importante é não permitir que, na elaboração da curva, sejam utilizados preços muito defasados, o que vai provocar uma distorção nos resultados finais. Esta pratica da curva ABC também é normalmente conhecida como lei dos 20/80. isso porque cerca de 20% dos itens representam em torno de 80% do valor de consumo. Também é evidente que este numero pode sofrer algumas variações de acordo com o numero de itens e de cada perfil de empresa.

A elaboração de curva ABC segue alguns passos simples que qualquer planilha eletrônica facilita esta gestão, hoje na administração de materiais já existem programas específicos que elaboram uma boa curva ABC permitindo a gerencia de materiais uma administração confiável.

3.10 LOGÍSTICA NA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS

Logística é uma operação integrada para cuidar de suprimentos e distribuição de produtos de forma racionalizada, que significa planejar, coordenar e executar todo o processo, sempre visando o menor custo e ao aumento da produtividade da empresa.

Merece destaque a afirmação de Ronald H. Ballou, em logística empresarial (1995, p.24).

A logística empresarial trata de todas atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável.

Em conseqüência, deve ser estimulado não só o conhecimento pleno desse processo, como também o desenvolvimento de novos modelos, naturalmente com base em um ponto de vista logístico, para uma moderna e boa administração, certificando um estudo do impacto de tais mudanças. Assim, podemos apresentar uma sistema que possa facilitar uma relação de cliente / fornecedor, contribuindo, dessa forma, na divulgação da logística, assim sendo, facilitando desta forma a eficaz do gerenciamento de estoques. Em face do quadro econômico , a logística surge como ferramenta fundamental para ser utilizada de forma que seja produzido vantagens competitivas. Tradicionalmente, as atividades logísticas tem se concentrado em dois setores diferenciados, suprimentos e distribuição física.

3.11 JUST-IN-TIME

Como o próprio nome informa, a metodologia do just-in-time busca, como objetivo primordial, a produção de bens e serviços eliminar desperdício e quando evoluído passou a ser uma filosofia gerencial mantendo um ciclonismo, no exato momento em que são necessários, minimizando custos, retrabalho e otimizando processos. Esta metodologia que cria mudanças radicais foi introduzida no Japão, na década de 1970, nas linhas de produção da Toyota, por Taichi Ohno, nas instalações da Toyota Motor Company. A filosofia just-in-time, sistema JIT, é simples e poderosa, visto que procura eliminar perda diminuindo o estoque desnecessário, enquanto procura eliminar algumas tarefas que não agrega valor, tendo como meta final melhorar todas as operações que produz os bens e serviços buscando vantagens nas tarefas que agregam valor mantendo somente quantidades necessárias eliminando conseqüentimente disperdícios.

O processo é reduz tamanhos de lotes de matérias que propicia uma significativa redução de custos, pois o estoque médio, por conseqüência, também fica reduzido. Como o custo do estoque é baseado no estoque médio, existe uma relação direta entre este e aquele. Reduzindo os estoques, resultam em menor custo de armazenagem dos produtos. Por sua vez pequenos lotes de entrega implicam abastecimentos mais freqüentes, com redução do tempo de reposição e, conseqüentemente, redução do estoque de segurança. Uma variável importante na determinação dos estoques de segurança é o tempo de reposição. Quanto maior o tempo de reposição, maior será o estoque de segurança e maior também será o seu custo. O foco principal do sistema just-in-time está voltado para a manufatura e, mais especificamente, para suas linhas de produção.

Requer produtos de alta qualidade, normalmente controlado na fonte pelo os próprios colaboradores, este processo exige um treinamento e uma capacidade adequados para que os colaboradores possam atuar de forma segura e eficiente (GONÇALVES, 2004, p. 177).

Situação na abordagem tradicional:

• foco da utilização da capacidade;
• mais produção a Cada estágio;
• produção forma estoques devido às paradas nos diversos estágios;
• altos estoques escondem problemas nas linhas de produção e na qualidade dos materiais; 
• mais paradas devido aos problemas.

Situação na abordagem JIT:

• foco na produção quando necessária;
• produção enxuta, sem estoques;
• menor utilização das capacidades;
• baixos estoques expõem problemas;
• menos paradas na produção.

Abordagem conforme Gonçalves (2004, p. 178)

Embora o sistema JIT seja extremamente simples, sua utilização prática requer um sistema de produção enxuta, com baixa instabilidade de demanda. Como os níveis de estoques que transitam ao longo da linha de produção são reduzidos, o risco de paralisação do processo de produção é bem maior visto que a produção sendo sincronizada em pequenos lotes, há poucos estoques intermediários entre os postos de trabalho e qualquer evento que cause interrupção no fluxo paralisa integralmente toda linha de produção.

Just-in-time horário – É uma prática que vem sendo testada no Brasil no setor de automobilístico. Esse processo de fornecimento de peças e componentes automotivos fabricados pela manufatura de autopeças é muito apoiado nos modernos conceitos da tecnologia da informação. O fornecedor de peça tem sempre em sua fabrica um terminal, onde acompanha o momento exato de quando uma determinada linha de produção está necessitando a peça este mesmo fornecedor encaminha um lote deste produto, é evidente que esse processo requer uma grande parceria entre o fornecedor e montadora, assim como o perfeito sincronismo nas respectivas produções e um alto nível de qualidade dos produtos fornecidos. O sistema JIT busca a eliminação dos desperdícios e do retrabalho por ter como meta a qualidade total; procurando eliminar todos os estoques desnecessários, otimiza o processo de produção reduzindo os lotes de fabricação; envolve os empregados e os fornecedores neste processo.

São sete os tipos de desperdícios listado no sistema JIT: desperdício de superprodução, desperdício de tempo de espera, desperdício de tempo de transporte, de tempo de processamento, de movimentação interna, de produção sem qualidade e de excesso de estoques.

Embora o sistema JIT necessite de um programa mestre de produção estabilizado com base nas projeções diárias da demanda, podendo utilizar um sistema visual de controle sem necessidade de sofisticados sistemas computacionais, é perfeitamente possível integrar sistemas JIT com MRP mantendo uma produção e movimentação transparente e confiável em toda linha da fabrica.

3.12 KAMBAN

Técnica japonesa na gestão de materiais e de linha de produção em tempo real (exato) no processo produtivo, por controle visual ou auditivo. Trata-se de um modelo de sistema conhecido de ‘puxar’ em japonês significa marcador, onde no centros de trabalho é sinalizado por um cartão, por exemplo, é necessário retirar peças das operações de alimentação entre o inicio da primeira atividade até a conclusão da ultima , em uma serie de atividade.

Diz Gonçalves (2004, p. 181):

O grande objetivo da utilização do kamban é o controle da tranferência de material de um estágio para outro da produção. Por ser um sistema simples e visual, são utilizados normalmente quadros de aviso ou cartões que permitem avisar ao estágio antecendente de que o próximo estágio necessita ser abastecido.

3.13 INVENTÁRIO

O inventário fez parte da história com a linguagem “vulgar” , e com aquele que absorvemos do latim, “inventarium” , assim ocorreu como refere o jurisconsulto Juliano (p.117 – 169) depois de cristo, ao escrever: “tutor qui repertorium non fecit, quodvulgo inventerium appelatur…..”.

No dizer de Juliano, a expressão Clássica era repertório, mas, dita pelo vulgo: inventário. No século seguinte, já se lê, em Ulpiano, a expressão “inventerium”, sem referencia de que fora absorvida da linguagem cotidiana, ou usual, estando, assim, o termo, consagrado para significar “o que se encontra”.

Em vez de “frepertus”, como “ação de encontrar” ( como a emprega Apuleio), o vulgo passou a preferir “inventarium”, e esta foi a palavra a consolidar-se , embora a utilização do termo já existisse, nesse sentido, ao que parece, ao tempo de Caio Julio César.

