SEPARAÇÃO SILÁBICA

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SEPARAÇÃO SILÁBICA

A Separação Silábica deve ser feita a partir da soletração, ou seja, dando o som total das letras que formam cada sílaba, cada uma de uma vez. A sílaba é um conjunto de sons que pode ser emitido em 1 só expiração. Existem A sílaba é aberta quando terminada em vogal e fechada quando terminada em consoante.

Em toda sílaba existe uma vogal, à qual semivogais e/ou consoantes se juntam ou não a ela, Não existe sílaba sem vogal e esse é o único fonema que, sozinho, forma sílaba.

A maneira mais fácil de fazer a separação silábica é pronunciar a palavra lentamente, de forma melódica. Toda consoante precedida de vogal forma sílaba com a vogal seguinte. Merece a lembrança de que m e n podem ser índices de nasalização da vogal anterior, acompanhando-a na sílaba. (ja-ne-la, su-bu-ma-no, é-ti-co, tran-sa-ma-zô-ni-ca; mas bom-ba, sen-ti-do) Usa-se o hífen (-) para marcar a separação silábica.
Normas para a divisão silábica:
Não se separam os ditongos e tritongos Como ditongo é o encontro de uma vogal com uma semivogal na mesma sílaba, e tritongo, o encontro de uma vogal com duas semivogais também na mesma sílaba, é evidente que eles não se separam silabicamente. Por exemplo: Exemplo. Au-las / au = ditongo decrescente oral. Guar-da / ua = ditongo crescente oral. Agüei / uei = tritongo oral.
Separam-se as vogais dos hiatos
Na separaçãosilábica, como hiato é o encontro de duas vogais em sílabas diferentes, obviamente as vogais se separam silabicamente. Cuidado, porém, com a sinérese ee e uu, conforme estudamos em encontros vocálicos. Por exemplo: Exemplo: Pi-a-da / ia = hiato Ca-ir / ai = hiato Ci-ú-me / iú = hiato Com-pre-en-der ou com-preen-der (sinérese) Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, qu, gu: Exemplo:
•Cho-ca-lho / ch, lh = dígrafos inseparáveis.
•Qui-nhão / qu, nh = dígrafos inseparáveis.
•Guisa-do / gu = dígrafo inseparável.
Separam-se os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs: Exemplo.
•Ex-ces-so / xc, ss = dígrafos separáveis.
•Flo-res-cer / sc = dígrafo separável.
•Car-roça / rr = dígrafo separável. Des-ço / sç =
Dígrafo Separável.
Separam-se
os encontros consonantais impuros: Encontros consonantais impuros, ou disjuntos, são consoantes em sílabas diferentes. Exemplo:
•Es-co-la
•E-ner-gi-a
•Res-to
Separam-se as vogais idênticas e os grupos consonantais cc e cç: Lembre-se de que há autores que classificam ee e uu como sinérese, ou seja, aceitam como hiato ou como ditongo essas vogais idênticas. Exemplo:
•Ca-a-tin-ga
•Re-es-tru-tu-rar
•Ni-i-lis-mo
•Vô-o
•Du-un-vi-ra-to
Prefixos terminados em consoante:
Ligados a palavras iniciadas por consoante: Cada consoante fica em uma sílaba, pois haverá a formação de encontro consonantal impuro. Exemplo:
•Des-te-mi-do
•Trans-pa-ren-te
•Hi-per-mer-ca-do
•Sub-ter-râ-neo
Ligados a palavras iniciadas por vogal: A consoante do prefixo ligar-se-á à vogal da palavra. Exemplo:
•Su-ben-ten-di-do
•Tran-sal-pi-no
•Hi-pera-mi-go
•Su-bal-terno

REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA BRASILEIRA

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REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA BRASILEIRA

Que tal ficar por dentro da Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa, a quinta mais falada no mundo? E de forma beeeem objetiva? Melhor que isso, só se eu escrevesse em seu lugar! Que tal??? Os lingüistas garantem que as alterações só irão mexer em pouco menos de 0,5% do vocabulário dos brasileiros. Já os nossos amigos “de além mar” vão ter de se preocupar com outras “cositas más”, não apenas as que seguem. Olha só!

ALFABETO

Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras “k”, “w” e “y”.

TREMA

Deixará de existir (tem gente que não usava há horas!), a não ser em nomes próprios e seus derivados. Mas a pronúncia continuará igual.

ACENTO AGUDO

Não se usará mais
1. nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia” (olha que economia de tempo: assembleia, ideia, heroica, jiboia);
2. nas palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: “feiúra” e “baiúca” passam a ser grafadas “feiura” e “baiuca” (fica frio; só mais uma meia dúzia dessas);
3. nas formas verbais que têm o “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”. Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, argúem.

ACENTO CIRCUNFLEXO

Não se usará mais
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados. A grafia correta será “creem”, “deem”, “leem” e “veem”;
2. em palavras terminados em hiato “oo”, como “enjôo” ou “vôo” – se tornam “enjoo” e “voo”.

HÍFEN

Não se usará mais
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em “antirreligioso”, “antissemita”, “contrarregra”, “infrassom”. Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r , ou seja, “hiper-“, “inter-” e “super-” como em “hiper-requintado”, “inter-resistente” e “super-revista”.
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: “extraescolar”, “aeroespacial”, “autoestrada”. OBS.: Mas acho bom a gente esperar mais um pouquinho (pode até 2012) pra tirar os tracinhos ou colocá-los, porque a turma está, ainda, meio confusa. Falta o “OK” final da Academia Brasileira de Letras.

ACENTO DIFERENCIAL

Não
se usará mais para diferenciar
1. “pára” (flexão do verbo parar) de “para” (preposição);
2. “péla” (flexão do verbo pelar) de “pela” (combinação da preposição com o artigo);
3. “pólo” (substantivo) de “polo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”);
4. “pélo” (flexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo) e “pelo” (combinação da preposição com o artigo);
5. “pêra” (substantivo – fruta), “péra” (substantivo arcaico – pedra) e “pera” (preposição arcaica).

Viu só? Rapidinho! Ah, já ia me esquecendo! Você que tá se preparando pra prestar o vestibular pode se tranqüilizar. As universidades não irão cobrar agora as mudanças impostas pelo Acordo Ortográfico. Universidades como a PUCRS e a UFRGS, por exemplo, só deverão começar a aplicar as alterações em concursos subseqüentes. Na redação, no entanto, o uso das duas grafias será aceito por um tempo, enquanto durar o período de transição estimado pelo decreto presidencial, até 2012.

VIDRO, ARQUITETURA E A DECORAÇÃO

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VIDRO, ARQUITETURA E A DECORAÇÃO

O VIDRO COMO ACESSÓRIO DO MOBILIÁRIO

O Vidro, a Arquitetura e a Decoração

“O fascínio que o vidro sempre exerceu sobre os arquitetos e decoradores deve-se ao seu aspecto e às suas funções, por vezes complementares e contraditórias, que o tornam um material mágico. A história do vidro é a história da transparência que deixa passar a luz e o olhar, e que, simultaneamente separa e isola. Em resumo, o vidro enquanto suporte de transparência pode ser trabalhado para fins decorativos. Os artistas da construção e da composição de interiores dedicam-se à exploração dessas características esculturais para produzirem hoje envolventes fachadas em vidro e projetos de decoração, jogando ainda com tonalidades e sutis transparências.” Anuário de Tecnologia e Vidro.

Tipos de vidro:

Antivandalismo

Os vidros antivandalismo são projetados para frustrar ataques rápidos, utilizando meios limitados – como, por exemplo, o lançamento de pedra – e conservar o fechamento do vão, sem o desprendimento de pedaços do vidro, enquanto se aguarda sua reposição. Evita-se dessa maneira o roubo, a deterioração dos objetos pelas intempéries e os fragmentos de vidro espalhados.

Geralmente são compostos por três ou mais laminas de vidro intercaladas por camadas plásticas espessas (ou reforçadas). A composição dos vidros anti balas varia de produtor para produtor. Para obter maior resistência, alguns fabricantes utilizam vidros temperadas ou semitemperados em sua composição.

