Networking – Rede de Contatos

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DICAS PARA ANALISAR, COMPREENDER, E INTERPRETAR TEXTOS

Autoria: Cláudia Regina Picchi

1. Networking: Afinal, O Que É Isso?

Todo o processo é muito mais a respeito de ceder ajuda do que esperar que o façam por você.

Networking é uma expressão usada para denominar a rede de contatos pessoais e profissionais, onde se tornou essencial para quem quer se manter ativo no mercado de trabalho.
Tomado erroneamente por alguns como forma de conhecer gente influente, o network, ou trabalho em rede é uma magnífica ferramenta para se conseguir viver em uma utópica sociedade trabalhista quase marxista (Moraes, 2005).
Segundo Coelho (2006) o networking é apenas mais uma ferramenta, que só será eficaz se vincularmos seu conceito de cultivar e promover boas relações, baseado em conduta ética e valor de troca, às competências, às habilidades e às atitudes de um profissional.
Ainda para Coelho (2006) a ética é primordial em tudo, assim como também na networking. Networking não é conhecer pessoas para usufruir do que elas podem oferecer e ponto final. Deve ser baseada na lei do ganha-ganha. Precisamos sempre nos lembrar de que uma moeda tem dois lados. É importante que resgatemos a conduta ética, o respeito pelo o outro. Esses valores precisam ser claros, são eles que vão nos tornar visíveis, que farão com que os contatos que adquirimos ao longo de nossa trajetória permaneçam. Nossas ações devem ser o reflexo de nossas palavras e vice-versa. Não dá para falarmos de relação com o outro sem ética, sem transparência. Uma boa rede deve ser sempre pautada nos atos de valorizar e respeitar as pessoas, no desejo sincero de ajudar.
Segundo Moraes (2005) o verdadeiro networker é quase religioso (amai-vos uns aos outros), é meio comunista (dividindo a riqueza com seus iguais), é um andarilho (não tem medo de gente, se misturando mesmo a mais heterogenia platéia).
Existe uma lei universal que rege o conceito do network: “Tudo que você der ao universo, voltará para você”!
Ainda para Moraes (2005) o network é uma ferramenta de compartilhamento de recursos e contatos. É muito mais a respeito de ceder ajuda a seus queridos companheiros, do que esperar que eles o façam por você. A mágica é justamente esta! A ajuda que você tanto precisa, vai chegar até você, sem que você precise pedir. Isto acontecerá, pois você já terá plantado as sementes certas.
O network (esta “açãozinha” de marketing pessoal por meio da qual cultivamos bons contatos profissionais, indicando-nos uns aos outros) já conseguiu grandes feitos (por bem e por mal), juntando provas irrefutáveis a seu favor!
Para Moraes (2005) antes de ser uma troca de contatos com profissionais do seu mesmo patamar, o network deve ser uma troca generosa com profissionais de competências e esferas diferentes das suas. É exatamente como se fazia antigamente: Eu planto feijão e você arroz. Desta forma, temos muito a trocar.
Essa tendência, que se iniciou como um happy hour convencional, hoje assume outros contornos, sendo os encontros até patrocinados pelas empresas, mesmo que esses encontros sejam de ex-funcionários!
No Brasil, o networking começou a ganhar força a poucos anos com a ajuda da Internet; mesmo assim os profissionais ainda não estão acostumados a utilizar este tipo de ferramenta na conquista por um novo emprego.
Isso significa que manter um bom relacionamento com chefes e colegas é sempre positivo. A contratação de um novo profissional é sempre um risco e um custo para a empresa, pois muitas contratações acabam não dando certo por falta de adaptabilidade do empregado ou da empresa. É sempre bom lembrar que os ex-colegas ou chefes também mudam de emprego, criando assim uma rede de relacionamentos, o networking.

2. Fazendo Redes De Relacionamento

Confira algumas dicas para melhorar seus contatos e seus resultados.

