Artrite

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Sumário:

Introdução
Objetivo Gera:
Objetivo Específico
Desenvolvimento
Artrite Reumática
Manifestação Clinica
Causas
Sintomas
Fatores de Risco
Diagnóstico
Tratamento
Fármacos de fundo
Antiinflamatórios não esteróides
Cortisonas
Fisioterapia
Cirurgia
Prevenção
Metodologia
Conclusão
Bibliografia


Introdução:

A deformidade articular na artrite reumatóide se desenvolve ao longo do tempo devido à lesão provocada pelo processo inflamatório que atinge as cartilagens, os ligamentos e os ossos que compõem a articulação. O processo inflamatório leva a proteólise das cartilagens e os ligamentos são enfraquecidos.

Artrite se refere todas as doenças reumáticas. Porém, a palavra significa literalmente inflamação na articulação; que são inchaço, vermelhidão e dor causada por tecido lesionado ou enfermidade na articulação. Os vários tipos diferentes de artrite englobam apenas uma parte das doenças reumáticas. Algumas enfermidades reumáticas são descritas como doenças do tecido, porque elas afetam o tecido conectivo do organismo a estrutura de suporte do corpo e seus órgãos internos. Outras são conhecidas como doenças auto-imunes porque são causadas por um problema no qual o sistema imunológico danifica os próprios tecidos sadios do corpo.

As articulações das mãos e dos pés são acometidas com freqüência e cerca de 10% dos pacientes irá desenvolver deformidades das articulações das mãos e dos pés nos dois primeiros anos de doença.

Objetivo Geral:

Mostrar os diagnósticos, sintomas, tratamentos, prevenção da doença.

Objetivo Específico:

Salientar as manifestações da doença.

Desenvolvimento:

Artrite Reumática

É uma inflamação das articulações, que provoca a alteração das estruturas ósseas e das cartilagens. O inicio da doença é a inflamação da membrana sinovial, uma estrutura que reveste a parede interna da cápsula fibrosa que envolve a articulação e cuja função é produzir o líquido sinovial, que nutre a cartilagem e lubrifica a sua superfície, permitindo o movimento normal da articulação. Quando, porém, a membrana inflama, torna-se mais espessa, aumenta de volume e deixa de produzir o líquido sinovial normal, para produzir um líquido inflamatório que destrói progressivamente as cartilagens que revestem as articulações, prejudicando a sua função, limitando os movimentos articulares e causando dor.

Manifestação Clinica:

Normalmente começa por atingir as pequenas articulações das mãos e dos pulsos, de forma simétrica. Nos casos não controlados com a terapêutica, a doença pode afetar todas as articulações, danificando-as progressivamente e, em certos casos, causar uma invalidez total.

A artrite reumatóide não é contagiosa e, portanto não passa de uma pessoa para outra. Talvez, um vírus ou uma bactéria comum, aos qual a maioria da população esteja exposta, possam fazer com que o sistema imune seja ativado de forma irregular, provocando assim o aparecimento da artrite reumatóide em pessoas que já possuam uma tendência.

Causas

Na doença ocorre uma alteração do sistema imunológico que determina a auto-agressão dos tecidos. Normalmente, o sistema imunológico do organismo tem como missão defender-se dos agentes externos potencialmente perigosos, mas na artrite reumatóide erra o alvo e reconhece como estranho qualquer componente do organismo, atacando-o e desencadeando inflamação.

Na prática, a artrite reumatóide surge quando, por motivos ainda não esclarecidos, um determinado número de células T do sistema imunológico estimula outras células a produzirem citoquinas e a agredirem a cartilagem das articulações. As citoquinas são potentes “mensageiros” químicos, na medida em que, ligando-se a receptores presentes na superfície das células protetoras, estimulam a secreção de outras citoquinas e de moléculas implicadas na inflamação das articulações ou dos processos degenerativos dos ossos, das cartilagens e dos outros tecidos conjuntivos.