Aplicação

A vidro antivandalismo, em vidros planos ou curvos, é recomendado para:

• vitrines de lojas de alto luxo;
• relojoarias, lojas de bijuterias,

Joalherias e ourivesarias;

• Casas de armas;
• Lojas de antigüidades;
• Cadeias;
• Casas de cambio;
• Hospitais psiquiátricos;
• Cabines de pedágio;
• Jaulas envidraçadas para animais selvagens.

Blindados

Chamados também de vidros blindados ou à prova de balas, são projetados para oferecer proteção contra disparos de armas de fogo ou objetos lançados contra ele.

Geralmente são compostas por varias lâminas de vidro, intercaladas por camadas plásticas reforçadas. As camadas plásticas amortecem o impacto, absorvendo a energia, enquanto o vidro oferece resistência ao projétil.

Composição

A composição dos vidros antibalas varia de produtor para produtor. Para se obter maiores resistências com menores espessuras utilizam-se, em uma ou mais camadas, o policarbonato. Esse recurso é usado principalmente em automóveis; entretanto, deve-se espera-se que o vidro adquira uma tonalidade amarelada com o passar do tempo.

Espessuras

Quando não utilizam laminas de policarbonato em sua composição, a espessura é diretamente proporcional a sua resistência. Dessa forma, enquanto o vidro com 22mm de espessura resiste, na maioria dos casos, até três tiros de revolver calibre 38, sem ser perfurado, um vidro com 60 mm de espessura é capaz de suportar a fuzis de guerra, classe 5.

Película interna

Outros produtores utilizam um filme transparente aplicado no lado interno do vidro antibalas. Esse recurso é utilizado para evitar os jatos de pó de vidro que geralmente ocorrem na face oposta do vidro onde ele é atingido pelo projétil, podendo atingir os olhos da pessoa que esta sendo protegida.

Aplicações

Aplicados em guaritas ou carros blindados, os vidros resistentes a balas permitem defesa contra diversos tipos de arma de fogo, ao mesmo tempo em que permitem a visibilidade. Tais fatores associados aumentaram o fator segurança, permitindo o acompanhamento ou gravação, por vídeo, de todos os acontecimentos.

Na proteção de guaritas geralmente é composto por uma lâmina de vidro refletivo, que oferece privacidade e conforto térmico ao ambiente interno.

O vidro resistente a balas, em vidros planos ou curvos, é recomendado para:

* veículos blindados;
* guichês de bancos;
* postos de gasolina;
* casas de cambio;
* cabines de pedágio;
* quaisquer locais onde armas de fogo ou objetos atirados possam atingir o material de envidraçamento.

Colorido

Além da aplicação artesanal de tintas especiais para vidros e do processo de serigrafia, existem três formas de produção industrial de vidro colorido: aplicação de aditivos na massa; deposição de camada reflexiva; laminação com película plástica colorida.

Coloridos na massa

Os vidros impressos e float coloridos distinguem–se dos incolores pelo fato de aditivos minerais serem incorporados em suas composições, conferindo-lhes, de um lado, coloração e, de outro, proporcionando-lhes um mínimo de radiação solar.

São produzidos nas cores fumê (cinza), bronze, verde e azul.

Reflexivos

Chamados comumente de vidros espelhados, os refletivos pirolíticos são os vidros para controle solar que se destacam pela resistência de sua camada metalizada e pela sua alta transmissão luminosa.

Tanto pelo processo a vácuo quanto pelo processo de vidros pirolíticos, os vidros refletivos adquirem diversas cores por reflexão.

Além do efeito estético que proporcionam, principalmente a fachadas, barram grande parte da radiação solar e parte da transmissão luminosa, permitindo economia de energia elétrica através de menores gastos com os sistema de ar condicionado.

Laminados

Tanto os vidros laminados com Polivinil Butiral (PVB) quanto os vidros laminados com resina permitam a criação de uma infinidade de cores.

Na laminação com PVB são feitas combinações de cores básicas para se formar a cor desejada, enquanto na laminação com resina os pigmentos são misturados com a própria resina antes da laminação.

Recentemente foi lançado uma linha de laminado que, alem de permitir a criação de cores, possibilita a criação de uma dezena de texturas padronizadas através de uma aplicação de um filme rígido entre películas plásticas. O produto permite, ainda, a adoção de cores diferentes nos dois lados do mesmo vidro.

Craquelados

Vidros craquelados são vidros laminados composto por uma camada de vidro temperado com duas laminas externas de vidros comuns. (float).

No processo de produção do craquelado, o vidro temperado interno é quebrado e fragmenta-se, ficado aderido a película plástica e preso às laminas externas.

Aplicações

O que se obtém com o processo é um chapa de vidro de segurança com textura composta por uma infinidade de trincas que difundem a luminosidade do ambiente, o que lhe confere um aspecto diferenciado e curioso.

O vidro craquelado pode ser utilizado em todas as aplicações do laminado, com especial destaque para tampos de mesa, divisórias, móveis e pisos. Pode ser produzido em inúmeras cores alterando-se, para isso, a cor do PVB ou dos pigmentos da resina.

Curvos

Vidros podem ser curvados com diversas inclinações ou moldados de diversas formas.

Embora alguns acreditem trata-se de uma técnica de beneficiamento inovadora e ainda não testada na prática, os vidros curvos estão muito mais próximos de nossa realidade.

Um exemplo de vidros curvos que fazem parte do dia a dia das pessoas (sem que estas dêem conta disso) são os para brisas de automóveis. Trata-se de vidros que passaram por um processo de curvatura, seguido de laminação. Da mesma forma, os curvos podem ser utilizados sem receios na construção civil ou na decoração de ambientes.

Aplicações

No setor de arquitetura, os vidros podem ser curvados e laminados para acompanharem a fachada dos edifícios ou serem aplicados em guarda corpos circulares. Podem também compor clarabóias ou coberturas. Os vidros possuem durabilidade muito superior à dos policarbonatos que, quando submetidos à curvatura, criam tensões que levam a deterioração do material em pouco tempo.

No setor de decoração e na indústria moveleira, os vidros curvos podem ser temperados e utilizados como base em portas de móveis, em estantes e em boxes de banheiro, que têm a propriedade de economizar espaço em ambientes pequenos.

Produção

Em seu processo produtivo, uma chapa de vidro plano é colocado sobre um molde previamente preparado e instalado dentro de fornos especiais. O vidro é então aquecido a alta temperatura, que faz com que tome a forma do molde. A seguir o vidro é resfriado e recupera sua rigidez.

Decorativos

Linha completa de vidros decorativos com várias opções de acabamento para uso na composição dos mais diversos tipos de ambiente, podendo satisfazer os mais exigentes padrões de beleza e qualidade.

Aplicações: Portas, mesas, estantes, divisórias, etc.

Degrau de Vidro

Corretamente dimensionados, os vidros laminados ou multilaminados podem se utilizados em pisos e degraus de escadas e até mesmo em passarelas feitas periodicamente com vidro. Pela falsa impressão de fragilidade, provocam reações diversas nos usuários.

Além de propiciar um aspecto inovador a qualquer ambiente, escadas de vidro podem satisfazer às necessidades de transparência e de luz em determinados locais.

Os degraus de vidro são compostos por três ou mais laminas de vidro com a espessura mínima de 8 mm em cada lâmina. Elas são intercaladas com uma camada de PVB ou resina, transparentes ou coloridas. Em alguns casos utiliza-se também pisos com duas lâminas de vidro com 10 mm cada (total 20 mm).

Alguns produtores preferem utilizar lâmina de temperados na composição de degraus para garantir maior resistência contra choques de todos os tipos. Os vidros craquelados, com sua textura diferenciada, também podem ser utilizados para essa aplicação.

Para tornar os degraus mais ásperos, evitando escorregões, alguns produtores possuem recursos para essa finalidade.

Para fazer uso do vidro em degraus, é preciso calcular qual será o esforço a que cada chapa será submetida e como estará apoiada para receber esse esforço.

É importante ressaltar que utilizar qualquer tipo de vidro por questão de economia ou dimensionar mal a espessura ou apoio dos multilaminados para colocar em risco de ferimento as pessoas que irão utilizar o produto instalado.

