Autoria: Elen Pereira Araujo

Alexandre – o Grande

Introdução.

O escopo do tema Grécia abrange o estudo panorâmico das conquistas que Alexandre filho de Felipe II, com enfoque nos aspectos históricos. A contextualização histórica é de fundamental importância no nosso estudo que tem por seu “titulo” As conquistas de Alexandre Magno.

Iniciaremos nossa contextualização pelo chamado As conquistas de Alexandre Magno, a fim de abordarmos a sua ligação histórica.

Resumo.

Em 334 a.C., Alexandre, rei da Macedônia, entra com seus exércitos na Ásia Menor, depois de controlar toda a Grécia. Aos 23 anos de idade, o macedônio derrota o principal exército persa. Estamos no ano de 333 a.C. e o controle macedônio de todo o Oriente, até o vale do rio Indo, vai acontecer sem interrupções significativas. É o fim do Império Persa e o começo de uma nova era, a do helenismo.

A rota das conquistas de Alexandre passa pela Síria, Fenícia, Palestina, Egito. E, de volta, em direção à Babilônia, Susa, Persépolis e além. Na Fenícia e na Palestina somente as cidades de Tiro e Gaza oferecem a Alexandre alguma resistência: Tiro resiste heroicamente a 7 meses de cerco e Gaza, fiel aos persas, cai após 2 meses. Durante estas campanhas, toda a Palestina, pertencente à V satrapia persa, é anexada ao novo império, sem maiores problemas. Inclusive a comunidade judaica que vive em Jerusalém e arredores.

Desenvolvimento.

As Conquistas de Alexandre Magno.

Filipe II institui em Corinto, em 337 a.C., uma liga helênica permanente. Todas as cidades participam, menos Esparta. Em caso de conflito interno, recorrerão a arbitragem. Em caso de guerra, Filipe II será o comandante.

“Esta unidade nascente da Grécia, Filipe quer consolidá-la por uma grande empresa comum: a expedição contra os persas”.

Diante deste projeto macedônio é importante que se verifique como está a Pérsia no século IV a.C.

Sabemos que o grande império enfrenta sérios problemas, tais como o despotismo do poder central, que pode ser bem exemplificado pelo governo do penúltimo rei, Artaxerxes III Oco, que reina de 358 a 338 a.C.; o despotismo, a independência e as revoltas dos sátrapas (governadores das províncias), especialmente nas regiões da Ásia Menor, da Fenícia e do Egito; as intrigas permanentes dos gregos, já que a Pérsia se serve abundantemente de mercenários gregos no seu exército e também porque interfere constantemente na política de várias cidades gregas.

“Houve momentos ao longo do séc. IV que nem sequer a independência de fato parecia bastar aos chefes locais. Rejeitaram as ordens reais, atreveram-se a cunhar moeda de ouro, tentaram um entendimento entre eles, tanto mais facilmente, ao princípio, quanto já nem todos eram de pura linhagem persa: Dátames e Mausolo eram cários de origem. Aroandas viera de Bactriana e só Ariobazarnes e Autofradates eram mesmo persas (…) O que o rei continuava a ter a seu favor era a sua posição central em Susa e a inevitável desunião de seus adversários”.

E a imensa riqueza acumulada pelo Império, largamente usada para corromper seus adversários. Entretanto, nada disto adiantará. Dario III Codomano, o último rei persa, sobe ao poder em 336 a.C. É um bravo homem, mas, neste tempo, Alexandre, que sobe ao trono no mesmo ano, já está organizando a sua derrota.

As Conquistas de Alexandre Magno (356-323 a. C.).

Em 357 a.C. Filipe II casa-se com Olímpia, uma princesa do Épiro. E no dia 22 de julho de 356 a.C. nasce Alexandre.

Quando Alexandre chega aos 13 anos de idade, em 342 a.C., seu pai convida Aristóteles, o mais tarde famoso filósofo, para ser o preceptor do jovem príncipe. Dos 13 aos 16 anos Alexandre estuda com Aristóteles, ou seja, de 342 a 339 a.C.

Em 338 Alexandre e seu pai vencem a coligação grega em Queronéia. Alexandre destaca-se nesta batalha, comandando a cavalaria macedônia.

Em 337 a.C. Filipe II casa-se com Cleópatra, sobrinha de Átalo, nobre macedônio. Olímpia fica assim preterida e se exila no Épiro com seu filho Alexandre, pois este entrara em conflito com seu pai. Só em 336 a.C. é que Alexandre se reconcilia com Filipe II e volta à Macedônia.

Ainda em 336 a.C. Filipe é assassinado por Pausânias, talvez por instigação do rei persa, talvez por vingança de Olímpia. Há a suspeita de que Alexandre conhecia o plano para eliminar o pai. Em seguida, Alexandre assume o poder. Tem 20 anos de idade.

Em 335 a.C. Alexandre pacifica os Bálcãs e vence a revolta grega. Os gregos pensam que com a morte de Filipe II a hegemonia Macedônia pode ser quebrada. Alexandre a restabelece. Destrói Tebas.