Você já deve ter ouvido esta notícia; se nunca ouviu, com certeza já passou por alguma experiência que a comprova: 80% das oportunidades de trabalho surgem por indicações de pessoas conhecidas. Por isso, cuidar de nossos relacionamentos não é apenas uma questão de boa educação, mas de planejamento de carreira (Bloch, 2005).
Segundo Bloch (2005) engana-se quem pensa que fazer networking é uma necessidade somente para os que estão procurando emprego. É quando estamos em atividade é que mais precisamos mostrar nosso valor ao mercado, aos amigos, aos parentes, aos vizinhos e aos conhecidos em geral. Eles formam a nossa rede de relações, e sabendo de nossas competências, são os primeiros a recomendar nossos nomes ao tomar conhecimento de alguma oportunidade.
Isso é o que se chama de empregabilidade para Bloch (2005): acumular e manter atualizadas suas competências, rede de relacionamentos e conhecimentos. Ter a empregabilidade em alta significa estar no controle de sua carreira; não deixar que a vida ou os outros decidam por você.
Para Coelho (2006) ao iniciar uma rede de relacionamentos entendo que o início deve acontecer dentro de nós. É preciso que se conheça, que se saiba onde se quer chegar e quais os objetivos e metas a serem alcançados. A partir disso precisamos tornar públicos esses objetivos e, acima de tudo, nossas competências, que estarão evidenciadas através das ações que praticarmos, e isso tem a ver com atitude. Precisamos nos preparar para esta exposição e nos tornarmos solícitos antes de qualquer coisa. Temos que pensar em grupo, no que podemos oferecer ao outro, porque a confiabilidade é imprescindível para que as redes sejam fortes e sustentáveis. Somente desta forma aproximaremos as pessoas que compactuarão dos mesmos interesses que os nossos. Somente desta forma teremos os nossos parceiros de objetivos.
As principais dificuldades que as pessoas enfrentam diante da networking: é a falta de objetivos e de metas definidas. É necessário conhecermos o nosso potencial e administrá-lo, é isso que vai resultar em sabermos qual caminho seguir. Depois temos o fator tempo, usado constantemente como desculpa, pela falta de ajustes que precisamos fazer em nossas vidas. Além disso, temos a timidez e o orgulho, que nos impedem de conhecermos novas pessoas e de buscarmos auxílio das que já nos relacionamos, o que provoca, na maioria das vezes, que deixemos as oportunidades escaparem (Coelho, 2006).
Para Bloch (2005) uma boa rede de contatos deve ser cultivada no dia-a-dia, jamais usada de forma interesseira, apenas quando precisamos de alguém. Cuidar dos relacionamentos é ligar para um amigo que não vê há tempos somente para conversar ou cumprimentar pelo aniversário, visitar parentes, bater papo com vizinhos ou com os colegas do clube, almoçar com parceiros de trabalho, etc. São atos espontâneos que fazem com que um de nossos maiores patrimônios, que são os amigos, estejam perto de nós sempre.
Existem 2 tipo de investimento deve ser feito para se obter uma boa rede de relacionamentos, segundo Coelho (2006): tempo e marketing pessoal. Ajuste sua agenda e invista um tempo para manter os contatos. Uma boa rede de relacionamentos é feita de reciprocidade, mas se lembre: não invista seu tempo esperando que as pessoas façam o mesmo, haja de forma natural e em algum momento o retorno acontecerá. Quanto ao marketing pessoal, sabemos que o produto mais valioso que temos é o produto “EU”, é nele que você deve apostar. Atualize-se, ande sempre com seu cartão pessoal, faça-se presente.
Falta tempo para o convívio social? O trabalho suga suas energias? Ânimo! Discipline-se a fazer pelo menos um contato por dia ou alguns por semana. Assim, você receberá de volta a energia que é fornecida pelo canal da amizade. E não esqueça de comentar, no momento certo, o que está fazendo no trabalho e quais são os seus interesses de carreira. Afinal, você sabe o quanto é chato receber uma ligação de alguém que parecia ter te esquecido e que só agora aparece para pedir algo, como uma indicação de emprego, por exemplo, (Bloch, 2005).
E o mais importante em qualquer relacionamento: seus amigos não servem apenas para te ouvir; portanto, procure estar disponível para atendê-los quando precisarem de você.
Ao ser sincero em seus contatos e deixar claras as suas competências e aspirações, você estará ampliando suas chances de trabalhar com o que lhe dá mais prazer e realização.
Em um mundo interligado por fios, a conexão mais importante continua sendo a humana. O que significa relacionar? Relacionar vem de refazer laços, enlaçar, manter laços com pessoas.

Aqui vão algumas dicas de acordo com Burlamarque (2005):
 Tome tempo para pensar em criar uma rede de relacionamentos;
 Veja o quanto isso pode ser útil profissional e pessoalmente;
 Organize uma forma de filtrar e registrar pessoas de seu interesse e que você seja também interessante para elas;
 Crie oportunidades para encontros coletivos e privados;
 Lembre-se das pessoas e de seus nomes, se for possível;
 Crie um canal de comunicação com algo útil para elas;
 Deixe-as conhecerem o que faz, sem que você torne-se um exibido.

Não se formam laços da noite para o dia. Porém, depois de feitos, devem ser alimentados. Quando temos uma rede de relacionamentos forte e bem alimentada, ela nos alimenta.

De acordo com especialistas, manter uma boa rede de relacionamentos pode ser menos doloroso e trabalhoso do que se imagina. Confira as dicas:
 Tenha foco e saiba qual seu mercado-alvo;
 Estude o mercado em que está inserido;
 Procure se manter visível;
 Una negócios e lazer; freqüente clubes, associações, lista de discussões na Internet;
 Esteja em contato permanente com ex-colegas, ex-chefes e amigos, por meio de e-mail, telefone, almoço, happy hour, café da manhã;
 Carregue sempre seu cartão. Em qualquer situação, mesmo as mais corriqueiras, é possível aumentar a networking.

