DIGESTÃO INTRACORPORAL EXTRACELULAR

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DIGESTÃO INTRACORPORAL EXTRACELULAR

O sistema digestório dos animais é a sede principal das transformações dos alimentos.

A digestão ocorre totalmente fora das células, em cavidades do organismo, no tubo digestivo.

Pode ser completo (tubo digestivo dotado de duas aberturas: boca e ânus) e incompleto (tubo digestivo com uma única abertura – encontrado nos cnidários e platelmintos).

Em alguns grupos de animais o sistema digestório não termina no ânus, mas numa cavidade denominada cloaca. Possuem cloaca os peixes, os anfíbios, os répteis, as aves e os mamíferos monotremados.

Exemplos de animais: minhoca e o ser humano.

O sistema digestório completo consta de um tubo digestivo e glândulas anexas.

O tubo digestivo dos mamíferos é constituído de boca, faringe, esôfago, estômago, intestino e ânus. O intestino apresenta duas porções: o delgado (6 – constituído de duodeno e jejuno-íleo) e o grosso (constituído de ceco, colo e reto).

As glândulas anexas são o fígado, o pâncreas e as glândulas salivares. O fígado apresenta um órgão em forma de bolsa (a vesícula biliar) onde fica armazenada a bile. Esse órgão possui um duto de desembocadura no duodeno (o canal colédoco) por onde a bile é eliminada no intestino.

As aves possuem uma dilatação no esôfago (o papo) onde o alimento é amolecido, e seu estômago possui duas porções: o proventrículo e a moela. No proventrículo ocorre a digestão química de proteínas e a moela faz o papel de dentes, triturando os alimentos. O papo é encontrado também em anelídeos e moluscos com a mesma finalidade: amolecer os alimentos.

Veremos como acontece a digestão extracelular nos seres humanos.

Após a mastigação, o alimento é deglutido. Na faringe, no esôfago, no estômago e nos intestinos ele é impelido pelos movimentos peristálticos, cuja ação é involuntária, controlada pelo sistema nervoso autônomo. Ao passar em órgãos como a boca, o estômago e o intestino, os alimentos sofrem ações químicas dos sucos digestivos.

Podemos dividir o processo químico da digestão em etapas que ocorrem em órgãos diversos com nomes diferentes: insalivação (ocorre na boca), quimificação (ocorre no estômago) e quilificação (ocorre no intestino).

-> Insalivação
o glândulas salivares – saliva
Ptialina ou amilase salivar – amido

-> Quimificação
o Estômago – suco gástrico
Pepsina
Renina
Ácido clorídrico

-> Quilificação
o Suco entérico
– Maltase
– Lactase
– Peptidase
– Lípase entérica
– Invertase (sucrase)

o Suco pancreático
– Tripsina
– Quimotripsina
– Nucleases
– Lípase pancreática
– Amilase pancreática

o Bile – fígado – não contém enzimas

Condições para a insalivação
-> Ação do sistema nervoso autônomo parassimpático, estimulando a secreção de saliva. Essa ação se faz por mecanismos reflexos: estímulo da visão, cheiro e gosto dos alimentos.

-> Valor ótimo de pH ao redor de 7,0; aproximadamente neutro.

-> Ação da saliva, que contém a enzima ptialina ou amilase salivar. Sob a ação da amilase, o amido hidrolisa-se, reduzindo-se a compostos de cadeia menor até chegar à maltose.

Amido + H2O —> maltose

Condições para a quimificação
-> Ação do sistema nervoso. A visão, o cheiro e o sabor dos alimentos provocam uma reação do sistema nervoso que envia impulsos às células da parede do estômago para que este secrete o suco gástrico.

-> Ação do suco gástrico que contém essencialmente água, ácido clorídrico e enzimas.

-> A pepsina provoca o rompimento das ligações peptídicas entre os aminoácidos das proteínas, fragmentando-as em peptídeos.

Proteínas + H2O —> peptídeos

A renina produz a coagulação das proteínas do leite permitindo que elas fiquem mais tempo no estômago para que a sua digestão seja mais completa.

O ácido clorídrico proporciona um pH ao redor de 2,0; que é um valor ótimo para a atividade da pepsina. Além disso, tem ação germicida, reduzindo a fermentação bacteriana.

Condições para a quilificação
O intestino delgado está separado do estômago por uma válvula de estrutura muscular denominada piloro. Sua primeira porção, de cerca de l5 cm de comprimento, é o duodeno, seguindo-se ao jejuno-íleo que se comunica com o intestino grosso. São as seguintes as condições para ocorrer a quilificação:

-> Valor ótimo de pH igual a 8,0. (O suco pancreático é rico em bicarbonato de sódio e tem efeito alcalino).

-> Ação do sistema nervoso autônomo, estimulando a secreção intestinal.

-> Ação hormonal. A ação das gorduras do quimo provoca a liberação da bile e do suco pancreático.

-> Ação dos sucos digestivos.

A bile, embora não contenha enzimas, possui sais biliares que facilitam a emulsificação das gorduras, favorecendo a ação das lipases sobre as gotículas de gordura da emulsão e a solubilização dos produtos finais da digestão, para que possam introduzir-se nos vasos linfáticos da mucosa intestinal.

A hidrólise das proteínas é catalisada pela tripsina e pela quimotripsina, enzimas do suco pancreático, que as transformam em peptídeos. Estes, hidrolisados pelas peptidases, convertem-se em aminoácidos.

Proteínas + H2O —> peptídeos

Peptídeos + H2O —> aminoácidos

O amido não digerido na boca, sob a ação da amilase pancreática, é transformado em maltose.

Os dissacarídeos (maltose, sacarose e lactose) são transformados em monossacarídeos.

Maltose + H2O —> glicose + glicose

Sacarose + H2O —> glicose + frutose

Lactose + H2O —> glicose + galactose

As gorduras são inicialmente emulsificadas pela bile e, posteriormente, hidrolisadas pelas lipases entérica e pancreática que as transformam em ácidos graxos e glicerol.

Gorduras + bile —> gordura emulsificada

Gordura emulsificada —> ácidos graxos + glicerol

As nucleases catalisam a hidrólise de ácidos nucléicos, transformando-os em nucleotídeos.

A absorção dos nutrientes
Essa é a última etapa, consiste na penetração dos produtos da digestão através da mucosa intestinal.

Os produtos não aproveitáveis sofrem desidratação no intestino grosso, transformando-se num material pastoso e castanho denominado fezes, que é eliminado do organismo através da defecação.

Os monossacarídeos e os aminoácidos são absorvidos pela parede do intestino delgado e transportados pela corrente sangüínea aos vários tecidos.

Os ácidos graxos são absorvidos pelos vasos linfáticos.

A água, as vitaminas e os sais minerais não sofrem digestão, portanto são absorvidos integralmente pelos capilares sangüíneos.

Uma parcela da glicose absorvida é utilizada como fonte de energia na respiração; a outra parte é armazenada no fígado e nos músculos na forma de glicogênio.

Os ácidos graxos são utilizados em parte como fonte de energia; o restante é empregado na síntese de gorduras.

Os aminoácidos são utilizados para a síntese de novas proteínas, que podem formar estruturas celulares, pigmentos respiratórios, enzimas, hormônios, anticorpos e coagulantes sangüíneos.

Autor: Amara Maria Pedrosa Silva
Fonte: http://www.aprendaki.webcindario.com/textos/fisiologia.htm

ÁRVORE FILOGENÉTICA DE MAMÍFEROS

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ÁRVORE FILOGENÉTICA: RELAÇÕES DE PARENTESCO ENTRE DIVERSOS SERES VIVOS

Descobrindo nossa ancestralidade
À primeira vista, os animais cordados, entre os quais incluímos ascídias, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, parecem muito diferentes entre si. Ascídias, peixes e larvas de anfíbios, por exemplo, vivem na água, respirando por meio de brânquias. Outros cordados vivem em terra firme e respiram por meio de pulmões. Entre estes últimos há os que caminham pelo solo e os que voam, como as aves e os morcegos. Os cordados adaptados ao ambiente aquático têm nadadeiras, já os de terra firme possuem pernas, braços ou asas; alguns têm o corpo revestido por escamas, outros têm pelos ou penas. Essas são apenas algumas das diferenças que fazem dos cordados um dos grupos mais diversificados entre os animais.