Duplos

O vidro insulado também é denominado vidro duplo ou sanduíche de vidros. Na verdade, trata-se de um sistema duplo de envidraçamento que permite aliadas vantagens técnicas e estéticas de pelo menos dois tipos de vidros, com o beneficio da camada interno ou com gás.

O sistema é insuperável quando a intenção de especificador é aproveitar o Maximo a luz natural, com o bloqueio do calor proveniente da radiação solar.

Propriedades

Permite combinar, também vidros com propriedades diferentes, aproveitando características de cada um, como, por exemplo, a resistência dos vidros temperados (externamente) com a proteção térmica e acústica e a segurança dos vidros laminados reflexivos (internamente).

Dupla selagem

O vidro duplo é o conjunto de, pelo menos, dois vidros separados por uma câmara preenchida com gás ou ar desidratado. O conjunto é garantido pela dupla selagem: a primeira, para não haver troca gasosa; a segunda, para garantir a estabilidade do conjunto.

Internamente ao perfil de alumínio, há um hidrossecante, o qual a completa existência de vapor d água, impedindo seu embasamento. Esse sistema faz com que o insulado seja um ótimo isolante térmico e acústico.

A utilização de gases especiais confere maior performance térmica ou acústica.

Combinações

O sistema pode ser composto por qualquer tipo de vidro, garantindo e melhorando as características dos vidros que o compõe.

Também pode ser equipado com persianas internas, que se abrem e fecham através de um sistema magnético ou com pinázios internos, que dão ao conjunto um efeito estético diferenciado.

Conforto

O duplo envidraçamento traz, como vantagens, conforto acústico e térmico.

O conforto acústico é obtido principalmente com a associação de ar com os vidros de espessuras diferentes ou, melhor ainda, com a utilização de vidros laminados em uma das faces.

O conforto térmico é obtido com a redução da troca de calor dos vidros com o ambiente, tornando-o ideal para lugares quentes, frios ou que altas variações térmicas. Tal característica isolante proporciona também economia na climatização de ambientes.

É indicado para fachadas de todos os tipos, coberturas, divisórias e refrigeradores expositores de produtos.

Insulado com persiana interna

O insulado (ou duplo) com persiana entre vidros é uma das mais recentes novidades nacionais do setor. O sistema permite reunir todas a vantagens obtidas com vidro insulado, acrescida do controle da luminosidade e privacidade.

Como funciona

Uma micropersiana com laminas de 12,5 mm foi desenvolvido para funcionar no interior da câmara de vidro insulada – vidros duplos – ou seja, selada e dotada de produtos que eliminam a umidade interna.

Esse conjunto modular é padrão é idêntico em todos os modelos. Seu sistema mecânico de sustentação e regulagem das lâminas fica selado entre vidros, isolado do ambiente externo.

O sistema de acionamento é feito por um mecanismo magnético que dispensa furos no vidro, o que garante total isolamento da persiana. O usuário pode optar pode optar pelo acionamento por cordão continuo e, depois, evoluir para o uso motor que é fixado no vidro com adesivo VHB, sem interferir no mecanismo interno.

O principio de acionamento da persiana entrevidros é por comando magnético, isto é, um imã externo ao vidro gira e, através de sua força magnética, arrasta o imã do lado interno do lado do vidro. Tal sistema oferece dupla vantagem: comandar o movimento sem exigir furos ou partes mecânicas atravessando o vidro e também exercer a função de uma embreagem, protegendo a persiana de qualquer força excessiva aplicada, evitando que a persiana interna seja submetida a um esforça acidental, garantindo longa durabilidade.

O vidro insulado com persiana pode ser instalado como se fosse um vidro comum, em caixilhos ou em qualquer vão. Por se tratar de um vidro insulado, proporciona isolamento térmico e acústico ao ambiente interno.

Por ter dimensões reduzidas, ele entra em caixilhos convencionais, desde que esse aceite conjunto de vidro e persiana, no limite de até 28 a 30 mm.

Aplicações

O produto amplia as aplicações possíveis para o vidro, por oferecer vantagens de:

• garantir a privacidade de um ambiente;
• garantir total controle da luminosidade;
• isolar térmica e acusticamente o ambiente;
• não acumular poeira, fuligem ou gordura entre as laminas da persiana;
• combinar esteticamente com a fachada com a fachada ou com a decoração interna pela a utilização de cores;
• possuir grande durabilidade.

Possibilidades

Embora o princípio de instalação seja relativamente simples, permite aplicações sofisticadas. Utilizando-se do sistema motorizado por exemplo, o acionamento por ser feito por botão, por controle remoto ou por uma central programável.

Permite a abertura e regulagem de persianas ou controle por um sistema inteligente, podendo ter uma regulagem por tempo, por luminosidade, para atender ao conforto térmico ou obedecendo qualquer lógica escolhida pelo usuário do produto.

Laminados

O conjunto de duas ou mais chapas de vidro que tenham sido submetidas a um processo de laminação – onde são unidas por uma película plástica ou acrílica – passa a ser chamado de vidro laminado.

O vidro laminada atende as exigências mais especiais de segurança, controle sonoro, controle de calor (quando associada a um vidro reflexivo) e da radiação ultravioleta.

Caso o vidro laminado se quebre, seus fragmentos permanecem presos a uma película plástica intermediária, reduzido as chances de acidentes. Tal película possui alta resistência elástica, absorvendo impacto de objetos o impacto de objetos que podem quebrar o vidro. Essa característica garante que o vão fique indevassável, ou seja, que evite a passagem até que seja providenciada a substituição por outro vidro.

A película plástica do laminado com Polivinil Butiral (PVB) filtra até 99,6% dos raios ultravioletas (radiação abaixo dos 360 nanômetros), os principais responsáveis pelo descoloramento de móveis, tecidos e objetos.

Os laminados possibilitam, também, uma redução de ruídos indesejáveis, bem superior à dos vidros monolíticos. Esse desempenho superior deve-se ao amortecimento das vibrações sonoras no vidro e, principalmente, em sua película plástica.

Produção

Existem atualmente duas formas de produção de vidros laminados, com Polivinil Butiral (PVB) e com resina.

A laminação com PVB é utilizada há mais tempo e é adotada pelas grandes empresas vidreiras para aplicação nas setores de construção civil e automobilístico.

A laminação com resina, por sua vez, é mais recente, possibilita a criação de maior variedade de produtos e, no Brasil, foi adotada pelas indústrias de médio porte no setor.

Independente do tipo de laminação utilizado, os vidros laminados são oferecidos em uma infinidade de cores.

O vidro laminado pode ser encontrado em duas versões: laminado simples e laminado duplo.

O laminado simples é composto por duas laminas de vidro e uma película plástica. O laminado múltiplo é normalmente utilizado onde se necessita resistência a balas, a impacto ou a altas pressões, como em guaritas blindadas, visores de piscina, pisos de vidros, vidros anitivandalismo. Cada um desses produtos utiliza uma composição que lhe garante melhor desempenho para a finalidade proposta.

Os vidros laminados podem ser fabricados com os seguintes tipo de vidro:

• vidro float recozido, temperado ou curvo;
• vidro refletivo off line ou metalizado a vácuo;
• vidro refletivo on line ou pirolítico;
• espelhos.

Algumas composições e sistemas de combinações de vidros laminados ganharam personalidade própria e, apesar de serem obtidos pelo processo de laminação, tornam-se mais conhecidos no mercado pelos seus nomes próprios, como é o caso do vidro resistente a balas, do vidro antivandalismo, do vidro craquelado e dos visores de piscinas. O vidros laminados de temperados, por sua vez, destacam-se por aliarem a segurança dos vidros laminados à resistência dos temperados.

Laminado de impressos

Está acontecendo na mercado uma descoberta do vidro impresso. Esse vidro que era limitado a poucas aplicações na construção civil esta ganhando, nos últimos anos, espaço cada vez maior na arquitetura e na decoração de ambientes.

Um dos fatores que contribuíram para isso foi o desenvolvimento das técnicas de laminação. Com ela os vidros impresso ganharam inúmeras possibilidades de cores e puderam ser aplicados em locais antes nunca imaginados, como:

• fachadas
• guarda copos
• pisos
• revestimentos de paredes
• balcões

Essa tendência pode ser confirmada durante a ultima Glass South América, a principal feira no setor de vidros planos, realizada no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Ali os laminados de impressos estiveram presentes em vários estandes, com varias combinações diferentes.

