BULIMIA

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BULIMIA

Cada dia surgem mais casos de adolescentes que aprendem sobre o processo bulímico, pois observam ou ficam sabendo através de suas amigas e acabam também praticando. Pode haver, de fato, muito mais casos além dos que são detectados, pois, pela aparência externa, nem sempre são reconhecidos (como acontece com a anorexia nervosa), e assim o transtorno não é diagnosticado.

Embora o problema possa também aparecer em rapazes, o perfil típico da pessoa que sofre de bulimia é o de uma adolescente ou mulher jovem que:

    • Sofre o desejo incontrolado de comer muito de uma só vez. Nessas ocorrências, costuma ingerir comida muito calórica e numa quantidade maior do que a maioria das pessoas consumiria. Faz refeições variadas, frituras, ricota, queijo, pastel, chocolate, etc., sentindo-se incapaz de parar de comer até se sentir saciada.

Apresenta condutas inadequadas, tentando não engordar. O método mais comum (80% a 90% das vezes) é provocar vômito após a refeição. Outras formas são doses exageradas de laxantes, diuréticos, lavagem intestinal ou exercício físico excessivo e compulsivo.

Avalia seu peso e aparência de modo irreal. Por exemplo: pode estar com o peso um pouco acima do normal, e por isso se sente obesa e desproporcional.
Sofre pelo menos duas ocorrências por semana durante três meses. O processo bulímico não é limitado a ocasiões esporádicas, mas é regular e prolongado.

Os seguintes conselhos têm duplo aspecto: o interno (focalizado no pensamento) e o externo (focalizado na conduta e no ambiente em que a pessoa vive), e também podem ser úteis aos que já sofrem de bulimia.

Atuação interna (pensamentos)

    • Não se desvalorize. Procure não diminuir sua autoestima. Reconheça seus pontos fortes e tenha metas moderadas para melhorar seus pontos fracos.

Lembre-se de que os outros também têm problemas, mas você não os conhece.

Não se culpe excessivamente. A culpa (por comer em excesso) é normal, e não precisa ficar se torturando por isso. Simplesmente, faça um plano racional para evitar essa tendência, tendo como exemplo o item seguinte.

Decida antecipadamente o que vai comer. Antes de começar a comer, decida o que deseja e a quantidade (escolha uma dieta saudável e moderada). Procure imaginar que essa é a porção adequada e que não há repetição. Assim será mais fácil comer o necessário e não será preciso vomitar (ou usar outro método).

Atuação externa (conduta e ambiente)

    • Escolha boas companhias. Procure se relacionar com pessoas sadias. Evite aquelas que só dão valor ao físico ou usam métodos inadequados para emagrecer. Será difícil mudar suas amizades, mas, no fim você ficará satisfeito(a).

Fuja de situações de muito estresse. O ato de comer em excesso, seguido de vômito, costuma ocorrer em momentos de frustração ou desânimo. Enfrente essas situações. Coloque em dia seus estudos ou trabalho para não sofrer tensões excessivas.

Coma racionalmente. Comer em excesso lhe causará culpa e o desejo de provocar o vômito. Procure comer menos, mas com mais frequência, e assim não sentirá fome descontrolada. Evite fast-foods, doces, sorvetes, refrigerantes e outros alimentos calóricos sem o devido valor nutritivo. Isso o(a) ajudará a desfrutar de uma alimentação saudável, a se manter na devida forma e se sentir bem consigo mesmo(a).

Tratamento

O tratamento psicológico clínico é o mais indicado. A pessoa aprende a controlar sua conduta para elaborar planos de como atuar, como melhorar sua autoestima, falar de conflitos do passado e adquirir bons hábitos alimentares.
A família também pode participar de algumas sessões, pois é uma grande contribuição para a recuperação.

Riscos

As pessoas acometidas de bulimia costumam ter seu início pelos comentários de outras que já têm o hábito arraigado e demonstram não estar afetadas. Mas a bulimia (além de ser um transtorno mental por si só) apresenta graves complicações:
Depressão. A depressão se manifesta com muito mais frequência nos casos de bulimia do que na população em geral.
Dependência. O abuso e dependência do álcool e anfetaminas estão associados com a bulimia.
Perda do esmalte dentário. Devido ao costume de vomitar como técnica da bulimia, o esmalte dos dentes fica deteriorado, dando origem a cáries.
Alterações na menstruação. Há um desajuste considerável na menstruação devido à forma incorreta de se alimentar.

Autoajuda

A autoinstrução consiste em substituir pensamentos impróprios e irracionais por outros mais adequados e proveitosos para relembrar habitualmente e em ocasiões de risco:

A pessoa também aprende a visualizar, por meio da imaginação, o êxito na maneira racional de se alimentar e a melhora de sua saúde e beleza ao desenvolver um estilo de vida saudável

ALESSANDRO GIUSEPPE ANTÔNIO ANASTACIO VOLTA

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ALESSANDRO GIUSEPPE ANTÔNIO ANASTACIO VOLTA

Alessandro Giuseppe Antônio Anastasio Volta nasceu na cidade de Como, na Itália, no dia 18 de fevereiro de 1745. Ele se tornou conhecido pela invenção da pilha elétrica. Foi um importante físico e, devido à importância de sua descoberta, após sua morte foi homenageado de diferentes formas. Uma delas foi em 1881, quando uma unidade de medida elétrica, muito conhecida nos dias de hoje, recebeu o nome de volt.


Alessandro Volta (1745 – 1827)
Físico italiano – inventou a bateria.

Alessandro Volta apresentou, desde jovem, interesse em estudar eletricidade. Em 1774 tornou-se professor de Física da Escola Real, em Como, e em 1779, da Universidade de Pavia, convidado pelo conde Firmian.


