MATEMÁTICA FINANCEIRA

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DICAS PARA ANALISAR, COMPREENDER, E INTERPRETAR TEXTOS

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CIÊNCIAS CONTÁBEIS

MATEMÁTICA FINANCEIRA

INTRODUÇÃO

A Matemática Financeira é uma ferramenta de profissionais que utilizando-se dos seus princípios e conceitos, podem discernir sobre o ambiente econômico em que atuam.
Aos que estão ligados a área de negócios, é fator de suma importância saber determinar o custo efetivo das operações bancárias, para poder estabelecer a equivalência de valores e analisar as diversas oportunidades que se apresentam no mercado financeiro.
Pressupõe relevante importância o conhecimento de sua evolução histórica a fim de melhor entender seu funcionamento e aplicabilidade, objetivo proposto pelo presente trabalho.

HISTÓRIA DA MATEMÁTICA FINANCEIRA

Ao longo da história, o homem notou uma possível relação entre o tempo e o dinheiro, ele percebeu que o dinheiro perdia valor de acordo com o tempo, dessa forma, a correção monetária deveria ser feita, aumentando o poder de compra do capital.
A matemática que significa a técnica de pensar, (“matema” = arte de pensar; “tica”= técnica), sinalizou a maneira de operacionalizar esta correção monetária, sendo por tanto esta a finalidade da matemática financeira, que de principiou de modo rudimentar mas evoluiu para os moldes que conhecemos até hoje.
A idéia de juros pode ser atribuída aos primeiros indícios de civilizações existentes, fatos históricos relatam que, em 2000 aC na Babilônia, comerciantes emprestavam sementes aos agricultores que, ao colherem a plantação, pagavam as sementes emprestadas mais uma determinada parte da colheita.
As práticas financeiras eram utilizadas no intuito da acumulação de capital, as formas econômicas de movimentação dos capitais foram adaptadas de acordo com a evolução das sociedades.
O escambo cujos registros primórdios advém da Grécia pré-helênica foi o boi. Posteriormente, sendo estimadas em colares de pérolas ou de conchas, por trocar faixas de tecido por animais ou objetos, entretanto, foram os metais que desempenharam um papel cada vez maior nas transações comerciais, vindo a tornar-se à moeda de troca preferida pelos compradores e vendedores.
O escambo era utilizado porque não existia uma moeda de troca, o surgimento do dinheiro originou a criação de mecanismos controlados inicialmente por pessoas denominadas cambistas.
As avaliações das diversas mercadorias passaram a ser feita quantitativamente pelo peso, cada uma delas referindo a um a espécie de peso-padrão relativo a um ou a outro metal. Representou um grande avanço pois as mercadorias passaram a ser comercializadas pelo preço ajustado cujo revide era padronizado, fazendo-se por tanto “justiça” para a contra parte.
Os cambistas exerciam a profissão que hoje é atribuída aos banqueiros. Sentados num banco, nos mercados, eles realizavam operações de empréstimo, que eram quitados acrescidos os juros e na organização de ordens de pagamentos para particulares. Dessa forma, os cambistas tinham seus lucros e comissões pelos serviços prestados.
A necessidade de organização desse tipo de comércio fez surgir os bancos, que dinamizaram a economia, eles tiveram papel importante nas negociações entre os povos que realizavam operações comerciais no Mar Mediterrâneo. Fenícios, Gregos, Egípcios e Romanos possuíam importante participação nos métodos bancários.
Foram os bancos que contribuíram para o aprimoramento das técnicas financeiras e surgimento dos juros compostos.
Atualmente, a Matemática Financeira possui inúmeras aplicabilidades no cotidiano, englobando situações relacionadas ao ganho de capital, pagamentos antecipados e postecipados, porcentagem, financiamentos, descontos comerciais entre outros produtos do meio financeiro.

CONCLUSÃO

A arte de lidar com os números, naturalmente e progressivamente atrelada ao senil escambo e ao atual dinheiro/moeda que utilizamos em nossas relações comerciais, sucedido das correções correspondentes levaram ao surgimento da Matemática Financeira.
Amplamente ligada tão somente aos juros, a matemática financeira se transpõe a tal pressuposto sendo aplicada em varias áreas ligadas às finanças transformando-se em uma ferramenta indispensável de gestão.

REFERENCIAS

FRIEDMAN MILTON, Episódios da História Monetária. Rio de Janeiro. Ed. Record. Trad. Luis Carlos do Nascimento Silva. 1994
Casa da Moeda – www.casadamoeda.com.br (acesso em 11/2009)
LOBO DE BARROS, NELSON. Moeda, Crédito, Bancos e Ciclos. São Paulo. Ed. Piratininga.
Só Matemática – www.somatematica.com.br/matematicafinanceira3.php (Acesso em 11/2009)

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