A grande variedade de texturas de vidros permite sempre a realização de combinações inusitadas, principalmente é utilizada a laminação com PVB ou resina coloridos.

Lapidado

Para a maioria das aplicações, os vidros float, impressos ou espelhos precisam receber tratamento de bordas para que não causem ferimentos e para que ganhem maior resistência, evitando surgimento de trincas.

Alguns tratamentos proporcionam um aspecto nobre e diferenciado às peças. É o caso dos vidros e espelhos bisotados ou lapidados.

Bisel

Biselado ou Bisotê referem-se ao mesmo tipo de corte chanfrado, feito em um extremidade do vidro ou espelho. O palavra bisel significa chanfradura ou corte obtuso. Na verdade o efeito não é produzido através do corte, mas sim pela lapidação ou polimento da superfície do vidro por meio de máquinas especiais e reboulos diamantados.

Lapidação

De forma semelhante à produção dos vidros bisotês (ou biselados) acontece à produção de vidros de bordas lapidadas. Existem diversos tipos de acabamentos possíveis, denominados por nomes como Bico de Águia, Meia Cana, 2G, 3G e outros.

Geralmente os vidros lapidados ganham também recortes especiais em seus cantos e são utilizados em tampos de mesas, tampos de pias, prateleiras, esculturas e móveis em geral. As combinações dos tipos de cantos com os tipos de lapidações permitem a criação de uma grande variedade de modelos.

Piso de Vidro

Corretamente dimensionados, os vidros laminados podem ser utilizados em pisos e degraus de escadas e até mesmo em passarelas feitas predominantemente com vidro.

Além de proporcionar um aspecto inovador a qualquer ambiente, os pisos de vidro podem ser utilizados para iluminar de forma diferenciada, expor produtos e ainda aproveitar a iluminação natural.

Instalados em locais que possuem certa altura, provocam reações diversas nas pessoas que estão sobre eles, devida a sua falsa impressão de fragilidade. Permitem ainda ser combinados com aquários, areia e pedras, ampliando as possibilidades de cores, transparentes ou opacas.

Os pisos de vidro geralmente são compostos por três ou mais tipos de laminas de vidro, intercaladas com uma película plástica. Além da versão totalmente transparente, tais películas podem proporcionar aos vidros diversas cores, transparentes ou opacas.

Os vidros craquelados, com sua textura moderna, também podem ser utilizados para essa aplicação.

Alguns produtores preferem utilizar laminados de temperados na composição de pisos e degraus para garantir maior resistência contra choques de todos os tipos.

Para fazer o uso do vidro em pisos ou degraus é preciso calcular qual será o esforço a que cada chapa será submetida e como estará apoiada para receber este esforço.

É importante ressaltar que utilizar qualquer tipo de vidro por questão de economia pode colocar em risco de vida ou de ferimento grave as pessoas que iriam utilizar o produto instalado.

Serigrafados

Existem dois processos no Brasil de produção do vidro serigrafado, que denominaremos de processo frio e processo quente. No processo de serigrafia quente, mais utilizado, é feita a aplicação de esmalte cerâmico (uma tinta vitrificada) no vidro comum, incolor ou colorido na massa. Em seguida esse vidro passa por um forno de têmpera onde os pigmentos cerâmicos passam a fazer parte do vidro. Ao final do processo obtém-se um vidro temperado co textura extremamente resistente, inclusive ao atrito de metais pontiagudos ou estiletes.

No segundo processo, o vidro recebe um tinta cuja cura é feita pela luz ultravioleta (UV). Dessa forma o vidro adquire cor e textura desejada, porem não ganha resistência do vidro temperado. Também a textura não fica totalmente impregnada no vidro, podendo ser removida com metais pontiagudos. Esse sistema apresenta a vantagem de ser mais rápido e pratico, permitindo a impressão de quadricromias no vidro.

Processo quente

Pode-se utilizar o vidro serigrafado pelo processo quente em todos os tipos de fachadas, divisórias portas feitas unicamente de vidro, guarda copos, boxes para banheiros e vitrines. Pode também compor vidros duplos ou laminados.

Processo frio

Além de todas as texturas possíveis ao vidro serigrafado pelo processo quente, o vidro serigrafado pelo processo frio pode conter qualquer tipo de figura, desenho, textura ou fotografia, sem praticamente limitação de cores e em dimensões que podem equiparar-se às de um out-door.

Temperados

O vidro temperado é obtido pela passagem do vidro comum por um forno de têmpera horizontal ou vertical.

O tratamento térmico de têmpera é um processo de aquecimento gradativo até atingir a temperatura de 700ºC, em seguindo um brusco resfriamento. Ele provoca no vidro tensões internas , conferindo-lhe resistência mecânica até cinco vezes maiores que o vidro comum e resistência a impactos e variações de temperaturas

Segurança

É considerado vidro de segurança porque evita a ocorrência de acidentes graves. Em caso de quebra, seja qual for o ambiente, o vidro se fragmento em pequenos pedaços de bordas pouco cortantes, minimizando o risco de ferimento profundo.

Resistência

O aumento da resistência permite um vidro de 8 mm, por exemplo, suporta o choque de uma esfera de aço de 500g em queda livre, a partir de uma altura de 2m. A mesma esfera provoca a quebra de um vidro de 8 mm, não temperado, em uma queda livre de 0,3 m.

O temperado também possui maior resistência a flexão que os vidros comuns e pode suportar diferenças de temperaturas de até 200ºC.

Têmperas

O vidro temperado pode ser obtida através de fornos verticais e horizontais. O sistema horizontal é o mais moderno, não apresenta marcas de pinças e torna possível sua produção em grandes chapas de pequenas espessuras.

Após temperados, os vidros não podem ser cortados, furados, e recomenda-se que não sejam jateados.

Auto-sustenção

É um vidro autoporpante, isto é, pode fechar vãos, suportados apenas com ferragens em suas bordas, fixadas por pressões em recortes ou furos. É o único vidro que pode ser utilizado em peça única, sem caixilhos, para a produção de portas de vidros. Por sua resistência à umidade e robustez, é também o vidro mais indicado para boxes de banheiros de vidro, fechamento de lareiras, tampos e visores de fornos e caldeiras.

Combinações

Além das cores utilizadas na massa do vidro, o vidro temperado pode ser produzido a partir do vidro impresso ou fantasia, em diversos desenhos de texturas e em varias cores. No processo de têmpera, pode ser concluída a aplicação de tinta vitrificada , o que transforma o temperado em vidro serigrafado.

Visores de Piscina

Os vidros de grandes aquários e visores de piscinas são projetados para suportam a pressão hidrostática. Quando aplicados no fundo sofre pressão uniforme da água e de seu próprio peso.

Composição

O fabricantes de visores possuem um departamento ou pessoal técnico que orienta sobre o calculo das espessuras a serem utilizadas em cada caso.

A composição de visores de piscina e grandes aquários varia de produtor para produtor.

Em geral são compostos por vidros laminados com três ou mais laminas de vidros temperados.

Isso porque, no caso dos visores de piscina, as condições oferecem risco de vida aos usuários. A utilização de vidro temperado na forma monolítica não é aconselhada em nenhuma circunstancia. Apesar de sua resistência, caso de quebra sofre fragmentação total e imediata, promovendo escoamento de água pelo vão.

Instalação

É importante destacar que a instalação deve ser feita por empresa especializada que já tenha experiência comprovada e bem sucedida nesse serviço. Caso contrario, podem ocorrer infiltrações que comprometam seu aspecto funcional e estético.

Aramado

Foi o primeiro vidro de segurança a ser utilizado na construção civil e na decoração de ambientes. È um vidro impresso, translúcido, disponível em várias cores. Nele é incorporado uma rede metálica de malha quadrada. È considerado vidro de segurança segundo a ABNT. Em caso de quebra, o vidro fica preso à rede metálica, deixando o vão indevassável até sua substituição. É utilizado:

 Caixas de escada;
 Coberturas;
 Fechamento de clarabóias;
 Sacadas, peitoris, guarda-corpos;
 Composição de móveis;
 Divisórias; etc.

