BACILO DE KEFIR

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BACILO DE KEFIR

Os moradores de Cáucaso conheceram os efeitos de KEFIR. Desde crianças recebem como água e alcançam em média 110 anos de idade. É o único lugar do mundo onde os homens em total saúde alcançam esta idade.

Segundo o professor Menslikon, que pesquisou durante toda a sua vida sobre o KEFIR, os moradores de Cáucaso não conhecem tuberculose, câncer, doenças do estômago, etc.

Na Alemanha, o Dr. Drasck já afirmava o seu efeito antes da Segunda Guerra Mundial. Com KEFIR ele curava catarro dos órgãos respiratórios, câimbras no estômago, doenças crônicas do intestino, doenças do fígado, da bílis, da bexiga e nas convalescenças de doenças graves. Para a cura de crianças, o KEFIR serviu na substituição do leite materno e também em doenças de gestantes.

Já foi confirmada a cura pelo uso de KEFIR em doenças dos nervos, esclerose, doenças do estômago, substituição do sangue, cobreiros, herpes, infarto do miocárdio, tumores internos, intestino, diarréia, anemia, catarros dos brônquios, doenças da bílis, fígado e bexiga, icterícia, e erupção cutâneas diversas.

KEFIR DOSES MÍNIMAS

KEFIR evita depósito nos intestinos, por isso ele cura e prolonga a vida. Deve ser tomado diariamente. Não prejudica a digestão porque passa rápido para o sangue.

Em doenças sérias e prolongadas deve-se tomar abundantemente de manhã, ao meio dia, e à noite, meio litro de cada vez.

KEFIR fermentado em 12 horas age como laxante, devem ser tomadas duas semanas, em caso de dificuldade de ir ao banheiro. Com 40 horas de fermentação atua como normalizador. Quando fermentado mais de 48 horas ele estufa e endurece as fezes e não deve ser usado. O tempo melhor para uso será de 24 horas de fermentação.

DOSES
Nervo, úlcera do estômago, asma, catarro dos brônquios, doenças da bexiga: tomar 1 litro por dia.

Anemia e purificação do sangue: tomar 1 litro por dia, em casos graves tomar 2 litros diários, em dois ou três meses deve estar normalizado.

Esclerose: tomar 1 litro por dia. Normaliza a pressão sanguínea e o peso do corpo.
Doença da bílis e fígado: tomar 1 litro por dia, dentro de dois a seis meses deverá ocorrer a cura.

Epupções cutâneas: tomar meio litro por dia e usar externamente o KEFIR, friccionando e deixando-o secar na pele. Dentro de 1 mês, mesmo uma ferida resistente estará curada.

Depois que desaparecerem os sintomas, continuar tomando KEFIR, dois copos por dia.

COMO PREPARAR

Colocar em um recipiente de vidro de boca larga, 2 a 4 colheres de sopa de BACILO KEFIR em 1 litro de água fria e pura. Adicionar 3 colheres de melado ou açúcar mascavo e tampar com peneira. Deixar fermentar de 12 a 40 horas e coar com peneirinha de plástico. Tomar o líquido como refresco, de acordo com as indicações acima.

Não colocar na geladeira. O melhor tempo de fermentação é de 24 horas, fazendo-o numa manhã e coando-o na outra e, assim, tomando-o durante o dia segundo as indicações acima descritas.

O BACILO que ficou na peneirinha deve ser enxaguado com água filtrada e separado em doses para serem re-distribuídas entre amigos e pessoas necessitadas. Não deve ser jogado fora, pois é muito precioso. Cada pessoa terá sempre oportunidade de passar o KEFIR para outra, uma vez que o bacilo se multiplica com grande facilidade.

Caso se passe mais de 48 horas, você deve coar o cultivo, jogar o líquido fora, enxaguar o bacilo e então reiniciar o processo acima explicado.

A Cultura do Kefir

Existem dois tipo de kefir:

•Kefir de água, pequenos grãos transparentes que fermentam em água ligeiramente adoçada
•Kefir de água, grãos brancos ou levemente beges, que se parecem um pouco com couve-flor amolecida e fermentam o leite
O kefir é uma cultura viva, uma simbiose complexa de mais de 30 tipos de microflora que formam grãos ou estruturas parecidas com a flor da couve-flor no leite. Confome essas culturas fermentam o leite, essas estruturas crescem, criando novos grãos no processo. O verdadeiro kefir, de culturas vivas, é um processo infinito de auto-propagação.

Por conta da presença de tantos microorganismos benéficos, o kefir é considerados por muitos (inclusive por mim!) um antibiótico natural – povoando nosso organismo com bactérias do bem, não sobra espaço para bactérias causadoras de doenças, é uma equação fácil de entender!

Os microorganismos presentes no kefir incluem bactérias do ácido lático, Lactococcus lactis subsp. lactis, Streptococcus thermophilus, Lb delbrueckii subsp. bulgaricus, Lb helveticus, Lb casei subsp. pseudoplantarum, e Lb brevis, uma variedade de fermentos como Kluyveromyces, Torulopsis, e Saccharomyces, bactérias de ácido acético, entre outras. Eles dão ao kefir grandes qualidades, que impedem o leite de ser colonizado por bactérias nocivas. Já foi observado em testes de laboratório que os microorganismos do kefir têm o poder de inibir os patógenos da salmonella e do E.coli.

Kefir e Saúde
O kefir temmuitos benefícios à saúde já conhecidos. Ele tem propriedades antivirais e antifúngicas. Tem sido usado como parte do tratamento de uma grande variedade de problemas, como desordens metabólicas, arteroesclerose, alergias, tuberculose, câncer, má digestão, candidíase, osteoposose, hipertensão, AIDS e problemas cardíacos. Você pode até achar esquisito que uma bebida contendo fermentos seja capaz de combater a candidíase, mas o kefir realmente ajuda no problema, restaurando a flora intestinal e porque alguns elementos de sua microflora matam a Candida Albicans. Nem fodos os produtos fermentados são realmente estragados e prejudiciais à saúde.

Além das bactérias benéficas, o kefir contém muitas vitaminas, minerais, aminoácidos e enzimas, principalmente o kefir preparado a partir do leite cru. O kefir é particularmente rico emcálcio, fósforo, magnésio, vitaminas B2 e B12, vitamina K, vitamina A e vitamina D. O triptofano, um aminoácido essencial, é abundante no kefor e é reconhecido por seusefeitos relaxantes do sistema nervoso. Também porque o kefir é rico em cálcio e magnésio, minerais importantes para a saúde neurológica, seu uso rotineiro na dieta pode ter efeitos calmantes.

A abundância de enzimas trás ainda mais benefícios, especialmente àqueles que possuem intolerância à lactose. Muitos que não conseguem tomar leite, conseguem consumir kefir e iogurte normalmente, desde que o kefir e o iogurte sejam preparados a partir de leite cru.

•O kefir é simples e barato de se preparar em casa
•O kefir restaura de maneira eficiente a flora intestinal, principalmente após o uso de antibióticos
•Você pode usar o kefir no preparo das mais deliciosas vitaminas, substituindo o leite. As crianças vão adorar!!
•O consumo rotineiro do kefir melhora a imunidade
•O kefir é um alimento excelente para grávidas e lactentes
O kefir não é comercializado em supermercados e lojas de produtos naturais. Você ganha o kefir de quem já tem e você doa kefir quando o seu começa a crescer. No momento eu tenho kefir de água numa quantidade que poderia doar para umas poucas pessoas. O meu kefir de leite está bem pequeno, mas acredito que em poucas semanas poderei oferecer também!

Como introduzir o kefir na dieta de crianças e adultos?
Algumas pessoas não acham dificuldade alguma em introduzir kefir e ouros alimentos fermentados em sua dieta, já outras pessoas preferem fazer a introdução de forma gradativa. Algumas pessoas também podem ter algum tipo de sensibilidade à produtos lácteos, mesmo os fermentados, então a introdução do kefir, principalmente o de leite, deve ser feita de forma lenta e gradativa.

Se você toma vitaminas no café da manhã ou na hora do lanche, uma boa idéia pode ser substituir o leite por kefir ou iogurte. Se para você a substituição total, de uma hora para outra, pode soar radical demais, comece usando pequenas partes de kefir ou iogurte para outras tantas partes de leite. Com o tempo o ideal é você diminuir a quantidade de leite e aumentar a proporção de iogurte ou kefir no preparo da vitamina, até que um dia o leite desaparece da receita.

Qual a diferença entre kefir e iogurte?
Tanto o iogurte como o kefir são bebidas à base de leite fermentado por culturas lácteas, porém as culturas no iogurte e no kefir são diferentes. O iogurte tem o poder de manter “limpo” o sistema gastr-intestinal, enquanto o kefr vai além e coloniza de forma efetiva o sistema gastro-intestinal com bactérias benéficas.

No kefir você encontra uma variedade maior de lactobacilos benéficos, alguns dificilmente encontrados em iogurtes comuns. além de tudo o kefir é ainda mais fácil de digerir do que o iogurte, que já é tido como um excelente alimento no auxílio da digestão.

Como usar o kefir?
É comum entre os “criadores” de kefir a doação de parte de seus grãos que vão crescendo. O crescimento dos grão é alimentado pelo leite. Você deve cultivar e cuidar dos grãos diariamente, em troca, a cada dia, você ganha uma bebida mágica, que inunda seu organismo de substâncias e microorganismos maravilhosos!

Quandovocê ganha grãos de kefir, sejam eles de água ou de leite, eles virão embebidos no líquido (água ou leite). A cada dia você deve peneirar esta mistura. O que cai da peneira será a sua bebida, o seu tônico da saúde diário. O que fica na peneira são os grãos de kefir, que você deve lavar em água corrente, colocar de volta num recipiente fundo de vidro e completar com leite. No caso do kefir de água, a água adicionada deve conter uma pequena pitada de mel ou rapadura ralada – é deste açúcar principalmente que os microorganismos se alimentarão.

Não tampe o recipiente do kefir, jamais! Apenas cubra-o com um guardanapo de pano ou uma redinha.

SUCOS QUE FAZEM BEM À SAÚDE

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SUCO ANTICELULITE
Indicação: o pepino hidrata, pois é rico em água. Também é
desintoxicante e, com a ajuda da beterraba, que auxilia a circulação
sangüínea, colabora para varrer as toxinas das células. O resultado é
uma pele mais uniforme. Já a maçã facilita a digestão e a cenoura
contribui para o bom funcionamento do intestino.
Ingredientes: 1/2 pepino, 1 beterraba, 1/2 maçã, 4 cenouras
Modo de preparo: Passe todos os ingredientes na centrífuga. Enfeite
com um palito de cenoura.

SUCO EMAGRECEDOR
Indicação: a maçã e a cenoura ajudam na digestão. A beterraba auxilia
a circulação do sangue. E as algas contribuem para inibir a fome,
estimulando a saciedade.
Ingredientes: 1 punhado peq. de algas secas, 1 beterraba, 1/2 maçã, 4 cenouras
Modo de preparo: Centrifugue todos os alimentos, menos a alga, que
deve ser batida com o suco no liquidificador. Enfeite o copo com um
pedaço de maçã.

SUCO ANTIACNE
Indicação: é antiinflamatório e desintoxicante, colaborando para
limpar a pele. A lima é rica em antioxidante (vitamina C) e a couve
facilita o funcionamento do intestino.
Ingredientes: 1 folha grande de couve, 3 maçãs verdes, 1 rodela de lima
Modo de preparo: Na centrífuga, passe as maçãs e a couve. Enfeite o
copo com a rodela de lima.

SUCO ANTIDEPRESSÃO
Indicação: a beterraba e o espinafre auxiliam a circulação do sangue,
o que estimula as funções cerebrais e acalma os nervos. O espinafre
ainda estimula os movimentos peristálticos do intestino,
regularizando-os. A maçã e a cenoura facilitam a digestão.
Ingredientes: 3 beterrabas, 1 punhado de espinafre, 4 cenouras, 1/2
maçã, 1 punhado de salsa
Modo de preparo: Passe todos os ingredientes na centrífuga, menos a
salsa. Acrescente-a ao suco já pronto, misturando com uma colher.
Enfeite com um ramo de salsa.

SUCO ANTIENVELHECIMENTO
Indicação: a couve-de-bruxelas, a cebolinha e o brócolis são
riquíssimos em antioxidantes, que combatem os radicais livres
responsáveis pelo envelhecimento precoce. E também colaboram para
recuperar as células, dando mais viço à pele. A cenoura e a beterraba,
ricas em fibras, auxiliam o trato intestinal.
Ingredientes: 4 cenouras, 1/2 beterraba, 3 folhas de beterraba, 1
florete de brócolis, 3 couves-de-bruxelas, 2 cebolinhasm
Modo de preparo: Passe todos os alimentos na centrífuga. Enfeite com
um palito de beterraba.

SUCO ANTIENXAQUECA

Indicação: o alho auxilia a digestão e colabora para eliminar toxinas.
Rico em sódio, o aipo hidrata, ajuda a acalmar e diminui a dor porque
colabora com a circulação sangüínea. Já a salsa auxilia a digestão.
Ingredientes: 4 cenouras, 1 dente de alho, 2 talos de aipo, 1 punhado de salsa
Modo de preparo: Centrifugue todos os ingredientes. Só a salsa deve
ser acrescentada por último, sendo misturada com a colher. Enfeite com
um ramo de salsa.

SUCO ANTIESTRESSE
Indicação: a pêra é rica em fibras e ajuda a hidratar. Enquanto o
lêvedo de cerveja e a banana estimulam o bem-estar. O morango é
calmante.
Ingredientes: 2 copos de água, 10 morangos, 1/2 pêra rígida, 1 banana
madura, 1 colher (sopa) de lêvedo de cerveja
Modo de preparo: No liqüidificador, bata as frutas com água. Por
último, acrescente o lêvedo de cerveja, misturando com a colher.
Enfeite com um morango.

SUCO ANTIFADIGA
Indicação: O salsão e a erva-doce estimulam o poder de transporte de
oxigênio na corrente sangüínea, proporcionando uma onda instantânea e
prolongada de energia. A cenoura, rica em fibra, auxilia a digestão e
o funcionamento do intestino.
Ingredientes: 4 cenouras, 1 ramo de salsão, 2 ramos de erva-doce
Modo de preparo: Centrifugue a cenoura e, no liqüidificador, bata o
suco com o salsão e a erva-doce. Enfeite com um ramo de erva-doce.

SUCO DIGESTIVO
Indicação: a maçã, a uva e o kiwi, ricos em fibras, favorecem a
digestão e estimulam o funcionamento do intestino.
Ingredientes: 1 kiwi firme, 1 maçã verde, 1 cacho pequeno de uvas, 1
rodela de kiwi
Modo de preparo: Passe todas as frutas na centrífuga e enfeite o copo
com a rodela de kiwi.

SUCO ANTIINSÔNIA
Indicação: a maçã e a salsa são sedativos naturais, calmantes e
eficazes no controle da insônia.
Ingredientes: 3 folhas de couve, 4 cenouras, 1/2 maçã, 1 punhado de salsa
Modo de preparo: Centrifugue a couve, as cenouras e a maçã. No suco já
preparado, acrescente a salsa, mexendo com a colher.

SUCO PARA A CÓLICA MENSTRUAL
Indicação: o louro ajuda a diminuir os sintomas da menstruação. O
abacaxi e o gengibre são diuréticos, ajudam a diminuir a retenção de
líquidos e estimulam o funcionamento do intestino, diminuindo as
cólicas. E a maçã, rica em fibra, também colabora para o trato
intestinal.
Ingredientes: 3 fatias de abacaxi, 1/2 maçã, 1 fatia fina de gengibre,
1 folha de louro
Modo de preparo: Passe todos os ingredientes na centrífuga e, por
último, bata o suco no liqüidificador junto com o louro. Enfeite com
um pedacinho de casca de abacaxi.