Os cientistas, no entanto, impulsionados por essa característica tipicamente humana que é a necessidade de entender a natureza, conseguiam relacionar os diversos grupos de vertebrados e explica suas diferenças e semelhanças como resultado do processo evolutivo. Hoje sabemos, por exemplo, que o órgão flutuador dos peixes ósseos, a bexiga natatória, originou-se do pulmão das ancestrais dos peixes, os quais vivam em águas pantanosas, pobres em gás oxigênios, respirando por meio de uma bolsa ligada a sua faringe, um pulmão primitivo. Podemos dizer que a origem de nossos braços e pernas, assim como dos membros pares de aves, répteis e anfíbios, remonta a dois pares de nadadeiras carnosas de um grupo de peixes primitivos, que foi o ancestral comum de todos os vertebrados terrestres. Dessa forma, o estudo dos cordados tem permitido compreender cada vez mais suas origens e relações de parentesco evolutivo.

Conhecer os vertebrados tem um significado muito importante para nós, pois, afinal, a nossa espécie, Homo sapiens, inclui-se nesse grupo. Além disso, os animais que encontramos com mais facilidade, por convivermos com eles em nosso dia-a-dia, são vertebrados. São os cachorros, os gatos e as aves que domesticamos para nos fazer companhia; os cavalos que há muito tempo são usados como meio de locomoção; o gado ovino e bovino que nos fornece carne e leite; as galinhas, que, graças ao melhoramento genético, constituem hoje a mais barata fonte de proteína animal disponível para os brasileiros.

É importante conhecer nossas semelhanças e diferenças com os demais vertebrados, saber que somos aparentados evolutivamente q que temos uma longa história em comum neste planeta, uma vez que o ancestral que compartilhamos com os demais cordados já nadava pelos mares de 500 milhões de anos atrás. O conhecimento dos vertebrados existentes e dos que já extinguiram ajuda-nos a compreender nossa própria história, a avaliar as forças evolutivas que moldaram nosso mundo e a nós mesmos e, com isso, tentar predizer nosso próprio futuro como espécie biológica.

Mamíferos

Características gerais dos mamíferos
A classe Mammalia reúne os mamíferos, provavelmente os animais com os quais mantemos os maiores laços afetivos e relações de dependência. Com certeza, uma forte razão para isso é pertencermos a essa mesma classe. A espécie humana compartilha com os demais mamíferos as características mais típicas da classe:

a) presença de glândulas mamárias;

b) corpo total ou parcialmente recoberto de pêlos;

c)dentes diferenciados em incisivos, caninos, pré-molares e molares;

d)presença de uma membrana muscular que separa o tórax do abdômen – o diafragma – e participa da ventilação dos pulmões.

Os mamíferos distribuem-se por toda a Terra e são adaptados aos mais diversos ambientes. O menor mamífero conhecido é um morcego, com apenas 1,5 g de peso, e o maior dos mamíferos é a baleia azul, que pode atingir 130 t e mais de 30 m de comprimento.

Estrutura e fisiologia dos mamíferos

Sistema esquelético
Os mamíferos compartilham com os outros vertebrados dotados de quatro membros (anfíbios, répteis e aves) o mesmo padrão básico de organização do esqueleto, evidência de nosso parentesco evolutivo.

Alimentação
A organização básica do tubo digestivo é a mesma em todos os mamíferos. Ele começa na boca, à qual se seguem a faringe, o esôfago, o estômago, o intestino delgado e o intestino grosso, que termina no ânus. A estrutura dessas diversas regiões, no entanto, pode variar dependendo do hábito alimentar da espécie, ou seja, se ela é herbívora, carnívora ou onívora. De modo geral, o tubo digestivo dos mamíferos herbívoros é mais longo e mais complexo que o dos mamíferos carnívoros. Um caso extremo de complexidade do sistema digestivo ocorre nos ruminantes (bois, cabras, camelos, veados etc.), que têm um enorme estômago, dividido em quatro compartimentos ( rume, barrete, folhoso e coagulador), onde a digestão do alimento é auxiliada por microorganismos como bactérias e protozoários. Os herbívoros não-ruminantes geralmente têm uma parte do intestino grosso muito desenvolvida, o ceco intestinal, onde vivem microorganismos responsáveis pela digestão da celulose contida no alimento que esses animais ingerem.

Respiração
Todos os mamíferos, mesmo os aquáticos, como baleias, focas etc., respiram por meio de pulmões, ventilados pela ação dos músculos intercostais ( localizados entre as costelas) e do diafragma, uma lâmina muscular que separa o tórax do abdômen. Os pulmões dos mamíferos são constituídos por milhares ou milhões de minúsculas bolsas, os alvéolos pulmonares, sobre as quais há grande quantidade de capilares sanguíneo. É aí que ocorrem as trocas gasosas entre o ar inspirado e o sangue.

Circulação
Os mamíferos têm coração com quatro cavidades, dois átrios (aurículas) e dois ventrículos completamente separados. A circulação é dupla, basicamente semelhantes à das aves.

Excreção
O sistema excretor dos mamíferos é constituído por um par de rins, que removem do sangue a uréia. A urina é conduzida por um par de ureteres até a bexiga urinária, onde permanece até sua eliminação pela uretra.

Nos mamíferos mais primitivos, os monotrêmatos, os condutos dos sistemas excretor e reprodutor desembocam na cloaca, e o sistema reprodutor e o sistema excretor abrem-se para o exterior independentemente do sistema digestivo.

Sistema nervoso e sistema sensorial
O encéfalo dos mamíferos é o mais desenvolvido do reino Animal. A região anterior do encéfalo, o cérebro, é grande e apresenta inúmeras dobras, de modo que sua área superficial é muito grande em relação ao volume cerebral. É na camada mais superficial do cérebro, onde se localiza a maioria dos corpos celulares dos neurônios, que ocorre o processamento das informações captadas pelos órgãos sensoriais. Estes são também muito desenvolvidos e adaptados aos modos de vida de cada espécie em particular.

Reprodução
Os mamíferos, como os demais vertebrados, são dióicos ( sexos separados). Os machos e as fêmeas são geralmente bem diferentes, isto é, apresentam dimorfismo sexual bem evidente.

Muitos mamíferos apresentam rituais de corte, em geral bem menos elaborados do que os das aves.

O tipo de desenvolvimento embrionário varia entre os mamíferos e é uma das características que diferencia as três subclasses em que o grupo é dividido: Prototheria ( monotremados), Metatheria ( marsupiais) e Eutheria ( eutérios, ou placentários).

Principais ordens de mamíferos placentários.
Ordem Insectivora: musuranhos e toupeiras. Focinho longo e pontiagudo. Dentes adaptados para comer insetos. Pés com cinco dedos, guarnecidos por unhas.

Ordem chiroptera: morcegos. Voadores, membros anteriores transformados em asas. Hábitos noturnos. Espécies frugívoras, insetívoras e hematófagas.

Ordem Lagomorpha: lebres e coelhos. Dois pares de incisivos adaptados para roer, e um par adicional de incisivos superiores pequenos, atrás do primeiro par.

Ordem Perissodactyla: antas, rinocerontes, cavalos e zebras. Numero ímpar de dedos ( um ou três); caminham sobre o casco ( unha) do terceiro dedo; demais dedos reduzidos ou ausentes.

Ordem Artiodactyla: cervos, camelos, lhamas, girafas, antílopes, bois, cabras, carneiros, porcos e hipopótamos. Dois dedos (terceiro e quarto), guarnecidos por cascos; demais dedos reduzidos ou ausentes.

Ordem Sirenia: peixe-boi. Herbívoros. Habito aquático. Membros achatados, adaptados para a natação.

Ordem Proboscídea: elefantes. Dentes incisivos superiores desenvolvidos (presas de marfim). Nariz e lábio superior transformados em tromba.

Ordem Cetácea: golfinhos e baleias. Habito marinho. Membros anteriores transformados em nadadeiras, sem membros posteriores. Cauda desenvolvida, utilizada para nadar.

Ordem Carnívora: onças, cães, lobos, gatos, leões, tigres, hienas, focas, leões-marinhos etc. alimentam-se de carne. Dentes caninos e incisivos afiados e desenvolvidos.

Ordem Primata: macacos, lêmures, társios e espécie humana. Cinco dedos nos pés e nas mãos, com o primeiro dedo geralmente oponível aos demais. Visão binocular e cérebro desenvolvido.

Ordem Rodentia: ratos, marmotas, castores, camundongos, lemingues, porcos-espinhos, cobaias, capivaras e chinchilas. Roedores, dois pares de dentes incisivos adaptados para roer.

