ÍNDICE

Introdução
A História da Terapia Ocupacional
Terapia Ocupacional no Brasil
Terapia Ocupacional Social
Profissão: Terapia Ocupacional
Terapia Ocupacional: Desafio da Inclusão Escolar
Conclusão
Referências

“O ser humano doente oferece ao profissional de saúde um desafio quase intransponível em muitas situações: diagnosticar a razão da enfermidade e tratá-la eficazmente. Não fora suficiente, traz também, associadas ao desejo de se curar, manifestas ou latentes dificuldades de investir efetivamente na sua cura. A alguns faltam recursos financeiros. A outros apoio familiar. A outros, ainda, disposição interna para se cuidarem”.

(CAMPOS, Eugenio Paes. O profissional de saúde: um cuidador, in: Quem cuida do cuidador – Uma proposta para os profissionais da saúde. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005, p. 33).

INTRODUÇÃO

A consideração de Campos, Eugenio Paes, no livro Quem cuida do cuidador, destaca o desafio que o profissional da saúde enfrenta ao deparar-se com o indivíduo e sua enfermidade. Este profissional vê-se na obrigação de diagnosticar a moléstia que acomete seu paciente e proporciona-lo possibilidades de cura.

A saúde do indivíduo não diz respeito somente a pessoa acometida, mas diz respeito inclusive à sociedade. Desta forma, os agravos e sofrimentos ou o bem-estar geral da população possuem influência direta na condição de saúde ou doença da sociedade, além de razões internas (psíquicas), que por muitas vezes impedem o “doente” de aceitar sua cura.

Nesse sentido, o estudo aqui se propõe a traçar a trajetória da Terapia Ocupacional desde a sua fundação, o reconhecimento da profissão, o surgimento da terminologia Terapia Ocupacional Social e seus possíveis equipamentos de atuação, uma vez que, o profissional terapeuta ocupacional antes de preocupar-se com a moléstia, preocupa-se com o ser humano, com o que é importante para ele, seu cotidiano e a cultura na qual ele está inserido.

Para a realização do presente trabalho, selecionamos livros, artigos, revistas e sites relacionados ao tema, mas vale enfatizar a dificuldade em aquisição de material referente ao surgimento da Terapia Ocupacional Social, terminologia essa aparente na década de 70 e, seus primeiros relatos datados a partir dos anos oitenta.

Com isso pretende-se além de difundir a profissão, proporcionar ao leitor uma ampla visão e caracterização dos equipamentos que podem ser utilizados pelo por este profissional.

Enfatizando a questão da atuação do terapeuta ocupacional no ambiente escolar e como é trabalhada a inclusão de alunos portadores de necessidades especiais, as possíveis abordagens, buscando o relacionamento da práxis pedagógica, com o conhecimento teórico-científico.

A HISTORIA DA TERAPIA OCUPACIONAL

“Acreditava-se que os trabalhos, exercícios, artes e artesanatos poderiam ‘curar’ aqueles que estivessem ‘possuídos pelo demônio’, e a todos os doentes eram oferecidas ocupações, com o propósito de manter o ambiente tranqüilo e favorecer o contato com os ‘deuses’”. (CARLO, 2001).

FUNDAÇÃO

Desde seu princípio a Terapia Ocupacional caracterizou-se como sendo uma profissão da área da saúde, foi fundada em 15 de março de 1917, na cidade de Clifton Springs (New York), com a primeira escola profissional. Seus fundadores foram George Barton (arquiteto); Susan Cox Johnson (primeira instrutora de Artes e Ofícios); William Rush Dunton (psiquiatra) e Eleanor Clarke Slagle, cada qual com sua visão que representava uma gama de idéias e movimentos, que incluíam desde o tratamento moral, o movimento das artes e ofícios, a ideologia da medicina científica, além da reforma social.

A sua organização como categoria profissional e como profissão da área da saúde está ligada ao período da Primeira Guerra Mundial, a qual segundo Carlo (2001) provocou um aumento dos neuróticos e incapacitados de guerra.

VISÃO DOS FUNDADORES

O Tratamento Moral, foi considerado a essência da atividade terapêutica, originou-se na Europa no século XIX, seu tratamento baseava-se “numa visão otimista de que uma conduta humana que usava a rotina diária e a ocupação levaria a recuperação” (SCHWARTZ, in Crepeau, 2005). A Escola de Tratamento Moral, baseava-se na filosofia humanista, sendo a precursora da Terapia Ocupacional.

