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Escrevendo com Eficiência: Explorando uma Ferramenta de IA Inovadora

O presente artigo propõe uma reflexão sobre a eficácia no processo de escrita e pesquisa, apresentando uma ferramenta inovadora como solução para facilitar tais atividades. Por meio de uma narrativa elucidamos a produtividade da escrita inteligente, ilustramos os potenciais benefícios dessa ferramenta, delineando sua capacidade de transformar a experiência do usuário.

A Jornada do Acadêmico: Superando Obstáculos na Produção Textual

O protagonista desta narrativa, Lucas, simboliza uma parcela significativa de estudantes universitários que enfrentam desafios na articulação de ideias e na localização de fontes confiáveis para seus trabalhos acadêmicos. Sua jornada, marcada por frustrações e estresse decorrentes da pressão dos prazos e da busca incessante por referências adequadas, reflete uma realidade comum no ambiente acadêmico.

A Descoberta da Ferramenta Inovadora

A introdução da ferramenta inovadora na narrativa representa um ponto de virada na jornada de Lucas. Ao deparar-se com essa solução durante uma sessão de navegação na internet, ele vislumbra a possibilidade de aprimorar sua abordagem à escrita e pesquisa. Movido pela curiosidade, decide experimentá-la, desencadeando uma série de transformações em seu processo de trabalho.

A Facilidade Proporcionada pela Escrita Inteligente

A ferramenta em questão revela-se uma aliada poderosa para Lucas em seu projeto de pesquisa sobre a Revolução Francesa. Ao sugerir palavras e frases adequadas, bem como apontar fontes confiáveis e relevantes, ela simplifica significativamente a tarefa de localizar e validar informações. Isso permite que Lucas concentre-se no desenvolvimento de suas ideias, conferindo-lhe maior fluidez, produtividade na escrita e clareza em sua produção textual

A Valorização da Pesquisa de Qualidade

Um aspecto destacado da ferramenta é sua capacidade de identificar e sugerir fontes acadêmicas de alta qualidade. Essa funcionalidade elimina a necessidade de percorrer extensivamente uma variedade de recursos, proporcionando a Lucas acesso rápido e direto a artigos, livros e estudos pertinentes ao seu tema de pesquisa. Além disso, os resumos e insights fornecidos pela ferramenta facilitam a avaliação da relevância das fontes, otimizando o processo de seleção e enriquecendo a fundamentação teórica de seus trabalhos.

Concentração nas Ideias Fundamentais

A principal descoberta de Lucas reside na percepção de que, ao desonerar-se da busca exaustiva por palavras e referências, ele pode direcionar seu foco para o cerne de sua produção: suas próprias ideias. Essa mudança de perspectiva não apenas torna a escrita uma experiência mais gratificante, mas também aprimora a qualidade e originalidade de seu trabalho acadêmico.

Considerações Finais: Empoderando o Processo Criativo

Ao concluir sua jornada, Lucas e outros usuários são convidados a refletir sobre as potencialidades dessa ferramenta inovadora. Sua capacidade de otimizar o processo de escrita e pesquisa, aliada à sua acessibilidade e praticidade, representa uma verdadeira revolução no campo acadêmico. Ao adotá-la, os estudantes e pesquisadores têm a oportunidade de potencializar seu desempenho e liberar todo o seu potencial criativo, transformando suas experiências de produção textual e pesquisa.

Em síntese, o presente artigo defende a relevância e os benefícios de incorporar ferramentas inovadoras no processo de escrita e pesquisa acadêmica, convidando os interessados a explorar e experimentar essa solução para alcançar um novo patamar de excelência em suas atividades intelectuais.

Conclusão: A Revolução ao Seu Alcance

Assim como Lucas, muitos de nós enfrentamos desafios semelhantes ao escrever e pesquisar. A boa notícia é que não precisamos mais enfrentar essas dificuldades sozinhos. Existe uma ferramenta que pode facilitar todo esse processo, permitindo que você se concentre no que realmente importa: suas ideias.

Se você deseja transformar sua escrita e pesquisa, melhorar sua produtividade e elevar a qualidade do seu trabalho, essa ferramenta é para você. Descubra como ela pode revolucionar a maneira como você escreve e pesquisa. Não perca a oportunidade de experimentar essa inovação e liberar todo o seu potencial criativo.

Explore essa ferramenta hoje e sinta a diferença na sua jornada de escrita. Deixe que a tecnologia trabalhe a seu favor e concentre-se em criar conteúdo de valor.

7 de Abril – Dia Mundial da Saúde

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O Dia Mundial da Saúde foi criado em 1948, no dia 7 de abril. A data é comemorada em todo o mundo por meio da realização de campanhas que objetivam a conscientização das pessoas sobre os diversos aspectos da saúde.

Quando foi criado?

O Dia Mundial da Saúde foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), por conta da preocupação de seus integrantes em manter o bom estado de saúde das pessoas do mundo, garantindo a conscientização sobre esse tema e estimulando a criação de políticas voltadas ao bem-estar da população, a cada ano, um tema é adotado, e esses temas refletem alguns dos principais problemas relacionados à saúde que afetam a população mundial.

Definição de Saúde

alimentação saudável - trabalhos escolares
Portrait of beautiful young woman eating cereals and fruits at home.


Mas o que é ter saúde? Segundo a Organização Mundial da Saúde, saúde pode ser definida como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausência de doença ou de enfermidade”. Muitas pessoas consideram-se saudáveis quando estão bem, porém a falta de enfermidades não significa presença de saúde. Dizer que uma pessoa está saudável necessita avaliar uma série de fatores, como a qualidade de vida e aspectos mentais e físicos.
De acordo com a Lei nº 8.080, de 1990, a saúde é um direito fundamental do ser humano, vale lembrar que garantir a saúde não é apenas oferecer medicamentos para os doentes e investir em hospitais. Investir em saúde é garantir saneamento básico para todos de forma que previna doenças, levar educação de qualidade para que todos possam estar informados.

O que fazer para ter saúde e uma vida saudável?

Saude e bem estar - trabalhos escolares


A saúde envolve bem-estar físico, mental e social. Assim, com atitudes simples, cada indivíduo pode atuar na melhoria de sua qualidade de vida, alcançando um melhor estado de saúde. Não adianta somente pensar nisso no Dia mundial da saúde, por isso destacamos abaixo 7 dicas para promover uma vida mais saudável.

  1. Entenda que alimentação é individual: cada organismo possui necessidades específicas. Por isso, para garantir uma alimentação balanceada, lembre-se de procurar sempre um especialista para auxiliar no equilíbrio nutricional do cardápio e na adequação da dieta ao seu tipo físico e necessidades individuais.
  2. Não foque em calorias, mas sim nos benefícios para o seu organismo: por isso, dê preferência a alimentos nutritivos e que promovam o pleno funcionamento do organismo.
  3. Evite ingredientes transgênicos: os transgênicos são alimentos modificados geneticamente, ou seja, são produtos criados em laboratórios a partir de combinações que jamais existiriam na natureza. A frequência na ingestão desses alimentos pode gerar aumento das alergias, maior resistência aos antibióticos, aumento das substâncias tóxicas, maior quantidade de resíduos de agrotóxicos e riscos para o meio ambiente.
  4. Movimente-se: praticar exercícios físicos com frequência auxilia não só na diminuição ou controle do peso. A prática de exercícios diminui o risco de doenças cardíacas e pulmonares e previne doenças como osteoporose, diabetes e depressão. A prática de exercícios alivia o estresse e a ansiedade e aumenta a resistência muscular e a flexibilidade do corpo, além de estimular a produção dos chamados hormônios do bem-estar, como a serotonina. Por isso, lembre-se de reservar uma hora do seu dia, ao menos três vezes por semana, para a prática de exercícios físicos.
  5. Compartilhe bons momentos: restrições alimentares têm grande impacto no dia a dia de quem precisa seguir uma dieta especial. Mas o que inicialmente pode parecer uma limitação, pode resultar na melhora na alimentação e no aumento da qualidade de vida, por meio de uma dieta mais equilibrada e saudável, com produtos de altos valores nutricionais e seguros. Convide as pessoas a experimentarem produtos sem glúten e diminuírem a barreira do preconceito. Tenha com você produtos de consumo prático, para os momentos em que tiver fome. E não aceite que o limite de consumir algum tipo de alimento impeça o seu convívio social.
  6. Permita-se pequenos prazeres: ser saudável é principalmente aproveitar a vida. Por isso, relaxe, curta momentos com a família, permita-se momentos a sós, tenha um hobby e permita-se pequenos prazeres. Traga leveza a sua vida.
  7. Seja vigilante com relação a sintomas: mantenha em dia seus exames preventivos e investigue dores e mal-estar. Para se ter uma ideia, de acordo com estudos norte-americanos, cerca de 90% dos celíacos ainda não são diagnosticados. As doenças glúten-relacionadas podem apresentar uma série de sintomas. Entre os mais comuns, estão distensão abdominal, diarreia, desnutrição e cólicas abdominais ao ingerir glúten. Mas há também outros sintomas atípicos, e até mesmo outras doenças autoimunes, como a diabetes, a tireoidite e a hepatite, que podem estar associadas à doença celíaca.

Por Marcelo Cardoso

CARDOSO, Marcelo Pereira. “7 de abril – Dia Mundial da Saúde”; Trabalhos Escolares. Disponível em: https://www.trabalhosescolares.net/dia-mundial-da-saude

CORONAVÍRUS

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Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderada, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Os coronavírus comuns que infectam humanos são alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS da síndrome em inglês “Severe Acute Respiratory Syndrome”. SARS é causada pelo coronavírus associado à SARS (SARS-CoV), sendo os primeiros relatos na China em 2002. O SARS-CoV se disseminou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Asia, infectando mais de 8.000 pessoas e causando entorno de 800 mortes, antes da epidemia global de SARS ser controlada em 2003. Desde 2004, nenhum caso de SARS tem sido relatado mundialmente.

Em 2012, foi isolado outro novo coronavírus, distinto daquele que causou a SARS no começo da década passada. Esse novo coronavírus era desconhecido como agente de doença humana até sua identificação, inicialmente na Arábia Saudita e, posteriormente, em outros países do Oriente Médio, na Europa e na África. Todos os casos identificados fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países do Oriente Médio – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Jordânia.

Pela localização dos casos, a doença passou a ser designada como síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês “Middle East Respiratory Syndrome” e o novo vírus nomeado coronavírus associado à MERS (MERS-CoV).

Manifestações Clínicas

Os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias brandas a moderadas de curta duração. Os sintomas podem envolver coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus algumas vezes podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos.
O MERS-CoV, assim como o SARS-CoV, causam infecções graves. Para maiores informações sobre as manifestações clínicas do MERS-CoV, acesse a página sobre MERS-CoV.

Período de incubação

De 2 a 14 dias

Período de Transmissibilidade

De uma forma geral, a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas É possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecido para o SARS-CoV e o MERS-CoV. Durante o período de incubação e casos assintomáticos não são contagiosos.

Transmissão inter-humana

Todos os coronavírus são transmitidos de pessoa a pessoa, incluindo os SARS-CoV, porém sem transmissão sustentada. Com relação ao MERS-CoV, existem a OMS considera que há atualmente evidência bem documentada de transmissão de pessoa a pessoa, porém sem evidencias de que ocorra transmissão sustentada.

Modo de Transmissão


De uma forma geral, a principal forma de transmissão dos coronavírus se dá por contato próximo* de pessoa a pessoa.

* Definição de contato próximo: 
Qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente (ex.: morado junto ou visitado).

Fonte de infecção

A maioria dos coronavírus geralmente infectam apenas uma espécie animal ou, pelo menos um pequeno número de espécies proximamente relacionadas. Porém, alguns coronavírus, como o SARS-CoV podem infectar pessoas e animais. O reservatório animal para o SARS-CoV é incerto, mas parece estar relacionado com morcegos. Também  existe a probabilidade de haver um reservatório animal para o  MERS-CoV que foi isolado de camelos e de morcegos.

O que é coronavírus

É uma grande família de vírus que recebeu esse nome por possuir na sua superfície espículas que lembram uma coroa. Dentre os vários tipos de vírus, os mais conhecidos até o momento são o SARS-CoV e o MERS-CoV. Estes vírus podem causar infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Recentemente, foi identificado um novo tipo de vírus, o SARS-CoV-2, causador da COVID-19. Geralmente, as infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves, semelhantes a um resfriado comum, podendo evoluir, para pneumonia e, em alguns casos, para Síndrome Respiratória Aguda.

Transmissão

O vírus se dissemina pelo contato interpessoal, tendo um período de incubação de 5 a 14 dias. Até o momento, não há informação suficiente que defina quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus. Mais informações sobre o coronavírus podem ser acompanhadas no site do Ministério da Saúde pelo link abaixo:

https://saude.gov.br/boletins-epidemiologicos

Sintomas

O quadro clínico é caracterizado por febre associada a sinais e sintomas
respiratórios, como tosse, dificuldade para respirar e batimento de asas nasais.
Serão considerados casos suspeitos pessoas que apresentem febre e
ao menos um sintoma respiratório (tosse e dificuldade para respirar)
e com histórico de viagens para áreas de transmissão local nos últimos
14 dias ou que tenham tido contato próximo com casos suspeitos ou
confirmados de coronavírus.

Exames Laboratoriais

A realização de coleta de amostra respiratória está indicada sempre que o
paciente atender a definição de caso suspeito de COVID-19 em serviços de
saúde públicos e privados.
Conforme orientação do Ministério da Saúde, as amostras deverão ser
encaminhadas para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN) e
Centros Nacionais de Influenza de Referência (FIOCRUZ, Evandro Chagas e
Adolph Lutz) para confirmação diagnóstica.

Tratamento

Até o momento, não existe vacina ou medicamento específico disponível
para o COVID-19. O tratamento é feito com base nos sintomas de cada paciente.
Os seguintes cuidados são recomendados:
Repouso;
Ingestão de líquidos;
Medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos,
desde que prescritos somente pelo médico;
E, em casos de maior gravidade, procurar imediatamente o
serviço médico.

Como se Prevenir

Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias,
especialmente as de grande infectividade, orienta-se que sejam adotadas
medidas gerais de prevenção, como:

  • Higienizar, adequadamente e com frequência, das mãos até os cotovelos,
  • com água e sabão ou álcool gel 70%, principalmente antes de consumir
  • alimentos, por pelo menos 20 segundos, dando atenção especial para entre
  • os dedos e debaixo das unhas;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal e descarta-lo após o uso;
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, com cotovelo flexionado ou
  • com lenço descartável e lavar imediatamente as mãos;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres,
  • pratos, copos ou garrafas;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas
  • da doença;
  • Evitar aglomeração e locais fechados.

No Brasil

Foi confirmado no dia 26/02/2020 o primeiro caso de doença pelo novo
coronavírus (COVID-19) no Brasil. O exame específico para o vírus, foi realizado
pelo Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência, e resultou positivo.

O Ministério da Saúde passou a disponibilizar a partir do dia 2 de março o canal
telefônico 136 com conteúdo específico sobre o novo coronavírus, o COVID-19,
para cidadãos e profissionais de saúde (médicos e enfermeiros). O serviço do
136 para o cidadão funcionará 24 horas por dia, 7 dias por semana e, para
médicos e enfermeiros funcionará de segunda a sexta das 8h às 17h30 e, a partir
de abril, das 8h às 20h. A ANVISA publicou dia 19 em seu portal o documento
Protocolo para Enfrentamento do COVID- 19 em Portos, Aeroportos e Fronteiras.
A ANVISA publicou dia 19 de fevereiro em seu portal, na aba “Protocolos e
planos de contingência”, o documento Protocolo para Enfrentamento do
COVID- 19 em Portos, Aeroportos e Fronteiras.
O documento na íntegra está publicado na página:

http://portal.anvisa.gov.br/coronavirus

Referências

OMS. Relatório da situação do Coronavírus. Link atualizado diariamente. Disponível em:

https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/
situation-reports



SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA. INFORMATIVO DA SOCIEDADE
BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA: PRIMEIRO CASO CONFIRMADO DE DOENÇA
PELO NOVO CORONAVÍRUS (COVID-19) NO BRASIL – 26/02/2020
Disponível em:

https://cbc.org.br/wp-content/uploads/2020/02/Informativo-CoV-26-02
-2020.pdf.pdf-1.pdf

Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância
em Saúde.
Disponível em:
https://www.saude.gov.br/boletins-epidemiologicos

Ministério da Saúde. Ministério da Saúde atualiza situação do novo
coronavírus para os estados.
Disponível em:

http://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46230-ministerio-dasaude-
atualiza-situacao-para-os-estados



SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA. Informe da Sociedade
Brasileira de Infectologia sobre o novo coronavírus – perguntas e
respostas para profissionais da saúde e para o público em geral.
Disponível em:

ANVISA. Coronavírus: acompanhe as ações da Anvisa.
Disponível:

https://www.infectologia.org.br/admin/zcloud/125/2020/01/
d9687e75fdb101dbc4016ae5614ba07c1e5f48d8695dddfc2dd794adbbcab65b.pdf

ANVISA. Coronavírus: acompanhe as ações da Anvisa
Disponível: http://portal.anvisa.gov.br/coronavirus

Origem da Crise Econômica

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Situação imobiliária norte-americana desencadeia crise na economia mundial, pois, a queda no preço dos imóveis leva a uma redução na riqueza do país, e o sistema capitalista funciona como um grande organismo onde as nações exercem uma relação de interdependência econômica, além do mais, países emergentes como China e Índia não suportaram a absorção das exportações excedentes.
Com a limitação do crédito e obviamente a desvalorização dos imóveis, os cidadãos americanos têm seu poder de compra reduzido, conseqüentemente há uma redução no consumo, ou seja, menos dinheiro em circulação, assim a economia dos EUA se vê enfraquecida, tendo que fazer um corte nas exportações afetando enfim os países que exportam para tal potência.
Convém lembrar que o capitalismo tem sua base de sustentação no consumo do que se é produzido, logo é necessário criar um mercado consumidor para escoar a produção. Muitas vezes grandes paises não tem mercado consumidor suficiente para garantir sua própria sobrevivência tendo que recorrer a novas nações, a isso denominamos interdependência econômica.
Logo se esperava que a China e a Índia – países super populosos e emergentes – absorvessem o excedente das exportações já que o Estados Unidos estava limitando o numero de importações, mas os mesmos não suportaram, o que findou causando uma grande recessão mundial, fazendo as economias entrarem em colapso mesmo com a tentativa de socorro dos BCs.
Portanto com o declínio econômico global ocasionado pela crise americana, percebemos a vulnerabilidade do sistema capitalista que mostra que nem os “países de primeiro mundo” estão preparados para uma complicação desta magnitude. Talvez seja necessário rever conceitos e adotar novos métodos de planejamento, ou, um novo sistema econômico mais solido que não seja linear.