Répteis

Características gerais dos répteis
A classe Reptilia compreende os répteis (do latim reptilis, que se arrasta), cujos representantes mais conhecidos são as cobras, os lagartos, jacarés, crocodilos e as tartarugas. Esses vertebrados estão plenamente adaptados ao ambiente de terra firme, tendo o corpo recoberto por uma grossa camada impermeável, constituída pela proteína queratina, pulmões bastante eficientes nas trocas gasosas com o ambiente aéreo. Mas o que permitiu aos répteis a conquista definitiva do ambiente de terra firme foi a aquisição evolutiva de ovos protegidos por membranas e por uma casca, o que possibilita que se desenvolvam fora da água.

Os répteis mais abundantes e diversificados são as cobras e os lagartos, que constituem que constituem a ordem Squamata. Os quelônios (ordem Chelonia) são representados pelas tartarugas, que vivem em ambientes aquáticos (marinhos ou de água doce), e pelos cágados e jabutis, que são tipicamente de terra firme. Os crocodilos e os jacarés (ordem Crocodilia) constituem o grupo de répteis com menor diversidade e com distribuição mais restrita, vivendo apenas em regiões quentes, onde habitam rios e lagos de água doce; poucas espécies vivem no mar. O tamanho dos répteis atuais varia de uns poucos centímetros, em alguns lagartos, a quase 10 m, em algumas cobras.

Ectotermia e endotermia
Os répteis, como os peixes e os anfíbios, são denominados ectotérmicos (ou pecilotérmicos, ou ainda heterotérmicos), pois utilizam o calor do ambiente para se aquecer. A maioria dos répteis se aquece pela exposição ao sol, procurando locais sombreados quando a temperatura do ambiente aumenta demais.

Alimentação
A maioria dos répteis é carnívora, alimentando-se de diversos tipos de animais. Algumas espécies de cágado, de tartaruga e de lagarto são herbívoras. O sistema digestivo dos répteis tem a mesma organização básica que os anfíbios.

Respiração
Os pulmões dos répteis são mais desenvolvidos que os dos anfíbios, com maior numero de dobras internas. A presença de músculos ao redor das costelas permite que muitos répteis expandam e contraiam a caixa torácica, forçando o ar a entrar e a sair dos pulmões. Certas cobras possuem apenas um pulmão, provavelmente uma adaptação à sua forma corporal cilíndrica.

Circulação
Os répteis, como os anfíbios, as aves e os mamíferos, têm sistema circulatório com circuito duplo (circulação dupla). O coração da maioria dos répteis possui dois átrios (aurículas) e um ventrículo parcialmente dividido por uma parede interna. Essa divisão, apesar de ser completa, consegue evitar que haja muitas mistura de sangue arterial com sangue venoso durante a contração do ventrículo. Em crocodilos e jacarés, a separação entre os lados direito e esquerdo do ventrículo é completa, de modo que se pode dizer que esses animais têm quatro câmaras cardíacas.

O sangue venoso, proveniente dos tecidos, penetra no coração pelo átrio direito, enquanto o sangue arterial, proveniente dos pulmões, penetra pelo átrio esquerdo. Com a contração simultânea dos átrios, o sangue venoso passa para a parte direita do ventrículo e o sangue arterial passa para a parte esquerda. Ao contrair-se, o ventrículo impulsiona o sangue presente no lado esquerdo para os diversos órgãos do corpo.

Excreção
Em alguns répteis, a urina produzida nos rins é conduzida pelos ureteres diretamente para a cloaca. Em outros, a urina é armazenada em uma bexiga urinária antes de ser lançada na cloaca e eliminada.

Muitos répteis excretam seus resíduos nitrogenados na forma de ácido úrico, um composto bem menos tóxico que a amônia e que pode ser eliminado de forma muito concentrada, com grande economia de água pelo organismo. Isso é uma necessidade no ambiente de terra firme, onde o organismo perde água continuamente. Diversos répteis reabsorvem parte da água da urina enquanto ela está armazenada na bexiga. Nesses casos, o ácido úrico concentra-se a ponto de formar uma pasta esbranquiçada, eliminada juntamente com as fezes.

Sistema nervoso e sistema sensorial
O sistema nervoso dos répteis é comparável aos dos anfíbios, com algumas inovações. A visão dos répteis é, de modo geral, muito boa. O olfato em alguns grupos é excepcionalmente bem desenvolvido. As cobras, por exemplo, têm um órgão olfativo especial no teto da boca, que lhes permite o equivalente a “sentir gosto no ar”. O comportamento característico das cobras, de colocar continuamente sua língua bifurcada para dentro e para fora da boca, permite captar moléculas presentes no ar e levá-las ao órgão olfativo, que identifica as substancias captadas. As cobras são “surdas” a sons propagados pelo ar, mas conseguem captar vibrações do solo por meio dos ossos do crânio.

Reprodução
Os répteis são animais dióicos, isto é, têm sexos separados, e ovíparos, em sua maioria. Os machos são dotados de um órgão copulador, o pênis, com o qual introduzem os espermatozóides no cloaca da fêmea durante a cópula. Ocorre fecundação interna e desenvolvimento direto, sem estágio larval. Em algumas espécies de cobras, lagartos, tartarugas e cágados, as fêmeas podem armazenar os espermatozóides no corpo por um ano ou mais, até fecundar seus ovos. Umas poucas espécies de lagartos são constituídas apenas por fêmeas, que reproduzem por partenogêneses, processo em que o óvulo se desenvolve sem que ocorra fecundação.

Os ovos de cobras, da maioria dos lagartos e de tartarugas são protegidos por uma casca flexível, com consistência de couro. Já os ovos de cágados, de crocodilos e de alguns lagartos apresentam casca rígida, como os ovos das aves.

Os ovos dos répteis, assim como os ovos das aves, possuem água e alimento suficientes para todo o desenvolvimento embrionário. As trocas do embrião com o ambiente restringem-se aos gases respiratórios, que se difundem através dos envoltórios do ovo.

Bibliografia:
Nome do livro: Conceitos de Biologia, vol.2.

Autores: Amadis, José Mariano; Martho, Gilberto Rodrigues.

Ano: 2001.

Editora: Editora Moderna.

Paginas utilizadas: 220, 221, 236, 237, 238, 239, 243, 244, 245, 246, 248 e 249.

Autores:
Denyse Fernanda Rodrigues
Fernando Lopes Barbosa
Juliana Inácio de Souza
Maicon Almeida Marques
Rogério Romeiro Romão

ÁCIDOS CARBOXÍLICOS

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ÁCIDOS CARBOXÍLICOS

São compostos que contêm o grupo funcional carboxilo (-COOH), assim chamado por ser formalmente a combinação de um grupo carbonilo e um grupo hidroxilo. Como resultado da combinação de ambos os grupos funcionais, o grupo hidroxilo experimenta um acentuado aumento de acidez. Os ácidos carboxílicos formam ligações de hidrogénio mais fortes que as dos álcoois uma vez que as suas ligações O-H estão mais polarizadas e o átomo de hidrogénio que serve de ponte pode-se unir a um oxigénio carbonílico, que está carregado muito mais negativamente que o oxigénio do outro grupo hidroxilo, como no caso dos álcoois. Por este motivo, os ácidos carboxílicos existem na forma de dímeros cíclicos no estado sólido e líquido:

Os espectros IV dos ácidos carboxílicos alifáticos mostram uma intensa absorção do grupo carbonilo a 1700 cm-1 e uma ampla região de vibração de tensão da ligação O-H, que se estende entre 3600 e 2500 cm-1 devido às ligações por pontes de hidrogénio. Esta banda larga de absorção é característica dos ácidos carboxílicos. Nos espectros RMN dos ácidos carboxílicos destaca-se fortemente a posição do singlete do protão ácido que aparece a valores de d compreendidos entre 11 e 13, uma vez que a densidade electrónica do hidrogénio carboxílico é muito baixa.

Para numerar de modo sistemático os ácidos carboxílicos, substitui-se a terminação do nome do hidrocarboneto que contém o grupo carboxilo pelo sufixo -oico. Assim, por exemplo, o composto CH3 – (CH2)5 – COOH chamar-se-á ácido heptanóico. Ao numerar a cadeia de um ácido carboxílico deve-se considerar sempre número 1 o carbono carboxílico.

Os compostos com menos de seis átomos de carbono recebem nomes vulgares muito usuais: fórmico, acético, propiónico, butírico e valeriânico. Também são muito empregados os nomes vulgares dos ácidos dicarboxílicos até sete átomos de carbono: oxálico, malónico, succínico, glutárico, adípico e pimélico.

Os sais dos ácidos nomeiam-se variando a terminação -óico dos nomes dos ácidos pelo sufixo -ato seguindo-se o nome do catião. Assim, por exemplo, o composto CH3 – COONa chamar-se-áacetato de sódio.