Segundo Carlo (2001) para a Escola de Tratamento Moral, o problema central é o ambiente físico e social e a situação de vida do paciente.

“A metodologia: programa com ênfase nas atividades de vida diária (AVDs) consideradas normais, em ambientes alegres e de apoio, que proporcionassem uma vida saudável ao doente; preconizava o uso de ‘remédios’ morais (…)”. (CARLO, 2001).

Fundado na Inglaterra, o Movimento de Artes e Ofícios, fundamentou-se em idéias antimodernistas. Conforme descreve Schwartz, in Crepeau (2005) o movimento de artes e ofícios sugeria o potencial das habilidades para seus processos curativos e para o estudo dos resultados, valorizando os trabalhos manuais.

Na teoria do controle científico, os reformadores progressistas defendiam o tratamento médico científico e eficiente, onde seria necessária a pesquisa para que houvesse o complemento do conhecimento empírico sobre as ocupações, promovendo uma visão mecânica da sociedade.

A terapia ocupacional proporcionou uma nova vocação para as mulheres trabalhadoras que tentavam entrar no mercado de trabalho. Na época das Guerras, as mulheres eram escolhidas para exercer a profissão, pois se acreditava que sua benevolência ajudava na reabilitação dos doentes de guerra, fato esse comprovado com a melhora dos mesmos na presença de suas cuidadoras.

Podemos dizer que, as duas grandes Guerras Mundiais contribuíram para o reconhecimento da profissão da terapia ocupacional, o que acarretou o alinhamento entre a medicina e a terapia ocupacional, sendo considerada uma das grandes idéias da medicina do século XX.

No período pós-guerras, apesar da crise econômica vivenciada pelos Estados Unidos, e com a necessidade emergente de profissionais terapeutas ocupacionais houve um aumento desordenado do número de escolas e uma expansão da Terapia Ocupacional, principalmente na área de tratamento das incapacidades físicas.

“A Terapia Ocupacional passou a privilegiar o cuidado diretamente dos problemas motores da incapacidade física e da patologia intrapsíquica da doença mental, adaptando-se ao novo modelo médico para, dessa forma, adquirir maior reconhecimento profissional e social”.(CARLO, 2001).

Após 50 anos de sua existência, os terapeutas foram convocados a se especializarem para que houvesse o fortalecimento de suas técnicas de tratamento. Foram estabelecidos programas especiais de acordo com as categorias da doença. As drogas passaram a ser utilizadas na assistência de pacientes psiquiátricos, porém passou a ser reconhecida a importância da comunidade e, juntamente com outros grupos profissionais a terapia ocupacional associou-se ao movimento da reabilitação.

Foi neste período que se constituíram os primeiros cursos de terapia ocupacional no Brasil.

TERAPIA OCUPACIONAL NO BRASIL

“A Terapêutica Ocupacional era definida como o ‘emprego científico de qualquer tipo de ocupação ou trabalho, na reabilitação do incapacitado’”. (CARLO, 2001)

A partir da segunda metade do século XIX, foram criadas as primeiras instituições brasileiras que atendiam pessoas com incapacidades físicas, sensoriais ou mentais. Os pioneiros foram os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais com a fundação de hospitais e de escolas especializadas.

Em sua história na utilização das ocupações como forma de tratamento, uma importante referência é a vinda da família real portuguesa (século XIX), impulsionando a reestruturação psiquiátrica, principalmente após a Independência.

No início do século XX surgiram novos trabalhos baseados na ocupação, onde a forma de tratamento era pela ocupação dos pacientes internados em atividades rurais ou oficinas, como as de ferraria, mecânica, elétrica, marcenaria, entre outras, propostas pelos médicos e acompanhadas pela equipe de enfermagem.

Os programas para incapacitados físicos surgem no Brasil apenas na década de 1940, decorrente do Movimento Internacional de Reabilitação, havendo uma maior preocupação com pacientes crônicos, deficiências congênitas, acidentados no trabalho, de trânsito, domésticos ou por doenças ocupacionais.

Por influência norte-americana houve a implantação dos cursos de formação de Terapia Ocupacional, em meados dos anos cinqüenta, sendo em sua maioria incorporada ao mercado de trabalho na reabilitação em saúde mental.