Dificuldades de Aprendizagem e a Influencia Familiar

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Este artigo foi elaborado a partir do estudo de um caso clinico e aborda como as atitudes familiares podem influenciar o desenvolvimento da aprendizagem. A escolha deste assunto foi feita com base em um estudo de caso clínico em psicope-dagogia. O estudo de caso foi realizado com uma criança encaminhada, através da escola, para atendimento psicopedagógico em uma clinica. Após a análise (avaliação psicopedagógica), pôde-se perceber o quanto as atitudes familiares podem estar envolvidas no comprometimento do desejo de aprender. O problema de aprendiza-gem era o sintoma apresentado pela criança. Nesse sentido, o artigo propõe reflexões sobre tais atitudes e sobre a aprendizagem como sintoma.



1. INTRODUÇÃO

Esta pesquisa refere-se a influencia da família no processo de ensino-aprendizagem do sujeito, de que forma este contexto pode colaborar para o desen-volvimento global no contexto acadêmico ou até onde pode ser prejudicial.

As dificuldades de Aprendizagem ainda é um assunto envolto em inú-meros pardigmas no âmbito escolar. Atuando na área de educação, resolvemos pesquisar e nos aprofundar no assunto. A partir destes conceitos buscamos explanar a importância do trabalho especializado da psicopedagogia para o auxilio no desenvolvimento da aprendizagem do aluno com dificuldades de apren-dizagem e a influencia da família neste processo.

A aprendizagem depende basicamente da motivação. Muitas vezes o que se chama de dificuldade de aprendizagem é basicamente “dificuldade de ensino”. Sabe-se que cada indivíduo tem seu modo peculiar de aprender, conforme seu canal perceptivo preferencial. (Matos)

Silva (2006) reforça que a aprendizagem é considerada um processo natu-ral, que resulta de uma complexa atividade mental, na qual o pensamento, a per-cepção, as emoções, a memória, a motricidade e os conhecimentos prévios estão envolvidos e onde a criança deva “sentir o prazer” em aprender.

A terminologia “dificuldade de aprendizagem” começou a ser usado na dé-cada de 60 e ate hoje, na maioria das vezes, e confundido por pais e educadores como uma simples desatenção em sala de aula. Mas a dificuldade de apren-dizagem refere-se a um distúrbio que pode ser gerado por uma serie de problemas “cognitivos, orgânicos ou emocionais”, podendo afetar qualquer área da aprendizagem. (Neto, 2009)

O campo de dificuldades de aprendizagem agrupa efetivamente uma desorganizada variedade de conceitos, critérios, teorias, modelos e hipóteses, desig-nando assim um fenômeno extremamente complexo. Historicamente já foi concebido que as dificuldades de aprendizagem incluem atividades acadêmicas e não acadêmicas. As acadêmicas englobariam as dificuldades de leitura, soletração, matemática e escrita; e as não acadêmicas incluiriam problemas viso-motores, no processamento fonológico, na linguagem, na memória e também problemas perceptivos. (Silva, 2008)

Já segundo Smith e Strick (2001, p.14) “Dificuldades de Aprendizagem são problemas neurológicos que afetam a capacidade do cérebro para entender, recor-dar ou comunicar informações”.

Considerando-se os dois principais manuais internacionais de diagnóstico,as dificuldade de aprendizagem são assim definidos:

1. CID – 10: organizado pela Organização Mundial de Saúde – OMS/1992

…”grupos de transtornos manifestados por comprometimentos específicos e signifi-cativos no aprendizado de habilidades escolares. Estes comprometimentos no a-prendizado não são resultados diretos de outros transtornos (tais como retardo mental, déficits neurológicos grosseiros, problemas visuais ou auditivos não corri-gidos ou perturbações emocionais) embora eles possam ocorrer simultaneamente em tais condições”… (1993: 237)

2. DSM – IV: organizado pela Associação Psiquiátrica Americana/1995

“Os transtornos de aprendizagem são diagnosticados quando os resultados do in-divíduo em testes padronizados e individualmente administrados de leitura, ma-temática ou expressão escrita estão substancialmente abaixo do esperado para sua idade, escolarização ou nível de inteligência… Os transtornos de aprendizagem po-dem persistir até a idade adulta” (1995: 46)

Ambos os manuais consideram, basicamente, três tipos de transtornos, quais sejam, da leitura (dislexia), da escrita (disgrafia e disortografia) e das habilidades matemáticas (discalculia). Também referem que, em qualquer dos casos, deve haver os seguintes requisitos para o diagnóstico de transtorno:

– Ausência de comprometimento intelectual, neurológico evidente ou sensorial
– Adequadas condições de escolarização
– Início situado obrigatoriamente na primeira ou segunda infância

Contudo vimos que tratar sobre o desenvolvimento do sujeito e, consequente-mente, da construção de sua aprendizagem, implica conhecer a história vital, familiar e escolar. Implica, também, se apropriar das condições que foram propor-cionadas para a evolução dos conhecimentos e, mais ainda, do quanto é significativo o aprender para o sujeito.

1.1. A INFLUÊNCIA FAMILIAR

A aprendizagem humana envolve uma árdua relação sujeito-objeto. O sujei-to nasce com um ser biológico e logo se constitui com um ser psicológico. As evoluções normais das ações cognitivas dependem das condições externas, mais especificamente das relações entre a criança e sua família. (FONSECA, 1999)

Pilletti (1984) considera, como diversos outros autores, que as primeiras ex-periências educacionais das crianças , geralmente são proporcionadas pela família. (apud FONSECA, 1999) Para o autor através das influencias familiares, vai-se paula-tinamente moldando seu comportamento. Os pais fazem na maioria das vezes de modo inconsciente.

De acordo com Içami Tiba psiquiatra e psicodramatista que escreveu sobre a importância da educação familiar

A maior segurança para os navios pode estar no porto, mas eles foram construídos pra singrar os mares. Por maior segurança, sentimento de preservação e de manutenção que possam sentir junto aos pais, os filhos nasceram para singrar os mares da vi-da, onde vão encontrar aventuras e riscos, terras, culturas e pessoas diferentes. Para lá levarão seus conhecimentos e de lá trarão novidades e outros costumes, ou, se gostarem dali, poderão permanecer, porque levam dentro de si um pouco dos pais e de seu país. (2002:23)

A educação familiar é um fator bastante importante na formação da perso-nalidade da criança, desenvolvendo sua criticidade, ética e cidadania refletindo di-retamente no processo escolar (LOPES & VIVALDO, 2007)

Com base no referencial teórico, iremos relatar um caso clínico que com-prova o quanto a família pode influenciar na vida escolar positivamente ou negati-vamente.

2. OBJETIVOS

Analisar e discutir a influencia da família no processo de ensino e aprendizagem do sujeito através de um caso clinico psicopedagógico.

3. MÉTODOS

Abaixo estará o relato do caso clinico de uma criança em idade escolar que apresentou dificuldades de aprendizagem e foi encaminhado à clinica psico-pedagógica, por motivos de preservação e segurança, iremos chamá-lo pela abre-viação “F.C.”

F.C. é uma criança com facilidade de fazer amizades e se comunicar, estatura baixa, franzino. O desejo da mãe, de que continue sendo seu bebê, é explicitado em diversos momentos da entrevista. Dentre eles: é ainda dormir na cama com os pais; a mãe incentivou a parar de tomar mamadeira, mas depois tentou fazer com que ele tomasse novamente; ela leva e busca na escola que é bem próxima da sua casa; ele tem muitos medos (escuro, doença, temporal, etc.) e muitos deles só aparecem na presença da mãe. Com base na construção da hipótese diagnóstica, que se refere ao fato da mãe desejar que ele não cresça e este, ocupar esse “papel” de bebê, inclusive fisicamente (organicamente). Pode-se, perceber que apesar de estar alfabetizado, ele apresenta dificuldades de apren-dizagem quanto ao fato de expandir seus conhecimentos e consequentemente expandir-se como sujeito.

Pois, aprender e conhecer para pode representar entender seu papel na relação de seus pais, desapontar a sua mãe, reconhecer o seu desejo em contrapartida ao desejo da mãe. Esse revelar-se através do saber, pode significar sofrimento para, que por isso se nega a mostrar o que sabe.

Foi inicialmente feito uma entrevista com a mãe, para uma possível sondagem sobre a vida acadêmica e o desenvolvimento de F.C. desde o PIU (perío-do intra-uterino). Com questionamentos sobre alimentação, comportamento, relação com outras crianças e vida escolar.

Foram aplicados em F.C. testes psicopedagógicos através de desenhos, lei-tura, escrita, jogos e decodificações de símbolos. Estes testes comprovaram a capa-cidade de F.C. com a aprendizagem e interação com o meio, relatando que sua difi-culdade de aprendizagem era uma influencia afetiva da mãe.

Quanto ao uso de testes de acordo com BOSSA (1994) Alguns testes utiliza-dos são de uso exclusivo de psicólogos, como as Provas de Inteligência (Wisc),Testes Projetivos, Avaliação perceptomotora (Teste Bender), Teste de Aper-cepção Infantil (CAT.), Teste de Apercepção Temática(TAT.). Vale ressaltar que es-tes testes foram aplicados de forma multidisciplinar juntamente ao profissional da área para obter resultados mais precisos.

Foi utilizado também a avaliação assistida ou avaliação dinâmica, está fun-damentada na teoria sócio-construtivista proposta por VYGOTSKY, a qual aborda a “aprendizagem mediada e a zona de desenvolvimento proximal”.

O atendimento de F.C. ocorreu durante nove sessões, sendo a ultima sessão tendo a participação da mãe para a amostra do diagnóstico da criança.

Através das informações obtidas, observou-se uma dificuldade de aprendi-zagem sintoma, que tem por base a existência de um contrato de sobrevivência en-tre a criança e sua mãe. A questão norteadora para a compreensão das dificuldades da lecto-escrita apresentadas, está diretamente vinculada ao desejo que a mãe pos-sui de que ele não cresça. Portanto, o menino, tem todas as possibilidades de aprender, mas não pode mostrar o que sabe para não romper com o contrato de sobrevivência existente na família.

Sugestões para o auxilio da família no desenvolvimento de F.C. segundo a Psicopedagoga responsável pelo caso:

– Oportunizar através do lúdico, que F.C. desempenhe papéis (jogo simbóli-co) condizentes com a sua idade, e até, por vezes, papéis adultos. Favorecendo a aquisição da sua independência;
– Estabelecer que tenha seu espaço determinado na sua casa, dormindo sozi-nho, cumprindo tarefas, participando das decisões e conversas familiares. Para que, desta maneira ele desenvolva responsabilidades, percebendo a sua importância e, conseqüentemente o seu lugar;
– Autorizá-lo a realizar atividades que valorizem seu crescimento. Ex.: vo-cê pode ir e voltar sozinho da escola, pois você já é “grande” o bastante; você pode “dormir” sozinho, porque nada de mal lhe acontecerá; você pode acender o fogão, porque você vai cuidar; etc. Conversar sobre os medos e as questões que lhe afligem;
– Possibilitar momentos de expressão da linguagem oral e escrita, contextuali-zados pelo desejo, por exemplo, jogos de videogame, que, por serem momentos de prazer, facilitariam que ele revelasse seus saberes.

Com base na entrevista e provas projetivas realizadas, conclui de que há um contrato de sobrevivência entre F.C. e sua mãe. Neste contrato F.C. deve manter-se no seu papel de bebezinho da mãe, que admite não desejar que seu fi-lho cresça, sendo esta, a causa dos sintomas apresentados pela criança. Esta família também apresenta segredos, começando pela omissão da mãe sobre a gravidez, sendo que o pai foi informado por terceiros.

O fato de ele ter descoberto apenas aos 9 anos que seu irmão não é filho de seu pai também denota que o segredo é presente nesta família, pois esta in-formação lhe foi omitida por muitos anos, o que pode criar em seu imaginário a fantasia de que, já que o irmão não é filho deste pai, talvez ele também não o se-ja.

Em seu desenho faz um rosto e apaga, ficando a marca no papel, nos revelando a possibilidade de haver mais um segredo, que talvez ainda não tenha sido revelado.

Mesmo já estando alfabetizado, ainda apresenta dificuldades de lecto-escrita, onde quando escreve se esquece de letras no meio das palavras, e quando lê omite algumas letras, como o “r”. Em alguns momentos em seu caderno, que tivemos a oportunidade de ver, ele escreve algumas palavras pela metade, não fazendo isto no texto que produziu sobre a história que propomos.

Tendo observado o desenho da família, concluí que ele apresenta o dese-jo de se libertar do papel que lhe é imposto pela sua família, pois em seu desenho faz um quarto para ele e o irmão separado do quarto dos pais, onde a cama de seu irmão fica entre a sua cama e o quarto que desenhou para seus pais. No mesmo desenho observei que se coloca distante do pai, e põe seu irmão entre ele e sua mãe. Isto contradiz a fala da mãe, que em dado momento da entrevista nos informa que muitas vezes quando ela o leva a escola é ele quem pega na sua mão para andar na rua. Acredito que para que ocorra o crescimento, e conseqüentemente a aprendizagem de uma forma saudável, se faz necessário libertar da proteção da mãe.

O casamento dos pais se apóia na vida dele, foi a gestação dele que uniu es-te casal, os mantendo juntos até hoje. Uma mudança no papel que F.C. ocupa significaria a desestruturação de todo este movimento familiar, mexendo não só com ele, mas com as posições tomadas por todos, principalmente a da mãe.

Considerando o que foi exposto a aprendizagem da criança é um processo no qual deve acontecer de formal motivante. Mussen confirma que (1970) a aprendi-zagem ocorrerá de maneira mais satisfatória se houver uma motivação (necessidade ou desejo de aprendê-la).

José & Coelho (1999) também consideram como desencadeantes dos distúr-bios de aprendizagem, o tipo de educação familiar e fatores psicológicos (inibição, ansiedade, angústia, inadequação à realidade, sentimento generalizado de rejeição, etc.)

Dessa forma confirma-se a ideia de Lopes e Vivaldo citado acima, o qual diz que a educação familiar é um fator bastante importante na formação da personalidade da criança, desenvolvendo sua criticidade, ética e cidadania refletindo diretamente no “processo escolar”.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pudemos observar que a influencia familiar pode causar grandes impactos na vida acadêmica e no desenvolvimento global de uma criança, causando assim possíveis dificuldade de aprendizagem

O fator família é de suma importância para o bom rendimento escolar, se-gundo o referencial teórico exposto nesta pesquisa esse fator pode atuar como principal motivador para o sucesso escolar, do contrário, a má influencia familiar pode ser a grande causadora das repetências, desinteresse e das dificuldades na aprendizagem.

Conseqüentemente ao exposto, fica clara a necessidade do apoio familiar, da presença dos pais na vida acadêmica de seus filhos, da aproximação e do papel de motivadores que devem exercer.



REFERÊNCIAS

BOSSA, N. AP. A PSICOPEDAGOGIA NO BRASIL: CONTRIBUIÇÕES A PARTIR DA PRÁTICA. PORTO ALEGRE: ARTES MÉDICAS, 1994.

FONSECA, N.G. A INFLUENCIA DA FAMILIA NA APRENDIZAGEM DA CRIANÇA. CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONALDIOLOGIA CLÍNICA E LINGUAGEM. SÃO PAULO, 1999]

JOSÉ, E. da A.; COELHO, M.T. Problemas de Aprendizagem. São Paulo, Áti-ca,1999, 9-25p

LOPES, A; VIVALDO, L. A influencia da Família no rendimento escolar do indivi-duo. Revista virtual Partes. Disponível em: http://www.partes.com.br/educacao/familiaerendimento.asp . Acesso em: 01 dez. 2009

MATOS, L. Dificuldades de aprendizagem. Disponivel em: http://www.albertomatos.net/psico.php?id=46 Acesso em: 01 dez. 2009

MUSSEN, P.H. O desenvolvimento psicológico da criança, 5ª edição. Rio de Janei-ro, 1970, 54-131p

NETO, A. N. Dificuldades de Aprendizagem. Disponível em: http://dificuldadesdeaprendizagem.com/dificuldades_difi.html# Acesso em: 01 dez. 2009

PILETTI, N. Psicologia educacional. São Paulo, Ática, 1984, 273-87p

SILVA V.F. Problemas de Aprendizagem: possíveis intervenções psicopedagógicas. Disponível em: http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=882 acesso em: 01 dez. 2009

SILVA, N.M.D. Dificuldades de Aprendizagem. Disponível em: http://www.colegiosantamaria.com.br/santamaria/aprenda-mais/artigos/ver.asp?artigo_id=1. Acesso em: 01 dez. 2009

SMITH, C.; STRICK, L. DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM DE A A Z. TRAD. DAYSE BAPTISTA. PORTO ALEGRE, ARTMED, 2001. 332P.

TIBA, IÇAMI. DISCIPLINA, LIMITE NA MEDIDA CERTA. 41ª ED. SÃO PAULO: GENTE, 1996. 240P.

TIBA, IÇAMI. DISCIPLINA, LIMITE NA MEDIDA CERTA. 41ª ED. SÃO PAULO: GENTE, 1996. 240P.

____________. Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID – 10: Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artes Mé-dicas, 1993.

____________. DSM – IV – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

Dia Nacional do Doador de Sangue – 25 de Novembro

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Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue: entenda a importância de evidenciarmos essa causa nobre. O dia 25 de novembro é comemorado o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, que tem como objetivo evidenciar o valor social e humano desta causa nobre, estimular sua prática e reforçar a importância de aumentar o número de doadores. Sendo assim, é neste dia que surge um grande desafio: motivar pessoas a colaborarem voluntariamente.

Porque doar sangue é importante?

Quando doamos sangue, fornecemos um produto essencial para a sobrevivência de um indivíduo. Em algumas situações, a transfusão é inevitável, sendo, portanto, essencial que haja sangue em estoque, o qual é conseguido exclusivamente por doação.

Várias são as situações em que uma pessoa necessita de sangue. Entre as situações mais conhecidas, podemos citar as cirurgias de grande porte, transfusão para pacientes com doenças crônicas, como a doença falciforme e após acidentes graves.

Entenda quem doa para quem

O que fazer para doar sangue?

Um doador em potencial deve ter entre 18 e 65 anos, mais de 50 kg e bom estado de saúde, não podendo estar em jejum por mais de três horas. Antes do ato em si, o indivíduo deve se cadastrar e, depois, realizar um pequeno teste de anemia. Neste momento, sua temperatura e pressão também são medidas.

Menores de idade devem possuir autorização do responsável e pessoas entre 60 e 65 anos só podem doar se já forem doadores frequentes.

  • Pesar no mínimo 50 kg.
  • Estar bem alimentado, porém se a doação for feita após o almoço aguardar 2 horas.
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.
  • Apresentar documento de identificação com foto emitido por órgão oficial.

Quanto tempo dura uma doação de sangue?

O procedimento de doação de sangue é relativamente rápido. Desde o cadastro e triagem clínica até a coleta de sangue, o processo dura em média 40 minutos, ou seja, menos de uma hora.

Como proceder após a doação de sangue

A doação de sangue é um processo rápido e bastante simples, entretanto, isso não significa que algumas precauções não devam ser tomadas. Veja, a seguir, as principais recomendações após a doação de sangue:

  • Faça um pequeno lanche após a doação;
  • Não realize grandes esforços físicos pelo menos nas 12 horas seguintes à doação;
  • Após a doação, aumente a ingestão de líquidos e evite bebidas alcoólicas por um período de 12 horas;
  • Nas duas horas após o procedimento, procure não fumar;
  • Espere pelo menos quatro horas para retirar o curativo do local da punção.

