Humanização dos Cuidados de Enfermagem ao Paciente

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INTRODUÇÃO

A humanização na saúde tem como objetivo principal o carinho e o prazer de cuidar da vida do próximo. Apesar da vida corrida de um profissional de saúde, dentro de um hospital, o enfermeiro deve transmitir ao seu paciente total dedicação.

Os novos desafios que o profissional da enfermagem enfrenta faz com que a prática do serviço alcance níveis cada vez mais qualificados.

Esses serviços de saúde devem funcionar atendendo o indivíduo como ser humano intergral, submetido às mais diferentes situações de vida.

O atendimento integral significa também que será garantido o acesso das pessoas a todos os níveis de complexidade do sistema, desde a atenção primaria, no caso de ações preventivas, até os níveis secundários e terciários de atendimento, necessários na assistência curativa.

O TEMPO DO ENFERMEIRO

Todas as pessoas que escolhem a profissão de Enfermagem talvez devessem ter como priordade o cuidado ao ser humano; muitos têm, mas na prática, muito profissional também tem dificuldade de sustentar essa ideologia. Quando entram no mercado de trabalho, os enfermeiros se deparam com uma realidade muito diferente da acadêmica.

Dificilmente teremos todo o tempo que desejamos para atender um paciente, por isso os pequenos momentos devem ser bem aproveitados para que possamos assim melhorar a nossa assistência e individualizar o cuidado.

Se formos realmente profissionais da área de saúde preocupada com o ser humano, temos de desenvolver meios, instrumentos técnicos, habilidades capacidade e competência para oferecer a esse ser oportunidade a uma existência mais digna, mais compreensiva e menos solitária. Não devemos permitir que o progresso nos afaste do doente.A ciência e a tecnologia não obedecem a critérios morais.Podemos utilizar tudo que a tecnologia tem de bom para os nossos pacientes; sejamos técnicos com sabedoria.Precisamos reconhecer que nenhuma máquina é capaz de substituir o diálogo enfermeiro-paciente-ele é à base da confiança e do respeito a se formar entre os dois.

Dar atendimento humanizado não requer necessariamente dedicar todo o tempo ao paciente.Pode ser dado um atendimento com qualidade humano superior, ocupando de forma eficaz, o tempo de uma aplicação de injeção, aferição dos sinais vitais, da realização de um curativo.Basta, portanto saber dirigir palavra de conforto, segurança e carinho.Dar real atenção à pessoa, conversar com ela, deixar que se manifeste e até que reclame.O que proponho nessa reflexão é justamente isto: ir além e usar o nosso tempo, conscientemente, e não apenas no comprometimento com a tarefa, mas também se permitir ouvir.

Diferentes maneiras de dizer “Bom Dia”.

Ao abordar o paciente, existem diferentes maneiras de se dizer “bom dia” podemos introduzir uma conversa ou limitar uma resposta.A maneira com que nos expressamos e entoamos (falamos) uma frase revela nossas intenções.

Se falarmos um “bom dia” olhando apenas para o monitor cardíaco, por exemplo, isso já pode trazer a mensagem de que estou extremamente preocupada com dados fisiológicos, e até mesmo “não querer prolongar a conversa, estar sendo apenas educada (objetiva)”.Perdemos a consciência dos nossos atos quando deixamos que eles se tornem rotina.

Mudando o jeito de dizer “Bom Dia”

Ao administrar melhor o nosso tempo, abrimos espaços no nosso dia que podem ser preenchidos com pequenos momentos, que nos faz bem e nos dão a certeza da melhor forma possível.

O primeiro e grande passo é acreditar que dizer um sincero “bom dia” pode transformar o dia da pessoa que a recebe. Um “bom dia” dito com entuasiamo e com o coração aberto emite vibrações positivas.Tende a ser a maneira como, abordamos as pessoas e por isso, além de ter o poder de demonstrar a intenção que colocamos naquela relação, também poder fortalecê-la.



O serviço da emergência

Alguns fatores, como a ineficácia dos serviços de atendimento primário, a incompatibilidade de horários do paciente e a instituição a longa espera para marcação de consulta e exames, determinam e incentivam a procura pelo serviço de emergência como uma forma de solução rápida para queixas muitas vezes crônicas.

O paciente que procura o serviço de emergência busca uma solução imediata para suas manisfetações depositando na instituição e nos profissionais que atuam a ultima esperança para resolução de seu caso.Muitos pacientes atendidos e descrentes com relação aos serviços ambulatórios esperam uma solução imediata no pronto-socorro; outros sem tempo para consultas de rotina desejam realizar rápida avaliação na emergência para descartar qualquer patologia que ameaça a vida.

Seja no serviço publico ou no privado o tempo tem fundamento importância nas relações estabelecidas. O paciente exige rapidez, desejo que suas necessidades sejam atendidas prontamente, às vezes “não tem tempo” e não deseja “perder tempo” com exames, avaliações e observação.

O Profissional de saúde quer por sua vez deve atender às exigências dos pacientes e às cobranças da instituição, também não tem tempo, precisa ser rápido, imediato, até impessoal.

Será este o atendimento esperado pelo paciente?

O profissional de saúde esta satisfeita com as relações estabelecidas com os pacientes no serviço de emergência?

Para muitas perguntas, algumas possíveis respostas…

O que falamos, como falamos…

A maneira de falar e o que falamos ao paciente têm especial importância no momento da avaliação.O uso de termos técnicos pode aumentar a insegurança do paciente que desconhece tal linguagem.Quantas vezes não observamos o pavor na face do paciente após uma frase com um termo que, para nós, é tão banal?

Interpretar e saber ouvir as queixas são importantes; a linguagem pode variar de acordo com o nível sócio cultural, a região dos pais, a idade, entre outros fatores. Devemos estar abertos para ouvir diferentes termos e saber interpretá-los adequadamente, valendo se necessário, para que seja feita uma avaliação correta da queixa e da historia do paciente.

Muitas vezes nos envolvemos tanto com as rotinas do setor que passamos a nos comportar como maquinas-sabemos exatamente as perguntas que devemos formular e as enunciamos sem mudar qualquer entonação, expressa ou ritmo da fala.O que é pior: Da mesma forma que a perguntas foram decoradas, já temos também as respostas, antes mesmo que o paciente pergunta…

Especial atenção deve ser dada às nossas expressões faciais e aos nossos gestos, pois o paciente temeroso está atento a tudo, e qualquer face de espanto do profissional de saúde poderá ser relacionada com uma complicação de seu estado de saúde ou um agravamento de sua doença.

Estar consciente e atento ao fato de que não nos comunicamos apenas com palavra aumenta nossa percepção em ralação ao cuidado com o aspecto não-verbal nas interações com o pacientes, tornando-nos assim mais vigilantes quanto às nossas reações.

A comunicação entre o Enfermeiro e a Família na UTI

Uma característica de boa comunicação é a capacidade de trocar oi discutir idéias, de dialogar, de conversar com vistas ao bom relacionamento entre pessoas.

A comunicação efetiva na enfermagem é um grande desafio, em especial para o enfermeiro que lida com sua equipe (enfermeiros, técnicos de Enfermagem e auxiliares de Enfermagem), com os demais membros da equipe multidisciplinar (médicos, fisioterapeutas, assistente social, psicólogos, nutricionistas, entre outros) e com o paciente e sua família, para a qual será destinado nosso enfoque.

Na UTI muito pouco de nossas ações estão voltadas para os familiares e, quando são realizados, se restringem ao atendimento de nossa necessidades ou de questionamento feitos pelos familiares, não ocorrendo um maior envolvimento com a família e/ou o envolvimento desta no cuidado com o paciente.

Na área da saúde é fundamental saber lidar com gente, pois somente pela comunicação efetiva é que o profissional poderá ajudar o paciente-em especial a enfermeira, por interagir diretamente com o paciente, precisando estar mais atenta ao uso adequado das técnicas da comunicação interpessoal.

A rotina diária tende a inibir a percepção dos profissionais, levando a uma maior valorização do fisiológico e a uma exclusão do ser psicossocial e psicobiologico, o que não pode ocorrer, pois estas facetas não são autonomas; e como profissionais devemos considerar o seu todo, ou seja, como o individuo se comporta, o que ele sente e pensa.Essa situação ocorre com freqüência com os profissionais da UTI, que tendem a voltar sua atenção para a gravidade do paciente, os aparelhos que o cercam e os procedimentos a ser realizados.

O profissional precisa estar atento para saber decodificar, decifrar e perceber o significado das mensagens enviadas pelos pacientes criticos, para só então estabelecer um plano de cuidado adequado e coerente com suas necessidades.Para isso é necessário estar atento à comunicação verbal e não-verbal do familiar, do paciente e… à sua própria.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO

Na amplitude de sua assistência, a enfermagem, assim como as demais profissões de saúde, se subdividem em várias áreas, neste momento, voltamos nossa atenção à humanização da assistência de enfermagem em centro cirúrgico.

“os profissionais de enfermagem que atuam no centro cirúrgico são geralmente os responsáveis pela recepção do cliente na sua respectiva unidade, (que deve ser) personalizada, respeitando sempre suas individualidades; o profissional deve ser cortês, educado e compreensivo, buscando entender e considerar as condições do cliente que normalmente já se encontra sob efeito dos medicamentos pré-anestésicos.”

As atividades de enfermagem no centro cirúrgico, muitas vezes, podem ser limitadas a segurar a mão do paciente na indução anestésica, ouví-lo, confortá-lo e posicioná-lo na mesa cirúrgica.

A importância e a responsabilidade da enfermeira quanto à observação e atendimento das necessidades psicossomáticas do paciente cirúrgico deve ser detectada, uma vez que possui função específica na eficácia da terapêutica de seus pacientes, pois dependendo de sua atitude pode facilitar ou impedir um programa de recuperação, visto que este paciente é invadido por medo do desconhecido num ambiente estranho.

Até alguns anos atrás a função do enfermeiro na unidade de centro cirúrgico era dirigida para os aspectos gerenciais, o que o afastava do contato com o paciente, mas com algumas modificações na sistematização da assistência, o enfermeiro de centro cirúrgico sentiu a necessidade de prestar assistência mais direta ao paciente em todas as etapas do processo cirúrgico, destacando a importância desta para o sucesso do tratamento e o pronto restabelecimento do paciente.

“Humanizar, caracteriza-se em colocar a cabeça e o coração na tarefa a ser desenvolvida, entregar-se de maneira sincera e leal ao outro e saber ouvir com ciência e paciência as palavras e os silêncios. O relacionamento e o contato direto fazem crescer, e é neste momento de troca, que humanizo, porque assim posso me reconhecer e me identificar como gente, como ser humano”.

“Humanização deve fazer parte da filosofia de enfermagem. O ambiente físico, os recursos materiais e tecnológicos não são mais significativos do que a essência humana. Esta sim irá conduzir o pensamento e as ações da equipe de enfermagem, principalmente do enfermeiro, tornando-o capaz de criticar e construir uma realidade mais humana.

Não é apenas uma questão de mudança do espaço físico, mas principalmente uma mudança nas ações e comportamento dos profissionais frente ao paciente e seus familiares.



CONSIDERAÇÕES ÉTICAS NA ASSISTÊNCIA (DES) HUMANIZADA NO CENTRO CIRÚRGICO

Levando em conta a ética profissional da enfermagem, a esses profissionais não compete apenas às ações técnicas e especializadas, mas a atenção às pessoas doentes da melhor maneira possível respeitando sua individualidade (GUIDO, 1995, p.103). Ainda, de acordo com a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS (2003), Art. 1º “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”, não sendo necessário ações individualizadas, mas sim, ações coletivas que tenham como objetivo promover o bem estar do outro.

“o profissional da enfermagem respeita a vida a dignidade e os direitos da pessoa humana, em todo seu ciclo vital, a discriminação de qualquer natureza, assegura ao cliente uma assistência de enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência, cumpre e faz cumprir os preceitos éticos e legais da profissão, exercendo a enfermagem com justiça, competência, responsabilidade e honestidade.”

Ao descrevermos as atividades desenvolvidas pela enfermagem no centro cirúrgico, temos: recepção e identificação do paciente, encaminhamento à sala de cirurgia, preparação e montagem da sala, teste e verificação da segurança dos equipamentos, mobilização e transporte de pacientes, recepção e avaliação em sala de recuperação anestésica, assistência individualizada e humanizada, encaminhamento e alta com segurança e respeito (GUIDO, 1995).

Consideramos que a humanização deve permear cada uma destas atividades, mesmo que equipamentos estejam presentes no procedimento. No centro cirúrgico, há momentos em que o paciente é esquecido em detrimento de questões burocráticas, ambientais, e até por falta de respeito. Durante a fase pré-anestésica, o paciente “pode ficar” exposto e até mesmo nu sobre a mesa cirúrgica aguardando o efeito dos anestésicos.

“o enfermeiro é o responsável pelo cuidado do paciente do centro cirúrgico e, se ele não o coloca em primeiro plano, irá atender à cirurgia e não ao paciente, promovendo, assim o controle de material, equipamentos e pessoal voltado para a cirurgia, tornando o paciente um objeto de trabalho, mas não o ser principal, sujeito desencadeante do processo.”

A HUMANIZAÇÃO FRENTE AO AVANÇO TECNOLÓGICO

Ao longo da história a enfermagem vem se desenvolvendo, e a partir da Revolução Industrial teve um impulso considerável, em pesquisas, técnicas e novos conceitos que conquistou perante a sociedade; por outro lado, a ciência obteve um grande avanço a partir do momento em que se aliou à tecnologia, beneficiando-se dos princípios científicos e dos equipamentos mais simples aos mais sofisticados.

A tecnologia não consiste exclusivamente na aplicação pura do conhecimento, mas de vários conhecimentos reunidos, com a finalidade de encontrar a solução para uma anormalidade, RODRIGUES (1999, p.61) afirma que, “a descoberta científica resulta da busca do saber pelo saber em si, ainda que se admita que o cientista, sempre tenha um interesse por aquilo que esteja pesquisando”.

É claro que a tecnologia é essencial, desejável e necessária à modernização do atendimento aos pacientes no centro cirúrgico, tornando-se útil para prolongar a vida e diminuir o sofrimento de muitas pessoas, no entanto, não se deve deixar o paciente de lado dando prioridade aos aparelhos, conforme descreve RIBEIRO et al (1999, p.19) ao dizer que, “de nada adianta ser um humanista e observar o homem que morre por falta de tecnologia, nem ser rico em tecnologia apenas para observar os homens que vivem e morrem indignamente”.

O avanço tecnológico na área da saúde é uma grande conquista, porém, o melhor é associá-lo à humanização e a comunicação terapêutica, com intuito de obter resultados mais satisfatórios em relação ao bem estar dos clientes e da ciência.

Analisando a tecnologia e a humanização, observa-se que estas possuem características distintas, mas se faz necessário o uso de ambas para que o resultado do atendimento seja satisfatório por parte dos pacientes. Baseados nestas afirmações percebe-se que a humanização na enfermagem não é possível sem a tecnologia e vice-versa, não se pode aplicar a tecnologia nas ações da enfermagem sem que a humanização esteja presente (CARRARO, 2000, p.43).

Nesta perspectiva, muito empenho é necessário para que o progresso da tecnologia e da ciência não acabe por esvaziar a profissão de seu conteúdo humano, sendo imprescindível associar ao exercício profissional, a tecnologia e o conhecimento da personalidade do paciente, mantendo a assistência digna a quem tem sentimentos e racionalidade, e não a um amontoado de sinais, sintomas e reações (ZEN & BRUTSCHER, 1986, p.06). Enfim, é indispensável a “tecnologia do calor humano” nas relações enfermeiro-paciente, característica esta que enobrece, dignifica e eleva os ideais da profissão de enfermagem.

HUMANIZAÇÃO NA SAÚDE DO IDOSO

Bodachne define envelhecimento como “um processo dinâmico, progressivo e inevitável, onde ocorrem modificações morfológicas, fisiológicas , bioquímicas e psicológicas decorrentes da ação do tempo”. É considerado a ultima etapa da vida, própria de todos os seres vivos, e que vai se agravando com o tempo, quando todos os aparelhos e sistemas do corpo reduzem seu ritmo funcionamento.Fazendo coro a tantas e implacáveis mudanças, ainda pode medrar a depressão, em suas muitas nuanças-uma realidade singular que faz sombra aos mínimos sentimentos, mas nem por isso menos significados -, tão presente na vida dos idosos.

A comunicação é considerada um fator indispensável para a promoção da qualidade de vida e o retardamento de possíveis disfunções fisiológicas para o idoso. Numa interação apropriada com o meio, uma comunicação bem-sucedida faz com que os idosos não percam suas expectativas, garantindo-lhes bem-estar geral.

Nessa área, a comunicação tem como objetivo conscientizar a população de idosos de que a redução das funções fisiológicas e psicológicas – obviamente mediante cuidados específicos e direcionados-não os expõe a riscos e de que podem, portanto, usufruir melhor qualidade de vida. Também busca estimular a leitura e atividades que exercitem o cérebro, que contribuem para a prevenção de demências e, principalmente, evitam o mal de Alzheimer. Esses elementos envolvem cuidado, que, segundo Boff, é tido como suporte real da criatividade, da liberdade e da inteligência. O processo de transmissão da atenção de alguém para o idoso deveria construir-se por meio desse cuidado.

Era mais que esperado que a população de idosos tivesse níveis variados de saúde. Isso talvez explique um sentimento de preocupação deles em relação à doença e como elas avançam na terceira idade. Em muitos casos, falar sobre isso entre eles equivalia a manter uma atualização de boletim medico, quando pequenos sinais de melhora eram comemorados, da mesma forma que os de piora os abatiam.

Existem determinadas tendências no mundo a que se pode ou não aderir; talvez não se queira segui-las – como a ditadura da magreza; ou almejar uma cirurgia plástica estética radiacla; ou a busca obsessiva para tentar dobrar o salário e diminuir o numero de filhos… Mas a tendência do envelhecimento da população nos grandes centros urbanos e inexoráveis. Envelhecer pode ser uma experiencia solitária ou compartilhada, mas é sempre única pessoal.

Por isso, nos espaços criados para os idosos nas cidades, ou nos encontros para eles promovidos-geralmente idealizados por organizações ligadas a políticas publicas de saúde, ou por instituições sociais e religiosas-está sempre presente à motivação para que verbalizem seus problemas e duvidas. Esses eventos, que se pretendem reflexivos, questionadores, buscam afastá-los da esfera de rotina criada ao seu redor nos espaços a eles reservados (principalmente o doméstico), a qual pode limitá-los ao crochê, ao tricô, ao artesanato, à TV tornando-os sedentários. Sobre os principais problemas de saúde no processo de envelhecimento, de maneira clara e compreensível, estimular-lhes a comunicação verbal para que pudesse exercer condignamente sua cidadania, alertá-los sobre a redução de funções fisiológicas e as melhores formas de adaptação a essa nova realidade, e, junto aos alunos, evidenciar a importância do saber ouvir, para que pudessem se comunicar com mais adequação.

CONCLUSÃO

No processo de humanização do atendimento da Enfermagem, compreendemos que, diferentemente da perspectiva caritativa que aponta o trabalhador como possuidor de determinadas características previamente definidas e até idealizadas, é fundamental a sua participação como sujeito que, sendo também humano, pode ser capaz de atitudes humanas e “desumanas” construídas nas relações com o outro no cotidiano.”Humanização” não coincide nem com as práticas adotadas durante o atendimento ao paciente, nem com a gentileza e compreensão demonstradas, nem com títulos e fama.”Humanização” corta transversalmente muito dos itens relacionados acima, sem identificar-se com nenhum deles. Chamamos de “Humanização” uma nova visão do atendimento ao paciente, que “humaniza” no sentido antropológico e psicológico todos os participantes do evento. VISÃO HOLÍSTICA.”Humaniza-os” porque os torna mais ricos em humanidade, em sensibilidade, em afetividade. “Humaniza-os” porque traz à tona sua grandeza, sua força, sua sabedoria. “Humaniza-os” porque lhes permite a experiência do mistério da Vida, da dor e da vitória, do risco e da alegria. “Humaniza” o médico e os demais profissionais dando-lhes mais profundidade de compreensão do processo da doença e sua prevenção, mais segurança para lidar com ele, tornando-as pessoas mais plenas.

REFÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

PÃES,S. Saúde & educação. Qual o tempo do cuidar (Humanizando os cuidados de Enfermagem). I Edição. Editora Loyola

COLOMBRINI, Maria Rosa Ceccato.; Humanização da assistência a enfermagem. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revist/revista6/313.revisao3.htm>. Acesso em : 10 mar. 2008

Gestão de Pessoas

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Autor Chiavenato com sua vasta e abrangente experiência na área administrativa e forma humana de cuidar de uma empresa. Demonstra neste livro sobre GESTÃO DE PESSOAS. EDITORA CAMPUS, 2003.

Mostra detalhes presciosos de um processo de identificar um bom candidato com especificações técnicas o autor não chega a ser muito objetivo, porém e bem explicativo, provoca muitas redundâncias de técnicas.