Pilha de Volta (Imagem: Luigi Chiesa / Wikipedia)

No ano de 1800, Volta desenvolveu a pilha elétrica após descobrir que os metais poderiam produzir eletricidade sem o contato com tecido animal, contrariando assim a ideia defendida por Luigi Galvani. O aperfeiçoamento dessa descoberta, feito por ele mesmo, deu origem à bateria de Volta. Entretanto, a pilha não foi sua única descoberta. Anteriormente, ele havia criado uma máquina que armazenava cargas eletrostáticas por indução, o eletróforo, em 1775.


Rosto de Alessandro Volta impresso em nota de 10 mil liras italianas

Em 1801, Alessandro foi nomeado conde pelo imperador Napoleão Bonaparte em virtude do brilhantismo de suas descobertas no campo da eletricidade. Chegou a ser até mesmo diretor da faculdade de Filosofia na Universidade de Pádua, em 1815. Volta foi reconhecido por seu trabalho mesmo antes de sua morte. Um exemplo disso é o recebimento da medalha Copley, da Royal Society de Londres, da qual se havia tornado membro em 1791.
O físico casou-se com Teresa Peregrini em 1794 e com ela teve três filhos.

Faleceu em 5 de março de 1827 na cidade de Como.

Sua primeira publicação científica, De vi attractiva ignis electrici, assim como suas demais produções, encontra-se no museu Templo Voltiano, que foi dedicado à exposição de seus trabalhos.

Em honra ao seu trabalho no campo da electricidade, Napoleão fez de Volta um conde em 1810; em 1815, o Imperador da Áustria nomeou Volta professor de Filosofia na Universidade de Pádua. Volta está enterrado na cidade de Como, Itália. O Templo Voltiano perto do Lago Como é um museu dedicado ao trabalho do físico italiano; os seus instrumentos e publicações originais estão expostos neste local.
Em 1881 uma importante unidade eléctrica, o volt, foi nomeada em homenagem a Volta.

PILHA DE VOLTA

A pilha de Volta foi o primeiro gerador estático de energia elétrica a ser criado, tendo sido inventado por Alessandro Volta por volta de 1800.

Por volta de 1750, o anatomista italiano Luigi Galvani (1717-1808), realizando experiências de anatomia com sapos, concluiu que a corrente elétrica tinha origem nos músculos animais.

Alessandro Volta partiu de um pressuposto diferente do de Galvani: o de que a eletricidade tinha origem nos metais. Como físico, Volta tentava provar que só existia um tipo de eletricidade, aquela estudada pelos físicos. Por isso, trocou os tecidos de organismos vivos por ferro, cobre e tecido molhado. Variando os metais usados, rapidamente se convenceu de que seu raciocínio fazia sentido.

Em 1800, Volta construiu um equipamento capaz de produzir corrente elétrica continuamente: a pilha de Volta. Ele empilhou alternadamente discos de zinco e de cobre, separando-os por pedaços de tecido embebidos em solução de ácido sulfúrico. A pilha de Volta produzia energia elétrica sempre que um fio condutor era ligado aos discos de zinco e de cobre, colocados na extremidade da pilha.

PRINCIPIO DA PILHA DE VOLTA

A pilha de Volta é constituída por uma solução de ácido sulfúrico em água, na qual é mergulhado um eletrodo de cobre e um de zinco. Se ligarmos o cobre ao zinco por um condutor c, passará corrente elétrica nesse condutor, dirigida do cobre para o zinco, o que indica que há uma diferença de potencial entre eles. A solução com os dois eletrodos constitui então um gerador. Os dois eletrodos são chamados polos, ou terminais do gerador. Chama-se polo positivo àquele por onde a corrente sai, e polo negativo àquele por onde a corrente entra. Então, na pilha de Volta, o cobre é o polo positivo, e o zinco, o negativo.

A pilha elétrica foi inventada pelo físico italiano Alessandro Volta. Sua pilha original não tinha a disposição que indicamos na figura acima. Era composta do seguinte modo: um disco de cobre, sobre ele um disco de feltro embebido em ácido sulfúrico diluído em água, depois um disco de zinco, sobre este, outro disco de feltro embebido em ácido sulfúrico diluído, depois outro disco de cobre, e assim sucessivamente. Veja a figura abaixo:

Esses discos eram colocados um sobre o outro de maneira a formar uma pilha. Daí se originou o nome que até hoje se conserva para esses geradores.

TRATADO DE UTRECHT

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TRATADO DE UTRECHT

São chamados tratados ou paz de Utrecht os acordos que, firmados na cidade de Utrecht, nos Países Baixos, (1713-1715), puseram fim à guerra da sucessão espanhola (1701–1714), na qual entraram em conflito interesses de várias potências europeias. O trono da Espanha era pretendido por Filipe d’Anjou, neto do rei francês Luís XIV, e por Carlos, da casa da Áustria. As negociações se abriram em 29 de Janeiro de 1712, mas só em 11 de Abril de 1713 foram assinados os principais acordos, dos quais o último é de 1714.


Jacques Dumont – Allegory of the Peace of Aix-la-Chapelle

Os opositores da disputa eram, de um lado, a França, em apoio a Filipe d’Anjou; do outro, a Grande Aliança, contra Luís XIV e a favor do príncipe Carlos, formada por Grã-Bretanha, República Neerlandesa, Prússia, Portugal e a casa de Sabóia.

A Grande Aliança perdeu força quando Carlos foi eleito imperador do Sacro Império Romano-Germânico, com o nome de Carlos VI da Germânia, pois para os britânicos não convinha que o príncipe austríaco centralizasse tanto poder. Após negociações entre ingleses e franceses, foi realizado um congresso em Utrecht, sem a participação da Áustria, e foram assinados os tratados. O imperador austríaco Carlos VI julgou que não poderia prosseguir em sua luta sem os aliados e aceitou os termos dos tratados de Rastatt e Baden, em 1714.