A Evolução da Gramática

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Sumário

1-Introdução
-A gramaticalização
2-Reflexões sobre possíveis significados das palavras:
2.1-Lá
2.2-Mas
2.3-Então
3-Escolha dos princípios de gramaticalização.E quais os motivos que nos levaram escolher:
3.1-Analogia
3.2-Reanálise
3.3-Continuidade e Gradualismo
3.4-Unidirecionalidade
4-Análise da amostra de fala de Marilene Felinto,revista
Caros Amigos,anoIV-número 47-fevereiro 2001,a luz dos princípios gramaticais (segue separada uma cópia de tamanho original para facilitar a leitura).
5-Conclusão
6-Bibliografia

1-INTRODUÇÃO

Gramaticalização

…“a intimidade com a gramática é tão dispensável que eu ganho a vida escrevendo,apesar da minha total inocência na matéria” Luis Fernando Veríssimo

Todo locutor nativo pode ter por sua língua julgamentos de gramaticalidade,estes julgamentos são intuitivos,não dependem nem da experiência,nem da memória,mas do sistema de regras interiorizados quando da aprendizagem da língua.

Os julgamentos de gramaticalização vão servir para estabelecer as regras de uma gramática e as agramaticalidades arroladas possibilitarão definir as pressões exercidas sobre regras consagradas.

Mattoso Câmara em Dicionário de Lingüística e Gramática definem a gramaticalização como: “processo que consiste em transformar vocábulos lexicais,ou palavras,providos de semantema,em vocábulos gramaticais.É em princípio a origem diacrônica de todos estes últimos vocábulos.Quando num estado lingüístico coexistem a palavra e o vocábulo gramatical,decorrente da gramaticalização,tem-se um caso de derivação imprópria.”

O pensamento acima é o modelador da gramaticalização.O falante ao usar a palavra inconscientemente desencadeia um processo de transformação de vocábulos lexicais em vocábulos gramaticais.

2-Reflexões sobre os possíveis significados das palavras:lá,mas e então.

Vamos neste estudo nos ater ao processo de gramaticalização desses três vocábulos:

2.1-Lá

Lá=advérbio originou-se do latim ad illac,através do português arcaico Alá.Ocorre também no português medieval a forma alo do latim illoc.Suas possíveis significações são:

a) Ali,naquele lugar,naquela situação (por oposição ao lugar em que se acha a pessoa que fala).Exemplo:Se assente lá.
b) Nesse tempo:Daqui até lá pode acontecer muita coisa.
c) Além,adiante:Sua casa ficava para lá do centro.
d) Usa-se em certos casos,depois de um nome,por ênfase: aquele homem lá.
e) Também se emprega para reforçar certos advérbios de lugar:lá em cima,lá embaixo,lá dentro.



2.2-Mas

Magis (advérbio de inclusão > mas conjunção adversativa) derivação propiciada pela utilização de mas em contextos negativos.Suas possíveis significações são:

a.1) Conjunção adversativa,expressa fundamentalmente oposição:Isso não é verdade,mas mentira das maiores
a.2) Vá,mas não demore,expressa fundamentalmente restrição e não oposição.
a.3) É bom chefe de família,mas não pensa no dia de amanhã.Sinônimo :porém,contudo,todavia,entretanto,no entanto.

b) Indica, no começo da oração,relação com a idéia anterior:Mas,por que você fez isso?
c) Advérbio:Sim,decerto.Ele deixou a porta aberta,mas aberta mesmo.
d) Substantivo masculino significando empecilho,dificuldade:Este mas prejudicou sua atuação na prova.Nem mas nem meio mas,sem discussão,sem alternativa.

2.3-Então

Então;advérbio do latim tum, então, naquele tempo.

INTUNC.(IN+TUNC=TUM+CE=particular de valor demonstrativo) = valor locativo.Exemplos extraídos de Martelotta et alli,1996.

a)Nesse ou naquele tempo:Vivia então no campo.
b)Num momento (que estar por vir).Então os homens assistirão ao fim do mundo.
c)Em tal caso,nessas circunstâncias:Se você fosse rico,então poderia ajudar toda a família.
d)Denota conclusão:Não recebeu meu convite?Então a carta extraviou-se.

*Até então,até determinado momento.

*Pois então,se assim é.

*Com que então,quer dizer que: com que então não veio.

e)Substantivo masculino,certo tempo passado,antanho:Um domingo de então me traz recordações dolorosas.
f)Interjeições
f.1)Que expressa admiração espanto:Então é verdade?
f.2)Emprega-se afetivamente,a revelar interesse pelo interlocutor:Então,como foi à viagem?

3-Escolha dos princípios de gramaticalização-princípio de Lehman (1982b) de Hopper(1991):

Quais os motivos que nos levaram a escolher a nomeação do Dr Ataliba.

Lehman (1982b)

Princípios da gramaticalização

1-Paradigmatização
2-Obrigatoriedade
3-Condensação
4-Coalescência
5-Fixação

Hopper(1991)

Princípios da gramaticalização

1-Estratificação
2-Divergência
3-Especialização
4-Persistência
5-Descategorização

Nós preferimos optar pelos seguintes princípios de gramaticalização:Analogia, reanálise,continuidade -gradualismo e unidirecionalidade.

Por quê?

“Como não há acordo entre os lingüistas quanto a uma teoria,se não unificada,pelo menos razoavelmente articulada,para dar conta dos fenômenos ditos de gramaticalização,listados nos itens anteriores.Nem poderia ser diferente,dada a complexidade da matéria e as naturais divergências sobre o que se pode entender por língua e por gramática”.Doutora Maria da Conceição de Paiva

Sendo assim,preferimos caminhar com o Dr Ataliba T. de Castilho,que resumiu todo o estágio da gramaticalização em 4 estágios. Analogia

Reanálise
Continuidade e Gradualismo
Unidirecionalismo

3.1) Analogia:é uma sorte de aproximação psicológica entre categorias em ausência,isto é, entre categorias situadas no eixo paradigmático.

*A analogia não dá surgimento a expressões ou estruturas novas,ela simplesmente estende regras a itens ainda não atingidos, “uniformizando” por assim dizer,as formas da língua.
*A analogia opera no eixo paradigmático.

3.2) Reanálise:é um processo que reinterpreta elementos que estavam separados(reagrupamento) reanálise.

*A reanálise é um processo por meio do qual os falantes mudam sua percepção de como os constituintes de sua língua estão ordenados no eixo sintagmático.
*A reanálise é um processo por meio do qual os falantes mudam sua percepção de como os constituintes de sua língua estão ordenados no eixo sintagmático.Essa mudança de percepção se deve a um tipo de raciocínio conhecido como abdução.
*A reanálise opera no eixo sintagmático.
*A reanálise é o desenvolvimento de novas estruturas a partir de estruturas antigas.

A analogia e a reanálise podem confluir na gramaticalização de uma mesma expressão.

3.3) Continuidade e gradualismo

A gramaticalização tende continuamente a inovação das estruturas das línguas.

Sapir(1921) e posteriormente Labov(1995)postulam que a variação é o primeiro estágio da mudança sintática.O princípio de “layering” de Hopper aponta para essa direção.

*O conceito de “layering” remete a coexistência de diversas camadas,isto é, alternantes dentro de um domínio funcional.Tal coexistência torna-se possível porque a emergência de novas camadas/variantes não implica eliminação das antigas,ao contrário as camadas interagem e coexistem dentro de uma mesma área funcional.Estas diversas camadas que servem para codificar funções similares ou idênticas podem estar correlacionada a itens lexicais particulares,classes de construção ou registros sócio-linguísticos;os itens envolvidos podem ter significados ligeiramente diferentes ou ser conhecidos como alternativas estilísticas.

3.4) Unidirecionalidade:a direção da mudança se dá das formas lexicais para as gramaticais ou das menos gramaticais para as mais gramaticais e não no sentido contrário.

4-Análise da amostra de fala de Marilene Felinto a luz dos princípios gramaticais. (segue separado uma cópia de tamanho original para facilitar a leitura)

Análise do Mas

…“Mas sou obrigado a começar do jeito de sempre,”…(anexo pág 30)-o mas nesta frase esta como conjunção adversativa. Magis (advérbio de inclusão) Mas (conjunção adversativa derivação propiciada pelo princípio de analogia devido à utilização do mas vir sempre em contextos negativos.O processo cognitivo de metonímia e mecanismo de reanálise estão sendo os princípios vigentes neste processo de gramaticalização.

… “Comecei com 12,13 .Mas não tinha nenhuma intenção de ser escritora (anexo pág 30)- o mesmo processo do exemplo acima.

“Mas,não entra aí uma certa contradição”…(anexo pág 30)-neste caso funciona como sinônimo de porém,contudo,todavia,entretanto no entanto.

… “já me provocou muita raiva,já chorei por exemplo.Mas,hoje muito menos.”(anexo pág.31) o mesmo processo do exemplo acima.

“Mas falar o quê?”…(anexo pág.31)Esta indicando uma relação com a idéia anterior.

“ Mas não porque escolhi”…(anexo pág.32) Idem

“Mas ao mesmo tempo você consegue descarregar uma revolta”…(anexo pág.32)Idem

“Também é claro mas de outra forma”…(anexo pág.32) como conjunção adversativa.

“Mas este estilo eu trouxe da literatura”…

…mas não é raiva de tudo”…

“Não acabou,mas,o preconceito vai existir sempre”…

…”mas desse discurso choramingas,eu não gosto.”

(todos os exemplos estão no anexo pág.32)E podem ser substituídos pelos sinônimos:porém,contudo,todavia,entretanto,no entanto)

“Mas você não convive mais com brancos”…

“Mas são racismos diferentes”…(ambos anexo pág.32)

“Mas aí você está levantando uma bandeira”.(anexo pág.33)

“Mas é sem querer”(anexo pág 33).Estes quatros exemplos acima indicam uma relação com a idéia anterior e por isso mesmos iniciam a oração e nenhum desses quatro casos colocaríamos o mas como conjunção adversativa,mesmo porque não existe uma idéia de contrária nas frases que estão a ele ligadas.

“…,mas não é…” (anexo pág.33) conjunção adversativa.

“…mas me identifico com algumas”…(anexo pág.33)

“Mas,tudo bem,…”(anexo pág.34) Apesar de poder ser colocado como conjunção adversativa na gramática normativa,não vemos nenhuma formação de idéias que se contraponham.Em ambos os casos está implícito o caráter enfático do mas.Nas frases:”mas não é” e mas,tudo bem” está ficando tão generalizado a união do mas ao tudo bem e não é que mais parece uma única fala formada pelo princípio de reanálise.

“Têm,mas naquelas condições.” …(anexo pág.34)conjunção adversativa.

“Mas você acha que é ruim sofrer?”(anexo pág 34) usado no início da frase indicando uma relação com a idéia anterior.

“Mas desde menina”,…(anexo pág.34)Idem

…mas a atividade em si é vergonhosa.”…(anexo pág 34) conjunção adversativa podendo ser trocado por porém,contudo…

“Mas também é porque”…(anexo pág.34).Apesar de poder ser colocado como conjunção adversativa na gramática normativa,não vemos nenhuma formação de idéias que se contraponham.Está mais na função enfática.A frase mas também está ficando tão generalizada que mais parece um caso de reanálise tentando se formar.

“Mas aí não será que você é jornalista”,…(anexo pág 34) idem porém com a ressalva que neste caso a função do mas é manter uma relação com a idéia anterior.

“Mas você escreveu!”(anexo pág.35) função enfática.

“Mas,em geral fico com pudores,”… (anexo pág.35) Sinônimo de porém, contudo, todavia, entretanto.

“…mas na minha formação de infância foi muito difícil conviver”…(anexo pág.35)Conjunção adversativa.

“…mas não porque o cara foi lá e pensou…”(anexo pág 35) o mas nesta posição se encontra com o sentido de ressalva.

“Mas agora eu respondo da seguinte maneira”…(anexo pág35)

“…,mas quero saber.”(anexo pág.36)

“Mas,isso é em todo jornalismo”…(anexo pág 36)Todos esses exemplos acima são sinônimos das conjunções;porém,contudo,todavia,entretanto,no entanto)

“…pode ter uma mulher,mas a postura é masculina”.(anexo pág 36) Conjunção adversativa,idéias opostas mulher/masculina.Mas lá no fundo vemos uma posição do mas como ressalva.Tem com a ressalva que se adapte adotando uma postura masculina.Mas aposto todas as minhas fichas na conjunção adversativa sem medo de errar.

“Acho as mulheres crudelíssimas,terríveis.Não estou dizendo que são santinhas,mas a imprensa tem de ser cruel com quem deve ser.”(anexo pág.36 )Conjunção adversativa duas idéias contrapostas santinha/cruel.

“Mas é uma transformação mais de fundo social.”(anexo pág.36)Conjunção adversativa.

“…mas é um segundo de orgasmo para milhões de horas de dor”(anexo pág.36)Idem

“Mas,não é essa a covardia masculina”(anexo pág.36)Como a frase é negativa implica uma idéia adversativa,porém não podemos negar que uma das funções deste mas é uma ligação com a idéia anterior.

“Eu posso estar sendo covarde,assumo.Mas tenho a outra coragem,que é feminina nata,…”(anexo pág.36)Conjunção adversativa.Apesar de estar no começo das frase,expressa fundamentalmente uma oposição covarde/coragem.

O mas percorreu o caminho da gramaticalização da seguinte forma:passou do magis (advérbio de inclusão) para mas (conjunção adversativa);como o advérbio de inclusão foi usado em abundancia em contextos negativos,assumiu o posto de conjunção adversativa.Porém vamos ver no discurso de Marilene Felinto o mas freqüentemente usado como advérbio de inclusão,para retomar um assunto anterior,para enfatizar uma idéia já exposta.Especificando um significado em termos de outro que esta presente ainda que de forma não explicita no texto=princípio de reanálise.

As várias formas do “mas”convivem na mais perfeita harmonia no discurso de Marilene Felinto,como também no nosso.O princípio de continuidade e gradualismo pode ser visto neste fenômeno.È o princípio de “layering”

A analogia e a reanálise confluíram na gramaticalização da palavra mas.Por estar sempre ao lado de frases negativas vemos o mas passando por um tipo de aproximação psicológica entre categorias situadas no eixo paradigmático

Unidirecionalidade:O mas passou de uma categoria menor(conjunção adversativa ou inclusão) para advérbio como no caso :a coragem é feminina,mas feminina mesmo.Como poderia ter se substantivado;o mas do jornalista é um empecilho para grandes reportagens.Infelizmente não tivemos estes exemplos nesta amostra de fala.

Podemos concluir que a gramaticalização do mais segui o caminho que se esperava dele,da forma menos gramatical para a mais gramatical.

Análise do Lá

“Não.Nasci em Recife,morei lá até os 12 anos.”(anexo pág.30).Esta na sua forma fonte como advérbio de lugar,significa ali,naquele lugar,por oposição ao lugar que se acha a pessoa que se fala.”

“Você trabalha lá…”(anexo pág 31)Idem

“…acho que pode ser boa para alguma pessoas,os leitores,sei lá.”(anexo pág.31)Lá aqui não exerce a função de adjunto adverbial de lugar,mas de partícula expletiva,nesta frase sua única função é dar ênfase ao verbo saber.Mas,geralmente ele vem posposto ao substantivo.E um caso de reanálise.

“Tenho ene brigas lá dentro”…(anexo pág 31)

“E você lá dentro”…(anexo pág.31)

“É que tem muita gente no movimento negro que faz a coisa certa e está precisando de quem está lá em cima.”(anexo pág33)nestes casos o lá foi empregado para reforçar certos advérbios de lugar.

“Vou lá e ponho minha opinião”…(anexo pág 33)Adjunto adverbial de lugar esta na sua forma fonte.

“Agora tem conflitos lá.”(anexo pág.33)Idem

“Daí fui lá…”(anexo pág.34)Idem

“…continuam lá.”(anexo pág 34)Idem

“Sei lá.Comprei alguns.”(anexo pág.35) usa-se depois do nome apenas para dar ênfase.

“Ela estava muito velhinha já,com 72 anos,quando a gente pegou ela lá na Paraíba.”(anexo pág 35)Dêitico função demonstrativa.O intuito é reforçar certos advérbios de lugar.

“Mas,não foi porque o cara foi lá e pensou”…(anexo pág35)

Lá aqui não pressupõe uma idéia de lugar,portanto não é um advérbio.Tem função mais retórica,um processo de discursivização.um advérbio caminhando para ser marcador.

Discursivização:”processo de mudança que leva um elemento lingüístico a perder suas restrições gramaticais,sobretudo de ordenação vocabular e assumir restrições de caráter pragmático e discursivo.” Maria da Conceição de Paiva

No caso do lá vamos encontrar a seguinte trajetória:

Locativo>temporal>conector lógico>função discursiva/ilocucionária A escala pressupõe elementos indicadores temporais,como no texto temos:”Nasci em Recife,morei lá até os 12 anos.E por fim,como elemento de organização textual.Deslizamentos possibilitado pelas relações anafóricas e catafóricas.Exemplos:”-Você trabalha lá”-(anexo pág 31) …”acho que poderia ser bom para algumas pessoas…sei lá.”(anexo pág 31)

A origem de conectores e marcadores discursivos ligados a codificação de espaço ou tempo pode ser evidenciada não só diacrônica como sincronicamente.

Análise do Então

Passou do latim TUM,então naquele tempo para o então no momento que ainda esta por vir(idéia de futuro)-para o então circunstancial,até chegar à idéia do então conclusivo.Todos esses nuances do então ainda convivem na nossa língua simultaneamente,é o princípio de “layering” em que diversas camadas coexistam dentro de um domínio funcional.

Temos o então nesta ordem:

Então temporal>Então seqüencial>Então conclusivo.

“Então sou de uma família pobre”(anexo página 30)-então seqüencial

“Então tuas duas principais atividades hoje são”…(anexo pág.31)-então conclusivo

“Então são duas coisas que sempre caminham juntas”(anexo pág.31)Idem

“Ele já tinha mandado a coluna quando ele disse.Então,era assim,o “governador de São Paulo parece que vai morrer,”…(anexo página 31)Seqüenciador-ordena fatos.

“Então meus irmãos e eu sentávamos todos pequenos”…(anexo pág.32)

“Então a gente fechava os “esses”…(anexo pág.32)

“Então porque a gente aqui não valoriza o nordestino.”(anexo pág.32)

“…então tinha todo esse preconceito”(anexo pág32) Todos os exemplos acima se encaixam no então seqüencial.