O primeiro livro que contém matéria contábil sobre as partidas dobradas, ou seja, o de Fra Luca Paciolo, em 1494, já no capítulo segundo do “tractatus” apresenta: Da primeira parte principal deste tratado, dita inventário, que processo é o iventário e como entre comerciantes deve ser feito. Paciolo fornece a “norma” e os “conceitos”

Que sempre se escreve em uma folha ou em um livro à parte aquilo que se encontra ou se tem de móveis e de imóveis, começando sempre pelas coisas de maior valor e mais fáceis de serem perdidas, como são os dinheiros, pratas, etc….., para o frei franciscano, que espelhava, em seu trabalho, as práticas contábeis que se haviam estratificado entre 1250 e 1280 , segundo os historiadores da Contabilidade mais notórios (Federigo Melis, Storia della Ragioneria, Zuffi, Bolonha), o inventário estava conceituado como “relação sobre o que se tem ou se encontra”. No capítulo terceiro, volta o emérito autor a tratar da “forma exemplar com toda a solenidade no inventário requerida”. Segundo pode observar-se, a formalidade do inventário, naquele fim do século XV (o exemplo que Paciolo dá tem a data de 8 de novembro de 1493) era de uma “solene descrição”dos haveres, encontrados a expressão é “in prima mi trovo de contanti….”). trata-se de uma relação, com uma redação pormenorizada abrangendo bens do ativo e do passivo.

A forma do inventário é de mera “relação de coisas encontradas, possuídas ou devidas. O conceito jurídico era, à época predominante sobre qualquer outro, em várias peças e atos contábeis.

As expressões “inventario” e “balanço”, na obra de Paciolo, não se confundem o termo balanço do livro é usado pelo frei no sentido de equilíbrio de contas que se saldam.

A definição clara que dá de inventário é a seguinte, lista de bens que o homem encontra. Em sua origens, desde as remotas até as do amadurecimento das partidas dobradas, ou seja, até o século XIX, não há, na essência, discrepância sobre o conceito de inventário, como uma relação de elementos encontrados, por verificação, abrangendo todo o patrimônio , exceção feito ao patrimônio liquido, ou capital próprio. Genericamente, o inventário é a descrição de um conjunto de coisas, para a contabilidade, inventariar é proceder a um levantamento global, metódico, dos bens patrimoniais existentes em uma empresa, relacionando-os por seus valores, quantidades e classificação. Podemos dizer, que o inventário, tem por finalidade apresentar uma relação de todas as existências, objetivando atingir uma necessidade de apuração ou verificação de um estado do patrimônio.

Alguns entendem que o inventário seja somente relativo aos bens de venda, como: mercadorias, materiais, etc…, tendo validade, apenas, para apurar o resultado; outros afirmam que não só o inventário é amplo e atinge a todos os elementos do patrimônio, como também tal levantamento é imprescindível para se ter uma fidelidade nos balanços, visto que estes demonstram valores sintéticos e o inventário, vai demonstrar analiticamente a composição destes valores.

O inventário, não pode restringir-se a apuração de resultados, que o seu conceito, há de ser amplo e que os levantamentos devem ser realizados para constatar a existência dos elementos que compõem todo o patrimônio. Em resumo, podemos ter como conceito de inventario, a relação parcial ou total dos elementos que constituem o patrimônio de uma entidade, em determinado momento.

3.13.1 As Operações do Inventario

O inventário, como levantamento dos elementos de um patrimônio ou de parte sua; requer em serie de operações necessárias a sua formação, que compreende:

– o reconhecimento exato de todos os elementos que irão compor o levantamento;
– a classificação dos elementos levantados em grupos ou sub-grupos homogêneos, atentando-se para a natureza, a destinação, a origem, ou outros critérios, variando conforme o fim para o qual os inventários se destinam;
– a enumeração ou medição da quantidade em determinadas medidas métricas, ou não, ou dos números dos elementos de um patrimônio ou das proporções deste, ou ainda de bens de terceiros, necessários a individualização dos elementos identificados; 
– a avaliação dos elementos patrimoniais, que em alguns inventários poderá ser omitida;

A descrição dos vários componentes do patrimônio mais ou menos ampla e minuciosa, de acordo com a finalidade do inventário. Em todas as atividades da vida, em tudo aquilo que se pretenda fazer, é necessário escolher uma certa maneira de executar determinado trabalho, para que este seja reaqlizado da maneira mais justa possível. O inventário também não escapa a esta regra. o levantamento inventarial deve ser planejado e preparado.

O levantamento do inventario é uma noção coletiva, e compreende todos os trabalhos de preparação, de elaboração e de controle. Assim , o trabalho divide-se em três partes principais ou fases.

Pré – inventarial , esta fase, começa de 6 a 10 semanas antes do dia do levantamento efetivo. Esta antecedência é necessária para organizar todos os serviços que devem ser executados e para tomar as providencias para a boa execução das tarefas estipuladas, a data do encerramento do ano, já deve ser conhecida pelos levantamentos anteriores, ou, para as entidades novas, tem de ser escolhida.

Temos que determinar os dias que iremos necessitar para os trabalhos de levantamento, ou seja, os dias em que encerramos as portas para o expediente externo. Devemos providenciar o pessoal necessários, convenientemente preparado. Providenciar espaço suficiente que possibilite a ordenação do material a ser levantado, o que ajuda a assegura uma contagem mais rápida e mais segura. Estabelecemos todos os lugares onde deve ser feito o levantamento, como: loja, depósito, almoxarifado, escritório, etc, para evitar omissões.

A administração providencia informações sobre os elementos pertencentes para a devida separação dos bens próprios da empresa. Compreende este grupo: mercadorias em conserto dos clientes, mercadorias vendidas e faturadas porém não fornecidas, mercadorias recebidas dos terceiros em consignação e outras. É necessário determinar uma “limpeza geral” dos estoques, com essa finalidade verificamos as mercadorias quebradas, inutilizadas, obsoletas, sem valor comercial,, e elimina-las do estoque. O relatório sobre os elementos eliminados é entregue a contadoria para tomar as providências cabíveis. A eliminação das mercadorias sem valor, é uma necessidade econômica sob os mais diversos pontos de vista:

a) ocupam lugar, sobre o qual podemos estar pagando aluguel.
b) O aspecto do estoque torna-se obsoleto.
c) Ocupa espaço onde poderia estar mercadorias facilmente vendáveis.
d) O capital investido em estoques inúteis não pode ser aproveitado na compra de estoque úteis.

Algumas das providencias acima citado, refere-se também identificar neste momento do inventario, mercadorias que chegam ou as que são entregues no dia do inventario, não convém incluir no levantamento, porém deve-se colocar nos documentos (notas fiscais) um carimbo : ‘recebido depois do inventário’ ou ‘entregue depois do inventário’ devemos preparar e organizar o serviço do modo que melhor preencha as finalidades de um levantamento. No dia e na hora

Previamente determinada, os levantadores, iniciam a contagem, cada um no seu local antecipadamente designado. Todos conhecem as instruções já antes recebidas referentes as operações a cumprir no levantamento do inventário.

3.13.2 As Finalidades do Levantamento do Inventário

Na definição de inventário, dissemos que são diversas finalidades deste e, na verdade, são tantas quantos forem os sistemas nos quais se pode considerar o patrimônio aziendal, ou seja, uma estação por assim dizer, que não é necessariamente uma estação de chegada, mas que pode ser e é mais, uma estação de partida.

Vive ele do presente, ignora o passado e não olha para o futuro, e assim, especialmente, está a sua função permanente de espelhar o estado atual do patrimônio ou uma parte dele.

O patrimônio de uma sociedade pode ser examinado, como sabemos, em diversos sistemas ou fases e, por outro lado, distintamente, em relação ás empresas e as entidades. Portanto, nas empresas o inventário poderá ser elaborado, nas fases de constituição, funcionamento ou gestão, liquidação. Cisão, transformação ou fusão.