Nas figuras de análise na página 116, pode analisar que o autor busca neste livro, uma base equilíbrio entre a entrada das informações, processamento e saída. Um equilíbrio que o autor conseguiu, fazer entre análise técnicas de seleção, priorizando qualidade técnica e muita análise psicológica. Mostra muito bem a posição do entrevistador com muito critério.

Não faz envolvimento de tecnologia da informação.

A quantidade de seleção e análise psicológicas, comportamental chega a ser redundante, porém lidar com PESSOAS e sempre uma surpresa, e nos dias em que informação e tudo e um bom candidato significa Lucro para empresa. Toda a análise e precisa e fundamente embora muito burocrática.

Um pouco diferente do livro Gestão de Pessoas do própria autor em 1983, onde apareçe que o candidato e apenas um produto.

Os authors Bolder, George, and Arthur Sherman. Livro Administração Recursos Humanos (editora Thompson. 2003. capitulo 02). Em uma determinada fase do livro o autor da uma ótima posição de análise dos cargos; fase, descrição poder, títulos do cargo, requisitos específicos entre outros.

Um bom livro para pequenas pesquisas, embora esse fator seja ingrato porque o autor se preocupou-se com a quantidades de páginas contendo 547. Como todo livro de Gestão tem como base Seleção, treinamento , avaliação do treinamento , gerenciamento da remuneração, coleta de informações sobre o cargo.

Não adiciona nada de importante ao mundo dos negócios. Mundo no qual e veroz e rígido.

Administração de Recursos Humanos. Autores: Dessler, Gery,(Editora Pearson, 2º edição. 2005)

Base de seleção e igual a todos os livros direcionados dessa área, tem uma visão sistêmica, visa muito à qualidade técnica, talvez seja porque o autor e antenado com as típicas modernidade como pré-seleção pela internet. Autor faz muitas comparações com o crescimento da força de trabalho norte- americana. Gary da muita ênfase ao tempos modernos para recrutar e vencer, prioriza funcionários idosos, recrutamento de pessoas solteiras que tem filhos, ex funcionário. Trata da seleção de pessoas apenas um bom negócio, uma questão racional de lucro, perdas e danos para a empresa.

Acredito que base de todo sucesso são as pessoas e como e porque elas estão em determinado cargo e aonde elas querem chegar com a empresa. Ter inteligência emocional e analítica para fazer essa comparação não e para qualquer autor.

Seleção/RH

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1. INTRODUÇÃO

A maioria dos autores escreve que seleção é o processo de escolha de candidatos entre aqueles recrutados.

Chiavenato diz que, é a escolha do homem certo para o cargo certo, ou mais amplamente, entre os candidatos recrutados aqueles mais adequados ao cargos existentes na empresa, visando manter ou aumentar a eficiência e desempenho do pessoal’. (Chiavenato,IDALBERTO. GESTÃO DE PESSOAS. editora CAMPUS)

Sendo assim um candidato que não passou em processo seletivo, poderá ser usado em outra eventual área de acordo com o perfil e a necessidade da empresa.

Barros, afirma que, ‘seleção é o processo pelo qual são escolhidas as pessoas adaptadas a uma determinada ocupação ou esquema operacional’ (Santos, OSWALDO DE BARROS, Psicologia aplicada à orientação e seleção de pessoal, SÃO PAULO, livr. Pioneira edição.1985).

A verdade é que apesar de similaridades entre as conceituações de vários autores, ela é muito unilateral deixando às vezes de lado uma informação muito importante, que é as características pessoais.Por isso a definição de seleção por parte de Lobos é a que eu mais concordo.

‘O processo de administração de recursos humanos, por meio do qual a empresa procura satisfazer suas necessidades de recursos humanos, escolhendo aqueles que melhor ocupariam determinado cargo na organização, com base em uma avaliação de suas características pessoais (conhecimentos, habilidade) e de suas motivações’.(Lobos, JÚLIO A, Administração de Recursos Humanos,SÃO PAULO,Atlas,1979.)

Apesar de variar de empresa a empresa todo processo de seleção é feito por etapas com a finalidade de levar à contratação de candidatos qualificados.

Após o termino de cada etapa gera-se na empresa a decisão de qual ou ambos candidatos passam para a próxima etapa ou não do processo de seleção, também poderá gerar a decisão de remanejamento do candidato para outro cargo onde poderá ser aproveitado. Todo processo de seleção inicia-se por uma triagem entre os candidatos recrutados, normalmente realizado por uma entrevista, rápida, ou/e análise de currículo e ficha de inscrição do candidato, com a finalidade de verificar se o candidato tem os requisitos exigidos para o cargo e se as condições oferecidas pela empresa poderão satisfazê-lo.

Na segunda faze é testado os conhecimentos dos candidatos que serão necessários nos cargos ou testes psicológicos. Nem todas as empresas usam essa segunda etapa, algumas não aplicam nenhum teste, outras não fazem testes psicológicos, também é comum a não aplicação de testes de seleção para alguns cargos executivos.

O uso de testes sem a devida avaliação poderá levar à descriminação no processo de seleção de pessoal.

A próxima etapa são as entrevistas denominadas entrevista de seleção e realizadas pela área de recursos humanos, e visa averiguar a qualificação, motivação e o potencial do candidato ao cargo, com base nos dados, obtidos nessa entrevista poucos candidatos , geralmente dois,ou três passam para a próxima etapa do processo seletivo, que é a entrevista na área requisitante, que denominamos entrevista técnica.

Existe concordância entre os profissionais da área de Rh de que essa etapa é a mais significativa no processo de seleção.

2. TESTES DE SELEÇÃO

Os testes de seleção têm como objetivo medir aspectos intelectuais, de personalidade ou técnicos relacionados a cada profissão ou cargo que o candidato concorre à vaga .

Todos os testes devem ser preparados considerando o cargo e as características dos mesmos, assim como as competências envolvidas em cada função a ser exercida.

Existem dois tipos de testes de seleção:



2.1 Testes de conhecimento

Que buscam verificar o real conhecimento dos candidatos, verificando se são os mesmos esperados pela empresa, mas devem ser preparados de acordo com a realidade de cada empresa e de cada função a ser exercida.

Podem ser testes gerais que avaliam cultura geral do candidato e línguas ou testes específicos, ligados a cultura profissional e de conhecimentos técnicos da função;

2.2 Testes psicológicos

Trata-se de um complemento para o processo de seleção, que possibilita visualizar ou constatar características de comportamento pessoal, social ou cognitivas dos candidatos que possa não condizer com o código de ética da empresa.

Esse tipo de teste só pode ser aplicado por profissionais da área de psicologia, pois são profissionais capacitados e ele detém a técnica necessária para aplicá-los e avaliar seus resultados com eficácia.

3. ENTREVISTAS DE SELEÇÃO

É a técnica de seleção mais amplamente utilizada nas grandes ,médias e pequena empresa.Embora careça de base cientifica e se situe como a técnica mais subjetiva e imprecisa de seleção, é a entrevista pessoal, que tem inúmeras outras aplicações, como na triagem inicial do recrutamento, na seleção de pessoal, no aconselhamento e orientação profissional, na avaliação do desempenho, no desligamento e tato, a fim de que possa realmente produzir os resultado esperados todavia, entrevistar é,provavelmente,o método mais amplamente usado em seleção pessoal.

E essa preferência existe apesar de subjetividade de imprecisão de entrevista.

Na realidade,a entrevista é o processo de comunicação entre duas ou mais pessoas que interagem entre si.de um lado,o entrevistador ou entrevistadores e,de outro lado,o entrevistado ou entrevistados. Dentro da abordagem de sistemas,o entrevistado ou candidato assemelha-se a uma caixa preta a ser desvendada:aplica-se a ela determinados estímulos(entrada)para se verificar suas reações(saída) e,com isto,estabelecer as possíveis relações de causa e efeito ou verificar seu comportamento frente e determinadas situações.

Como todo processo de comunicação, a entrevista sofre de todos os males –como ruído, omissão, distorção, sobrecarga e, sobretudo , barreiras-, que abordamos quando tratamos de comunicação humana.Para reduzir todas essas limitações, verificou-se que duas coisas pedem melhorar o grau de confiança e de validade da entrevista: o treinamento adequado dos entrevistadores e uma melhor construção do processo de entrevista.

3.1 Treinamento dos entrevistadores

O entrevistador assume um valor de vital importância na entrevista.Muitas organização estão investindo bastante no treinamento dos gerentes e de sua equipes nas habilidades de entrevistar candidatos. O primeiro passo tem sido a remoção de barreiras pessoais e de preconceitos para permitir autocorreção e,com isto,transforma a entrevista em um instrumento objetivo de avaliação.Para alcançar esse objetivo,todo entrevistador deve observar os seguintes aspectos em si mesmo:

a. Examinar seus preconceitos pessoais e dar-lhe o devido desconto;
d. evitar perguntas do tipo armadilha
e. ouvir atentamente o entrevistador de demonstrar interesse por ele;
f. fazer perguntas que proporcionem resposta narrativas;
g. evitar emitir opiniões pessoais;
h. encorajar o entrevistado a fazer perguntas sobre a organização e o emprego
i. evitar a tendência de classificar globalmente o candidato (efeito de hallo ou de generalização)como apenas bom,regular ou péssimo
j. evitar tomar muitas anotações e registro durante a entrevista para poder dedicar-se mais atentamente ao candidato e não às anotações.

As empresas bem-sucedidas estão descentralizando totalmente as atividades de seleção de pessoal Nelas, o órgão de recrutamento e seleção atua com consultor e orientador,para que os gerentes e sua respectivas equipes entrevistem os candidatos e tomem suas decisões sobre os novos participantes tenham base sólida . Se os gerentes e suas equipes, tem responsabilidade solidária pelo alcance de metas e resultado é necessário equipe entrevista e escolhe seu futuro participantes.

Nada melhor para a consolidação do espírito de equipe

3.2 Construção do processo de entrevista

Dependendo das habilidades do entrevistador ,pede-se dar-lhe ou maior liberdade na construção da entrevista,isto é ,pode-se dar lhe menor ou maior liberdade na condução da entrevista ,isto é ,pode –se estrutura e padronizar a entrevista,como pode-se deixá-la inteiramente livre a sua vontade.assim,as entrevista podem ser classificas em função do formato das questões e das resposta requeridas em quatro tipo,a saber:

k. Entrevista totalmente padronizada.É a entrevista estruturada.fechada ou direta,com roteiro preestabelecido,na qual o candidato é solicitado a responder questões padronizadas e previamente elaboradas . apesar de suas aparentes limitação,as questões estandardizadas podem assumir uma variedade de formas,escolha múltiplas,verdadeiro-falso,sim-não,agrada-desagrada,identificação de formas etc.
l. Entrevista padronizada apenas quando as perguntas ou questões. As perguntas são previamente elaboradas ,mas permites resposta abertas,isto é ,resposta livre
m. Entrevista diretiva. Não especifica as questões,mas o tipo de resposta desejada.Aplicada apenas para conhecer certos conceitos espontâneos dos candidatos.O entrevistador precisa saber formular as questões de certo com o andamento de entrevista para obter o tipo de resposta ou informações requeridas;
n. Entrevista não diretiva.Não especifica nem as questões,nem as resposta requeridas.São denominadas entrevista totalmente livres e cuja seqüência e orientação fica a cargo de cada entrevistador.São criticadas em virtude de sua baixa consistência ,por não haver um roteiro ou itinerário preestabelecido para cada entrevista. O entrevistador caminha dentro da linha de menor resistência ou da extensão de assuntos,sem se preocupar com a seqüência,mas com o nível de profundidade que o entrevista pode permitir. O entrevistador,contudo,pode esquecer ou emitir desapercebidamente alguns assuntos ou informações.

Geralmente ,os entrevistadores novatos começam com entrevistas totalmente padronizadas apenas quanto às perguntas ou questões a serem formuladas ou para entrevista diretivas . As entrevistas não diretivas . As entrevistas não diretivas geralmente ficam a cargo do gerente,que,na seqüência do processo seletivo,são os entrevistadores finais.

4. Etapas de entrevista de seleção

A entrevista de seleção merece alguns cuidados especiais que podem promover sue aperfeiçoamento.Seu desenrolar passa por cinco etapas,a saber:

4.1 Preparação da entrevista:

A entrevista não deve ser improvisada.nem feita às pressas.A entrevista,seja em hora marcada ou não ,precisa ter algum tipo de preparação ou de planejamento que permite determinar os seguintes aspectos. os objetivos específicos da entrevista:o que se pretende com a entrevista:

O tipo de entrevista(estruturada ou livre)adequado para atingir os objetivos da entrevista;leitura preliminar do currículo vitae do candidato a entrevistar, o maior numero possível de informações sobre o candidato a entrevistar; o maior número possível de informações sobre cargo a preencher e as características pessoais essenciais exigidas pelo cargo

Essa preparação é vital que o entrevistador pode funcionar como uma espécie de instrumento de comparação entre o que o cargo exige e que o candidato oferece.

4.2 Ambiente

A preparação do ambiente não é exatamente um passo separado no processo de entrevistar,mas merece um realce especial para neutralizar possíveis ruído ou interferência externas que possam prejudicar a entrevistas. O ambiente de que estamos falando deve ser encarado sob dois primas: físico: local físico da entrevista der ser privado e confortável .Sem ruído,sem interrupções e de natureza particular psicológico: o clima da entrevista de ser ameno e cordial,sem receio ou temores,sem pressões de tempo,sem coações ou imposições.

A espera é inevitável, assim ,um número suficiente de poltrona e de cadeiras deve ser providenciado. A sala de espera deve ser suprida de jornais,entrevista e leitura principalmente jornais internos ou informações sobre a organização.

4.3 Processamento de entrevista

A entrevista propriamente dita constitui a etapa fundamental do processo ,em que se intercambia a informação desejada de ambos os participantes:o entrevistador e o entrevistado.A entrevista envolve necessariamente duas pessoas que iniciam um processo de relacionamento interpessoal,cujo nível de iniciam um processo de relacionamento interpessoal,cujo nível de interação deve ser bastante elevado e,sobretudo,dinâmico.

4.4 Conteúdo da entrevista

Constitui o aspecto material, isto é, o conjunto de informações que o candidato fornece a seu respeito, sobre sua formação escolar, experiência profissional, situação familiar, condição socioeconômica, seus conhecimentos e interesses, aspirações pessoais etc. Todas essas informações constam do Pedido de Emprego ou do currículo vitae preenchido pelo candidato e são mais bem esclarecidas e aprofundadas por meio da entrevista;

4.5 Comportamento do candidato

Constitui o aspecto formal, isto é, a maneira pela qual o candidato se comporta e reage dentro da situação,sua maneira de pensar, agir, sentir, seu grau de agressividade, assertividade, suas motivações e ambições etc. O que se pretende nesse aspecto formal é ter um quadro das características pessoais do candidato, independentemente de suas qualificações profissionais.

O entrevistador deve constatar ambos esses aspectos – o material e o formal – na condução da entrevista para uma adequada avaliação dos resultados. O candidato provoca uma impressão sobre como se durante a entrevista as mesmo tempo em que oferece as informações solicitadas sobre sua história pessoal e carreira profissional.

O perfil do entrevistador ideal.

Conhece bem o cargo ou posição que se pretende preencher.

Conhece profundamente a organização e seus pontos fortes e fracos.

Não tenta vender demais a organização ao candidato.

Lê o currículo vitae do candidato antes da entrevista.

Preocupa-se em informar o candidato a respeito do cargo e da organização.

Interessa-se pelo candidato como pessoa.

Sente-se feliz em pertencer à organização.

Mostra-se sincero, polido, pontual e tem personalidade marcante.

Faz perguntas provocativas sem mostrar-se muito pessoal ou direito.

Procura fazer uma avaliação e retroação logo após a entrevista.

O cuidado com a produtividade da entrevista é vital, mas não deve ser imperativo. Isto significa que a entrevista deve ser tão objetiva quanto possível para que com certo recurso de tempo despendido se possa obter um razoável panorama a respeito década candidato. Entretanto, isto significa que cada entrevista tenha obrigatoriamente de durar certa quantidade limitada de tempo para cada candidato. A entrevista deve durar o tempo suficiente e este varia de candidato para candidato.

5. Encerramento

A entrevista deve ser aberta e fluir livremente, sem acanhamentos e sem embaraços. Ela é uma conversação polida e controlada. E seu encerramento deve ser elegante: o entrevistador deve fazer algum sinal claro para demonstrar o fim da entrevista. É, sobretudo, proporcionar ao entrevistado algum tipo de informação quanto à ação futura, por exemplo, como será contatado para saber o resultado ou quais serão desdobramentos daquele contato.

6. Avaliação do candidato

Logo que o entrevistado deixar a sala, o entrevistador deve imediatamente empreender a tarefa de avaliar o candidato enquanto os detalhes são frescos em sua memória.Se não fez anotações, deve então registrar imediatamente os detalhes. Se utilizou alguma folha de avaliação, ela deve ser checada e complementada. No final, certas decisões devem ser tomadas em relação ao candidato: se ele foi rejeitado ou aceito ao final da entrevista e qual sua colocação frente ao candidato que disputam a mesma vaga. Ou se uma avaliação definitiva poderá ser feita comparativamente após o término de todas as entrevistas com os demais outros candidatos.

De modo geral, a entrevista deve ser entendida como um instrumento de comparação e o entrevistador precisa trabalhar dentro de certa precisão ( apresentando resultados coerentes) e de certa validade (medindo exatamente aquilo que se pretende verificar), tal como instrumento de medida confiável. Logicamente, sua margem de erro (sua tolerância ou variância com as medidas) é muito maior, dada sua condição humana. O entrevistador deve funcionar como fiel da balança que compara objetivamente as características oferecidas pelo candidato com os requisitos exigidos pelo cargo a ser preenchido.

7. CONCLUSÃO

As avaliações de desempenho também, devem se basear no perfil de competências (competências básicas e críticas).

O avaliador deve determinar pesos paras as competências, de acordo com os objetivos atuais da empresa e checar se o avaliado está acima do esperado, no nível esperado ou precisa se desenvolver. Essa é a melhor maneira de verificar o quanto esse funcionário está indo ao encontro do que é esperado dele na empresa.

E por fim, o desenvolvimento pessoal, que antes era financiado pelas empresas em todo o seu processo, passa a ser compartilhado entre as partes, exigindo do profissional o investimento em si mesmo, sendo a responsabilidade dos seus gerentes negociar e definir padrões de desempenho, divulgando os perfis necessários de competências para a obtenção de resultados, apontando indicadores que possam nortear os investimentos nas pessoas.

8. REFERÊNCIAS

Chiavenato,IDALBERTO. Recursos humanos – edição completa, SÃO PAULO,Atlas,1983.

Santos,OSWALDO DE BARROS,Psicologia aplicada à orientação e seleção de pessoal,SÃO PAULO,livr.Pioneira edição.1985.

Lobos, JÚLIO A, Administração de Recursos Humanos, SÃO PAULO,Atlas,1979

Le Boterf, Guy. Desenvolvimento a competência dos profissionais. Bookman.

Chiavenato, Idalberto. Gestão de Pessoas. Capitu. 05

Reis, Valéria dos. A Entrevista de seleção com foco em competências comportamentais

Tecnologia Aplicada a Logistica

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1. Introdução

Durante os anos 90 e neste início de milênio, houve uma grande mudança no papel da Tecnologia da Informação (TI) nas organizações. De um papel restrito ao suporte administrativo, a TI se tornou um elemento incorporado às atividades-fim das empresas, integrando-se aos serviços e produtos das empresas, tornando-se por vezes o próprio negócio (como no caso das lojas virtuais na Internet onde consumidores podem comprar serviços e produtos).

Entre os movimentos recentes da área de TI nas empresas está à utilização de sistemas de informação adquiridos de terceiros, tais como os sistemas ERP – Enterprise Resource Planning, SCM – Supply Chain Management e CRM – Customer Relationship Management, e o desenvolvimento de sistemas que permitem análises e a tomada de decisão a partir dos dados gerados nesses sistemas, os DW – Data Warehouses e sistemas de BI – Business Intelligence.

Inicialmente serão apresentados conceitos relacionados à utilização de TI pelas empresas e seu histórico, procurando relacioná-la à busca de vantagens competitivas e aos níveis de decisão da organização.

2. SI (Sistemas de Informação) e TI (Tecnologia da Informação)

Sistemas de Informação (SI) podem ser definidos como um conjunto de elementos ou componentes inter-relacionados que coleta, armazena, processa e distribuem dados e informações com a finalidade de dar suporte às atividades de uma organização (planejamento, direção, execução e controle) (Laudon e Laudon, 2001). Já a Tecnologia da Informação (TI) refere-se às tecnologias de computadores e telecomunicações utilizadas nas organizações, incluindo aquelas relacionadas ao processamento e transmissão de dados, voz, gráficos e vídeos (Applegate, McFarlan, e McKenney, 1996). Muito embora estes dois conceitos estejam estreitamente relacionados, e muitas vezes utilizados como sinônimos, eles não são equivalentes. Pode-se dizer que há uma intersecção entre os domínios abrangidos pelos dois conceitos, que se trata da utilização de TI em sistemas de informação. Entretanto, existem “partes” de um sistema de informação que não “são TIs”, tais como os procedimentos envolvidos e meios não informatizados de manipulação e transporte de dados.