Acidado

Vidros trabalhados a ácido oferecem diversas opções estéticas para arquitetos e decoradores. Existem duas formas de produção de vidros trabalhados a ácido: artesanal ou industrialmente. Nas duas formas o vidro é submetido a uma solução ácida que ataca suas paredes de forma controlada, criando desenhos, texturas, letras ou formas geométricas. Segundo os fabricantes, os vidros trabalhados a ácido são de fácil limpeza por não acumularem gordura. Podem ser aplicados em tampos de mesa, armários, estantes, divisórias, boxes, portas, janelas e móveis em geral.

AGLOMERADO

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AGLOMERADO

Sendo provavelmente o mais comum dos produtos derivados de madeira, o aglomerado de partículas é muito versátil no que diz respeito às suas potenciais aplicações.

Adequado para uma utilização generalizada em mobiliário e na construção. Os diversos tipos de aglomerado disponíveis garantem um comportamento equilibrado, tanto em condições secas como quando existe risco de umidade ou eventuais exigências de resistência ao fogo.

Usado basicamente pela indústria moveleira, o aglomerado tornou-se uma das matérias primas mais importantes, dadas suas características de estabilidade e resistência.

O aglomerado de partículas de madeira ou, como é vulgarmente conhecido, o aglomerado de madeira, é constituído por partículas de pinus , ligadas entre si por resinas sintéticas de uréia-formaldeido. Sob a ação da pressão e da temperatura, a rezina polimeriza, garantindo a coesão do conjunto.

O aglomerado de madeira pode depois, ser pintado, ou revestido com vários materiais, conforme descritos a seguir:

papéis impregnados com rezinas melamínicas;

papéis envernizáveis;

papéis “finish-foil”;

lâmina de madeira natural;

termolaminados decorativos;

PVC;

papel de parede, etc.

Processo Produtivo

As chapas de madeira aglomerada são produzidas com partículas de madeira selecionadas de pinus e/ou eucalipto, e não com fibras como nos casos das chapas de fibra e MDF. Dessa forma, tais chapas não são homogêneas, apresentando três camadas, uma interna e duas externas. As chapas de madeira aglomerada têm espessura que varia entre 6 e 38 mm.

O fluxo de produção das chapas de madeira aglomerada pode ser descrito como segue:

1. Inserção das toras de pinos e/ou eucalipto em um tambor decantador;
2. As toras passam em seguida por um Chipper, que as transforma em partículas de madeira;
3. Tais partículas são armazenadas em silos, passando em seguida por um secador e peneiras classificadoras, que separam as partículas que formarão as camadas interna e externa do painel;
4. As partículas passam pela formadora, de onde saem três camadas, duas externas com partículas menores e uma interna com partículas maiores;
5. As camadas seguem para a prensa, de onde saem como chapas consolidadas após um processo a base de pressão e temperatura;
6. Finalmente, as chapas passam por uma serra, são lixadas de forma a sofrerem um acabamento superficial, classificadas e vão para a expedição; para a laminação em baixa pressão ou revestimento Finish Foil.

De forma resumida, o processo produtivo das chapas de madeira aglomerada é realizado por meio de um processo seco, a partir de partículas de eucalipto e/ou pinus e inclui a aplicação de resinas.

Fonte: Tafisa Brasil SA, Duratex e Sonae Indústria

MADEIRA MAÇICA E COMPENSADO

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MADEIRA MAÇICA E COMPENSADO

– TIPOS DE MADEIRA E COMPENSADO

Nem toda a madeira é igual. Cada variedade apresenta propriedades específicas. O aspecto recria em alguns pormenores como a cor e o desenho das fibras. Há madeiras muito duras e resistentes e outras mais brandas e menos resistentes. Se pegar num pouco de madeira, posso verificar que a sua estrutura é fibrosa formada por fibras. As fibras estão orientadas seguem uma direção determinada, a que faz com que a madeira não tenha as mesmas propriedades em qualquer direção, isto porque é mais fácil separar as fibras umas das outras no sentido dos meios do que no sentido perpendicular a eles. Esta particularidade que a madeira nos oferece exige que tenha atenção ao desenhar e ao trabalhar com ela.

Tipos de madeira, habitualmente utilizadas na fabricação de móveis.

• aguano
• amburama
• amendoim
• andiroba
• angelim
• angelim-vermelho
• angico-preto
• bálsamo
• cabriúva-parda
• cabriúva-vermelha
• caixeta
• cambará
• canafístula
• candeia
• canela
• canjerana
• caroba
• cedro
• cerejeira
• cumaru
• freijó
• garapa
• imbuia
• ipê-roxo
• itaúba-preta
• jatobá ou jataí
• mogno
• pau-marfim
• peroba-rosa
• sucupira-parda
• sucupira-preta
• tatajuba
• tauari
• urundeúva

FREIJÓ:

PROCEDÊNCIA

O material lenhoso para os estudos tecnológicos foi obtido na região de Belém, Estado do Pará.

DURABILIDADE NATURAL

A madeira de FREIJÓ, em condições adversas, é considerada de resistência moderada ao ataque de organismos xilófagos, segundo observações práticas a respeito de sua utilização.

CARACTERES GERAIS

Madeira moderadamente pesada; cerne pardo-claro-amarelado ou, também, pardo-claro-acastanhado, eventualmente com reflexos róseos, uniforme; textura média; grã direita; superfície lustrosa, acentuadamente nas faces radiais, moderadamente ásperas ao tato; cheiro peculiar, mas pouco acentuado; gosto imperceptível.

TRATAMENTO PRESERVANTE

A madeira de FREIJÓ, por apresentar seus poros parcialmente obstruídos por óleo-resina e tilos, deve ser de baixa permeabilidade às soluções preservantes em tratamentos sob pressão.

PRINCIPAIS APLICAÇÕES

A madeira de FREIJÓ, por ter cor pardacenta, agradável, com retratibilidade baixa e propriedades mecânicas médias, é particularmente indicada para móveis finos, folhas faqueadas decorativas, lambris, painéis; em construção civil, como caixilhos, persianas, venezianas, ripas, acabamento interno, molduras, guarnições, sarrafos; em construção da estrutura de hélices de pequenos aviões, de barcos de recreio, laterais de escada etc.

IMBUIA:

PROCEDÊNCIA

O material lenhoso para os estudos tecnológicos foi obtido no norte do Estado do Paraná.

DURABILIDADE NATURAL

A madeira de IMBUIA, segunda observações práticas a respeito de sua utilização é considerada resistente ao ataque de organismos xilófagos.

CARACTERES GERAIS

Madeira moderadamente pesada e dura ao corte, cerme extremamente variável, do pardo-amarelado ao pardo-acastanhado e do pardo-escura-acastanhado ao pardo-havana-claro, grã direita à revessa, textura média, cheiro característico, superfície irregular lustrosa, geralmente apresenta veios ou estrias paralelas, gosto um tanto amargo e adstringente.

TRATAMENTO PRESERVANTE

A madeira de IMBUIA, em ensaios de laboratório, quando submetida a tratamento sob pressão, demonstrou ser impermeável às soluções preservantes.

PRINCIPAIS APLICAÇÕES

A madeira de IMBUIA por ser moderadamente pesada, de cor agradável e propriedades mecânicas médias, pode ser usada para móveis de luxo, folhas faqueadas decorativas, acabamentos internos, tábuas e tacos para assoalhos, marcos de portas venezianas, vigas caibros, ripas, entalhe, coronhas de armas de fogo, esquadrias peças torneadas e instrumentos musicais.

CEREJEIRA:

PROCEDÊNCIA

O material lenhosa para estudo tecnológico foi obtido na região de governador Valadares, Vale do Rio Doce Estado de Minas Gerais.

DURABILIDADE NATURAL

A madeira de AMBURAMA OU CEREJEIRA, em condições favoráveis ao apodrecimento, é considerada de baixa resistência ao ataque de organismos xilófagos, segundo observações práticas a respeito da sua utilização.