SUCO DIURÉTICO
Indicação: a laranja funciona como diurético. A uva e a melancia são
ricas em fibra, o que ajuda a eliminar as toxinas através das fezes e
da urina.
Ingredientes: 1 laranja sem casca, 1 cacho médio de uvas verdes, 2
fatias de melancia, 1 raminho de hortelã
Modo de preparo: Na centrífuga, passe a laranja, as uvas e a melancia.
Enfeite o copo com a hortelã.

SUCO PARA A BELEZA DA PELE
Indicação: o brócolis é um antioxidante, que combate os radicais
livres responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele. A cenoura e a
beterraba, ambos ricos em fibra, facilitam o funcionamento intestinal,
o que, indiretamente, deixa a pele mais bonita.
Ingredientes: 4 cenouras, 1 florete de brócolis, 1/2 beterraba
Modo de preparo: Na centrífuga, passe todos os alimentos. Enfeite com
um florete de brócolis.

TIRE SUAS DÚVIDAS

Quanto beber de água?
Oito copos por dia garantem que as reservas de
líquido do organismo fiquem em ordem.

Água com gás dá celulite?
Não, mas colabora para aumentar os gases em
pessoas com tendência à flatulência.

Chá também hidrata?
Sim. A vedete atual é o chá verde. Entre outros
benefícios, auxilia no emagrecimento e é rico em antioxidantes, que
ajudam a combater o envelhecimento precoce. Se puder, evite os chás
escuros, como o preto e o mate, porque são ricos em cafeína. Em
contrapartida, invista nas ervas que têm efeito terapêutico. Por
exemplo, os calmantes camomila e cidreira.

E refrigerante, pode?
Não é uma boa pedida porque a formulação inclui
muita química, sem contar que é ultracalórico (cada copo tem cerca de
80 kcal!). As versões diet são magrinhas, algumas com menos de 2 kcal,
mas não fornecem qualquer tipo de nutriente.

E o álcool?
Se não quiser ganhar peso, mantenha distância. Afinal,
cada mililitro tem 9 kcal. Mas uma opção saudável é o vinho tinto, que
aumenta o HDL (bom colesterol). Mas não abuse, pois uma taça é o
suficiente para garantir a boa saúde do coração.

Consultoria: livros Sucos Para A Vida, de Cherie Calbom e Maureen
Keane, editora Ática; e As Vitaminas do Futuro, de Wilson Camargo,
editora Mauad.

REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR

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Autoras: Rosalice Miecznikowski e Simone Soares Leite – Residentes de Anestesiologia

Introdução

A doença cardiovascular é a causa mais freqüente de morte nos países industrializados e, assim sendo, os conceitos de reanimação cardiopulmonar (RCP) tendem a concentrar-se na isquemia miocárdica como causa primária de parada cardiorrespiratória (PCR).

O trauma é a segunda causa mais freqüente de PCR, atingindo, principalmente, os adultos jovens. Deve-se lembrar que a RCP é uma terapia sintomática, que auxilia a manutenção da função orgânica vital até o restabelecimento da função cardíaca natural; sendo assim, a causa básica da PCR deve ser o mais prontamente possível identificada e tratada, sem que isso interrompa ou retarde o início das manobras de reanimação.

O sucesso da RCP depende de a mesma ser iniciada tão logo seja estabelecido o diagnóstico de PCR. A relação sucesso/tempo de PCR passa pelo conceito de a adenosina trifosfato (ATP) cerebral ser depletada em quatro a seis minutos após a cessação total do fluxo sangüíneo cerebral.

Conceitos

Parada cardiorrespiratória: É a interrupção abrupta da atividade mecânica cardíaca, que pode ser reversível por intervenção imediata, mas leva à morte, na sua ausência. Ocorre de forma súbita e inesperada, em indivíduos sem doenças prévias ou naqueles com doenças incuráveis que evoluam para PCR, não por evolução natural da doença e, sim, por causas extrínsecas passíveis de reversão.

Morte: Interrupção de todas as atividades biológicas, caracterizando um evento absoluto e irreversível.

Colapso cardiovascular: Perda súbita de fluxo sangüíneo efetivo para os diversos órgãos, por fatores vasculares e/ou cardíacos.

Morte cerebral: Perda da função cortical [ausência de movimentos espontâneos e em resposta a estímulos externos), do tronco cerebral [apnéia e perda dos reflexos córneo-palpebral, pupilar à luz, oculocefálico e oculovestibular), eletroencefalograma (EEG) isoelétrico ou testes que não demonstrem fluxo sangüíneo cerebral (arteriografia cerebral dos quatro vasos, Doppler transcraniano ou tomografia computadorizada (TC) cerebral com xenônio).

Histórico

As referências às manobras de reanimação datam da Antigüidade. O primeiro relato de sucesso em RCP encontra-se na Bíblia, quando o profeta Eliseu reanimou o filho da mulher sunamita, no segundo Livro dos Reis.

Outros relatos esporádicos ocorreram através da história, entre os quais o uso da flagelação com o açoite, trotar sobre um cavalo com a vítima debruçada sobre este, rolar a vítima sobre um barril e outros, todos sem qualquer base científica, porém com alguns relatos de sucesso.

No século anterior surgiram vários métodos de ventilação e relatos na literatura (Hake, 1874, Keen, 1904) de sucesso, utilizando-se a massa- gem cardíaca interna. Crile e Dolley (1906) des- creveram o método experimental de reanima- ção usando compressão tóracica, ventilação ar- tificial e o uso de adrenalina parenteral. Zoll (1956) reverteu a fibrilação ventricular através da desfibrilação, sem toracotomia. Safar e col. [1958) publicaram estudos sobre o controle das vias aéreas e ventilação boca-boca.

A primeira reunião de consenso sobre RCP realizou-se com a participação da National Academy of Sciences e da National Research Council dos Estados Unidos da América [EUA) em 1966; a esta, outras sucederam-se. Apesar da diferença de infra-estrutura entre os países adotaram-se, quase que mundialmente, como referência para RCP, as recomendações da American Heart Association na conferência de 1992.

Diagnóstico

Inconsciência.

Ausência de pulsos na circulação central (artéria femoral e/ou carótida).

Ausência de movimentos respiratórios (apnéia).

Causas da PCR

Hipoxemia tissular, secundária a insuficiência respiratória.

Arritmias cardíacas letais.

Hipovolemia extrema.

Estímulo vagal excessivo.

Distúrbios ácido-base e/ou metabólicos graves.

Choque cardiogênico.

Choque obstrutivo extracardíaco.

Choque distributivo.

Manobras de Reanimação

A primeira providência a ser tomada ao nos depararmos com uma pessoa insconsciente é diagnosticar a PCR. Após o reconhecimento solicitar ajuda, posicionar a vítima sobre uma superfície firme, em decúbito dorsal horizontal, e dar início à seqüência do “ABC da vida”.

Suporte básico de vida

Airway – Controle das vias Aéreas Superiores (VAS) – A pessoa inconsciente apresenta relaxamento da musculatura anterior do pescoço, o que possibilita a queda da base da língua sobre a farínge obstruindo as VAS. Devese lançar mão de manobras que possibilitem a desobstrução, sendo a de Ruben a mais eficaz (hiperextensão da cabeça e elevação do mento). Há, também, a manobra de Safar, que consiste em elevar o ângulo da mandíbula, hiperestender a cabeça e manter a boca entreaberta com os polegares.

Há vários equipamentos que auxiliam no controle das VAS, como: cânula de Guedel e nasofaríngea. A intubação orotraqueal (IOT) é o controle definitivo das VAS, por permitir melhor ventilação e oxigenação, além de prevenir a aspiração pulmonar do conteúdo gástrico.

A IOT está indicada em qualquer reanimação que se prolongue por mais que poucos minutos, porém nunca deve ser realizada até que adequada ventilação e compressão torácica sejam estabelecidas. Intubação orotraqueal deve ser sempre realizada pela pessoa mais experiente da equipe de reanimadores, de modo a não se perder tempo (não mais que 30 segundos). Há várias técnicas e equipamentos que podem ser utilizados no caso de uma IOT difícil, como obturador esofágico, tubo esofagotraqueal (Combitube), máscara laríngea e etc. No caso de insucesso destes métodos, pode-se proceder à cricotiroidostomia por punção, da membrana com extracath calibroso (G14 ou G16), ou optando por acesso cirúrgico.

Breathing – Ventilação – Uma vez garantida a patência das VAS, inicia-se a ventilação (duas ventilações de 1,5 a dois segundos cada). Após as duas ventilações iniciais, checa-se o pulso central e, se este não estiver presente, inicia-se a massagem cardíaca externa (MCE). Tipos de ventilação:

boca-boca ou boca-nariz;

boca-máscara;

boca-acessório;

sistema bolsa-máscara;

ventiladores.

Na ventilação boca-boca, o reanimador, após uma inspiração profunda, adapta seus lábios à boca da vítima e obstrui o seu nariz e segue-se a insuflação pulmonar do paciente, com o ar expirado. Na ventilação boca-nariz, a boca do reanimador adapta-se sobre o nariz da vítima. Deve-se sempre observar a expansão da caixa torácica para confirmar a eficácia da ventilação. Neste modelo de ventilação, quando bem executado, garante-se um volume corrente de 800-1.200 ml, com freqüência respiratória de lo-12 incursões respiratórias por minuto (irpmj e fluxo inspiratório de oxigênio (FIO2) de 16%-17%, e cerca de 4% de gás carbônico (CO2) – igual à composição do ar exalado. Em vítimas, com pulmões normais, mantém-se a pressão parcial arterial de oxigênio (Pao2) maior que 75 mmHg e pressão parcial arterial de gás carbônico (PaCO2) de aproximadamente 30-40 mmHg.

O dispositivo mais utilizado na ventilação bolsa-máscara é o AMBU. Apesar destas bolsas auto-infláveis serem mais higiênicas e permitirem maior oferta na FIO2, muitas vezes este tipo de ventilação é menos eficaz que a boca-boca ou tubo orotraqueal (TOT)-bolsa porque, caso o reanimador seja inexperiente em “ventilação sobre máscara”, este não conseguirá garantir a patência das VAS e manipular a bolsa ao mesmo tempo. No caso de dois reanimadores, a ventilação com o AMBU torna-se mais fácil. O auxiliar deve sempre exercer pressão sobre a cartilagem cricóide (manobra de Sellick), para evitar regurgitação do conteúdo gástrico e broncoaspiração. Todas as vezes em que se usar bolsa de ressucitação, deve-se adaptar uma fonte com loa% de oxigênio à mesma, além de alto fluxo, isto é, um fluxo de 6 L/min, pois isto garante uma FIO2 de cerca de 60%, enquanto um fluxo de lo L/min garante uma FI02 maior que 80%.

Os ventiladores mecânicos não devem ser utilizados durante as manobras de reanimação, pois os ciclados à pressão terminam o seu ciclo prematuraillente devido ao aumento da pressão toráçica decorrente da MCE e os ciclados a volume podem ser incapazes de gerar a pressão necessária nas VAS. Portanto, deve-se optar por ventilação manual, com pressão constante, alto fluxo de 02 loa% e alto volume-minuto (para evitar hipercapnia, decorrente de distúrbios de ventilação/perfusão).

Quando há apenas um reanimador deve-se fazer uma pausa com duas ventilações a cada 15 compressões torácicas. Havendo dois reanimadores, deve-se fazer uma pausa de 1,5 a dois segundos entre cada seqüência de cinco compressões torácicas para realizar a ventilação da vítima. Estando a vítima intubada, não é necessário cessar a MCE para a realização das ventilações.

Circulation – Suporte Circulatório – Após a oferta de duas ventilações, se o paciente ainda se encontrar sem pulso central palpável, inicia-se a MCE.

Duas teorias explicam o mecanismo gerador de fluxo durante a MCE; uma não exclui a outra, e qual das duas predomina no ser humano ainda é uma questão controversa.

Teoria da bomba cardíaca – Acredita-se que a compressão do coração entre o esterno e a coluna vertebral gere aumento de pressão nos ventrículos, fechamento das válvulas A-V e ejeção do sangue para os pulmões e aorta. Durante a fase de relaxamento da compressão torácica, a reexpansão da caixa causa pressão intratorácica subatmosférica, o que facilita o retorno venoso.

Teoria da bomba torácica – Durante a compressão torácica gera-se pressão intratorácica bastante positiva, o que expusa o sangue das estruturas torácicas para a periferia [pois as artérias não se colapsam, uma vez que possuem paredes grossas, e como as veis subclávias e jugulares internas possuem válvulas, não ocorre fluxo retrógradoj. Durante a fase de relaxamento, ocorre aumento do retorno veno- so pelo mesmo mecanismo descrito anteriormente.

Durante a massagem cardíca externa eficaz temos: débito cardíaco de 10% a 30% do normal, fluxo coronariano 20% a 50% do normal, fluxo cerebral 50% a 90% do normal e fluxo para os órgãos infra-abdominais menor que 5% do basal.

Técnica para a massagem cardíca externa – As compressões torácicas são realizadas sobre o 1/3 inferior do esteno, com a região tenar e hipotenar do renimador [os dedos não devem tocar o tóraxj. A outra mão é colocada sobre a primeira, com os dedos entrelaçados ou estendidos. Os ombros do reanimador devem permanecer paralelos aos cotovelos e mãos, mantendo sempre os braços estendidos. O esterno deve ser comprimido com o peso da parte superior do corpo, com cerca de 3,5 a 5 cm de profundidade. A freqüência a ser obtida deve ser de 80 a 100 compressões/relaxamento por minuto, com uma razão compressão/relaxamento de aproximadamente 50%.

A eficácia da MCE deve ser avaliada pela palpação dos pulsos arteriais centrais e pela monitorização do CO2 expirado [ETC02 > lo mmHg = bom “outcome” neurológico] A massagem cardíaca interna, por estar associada a uma alta incidência de complicações graves, fica restrita a casos especiais, tais como: deformidade torácica importante que dificulte a MCE, desfibrilação externa inefetiva, fibrilação ventricular refratária quando o tórax já se encontra aberto, tamponamento pericárdico, embolia pulmonar, traumatismo torácico e/ou abdominal penetrante. Complicações: fratura de costelas, pneumotórax, embolia gordurosa e ruptura hépatica.

Suporte avançado de vida: socorro especializado

O suporte avançado de vida inclui monitorização, acesso venoso, administração de medicamentos paraenterais, desfibrilação, equipamentos especiais para ventilação, marcapasso e cuidados pós-reanimação. Deve ser realizado por médicos ou pessoal treinado e amparado pela lei.

Diagnóstico eletrocardiográfico – O diagnóstico eletrocardográfico é fundamental para adequar o tipo de tratamento, conforme a causa da PCR. Há basicamente três tipos eletrocardiográficos de PCR:

fibrilação ou taquicardia ventricular [FV ou TV];
assistolia;
atividade elétrica sem pulso.
Deve-se sempre confirmar o diagnóstico EEG, em pelo menos duas derivações diferentes, pois as ondas da FV podem estar perpendiculares à derivação observada e simular uma assistolia.

Fibrilação ventricular. É a causa mais freqüente de PCR extra-hospitalar, associada na maioria dos casos a cardiopatia isquêmica, e a segunda causa mais freqüente intra-hospitalar. Assistolia. É a causa mais freqüente de PCR intra-hospitalar, e geralmente ocorre em pacientes com doenças cardíacas ou pulmonares graves; sendo assim, o seu prognóstico costuma ser mais reservado. Atividade elétrica sem pulso. O traçado eletrocardiográfico varia de EEG normal até ritmo idioventricular com baixa freqüência.
Acesso venoso – O acesso venoso de escolha é sempre periférico (de preferência dois), de grosso calibre (extracath G14 ou G16), sendo as veias antecubitais e jugulares externas as preferenciais. O acesso venoso profundo deve ser evitado, porque para sua realização é necessária a suspensão das manobras de reanimação, e como esse procedimento é tecnicamente mais complexo, requer mais tempo que a punção de veia periférica, o que retarda o início da terapêutica farmacológica; além disso, deve-se lembrar o risco de punção e cateterização inadivertida de artéria, com todas as conseqüências inerentes a este ato.