Em 334 a.C., com cerca de 30 mil homens de infantaria e 5 mil cavaleiros, Alexandre parte para a Ásia, no começo da primavera. Cruza o Helesponto e vence a primeira batalha contra os persas ao atravessar o rio Granico e desbaratar o exército que os sátrapas da região organizam para enfrentá-lo. Ainda em 334 a.C. e parte de 333 a.C. Alexandre conquista a Ásia Menor.

Em 333 a.C. enfrenta um considerável exército persa em Isso, comandado pelo rei Dario, e obtém grande vitória, no dia 12 de novembro. A família de Dario – sua mãe, sua esposa, duas filhas e um filho – cai prisioneira de Alexandre, assim como o enorme tesouro que o rei persa levara para Damasco. Dario foge com o que resta de seu exército.

Ainda em 333 a.C. Alexandre conquista a Síria e a Fenícia. Tiro resiste à incorporação e é sitiada de janeiro a julho de 332 a.C., durante sete meses, caindo diante do poder de Alexandre. Gaza, no sul da Palestina, é sitiada e cai após 2 meses de cerco. Alexandre entra no Egito, sendo coroado faraó em Mênfis. Funda Alexandria e consulta o oráculo de Amon em Siwah.

No dia 1º de novembro de 331 a.C. Alexandre enfrenta-se novamente com Dario e o derrota em Gaugamela, perto de Arbela. O caminho para a Mesopotâmia e a Pérsia está aberto e Alexandre entra em Babilônia, Susa e Persépolis.

Em 330 a.C. Alexandre toma Ecbátana e Dario é assassinado pelo sátrapa Besso, em julho. Alexandre descobre uma conspiração para matá-lo e executa seus generais Filotas e Parmênion.

Em 329 a.C. acontece a conquista da Samarcanda, da Bactriana, da Sogdiana e a tomada de Maracanda, nos confins orientais do Império Persa. Em Bactros Alexandre casa-se com Roxana.

Em 328 a.C., num momento de ira, ao ser questionado por suas atitudes orientalizantes, Alexandre mata seu amigo e companheiro Clito, o Negro. No mesmo ano acontece a conjuração dos pajens e Alexandre manda executar Calístenes, sobrinho de Aristóteles, que o acompanha como historiógrafo.

Em 327 a.C. Alexandre e seu exército partem para a Índia. Em 326 a.C. Alexandre atravessa o rio Indo. Em seguida, acontece a travessia do rio Hidaspes e a vitória sobre o rei Poro. Chegando ao rio Hífaso, o exército se recusa a ir em frente. Começo do retorno.

Uma breve Biografia de Alexandre Magno.

Em 325 a.C. Alexandre atravessa o deserto de Gedrósia e a Carmânia. Em 324 a.C. Alexandre retorna a Persépolis e a Susa. Celebra-se aí o casamento de Alexandre com Estatira, filha de Dario. Seus oficiais e 10 mil soldados gregos casam-se, no mesmo dia, com mulheres persas. Ainda em 324 a.C. acontece uma revolta do exército em Ópis.

Em 323 a.C. Alexandre chega a Babilônia, onde morre, de malária, no dia 13 de junho, com quase 33 anos de idade.

Conclusão.

Pude obter a conclusão que Alexandre Magno nasceu no ano 356 antes de Cristo, filho do rei da Macedônia. O pai dele, Felipe II, tinha uma enorme admiração pela cultura e pela civilização que se desenvolvia nas cidades da Grécia central, das quais era um vizinho respeitado, mas temido, poucos o estimavam; aliás, era considerado não tão diferente dos “bárbaros” do Norte. Ele nutria a ambição de reunir sob a própria autoridade a Grécia inteira e vingar as devastações que, no século anterior, a Pérsia tinha feito nas suas falidas tentativas de invasão daquela península. Por essa razão, Felipe II quis oferecer ao filho uma educação helênica, ou melhor, ofereceu o vértice de tudo quanto a cultura ateniense tinha produzido até então: contratou Aristóteles para ser o mestre de Alexandre.

Logo, o príncipe cresceu concentrando em si a mais alta síntese da sabedoria grega, a inteligência política e os sonhos de grandeza do pai e a natureza selvagem da mãe.

Felipe foi assassinado sem ter tido tempo nem força para realizar seus sonhos, e Alexandre, que tinha apenas 20 anos, se viu herdeiro do reino e das ambições do pai. Surpreendendo quem acreditara que logo poderia derrotá-lo, subjugou, rapidamente, toda a Grécia à sua coroa e organizou uma imponente campanha militar contra o inimigo persa, com o objetivo inicial de libertar as colônias gregas.

Assim começou uma incrível série de vitórias políticas e militares que exigiram do exército macedônio um empenho por mais de 10 anos, muito além do escopo inicial. Essas batalhas levaram Alexandre a derrotar os persas e a conquistar o maior império da história, que chegou a se estender desde a Grécia até o Egito.

Bibliografia.

Sites.

http://www.airtonjo.com/historia02.htm

http://www.airtonjo.com/historia28.htm

http://www.bio2000.hpg.ig.com.br/parte_012.htm

http://www.ccerqueira.hpg.ig.com.br/a_grecia_antiga.htm

http://www.consulteme.com.br/3b/histgeral/macedonm.htm

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