“Exatamente.Então isso continua praticamente igual”(anexo pág.32)-Conclusivo

“Então isso pode parecer ingênuo,mas não é.”( anexo pág.33)-Conclusivo

“Então,fiquei sabendo.”(anexo pág.34)-Conclusivo

“Então fiquei sabendo…”(anexo pág.34)-Sequenciador

“Então,você abandona a amargura”…(anexo pág.34)-Conclusivo

“Então tinha a minha mãe que proibia”(anexo pág.34)-Sequenciador

“Mas,aí não será que você é jornalista, então?”(anexo pág.34)-Pode até ser um marcador lingüístico mas aposto mais no deslocamento da expressão aí então,usados juntos para inferir uma idéia de sequência.

“…então vou ver se esse livro vende um pouco…”(anexo pág.36)-Não há uma idéia de futuro,num momento que esta pode vir,seria por assim dizer um uso anafórico de valor temporal.

A palavra então passou pelo seguinte trajeto:

1-Uso anafórico(valor temporal)
2-Seqüenciador ordena os fatos no discurso ou estado de coisas perfectivos.

O que seria uma reanálise do valor temporal intrínseco para a temporalidade no discurso.

5-CONCLUSÃO

Enquanto a gramática normativa impõe leis que são sempre desrespeitadas(frases iniciadas por pronomes oblíquos) a gramaticalização tenta entender estes processos de transformação da língua.Coloca o ser humano como sujeito dessas modificações.E sabiamente admite que a língua é mutável,emergem novas regras,novas ordens a guisa do uso e da freqüência em que esse processo ocorre.

O estudo da língua não é um cinturão apertado moldando as palavras dos usuários.Mas uma força maleável cujo o único objetivo é tornar-lhe clara,concisa e se possível bela;para que a comunicação entre os seres seja a mais compreensível possível sem tantos ruídos.

A Língua existe para propiciar uma harmoniosa comunicação entre os homens,a gramaticalização neste pequeno período de vida vem se esforçando ao máximo para que isso aconteça.

Os textos do século XIII nos mostraram um português bem diferente do nosso,muito mais próximo do espanhol.A gramaticalização ocorreu e ninguém até os finais do século passado tinha se fixado no estudo deste fenômeno.

Ao tentar fazer este trabalho,a primeira pergunta que me veio foi “quem mais gramaticaliza a língua?”E inferi que fosse a camada menos privilegiada socialmente,que a elite sempre se ateve mais as normas.E conclui que a melhor amostra de fala fosse o filme “Domesticas” premiado no Festival Internacional de Cinema de Rotterdam no ano de 2001.Uma comédia dirigida por Fernando Meirelles e Nando Olival baseado na peça “Domésticas” de Renata Melo,uma produção das 02filmes.Apesar desta obra,ser um primor,um verdadeira fonte de descobertas para qualquer lingüista,por ser quase que uma entrevista com ênfase no dialeto nordestino,carioca e paulista de empregados domésticos,não ter nenhum policiamento gramatical.A obra não me foi de grande utilidade.Não havia o emprego do então,que o tempo todo fora substituído pelo agora e aí.Houve pouquíssimos casos de gramaticalização.O filme apesar de ser um presente para qualquer lingüista não me ajudou muito neste tema.

Se não é a classe mais pobre,vamos na elite:”Chico Buarque de Holanda”(rico,instruído,bem-nascido e lindo)Entrevista Caros

Amigos,dezembro de 1998.E como eu pensava a elite usa o vocábulo fonte.Tem exata noção de cada termo e se torna mais arredia na gramaticalização.(A entrevista segue anexo a título de mera observação,não faz parte do trabalho)

Nem pobre, nem rico,nem intelectual,nem ignorante,fiquei completamente desesperada.Aonde encontrar bons exemplos do lá,então,e mas se gramaticalizando. Foi aí que encontrei a entrevista de Marilene Felinto na revista Caros Amigos Fevereiro de 2001,e foi realmente um “achado”,uma fonte de exemplos de gramaticalização,uso da fala masculina com intuito de se impor no jornal(anexo pág.36)…”pode ter mulher,mas a postura é masculina”.Exemplo de preconceito lingüístico “Então meus irmãos e eu sentávamos,todos pequeninos e começávamos a treinar paulista,porque a gente não agüentava mas ser discriminado na escola por causa do sotaque.”(Anexo pág 32).Acreditamos que esta entrevista foi uma boa amostra de fala para este estudo.(Além do anexo segue uma cópia isolada de tamanho original para facilitar a leitura)

E gostamos muito de realizar este trabalho,pode ser até que a nota seja baixa,que o resultado seja deficiente.Mas o percurso foi agradável,abrimos novos caminhos,aprendemos muito e certamente enriquecemos nosso ponto de vista,alargando nossa estreita visão.

Estudando o mas,vimos que a sabedoria popular resgata seu sentido no vernáculo,no Magis(advérbio de inclusão) e não só o restringe como conjunção adversativa.Vemos uma sabedoria inata na raça humana.Sabedoria capaz de refazer uma língua,para torná-la mais compreensível e adaptável ao cotidiano.

Mas ainda nos restou uma dúvida:”Quem mais se gramaticaliza?”Nossa escolha foi Marilene Felinto, uma literata que escreve para Folha. Alguém com um grau cultural bem acima da média,uma inteligência brilhante e uma sensibilidade majestosa.Porém sua infância em nada difere das personagens “Domésticas”.Marilene Felinto teve a vida inicial traçada para ser mais uma dessas operárias,mas como uma gata selvagem arranha todas as leis das probabilidades,derruba a lei da velha história que se repete e galhardamente ferindo o óbvio chega ao patamar de um balaústre da literatura e do Jornalismo brasileiro.Isto que eu chamo de pulo do gato na vida,pena que poucos conseguem dá-lo.

Uma infância medíocre,uma trajetória iluminada,talvez tenha sido essa a receita para tantas riquezas lingüísticas encontradas nesta entrevista.

Talvez quem mais se gramaticalize seja a adolescência da classe média,ou mesmo a classe pobre com sua experiência de vida,quando o acesso a informação e a cultura não lhe é vetado.Não encontramos a resposta,mas estamos a caminho,procurando-a,porque nosso trabalho não terminou ainda.Sobraram muitas dúvidas e reflexões.Ainda temos uma bibliografia riquíssima sugerida neste curso,Gramática e Discurso por Dra.Maria da Conceição de Paiva.Temos muito ainda que estudar,o caminho é longo…

“O serviço mais útil que os lingüistas podem prestar hoje é varrer a ilusão de “deficiência verbal”,e oferecer uma noção mais adequada das relações entre dialetos padrão e não padrão William Labov,The Logic of Nonstandart English,1969.

6-BIBLIOGRAFIA

Estudos Lingüísticos e Literários,numero 19,Salvador,Programa de Pós-graduação em Letras e Lingüísticas,Universidade Federal da Bahia,março 1997
CAMARA,Júnior,J.Matoso.Dicionário de Lingüística e gramática Referente à língua portuguesa. 13 edição Petrópolis,Vozes 1986
CAROS AMIGOS,ano IV numero 47-fevereiro 2001 é uma publicação mensal da Editora Casa Amarela,São Paulo.

Gramática Comparada ou Linguistica Histórica

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Índice

1)Lingüística histórica ou gramática comparada.- Uma Torre de Babel ou a precursora do estruturalismo?

2)Estruturalismo-espinha dorsal da lingüística.Radiografia da língua.

3)Estruturalismo X gramática gerativa.-Teria a gramática gerativa tornado o estruturalismo ultrapassado?

4)Sociolingüística, análise do discurso, análise da conversação X estruturalismo.-A sociolingüística é um caminho prazeroso mais a estrada pavimentada é o estruturalismo.

5)Perfil do cientista lingüístico.-Ferramenta o estruturalismo.

6)Bibliografia

No século XIX,o parentesco lingüístico foi objeto de estudos altamente especializados,em fins do século XVIII os estudos comparativistas passaram a ter o objetivo de identificar as famílias de línguas e mostraram ser a mudança lingüística um processo:

Regular: princípio da regularidade das mudanças.

Universal: todas as línguas evoluem.

Constante: qualquer língua está em evolução constante.

Os primeiros estudiosos a se ocuparem da análise sistemática das correspondências entre as diferentes formas de diferentes línguas foram:

Ramus Rasks- Dinamarca (1787-1832)
Jakob Grimm-Alemanha (1787-1863)
Friedrick e August Wilhelm von Schlegel-Alemanha(1791-1867)
Franz Boop-Alemanha(1791-1867)
Wilhelm von Humboldt-Alemanha(1767-1834)
A.Schleicher-Alemanha(1821-1867)

A Torre de Babel começa com Grimm e os neogramáticos.Grimm chegou a propor uma tabela de correspondências fonéticas entre o sânscrito, o grego e o latim de um lado e as línguas germânicas de outro, a qual ficou conhecida como “lei de Grimm”.Humboldt classificou as línguas em isolantes, aglutinantes e flexionais, de acordo com a estrutura gramatical dos vocábulos.Mas, foram os neogramáticos que formularam mais sistematicamente os princípios e métodos da gramática comparada, se bem que muitos deles tenham sido modificados à luz dos desenvolvimentos posteriores da lingüística.Sua principal tese vai de encontro ao pensamento de Grimm no que concerne a lei de mudança fonética regular; Grimm admite as exceções, mas os neogramáticos consideravam que as leis fonéticas tinham caráter absoluto.No entanto, estas controvérsias em nada enfraquecem a evolução dos estudos lingüísticos.Pelo contrário favorece o surgimento do estruturalismo.

O estruturalismo surge no século XX, como uma nova corrente lingüística que se insurgiu contra o atomismo reinante nos estudos de filologia comparada, isto é: contra a tendência de se estudar os elementos isoladamente, de ver os elementos em si mesmos, sem relaciona-los com os outros da mesma língua com os quais tenham ligações de identidade ou de oposição contra o princípio comparativista de que só o método histórico e científico.

Podemos concluir que a lingüística histórica, apesar de suas controvérsias, foi uma contribuição vital para o estruturalismo, longe de ser uma Torre de Babel foi o terreno rico, em que controvérsias só fizeram fomentar a necessidade de se criar uma nova corrente lingüística que abrigasse diferentes concepções.Foi a gramática comparada e precursora do estruturalismo.

Estruturalismo-Espinha dorsal da lingüística-radiografia da língua.

O estruturalismo tem sua origem no curso de lingüística geral(1916), de Ferdinand de Saussure, que introduz conceitos fundamentais.Nunca Saussure esteve mais presente do que nos dias hodiernos, em que ele é às vezes declarado “superado”.Só há um meio honesto de superá-lo: é lê-lo, repensar com outros os problemas que ele propôs, nas suas célebres dicotomias: língua e fala, diacronia e sincronia, significante e significado, relação associativa (=paradigmática) e sintagmática, identidade e oposição etc. O esquema de oposição abaixo é o básico para qualquer estudo lingüístico:

Tudo isso leva a encarar o estudo da língua como um sistema, uma estrutura: cada um dos elementos do sistema é definido pelas relações de equivalência ou de oposição que mantém com os outros elementos.Nem o elemento, nem o todo constituem a estrutura, mas sim o conjunto de relações.O estruturalismo parte do pressuposto de que cada sistema é um jogo de oposições, presenças e ausências, constituindo uma estrutura onde o todo e as partes são independentes, de tal forma que qualquer modificação num dos elementos constitutivos implica a modificação de cada um dos outros e do próprio conjunto.O termo estruturalismo se aplica as escolas lingüísticas que têm em comum esta visão global do seu objeto.

Na Europa, o estruturalismo é representado pelos discípulos diretos de Saussure(Bally), pelo círculo lingüístico de Praga, pela glossemática de Hjelmslev, a psicossistemática de G Guillaume, o funcionalismo de A.Martinet,o binarismo de R.Jakobson.Nos E.U.A o estruturalismo nasceu com F.Boas e E.Sapir a partir do estudo das línguas ameríndias;desenvolveu-se com a escola de L.Bloomfield e conduziu ao distribucionalismo de Z.Harris e à gramática gerativa de N.Chomsky

Outros setores são tocados pelo estruturalismo; a história, pelo encontro de pesquisas já antigas, como as de Dumézil e Braudel, que acham o estruturalismo num terreno revivificante, a história das idéias e principalmente o marxismo (Althusser: Por Marx 1965); A filosofia da história (Foucault: As palavras e as coisas, 1966); a psicanálise, em que Lacan (Escritos, 1966) ocupa um lugar especial; a crítica literária (R. Barthes: Crítica e verdade 1966).O desenvolvimento de um estruturalismo independente das especialidades e comum a todas é paralelo à passagem destas a condição cientifica (nascimento da noção de “ciências humanas”.) O estruturalismo deixa a doutrina do “achismo” e se embrenha num caminho pioneiro de pura ciência no estudo da língua.Por este caminho muitas doutrinas e ciências paralelas vão se direcionar, tais como: a psicanálise, a história, o marxismo etc.

A genialidade de Saussure o coloca como um homem acima de sua época, isto pode ser provado pela demora na publicação de sua obra, como também pela demora na aceitação desta obra pela comunidade científica muito aquém em conhecimentos para entende-la.O estruturalismo foi o berço das demais variações.Raiz de muitas outras ciências, como também a espinha dorsal da lingüística.Foi a primeira ciência que radiografou a língua e de posse desta radiografia conseguiu dissecá-la e entendê-la como um cientista.O estruturalismo foi um farol para o entendimento, tornando fácil à compreensão não só da lingüística como de outras ciências.Dividir para entender, observar a estrutura da língua como um organismo vivo e evolutivo na sociedade.

Duas correntes do estruturalismo são de vital importância: o binarismo e o funcionalismo, vale a pena colocá-las neste trabalho para efeito ilustrativo.

Binarismo- Conjunto dos procedimentos de análise lingüística oriundos da teoria fonológica de R. Jakobson, que reduzem as relações, entre as unidade, as oposições binárias.Roman Jakobson quis descrever os sistemas fonológicos de todas as línguas do mundo, graças a uma série de doze oposições binárias, baseadas na análise acústica da fala (parole):

Consonântico/não consonântico
Vocálico/ não vocálico
Compacto/difuso
Tenso/relaxado
Surdo/sonoro
Nasal/ oral
Descontínuo/contínuo
Estridente/rouco
Bloqueado/não bloqueado
Grave/agudo
Bemolizado/não bemolizado
Sustenizado/não sustenizado

Funcionalismo – Lingüística funcional, os elementos lingüísticos se definem em virtude de sua função num sistema (a língua) que só existe em si mesmo em razão de sua função e comunicação.Seguidores:

Escola de Praga
Martinet
Jakobson.

Essas são duas correntes de pensamento que ao meu ver enriqueceram muito o estruturalismo.

Estruturalismo X Gramática gerativa.Teria a gramática gerativa tornado o estruturalismo ultrapassado?

A gramática gerativa não empanou o brilho do estruturalismo, ao contrário, o complementou.Se antes havia a preocupação do estudo restrito a partes em comum, estas ciências procuraram os pontos divergentes.Elas não só buscam a raiz comum, mas a diferenciação.

A gramática gerativa é a gramática formal destinada a dar conta do saber lingüístico dos locutores por sua capacidade de enumerar o conjunto infinito das frases gramaticais de uma língua por meio de um conjunto finito de regras.

A gramática gerativa é uma teoria lingüística formulada por volta de 1960 por Noam Chomsky e seus alunos.O ponto de partida é uma crítica ao modelo distribucionalista.Este, com efeito, partindo da descrição de um corpus finito, era incapaz de dar conta do fato de que um falante pode, a partir de um número finito das palavras da língua e de um número limitado de regras, produzir (ou gerar), um número infinito de frases inéditas.

A análise distribucionalista também não podia dar conta de um certo número de fatos sintáticos: duas frases formalmente idênticas podem ter estruturas diferentes (ele foi encontrado por seu irmão/por acaso).Duas frases formalmente diferentes podem ter estruturas idênticas (a frase ativa e a frase passiva).Uma frase pode ser ambígua no plano sintático: Ele vê seu filho doente= ele vê seu filho ou ele o vê doente).Para solucionar essas dificuldades é preciso postular que todo enunciado comporta dois níveis: uma estrutura de superfície, que é a organização da frase realizada; e uma estrutura profunda que é a organização num nível mais abstrato.

Uma gramática gerativa é formada de três partes (ou componentes)

Componente central { Sintaxe

Componente interpretativo {fonologia e semântica

O componente sintático, sistema de regras que define as frases permitidas na língua, é também constituído de duas partes: a base e a transformações.

Base { define as estruturas fundamentais

Transformações{permitem passar as estruturas profunda para as estruturas de superfície das frases, sem alterar a interpretação semântica feita em nível profundo.

Por esta breve análise da gramática gerativa vemos que ela seria inviável sem o avanço do estruturalismo.A gramática gerativa nada mais é que a evolução do pensamento estruturalista.Sua concepção de base e transformações é apenas um estudo mais detalhado da língua e da fala.Quando, o então ministro Magri criava a palavra imexível, ele intuitivamente aplicava a gramática gerativa, que poderia também ser analisado pelos conceitos de língua e fala do estruturalismo, como também ser enfocado pela diacronia.

Em suma, a gramática gerativa em nada se contrapõe ao estruturalismo.Ela apenas o amplia.Jogando luzes em seus pontos obscuros, alargando horizontes.Mas toda a clareza deste estudo, o pensamento evoluído da década de 60 só é possível graças às bases fortificada pelo estudo do estruturalismo.É o estruturalismo o alicerce da gramática gerativa.

O estruturalismo é uma visão arrojada para a sua época, uma técnica de análise sem precedentes.O estruturalismo consegue influenciar as demais ciências humanas, e isto com muito mais ênfase que o gerativismo.Com toda certeza foi uma corrente que ocasionou muito mais impacto nas demais filosofias.Se analisarmos sua época, contabilizarmos as informações disponíveis naquela data veremos que o Estruturalismo foi de grande valia para a as ciências humanas sendo o precursor de muitas delas.

Sociolingüística
Análise do discurso X Estruturalismo
Análise da conversação

A sociolingüística é um caminho prazeroso, mas a estrada pavimentada é o estruturalismo.

Sociolingüística em resumo é uma disciplina que estuda a linguagem como instituição humana, estabelecendo uma relação entre os fatos lingüísticos e os fatos sociais.A ligação de teorias lingüísticas com a sociologia propiciou o aparecimento da sociolingüística.Todavia, dependendo de como se vê a relação entre a sociedade e a linguagem, pode-se dizer que a sociedade determina a linguagem, ou ainda que a linguagem determina a sociedade.Esta é uma questão que levaria horas de debates e anos de estudos.Porém, em sentido escrito a sociolingüística parte do ponto de vista de que a sociedade determina a linguagem, e como o estudo da sociedade é fluido, o estudo da linguagem (e das línguas) no ato social de produção permitiria tirar conclusões sobre a estrutura da sociedade onde se situa a língua: as diferentes variações lingüísticas seriam dessa forma, um índice sensível dos processos sociais.

A sociolingüística em nada se contrapõe ao estruturalismo.Ela possui características estruturalistas à medida que faz conclusões a respeito da língua como ato social influenciado pela estrutura da sociedade.Não haveria sociolingüística sem o estruturalismo.Podemos afirmar isso com a mesma tranqüilidade da do engenheiro civil ao afirmar que não existe casa segura sem um bom alicerce e vigas de sustentação.Se a sociolingüística pode se ater ao fato do “r” do paulista interiorano ser menos socialmente aceito que o “r” carioca; é porque o estruturalismo já fez o trabalho minucioso de estudar a ling6uística diacrônica, geográfica e retrospectiva.