A questão da sucessão na Espanha foi solucionada em favor de Filipe V, que conservou a coroa da Espanha (1700-1746) e as respectivas colônias, mas renunciou ao direito de sucessão ao trono francês. A integridade do território francês foi preservada e a Inglaterra recebeu importantes bases marítimas – Gibraltar, Minorca, Terra Nova (Newfoundland), Acádia – e obteve o direito de abastecer as colônias da América Espanhola com escravos negros. A Inglaterra ganhou da França, além da Terra Nova, a baía de Hudson e St. Kitts e o reconhecimento da sucessão hanoveriana. O sul dos Países Baixos, Milão, Nápoles e Sardenha passaram à Áustria. A França restituiu conquistas recentes, mas manteve tudo o que fora conseguido na Paz de Nijmegen, em 1679, além da cidade de Estrasburgo. O duque de Savóia ganhou a Sicília e aumentou as fronteiras do norte da Itália. Os holandeses asseguraram, junto ao governo austríaco, o direito de guarnecerem fortalezas no sul dos Países Baixos. A dominação francesa encontrava-se em situação difícil, mas a França ainda era uma grande potência. A Inglaterra obteve conquistas navais, comerciais e coloniais significativas, assumindo posteriormente um papel preponderante no que diz respeito às questões de ordem mundial.

As negociações conducentes à assinatura deste tratado foram iniciadas em 1712, tendo representado nelas, para Portugal, o conde de Tarouca, João Gomes da Silva, e D. Luís da Cunha.

Em 1713 foi reconhecida a soberania de Portugal sobre as terras brasileiras, compreendidas entre os rios Amazonas e Oiapoque. Em 1715 acordou-se a restituição aos portugueses da Colônia do Sacramento.

TRATADO DE MADRID E DE AYACUCHO

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TRATADO DE MADRID E DE AYACUCHO

As fronteiras brasileiras
Portugal e Espanha brigam por colônias na América do Sul


Mapa das cortes, 1749

A divisão das colônias de Espanha e Portugal na América do Sul gerou disputas e conflitos ao longo de boa parte de nossa história colonial. A linha de Tordesilhas, que oficialmente demarcava a fronteira entre essas possessões, nunca foi respeitada de fato. No século XVIII, no entanto, a solução para essas questões tornou-se uma neces-sidade e fez com que Portugal e Espanha decidissem elaborar um Tratado que resolvesse definitivamente o problema. Tinha início aí, sem que se soubesse ainda, a questão acreana.

O Tratado de Madrid

O Tratado de Madrid foi elaborado a partir do Mapa das Cortes e beneficiou as colônias portuguesas, em detrimento dos direitos espanhóis. A habilidade dos diplomatas portugueses – que estabeleceram o princípio do Uti Possidetis como base para a divisão territorial – colaborou para a vitória portuguesa. Foi valendo-se desse princípio, que estabelecia que a terra deveria ser possuída pelos que nela moravam e trabalhavam, que os portugueses puderam consolidar sua presença no imenso território que hoje constitui o Brasil.

Vale ressaltar que, em meados do século XVIII, pouco se conhecia sobre o interior do continente americano e, menos ainda, sobre a Amazônia. Os únicos cursos d’água conhecidos na região eram os Rios Madeira e Javari, que serviram como referência para a fronteira sul da Amazônia Ocidental.

Pelo Tratado de Madrid, a linha fronteiriça entre as possessões espanholas e portuguesas deveria partir do ponto mediano entre a foz do Rio Madeira e a foz do Rio Mamoré , seguindo por uma linha reta até encontrar a margem do rio Javari, aproximadamente na latitude de 6º e 40’ Sul. Era o nascimento da linha imaginária que, no futuro, causaria tantas polêmicas.

Destratando os Tratados

As mudanças ocorridas nos diversos aspectos econômicos, políticos e sociais dos países envolvidos com a colonização americana levaram Portugal e Espanha a muitas idas e vindas naquestão das fronteiras. Assim, o Tratado de Pardo, de 1761, anulou o que havia sido acertado em Madrid; Em 1777, o Tratado de Santo Ildefonso arremedou algumas conquistas obtidas em Madrid e restaurou a linha divisória entre o Madeira e o Javari, como havia sido estabelecida em 1750.

O Tratado de Ayacucho

Nas primeiras décadas do século XIX, o contexto histórico latino-americano havia se alterado profundamente. As ex-colônias espanholas e portuguesas tornaram-se países independentes e as questões fronteiriças ganharam conotações inéditas. Foi nesta nova situação que Brasil e Bolívia negociaram o Tratado de Ayacucho, assinado em 1867.

Os brasileiros negociaram esse tratado, sujeitos a pressões exercidas pela Bolívia durante a Guerra do Paraguai, que estava mobilizando todos os recursos bélicos e financeiros do Brasil. Ainda assim, a diplomacia brasileira soube se aproveitar da fragilidade congênita da Bolívia para tirar vantagens.

Como o povoamento brasileiro já havia penetrado nos rios Madeira, Purus e Juruá, os negociadores do Brasil procuraram empurrar a linha divisória mais para o sul, estabelecendo que o ponto inicial da fronteira seria agora a confluência dos rios Beni e Mamoré, onde se iniciava o Madeira. A partir daí, o Tratado de Ayacucho dizia que “Deste rio para oeste seguirá a fronteira por uma paralela, tirada da sua margem esquerda na latitude sul 10º20’ até encontrar o rio Javari. Se o Javari tiver as suas nascentes ao norte daquela linha leste-oeste, seguirá a fronteira desde a mesma latitude, por uma reta a buscar a origem principal do dito Javari.”

O trecho transcrito acima deixa claro que por ocasião da assinatura do Tratado de Ayacucho, ainda não se conheciam as verdadeiras nascentes do Javari. Acreditavam os diplomatas brasileiros que essas nascentes estavam no paralelo 10º20’, mas deixavam em aberto uma solução para o caso dessa idéia não corresponder à realidade. E foi exatamente isso o que se constatou posteriormente: as verdadeiras cabeceiras do Javari estavam situadas a 7º 06’. Foi essa descoberta que, a partir de 1895, quando a fronteira começou a ser demarcada na prática, deu origem à Questão Acreana.