Para Navarro (2005) ter uma ampla rede de contatos é o segredo para os profissionais de sucesso nos dias de hoje. Aumentar e fidelizar essa rede é ainda mais importante. Na sua carreira, podem ser esses contatos que ajudarão a alcançar suas tão sonhadas metas ou aquele tão almejado emprego!
O currículo, sem dúvida, é importante, porém quando é aberta uma nova oportunidade em alguma organização, surge àquela conhecida frase do empregador: “será que vocês não conhecem alguém para esta vaga?”. Sendo assim, mesmo sem elaborar um currículo, ou pedir ajuda a uma empresa de recolocação, seus próprios amigos podem oferecer melhores chances na sua carreira. Eles podem indicar você para uma suposta vaga de emprego na organização em que trabalham.
Nesse caso, Navarro (2005) diz que pertencer a associações e estreitar alianças com o maior número de pessoas possíveis, por meio de fornecedores, clientes e amigos é um ótimo caminho.
Ainda para Navarro (2005) a garantia do sucesso é ter relacionamento e confiança baseados numa ampla rede de contatos. Embora a Internet tenha facilitado o agrupamento de pessoas, formando redes, é ainda o aperto de mão, o cafezinho com o cliente e o telefone que não pára de tocar, que faz com que nossas agendas fiquem cada vez mais lotadas com novos nomes! Você deve estar atento sempre, e posicionar-se com um espírito empreendedor em diversas situações, mesmo quando conhece uma pessoa nova.

9 idéias criativas que tenho usado para ter uma rede de contatos efetiva e duradoura, segundo Navarro (2005):
1 – Fique atento. Seus colaboradores, colegas de trabalho e clientes são seus melhores artifícios para fazer novos contatos. Um cliente satisfeito comentará com os outros sobre sua empresa ou seus serviços, fazendo com que as pessoas do seu círculo de amizades lhe procurem para fechar algum negócio, ou mesmo aumentar sua rede de contatos.
2 – Participar de organizações empresariais. Essas associações sempre organizam encontros ou passeios, em que se pode conhecer diversos outros profissionais de diversas partes do mundo. Participar da Associação dos Empreendedores da sua cidade, por exemplo, fará com que você conheça e entre em contato com profissionais com o mesmo objetivo que você.
3 – Participar de viagens comerciais. Esta é a forma mais sensata de fazer contatos em localizações diferentes da sua. Pode ser em outro estado ou até em outro país. A partir desses novos contatos, você pode estudar a cultura dessa nova região, verificar as empresas que já existem lá, e inclusive, expandir seu negócio ou seu talento nessa nova localidade.
4 – Participar de olimpíadas empresariais. Para fazer novos contatos há que suar a camisa, literalmente! É cada vez maior o número de empresas que organizam atividades esportivas entre os funcionários ou entre empresas de uma determinada região. Participar dessas atividades também aumenta e muito sua rede de contatos.
5 – Stands e Feiras. É sempre mais cômodo pedir ao Relações Públicas. Mas por que você mesmo não atribui a si essa tarefa também? Nas feiras, você pode ir diretamente ao stand que lhe interessa, apresentar-se e fazer mais contatos. É uma maneira mais prática de estreitar relações com quem realmente lhe interessa.
6 – Congressos e Convenções. Aqui o empreendedor encontra a chave do sucesso para fazer diversos contatos. E isso pode acontecer tanto no âmbito nacional como no internacional, ampliando a possibilidade de expandir fronteiras e estabelecer novos contatos.
7– Fazer cursos. Os cursos são um ponto-de-encontro vital para os profissionais que pretendem aumentar o número de contatos e estabelecer novos relacionamentos. Já existe um número considerável de executivos que se matriculam em cursos ou pós-graduações, não só para adquirir conhecimento em determinadas áreas, como também para ampliar seus currículos acadêmicos, serem vistos e fazer mais contatos.
8– Clubes / Bares / Restaurantes. Fazer novos contatos nem sempre requer muito trabalho. Os momentos de ócio e entretenimento acabam se tornando lugares propícios para engatar novos relacionamentos. Muitos clubes, hotéis, bares e restaurantes viram verdadeiros fóruns de encontros entre empresas, empresários e profissionais, todos com interesses mercadológicos comuns.
9– Volte à Universidade! Você ainda se lembra daquele companheiro de faculdade que passava colas? Pois, nesse exato momento, esta ou uma outra pessoa dos seus tempos de escola pode ocupar um posto de direção em uma grande empresa, estar bastante relacionado e ser a mão que você precisa para conhecer pessoas estratégicas. Sendo assim, se você não mantém contato com esses antigos amigos, procure-os. Existem muitas escolas e universidades que têm associações com antigos alunos. A Internet também pode ajudar neste caso!

Pense em uma grande realização sua. Mas só sua! Aquela que você conquistou, sem a ajuda direta ou indireta de alguém! Difícil? Talvez impossível…
Para Rodrigues (2006) a cada dia que passa dependemos mais e mais das pessoas à nossa volta. O mundo tornou-se tão complexo que é impossível sabermos e fazermos tudo sozinhos. Com isso, cresce a necessidade de nos relacionarmos mais e melhor.
A Internet tem contribuído significativamente para isso. Muito antes dos portais de relacionamentos, popularizaram-se os encontros de negócios entre os “empreendedores digitais” em todo o mundo. Mas será que as pessoas estão realmente construindo redes efetivas de relacionamento? (Rodrigues, 2006)
Para Coelho (2006) quais as ferramentas que podem ser usadas para aumentar a rede de relacionamentos. Existem várias, e é isso que torna a networking ampla. Hoje temos tipos de softwares específicos que auxiliam na manutenção dos dados de seus contatos; o uso do cartão pessoal que é importantíssimo; criar oportunidades de contato, como estar em palestras, cursos, programas culturais e sociais, entre outros. Entretanto, uma das ferramentas que mais tem gerado excelentes resultados é a participação nos sites de relacionamentos, que abrangem não só a área social, mas também a profissional, além de facilitarem a troca de conhecimentos e de ampliarem os contatos. Com a prática de adicionar pessoas à sua rede, você tem a possibilidade de ficar visível com o preenchimento do seu perfil.