À sociolingüística coube o agradável trabalho de analisar a fala da sociedade.A linguagem do sexo, de camadas sócio-culturais diferentes, foram pontos brilhantemente discutidos neste curso.Mas, ao meu ver este assunto agradável é bastante discutível.Quando ouvimos os mestres e doutores falando categoricamente: homem não usa diminutivo, homem usa a fala para demarcar território.Homem fala mais alto, não passa a palavra como a mulher passa, interrompe mais.Tudo isso é muito discutível.

Creio que pessoas educadas não falam assim são as de educação menos privilegiadas que usam o modo de falar dito como masculino; tão bem aqui expostos pela doutora Lílian e mestra Penha Lins.E mesmo porque não vivemos numa sociedade estável, estamos numa época de transição em que os papéis masculino e feminino são altamente questionáveis, ou seja, mulher ocupando papéis masculinos e homens ocupando papéis femininos.Nesta nova estrutura como fica a fala?Será que se adequou?Ou será que hoje a fala é comum a ambos os sexos,diferenciando-se apenas pelo grau de educação?Uma questão é irrefutável: a mulher mudou.E a sua fala?Mudou também?E se a resposta for sim esta mudança implica masculinização?

Ao ver da Mestra Penha Lins sim: “Uma mulher bem-sucedida adota o discurso masculino” segundo ela.O discurso masculino é forte, o tempo todo ele é usado para demarcar espaço.Estas são as teorias de Lakoff (1975) e Maltz Borker (1982) todas apoiadas por um estudo evolutivo da sociedade ocidental, mas precisamente européia.O ponto chave dessas teorias é a suposta subordinação da mulher ao homem.A pergunta que eu me faço é a seguinte: esta subordinação ainda existe?Se hoje ainda existe não esta pouco a pouco, como um muro velho e mal estruturado, se desmoronando?E com todas essas modificações como poderia a língua organismo vivo e evolutivo permanecer intacto?

Não devemos nunca nos esquecer que um lingüista é um cientista.E uma análise científica passa pelo ponto de partida de uma minuciosa observação.Foi este o procedimento adotado pela sensacional escritora Lillian Glass em seu livro: He says, she says.Nesta obra são enumeradas 105 características do discurso feminino.Posso discordar de algumas?Lógico que posso, não sou mais uma universitária, sou uma pós-graduanda em estudos lingüísticos.Mas, como tudo na vida tem seus prós e contras vou ser julgada como tal.Que tristeza!Vou refazer todo este trabalho em breve.Mas, vamos ao que interessa.Vamos aqui criticar algumas posições da escritora quanto às características da linguagem feminina.

Cada vez mais, os discursos masculino e feminino se aproximam – Não somos rivais, somos caminheiros da mesma estrada.

Características femininas

1) “Falam menos, falam de relações, sentimentos, pessoas, crianças, dietas”.Será?

Vamos fazer uma retrospectiva histórica.Desde a Segunda Guerra Mundial que este panorama vem se modificando.O Homem foi convocado para a guerra e a mulher para o mercado de trabalho e saiu-se muito bem.Melhor ainda, continua se superando e evoluindo cada vez mais nas mais diversas áreas de trabalho.Não usou um discurso masculino para demarcar espaço, não invadiu o terreno masculino apenas o ocupou quando convocada. Devido às diversas crises econômicas, ela sem gritar, exigir ou ameaçar, pede para ajudar no orçamento doméstico.E vai a luta e muitas supera o salário do marido; como sempre quem ganha mais manda mais, quem tem mais ocupa uma posição superior ao que tem menos.

O ser é o que menos interfere no “status social”, infelizmente é assim, não importa que a mulher tivesse sido ao longo dos anos um ser mais abrangente e sensível; o que importa é que hoje ela detém um bom percentual da famosa distribuição da renda nacional, muitas ocupando o papel de “chefe da casa”.Assim sendo, como acreditar que ela continua sendo um ser submisso?Que seu universo lingüístico gira em torno de crianças, dietas etc. Quem dera!Hoje o assunto é trabalho, aplicações financeiras, é só observar a Lillian Whitefibe.É exceção?Não é a nova realidade da mulher contemporânea.Mas o discurso não é masculino, continua feminino; só que alterado pela diversidade de funções.ora profissional,ora dona de casa.Os tópicos são muito mais amplos e diversificados.Não dá mais para falar pouco.Hoje elas não falam menos que os homens,em contrapartida eles também falam de dietas,beleza e educação de filhos.

2) “Usam mais adjetivo e enunciados descritivos”.Quem dera!Com jornada dupla, não dá mais para ser tão prolixa.O tempo é exíguo, a mulher teve que aprender a ser objetiva e concisa sem perder seu estilo detalhista.Enquanto toma o café apressada, direciona a vida dos filhos e/ou empregada.Deixa post-fix na geladeira organizando o dia-a dia da casa e segue para o trabalho.Como ter tempo para usar tantos adjetivos e perder-se na narrativa descritiva.Hoje a linguagem é “enxuta” assim como seu vestuário.E os homens têm mais tempo para luzes nos cabelos, brincos…Que coisa triste, meu Deus! O homem ficou esteticamente parecido com a mulher.Que tristeza!Mas, quem foi o otimista que falou que nesta evolução só teria coisas boas.Tudo na vida tem prós e contras, infelizmente.

Mas, o meu trabalho é sobre estruturalismo.E o ponto principal desta parte do estudo é analisar que a sociolingüística é a sobremesa dos estudos lingüísticos.No entanto, ela não seria possível sem a refeição nutritiva que é o estruturalismo.Se este estudo ocupou o lugar de uma bela paisagem em que toda a classe deleitou-se; não devemos nunca nos esquecer que a rua pavimentada é o estruturalismo, que serve de base para as demais correntes lingüísticas.

Mesmo sabendo que fazer experiências científicas em humanos é pouco ético, não dá para resistir.Que vontade de descobrir se usar o discurso masculino no meu contexto familiar daria certo.Pelo que eu vi a mulher chegou aonde chegou porque não fez alarde, foi “comendo pelas beiradas”.Mas isso foi o que eu vi.É como se fosse uma casa que tem uma lateral pintada de verde e a outra pintada de branca.O observador de um lado dirá que a casa é verde e o do outro lado afirmará com certeza que a casa é branca.Quem estaria certo?Os dois ou nenhum dos dois, porque a casa é branca é verde.Assim é a nossa visão se nos posicionarmos só de um lado, só teremos uma análise parcial nunca a total da situação.Por isso a experimentação se faz tão necessária.Vou experimentar e usar o discurso masculino para ver se funciona.Se por um acaso eu perder os dentes frontais, eu mando a conta dos implantes para a UFES aos cuidados da Dr. ª Lillian Yacovenco e/ou da Me. Penha Lins.Brincadeira, mas devemos ter em mente que um discurso masculino, nunca é facilmente aceito quando dito por uma mulher, sempre há represálias.

Perfil do cientista lingüístico

Por tudo que eu li e aprendi neste curso de evolução lingüística, conclui que a postura do lingüístico é altamente critica e argumentativa.Em lingüística pude observar que dificilmente você terminará a leitura de um livro concordando com tudo.Por várias vezes ao fechar a leitura de um livro ou artigo sempre haverá pontos discordantes em seu pensamento.É uma ciência nova em que muito está por se fazer, apesar do muito já feito.Foi um espaço curto de tempo para tantas descobertas.Mas mesmo assim lacunas ainda existem.Tal como a Me Penha Lins no auge de sua “loucura genial” devemos ouvir tudo.A exemplo dela pegar o controle da antena parabólica e pesquisar todos os diversos tipos de discursos: do pastor, do repórter, do vendedor.Marx um dia disse: “nada que é humano me é indiferente”.O cientista lingüístico por outro lado diz: “nada que tem som que é falado me é indiferente”.E isso é fascinante, o trabalho da Drª Lílian Yacovenco, um gravador na mão ouvido atentos, nada do que é dito pode passar pela desatenção.

Os métodos tão bem elaborados na divisão de cada falante, adaptá-los à escassez de recursos e estudar o sotaque capixaba.Ciência nova, escutar sem preconceito, isto é vanguarda.A obrigação de aguçar o raciocínio e chegar as suas próprias conclusões; É este o papel do cientista lingüístico, despojado de preconceitos quanto ao “r” caipira, quanto às regras gramaticais.Entender que por trás de uma língua, há um povo, uma história, entender por meio desta linguagem a alma humana.Ter o direito de raciocinar ou melhor dar-se o luxo de errar, porque antes raciocinar errado que não raciocinar, nunca deixar de argüir.Se o estruturalismo é ciência, a sociolingüística é pura diversão de caráter científico.Prazerosa e uma excelente idéia para uma monografia.

Bibliografia

AZEREDO, José Carlos de. Iniciação a sintaxe do português. Rio deJaneiro: Jorge Zahar, 1990.

LOBATO, Lucia Maria Pinheiro. Sintaxe gerativa do português, da teoria padrão à teoria da regência e ligação. Belo Horizonte: Vigília, 1986.

WARHAUGH, Ronald. Introduction to Linguistic. McGraw Hill book CO, Dezembro 1977.

RANDY, Allen Harris. The Linguistics wars. Oxford University, maio 1989.

FIORIN, José Luis. Introdução a Lingüística. Contexto, 2002.

CRYSTAL, David. Dicionário de Lingüística e fonética. Jorge Zahar, 1985.

ARRIVE, Michel. Lingüística e Psicanálise: Freud, Saussure, Hjelms. São Paulo: Edusp, 2001.

Atopia

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INTRODUÇÃO

O trabalho desenvolvido específica o que é dermatite atópica , suas manifestações clinicas e tratamento. Uma manifestação infecciosa que da na pele, sabe-se que fator genéticos são os que contribuem para o aparecimento no individuo. A pessoa que tem dermatite pode apresentar asma ou rinite alérgica., Seu principal sintoma é a coceira podendo ser agravado e se tornando lesões cutâneas, apresentando vermelhidão e descamações. No decorrer do trabalho será desenvolvida e abordadas informações para melhor compreender o tema.

DERMATITE ATÓPICA

Dermatite atópica é uma doença crônica que causa inflamação da pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira. Cerca de 30% dos indivíduos com dermatite atópica têm asma ou rinite alérgica e 15% têm surtos de urticária. Há estudos que apontam 70% dos pacientes com antecedentes familiares de atopia (asma, rinite alérgica ou dermatite atópica).

Apesar da dermatite atópica estar associada a desordens alérgicas, ela não é uma reação alérgica a uma substância específica, como é o caso da dermatite alérgica de contato. Ao invés disso, a dermatite atópica é uma inflamação crônica da camada externa da pele que coça muito e pode ser agravada por uma variedade de fatores, como mudanças de temperatura, infecções da pele, irritação por roupas ou produtos químicos e estresse emocional.

Este tipo de dermatite aparece com mais freqüência em crianças com menos de cinco anos e a maioria dos casos se resolve na idade adulta. Porém, o problema pode aparecer pela primeira vez na idade adulta e continuar depois de ter aparecido na infância.

COMO SE DESENVOLVE A DRAMATITE ATÓPICA?

O indivíduo com dermatite atópica tem um aumento da reatividade cutânea frente a inúmeros estímulos. Os mecanismos responsáveis por esta reatividade alterada não são completamente conhecidos. Sabe-se que fatores genéticos, imunológicos e não-imunológicos, contribuem para o aparecimento.

PRINCIPAIS DESENCADEANTES

• Alimentos: leite, ovo, trigo, soja, amendoim, peixes e frutos do mar.
• Fatores ambientais: ácaros, fungos, animais e pólens.
• Irritantes cutâneos: lã, sabão, detergentes, amaciantes de tecido, solventes e suor.
• Infecções: vírus e bactérias.
• Fatores emocionais.

PRINCIPAIS SINTOMAS
É comum o indivíduo sentir uma intensa coceira. As lesões mais freqüentes são: eritema (vermelhidão); edema (inchaço); exsudação (secreção na pele); crostas e descamação; pele ressecada e mancha branca (pitiríase alba). São mais freqüentes lesões flexurais como punhos, parte anterior dos braços e posterior das pernas. Em crianças, a urticária pode aparecer primeiro em locais específicos como bochechas, queixo, cabeça, nádegas e extremidades. Eventualmente pode atingir áreas maiores do corpo. Em crianças mais velhas e em adultos, a urticária tende a aparecer em áreas menores e mais limitadas, como ao redor da boca e dobras da pele, especialmente na dobra do braço e parte posterior do joelho. A lesão pode parecer seca e escamosa no começo, mas quando a pessoa coça causa uma inflamação, aumentando a coceira e levando à formação de bolhas e crostas ou rachaduras e infecções secundárias. Como resultado, algumas áreas da pele podem engrossar e endurecer. A pele de uma pessoa com dermatite atópica tende a perder a umidade e ficar ressecada com facilidade e é mais vulnerável à dermatite irritante de contato.

COMO É FEITO O DIAGNOSTICO?

O diagnostico clínico e realizado através de manifestações que representam critérios considerados absolutos e os chamados critérios menores. É necessária uma avaliação detalhada. O relato do paciente juntamente com testes alérgicos cutâneos pode elucidar o caso. O diagnóstico está baseado principalmente no aspecto da pele e nos antecedentes de exposição a um agente irritante ou alérgico. Os exames de alergia com patches cutâneos podem isolar o alérgeno entre os suspeitos. Também podem ser utilizados outros exames para descartar outras causas possíveis, como uma biópsia de lesão cutânea ou cultura da lesão cutânea.

Critérios absolutos:

• Prurido (coceira): É a manifestação constante da dermatite atópica em todas as sua manifestações.
• Morfotopografia: localizações típicas da dermatite atópica. Na criança, acometimento facial com lesões agudas. Na fase pré-puberal (2 a 12 anos), as lesões são subagudas, preferencialmente nas dobras do cotovelo, atrás do joelho, pescoço, mãos e pés. Na fase adulta (após 12 anos de idade), as lesões são crônicas com surtos agudos em localizações variadas.

Critérios menores:

• História pessoal ou familiar de manifestações atópicas
• Positividade aos testes cutâneos imediatos
• Dermografismo branco ou vasoconstrição prolongada
• Dor na região lombar baixa (costas)
• Outros.

COMO É REALIZADO O TRATAMENTO?

O tratamento envolve, principalmente, evitar o contato com a substância que desencadeou a reação, além de medicamentos que aliviam os sintomas. O quadro inflamatório deve ser tratado com o uso de corticóides tópicos ou sistêmicos dependendo da gravidade. A aplicação de cremes hidratantes nas peles secas aumenta sua resistência. Em caso de infecção secundária, faz-se a administração de antibióticos e para aliviar a pruridermia, anti-histamínicos. Geralmente a dermatite de contato desaparece depois de duas ou três semanas, mas podem recorrer se o antígeno não puder ser identificado ou evitado. Por não existir nenhum recurso para a cura definitiva, o objetivo do tratamento deve ser o controle da afecção, enquanto se aguarda por uma possível involução espontânea da dermatose. Assim, o tratamento deve ser orientado para diminuir a sintomatologia e a reação inflamatória, reconhecendo, afastando ou excluindo fatores que agravam o quadro.

COMO SE PREVINE?

Não há mecanismo de prevenção, mas a dermatite atópica pode ser controlada através de cuidados com a exposição a fatores que possam desencadear a afecção.

DERMATITE DAS FRALDAS

Sinônimo: dermatite amoniacal, assaduras. É a irritação na pele causada pelo contato com a urina e fezes retidas pelas fraldas e plásticos. Pode surgir infecção secundária causada por cândida ou bactérias. É possível que algumas bactérias tenham uma ação sobre a urina, decompondo a uréia e aumentando a ação irritativa.

COMO SE DESENVOLVE?

Pelo contato prolongado com a urina e as fezes do bebê, ou pacientes adultos com incontinência urinária e fecal. A urina possui uréia que se transforma em amônia, substância que provoca irritação. A pele molhada também pode causar fricção contra a fralda e permitir o crescimento de bactérias. Este tipo de dermatite ocorre tanto com o uso de fraldas de pano ou descartável.

PRINCIPAIS SINTOMAS:

Nas dermatites leves, é observadas uma vermelhidão de pele, com descamação, aspecto brilhante e, eventualmente, com pontinhos elevados (pápulas). Ficam restritas às regiões cobertas pelas fraldas. Em irritações moderadas, as lesões são mais profundas, ficando com uma cor violácea e áspera. O caso agudo inicia-se geralmente entre o primeiro e o segundo mês de vida. As lesões são localizadas nas áreas de fraldas, face interna das coxas, nádegas e glande ou vulva.

DIAGNOSTICO

A diagnose dá-se pelo exame clínico das lesões.

TRATAMENTO

O tratamento é baseado na higiene da área da fralda. Friccionar a pele no momento da limpeza e o uso de lenços umedecidos devem ser evitados para não alterar a composição normal da pele, levando ao início das assaduras. As trocas das fraldas devem ser freqüentes. Em caso de fraldas de pano, o sabão em pó e amaciantes devem ser evitados na lavagem, é preferível o sabão neutro (glicerina ou coco). Deixar o bebê o máximo possível de tempo sem fraldas e expor a região ao sol também são indicados. No caso de processo inflamatório intenso, pode ser usado corticóide tópico. Se há infecção por cândida, é utilizado antimicótico tópico. A pomada também tem um papel importante, pois simula a função natural da pele ao formar uma barreira protetora contra os agentes irritantes e microorganismos.

PREVENÇÃO

O leite materno tem anticorpos que podem defender os nenês amamentados contra a infecção. Manter a pele limpa e seca, especialmente nas dobras e sulcos; trocar freqüentemente as fraldas; usar sabonetes suaves e deixar a pele do bebê exposto ao ar fresco sempre que possíveis são algumas maneiras de prevenir a dermatite de fraldas.

CONCLUSÃO:

Como foi abordado no contexto do trabalho foi apresentado o sintoma, o que causa a doenças, qual tratamento especifico para a dermatite atópica. Sabe-se que é uma doença herdada geneticamente, é freqüente encontrar pessoa com dermatite que no seu histórico familiar também já tenha tido ou asma ou rinite alérgica.Seu principal sintoma é a coceira que se prolifera no corpo do individuo antes mesmo das lesões cutâneas; outros fatores para o desencadeamento da doença são:alimentos (ovos, trigo, soja…) fatores ambientais (ácaros, fungos, animais), irritantes cutâneos: (lã, sabonete, detergente) , infecções (vírus e bactérias), fatores emocionais. O tratamento da pele é muito importante é tratado com uso de pomadas à base de corticosteróides, cremes. Medicamentos antialérgicos ajudam a controlar a coceira, uso de antibióticos, principalmente em casos de infecção secundaria (casos mais graves), onde medicações mais potentes, via oral são usadas para ter o controle. Não há uma cura a infecção ora melhora, ora piora, o tratamento da dermatite atópica depende de cada caso e deve ser conduzido por um médico dermatologista.