TRATADO DE TORDESILHAS

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TRATADO DE TORDESILHAS

Durante os séculos XV e XVI, os reinos europeus passaram por um processo denominado expansão marítimo-comercial. Portugal e Espanha destacaram-se pelos acordos que fizeram em relação à divisão das terras que ainda não tinham sido exploradas e das que porventura fossem encontradas.


Tratado de Tordesilhas (Imagem: Biblioteca Nacional de Lisboa)

Em 1493, o papa Alexandre VI fez um documento, denominado Inter coetera, para uma divisão de terras entre Portugal e Espanha. Esse documento determinava que uma linha imaginária seria traçada a 100 léguas de Cabo Verde para separar as terras de Portugal, a leste, das terras da Espanha, a oeste. Entretanto, Portugal desaprovou essa divisão. No dia 7 de junho de 1494, foi assinado então o Tratado de Tordesilhas (em Tordesilhas, na Espanha) com a nova proposta feita pelos portugueses: a linha imaginária seria traçada a 370 léguas de Cabo Verde, separando as terras de Portugal, a leste, das terras da Espanha, a oeste, como no documento anterior.

Entre as possessões de Portugal, ficou a maior parte da África e do Oriente. A Espanha obteve a maior parte das novas terras (América). Esse tratado desagradou os outros reinos europeus, que estavam fora dele. Sendo assim, países como a Holanda, a Inglaterra e a França também realizaram suas viagens marítimas nesse período, desafiando o Tratado de Tordesilhas. A França, por exemplo, organizou algumas expedições clandestinas para a América, especialmente para a costa brasileira, no século XVI.

Outras regiões do planeta foram disputadas entre os próprios espanhóis e portugueses; por exemplo, a Ilha das Malocas, considerada na época uma rica fonte de especiarias, que deveria ser propriedade de Portugal, segundo o tratado. O próprio território brasileiro como hoje conhecemos é, em parte, resultado das invasões portuguesas às possessões espanholas. Após a colonização efetiva do território brasileiro, em 1530, os portugueses continuaram a explorar as terras do continente avançando para além da linha imaginária do Tratado de Tordesilhas.

GRANDE ASTERÓIDE COM TRAJETÓRIA PRÓXIMO DA TERRA

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O asteróide 2011 MD, descoberto apenas na quarta-feira passada, vai na segunda-feira 27 de Junho de 2011, passar muito perto da Terra, a uma distância do nosso planeta 23 vezes menor que a que nos separa da Lua. Os cientistas dizem que não representa perigo.

Com o tamanho de um edifício de escritórios, o asteróide vai passar a cerca de 17,7 quilómetros da Terra e será visível através de um pequeno telescópio. O hemisfério sul, em particular a América do Sul, será o local mais indicado para observar este objecto espacial.

O 2011 MD foi descoberto apenas na quarta-feira por telescópio robótico no Novo México, nos EUA, montado com o propósito de descobrir este tipo de objetos. Emily Baldwin, britânica perita em asteróides, disse ao Daily Telegraph que não há perigo: “Estamos certos que não irá nos afetar, mas se entrasse na atmosfera um asteróide deste tamanho, iria provavelmente arder numa bola de fogo brilhante, e desfazer-se em pequenos meteoritos. ”

Em 8 de Novembro de 2011 espera-se que um asteróide de 50 toneladas e 400 metros de diâmetro, chamado 2005 YU55, entre na órbita da Lua. Ao passar a menos de 325 mil km, será o maior objeto a se ter aproximado tanto da Terra.


Imagem de radar do asteroide 2005 YU55, que vai se aproximar da Terra na data provável de 8 de novembro

“A aproximação com a Terra do asteroide 2005 YU55 é incomum pela curta distância e pelo seu tamanho. Em média, ningúem esperaria que um objeto deste porte passasse tão perto em 30 anos”, comenta Don Yeomans, da Nasa.

Pela sua dimensão e trajetória próxima à Terra, o 2005 YU55 entrou para a lista de asteroides “potencialmente perigosos” na definição do centro planetário de Cambridge, em Massachusetts.

Os cientistas, entretanto, estão ansiosos com a notícia, vista como uma “oportunidade única”. “Em um sentido real, fornecerá uma resolução de imagem comparável ou até melhor do que um missão de uma nave espacial’, diz Lance Benner, pesquisador do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa.

Segundo estimativas, a rocha espacial estará a 0.85 distância lunar –menos que os cerca de 384 mil quilômetros que separam a Terra da Lua.

A passagem do asteroide, identificado pela primeira vez em 28 de dezembro de 2005, mobilizará um programa extenso de observações por radar, raios infravermelhos e a olho nu.

OS ESPERMATOZÓIDES

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PORQUE OS ESPERMATOZÓIDES MORREM AINDA NA VAGINA?

Os espermatozóides morrem na vagina, principalmente, devido a uma elevação na acidez ou causa imunológica, mas em alguns casos eles já chegam mortos. Um espermograma é capaz de identificar essa alteração, previamente a chegada do espermatozóide na vagina. O exame realizado para investigar a interação do espermatozóide com o muco cervical na vagina, chama-se Teste Pós-coito.

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Produção de espermatozóides

Os testículos são os órgãos sexuais essenciais (gônadas) no indivíduo do sexo masculino que servem para produzir os gametas masculinos (espermatozóides) e o hormônio sexual masculino testosterona. As estruturas reprodutivas masculinas acessórias auxiliam na maturação, nutrição e transporte dos espermatozóides através do sistema reprodutivo masculino e no interior do corpo feminino para a fertilização. Diferentemente das estruturas reprodutivas femininas, que estão localizadas dentro da cavidade pélvica, os órgãos reprodutivos masculinos ficam do lado de fora do abdômen. As estruturas reprodutivas masculinas e suas localizações são mostradas na figura.