Da mesma maneira, a TI também inclui tecnologias de conexão (redes), comunicação de dados, voz e imagens não diretamente ligados a usos em sistemas de informação. A tecnologia da informação (TI) vem contribuindo para que a logística torne-se mais eficiente e efetiva na geração de valor para a empresa, destacando-se como um diferencial no mercado atual. Mas afinal, o que é tecnologia da informação? Podemos dizer, de uma forma resumida, que TI é a aplicação de diferentes ramos da tecnologia no processamento de informações, ou ainda que TI é o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação.

A evolução da tecnologia de informação nesses últimos 20 anos possibilitou ampla modificação do modus operanti de diversas organizações, trazendo impactos positivos sobre o planejamento, a execução e o controle logístico. Com isso, criou-se um ambiente favorável para inovações na área de logística, motivadas principalmente pelo grande aumento na complexidade das operações.

Por isso, a TI torna-se um recurso inevitável para uma empresa moderna. Este avanço da TI nos últimos anos permite às empresas executar operações que antes eram inimagináveis, visando, sobretudo, obter reduções de custo e/ou gerar vantagem competitiva. Um exemplo claro da atuação da TI nas reduções de custo é o caso da Dell Computer, que investiu na venda direta e customizada de computadores pela Internet, e obteve, assim, um faturamento de 12,3 milhões de dólares em 1998, 60% a mais que no ano anterior.

Um caso brasileiro a ressaltar é o do grupo empresarial Souza Cruz. Com uma frota de 900 veículos para atender cerca de 200 mil clientes em todo Brasil, através da utilização de um Roteirizador (software para a obtenção da melhor rota), a Souza Cruz obtém 99% de eficiência e faz em média 43 entregas por dia. Estes dois exemplos explicitam que a TI é indispensável para o desenvolvimento logístico, mas qual é o papel da informação na Logística?

3. Papel da Informação na Logística

O fluxo de informações é de extrema importância nas operações logísticas, como: pedidos de clientes, necessidades de estoque, movimentações nos armazéns, etc. Há alguns autores que apelidaram este fluxo de informações logísticas de “Modal Infoviário”. Antigamente, este fluxo se dava através de papéis, o que tornava a comunicação lenta, pouco confiável e propensa a erros. A transferência e o gerenciamento eletrônico de informações proporcionam uma oportunidade de reduzir custos logísticos mediante sua melhor coordenação, junto a um aperfeiçoamento de serviço (menos propenso a erros) e uma melhoria da oferta de informações ao cliente. O exemplo a seguir demonstra a grande importância da informação na logística: No gerenciamento da cadeia de suprimentos, os varejistas podem disponibilizar informações de seu ponto de venda para seus fornecedores, fazendo com que estes sejam responsáveis pelo ressuprimento automático dos produtos.

3.1 Sistemas de Informações Logísticas

Os sistemas de informações funcionam como elos que ligam as atividades logísticas em um processo integrado, utilizando hardwares e softwares para o gerenciamento das operações, sejam em uma só empresa como também em toda uma cadeia de suprimentos. Basicamente, podemos diferir os sistemas de informações em quatro níveis funcionais:

Sistema Transacional: representa a base das outras operações, de onde são retiradas as informações das atividades de planejamento e coordenação. É o local onde são compartilhadas as informações logísticas com as outras áreas da empresa (Produção, Marketing, Finanças, …) ou da cadeia de suprimento.

Controle Gerencial: este nível funcional busca as informações no sistema transacional para poder gerenciar as atividades logísticas, incluindo neste patamar as ferramentas de mensuração como indicadores em geral.

Apoio à Decisão: este patamar da pirâmide de funcionalidade dos sistemas de informações logísticas utiliza softwares como ferramenta decisória para as atividades operacionais e estratégicas complexas, para que estas não sejam praticadas com embasamento somente no feeling.

Planejamento Estratégico: as informações logísticas obtidas das três níveis abaixo do topo entram como suporte para o desenvolvimento e para a melhoria contínua da estratégia logística.

4. Tipos de Softwares

O sistema ERP é uma plataforma de software desenvolvida para integrar os diversos departamentos de uma empresa, possibilitando a automatização e armazenamento de todas as informações de negócios. Sendo assim, existe a possibilidade de haver um único banco de dados, uma única aplicação e uma interface unificada ao longo de toda empresa. Os benefícios alcançados com este tipo de sistema são:

• Integração e padronização dos dados;
• Maior confiabilidade dos dados (monitorados em tempo real);
• Revisão dos processos;
• Redução de Custos;
• Otimização do fluxo de informações;
• Nova dinâmica na tomada de decisões;
• Homogeneização das práticas operacionais e formas de gerenciamento (filiais).

Os custos com aquisição e implementação destes pacotes variam, em geral, entre R$ 400 mil e R$ 20 milhões. Esses valores dependem principalmente do tamanho da empresa (número de usuários e instalações) e de sua operação (módulos escolhidos do sistema). Em geral, estima-se que para cada R$ 1 gasto com a aquisição da licença, são gastos R$ 2 com consultoria, e entre R$ 0,5 e R$ 1,5 com equipamentos. Algumas das principais empresas fornecedores desse tipo de software no mundo já estão no Brasil.

A SAP, além de ocupar a liderança mundial neste mercado, como pode-se observar na Figura 2, também ocupa essa posição no Brasil, com 38% das vendas de licença de software; por outro lado, a Datasul possui o maior número de clientes, com 23% do mercado. Sob o ponto de vista logístico, o principal objetivo de um sistema ERP é atuar como um sistema transacional, solucionando problemas com a ausência de integração entre atividades logísticas. Entretanto, nem todas implementações de ERP consideram as atividades logísticas de maneira integrada. Isso resulta da falta de foco na Logística, o que após o processo de implementação pode trazer uma série de problemas para a gestão da Logística. Alguns exemplos de sucesso da implantação de sistemas ERP:

• Autodesk – Passou a embarcar 98% de seus pedidos dentro de 24 horas após a implantação de um ERP;
• A divisão Storage Systems, da IBM -Passou a poder refazer sua lista de preços em cinco minutos, contra os anteriores cinco dias; o tempo de embarque de uma peça de reposição caiu de 22 para 3 dias;
• Votorantim – O giro do estoque melhorou de 30 a 40% e o número de funcionários administrativos pôde ser reduzido em 30%, resultando em ganhos de US$ 6 milhões anuais;
• Indústria média norte-americana de autopeças – Reduziu o tempo entre o pedido e a entrega de seis para duas semanas. Outra diferença notável: a troca de documentos entre departamentos que demorava horas ou mesmo dias caiu para minutos e até segundos. Ressalta-se que embora um sistema ERP possua atributos que contribuem para melhorar a gestão da empresa, ele não possui ferramentas de apoio a decisão. Além disso, o ERP é visto por muitos como uma das formas mais caras de obter retorno nulo ou negativo sobre o investimento, como no caso da Fox Meyer Drug que após anos de investimento na implantação de um sistema acabou falindo.

5. Integração da Cadeia de Suprimentos (SCM)

Atualmente é difícil citar a logística sem entrarmos dentro do contexto de Supply Chain, ou Cadeia de Suprimento. O Supply Chain aborda tudo que diz respeito ao fluxo de produtos, informações e recursos financeiros. Os softwares de Supply Chain Management agregam conjuntos de ferramentas de previsão de demanda, de otimização da rede logística, planejamento de transporte, planejamento e seqüenciamento da produção, entre outros. A abrangência deste software é integrada com outras empresas da cadeia. Surgem fortes evidências de que empresas da mesma cadeia de suprimentos cada vez mais irão integrar-se aos meios de sistemas de informação, reduzindo incertezas, duplicações de esforços e, conseqüentemente, o custo com a operação. Os principais fornecedores no mercado deste tipo de software são:

SAP: Através do software MySap.com é líder nacional e internacional, detendo 36% do mercado mundial. Possui um custo elevado.

Oracle: Através do software Oracle Supply Chain Management, é a segunda colocada no mercado mundial, detendo 20% do mesmo. Atingiu o crescimento através da compra de grandes empresas como Siebel e People Soft

Microsoft: O software Microsfot Navision possui menos de 5% de participação no mercado.

Zemeter: Seu programa, o Supply Chain Consultants é implementado em grandes empresas como IBM, Philip Morris e a Philips. A tendência atual é que os fornecedores de softwares ERP migrem para a abordagem de SCM, que complementa seus poderosos sistemas transacionais.

6. Softwares de Simulação

Os softwares de simulação realizam, através do uso de modelos, o estudo de problemas de natureza complexa, por meio da experimentação computacional. As principais etapas numa aplicação prática da simulação são: Construção do modelo; Transformação deste modelo conceitual em um modelo computacional próprio ao processo de experimentação; Teste experimental de alternativas de ação para a escolha das mais adequadas. As aplicações deste tipo de ferramenta na logística são diversas, como por exemplo: Dimensionamento de operações de carga e descarga; Dimensionamento de Estoques; Estudo de movimentação de material; Sistema de Transporte; Fluxo de Produção; Serviços de Atendimento em Geral.

Como exemplos, poderíamos estar interessados em avaliar se o efeito da implantação de um novo sistema de picking sobre o tempo de carregamento de veículos em um Centro de Distribuição valeria à pena. Da mesma forma, poderíamos avaliar o efeito de diferentes políticas de estoque sobre o nível de serviço prestado aos clientes, em termos de disponibilidade de produto e custo de estoque. Os principais softwares encontrados no mercado são: ARENA; AutoMod; Extend; GPSS H; SIMPLE ++; Taylor II.

7. Sistemas de Informações Geográficas (GIS)

Os sistemas de informações geográficas são ferramentas que associam banco de dados a mapas digitalizados, auxiliando no processo de tomada de decisão. Através deste software é possível realizar análises do tipo, quantos e quais clientes são atendidos numa certa região. Além disso, podem-se fazer análises e gerar mapas temáticos utilizando mapas digitalizados que contêm rodovias, ferrovias, hidrovias e informações sobre dados georeferenciados. Existe ainda a possibilidade da aplicação dessa ferramenta a problemas de localização, seja de pontos comercias, seja de fábricas. As áreas de aplicação destes sistemas são diversas, como o apoio ao marketing, localização de pontos comerciais, localização de fábricas e CD’s/Rateamento, análise de Sistema de Transporte; Alguns softwares disponíveis no mercado são: Arc-Info; DeskMapp (tem no Brasil, custando menos de R$ 1000); MapInfo; Maptitude; MaxiCAD; Tactician. Está sendo esperado um aumento significativo da utilização destes softwares nas empresas. Pois há um crescimento do número de variáveis, principalmente geográficas, consideradas nas análises. Com isso o processo decisório torna-se cada vez mais complexo, e a necessidade do uso de tal ferramenta torna-se fundamental para a competitividade da empresa.

8. Data Mining e Data Warehouse

Segundo Douglas Lambert, a estruturação do sistema logístico depende das quatro principais decisões do Marketing Mix: produto (Qual produto será vendido? Em qual região será comercializado?), promoção (Que tipo de promoção será feita? Quais serão os descontos?), preço (Qual o preço de cada produto para cada ponto de venda?), praça (Como será feita a distribuição? Qual nível de serviço será oferecido?). Embasados nas respostas das perguntas do Marketing Mix, serão feitos o planejamento e a estruturação das atividades logísticas. Mas como decidir sobre as diversas variáveis do marketing mix para que as atividades logísticas sejam adequadas e eficientes? Aí, surgem os dois conceitos muito empregados atualmente no varejo: Data Mining e Data Warehouse.

9. Data Warehouse (Armazém de Dados)

Podemos interpretar o Data Warehouse como um depósito de informações integrado, disponíveis para busca (através de filtros) e análise. Estas informações são provenientes de diferentes fontes operacionais da empresa (marketing, finanças, etc) e armazenadas em um só local, o banco de dados central, onde ocorre um compartilhamento visando à maior integração das atividades da empresa. Além dos dados da própria empresa, o Data Warehouse também pode comportar informações de fontes externas, tais como dados demográficos de consumidores, informações pessoais de cada cliente, entre outras.

10. Data Mining (Mineração de dados)

O Data Mining, por sua vez, é uma metodologia que procura uma descrição Lógica ou matemática, normalmente complexa, de possíveis padrões existentes em um conjunto de dados. Em outras palavras, é uma ferramenta capaz de lidar com grandes massas de dados de uma maneira mais eficiente que a estatística, definindo padrões para fenômenos complexos dependentes de muitos parâmetros. Em uma definição mais consideradas nas análises. Com isso o processo decisório torna-se cada vez mais complexo, e a necessidade do uso de tal ferramenta torna-se fundamental para a competitividade da empresa.



11. Conclusão

Cada vez mais a tecnologia aparece como ferramenta fundamental a serviço da logística. Não é apenas um fato e sim uma constatação.

A Tecnologia vem sustentando e apoiando todos os setores de maneira vital e com a logística tornou-se indispensável se falarmos em produtividade e qualidade. Esta ferramenta está viabilizando processos industriais, comerciais e serviços. Se reportarmos a outros tempos veremos uma transição continua neste sentido. Caminhamos rápidos com mudanças velozes e sem previsões de como vai ser mas sabemos que não será mais como antes!

Recente pesquisa mostra que alguns setores terão um maior crescimento especialmente: o agronegócios, em função da demanda tecnológica investida em equipamentos computadores de bordo, medição constante do tempo, através de serviços meteorológicos e profissionais especializados . São grandes os investimentos nesta área e principalmente em algumas regiões do país. Cada ano que passa o setor ganha mais força e sedimenta-se como o diferencial da balança comercial nas exportações.

A Tecnologia envolvida na logística está no armazenamento, na produção, na distribuição e nos serviços. Para exemplificarmos melhor basta olharmos o caminho logístico do produto desde a matéria prima até o consumidor. Quando retratamos isso há uma constatação de muita tecnologia envolvida não só a nível de processo produtivo mas também do nível de gerenciamento que envolve hoje este mesmo processo. O produtor rural abastece-se de toda a tecnologia para obter resultados melhores e mais precisos. A produtividade rural não é mais só quantidade, claro que é importante, mas outro pensamento vem tornando a qualidade como prioritária e isso em conseqüência do pensamento voltado às exportações.

O homem do campo está cada vez mais voltado ao mercado mundial . Isso traz mais tecnologia desde o software que irá utilizar para o gerenciamento do negócio até as máquinas mais modernas e pessoas qualificadas e ainda dos serviços do tempo.

O exemplo acima deixa claro uma mudança de pensamento e não se restringe apenas a um determinado setor . Há uma nova ordem mundial apontando novas necessidades, novos caminhos e é preciso caminhar com novos parâmetros de comportamento. E novamente aparece a tecnologia para reforçar esta nova ordem pois esta determina algumas variáveis que não podemos ignorar: novos setores, softwares diferenciados, comportamentos mais flexibilizados, mercados com múltiplas necessidades.

Para conseguirmos atender toda esta demanda prevista e ainda a demanda reprimida precisamos investir pesado em mais tecnologia, mais capacitação e na expansão dos canais de distribuição. As empresas terão que investir mais em tecnologia como automação comercial e industrial , hardware e software. Claro que, essa tecnologia é de um custo substancial dentro da organização, mas ao mesmo tempo, é inevitável, e é um pressuposto para alcançar os resultados de produtividade e lucratividade.

Na logística , a automação comercial, industrial, hardware e software já é uma realidade sem volta quando falamos em armazenamento (WMS, código de barras, leitoras e impressoras de código de barras, hardware compatível), distribuição (administração da frota, roteirização, sistemas de informações geográficas, serviços de metereologia, hardware compatível (principalmente:o palmtop), GPS), produção (Sistema de administração da produção, hardware compatível, automação industrial) e para ressaltar: as pessoas que fazem de qualquer processo uma atividade única.

É claro a evidência do mecanismo humano para todas estas operações na organização e sua fundamentação para resultados concretos. A Tecnologia cada vez mais necessita de qualificação. Na logística esta questão é bem relevante, pois carecemos ainda de qualificação em algumas áreas e em outras que ainda aparecerão em função de necessidades ainda reprimidas.

Há muito o que fazer na logística. Precisamos clarear mais a logística e usufruí-la não só como redução de custos mas, sim como uma solução integradora com outras partes da empresa e em paralelo com o mercado mundial.

Toda essa integração das partes dentro da organização é proporcionada pelo avanço da tecnologia não só para contribuir para a modernização, porém, para impulsionar a qualificação das pessoas exigindo mais e mais capacitação para as atividades e também o surgimento de outras áreas na logística que ainda não estão sendo implementadas na sua amplitude.

A logística é uma nova fronteira para as organizações das quais deverão saltar da eficiência para a super eficiência através da integração das atividades internas e externas e utilizando toda a tecnologia disponível para a obtenção da produtividade e lucratividade do negócio.

12. Bibliografia

FLEURY, P. F. & WANKE, P. & FIGUEIREDO, K. F. Logística

Empresarial: A Perspectiva Brasileira. Atlas, Rio de Janeiro, 2000.

SILVA, L.G. & PESSÔA, M.S.P. Gestão da Informação: uma Visão dos/Sistemas ERP. VI SIMPEP – Simpósio de Engenharia de Produção, Anais, Nov. 1999.

Wikipédia ERP (Enterprise Resource Planning) disponível em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/ERP CARBALLO, Santiago. O Modal Infoviário. disponível em:

http://graweb.org.br

Estágio Supervisionado

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Sumário

Introdução
Caracterização da Escola
Caracterização do Corpo Docente
Caracterização do Corpo discente
Caracterização da(s) Turma(s) Acompanhadas no Estágio
Ambiente de Aprendizagem
Atividades Extra Classe
Atividades de Regência
Conclusão
Referências Bibliográficas

Introdução

O Estágio Supervisionado é um período de teoria e prática, onde há aprendizagem e experiência, envolvendo supervisão, revisão e correção. O estágio é necessário à formação profissional, para que forme cidadãos e profissionais competentes, adequando essa formação às expectativas do mercado de trabalho onde irá atuar.

Este trabalho tem como finalidade relatar as atividades realizadas durante o Estágio Supervisionado, de G. F. de Paula, do 3º Ano do Curso de Matemática,  do Centro Universitário de Sete Lagoas, Unidade Acadêmica de Ensino de Filosofia, Ciências e Letras, visando inseri-lo no ambiente escolar, para que possa aliar prática e teoria. O estágio foi realizado no período de 19 de março a 06 de julho, na Escola Estadual Interventor Alcides Lins.

O relatório está apresentado da seguinte forma: caracterização da escola, do corpo docente, do corpo discente, das turmas onde foi realizado o estágio, o ambiente de aprendizagem, trazendo as observações em sala de aula, as atividades extra classe e os anexos contendo as atividades realizadas em sala de aula, fichas de registro e avaliações.

Caracterização da Escola

O estágio foi realizado na Escola Estadual Interventor Alcides Lins, localizada na Praça Professor Claudovino de Carvalho, n°, Tibira, Curvelo em Minas Gerais. Telefone para contato: (xx) xxxx – xxxx, email: [email protected].

Diretor da escola: M. A. Cordeiro, pedagogas: M. N. e A. Valéria, e supervisora de estágio: J. S. Oliveira.

De início realizava meu estágio as terças-feiras e sextas-feiras, no horário de 10h40min às 11h30min. Depois passei a fazer meu estágio às segundas-feiras, quartas-feiras e quintas-feiras, no horário de 07h30min as 09h30min; e as terças-feiras e sextas-feiras, no horário de 07h30min às 11h30min.

A escola é da rede estadual, ofertando Ensino Fundamental, Médio e o Eja, tendo organização em séries, com funcionamento manhã, tarde e noite. No Ensino Fundamental ela dispõe de 64 professores, 815 alunos e 20 turmas. No Ensino Médio de 29 professores, 551 alunos e 13 turmas. E no EJA 32 professores, 574 alunos e 12 turmas.

A escola contém 16 salas de aulas, bem amplas, arejadas, limpas, conservadas, tendo carteiras dispostas em fileiras, as quais estão em bom estado. A sala dos professores é bem ampla, tendo uma mesa, para ser colocado os alimentos, cadeiras e bancos, dois computadores para serem usados pelos professores quando acharem necessário. A secretaria é toda informatizada, tendo um espaço muito bom para se trabalhar. Os corredores são amplos, iluminados, arejados, tendo espaço apropriado para locomoção; no final de cada corredor ficam os armários, no qual os professores guardam seus materiais. A biblioteca é um pouco pequena, mas contém mesas para estudo, e um material muito bom para pesquisas. A escola dispõe de um laboratório de informática com 17 computadores, todos com acesso a internet, podendo ser utilizado tanto por professores como por alunos. Os banheiros são limpos e amplos. A cantina é bem grande, com uma estrutura muito boa, dispondo de várias mesas para os alunos estarem usando. A sala de vídeo e de reuniõ
es é bem ampla, contendo televisão, dvd e retropojetor multimídia. A sala das supervisoras dispõe de um computador, com acesso a internet, impressora e mesas em bom estado.