BIBLIOGRAFIA

DONADUSSI, Dra Márcia.; Dermatite Atópica . Disponível em : http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?104>. Acesso em 10 marc. 2008.

Editores do Consumer Guide. “HowStuffWorks – Como tratar a dermatite”. Diponível em: http://saude.hsw.uol.com.br/como-tratar-a-dermatite4.htm>. Acesso em: 10 mar. 2008.

Site Dermatologia na net. “Doenças da pele”. Disponível em: http://www.dermatologia.net/neo/base/Doencas/derm_atopica.htm>. Acesso em 09 mar. 2008

Logistica e Distribuição Física

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DISTRIBUIÇÃO FÍSICA

Os recursos para a geração de produtos e serviços estão sempre concentrados em determinadas localizações, dentro de uma área de mercado. A dificuldade na área da logística resulta do fato de clientes e usuários estarem dispersos dentro desse mercado e terem que ter acesso a esses mesmos produtos e serviços.

Como exemplo de recursos:

• Recursos de comunicação.
• Facilidades de acesso rodoviário, aéreo, fluvial e outros.
• Interligação do sistema de processamento de dados.
• Serviços de segurança.
• Presença da administração geral e do controle da operação.
• Áreas de armazenamento.
• Facilidades para o controle do recebimento de produtos.
• Sistemas de faturamento.
• Organização para separação de pedidos de maneira segura.
• Serviços de expedição
• Serviços de transporte urbano e rodoviário.

A distribuição física preocupa-se principalmente com bens acabados ou semi-acabados, ou seja, com mercadorias que a companhia oferece para vender e que não planeja executar processamento posteriores.

A distribuição física define como devem ser os canais de comercialização. Ex: se o produto é comercializado no atacado, as vendas podem ser realizadas em grandes lotes, a partir da fábrica ou de depósitos próprios estrategicamente localizados ou de depósitos de terceiros; se for comercializado no varejo, qual o lote mínimo, com que freqüência, etc.

Desde o instante em que a produção é finalizada até o momento no qual o comprador toma posse dela, as mercadorias são responsabilidade da logística, que deve mantê-las no depósito da fábrica e transportá-las até depósitos ou diretamente ao cliente.

O profissional de logística deve preocupar-se em garantir a disponibilidade dos produtos requeridos pelos clientes à medida que eles desejem e se isto pode ser feito a um custo razoável.

Tipos de mercados

Há geralmente dois tipos de mercados para os quais se devem planejar.

Usuários finais:

São aqueles que usam o produto tanto para satisfazer suas necessidades como aqueles que criam novos produtos, que é o caso de consumidores industriais.

Intermediários:

São aqueles que não consomem o produto, mas oferecem para revenda, em geral para outros intermediários ou consumidores finais. (distribuidores, atacadistas, varejistas). Os intermediários são empresas independentes que dão suporte ao processo de distribuição de uma determinada manufatura.

A característica entre eles está no volume e no perfil das compras.

Os atacadistas são empresas cujo o objetivo nos canais de distribuição é a revenda de produtos adquiridos de indústrias. Os clientes (varejistas) geralmente são pequenos comércios que não possuem volume de demanda que lhes proporcione negociar direto com as indústrias.

A principal característica do varejo é a diversidade de produtos que oferece para o consumidor, para uma manufatura concorrer num mercado varejista seria necessário compor em seu mix, produtos de seus concorrentes, aumentando a complexidade da operação.

Consumidores finais geralmente adquirem mercadorias em pequenas quantidades e em maiores freqüências, enquanto os intermediários adquirem mercadorias em maiores volumes.

Configuração estratégica de distribuição física

Entrega direta a partir de estoque da fábrica:

Quando os clientes adquirem mercadorias em quantidades suficientes para consolidar uma carga.

Entrega direta a partir de vendedores ou da linha de produção:

Quando os clientes adquirem mercadorias com carga consolidada e venda antecipada pelos vendedores.

Entrega feita utilizando um sistema de depósitos:

Quando os clientes não desejam comprar em quantidade suficientemente grande para consolidar uma carga, os logísticos empregam uma estratégia alternativa através de depósitos em locais estratégicos.

COMPOSTO DE DISTRIBUIÇÃO -“PRAÇA”

CONCEITUAÇÃO

“Praça”, ou distribuição, constitui-se no quarto elemento do composto de marketing. Por distribuição entende-se aspectos como a localização física de pontos de varejo, a localização física de produtores de bens e serviços, a cadeia de intermediários utilizada desde o fabricante até o consumidor final e os aspectos de logística envolvidos na distribuição.

DISTRIBUIÇÃO NO VAREJO

No varejo existem as chamadas destinações de compra, assim denominadas por conter uma determinada aglomeração de estabelecimentos comerciais que se tornam áreas onde as pessoas vão regularmente realizar compras em função de fatores como facilidade de acesso, diversidade de tipos de estabelecimentos ou possibilidade de realizar comparações entre ofertantes competidores. Tradicionalmente essas áreas estão localizadas nos centros das cidades, bem como em áreas comerciais de bairros.

O Pequeno Varejo

A pequena loja de varejo dificilmente tem condições de criar tráfego de pessoas para si, ou seja: de tornar-se uma destinação de compras. Seu sucesso depende em grande parte de localizar-se em pontos de varejo onde exista um tráfego de pessoas com renda e disponibilidade de compra em quantidade suficiente para justificar seu negócio.

Em conseqüência, os estudos de localização devem levar em conta esses fatores e outros, tais como: quantidade, porte e ramos de negócios de outros varejistas estabelecidos na área; sentido do tráfego; horários de pico de movimentação etc.

Supermercados

Supermercados caracterizam-se por oferecer no sistema de auto-serviço uma variedade de bens de conveniência necessários para o dia-a-dia das famílias. Por essa característica, têm como forte apelo à conveniência de sua localização, não necessitando localizar-se em centros comerciais nem estar próximos de competidores.

Normalmente, quanto mais próximo está o consumidor de um supermercado, maior sua força de atração sobre o mesmo. Uma maneira de dimensionar seu potencial de mercado, é traçando isocotas ao redor do mesmo (podem ser de 500 metros, por exemplo), em geral em número de três. O segundo passo é estimar sua capacidade de retenção de clientes dentro de cada isocota. Por exemplo, poder-se-ia estimar que a retenção de clientes na primeira isocota é de 90%, na segunda é de 50% enquanto que na terceira é de 10%. Considerando-se a área coberta por cada isocota e a densidade populacional da área, tem-se o mercado potencial para o mesmo.

Deve-se considerar, para efeito de perda de clientes para os competidores diretos, sua localização, área de salão de loja (em m²) e nº de checkouts.Quanto maiores forem esses fatores, mais o supermercado tem condições de oferecer maior variedade de produtos aos clientes e mais tem condições de atendimento rápido.

Shopping Centers

A lógica de localização dos shopping centers é diferente: devido a suas características de montar um mix de atividades comerciais que permite ao consumidor realizar uma ampla gama de compras e lazer em uma única destinação, se estabelecem preferencialmente em pontos mais afastados, tornando-se uma destinação de compra.

A quantidade de vagas para carros e a facilidade de estacionamento; a qualidade do ambiente interno; as opções de lazer, alimentação e serviços, permitem uma experiência de compra agradável e prolongada ao consumidor.

Dentro de seu mix de lojas, existem as denominadas âncoras, que geralmente situam-se nas suas extremidades, gerando tráfego para os demais estabelecimentos. Esse mix é cuidadosamente estudado pela administração do shopping, de modo a garantir a maior variedade possível de escolhas para o consumidor e – ao mesmo tempo – evitar a concorrência predatória entre os comerciantes.

Assim, na composição do mix convivem lojas de bens de compra comparada, permitindo assim ao consumidor realizar suas comparações em um único ambiente; lojas de bens de conveniência, os quais o consumidor não está disposto a fazer um grande esforço de comparação na sua aquisição e – com grande ênfase – as especialidades, traduzidas na apresentação de lojas de marcas exlcusivas.

Através da contribuição de todos os participantes do shopping, tem-se a capacidade de obter verbas de propaganda consideráveis. O shopping normalmente tem uma Agência de Propaganda contratada, para divulgar sua imagem e suas promoções sazonais, geralmente enfatizando a experiência de compra. Essa propaganda é reforçada pela propaganda individual de cada empresa, que também contribui para a geração de tráfego no empreendimento como um todo.

Sociologicamente, o shopping center, oferecendo convívio, segurança, consumo e lazer, passou a desempenhar o papel que os tradicionais centros comerciais e as “pracinhas” da pequena cidade desempenhavam, com todos seus significados.

HIPERMERCADOS

O hipermercado é uma evolução do supermercado. É um formato de estabelecimento que somente é possível ancorado na credibilidade de marcas bem estabelecidas de cadeias de supermercados.

Semelhantemente aos shopping centers, os hipermercados se situam fora de áreas comerciais estabelecidas, tornando-se também destinações de compra. No caso, destinações de compra com âncora única, à qual se agregam alguns outros estabelecimentos comerciais e prestações de serviços, a critério do estabelecimento empreendedor.

Em termos de composto de mercadorias, o hipermercado incorpora uma série de seções que praticamente inexistem nos supermercados, como: eletro-eletrônicos, informáitica, CDs e DVDs, brinquedos, papelaria, móveis, confecções, calçados etc.

Diferentemente da comunicação utilizada pelos shopping centers, seu apelo fundamental é o preço, extensivamente divulgado através de mídia eletrônica e material impresso.

O tempo de permanência do consumidor no hipermercado é consideravelmente menor do que o tempo passado em shopping centers. Em função das distâncias e tempo envolvidos no processo de compra, são muito utilizados na realização das grandes compras mensais para consumo familiar.

Lojas de Departamentos

As lojas de departamentos se caracterizam por ter numerosos departamentos, como: artigos para bebês; brinquedos; material elétrico; foto (inclusive revelação); jardinagem; joalharia e relógios; móveis; decoração; peças e acessórios para carros; tv; equipamentos de áudio, CDs e DVDs; eletro-eletrônicos; software; artigos esportivos; livros; calçados; roupas masculinas, femininas, adulto e infantil, incluindo roupas íntimas; utilidades domésticas; e – em alguns casos – alimentos não perecíveis.

Não trabalham com carnes e horti-fruti-granjeiros. Mesmo a seção de alimentos ocupa apenas uma pequena fração da área da loja. É comum a presença de uma cafeteria ou lanchonete.

Este é aproximadamente o modelo utilizado pelas lojas no Brasil, como por exemplo: as Lojas Americanas. No modelo da Wal-Mart a lanchonete pertence à cadeia McDonald´s, contendo também uma ampla seção de medicamentos (vitaminas e suplementos alimentares, medicamentos OTC e de prescrição médica) e uma ótica.

Podem se localizar em shopping centers (como é o caso freqüente das Lojas Americanas) ou isoladas, como destinação de compras, com amplas áreas de estacionamento (como é o caso da Wal-Mart).

DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS INDUSTRIAIS

Localização Industrial

A localização industrial pode ser mais adequada junto de suas fontes (matérias-primas, recursos humanos, recursos tecnológicos), junto ao mercado consumidor ou em alguma localidade que confira prestígio àquele tipo de produto, como produzir moda em Milão ou perfumes em Paris.

Cadeia de Distribuição

Entende-se por cadeia de distribuição todo o conjunto de agentes envolvidos no processo de fazer o produto fluir desde o produtor até o consumidor final.

Em todo esse processo estão envolvidos aspectos como transações comerciais, troca de propriedade, transporte e armazenagem dos bens.

Dentro de um modelo mais convencional de distribuição, o produto passa pelo fabricante, transportadora, atacadista, varejista e consumidor final.

A transportadora muitas vezes supre a função de não apenas transportar as mercadorias, mas também alocar espaços em seus depósitos, para funcionar então como centros regionais de distribuição.

O atacadista funciona como um regulador da produção, adquirindo as mercadorias do fabricante, para revendê-las a varejistas. Dependendo do contrato de fornecimento com o fabricante, o atacadista assume certas obrigações como pedido de compra mínimo e realização de ações promocionais para o fabricante.

O distribuidor geralmente é um agente do fabricante, encarregado de ações de logística – armazenagem e distribuição – sem assumir a propriedade dos bens, nem realizar as transações comerciais.

O representante comercial é um agente comissionado, encarregado exclusivamente das transações comerciais, em nome do fabricante. Normalmente utilizado quando o fabricante ainda não decidiu-se pela colocação de força de vendas própria em um determinado mercado.

O vendedor missionário é um vendedor do fabricante, agindo na área de atuação de um atacadista, realizando vendas para este, com o objetivo de impulsionar as vendas em sua área de atuação, bem como de treinar sua força de vendas.

O varejista é o responsável pelo elo final da cadeia, repassando os produtos para o consumidor final. Em muitos mercados, as grandes cadeias de varejo são atendidas diretamente pelos fabricantes, dispensando assim a ação dos atacadistas.

INTENSIDADE DE DISTRIBUIÇÃO

Dependendo do tipo de produto e das decisões estratégicas da empresa, a distribuição pode ser exclusiva, seletiva ou intensiva.

A distribuição exclusiva se dá, quando o produtor necessita ter total controle sobre a sua distribuição, como no caso de revendedores autorizados de veículos ou franquias, onde o fabricante exerce controle total sobre o agente de comercialização.

A distribuição seletiva ocorre quando o produto é colocado em apenas uns poucos pontos de varejo, normalmente de prestígio, de modo à transmití-lo ao produto. Exemplos são a perfumaria fina e relógios de luxo, que contam com poucos pontos de venda selecionados.

A distribuição intensiva normalmente ocorre com bens de consumo de massa, que devem estar em tantos pontos de varejo quanto possível. É o caso de produtos de uso popular.

Tipos de canais (Novaes, 2001)

Canais verticais:

Neste tipo a responsabilidade sobre o produto é transferida de um intermediário para o próximo, ao se repassar o produto. O varejista, geralmente é o ultimo da cadeia e o único em contato direto com o consumidor final. As tendências de demanda são, então, geradas pelos varejistas, que muitas vezes as estimam em vez de determiná-las. Por desconhecer a demanda, esse canal trabalha eminentemente com estoque empurrado, gerando estoque em cada intermediário, havendo bom nível de serviço mas com altos custos.

Canais Híbridos:

Neste canal as distribuições poder ser feitas por mais de um parceiro. Esse canal se destaca por separar o processo de venda do da distribuição. Todo o relacionamento com o consumidor é feito pela empresa e a distribuição, em geral, é terceirizada. A principal vantagem relacionada a este canal é o contato direto com o consumidor final, obtendo informações estratégicas que possibilitam ao fabricante determinar as tendências de demanda.

Canais múltiplos:

Utilização de mais de um canal de distribuição. A diversidade de canais ofertados aos clientes permite atingir diversos tipos de consumidores, ampliando a atuação da empresa no mercado. Uma empresa pode compor sua força de venda agregando canais como: internet, call center e lojas físicas.

Planejamento de distribuição física

Raramente os clientes estão ou desejam que as mercadorias adquiridas estejam nos mesmos locais que as fábricas ou locais onde se situam os fornecedores.

O especialista em logística deve, então, projetar maneiras pelas quais as mercadorias demandadas sejam compatibilizadas com as diferenças geográficas entre os fornecedores e seus clientes.

Montar o sistema logístico, como armazéns, rotas de transportes, níveis de estoques e procedimentos para processar pedido, é o problema de planejamento estratégico, no qual implica em lidar com as seguintes questões:

• Quantos depósitos devem ser utilizados?
• Qual a localização destes depósitos?
• Qual é a área física que deve estar disponível nos depósitos?
• Qual o mercado que deve ser suprido por este depósito?
• Quais depósitos devem ser abastecidos por quais fábricas, e quais itens?

A resposta destas questões afeta os custos dos transportes, estoque e processamento de pedidos.

A localização das facilidades determina em grande parte:

• O tempo de entrega;
• O tempo de reposição;
• Os fluxos que vão passar pelos armazéns.

Outros aspectos a serem adicionados:

• Quais produtos sevem ser entregues a quais clientes diretamente a partir de determinado ponto de suprimento, e quais devem ser entregues através do sistema de depósito?
• Quando e em que quantidade deve ser reposta os estoques nos armazéns?
• Que tipo de transporte deve ser utilizado?
• Deve-se utilizar frota própria ou de terceiros?
• Quais meios de transmissão e processamento de pedidos devem ser utilizados?

DESENHO DE REDE LOGÍSTICA

Rede é a representação físico-espacial dos pontos de origem e destino das mercadorias, bem como de seus fluxos e demais aspectos relevantes, de forma a possibilitar a visualização do sistema logístico no seu todo.

O conceito de rede pode ser bastante abstrato: um conjunto de nós (pontos de origem ou destino) que devem ser atendidos através de ligações (meios de transportes existentes), nas quantidades preestabelecidas, etc.

Exemplo de rede de suprimento e rede de distribuição física:

Rede de Suprimento:

Denomina-se logística de suprimento as relações com o ambiente no que diz respeito à matéria–prima. Seus principais componentes são:

• Extração ou retirada da matéria-prima na sua origem e preparo da mesma para o transporte.
• Deslocamento da matéria-prima desde a jazida até o local de manufatura, que corresponde o transporte da mesma,
• Estocagem da matéria-prima na fábrica, aguardando que os produtos sejam manufaturados.

Características a serem observadas na elaboração da rede de suprimento quanto à origem:

Quanto ao tipo de terminal, nos casos em que os suprimentos são transferidos a partir de outros meios de transporte:

• Portos marítimos ou fluviais;
• Aeroportos;
• Pátios ferroviários;
• Terminais intermodais.

Quanto ao tipo de fornecedor:

• Indústria ou produtor;
• Atacadista (intermediário);
• Jazida da própria empresa.

Quanto à geografia:

• Estados, Capitais, regiões do interior;
• Municípios;
• Países (importação).

Para cada situação encontrada, haverá um mix característico de origens, dependendo da natureza dos produtos, diversificação da linha de produtos da empresa, dispersão geográfica, etc.

Os destinos dos suprimentos são, em geral, as unidades de produção da empresa (fábricas) e os armazéns ou depósitos.

Rede de Distribuição Física:

Na distribuição física, os pontos de origem da mercadoria são constituídos pelas fábricas e pelos depósitos, próprios ou terceiros (atacadistas, por exemplo).

Normalmente a rede de distribuição física é mais complexa que a rede de suprimentos. Valem aqui as mesmas observações quanto à clareza de representação para o desenho da rede de suprimentos.

TRANSPORTES

Conceituação

Definição lingüística de transporte: ato de transportar, conduzir, transferir, levar um objeto e um ponto para outro.