Os testículos e escroto

Os testículos ficam fora do abdômen, suspensos em uma bolsa chamada escroto. Os testículos são feitos do mesmo material embrionário que se transforma nos ovários no indivíduo do sexo feminino. Os testículos se desenvolvem dentro do abdômen, mas cerca de dois meses antes do nascimento eles descem através da parede abdominal para o interior do escroto. Os testículos são conectados ao corpo por meio de tecido escrotal e dois cordões espermáticos que são compostos de nervos, vasos sangüíneos e vasos deferentes, ou ductos espermáticos.

As funções dos testículos são produzir espermatozóides e o hormônio sexual masculino testosterona. Com o fim de produzir e nutrir os espermatozóides, a temperatura dentro dos testículos deve permanecer aproximadamente 1°C mais baixa do que a temperatura corporal normal. Parte da função do escroto é manter essa temperatura ótima, segurando os testículos mais distantes do corpo durante o clima quente ou contraindo-os e trazendo-os mais próximos do corpo durante o clima frio.

Os testículos são compostos de estruturas estreitas, fortemente espiraladas, chamadas túbulos seminíferos. Os testículos também contêm células intersticiais de Leydig e células de Sertoli. As células de Leydig produzem testosterona. As células de Sertoli nutrem os espermatozóides imaturos, dando suporte mecânico e protegendo-os até que eles possam alcançar a maturidade e ser liberados no interior dos túbulos. As células de Sertoli também têm um papel na liberação de espermatozóides maduros para o interior dos túbulos.

As várias estruturas existentes dentro dos testículos são mostradas no seguinte diagrama transversal.

Epidídimo

O epidídimo é um duto espiralado comprimido, localizado na extremidade superior dos testículos. Desenrolado, ele poderia medir aproximadamente 6 m de comprimento. Os espermatozóides são armazenados no epidídimo por até duas semanas, local onde eles amadurecem, desenvolvem motilidade e tornam-se capazes de fertilizar.

Vasos deferentes

Os vasos deferentes são um longo tubo curvo, que começa na extremidade caudal do epidídimo e sobe do escroto para o interior da região abdominal. Depois, passam sobre a bexiga vesical e fazem conexão com as vesículas seminais, na região pélvica, para formar o ducto ejaculatório. Além de funcionarem como parte do sistema de transporte de espermatozóides, também agem como locais de armazenamento para a maior parte dos espermatozóides produzidos até a ejaculação. O processo completo de maturação de espermatozóides, desde o seu início primitivo nos túbulos seminíferos até a sua forma completamente madura nos vasos deferentes, leva cerca de 74 dias.

Vesículas seminais

As vesículas seminais são duas bolsas localizadas na região pélvica, atrás da bexiga. Sua finalidade primária é fornecer uma secreção viscosa, alcalina, que forma uma parte do fluido seminal. O fluido seminal é freqüentemente referido como sêmen e inclui secreções provenientes das vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais, assim como células espermáticas. As vesículas seminais fornecem cerca de 30% do volume do fluido seminal. O fluido das vesículas seminais é rico em nutrientes, inclusive ácido cítrico e aminoácidos e frutose, para prover uma fonte de energia para o metabolismo dos espermatozóides e aumentar a motilidade dos espermatozóides.

Glândula prostática

A glândula prostática, a maior das glândulas reprodutivas masculinas, é do tamanho de uma castanha e localiza-se logo abaixo da bexiga, perto da saída da uretra. A próstata contribui com cerca de 60% do fluido seminal, secretando um fluido alcalino, fino, branco-leitoso, similar àquele das vesículas seminais. O fluido é eliminado no interior da uretra durante a ejaculação para ajudar a neutralizar os fluidos ácidos na uretra masculina e na vagina feminina. Essa função é importante, porque os ácidos podem ter um efeito adverso sobre os espermatozóides e, em concentrações mais elevadas, podem destruí-los.

Ductos ejaculatórios

Os ductos ejaculatórios são dois tubos curtos que descem através da próstata e no interior da uretra. São formados pela união dos vasos deferentes e os ductos das vesículas seminais.

A uretra

A uretra é um tubo que vai da bexiga através da glândula prostática até a extremidade do pênis, formando a seção final de passagem do fluido seminal. A uretra funciona como o ponto de saída tanto para o sêmen como para a urina. O fechamento dos esfincteres musculares, automaticamente, bloqueia o fluxo de um processo quando o outro está ocorrendo.

Glândulas bulbouretrais

As glândulas bulbouretrais (algumas vezes chamadas glândulas de Cowper) são duas glândulas do tamanho de ervilhas, localizadas bem abaixo da próstata. Também secretam um fluido alcalino, que chega a constituir menos de 5% do volume do fluido seminal.

O pênis

O pênis é o órgão masculino através do qual tanto espermatozóides quanto urina saem do corpo. Ele é recoberto por uma camada frouxa de pele e é composto de tecido erétil semelhante a uma esponja, contendo seios grandes entremeados por veias e artérias. Durante a estimulação sexual, as artérias dilatam-se e o pênis fica ereto à medida que os tecidos esponjosos enchem-se de sangue. O tecido na extremidade do pênis forma a glande do pênis. Em um homem que não foi circuncidado, uma prega de pele frouxa, chamada prepúcio, recobre a glande do pênis. No processo de ejaculação, o pênis libera os espermatozóides contidos no fluido seminal no interior do corpo feminino para fertilização do ovo.

Resumo do Sistema Reprodutivo Masculino

A tabela que se segue sumariza os órgãos do sistema reprodutivo masculino.