O Projeto Político Pedagógico da escola é elaborado por toda a comunidade escolar, e é atualizado diariamente. Este é apresentado aos pais, professores, alunos, funcionários através de reuniões e encontros. E todos estão envolvidos com ele, fazendo cumprir o que está escrito.

Caracterização do Corpo Docente

A escola tem em seu quadro 93 professores, sendo 12 homens e 81 mulheres, dos quais 76 são efetivos, 09 contratados e 08 substitutos. Quanto à formação, 91 possuem licenciatura completa e 02 licenciatura incompleta.

A professora supervisora de estágio J. S. Oliveira é formada em Licenciatura Plena em Matemática, ano 1989/1997, pela Faculdade de Ciências Humanas de Curvelo (Facic) e Fundação Educacional do Vale do Jequitinhonha (Fevale).

Ela é efetiva na escola, cumprindo uma carga horária de 40 aulas semanais, lecionando matemática.

Os instrumentos utilizados por ela para avaliação são:

  • Atividades de casa e sala.
  • Atividades extras desenvolvidas em caderno separado e recolhido uma vez no bimestre.
  • Avaliações escritas.
  • Avaliações de recuperação.

Materiais didáticos utilizados:

  • Material xerocado com questões do SIMAVE, Olimpíadas de Matemática.
  • O livro didático.
  • Ás vezes retroprojetor e filme em DVD.
  • As orientações e sugestões de atividades disponibilizadas na Internet.

Ela diz que está satisfeita com que a escola disponibiliza, pois já pode contar com vários recursos, como um laboratório de informática que funciona bem, inclusive com internet, para uso dos alunos, e também com um retroprojetor multimídia.

O livro didático adotado é “Aprendendo Matemática”, dos autores José Ruy Giovanni e Eduardo Parente, da editora FTD. A escolha do livro é feita pelo grupo de professores e ele é utilizado como um livro base, já que se utiliza também outros materiais como complemento.

Caracterização do Corpo Discente

A escola atende 1940 alunos, sendo 814 do sexo masculino e 1126 do sexo feminino.

A escola atende a uma clientela heterogênea com um nível sócio-econômico médio baixo. São alunos oriundos de todos os bairros da cidade, cuja minoria dos pais possuem a escolaridade de 1° e 2° grau completo, a grande maioria com 4ª série do ensino fundamental e registrando-se alguns analfabetos.

Caracterização da(S) Turma(S) Acompanhadas no Estágio

Realizei o estágio em 5 turmas de 8ª série,  com 205 alunos, sendo 89 homens e 116 mulheres. Em geral as turmas são bastante agitadas, precisando todo o tempo chamar atenção, mas na hora de trabalhar se comportavam.

Realizei o estágio com 2 grupos de alunos da 8ª série em progressão parcial da 7ª série, com 16 alunos, sendo 8 homens e 8 mulheres. Em geral as turmas são tranqüilas, estavam interessados no que era passado.

Realizei o estágio com um grupo de alunos da 6ª serie, com 07 alunos, sendo 3 homens e 4 mulheres. Em geral os alunos são tranqüilos interessados no conteúdo.

Ambiente de Aprendizagem

O modo de ensino utilizado é o construtivista; a professora utiliza estratégias para facilitar o aprendizado dos alunos, como trabalhos em grupos, uso de retropojetor, dvd player, materiais retirados da internet, de provas do SIMAVE e olimpíadas de matemática. Ela faz separação de conteúdos em sua disciplina, colocando as segundas, quartas e sextas, aulas com abordagem apenas do conteúdo de matemática, e as terças e quintas abordagem apenas do conteúdo de geometria.

A professora a todo tempo interage com os alunos, tendo um diálogo matemático bem interessante, buscando aprimorar o pensamento e o conhecimento matemático.

No dia 02/07 observei a aula, onde a professora estava fazendo abordagem do tema Racionalização de Denominadores, através de uma aula expositiva, com diálogos entre professor e alunos. Foi utilizado o quadro e giz. Foram aplicados exercícios, deixando os alunos presos às atividades.

No dia 04/07 houve a correção dos exercícios sobre Racionalização de Denominadores, com auxílio do livro, quadro e giz. O desempenho dos alunos foi satisfatório.

Atividades Extra Classe

Nos dias 21/03 e 22/03 realizei uma pesquisa no laboratório de informática para a professora supervisora de estágio, buscando e salvando as orientações e roteiros de atividades de matemática do ensino fundamental do Centro Virtual do Professor, para que ela pudesse utilizar como apoio pedagógico para seu trabalho.

No dia 27/03 realizei minha primeira aula de reforço para os alunos da 8ª série com progressão parcial da 7ª série. Havia um trabalho para ser feito, onde eu ajudá-los-ia na sua resolução, e depois aplicaria uma prova sobre o trabalho. O tema abordado do dia foi Cálculo Numérico, fiz a abordagem com auxílio do livro didático Matemática na Medida Certa, 7ª série, dos autores Jakubo, Lellis e Centurión, da editora Scipione, e utilizei o quadro e giz para resolução do trabalho. Pedia aos alunos para ir ao quadro fazer a resolução. O desempenho dos alunos foi satisfatório, embora sempre haja alguns empecilhos.

No dia 30/03 fiz abordagem do tema Cálculo Numérico com auxílio do livro, e utilizei o quadro e giz para resolução do trabalho. Os alunos foram ao quadro para resolução. Os alunos tiveram um desempenho bom.

No dia 03/04 fiz abordagem do tema Produtos Notáveis, expondo o que é o Quadrado da Soma e como se resolve, utilizando o quadro e giz para isto. Os alunos tiveram um pouco de dificuldade no tema, pois não recordavam o tema.

No dia 10/04 foi feita à resolução do trabalho e correção dos exercícios, levando os alunos ao quadro para sua resolução. Os alunos mostraram boa vontade de aprender as lições da matemática com sucesso.

No dia 13/04 fiz abordagem do tema Quadrado da Soma, fazendo uma aula expositiva, com auxílio do livro, do quadro e giz. Foi feita a resolução do trabalho e sua correção. O desempenho dos alunos foi bem satisfatório.

No dia 17/04 fiz abordagem do tema Quadrado da Diferença, fazendo uma aula expositiva, com auxílio do livro, do quadro e giz. Foi feita a resolução do trabalho e sua correção, com os alunos indo ao quadro. Os alunos já tiveram mais facilidade, utilizando os conceitos do primeiro tema abordado.

No dia 20/04 fiz abordagem do tema Quadrado da Diferença através de uma aula expositiva, utilizando o livro, o quadro e giz. Foi feita a resolução do trabalho e sua correção, com os alunos indo ao quadro. Os alunos tiveram um bom desempenho.

No dia 24/04 fiz abordagem do tema Produto da Soma pela Diferença através de uma aula expositiva, utilizando o livro, o quadro e giz, para expor exemplos. Foi feita a resolução do trabalho e sua correção, com os alunos indo ao quadro. O desempenho dos alunos foi satisfatório.

No dia 27/04 fiz abordagem do tema Produto da Soma pela Diferença, fazendo uma aula expositiva, utilizando livro, quadro e giz. Foi feita a resolução do trabalho e sua correção, com os alunos indo ao quadro. Os alunos tiveram um bom desempenho.

No dia 04/05 foi entregue a primeira parte do trabalho de progressão parcial e aplicada à primeira avaliação. A prova contém questões parecidas com a do trabalho, mas os alunos estavam com dificuldades para resolvê-la e se encontravam bastante ansiosos.

No dia 07/05 fiz a correção em casa dos trabalhos e provas. O desempenho dos alunos no trabalho foi bem, mas na prova a maioria não foi tão bem assim.

No dia 08/05 comecei a abordar a segunda parte do trabalho, onde o primeiro tema foi Simplificação de Frações. Realizei uma aula expositiva, utilizando o quadro e giz para exposição dos exemplos. Foi feita a resolução do trabalho. O desempenho dos alunos foi bom.

No dia 11/05 fiz a abordagem do tema Simplificação de Frações através de uma aula expositiva, com utilização do quadro e giz. Foi feita a resolução do trabalho e correção dos exercícios, levando os alunos ao quadro. O desempenho dos alunos foi satisfatório.

No dia 14/05 assisti a uma palestra do Grupo Resgate de Belo Horizonte, que aborda o tema Drogas e Valores. Eles abordam as conseqüências que as drogas trazem para a família, amigos, sociedade. Esse tipo de palestra é muito importante para ser levado aos alunos, adolescentes; para que estes não entrem no mundo das drogas, pois isso é um mal que poderá ser irreversível na sua vida.

No dia 15/05 comecei a trabalhar com os alunos de 6ª série que se encontravam fracos na disciplina, dando-os aula de reforço. Como não havia no horário sala de aula disponível, o trabalho era feito nas mesas da cantina. Fiz a abordagem do tema Números Fracionários, expondo o que é, e em que é utilizado. Fiz a utilização do livro Aprendendo Matemática, dos autores José Ruy Giovanni e Eduardo Parente, da editora FTD. Foi feito alguns exercícios do livro e houve correção. O desempenho dos alunos foi bom.

Na progressão parcial houve a resolução do trabalho e correção dos exercícios sobre Simplificação de Frações. O desempenho dos alunos foi satisfatório.

No dia 16/05 fiz a abordagem do tema Números Fracionários, através da exposição do tema com auxílio do livro. Foi feito alguns exercícios do livro e houve correção. O desempenho dos alunos foi satisfatório.

No dia 17/05 foi feito à correção de exercícios sobre Números Inteiros e Decimais do livro. Os alunos tiveram dificuldade nos exercícios de números decimais, não sabendo fazer divisão por denominadores 10, 100, 1000, etc. Assim tive que fazer novamente uma abordagem sobre o tema, explicando de forma diferente para que eles pudessem entender mais fácil. Após explicação desenvolveram os exercícios com facilidade.

No dia 18/05 fiz abordagem do tema Números Fracionários, fazendo uma exposição do tema com auxílio do livro. Houve resolução de exercícios.

Na progressão parcial fiz abordagem do tema Adição e Subtração de Frações, através de uma aula expositiva, com utilização do livro, quadro e giz. Foi feito a resolução do trabalho. Os alunos tiveram muita dificuldade no trabalho, pois não lembravam como calcular o mínimo múltiplo comum das expressões. Tive que explicar de forma diferente para que eles pudessem absorver o tema.

No dia 21/05 fiz abordagem do tema Números Fracionários e Números Decimais com o auxílio do livro. Foi feita a resolução de exercícios. O desempenho dos alunos foi bom.

No dia 22/05 foi feita à correção dos exercícios sobre Números Inteiros e Números Decimais, com os alunos tendo dúvidas apenas nos exercícios de números decimais.

Na progressão parcial fiz abordagem do tema Adição e Subtração de Frações, utilizando o livro, quadro e giz. Foi feito a resolução do trabalho. Como na outra sala, os alunos dessa sala tiveram também bastante dificuldade no entendimento do mínimo múltiplo comum de frações. Depois de feita a explicação já tiveram mais facilidade de está resolvendo os exercícios.

No dia 23/05 fiz a correção dos exercícios sobre Números Inteiros e Reta Real com os alunos, utilizando uma régua. O desempenho dos alunos foi satisfatório.

No dia 24/05 fiz abordagem do tema Números Decimais utilizando o livro. Houve resolução de exercícios e sua correção. O desempenho dos alunos foi bom.

No dia 25/05 houve resolução e correção de exercícios sobre Comparação de Números Inteiros. Fiz a utilização do livro e de uma régua. O desempenho dos alunos foi bom, eles acharam fácil o tema.

Na progressão parcial fiz a correção dos exercícios sobre Adição e Subtração de Frações, fazendo os alunos resolverem no quadro. O desempenho dos alunos foi até bom, visto que tiveram dificuldades no entendimento do tema.

No dia 29/05 foi feito à resolução e correção de exercícios sobre Números Decimais e Inteiros, os quais devem está resolvidos no caderno de lista, que deve ser entregue a professora no final de cada bimestre. Fiz a utilização do livro. O aproveitamento dos alunos foi bom.

No dia 30/05 foi feito à resolução e correção de exercícios sobre Números Inteiros, os quais devem está resolvidos no caderno de lista. Fiz a utilização do livro. Os alunos sentiram facilidade nos exercícios, tendo o desempenho bem satisfatório.

Auxiliei as pedagogas no preenchimento da ficha de credenciamento da escola no processo de avaliação seriada da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes.

No dia 01/06 foi feito à resolução e correção de exercícios sobre Comparação de Números Inteiros, os quais devem está resolvidos no caderno de lista. Fiz a utilização do livro e uma régua. O desempenho dos alunos foi bom.

Na progressão parcial fiz abordagem do tema Equações Fracionárias através de uma aula expositiva, com auxílio do quadro e giz. Houve a resolução dos trabalhos e correção. O desempenho dos alunos foi razoável.

No dia 05/06 foi feito à resolução e correção de exercícios sobre Comparação de Números Inteiros, os quais devem está resolvidos no caderno de lista. Fiz a utilização do livro e uma régua. O desempenho dos alunos foi satisfatório.

Na progressão parcial fiz abordagem do tema Equações Fracionárias através de uma aula expositiva, com auxílio do quadro e giz. Houve a resolução dos trabalhos e correção. O desempenho dos alunos foi bom.

No dia 11/06 foi feito exercícios sobre Reta Numérica e Gráficos de Segmento, os quais devem está no caderno de lista, havendo sua correção posteriormente. Foi feita a utilização do livro e de régua. Os alunos se saíram bem.

No dia 15/06 foi feito exercícios sobre Comparação de Números e Reta Numérica, os quais devem está no caderno de lista, havendo sua correção posteriormente. Foi feita a utilização do livro e de régua. O desempenho dos alunos foi muito bom.

Na progressão parcial fiz abordagem do tema Somas dos Ângulos Internos de um Triângulo e de um Quadrilátero, através de uma aula expositiva, com auxílio do quadro e giz. Foi feito a resolução do trabalho e sua correção. Os alunos acharam o tema fácil, não tendo dificuldade alguma, assim tendo um desempenho bastante satisfatório.

No dia 06/07 foi entregue a segunda parte do trabalho de progressão parcial e aplicada à prova. Foi determinado que os alunos não pudessem se comunicar entre se ou se levantar de sua carteira, para que não houvesse punição rigorosa. Os alunos se comportaram de modo ansioso.

Atividades de Regência

A professora precisou fazer uma viagem no período de 25/06 a 29/06, e pediu que eu a substituísse durante três dias, ficasse lecionando a parte de matemática.

Meu primeiro dia de regência foi 25/06, onde indiquei os exercícios sobre Potência de Radicais que deviam ser feitos pelos alunos e eu estava ali para tirar qualquer dúvida que eles tivessem. Utilizei o livro, quadro e giz. Tive que fazer algumas intervenções na aula para está explicando e tirando dúvidas sobre o tema dos exercícios. Os alunos estavam bem eufóricos, por eu ser um estagiário. O primeiro foi o dia mais difícil para conter os alunos, mas aos poucos consegui contornar a situação.

No dia 27/06 houve a correção dos exercícios sobre Potência de Radicais, pedir que os alunos fossem ao quadro. O desempenho dos alunos foi satisfatório, embora sempre haja alguns empecilhos.

No dia 29/06 houve a correção de exercícios sobre Potência de Radicais e resolução de novos exercícios sobre Operações com Radicais e Comparação de Radicais. Pedir que os alunos fossem ao quadro. Tive que fazer algumas intervenções para está explicando e tirando dúvidas sobre o tema dos exercícios. Foi utilizado o livro, quadro e giz. O comportamento e o desempenho dos alunos foi bom.

Conclusão

A realização deste estágio foi de grande importância, pois além de conhecer melhor o ambiente escolar, pude perceber a relação entre professor e aluno dentro e fora da sala de aula, sendo esta por sinal, uma relação bastante responsável, onde se distingui liberdade de libertinagem, tendo hora para prestar atenção e momentos de descontração.

A professora supervisora de estágio mostrou-se bastante confiante em seu trabalho, avaliando seus alunos com provável coerência, cobrando nas avaliações o assunto repassado.

Alguns alunos mostram-se desinteressados, mas uma grande parte portou-se como futuros profissionais.

A equipe pedagógica mostrou-se muitíssima interessada na educação dos alunos, tentando conversar com os mesmos e revolucionar alguns problemas que viessem a ter com relação ao estudo.

Em geral foi de grande validade tal estágio, pois como bom profissional que almejo ser e com todas as observações feitas, pude ter noção de como agir em uma sala de aula com meus alunos. De que maneira irá avaliá-los e como será também a relação entre aluno e professor, e os responsáveis pelo estabelecimento escolar, no entanto o possível será feito para manter a harmonia e a boa educação escolar.

Referências Bibliográficas

GIOVANNI, José Ruy / PARENTE, Eduardo. Aprendendo Matemática – 6ª e 8ª Série. Editora FTD.

BIANCHI, Anna Cecília de Moraes / ALVARENGA, Marina / BIANCHI, Roberto. Manual de Orientação Estágio Supervisionado. Editora Pioneira. Ano 2001.

JAKUBO / LELLIS / CENTURIÓN. Matemática na Medida Certa – 7ª Série. Editora Scipione.

Alzheimer

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Sumário:

Introdução
Objetivo Geral
Objetivo Específico
Desenvolvimento
Doença de Alzheimer
Como fica o cérebro na doença de Alzheimer
Entendendo a doença de Alzheimer
Geralmente, a Doença de Alzheimer se divide em três estágios
Estágio Leve
Estágio Moderado
Estágio Grave
Diagnóstico da doença de Alzheimer
Os sintomas da doença de Alzheimer
Outras Alterações do Comportamento
As Confusões
Quem pode ter a doença de Alzheimer?
Tratando a Doença de Alzheimer
Organizando a vida do paciente com Alzheimer
Tipo de Assistência
Metodologia
Conclusão
Referencia Bibliográfica



Introdução:

Alzheimer é o nome de um médico alemão, Alois Alzheimer (1864-1915), que em 1906, ao fazer uma autópsia, descobriu no cérebro do morto, lesões que ninguém nunca tinha visto antes. Tratava-se de um problema de dentro dos neurônios (as células cerebrais), os quais apareciam atrofiados em vários lugares do cérebro, e cheios de placas estranhas e fibras retorcidas, enroscadas umas nas outras. Desde então, esse tipo de degeneração nos neurônios ficou conhecido como Placas Senis, característica fundamental da Doença de Alzheimer.

No início, o paciente com Doença de Alzheimer mostra apenas uma leve perda de memória, a qual chega a atrapalhar o pensamento em geral. Ao paciente parece difícil resolver alguma conta ou fazer raciocínios simples, depois pode surgir uma fase com desorientação, dificuldade para tomar decisões ou mesmo para conversar. Daí para frente os sintomas se agravam. Apesar de tratar-se de uma doença predominantemente senil, essa questão deve preocupar também o público de qualquer idade porque, num futuro próximo, esses números passarão a fazer parte das perspectivas de vida daqueles que hoje são ainda jovens.

Até hoje, a Doença de Alzheimer continua sendo uma síndrome de causa desconhecida e incurável. Mas, nos últimos anos as perspectivas em relação à Doença de Alzheimer têm sido abordadas com certo otimismo realista, tendo em vista as possibilidades de a ciência retardar os sintomas da enfermidade. A medicina está começando a detectar os sinais da doença décadas antes dela surgir. Estamos muito próximos de começar ensaios clínicos dirigidos a evitar que se produzam as primeiras lesões cerebrais da doença, as quais têm início em torno dos 40 anos.

Além disso, as pesquisas genéticas parecem deixar claro que, se a pessoa possui alguns genes defeituosos, poderá ter a Doença de Alzheimer no futuro. Com modernas técnicas de pesquisa genética já se vislumbra a possibilidade de saber se a pessoa vai ou não ter, desde os 20 anos de idade, a Doença de Alzheimer na senilidade.



Objetivo Geral:

Mostrar como se desenvolve a doença.

Objetivo Específico:

Salientar as fases da doença.

Desenvolvimento:

Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro que afeta inicialmente a memória, o raciocínio e a comunicação das pessoas, isto é provoca demência cognitiva, afetando principalmente a memória necessária para reter novas informações. À medida que a doença evolui, várias outras funções cognitivas, como orientação, linguagem, julgamento, função social e habilidade de realizar tarefas motoras também declinam. Esta doença é a causa mais comum de demência, um termo geral para prejuízo progressivo da função mental. A demência era, antigamente, conhecida como “senilidade” e considerada um sinal normal e inexorável do envelhecimento. Hoje sabemos que Alzheimer e outras formas de demência não fazem parte de um envelhecimento normal (senescência). Ainda não foi encontrada uma cura, mas existem várias formas de tratamento que podem amenizar os sintomas de DA (doença de Alzheimer).