Segundo Yehuda Hayuth:

“Transporte pode ser visto como um sistema tecnológico e organizacional que tem como objetivo transferir pessoas e mercadorias de um lugar para outro com a finalidade de equalizar o diferencial espacial e econômico entre demanda e oferta”

O transporte influencia os negócios da empresa que atua com logística, sob dois aspectos principais:
A – Logística de Abastecimento – Devido à necessidade de se incluir o valor do frete no custo das matérias-primas, pode-se reduzir custos por uma boa administração dos transportes de matérias-primas.
B – Logística de Distribuição – Os serviço prestado ao cliente incorrendo, para isto, em despesas de transporte, que oneram as despesas comercias.
O transporte é mum elo essencial entre a expedição da empresa e o cliente e seu funcionamento eficiente suporta a necessidade defasagem da ciclagem logística de marketing.
O transporte representa o elemento mais importante do custo logístico. O custo do transporte na empresa pode atingir e 3 a 8% da receita. O frete costuma absorver entre 9 e 10% do produto interno bruto.
O produto “transporte” poderá ser caracterizado, como segue:
A – Carga – Pela carga transportada com as suas característica de peso, volume, quantidade e natureza.
B – Percurso – Pela distância percorrida.
C – Canal – Pelas características do canal de distribuição.
D – Velocidade – Pela velocidade média, que se pode manter neste determinado canal de distribuição.
E – Equipamento – Pelo tipo de “máquina” que executa a tarefa, como o caminhão que produz o transporte rodoviário.

Economicamente o melhor sistema de transportes contribui para:

Maior competição no mercado:

Melhores serviços de transportes, os custos de produtos postos em mercados mais distantes, podem ser competitivos com aqueles de outros produtores que vendem nos mesmos mercados.

Economia de escala na produção:

Mercados mais amplos permitem economia de escala na produção, com maiores volumes utiliza-se transporte mais barato, levando maiores reduções no custo total do bem posto no mercado.

Preços reduzidos das mercadorias:

Transporte barato contribui para redução de preços dos produtos, pois o transporte compõe o custo agregado do produto. À medida em que os transportes se tornam mais eficientes e oferece maior desempenho, a sociedade beneficia-se de melhor padrão de vida.

Escopo do sistema de transportes

O sistema de transportes refere-se a todo o conjunto de trabalho, facilitadores e recursos que compõem a capacidade de movimentação na economia. Esta capacidade implica no movimento de cargas e de pessoas.

A maior parte da movimentação de carga é manipulada por cinco modos básicos de transporte interurbano (ferrovia, rodovia, hidrovia, dutos e aerovias) e pelas agencias que facilitam e coordenam esses movimentos.

Ferrovia:

É um transportador lento de matérias-primas ou manufaturados de baixo valor para longas distâncias. A distância média da viagem é de 535 milhas (900 km) com velocidade média de 40 km horários.

Ferrovias oferecem diversos serviços especiais aos contratantes. Podem ser movimentação de graneis, como carvão ou cereais, ou produtos refrigerados e automóveis, que requerem equipamento especial. Existem também serviços expressos, que garantem a entrega dentro de um prazo limitado; privilégio de parada, permitindo carga ou descarga parcial entre origem e destino; e flexibilidade para variação de roteiros ou alteração do destino final quando ainda em transito.

Rodovia:

Este transporte serve rotas de curta distância de produtos acabados e sem-iacabados. A distância média por viagem é de cerca de 300 milhas (600 km). E a carga em torno de 27 toneladas no máximo.

Dentre as vantagens destacam-se:

• O serviço porta a porta;
• Freqüência e disponibilidade dos serviços;
• Velocidade e conveniência no transporte porta a porta;
• Flexibilidade de serviços.

Caminhões oferecem entrega razoavelmente mais rápida e confiável de cargas parceladas. O operador rodoviário tem maior flexibilidade no preenchimento da carga tornando mais competitivo no mercado de pequenas cargas.

Aeroviário:

A vantagem deste modal está na velocidade da distância percorrida, pois o custo representa mais de três vezes o custo do modal rodoviário.

A capacidade do transporte aéreo foi sempre restrita pelas dimensões físicas dos porões de cargas e pela capacidade de carga dos aviões.

O transporte aéreo é vantajoso em relação a perdas e danos, pois gira em torno de 60% dos outros modais.

Hidroviário:

As hidrovias domésticas estão confinadas ao sistema hidroviário interior, exigindo que o usuário esteja em suas margens. O transporte aquático é mais lento que a ferrovia.

Dentre as mercadorias transportadas geralmente são a graneis, mas podendo também ser transportadas mercadorias de alto valor agregado principalmente na utilização de containeres.

Fluvial:

• Utilizam – se de “Estradas Naturais”.
• Produtos com baixo valor específico e não – perecíveis, onde qualquer aumento no frete acarreta uma diminuição da margem de lucro. Ex.: Granéis.
• Sujeito às intempéries como inundações ou seca.
• Baixíssima velocidade.

Marítimo:

• Ideal para operações internacionais de longa distância.
• Possibilita o transporte em grandes quantidades.
• Uso maciço de cargas conteinerizada.
• Baixo índice de perdas e danos.
• Confiabilidade e rapidez baixa.

Dutoviário:

A movimentação via dutos possui um rol de produtos limitados, geralmente petróleo e derivados, gás natural. A velocidade é lenta 3 a 4 milhas (6 a 8 km), no entanto opera em tempo ininterrupto além da capacidade de transporte (tubo de 12 polegadas movimenta 338.000 litros por hora)

Intermodalidade

Ao analisar o conceito de transporte por mais de um modal encontramos na literatura um conjunto de definições que não convergem necessariamente.

Como realmente não se trata apenas de uma questão semântica, foram identificadas características bem definidas dentro da evolução do uso de mais um modal para o transporte de carga.

Fase 1 – Movimentação caracterizada apenas pelo uso de mais de um modal.

Fase 2 – Melhoria da eficiência na integração entre modais. A utilização de conteineres, de equipamentos de movimentação em terminais e de outros instrumentos especializados na transferência de carga de um modal para outro, possibilita a melhoria do desempenho no transbordo da carga.

Fase 3- Integração total da cadeia de transporte, de modo a permitir um gerenciamento integrado de todos os modais utilizados, bem como das operações de transferência, caracterizando uma movimentação porta-a-porta com a aplicação de um único documento.

Uma das principais barreiras à implementação do conceito de intermodalidade no Brasil diz respeito a sua regulamentação. A lei no 9.611 de 19 fevereiro de 1998 dispõe sobre a prática do Operador de Transporte Multimodal (OTM). Esta lei define o transporte multimodal de cargas como aquele que, regido por um único contrato, utiliza duas ou mais modalidades de transporte, desde a origem até o destino, e é executado sob a responsabilidade única de um OTM. Este operador precisa necessariamente possuir os ativos necessários para a execução da movimentação.

Uma das maiores dificuldade desta lei vir a se tornar uma realidade está ligada à questão fiscal. Com a implementação do uso de um único documento de transporte (Conhecimento de Transporte Multimodal), alguns estados, representados por suas Secretarias de Fazenda, argumentam que seriam prejudicados na arrecadação do ICMS. Atualmente esta lei está na Casa Civil e prestes a ser oficializada. Para uma empresa brasileira ser credenciada como OTM, deve entrar com solicitação junto ao Ministério dos Transportes.

FRETE

Produtos sendo transportados de um local para o outro.

Quantia em dinheiro a se paga pelo transporte de produtos, adiantado ou mediante entrega.

Rendimento resultante da movimentação de carga.

CIF – COST, INSURANCE AND FREIGHT – Condição em que o vendedor é responsável pelos custos, seguro e despesas de frete dos produtos.

FOB – Free on Board – Condição em que o comprador é responsável pelos custos

O transporte intermodal de Cargas no Brasil

Afinal, qual o motivo para se utilizar mais de um modal? A resposta para esta pergunta é bastante simples. Basta pensarmos que a utilização de mais de um modal representa agregarmos vantagens de cada modal, que podem ser caracterizadas tanto pelo serviço, quanto pelo custo. Associado a estas possibilidades, deve-se considerar o valor agregado dos produtos a serem transportados, bem como questões de segurança. Na figura podemos verificar a comparação das características de serviço entre os modais.

Comparação das características de serviço entre modalidades de transporte

Por exemplo, o transporte rodo-ferroviário tem como vantagens em relação ao transporte rodoviário, o custo baixo do transporte ferroviário para longas distâncias e da acessibilidade do transporte rodoviário. Combinados eles permitem uma entrega na porta do cliente a um custo total menor e a um tempo relativamente maior, buscando portanto um melhor equilíbrio na relação preço/serviço.

Uma das principais técnicas utilizadas no intermodalismo, principalmente nos Estados Unidos, está relacionada ao acoplamento entre modais. Focando a integração entre o modal rodoviário e o ferroviário, este tipo de abordagem pode ser classificada da seguinte forma:

• Container on flatcar (COFC):Caracteriza-se pela colocação de um contêiner sobre um vagão ferroviário. Também existe a possibilidade de posicionar dois conteineres sobre um vagão (doublestack) para aumentar a produtividade da ferrovia. Nos Estados Unidos e Europa este tipo de operação é comum. Entretanto no Brasil, para muitos trechos seria inviável, principalmente devido às restrições de altura em túneis.
• Trailer on flatcar (TOFC):Também conhecido como piggyback, teve origem nos primórdios da ferrovia americana. Consiste em colocar uma carreta (semi-reboque) sobre um vagão plataforma. Esta operação tem como principal benefício reduzir custos e tempo com transbordo da carga entre os modais, evitando com isso, investimentos em equipamentos de movimentação em terminais rodo-ferroviários.
• Car less:Como o próprio nome sugere é uma tecnologia que não utiliza o vagão ferroviário convencional. Consiste na adaptação de uma carreta que é acoplada a um vagão ferroviário igualmente adaptado, conhecido como truck ferroviário. No Brasil existem alguns desenvolvimentos da tecnologia car less, um deles é chamado Rodotrilho.

NÍVEL DE SERVIÇO

O QUE É NÍVEL DE SERVIÇO LOGÍSTICO

Podemos conceituar o Nível de Serviço Logístico de várias maneiras. Veja abaixo algumas delas:

Nível de Serviço Logístico é a qualidade com que o fluxo de bens e serviços é gerenciado.

É o resultado líquido de todos os esforços logísticos da firma.

É o desempenho oferecido pelos fornecedores aos seus Clientes no atendimento dos pedidos.

Apesar de definirmos assim o Nível de Serviço, algumas empresas apresentam diferenças na forma de oferecer isso ao Cliente. Para algumas empresas, o Nível de Serviço é traduzido como rapidez na entrega, já para outras significa ter estoques disponíveis. Porém devemos lembrar que o Nível de Serviço significa mais do que isso, na verdade ela abrange todo o fluxo logístico.

Alguns estudiosos captaram a essência do Nível de Serviço dentro de alguns parâmetros mais palpáveis. Dentre elas podemos citar:

• O tempo decorrido entre o recebimento de um pedido no depósito do fornecedor e o despacho do mesmo a partir do depósito.
• Lote mínimo de compra ou qualquer limitação no sortimento de itens de uma ordem recebida pelo fornecedor.
• Porcentagem de itens em falta no depósito do fornecedor a qualquer instante.
• Proporção dos pedidos de Clientes atendidos ou volume de ordens entregue dentro de um intervalo de tempo desde a recepção do pedido.
• Porcentagem de ordens dos Clientes que podem ser preenchidas completamente assim que recebidas no depósito.
• Proporção de bens que chegam ao Cliente em condições adequadas para venda.
• Tempo despendido entre a colocação de um pedido pelo Cliente e a entrega dos bens solicitados.
• Facilidade e flexibilidade com que o Cliente pode gerar um pedido.

Na verdade, resumindo um pouco, os Clientes escolhem seus fornecedores analisando três parâmetros fundamentais: preço, qualidade e serviço. Cabe à empresa criar diferentes combinações para satisfazer seus Clientes da melhor forma possível.

Porém não é somente na venda que o Nível de Serviço está presente. Antes mesmo de efetuar a transação, o Nível de Serviço pode ser observado em sua forma mais ampla, no que diz respeito às políticas adotadas pela empresa no seu relacionamento com Clientes. Também depois da transação, o Nível de Serviço se apresenta no que diz respeito ao pós – venda, assistência técnica, garantia, etc.

Portanto, podemos dizer que o Nível de Serviço se apresenta em três momentos distintos na relação empresa – Cliente: Antes da transação, na transação e após a transação.

NÍVEL SERVIÇO

ELEMENTOS DE PRÉ – TRANSAÇÃO:

• Política posta por escrito.
• Política nas mãos dos Clientes.
• Estrutura organizacional.
• Flexibilidade no sistema.
• Serviços técnicos.

ELEMENTOS DE TRANSAÇÃO:

• Nível de estoque.
• Habilidade no trato de atrasos.
• Elementos do ciclo do pedido.
• Tempo.
• Transbordo.
• Precisão.
• Conveniência do pedido.
• Substitutibilidade do produto.

ELEMENTOS DE PÓS – TRANSAÇÃO:

• Instalação, garantias, reparos, peças de reposição.
• Rastreamento do produto.
• Queixas e reclamações dos Clientes.
• Embalagens.
• Reposição temporária do produto durante reparos.
• Elementos pré – transação:

São aqueles que estabelecem um bom nível de serviço. Atuando mais de forma a estabelecer políticas de relacionamento com Clientes, neste momento define – se o tempo de entrega dos pedidos, procedimentos para devoluções, métodos de despachos, deixando claro para os Clientes o que eles podem esperar do serviço oferecido. Faz parte desse elemento estabelecer planos de continência para greves, desastres naturais, criar uma estrutura organizacional para implementar a política de Nível de Serviço e providenciar treinamento técnico ou manuais para Clientes também contribuírem para melhorar as relações entre Clientes e fornecedores.

• Elementos de transação:

São aqueles diretamente relacionados ao momento em que os bens ou serviço estão sendo entregues. Faz parte desse elemento ajustar os estoques de forma que os Clientes sejam atendidos com o menor número de faltas, selecionar os modos de transportes para que a mercadoria chegue o mais rápido possível, definir os procedimentos para os processamento de pedidos. Tudo isso influência no tempo de entrega, exatidão no preenchimento de ordens e nas condições das mercadorias na recepção do Cliente e disponibilidade de estoque.

• Elementos pós – transação:

Uma vez efetuada a transação, a empresa deve se preocupar com todas as etapas subseqüentes. Assim como a venda não finda no pagamento, o papel da logística não termina na entrega dos produtos. Os elementos pós – transacionais trabalham os serviços necessários para apoiar o produto em campo, para proteger os consumidores de produtos defeituosos, para providenciar retornos de embalagens, tratar de reclamações, devoluções e solicitações.

Mudanças na atitude perante o serviço oferecido

O Nível de Serviço é importante por que assim como os elementos de Marketing podem definir a escolha de compra de um Cliente, o Nível de Serviço Logístico pode determinar a fidelização desse Cliente por um longo período de tempo. Porém em alguns casos, o Nível de Serviço pode também trazer Clientes adicionais à empresa.

Um transporte especial, maior disponibilidade de estoque, processamento mais rápido de pedidos, menor perda e danos no transporte são tão significativos quanto à propaganda, promoção, preço, etc. O Cliente checa todas essas vantagens antes de decidir uma compra. Assim as vendas tendem a aumentar substancialmente com o incremento do Nível de Serviço Logístico.

Olhando pelo outro lado da moeda, o inverso pode significar a diminuição significativa das vendas, ao passo que o Nível de Serviço Logístico deteriora. Se o Cliente não recebe no prazo estipulado, os produtos chegam defeituosos ou nunca há o produto desejado no estoque, certamente seus concorrentes ganharão cada vez mais mercado.

Assim chegamos ao gráfico de vendas em relação ao Nível de Serviço oferecido ao Cliente, que está exposto abaixo:

Quando não existe Nível de Serviço ou esse é muito ruim, pouca ou nenhuma venda é gerada. Evidentemente se nenhum Nível de Serviço é oferecido ao Cliente, fica claro que não há uma relação completa, pois as barreiras de local e tempo não puderam ser quebradas.

Ao passo em que o Nível de Serviço vai se acentuando ao passo de se aproximar do Nível da Concorrência, as vendas vão aumentando consideravelmente. Na verdade, mantendo – se os mesmos níveis de preço e qualidade, a empresa não estará dentro do negócio até que seu Nível de Serviço se iguale aos dos concorrentes. É por isso que as maiorias das empresas aproveitam desse momento para lançarem seus produtos por um preço inferior ao praticado pelo mercado, pois para alcançar o Nível de Serviço praticado pela concorrência demanda – se um bom tempo. Enquanto isso, elas se diferenciam pelo preço.

A partir daí, atinge – se o limite do Nível de Serviço oferecido pelos concorrentes. Qualquer adicional no Nível de Serviço ainda gerará vendas adicionais, porém de forma menos gradual que na fase anterior. Nesse momento, ganha – se vendas da concorrência pela criação do diferencial do serviço. Na verdade, os Clientes que preferem um Nível de Serviço melhor que a média do mercado vão migrar para as empresas que dispuserem esse serviço, mesmo que tenham que pagar mais. Por ser em menor quantidade, o volume de compra tende a diminuir. Essa fase é chamada de retornos decrescentes.

Por fim, a empresa entra numa fase de declínio das vendas mesmo com o aumento do Nível de Serviço. Essa fase, também chamada de Declínio, se comporta dessa maneira por que todo incremento do Nível de Serviço acarreta também um aumento nos custos logísticos e nesta fase esses custos são tão elevados que os Clientes nem sempre estão dispostos a pagarem por ele. Então inicia – se uma queda nas vendas por que a concorrência tem um preço menor com um Nível de Serviço satisfatório.

Por que as vendas aumentam com melhorias no Nível de Serviço? Foi observado que os compradores são sensíveis ao serviço oferecido por seus fornecedores. Melhor Nível de Serviço significa menores custos de estoque para os Clientes, desde que a qualidade do produto e o preço de compra permaneçam inalterados com a melhoria do serviço. Então compradores são motivados a mudar suas preferências de acordo com o vendedor que lhe oferecer o melhor serviço.

O Nível de Serviço afeta os Custos

É até óbvio dizer que os custos logísticos aumentam na medida em que o Nível de Serviço também aumenta. Transporte mais rápido custa mais que transporte mais lento, por exemplo.

A concepção moderna prega que o Nível de Serviço oferecido aos Clientes devem ser compatíveis com os Custos Logísticos, desde que as vendas e os lucros gerados por esse Nível de Serviço também sejam compatíveis.

Como vimos, as vendas aumentam na medida em que o Nível de Serviço cresce, mas chegando num momento estas vendas voltam a cair, os Custos Logísticos só aumentam de acordo com o Nível de Serviço oferecido. Isto acontece por que aquelas oportunidades que oferecem melhores ganhos de serviço com menor custo possíveis são selecionados primeiro, ficando as demais opções por ultimo.

ADMINISTRANDO O NÍVEL DE SERVIÇO

Administrar o Nível de Serviço significa estabelecer patamares de atividades logísticas que proporcionem o Nível de Serviço Logístico desejado. Para isso, precisamos identificar os elementos – chaves que determinam o serviço. Além disso, é necessário determinar as necessidades de serviço dos Clientes e como elas podem ser medidas.