BIOLOGIA CELULAR – CITOLOGIA

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BIOLOGIA CELULAR – CITOLOGIA

A Biologia Celular (antiga citologia) é a parte da Biologia que estuda todas as organelas celulares e seus comportamentos. Procura diferenciar as células tanto animais como vegetais, observando também as grandes semelhanças.

Histórico

1590: Invenção do microscópio pelos holandeses Francis e Zacarias Janssen, fabricantes de óculos. Seu microscópio aumentava a imagem de 10 a 30 vezes e foi usado pela primeira vez para observar pulgas e insetos.

1665: Robert Hooke, em seu trabalho Micrografia, relatou pequenas cavidades (“cells”) em cortes de cortiça, de onde se originou o termo célula.

1674: Leeuwenhoek observou diversas estruturas unicelulares: espermatozóides de peixes, hemácias. Um dos maiores colecionadores de lentes da época, foi o primeiro a observar os micróbios.

1831: Robert Bown pesquisando células de orquídeas, descreveu o núcleo celular.

1838 – 1839: Schwann emitiram a Teoria Celular: “Todos os seres vivos (animais e vegetais) são formados por células.”

1858: Virchow emitiu o aforismo ominis cellula et cellula – toda célula provém de outra preexistente.

1962: Watson e Crick, estabeleceram o modelo da molécula do DNA, recebendo, em função disso, o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia.

CÉLULA

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CÉLULA

Célula, unidade mínima de um organismo, capaz de atuar de maneira autônoma. Alguns organismos microscópicos, como bactérias e protozoários, são células únicas, enquanto os animais e plantas são formados por muitos milhões de células organizadas em tecidos e órgãos.

 

Características gerais das células

CELULA

Pode-se classificá-las em células procarióticas e eucarióticas. As primeiras, que incluem bactérias e algas verde-azuladas, são células pequenas, de 1 a 5 µm de diâmetro, e de estrutura simples. O material genético (ADN) não está rodeado por nenhuma membrana que o separe do resto da célula. As células eucarióticas, que formam os demais organismos vivos, são muito maiores (medem entre 10 a 50 µm de comprimento) e têm o material genético envolto por uma membrana que forma um órgão esférico importante chamado de núcleo. Apesar das muitas diferenças de aspecto e função, todas as células estão envolvidas numa membrana — chamada membrana plasmática — que encerra uma substância rica em água, chamada citoplasma. Quase todas as células bacterianas e vegetais estão também encapsuladas numa parede celular grossa e sólida, composta de polissacarídeos, externa à membrana plasmática. Todas as células contêm informação hereditária codificada em moléculas de ácido desoxirribonucléico (ADN); esta informação dirige a atividade da célula e assegura a reprodução e a transmissão dos caracteres à descendência.

Núcleo: é o órgão mais importante em quase todas as células animais e vegetais; é esférico, mede cerca de 5 µm de diâmetro, e está rodeado por uma membrana dupla. A interação com o citoplasma acontece através de orifícios chamados de poros nucleares. Dentro do núcleo, as moléculas de ADN e proteínas estão organizadas em cromossomos, que costumam aparecer dispostos em pares idênticos. O núcleo controla a síntese de proteínas no citoplasma. O ARN mensageiro (ARNm) é sintetizado de acordo com as instruções contidas no ADN e deixa o núcleo através dos poros. Já no citoplasma, o ARNm une-se a corpos pequenos chamados ribossomas e codifica a estrutura primária de uma proteína específica.

Citoplasma: compreende todo o volume da célula, com exceção do núcleo. Engloba numerosas estruturas especializadas e organelas.

Citoesqueleto: é uma rede de filamentos protéicos do citosol que se encarrega de manter a estrutura e a forma da célula. Também é responsável por muitos dos movimentos celulares.

Mitocôndrias: uma das organelas mais importantes do citoplasma e é encontrada em quase todas as células eucarióticas. São as organelas produtoras de energia. Os cloroplastos são organelas ainda maiores, encontradas nas células de plantas e algas.

Outras organelas: A maior parte dos componentes da membrana celular forma-se numa rede tridimensional irregular de espaços, rodeada, por sua vez, por uma membrana e chamada de retículo endoplasmático (RE), no qual formam-se também os materiais expulsos pela célula. O aparelho de Golgi é formado por pilhas de sacos planos envoltos em membranas. Este aparelho recebe as moléculas formadas no retículo endoplasmático, transforma-as e dirige-as para diferentes lugares da célula. Os lisossomas são pequenas organelas que contêm reservas de enzimas necessárias à digestão celular de várias moléculas indesejáveis. As membranas formam muitas outras vesículas pequenas, encarregadas de transportar materiais entre organelas.

A COMPOSIÇÃO DO SANGUE

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O SANGUE

O sangue sempre fascinou os homens levando-os a especular a seu respeito. Foi considerado a “essência da vida” porque a sua perda incontrolada pode conduzir à morte. Provou-se também que influenciava a informação do carácter e das emoções. Também se dizia que a raiva fazia ferver o sangue, e o medo arrepiava. O estudo científico do sangue revela-se tão fascinante quanto essas especulações. O sangue é responsável por muitas funções essenciais à vida e revela muito acerca do nosso estado de saúde.
O sangue é um tipo de tecido conjuntivo, constituído por células e fragmentos de células rodeados por uma matriz líquida, que circula pelo coração e vasos sanguíneos. As células e os fragmentos celulares são os elementos figurados, enquanto que o líquido é o plasma. Os elementos figurados constituem cerca de 45% e o plasma 55% do volume total sanguíneo. Surpreendentemente, o sangue apenas constitui cerca de 8% do peso total do corpo.
As células, porque são metabolicamente activas, têm necessidade constante de nutrição e remoção dos produtos de degradação. Muitas estão distantes das fontes de nutrientes, tais como o tubo digestivo, e dos locais de deposição dos produtos de degradação, como o rim. O aparelho circulatório, composto pelo coração, vasos sanguíneos e sangue, proporciona a necessária ligação entre os vários tecidos. O coração bombeia o sangue para os vasos sanguíneos, que se estendem por todo o corpo.