Desfibrilação – Indicada nos pacientes com FV ou TV o quão rápido possível (o tempo de FV é o principal fator prognóstico numa PCR), pois, quanto maior o tempo de FV, menores são as chances de revertê-la. No caso de não se dipor do aparelho de desfibrilação, pode-se tentar o soco precordial, porém deve-se ter em mente que o mesmo pode converter uma TV em assistolia, uma FV em atividade elétrica sem pulso, devendo então ficar rservada para os casos de TV (reversão de TV para sinusal em 1% a 25 % dos casos) sem pulso e sem desfibrilador e/ou marcapasso disponíveis.

Podemos classificar as FV em dois tipos: alta voltagem (grosseira), que está associada a melhor prognóstico, pois geralmente é mais recente e associada a menor dano miocárdico; e a da baixa voltagem (finaj, que geralmente está associada a pior “outcome” e é mais difícil de desfibrilar. A adrenalina é capaz de converter um FV de baixa voltagem em alta voltagem, porém isso não influencia na taxa de sucesso de desfibrilação.

A aplicação das pás do desfibrilador (em ge- ral, 13 cm de diâmetro) deve ser feita com uma se situando à direita da parte superior do esterno, abaixo da clavícula, e a outra, sob o mamilo esquerdo, na linha axilar média. Para se diminuir a impedância entre o metal do eletrodo (pá) e a pele, deve-se aplicar gel ou pasta condutora específica (para conduzir a eletricidade) e uma pressão de 11 kg nas pás, de forma a aumentar o contato pele-pá e expelir o ar dos pulmões (o ar não é um bom condutor de eletricidade).

Quanto à voltagem a ser aplicada, as recomendações são de 200 J iniciais, seguidos de um segundo de 200-300 J, se o primeiro não obtiver sucesso; caso os dois iniciais falhem, os próximos serão de 360 J (entre os choques não se afastam as pás da pele com a finalidade de diminuir a impedância).

Terapia farmacológica – Mesmo usando-se o acesso venoso nos membros superiores, as drogas levam de um a dois minutos para atingir a circulação central na PCR, e esse tempo pode ser reduzido injetando-se 20-30 ml de fluidos in bolus logo após. O tubo orotraqueal (TOT) pode ser uma via alternativa para a administração de drogas, como a adrenalina, atropina e lidocaína, sendo que por essa via as doses devem ser aumentadas em 2-2,5 vezes as recomendadas para a administração endovenosa (procura-se administrar in bolus de 5 – 10 ml).

Adrenalina – A recomendação atual para a dose de adrenalina (AD) é administrar 1 mg, IV com intervalos de 3-5 minutos, em adultos. Caso esta dose não seja eficaz, doses maiores podem ser consideradas (3-8 mg). Alguns estudos mostraram mais eficácia com doses altas de AD (5-18 mg) e outros não provaram esta superioridade. O efeito benéfico da adrenalina é devido ao seu efeito alfa (aumento da PDAO e de pressão de perfusão coronariana), porém as drogas puramente alfa-agonistas não se mostraram melhores do que a AD nos estudos realizados. É a única droga usada na reanimação comprovadamente útil na restauração da circulação espontânea, além de manter o débito cardíaco ao longo do tempo e melhorar o fluxo sangüíneo para o coração e o cérebro (podendo piorar o já baixo fluxo, abaixo do diafragma).

Lidocaína e bretílio – Ajudam a suprimir os ritmos ventriculares ectópicos, sendo usados nas FV refratárias aos choques e nas recorrências após desfibrilações eficazes. A lidocaína diminui a automaticidade e a heterogeneidade dos períodos refratários do ventrículo e, apesar de aumentar o limiar de desfibrilação, o mesmo só é observado após 30 minutos, sendo questionável o seu efeito deletério para o paciente. O bretílio não altera a automaticidade, mas diminui a heterogeneidade da duração do PA e do PR entre o miocárdio normal e o isquêmico, de forma que previne a reentrada, diminui ou não altera o limiar de desfibrilação, mas, inicialmente (primeiros 20 minutos), aumenta a liberação de NE no terminal nervoso e causa taquicardia e hipertensão arterial; após cerca de 45 minutos, o mesmo inibe liberação e recaptação de NE, causando hipotensão. Por esse motivo, a lidocaína é a droga antifibrilatória de escolha, apesar da taxa de sucesso de ambas na reanimação ser semelhante, ficando o uso do bretílio restrito para as FV refratárias à desfibrilação e à lidocaína, e nas recorrentes após reversão com lidocaína.

A dose recomendada de lidocaína é de um bolus inicial de 1,5 mg/kg; outros de 0,5-1,5 mg/kg podem ser administrados a cada 5-10 minutos até a dose total de 3 mg/kg. A dose inicial de bretílio é de 5 mg/kg, li em bolus podendo ser repetida a intervalos de cinco minutos, até a dose total de 30-35 mg/kg.

Bicarbonato de sódio – O seu uso na PCR inicialmente era justificado, na crença que a acidose diminuía o limiar de desfibrilação e de que a acidose respiratória dificultava a resposta às catecolaminas empregadas; porém, estudos atuais mostraram que a acidose não se desenvolve até 15-20 minutos de PCR. Por outro lado, o próprio bicarbonato de sódio pode ser deletério, pois o mesmo, quando administrado em grandes doses IV se combina com o H+ e produz ácido carbônico, que se dissocia em C02 e H20; e, devido ao baixo fluxo sangüíneo tissular, esse C02 se acumula ao nível de tecidos, podendo até mesmo piorar a acidose tissular. Além disso, o C02 atravessa as barreiras hematoencefálica e celular muito mais rápido que o bicarbonato, de forma que se desenvolve acidose celular e cerebral. Atualmente, o bicarbonato só está indicado nos casos de hipercalemia pré-PCR, intoxicação por antidepressivos tricíclicos ou fenobarbitúricos e acidose preexistente responsiva a bicarbonato. Nunca deve ser usado nos casos de acidose láctica para os quais é até deletério. A dose inicial é de 1 mEq/kg, inicialmente, devendo-se sempre que possível guiar as doses subseqüentes pelo resultado da gasometria arterial.

Atropina – Está recomendada nas assistolias ou bradicardias da atividade elétrica sem pulso, quando não houver resposta às doses inicias de adrenalina. A dose recomendada é de 1 mg, IV in bolus repetida a cada 3-5 minutos, com dose máxima de 0,03-0,04 mg/kg.

Cálcio – Não é recomendado usualmente, podendo ser útil nos casos de hipercalemia, hipocalcemia e toxicidade por bloqueadores do canal de cálcio. No caso de se utilizá-lo, dá-se preferência ao cloreto de cálcio, pois o mesmo atinge maiores níveis sangüíneos de cálcio ionizado que os outros sais. A dose é de 2-4 mg/kg a 10%, li em infusão lenta.

Bloqueadores do canal de cálcio – O seu uso inicialmente foi proposto, pois sabe-se o papel de “vilão” do aumento do cálcio intracelular, em resposta à depleção rápida de fosfato, nas isquemias celulares e, principalmente, nas lesões de reperfusão. Porém, até o momento, o seu uso clínico não se mostrou definitivamente benéfico.

O uso do marcapasso na PCR – Está indicado na presença e/ou risco de bradicardias graves, especialmente na ausência de resposta ao uso de drogas venosas. Nestes casos, indica-se o uso do marcapasso transcutâneo, e o seu sucesso está associado a indicação precoce.
Reanimação cerebral

Manutenção da pefusão cerebral

1. FSC – Pode ser inferido pela pressão de perfusão cerebral, obtida pela diferença entre a PAM e a PIC, ou PPC = PDAO – PDAD, e está associada a um bom prognóstico se entre 15 e 25 mmHg.

2. A pressão sistólica mínima deve ser de 90- 100 mmHg.

3. A PaCO2 deve ser em torno de 30 mmHg, diminuindo-se assim a PIC.

4. A Pa02 deverá ser mantida entre 80- 100mmHg.

5. A PVC deve ser a menor possível, desde que a PS seja > 100 mmHg.

Se, apesar dessas medidas, a pressão intracraniana (PIO) continuar elevada (maior que 20 cmH20), pode-se recorrer à instalação de um cateter no espaço subaracnóideo para retirada de liquor.

Melhora do metabolismo cerebral – Administram-se 100 a 150 mg de glicose por dia, evitando uma glicemia > 200 mg/dl.

Diminuição das demandas metabólicas – Hipotermia moderada, barbitúricos luso controverso), prevenção de convulsões, bloqueadores do canal de cálcio (já citado).

Cuidados no transporte do paciente pós-PCR

Garantir VAS seguras, suplemento de O2, monitorização (PAI ou PANI, EEG, oximetria de pulso e mão em pulso central, se PANI).

Cuidados avançados pós-PCR – Suporte hemodinâmico no centro de terapia intensiva.

Referências bibliográficas

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CANDIDÍASE VULVOVAGINAL RECORRENTE

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Autor: Flávia Menezes Rodrigues – Residente de Ginecologia e Obstetrícia

Introdução

A candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR) é definida como quatro ou mais episódios anuais de vaginite por Candida sp. Embora vários fatores tenham sido identificados como predisponentes para a candidíase vulvovaginal recorrente, a maioria das mulheres com tal diagnóstico não apresenta nenhum destes fatores. Assim, o entendimento dos mecanismos imunopatogênicos é essencial para o progressso terapêutico.

O tratamento desta desordem, usando medicações antifúngicas locais ou sistêmicas, não tem tido bons resultados. O alívio dos sintomas e/ou o desaparecimento de C. albicans nas culturas vaginais é temporário na maioria dos casos. Estudar a patogênese da CVVR é essencial para entender o papel dos fatores do hospedeiro na regulação do crescimento e morfogênese da C. albicans e a suscetibilidade e aquisição desta infecções.

Epidemiologia

A candidíase vulvovaginal (CVV) é um dos diagnósticos mais freqüentes na prática diária em Ginecologia. Tem incidência aproximada de 25%, e ocupa o segundo lugar entre as vaginites, precedida apenas pela vaginose bacteriana. Estima-se que cerca de 75% das mulheres adultas apresentem pelo menos um episódio de vulvovaginite fúngica em sua vida, sendo que destas 40% a 50% vivenciam um novo surto. Os episódios de recorrência, por sua vez, acometem 5% das pacientes. Estudos indicam que 20% a 25% das mulheres normalmente saudáveis e completamente assintomáticas apresentam culturas vaginais positivas para C. albicans1.

Agente Etiológico

A Candida albicans é o agente etiológico mais freqüentemente encontrado nas vulvovaginites fúngicas, porém a prevalência das espécies não-albicans tem revelado aumento na última década2.

Fatores Predisponentes

Entre os fatores predisponentes podemos citar: gravidez, diabetes mellitus descompensado, uso de antibióticos (sistêmicos ou tópicos), uso de corticóides, estrogenioterapia, doenças imunossupressoras, condições de higiene (uso de duchas comerciais, papéis perfumados para toalete, banhos em piscina clorada e sprays de higiene feminina), vestuário apertado e pouco ventilado, uso de anticoncepcionais (o uso de ACO de baixa dosagem tem sido questionado, uma vez que os estudos clássicos demonstraram aumento da infecção em usuárias de ACO de alta dose de estrogênio e não com os atualmente empregados de baixa dosagem), transmissão sexual, deficiência de ferro (ainda sem evidências), deficiência de zinco (os resultados de estudo não confirmaram tal hipótese, porém é sabido que o zinco não apenas exerce um grande impacto sobre diferentes funções imunes, mas também participa no crescimento e morfogênese da C. albicans)1, uso de tamoxifeno a longo prazo [Sobel,1996, relata três casos de CVV em mulheres pós-menopausadas, com idade entre 60-81 anos (média 71 anos), em uso de tamoxifeno diariamente por período de 1-7 anos (média 3,5 anos). Em todos os três casos, o diagnóstico foi facilmente estabelecido usando investigação convencional e a erradicação da candidíase foi possível sem interrupção do tamoxifeno].

lmunopatogênese

1) Teoria da reinfecção vaginal, que poderia ocorrer por meio da transmissão sexual ou de disseminação contígua do trato gastrointestinal (reservatório intestinal). Porém, as evidências em apoio a essa hipótese da reinfecção como causa da CVVR não resistiram ao teste do tempo5.

2) Teoria da vaginite recidivante, que poderia decorrer de:
Fatores pertinentes ao microrganismo – Acredita-se que a virulência do patógeno poderia aumentar por várias razões, entre elas: transição dimórfica (capacidade da C, albicans de passar de blastosporo para a forma de hifas), instabilidade genotípica ou fenotípica (C. albicans poderia modificar ou modular seus marcadores antigênicos tornando-se resistente à atividade imune), mudança fenotípica (variações genéticas transmutariam uma forma saprofítica em uma forma com maior virulência), secreção de hidrolases (proteinase aumentaria a aderência do microrganismo ao tecido do hospedeiro, facilitando a invasão da mucosa e aumentando a suscetibilidade à vaginite, como também poderia hidrolisar imunoglobulinas protetoras), proteínas de choque ao calor (estas proteínas seriam produzidas pela C, albicans e promoveriam uma imunidade cruzada localizada na vagina) e resistência a drogas (as concentrações inibitórias mínimas não mudaram com o tempo e C, albicans isolada de infecções recorrentes raramente é de fato resistente a agentes antimicóticos. Porém, Candida não-albicans mostra uma suscetibilidade reduzida a antimicóticos comumente usados)2.

Fatores não-imunológicos do hospedeiro: as alterações da microbiota bacteriana vaginal (que geralmente resulta do uso de antibióticos, porém a maioria destas mulheres sofre recorrências na ausência da administração de antibióticos). Além disso, a microbiota bacteriana de mulheres com CVVR idiopática não é diferente daquela observada em mulheres sem história de vaginite. Logo, não parece que esta tenha um papel significante à CVVR. Maior afinidade da Candida por células epiteliais da vagina (evidências atuais não apóiam tal hipótese) e alterações hormonais (principalmente as estrogênicas parecem influenciar a incidência de episódios agudos de vaginite por Candida. Existe uma incidência aumentada de vaginite entre mulheres grávidas, usuárias de ACO com alto teor de estrogênio, e aquelas sob terapia hormonal de reposição após a menopausa. Em contraste, mulheres no período anterior à menarca e posterior à menopausa raramente adquirem infecções vaginais fúngicas. Porém, a relação entre hormônios reprodutivos e imunidade vaginal local permanece desconhecida, e qualquer sugestão de que as variações destes hormônios em mulheres predispostas aumentam a suscetibilidade específica à candidíase vaginal é especulativa)2.

Fatores imunológicos do hospedeiro são o maior alvo de interesse e pesquisa na atualidade.

De forma diferente à das bactérias, cujo número é regulado tanto pelos mecanismos imune humoral e celular, a defesa imunológica contra C. albicans é primariamente, se não inteiramente, mediada por células. Muitas mulheres têm anticorpos contra Candida, mas estes não oferecem proteção. Além disso, mulheres com defeito na parte humoral do sistema imune específico não apresentam aumento na incidência de candidíase vaginal. Por outro lado, mulheres com defeito na imunidade mediada por células têm alta prevalência de vaginite por Candida2.