Os pontos de fusão e de ebulição dos ácidos carboxílicos são mais elevados que os dos compostos de igual peso molecular, devido à forte associação intermolecular por ligações de hidrogénio.

A solubilidade dos ácidos carboxílicos na água diminui com o comprimento da cadeia hidrocarbonada. Os sais sódicos dos ácidos carboxílicos simples são solúveis em água.

Os ácidos carboxílicos obtêm-se por oxidação de aldeídos ou de álcoois primários.

O mais importante dos ácidos carboxílicos é o ácido acético ou etanóico, que se emprega como solvente e para fabricar corantes e acetato de celulose.

ÉTICA

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A EXISTÊNCIA ÉTICA

Senso moral e consciência moral

Muitas vezes, tomamos conhecimentos de movimentos nacionais e internacionais de luta contra fome. Ficamos sabendo que, em outros países e no nosso, milhares de pessoas, sobretudo crianças e velhos, morrem de penúria e inanição. Sentimos piedade. Sentimos indignação diante de tamanha injustiça. Sentimos responsabilidade. Movidos pela solidariedade, participamos de campanhas contra fome. Nossos sentimentos e nossas ações exprimem nosso senso moral.

Quantas vezes, levados por algum impulso incontrolável ou por alguma emoção forte (medo, orgulho, ambição, vaidade, covardia), fazemos alguma coisa de que, depois, sentimos vergonha, remorso, culpa. Gostaríamos de voltar atrás no tempo e agir de modo diferente. Esses sentimentos também exprimem nosso senso moral.

Situações como essas, surgem sempre em nossas vidas. Nossas dúvidas quanto à decisão a tomar não manifestam nosso senso moral, mas também põem à prova nossa consciência moral, pois exigem que decidamos o que fazer, que justifiquemos para nós mesmos e para os outros as razões de nossas decisões e que assumamos todas as conseqüências delas, porque somos responsáveis por nossas ações.

Os exemplos mencionados indicam que o senso moral e a consciência moral referem-se a valores (justiça, honradez, espírito de sacrifício, integridade, generosidade), a sentimentos provocados pelos valores (admiração, vergonha, culpa, remorso, amor, dúvida, medo) e a decisões que conduzem a ações com conseqüências para nós e para outros. Embora os conteúdos dos valores variem, podemos notar que estão referidos a um valor mais profundo, mesmo que apenas subentendido: o bem ou o mal. Os sentimentos e as ações, nascidos de uma opção entre o bom e o mau ou entre o bem e o mal, também estão referidos a alago mais profundo e subentendido: nosso desejo de afastar a dor e o sofrimento e de alcançar a felicidade, seja por recebermos a aprovação dos outros.

O senso e a consciência moral dizem respeito a valores, sentimentos, intenções, decisões e ações referidos ao bem e ao mal e ao desejo de felicidade. Dizem respeito ás relações que mantemos com os outros e, portanto, nascem e existem como parte de nossa vida intersubjetiva.

Juízo de fato e de valor

Se dissermos: “Está chovendo”, estaremos enunciando um acontecimento constato por nós e o juízo proferido é um juízo de fato. Se porém falarmos: “A chuva é boa para as plantas” ou “A chuva é bela”, estaremos interpretando e avaliando o acontecimento. Nesse caso, proferimos um juízo de valor.

Juízos de fato são aqueles que dizem o que as coisas são, como são e por que são. Em nossa vida cotidiana , mas também na metafísica e nas ciências, os juízos de fato estão presentes. Diferentemente deles, os juízos de valor, avaliações sobre coisas, pessoas, situações e são proferidos na moral, nas artes, na política, na religião.

Os juízos éticos de valor são também normativos, isto é, enunciam normas que determinam o dever ser de nossos sentimentos, nossos atos, nossos comportamentos. E também nos dizem o que são o bem, o mal, a felicidade. Os juízos de éticos normativos nos dizem que sentimentos, intenções, atos e comportamentos devemos ter ou fazer para alcançarmos o bem e a felicidade.

Os constituintes do campo ético

Para que haja conduta ética é preciso que exista o agente consciente, isto é, aquele que conhece a diferença entre bem e mal, certo e errado, permitido e proibido, virtude e vício. A consciência moral não só conhece tais diferenças, mas também reconhece-se como capaz de julgar o valor dos atos e das condutas e de agir em conformidade com os valores morais, sendo por isso responsável por suas ações e seus sentimentos e pelas conseqüências do que faz e sente. Consciência e responsabilidade são condições indispensáveis da vida ética.

O campo ético é, assim, constituído pelos valores e pelas obrigações que formam o conteúdo das condutas morais, isto é, as virtudes. Estas são realizadas pelo sujeito moral, principal constituinte da existência ética.

O sujeito ético ou moral, isto é, a pessoa só pode existir se preencher as seguintes condições: – ser consciente de si e dos outros, isto é, ser capaz, de reflexão e de reconhecer a existência dos outros como sujeitos éticos iguais a ele;

– ser dotado de vontade, capacidade para controlar e orientar desejos, impulsos tendências, sentimentos e de capacidade para deliberar e decidir entre várias alternativas possíveis;

– ser responsável, isto é, reconhecer-se como autor da ação

– ser livre, isto é, ser capaz de oferecer-se como causa interna de seus sentimentos atitudes e ações, por não estar submetido a poderes externos que forcem e o constranjam a sentir, a querer a fazer alguma coisa.

O RELEVO DO RIO GRANDE DO SUL

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O RELEVO GAÚCHO POSSUI ALTITUDES QUE CHEGAM A 1.398 METROS

Ao norte situa-se o Planalto Meridional, formado por rochas basálticas decorrentes de um grande derrame de lavas, ocorrido na era Mesosóica. A nordeste do Estado encontram-se as terras mais altas deste planalto, que alcançando 1.398m (Monte Negro) no município de são José dos Ausentes. Suas bordas correspondem à chamada Serra Geral.

Ao centro do Estado está a Depressão Central que é formada de rochas sedimentares dando origem a um extenso corredor que liga o oeste ao leste, através de terrenos de baixa altitude.
Ao sul localiza-se o Escudo Sul-rio-grandense, com rochas ígneas do período Pré-Cambriano e, por isto mesmo, muito desgastadas pela erosão. Sua altitude não ultrapassa os 600m.

A Planície Costeira teve sua formação do período Quaternário da era Cenozóica, a mais recente da formação da terra. Corresponde a uma faixa
arenosa de 622km, com grande ocorrência de lagunas e lagoas, entre as quais destacam-se a Laguna dos Patos e Mirim. O processo de formação desta região tem caráter evolutivo, estando em constante mutação, como decorrência da sedimentação marinha e flúvio-lacustre.

TSUNAMIS

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Um tsunami (ou tsunâmi, do japonês significando literalmente onda de porto) é uma onda ou uma série delas que ocorrem após perturbações abruptas que deslocam verticalmente a coluna de água, como, por exemplo, um sismo, atividade vulcânica, abrupto deslocamento de terras ou gelo ou devido ao impacto de um meteorito dentro ou perto do mar. Há quem identifique o termo com “maremoto” – contudo, maremoto refere-se a um sismo no fundo do mar, semelhante a um sismo em terra firme e que pode, de facto originar um(a) tsunami.

A energia de um tsunami é função de sua amplitude e velocidade. Assim, à medida que a onda se aproxima de terra, a sua amplitude (a altura da onda) aumenta à medida que a sua velocidade diminui. Os tsunamis podem caracterizar-se por ondas de trinta metros de altura, causando grande destruição.

Nome
O termo “tsunami” vem do japonês ?? significando tsu (porto) e nami (onda). O termo foi criado por pescadores que, vindo da pesca, encontraram o porto desvastado, ainda que não tenham visto nem observado a onda no alto mar. As expressões “ondas de maré” (tidal waves) ou raz de maré (do francês raz-de-maré) são de evitar por constituírem, respectivamente, um anglicismo e galicismo desnecessários e enganadores, dado que os tsunamis nada têm a ver com as marés.

Causas

Um tsunami pode ser gerado por qualquer distúrbio que desloque uma massa grande de água, tal como um sismo (movimento no interior da terra), um deslocamento da terra, uma explosão vulcânica ou um impacto de meteoro. Os tsunamis podem ser gerados sempre que o fundo do mar sofre uma deformação súbita, deslocando verticalmente a massa de água. Os sismos tectónicos são um tipo particular de sismo que origina um deformação da crosta; sempre que os sismos ocorrem em regiões submarinas, a massa de água localizada sobre a zona deformada vai ser afastada da sua posição de equilíbrio.
As ondas são o resultado da acção da gravidade sobre a perturbação da massa de água.