COMPOSIÇÃO DO SANGUE

Plasma

O plasma é um líquido amarelo pálido, composto por cerca de 91% de água e 9% de outras substâncias, tais como proteínas, iões, substâncias nutritivas, gases e produtos de degradação. É uma solução coloidal líquida que contém substâncias em suspensão, a maioria das quias proteínas plasmáticas onde se incluem albumina, globulinas e fibrinogénio.
A albumina constitui 58% das proteínas do plasma e é importante na regulação do movimento da água entre os tecidos e o sangue. Como não passa facilmente do sangue para os tecidos, desempenha um papel importante na manutenção da sua concentração osmótica.
Algumas globulinas, tais como anti-corpos e complementos, são parte do sistema imunitário enquanto que outras funcionam como moléculas de transporte.
O fibrinogénio constitui 4% das proteínas do plasma e é responsável pela formação do coágulo.
O volume plasmático mantém-se relativamente constante.

ELEMENTOS FIGURADOS

Cerca de 95% do volume dos elementos figurados consiste em eritrócitos ou glóbulos vermelhos. Os restantes 5% são leucócitos ou glóbulos brancos e fragmentos de células chamados plaquetas ou trombócitos. Em adultos saudáveis, os leucócitos são os únicos elementos figurados que possuem núcleo, já que os eritrócitos e as plaquetas têm poucos organelos e não têm núcleo.

HEMÁCIAS OU GLÓBULOS VERMELHOS

Os glóbulos vermelhos são corpúsculos vermelhos do sangue. Um milímetro cúbico do sangue contém cerca de cinco milhões de corpúsculos ou glóbulos vermelhos, chamados também de eritrócitos ou hemácias. Uma variação de 4 a 6 milhões é considerada normal e uma de 8 milhões pode ser encontrada em indivíduos que vivem em regiões de grande altitude. Esse número pode ser menor que 1 milhão em caso de anemia grave. Os glóbulos vermelhos contem hemoglobina.
As hemácias ou glóbulos vermelhos tem como função transportar os gases respiratórios, através da proteína chamada hemoglobina. Nos pulmões, a hemoglobina se combina com o oxigênio (O2), dando origem à oxiemoglobina. Conforme o sangue circula pelo corpo a oxiemoglobina se desfaz e o O2 é absorvido pela células. Ao mesmo tempo, o gás carbônico (CO2) produzido pelas células combina-se com a hemoglobina formando a carboemoglobina, que ao chegar aos pulmões se desfaz, liberando o CO2.

É importante saber que o quadro conhecido como anemia é causado pela redução do número de hemácias, pela produção de hemácias defeituosas ou ainda deficiência na produção de hemoglobina, que depende do ferro presente em alimentos como o feijão.
Veja abaixo um esquema geral das principais alterações morfo-fisiológicas dos eritrócitos:

Eritrócitos Normais

    A imagem abaixo mostra um esfregaço de sangue em lâmina de vidro observado em microscópio sob objetiva de imersão a óleo. Observa-se eritrócitos (hemácias) normocrômicas indicando boa saturação de hemoglobina. No centro, observamos um neutrófilo segmentado. As estruturas menores, densas, são as plaquetas.

Através do exame do esfregaço sanguíneo em lâmina de vidro observado em microscópio sob objetiva de imersão a óleo, podemos observar alterações de forma e tamanho, importantes para caracterizar desde deficiências, como a hipocromia e microcitose da anemia carencial, como a macrocitose da carência da vitamina B12 e do acido fólico, como a esferocitose, eliptocitose e drepanocitose das anemias congênitas.

Drepanocitose

    Bastante comum no Brasil devido a alta prevalência na raça negra, a Anemia Falciforme é caracterizada pela existência de hemácias falciformes (em forma de foice) ou drepanócito.

Esferocitose e Eliptocitose

    • A esferocitose congênita é caracterizada por um esfregaço em que as hemácias são pequenas e redondas: esferócitos, ocorrendo na anemia hemolítica por exemplo. Neste esfregaço ainda observamos um linfócito normal.
    Na eliptocitose as hemácias são alongadas ou ovais, ocorrendo em diversas formas de anemia e anomalias


Eliptocitose


Esferocitose

Hipocromia e Microcitose

    A imagem mostra uma intensa hipocromia caracterizada pelo descoramento das hemácias que se apresentam com o centro pálido. A microcitose (hemácias de tamanho pequeno), e a acentuada anisocitose (variação muito grande no tamanho das hemácias) e poiquilocitose (variação quanto a forma), caracterizam uma grave anemia por deficiência de ferro.

PLAQUETAS

As plaquetas são pequenas massas protoplásticas anucleares, que atuam na coagulação do sangue, aderindo à superfície interna da parede dos vasos sanguíneos no lugar de uma lesão e fecham o defeito da parede vascular, visando evitar a morte do indivíduo por hemorragia (perda excessiva de sangue) Tem cerca de 200.000 a 300.000 plaquetas, denominadas trombócitos, no sangue.

A COAGULAÇÃO DO SANGUE

A coagulação acontece quando nos cortamos, porque um dos vasos sanguíneos se rompe. No sangue há: milhares de glóbulos brancos, também conhecidos como leucócitos; milhares de glóbulos vermelhos, também conhecidos como hemácias; e pôr fim a plaqueta.

Quando um vaso sanguíneo se rompe, o cérebro logo deixa a coagulação e “manda” os glóbulos brancos agirem. Os glóbulos brancos fabricam anticorpos que se junta com o cálcio e a vitamina K, formando uma rede que se chama fibrina. Essa fibrina não deixa que os glóbulos vermelhos, nem os glóbulos brancos, nem a plaqueta ultrapassem essa barreira. Que chamamos de “casquinha”, é aquela pelinha seca.