Em 1956 a ONU implantou o Instituto Nacional de Reabilitação que, em 1958, passou a se chamar apenas Instituto de Reabilitação (IR) e tinha duas finalidades: assistencial que consistia no atendimento aos deficientes mediante programas de reabilitação, e o ensino, promovendo cursos regulares para a formação de profissionais em diferentes campos da reabilitação.

De acordo com as características específicas e cultura de cada país, originaram diferentes maneiras relacionadas a constituição da profissão da terapia ocupacional, desde seu pressupostos teóricos-metodológicos e do seu campo de atuação, conforme afirma De Carlo (2001) a década de 70 pode ser considerada um período emblemático da história da terapia ocupacional.

TERAPIA OCUPACIONAL SOCIAL

“A escassez de publicações e as dificuldades na manutenção de acervo bibliográfico específico da terapia ocupacional no Brasil, anteriormente aos anos oitenta, torna difícil qualquer precisão acerca do surgimento de conceitos, termos ou idéias (…)” (GALHEIGO, 2006).

ORIGEM

Segundo Galhiego (2003), com surgimento do termo Terapia Ocupacional Social ou de um campo social da terapia ocupacional nos anos 70, terapeutas ocupacionais se defrontaram com um novo espaço no mercado de trabalho, que compreendia nas Fundações Estaduais do Bem-Estar do Menor (Febem), nos presídios, nos asilos para idosos e nos programas comunitários para crianças e adolescentes, enfocando crianças e adolescentes provenientes de famílias de baixa renda.

Seu ingresso nesse campo se deu durante o regime militar e sua incorporação se dá dentro das instituições totais, sob o referencial das políticas criadas nesse período, onde são estabelecidos os mecanismos de inclusão e exclusão às políticas que vieram a marcar o sistema.

A função do terapeuta ocupacional era

“… a de promover a adaptação, a reinserção social da pessoa marginalizada, como se dessa sociedade ela tivesse intencionalmente se ausentando ou descumprido determinado contrato social”. (GALHEIGO, 2003)

Caberia ao terapeuta ocupacional a conscientização das pessoas e dos grupos de sua condição e, adapta-los ao meio em que vivem, considerando sua origem, suas condições sócio-econômicas, buscando “aprofundar os princípios que fizeram a Terapia Ocupacional caminharem do treinamento das atividades de vida diária para a ressignificação do cotidiano” (GALHEIGO, 2003).

O profissional buscava aplicar os conceitos básicos da terapia ocupacional e os recursos terapêuticos que dominava à nova demanda que recebia aos seus serviços. Havia uma grande necessidade de aceitação e integração na equipe multiprofissional já existente, o que fazia com que terapeutas ocupacionais programassem sua ação a partir de conceitos já existentes, sem discussão do modelo existente.

Conforme explica Galheigo (2006) a intervenção da terapia ocupacional social oscilava entre usar os recursos utilizados em psiquiatria, em problemas neuro-psico-motores, ou em distúrbios de aprendizagem.

A Terapia Ocupacional Social no Brasil ramificou-se de duas perspectivas teóricas, onde acreditava-se que o adoecimento era um fenômeno social, que implica o sujeito e grupo no qual ele está inserido. Com isso, começa a definir saúde e doença a partir de condições sócio-políticas, considerando a cultura e as contradições dos momentos históricos que os geram, como também, as suas relações de poder.

“A discussão sobre a intervenção dos terapeutas ocupacionais no campo social também se nutriu do debate acerca do papel técnico da sociedade. (…) A terapia ocupacional social produziu, igualmente, reflexões sobre a responsabilidade dos técnicos na formação e transformação de valores culturais e de classe, em contraposição à perspectiva que atribui ao profissional um papel exclusivamente técnico sem qualquer compromisso político ou social” (GALHEIGO, 2006).

Inicialmente, pensava a terapia ocupacional social a partir de seus objetivos e respectivos modelos e, mais tarde, passou a ser discutida as correntes metodológicas sócio-educativas da terapia ocupacional em geral.

As correntes metodológicas partiam de três vertentes, onde eram definidos os objetivos gerais para o trabalho no campo social, sendo esses objetivos relacionados a posturas frente ao sujeito, instituição e programa de atendimento.

Considerava-se:

– A capacitação do indivíduo: trabalha a integração do indivíduo, se dá a partir do momento em que ele possui habilidades mais próximas da camada dominante;

– O desenvolvimento do indivíduo: onde acreditava-se que o indivíduo seria capaz de fazer seu próprio caminho, optando pelo processo e pela vivência;

– A conscientização do indivíduo: direcionava o indivíduo para a realização de seus desejos e/ou objetivos a partir do reconhecimento e aceitação da realidade. Trabalhando com ele as exigências impostas pela sociedade e sua relação social.