Os movimentos verticais da crosta são muito importantes nas fronteiras entre as placas litosféricas. Por exemplo, à volta do Oceano Pacífico existem vários locais onde placas oceânicas mais densas deslizam sob as placas continentais menos densas, num processo que se designa por subducção. Estas zonas originam facilmente tsunamis.

Deslizamentos de terra submarinos, que acompanham muitas vezes os grandes tremores de terra, bem como o colapso de edifícios vulcânicos podem, também, perturbar a coluna de água, quando grandes volumes de sedimentos e rocha se deslocam e se redistribuem no fundo do mar. Uma explosão vulcânica submarina violenta pode, do mesmo modo, levantar a coluna de água e gerar um tsunami. Grandes deslizamentos de terra e impactos de corpos cósmicos podem perturbar o equilíbrio do oceano, com transferência de momento destes para o mar. Os tsunamis gerados por estes mecanismos.

dissipam-se mais rapidamente que os anteriores, podendo afectar de forma menos significativa a costa distante.

Características

Os tsunamis têm um comportamento muito diferente das típicas ondas de surf; propagam-se a altas velocidades e podem percorrer distâncias transoceânicas sem grande perda de energia. Uma tsunami pode causar estragos a milhares de quilómetros de distância da sua origem, podendo passar muitas horas entre a sua criação e o seu impacto na costa, chegando bastante depois da onda sísmica que a originou.
Tipicamente, cerca de dez minutos antes de um tsunami, o mar recua da costa, expondo parte do leito marinho. Se a inclinação for rasa, este recuo pode exceder 800 metros. As pessoas inconscientes do perigo podem permanecer na costa, devido à curiosidade, mas este pode ser um sinal de advertência da vinda de um tsunami. Pode haver diversas ondas, com intervalos entre dois e quarenta e cinco minutos. Estas características ocorrem porque as tsunamis possuem períodos extremamente longos e também grandes comprimentos de onda.

Enquanto que as típicas ondas provocadas pelo vento, que podemos observar numa praia onde se pratica surf – geradas, por exemplo, por uma tempestade longínqua – sucedem-se de forma ritmada com um período de 10 segundos e comprimento de onda de 150 metros, as tsunamis podem ter períodos da ordem de uma hora ou mais, e comprimentos de onda que podem exceder os cem quilômetros.

Uma onda tem tendência a esbater-se em ondas de água rasa quando a relação entre a profundidade da água e o seu comprimento de onda se torna muito pequena (isto é, quando a profundidade é bastante menor que o comprimento de onda). Como as tsunamis têm um grande comprimento de onda, vão-se comportar como ondas de água rasa mesmo no mar alto. As ondas de água rasa movem-se a uma velocidade que pode ser calculada pela raiz quadrada do produto da aceleração da gravidade (9.8 m/s^2) pela profundidade da água. Por exemplo, no Oceano Pacífico, onde a profundidade da água ronda os 4000 m, um tsunami viajará a 200 m/s (cerca de 712 km/hora) com uma perda mínima de energia, mesmo em grandes distâncias. Com uma profundidade de 40 metros, a velocidade poderá atingir os 20 m/s (cerca de 71 km/hora), o que é, efectivamente, muito mais lento mas, ainda assim, suficientemente rápido para se fugir a tempo.

No mar alto as ondas dos tsunami não são praticamente detectáveis: a sua altura não excede alguns metros e é muitas vezes inferior a um metro. Viajam a velocidades de avião a jacto pelo oceano e descem depois para velocidades de auto-estrada ao aproximarem-se da costa. E é só quando se aproximam da costa que elas crescem a alturas terrificantes – geralmente de 5 a 20 metros. (No tsunami mais destruidor que se conhece, que foi gerado pela explosão vulcânica do Krakatoa, em 1883, e viajou através do Pacífico a cerca de 500 km/h, as ondas chegaram a ter 40 metros de altura.)

Por vezes, as ondas ao chegarem à costa causam apenas uma repentina e enorme
inundação, do tipo das que são causadas pelas marés.

22 de Maio de 1960: o tsunami chileno
O grande terremoto do Chile, o mais intenso terremoto já registrado, ocorreu na costa sul-central do Chile, gerando um dos mais destrutivos tsunamis do século XX.

12 de Julho de 1993: Hokkaido
Um devastador tsunami ocorreu na costa da ilha de Hokkaido, no Japão em 12 de Julho de 1993, como resultado de um terremoto, resultando na morte de 202 pessoas na ilha de Okushiri e no desaparecimento de muitas mais.

Muitas cidades ao redor do oceano Pacífico, principalmente no Japão
e Hawaii, possuem sistemas de alerta e evacuação em caso da ocorrência de tsunamis. Os
tsunamis de origem vulcânica ou tectónica podem ser previstos pelos institutos sismológicos e o seu avanço pode ser monitorizado por satélites.

26 de Dezembro 2004: tsunami do Oceano Índico
O Terramoto do Índico de 2004 disparou uma seqüência de tsunamis fatais em 26 de Dezembro de 2004, com vítimas fatais relatadas em mais de 285.000.

Outros tsunamis que ficaram na história Outros tsunamis ocorridos incluem os seguintes:

Um dos piores desastres com tsunamis arrasaram vilas inteiras ao longo de Sanriku, Japão, em 1896.
Uma onda com uma altura de mais de sete andares afogou 26 mil pessoas. Mais de trinta mil pessoas morreram em Java durante um tsunami causado por
uma erupção vulcânica em 1883.

BIOCOMBUSTÍVEIS

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BIOCOMBUSTÍVEIS

Os biocombustíveis são fontes de energias renováveis, derivados de produtos agrícolas como a cana-de-açúcar, plantas oleaginosas, biomassa florestal e outras fontes de matéria orgânica.

Em alguns casos, os biocombustíveis podem ser usados tanto isoladamente, como adicionados aos combustíveis convencionais. Como exemplos, podemos citar o biodiesel, o etanol, o metanol, o metano e o carvão vegetal.

Biodiesel
No que tange ao biodiesel, apenas recentemente esse biocombustível entrou na agenda do governo brasileiro. Apesar da primeira patente do biodiesel no mundo ter sido registrada em 1980, por um professor da Universidade Federal do Ceará, somente em Dezembro de 2004 é que foi lançado, oficialmente, pelo governo brasileiro o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel.

A introdução do biodiesel na matriz energética brasileira foi estabelecida pela Lei 11.097 de janeiro de 2005, que determina a adição voluntária de 2% de biodiesel ao óleo diesel comercializado ao consumidor final até 2007; já a partir de 2008, essa adição de 2% será obrigatória. A mistura de 5% de biodiesel ao óleo diesel será voluntária no período de 2008 até 2012, passando a ser compulsória a partir de 2013.

O uso do biodiesel traz uma série de benefícios associados à redução dos gases de efeito estufa, e de outros poluentes atmosféricos, tais como o enxofre, além da redução do consumo de combustíveis fósseis. Porém, no processo de fabricação, uma série de resíduos e subprodutos industriais é gerada, os quais podem, quando adequadamente geridos, contribuir para a viabilidade econômica da produção de biodiesel.

Esses resíduos de natureza líquida e sólida possuem potencial para uso na indústria de alimentos e para a nutrição animal, bem como na indústria químico-farmacêutica, mas há uma grande carência de estudos de análises de viabilidade técnica e financeira, que possam apontar as melhores alternativas de custo-benefício para o processamento e tratamento desses resíduos, os quais podem agregar valor e reduzir os custos de produção de biodiesel, com o aproveitamento e venda destes produtos e seus derivados.

O que é Biodiesel ?

“Biodiesel é um combustível biodegradável alternativo ao diesel de petróleo, criado a partir de fontes renováveis de energia, livre de enxofre em sua composição.

Pode ser utilizado em motores diesel sem a necessidade de qualquer tipo de adaptação (caso o biodiesel esteja de acordo com as normas de qualidade da Agência Nacional do Petróleo – ANP), sem perda de desempenho e contribui para o aumento da vida útil do motor (pelo fato de ser um lubrificante melhor que o diesel de petróleo).

Por ser originado de matérias-primas renováveis (basicamente álcool e óleo vegetal ou gordura animal) e possuir queima limpa, a combustão do biodiesel gera menos poluentes do quê a combustão do diesel de petróleo. Quimicamente, podemos dizer que se trata de uma composição de ésteres etílicos ou metílicos de ácidos graxos de cadeia longa.