Assim, nas entidades poderá haver inventários nas fases de formação, liquidação, transformação e fusão, bem como na fase de constituição ou fundação. Entretanto, é antitécnica a elaboração de um inventário sem que não seja clara e definida a finalidade para a qual é feito, em relação não somente a avaliação, mas também as outras operações que são requeridas uma vez que tudo é realizado para aquela finalidade: o reconhecimento, a classificação, a enumeração e medição e, especialmente, a descrição dos elementos do Ativo e Passivo.

4 ANÁLISE DA EMPRESA

Em 1º de Setembro de 1939, no mesmo dia em que estourou a 2º Guerra Mundial, na praça de Crissiumal, Willy Eugenio Fleck, Raimundo Fleck e Willibaldo Horst fundaram a empresa Crissiumal. Havia um caminhão de passageiros misto, ano 1939, e dois caminhões de carga, ano 1937, todos da marca Ford.

Já em 1940, a empresa adquiriu o primeiro ônibus fechado, pioneiro absoluto da Região. Existiam, nesse momento, um ônibus e três caminhões de carga para transporte de fumo e mercadorias.

Aparecem, porém, dificuldades em todos os setores. As chuvas transformavam as estradas em atoladores intermináveis. Pedras eram carregadas nos próprios caminhões a fim de tapar os buracos das estradas que presentavam-se intransitáveis. As estradas eram de difícil trânsito, por isso um caminhão puxava o outro através dos atoladores. A 2º Guerra Mundial caracterizou o período por uma grande crise: a completa falta de gasolina. Foi necessário, então, que a firma adotasse o gasogênio para solucionar o problema do transporte, sendo este adaptado a um caminhão Ford, ano 1942.

Com um ônibus e três caminhões de carga, todos a gasogênio, a empresa prosseguiu, enfrentando os mais variados obstáculos e dificuldades em busca da terra brasileira, também envolvida no conflito mundial.

Em 28 de dezembro de 1944, com o constante crescimento do Município de Três Passos, a empresa decide abrir uma oficina nesta localidade. Como Três Passos é uma cidade ligada comercialmente a Ijuí, a empresa começa a atender as comunidades destes municípios.

Instalados em Três Passos com uma modesta seção de peças, oficina de venda de gasolina, óleos e pneus, a empresa Willy E. Fleck & Cia. Ltda. decidiu alterar a designação de “Empresa Crissiumal” para “Pioneira”.

Mas não era somente no transporte de passageiros e cargas que a empresa destacava-se nesta Região, pois foi com pioneirismo e garra que sempre buscou novos e variados setores. Foi então que a partir de 1956 a Fleck S.A. Indústria, Comércio e Importação tornou-se um Revendedor Autorizado da Ford do Brasil S.A., sendo a primeira da Região a lançar no mercado veículos unidos diretamente na fábrica. Neste segmento, destacou-se já nos primeiros anos entre os dez maiores revendedores de unidades Ford do Rio Grande do Sul.

Trabalhando com linhas de ônibus que conectavam quase todas as cidades do Alto Uruguai com Ijuí, Santo Ângelo e Santa Rosa, a Fleck S.A. comprou, em 1959, duas quotas da empresa Ouro e Prata de Transporte Ltda. Durante os anos que seguiram a esta compra, a empresa Ouro e Prata de Transporte Ltda. procurou alargar os horizontes de seu campo de ação, iniciando em primeiro lugar a ligação Santa Rosa/Porto Alegre, Carazinho/Porto Alegre e mais tarde Porto Alegre/Santo Ângelo. Posteriormente, a empresa passou a atender as linhas Bagé, Livramento e Dom Pedrito, todas ligando a Região da Fronteira à Metrópole Gaúcha.

Sendo a Fleck S.A., Indústria, Comércio e Importação acionista da Fleck Motoviaturas S.A., firma localizada na Rua Ramiro Barcelos, 430, em Porto Alegre, decidiu-se transferir a sede da empresa Ouro e Prata de Transporte Ltda. de Ijuí para Porto Alegre. Isso fez com que o Diretor Presidente da empresa, Sr. Willy E. Fleck decidisse fixar residência na capital gaúcha. Neste momento, a sede da Ouro e Prata passa a ser na Rua Edu Chaves, 101, em Porto Alegre, com espaço para aproximadamente 30 ônibus, o que era suficiente por algum tempo.

Com o crescimento da empresa e a falta de espaço para estacionar todos os ônibus da frota, a empresa mudou-se para Frederico Mentz, 1419, onde se encontra instalada até hoje. Esta é a história da Viação Ouro e Prata, uma empresa que desde o princípio buscou ser pioneira no segmento de transportes, trabalhando sempre com qualidade, segurança e conforto. Por toda sua história e comprometimento com o futuro, segue servindo a você, sua família e a comunidade.

4.1 DADOS GERAIS DA EMPRESA

4.1.1 Mercado-Alvo

O mercado-alvo da Viação Ouro e Prata são as pessoas com necessidade de deslocamento entre as localidades atendidas pela empresa. De acordo com a Pesquisa de Satisfação de Clientes os motivos mais freqüentes pelos quais os clientes utilizam a Viação Ouro e Prata nos serviços Intermunicipais.

4.2 ESTRUTURA DA EMPRESA

4.3 VISÃO

Ser uma empresa padrão em qualidade, referencial no segmento de transportes de passageiros, produtiva e comprometida com a excelência dos serviços prestados.

4.4 MISSÃO

Facilitar o deslocamento das pessoas, buscando a satisfação dos clientes, colaboradores, acionistas, governo e fornecedores, com seriedade, eficiência e qualidade.

4.5 PRINCÍPIOS – VALORES

• Segurança;
• Atualização técnica;
• Eficiência;
• Aprimoramento;
• Cortesia no tratamento ao cliente, às comunidades, aos colaboradores, aos poder concedente, aos fornecedores, prestadores de serviços e acionistas;
• Respeitar a comunidade e o meio ambiente.

4.6 CONCORRENTES ATUAIS

Os concorrentes atuais da Viação Ouro e Prata no segmento intermunicipal são o transporte clandestino e o transporte particular. Em alguns trechos, a empresa Unesul é concorrente, pois faz os mesmos trajetos através da modalidade interestadual, a qual possui o valor da passagem bastante inferior. Nesse caso, os clientes que valorizam o preço baixo acabam por optar pela Unesul. No segmento interestadual os principais concorrentes identificados são: a empresa de transporte aéreo Gol e Rio Sul e as empresas rodoviárias Penha, Satélite e União Cascavel.

a) Clientes Atuais

A Viação Ouro e Prata destina seus produtos e serviços para as pessoas com necessidade de deslocamento situadas nas cidades atendidas pela empresa.

b) Fornecedores

A Viação Ouro e Prata possui uma relação de parceria com seus fornecedores, os principais são: fornecedores de ônibus (carroceria e chassi), fornecedores de combustível e lubrificantes, fornecedores de pneus e de autopeças.

c) Venda

A venda das passagens intermunicipais e interestaduais ocorre da seguinte maneira:

– Guichês da Rodoviária: a venda das passagens intermunicipais é feita tão somente nas rodoviárias das cidades atendidas pela empresa;
– Ponto de Venda da Empresa Dentro das Rodoviárias: vende exclusivamente passagens interestaduais da Viação Ouro e Prata;
– Agentes Comissionados: a venda de passagens interestaduais, também ocorre através de agentes comissionados;
– Internet: o site da rodoviária de Porto Alegre efetua a venda de passagens da Viação Ouro e Prata, disponibilizando o serviço de tele-entrega.

d) Pós-Venda

Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC): disponibiliza uma linha 0800 para informações, reclamações e sugestões. O cliente ao entrar em contato com o SAC é cadastrado em um banco de dados, para contatos futuros. O tempo de resposta deste serviço é de dois dias úteis.