Evidências recentes indicam que a morfogênese da C. albicans poderia também estar sob regulação do sistema imune: PGE2, um produto dos macrófagos, mostrou estimular a formação de hifas a partir de esporos de C. albicans enquanto o interferon gama (IFN-gama), um produto dos linfócitos T-helper ativados, tem mostrado inibir a formação de hifas a partir de esporos de C. albicans, mesmo na presença de PGE2.

Assim, sob condições de imunossupressão dominante por PGE2, a habilidade de macrófagos e linfócitos T de inibir o crescimento de Can- didas é limitada, e esporos podem germinar e invadir o epitélio vaginal, iniciando uma infec- ção clínica. Contudo, quando a imunidade ce- lular torna-se ativa, aumentando os níveis lo- cais de IFN-gama, a transição de esporo para hifa é inibida e os microrganismos permanecem em baixo número na forma de esporo17.

A ß-endorfina é um neuropeptídeo produzido pela porção anterior da hipófise, especial, mente sob condições de estresse e exercício. Evidências recentes sugerem que a ß-endorfina também pode funcionar como um imunomodulador. Tanto os linfócitos T como os macrófagos têm receptores de membrana para )-endorfina. A ligação da J-endorfina a macrófagos induz a produção de PGE2 e inibe a síntese de IFN-gama. Assim, desde que a vaginite por Candida foi relacionada ao estresse e descobriu-se que a ß-endorfina induz a produção de PGE2, o efeito direto da ß-endorfina sobre a germinação de C. albicans foi determinado17.

Devido à incidência de vaginite por Candida ser mais comum na fase lútea, justamente antes da menstruação, foi examinada a resposta imune celular à Candida durante cada semana do ciclo menstrual e a habilidade em cada fase de se induzir a germinação de esporos de Candida. Estudos mostraram que, durante a fase lútea, os níveis de progesterona (25 ng/ml) inibiam a proliferação de linfócitos Candida-induzidas em mais de 50% das mulheres observadas, quando comparadas com mulheres com níveis de progesterona mais baixos (o,15 ng/ml) e que mantinham a proliferação de linfócitos. Os níveis de estrogênio não promoveram inibição na proliferação de linfócitos Candida-induzidas nem na fase lútea nem na fase proliferativa do ciclo menstrual. Assim, mulheres com elevados níveis de progesterona, nas quais os macrófagos apresentem alta sensibilidade à imunossupressão induzida por este hormônio, podem ter maior suscetibilidade à CVVR17.

A CVVR foi também associada a uma resposta alérgica vaginal. Estudos relatam a presença de anticorpos IgE apenas na secreção vaginal de mulheres com CVVR, mas não foram encontrados no plasma destas pacientes, o que sugere que a respota de hipersensibilidade imediata localiza-se na vagina. Fluidos vaginais de algumas destas mulheres também mostravam anticorpos IgE reativo com o fluido seminal de seus maridos ou com seus espermicidas contraceptivos. De modo interessante, PGE2 foi identificada no fluido vaginal apenas de mulheres com CVVR que apresentavam anticorpos IgE em seus fluidos vaginais. Estas informações sugerem que a resposta alérgica pode ser manifestada na vagina e que a produção de PGE2 em conseqüência a esta resposta poderia inibir transitoriamente a imunidade local mediada por células, permitindo a proliferação e diferenciação de algumas C. albicans que já existissem na vagina de forma comensal, o que aumentaria significativamente a suscetibilidade a uma infecção clínica. Uma resposta alérgica, na vagina, a qualquer alérgeno, e não somente a C. albicans, poderia aumentar a suscetibilidade à CVVR. Mulheres com hipersensibilidade imediata a medicações, alérgenos ambientais ou microrganismos e seus produtos poderiam também apresentar elevado risco para CVY como conseqüência ao aumento da produção de PGE217.

Concluiu-se, portanto, que Candida sp. pode induzir sintomas por hipersensibilidade ou reação alérgica, particularmente em mulheres com CVVR idiopática. Assim, Sobel (1996) explica os diversos quadros clínicos da CVY.

A resposta alérgica vaginal, resultando em vaginite recorrente, pode também ser verificada em mulheres não-alérgicas. Se seus parceiros têm uma resposta alérgica, e se o alérgeno específico e seu anticorpo IgE correspondente estão presentes no seu sêmen, então uma IgE pode ligar-se a mastócitos e basófilos em seu trato genital após o coito, e se o alérgeno se liga a esta IgE uma resposta alérgica poderá ser desencadeada. O uso de condom durante o coito finalizaria as recorrências da CVV. Suspeita-se que esse mecanismo poderia estar operando em muitas mulheres com CVVR relacionada com o coito e parceiro específico17.

O exame miscrocópico a fresco tem baixa sensibilidade: 50% das pacientes com candidíase vaginal sintomática e cultura positiva irão apresentar exames a fresco negativos. Embora culturas vaginais para Candida de rotina não sejam necessárias, estas devem ser solicitadas quando exames a fresco não identificarem o microrganismo. O exame de Papanicolaou não é fidedigno como teste diagnóstico; este é positivo em aproximadamente 25% dos casos. O exame a fresco positivo relaciona-se a concentrações relativamente altas do fungo nas secreções vaginais, como confirmado pelas culturas vaginais quantitativas. Não há teste sorológico fidedigno para o diagnóstico de candidose vaginal sintomática.

Tratamento da Candidíase Vulvovaginal Não-recorrente

Medidas gerais – Mudança de hábitos e correção, quando possível, dos fatores predisponentes1.

Tratamento medicamentoso – O tratamento do parceiro num primeiro episódio de CVVR é ainda controverso. Assim, visando à redução dos insucessos terapêuticos e de recidivas, há quem opte, como primeira opção, pelo tratamento do casal1.

Por muitos anos o tratamento da candidíase vaginal era quase que exclusivamente realizado por agentes tópicos. A nistatina (poliênicos) creme ou supositório vaginal tem sido usada há quase três décadas. A média da taxa de cura micológica é de aproximadamente 75- 80%1.

Vários derivados imidazólicos alcançaram taxa de cura maior do que os poliênicos (85- 90%), porém sem grandes diferenças significativas. Embora muitos estudos tenham realizado comparações entre a eficácia clínica dos vários azoles, existe apenas pequena evidência da superioridade de um agente azole sobre os outros1.

Tem havido uma grande tendência ao uso de terapêuticas por curtos intervalos de tempo com doses de antifúngicos progressivamente maiores, culminando em regimes terapêuticos de dose única. Em vários ensaios clínicos, ambos os regimes de curto período ou dose única dos muitos agentes antifúngicos azoles mostraram-se eficazes. Parece razoável usar terapia em dose única somente naquelas pacientes com episódios infreqüentes e com severidade apenas de pequena a moderada intensidade1.

Porém, alguns autores acreditam que a via tó- pica de administração é inconveniente e a ade- rência ao tratamento nem sempre é satisfatória. A elevada incidência de recorrência após o tra- tamento tópico, com taxa em torno dos 30% (Frega et ai., 1994), também evidencia dificulda- de na abordagem terapêutica através dessa via de administração. Assim sendo, para estes au- tores ficaria reservado ao tratamento tópico um papel secundário pela sua baixa eficácia e tolerabilidadel.

O tratamento de gestantes com candidíase vulvovaginal é mais difícil devido a resposta clínica ser mais lenta e as recorrências serem mais freqüentes. Em geral, a maioria dos agentes tópicos é eficaz, principalmente quando prescritos por longos períodos de uma a duas semanas. Contudo, dose única com 500 mg de clotrimazol também tem mostrado ser eficaz em gestantes. Embora a absorção sistêmica do antifúngico tópico seja mínima, o potencial de risco ao desenvolvimento do feto durante o 1º trimestre deve ser avaliado em relação ao benefício materno1.

Nenhum dos agentes antifúngicos orais sistêmicos tem aprovação da Food and Drug Administration nos EUA para uso específico na candidíase vulvovaginal. Contudo, cetoconazol (400 mg diários por cinco dias), itraconazoÍ (200 mg diários por três dias ou 400 mg por um dia) e fluconazol li 50 mg por um dia) têm mostrado elevada eficácia. Os resultados clínicos são pelo menos tão bons quanto, se não minimamente superiores, ao tratamento convencional tópico. vários estudos indicam que muitas mulheres preferem a terapia oral, apesar de ser mais custosal.

As diversas formas de terapia com os antifúngicos orais devem ser avaliadas quanto aos possíveis efeitos colaterais e toxicidade. O tratamento com cetoconazol pode causar sintomas gastrointestinais (10%) e raramente anafilaxia; o maior risco porém é a hepatotoxicidade, que pode ocorrer em aproximadamente em uma para cada 10.000-15.000 mulheres tratadas. Estes efeitos, porém, são menos freqüentes com itraconazol e fluconazol.

O uso da corticoterapia tópica aplicada separadamente na vulva oferece um alívio mais rápido dos sintomas. Todavia, muitas pacientes não necessitam desta terapêutica e não podemos esquecer que o uso abusivo de esteróides pode trazer efeitos colaterais1.

Tratamento da Candidíase Vulvovaginal Recorrente

O primeiro passo deve ser a confimação diagnóstica da CVVR. É necessário identificar e erradicar, quando possível, os fatores predisponentes. Na maiora das mulheres com CVV recorrente ou crónica não identificamos qualquer doença de base ou fator predisponente. A realização de testes anti-HIV em pacientes com CVVR deve ser considerada.

Embora alguns autores preconizem o trata- mento do parceiro, os estudos publicados até o momento não justificam esta conduta1.

Outro aspecto ainda controverso é a chamada “profilaxia”, que pode ser feita com cetoconazol (100 mg/dia/6 meses), fluconazol (150 mg/mês/6 meses) ou clotrimazol (500 mg supositório/mês/6 meses). Todos os esquemas se mostram eficazes, mas após a interrupção as recidivas voltam a acontecer1.

Se a terapia de primeira escolha com azoles tópico ou oral não controlou a vaginite causada por C. glabrata e C. cerevisiae, relatos recentes indicam que ácido bórico 600 mg intravaginal duas vezes ao dia tem sucesso freqüentemente1.

Para mulheres que fazem uso de antibióticos, identificados como fatores predisponentes, pode ser recomendada a administração de agentes antimicóticos tópicos simultaneamente ao uso dos antibióticos1.

Discussão

Algumas mulheres com CVVR parecem ter uma desordem de base na imunorregulação precipitada através de uma resposta alérgica vaginal localizada. Suas infecções vaginais com C. albicans são uma conseqüência sencundária a esta desordem. Assim, tratamento com medicações antifúngicas pode melhorar a infecção e aliviar os sintomas, porém, devido às condições de base, as mulheres poderão permanecer altamente suscetíveis a infecções futuras.

Assim, um dos primeiros passos para aliviar o ciclo de recorrências é reconhecer quais pacientes têm uma resposta alérgica vaginal. A vaginite alérgica relacionada ao coito é facilmente reconhecida se o uso de condom prevenir o aparecimento de novos sintomas. Em outros casos, a análise da secreção vaginal para PGE2 e/ou IgE específica poderia contribuir para o diagnóstico de uma reação alérgica vaginal. Infelizmente, estes testes ainda não estão dispo, níveis17.

Como já discutido, a CVVR poderia ser reduzida se o reservatório de microrganismos comensais pudesse ser controlado ou eliminado completamente, o que é tentado através da administração de antifúngicos a longo prazo. Infelizmente, porém, a taxa de episódios pré-tratamento retorna após interrupção da medicação.

A normalização da resposta imunológica em mulheres com vaginite alérgica permanece como uma área de investigação ainda em estágios iniciais. Num ensaio não-controlado da administração oral de inibidores de protaglandinas, ibuprofeno aliviou os sintomas e reduziu a recorrência da CVV em apenas 10% dos casos. A dose-efeito variou muito entre as pacientes individualmente. Recentemente, tratamento com anti-histamínicos orais parece ser mais eficaz do que ibuprofeno oral. Administração local vaginal de cromalin sódico, um estabilizador de membrana dos mastócitos, também promoveu melhoras dos sintomas de algumas destas pacientes. Trabalhos clínicos controlados destas medicações poderiam ser úteis17.

Um tratamento alternativo é o uso de hipossensibilização com antígenos viáveis comercialmente. Existem dois relatos nos quais as ten, tativas de dessensibilizar reações de hipersensibilidade imediata em mulheres com CVVR, através da administração subcutânea de doses crescentes de antígenos Candida em extrato de levedura durante o curso de um ano, resultaram em menores episódios de recorrência quando comparados com o ano anterior1.

Autores brasileiros relatam que a CVVR está freqüentemente associada a rinite alérgica ou história familiar de alergia e que responde bem a imunoterapia com candidina (é um antígeno da Candida). Em um estudo realizado pelo serviço de imunologia do Hospital dos Servidores, a grande maioria das pacientes com CVVR (78%) era portadora de atopia, o que fortalece a idéia de que o que existe é uma hipersensibilidade para o patógeno em questão e não um problema de imunodeficiência. Neste estudo, a imunoterapia dessensibilizante foi eficaz na maioria das pacientes (70%), sendo que, em 90 casos, 63 mulheres apresentaram melhora em três meses, 40 melhoraram em seis meses, cinco em 12 meses e apenas 27 não obtiveram melhora.

Recentemente, se tem alegado que a ingestão de iogurte contendo Lactobacillus acidophillus reduz a colonização vaginal e a vaginite por Candida em mulheres com CVVR. Infelizmente, o número de mulheres estudadas foi pequeno e os métodos questionáveis; embora este tipo de profilaxia seja recomendado, outros estudos confirmatórios são essenciais1.

Foi lançado atualmente no mercado o IMIQUIMOD, que teria ação de elevar os níveis de interferon endógeno, porém tal tratamento é bastante custoso e ainda está em estudo. Outra possibilidade, porém de baixo custo e ainda em estudo, seria a administração de vitamina C e ácido fólico, que teria uma ação interferon-like. Outro medicamento também já no mercado é o Timosan, que promete agir como um imunomodulador de origem natural, não-humana, com especial ação sobre a imunidade celular e humoral deficitária. O Timosan é obtido a partir do timo de vitela, glândula responsável pelo amadurecimento do sistema linfóide, principalmente na maturação e diferenciação dos linfócitos. Porém, apesar de estar sendo usado por um número razoável de profissionais, esta medicação não tem nenhuma comprovação científica de suas propriedades.

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7. Bühler K, Meisinger V Klade H, Reinthaller A. Zinc leveis of serum and cervicavaginal secretion in recurrent vulvovaginal candidiasis. Genitourin Med, 1994 Oct, 70:5, 308-10.

8. Witkin SS, Jeremias J, Ledger WJ. A localized vaginal allergic reÉponse in women with recurrent vaginitis. fAlle1gy Clin Immunol, 1988 Feb, 81:2, 412-6.

9. Witkin SS, Jeremias J, Ledger WJ. Vaginal eosinophilus and IgE antibodies tu Candida albicans in women with recurrent vaginitis. f Med Vet Mycol, 1989, 27:1, 57:8.

10. Fidel PL jr, Sobel JD. Immunopathogenesis of recurrent vulvovaginal candidiasis. Clin Microbiol Ver, 1996 Jul, 9:3, 335-48.

11. Sabei JD. Epidemiology and pathogenesis of recurrent vulvovaginal candidiasis. Am f Obstet Gynecol, 1985 Aug 1, 152:7 Pt 2, 924-35.

12. Hilton E, Isenberg HD, Alperstein fl France K, Borenstein MT. Ingestion of yogurt containing Lactobacillus acidophilus as prophylaxis for candidal vaginitis. Ann Intem Med, 1992 Mar 1, l16:5, 353-7.

13. Sobel DJ. Fluconazole maintenance therapy in recurrent vulvovaginal candidiasis. Inter J Gynecol Obstet, 1990 Nov 17, voÍ 37, suppÍ 1, 17:25.

