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A CONTRIBUIÇÃO DA ESCOLA PARA A FORMAÇÃO DE BONS HÁBITOS ALIMENTARES

Universidade Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

RESUMO

A Contribuição da Escola para a Formação de bons Hábitos Alimentares será abordada neste estudo através de conclusão pessoal realizada em pesquisas, e abordada através de temas relacionados à merenda escolar, alimentação infantil à influência dos meios de comunicação e publicidade. Do primeiro contato na escola ao meio externo, da preocupação que cresce cada vez mais em relação às crianças, possuindo acesso fácil aos meios de comunicação. Isto posto acarreta num aumento constante de doenças como diabetes, hipertensão e obesidade na adolescência. Nossos hábitos sociais também são relevantes na contribuição em facilitar o consumo excessivo de alimentos adversos desse tipo de alimentação, das cantinas de escolas as lanchonetes. Ai deve ser inserido o Governo, a Secretaria de Saúde e a escola, numa união para desenvolverem projetos voltados aos bons hábitos alimentares.

Palavras Chave: Nutrição, Alimentos, Hábitos, Escola.

1 – INTRODUÇÃO

Sabe-se que a escola é um dos primeiros contatos que a criança tem com o meio fora do âmbito familiar. Dá-se ai a preocupação com os alimentos ingeridos pela criança, principalmente em virtude dos acessos facilitados aos meios de comunicação, com propagandas sempre voltadas a produtos de muito pouco teor alimentar, entretanto por outro lado possuem taxas altíssimas de açucares, sais e gorduras prejudiciais ao organismo humano.

Por outro lado a Alimentação Escolar é um direito de todo estudante que freqüente da educação infantil ao ensino fundamental, para servir de suplementação alimentar, com o fim de facilitar o ato de aprender, pois uma alimentação saudável contribui para um melhor desempenho escolar, em conseqüência diminui-se a repetência e os níveis de evasão escolar.

Atualmente a ferramenta mais segura e eficiente para combater distúrbios nutricionais, como a obesidade, é o investimento em medidas de saúde que dependem, por sua vez, dos interesses dos gestores de políticas publicas. Essas medidas incluem mudanças nas propagandas de alimentos e guloseimas destinadas ao publico infantil, modificações no teor de gordura e açúcar dos alimentos, estimulo às famílias a pratica de atividades físicas e, principalmente, a utilização da escola como local no qual as questões nutricionais possam ser debatidas e transmitidas às crianças.

Nesse contexto merece destaque o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), presente em todas as escolas publicas do país como um serviço ao qual poderiam ser incorporadas estratégias de intervenção, com vistas ao reconhecimento e consolidação de hábitos alimentares saudáveis. Não é possível ignorar, também, a importância de orientar os alunos sobre os alimentos que são comercializados pelas cantinas, frequentemente presentes nas escolas.

Em face de tudo isto, ressalta-se a importância da escola como ambiente no qual as informações e conhecimentos adquiridos em sala de aula possam ser concretizados, com vistas a reduzir essa dicotomia teoria-pratica. Os educadores devem ensinar os alunos a optar pelo melhor, instruindo sobre os efeitos que cada tipo de alimento pode causar ao organismo, visando evitar, por exemplo, que um alimento menos nutritivo se transforme na principal refeição da criança.

Sendo assim, há necessidade de desenvolver programas de educação nutricional que envolvam escolares e seus familiares, além da orientação e treinamento para as merendeiras, com vistas a selecionar tipos de preparações mais saudáveis para o grupamento de alunos, como por exemplo, a inclusão de alimentos com menor conteúdo de gorduras, açucares e sal.

2 – A INFLUENCIA DA PUBLICIDADE

A mídia incentiva cada vez mais o consumo de produtos industrializados, estes produtos muitas vezes vem transformado numa gama de formas e sabores adocicados, acarretando com isso a desaceleração do consumo de alimentos saudáveis. Nesta fase, para desespero de muitos pais conscientes, mas por outro lado de muitos pais indiferentes, as crianças ganham a rua, a escola, o supermercado e shopping. Nestes locais ha sempre oferta de diversidade de alimentos coloridos e saborosos e baratos, muitos vezes esses alimentos não precisam ser apresentados para as crianças, pois são apresentados a elas na própria casa, introduzidos através da agressiva propaganda das indústrias alimentícias.