4.7 GESTÃO DE MATERIAIS

Durante os anos 60, 70 e 80 já existia na empresa uma administração manual bem definida em materiais, porém, tanto os documentos de entrada como os de saída eram feito de modo simples, o controle de estoque feito através das fichas de kardex, os produtos adquiridos tinham uma rotina estabelecida onde todas as notas fiscais quando recebida passava pelo o almoxarifado que por sua vez tínhamos uma pessoa que definia o documento de entrada e planejava junto com o financeiro a espera da duplicata, esta vinha com a relação de todas as notas referente as compras feito do período, após este processo tinha ainda o confronto da fatura anexada as notas fiscais com a duplicata a qual estava sendo cobrado, assim sendo, era enviado para a contabilidade onde eram feito todos os registros necessários.

Os tempos foram muito difíceis pois a era da informática estava nascendo os computadores eram muito caro o custo do investimento sempre e muitas vezes questionado pela alta direção os funcionário envolvido não tinham conhecimento e nem uma boa cultura educacional já que para muitos que estudavam neste período o ensino fundamental já era suficiente para aquisição de uma vaga na maioria da medias e grandes empresas, não existia uma cultura de critérios com relação ao ensino e escolaridade de algum e outro pretendente para o emprego.

Neste período também tudo era com fartura as compras de materiais tanto para o estoque e consumo sofria poucas cotações os poucos fornecedores de certos produtos trabalhavam com bastantes prazos para pagamento, enfim embora as dificuldades os controles de estoque eram eficiente mas muito difíceis conseguir a eficaz, já que, controlar mais de 3.000 (três mil) itens manualmente com direito a revisão periódica da existência e correção de estoque provia de muita habilidade e conhecimento.

A partir dos anos 80 para 90 adquirimos já um sistema de controle de materiais informatizado, tendo muita dificuldade na implantação até pelo fato de ter recebido junto um controle de frota para a manutenção preventiva, corretiva, controle de pneus e outros componentes para os veículos, foi um verdadeiro avanço em termo de tecnologia, porém, junto com a tecnologia vem a mão-de-obra despreparada e deficiente, mas tendo em vista que, os colaboradores não tinham conhecimento e pouca escolaridade ficou cada vez mais difícil conseguir montar um plano de implantação a curto prazo.

A empresa começou uma estratégia de treinamento e conscientização para todos os colaboradores envolvido na implantação e operação do novo sistema e foi muito interessante o envolvimento de todos, e o melhor de tudo é que houve mudança comportamental do grupo e todos se sentiram valorizados este processo além do fato de ter melhorado o controle de materiais promovendo uma gestão confiável a empresa ficou organizada, limpa e com todas as informações integrada, ou seja, cada documento de entrada gerado em uma compra pelo o Departamento de Compra, a nota fiscal é lançada pelo o setor de Estoque (ANEXO 01), este atualiza o estoque alimenta o Contas à Pagar, o Departamento Financeiro e a Contabilidade gerando assim todos os relatório necessários para uma eficiência gestão.

Todas as compras são centralizado na matriz e quando necessário a matriz compra alimenta o estoque e efetua uma transferência para uma filial, facilitando a operação e gerando um melhor gerenciamento, todo e qualquer movimentação de peças e serviços ocorrido nas filiais é vista de forma fácil pela matriz.

Aproveitando o novo sistema o qual contemplava uma melhor gestão no Departamento de Compras foi implantado o sistema de barra em todos os materiais do almoxarifado, vejo hoje com grande satisfação como facilitou o processo (ANEXO 02). Toda compra é sistematizada de acordo com a demanda diária com parâmetros flexíveis onde temos como parâmetrizar de acordo com a curva ABC, baseado no ultimo consumo media anual.

A sugestão de compra é emitida automático pelo sistema, facilitando desta forma uma avaliação pelo comitê existente de compra o qual fazem parte deste comitê a Diretoria Administrativa, Diretoria Financeira, Gerencia de Manutenção, Gerencia de Compras, Encarregados de Áreas e os Membros do Departamento de Compras, ocorre uma compra por semana e o comitê se reúne, juntos fazem uma avaliação em termo de quantidade e necessidade de cada item, por área de atuação, respeitando sempre a demanda de consumo, esta é definido pela gestão. Toda a reunião de compras ocorre uma vez por semana podendo desta forma criar um planejamento financeiro junto com o contas à pagar determinando o valor a o período o qual deve ser pago cada fatura inclusivo as datas dos vencimentos, este processo além da programação facilitou muito os níveis de estoque , ou seja, não temos mais necessidade de alguns item manterem grande quantidade em estoque.

Pneus e combustíveis nos tratamos um pouco diferentes os estoque são bem mais reduzido até por que o movimento diário é bem expressivo a nível financeiro, desta forma, julgamos necessário uma gestão localizada, ou seja, temos grandes parceiros responsável pelo o fornecimento destes produtos em relação a Diesel, trabalhamos com o máster aditivado, metropolitano, e com contrato estabelecido com a Cia Distribuidora onde o preço e as quantidades já estão acordado, mantendo desta forma somente o estoque necessário, os pneus mantemos um estoque razoável em função dos preços que sofrem uma variação muito grande,assim como também ,muitas marcas e tipos nos fornecedores não tendo preocupação em falta destes produtos.

4.7.1 Pneus

Durante 1ª década do seculo XX, os pneus não resistiam mais do que 3 mil km. Os fabricantes trabalhavam no aperfeiçoamento do novo produto, e entre 1897 á 1903 algumas destas industria pneumática patenteavam os primeiros pneus sem camaras. E criavam, também , uma máquina para fabricação de pneus em série. As mudanças qualitativas nos pneus e na sua fabricação, e a abertura de novos campos de atuação, aconteciam rapidamente nas cia de pneus.

4.7.1.1 Breve Històrico

Hevea brasiliensis, nome popular, siringueira, seringa-verdadeira, cau-chu, árvore-da-borracha, seringueira-preta, seringueira-branca.

Caracteristicas morfológicas, planta lactescente mde 20-30m de altura, co tronco de 30-60cm de diâmetro. Folhas compostas trifolioladas, com foliolos membranáceos de glabros.

Ocorrências, região amazônica, na margem de rios e lugares inundáveis da mata de terra firme. Existe na floresta amazônia mais 11 espécies de seringueira, toda do gênero havea e muito perecidos com essa espécie.

Seringueira é uma arvore da família das hevea de folhas compostas, flores pequeninas e reunidas em amplas panículas, com fruto em um agrande cápsula com sementes ricas em óleo, cuja madeira é branca e leve, e cujo létex se fabrica a borracha natural. A seringueira é originária da bacia hidrográfica do Rio Amazonas, onde existia em abundância e com exclusividade, caracteristicas que geraram o extrativismo e o ciclo da borracha, periodo da história brasileira de muita riqueza e pujança para a região amazônica no ano de 1830.

A borracha natural é uma materia prima estratégica, formando com o aço e o petróleo um dos alicerces industriais da humanidade. Cerca de 80% da produção mundial é proveniente de pequenas propriedades rurais do sudeste asiático(Tailândia, Indonésia e Malásia), e aproximadamente 70% da produção total vai a indústria de pneumáticos. O Brasil de primeiro e único exportador de borracha natural no inicio de século XX, hoje importa 63% do seu consumo interno, produzindo 1% do total mundial.

O desenvolvimento tecnológico e a revolução indústrial, na Europa, foram o estopim que fizeram da borracha natural, até então em 1832 um produto exclusivo da Amazona, um produto de muita procura, valorizado e de preço elevado, gerando lucros e dividendos a quem quer que se aventurasse neste comércio. Desde o inicio da segunda metade do século XX, a borracha passou a exercer forte atração sobre empreendedores visionários. A atividade extrativista do látex na Amazônia revelou-se de imediato muito lucrativa. A borracha natural logo conquistou um lugar de destaque nas indústrias da Europa e da América do Norte, alcançando elevado preço. Isto fez com que diversas pessoas viessem ao Brasil na intenção de conhecer a seringueira e os métodos e processo de extração, a fim de tentar lucrar de alguma forma com esta riqueza. Através da extração da borracha, surgiram as cidades de Manaus, Belém e outros povoados, depois também transformados cidades.