14. Rees T, Philips R. Multicenter comparison of one-day oral therapy with fluconazole or itraconazole in vaginal candidiasis. Inter J Gynecol Obstet, 1990 Nov 17, voÍ 37, suppÍ 1, 33:39.

15. Sobel JD. Antimycotic azoÍe resistance in vulvovaginal candidiasis. Inter J Gynecol Obstet, 1990 Nov 17, vol 37, suppl 1, 39:46.

16. Sobel DJ. Single oral dose fluconazole compared with conventional clotrimazole topical therapy of Candida vaginitis. Am J Obstet Gynecol 1995; 172; 1263-8.

17. Witkin SS. Immunologic factors influencing susceptibility to recurrent candidal vaginitis. Clin Obstet Gynecol; voÍ 34; nQ 3; 1991 Set; 662-6.

CURIOSIDADES SOBRE POBREZA (HUMOR)

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Vantagens de ser pobre:

1 – É Simples – Você não perde o seu precioso tempo com grandes sonhos e se contenta com um sonho da padaria no almoço e um Sonho de Valsa no jantar.

2 – É Valorizador – Em um mundo de mulheres tão interesseiras e oportunistas, só as sinceras e verdadeiras dão bola pra você! O problema é aguentar ficar sozinho!

3 – É Saudável – Você tem uma vida de atleta, correndo pra alcançar o ônibus, malhando pra conseguir um lugar pra sentar e se alongando pra passar por baixo da catraca.

4 – É Anti-Estressante – Nenhum vendedor te liga pra empurrar alguma bugiganga porque, além da sua conta estar negativa, você não tem telefone!

5 – É Aliviante – Com a sua fama de pé-rapado, nenhum amigo te pede dinheiro emprestado e, dependendo do seu grau de pobreza, eles nem serão mais seus amigos.

6 – É Emocionante – Você nunca sabe se o dinheiro vai chegar até o final do mês e, assim, tem uma rotina muito menos previsível!

7 – É Invejável – Enquanto os seus vizinhos viajam, pegam trânsito no feriado e sofrem com as praias lotadas, você descansa na comodidade do seu barraco.

8 – É Útil – Você tem de trabalhar aos domingos pra fazer hora-extra e, assim, não precisa assistir aos programas que são campeões de audiência de encheção de saco.

9 – É Seguro – Você não precisa levar a carteira para todos lugares que for, pois ela está sempre vazia. Assim, os trombadinhas vão passar longe de você!

10 – É Gratificante – Sem dinheiro pra acessar a Internet, você nunca vai ler textos cretinos como esse.

Sintomas de Pobreza:

-Abrir tubo de pasta de dente com tesoura para aproveitar o restinho que sobrou.
-Acender latinha com álcool dentro do box do banheiro em dia de frio.
-Acordar cedo no domingo para lavar o carro antes que a água acabe.
-Amarrar o cachorro com fio de luz.
-Amarrar perna de óculos com arame.
-Andar com aquela carteira profissional ensebada no bolso de trás.
-Andar de carro com vidro fechado no maior calor só para pensarem que você tem ar condicionado.
-Andar pendurado na porta do ônibus.
-Anotar recado de telefone em papel de pão.
-Apertar parafuso da antena de TV com faca de ponta redonda, porque a chave de fenda está sendo usada para travar o vidro do carro.
-Aproveitar a chuva para lavar o carro.
-Aproveitar garrafa plástica de refrigerante para botar água na geladeira.
-Aproveitar sobra de carpete para fazer tapete.
-Balançar a toalha com farelos de comida na janela
-Botar folhas de jornal no chão do carro para tirar a umidade.
-Botar neon igual da Super Máquina no para choque do automóvel Miura.
-Botar papel com álcool no sapato para amaciar.
-Brigar com meio mundo só porque o caixa não deu o troco de 3 centavos.
-Calçar o sofá sem perna com tijolo.
-Chorar no último capítulo da novela.
-Chupar os dentes (p/ não usar palito)
-Colar dinheiro com durex ou fita isolante, deixando aquela faixa …
-Colar o pivô com Super Bonder para não ter que ir ao dentista.
-Coleção de caneca de cerveja na sala de visitas.
-Colocar água na garrafa de suco (aqueles…)p/ aproveitar o restinho
-Colocar arranjo de fruta de plástico na mesa da sala.
-Colocar Bombril na antena da televisão.
-Colocar copo de água embaixo da cama e da mesa para as formigas não subirem.
-Colocar maiô e biquini e tomar sol na represa.
-Colocar plástico em cima do telhado para evitar goteira.
-Colocar um tijolo atrás de cada pneu do carro p/ ele não descer na ladeira
-Comprar carro novo e não tirar o plástico dos bancos, para todos saberem que é novo.
-Comprar churrasquinho com vale transporte.
-Comprar quatro pares de tênis iguaizinhos pois a promoção era “imperdível”
-Comprar um maço de beterraba com folha e tudo, e utilizar as folhas para “fazer uma sopinha”
-Consertar tira de sandália Havaianas com grampeador.
-Construir a calçada de casa com cacos de tijolos velhos, formando aqueles desenhos lindos.
-Conversar com um amigo, cada um de um lado da rua.
-Convidar os amigos para o churrasco de seu aniversário e pedir para cada um trazer uma coisa (carvão, espeto, carne, etc.).
-Copiar modelo inteiro da vitrine para depois fazer em casa.
-Correr a casa inteira com o chinelo na mão atrás da barata.
-Correr atrás do guarda-sol na praia gritando “pega, pega!”.
-Dançar lambada com a sogra, passar uma rasteira na velha e mandar para as videocassetadas do Faustão.
-Dar caixa de chocolates para o amigo-secreto.
-Dar presente embrulhado com papel das Casas Bahia.
-Dar uma festa e pedir mesa e cadeira para os vizinhos.
-Decorar o muro do quintal com plantas em lata de óleo, leite em pó e tijolo.
-Decorar vasos com flor desidratada e de plástico.
-Deixar a bacia em cima da cama antes de ir para o trabalho para, se caso chover, a goteira não molhar sua cama.
-Deixar a unha do dedo mindinho comprida p/ tirar cera do ouvido
-Discutir na feira.
-Em dia de chuva amarrar saco plástico em volta do sapato para não molhar.
-Embrulhar caixa de fósforo com papel de presente para pendurar em árvore de natal.
-Enfeitar estante da sala com lembranças de casamento.
-Enrolar, ao contrário, bobina de maquina de calcular para aproveitar o outro lado.
-Entrar de loja em loja perguntando os preços e dizer pro vendedor:”Só tô dando uma olhadinha, qualquer coisa volto mais tarde”.
-Entrar em loja de R$ 1.99 e querer achar um presente legal.
-Entrar na sessão de carne do supermercado e ir direto para o balcão de pelancas.
-Escrever na lataria de carro sujo: “LAVE-ME, POR FAVOR”.
-Esperar passar das 12:30 para ir à feira só prá pegar um “precinho mais em conta”
-Esperar todo mundo da casa usar o banheiro para dar descarga só uma vez.
-Esquentar a ponta da Bic prá ver se ela volta a escrever.
-Esquentar pão de 10 dias no microondas, servir para visita, e dizer: “Tá quentinho, acabei de trazer da padaria”.
-Esticar a língua para lamber o fundo do copo de iogurte.
-Falar para os amigos na praia “Quero ver se você faz isso” e dar aquela cambalhota.
-Faróis amarelos.
-Fazer a barra da calça com fita crepe.
-Fazer coleção de porta copos de bar.
-Fazer jogo de futebol com os times “com camisa” X “sem camisa”.
-Fazer pacote com bolo e brigadeiro para entregar na saída do aniversário.
-Fazer uma casa e colocar chaminé no telhado só prá todo mundo pensar que você tem lareira em casa
-Ficar balançando lâmpada queimada para ver se volta a funcionar.
-Ficar com fome durante a ponte aérea, não comer nada e levar o lanche para a esposa.
-Ficar discutindo com os amigos quantas barbas dá para fazer com uma lâmina.
-Fingir que está dormindo no ônibus para não dar lugar a quem está de pé.
-Forrar palmilha com jornal para não passar frio no pé.
-Gritar pela janela do ônibus para o amigo e ele fingir que não te ouviu.
-Guardar aqueles cacarecos em cima do guarda-roupas.
-Guardar caixinhas de pasta Bolinhos e esperar pela promoção.
-Guardar cueca furada para passar cera no carro.
-Guardar refrigerante com colher pendurada na boca, para não perder o gás.
-Guardar resto da macarronada para fazer sopa no outro dia.
-Guardar sobra de material de construção em cima da laje.
-Guardar sobras de sabonete para depois fazer uma bola só.
-Guardar vinho velho para fazer vinagre.
-Homem careca com rabo de cavalo.
-Invadir a roda de amigos para contar a piada do não nem eu.
-Ir a praia em dia de chuva e levar toda a família.
-Ir a um cine 3D e levar o óculos para casa
-Ir a um restaurante chique com a namorada, ver a manteiga em cubinhos, pegar um palito, comer e só após constatar que era manteiga e ainda dizer para a namorada: “Adoro manteiga… desde pequenininho”…
-Ir a um restaurante famoso, e levar o cinzeiro como “lembrança”
-Ir ao banheiro e fazer bola de papel higiênico molhado para jogar no teto.
-Ir ao estádio de futebol, entrar pela geral, e pular para as sociais.
-Ir ao restaurante e, antes de pedir a comida, perguntar se aceita ticket.
-Ir em casamento com camisa de time de futebol.
-Ir embora do restaurante que não aceita seu ticket.
-Ir pro trabalho de bicicleta, e dizer que é prá manter a forma.
-Ir visitar um amigo, estacionar na frente do prédio, ignorar o interfone e começar a buzinar e gritar lá de baixo.
-Jogar algodão na árvore de natal para dar efeito de neve.
-Lamber a tampa metálica do iogurte.
-Lamber ponta de borracha para apagar erro.
-Lavar fralda descartável com pinho sol, para usá-la novamente.
-Levantar de noite com sede e tomar água da pia do banheiro com a mão.
-Levar material escolar em saco de açúcar União em dia de chuva.
-Levar sopa na garrafa térmica.
-Luz colorida no corredor
-Mascar chiclete e dar um pedaço já mastigado p/ outro…Quer ???
-Mascar chicletes 3 horas seguidas até ficar branco e sem gosto.
-Na hora do rango brigar com a mãe por causa da mistura.
-O irmão que pisa p/ dentro dar o tênis depois de usado p/ o irmão que pisa p/ fora p/ gastar o restante da sola
-Oferecer sagú para as visitas.
-Palitar dente com palito de fósforo, apontado com a faca do almoço suja de feijão.
-Passar cuspe ao cotovelo ressecado para amaciar.
-Passar final de semana na calçada tomando cerveja e comendo churrasco.
-Passar miolo do pão no pote de margarina e prato de macarrão e mandar para baixo.
-Passar o fio dental e depois cheirar para ver se o dente está podre.
-Passar óleo queimado no cachorro para acabar com a sarna.
-Passar pomada Minancora nas espinhas e sair com a cara toda branca.
-Pechinchar em liquidação.
-Pedir ao padeiro pão velho para fazer “farinha de rosca ” e aproveitar para fazer umas torradinhas prá tomar com chá preto
-Pedir para o açougueiro “miúdos para comida do cachorro” e fazer uma “comida exótica típica da Indonésia” para a visita
-Pedir pro cobrador do ônibus passar dois na roleta.
-Pedir pro filho ficar abanando o churrasco com tampa de caixa de sapato.
-Pedir pro marido ir ao supermercado comprar pouca coisa e mandar ele trazer
-Pegar ônibus errado e ir até o ponto final para não desperdiçar o dinheiro.
-Pendurar rolo de papel higiênico na parede com arame.
-Pendurar roupa na janela
-Pentear bigode e costeleta enquanto anda pela rua.
-Pisar em sujeira de cachorro e limpar no meio fio.
-Polir metade do carro por que faltou cera.
-Quando estiver resfriado, assoar o nariz com o dedo na pia (p/ economizar papel higiênico)
-Receber visita e mostrar toda a casa.
-Reformar a casa gastando R$50.000 e deixar as lâmpadas penduradas porque não tem R$10,00 para comprar as arandelas.
-Regar as plantas de casa com panela.
-Remendar coador de pano.
-Rifar caixa de chocolate e dizer que é ação entre amigos.
-Sair correndo e se matar para pegar ônibus que já está saindo do ponto.
-Sair de casa com bobs na cabeça
-Secar tênis atrás da geladeira.
-Subir na laje para mexer na antena e ficar gritando lá de cima: “Melhorou?”.
-Ter cortininha de plástico no chuveiro
-Ter enfeites de navio na sala
-Ter um pingüim em cima da geladeira
-Tirar cadarço do sapato do pai, cortar ao meio para fazer dois para o tênis do filho.
-Tirar cera do ouvido com chave do carro e tampa de caneta.
-Tomar banho de tanque, mangueira ou caneca
-Tomar cerveja em copo de requeijão.
-Tomar Martini em copo de plástico.
-Usar calça social com tênis.
-Usar calção de náilon manchado de tinta prá buscar pão de manhã.
-Usar fundo de garrafa descartável para colocar plantas.
-Usar gravata colorida e com estampa de bichinhos só para dizer que é publicitário.
-Usar meia com chinelo
-Usar microondas só p/ esquentar comida
-Usar o único ticket que o restaurante não aceita.
-Usar ombreira para esconder a rampa do ombro.
-Usar porta-documentos com os dizeres: “Lula/94 sem medo de ser feliz”.
-Usar pôster de carro importado para esconder mancha de umidade na parede.
-Usar pregador de roupa para manter fechado saco de açúcar, arroz, farinha, etc.
-Usar prendedor de roupa para pendurar recado no trinco da porta.
-Usar resto de sabão para tapar vazamento no bujão de gás.
-Usar saco de arroz Tio João para encapar material escolar dos filhos.
-Usar sacola plástica para botar lixo.

CURIOSIDADES SOBRE GUERRA DOS SEXOS (HUMOR)

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Ainda bem que sou mulher, sim, sim, sim.

Não vivo de cerveja, tremoços, nem de bebedeiras. Não falo com os meus amigos sobre as minhas ereções. Não vou a conduzir até ao cu de Judas, só porque sou muito macho para pedir indicações. Não me embebedo em festas e ajo como um palhaço. Sei como por a tampa do sanitário para baixo! Não belisco o teu rabo. O meu cinto não está escondido por detrás da barriga de cerveja. Não ando por aí a ajustar a minha voz para gritar como o Tarzan. Não arroto em público. Não coço o rabo.

É que eu sou uma mulher, percebes – Não sou desse tipo! Estou contente por ser Mulher, estou tão contente que era capaz de cantar. Não tenho pelos no corpo, como se fosse uma carpete. Não me cresce no nariz nem nos ouvidos. Sou uma Mulher, tu sabes – tenho muito orgulho nisso!

Honestamente, penso que é um privilégio para mim ter estas duas mamas e uma racha quando mijo. Não vivo para jogar golfe ou basquete. Não digo asneiras nem cuspo para o chão como um Neanderthal. Sim, estou mesmo contente por ser mulher. Não tenho aquela inveja de quem tem o pênis maior. Não ando no engate de miúdas, nem penso com a picha. Sou uma Mulher e agradeço a minha existência. Ainda bem que sou uma Mulher e não um Homem como tu…

Ainda bem que sou homem, podes crer…

Não vivo de iogurtes, coca cola diet, nem de manteiga light. Não converso com as minhas amigas sobre o tamanho dos meus seios. Posso ir para onde quiser – norte, sul, leste ou oeste. Não fico bêbado após duas cervejas e quando bebo não acabo a noite a chorar. Não passo horas a decidir o que vestir, passo 5 minutos, no máximo a pentear o cabelo e não ando por aí a ver o meu reflexo em qualquer superfície espelhada que me apareça pela frente. Não choramingo em público.