Por ser extremamente miscível, mesmo não contendo petróleo, pode ser misturado ao diesel convencional em qualquer proporção, sem que isso gere qualquer tipo de prejuízo ou perda de desempenho ao motor. Convencionou-se mundialmente uma nomenclatura para identificar a proporção da mistura de biodiesel ao diesel de petróleo.

Quando temos uma mistura de 2% de biodiesel e 98% de diesel, esta recebe o nome de B2. Uma mistura com 5% de biodiesel e o resto de diesel de petróleo é chamada de B5, e assim por diante. Quando temos apenas biodiesel, atribuímos o nome de B100. As misturas entre 2% e 20% são as mais utilizadas no mercado mundial.

O processo mais comum da produção de biodiesel se faz através da reação de óleo vegetal ou gordura animal com um álcool (no Brasil, prefere-se o etanol; já na Europa, a preferência recai sobre o metanol), reação essa incentivada pela presença de um catalisador (que pode ser um ácido, uma base ou uma enzima).

Como produtos dessa reação, temos biodiesel e glicerina. Esse processo é conhecido na indústria por transesterificação. Ele pode ser feito com o óleo de diversas oleaginosas, como por exemplo, a soja, o pinhão-manso, o amendoim, o nabo forrageiro, o milho, o girassol e a canola.

É importante ressaltar que apenas o óleo puro das oleaginosas não pode ser considerado como biodiesel, mesmo que misturado ao diesel de petróleo. Este é um engano bastante comum. A mesma coisa ocorre com a mistura de álcool anidro com o diesel convencional, não podendo ser considerado o resultado dessa mistura como biodiesel. Mesmo assim, todos os exemplos citados são capazes de movimentar motores diesel, mas com perda de desempenho ou acarretamento de outros danos ao motor.

O biodiesel e o meio-ambiente

A utilização de combustíveis fósseis influencia negativamente a qualidade e o equilíbrio do meio-ambiente. Dois exemplos corriqueiros desse problema são os altos índices de poluição dos grandes centros urbanos e o derramamento de petróleo no mar. Ambos causam um grande impacto negativo no eco-sistema regional.

As altas emissões de monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOX) e dióxido de enxofre (SO2) são apontadas como principais causadoras das chuvas ácidas, extremamente prejudiciais às florestas, lavouras e animais.

Além disso, esses combustíveis fósseis possuem uma taxa de emissão de CO2 muito alta, fator diretamente relacionado com o problema do efeito estufa e suas conseqüências (aumento da temperatura global, derretimento das calotas polares, desequilíbrio ecológico, entre outros).

Conforme foi dito anteriormente, o biodiesel é um combustível menos poluente que o diesel tradicional. Apesar de também haver emissão de CO2 (e nenhum outro resíduo nocivo ao meio-ambiente), estudos apontam índices de emissão de CO2 até 80% menores em relação ao diesel de petróleo. Devido a essa característica, ele se torna uma opção não agressiva ao meio-ambiente.

O que faz do biodiesel um combustível renovável é o fato de que todo o CO2, emitido na queima no motor, consegue ser capturado pelas plantas e utilizado por estas durante o seu crescimento e existência. Estas mesmas plantas serão utilizadas mais tarde como fonte para a produção de novos biocombustíveis, por esse motivo, chamados de energias renováveis.”

Etanol

O Brasil é reconhecido mundialmente pelo pioneirismo na introdução do etanol em sua matriz energética. Inicialmente, o álcool etílico anidro foi adicionado à gasolina como oxigenante, tornando-se a mistura compulsória a partir de 1938.

Em 1975, com o lançamento do Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o percentual de álcool anidro misturado à gasolina aumentou significativamente e o álcool etílico hidratado passou a ser utilizado em veículos cujos motores foram especialmente desenvolvidos para esse combustível.

Desde o lançamento do Proálcool, há 30 anos, a produção de álcool no país aumentou de 700 milhões de litros em 1975 para 15 bilhões de litros na safra de 2004 / 2005. Durante esse período, como no ano de 1985, os veículos movidos a álcool chegaram a atingir 85% das vendas totais no país. Porém, devido à crise de abastecimento ocorrida em 1989, esse percentual reduziu-se em curto espaço de tempo para cerca de 2% e manteve-se nesse patamar até o início de 2003.

Em março daquele ano, os veículos bicombustíveis (Flex Fuel) foram lançados no mercado brasileiro e depois de dois anos de existência, chegaram a representar aproximadamente 53% das vendas de veículos novos em 2005, de acordo com dados da ANFAVEA.

Desde então, nota-se um aumento na demanda por etanol no mercado interno, o qual responde por quase a totalidade do consumo do produto fabricado no país. Tal aumento decorre principalmente do menor custo do álcool ao consumidor, quando comparado à gasolina, cujo preço está sujeito à instabilidade da oferta de petróleo no mercado internacional.

No contexto mundial, os biocombustíveis deverão suprir uma importante parte da demanda mundial num futuro próximo, motivada principalmente por considerações de ordem ambiental, pela elevação dos preços do petróleo no mercado internacional e pela incerteza na oferta de combustíveis fósseis no médio e longo prazo.

Por essas razões, a demanda por etanol no mercado internacional tem sido crescente nos últimos anos. O Brasil, além de maior produtor e consumidor de etanol, é também o maior exportador no cenário global.

Até meados de 2002 as exportações brasileiras de álcool eram insignificantes, mas com o crescimento da demanda por esse biocombustível no mercado internacional, o volume exportado cresceu de 565 milhões de litros em 2003, para 2,1 bilhões de litros no período de janeiro a novembro de 2005 (Secex, 2005).

Aliado ao crescimento das exportações brasileiras de açúcar, o cenário acima explica boa parte da significativa expansão do setor sucroalcooleiro nacional nos últimos anos e as perspectivas promissoras do mercado interno e externo para esse biocombustível num futuro bastante próximo.

Sem dúvida, a necessidade de fornecer etanol para o mercado interno em expansão e para o mercado internacional, que anseia por fontes renováveis de energia, traz excelentes oportunidades para incrementos ainda maiores no crescimento do setor.

Nos anos recentes, nota-se o aumento da produção de cana-de-açúcar e de seus produtos derivados, açúcar e etanol, tanto nas tradicionais regiões produtoras como em estados que representam novas fronteiras agrícolas para a cultura canavieira no Brasil.

Utilização Do Etanol Na Produção Do Biodiesel

“O etanol é hoje um produto de diversas aplicações no mercado, largamente utilizado como combustível automotivo na forma hidratada ou misturado à gasolina. Também tem aplicações em produtos como perfumes, desodorantes, medicamentos, produtos de limpeza doméstica e bebidas alcoólicas. Merece destaque como uma das principais fontes energéticas do Brasil, além de ser renovável e pouco poluente.

Como já mencionado anteriormente, o Brasil é hoje o maior produtor mundial de etanol, que quando utilizado como combustível em automóveis, representa uma alternativa à gasolina de petróleo. Destacam-se na produção do etanol os estados de São Paulo e Paraná, respondendo juntos por quase 90% da safra total produzida.

Além disso, o Brasil lidera a produção mundial de cana-de-açúcar (principal matéria-prima do etanol), sendo essa uma indústria que movimenta vários bilhões de dólares por ano. O fato de tanto a cana-de-açúcar quanto o etanol serem produzidos dentro do Brasil, representa uma menor dependência de petróleo externo, diminuindo substancialmente os gastos com importações.

O etanol é, numa definição simples, um álcool incolor, volátil, inflamável e totalmente solúvel em água, derivado da cana-de-açúcar, do milho, da uva, da beterraba ou de outros cereais, produzido através da fermentação da sacarose. Comercialmente, é conhecido como álcool etílico, e sua fórmula molecular:

C2H5OH ou C5H6O

O etanol contém aproximadamente 35% de oxigênio em sua composição e possui combustão limpa, ou seja, sua queima resulta somente em calor, sem presença de fuligem. Devido a isso, a emissão de CO2 na queima é baixíssima.

O teor de etanol presente em uma determinada mistura é expressa em ºGL. Essa escala, chamada de “graus Gay-Lussac”, diz qual a porcentagem de etanol existente na solução. Por exemplo, em uma garrafa de vinho, existem 11% de etanol, ou seja, 11 ºGL. Já o álcool utilizado para limpeza doméstica possui 96 ºGL. No caso do uso do etanol hidratado como combustível, por lei, o mesmo deve estar entre 93,2 ºGL e 93,8 ºGL. Já o álcool 100 ºGL é chamado de álcool absoluto ou álcool anidro (anidro = totalmente seco).