A primeira fábrica de produtos de borracha (ligas elásticas e suspensórios)surgiu na França, em Paris, no ano de 1803. contudo, o material ainda apresentava algumas desvantagens: à temperatura ambiente, a goma mostrava-se pegajosa. Com o aumento da temperatura, a goma ficava ainda mais mole e pegajosa, ao passo que a diminuição da temperatura era acompanhada do endurecimento e rigidez da borracha. Foram os índios centro-americanos os primeiros a descobrir e fazer uso das propriedades singulares da borracha natural. Entretanto, foi na floresta amazônica que de fato de desenvolveu a atividade da extração da borracha, a partir da Seringa ou Seringueira como árvore da fortuna.

Com a extração da borracha em alta e distribuída ao mundo inteiro, tivemos dentro da história os Coronéis de Barranco ou Empresários Seringalistas, com o início da demanda os empresários “Seringalistas” estabeleceram na Amazônia um sistema de semi-escravidão capitalista. Eles obrigaram grande parte da população indígena de forma violenta a trabalhar para eles, transformando-os em “caboclos seringueiros” Os trabalhadores nordestinos, que vieram na Amazônia em busca de emprego, caíram logo na dependência econômica dos Seringalistas e se tornaram os “seringueiros nordestinos”.

A idéia de construir uma ferrovia nas margens dos rios Madeira e Mamoré surgiu na Bolívia, em 1846. como o pais não tinha como escoar a produção de borracha por seu território, era necessário criar alguma alternativa que possibilitasse exportar a borracha através do Oceano Atlântico. Esta idéia inicial optava pela via da navegação fluvial, subindo o rio Mamoré em território boliviano e depois pelo rio Madeira, no Brasil. Mas percurso fluvial tinha grandes obstáculos: vinte cachoeiras impediam a navegação. E foi aí que cogitou-se a construção de uma estrada de ferro que cobrisse por terra o trecho problemático.

Em 1867, no Brasil , também visando encontrar algum meio que favorecesse o transporte da borracha, os Engenheiros José e Francisco Keller organizaram uma grande expedição , explorando a região das cachoeiras do Rio Madeira para delimitar o melhor traçado, visando também a instalação de uma ferrovia, embora a ideía da navegação fluvial fosse complicada, em 1869, o engenheiro Norte- Americano George Earl Church obteve do governo da Bolívia a concessão para criar e explorar uma empresa de navegação que ligasse os rios Mamoré e Madeira. Mas, não muito tempo depois, vendo as dificuldades reais desta empreitada, os planos foram definitivamente mudados para a construção de uma ferrovia. As negociações avançam e, ainda em 1870, mesmo George recebe do governo brasileiro a permissão para construir então uma ferrovia ao longo das cachoeiras do Rio Madeira.

4.7.1.2 Questão do Acre

Mas o exagero do extrativismo descontrolado da borracha estava em vias de provocar um conflito internacional. Os trabalhadores brasileiros cada vez mais adentravam nas florestas do território da Bolivia em busca de novas seringueiras para extrair o precioso látex, gerando conflitos e lutas por questões fronteiriças no final do século XIX, que exigiram inclusive a presença do exercito, liderado pelo militar Plácido de Castro. A república, recém proclamada, tirava o máximo proveito das riquezas obtidas com venda da borracha, mas a questão do Acre(como estava sendo conhecidos os conflitos fronteiriços por conta do extrativismo da borracha) preocupava. Foi então a providencial e inteligente intervenção do diplomata Barra do Rio Branco e do embaixador Assis Brasil, em parte financiados pelos barões da borracha, que culminou na assinatura do tratado de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903 no governo do presidente Rodrigues Alves.

Este tratado pôs fim à contenda com a Bolívia, garantindo o efetivo controle e posse das terras e florestas do Acre por parte do Brasil. O Brasil recebeu a posse definitiva da região em troca de terras de Mato Grosso, do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e do compromisso de construir uma ferrovia que superasse o trecho encachoeirado do rio Madeira e que possibilitasse o acesso das mercadorias bolivianas(sendo a borracha o principal), aos portos brasileiros do Atlântico (inicialmente Belém do Pará, na foz do rio Amazonas). Devido a este episódio historico, resolvido pacificamente, a capital do Acre recebeu o nome de Rio Branco e dois municipios deste Estado receberam nomes de outras duas importantes personagens: Assis Brasil e Plácido de Castro. Todo o processo de desenvolvimento teria sido satisfatório até os anos atuas para o Brasil, mas em 1876 os ingleses logo descobriram o potencial econômico da borracha, eo Inglês chamado Henry Wickham levou sementes de seringa da Amazônia para Inglaterra.

Foram formados os seringais de cultivo na Malásia ,China, Indonésia etc… e a produção estrangeira superou logo a produção Brasileira.

No Brasil ocorreu dois grande ciclo da borracha, o primeiro marcou 33 anos de existência iniciou em 1879 até 1912. o segundo ciclo foi em 1943 a 1945 criado pelo o presidente Getulio Vargas.

4.7.1.3 Engenharia de Pneus

Os pneus são um componente essencial em quase todos os veículos. Eles sustentam o peso, e amortecem os choques através da sua capacidade de flexão, transmitindo a força propulsora do motor para o deslocamento do veículo, e transformando a força de frenagem das rodas em verdadeira retenção o movimento. Os pneus produzem forças laterais de estabilidade para controle o veículo. E capacidade de aderência para mantê-lo onde o motorista quer, independente das imperfeições da estrada. Os pneus também precisam ser duráveis, ter um mínimo de resistência ao rolamento, e produzir o mínimo de ruídos e vibração. Todas essas características dos pneus são chamadas de “parâmetros de desempenho”. Cada tipo de pneu é projetado para atender parâmetros específicos de desempenho, dentro de uma determinada variedade de cargas, velocidades, superfícies de rodagem, temperaturas e tempo de uso.

Existe um departamento de projetos, dentro dos centros técnicos das companhia de pneus, onde centenas de engenheiros trabalham em novos pneus que satisfaçam aos mais novos padrões de desempenho. Para cada novo projeto de pneu, os projetistas trabalham dentro de um conjunto de requisitos, que são estabelecido pelo departamento de vendas e Marketing.

Os requisitos vão especificar em que tipo de veículo o pneu será usado. Por exemplo: um utilitário, com tração nas 4 rodas e capacidade de carga de 4 toneladas. Eles também especificam a amplitude dos ambientes de rodagem onde os pneus serão usados. Neste caso, estrada e fora de estrada, e temperaturas que variam de 30º a –30º célsios. A lista também determina parâmetro especiais de desempenho. Para carros de passeio, por exemplo, isso incluiria considerações, como conforto, aderência, resistência ao rolamento, dirigibilidade, quilometragem e aquaplanagem.

Existem mais de cem parâmetros de desempenho, que são definidos na parte inicial do projeto do pneu. A partir daí, os projetistas começam a fornecer uma solução de engenharia, que satisfaça a esses parâmetros. Combinar a borracha, um material macio e elástico, com materiais rígidos e reforço como metais e fibras têxteis é uma coisa bastante incomum na ciência de engenharia, transformando um projeto de um pneu em um extraordinário desafio. É também uma tarefa de alta tecnologia e complexidade. Por isso, antes de explicarmos o que um projetista faz, vejamos um pouco da tecnologia básica do pneu.