Para que houvesse a efetivação desses princípios, foram criadas diferentes classificações baseadas em análises comportamentais, sob as denominações de diagnósticos clínicos (segundo a patologia) ou psicopedagógicos (segundo níveis de desenvolvimento cognitivo-emocional).

Essas classificações criaram uma hierarquia que levaram a divisão das populações atendidas nos diferentes espaços e programas educacionais.

CORRENTES METODOLÓGICAS

“A definição de normalidade ou debilidade do sujeito vem sendo feita de forma essencialmente psicométrica, a partir da avaliação do nível de acertos alcançados na realização de certas tarefas (…).” (CARLO, 2001).

Como conhecimento fundamental para aqueles que trabalham em programa sócio-educacionais, apontaremos quatro abordagens da psicologia sobre as relações entre desenvolvimento humano e aprendizagem.

Abordagem Inatista-Maturacionista

Essa abordagem parte do princípio de que fatores hereditários são mais importantes para o desenvolvimento da criança e para o desenvolvimento de suas capacidades.

De acordo com a definição de Fontana (1997) hereditariedade pode ser entendida como um conjunto de qualidades ou características que já estão fixadas na criança, já ao nascimento.

Considerado como o primeiro teórico da maturação, o norte-americano Arnold Gesell (1880-1961) dedicou-se a criação de uma “ciência do desenvolvimento humano”, defendendo a prioridade dos fatores de maturação sobre os fatores de aprendizagem, ou de experiência, na evolução do comportamento da criança.

Segundo Fontana (1997) maturação refere-se a um padrão de mudanças comum a todos os membros de determinada espécie, que se verifica durante a vida de todo indivíduo (…) do mesmo modo que a cor dos olhos.

Ainda na concepção de Gesell o desenvolvimento do comportamento e das habilidades da criança é governado por um processo de maturação biológica, independentemente da aprendizagem e da experiência, para ele o que a criança aprende no decorrer da vida não interfere no processo de desenvolvimento.

De acordo com essa perspectiva inatista-maturacionista, a aprendizagem é que depende do desenvolvimento. O que a criança é capaz ou não de aprender é determinado pelo nível de maturação de suas habilidades e do seu pensamento ou ainda pelo seu nível de inteligência.

Abordagem Empirista-Associacionista

Também conhecida como Abordagem Comportamentalista, parte do princípio de que as ações e habilidades dos indivíduos são determinadas por suas relações com o meio em que se encontram. Nessa concepção a aprendizagem é o tema central.

Segundo Fontana (1997) o comportamentalismo confunde-se com uma teoria da aprendizagem, uma vez que sua preocupação básica é explicar como os comportamentos são aprendidos.

Os associacionistas enfatizam o tema da formação de idéias como objetivo de pesquisa e defendem que a aprendizagem e a retenção dos conteúdos se efetivam quando as condições de ensino favorecem as associações impostas pelo meio por intermédio de condicionamentos e reforços.

Para os empiristas, a mente da criança ao nascer é uma “tabula rasa”, ou seja, não há nada nela em termos de conteúdo; a mente infantil vai se desenvolvendo à medida que as percepções sensoriais e as experiências vão acontecendo.

Abordagem Construtivista

Jean Piaget (1896–1980), biólogo, se preocupava principalmente com a questão de como o ser humano elabora seus conhecimentos sobre a realidade, chegando a construir, no decorrer de sua história, sistemas científicos complexos e com alto nível de abstração. O centro do seu trabalho e de todos os seus estudos é o desenvolvimento do conhecimento.

Estudava questões epistemológicas relacionadas a aquisição de conhecimentos, enfatizando os aspectos qualitativos da evolução psíquica da criança.

Na concepção piagetiana, o desenvolvimento é fundamentalmente um processo de equilibrações sucessivas que conduzem a maneiras de agir e de pensar cada vez mais complexas e elaboradas. Esse processo apresenta períodos ou estágios definidos, caracterizados pelo surgimento de novas formas de organização mental. Cada estágio se caracteriza por uma maneira típica de agir e de pensar e constitui uma forma particular de equilíbrio em relação ao meio.