Como fica o cérebro na doença de Alzheimer

Áreas diferentes do cérebro controlam funções diferentes e certas áreas controlam tarefas tais como andar, por exemplo, enquanto outras áreas controlam a capacidade de falar, controlam a memória, a concentração e assim por diante.

Na doença de Alzheimer as células de certas áreas do cérebro começam a morrer, formando cicatrizes em forma de estruturas microscópicas chamadas Placas Senil. Na medida em que as células morrem e são formadas as Placas Senis, o cérebro não consegue mais funcionar como deveria. E as áreas do cérebro afetadas por estas mudanças degenerativas são aquelas que controlam as funções da memória, concentração e raciocínio. Outras funções cerebrais, como por exemplo, os movimentos, não costumam ser afetadas até que a doença esteja bem adiantada.

Entendendo a doença de Alzheimer

A melhor maneira de ajudar a pessoa com Doença de Alzheimer é aprender tudo o que puder sobre a doença. A doença de Alzheimer provoca mudanças nas áreas cerebrais que controlam a memória e o raciocínio. É por este motivo que as pessoas portadoras da doença de Alzheimer têm dificuldade para viver uma vida normal. As causas do desenvolvimento da doença ainda não são totalmente conhecidas pela medicina. Algumas pesquisas enfatizam um componente hereditário, outros falam de alguma virose, enfim, não se sabe ainda ao certo qual seria a causa dessa doença.

É importante saber que, atualmente, ela ainda não tem cura, mas cuidados apropriados podem ajudar a pessoa com Alzheimer viver com mais conforto.

Geralmente, a Doença de Alzheimer se divide em três estágios:

Estágio Leve

– Esquecimento de eventos recentes
– Comprometimento do aprendizado de novas informações
– Relações de tempo levemente alteradas
– Orientação espacial prejudicada fora do ambiente familiar
– Dificuldade em realizar tarefas complexas
– Necessidade de ser lembrado sobre os cuidados pessoais e higiene

Estágio Moderado

– Esquecimento eventual do nome e identidade de familiares e amigos
– Dificuldades com a noção de tempo
– Desorientação espacial dentro de casa
– Dificuldade em encontrar a palavra certa e em nomear objetos
– Fala menos espontânea e complexa
– Incapacidade de lidar com dinheiro
– Dificuldade em lidar com emergências domésticas
– Perda da iniciativa
– Dificuldade em realizar as atividades da vida diária (AVDs)
– Incontinência urinária e fecal
– Irritabilidade, agressividade
– Delírios e alucinações
– Perambulação

Estágio Grave

– Problemas com a memória de longo prazo
– Perda gradual da orientação de tempo, lugar e pessoa
– Dificuldade em terminar uma frase
– Comunicação é melhor por modo não verbal
– Perda total da independência
– Aparência fragilizada
– Irritabilidade extrema

Diagnóstico da doença de Alzheimer

Quando existem problemas de demência, após eliminar a possibilidade de outras doenças que causam os mesmos sintomas, incluindo problemas da tireóide, derrame (acidente vascular cerebral) e depressão, podemos suspeitar da doença de Alzheimer. A avaliação da doença de Alzheimer normalmente inclui testes de memória, exames de sangue e imagens do cérebro (tomografia, PET, SPECT, ressonância magnética).

Para o diagnóstico da Doença de Alzheimer não se exige apenas a presença de um prejuízo da memória, como vimos, mas, sobretudo, também de um prejuízo na linguagem, na capacidade cognitiva, e social. O que torna difícil o diagnóstico baseado no quadro clínico é que esses sintomas não são exclusivos da Doença de Alzheimer; eles podem estar presentes também em outros quadros de demência, como por exemplo, na Doença de Parkinson ou, notadamente, naqueles quadros de origem circulatória, representados pela arteriosclerose cerebral e mesmo nas seqüelas de acidentes vasculares cerebrais (AVC), nos hematomas subdurais e nas hidrocefalias de pressão normal.

As dificuldades para o diagnóstico, quando este é baseado apenas no quadro clínico e que, como vimos, não é exclusivo dessa doença, resultam numa confirmação da Doença de Alzheimer apenas por necropsia na maioria dos casos (85 a 90% dos casos). A característica anátomo-patológica de Alzheimer no material da necropsia diz respeito à presença de cicatrizes neurofibrilares dentro de neurônios, bem como de placas neuríticas de proteína amilóide no espaço extracelular.

Além do método em avaliar-se o quadro clínico e do método do exame anátomo-patológico para o diagnóstico da Doença de Alzheimer, restariam às provas genéticas e a neuroimagem cerebral. As provas genéticas estudam a possibilidade do gene defeituoso, mas ainda não estão totalmente disponíveis e nem solidamente estabelecidas.

À Tomografia Computadorizada as características de imagem dessa doença consistem num aumento do volume dos ventrículos laterais, terceiro ventrículo com tamanho de até 2 vezes o tamanho normal, associado ao alargamento dos sulcos corticais. Mas essas alterações também não são exclusivas da Doença de Alzheimer, podendo ser encontradas em outros estados de demências ou mesmo no envelhecimento normal.

Há inúmeras descrições de alargamento significativo da fissura hipocampal nos pacientes com Doença de Alzheimer, correlacionando os achados de neuroimagem aos aspectos de perda da massa neural nas regiões têmporo-hipocampais, que são as principais estruturas responsáveis para os processos de memória.

Os sintomas da doença de Alzheimer

Os sintomas da Doença de Alzheimer aparecem lentamente. O período médio entre o primeiro e o último estágio é cerca de 8 anos. Este período pode, entretanto, variar muito de uma pessoa para outra. No estágio inicial a pessoa com Doença de Alzheimer parece um pouco confusa e esquecida. Ela pode não encontrar palavras para se comunicar direito, pode deixar pensamentos inacabados, pode esquecer com freqüência fatos e conversas recentes.

Curiosamente, entretanto, ao mesmo tempo em que está prejudicada a memória para fatos recentes, como por exemplo, o que teve no jantar de ontem, pode haver lembranças claras de um passado mais distante. O paciente freqüentemente se lembra e repete histórias de sua infância com riqueza de detalhes impressionante.

Fica prejudicada também a capacidade de lidar com as coisas (pragmatismo), e o paciente começa a precisar de ajuda para executar tarefas rotineiras, anteriormente realizadas com facilidade. Ele pode com o evoluir da doença, não mais reconhecer seus familiares, os locais familiares e mesmo esquecer como realizar tarefas simples, como por exemplo, se vestir, tomar remédios, tomar banho, etc.

Essa progressão da doença leva a um estágio mais avançado, quando então a pessoa perde completamente a memória, a capacidade de julgamento e o raciocínio. Daí em diante será necessário ajudá-la em todos os aspectos do dia a dia.

Outras Alterações do Comportamento

Alterações comportamentais acontecem na Doença de Alzheimer com variável freqüência. De 30 a 50% dos pacientes apresentam algum tipo de delírio. Entretanto, é sempre difícil caracterizar o delírio do paciente com Alzheimer porque, na maioria das vezes o que existe é uma desorientação tão grande em relação ao local, à data e às pessoas que podemos pensar tratar-se de delírio (mas não é, é desorientação). Delírio seria uma crença de natureza mais absurda e bastante irremovível. De 10 a 25% deles têm alucinações e a maioria, de 40 a 60% tem sintomas depressivos.

Pacientes com transtornos psicóticos prévios, e que começam a apresentar prejuízo progressivo da cognição (integração da consciência), evoluem muito mais rapidamente para a demência. Havendo alguma doença mental anterior à Doença de Alzheimer, principalmente doenças do tipo psicose, fará com que o paciente apresente muito maiores alterações comportamentais, tais como delírios, alucinações, agressividade, agitação, furor, mudanças de personalidade, alterações sexuais e perda das noções de higiene.

As Confusões

O paciente com Doença de Alzheimer confunde facilmente a realidade e, para ele, não é claro a diferença entre o presente do passado, assim como não é claro a diferença entre esse ou aquele filho ou parente. Essa alteração da consciência é que chamamos de alteração cognitiva.

A confusão que ele faz entre as pessoas da família pode ser muito frustrante, acostumados que estamos a sermos bem identificados por todos. Cada situação merece ser tratada diferentemente. Devemos decidir se o assunto em questão é importante, se é importante que o paciente saiba realmente quem é essa pessoa ou não. Às vezes podemos deixar as coisas como estão outras vezes deve lembrar a identidade da pessoa confundida.

De vez em quando a personalidade do paciente com Doença de Alzheimer sofre mudanças. As mudanças mais comuns são as depressões, a regressão, apatia, irritabilidade, desconfiança e impaciência. Também podem ocorrer alucinações (ver coisas que não existem) e ilusões (crenças irracionais), mais freqüentemente no início da noite. Diante de tais problemas é bom consultar o médico para orientação.

Quem pode ter a doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer geralmente afeta as pessoas acima de 65 anos. Quanto mais velha a pessoa, maior a probabilidade de desenvolver a doença. Entretanto, algumas vezes as pessoas mais jovens, por volta dos 40 anos, podem também ser afetadas. Portanto, em tese, todas as pessoas estão sujeitas a esta doença. Nenhuma profissão, nível de escolaridade, raça ou nível sócio-econômico está imune. Em certo número de casos a doença de Alzheimer pode ter uma natureza familiar, enquanto em outros, apenas uma pessoa da família pode ser afetada. De qualquer forma, as pesquisas genéticas sobre a doença têm evoluído bastante e, até agora, parece haver certa predisposição constitucional para desenvolver esse mal.

Tratando a Doença de Alzheimer

Os objetivos do tratamento são, infelizmente, apenas no sentido de controlar os sintomas mais incômodos e estimular o treinamento familiar para se aprender a lidar com pessoa doente. Os medicamentos podem melhorar os sintomas em alguns casos, principalmente os sintomas de irritabilidade, depressão, inquietação, alterações do ritmo sono-vigília, etc.

É essencial traçar um plano de atenção ao paciente com Doença de Alzheimer que inclua cuidados gerais, cuidados médicos e supervisão sócio-familiar. Visitas regulares ao médico ajudarão a monitorar as condições do paciente, verificando se existem outros problemas de saúde que devam ser tratados.

Organizando a vida do paciente com Alzheimer

Avaliar os perigos em potenciais da casa onde vive o paciente é de fundamental importância. Degraus, maçanetas, quinas e cantos de móveis, iluminação de corredores e cômodos (manter luzes acesas à noite), enfim, deve ser realizada uma verdadeira perícia de segurança no habitat do paciente. Observe cada cômodo e verifique se existe algum perigo para alguém que está esquecido e confuso.

Por outro lado, decidindo por mudanças, não devemos esquecer que uma pessoa com a doença de Alzheimer tem sérias dificuldades para ajustar-se às mudanças.

Fogão e outros eletrodomésticos podem ser esquecidos ligados ou usados de maneira errada pelos pacientes, portanto, uma checada rotineira é importante. Havendo prejuízo mais severo da memória e da atenção, os botões devem ser cobertos, o registro do gás deve ser desligado quando o fogão estiver sem uso, da mesma forma que os aquecedores e fornos microondas devem ser desligados da tomada quando não estiverem sendo usados.

Nas casas com aquecimento de água central, é importante que a temperatura seja regulada abaixo dos 39 graus. O paciente pode se queimar no momento de misturar água quente e fria para o banho. Trancas e chaves pelo lado de dentro das portas devem ser removidas para facilitar o acesso dos familiares a esses cômodos. O acesso à banheira e à piscina deve ser fechado.

Dirigir é perigoso para pessoas com a Doença de Alzheimer, mesmo no início do quadro. Ter uma programação diária e regular para as atividades do paciente com a Doença de Alzheimer é de grande ajuda, pois ele se sente muito mais seguro e orientado com uma rotina familiar. Exercícios regulares também ajudam a diminuir a impaciência, além de ajudar dormir melhor. Caminhar é uma boa maneira do paciente com Doença de Alzheimer se exercitar.

Em relação às atividades, é bom ter em mente que as pessoas com doença de Alzheimer freqüentemente se aborrecem por querer executar atividades e não conseguir. Por causa dessa dificuldade pragmática (para fazer as coisas), faça as tarefas junto com o paciente, permita que ele faça o máximo que puder por conta própria, mas esteja pronto para ajudar.

Algumas famílias costumam deixar o paciente tomar suas refeições em separado do restante da família, mas essa não é uma boa tática. As refeições são ótimos momentos para a socialização e permite que se tenha algum controle sobre a quantidade e qualidade do alimento que o paciente Quando o paciente se veste sozinho, escolher o que vestir pode ser difícil demais para ele e pode também não conseguir escolher as roupas que combinam. Procure deixar as roupas que ele usará sobre a cama diariamente e, se for o caso, entregue uma peça de cada vez, explicando como vesti-la. O estímulo para que o paciente continue a se vestir sozinho ou o máximo que consegue é muito importante para evitar uma apatia por acomodação.

Assim como as refeições podem se transformar num excelente exercício de ressocialização, também os cuidados higiênicos com barba e cabelo podem ser mais bem aproveitados. Havendo condições, a ida a barbeiros e cabeleireiros é sempre desejável.

Tipo de Assistência

Escolher o tipo mais apropriado de assistência a que o paciente com Doença de Alzheimer terá é um dos itens mais importante. Dependendo do estágio da doença e do comportamento da pessoa doente, a assistência pode variar de visitas diárias a cuidados ininterruptos. Primeiro determine o grau necessário de assistência, e então decida qual a melhor maneira de obtê-las.

Normalmente as famílias desses pacientes têm algumas opções: contratar uma enfermeira ou alguém para cuidar da pessoa, encaminhá-lo para tratamento em hospitais-dia ou abrigar o paciente em casas de repouso. Seja qual for à opção escolhida, periodicamente temos que verificar se ela continua sendo a melhor escolha. Questões legais e financeiras devem ser levadas em consideração. Chegará o momento em que a pessoa com Doença de Alzheimer não estará mais apta para tomar decisões. É bom estarmos preparados para isto. Converse com ela a respeito destas questões o mais cedo possível, enquanto ela ainda pode entender seus objetivos e concordar em fazer mudanças. Se puder contate um advogado especializado, ele poderá ajudá-lo no planejamento legal e financeiro.

Metodologia:

Foi utilizado para este projeto de pesquisa sites da internet e alguns livros.



Conclusão:

Ainda não existe tratamento preventivo ou curativo para a doença de Alzheimer. No entanto existe uma série de medicamentos que ajudam a aliviar alguns sintomas. Infelizmente, estes medicamentos são apenas eficazes em um número limitado de doentes, apenas por um breve período de tempo e podem causar efeitos secundários indesejáveis.

Não se deve confundir distúrbios causados pelo envelhecimento normal com distúrbios causados pela demência, erro muito comumente cometido. Algumas alterações de memória e outras funções cognitivas são comuns em idosos sadios. Na demência, há um declínio cognitivo que resulta na perda da função pó exemplo habilidade de administrar as responsabilidades em casa e no trabalho, nas atividades sociais ou nas atividades do dia-a-dia. A perda de memória sempre ocorre na demência, mas não é suficiente para o diagnóstico desta doença, sendo necessário o declínio de pelo menos uma outra área da função cognitiva.



Referencia Bibliográfica:

Ainsen, Paul S.; Marin, Deborah B.; Davis, Kenneth L. Doença de Alzheimer – Perguntas e Respostas. 2001 Atlas Medical Publishing Ltda.

Gwyther, Lisa P. Cuidados com Portadores da Doença de Alzheimer: um manual para cuidadores e casas especializadas.

Nova Enciclopédia Barsa, 6ª ed. São Paulo. Barsa Planeta Internacional Ltda. 2002. Obra em 18 v.

Alguns Site sobre o assunto

http://members.tripod.com/marcioborges/Alzheimer/doenca.htmhttp://www.abraz.com.br/http://www.alzheimer-net.hpg.ig.com.br/http://www.neuropsiconews.org.brhttp://www.novartis.com.br/farma/html/alzheimer.htmlhttp://www.sosdoutor.com.br/sosneuropsiquiatria/alzheimer.asp

Diabete

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Sumário:

Introdução
Objetivo Geral
Objetivo Especifico
Diabete
Entenda melhor a diabete
Fatores Predisposto a diabete
Sintomas
Como Diagnosticar
TIPO DE DIABETES MAIS FREQÜENTE
Diabetes Tipo I
Diabetes Tipo II
Diabete Gestacional
Como utilizar a insulina
Complicações
Prevenções
Metodologia
Conclusão
Bibliografia



Introdução:

Diabete é o nome dado à doença que impede o organismo de assimilar suficientemente a glicose fornecida pela nutrição, desse modo os níveis do açúcar no sangue se elevam acima do limite fisiologicamente normais. Com a conseqüente manifestação de sintomas mais ou menos graves. Dois tipos de diabetes são mais freqüentes do tipo I e do tipo II. A diabete registra-se uma grave alteração do metabolismo dos açucares e a produção insuficiente de insulina que é o hormônio que se encarrega de reduzir os níveis normais de glicose no sangue e o pâncreas que a produz. O primeiro sintoma da diabete Mellitus é o excesso de glicose no sangue (hiperglicemia), acompanhado quase sempre do excesso de glicose na urina e da eliminação de grande volume de urina, as pessoas tem sede e fome intensa e perda de peso. O sangue não consegue absorver o açúcar é como se fosse um copo com água e açúcar, o açúcar com o tempo fica no fundo do copo.

Objetivo Geral

Indicar todos os sintomas, fatores predispostos, tipo das doenças e tratamento.

Objetivo Especifico

Mostrar suas causas e conseqüências em alguns membros.

Desenvolvimento

Diabete

É uma doença crônica que se desenvolve quando o pâncreas, órgão da cavidade abdominal, para de produzir insulina ou produz em pouca quantidade ou inadequadamente. A insulina produz a glicose, que é um tipo de açúcar, esse açúcar é absorvido pela célula do organismo onde será utilizada como alimento. Com pouca produção de insulina a glicose se concentra no sangue e pequenas partes passam para o interior da célula, de uma maneira que esta célula parece como se estivesse subnutridas ainda há outros fatores metabólicos complexos, envolvendo um desequilibro entre as glândulas endócrinas.

Entenda melhor a diabete

A insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, é responsável pela absorção da glicose do nosso sangue e transformação da mesma em energia para os músculos e outros tecidos. Quando uma pessoa tem diabetes, ou o seu pâncreas não produz a quantidade suficiente de insulina ou o seu corpo não utiliza a insulina de modo efetivo.

Por isso, pessoas com diabetes não conseguem absorver toda a glicose contida na comida ingerida, o que leva a um aumento da quantidade deste tipo de açúcar no sangue. Este problema é chamado de hiperglicemia e pode gerar sérias complicações no organismo, principalmente nos nervos e vasos sanguíneos.

Fatores Predisposto a diabete

Embora não conheça a causa desse distúrbio, sabe-se que ocorre frequentemente nas pessoas obesas, nos casos hereditários e ainda nas que sofrem de distúrbios do pâncreas, fígado, supra-renais ou hipófise.

Sintomas

Sede excessiva, micção freqüente, perda de peso, de peso e de energia, ocasionalmente, fadiga, fraqueza, sinal evidente inicio do estado de coma, pois a doença progrediu a um estado avançado sem ser descoberta. Porem a doença pode ser constatado por acaso, através de exames de rotina de sangue que indique a presença de açúcar na urina ou aumento da taxa de glicose.

Como Diagnosticar

Pessoas com machucados que demoram cicatrizar, dores nas pernas e má circulação. Em alguns casos não existe sintomas. Isto ocorre com freqüência no diabetes tipo II. Neste caso, a pessoa pode passar muitos meses, às vezes anos para descobrir a doença. Os sintomas muitas vezes são vagos, como formigamento nas mãos e pés. E é diagnosticado pelo alto teor de glicose encontrado no sangue ou pela presença de açúcar na urina.

TIPO DE DIABETES MAIS FREQÜENTE:

Diabetes Tipo I

A diabete Tipo I aparece como resultado de uma destruição das células beta produtoras de insulina por engano, pois o organismo acha que são corpos estranhos. Isso é chamado de resposta auto-imune. Este tipo de reação também ocorre em outras doenças, como esclerose múltipla, e doenças da tireóide.

Os pesquisadores não sabem exatamente por que isso acontece. Na diabete, porém, encontram-se vários fatores que parecem estar ligados a diabetes tipo 1. Entre eles incluem-se a genética, os auto-anticorpos, os vírus, o leite de vaca e os radicais livres do oxigênio.

Diabetes Tipo II

Sabe-se que a diabetes do tipo II possui um fator hereditário maior que no tipo I. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos

Uma de suas peculiaridades é a contínua produção de insulina pelo pâncreas. O problema está na incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Por muitas razões suas células não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sangüínea. Esta é uma anomalia chamada de “resistência insulínica”.

A diabete tipo II é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo I e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes vai necessitar de medicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina.

Diabete Gestacional

Na gravidez, duas situações envolvendo a diabete podem acontecer, em mulher que já tinha diabetes e engravida e o diabetes gestacional. A diabete gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na gravidez. Pode persistir ou desaparecer depois do parto.