Você quer fazer uma rede de relacionamentos sólida e próspera também? Aí vão algumas idéias que acredito que possam ser muito úteis, segundo Rodrigues (2006):
 Tenha em mente o desejo sincero de ajudar. Seu produto ou serviço pode ajudar alguém? Caso não, você tem um sério problema. Se sim, pense como você aborda tentando vender um produto. Agora faça o mesmo tendo em mente o simples desejo de ajudar. Sua abordagem mudou ou não?
 Preocupe-se com a sintonia. O primeiro passo da venda. Não venda o produto, venda-se como pessoa. Seja amigo e confiável. Valorize as pessoas. Qualquer negociação depois disso será natural.
 Qualidade é melhor do que quantidade. As instituições seculares também não aceitam qualquer um. Selecione quem se identifica com os seus valores. Se sobrar tempo, aí sim, assuma o papel de “vendedor” para os demais – vender também não é crime.
 Aproveite ou crie oportunidades para contato. Esteja presente nos eventos, crie eventos, ligue e contate sua rede sempre que possível. Pense se no meio da avalanche de informações que você recebe no seu dia-a-dia, não existe alguma coisa que possa ser útil para algum conhecido e aproveite para levar a novidade para ele.
 Reconheça o valor de cada um na sua rede. Muita atenção aqui: reconhecimento é ter em mente o valor de cada pessoa, e demonstrar com ações o quanto ela é importante – se for tímido, esqueça as palavras, pois muitas vezes um sorriso já diz tudo. Claro que o reconhecimento envolve o agradecimento pelo auxílio, o elogio pelas qualidades, mas agradecimento e elogio nunca foram suficientes. Palavra nenhuma gritará mais alto que seus atos. Em muitas empresas sobram elogios (porque se criou uma cultura de que o elogio é um poderoso motivador) e muito pouco reconhecimento. Por que essas empresas não conseguem manter a motivação das suas equipes? E você? Quer uma rede motivada e produtiva?
 Estimule as pessoas a mostrarem o que elas têm de melhor. Realizei algumas palestras em uma dessas “instituições seculares”, e eles diziam: “Cada um de nós é um líder”. Pois seja um líder você também: ajude a sua rede a crescer, ajude cada um a mostrar as suas qualidades, a desenvolver habilidades e a vender o próprio produto. Mais uma vez, seja prestativo!
 Depois de tudo isso, esteja certo de que terá credibilidade e respeito. E, caso precise da ajuda de alguém, lembre-se da sétima dica:
 Fale! Quantas pessoas precisam de clientes, informações, produtos ou favores, que possuem milhares de conhecidos e não falam? Esteja certo de que boa parte daqueles que você ajudou se mobilizará para ajudá-lo também, mas, quando precisar, não espere por adivinhos. Se a ficha não cai, nós temos de empurrá-la! E lembre-se: TODOS podem ajudá-lo de alguma forma.

Você também acredita NO VALOR DAS PESSOAS? Quer chegar à terceira idade e TER ORGULHO de olhar para trás e ver o rastro de sorrisos e sucessos que plantou? Gostaria de viver em uma sociedade mais feliz, mais justa e mais digna? Então, não se contente em conhecer alguém ou vender alguma coisa. Faça relacionamentos!

2.1. Os Sete Erros No Networking

Confira se você comete algum destes equívocos e saiba o que fazer para corrigi-los.

Possuir uma rede contatos profissionais é, nos dias de hoje, é imprescindível tanto para quem está em busca de emprego quanto para aqueles que desejam alavancar a carreira. O networking, mais do que troca-troca de cartões é a chance que muitos têm de se fazer notar e aproximar-se de profissionais interessantes (Janini, 2006).
Muitas pessoas, porém, estão despreparadas para a ocasião e cometem erros que comprometem o crescimento de seu círculo profissional. O especialista em marketing pessoal Silvio Celestino mostra quais são as principais falhas cometidas pelos networkers e o que fazer para se tornar um especialista em contatos profissionais.