CARACTERES GERAIS

Madeira moderadamente pesada, cerne bege-amarelado ou bege-rosado, uniforme, excepcionalmente apresenta alguns veios mais escuros, alburno muito pouco diferenciado do cerne, grã direita a irregular, superfície irregularmente lustrosa e medialmente lisa ao tato, cheiro acentuado, peculiar, agradável, lembrando o de baunilha, gosto levemente adocicado.

PRINCIPAIS APLICAÇÕES

A madeira de AMBURAMA OU CEREJEIRA, por apresentar aspecto agradável e por ter retrabilidade baixa e média é indicada para confecção de móveis de luxo, folhas faqueadas decorativas, esculturas, tornearia, acabamento interno, lambris, etc.

COMPENSADO:

A História de como surgiu o compensado

Laminação: da madeira dos sarcófagos à moderna indústria.

Atualmente, as lâminas de madeira são amplamente utilizadas, principalmente na produção de compensados e revestimentos. Este produto, entretanto, não surgiu nos atuais tempos modernos, e sim em tempos remotos da civilização. Com base nos recentes conhecimentos históricos, é possível afirmar que a primeira lâmina de madeira foi produzida no Antigo Egito, aproximadamente em 3000 a.C. Eram pequenas peças, obtidas de valiosas e selecionadas madeiras, que se destinavam a confecção de luxuosas peças de mobiliário pertencentes aos reis e príncipes.

As recentes descobertas arqueológicas revelam a existência de peças em madeira que são verdadeiras obras de arte, tais como: o trono encontrado na tumba de Tutancâmon, que reinou de 1361 a 1352 a.Cconfeccionado em cedro revestido com finas lâminas de marfim e ébano; uma cama feita em laburno, que apresenta que apresenta algumas características essenciais do moderno painel de compensado em sua cabeceira. Os estudos dessas valiosas peças de madeira, relacionados às técnicas de produção das lâminas e aos tipos de adesivos empregados, ainda provocam especulações. Acredita-se que as lâminas eram obtidas a partir de serras manuais, e o alisamento da superfície destas através de material abrasivo, provavelmente a pedra-pome. Quanto aos adesivos empregados, é aceita a hipótese de que fossem à base de albumina. As civilizações Assírias, Babilônicas e Romanas, posteriores à Egípcia, também promoveram avanços no uso de laminados e, certamente, com grande influência desta última.

Período Obscuro.

A base do surgimento da indústria de compensados foi o grande progresso na manufatura de lâminas de madeira, principalmente com o surgimento do torno desfolhador, que possibilitou uma produção econômica em massa de lâminas de madeira. A primeira máquina a produzir lâminas contínuas, por faqueamento de toras em torno desfolhador, surgiu em 1818; entretanto, nos EUA existe uma patente de torno laminador de 1840 concedida a Dresser e, na França, outra, concedida a Garand, em 1844, neste processo, as toras possuíam, normalmente, 2m de comprimento e a velocidade de laminação situava-se na faixa de 4 a 5 m/min. Essas máquinas possuíam um ajuste vertical da lâmina de corte, e a barra de pressão e a barra de pressão já se encontrava em uso.

Pioneirismo.

As primeiras indústrias a produzirem lâminas de madeira surgiram na Alemanha em meados do século XIX e, um rápido desenvolvimento e aperfeiçoamento nos tornos laminadores contribuíram para a evolução da indústria de compensados. O emprego das lâminas de madeira torna-se mais significativo a partir dos séculos XVIII e XIX. Quando importantes peças de mobiliário foram confeccionadas, tais como o “Bureau de Campagne” de Napoleão, folheada com jacarandá-da-Bahia, e a introdução do compensado na feitura de pianos de cauda, realizada por Steinway, um renomado fabricante americano de pianos, em 1860.

Com o advento da Primeira Guerra Mundial, além do surgimento de novos adesivos, houve uma acentuada evolução na produção de lâminas e compensados, devido à utilização destes produtos na área militar.

A construção dos primeiros aviões também utilizou compensado e lâminas de madeira, e alguns deles foram bem famosos como o Fokker D. VII, um biplano de combate da Primeira Guerra Mundial.

Com o fim da guerra, após 1918, os maiores consumidores de compensados foram a indústria moveleira e os estaleiros, estes últimos voltados para a reconstrução da frota mercante, o que ocasionou um grande crescimento na indústria de laminação.

O derradeiro impulso se deu com o advento da Segunda Grande Guerra Mundial, com o desenvolvimento e automação dos sistemas de produção contínua, proporcionando uma gama crescente de produtos de qualidade superior e menores custos.

Durante o Conflito da Segunda Guerra, a indústria aeronáutica desenvolveu importantes projetos, sendo um dos mais destacados o de Havilland 98 Mosquito, aeronave de ataque inglesa, que possuía a característica de ter sua estrutura inteiramente confeccionada em madeira, e seu forro formado por um sistema semelhante a um compensado, com núcleo de madeira maciça, que proporcionava um conjunto muito estável, dispensando reforços adicionais. Estas características tornavam a aeronave menos vulnerável aos danos de combate, sendo seus painéis facilmente substituíveis quando necessário. De 1941 a 1945 foram produzidas 6.711 unidades, sendo que uma versão atingia velocidade máxima de 670 km/h.

Diversificação.

A presente utilização dos produtos de laminação se encontra bem diversificada, por exemplo, nas peças componentes de uma moderna casa de madeira (pisos, forros, paredes internas e externas, telhados…), na confecção de embarcações, na produção de embalagens especiais resistentes a exposição ao tempo, na fabricação de instrumentos musicais e esportivos, assim como na construção civil, que muito emprega o compensado, além de outras possíveis e prováveis aplicações.

Na atualidade, ocorre a tendência da globalização da economia mundial, ocasionando uma nova revolução industrial, compreendendo reestruturações e rápidas modernizações nas indústrias, a fim que estas se tornem aptas a produzir produtos com qualidade superior, menores custos e competitividade no mercado internacional ISO9000 e, logo será intensificada pela Norma ISO 14000.

A indústria de laminação acompanha esta tendência modernizando seus equipamentos e suas técnicas, introduzindo modernas máquinas desenroladoras, capaz de processar toras de até 2 metros de diâmetros com velocidade de 600 giros por minuto, controle computadorizado, carregamento automático e centradores eletrônicos de toras, além do desenvolvimento de sistemas de medição ótica de toras, assim como modernas guilhotinas e de secadores entre outras tantas inovações.

Fonte: Revista da Madeira, ano 5 – nº 29 por Carlos Eduardo Camargo de Albuquerque, Engenheiro. Florestal.

MDF – MEDIUM DENSITY FIBERBOARD

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MDF – “MEDIUM DENSITY FIBERBOARD”

Onde: Fiberboard = Chapa de Fibras de Madeira
Density = Densidade
Medium = Média

CHAPA DE FIBRAS DE MADEIRA DE MÉDIA DENSIDADE

Com características totalmente especiais, os painéis de MDF permitem operações de usinagem e produção antes só possível com a madeira maciça. Sua utilização nos segmentos de movelaria e construção civil vêm crescendo ano a ano, provando sua superioridade em relação a alternativas antes utilizadas. Sua versatilidade de uso e de trabalho vem ganhando cada vez mais mercado e dando aos usuários a possibilidade de explorarem novas formas e o desenvolvimento de novos produtos cada vez mais sintonizados com o consumidor final.

Origem e História

MDF é a sigla internacionalmente utilizada para referir “Medium Density Fiberboard” que podemos traduzir como “Chapa de Fibras de Madeira de Média Densidade”. Trata-se de um produto derivado da madeira, produzido a partir das suas fibras aglutinadas por uma resina sintética.

Comparativamente a outros produtos derivados da madeira, a distribuição uniforme da fibra em toda a sua espessura permite operações de usinagem precisas, sem prejuízo na qualidade da superfície daí resultante.

O MDF standard está cada vez mais a ser usado com sucesso para a fabricação de Tampos de mesa, painéis de portas e frentes de gavetas com topos moldados ou superfícies perfiladas.

As superfícies bem acabadas do MDF permitem uma excelente base para acabamento:

Envernizado ou laqueado, ou para revestimentos com painéis decorativos, lâmina de madeira ou PVC. Sendo um material estável com boa maquinabilidade e elevada resistência, o MDF propicia boas oportunidades de utilização em alternativa à madeira maciça, em aplicações mais sensíveis tais como laterais de gavetas, perfis para molduras ou quadros de espelhos.