O modelo de desenvolvimento cognitivo de Piaget destaca quatro períodos principais: o sensório-motor (do nascimento aos 02 anos de idade); o pré-operatório (dos 03 aos 07 anos); o operatório-concreto (dos 08 aos 11 anos) e o operatório-formal (dos 11 aos 15 anos).

Abordagem Histórico-Cultural

O princípio orientador da abordagem de Vygotsky é a dimensão sócio-histórica do psiquismo. A abordagem histórico-cultural defende que através da interação com o outro que o indivíduo se desenvolve.

Vygotsky constrói sua obra sobre uma concepção filosófica materialista-histórica e desenvolve três temas principais que podem ser compreendidos mediante sua relação mútua: o método genético ou evolutivo, a origem social dos processos psicológicos superiores e os mecanismos de mediação instrumental e semiótica dos processos mentais.

Destacava que diferentemente das outras espécies, o homem, pelo trabalho, transforma o meio produzindo cultura. Segundo essa abordagem, a relação entre homem e meio é sempre mediada por produtos culturais humanos, como o instrumento e o signo.

Para Vygotsky, o signo é comparado ao instrumento por ele denominado de “instrumento psicológico”, ou seja, tudo aquilo que é utilizado pelo homem para representar, evocar ou tornar presente o que está ausente na constituição de um signo (palavra, desenho, símbolos, etc.).

Sem negar a importância dessa base orgânica, é o meio cultural, ou seja, suas experiências de interação que possibilitam à criança se constituir como sujeito histórico, sendo o coletivo considerado um fator fundamental no processo de desenvolvimento humano.

PROFISSÃO: TERAPIA OCUPACIONAL

É preciso superar a concepção de terapia ocupacional como profissional exclusivamente da saúde. Um terapeuta ocupacional é um profissional dotado de formação na área social e na saúde. Ainda pouco conhecida a carreira gera dúvidas sobre quais são suas verdadeiras atribuições.

Segundo definição do COFFITO, a profissão é “uma área do conhecimento voltado à prevenção e ao tratamento de indivíduos portadores de alterações cognitivas, afetivas e psicomotoras por meio da utilização da atividade humana”.

A Terapia Ocupacional é caracterizada como a profissão que promove desenvolvimento, tratamento e a reabilitação de indivíduos ou grupos que necessitem de cuidados físicos, sensoriais, psicológicos e/ou sociais, de modo a ampliar seu desempenho e a participação social, através de instrumentos que envolvam a atividade humana em um processo dinâmico relacional entre esta e a pessoa do paciente e a do terapeuta.

O instrumento de trabalho é a atividade humana nos seus diferentes aspectos, desde ações diárias de higiene e vestuário até práticas de trabalho e lazer.

Podemos dizer que:

“… qualquer atividade é terapêutica, desde que o profissional a utilize com esse objetivo, ou seja, se souber explorar as propriedades terapêuticas intrínsecas em cada atividade em pacientes e situações determinadas”. (NASCIMENTO, 1990)

O profissional se preocupa com o seu paciente, construindo uma relação de cumplicidade, importando-se com seus sentimentos, costumes e cultura que está inserido, sendo um de seus principais objetivos a retomada do indivíduo a sua vida cotidiana.

Porém, enfrentamos um lado negativo, onde vemos a profissão ser descaracterizada por aqueles que acreditam que o terapeuta ocupacional é o profissional que ocupa o tempo vago das pessoas, com culinária, desenhos, jogos ou brincadeiras, não compreendendo que por trás dessas atividades existe um objetivo terapêutico com finalidade específica.

O profissional terapeuta ocupacional, pode exercer sua função nos mais variados campos, desde hospitais à empresas.

EQUIPAMENTOS DE ATUAÇÃO

Organizações Não Governamentais (ONGs)

Associações do terceiro setor da sociedade civil, que se declaram com finalidades públicas e sem fins lucrativos, que desenvolvem ações em diferentes áreas e que, geralmente mobilizam a opinião pública e o apoio da população para melhorar determinados aspectos da sociedade.

Prisão ou Cadeia

Definido como um espaço institucional da justiça moderna arquitetado de forma a acolher pessoas condenadas pelos tribunais a cumprir tratamentos penitenciários, pessoas a quem foi decretada judicialmente uma medida de privação de liberdade para efeitos preventivos antes de julgamento ou pessoas detidas e retidas às ordens de forças policiais ou militares.