1. Falta de propósito na hora da abordagem: Quando o intuito da conversa não está totalmente claro, você corre o risco de iniciar uma “conversa de elevador”, com frases soltas e sem sentido. Palavras jogadas e sem objetivo definido não o levarão a lugar algum.
2. Não saber falar: Problemas de dicção, sotaque muito proeminente, erros de português, voz muito baixa ou alta. Estes são alguns dos erros que comprometem uma conversação produtiva para quem busca estabelecer contatos.
3. Não se preparar: Você está no lugar certo, na hora certa e já abordou a pessoa certa. Porém, na hora de contar o que faz, descreve de forma mecanizada suas atribuições, sem citar qualquer diferencial.
4. Egocentrismo: O egocêntrico tem dificuldade em focar no ouvinte e não pára de falar de si próprio. Quando não existe um diálogo equilibrado, dificilmente há chance de sucesso.
5. “Sou filho de…”: Querer impressionar o outro pelo fato de ser parente de alguém conhecido ou importante, além de ser deselegante, não é um bom pretexto uma para conversação.
6. Mentir: Dizer que “fulano de tal” o indicou para falar com a pessoa em questão pode até funcionar na hora. Mas correr o risco de ser pego e perder não um, mas dois contatos, definitivamente não vale a pena.
7. Inadequação de imagem: Estar com a roupa destoando do ambiente pode ser embaraçoso. Assim como estar excessivamente formal num casual day, parecer extravagante e chamativo demais não é a melhor opção. As mulheres, em especial, devem redobrar o cuidado para não passarem uma imagem muito sensual – afinal, você está lá em nome do trabalho.

2.2. Os Sucessos No Networking
Para Araújo (2004) uma das principais ferramentas para que você conquiste o sucesso em sua carreira profissional é sem sombra de dúvida sua network. A quantidade e a qualidade de oportunidades que você encontrará ao longo de sua trajetória no trabalho e na vida vão depender muito da dimensão da sua rede de amigos.
Segundo Araújo (2004) uma rede de amigos e conhecidos que o apóie em suas iniciativas, que esteja ao seu lado nos momentos de glória e que possa abrir portas para você só será construída e solidificada se você usar seu comportamento para encantar e cativar as pessoas.
Pequenas gentilezas, muitas vezes esquecidas pelo tempo cada vez mais curto e pelas demandas cada vez mais urgentes, serão notadas e guardadas na memória daqueles que as receberem de você.
Pode parecer de início uma tarefa simples, mas construir uma rede de contatos é uma atividade que deve ser aprendida, ela exigirá de você atenção, tempo e dedicação. Como tudo importante na vida, deve ser precedida de cuidadoso planejamento e realizada com foco e objetividade (Araújo, 2004).
Estabelecer relacionamentos exige de você presença freqüente em eventos sociais e profissionais, diz Araújo (2004). Nesse quesito vale a máxima: “Quem não é visto, não é lembrado!”. Procure comparecer aos eventos para os quais tenha sido convidado. Agindo assim, você estará prestigiando a pessoa que o convidou e certamente gerará oportunidades de novos convites. A onda vai se ampliando naturalmente.
Cartões de visita são imprescindíveis e nunca poderão ser esquecidos. Sempre que tiver oportunidade entregue-o ao interlocutor. É importante observar que existem os cartões de uso social e os de uso profissional. Quando receber um cartão preste bastante atenção no nome da pessoa que o entregou e passe a tratá-la pelo nome. Isso ajudará na memorização e demonstrará que você tem por ela apreço e que é uma pessoa bem-educada. Procure anotar no verso dos cartões recebidos a data e a circunstância do contato para você se lembrar futuramente.
Habitue-se a pedir opiniões às pessoas. Isso faz com que elas se sintam valorizadas. Aprenda a ouvir e não interrompa.

Você já sabe quais são os erros, agora siga as dicas para obter excelência no networking, segundo Janini (2006):
 Defina seu propósito para abordar uma pessoa e mostre-se interessante para ela. Apresente-se com frases atraentes, fuja do óbvio ao descrever sua profissão – isso irá deixar o outro curioso e com vontade de interagir mais com você. Por exemplo, se você é um jornalista, em vez de se apresentar apenas como jornalista, pode dizer: “sou um propagador da verdade”;
 Saber expressar-se bem é fundamental;
 Quanto mais cursos de expressão verbal você fizer para aprimorar seu discurso, melhor. Se estiver sem dinheiro para investir, a dica é usar um gravador para detectar possíveis erros em sua fala. Se descobrir que fala muito rápido, a recomendação é que repita mais de uma vez a idéia principal que deseja transmitir. Já se você fala muito devagar, seja conciso e objetivo para dizer o que quer. “O ideal é que a pessoa saiba falar tanto rápido como devagar, para adaptar-se à ocasião”;
 Dúvidas em relação ao vestuário ideal e até mesmo sobre seu sotaque? Inspire-se nos apresentadores de telejornais, que usam roupas clássicas e sotaque neutro. Verifique antes, também, o local onde será realizado o evento e qual o tipo de público que irá comparecer;
 Autoconhecimento é fundamental para saber quais são suas principais virtudes e defeitos. Se você é do tipo que adora falar de si próprio, procure fazer mais perguntas à outra pessoa e mostre-se interessado no que ela diz. “Você deve gerar um benefício ao outro”.