Doença não hereditária nem contagiosa, mas pensa-se que no seu aparecimento podem estar implicados diversos fatores desencadeantes, como vírus, bactérias, etc. Além disso, estudos recentes demonstraram que a presença de alguns genes que regulam o funcionamento do sistema imunitário implica uma maior susceptibilidade no desenvolvimento da doença.

Sintomas

A artrite reumatóide tem uma evolução mais rápida nos jovens e nas mulheres, sendo mais lenta quando surge nos homens ou em idade tardia (depois dos 50 anos).

O início da doença manifesta-se por rigidez, inchaço, vermelhidão e tumefação das pequenas articulações das mãos.

Seguidamente, com o passar do tempo, as mãos perdem a agilidade natural e verifica-se uma dor intensa durante a noite e ao despertar e que se intensifica quando o indivíduo tenta agarrar um objeto ou executa determinados movimentos que requerem agilidade.

Em seguida, a doença pode estender-se aos pulsos, joelhos, dedos dos pés e tornozelos, podendo levar progressivamente à deformação das partes do corpo atingidas. Na sua forma avançada, as mãos podem adquirir um aspecto deformado, com os dedos virados para fora, enquanto os joelhos, pulsos e tornozelos podem engrossar e os dedos dos pés dobrarem-se.

Fatores de Risco

O envelhecimento, não é considerado um fator de risco. Os dados atualmente disponíveis indicam que a doença se manifesta inicialmente entre os 20 e os 60 anos, com um pico entre os 35 e os 45 anos.

As mulheres são mais atingidas do que os homens, por causa de maior numero de hormônio.

Não é uma doença herdada no sentido de que não é doença que passa diretamente dos pais para filhos. O que pode ser herdado é uma tendência a ter a artrite reumatóide, ou melhor, existem famílias onde genes que albergam esta tendência passam de geração a geração sendo que em algumas pessoas estes genes se manifestam e a doença aparece e em outras pessoas, embora a tendência exista, ela nunca se manifesta e a doença nunca se desenvolve.

Diagnóstico

Para obter um diagnóstico seguro, o especialista pede numerosos exames, entre os quais um exame específico, o teste RA, que tem por objetivo evidenciar o fator reumatóide, um anticorpo anômalo presente nos doentes. Todavia, nem mesmo este elemento é determinante, já que está presente apenas em 75% dos doentes e pode ser encontrado em outras doenças, reumáticas ou não. Assim, é o conjunto de todas as averiguações, como a VS (velocidade de sedimentação, ou seja, de sedimentação dos glóbulos vermelhos no sangue), o dosamento da proteína C-reactiva e a alfa-2 globulinas, que confirmam a existência de um estado inflamatório. Por fim, também pode ser necessária uma radiografia, a fim de avaliar a extensão da lesão ou averiguar se os ossos e as cartilagens apresentam alterações. Convém sublinhar, no entanto, que para um diagnóstico precoce correto é essencial uma avaliação específica, atenta e completa.

Tratamento

O tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível e difere de pessoa para pessoa, consoante a idade e a gravidade das perturbações. Embora não exista uma cura definitiva, há muitas substâncias que podem mantê-la sob controlo, abrandando o processo inflamatório.

O tratamento prevê o uso de uma série de fármacos com características diversas. Os “fármacos de fundo”, para retardar a evolução da doença e recuperar, no todo ou em parte, a funcionalidade das articulações; os antiinflamatórios, para combater a dor; e as cortisonas, para as fases agudas. Os progressos recentes da biotecnologia levaram à identificação de uma nova classe de fármacos, os chamados “modificadores da resposta biológica”, que se destinam a representar uma nova abordagem no tratamento da doença.