Portanto, para administrar bem o Nível de Serviço, precisamos:

Identificar os elementos – chaves que determinam o Nível de Serviço.

Determinar as necessidades de serviço dos Clientes.

Estabelecer procedimentos de medidas deste Nível de Serviço.

Medindo e determinando as necessidades de serviço dos Clientes

Medir o Nível de Serviço é importante visto que é com as medições que se pode verificar se o Nível de Serviço está condizente com o que foi prometido ao Cliente. Idealmente, uma companhia deveria ser capaz de marcar data e hora para entregar os pedidos, o que seria ótimo, porém como alguns não tem essa capacidade, há a necessidade de medições.

A forma mais fácil de medir o Nível de Serviço é medindo a média do tempo do ciclo do pedido, porém as empresas adotam a medida de algumas partes do ciclo, como entrega, disponibilidade de estoque, porcentagem de faltas, etc.

Portanto, são medidas comumente adotadas pelas empresas:

Porcentagem de ordens preenchidas no pedido ou porcentagem de itens em falta;

Disponibilidade de estoque;

Confiabilidade na entrega;

Freqüência de entrega;

Tempo de entrega (do depósito ao Cliente);

Para obterem respostas destes tipos, empresas têm lançado questionários anexos aos pedidos para seus Clientes, que são convidados a responderem sobre os serviços oferecidos.

Uma outra forma de se medir isso consiste na inserção de datas nos documentos de entrega. No instante do recebimento, o Cliente insere a data, que pode ser comparada com a data do pedido para prover o tempo básico para o ciclo do pedido. Quando os dados coletados formarem uma base, pode – se gerar relatórios estatísticos sobre velocidade e confiabilidade do sistema.

FIXANDO UMA POLÍTICA DE SERVIÇO

Manter o Nível de Serviço adequado requer um amplo esforço gerencial. Várias são as mudanças nos rumos dos negócios que fazem com que haja pressões constantes por mudanças. Para manter isso as empresas definem metas visíveis para avaliar o desempenho medido. Estas metas usualmente tomam duas formas: (1) padrões e (2) políticas de serviço.

Padrões

Padrões são índices desejados que o Administrador Logístico fixa para o sistema. Servem como metas para serem cumpridas. São exemplos de padrões:

• Disponibilidade de 95% de estoque (falta de somente 5%);
• Preencher pedidos até 24 horas após seu recebimento;
• Entrega em 1 dia até 200 km do depósito;

Trabalhando em cima desses padrões, o administrador logístico pode tomar decisões coerentes. Se o sistema está lento, ele eleva os níveis de estoque, compra mais caminhões, etc. Se o sistema está com um elevado Custo Logístico, faz – se necessário diminuir o Nível de Serviço.

Políticas de Serviço

Algumas empresas levam o Nível de Serviço para conhecimento notório de seus Clientes sob forma de declarações impressas. Essas declarações prometem ao Cliente que o fornecedor pretende agir de determinada maneira no que diz respeito ao serviço.

Essas declarações são chamadas políticas de serviço e servem para que os Clientes possam cobrar aquilo que fora prometido anteriormente. Elas tanto podem ser incorporadas nas políticas gerais da empresa quanto podem ser apresentadas em separado.

Movimentação de Materiais

Definição da Movimentação de Materiais

A empresa, em sua dinâmica, não deve ser vista como um sistema de estoques, mas antes de mais nada, um sistema de fluxos. A visão de estoque é estática, enquanto a visão de fluxos é dinâmica

Movimentação de Materiais consiste, de maneira genérica, na preparação, colocação e posicionamento de materiais, a fim de facilitar sua movimentação e estocagem. Esta interpretação se verifica se for obtida o máximo de economia no movimento, observando o que ocorre com o material desde a primeira movimentação até o seu carregamento no veículo de entrega no setor de expedição.

A Movimentação de Materiais não forma, mede, processa ou altera o material, ao qual se caracteriza como prestação de serviço, onde move e estoca os materiais até eles serem necessários. Podendo, no entanto serem realizadas dentro de uma operação e processamento. Exemplo: Um transportador contínuo movendo os produtos através de um forno, uma cabine de pintura, onde o produto é processado durante o movimento.

Portanto:

Movimentação de Materiais é qualquer movimento de alguma coisa numa unidade industrial, armazém, chão de fábrica ou terminal de carga, desde a recepção, processamento ,embalagem, estocagem até a expedição.

Deslocamentos de mercadorias

• Manuseio – Deslocamentos de materiais pelo esforço dos operários
• Movimentação – Deslocamentos de materiais com equipamentos
• Transporte – Deslocamentos externos à empresa
• Movimentação ativa – Movimentação de todas as mercadorias em direção ao mercado, agregando-se valor de posição, de quantidade e de tempo aos artigos industrializados.
• Movimentação passiva – Movimentação de todas os outros equipamentos juntamente com as mercadorias, movimentação que agregam custo às mercadorias, e que não agregam valor ao produto industrial.
• Movimentação parasita – Movimentação dos equipamentos e das mercadorias, numa direção contraria a do mercado, não agregando valor mas apenas custos não reconhecidos pelo cliente e que terão que ser assumido pela empresa.

Elementos da Movimentação de Materiais

A movimentação de Materiais é uma função de movimento, lugar, quantidade e espaço como se segue:

Material: é qualquer matéria, volume ou carga em qualquer forma- sólido ,liquido ou gasoso.

Quantidade: a demanda varia entre operações em qualquer processo de produção.

Movimento: materiais , peças e produtos acabados devem ser movimentados de um lugar para o outro.

Tempo: cada passo ou processo requer que os suprimentos estejam disponíveis no momento que são necessários.

Lugar: o material é de pouco significado em qualquer atividade, a não ser que esteja no local próprio para o uso.

Estocagem: a estocagem do material oferece um pulmão entre as operações, facilitando o uso eficiente e pessoas e máquinas e oferece organização eficiente de material.

Espaço: a necessidade de espaço de espaço e controle de material são influenciados pelo tipo de fluxo de material, o espaço constitui um dos principais elementos numa empresa.

Controle: os materiais necessitam de controle físico- a orientação, a seqüência e do espaço entre os materiais; e controle da condição- é a consciência, em tempo real, de locação, quantidade, destino, origem, proprietário e programa dos materiais.

Atividades da Movimentação de Materiais

A movimentação de materiais compreende todas as operações básicas envolvidas na movimentação de qualquer tipo de material por qualquer meio, da recepção da matéria prima até a expedição e distribuição do produto acabado.

Destacando:

• Embalagem (acondicionamento) no fornecedor;
• Unitização (para transporte) no fornecedor;
• Carregamento no fornecedor ou na fonte;
• Transporte do fornecedor ao cliente;
• Atividades de movimentação externas ao local de descarga (passagem, pátio, etc);
• Recebimento físico e burocrático(descarga e conferência);
• Distribuição interna aos postos de trabalho;
• Movimentação durante o processo;
• Estocagem durante o processo;
• Manuseio no local de trabalho;
• Embalagem (para consumo);
• Armazenagem de produtos acabados (saída);
• Embalagem para transporte;
• Expedição, carregamento, despacho físico e burocrático;
• Transporte até o cliente.
• Princípios da Movimentação de Materiais

Princípio do Planejamento

É necessário determinar o melhor método, do ponto de vista econômico, para a Movimentação de Materiais, considerando-se as condições particulares de cada operação.

Cada caso de movimentação de itens diversos, seja a granel, em sacos ou sobre paletes, exige uma técnica adequada, que será função da natureza do material, da distância e ser percorrida, das condições ambientais (ex.: temperatura, umidade, natureza do piso e espaço), do custo da mão de obra, do equipamento a ser utilizado, do grau de urgência, da segurança necessária em cada caso e de outras variáveis dependentes de cada situação.

Toda Movimentação de Materiais deve ser o resultado de um plano deliberado, onde as necessidades, os objetivos de desempenho e a especificação funcional dos métodos propostos são completamente definidos desde o início.

Um plano é o curso de ação prescrito que é definido antes da implantação. De forma geral, um plano de Movimentação de Materiais define o material (o que) e movimenta (quando e onde); juntos definem o método (como e quem).

Princípio do Sistema Integrado

É necessário integra as atividades de movimentação coordenando todo o conjunto de operações (recebimento, estocagem, produção, inspeção, embalagem, expedição e transportes).

As atividades de Movimentação de Materiais e estocagem devem ser totalmente integradas para formar um sistema operacional coordenado, que engloba recebimento, inspeção, estocagem, produção, montagem, embalagem, unitização, separação de pedidos, expedição, transporte, recebimento de devoluções, reciclagem, etc.

Princípio do Fluxo de Materiais

É essencial planejar um fluxo contínuo e progressivo de materiais. É o mais econômico.

Durante o processo de fabricação, a distância a ser percorrida pelos materiais deve ser reduzida ao mínimo. O posicionamento das máquinas e instalações deve prever a redução da movimentação.

O fluxo de materiais é na verdade, o esqueleto da maioria dos recursos de produção, um dos primeiros passos no planejamento de um sistema de Movimentação de Materiais. Isto pode ser facilmente determinado através da seqüência de operações que, por sua vez, irá determinar a distribuição dos equipamentos.

Princípio da Simplificação

Reduzir, combinar ou eliminar movimentos e/ou equipamentos desnecessários.

As operações devem ser planejadas, sucessivamente, de tal modo que o material que passou por uma fase já se encontre no local e na posição desejados na fase seguinte.

Observando esse princípio, a simplificação evitará as movimentações intermediárias e o duplo manuseio.

A simplificação é uma fonte de máxima eficiência, economia de movimento e muitos outros aspectos da operação industrial.

Princípio da Gravidade

A força motora mais econômica é a gravidade.

Este é um princípio óbvio, e freqüentemente deixados de lado devido a sua simplicidade.

A gravidade é universalmente utilizável como fonte de força livre, deve ser a primeira consideração feita para verificar a possibilidade de seu uso.

Princípio da Utilização do Espaço

O aproveitamento dos espaços verticais contribui para o descongestionamento das áreas de armazenagem e para a redução dos custos unitários de estocagem.

O espaço na Movimentação de Materiais é tridimensional e, portanto, contado como espaço cúbico.

• Nas áreas de trabalho, espaços agrupados e não organizados e corredores bloqueados devem ser eliminados.
• Nas áreas de estocagem, o objetivo de maximizar a densidade de estocagem precisa ser equilibrado em relação à acessibilidade e seletividade.
• Ao transportar cargas dentro de uma instalação, o uso do espaço aéreo deve ser considerado como uma opção.

Princípio do Tamanho da Carga

A economia em Movimentação de Materiais é diretamente proporcional ao tamanho da carga movimentada.

É considerado conhecimento empírico o fato de ser mais fácil movimentar um certo número de itens aglomerados e uma única unidade do que cada um desses itens separadamente.

Reduz-se grandemente o manuseio quando unidades pequenas são combinadas ou simplesmente agregadas para formar uma unidade maior.

É recomendado, também, que, conforme aumenta o tamanho da carga, existe um limite além do qual se torna maior o custo, e é menos prático movimentar. Se faz importante frisar que existe um tamanho de carga ideal definido em uma determinada operação de movimentação.

As cargas devem ser de tal tamanho que limitem o tamanho do equipamento de Materiais aos padrões, modelos populares que são, ao mesmo tempo, convenientes para o transporte de outros itens.

Princípio da Segurança

A produtividade aumenta conforme as condições de trabalho se tornam mais seguras.

Todas as atividades de movimentação- em operação ou que estejam sendo planejadas – devem ser seguras, uma vez que um dos objetivos da Movimentação de Materiais é melhorar as condições de trabalho.

Acidentes típicos da movimentação de Materiais tem como causa

Condições inseguras

• Proteção inadequada de equipamento
• Falta de proteção do equipamento
• Condição defeituosa do equipamento
• Arranjos perigosos(das pilhas de materiais, cargas em veículos, etc.)

Atos inseguros

• Operação de equipamento sem autorização, etc.
• Operação a velocidade perigosa
• Uso de equipamento sem segurança
• Cargas perigosas
• Assumir posição ou postura perigosa
• Falta de conhecimento.

Princípio da Ergonomia

As capacidades e limitações humanas precisam ser reconhecidas e respeitadas no projeto das tarefas e equipamentos de Movimentação de Materiais para assegurar operações seguras e efetivas.

• O equipamento deve ser selecionado para eliminar mão de obra repetitiva e extenuante e que interaja efetivamente com os operadores.
• O local de trabalho da Movimentação de Materiais e o equipamento empregado para auxiliar neste trabalho precisam ser projetados e modo que sejam seguros para as pessoas.

Princípio do Meio Ambiente

O impacto ambiental e o consumo de energia devem ser considerados como critérios ao projetar e selecionar sistemas de Movimentação de Materiais e equipamentos alternativos.

A consciência ambiental origina-se de um desejo de não perder os recursos naturais, prever e eliminar os possíveis efeitos negativos de nossas ações diárias no ambiente.

Princípio da Mecanização

Usar equipamento de Movimentação mecanizada quando for praticável.

O emprego de equipamentos mecanizados de movimentação aumenta a produtividade e reduz os custos.

A aplicação de equipamento mecanizado deve ser efetuada mediante estudo adequado, não só quanto às suas características técnicas, como também quanto à suas vantagens econômicas.

Princípio da Seleção do Equipamento

Na seleção do equipamento de movimentação, considerar todos os aspectos do Material a ser movimentado, o Movimento a ser realizado e o(s) Método(s) a ser(em) utilizado(s).

A seleção do equipamento de movimentação deve ser realizada tendo em vista que todas as fases do problema foram completamente analisadas, deve-se considerar o menor custo por oportunidade movimentada.

Princípio da Padronização

Padronizar métodos, bem como tipos e tamanhos dos equipamentos de movimentação.

A padronização é o resultado de uma análise dos métodos de trabalho e da conseqüente escolha do “método melhor”, que passa então a constituir o método padrão. A padronização permite a intercambialidade de equipamentos entre os departamentos e fábricas, permite uma estocagem de menos componentes e simplifica o treinamento de operadores no uso de acessórios.

Muitas das grandes empresas publicam manuais, de modo que todas as operações de movimentação possam ser desempenhadas em bases padronizadas.

O sistema mais eficiente é geralmente aquele mais simples.

Principio da Flexibilidade

O valor do equipamento é diretamente proporcional a sua flexibilidade.

Quanto maior a variedade de usos e aplicações á qual poucos equipamentos podem ser colocados, maior é sua flexibilidade, e o maior valor provem do ponto de vista de Movimentação de Materiais.

A versatilidade na aplicação de métodos e equipamentos de movimentação contribui para a redução dos custos.

Princípio do Peso Morto

Quanto menor for o peso próprio do equipamento móvel em relação á sua capacidade de carga, tanto mais econômicas serão as condições operacionais.

O excesso de peso do equipamento móvel não só custa mais dinheiro, como pode fazer necessária força adicional e tornar a operação mais vagarosa.

O rendimento do homem é aumentado quando a fadiga é reduzida. O princípio de fadiga é recomendado quando períodos de descanso são providenciados durante horas de trabalho.

Princípio do Tempo Ocioso

Reduzir tempo ociosa improdutivo, tanto do equipamento quanto da mão-de-obra da Movimentação de Materiais.

Este princípio implica que o tempo de permanência do equipamento de movimentação nos locais de carga e descarga deve ser reduzido ao mínimo compatível com a operação.

Princípio do Trabalho

O trabalho da Movimentação de Materiais deve ser minimizado sem sacrificar a produtividade ou o nível de serviço exigido pela operação.

• Simplificação dos processos por meio da redução, combinação, diminuição ou eliminação das movimentações desnecessárias reduzirá o trabalho.
• Considerar cada separação e colocação de material para dentro e para fora da estocagem como movimentações e componentes distintos da distância movimentada.
• Métodos de processo, seqüência de operação e layouts de processo/equipamentos devem ser preparados para apoiar o objetivo de minimização do trabalho.

Princípio da Automação

As operações de Movimentação de Materiais podem ser automatizadas, onde viável, para melhorar a eficiência operacional, aumentar a responsabilidade, melhorar a consistência e a previsibilidade, diminuir os custos operacionais e eliminar a mão-de-obra repetitiva e potencialmente insegura.

A automação é uma tecnologia preocupada com a aplicação de dispositivos eletromecânicos e sistemas baseados em computador para operar e controlar as atividades de produção e serviços. Sugere a ligação de múltiplas operações mecânicas para criar um sistema que pode ser controlado por instruções programadas.

Princípio da Movimentação

O equipamento projetado para movimentar material deve ser mantido em movimento.

Sendo necessário o transporte e impossível a sua redução abaixo de certos limites práticos, cumpre efetuá-lo sem interrupção, do início ao fim do processo. Cada interrupção implica em descarga, área para espera, supervisão e controle, e todos os inconvenientes correlatos.

Princípio da Manutenção

Planejar a manutenção preventiva e o reparo programado de todos os equipamentos de movimentação.

Devido ao caráter essencial dos equipamentos de Movimentação de Materiais, que asseguram a própria continuidade da produção, a manutenção deve ser sempre do tipo preventivo. As paradas de equipamento são onerosas em virtude do custo da manutenção preventiva. Freqüentemente, devido à falta de peças de pequeno valor unitário em estoque, ocorrem prolongadas paradas.

Princípio da Obsolescência

Substituir métodos e equipamentos de movimentação obsoletos quando métodos e equipamentos mais eficientes vierem a melhorar as operações.

Como todos os outros tipos de equipamentos, os destinados à Movimentação de Materiais estão sujeitos à depreciação. Novas idéias, técnicas, métodos e equipamentos são divulgados todos os dias, e o pessoal responsável pela Movimentação de Materiais deve estar a par dos últimos desenvolvimentos.

Princípio do Controle

Empregar o equipamento de Movimentação de Materiais para melhorar o controle da produção, o controle de estoques e a separação de pedidos.

A eficiência da Movimentação de Materiais é maior se estabelece um fluxo uniforme de materiais, tão linear quanto possível, com o mínimo de interrupções e retornos, e quando o movimento se torna contínuo, ao invés de intermitente.

Princípio da Capacidade

Usar os equipamentos de movimentação para auxiliar a atingir plena capacidade de produção.

Enfoca-se a utilização da Movimentação de Materiais para incrementar a capacidade de produção e principalmente a utilização total da capacidade de produção.

Princípio de Desempenho

Determinar a eficiência do desempenho da Movimentação de Materiais em termos de despesas por unidade movimentada.

Quanto mais perto da capacidade máxima projetada se realiza a movimentação, tanto menor será o custo unitário, expresso em valores como tonelada/metro movimentada.

Princípio do Custo do Ciclo de Vida

Uma minuciosa análise econômica deve contabilizar todo o ciclo de vida de todos os equipamentos de Movimentação de Materiais e sistemas resultantes.

Os custos do ciclo de vida incluem todos os fluxos de caixa que ocorrerão entre o tempo em que o primeiro centavo é gasto para planejar ou comprar uma nova peça de equipamento ou para por em funcionamento um método novo até que o método e/ou equipamento seja totalmente substituído.