Com o MDF, consegue-se tingir e envernizar, laquear ou revestir com lâmina de madeira usufruindo a sua excelente maquinabilidade e boas performances no lixamento e acabamento.

Processo Produtivo

1. Descascador – recebimento de toras de madeira pinus, que passam pelo descascador para separar a casca da madeira. Aproximadamente 10% do peso das toras recebidas são relativa às cascas que, uma vez retiradas no descascador, são levadas para esteiras mecânicas até um forno para serem queimadas, de forma a gerar energia utilizada no processo produtivo;
2. Produção de cavacos – uma vez descascada, as toras passam por um picador, que as transforma em cavacos, com dimensões definidas por meio de um picador (Chipper). Os cavacos são transportados através de esteiras mecânicas para serem armazenadas em silos;
3. Lavador de cavacos – os cavacos são lavados para retirar a areia (sílica) da madeira, que prejudica a qualidade final do produto;
4. Produção de fibras – os cavacos são transformados em fibras através de um processo termomecânico de desfibração;
5. Dosagem de cola – a resina melamínica uréia-formaldeído é preparada e misturada com fibra de madeira.
6. Secagem da madeira – a mistura fibra /resina vai para o secador, quando a madeira sofre uma redução de 80% para 10% em sua umidade. A resina passa por um processo de cura, reforçando suas características de cola;
7. Produção do colchão de fibras – após a secagem, a mistura fibra/resina vai para a linha de formação, onde é concebido o colchão de fibras. Tal equipamento distribui as fibras de maneira uniforme. O processo de formação do colchão é um processo seco, no qual não se acrescenta água;
8. Prensagem – o colchão de fibras é transformado em chapas de MDF através do processo mecânico de prensagem e do processo termo-químico de cura das resinas com as fibras, ambos contínuos;
9. Climatização – após a prensagem, as chapas são submetidas ao processo de climatização, durante o qual ocorre a consolidação da chapa de fibras no que se referem os seus aspectos de estabilidade dimensional e cura de resina;
10. Acabamento – nesta etapa é retirado o refilo das chapas, proporcionando um acabamento nas bordas. Também se determina a dimensão final da chapa – comprimento e largura.

De forma resumida, o processo de fabricação de MDF é realizado por meio de um processo seco, a partir das fibras de pinus. E inclui a aplicação de resinas.

Gamas de Espessuras

Finos:

A tecnologia da fabricação de MDF já permite a prensagem de chapas com espessuras muito finas. Pelas suas propriedades bem características e campo de aplicações das espessuras tradicionais, pode dizer-se que o MDF fino (de 1,8 a 6mm) é uma classe distinta deste material. O campo de aplicações é semelhante ao do compensado multilaminado fino: painéis para paredes e tetos, fundos de gavetas, painéis traseiros de mobiliário, painéis centrais de portas, painéis para exposições, bases para assoalhos, etc. Podem aplicar os mesmos acabamentos e tratamentos superficiais que no MDF de maior espessura. Esta gama de espessuras é normalmente fabricada com pesos específicos da ordem dos 800/900Kg/m.

Médios:

Englobam-se habitualmente neste grupo as espessuras de 7 a 30mm.

Grossos:

É atualmente possível fabricar MDF até 60mm de espessura. O maior potencial de utilização deste tipo de produto reside em elementos estruturais e arquitetônicos para edifícios, colunas e pilares em que são importantes boas características para acabamento e boa superfície. Também se pode utilizar em assoalhos, prateleiras, tampos de bancadas, portas interiores com faces profundamente moldadas, pés torneados para mesas, bilhares, etc…

Modelos Crus

Standard: a classe Standard destina-se ao consumidor que não tem exigências especiais em relação ao MDF, a não ser aquelas características normalmente esperadas do produto e definidas pelas normas existentes.

Baixo teor de formaldeído: a classe de baixo teor de formaldeído é particularmente importante para os fabricantes de mobiliário que colocam seus produtos na União Européia. A Alemanha e os países escandinavos, em particular, têm legislação muito severa quanto à emanação de formaldeído presente na resina aglomerante do MDF.

Resistente à umidade (MDF MR): o MDF resistente à umidade suporta razoavelmente bem a existência de vapor de água no ambiente em que for empregado, podendo receber ocasionalmente água ou um pano úmido sobre a superfície. De salientar que esta classe não é resistente (ainda) a intempéries e, por isso, não deverá ser utilizada ao ar livre. Possíveis aplicações do MDF resistente à umidade: moldes, assoalhos, batentes de portas interiores, painéis de janela, rodapés, guarnições, placas decorativas e sinalizações para exteriores semiexpostas, mobiliário de banheiro, mobiliário de cozinha. Em todas as aplicações citadas, não se dispensa uma proteção do MDF, através de envernizamento ou pintura em toda a sua extensão.

Para exterior: o MDF para exterior possui além das boas características para maquinabilidade e acabamento do MDF Standard, a vantagem de extra-resistência a condições ambientais adversas, desde que sejam tomados cuidados especiais em nível de acabamento, principalmente na selagem de superfícies e topos comprodutos adequados. Recomenda-se que os utilizadores desta classe de MDF contatem os fabricantes ou os seus agentes, visando obter dados sobre a aplicabilidade e, principalmente, sobre os acabamentos. Esta classe de MDF pode ser utilizada, por exemplo, em: placas de publicidade e sinalização, mobiliário de jardim e de zonas de recreio, esquadrias exteriores de janelas e portas exteriores, painéis de portas exteriores, painéis desportivos, revestimento de cabines de barcos, prateleiras para zonas ao ar livre, etc…

Resistente ao fogo (MDF FR): as chapas de MDF denominadas Standard deverão, em condições normais, respeitar a Classe 3 de resistência ao fogo, cujo método de tese se pode, por exemplo, regular pela norma BS 476 Part. 7. As classes 1 ou 2 de MDF são conseguidas durante a produção das chapas, adicionando produtos químicos às resinas que contrariam o desenvolvimento da combustão. O material desta classe pode ser utilizado para revestimentos de paredes, divisórias de escritório, mobiliário institucional, mobiliários e componentes decorativos de locais públicos, onde seja imperativo por lei, o uso de materiais resistentes ao fogo.

Alta Densidade (HDF ): enquanto os tipos anteriormente citados são adequados à fabricação da maior parte do mobiliário e aplicações na construção civil, existe a possibilidade de se produzirem chapas com resistências físico-mecânicas melhoradas para aplicações que requeiram alta resistência à flexão, suportando pesos elevados ou repetidos impactos. Estas chapas obtêm-se aumentando a quantidade de fibras, de resina aglutinante, e modificando o ciclo produtivo. As chapas assim obtidas têm um peso específico que pode atingir 900 Kg/m. As aplicações mais prováveis para este MDF são: escadas, prateleiras industriais, tampos de bancadas industriais, estruturas de mesas, componentes de cadeiras, assoalhos.

Modelos Revestidos

Os revestimentos podem ser aplicados em princípio, sobre qualquer tipo de chapa de MDF cru. É evidente que, com uma boa superfície, a qualidade do revestimento será significativamente superior.

Os materiais utilizados no recobrimento das chapas são sensivelmente os mesmos usados tradicionalmente.

Deve-se salientar, entretanto, o revestimento com papel primário, porque é de particular importância que nas superfícies que serão laqueadas ou envernizadas se evite os custos inerentes a uma aplicação convencional do primário.

Os principais tipos de revestimentos são os seguintes:

Papel melamínico, papel “finish-foil”, lâmina de madeira, papel envernizável, revestimentos plásticos (PVC).