4.7.1.4 Elementos que Compõe o Pneu Radial

De forma esquemática, veremos os elementos básicos que formam um pneu radial:

Primeiro temos os talões: são duas armações de arames de aço inextensíveis, revestidos de borracha, que prendem o pneu no aro da roda. A forma do talão se adapta à “flange “ da roda para evitar que o pneu oscile ou deslize no aro. Depois, vem as lonas: são fios têxteis flexíveis ou reforçados com metal, geralmente feitos de nylon, poliéster ou outra fibra sintética, revestidos de borracha. Uma ou mais camadas de lonas formam a carcaça do pneu e são seus elemento s de reforço. Como as ligas de aço que reforçam o concreto, as lonas determinam a resistência do pneu, contornando os talões, para prendê-los e fixá-los na armação. Dentro do pneu, tem uma fina camada de borracha chamada” liner “, que retém o ar comprimido. O anti-fricção são tiras estreitas de fibras têxteis, colocadas na parte externa do talão, para proteger as lonas contra desgaste e cortes. Na parte lateral da carcaça, o costado é coberto com uma borracha especial para proteger contra atrito com o meio-fio.

Portanto, a borracha do costado precisa ser altamente flexível, com grande resistência às intempéries. Os ombros” são a parte superior do costado, na extremidade da banda de rodagem. O desenho do ombro afeta o aquecimento do pneu e suas características de dobramento durante uma curva. As “cintas” são cordonéis de aço, revestido de borracha, que formam uma armação sob a banda de rodagem, mantendo o pneu estável. E são extremamente rígidas no comprimento e na largura. Sua função é resistir à deformação na área de contato do pneu com o solo, ou seja, a pegado do pneu.

A banda de rodagem é a parte do pneu que entra em contato com o solo. Ela precisa ser projetada para resistir ao desgaste, à alta tração em várias condições de rodagem, ter um deslocamento suave e baixa propagação de calor. Ela é exclusivamente feita de compostos de borracha. A composição da borracha, a forma do corte transversal da banda de rodagem, o número de entalhes, sulcos e desenhos que eles formam, são importantes para determinar o desempenho de um pneus. Para a maioria dos motoristas, todas essas partes parecem iguais no pneu pronto. Mas, na verdade, cada parte é feita de um material diferente e usa diferentes compostos de borracha. Criar a estrutura completa do pneu e especificar os diferentes elementos, e como eles serão testado, é uma tarefa importante no trabalho do projetista.

Para cada um dos elementos citados anteriormente, existe uma grande variedade de tipos de materiais para o projetista escolher; cada um com propriedades diferentes, por exemplo; existem diferentes tipos de fibras feitas de materiais básicos como o nylon, rayon, poliéster ou outras fibras sintéticas. Existem tamanhos diferentes de cordonéis têxtil e de metal, cada um com peso e resistência diferentes. O projetista pode combinar o número de cordonéis de lona, e o número e a configuração das cintas, com as condições de uso. O ângulos dos cordonéis pode ser mudado em cada camada; esse tipo de mudança afeta tremendamente o comportamento da lona e das cintas. E , portanto, o desempenho do pneu. Também existe uma variedade de compostos de borracha, todos com propriedades diferentes. Cada parte do pneu tende a usar um tipo diferente de composto. Esses elementos e a colocação dos cordonéis , são os fatores fundamentais com os quais os projetistas de pneus precisam trabalhar.

Quase todo o trabalho do projeto do pneu se concentra no que acontece na área de contato com o solo, ou próximo a ela. Essa área, onde o pneu está em contato com o solo, é muito pequena para o pneu de um carro. Fazendo uma comparação, é mais ou menos como o pé de uma pessoa. E, mesmo assim, ela controla um veículo com 2500 quilos, a altas velocidades. O processo é dinâmico. Quando o veículo está em movimento, uma nova parte do pneu esta entrando constantemente na área de contato, e sendo submetido a deformação e a tensão, à medida em que várias forças atuam sobre ele: a força vertical do peso do veículo, comprimindo o material do pneu; a força periférica; e força lateral, em que a parte do pneu é achatada e os componentes são forçados para os lados, para trás e para frente.

Na parte traseira da pegada, essas forças de deformação e tensão são amenizadas. Isso acontece um milhão de vezes na vida útil de um pneu. Portanto, a capacidade do projetista está em criar uma estrutura que resista a esse ciclo constante de tensão e deformação, e que ao mesmo tempo satisfaça a todos os parâmetros de desempenho.

4.7.1.5 Projeto do Pneu

Logo no início, a equipe de Projetos recebe o conjunto de parâmetros de desempenho, junto com o tamanho determinado do aro e a série do pneu. Eles começam projetando a forma ideal para o cordonel da lona, na àrea do costado, e que no pneu inflado se destina a minimizar as forças de tensão no cordonel da lona radial. Depois, são projetados o talão, o ombro e o desenho da banda de rodagem, adequados á forma do costado. Neste estágio, os projetistas fazem uma escolha inicial dos vários compostos de borracha, fibras têxteis e metais para as lonas. Para isso, eles consultam o banco de dados do computador para cada material. Analisam as informações sobre resultados de testes de laboratório, avaliando propriedades como rigidez, peso, resistência ao desgaste e comportamento no ciclo de tensão e deformação. Assim. O projetista obtém do banco de dados a combinação inicial dos elementos que tendem a satisfazer melhor aos parâmetros de desempenho do pneu desejado. E isto dá ao projetista um ponto de partida.

A partir daí o projeto é um longo processo de avaliação e ajuste da estrutura.

Hoje, um engenheiro de pneus tem muito mais liberdade para exercitar suas idéias e imaginação em termos de novos projetos. Eis um exemplo simplificado de como este teste de modelagem computadorizado funciona: o projetista especifica centenas de pontos em um corte transversal de seu pneu experimental, sobre o qual ele quer obter informações. Quando a estrutura é testada, o computador simula o comportamento dos elementos em cada ponto especifico pelo projetista. Neste exemplo esquemático de um projeto experimental, o teste de simulação mostra que, com o aumento da velocidade do veículo, o calor se propaga notadamente em duas áreas: o que diminuiria a durabilidade. Então. O projetista modifica os elementos e a configuração para eliminar o problema, e testa novamente a estrutura. Mesmo com as novas técnicas e ferramentas de pesquisa, o aperfeiçoamento da estrutura é um processo longo e complexo. Isto porque cada pequena mudança feita, tende a afetar o comportamento geral.

Por exemplo, o teste de simulação pode mostrar que a configuração que parece promissora em todos os aspectos apresenta pouca durabilidade na terminação das cintas. Sendo assim, o projetista substitui a cinta, por outra um pouco mais estreita. Esta nova estrutura é testada. O resultado mostra que a nova cinta aumentou a durabilidade, mas que levará a um desgaste de rodagem mais rápido. Então o projetista muda o desenho do ombro, para compensar. Mas isso pode levar a mudanças em outros aspectos do desenho do pneu, exigindo outros ajuste e assim por diante.

4.7.1.6 Divisão parte de um Pneu

O pneu é dividido em 04 partes, onde cada uma delas são criteriosamente estudada afim de manter uma boa durabilidade assim como também manter no aspecto segurança uma confiabilidade do usuário.

4.7.1.7 Carcaça

Suportar a carga e a velocidade, com ajuda da pressão do ar, participar da estabilidade, conforto e rendimento.

4.7.1.8 Talão

Fixar o pneu na roda, evitar o vazamento principalmente no pneu sem camara, impedir o aumento de diâmetro do pneu, participar ativamente na segurança.

4.7.1.9 Franco/costado

Suportar a carga e as constantes flexões mecânicas, resistência as agressões externas e climáticas, participar na estabilidade, conforto e transmitir à banda de rodagem o movimento da roda.

4.7.1.10 Banda de Rodagem

Aderência em solo seco e molhado, rendimento quilométrico, baixa resistencia ao rolamento participa na dirigibilidade, conforto e estética e define de acordo com o desenho o tipo de solo que deve ser usado.