Como utilizar a insulina

Nem todo caso de diabete precisa tomar insulina, alguns podem ser controlados por meio de dietas ou por medicamentos anti-diabeticos do uso oral. E nos casos que tem que tomar insulinas injetáveis o próprio paciente pode está fazendo até mesmo crianças podem aprender a aplicar em si mesmas. E não é dolorosa a aplicação só sente a picada da agulha a qual se acostuma em pouco tempo e a insulina deve ser tomada uma ou duas vezes ao dia ou conforme prescrição médica. E com o passar do tempo essa pode aumentar ou diminuir.

Complicações

A diabete mal controlada, com a glicemia permanentemente elevada, pode danificar os vasos arteriais e os nervos. Como os vasos e os nervos existem em todas as partes do corpo, qualquer órgão pode ser danificado.

A retinopatia diabética, ocorre nos olhos e o excesso deixa as paredes dos capilares oculares tão espessas que o sangue não consegue passar para outras áreas da retina. Os novos vasos, formados as pressas para reverter à situação, podem provocar hemorragias no vítreo, uma espécie de geléia no interior do olho, ou ainda o descolamento da retina por tração causando a cegueira.

A nefropatia diabética, a hiperglicemia lesa os glóbulos, aqueles emaranhados de capilares responsáveis pela filtragem do sangue dentro dos rins. O tecido interno dos rins cresce anormalmente com o suprimento extra de açúcar e passa a comprimir os glomérulos, detonando um a um até a falência completa dos rins.

Neuropatia diabética, o excesso de glicose leva a uma disfunção nos nervos. O paciente perde a sensibilidade dolorosa e, por isso, não percebe que traumas no pé como topadas ou arranhões e isso gera ulcerações graves. A circulação nos pés diminui e isso pode evoluir para gangrena e se não tratado até amputação.

O coração e o cérebro também podem sofrer as conseqüências do mau controle da diabete. Isso porque os grandes vasos também sofrem, pois a glicemia alta aumenta o colesterol e os triglicerídeos do sangue, favorecendo a arteriosclerose precoce com comprometimento da circulação do cérebro, o que pode causar acidentes vasculares celebrais, do coração (infarto do miocárdio).

Há quem não cuide da diabete e não sinta nada. Mas é importante lembrar que a maioria dos danos causados pela diabete mal controlado são silenciosas, ou seja, eles ocorrem lentamente por um longo período de tempo antes que se façam notar.

Nos dentes a hiperglicemia continuada leva a baixa no sistema imunológico. Com isso, o paciente fica mais suscetível às infecções bucais, como a candidíase, ou a inflamação da gengiva. Quando a glicemia está fora do controle, o hálito ganha um aroma de maçã podre.

Quem prefere manter a glicemia elevada para não sentir o mal estar de uma hipoglicemia, cuidado. A hiperglicemia também traz mal estar, além de fazer com que surjam as complicações da diabetes.

Prevenções:

Alimentação

O segredo da boa alimentação consiste em adequar as preferências individuais com a quantidade e qualidade dos alimentos que farão parte da nossa dieta habitual. Existem algumas recomendações que podem ajudar a tornar sua alimentação mais saudável.

Procure incorporar na sua dieta habitual a maior quantidade possível de alimentos ricos em fibras, tais como frutas e verduras.

Procure diminuir a quantidade de gorduras e de carboidratos dando preferência a alimentos grelhados e cozidos. Infelizmente a dieta habitual da nossa população é sempre mais rica em gorduras e carboidratos e pobre em proteínas do que o desejado.

Diminua a quantidade total de alimentos de cada refeição. Faça mais refeições ingerindo menos calorias de cada vez. Este procedimento permitirá uma digestão mais fácil e menor apetite nas refeições maiores.

Utilize leite e derivados desnatados e prefira as carnes magras. Assim, você estará prevenindo o aumento do colesterol, além de controlar o peso. As leguminosas devem fazer parte do cardápio, pois contêm proteínas, ferro e fibras.



Atividade física

A prática regular de atividade física é fundamental na adoção de hábitos de vida mais saudáveis. Além dos benefícios já conhecidos, tais como prevenção de doenças cardíacas, prevenção de osteoporose, redução do colesterol, redução da hipertensão, combate à obesidade e tantos outros, o exercício físico tem um efeito ainda mais importante: o indivíduo capaz de incorporar a atividade física aos seus hábitos de maneira definitiva, encontra uma nova fórmula de vida.

Para a pessoa com diabetes, a atividade física, além dos benefícios já citados, auxilia no tratamento da doença.

Metodologia

Na pesquisa realizada foram utilizados documentários de revista, livros, Internet e auxilio de alguns profissionais envolvidos na área.


Conclusão

Conclui-se que é de extrema importância quando sabemos que um paciente está se policiando, quanto a sua alimentação, dieta e se adequando a exercícios físicos. Mas ainda no Brasil falta a informação para a população, onde muitos têm a doença e nem sabe, ou não tem o conhecimento das causas que essa doença acarreta se não tratada, pode levar a coma diabéticos e até mesmo a óbito.

Bibliografia

Brunner e Suddarth. Avaliação e conduta de paciente com Diabetes mellitus, Rio de Janeiro, Guanabara, 1993 p.873-915.

Moura Ra. Técnicas de laboratórios. 2ª ed. São Paulo. Atheneu, 1982

Browker Jh, Pfeifer Ma. O pé diabético. São Paulo. Dilivros. 2002

Internet: www.diabete.com.br

Internet: www.saude.com .br

Internet:www.cremesp.com.br

Internet: www.revistasocesp.com.br

Internet:www.diabetenet.com.br

Revista Super Interessante, ed. 180, setembro, 2002, p. 42 a 50.

Artrite

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Sumário:

Introdução
Objetivo Gera:
Objetivo Específico
Desenvolvimento
Artrite Reumática
Manifestação Clinica
Causas
Sintomas
Fatores de Risco
Diagnóstico
Tratamento
Fármacos de fundo
Antiinflamatórios não esteróides
Cortisonas
Fisioterapia
Cirurgia
Prevenção
Metodologia
Conclusão
Bibliografia


Introdução:

A deformidade articular na artrite reumatóide se desenvolve ao longo do tempo devido à lesão provocada pelo processo inflamatório que atinge as cartilagens, os ligamentos e os ossos que compõem a articulação. O processo inflamatório leva a proteólise das cartilagens e os ligamentos são enfraquecidos.

Artrite se refere todas as doenças reumáticas. Porém, a palavra significa literalmente inflamação na articulação; que são inchaço, vermelhidão e dor causada por tecido lesionado ou enfermidade na articulação. Os vários tipos diferentes de artrite englobam apenas uma parte das doenças reumáticas. Algumas enfermidades reumáticas são descritas como doenças do tecido, porque elas afetam o tecido conectivo do organismo a estrutura de suporte do corpo e seus órgãos internos. Outras são conhecidas como doenças auto-imunes porque são causadas por um problema no qual o sistema imunológico danifica os próprios tecidos sadios do corpo.

As articulações das mãos e dos pés são acometidas com freqüência e cerca de 10% dos pacientes irá desenvolver deformidades das articulações das mãos e dos pés nos dois primeiros anos de doença.

Objetivo Geral:

Mostrar os diagnósticos, sintomas, tratamentos, prevenção da doença.

Objetivo Específico:

Salientar as manifestações da doença.

Desenvolvimento:

Artrite Reumática

É uma inflamação das articulações, que provoca a alteração das estruturas ósseas e das cartilagens. O inicio da doença é a inflamação da membrana sinovial, uma estrutura que reveste a parede interna da cápsula fibrosa que envolve a articulação e cuja função é produzir o líquido sinovial, que nutre a cartilagem e lubrifica a sua superfície, permitindo o movimento normal da articulação. Quando, porém, a membrana inflama, torna-se mais espessa, aumenta de volume e deixa de produzir o líquido sinovial normal, para produzir um líquido inflamatório que destrói progressivamente as cartilagens que revestem as articulações, prejudicando a sua função, limitando os movimentos articulares e causando dor.

Manifestação Clinica:

Normalmente começa por atingir as pequenas articulações das mãos e dos pulsos, de forma simétrica. Nos casos não controlados com a terapêutica, a doença pode afetar todas as articulações, danificando-as progressivamente e, em certos casos, causar uma invalidez total.

A artrite reumatóide não é contagiosa e, portanto não passa de uma pessoa para outra. Talvez, um vírus ou uma bactéria comum, aos qual a maioria da população esteja exposta, possam fazer com que o sistema imune seja ativado de forma irregular, provocando assim o aparecimento da artrite reumatóide em pessoas que já possuam uma tendência.

Causas

Na doença ocorre uma alteração do sistema imunológico que determina a auto-agressão dos tecidos. Normalmente, o sistema imunológico do organismo tem como missão defender-se dos agentes externos potencialmente perigosos, mas na artrite reumatóide erra o alvo e reconhece como estranho qualquer componente do organismo, atacando-o e desencadeando inflamação.

Na prática, a artrite reumatóide surge quando, por motivos ainda não esclarecidos, um determinado número de células T do sistema imunológico estimula outras células a produzirem citoquinas e a agredirem a cartilagem das articulações. As citoquinas são potentes “mensageiros” químicos, na medida em que, ligando-se a receptores presentes na superfície das células protetoras, estimulam a secreção de outras citoquinas e de moléculas implicadas na inflamação das articulações ou dos processos degenerativos dos ossos, das cartilagens e dos outros tecidos conjuntivos.

Doença não hereditária nem contagiosa, mas pensa-se que no seu aparecimento podem estar implicados diversos fatores desencadeantes, como vírus, bactérias, etc. Além disso, estudos recentes demonstraram que a presença de alguns genes que regulam o funcionamento do sistema imunitário implica uma maior susceptibilidade no desenvolvimento da doença.

Sintomas

A artrite reumatóide tem uma evolução mais rápida nos jovens e nas mulheres, sendo mais lenta quando surge nos homens ou em idade tardia (depois dos 50 anos).

O início da doença manifesta-se por rigidez, inchaço, vermelhidão e tumefação das pequenas articulações das mãos.

Seguidamente, com o passar do tempo, as mãos perdem a agilidade natural e verifica-se uma dor intensa durante a noite e ao despertar e que se intensifica quando o indivíduo tenta agarrar um objeto ou executa determinados movimentos que requerem agilidade.

Em seguida, a doença pode estender-se aos pulsos, joelhos, dedos dos pés e tornozelos, podendo levar progressivamente à deformação das partes do corpo atingidas. Na sua forma avançada, as mãos podem adquirir um aspecto deformado, com os dedos virados para fora, enquanto os joelhos, pulsos e tornozelos podem engrossar e os dedos dos pés dobrarem-se.

Fatores de Risco

O envelhecimento, não é considerado um fator de risco. Os dados atualmente disponíveis indicam que a doença se manifesta inicialmente entre os 20 e os 60 anos, com um pico entre os 35 e os 45 anos.

As mulheres são mais atingidas do que os homens, por causa de maior numero de hormônio.

Não é uma doença herdada no sentido de que não é doença que passa diretamente dos pais para filhos. O que pode ser herdado é uma tendência a ter a artrite reumatóide, ou melhor, existem famílias onde genes que albergam esta tendência passam de geração a geração sendo que em algumas pessoas estes genes se manifestam e a doença aparece e em outras pessoas, embora a tendência exista, ela nunca se manifesta e a doença nunca se desenvolve.

Diagnóstico

Para obter um diagnóstico seguro, o especialista pede numerosos exames, entre os quais um exame específico, o teste RA, que tem por objetivo evidenciar o fator reumatóide, um anticorpo anômalo presente nos doentes. Todavia, nem mesmo este elemento é determinante, já que está presente apenas em 75% dos doentes e pode ser encontrado em outras doenças, reumáticas ou não. Assim, é o conjunto de todas as averiguações, como a VS (velocidade de sedimentação, ou seja, de sedimentação dos glóbulos vermelhos no sangue), o dosamento da proteína C-reactiva e a alfa-2 globulinas, que confirmam a existência de um estado inflamatório. Por fim, também pode ser necessária uma radiografia, a fim de avaliar a extensão da lesão ou averiguar se os ossos e as cartilagens apresentam alterações. Convém sublinhar, no entanto, que para um diagnóstico precoce correto é essencial uma avaliação específica, atenta e completa.

Tratamento

O tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível e difere de pessoa para pessoa, consoante a idade e a gravidade das perturbações. Embora não exista uma cura definitiva, há muitas substâncias que podem mantê-la sob controlo, abrandando o processo inflamatório.

O tratamento prevê o uso de uma série de fármacos com características diversas. Os “fármacos de fundo”, para retardar a evolução da doença e recuperar, no todo ou em parte, a funcionalidade das articulações; os antiinflamatórios, para combater a dor; e as cortisonas, para as fases agudas. Os progressos recentes da biotecnologia levaram à identificação de uma nova classe de fármacos, os chamados “modificadores da resposta biológica”, que se destinam a representar uma nova abordagem no tratamento da doença.

Fármacos de fundo

São administrados durante períodos de tempo prolongados, sob prescrição médica, e requerem exames periódicos ao sangue, a fim de prevenir eventuais efeitos secundários. A sua seleção depende das características individuais do doente e do estado da doença:

• Os sais de ouro: entre os efeitos secundários estão o prurido e a irritação da mucosa da boca. Além disso, são desaconselhados aos doentes com insuficiência renal, pois podem agravar o problema.
• Antimaláricos: são úteis, sobretudo nas fases iniciais da doença. Podem provocar perturbações gástricas e da visão. Os doentes submetidos a esta terapêutica devem consultar um oftalmologista de seis em seis meses, para efetuarem um controlo.
• Metotrexato: é um imunossupressor que atua, nomeadamente, reprimindo os sistemas de defesa natural, de modo a evitar que desencadeiem mecanismos susceptíveis de agravar a doença. É geralmente bem tolerado, mas pode irritar as mucosas da boca e provocar distúrbios hepáticos. É o fármaco atualmente mais utilizado.
• Ciclosporina: é um imunosupressor, geralmente bem tolerado, embora, em certos casos, possa provocar um aumento da pressão sanguínea e problemas renais.

Antiinflamatórios não esteróides

Quase todos os doentes são obrigados a tomá-los para controlar a dor, a inflamação e a rigidez articular. Por vezes provocam perturbações gástricas, náuseas, vômitos e diarréia. Por isso, devem ser tomados durante as refeições ou associados a um fármaco que proteja o estômago. Além disso, não podem ser utilizados durante períodos prolongados nas pessoas que sofrem de úlcera gástrica ou gastrite.

Cortisonas

São úteis nas fases de agonia da doença; quando utilizadas em doses elevadas e durante períodos prolongados podem provocar úlcera péptica, hipertensão e diabetes e favorecer o aparecimento da osteoporose.

Fisioterapia

É uma forma de prevenção secundária que completa o tratamento farmacológico e cujo objetivo é manter durante o máximo de tempo possível o bom funcionamento da articulação e, desse modo, prevenir os possíveis efeitos das deformidades. De fato, embora seja importante não esforçar a articulação doente, também é indispensável que esta não pare, sob pena de enrijecer e provocar debilidade muscular. Esta ginástica especial é prescrita por um especialista e deve ser personalizada, ou seja, estudada em função das necessidades específicas de cada doente.

Cirurgia

Quando a artrite reumatóide atinge uma determinada gravidade é possível tentar impedir o seu agravamento com intervenções que têm por objetivo conservar a articulação e a sua mobilidade ou substituí-la. No primeiro caso, a intervenção tem por objetivo libertar a articulação doente do tecido inflamatório que a prejudica. No segundo caso, a intervenção prevê a substituição da articulação doente por próteses especiais. Neste caso, a operação é mais complicada e requer hospitalização e tempos de recuperação mais prolongados.

Prevenção

Para tentar travar o processo da artrite reumatóide é fundamental o seu diagnóstico o mais rápido possível. Na verdade, quanto mais tempo passar entre a manifestação da doença e o diagnóstico, maior será a sua gravidade. Por conseguinte, são indispensáveis um diagnóstico precoce e uma terapêutica que procure abrandar a progressão para uma lesão articular irreversível e incapacitante. Este objetivo pode ser realizado mediante uma intervenção coordenada entre o médico de família, o primeiro contato do doente, e o reumatologista, que pode garantir um diagnóstico exato e um programa terapêutico personalizado.

Metodologia

Na pesquisa realizada utilizou-se informações de livros e da Internet.


Conclusão

A artrite reumatóide muitas vezes é denominada apenas de artrite, quando não é confundida com a artrose. Na verdade, artrite é denominada genericamente de qualquer inflamação que danifica as juntas, podendo ser provocado por lesões traumáticas, pela gota ou bactérias. Já a artrose é o desgaste natural que as juntas sofrem conforme a idade avança. A população carente é a que mais sofre, devido a vários fatores, como a falta de acesso aos remédios e alimentação pobre que leva a desnutrição e também pela falta de informação sobre o tipo de doença e como trata-la.

Bibliografia

Diagnóstico & Tratamento 2001, lawrence M. Tierney, Stephen J. McPhee, Maxine A. Papadakis, Atheneu editora São Paulo.

Patologia estrutural e funcional, 6ª edição Ramzi S. Cotran, Vinay Kumar, Tucker Collins, editora Guanabara Koogan.

Internet: www.abcsaude.com

Internet: www.estudeocorpohpg.ig.com.br

Internet: www.reumatogia.com.br

Internet: www.saudevidaonline.com.br

Teoria da Dogmática Jurídica

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SUMÁRIO

01 – Introdução
02 – Intelecções textuais do tema abordado
03 – Problemas, pressupostos e teses
04 – Realidade, idéias de razão e linguagem humana
05 – O caminho de Sisífos do céu à terra
06 – A politização da igualdade
07 – Diferenciações e pulverização das ordens éticas
08 – Sobrecargas do direito como único ambiente ético comum
09 – Sobrecargas da decisão concreta
10 – Conclusão
11 – Bibliografia

Introdução

O presente texto tem a pretensão de fazer uma abordagem crítica, parcial e pragmática do fragmento encontrado na obra de JOÃO MAURICO ADEODATO – “Limites éticos do poder constituinte originário e da concretização da Lei pelo Judiciário – ADEODATO, João Mauricio, Ética e Retórica: Para uma teoria da dogmática jurídica, Saraiva, 3ª Edição, 2007, pág. (261,282), capitulo Décimo Primeiro”.

Apresentando-se de forma resumida e subjetiva, a presente exposição foi inspirada numa abordagem fática e teleológica para o fim que lhe deu produção. A visão apresentada neste trabalho não significa que se exauriram as suas demais formas intelectivas, mas é um dos possíveis posicionamentos que poderão ser sorvidos frente aos diversos subjetivismos individuais.

Logo, sua produção segue um rito, um esquema, que pelo amor à clareza, apresentar-se-á de forma sintética e didática, sem, no entanto, uma possível implicância prejudicial no seu conteúdo material.

Intelecções textuais do tema abordado. Inicialmente é necessário delinearmos nosso campo em análise, uma vez que o tema abordado e muito extenso em forma e conteúdo.

Problemas. Aprioristicamente é necessário verificarmos se há e quais são os limites éticos da escolha do poder constituinte originário. Numa perspectiva mais abrangente, é investigarmos se há normas, validas em si mesmas, superiores ao pacto constituinte originário. E será também necessário discorrer se os grupos sociais divergem ou convergem quanto aos possíveis limites éticos e se é facultativo ou não um critério para decidir entre as diversas escolhas éticas antagônicas. Essas premissas iniciais são necessárias, à medida que os consensos éticos universais encontrados nas mais diversas culturas se esgotam diante de assuntos mais duvidosos tais como a pena de morte, a descriminalização do adultério, a fiscalização do judiciário, a reeleição para cargos públicos, o voto obrigatório, e etc. Essas inquietudes perfazem o temário da pensar filosófico principalmente o jurídico. Para nosso intento estabeleceremos os pressupostos e as teses que nortearam esse objetivo.

Pressupostos e teses. Os pressupostos são basicamente de três categorias: gnoseologico, histórico, sociológico. O pressuposto gnoseológico se assenta sobre os elementos do conhecimento: ciência empírica é aquela que edifica, sobre os desníveis, pontes de ligação. No campo do Direito esses elementos são: o fato juridicamente relevante, as normas ideais e a expressão simbólica desses fatos. Já os pressupostos históricos de transformação ética, ou evolução, são as fases: indiferenciada, teológica, antropológica, democrática e o positivada. E os pressupostos sociológicos têm na complexidade social sua razão de ser. Essa complexidade é trazida pela progressiva diferenciação entre o direito e os demais sistemas normativos.

As teses advêm da época atual onde há uma sobrecarga com a qual o direito não tem se mostrado capaz de lidar. Pois as outras ordens normativas se tornam mais e mais pulverizada restando só o direito como elemento mínimo ético, não havendo, porém, um amortecimento dos conflitos sociais de menor potencial entrópico causando, com isso, um caráter destrutivo dos sistemas sociais. Ainda há outra sobrecarga na decisão concreta, mediante um crescente distanciamento entre textos legais e decisões, fazendo com que aumente a importância do judiciário em face do legislativo principalmente na concretização da Constituição.