Ainda bem que sou Homem. Estou tão contente que era capaz de cantar. Não falo mal dos meus amigos nem os ataco pelas costas. Sou racional, razoavelmente, e também sou lógico. Sei que horas são e sei o que fazer. E, honestamente, penso que é um privilégio ter estas duas bolas e poder estar em pé enquanto mijo.

Eu vivo para ver desporto e para praticar qualquer tipo de desporto com bolas. Estejam à vontade para me usar para ter prazer imediato. Não afirmo que se mantenha permanente em todos os tamanhos. Sim, estou mesmo contente por ser Homem. Ainda bem que não posso ter filhos. Não fico um chato a cada 28 dias. Ainda bem que o meu membro aumenta. Sou um Homem e agradeço a minha existência. Sou um Homem e não uma Mulher como tu…

Regras que os Homens adorariam que as mulheres soubessem…

1)Se acham que são gordas, provavelmente é verdade. Não nos perguntem.

2)Aprendam a trabalhar com as tampas dos sanitários. Se está levantada, ponham-na para baixo.

3)O que foi dito há mais de seis meses não é válido como argumento numa discussão.

4)Às vezes, não estamos a pensar em vocês. Aprendam a lidar com isso.

5) Não finjam. Preferimos ser ineficazes que enganados.

6) Domingo = Futebol.

7) Qualquer coisa que usem está bem, é sério. Não nos façam perguntas difíceis.

8)Mulheres que usam Wonderbras e grandes decotes perdem o direito a protestar com os homens que lhes olham para os seios.

9)Vocês têm sapatos demais.

10)Choro é considerado chantagem.

11) Digam o que querem. Subtilezas não funcionam.

12) Assinalem os aniversários num calendário.

13) Sim, mijar de pé é mais difícil que o fazer sentadinha, por isso é natural que falhemos algumas vezes.

A idade da mulher…

Abaixo dos 14, é como a Antárctica: intocável

Entre os 14 e os 17, é como África: virgem e inexplorada

Entre os 18 e os 30, é como a Ásia: sexy e erótica

Entre os 31 e os 45, é como a América: totalmente explorada; bonita e livre com os seus recursos

Entre os 46 e os 56, é como a Europa: exausta, mas ainda tem pontos de interesse

Entre os 56 e os 60, é como a Nova Zelândia: toda a gente sabe que ela existe, mas ninguém se importa

Entre os 60 e os 64, é como a Rússia: toda a gente sabe que ela está lá, mas ninguém se atreve a ir lá

Depois dos 64, é como a Lua: a exploração cessou

As 10 melhores razões para sair com uma mulher feia…

1)É um mercado promissor. Nove entre dez feias têm amigas bonitas. E essa que sobra tem sempre uma prima.

2) É emocionante. Vais-te sentir o próprio 007 ao tentar esconder a bruxa dos teus amigos.

3)É seguro. Se parar o carro num local ermo e, dependendo do calibre do canhão que estiver te acompanhando, os ladrões não vão te incomodar, com medo de serem comidos vivos.

4) É mais fácil. Uma feiosa normalmente não escolhe muito as companhias masculinas, por força da lei de oferta e procura; isto é: mesmo que sejas horroroso, a possibilidade de ela te mandar dar uma curva é praticamente zero.

5) É econômico. Uma baleia sabe que é uma baleia. E não vai pedir jantares em restaurantes chiques, nem flores no dia seguinte. No máximo, umas cervejas em lata dentro do carro.

6) É um ato de caridade. Sente-se melhor quando sai com uma feiosa. É a tua boa ação da semana. O problema é tornar-se um hábito e fundar a “Casa (assombrada) de Auxílio às Menos Bonitas”.

7) É um excelente parâmetro. Imagina duas feias juntas. Uma delas será sempre a “mais bonitinha” por pior que ela seja.

8) É interessante. Pode ser que a monstra seja podre de rica.

9) É um ato que colabora com os teus estudos. Uma feia copia sempre tudo o que o professor diz nas aulas, o que facilita em muito na hora de tirar cópias. As bonitas normalmente fazem isso também, mas não vão sair contigo nem, muito menos, emprestar-te o caderno.

10) É suficiente em casos desesperados. Na pior das hipóteses, mas na pior mesmo, os golos de bico também contam.

LEIS DE MURPHY

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Aqui estão algumas Leis de Murphy, que em resumo podem ser ditas como: “Se alguma coisa pode dar errado, dará!”

· Nada é tão fácil quanto parece.
· Tudo leva mais tempo do que se pensa.
· Se há várias possibilidade de várias coisas darem errado, dará errado a que causar maior prejuízo.
· Se você perceber que há quatro maneiras de uma coisa dar errada, e driblar as quatro, uma quinta maneira surgirá do nada.
· Deixadas a sua sorte, a tendência das coisas é ir de mal a pior
· Toda vez que você decide fazer algo, tem sempre outra coisa para ser feita antes.
· Toda solução cria novos problemas.
· É impossível fazer qualquer coisa a prova de erros – os idiotas são muito inventivos.
· A natureza está sempre a favor da falha.
· A natureza é fogo.
· Seu salário atrasou, o banheiro está em obras, dois pneus do carro esvaziaram ao mesmo tempo e aquele cunhado chato avisou que não vai devolver o dinheiro que pediu emprestado. Pronto. Tudo que poderia acontecer para complicar sua vida já aconteceu, não é? Nada disso: logo sua sogra vai aparecer para aquelas anunciadas duas semanas de férias em sua casa…
· Tudo leva mais tempo do que qualquer tempo que você dispõe.
· Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão; ou a que causar mais prejuízo.
· O objeto é danificado na proporção direta do seu valor.
· Tudo dá errado ao mesmo tempo. E por muito tempo.
· Uma desgraça nunca vem só. Traz toda a família.
· Se você está se sentindo perfeitamente bem, não se preocupe. Isso sempre passa.
· Se você está muito mal, também não se preocupe. Eu estou muito bem.
· Quando tudo vai bem, daqui a pouco vai mal.
· Quando uma coisa não pode piorar, piora.
· Se uma coisa chegou ao seu pior, é por que você não sabe o que o espera.
· Não importa o quão evidente seja a mentira: haverá sempre uma percentagem de pessoas que acreditará nela.
· Quando um erro é corrigido, e depois de novo corrigido é por que desde o início estava completamente certo.
· Depois que se descobriu que a correção estava errada, é impossível repor na equação a quantidade original.
· Se uma experiência funciona, não irá funcionar muito tempo.
· Não acredite em milagres, baseie-se neles.
· Tudo que se junta, mais cedo ou mais tarde se separa.
· Teorema do Sport Club Internacional:
– Você não pode ganhar.
– Você não pode empatar.
– Você tem que apelar para o espírito esportivo.
· Só quem é completamente ignorante sobre determinado assunto pode explicá-lo de modo que os outros entendam.
· Tudo que se começa bem, acaba mal.
· Tudo que se começa mal, acaba pior.
· Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série.
· Experiências negativas produzem resultados negativos.
· Experiências positivas produzem resultados negativos.
· Um pedido de registro de patente será sempre anulado por pedido absolutamente igual feito por firma rival, 24 horas antes.
· As dimensões serão sempre expressas nos termos menos usuais. A velocidade, por exemplo, é indicada em número de jardas por quinzena.
· Todo arame cortado no tamanho indicado será curto demais.
· A resistência tende a acumular contra você até alcançar a dificuldade máxima de montagem da peça.
· Se um projeto exige “n” peças, haverá sempre “n” menos uma unidade em estoque.
· Um circuito de segurança defeituoso destruirá de maneira definitiva todos os 729 perfeitos. O defeituoso permanecerá intacto.
· Um transistor protegido por um fusível protegerá o fusível queimado antes.
· Depois que o último dos 16 parafusos foi retirado da tampa de acesso a um equipamento de precisão, verifica-se que foi removida a tampa errada.
· Depois que 16 parafusos que seguram o bloco do motor foram apertados, verifica-se que a gaxeta ficou do lado de fora.
· Depois que um instrumento é montando, e funciona perfeitamente, encontram-se várias peças fundamentais embaixo do banco.
· Se alguns fios podem ser conectados de dois modos diferentes, o primeiro vai fazer estourar o fusível.
· O componente mais caro é sempre o primeiro a quebrar.
· Sorria… amanhã será pior.
· Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
· O nascer é o primeiro passo para o morrer.
· Alô, você acabou de colaborar com R$100,00 debitados em sua conta telefônica, muito obrigado pela sua ligação.
· Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.
· Lei da experiência: não vai funcionar.
· A informação mais necessária é sempre a menos disponível.
· A probabilidade do pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.
· O gato sempre cai em pé.
· Não adianta amarrar o pão com manteiga nas costas do gato e o jogar no carpete. Provavelmente o gato comerá o pão antes de cair em pé.
· As coisas podem piorar, você é que não tem imaginação.
· Se a experiência funcionou na primeira tentativa, tem algo errado.
· Mais vale um pássaro na mão do que um voando sobre a nossa cabeça.
· Lei de Murphy no ciclismo: Não importa para onde você vai; é sempre morro acima e contra o vento.
· Por mais tomadas que se tenham em casa, os móveis estão sempre na frente.
· Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda, e o que não sai.
· Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
· Nada é tão bom que alguém, em algum lugar, não irá odiar.
· Você sempre acha algo no último lugar que você procura.
· Uma maneira de se parar um cavalo de corrida é apostar nele.
· Toda partícula que voa, sempre encontra um olho.

PERGUNTAS E RESPOSTAS CURIOSAS SOBRE MARCAS FAMOSAS

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Alka-Seltzer
No inverno de 1928, Hub Beardsley, presidente dos Laboratórios Dr. Miles, visitou uma redacção de um jornal e viu que nenhum funcionário havia faltado por causa da gripe que estava a contagiar todos. Explicaram-lhe que eles tomavam uma combinação de aspirina e soda caustica. Beardsley pediu aos seus químicos para testarem a fórmula. O químico Maurice Treneer foi mais longe e criou o Alka-Seltzer 3 anos depois.

Aspirina
É da casca do salgueiro que vem o princípio activo da aspirina. A salicina e o salicilato, extraídos dessa árvore, eram usados contra a cefaleia na Mesopotamia, 3 mil anos a.C. No entanto, a aspirina foi patenteada pela indústria alemã Bayer em 10 de outubro de 1897. O químico Felix Hoffmann, com a ajuda do professor Heinrich Dreser, sintetizou o ácido acetilsalicílico para aliviar as dores reumáticas do seu pai. O nome do remédio mais popular do século foi formado assim: “a” vem de acetil; “spir” é a raiz do ácido espírico (substância quimicamente idêntica ao ácido acetilsalicílico); e o “ina” é um sufixo que se adicionava ao nome de todos os medicamentos no final do século XIX.

Barbie
A boneca mais famosa do mundo, lançada em 1958, foi inspirada em Barbie Handler, filha da americana Ruth Handler, fabricante de brinquedos. Ruth achava as caras das bonecas da época infantis demais e desenhou a Barbie com um ar mais adulto. Ao lado do marido Elliot, que fabricava casas de bonecas, em 1945 ela fundou a fábrica de brinquedos Mattel. Desde o seu lançamento, a boneca já vendeu mais de um bilhão de unidades. Se todas elas fossem colocadas em pé, umas sobre as outras, dariam mais de sete voltas ao redor da Terra. A cada dez segundos, uma boneca Barbie é vendida no mundo.
Ken, o namorado de Barbie, de 1961, também foi inspirado no filho do casal.

Caneta Bic
Marcel Bich, depois de trabalhar numa empresa de tintas durante a Segunda Guerra Mundial, em 1949, comprou uma pequena fábrica de canetas esferográficas. As canetas vazavam tinta e sujavam os dedos, mas faziam sucesso, e Bich decidiu investir no produto. Procurou o seu inventor, Ladislao “Laszlo” Biro, comprou a patente e iniciou a fabricação da caneta Bic, cujo modelo é praticamente o mesmo até hoje. Actualmente, são vendidas 10 milhões de canetas por dia.

Canivete Suíço
Sabendo que o exército do seu país importava canivetes alemães, Karl Elsener abriu a sua fábrica em 1884. Os seus primeiros canivetes Victorinox foram entregues aos soldados suíços em outubro de 1891. Colocou o brasão do país para diferenciá-los dos alemães e baptizou o produto homenageando os seus pais, Victor e Victoria. Para ampliar o negócio e atrair utilizadores mais refinados, Elsener aperfeiçoou o canivete e, assim, surgiram os modelos com ferramentas: abre latas, chave de fendas, punção e saca-rolhas, serrote, alicate, abre garrafas, palito de dentes, pinça, gancho de pesca, lente de aumento e até uma pequena bússola. O produto popularizou-se depois da Segunda Guerra Mundial, com as unidades militares americanas. Hoje, a linha para oficiais tem 100 diferentes combinações.

Channel Nº5
A partir do seu primeiro emprego, numa loja de chapéus, a francesa Coco Chanel abriu as suas próprias lojas, tornando-se numa das mais importantes estilistas do mundo. O Chanel nº 5 é elaborado com uma mistura de 60 fragrâncias. O 5 era o seu número da sorte, tanto que Coco apresentou o produto no dia 5 de maio de 1921. Mas foi Marilyn Monroe quem tornou o perfume um sucesso. Ao ser entrevistada, perguntaram o que vestia para dormir. Marilyn respondeu: “Apenas algumas gotas de Chanel nº 5”.

Concorde
Em novembro de 1962, França e Inglaterra desenvolveram o projecto do avião supersónico Concorde, que depois de 7 anos de estudos e testes, descolou dia 2 de março de 1969, na cidade francesa de Toulouse. O primeiro voo, comandado por André Turcat, durou 28 minutos. O avião media 62,10 metros de comprimento, 11,40 metros de altura e 25,56 metros de envergadura. Voava a 18 mil metros de altitude a 2.200 km/h (quase duas vezes a velocidade do som), com autonomia de 6.580 quilómetros. Pesava 185 toneladas, levava 8 tripulantes e até 144 passageiros. O seu primeiro voo comercial foi em 21 de janeiro de 1976. No Concorde, a viagem Paris-Rio de Janeiro durava 6,5 horas, enquanto um Jumbo 747 demorava cerca de 12 horas.
O soviético Tupolev Tu-144, o primeiro avião supersónico civil, descolou antes do Concorde, em 31 de dezembro de 1968.

Cotonetes
A ideia de uma haste com a ponta de algodão foi lançada nos Estados Unidos pela Johnson & Johnson em 1921. No começo, o Wooden Applicator, uma haste de madeira com algodão em apenas uma das pontas, tinha o seu uso restrito a hospitais, na aplicação de remédios. Em 1947, o sucesso do produto fez a Johnson & Johnson lançar o Johnson’s Cotton Tipped Applicator, disponível para venda directa ao consumidor e indicado para o público infantil. Em 1963, as hastes foram mudadas de madeira para plástico.

Colgate
A industrialização da pasta dentífrica começou em 1890, nos Estados Unidos. Foi o fabricante de sabonetes William Colgate, um imigrante inglês, quem teve a ideia de lançar um creme dental em tubos de estanho flexíveis.

Creme Nívea
O creme Nívea foi criado em dezembro de 1911 pela farmácia de manipulação do doutor Oskar Troplowitz, que descobriu como unir água e óleo para hidratar a pele. O Eucerit, retirado da lanolina e combinado com óleos, água, compostos de glicerina, ácido cítrico e essências de rosas e lírios, formava o creme. “Branco como a neve”, foi baptizado de Nívea e era comercializado numa latinha amarela. A embalagem ganhou a cor azul com letras brancas em 1925. Depois da Segunda Guerra Mundial, a marca Nívea foi expropriada. A partir de 1952, a empresa Beiersdorf iniciou uma longa jornada pelos países para readquirir os direitos sobre a marca.