4.7.1.11 Estocagem de Pneus

É recomendado a estocagem na posição vertical, evitando assim o deslocamento de talão e melhor facilidade na movimentação do produto, o uso em estante (ANEXO 03) ou pallets. Em caso da necessidade de ser armazenado na horizontal o limite máximo da pilha é 6 pneus. Local deve ser fresco e seco com temperaturas de 10 a 40 graus celsios, proíbido presença de derivado de petróleo, graxas, óleos, tintas etc.. a iluminação deve ser a mínima possível pintando no depósito os vidros de cor escura, cinza ou laranja.

4.7.2 Oleo Diesel

Combustível derivado do petróleo, constituído basicamente por hidrocarbonetos, átomos de carbono, hidrogênio e em baixa concentrações por enxofre, nitrogênio e oxigênio selecionados de acordo com as características de ignição e de escoamento adequadas ao funcionamento dos motores diesel. É um produto inflável, medianamente tóxico volátil e límpido .O óleo diesel é utilizado em motores de combustão interna e ignição por compressão, empregado nas mais diversas aplicações , o motor a diesel já existe desde 1895 conforme o Dr. Rudolfo Diesel em Paris mostrou em 1900 a idéia da utilização do bio-diesel já a partir de 1911 produto este feito com o amendoim, o óleo diesel hoje é utilizado em automóvel, furgões, ônibus, caminhão, pequenas embarcações marítimas, máquinas de grande porte, locomotivas, navios e aplicações estacionárias(geradores elétricos, por exemplo). Em função dos tipos de aplicações, o óleo diesel apresenta características e cuidados diferenciados.

4.7.2.1 Produção

A partir do refino do petróleo obtém-se, pelo processo inicial de destilação atmosférica, entre outras, as frações denominadas de óleo diesel leve e pesado, básicas para a produção de óleo diesel. A elas podem ser agregadas outras funções como a nafta, o querosene e o gasóleo leve de vácuo resultando no produto conhecido como óleo diesel. A incorporação destas frações e de outras obtidas por outros processos de refinação, dependerá da demanda global de derivados de petróleo pelo mercado consumidor. O atual modelo energético brasileiro é apoiado entre outros pontos, no transporte de cargas em motores diesel, por via rodoviária, em detrimento do transporte ferroviário, fluvial ou cabotagem. Isso faz com que o óleo diesel seja o derivado propulsor do refino em nosso país, correspondendo a 34% volume do barril de petróleo.

Na maioria dos outros países do mundo esta demanda situa-se entre 15 e 25% volume do barril de petróleo, sendo a gasolina o produto que comanda o refino, situação mais fácil de atender em função das características dos petróleos e dos esquemas de refino disponíveis mundialmente.

A primeira Companhia a produzir o óleo diesel historicamente falando foi a Shell , empresa esta que nasceu em 1833 pelo Sr. Marcus Samuel Sênior, trabalhava com produtos exóticos em Londres como belas conchas orientais este negócio foi tão lucrativo que logo transformou em uma empresa de importação e exportação, porém com o seu falecimento em 1870, seus filhos Samuel e Marcus dividiram o negócio e o Marcus ficou em Londres e o Samuel foi para o Japão onde ampliou seu negócio para a importação e exportação de querosene para o oriente médio e através do canal do Suez na Rússia, negociou aquisição de oito petroleiro, para garantir sua mercadoria, Marcus assinou contrato com um grupo russo de produtores e refinadores e assim o produto como óleo de baleia das velha luminárias e candeeiros começava a ser substituído rapidamente pelo modernismo querosene, barato e mais fácil manejo.

4.7.2.2 Armazenagem

É importante sempre haver certos cuidados , para reduzir custos desnecessário tenha sempre em mente 3 cuidados fundamentais no armazenamento.

1 – Evite a presença de água nos tanques, deve ser drenado a água dos tanques de diesel diariamente, pela manhã. Em caso de tanques a céu aberto, utilize a válvula apropriada conforme indicado pela companhia, se o tanque for enterrado, retire a água utilizando bomba de sucção. A água presente no tanque provoca uma série de transtornos, como o crescimento de microorganismos que se alimentam do diesel. Este microorganismos(fungos e bactérias) só são visíveis ao microscópio e se desenvolvem entre a água e o diesel. A medida que se multiplicam, começa a surgir uma massa marrom ou preta, conhecida como “borra” localizada na divisa entre o diesel e a água, ou depositada no fundo do tanque, a borra causa problemas de entupimento de telas, filtros e corrosão. Pelo rápido desgaste que provoca nos componentes da bomba injetora, é comum a borra levar ao travamento e quebra das peças.

Além disso, os microorganismos se alimentam de substancias químicas, transformando-as, o que torna a água com odor desagradável e alto teor de acidez, acelerando o processo de corrosão do tanque. Os microorganismos produzem substancia químicas chamadas “tensoativas”, que retêm a água no diesel, sob forma de gotas muito pequenas, difíceis de serem separadas. Os microrganismos estão presentes em toda parte: no ar, na água e no solo, e se multiplicam onde há condições para crescer. Eliminar a água corresponde a impedir o desenvolvimento de microorganismos. Os tanques enterrados merecem especial atenção. Por exemplo, a acomodação do terreno pode mudar a inclinação do tanque, de modo que é possível que a água fique acumulada no lado oposto ao dreno, sendo difícil verificar sua presença. Neste caso, como a retirada da água é fundamental, deve-se corrigir a inclinação do tanque. Se isto não for feito, o tanque acabará furando, o que acarretará um trabalho maior, e logicamente maiores custos.

4.7.2.3 Solubilizada no próprio diesel

O diesel pode conter uma certa quantidade de água que nele fica dissolvida. Assim, quando o diesel resfria, em função de uma queda da temperatura ambiente, uma pequena parte desta água deixa de ficar dissolvida e aparece sob a forma de gotículas. Se o diesel resfriar rapidamente, as gotículas serão pequenas. Se o resfriamento for lento, as gotículas serão maiores. Quanto maior for o tamanho das gotículas, mais rapidamente elas irão para o fundo do tanque.

4.7.2.4 Junto com o ar (umidade)

À medida que o diesel de um tanque vai sendo consumido, entra ar úmido. Com o resfriamento, a umidade do ar condensa nas paredes do tanque e na superfície do diesel, atingindo até o fundo do tanque. Este fato torna-se crítico em regiões com alta umidade relativa do ar.

4.7.2.5 Acidentalmente

A água pode entrar no tanque durante uma chuva forte, se as bocas não estiverem bem vedadas, ou através de furos em tanques enterrados.

4.7.2.6 Não estoque diesel por muito tempo

A estocagem longa favorece o envelhecimento do diesel. A oxidação natural do produto pode propiciar o aparecimento de sedimentos de origem química que contribuem para sujar os filtros. Estes sedimentos são o resultado de reações químicas complexas que ocorrem entre constituintes do óleo diesel. O contato do diesel com o cobre acelera a formação destes sedimentos. Deve-se, portanto, evitar o uso de válvulas, filtros, telas e outras peças quando feitas em bronze ou outras ligas metálicas que contenham cobre.

É importante quando a empresa utiliza uma quantidade muito grande deste produto, é necessário ter em estoque, é recomendado ter tanques aéreos, (ANEXO 04) facilitando desta forma o controle de estoque e do meio ambiente.

4.7.2.7 Limpeza dos tanques de diesel periodicamente

Mantenha limpos os tanques de armazenamento de diesel. O período máximo entre uma limpeza e outra é de dois anos. Em tanques de veículos o intervalo entre as limpezas deve ser menor porque durante o funcionamento do motor o óleo diesel é submetido temperaturas mais altas que a ambiente. Neste caso, o diesel que retorna da bomba injetora ao tanque do veículo “envelhece” mas rapidamente do que o diesel armazenado á temperatura ambiente, gerando mais sedimentos.