Fundação C.A.S.A (Centro de Atendimento Sócio Educativo a Adolescentes)

Antiga Febem-SP – Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor teve seu nome alterado na última gestão, é uma instituição ligada à Secretaria de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania. Tem como objetivo primordial aplicar em todo o Estado as diretrizes e as normas dispostas no Estatuto da Criança e do Adolescente, promovendo estudos e planejando soluções direcionadas ao atendimento de crianças e adolescentes na faixa de 12 a 18 anos, autores de ato infracional.

Asilo ou Casa de Repouso

Um Asilo é um estabelecimento, mantido por instituições filantrópicas, geralmente religiosas, destinado a amparar pessoas necessitadas, idosos ou inválidos, que não têm onde morar e que não são amparados por outrem, dando a elas moradia, alimentação e cuidados higiênicos e de saúde. Também conhecidos como casas de repouso. Estas casas foram cria das por causa de valores cristãos.

Orfanato ou Abrigo

É um estabelecimento de assistência social onde são recolhidos e recebem cuidados pessoais, médicos e educacionais, menores órfãos ou sob medida de intervenção do Conselho Tutelar. Pode ser gerenciado tanto pela administração pública quanto privadas, sendo consideradas instituições sem fins lucrativos, não pagam impostos.

Escola

Refere-se a uma instituição de ensino ou a uma corrente de pensamento com características padronizadas que formam certas áreas do conhecimento e da produção humana.

TERAPIA OCUPACIONAL: O DESAFIO DA INCLUSÃO ESCOLAR

Art. 2º. A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB, 1997:2).

Nos últimos anos, ações isoladas de educadores e de pais têm promovido e implementado a inclusão nas escolas de pessoas com algum tipo de deficiência ou necessidade especial, com o intuito de resgatar o respeito humano e a dignidade, no sentido de possibilitar o pleno desenvolvimento e acesso a todos os recursos da sociedade por parte deste segmento.

Segundo Maciel (2000) o processo de exclusão social de pessoas com deficiência ou alguma necessidade especial é tão antigo quanto a socialização do homem.

Quando em uma família nasce um bebê com alguma deficiência ou qualquer outra necessidade especial (ou mesmo em um membro da família), toda rotina do lar é alterada. As perguntas que os pais logo fazem são: por quê? De quem é a culpa? Como agir? Qual será o futuro do meu filho?

Os médicos raramente esclarecem ou informam aos familiares de portadores de deficiência as possibilidades de desenvolvimento, as formas de superação das dificuldades, os locais de orientação familiar, os recursos de estimulação precoce, os centros de educação e terapia.

A esses familiares pede-se que aceitem uma realidade que não desejam e que não é prevista, uma realidade pouco abordada pela mídia, e, quando fazem, abordam de maneira superficial, muitas vezes preconceituosa e sem apresentar caminhos para a inclusão social. Podemos dizer que

“O estigma da deficiência é grave, transformando as pessoas cegas, surdas e com deficiências mentais ou físicas em seres incapazes, indefesos, sem direitos, sempre deixados para o segundo lugar na ordem das coisas. É necessário muito esforço para superar este estigma”. (MACIEL, 2000).

Enquanto o sujeito sofre com a indiferença, seus pais e familiares também se tornam portadores de necessidades especiais, necessitando de apoio e orientação, pois serão eles, os intermediários da integração ou inclusão de seus filhos junto à comunidade.

A ESCOLA

“A inclusão é um processo cheio de imprevistos, sem fórmulas prontas, que exige aperfeiçoamento constante. Para que isso ocorra de fato, será preciso transformar a escola no que diz respeito ao currículo, à avaliação e, principalmente, às atitudes” (TARRIO, 2006).

A inclusão escolar pode ser considerada o segundo passo para a inclusão social do indivíduo portador de necessidades especiais.

Cada indivíduo ao chegar à escola é fruto de um conjunto de experiências sociais vivenciadas nos mais diferentes espaços. Todos possuem uma existência histórica, com diferentes padrões de comportamentos e nível de acesso aos bens culturais.

Há diferenças nas famílias de cada classe social, que aparecem no nível educacional dos pais, na idade em que tiveram filhos, na estabilidade e no tamanho da família, na capacidade familiar de escolher a escola, no número de livros existentes no lar, na atenção dada pelos pais ao estudo dos filhos e as suas obrigações escolares.