Fármacos de fundo

São administrados durante períodos de tempo prolongados, sob prescrição médica, e requerem exames periódicos ao sangue, a fim de prevenir eventuais efeitos secundários. A sua seleção depende das características individuais do doente e do estado da doença:

• Os sais de ouro: entre os efeitos secundários estão o prurido e a irritação da mucosa da boca. Além disso, são desaconselhados aos doentes com insuficiência renal, pois podem agravar o problema.
• Antimaláricos: são úteis, sobretudo nas fases iniciais da doença. Podem provocar perturbações gástricas e da visão. Os doentes submetidos a esta terapêutica devem consultar um oftalmologista de seis em seis meses, para efetuarem um controlo.
• Metotrexato: é um imunossupressor que atua, nomeadamente, reprimindo os sistemas de defesa natural, de modo a evitar que desencadeiem mecanismos susceptíveis de agravar a doença. É geralmente bem tolerado, mas pode irritar as mucosas da boca e provocar distúrbios hepáticos. É o fármaco atualmente mais utilizado.
• Ciclosporina: é um imunosupressor, geralmente bem tolerado, embora, em certos casos, possa provocar um aumento da pressão sanguínea e problemas renais.

Antiinflamatórios não esteróides

Quase todos os doentes são obrigados a tomá-los para controlar a dor, a inflamação e a rigidez articular. Por vezes provocam perturbações gástricas, náuseas, vômitos e diarréia. Por isso, devem ser tomados durante as refeições ou associados a um fármaco que proteja o estômago. Além disso, não podem ser utilizados durante períodos prolongados nas pessoas que sofrem de úlcera gástrica ou gastrite.

Cortisonas

São úteis nas fases de agonia da doença; quando utilizadas em doses elevadas e durante períodos prolongados podem provocar úlcera péptica, hipertensão e diabetes e favorecer o aparecimento da osteoporose.

Fisioterapia

É uma forma de prevenção secundária que completa o tratamento farmacológico e cujo objetivo é manter durante o máximo de tempo possível o bom funcionamento da articulação e, desse modo, prevenir os possíveis efeitos das deformidades. De fato, embora seja importante não esforçar a articulação doente, também é indispensável que esta não pare, sob pena de enrijecer e provocar debilidade muscular. Esta ginástica especial é prescrita por um especialista e deve ser personalizada, ou seja, estudada em função das necessidades específicas de cada doente.

Cirurgia

Quando a artrite reumatóide atinge uma determinada gravidade é possível tentar impedir o seu agravamento com intervenções que têm por objetivo conservar a articulação e a sua mobilidade ou substituí-la. No primeiro caso, a intervenção tem por objetivo libertar a articulação doente do tecido inflamatório que a prejudica. No segundo caso, a intervenção prevê a substituição da articulação doente por próteses especiais. Neste caso, a operação é mais complicada e requer hospitalização e tempos de recuperação mais prolongados.

Prevenção

Para tentar travar o processo da artrite reumatóide é fundamental o seu diagnóstico o mais rápido possível. Na verdade, quanto mais tempo passar entre a manifestação da doença e o diagnóstico, maior será a sua gravidade. Por conseguinte, são indispensáveis um diagnóstico precoce e uma terapêutica que procure abrandar a progressão para uma lesão articular irreversível e incapacitante. Este objetivo pode ser realizado mediante uma intervenção coordenada entre o médico de família, o primeiro contato do doente, e o reumatologista, que pode garantir um diagnóstico exato e um programa terapêutico personalizado.

Metodologia

Na pesquisa realizada utilizou-se informações de livros e da Internet.


Conclusão

A artrite reumatóide muitas vezes é denominada apenas de artrite, quando não é confundida com a artrose. Na verdade, artrite é denominada genericamente de qualquer inflamação que danifica as juntas, podendo ser provocado por lesões traumáticas, pela gota ou bactérias. Já a artrose é o desgaste natural que as juntas sofrem conforme a idade avança. A população carente é a que mais sofre, devido a vários fatores, como a falta de acesso aos remédios e alimentação pobre que leva a desnutrição e também pela falta de informação sobre o tipo de doença e como trata-la.

Bibliografia

Diagnóstico & Tratamento 2001, lawrence M. Tierney, Stephen J. McPhee, Maxine A. Papadakis, Atheneu editora São Paulo.

Patologia estrutural e funcional, 6ª edição Ramzi S. Cotran, Vinay Kumar, Tucker Collins, editora Guanabara Koogan.

Internet: www.abcsaude.com

Internet: www.estudeocorpohpg.ig.com.br

Internet: www.reumatogia.com.br

Internet: www.saudevidaonline.com.br

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