Segundo Quaioti e Almeida: “Sabemos que os alimentos na televisão influenciam os padrões de compra da família e que um dos mecanismos mais importantes para isso são os pedidos das próprias crianças para que os pais comprem alimentos vistos na televisão”. Em vista disso, podemos constatar a importância da mídia, da escola e da família acerca na formação do habito alimentar.

3 – BONS HÁBITOS ALIMENTARES X ESCOLA

Quando se percebe através de estudos e da própria convivência nossa no dia a dia, um aumento elevado de pessoas com problemas de saúde relacionados ao diabetes, hipertensão arterial e obesidade tanto na adolescência como na fase adulta também. Surge então uma preocupação com os hábitos alimentares desde a infância e esses maus hábitos não se iniciam somente no meio familiar como também nas escolas, uma vez que o meio influencia o individuo.

Daí a preocupação em evidenciar que é principalmente na fase escolar que a criança sofre pressões da mídia e dos próprios colegas para alimentar-se de maneira incorreta. Se pararmos um pouco para analisar e observarmos uma lanchonete atentamente, podemos verificar que muitas vezes apresentam itens que estimulam a atenção e o interesse da criança em consumir alimentos (ricos em gorduras, sais e doces prejudiciais a saúde) ou nos refrigerantes com suas embalagens atraentes. Segundo Passos: “Nossos hábitos sociais contribuem para facilitar o consumo excessivo desse tipo de alimento. Nas visitas, passeios, reuniões, sempre há o consumo de alimentos, e as novas formas de entretenimento como a televisão, computadores e videogames favorecem isso”.

4 – A MERENDA ESCOLAR E OS SEUS OBJETIVOS

O que conhecemos hoje por Merenda Escolar, que na realidade é uma ação diretamente vinculada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, considerado um dos mais antigos programas sociais do Governo Federal. Teve origem na década de 40, tinha nessa época uma proposta de Instituto de Nutrição, e sua concretização não se deu por conta de interesses políticos e escassez de recursos financeiros. Em 1954 no final do Governo Vargas foi instituída de fato a “Merenda Escolar”. Em 1955, a Comissão Nacional de Alimentos regulamentou a Campanha da Merenda Escolar. De 1954 até 1979, a campanha recebeu várias denominações, e passou a se chamar Programa Nacional de Alimentação Escolar, como hoje é conhecido.

Apesar dos esforços do Ministério da Educação, ao que parece as varias mudanças na legislação, não foram suficientes para fazer com que o PNAE, de fato, atingisse a sua finalidade precípua, haja vista, que em 16 de fevereiro de 2003, o Conselho Deliberativo do FNDE, baixou nova resolução, através da qual estabelece novos critérios para o repasse e a aplicação dos recursos financeiros, dentre outros pontos, no seu artigo 2° estabelece: “suprir parcialmente as necessidades nutricionais dos alunos, com vistas a contribuir para a redução dos índices de evasão e para a formação de bons hábitos alimentares”. Olhando para esse objetivo e analisando o que de fato tem acontecido na maioria das nossas escolas, conclui-se que ele não vem sendo considerado, muito menos cumprido.

Senão vejamos: como suprir as necessidades nutricionais, se as escolas não respeitam o cardápio elaborado por nutricionista e aprovado pelo Conselho de Alimentação Escolar. Como reduzir índices de evasão, se a merenda tem sido de péssima qualidade e servida irregularmente? Como formar bons hábitos alimentares, se os gêneros que chegam à escola não fazem parte da nossa cultura alimentar, a resolução enfatiza que 70% dos recursos financeiros devem ser utilizados na aquisição de produtos básicos, ou seja, produtos culturalmente incorporados ao nosso habito alimentar, dando-se prioridade aos semi-elaborados e aos in natura”.

Além do desrespeito ao cumprimento dos objetivos da Merenda escolar e a não observância (qualidade e respeito à cultura alimentar local) na aquisição dos gêneros alimentícios enviados as escolas, enfrenta-se, ainda sérios problemas com relação à higiene, no manuseio dos produtos e na preparação dos alimentos que são servidos aos alunos/as. É preciso que se corra o risco de dizer que: primeiro é uma ação voltada à escola pública, ou melhor, voltada aos estudantes pobres, então acaba caindo na máxima “Se der certo, deu, se não der, paciência, o que se há de fazer”.