A educação, pode acontecer nos mais distintos espaços e situações sociais, no conjunto de relações, experiências e atividades, onde os limites estão descritos pela estrutura material da sociedade em um momento histórico.

No âmbito educacional, a escola, a igreja, o trabalho, o bairro, o lazer e principalmente a família constituem a base que irá estruturar a formação do indivíduo.

As escolas deveriam se preocupar em desenvolver um trabalho de inclusão, ampliando a ação da educação especial, considerando não apenas as dificuldades de aprendizagem relacionadas às condições, disfunções, limitações e deficiências, mas também, aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica, considerando que por dificuldades cognitivas, psicomotoras e de comportamento, alunos são negligenciados ou mesmo excluídos dos apoios escolares.

Durante um bom tempo acreditava-se que seria melhor separar as crianças ditas “normais” das “excepcionais”, porém, um grande agravante era que essas crianças necessitavam viver em sociedade para adquirir autonomia.

No Brasil, todas as escolas, públicas ou particulares, são obrigadas por lei, a matricular crianças com necessidades especiais em turmas condizentes com a sua idade.

Há várias regulamentações para defender os direitos de pessoas com necessidades especiais:

– 1988: Constituição Federal (Artigo 208, III) – Estabelece o direito das pessoas com necessidades especiais de receberem educação, preferencialmente na rede regular de ensino.

– 1990: Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069) – Assegura a todos o direito à igualdades de condições para o acesso e permanência na escola.

– 1996: Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) – Assegura aos alunos com necessidades especiais o direito a currículo, métodos, recursos educativos e de organização específicas para atender às suas necessidades.

– 2001: Resolução CNE/CEB nº. 2/01 – Traça as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.

– 2001: Decreto 3.956 da Presidência da República do Brasil, que reconhece o texto da Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a pessoa portadora de Deficiências (Convenção da Guatemala), reafirmando o direito de todas as pessoas com deficiência a uma educação inclusiva.

– 2003: Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) – Diretrizes do Ministério da Educação que fornecem estratégias para a educação de alunos com necessidades especiais.

– Decreto 3.298: Regulamenta a Lei 7.853/89, que trata da Política Nacional para a Integração de Pessoas Portadora de Deficiência. O artigo 8 estabelece que é crime passível de punição com multa e de um a quatro anos de prisão recusar, suspender, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de um aluno em estabelecimento de ensino de qualquer grau, público ou privado, por ser portador de deficiência.

Mesmo respaldados por toda essa regulamentação supra-citada, os pais, ao buscar a escola de ensino regular para matricular seu filho, se esbarram logo no ato da matrícula, com a negação quanto a aceitação do seu filho na escola. A eles caberá dois caminhos, abaixar a cabeça e partir em busca de um outro estabelecimento de ensino ou, lutar, por mais difícil que seja processar uma escola, essa é uma atitude que deve ser tomada, pois desse modo estabelecimentos de ensino estarão sendo coagidos a aceitação do aluno portador de necessidades especiais.

Outros questionamentos que surgiram oriundos da inclusão escolar são dúvidas das próprias crianças, dos pais e dos educadores:

– Quando as crianças começam a perceber que um colega tem uma dificuldade, logo questionam o por que do outro não falar, ou não andar. A melhor solução é explicar que o amigo não consegue fazer, com clareza, tentando pontuar as dificuldades e possibilidades.

– As crianças podem acreditar que podem adquirir o que os colegas têm para si, como se fosse uma doença contagiosa. Também e necessário a desmistificação e esclarecimento, proporcionando a aproximação entre as crianças.

– Pais tiram seus filhos da escola por na classe deles ter uma criança especial, a escola pode tentar explicar que há ganhos para todos, e que seu filho não ficará prejudicado nos estudos.

A inclusão de crianças na escola é um processo longo e trabalhoso, que requer acima de tudo a paciência e busca de conhecimento.

De acordo com Tarrio (2006) para que haja a verdadeira integração professor-aluno, é necessário que o professor da sala regular e os especialistas de educação das escolas tenham conhecimento sobre o que é deficiência (…), é importante que tomem ciência do diagnóstico e prognóstico do aluno, entrevistando seus pais ou responsáveis para conhecer o histórico de vida do aluno.

Já a interação aluno-aluno traz à tona diferenças interpessoais, as realidades e experiências distintas que os mesmos trazem do ambiente familiar. Todos os alunos de classes regulares devem receber orientações sobre a questão da deficiência e as formas de convivência que respeitem a diferenças, o que não é tarefa fácil, porém, possível de ser realizada.