Danone
Em 1919, o espanhol Isaac Carasso começou a fabricar iogurte com leite fresco num pequeno galpão depois de ouvir falar dos benefícios do alimento. Baptizou-o de Danone, as primeiras letras do nome do filho, Daniel, unidas à palavra inglesa one, pois o menino era o primogénito. O negócio prosperou por Espanha e, em 1932, Daniel Carasso montou uma fábrica em França. Daniel era judeu, e, quando estourou a Segunda Guerra Mundial, foi obrigado a exilar-se nos Estados Unidos. Lá fundou a Dannon Companny. Nesse período, as fábricas francesa e espanhola tinham ficado com pessoas de confiança e, quando Daniel voltou à Europa, em 1952, reassumiu o controlo.

Donuts
Em 1946, os donuts do americano William Rosenberg faziam tanto sucesso que o horário do lanche das indústrias da região da Nova Inglaterra passou a ser ajustado ao seu itinerário. Para facilitar o consumo, o donut vinha envolto no açúcar e o café simples, sem açúcar, era servido numa caneca. Todos os clientes mergulhavam o doce no café antes de saboreá-lo. Os clientes satisfeitos insistiram para que ele abrisse uma loja. E assim formou-se a grande rede.
As rosquinhas foram criadas no século XVI por padeiros holandeses, mas ainda não tinham o tradicional furo no meio. Isso só apareceu em 1847, criado pelo marinheiro americano Hanson Gregory. Essa criação valeu-lhe uma placa de bronze na sua cidade natal, Rockport.

Fanta
Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, quando a fábrica alemã da Coca-Cola deixou de receber o xarope usado no preparo do refrigerante, os donos da fábrica tiveram de ir à procura de novos ingredientes e inventaram a Fanta. O nome, escolhido pelos empregados da empresa, foi tirado da palavra fantástica, que é parecida em muitas línguas. Entre 1945 e 1955, a marca Fanta foi usada apenas para não perder o registo. Só foi ressuscitada de verdade para o lançamento de um refrigerante de laranja criado pela Coca-Cola italiana em abril de 1955. Fez sucesso e foi conquistando o mundo, chegando aos Estados Unidos em 1959.

Farinha Láctea Nestlé
Em 1867, Henri Nestlé, um químico alemão que morava em Vevey, na Suíça, descobriu um mercado emergente: o dos alimentos infantis. Começou a fabricar uma farinha nutritiva para crianças, à base de cereais e leite: a Farinha Láctea Nestlé. O nome Nestlé, em alemão, significa “pequeno ninho”. E foi justamente esse o símbolo da empresa, porque traduz o carinho da mãe com os filhos. A Nestlé, é a maior indústria alimentícia do mundo.

Guinness: livro dos recordes
Em 1954, durante uma caçada Irlanda, Hugh Beaver, concluiu que não havia caçado tarambolas porque os pássaros eram rápidos demais. Naquela noite, disse aos seus amigos que aquela era a “ave de caça mais rápida que temos”. Mas não se chegou a um consenso e também não havia nenhuma enciclopédia com a resposta. Hugh, então director-executivo da Arthur Guinness, Son and Company, fabricante da cerveja Guinness, passou a pensar num livro que tivesse todos os tipos de recordes. A tarefa parecia grande demais, até que apareceram os gémeos Norris e Ross McWhirter, jornalistas devoradores de trivialidades que coleccionavam uma imensidão de factos e números. Quatro meses após uma conversa com Hugh, os McWhirter haviam compilado e publicado o primeiro Guinness, então com 198 páginas. Quatro meses depois, era o número 1 na lista dos livros de não-ficção mais vendidos em Inglaterra.

Gillette
King Camp Gillette, em 1895, percebeu que para se barbear, apenas era necessária a ponta da lâmina da navalha. Pensou então em fabricar uma lâmina de aço pequena e descartável. Os industriais não acreditavam ser possível fazer uma lâmina pequena, de bom corte e barata a ponto de ser deitada fora depois. Com a ajuda do mecânico William Nickerson, resolveram os problemas técnicos. Assim surgiu a Gillette Safety Company, em 28 de setembro de 1901. A produção começou em 1903 e no primeiro ano foram vendidos 51 aparelhos e 168 lâminas. Os negócios dispararam em 1905. Durante a Primeira Guerra Mundial, o governo americano encomendou 3,5 milhões de aparelhos e 36 milhões de lâminas para os seus soldados. Nessa época, a empresa já vendia 1 milhão de aparelhos e 120 milhões de lâminas por ano.
A Gillette lançou o conceito de 2 lâminas paralelas em 1971 e o Sensor, em 1990.

Harley-Davidson
Foi de um barracão na cidade de Milwaukee, Estados Unidos, em 1903, que saiu a primeira moto baptizada com o sobrenome dos seus criadores: o desenhista William Harley e o engenheiro Arthur Davidson. E era preciso pedalar para pegar. Para a Primeira Guerra Mundial, a empresa recebeu do exército americano a encomenda de 20 mil unidades, algumas com metralhadoras. Na Segunda Guerra Mundial, voltou à luta: 90 mil motocicletas de 750 cilindradas serviram as forças americanas.

Jacuzzi
A Jacuzzi foi fundada no início do século XX por 7 irmãos, imigrantes italianos que se instalaram nos Estados Unidos. A empresa era bem-sucedida fabricando hélices de avião e bombas de irrigação para agricultura. Em 1956, uma pessoa da família precisou de um tratamento de hidroterapia. Os engenheiros da Jacuzzi adaptaram uma dessas bombas para ser usada numa banheira. E Roy Jacuzzi viu aí um bom negócio e colocou as banheiras de hidromassagem no mercado em 1968.

Kellogg’s
Em 1860, os Adventistas do Sétimo Dia que foram para Battle Creek, Michigan, formaram uma comunidade que ficou famosa pelo seu estilo de vida e alimentação saudável. O adventista John Harvey Kellogg, depois de estudar medicina, voltou a Battle Creek e tornou-se director do centro de saúde. Percebeu, então, que as refeições vegetarianas eram muitos leves e os pacientes partiam após curta estadia. Kellogg e o seu irmão, Will Keith, começaram a criar novas e saborosas formas de alimentos. Preparavam no vapor e na pressão vários tipos de grãos e, assim, criaram uma variado menu vegetariano. No entanto, ainda faltava um pão de grãos integrais com pouco amido. Após muitas experiências, chegaram acidentalmente aos flocos de trigo. Depois surgiram os flocos de arroz e os de milho (corn flakes). O tigre Tony, símbolo dos Kellogg’s, foi criado em 1952 pela agência de publicidade americana Leo Burnett.

Kinder Surpresa
Fundada em 1944 na cidade de Alba, Itália, a Ferrero é o terceira maior fabricante de chocolates do mundo. A menina dos seus olhos é o ovo Kinder Surpresa, lançado em 1975. Os ovos são recheados com cápsulas de plástico que guardam pequenos brinquedos desmontados. Diariamente, são vendidos 5 milhões de ovos Kinder no mundo. Produzidos para ser vendidos em países de clima frio, o chocolate não é comercializado no verão.

Kleenex
Quando houve falta de algodão no mercado, em 1914, a Kimberly-Clark, fabricante de papel, criou um substituto macio e absorvente: o cellucotton. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi bastante usado como filtro para máscaras de gás e em hospitais e pronto-socorros dos Estados Unidos e da Europa. Com o fim da guerra e da escassez do algodão, a Kimberly-Clark procurou novas maneiras de vender a sua criação. Em 1929, lançaram os lenços de papel Kleenex com a caixa pop up (ao puxar uma folha, parte da próxima sai da caixa). Uma pesquisa indicou que, em vez de usarem os lenços para remover cremes e maquilhagem, as pessoas usavam-nos como lenço de nariz. A publicidade do Kleenex foi mudada e o seu slogan dizia: “Não ponha um resfriado no seu bolso”.

Kodak
O americano George Eastman, inventor do filme em rolo, revolucionou o mercado em 1888 criando uma máquina fotográfica simples, leve e barata. Ela foi baptizada de kodak, nome curto e fácil de ser pronunciado em qualquer língua. Ao terminar o filme, o cliente deveria levar a máquina até ao local em que a havia comprado para que ele fosse retirado. As fotos eram reveladas e entregues em 10 dias. Com o slogan “Aperte o botão que nós fazemos o resto”, 90 mil máquinas kodak foram vendidas no primeiro ano.

Lacoste
Em 1927, o tenista francês René Lacoste foi o principal responsável pela primeira vitória francesa na Taça Davis e coleccionou títulos nos famosos torneios de Roland Garros, Wimbledon e Forrest Hills. Ele usou a figura de um crocodilo como brasão num blazer azul-marinho e numa camisa de mangas curtas, com gola e botões que iam até ao pescoço, desenhados por ele mesmo. O uniforme inusitado apareceu pela primeira vez no Torneio Aberto dos Estados Unidos. Dois anos depois, ele abandonou os courts por causa de uma tuberculose e dedicou-se totalmente aos negócios da sua marca.

Lego
O carpinteiro dinamarquês Ole Kirk Christiansen começou a fabricar, em 1932, carrinhos de madeira artesanais para o seu filho, Godtfred. Depois passou a fazer brinquedos desmontáveis até criar, em 1942, as primeiras pecinhas de plástico para encaixar. A palavra Lego vem da expressão leg godt, que significa “bem jogado”.

Levi’s
Levi Strauss chegou aos Estados Unidos em junho de 1847. Foi trabalhar para os seus irmãos mais velhos, vendendo tecidos e objectos domésticos em Kentucky. Dois anos depois, partiu para a Corrida do Ouro, na Califórnia. Vendeu todos os seus pertences, mas não conseguiu desfazer-se de uns rolos de lona. Quis vendê-los como material para tendas ou para cobrir carroças, mas as pessoas queriam calças resistentes. Em 1850, contratou um alfaiate e transformou a sua lona em macacões, que foram vendidos rapidamente. Logo abriu uma pequena confecção de calças em San Francisco. E quando Levi trocou a lona pelo serge de Nimes (tecido de Nimes), mais resistente e durável, tingiu-o com índigo. Os americanos, que chamavam o tecido de denim, passaram a chamar a calça de Levi’s blue denim ou blue jeans. Na década de 1860, o alfaiate Jacob Davis colocou rebites para reforçar os bolsos que se rasgavam. Levou a bem-sucedida ideia para Levi e tornaram-se sócios. O número 501 marcava o lote de tecido das primeiras calças jeans de que o mundo teve notícia. Por isso, o modelo foi chamado de Levi’s 501.

McDonald’s
Ray Kroc vendia multimixers, máquinas que batiam 6 milk-shakes de uma só vez. Em 1954, ele foi conhecer um pequeno drive-in de hambúrgueres que precisava de 8 dos seus multimixers de uma só vez. Era o estabelecimento dos irmãos Dick e Maurice McDonald, onde as pessoas faziam fila para comprar um hambúrguer por 15 centavos ou uma porção de batatas fritas por 10 centavos. Krok imaginou que se os McDonald abrissem mais 10 estabelecimentos, ele poderia vender 80 multimixers. Os irmãos já tinham vendido franquias, mas muitas não mantinham os padrões e prejudicavam a imagem do estabelecimento. Mesmo assim, Kroc convenceu-os a abrir novas lojas. Partiu para Chicago com uma planta do restaurante, uma receita para as batatas fritas e um contrato que lhe dava permissão para encontrar novos locais para as filiais. Uma das únicas exigências era a de que todos os restaurantes deveriam ter a aparência exacta daquele de San Bernardino. A primeira loja, aberta em abril de 1955, em Des Plaines, Illinois, foi um grande sucesso. Em 1957, eram 37 estabelecimentos. A dedicação de Kroc aos estabelecimentos era total, e logo se cansou da letargia dos irmãos McDonald. Comprou a companhia com 2,7 milhões de dólares vindos de um investidor. Na década de 60, os estabelecimentos ganharam lugares para se sentar. O sistema drive thru apareceu no início dos anos 70. Ronald McDonald, símbolo da rede, foi criado em 1963.

Nescafé
Nos anos 30, houve uma superprodução de café e os preços do produto no mercado internacional desceram bastante. O Brasil, o maior produtor da época, entrou numa crise séria. Entre 1931 e 1938, foram destruídas 65 milhões de sacas de café. Então as autoridades brasileiras sugeriram que a Nestlé, que já fabricava leite em pó, desenvolvesse um café solúvel. As pesquisas de Hans Morgenthales levaram 7 anos e o seu grande mérito foi descobrir que se deveria acrescentar hidratos de carbono à matéria-prima para manter o aroma do café. A produção de Nescafé foi iniciada em 1939.

Nintendo e Sega
O mais antigo fabricante de jogos de vídeo é a Nintendo. Fusajiro Yamauchi fundou, em 1889, a Nintendo Koppai, fabricante do hanafuda – um baralho japonês. Em 1959, passaram a comercializar baralhos com os personagens Disney. A Nintendo criou uma divisão para cuidar de jogos em 1969. O primeiro jogo de vídeo, o TV Game 6, só surgiu em 1977. O game boy, jogo de vídeo portátil da Nintendo, foi lançado em 1989.
A Sega foi fundada pelo americano David Rosen no Japão, em 1954, para actuar inicialmente no mercado de flipers. O nome Sega vem de Service Games.

Ovomaltine
O químico suíço Georges Wander pesquisava de um complemento alimentar nutritivo e forte e interessou-se pelo extracto de malte, obtido da cevada. A sua morte fez com que o seu filho, Alberto, continuasse as pesquisas. Em 1904, Alberto Wander criou a fórmula do Ovomaltine, com extracto de malte de cevada, ovos, leite integral, cacau, vitaminas e sais minerais. Dois anos depois, começou a produzi-lo na cidade de Berna.

Playboy
Em 1953, aos 27 anos, o americano Hugh Hefner era director de circulação da revista Children’s Activities. Ele acreditava que havia mercado para uma revista de jovens adultos, mas as publicações masculinas eram sobre caçadas, armas, carros, etc., e ignoravam os assunto que mais preocupava os homens: mulheres. Por 500 dólares, comprou os direitos de fotos que Marilyn Monroe tirou para um calendário no início de carreira, emprestou dinheiro com amigos e parentes e criou uma revista. O nome seria Stag Party (em português, farra) e o símbolo, um veado a fumar e à espera de uma companhia feminina. Na véspera do lançamento, porém, Hefner descobriu que havia uma publicação com esse nome. Pensou em vários outros – Top Hat, Bachelor, Gentlemen – até que um amigo sugeriu Playboy, nome de uma fábrica de carros falida. E Hefner encomendou ao desenhista Arthur Paul uma nova mascote. O coelho foi adoptado e hoje é uma marca mundialmente conhecida. Em outubro de 1953, dos 69.500 exemplares do primeiro número, 54.175 foram vendidos.

Parker
George Parker, jovem professor de telegrafia de Wisconsin, EUA, criou um novo modelo de caneta em 1888. A revolucionária Parker 51, com a pena embutida, que fazia a tinta secar no instante em que tocava o papel. Durante 1940, a Parker americana decidiu testá-la no mercado brasileiro antes de soltá-la para o resto do mundo. Cinco anos depois, seria com uma delas que o general Eisenhower assinaria a aceitação da rendição alemã na Segunda Guerra Mundial.

Parmalat
O italiano Calisto Tanzi tinha 21 anos quando o seu pai morreu e ele foi obrigado a cuidar da fábrica de presunto da família, em Collechio. Até que resolveu inovar e investir no leite. Criou a marca Parmalat em 1962: juntou o nome de sua cidade natal (Parma) com a palavra leite (latte, em italiano).