4.7.2.8 Efeitos sobre o meio ambiente: medidas de proteção.

Todo mundo sabe que o uso indevido do diesel deve ser evitado. Por ser um produto moderadamente volátil e tóxico, pode poluir o ar, a vida aquática, o solo e degradar a água do lençol freático. Proteja a si mesmo e aos outros, tomando algumas precauções. Evite jogar diesel para quaisquer sistemas de drenagem públicos e também a contaminação de cursos d’água e mananciais. Em casos de grandes derramamentos ou vazamentos, preste atenção para que não ocorram fagulhas ou chamas, e principalmente não fume na área. Os pequenos derramamentos devem ser absorvidos com terra ou puro material absorvente não-combustível. Confine o produto derramado e entre em contato com o órgão ambiental local.

4.7.2.9 Cuidados no manuseio

Atenção que devemos ter, o diesel só deve ser manipulado em local aberto e bem ventilado. Se há coisa que o diesel não tolera é fogo, faísca, chama, centelha. Por isso, não se deve de maneira alguma fumar próximo a um abastecimento. Se o manuseio tiver de ser prolongado, se no local houver muita concentração de vapor ou névoa do produto, não hesite, use equipamento de proteção individual( mascará com filtro para vapores orgânicos, óculos e luvas).

4.7.2.10 Efeitos tóxicos

Resumidamente apresento efeitos intoxicantes do óleo diesel, no caso de :

• Ingestão – irritação na mucosa digestiva;
• Aspiração até os pulmões – pneumonia química;
• Inalação prolongada – dor de cabeça, náuseas e tonteiras;
• Contato com os olhos – irritação e congestão da conjuntiva;
• Contato repetido e prolongado com a pele – irritação e ressecamento.

O óleo diesel e pneus são produtos na empresa, que representa dentro da curva ABC os valores mais altos e o custo mais elevado dentro da gestão de materiais, e por se tratar de um produto A, nossa preocupação tem sido cada vez mais no que diz respeito a estoque e compra, tanto que, já temos tido condições de atualmente manter um estoque mínimo, procurando junto aos parceiros fornecedores uma adequada programação de atendimento, evitando desta forma grande capital financeiro parado em estoque, os valores totais obtido em nossos relatório mensais tem mostrado que existe uma tendência de cada vez mais criar uma classificação dentro da área de peças, montarmos uma melhor avaliação em alguns produtos, pelo menos aquele de maior representatividade de valor em estoque desta forma vamos ter menos preocupação com o material empregado.

– Óleo diesel consumo, mensal R$: 1.405.000,00 reais.
– Pneus consumo, mensal R$: 110.000,00 reais.
– Peças motor consumo, mensal R$: 87.616,00 reais.
– Peças carroceria consumo, mensal R$: 76.515,00 reais.
– Peças elétrica consumo, mensal R$: 62.003,00 reais.
– Peças freio consumo, mensal R$: 58.998,00 reais.
– Peças outros setores, mensal R$: 79.886,00. reais.
– Peças em Serviços Terceiros R$: 49.513,00 reais.

Muitas melhorias ocorreram nos últimos anos estas melhoria foram os esforços que nossa equipe buscou nos treinamentos internos e externo financiado pela empresa, considerando também a busca do conhecimento de toda a equipe nas teoria executando na prática melhoramos por exemplo no pneu, onde utilizávamos pneus convencionais conhecido como pneu comum, além da quantidade que tínhamos que manter em estoque era imprescindível ter uma equipe maior no setor de borracharia pois o serviço era mais freqüente, a quantidade de pneus estourado permanecia cada vez maior a sucata de pneus ocupava uma área física muito grande, também, o próprio estoque havia necessidade de permanência no interior onde temos filiais e assim o custo do produto embora na aquisição era menor mas porem, no consumo este custo acabava sendo bem maior se perdia muito na qualidade, na segurança e no custo final quilometro rodado.

Neste momento através de algumas visitas de Benchmarking vimos que muitas empresas já haviam adotado a utilização do pneu radial e conforme fontes recebidas o pneu radial contribuía até na economia de combustível além do fato que foi comprovado o próprio consumo diminuiu e muito, trazendo vários benefícios primeiro a economia apontada no custo do quilometro rodado, mais segurança do veiculo nas estradas diminuiu bastante o armazenamento, qualificou mais nossos borracheiros.

Os fabricantes investiram em treinamento dentro da empresa, aumentou o índices de reformas ocasionando uma baixo significativa do sucateamento de pneus reduzindo a preocupação do destino deste produto já que a empresa tem uma preocupação muito grande com o meio ambiente, a compra de pneus ficou menor em menor periodicidade e assim contamos com vários benefícios a radialização dos pneus na ouro e prata foi um sucesso; implementamos um controle confiável o qual era antes manual através de fichinhas, conseguimos informatizar este processo mantendo uma empresa com mais tecnologia tendo mais segurança do controle de estoque evitando desvio e duplicidade na informação.

No óleo diesel, podemos dizer que se melhorou muito mais que o pneu, considerando que este produto é muito mais caro em função do consumo, o óleo diesel que a empresa durante muito tempo usou, ou seja, desde o inicio de sua atividade era o diesel comum assim denominado, mas como estamos sempre buscando uma melhoria constante através de muitas reuniões com a equipe técnica e operacional, a empresa adotou uma política de mudança na premiação dos motorista, visando uma economia no consumo litros por quilometro rodado.

Neste instante buscamos informações técnicas junto as companhia de combustíveis e chegamos a conclusão que existia no mercado um produto com um valor um pouca mais elevado porém, era um óleo diesel aditivado conhecido no mercado como óleo máster e que evidentemente proporcionava uma economia bastante elevada e o custo beneficio agradava nossa diretoria, assim sendo, adotamos o novo produto e para evitar o desperdício com futuros vazamentos e mais uma vez preocupado com o meio ambiente, alteramos a estocagem montando tanques aéreos, também fizemos grande investimento no controle de estoque onde compramos um equipamento eletrônico com sensores nos terminais dos tanque no qual identifica o consumo por carro no momento do abastecimento e identifica muito claro a existência em estoque tanto no consumo.

Como também no reabastecimento deste produto que vem de caminhão das companhia distribuidora, deixando a equipe mais tranqüila em relação ao que você compra é exatamente o que eles estão lhe entregando, desta forma o valor pago o que não é pouco justifica o consumo baseado na quilometragem rodado dos veículos.

Com este trabalho buscamos depois uma centralização no abastecimento evitando ao máximo o abastecimento fora de nossas bases, pois o custo unitário nos posto de terceiros alguma ultrapassa 18 por cento, sem considerar a facilidade de haver desvio provocado pelo o frentista junto com a colaboração do motorista ou alguém responsável pelo o abastecimento no local, este normalmente feito no interior do Rio Grande do Sul, além do mais o diesel hoje utilizado na empresa por se tratar de capital este produto é diferenciado dos demais utilizado fora, ou seja, diesel máster metropolitanos, significa que a qualidade do diesel é melhor e agride bem menos o meio ambiente.

CONCLUSÃO

Acredito ter conseguido esclarecer, com todos os detalhes, necessário e elementos essenciais em que se baseia o intrincado labirinto da ciência da administração de empresa, no ângulo de administração de matérias.

Este foi o objetivo deste trabalho, identificar demonstrar a importância da administração de materiais principalmente, pneus, como também do óleo diesel no processo de compra e armazenagem assim como engenharia e fabricação, processo estes bastante complexos que requisitam profissionais bastante qualificados, com mentes e idéias voltados para o futuro.

Na busca de um processo na administração eficaz, tendo visto, a prioridade em matérias, foi notório a grande importância do estoque, da compra dos procedimentos e rotinas ,que envolve para um gestor nesta área tão abrangente, e o quanto deve ser importante uma analise criteriosa no custo e a proteção ao colaborador e ao meio ambiente, evitando assim problemas.

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