A coagulação depende de uma seqüência de processos químicos que pode ser resumida da seguinte forma:

    • Quando ocorre um ferimento e corte dos vasos sangüíneos, as plaquetas arrebentam.
    • As plaquetas arrebentadas liberam a enzima chamada tromboplastina.
    • A tromboplastina liberada inibe a heparina presente no plasma. A heparina é que impede a coagulação do sangue em condições normais.
    • Com a heparina inibida, uma outra proteína presente no plasma, a protombina, é transformada em trombina.
    • A trombina, por sua vez, atua sobre outra proteína do plasma, o fibriogênio, transformando-o na fibrina.
    • A fibrina forma uma espécie de rede de proteína, que segura as células que estavam indo pelo corte do vaso sangüíneo.
    Em pouco tempo o sangue endurece e seca, parando a hemorragia e formando o que chamamos popularmente de casca de ferida.

É bom saber que a falta de vitamina K na alimentação compromete a coagulação do sangue.

Indivíduos com a doença congênita chamada hemofilia não tem capacidade de coagulação do sangue e podem morrer de hemorragia ao menor ferimento

LEUCÓCITOS OU GLÓBULOS BRANCOS

Células arredondadas e, geralmente, bem maiores que as hemácias. Os leucócitos têm como função a imunidade (defesa do organismo), que se dá por dois mecanismo distintos: a fagocitose e a produção de anticorpos.
No sangue, temos de 5.000 a 10.000 corpúsculos ou glóbulos brancos(células brancas do sangue), que recebem o nome de leucócitos. De 4.000 a 11.000 glóbulos brancos por mm3.

TIPOS DE LEUCÓCITOS
Os leucócitos são denominados de acordo com a sua aparência nas preparações coradas. Há seis tipos de leucócitos cada um com funções específicas.

GRANULÓCITOS OU POLIMORFONUCLEADOS
Possuem no citoplasma grãos de substâncias cristalizadas e seu núcleo é dividido, podendo apresentar várias formas. Atuam realizando a fagocitose (englobamento e destruição) de microorganismos e outros corpos estranhos que invadam o organismo. Existem quatro tipos de granulócitos: os neutrófilos, os basófilos, os eosinófilos e os mastócitos.

Neutrófilos – Que fagocitam e destroem bactérias;
Basófilos – Que segregam substâncias como a heparina, de propriedades anticoagulantes, e a histamina;
Eosinófilos – Que aumentam seu número e se ativam na presença de certas infecções e alergias;
Mastócitos ou Labrócitos – Que desempenha um papel de proteção na defesa contra organismos patogênicos;

AGRANULÓCITOS OU MONONUCLEADOS
Não possuem grãos no citoplasma e seu núcleo é simples. Atuam produzindo anticorpos, substâncias específicas que procuram neutralizar os microorganismos invasores, as substâncias tóxicas produzidas por eles, ou outras substâncias estranhas ao organismo, facilitando assim o trabalho fagocitário dos granulócitos. Existem dois tipos de agranulócitos: os linfócitos e os monócitos.

Linfócitos – Que desempenham um papel importante na produção de anticorpos e na imunidade celular;
Monócitos – Que digerem substâncias estranhas não bacterianas.

Durante as infecções é normal que o número de leucócitos esteja elevado. A leucemia, doença grave chamada popularmente de câncer no sangue, é caracterizada pela produção de um número muito elevado de leucócitos defeituosos, o que compromete a imunidade do indivíduo.

A Aids é caracterizada pela redução severa do número de leucócitos, pois o vírus HIV, causador da doença, é parasita específico destas células, as quais invade e destrói. Como conseqüência, o indivíduo perde a imunidade.

FUNÇÕES DO SANGUE

As funções do sangue podem ser divididas em transporte, manutenção e protecção. Muitas delas podem no entanto ser incluídas em mais que uma categoria. Por exemplo, quando as células sanguíneas interferem na protecção contra microorganismos, elas são transportadas para os locais de infecção.

TRANSPORTE: O sangue é o meio de transporte principal do corpo. O oxigénio entra para o sangue nos pulmões e é transportado até às células; o díóxido de carbono produzido por elas é levado aos pulmões por onde é expelido. Os nutrientes ingeridos, os electrólitos (iões) e a água são transportados pelo sangue desde o tubo digestivo até às células, e os produtos degradados pelas células são transportados para os rins, a partir de onde são eliminados. Para além de transportar gases, substâncias nutritivas, produtos de degradação, o sangue transporta outras substâncias. Por exemplo, o ácido láctico produzido pelos músculos esqueléticos durante a respiração anaeróbica. Este ácido é transportado para o fígado e convertido em glicose. Por último, muitas substâncias necessárias à manutenção e protecção são transportadas através do sangue.

MANUTENÇÃO: O sangue desempenha um papel crucial na manutenção da homeostase (regulação da temperatura interna). Muitas das hormonas e enzimas que regulam o funcionamento do corpo existem no sangue, como as substâncias tampão, que ajudam a manter o pH do sangue dentro dos limites normais de 7,35 a 7,45. A composição osmótica do sangue é também crítica para a manutenção dos níveis normais de líquidos e para o equilíbrio electrolítico. Porque o sangue pode manter o calor, está envolvido na regulação da temperatura transportando o calor do interior para a superfície do corpo, onde é libertado. Quando os tecidos são danificados, um coágulo de sangue constitui a primeira fase da sua reparação e da recuperação da função normal.

PROTECÇÃO: As células e produtos químicos do sangue constituem uma parte importante do sistema imunitário, protegendo contra substâncias estranhas, tais como microorganismos e toxinas. A coagulação do sangue também proporciona protecção contra a perda excessiva de líquidos e células, quando os vasos sanguíneos se encontram danificados.

GRUPOS SANGUÍNEOS COMPATÍVEIS

Lembrando que Sangue Negativo só recebe Negativo