Vergonha

Autoria: Luiz Henrique Chaves

Muitas coisas são designadas como ridículas, obscenas e indecorosas. A definição do que faz parte de cada um destes conceitos é feita pela cultura e pela religião, e as pessoas que vivem neste dado contexto influenciam-se por estes valores. Em cada comunidade, o que é ridículo, obsceno e indecoroso é diferente do estabelecido por outras culturas e, numa mesma comunidade, esta classificação pode depender da situação e lugar em que os comportamentos ocorrem. As pessoas reagem ao vergonhoso de forma atenta, voltam-se para a pessoa que se comporta, comentam, riem e provocam um sentimento de vergonha em quem fica sendo o centro das atenções. Em muitas situações, as pessoas podem sentir vergonha, não por se comportarem de forma ridícula, mas por timidez, medo de errar ou de chamarem a atenção dos outros. Sentir ou não vergonha passa por medo de reprovação, introversão, timidez e outras características muito comuns. Os adolescentes, que começam a sofrer as primeiras mudanças corporais e de interesse, são alvo fácil da vergonha porque os adultos comentam tudo isto, causando desconforto em quem ainda não se acostumou com tantas transformações. Algumas outras situações também são comuns, como confessar paixão por outra pessoa, ir pela primeira vez a lugares em que não existem pessoas conhecidas, ficar sem roupa na frente de outra pessoa, e outras situações que, como estas, geralmente provocam vergonha em quase todas as pessoas. Muita gente supera rapidamente a sensação de vergonha e outras ficam absolutamente paralisadas por ela. A vergonha é normal e varia de pessoa para pessoa, ela só deve ser tratada por terapeutas e profissionais competentes quando é excessiva e incomoda quem a sente, por prejudicar seus relacionamentos.

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