3. Como Montar Sua Rede De Contatos
Para Ricci (2003) a network, também conhecida como rede de contatos, é hoje uma das formas mais eficientes de relacionamento profissional. Ela é usada para conhecer pessoas, firmar relações e facilitar a colocação no mercado de trabalho. Segundo recentes pesquisas americanas, essa rede de relacionamento realmente dá resultado. Cerca de 70% das oportunidades de emprego são preenchidas graças às indicações que surgem a partir de conhecidos que compõem essa mesma rede.
Segundo Araújo (2004) manter uma rede de amigos também exige trabalho diário. A maior dificuldade diz respeito à sua organização e controle do tempo. O maior desafio em manter a sua network não é simplesmente estabelecer novos contatos com as pessoas, mas sim manter os contatos vivos ao longo do tempo.
De nada adianta você conhecer um mega-executivo numa palestra ou num restaurante se não conseguir dar desdobramentos ao contato. Infelizmente a oportunidade será desperdiçada. Procure conservar seus contatos periodicamente informados sobre seu trabalho e iniciativas. Envie e-mails de tempos em tempos para que eles saibam o que você está fazendo no momento. Discipline-se para fazer pelo menos um contato telefônico por dia, para um amigo ou conhecido, somente para manter em dia a conversa.
Nunca despreze informações importantes: datas de aniversário, aniversário de esposas e filhos, hobbies, prêmios recebidos, artista preferido, estilo de música etc. Essas informações, bem usadas, revelam que você dá valor às pessoas e que nunca se esquece daquilo que elas valorizam (Araújo, 2004).
Essas informações devem estar sempre bem-administradas por meio de um banco de dados e permanentemente atualizadas. Tenha também uma agenda de compromissos eficiente. Nunca deixe ninguém esperando por você. Exercite sempre a pontualidade.
Dê toda a atenção à resposta aos telefonemas e e-mails recebidos. Não é fácil! Procure manter sua caixa de mensagens o mais limpa possível. Estando muito atarefado, marque com o sinal para acompanhamento e não deixe de responder tão logo possa.
Nunca se esqueça, também, de que por mais que você esteja precisando de um emprego, nunca peça explicitamente. A maneira mais correta de proceder é pedir indicações de nomes para um direcionamento profissional (Araújo, 2004).
Por meio das pessoas que fazem parte da sua agenda, é possível ter acesso a vagas não divulgadas na mídia e também chegar até as pessoas que realmente decidem sobre a contratação – diretores, gerentes ou responsáveis pelo futuro contratado.
Ainda para Ricci (2003) a network, apesar das dificuldades que o mercado enfrenta, tem se revelado como um eficiente instrumento de integração entre pessoas das mais variadas áreas, o que possibilita também novas amizades, criação de novos negócios e novas parcerias. Através da rede, você se apresenta para o mundo e expõe suas habilidades.

E então, percebeu a importância de administrar seus contatos? Então fique atento às dicas de José Augusto Minarelli, e autor do livro “Networking – como utilizar a rede de relacionamentos na sua vida e na sua carreira”:
 Livre-se dos rótulos. Antes de iniciar a rede de contatos, lembre-se de que independente do cargo que a pessoa ocupa, ela pode ter seu próprio grupo de relacionamento e saber de “alguém que conhece alguém” que pode lhe ajudar de alguma forma;
 Encare a rede como um negócio. A inclusão ou exclusão de contatos, a atenção dada a eles e o tipo de relacionamento com cada pessoa devem ser planejados e medidos de acordo com os seus interesses. Isso quer dizer que, apesar da confiança e da honestidade com as quais você deve se relacionar, o instrumento deve ser útil e servir aos seus propósitos. Portanto, seja seletivo e profissional. De nada adianta uma agenda lotada de nomes que não poderão lhe ajudar ou que sequer lembram quem você é;
 Invista em seu capital social. Tão importante quanto seu capital financeiro, é o social, composto por pessoas de vários graus de relacionamento. Para aumentá-lo, procure sair, freqüentar cursos, eventos e coquetéis profissionais. Quanto mais você aparecer para o mundo, mais será visto e mais oportunidades terá de alimentar sua rede;
 Reúna seus contatos. Isso não se refere somente a cartões de visita. Pegue também suas agendas, seus convites de formatura, cadernos de endereços, guardanapos de papel, capas de cheque, pedaços de papel soltos, enfim, tudo o que possa conter anotações de nomes e dados de pessoas;
 Tenha foco. Defina o que você quer da rede e atue em função disso. É emprego? Contrato de trabalho? Abrir um negócio? Sendo claro, você ajuda seus colegas a ajudarem você. Para definir seus objetivos, pergunte-se: De que preciso? Quais são os meios para chegar lá? Quem pode me ajudar nisso? Onde pode estar aquilo que procuro?;
 Registre seus contatos. Utilize o computador ou a ferramenta que preferir para registrar seus contatos da maneira que achar mais conveniente. Você pode separar seus contatos por Estado, cidade, ordem alfabética, enfim, não há regras específicas para isso. Apenas preocupe-se em fazer uma divisão que agilize suas buscas;
 Converse. Adquira o costume de se aproximar de pessoas estranhas. É dessa forma que você realmente poderá saber quem ela é e de que forma ela pode contribuir para a sua vida profissional e pessoal. Essa é uma dificuldade comum, mas que precisa ser superada, caso você realmente queira expandir sua rede de contatos;
 Troque cartões no final da conversa. Com essa atitude, você evita trocar cartões em vão ou oferecê-lo para alguém que pode ser inconveniente e dispensável para a sua rede;
 Anote dados sobre a pessoa. Aproveite o verso do cartão de visitas para anotar o local do encontro, o tipo de conversa e algumas características da pessoa. É uma forma de você não precisar recorrer à memória para lembrar de onde veio determinado cartão. Além disso, é possível retomar a conversa sem perguntar coisas sobre as quais vocês já conversaram e saber um pouco sobre seus gostos e preferências;
 Classifique as pessoas. Infelizmente, não dá para ter o mesmo tipo de vínculo com todas as pessoas. Até porque , naturalmente temos em nossa vida a presença daquelas que são mais ligadas a nós (família, amigos próximos) e outras com as quais a relação estabelecida é menos intensa (colegas, parceiros de trabalho). Todos fazem parte de seu capital social, mas se você classificá-los de acordo com seu interesse profissional – quem pode ser mais ou menos interessante – conseguirá distribuir o tempo dedicado a elas de maneira mais produtiva. Atenção: isso não tem a ver com sentimentos ou aproveitar-se das pessoas, apenas com administração dos contatos;
 Classifique os contatos. Outra maneira de classificar seus contatos é dividindo-os em quatro partes: contratantes – pessoas que possuem poder de decisão sobre sua contratação; informantes – pessoas que sabem onde você pode encontrar boas oportunidades de emprego; intermediários – pessoas de sua rede que servem de ponte entre o você e o contratante; e influenciadores – pessoas que exercem alguma influência sobre sua recolocação no mercado;
 Mantenha contato. É essencial cultivar sempre os seus relacionamentos, mesmo quando não estiver precisando deles, para que você possa ter crédito. A base da network é a troca – de informações, de favores, de lembranças, de confiança. Ligue para dar os parabéns pelo aniversário, pelo nascimento de um filho, por uma conquista profissional, pelo dia da profissão, enfim, nunca deixe para se lembrar de alguém somente quando necessitar de ajuda;
 Utilize a Internet. A rede mundial é uma extensão e um apoio para a sua rede particular. Além de pesquisas sobre empresas, pessoas e serviços, você pode trocar e-mails e participar de listas de discussão, que hoje são um grande ponto de encontro entre profissionais que possuem os mesmos interesses. Nelas, você poderá debater assuntos ligados à sua profissão, saber de novidades, conhecer pessoas de seu interesse, arrumar emprego, etc…