A utilização do etanol para a produção de biodiesel ocorre por um processo chamado transesterificação. Basicamente, este processo se dá através de reações químicas entre o etanol (ou metanol, que também pode ser usado) e os óleos vegetais ou gorduras animais, estimuladas pela presença de um catalisador (hidróxido de sódio, por exemplo).

Este processo resulta em dois subprodutos: o biodiesel propriamente e o glicerol (glicerina), de grande aproveitamento na indústria química. O biodiesel e a glicerina geralmente são separados por gravidade, ou utilizando-se centrífugas para encurtar o tempo do processo.

Depois disso, o biodiesel ainda precisa ser purificado, para que seja retirado o excesso de etanol, resíduos do catalisador utilizado e sabão que pode eventualmente se formar. O etanol retirado em excesso é reaproveitado em um novo processo de produção.

A transesterificação do etanol para a produção do biodiesel é um pouco mais trabalhosa do que a do metanol, devido ao tamanho da molécula do primeiro ser maior.

Mesmo assim, devido à experiência do país em produzir e utilizar este álcool, a grande capacidade de produção hoje em atividade, um mercado consumidor bastante atraente e por ser menos agressivo ambientalmente, o etanol desperta muito interesse entre os produtores brasileiros”.

Biomassa

“Biomassa pode ser definido, de forma simples, como uma fonte de energia limpa (não poluente) e renovável, disponível em grande abundância e derivada de materiais orgânicos. Todos os organismos existentes capazes de realizar fotossíntese – ou derivados destes – podem ser utilizados como biomassa. Como exemplos de fontes de biomassa, que podem se encaixar nessa definição, citamos a cana-de-açúcar, restos de madeira, estrume de gado, óleo vegetal ou até mesmo o lixo urbano.

Apesar de ser, atualmente, o centro de atenção de alguns setores, a biomassa já é conhecida e utilizada pela humanidade há muito tempo. Durante milhares de anos foi a única fonte de energia disponível à população, uma vez que não havia conhecimento científico para a exploração de outros recursos. Em um fogão à lenha ou em uma fogueira, a madeira queimada é um combustível de biomassa.

Estando a poucos passos de uma crise energética, com a previsão do fim das reservas de petróleo e carvão mineral, a energia elétrica também cada vez mais escassa e a energia nuclear um tanto perigosa, torna-se uma questão vital a busca por fontes alternativas de energia e inúmeros esforços estão sendo feitos para que seja possível obter o máximo de energia da biomassa.

Outro fator importante é o volume cada vez maior de lixo produzido no mundo. Uma vez que até este lixo pode ser aproveitado para geração de energia e a sua utilização contribui para amenizar vários problemas ao mesmo tempo: diminuição do nível de poluição ambiental, contenção do volume de lixo das cidades e aumento da produção de energia.

Exemplos práticos disso são as sobras de casca de arroz, que geram energia para a indústria gaúcha, a queima do bagaço da cana-de-açúcar para a geração de vapor para produção de energia elétrica. Também é fato que algumas cidades do mundo já utilizam parte de seu lixo urbano para produzir energia elétrica.

Vantagens da biomassa na produção de energia

Como principais vantagens que a biomassa possui, em relação aos combustíveis fósseis, na produção de energia, podemos listar as seguintes:
– Ser fonte de energia limpa e renovável;
– Causar menor corrosão de equipamentos;
– Os resíduos emitidos pela sua queima não interferem no efeito estufa. Ao contrário, partindo do ponto extremo da erradicação das emissões, por exemplo, de SO2 (dióxido de enxofre), torna-se mais fácil reparar a situação;
– Ser uma fonte de energia, descentralizadora de renda – qualquer pessoa dona de um pouco de terra pode plantar vegetais que servem como fonte de biomassa;
– Reduzir a dependência de petróleo por parte de países subdesenvolvidos, servindo também, dessa forma, como descentralizadora de poder;
– Diminuir o lixo industrial. Pequenos produtores que utilizariam restos de produção, como fonte de biomassa, para geração própria de energia. Por exemplo, madeireiras que passariam a utilizar resíduos (serragem e restos de madeira), que antes virariam lixo;
– Ter baixo custo de implantação e manutenção.
Processo de transformação da energia
Através da fotossíntese, as plantas transformam a energia proveniente da luz do sol em energia química, que mais tarde pode ser convertida em calor, combustível ou eletricidade. Quimicamente, a fotossíntese é representada de acordo com o esquema abaixo:

6H2O + 6CO2 + energia solar = C6H12O6 + 6O2

Se o processo de transformação da biomassa em energia for executado de maneira eficiente e controlada, a queima resultará em água (H2O) e dióxido de carbono (CO2), além da própria energia. Devido a este motivo, a biomassa é considerada uma fonte totalmente renovável e, se empregada da forma correta, não-poluente. Produzida eficientemente, a biomassa também pode representar uma parcela significativa da energia total gerada em um país.

Atualmente, utilizam-se principalmente quatro formas de conversão da biomassa em energia:

– Pirólise: através desta técnica, a biomassa é exposta a altíssimas temperaturas sem a presença de oxigênio, visando acelerar a decomposição da mesma. O que sobra da decomposição é uma mistura de gases (CH4, CO e CO2 – respectivamente, metano, monóxido de carbono e dióxido de carbono), líquidos (óleos vegetais) e sólidos (basicamente carvão vegetal).

– Gaseificação: assim como na pirólise, aqui a biomassa também é aquecida na ausência do oxigênio, gerando como produto final um gás inflamável. Este gás ainda pode ser filtrado, visando a remoção de alguns componentes químicos residuais. A diferença básica em relação à pirólise é o fato da gaseificação exigir menor temperatura e resultar apenas em gás.

– Combustão: aqui a queima da biomassa é realizada a altas temperaturas na presença abundante de oxigênio, produzindo vapor a alta pressão. Este vapor geralmente é utilizado em caldeiras ou para movimentar turbinas. É uma das formas mais comuns hoje em dia, e sua potência situa-se na faixa de 20 a 25%.

– Co-combustão: esta prática propõe a substituição de parte do carvão mineral utilizado em uma termoelétrica por biomassa. Desta forma, reduz-se significativamente a emissão de poluentes (principalmente dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, responsáveis pela chuva ácida). A faixa de desempenho da biomassa encontra-se entre 30 e 37%, sendo por isso uma opção bem atrativa e econômica atualmente”.

Fontes:

Polo Nacional de Biocombustíveis ESALQ – USP
Biodiesel, Biomassa -Wendel Martins da Silva – Bacharelando em Química pela Universidade de Guarulhos – SP (UNG).
Etanol -Thereza Christina Pippa Rochelle – Engenheira Agrônoma, Doutora em Economia Aplicada pela ESALQ/USP.

A DEGRADAÇÃO DO SOLO NO BRASIL

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A DEGRADAÇÃO DO SOLO NO BRASIL

A degradação do solo está aumentando em muitas partes do mundo, segundo estudo divulgado no dia pela FAO, com dados pesquisados num período de 20 anos.

Definida como o declínio a longo prazo na função e na produtividade de um ecossistema, a degradação do solo está aumentando em gravidade e extensão, afetando mais de 20% das terras agrícolas, 30% das florestas e 10% dos pastos.

Cerca de 1,5 bilhão de pessoas, um quarto da população mundial, dependem diretamente dos solos que estão sendo degradados.

As consequências desse fenômeno incluem diminuição da produtividade agrícola, migração, insegurança alimentar, prejuízos a recursos e ecossistemas básicos e a perda de biodiversidade genética e de espécies, devido a mudanças nos habitats.

“A degradação do solo tem também importantes implicações para a redução e a adaptação às mudanças climáticas, já que a perda de biomassa e de matéria orgânica do solo libera carbono na atmosfera e afeta a qualidade do solo e sua capacidade de reter a água e os nutrientes”, afirmou Parviz Koohafkan, Diretor da Divisão de Terras e Águas da FAO.

O estudo indica que, apesar da determinação dos 193 países que ratificaram a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, em 1994, a degradação do solo está se agravando, ao invés de diminuir.

Cerca de 22% das terras em processo de degradação estão em zonas ou muito áridas ou sub-úmidas secas, enquanto 78% estão em regiões úmidas. O estudo revela que a principal causa da degradação do solo é a má gestão da terra.

Em comparação com avaliações anteriores, o estudo revela que a degradação do solo tem afetado novas regiões desde 1991, enquanto que algumas áreas historicamente muito degradadas foram tão afetadas que agora estão estáveis, por terem sido abandonadas ou exploradas com baixo nível de produtividade.