ATUAÇÃO DO TERAPEUTA OCUPACIONAL NA ESCOLA

A princípio o terapeuta ocupacional deverá participar de discussões sobre a escola inclusiva, pensando na atuação na escola regular, promovendo a inserção de crianças com necessidades especiais no âmbito de sua vida ocupacional.

A escola é um dos pontos essenciais a ser analisado pelo trabalho do terapeuta ocupacional, devendo ser preparada para o acolhimento da criança com necessidades especiais.

Para isso, serão necessárias visitas periódicas a escola, analisando barreiras arquitetônicas como: degraus, calçadas, escadas, corredores largos, elevadores, corrimãos, portas largas, rampas e sanitários acessíveis à cadeira de rodas, e todas as outras demais adequações.

A visita à escola deverá ser freqüente pensando na reavaliação das condições encontradas a partir do processo de inclusão.

Junto aos professores, existirá o objetivo de superação do novo, ou seja, enfrentar pela primeira vez uma sala que tenha uma criança especial, e acima de tudo superar as escassez de informações e a inexperiência nesse campo de atuação.

Esse fato também irá propiciar aos educadores, a construção de confiança no projeto da inclusão escolar. Para isso, poderão ser organizados cursos de capacitação com profissionais especializados, onde seja possível esclarecimento das necessidades das crianças, abrangendo todas as dúvidas dos seus educadores.

O terapeuta ocupacional poderá realizar oficinas de planejamento para levantar problemas freqüentes, realizando desse modo supervisão junto a equipe docente e os demais funcionários da escola. Enfim, auxiliará os educadores na construção de estratégias pedagógicas que possibilitem lidar de maneiras mais qualificadas com a criança que apresenta necessidades especiais.

Pensamos na escola e na sua estrutura física, na organização pedagógica, porém, não podem ser esquecidas ações dirigidas às crianças com necessidades especiais e aos seus familiares.

Inicialmente, deve-se avaliar a criança, buscando a identificação dos componentes de desempenho que estão alterados e, a partir destes aspectos traçar um plano de intervenção terapêutica ocupacional, buscando minimizar os problemas identificados.

Caberá ao terapeuta ocupacional, juntamente com a escola trabalhar os aspectos cognitivos (atenção, concentração, memória, orientação espacial e temporal) e motores (equilíbrio, coordenação motora grossa e fina), verificando as necessidades e criando adaptações, quando necessárias, para uma maior participação dos alunos nas atividades escolares. Sendo importante no processo de inclusão, a aproximação de crianças com necessidades especiais com as demais crianças.

Em relação a família, atuará como sendo o mediador entre os pais e a escola, ou seja, o facilitador da aprendizagem nos contextos familiar, escolar e social; o elo que orientará as ações ou projetos específicos que vão sendo definidos em cada contexto.

De acordo com a disponibilidade da escola, o terapeuta ocupacional poderá sugerir a formação de grupos de apoio de responsáveis para que sejam feitas vivências a fim de discutir as angústias e dificuldades de cada um.

Podemos dizer que a Terapia Ocupacional apenas conseguirá atingir seus objetivos no ambiente escolar se contar com a colaboração da escola e de seus profissionais.

CONCLUSÃO

Na elaboração deste trabalho pudemos aprofundar nosso conhecimento na trajetória da Terapia Ocupacional, suas raízes e vertentes, até o surgimento do termo terapia ocupacional social.

Apesar de este ser um campo de vasta atuação, há pouquíssimos relatos de projetos e ações relacionados a ele, devido a isso, procuramos informações referente a inclusão social e escolar de crianças portadoras de necessidades especiais.

Verificamos que a inclusão escolar possibilita além da integração, a socialização entre as crianças, permitindo um contato com a diversidade e oferecendo oportunidades de se tornarem cidadãos incluídos numa sociedade para todos.

A interação entre pais, professores e profissionais da escola podem vir a definir novos currículos com formações especializadas além de serviços e locais que busquem uma educação apropriada.

Enfim, pudemos concluir que todos possuem potencialidades de desenvolvimento. Compreendemos que em sala de aula, com a parceria professor-aluno-terapeuta, é possível criar situações e adaptações onde as barreiras e/ou os comprometimentos físicos e intelectuais não impeçam o desenvolvimento do potencial do criador das crianças com necessidades especiais.

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