Pronto. Agora que você já sabe como funciona e como administrar sua network, monte a sua e vá em busca de seus objetivos. E lembre-se sempre: a sua se expande na medida em que você se propõe a conhecer pessoas que podem, um dia, participar do seu convívio social. Por isso, tenha como regras à pró-atividade, a sociabilidade e a reciprocidade. Com isso, tudo vai dar certo!

4. Como Manter Sua Rede De Relacionamentos

Não deixe o networking de lado, ele pode ser sua salvação.

No entanto, poucos executivos sabem manejar eficientemente o seu networking. Muitas vezes, em face às exigências da função e do ambiente sob pressão em que se encontram, eles não dispensam a energia e o tempo necessários para construir e manter uma rede de contatos profissionais.
Portanto, já que é uma obrigação inevitável, resta aos profissionais saber algumas noções de como promover um networking eficiente. O primeiro passo é distinguir o contato amigo do profissional, ou seja, aquele que, na maioria das vezes, não conhecemos e fomos apresentados por outro profissional anteriormente (por isso o termo rede).
Com metas de trabalho cada vez mais difíceis de cumprir e sobrecarga, o grande desafio do profissional é equilibrar as atividades para conseguir dar atenção à família, cuidar do corpo e da carreira. Nessas condições, a maioria dos profissionais tende a negligenciar a prática do networking pela falta de tempo ou simplesmente adiar contatos por não ser prioridade (Cymbaum, 2005).
Nos enganamos quando acreditamos que fazer tudo o que é possível, dando o máximo de dedicação ao trabalho, levará ao reconhecimento e que isso é o bastante. Quantos profissionais conhecemos que receberam bônus integral por seu desempenho, foram enviados para um treinamento caríssimo no exterior ou foram promovidos e, logo em seguida, perderam o emprego? Desnecessário dizer que hoje ninguém pode se considerar seguro em seu trabalho.
Independentemente de quão bom seja o desempenho ou o relacionamento com chefes, colegas e subordinados, uma súbita decisão de fusão, aquisição, venda, cisão ou terceirização, que pode inclusive partir da matriz da empresa no exterior, pode afetar a vida de qualquer um (Cymbaum, 2005).
É claro que dedicação ao trabalho e a busca por bons resultados é importante. Mas é ilusório acreditar que é suficiente. Num mercado volátil, devemos nos disciplinar para cuidar de nosso futuro, de nossa carreira. E parte deste processo passa por priorizar a rede de relacionamentos. Não como mais um trabalho, mas sim como uma nova postura para toda a vida.
Segundo Cymbaum (2005) está muito disseminada uma idéia superficial do que é networking. Parece ser apenas uma questão de procurar ir a eventos, como conferências ou happy hours, e distribuir cartões de visita a recém-conhecidos. Não é só isso! Em primeiro lugar é preciso ter um objetivo. Definir concretamente quais empresas se gostaria de trabalhar e, a partir daí, enxergar com maior clareza qual é mercado de trabalho prioritário. É com esse mercado que precisamos manter contato.
Estabelecer metas semanais de telefonemas e e-mails para manter o relacionamento com colegas com os quais não se tem à oportunidade de conversar no dia-a-dia torna-se um hábito a ser cultivado. Com apenas quatro contatos por semana, em seis meses é possível manter ativa uma rede de mais de cem contatos. Um encontro pessoal por semana, como um almoço de negócios, não compromete o tempo para o lazer e serve para manter estreitos os laços mais importantes. Participar de uma simples lista de discussão pela Internet é um bom exemplo. Vale lembrar que esse é o mercado que precisa lembrar desse profissional e acompanhar sua carreira.
Mesmo não sacrificando o estilo de vida, é inegável que o sucesso de muitos profissionais está na sinergia entre atividades de lazer ou esporte e sua rede. Freqüentar clubes, associações ou organizações com finalidade social pode ajudar muito, principalmente para quem precisa ampliar seu network numa nova cidade ou num novo mercado (Cymbaum, 2005).
Para Cymbaum (2005) contar aos amigos e conhecidos o que está fazendo, tomando todo cuidado para não se tornar um chato, é outra possibilidade de divulgação de trabalho. Publicar artigos ou ser mencionado em revistas do seu segmento de atuação, apresentar palestras e participar de debates nas associações de classe ou em grupos profissionais informais são artifícios igualmente eficientes para adquirir visibilidade.