Os dados sobre a degradação do solo em nível mundial são parte do estudo apresentado pela FAO, pelo Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (PNUMA) e pela Informação Mundial do Solo (ISRIC). O estudo se chama Avaliação da Degradação do Solo em Zonas Áridas (LADA, em inglês) e foi financiado pelo Global Environment Facility.

Bons exemplos

Mas as notícias não são apenas ruins. A pesquisa identificou uma série de lugares onde o solo é utilizado de forma sustentável (19% das terras agrícolas) ou se está alcançando maior qualidade e produtividade (10% dos bosques e 19% dos pastos).

Muitos dos avanços em terras agrícolas estão associados à irrigação, mas também há exemplos de melhoras em
terras agrícolas e pastos nas pradarias e planícies da América do Norte e Índia Ocidental. Alguns dos avanços são resultado de aumento da cobertura florestal, seja com plantio de florestas, em especial na Europa e América do Norte e com algumas projetos de bonificação de terras, por exemplo no norte da China.

No entanto, algumas das iniciativas positivas se baseiam na invasão de áreas agrícolas e pastos por florestas e arbustos, o que por regra geral não é considerado melhoria do solo.

O estudo mostra que a degradação da terra continua sendo um assunto prioritário que requer atenção renovada dos cidadãos, comunidades e governos.

Mais afetados e o Brasil

O ranking por país por população rural afetada com a degradação dos solos é:

    • 1- China (457 milhões de pessoas)
    • 2 – Índia (177 milhões de pessoas)
    • 3 – Indonésia (86 milhões)
    • 4 – Bangladesh (72 milhões)
    5 – Brasil (46 milhões)

Fonte: FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação)

RESUMO DA HISTÓRIA DO CONSTITUCIONALISMO NO BRASIL

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RESUMO DA HISTÓRIA DO CONSTITUCIONALISMO NO BRASIL

Anterior a independência, o Brasil passou por várias ordens institucionais diferentes, sob o regime Colonial e o Imperial-Monárquico. Vejamos alguns períodos: Quando do regime Colonial, o sistema brasileiro se integrou no de Monarquia absoluta portuguesa.

Na oportunidade, embora o regime local de governo evoluiu do fracassado sistema de capitanias hereditárias (em 1532), passou à categoria de Reino, unido ao de Portugal (em 1815). No período de 1532 a 1815, passou o regime Colonial. Em 1549 a 1640, pelo regime de governos-gerais, intercalado com períodos de governosduais (1572 a 1577 e de 1608 a 1613) e pelo governo autônomo do Estado do Maranhão (1621 a 1775). D

e 1640 em diante foi o Estado do Brasil um Vice- Reino, constituindo a circunstância, entretanto, mais uma dignidade atribuída a alguns dos capitães-generais que exerceram o governo-geral do que, mesmo, diferente estruturação política. Tanto o Estado do Maranhão como o do Brasil, cuja sede se transferiu da Bahia para o Rio de Janeiro (em 1763), eram divididos em Capitanias-gerais e Capitanias-subalternas, governadas respectivamente, por Capitães-generais e Capitães-moves e das quais se originaram os atuais Estados federados.

Cada capitania tinha o seu ordenamento institucional estabelecido por um Regimento Especial ou Carta Régia, delimitadores das funções e poderes dos respectivos governos. Tomé de Souza, em 17 de dezembro de 1548, recebeu o primeiro Regimento. O

Regimento datado de 23 de janeiro de 1677, foi a verdadeira Carta Política do Vice-Reino, até 1808, ano em que a Corte foi transferida para o Rio de Janeiro, com a abertura dos portos, liberdade industrial, e outras medidas administrativas, transformava-se a Colônia em Reino do Brasil, categoria política que lhe viria ser oficialmente concedida com a Carta de Leis de 16 de dezembro de 1815, passando a constituir, com a antiga metrópole, o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algavares, situação em que perdurou até 1822, com a Independência.

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:

1ª = Sabemos todos nós, que o Brasil passou (viveu) desde a sua descoberta até a presente data, pelos seguintes períodos: PRÉ-COLONIAL = Do seu descobrimento em 22 de abril de 1500, até a expedição colonizadora de Martim Afonso de Sousa, em 1530. COLÔNIA = Da expedição de Martim Afonso de Souza, ocorrida em 1530, até a proclamação da Independência, em 07 de setembro de 1822, por Dom Pedro I. IMPERIAL = Da proclamação da Independência, em 07 de setembro de 1822 até a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889; e o REPUBLICANO = Que iniciou com a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889 e se mantêm até os dias de hoje. Esse período em primeira e segunda República. A primeira é a chamada era Vargas (Getúlio Dornelles Vargas) que se manteve desde a proclamação até a revolução de 1930. Podemos chamar essa fase, também, de República Velha. A segunda compreende o período do Regime Militar (1945 a 1964) e a redemocratização, cujo período inicia com o fim do regime militar, em 1985.

2ª = Dom Pedro I, nasceu em Lisboa, em 12 de outubro de 1789, quarto filho de Dom João VI e o segundo na ordem sucessória. Veio para o Brasil, em 1808, com sua família e aqui contrai matrimônio, em primeiras núpcias, com a princesa Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo Lorena, e em segundas núpcias, após a morte de Maria Leopoldina, com a princesa alemã Amélia Augusta Eugênia Napoleão de Lenchtemberg. Dom Pedro I teve nos dois matrimônios oito filhos, sendo: cinco mulheres e três homens, e de todos sendo: sete filhos com a primeira e uma filha com a segunda esposa. O curioso é que Dom Pedro I teve mais cinco filhos, sendo três mulheres e dois homens, com sua amante, somando, assim, 13 filhos. Dom Pedro I, não só exagerou em fazer filhos, mas, também em seu nome: Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

3ª = O Brasil passou a ser sede da Monarquia Portuguesa, no final de 1807, quando o príncipe regente de Portugal, Dom João VI, acompanhado da família e de aproximadamente 15.000 pessoas, para cá vieram.

4ª = Surgiu o Constitucionalismo, no Brasil, com a Independência. Vejamos algumas datas e ou períodos que foram (acontecimentos) importantes na vida (histórica-constitucional) do Brasil.

ÁGUA E O FUTURO DE UM RECURSO ESCASSO

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A escassez de água está se tornando um problema de proporções globais.

Índia

No mês passado, 2.000 agricultores na Índia foram presos por roubarem água;

Espanha

O governo regional da província espanhola da Catalunha anunciou que importará água por embarcações e trens a partir de maio para ser capaz de atender à demanda do verão;

Austrália

Comissão de Água de Queensland, na Austrália, impôs aos seus consumidores as restrições mais rígidas até hoje ao consumo de água;

EUA

Em Atlanta, no Estado da Geórgia, os moradores moveram um processo judicial contra a prefeitura devido aos problemas nas tubulações de água e nos sistema de esgoto da cidade.

Apenas 2,5% – próximo do limite

Segundo o Instituto Mundial da Água, apenas 2,5% da água de superfície e subterrânea do planeta está acessível para o uso humano. Este recurso finito, mantido pelo ciclo hidrológico da Terra, é utilizado para tudo, desde as redes de água potável até os sistemas de saneamento, da agricultura aos processos industriais. Prejudicadas pelo uso excessivo, poluição e infra-estrutura ineficiente, bem como por fenômenos naturais como secas, as reservas de água para a humanidade estão chegando ao limite.

Metade do planeta já enfrenta dificuldades

Em um relatório do mês passado, o banco de investimentos J.P. Morgan advertiu para o risco crescente que a falta de água representa para as companhias. O relatório incluiu dados do Instituto de Recursos Mundiais segundo os quais metade do planeta já enfrenta tensões referente à água, ou a deterioração qualitativa ou quantitativa dos recursos de água doce, ou mesmo a escassez de reservas. Três fatores principais são citados para o desequilíbrio entre oferta e demanda, incluindo o crescimento demográfico, a urbanização e a mudança climática.

Tecnologia
A tecnologia atual permite que cidades façam uso de água intensamente tratada, recuperada de esgotos, para suplementar as suas reservas, e em alguns casos até para fornecê-la como água potável. Em Cingapura uma unidade recicla água cinzenta (água usada), transformando-a em água suficientemente pura para ser bebida, mas que é utilizada pelos fabricantes locais de semicondutores. Em Windhoek, a capital da Namíbia, uma usina de reciclagem de água usada fornece água potável a cerca de 250 mil pessoas.

Escassez Final

Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) calcula que até 2030, cerca de 47% da população mundial viverá em áreas sujeitas a graves problemas de abastecimento de água, a situação representa “um dos maiores desafios ao desenvolvimento humano do início do século 21″.