5 – VALOR NUTRICIONAL DOS ALIMENTOS

Lima afirma: “dize-me o que comes, e eu te direi como é a tua saúde”. Nutrientes são substâncias químicas encontradas em todos os alimentos. Possuem funções especificas e funcionam associadamente. São: Proteínas, Carboidratos, Lipídios, Água, Vitaminas (A,B,C,D,E,K, etc.), Elementos Minerais (ferro, cálcio, potássio, selênio, etc.) e fibras. Faz-se necessário que os cardápios existentes nas unidades de ensino sejam elaborados e balanceados por um profissional em nutrição, que conheça os nutrientes e suas funções no organismo, atendendo, assim, ao especificado em Lei.

Isto posto, a unidade de ensino surge, indiscutivelmente, como o melhor agente social para promover a educação alimentar. Devendo-se atentar sempre para a formação dos hábitos alimentares das crianças, pois as predileções de paladar ocorrem, justamente, entre os 18 e 36 anos de idade. A educação alimentar como um ato capaz de mudar, transformar antigos paladares e hábitos não é uma tarefa simples. Os aspectos socioculturais são relevantes em qualquer orientação nutricional. As crianças devem consumir a mais variada alimentação possível, Lima afirma que: “Alimentação saudável é alimentação naturalmente colorida”. É importante variar os vegetais e legumes, utilizar sempre um alimento cru (vegetal, legume ou fruta), porque são fontes de vitaminas e fibras, segundo Carrol “Sem as vitaminas obtidas dos alimentos, o organismo não funciona normalmente. As fibras consistem nas partes indigeríveis dos alimentos de origem vegetal e ajudam a prevenir doenças cardíacas e câncer nos intestinos”.

5.1 – CONTROLE DE QUALIDADE DOS ALIMENTOS

O controle de qualidade dos alimentos deve ser realizado de forma adequada, prevenindo e evitando que qualquer alimento impróprio para o consumo ponha em risco a saúde dos educandos. O conhecimento dos alimentos é uma maneira de contribuir para a qualidade da alimentação escolar saudável. Deve-se selecionar os alimentos de acordo com vários aspectos: cor, odor e sabor, identificando as condições do alimento para o consumo. Isso garantirá uma alimentação sem riscos na unidade escolar.

Não basta a indicação de alimentos nutritivos para que as exigências biológicas do indivíduo sejam corretamente atendidas. O essencial é que eles possam ser suficientemente utilizados pelo organismo e, com isso, tenham condições para exercer sua função nutricional. Alguns aspectos de controle de qualidade relacionados na compra dos produtos incluem as características visuais.

5 – CONCLUSÃO

Conclui-se que as crianças são vulneráveis e as pressões no meio o qual estão inseridas para comerem alimentos prejudiciais a saúde. Ter uma alimentação saudável é um dos pontos fundamentais para manutenção e melhora da qualidade de vida dos seres humanos. Os alimentos fornecem energia, regulam e mantém o bom funcionamento do organismo de crianças e adultos e promovem correto crescimento dos educandos. O hábito alimentar é fundamental para estimular a formação de hábitos alimentares saudáveis, e a escola é o local adequado para trabalhar esse tema com os educandos, o habito alimentar varia de acordo com cada região e suas peculiaridades.

Portanto, para evitar uma epidemia de doenças por má alimentação como diabetes, hipertensão, obesidade entre outras. Cabe a sociedade, criar maneiras de evitar isso. Essas podem ser através de projetos implantados nas escolas a fim de tornar os alimentos nutritivos mais interessantes ao paladar. A educação alimentar é fundamental para estimular a formação de hábitos alimentares saudáveis, e a escola é o local adequado para trabalhar esse tema com os educandos. Além disso, a escola é um meio que contribui para a formação do educando e a disseminação de idéias para a sociedade, assim sendo, ela deve conscientizar e ensinar seus alunos a se alimentarem de forma correta.

REFERÊNCIAS

QUAITOI, T.C.B; ALMEIDA, S. DE S. Determinantes Psicológicos do Comportamento Alimentar: uma ênfase em fatores ambientais que contribuem para a obesidade. Disponível em HTTP://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo. acessado em 05.03.2009.

PASSOS, E; MAGALHÃES, N.P; GONÇALVES, N.M.E.F; MOURA, V.H.H; SILVA, e.b. da. Alimentação saudável nas escolas. Brasília a. 43 n. 170 abr/jun 2006.

CARROL, Stephen. Guia NA da Vida Saudável. Curitiba: Publifolha, jan/Jun, 1997.

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