Realidade, idéias de razão e linguagem humana. Todo conhecimento de fatos é uma tentativa de unir três elementos, aos quais não podem ser reduzidos um ao outro. O primeiro elemento é o evento da realidade que são fenômenos únicos e irrepitivéis que se manifestam ao ser humano, aparentemente de forma independente, dentro de um fluxo que se denomina tempo. Por serem individuais, os eventos reais são incognoscíveis, inadaptados ao aparato cognoscitivo do ser humano, cuja razão somente se processa por meio de generalizações. O evento real é assim irracional por ser inexoravelmente contingente. O segundo elemento é denominado de diversas maneiras, como quiditas, essência, universais, no entanto aqui chamaremos de idéias. A razão humana tem essa faculdade: defronta-se com os mais diversos eventos e constrói uma imagem com que eles não se confunde, mas que permite ao ser humano lidar com essas contingências. Esse processo é extremamente complexo e tem preocupado os mais diferentes pensadores, da teoria das causas de Aristóteles às essências eidéticas de Huasserl e a teoria da computação.

A dificultar ainda mais a vida humana no mundo, essas idéias são também únicas em relação ao sujeito que as produz, pois selecionam alguns, e ignoram outros, dentre os infinitos componentes individualizados de sua experiência da realidade. Daí ser a idéia incomunicável em sua plenitude, necessitando do terceiro elemento do conhecimento que é a expressão simbólica propiciada na linguagem, por isso surgem os mal-entendidos, os ruídos na comunicação humana. Como conhecimento de dados empíricos que é também a teoria do direito tem que se haver com esses três fatores, dessa maneira é necessário unir evento real, idéia e expressão simbólica, ou, mais especificamente, estudar as interferências recíprocas entre o fato juridicamente relevante, a norma jurídica e as fontes de direito.

O caminho de Sísifo do Céu à Terra. Em sociedades mais primitivas, observa-se um fenômeno que vai aqui se chamar de indiferenciação ética. Lentamente, nos primórdios da civilização ocidental, começa um processo de diferenciação ética. Daqui vai nos interessar a evolução de direito natural por meio dessa progressiva separação entre o direito justo e o direito posto, pois é a perspectiva de examinar a historia de um ponto sisífico e não escatológico. Isso significa que esse processo de mudanização do direito natural e o pressuposto de diferenciação e conseqüente pulverização da ética, não são considerados aqui como caminho inexorável das civilizações. Os primeiros critérios organizados são trazidos pela igreja agostiniana, mas só com a igreja de Tomas de Aquino é que fixada sua ortodoxia filosófica. Apropriando-se do paradigma aristotélico de direito natural, a igreja insere ai a necessidade de uma hermenêutica oficial: o direito justo já pode ser gnoseologicamente percebido, mas a razão não é suficiente, haven do a necessidade da fé, da autoridade divina. Uma percepção adequada da Lex humana precisa da intermediação da Lex naturalis para perceber os eflúvios da Lex divina.

A politização da igualdade. Antes da vitória do positivismo, veio a fase chamada de jusnaturalismo democrático, pois a voz do povo passa a ser a voz de Deus: todo individuo político deve externar sua percepção do critério de justo. Inicialmente há desconfiança para com o principio da maioria e a universalidade do voto. É assim que Rousseau, Locke, Hegel e outros vão procurar diversas instancias de legitimidade, argumentando que o critério do que é justo nem sempre está com a maioria, podemos ser eventualmente conduzido por um grupo social minoritário. Acontece que a Vontade Geral ou o Espírito do Povo revelaran-se conceitos metafísicos de pouca unidade jurídico-politico e de difícil conceituação. No outro sentido, o auto grau de maleabilidade política do principio da maioria o fazem completo vencedor na modernidade.

Diferenciação e pulverização das ordens éticas. A escola da Exegese francesa inaugura o postulado fundamental de todo positivismo: se todo individuo político é igual, se esses indivíduos divergem e se não um critério claro para determinar que grupo carregue a vontade geral ou o espírito objetivo do povo, mais prático aderir definitivamente ao princípio da maioria. É daí que o positivismo evolui para um decisionismo concretista, vai se perdendo o caráter cientificista e tornando-se cada vez mais casuístico.

A complexidade social crescente provoca um aumento no discenco social a respeito da significação concreta dos textos normativos diminuindo a importância do poder legislativo e enfatizando o poder judiciário. Essa evolução positivista estar intrisicamente ligada a um pressuposto sociológico. Diferenciação significa, então, aumento de complexidade de uma sociedade menos diferenciada, mais homogênea, e menos complexa. Só que o ser humano não consegue lidar com essa complexidade, pois ninguém seria capaz de viver em sociedade se tivesse efetivamente toda a complexidade presente em todo momento da vida. Ai a função da norma: reduzir a complexidade para garantir expectativas de condutas futuras, controla no momento presente o futuro, já que este é incontrolável.

Ocorre que, em uma sociedade extremamente diferenciada, a complexidade é mais e mais ampliada, prejudicando a compatibilizarão entre as expectativas do ser humano dificultando a comunicação. Isso traz teses relacionadas por estas reflexições: inicialmente, em sociedade menos complexa as demais ordens éticas amortecem os comflitos sociais, fazendo com que só chegue ao direito as mais graves. Isso significa que a complexidade pulveriza os conteúdos éticos, pois cada individuo tem sua religião, sua moral, sua etiqueta, sua política, sua orientação sexual e etc. e o direito passa a ser um único ambiente ético comum a todos. Depois, em uma sociedade altamente diferenciada os signus lingüísticos tendem a se distanciar cada vez mais de seus significados, no caso de direito, os textos normativos são compreendidos diferentemente pelos diversos indivíduos e grupos, pois cada um reage a seu modo diante de expressões generalizantes: mulher honesta, interesse publico, moderação de meios. E isso sobrecarrega a lei no trato com os comflitos tornando-a menos funcional.

Sobrecarga do direito como ambiente ético comum. O critério democrático para lidar com a complexidade e as extremadas diferenciações provoca esvaziamento de conteúdo axiológico prévio, no excesso de disponibilidade ética na positivação do direito. Ao lado do problema de determinação genérica do direito como ambiente ético universal, seja no plano nacional, seja no plano internacional, vem a questão da decisão concreta e suas limitações.

Sobrecarga da decisão concreta e crise do judiciário. Pode-se partir de duas correntes teóricas do direito opostas atualmente: a que crer na correspondência entre texto normativo, genérico e prévio, e a decisão do caso concreto; e a que vê a decisão como independente do texto, servindo a Constituição e demais textos normativos muito mais para uma justificação posterior de uma opção ética criada casuisticamente.

Conclusão. O certo é que, tanto no problema dos limites éticos ao poder Constituinte Legislativo originário, quanto no problema dos limitis éticos à decisão judicial, o direito dogmático contemporâneo é positivo, uma vez que seus argumentos são viáveis não por seu conteúdo moral, racional ou de justiça, mas exclusivamente por sua pertinência ao ordenamento estatal positivado. Deve-se, porém, ter em mente que aquilo que se considera insatisfatória não é a tomada da posição ética, mas sim a tentativa de racionalizá-la em termos de critérios racionalizáveis. Não aceitar a objetividade desses critérios não significa abster-se de tomar posições éticas diante das situações da vida.

Bibliografia

ADEODATO, João Mauricio, Ética e Retórica: Para uma teoria da dogmática jurídica, Saraiva, 3ª Edição, 2007, pág. (261, 282), capitulo Décimo Primeiro”.

Constitucional

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SUMÁRIO

Introdução
Processo Histórico que envolve à CRFB/88
Papel da constituição
Fundamentos e diretrizes constitucionais
Princípios e regras constitucionais
Princípios constitucionais fundamentais
Conclusão
Bibliografia

Introdução

A Constituição Federal de 1988 representa a norma fundamental de nosso ordenamento jurídico. Nela encontramos a consolidação dos bens e valores jurídico-políticos que o constituinte resolveu, por bem, conceder a qualificação de supremos quando comparados aos demais.

E inegável que a Lei Maior constitui a norma mais importante do ordenamento jurídico, legitimando o direito estatal posto e ordenando o sistema jurídico.

Se é certo o grau hierárquico superior do sistema normativo abrigado no corpo formal da Constituição sobre as demais normas jurídicas, consoante os ensinamentos da dogmática jurídica tradicional, é possível se falar em hierarquia entre as próprias normas constitucionais? A questão está longe de ser pacificada.

A Assembléia Nacional Constituinte, da qual se originou o texto constitucional, refletiu os anseios de uma sociedade que estava saindo de um período ditatorial e, buscando a democracia e o desenvolvimento sócio-econômico de suas relações. O texto constitucional demonstra bem isso.

Acontece que a Constituição não foi obra de um grupo político-econômico solitário. A Constituição nasceu confusa quanto à sua identidade, se liberal, dirigente ou social-democrática; se parlamentarista ou presidencialista; até o princípio republicano foi questionado. Como nenhum grupo na Assembléia Nacional Constituinte tinha supremacia, produziu-se um texto que remete muitas decisões importantes para o futuro, através de dispositivos programáticos, ou, que estabelece valores aparentemente contraditórios no mesmo dispositivo.

Processo Histórico que envolve à CRFB/88

Vivia o Brasil sob o regime de ditadura militar desde 1964 e, desde 1967 (particularmente sob as alterações promovidas pelos chamados Atos Institucionais) sob uma Carta Magna imposta pelo governo.

O sistema de exceção, em que parte das garantias individuais e sociais eram voltadas para garantir os interesses da ditadura (através de conceitos como: segurança nacional, direito de associação etc.).

Durante o processo de abertura política, em meio ao governo do general João Baptista Figueiredo – último dos militares a ocupar a Presidência da República – o anseio por dotar o Brasil de uma nova Constituição, defensora dos valores democráticos. Anseio esse que se tornou necessidade após o fim da ditadura militar e a redemocratização do Brasil, a partir de 1985. Contra um sistema ditatorial o povo pedia para um processo de redemocratização brasileira.

Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já (um movimento civil de reivindicação por eleições presidenciais diretas no Brasil, em 1984). Participaram inúmeros partidos políticos de oposição ao regime, além de lideranças sindicais, civis, estudantis e jornalísticas. Destacaram-se os políticos Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, André Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, Teotônio Vilela, José Serra, Luiz Inácio Lula da Silva, Eduardo Suplicy, Leonel Brizola, Miguel Arraes entre outros.

A possibilidade de eleições diretas para a Presidência da República no Brasil se concretizaria na aprovação da proposta de Emenda Constitucional Dante de Oliveira pelo Congresso Nacional , para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

O processo de redemocratização ganhou forças quando acaba o partido politico Arena de punho ditatorial e outros de punho democrático tem inicio como o Partido dos Trabalhadores ( PT ) e o Partido Democrático Trabalhista ( PDT ).

No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal.

Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.

Então assim no local onde se reuniu a Assembléia Nacional Constituinte, o plenário da Câmara dos Deputados, a 5 de outubro de 1988, em solenidade transmitida ao vivo pelas redes de televisão do Brasil, foi à nova Constituição – então apelidada por Ulysses Guimarães de “Constituição Cidadã” – promulgada. A assembléia foi composta por 559 constituintes (487 deputados federais e 72 senadores), representantes dos 23 estados que existiam à época, e do Distrito Federal.

• O discurso mais caprichado na carreira do orador Ulysses Guimarães foi proferido na tarde de 5 de outubro de 1988. O deputado fez o elogio da liberdade, condenou o autoritarismo e declarou seu ódio à ditadura: “Ódio e nojo”. Interrompido 53 vezes pelos aplausos que espocavam pelo plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, Ulysses lembrou figuras desaparecidas sob o antigo regime, como o deputado Rubens Paiva. Também falou em dignidade, democracia e justiça. No final, evocou a ajuda de Deus. Parlamentares de diferentes partidos – PFL, PSDB, PT – aplaudiram o peemedebista. No dia seguinte, o pronunciamento foi assunto de capa em todos os jornais brasileiros. Um trecho forneceu a manchete para Zero Hora: “Carta feita com amor e sem medo”. O discurso de Ulysses assinalava a promulgação da nova Constituição do Brasil, a sétima na história do país e a primeira pós-regime militar.

A nova Constituição ampliou e fortaleceu a garantia de direitos individuais e liberdades públicas. Fixou a independência entre os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), estabeleceu as eleições diretas e estendeu o voto aos analfabetos e aos jovens com mais de 16 e menos de 18 anos.

Em quanto sua estrutura:

A Constituição brasileira abre com um Preâmbulo, que consiste em declaração solene dos membros da Assembléia Nacional Constituinte, sintetizando o pensamento que norteou o trabalho de elaboração, e afirmando que, reunidos para instituir um Estado Democrático, a promulgam; os 245 artigos e centenas de incisos da Lei Magna distribuem-se em 10 capítulos, denominados Títulos, que são:

I – Dos Princípios Fundamentais (arts. 1.º a 4.º);
II – Dos Direitos e Garantias Fundamentais (arts. 5.º a 17);
III – Da Organização do Estado (arts. 18 a 43);
IV – Da Organização dos Poderes (arts. 44 a 135);
V – Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas (arts. 136 a 144);
VI – Da Tributação e do Orçamento;
VII – Da Ordem Econômica e Financeira (arts. 170 a 192);
VIII – Da Ordem Social (arts. 193 a 232);
IX – Das Disposições Constitucionais Gerais (arts. 233 a 245).

Além disso, ao final, 70 artigos (numerados de 1.º a 70), compõem o ADCT – Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

Papel da constituição

A Constituição de 1988 contém fundamentos e diretrizes que deverão ser seguidas pela sociedade em suas relações jurídicas. Embora possa parecer que a Constituição, ao se desdobrar numa extensa regulação de quase todos os aspectos sociais tenha tentado uma espécie de “imperialismo” sobre a economia, cultura e a política, nada mais procura senão estabelecer os processos jurídicos que deverão ser seguidos dentro dessas áreas, de modo que o cultural, o econômico e o político não se torne anti-social. E, mesmo que houvesse tal pretensão, a força do político-econômico e o caráter cada vez mais volátil da realidade humana impedem que preestabeleça todos os critérios jurídicos que devem orientar a vincular a conduta de cada um de nós.

Os fatos sempre foram e serão rebeldes com relação ao Direito. “O Direito não está sobre os fatos, nem ao lado dos fatos, porém atrás dos fatos”. O ordenamento jurídico representa todo um sistema ordenado, harmônico e hierarquizado de normas que regulam a conduta jurídica das pessoa enquanto seres integrados em uma dada sociedade. Sua concreção encontra-se determinada pelo grau de aceitação que suas normas conseguem no seio do corpo social, bem na força dos instrumentos posto pelo próprio ordenamento jurídico para sua efetivação real.

Mas o ordenamento jurídico não surge do nada. Constitui sim a Condensação das normas sociais que são consideradas mais fundamentais para a preservação da sociedade, produzindo o grau máximo de intervenção da sociedade na conduta individual. Tanto o seu surgimento como o seu processo de concretização sofrem influência do meio ambiente sócio-político.

O ponto inicial do ordenamento jurídico é o Poder Constituinte. Através dele, o político, o social, o econômico e o cultural tornam-se jurídico, na tentativa de integrar, com um mínimo de ordem, norma e conduta. No Poder Constituinte, a ordem social vigente constitui uma dada ordem jurídica, que passará a servircomo instrumento mais poderoso de contrato social, socializando o indivíduo dentro daqueles padrões de comportamento considerados fundamentais para preservação da própria ordem social instituinte, concedendo segurança jurídica às relações sociais.

O resultado da quebra das lanças entre forças sociais durante os debates constituintes consolida-se na Constituição que representa o ordenamento fundamental jurídico.

Caracteriza-se pela supralegalidade constitucional, como garantia jurídica da Supremacia da Constituição, bem como pela imutabilidade relativa à Lei maior pelo poder da reforma.



Fundamentos e diretrizes constitucionais

Fundamento constitucional é tudo o que é indispensável à sociedade num momento histórico exigindo certo tratamento jurídico diferenciado.

A adequação entre a realidade social e o fim preestabelecido na constituição depende da concretização do alcance jurídico ao estado e a sociedade, portanto diretrizes é todo aquele que fixa metas ao mesmo.

Os fundamentos e as diretrizes assumem a importância da preservação da ordem social e reclamam ao poder constituinte a sistematização e a instrumentalização jurídica.

A constituição de 1988 estabelece hierarquia entre fundamentos e diretrizes titulado então como princípios fundamentais.

O art.1° da lei maior estabelece em seus incisos fundamentos primeiros do Ordenamento Jurídico-constitucional. São eles a soberania (I), a cidadania (II), a dignidade da pessoa humana (III), os valores sócios do trabalho e da livre iniciativa (IV), e o pluralismo político (V).

O art. 3°, fixa à constituição as diretrizes fundamentais da Republica, que são: a construção de uma sociedade livre,justa e solidária (I); a garantia do desenvolvimento nacional (II); a erradicação da pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais (III);e por fim ,a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem , raça sexo , cor , idade e qualquer forma de descriminação (IV).

Os fundamentos e diretrizes estão separados da realidade constitucional, como argumentações isoladas junto ao poder judiciário, não trazendo nenhuma conseqüência ao individuo.(Barroso 1993:). Luiz Roberto Barroso afirma que os objetivos fundamentais do art.3º não têm importância na disciplina constitucional, e que alguns dos principais comentadores da constituição, não conseguiram comentar sobre os seus incisos.

A falta de concretização de normas da constituição brasileira gerou afirmações.

A doutrina e a frustração que a constituição trouxe para o cidadão fizeram osjuristas desconsiderarem a potencia dos fundamentos e diretrizes. No entanto não significa dizer que os dispositivos constitucionais são inúteis ou exagerados.

Os incisos dos arts. 1°e 3° da carta magna têm reconhecimento numa função simbólica, que reflete os anseios de uma sociedade por uma democracia que espera superar o subdesenvolvimento podendo também assumir um caráter normativo relevante conforme a realidade constitucional.

Marcelo Neves lembra que apesar da função simbólica das declarações contidas nos textos constitucionais e seus rodeios,elas podem servir também a interpretação e, portanto, a concretização do texto constitucional.

A legislação simbólica e a produção de texto manifestam referencias a realidade norma-jurídica que serve a primária exagerada com finalidades políticas não especificamente normativo-juridico, estando separada da realidade constitucional, pode-se dizer que os fundamentos e diretrizes do art.

1° e 3° da constituição de 1988 tem uma tripla função.

1° Determinar os valores e fins que devem ser predominantes para as três esferas estatais (legislação, jurisdição e administração), no desempenho de suas atividades.
2° Apresentar o estado como sensível às exigências e expectativas do cidadão, procurando conquistar sua confiança no sistema jurídico posto.
3° Transferir para o ordenamento jurídico a concretização de seu conteúdo em um futuro indeterminado.

A função normativo-juridico dos fundamentos e diretrizes é de constituir os padrões morais e teleológicos que devem ser seguidos pelo operador jurídico, na construção e concretização do ordenamento jurídico.

Princípios e regras constitucionais

Para distinguir entre regras e princípios, há diversos critérios a serem utilizados. Quanto ao grau de abstração, os princípios são normas com um grau de abstração mais elevado, enquanto as regras têm sua abstração reduzida. De maneira que, em função dos princípios serem vagos e indeterminados, necessitam de intervenções que os concretizem, já as regras, diante de sua precisão, podem ser aplicadas diretamente. Os princípios estabelecem padrões juridicamente vinculantes, estabelecidos em função da justiça ou da própria idéia de direito; as regras podem ser normas vinculativas com conteúdo apenas funcional

Os princípios têm caráter fundamental no sistema de fontes, pois são normas que têm papel essencial no ordenamento, devido à sua posição hierárquica, ou porque determinam a própria estrutura do sistema jurídico. Ademais, os princípios são fundamento das regras, constituindo a base ou a razão das regras jurídicas.

Os princípios são normas compatíveis com vários graus de concretização, conforme os condicionalismos fáticos e jurídicos, enquanto que as regras impõem, permitem ou proíbem uma conduta, de forma imperativa, que é ou não cumprida. No caso de conflito, os princípios podem ser harmonizados, pesados conforme seu peso e seu valor em relação a outros princípios. Já as regras, se têm validade, devem ser cumpridas exatamente como prescritas, pois não permitem ponderações. Se não estão corretas, devem ser alteradas. Isso demonstra que a convivência dos princípios é conflitual – coexistem –, enquanto a das regras é antinômica – excluem-se

É a existência de regras e princípios que permite a compreensão do direito constitucional como um sistema aberto. Se o modelo jurídico estivesse formado apenas por regras, estaríamos restritos a um sistema fechado, com uma disciplina legal exaustiva de todas as situações, alcançando a segurança, mas impedindo que novas situações fossem abarcadas pelo sistema. Por outro lado, a adoção somente de princípios seria impossível, pois diante de tal indeterminação (sem a existência de regras precisas), o sistema mostrar-se-ia falho de segurança jurídica e tendencialmente incapaz de reduzir a complexidade do próprio sistema. Diante da impossibilidade de se constituir um sistema formulado apenas com princípios ou regras, é que se propõe o sistema formado por regras e princípios.