Pepsi
O americano Caleb Bradham, farmacêutico de New Bern, na Carolina do Norte, em 1898, criou um refrigerante chamado Brad’s Drink. Segundo o inventor, a bebida era revigorante, rejuvenescedora e ajudava na digestão. O novo nome, Pepsi-Cola, veio dos seus principais ingredientes (pepsina e nozes de cola). Foi usado pela primeira vez em 28 de agosto, mas Bradham só registou a marca em 1902.

Pizza Hut
A cadeia americana foi criada pelos irmãos Dan e Frank Carney, no Kansas, em 1958. A primeira loja parecia uma cabana – ou, em bom inglês, hut. Grande parte dos restaurantes segue o padrão do telhado vermelho, o símbolo da empresa que faz lembrar a cabana dos velhos tempos. A Pepsi comprou o negócio em 1978.

Playmobil
Hans Beck, chefe de criação da Geobra-Brandstatter, da Alemanha, recebeu em 1970 a missão de criar um brinquedo totalmente inovador. Depois de 4 anos de investigação, apresentou os pequenos personagens da família Playmobil, produzidos num plástico bastante resistente, que transformaram a empresa no maior fabricante de brinquedos do país.

Polaroid
O físico americano Edwin Land estava a tirar fotos à filha de 5 anos, quando ela perguntou: “Porque é que não podemos ver estas fotos agora?” Ele percebeu que aquele era o mesmo desejo de muitos fotógrafos amadores. Desse modo, em 1948, ele criou a máquina Polaroid, capaz de produzir fotos instantâneas sem o negativo sair do aparelho. O negativo é revelado com produtos químicos libertados logo que a foto é tirada. Eles transportam sais de prata para uma folha de papel 10 segundos depois do clic.

Post-It
Em 1968, Spencer Silver, cientista da 3M, pesquisava um adesivo muito aderente, quando alguma coisa deu errada. O resultado foi um adesivo fraco, que aderia levemente à superfície em que era colocado. Silver espalhou a notícia na esperança de encontrar alguém que pudesse utilizar o seu invento. Enquanto isso, Art Fry, outro químico da 3M e membro de um coro de igreja, não conseguia manter presas as tiras de papel que utilizava para marcar as páginas das músicas. Lembrou-se então do adesivo descoberto pelo colega. Os dois perceberam que haviam descoberto um conceito totalmente novo em blocos de recados. Enquanto o adesivo era aperfeiçoado, Art Fry enviava amostras às secretárias e executivos da 3M. Todos solicitavam mais. Em 1980, os blocos de recados Post-it chegaram ao mercado.

Rolls-Royce
Rolls-Royce, o carro mais cobiçado do mundo, surgiu da união entre o mecânico Henry Royce e o aristocrata Charles Stewart Roll, vendedor de automóveis. Henry projectou um carro revolucionário e convenceu Charles a conhecê-lo. Era maio de 1904. Na oficina de Henry, Charles não gostou do motor de 2 cilindros até perceber que o carro era silencioso. Depois de um passeio, Charles fez a proposta: criaram a Rolls-Royce, assegurando o direito de exclusividade na venda de toda a produção. A parceria durou 6 anos. Charles morreu num acidente de avião em 1910. Depois da morte de Henry, em 1933, a plaqueta com as letras RR que identifica a marca passou a ter fundo preto, em vez do vermelho original. A estatueta A Dama Voadora, que fica na frente do carro, foi criada em 1910 pelo escultor inglês Charles Sykes.

Ray-Ban
Conta-se que os óculos escuros foram inventados pelos chineses no século XIII. A Bausch & Lomb, primeira empresa óptica americana, foi fundada em 1850 por dois amigos, J.J. Bausch e H. Lomb. Em 1920, a Força Aérea dos Estados Unidos fez uma encomenda: produzir uma protecção ocular para os seus pilotos de caça, que enfrentavam sérios problemas de visibilidade. Depois de dez anos de pesquisa, apresentaram óculos com lentes verdes, que reflectiam os raios solares. Somente em 1936 a novidade foi baptizada de Ray-Ban e começou a ser vendida ao grande público.

Relógios Swatch
Os engenheiros Elmar Mock e Jacques Muller procuraram Ernst Thomke, director-gerente da companhia de relógios ETA, na Suíça, para apresentar o primeiro protótipo de um relógio de plástico. Era 1 de julho de 1980. Naquela época, a indústria de relógios suíça atravessava uma séria crise por causa dos fabricantes asiáticos, que ofereciam relógios a preços baixos. Em 1 de março de 1983, o Swatch (abreviatura de Swiss watch, relógio suíço) foi lançado. Era um relógio de alta precisão e qualidade, à prova de água e choque, por um preço bastante acessível.

Rolex
Em 1905, depois de estágios em relojoarias da Suíça, o alemão Hans Wilsdorf fundou com seu cunhado a Wilsdorf & Davis. Sediada em Londres, a empresa montava e distribuía relógios com mecanismos suíços. Menos de um ano depois, a Wilsdorf & Davis passou a produzir relógios de pulso. Em 1908, Wilsdorf baptizou os seus relógios de Rolex, nome facilmente pronunciável em todas as línguas europeias. Somente em 1925, depois de uma grande campanha publicitária, ele lançou a “coroinha”, logotipo do Rolex. O Rolex Datejust, de 1945, foi o primeiro relógio de pulso a exibir datas no mostrador.

Singer
O americano Isaac Merritt Singer entrou para a história em Boston no ano de 1852: foi o primeiro a produzir e comercializar uma máquina de costura de uso doméstico. Ao observar algumas máquinas em acção, Singer propôs substituir a agulha curva por uma recta e fazer a laçadeira mover-se em vai-e-vem (e não em círculos). A grande vantagem da máquina de Singer era permitir costuras em qualquer sentido, não só em linha recta.

Tampax
Na década de 1930, o médico americano Earle C. Haas teve a ideia de utilizar o princípio do tampão cirúrgico para minimizar os incómodos do penso higiénico usado pelas mulheres durante a menstruação. Em 1937, lançou os tampões Tampax. Os americanos Thomas F. Casey, Earle A. Griswold e Ellery W. Mann aperfeiçoam a invenção. Uma campanha de informação sobre a menstruação feminina começou a divulgar o princípio do absorvente interno, até então pouco conhecido do público. A sua utilização espalhou-se pelo resto do mundo depois da Segunda Guerra Mundial.

Tetra-Pak
A companhia AB Tetra Pak lançou, em 1961, o uso comercial das caixinhas (embalagem cartonada asséptica) para conservação “longa vida” de bebidas, segundo o procedimento criado 10 anos antes pelo industrial sueco Ruben Rausing. Ele era um especialista em embalagens e fez sua criação usando as tecnologias mais avançadas em papel, alumínio e plástico.

Tupperware
Earl Tupper criou um plástico versátil chamado poly-T. Com ele, passou a produzir os produtos Tupperware na década de 1940. A companhia ganhou impulso por volta de 1950, quando os soldados americanos voltaram da guerra e passaram a fazer parte da sociedade de consumo. A sorte de Tupper foi descobrir o poly-T numa época em que as mulheres ainda não trabalhavam fora e tinham como sonho uma cozinha moderna e funcional. A jogada de mestre de dele foi incrementar a propaganda boca a boca, fazendo das consumidoras as únicas distribuidoras. É a “festa do Tupperware”, em que a dona da casa, no papel de “anfitriã” da companhia, mostra e vende os produtos às amigas.

Vick Vaporub
Os médicos recomendavam a inalação de vapor de ervas para crianças com problemas respiratórios. Mas muitos se queimavam com respingos da água quente. O farmacêutico americano Lunsford Richardson criou, em 1898, o bálsamo Ben-Gay, usado em casos de constipação, reumatismo, artrites e sinusites. Em 1905, Richardson criou uma nova pomada à base de mentol e outras essências naturais para atender o seu filho, que sofria de problemas respiratórios. O nome do produto foi uma homenagem ao seu cunhado, o médico Joshua Vick, um dos seus mentores. Vaporub é a palavra que ele criou para dizer “vapor que se esfrega”.

Sony Walkman
Masaru Ibuka, sócio da Sony, disse a outro sócio, Akio Morita, que gostaria de ouvir música o tempo todo, mas que carregar o equipamento era muito desconfortável. Morita imaginou que muitos jovens tinham o mesmo problema. Assim, pediu aos seus funcionários que construíssem um pequeno gravador experimental, com fones de ouvidos leves e confortáveis. Quando o primeiro walkman foi desenvolvido, em abril de 1979, muitos disseram que o pequeno aparelho não venderia. Mas Morita acreditou na ideia. Os vendedores continuavam sem entusiasmo, até que ele lançou um desafio: se a Sony não vendesse 100 mil aparelhos até ao final daquele ano, ele renunciaria à presidência da empresa, fundada em 1946. Morita ganhou a aposta.

Xerox
Depois de estudar Física, Chester Floyd Carlson trabalhou como engenheiro de pesquisa no Laboratório de Telefones Bell, em Nova York, mas o seu imenso interesse por invenções fê-lo estudar lei de patentes. Contratado por uma empresa de advocacia para cuidar de questões legais, frustrou-se com a dificuldade de fazer cópias dos documentos que tinha de rever. Convencido de que era possível criar algum método barato e rápido de copiar documentos, Carlson montou uma pequena oficina e, por 3 anos, trabalhou na ideia. Estava próximo de conseguir cópias baratas, mas o seu processo ainda era muito demorado. Então, pediu ajuda ao físico alemão Otto Kornei e, em 22 de outubro de 1938, conseguiram produzir a primeira cópia por meio de imagem a seco. Batizado de xerografia (escrever a seco, em grego), o processo foi aperfeiçoado e em 1949 saiu a primeira copiadora.
A empresa japonesa Canon apresentou a primeira copiadora colorida em 1973.

Zippo
O isqueiro a gasolina – “que acende o seu cigarro mesmo no vento” – inventado pelo americano George Grant Blaisdell, em 1932, deveria chamar-se Clic-Clac, pois cada vez que fosse usado para acender um cigarro, deveria ser aberto. Mas esse nome já tinha sido registado. A solução foi baptizá-lo de Zippo, um som que lembrava a palavra zíper.

PERGUNTAS E RESPOSTAS CURIOSAS SOBRE RELIGIÃO

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Como surgiu a expressão advogado do diabo?
Essa expressão tem a origem na Igreja Católica. Quando o processo de santificação tem início, o “advogado do diabo” é escolhido pelo Vaticano para investigar se os milagres atribuídos ao candidato são de fato verdadeiros.

Como surgiu o nome Alá?
O termo Alá, designação de Deus entre os muçulmanos, vem do árabe al-Ilah. A palavra é a junção do artigo al (o) com ilah (que significa deus, divindade). Ilah, por sua vez, vem do radical alaha (adorar). A origem deste pode ser traçada a partir de escritos semitas anteriores, nos quais a palavra para Deus era Il ou El.

Do que é feita a hóstia, quanto pesa e qual seu prazo de validade?
Segundo o padre Dom Gabriel Iroffy, do Mosteiro São Geraldo de São Paulo, a hóstia é feita apenas com água e farinha de trigo – “seria como um pão sem sal nem fermentos”, detalha. Elas pesam aproximadamente 0,2 grama (um pacote com mil hóstias tem 200 g) e podem ser consumidas até três meses depois da produção.

Existe diferença entre padre e frade?
De acordo com Dom Paulo de Souza, do Mosteiro São Geraldo, de São Paulo, não existe diferença nenhuma entre padres e frades: “O termo frade é simplesmente uma nomenclatura típica de algumas congregações religiosas – como a dos franciscanos e dominicanos”, explica o religioso. De acordo Dom Paulo, atualmente, no lugar de frade tem-se utilizado muitas vezes o termo frei. Da mesma forma, ele lembra que em sua congregação, a beneditina, coloca-se a palavra dom antes dos nomes dos padres. Quanto aos membros da Diocese, que não pertencem a nenhuma congregação, mas à porção da igreja governada pelo bispo, são chamados apenas de padres.

O que é Pentecostes?
Pentecostes vem da palavra grega pentekosté e significa qüinquagésimo. A Festa de Pentecostes acontece sete semanas depois da Páscoa – mais exatamente, 50 dias – e dura um dia. Inicialmente, na “Festa da Colheita”, como era conhecida, os judeus ofereciam a melhor parte de suas colheitas a Javé. Depois, passaram a comemorar Pentecostes como a “Festa da Aliança” entre Deus e seu povo. No caminho dos judeus à Terra Prometida, no monte Sinai, o líder Moisés recebeu de Deus as tábuas com os 10 mandamentos.
Para os cristãos, essa festa simboliza a descida do Espírito Santo para falar aos apóstolos, a fim de que eles divulgassem suas mensagens a todas as pessoas. Foi nesse momento que a Igreja começou sua missão de evangelização do mundo. Assim, a Festa de Pentecostes celebra o nascimento da Igreja Católica

PERGUNTAS E RESPOSTAS CURIOSAS SOBRE REINO ANIMAL

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Por que alguns ovos têm duas gemas?
Porque durante a ovulação dois óvulos são liberados ao mesmo tempo. E é mais comum isso acontecer com galinhas jovens.

Como as ostras fabricam as pérolas?
Qualquer corpo estranho (grãos de areia ou parasitas) que invada a concha pode causar irritação. Como mecanismo de defesa, as ostras revestem esse corpo estranho de madrepérola, uma substância cálcica que elas expelem para proteger a concha. É assim que se formam as pérolas. A maior pérola do mundo, encontrada em abril de 2001, tem 6,2 cm de comprimento, 5,3 cm de largura e 3,0 cm de altura. A preciosidade pesa 169 gramas.

Como funciona a “lanterna” do vaga-lume?
A luz dessa inseto, chamada de bioluminescência, serve para aproximar o macho e a fêmea. Ela se acende no abdome. Sua produção depende de uma substância, a luciferina. Em contato com o ar e com uma enzima (luciferase), essa substância produz uma luz amarelo-esverdeada.

Como os animais ouvem?
De acordo com o zootecnista Alexandre Rossi, cada animal está programado para ouvir em uma determinada freqüência. Muitos deles, inclusive, são capazes de distinguir ultra e infra-sons, imperceptíveis para os humanos. Os elefantes, por exemplo, escutam os gravíssimos infra-sons, presentes em tremores de terra, em alguns ruídos que emitem pela tromba, etc. Os gatos e cachorros, por sua vez, ouvem ultra-sons, agudos demais para as pessoas, e, assim, são capazes de escutar até os ruídos que os ratos fazem entre si. “Para animais que vivem da caça, esta capacidade é primordial, pois o ultra-som possibilita que detectem com precisão a localização da presa”, afirma Rossi. Ele também chama a atenção para o tubarão: “mais do que simplesmente ouvir, este animal sente estímulos elétricos, que denunciam até um coração batendo a alguns metros de distância”. Rossi lembra que algumas espécies chegam a se orientar especialmente por intermédio do som: morcegos e golfinhos utilizam um sistema de emissão e recepção de ultra-sons para “desenhar” o espaço onde estão e se deslocarem com facilidade. O zootecnista também cita os pássaros que, algumas vezes, são capazes de ouvir larvas dentro da madeira ou minhocas cobertas por dez centímetros de terra.

Existe algum animal que não bebe água?
O coala, mamífero marsupial presente na Austrália, é um dos animais que não bebem água. Nos primeiros meses de vida, o filhote, que nasce pouco maior que uma abelha, vive dentro de uma bolsa no abdômen da mãe. Ele se alimenta de leite e de uma secreção liberada pelo ânus materno. Quando o aparelho digestivo está formado, o coala passa a ingerir folhas, ramos e brotos de eucalipto, chegando a consumir até um quilo de alimento por dia. Esses animais não bebem água porque seus pratos favoritos contêm todo o líquido de que precisam. Outros animais, como a garça, a girafa, o rato e certas espécies de coelhos, também são capazes de retirar dos alimentos toda a água necessária para a sobrevivência.