Para Coelho (2006) manter uma boa rede de relacionamentos sempre foi muito importante, o que difere hoje é a dinâmica. Com um mercado altamente competitivo, precisamos destacar nossas competências e por meio das redes de relacionamentos é que nos mostramos ao mercado àquilo que conhecemos onde e como podemos atuar. Formar uma rede permite que as informações sejam trocadas de forma mais ampla, mostra onde estão as melhores oportunidades e onde se deve atuar socialmente. Precisamos estar atrelados aos nossos pares, aos pares de nossos pares e assim sucessivamente. Com isso, difundiremos idéias, multiplicaremos projetos ligados a várias vertentes como a educação, a cultura, as oportunidades no mercado de trabalho, mas acima de tudo provocaremos ações concretas. Por este motivo posso afirmar que as relações interpessoais, que se traduzem em networking, se tornaram um desses diferenciais para os aspectos profissionais.
Para Cymbaum (2005) um dos maiores deslizes que o profissional comete em relação à carreira é deixar de cuidar de sua rede de relacionamentos. Como uma das principais variáveis do gerenciamento de carreira, ela deve ser encarada como um autêntico capital social. São ativos que influem decisivamente na visibilidade e credibilidade e podem determinar as chances de sucesso na busca de uma nova colocação.
Segundo Coelho (2006) há duas formas primordiais e que interagem entre si e que visam manter a networking “atualizado”, e que são: a visibilidade e a interatividade. Visibilidade porque é preciso mostrar-se, aparecer, e interatividade porque é necessária a realização da troca. Para manter atualizada a sua rede é preciso que você procure conhecer as pessoas que fazem parte da sua rede, saber das suas preferências, fazer uma ligação quando tiver uma informação interessante, surpreender com a lembrança das datas importantes, dentre outras coisas possíveis desde que realizadas sem interesse unilateral. Manter sua networking viva é você saber o que está acontecendo com os seus pares e eles saberem o que acontece com você e isso requer dedicação, deixar uma parte do tempo disponível para isso. Porque networking é lembrar e ser lembrado.
Ainda para Coelho (2006) vemos o retorno que a networking traz aos profissionais, são vários, além de você poder contar com o enriquecimento pessoal, baseado nas trocas, poderá fazer negócios, encontrar parceiros, conseguir divulgação, além de novas oportunidades. Já existem estudos que comprovam que uma boa parte das melhores vagas no mercado profissional é preenchida através da networking. Mas volto a dizer, não faça nada esperando o retorno, e muito menos que seja imediato. Para ter uma boa rede de contatos você precisa girar a “roda do relacionamento”, contribua para que seus contatos tenham bons contatos, porque certamente serão seus no futuro, e será dessa forma que você conquistará o retorno.
Por fim, para Cymbaum (2005) é preciso procurar estar antenado a tudo o que acontece de novo no mercado já garante ao profissional bons ganchos para desenvolver seu networking. Na medida em que se aplica a inteligência de marketing ao gerenciamento da carreira, é possível identificar antecipadamente oportunidades ocultas ou potenciais, geradas por novas tendências, pelos investimentos das empresas e pela movimentação dos executivos. Não podemos esquecer que networking é sempre uma via de mão dupla: sempre vai haver pessoas do mercado querendo conversar com quem está bem informado.
Para Coelho (2006) os profissionais que não investem na networking, irão se tornar, no mínimo, menos competitivos e terão menos chances de recolocação no futuro. Como sabemos, hoje, no mundo globalizado e socializado em que vivemos, as próprias corporações já se interessam mais por profissionais que trabalhem e administrem bem suas redes de relacionamentos. Os mais preocupados com a sua networking tendem a serem também mais preocupados com ações sociais, que fazem grande diferença na atualidade. Então, se você ainda não constituiu a sua, nunca é tarde para fazê-lo, mas comece já. Se permita conhecer pessoas e junto com elas crescer.

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