Construir o direito constitucional com base em princípios, além de possibilitar a solução de certas questões metódicas, permite maior abertura, legitimidade (os princípios consagram valores que fundamentam e justificam a ordem jurídica), enraizamento (referência sociológica a valores, programas, funções e pessoas) e possibilidade de concretização do próprio sistema, seja o texto constitucional garantístico ou programático.

Critérios usados entre o conflito do PCO (poder constituinte originário) ; Doutrina Princípios: Ponderação de Interesses, norma com peso ou valor maior que outro.

Principio e regra: Interpretar a regra através de seu principio.

Regra: Harmonização entre à norma para a criação de uma terceira norma.

Princípios Constitucionais Fundamentais

Assim como cada ciência é grada por princípios, a Constituição oferece seus princípios fundamentais, sem os quais não se pode de maneira alguma interpretá-la. Ao contrario do que acontece com as regras constitucionais, não é possível se falarem inconstitucionalidade ou invalidade de princípios constitucionais.

A constituição estabelece como base de seu funcionamento, o sistema democrático, a forma federativa de Estado e a forma republicana de governo. São os seus pontos básicos.

Os princípios constitucionais, tal como as demais normas constitucionais, encontram-se hierarquizadas dentro da própria Constituição. Pois “seria incompreensível, em primeiro lugar, uma Constituição como simples conglomerado desconexo de normas, às quais arbitrariamente se atribuiu o caráter de lei por excelência” (Reale)

Luís Roberto Barroso identifica três espécies hierarquizadas de princípios constitucionais, na seguinte ordem:

a) Princípios fundamentais, que contêm as decisões políticas estruturais do Estado;
b) Princípios constitucionais gerais, constituindo especificações dos anteriores;
c) Princípios setoriais ou especiais destinados a presidir um conjunto especifico de normas constitucionais, representando, por sua vez, uma especificação dos princípios constitucionais gerais.

Fixamos como princípios fundamentais aqueles protegidos e afastados do Poder de Reforma constitucional. A Constituição Federal vigente, em seu art. 60,§ 4º, estabelece que a forma federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos poderes e os direitos e garantias individuais não podem ser objeto de emenda à Constituição tendente a aboli-los, que são usualmente denominados de clausulas pétreas.As clausulas pétreas devem ser entendidas como os limites matérias ao Poder de Reforma Constitucional, enquanto que estes, como os princípios constitucionais, expressos ou não na Constituição, que são hierarquicamente superiores a todas as outras normas constitucionais e infraconstitucionais.Nem todas as cláusulas pétreas contêm princípios,mas todos os princípios constitucionais fundamentais são cláusulas pétreas, sem haver espaço para exceções.

A constituição tem o seguinte preâmbulo: “Nós representantes do povo brasileiro,reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir em Estado Democrático, destinado a assegurar exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.”

Idealizaram, portanto, os nossos constituintes o Estado brasileiro como Estado-Democrático-de-Direito.

Temos então como princípios fundamentais do nosso ordenamento jurídico:

• O princípio federativo que está estampado no preâmbulo (art. 1º, caput, da Constituição) e tem como fundamento:

I – a soberania;
II – a cidadania;
III – a dignidade da pessoa humana;
IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V – o pluralismo político;

Por conseguinte, o Brasil é uma República Federativa formada pelos Estados, Municípios e Distrito Federal. Eles estão reunidos de forma indissolúvel por não haver desligamento. Federação, no Direito Público, é empregado como união indissoluvelmente instituída por Estados independentes para a formação de uma só entidade soberana.

– A soberania, que no aspecto individual mostra quem é considerado parte da República (art. 12, CRFB), no aspecto social mostra os signos nacionais (art. 13, CRFB) e no aspecto estatal legitima a atuação do Estado através de seus três atos: a lei (lato sensu), o ato administrativo e a decisão judicial (art. 18 e ss., CRFB);
– A cidadania, que fundamenta os direitos políticos (art. 14 a 16, CRFB) e legitima a participação democrática no seu aspecto individual;
– A dignidade da pessoa humana, que fundamenta a existência de direitos e garantias individuais e coletivos (art. 5º, CRFB);
– Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, que fundamentam os direitos sociais (art. 6º a 11, CRFB);
– O pluralismo político, que fundamenta os partidos políticos, que são o aspecto coletivo da participação da democracia;

O Brasil constitui-se com os princípios, destaca-se a dignidade da pessoa humana, que significa respeitar os direitos fundamentais consagrados no art. 5º da Constituição.

• Princípio democrático ou da soberania popular:

O regime representativo é o democrático, uma forma de governo na qual o poder é exercido pelo povo e para o povo, através de seus representantes legitimamente eleitos. O povo, através dos eleitores, escolhe o Presidente da República, os senadores e os deputados e estes exercem o poder por representação, governando o país em nome do povo e para o povo. É por isso que o parágrafo único do art. 1º, da Constituição Federal diz que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente, nos termos da Constituição”

– A fonte de poder do Estado, que é o povo, no seu aspecto político.

• O princípio da separação funcional do Poder “São poderes da União, diz o art.2º da CF – independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Essa separação é para evitar que o poder venha ficar nas mãos de uma só pessoa, como acontece na ditadura,na qual todos os poderes do Estado – o legislativo, o executivo e o judiciário – concentram-se numa só pessoa, que os exerce arbitrariamente.

– A organização tripartite do Estado, no âmbito da União Federal, que pelo princípio da simetria, deve ser repetido, tanto quanto possível, nos demais entes federativos

Os Estados modernos, na sua maioria, adotam o regime representativo-democrático, a antítese da forma ditatorial. A maior vantagem do regime democrático é a existência dos três poderes, independentes e harmônicos.

São três, portanto, os poderes no plano federal: o Legislativo, exercido pelo Congresso Nacional com a principal missão de elaborar as leis jurídicas; o Executivo, exercido pelo Presidente da República que tem a incumbência de governar e administrar o Estado; e o Judiciário, exercido pelos Juízes e Tribunais que interpretam as leis jurídicas, aplicando-as para dirimir os litígios com definitividade.

O princípio da divisão dos poderes determina que cada um dele atue dentro de sua esfera de atribuições, sem se interpenetrarem, harmonizando as suas atividades para atingirem um objetivo comum: o bem público. Enfim, esse princípio visa evitar a interferência de um Poder, na esfera de atribuição do outro e os princípios elencados entre os “direitos e garantias fundamentais”.O caráter de princípio fundamental não se restringe todavia aos direitos individuais de cunho liberal, mas também aos dispositivos que estabelecem direitos e garantias sociais, políticas e econômicas do indivíduo.

“Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil” (art. 3º, CF).Esse artigo consigna os objetivos do Estado brasileiro, os quais consistem na construção de uma sociedade livre, justa e solidária, na garantia do desenvolvimento nacional, na erradicação da pobreza e da marginalização, na redução das desigualdades sociais e regionais e na promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem,raça,sexo,cor,idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Nas relações internacionais, o Brasil é regido pelos seguintes princípios, conforme prevê o art. 4º, da CF, merece destaque o § 2º da CF, o qual estabelece que os direitos e garantias das pessoas expressos na Constituição não excluem outros decorrentes dos tratados internacionais em que o Brasil seja parte. Portanto, é possível a existência de outros direitos e garantias fundamentais não constantes do Título II, Capitulo I “Dos Direitos e Garantias Fundamentais”, da Constituição, previstos nos Tratados Internacionais de que o Brasil é parte.

“A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latinoamericana de nações”(parágrafo único do art. 4º da CF).

Os Direitos e Garantias Individuais (art. 5º, CF)

No Título II, a Constituição Federal assegura um conjunto de prerrogativas que dizem respeito às principais dimensões que se referem ao ser humano:

o pessoa natural ou física

o membro da sociedade civil

o membro da sociedade política

É importante salientarmos que, desde a proclamação da Constituição, as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação jurídica imediata.

Destacaremos, a seguir, algumas dessas normas:

o Igualdade perante a lei : todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. São invioláveis o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

o Liberdade de crença e expressão : é livre a expressão da atividade artística ou científica, independentemente de censura. Ninguém será privado de direito por motivo de crença religiosa, política ou filosófica.

o Defesa do consumidor : o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa dos direitos do consumidor.

o Inviolabilidade da casa : a casa é o asilo inviolável do indivíduo, ninguém pode nela penetrar sem o consentimento do morador, salvo em casos excepcionais (crimes, prestação de socorro, cumprimento de ordem judicial).

o Condições para se prender alguém : ninguém poderá ser preso, senão em flagrante delito ou por ordem escrita de autoridade judiciária competente.

o Habeas Corpus : é o instrumento jurídico destinado a resguardar o indivíduo que esteja ameaçado de sofrer violência ou coação, em sua liberdade de locomoção, causada por ilegalidade ou abuso de poder.

o Habeas Data : é o instrumento jurídico que assegura ao indivíduo o direito de conhecer informações relativas à sua pessoa, que constem nos arquivos de entidade públicas. Assegura, também, o direito à retificação dos dados informativos arquivados.

o Mandado de Segurança : é o instrumento jurídico destinado a proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade de caráter público.

o Direitos sociais : são considerados direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, o amparo à maternidade e à infância e a assistência aos desamparados.

o Direitos políticos : a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal (direito de voto a todos os cidadãos) e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos.

Além desses princípios constitucionais, existem outros que, embora não expressamente referidos pelo art. 60, § 4º, são imprescindíveis para a manutenção da integridade do texto constitucional.E nem precisariam estar.

A hermenêutica constitucional não pode ser realizada segundo os mesmos critérios da hermenêutica tradicional. Ela está submetida a princípios que lhe são específicos, e que devem orientar o jurista na concretização do texto constitucional.

a) Principio da supremacia da Constituição – é a superioridade da Constituição sobre as demais espécies normativas.
b) Princípio da supralegalidade da Constituição – as normas constitucionais devem ser formalmente superiores Às normas infraconstitucionais, devendo ser a integridade da Constituição, como norma fundamental e última instância de legitimidade do ordenamento jurídico.
c) Principio da unidade da Constituição – as normas inferiores devem se adequar às normas superiores contidas na Constituição.
d) Princípio da continuidade da ordem jurídica – a nova Constituição recepciona toda a legislação infraconstitucional, edificada sobre a ordem constitucional superada pelo Poder Constituinte, desde que não fira os seus termos.
e) Princípio da interpretação conforme a Constituição – a interpretação do texto infraconstitucional deve ser harmônico e compatível com o texto constitucional, determinando que “que sempre que houver uma interpretação que conduza à inconstitucionalidade de uma norma e outra que permita sua aplicação válida,deve o intérprete prestigiar a segunda” (Barroso).
f) Princípio da proporcionalidade – segundo o qual, diante do choque aparente entre princípios, deve ser determinada “a busca de uma “solução de compromisso”, na qual se respeita mais , em determinada situação, um dos princípios em conflito, procurando desrespeitar o mínimo ao (s) outros (s), e jamais lhe (s) faltando minimamente com o respeito, isto é, ferindo o seu “núcleo essencial” (Guerra Filho)

Esse principio tem se tornado mais presente em nosso ordenamento jurídico, ele se desdobra em três aspectos: a proporcionalidade em sentido estrito,adequação e exigibilidade (Guerra Filho).

A constitucionalidade em sentido estrito determina por sua vez que deve haver harmonia entre os valores constitucionalmente consagrados, de modo que um não entre em contradição com outro, um não se sobreponha a outro de maneira a revogar o último.

Para que o princípio da connstitucionalidade seja adotado, é preciso admitir a hierarquia constitucional entre os seus princípios e a interdependêndencia entre eles.(Rocha).A Constituição não pode conter normas constitucionais que se contrariam. No caso dos princípios, pode haver aparentemente a possibilidade da aplicação simultânea e divergente entre eles diante de um caso concreto.

“A existência dos Princípios Fundamentais como expressão de uma técnica legislativa utilizada pelo constituinte representa uma hierarquia interna na própria Constituição” (Dantas).Não é certo atribuir aos princípios constitucionais o caráter de subsidiariedade quando confrontados com as demais normas jurídicas, pois exercem “uma força vinculante,sobretudo, no instante do exercício interpretativo.” (Dantas)

Os princípios fundamentais incidem sobre todo o ordenamento jurídico-constitucional e infraconstitucional, gozando de isenção ao Poder de Reforma Constitucional, sistematizando e ordenando os fundamentos e diretrizes fundamentais consagradas nos arts. 1º e 3º.

Os enunciados dos dispositivos supracitados não constituem princípios fundamentais, como aparentemente estabelece a Constituição no seu Título I.Representam sim fundamentos e diretrizes fundamentais para o ordenamento jurídico-constitucional , opções políticas d constituintes legadas para as gerações que ele seguirem. Sua positividade somente existe quando servem de alicerce para a edificação e concretização da norma constitucional (princípios e regras constitucionais).

Entendendo que os fundamentos e diretrizes fundamentais expressos nos arts. 1º e 3º da Constituição de 1988 também são cláusulas pétreas , mas não são, é preciso reiterar aqui, princípios.Nem mesmo o inciso do art. 1º, que trata da livre iniciativa, pois ela constitui um dos fundamentos constitucionais da nossa sociedade, repelindo o coletivismo estatal, e não se confundindo com o princípio geral da livre concorrência art. 170, IV, da Constituição.

A cidadania constitui um dos fundamentos da Constituição, ao estabelecer que a participação do indivíduo é necessária, tanto ativa como passivamente, nas decisões a serem tomadas sociedade. Sem a participação do cidadão, não há democracia. O inciso II do art. 1º da Constituição não tem isoladamente nenhuma valia jurídica (barroso), mas uma função politico-simbólica hipertrofiada, já que ela não existe de fato em nossa sociedade. A cidadania encontra positividade tão somente enquanto sistematizada pelo princípio fundamental da soberania popular, com sede no art. 2º, da Constituição e qualificado pelo art. 60, §4,inciso II, da Lei Maior.

Subordinados ou decorrentes dos princípios fundamentais, os princípios constitucionais gerais estão diretamente relacionados a um dado subsistema constitucional.

Aos princípios constitucionais fundamentais estão submetidos todos os demais princípios constitucionais e regras constitucionais.

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 (DE 05 DE OUTUBRO DE 1988)

Em 27 de novembro de 1985, através da emenda constitucional n. 26, foi convocada a Assembléia Nacional Constituinte, com a finalidade de elaborar um novo texto constitucional que expressasse a nova realidade social, a saber, o processo de redemocratização e término do regime ditatorial. Assim, em 05 de outubro de 1988 foi promulgada a Constituição da Republica Federativa do Brasil, a qual apresenta as seguintes características principais:

1. Após um período ditatorial, o Constituinte de 1988 tratou de assegurar princípios e objetivos fundamentais que tem a finalidade de possibilitar o integral desenvolvimento do ser – humano, tendo como base o principio da dignidade da pessoa humana. (CF, art. 1º a 4º)
2. Criação do Superior Tribunal de Justiça em substituição ao Tribunal Federal de Recursos
3. Criou o mandado de injunção (CF, art. 5º, LXXI); mandado de segurança coletivo (CF, art. 5º, LXX); habeas data (CF, art. 5º, LXXII)
4. Estabeleceu a faculdade do exercício do direito de voto ao analfabeto.

Conclusão

Constituição Cidadã, 19 anos depois, com maioridade plena, mas ainda sem a efetivação dos direitos e garantias previstos no seu texto. Publicada no dia 5 de Outubro de 1988, com 245 artigos, a Constituição da República Federativa do Brasil foi batizada como Constituição Cidadã, pelo saudoso constituinte Deputado Ulisses Guimarães, para ressaltar a conquista dos direitos sociais e individuais garantidos no novo “Contrato Social”. Quanto a isto, é inegável, pois avanços ocorreram em todos os campos discutidos na Assembléia Constituinte, tanto nos aspectos da relação de soberania do Estado brasileiro, nos seus fundamentos, objetivos e princípios, quanto nas fundamentais garantias, coletivas e individuais, nestas últimas, num capítulo do tamanho de uma constituição.

Também se cuidou com espírito de vanguarda quanto à proteção da família, da criança e do adolescente especificamente, do idoso, do índio, do meio ambiente e da sua complexa preservação, assim como da exploração dos recursos naturais e da biodiversidade, como um patrimônio genético nacional, das Finanças Públicas, da Ordem Econômica e Financeira, da Política Urbana, da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, dentre outros temas de interesse social, econômico e político.

Uma constituição avançada, podemos assim dizer, apesar de conter um grande número de matérias apenas formalmente constitucionais, próprias de legislação infraconstitucional. Prestes a completar 20 anos de idade, primeiramente acho que devemos comemorar por ainda está em vigência. Com relação aos seus mandamentos acho por demais vagarosa a forma como se concretiza a voluntas legi. Em apenas 17 anos, a Carta Magna já possui 251 artigos (com o acréscimo do Art. 149-A, violando a sistematização natural da norma), foi emendada por mais de 53 vezes, além de inúmeras leis infraconstitucionais elaboradas para regulamentar e garantir a efetivação do que assegura a Lei Maior, algumas delas desnecessárias dado o caráter de eficácia plena da norma, outras para limitar o alcance da sua vontade, mas muito há que se fazer para a completa realização dos seus mandamentos, ou seja, ainda muito longe estamos de vermos concretizadas as conquistas formalmente garantidas.

Não conseguimos transformar a família brasileira numa célula social forte, sólida e protegida como entidade de referência e assim atuando em todas as discussões sociais. Apesar de criarmos o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8069/90), os nossos jovens não saíram das ruas e ainda não fazem parte dos planos traçados para o futuro, pior, estão sendo recrutados pelo crime organizado do tráfico de drogas. Para os nossos jovens, como disse anteriormente em: “O Fantasma das Drogas”, os caminhos hodiernos não levam a lugar nenhum, o sangue e o suor derramados, jogados na vala comum. Os nossos idosos apesar de lembrados na Constituição, Art. 230, na Lei Civil comum e noutras leis extravagantes, nem assim conseguem viver com a dignidade que merecem. Quiçá alcancem com o novo Estatuto que ora se aprova.

Os índios continuam sendo dizimados embora protegidos formalmente na Constituição. O meio ambiente, como é tema universal em destaque, por pressão externa, tem sido pelo menos objeto de permanente discussão. As nossas riquezas naturais e o universo da biodiversidade são fontes de exploração pelos países desenvolvidos, com a omissão ou cumplicidade das autoridades brasileiras; as finanças públicas sofrem a corrosão nefasta da corrupção. A ordem econômica e financeira encontram-se profundamente comprometida por vícios e ações espúrias que desestabilizam o sistema. A política urbana, sob os olhos vesgos dos governos, avança desordenadamente, comprometendo a vida na cidade, por ter que acomodar os desvalidos que a desesperança da reforma agrária expulsou do campo.

Como se vê, a Constituição não andou muito no caminho da concretude das suas conquistas. Tudo se deve ao vício político do fisiologismo, que entrava o desenvolvimento em nome de interesses singulares, impedindo as transformações e as significativas mudanças de direcionamento, definições de ideológicas e eleição de modelos próprios para o Brasil. Não podemos mais seguir ao bote de improvisadas formas políticas, numa sucessiva mudança de rotas, a cada troca de comando, sem que se estabeleça as diretrizes básicas e gerais que permitam alavancar políticas públicas de desenvolvimento econômico e social. O déficit social, a insuficiência econômica e a corrupção política são resultados de uma ausência de programas e princípios básicos de gestão pública, que devem ser estabelecidos e respeitados por quem quer que ocupe o poder.

Na análise dos processos de atuação dos governos, ao longo desses séculos, podemos ver que cada um promove a realização da sua vontade, operando como gestor público segundo o seu particular interesse, numa espécie de democracia sui generis, onde, quem pode, faz o que quer.

A falta de consistência dos programas e o crônico hábito de interrupção das ações pelos governos que se sucedem, acarreta incontestável prejuízo e não permitem alcançar os resultados prometidos ou esperados. A Constituição é a ordem básica extraída da retina do constituinte, representando a porção da soberania dos indivíduos a quem ela se dirige, significando a projeção de uma ordem jurídica desejada, onde os cidadãos abdicam da liberdade absoluta e creditam no Estado o poder de fazer valer a ordem jurídica instituída, mas se os legitimados executores dessa ordem se corrompem, toda a ordem fica igualmente corrompida e os sonhos do povo não se realizam.

Bibliografia

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BORGES, José Souto Maior (1993). Pró-dogmática: Por uma Hierarquização dos Princípios Constitucionais. In: Revista Trimestral de Direito Público – 1. São Paulo: Malheiros, pp. 140-146.

CANOTILHO, J. J. Gomes & MOREIRA, Vital (1991). Fundamentos da Constituição. Coimbra: Coimbra Editora