Fonte: Tafisa Brasil SA e Duratex

A empresa EUCATEX produz três versões básicas:

• Madefibra – é a chapa natural, que possibilita excelente acabamento nos processos de pintura, revestimento com PVC ou lâmina de madeira, podendo ser tingido ou envernizado. Têm ampla gama de aplicações em móveis e na construção civil, com destaque para portas de armário, frentes de gaveta, tampos de mesa, molduras, pisos e outras aplicações;
• Madefibra BP – é a chapa de Madefibra revestida, em uma ou duas faces, com laminado melamínico de baixa pressão, com acabamento liso ou texturado, em padrões madeirados, unicolores e fantasia. Por permitir que as superfícies sejam usinadas e acabadas de várias formas, adequa-se bem a aplicações na indústria moveleira;
• Madefibra FF – é a chapa de Madefibra revestida com película celulósica, do tipo Finish Foil, que apresenta superfícies lisas ou texturadas em vários padrões madeirados. Pode ser aplicado em móveis de sala e quarto, possibilitando a confecção de rebaixos e acabamentos pintados ou somente envernizados.

De densidade standard, o MDF é produzido nas espessuras de 9, 12, 15, 18, 20, 25 e 30mm, com dimensões de 1.830 x 2.750mm. Para trabalhá-lo, recomenda-se o seguinte:

SERRANDO E USINANDO

• máquinas, ferramentas, velocidades de corte e avanço iguais aos usados para madeira;
• as ferramentas calçadas com metal duro (widea) são mais recomendáveis por sua durabilidade.

Obs: serras de fita e serrotes com muita trava provocam graves lascamentos.

PARAFUSANDO

• deve ser utilizado furo-guia. Na pré-furação, o diâmetro deve ser igual à espessura do corpo do parafuso;
• profundidade: 2 a 3mm maior que o parafuso;
• usar parafuso de haste reta e rosca soberba ou especial (tipo Mitto Fix, da Mitto). Não usar parafuso cônico no topo, o que provoca rachaduras.

PREGANDO NO TOPO

• usar pregos somente quando não houver outra alternativa de fixação; nesse caso, utilizar em forma de cunha;
• observar distância mínima de 25mm do extremo do painel;
• o diâmetro do prego não deve ser superior a 2,2mm (usar, de preferência, pregos estriados);
• é recomendável que o comprimento do prego seja pelo menos três vezes a espessura da chapa que se prega;
• não empregar pregos em chapa de espessura menor que 15mm.

GRAMPEANDO

• colocar o grampo de forma angular em relação à borda, usando grampeador pneumático, observando a espessura da chapa.

CAVILHAS

• dar preferência às cavilhas estriadas para uma boa ancoragem de cola;
• o diâmetro do furo para alojamento deve ser ligeiramente maior, permitindo a colocação manual;
• a profundidade da perfuração deve ser de 1 a 2mm maior que o comprimento da cavilha.

ADESIVOS

• são os mesmos utilizados para madeira: PVA (cola branca), UF (tipo Cascamite) ou cola de contato.

JUNÇÕES

• qualquer tipo: espigado, machete, macho e fêmea;
• deixar pequena folga para trabalho do produto.

FERRAGENS

• quase todas as ferragens existentes no mercado podem ser utilizadas;
• dobradiças: devem ser usadas as que permitem fixação na face da chapa;
• é necessária furação-guia para fixação dos parafusos.

FOLHEAMENTO

• o MDF pode ser folheado com lâminas de madeira, PVC, laminado plástico e hot stamping;
• folhear em ambas as faces, com revestimento da mesma espessura;
• temperatura, pressão e tempo na prensa devem ser equilibrados (recomendação para lâminas de madeira: pressão de 3 a 6kgf/cm², temperatura de 70 a 100ºC e tempo de 2 a 4 minutos);
• evitar temperatura superior à 100ºC no interior da chapa.

TINTAS, VERNIZES E TINGIMENTOS.

• normalmente, as tintas e vernizes encontrados no mercado podem ser empregados no acabamento do MDF; é sempre recomendável seguir as orientações do fabricante;
• para o tingimento, recomenda-se utilizar sistemas que permitam aplicações conjuntas com produtos tapa-poros (seladores). Adequações finais de tonalidade são obtidas empregando-se vernizes tingidos no acabamento final. Tingidores à base de água não são recomendados, pois podem causar manchas principalmente se aplicados diretamente sobre o painel; o uso de pistola de pintura proporciona melhores resultados.

CUIDADOS ESPECIAIS

• armazenagem: o material deve sempre ser armazenado em local seco e ventilado, protegido de respingos de chuva, goteiras e umidade excessiva.
• aplicação: como qualquer outro painel de madeira, o MDF não deve ser utilizado em lugares expostos à ação direta da água ou em ambientes com muita umidade.
• calor: manter afastamento adequado de nichos de fogão, forno e outras fontes de calor (seguir recomendações do fabricante do eletrodoméstico).
• ataque de insetos: por suas características, o MDF não é um meio favorável ao ataque de insetos. Porém, quando aplicado em ambiente infestado, ele poderá estar sujeito a esse tipo de ataque.

Fonte: Folheto Como Trabalhar MDF – Duratex.

COMO USAR, INTERFERIR E MODIFICAR ESPAÇOS

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COMO USAR, INTERFERIR E MODIFICAR ESPAÇOS

– Estudo de composição.

– Como usar, interferir, modificar espaços.

• Princípios de design

Os seguintes princípios do design são considerados como recursos visuais que permitem que as formas e espaços variados e diversos de uma ambientação coexistam dentro de um todo ordenado, unificado e harmonioso:

EQUILÍBRIO

Alcançamos o equilíbrio quando a capacidade dos elementos em chamar nossa atenção e seus respectivos pesos visuais (elementos arquitetônicos ou mobiliários) neutraliza-se. Chamamos de peso visual o impacto psicológico causado por um elemento.

Tipos de equilíbrio:

1. Equilíbrio simétrico: É uma forma passiva e formal de equilíbrio. Ocorre quando um lado de um elemento é exatamente igual ao outro. É simples, fácil e rápido de reconhecer, pois, ao vermos um lado igual ao outro, lemos imediatamente essa solução como sendo correta e equilibrada. É usada em ambientes mais clássicos e formais. Essa forma de equilíbrio coloca toda a atenção no elemento central da composição, ao mesmo tempo em que reduz visualmente sua dimensão. Portanto, devemos usá-la quando objetivamos atrair a atenção para um elemento específico. Uma fachada em que a porta de entrada é centralizada entre duas janelas idênticas é um clássico exemplo desse tipo de solução. Se quisermos tirar a atenção do centro da composição, devemos agregar de modo criativo os elementos compositivos, abusando de suas formas e cores. No caso anterior da fachada, cores mais viva nas janelas tirariam à atenção da porta de entrada.
2. Equilíbrio assimétrico: É mais informal, dinâmico e espontâneo. Nessa forma de equilíbrio, um lado de um elemento é equivalente ao outro no peso, mas não na forma. Não existe uma fórmula para alcançá-la, pois é totalmente livre e flexível. Deve ser usado quando se deseja amplitude e informalidade. É muito utilizado em paisagismo e no design contemporâneo. Sugere movimento, por ser menos óbvia do que o equilíbrio formal. Numa fachada principal, podemos ter a porta centralizada entre uma grande janela, de um lado, e, de outro, duas janelas menores, porém com a mesma força visual da janela grande.
3. Equilíbrio radial: a característica principal é o movimento circular que se direciona para ou se expande de um foco central. Pode ser estático (por exemplo, em um desenho central de piso num hall) ou ativo, onde o ponto central recebe menos ênfase e é menos óbvio (por exemplo, uma escada em caracol). Menos importante do que os anteriores, o equilíbrio radial acrescenta um componente diverso na composição, sendo um contrapeso à retangularidade.
4. O desequilíbrio proporciona uma sensação de instabilidade. Não é repousante e causa intranqüilidade.

RITMO

A repetição de uma forma, de um elemento, ajuda a garantir coerência ao projeto. O ritmo pode se definido como um movimento organizado, contínuo.

• Crie ritmo repetindo as cores ou as formas que dão caráter ao projeto.
• Repita de modo planejado, a fim de criar movimento e evitar que muita repetição torne o ambiente monótono. É óbvio que o pouco uso desse recurso não dá necessariamente unidade ao projeto.

Bom senso e vontade de dar ao projeto um caráter particular conduzem ao uso equilibrado do ritmo. Repita para surpreender, dar movimento, unir os espaços.

HARMONIA

Num projeto é importante manter a harmonia entre seus vários centros de interesse. O projeto não deve parecer uma junção de elementos unidos ao acaso, que competem entre si. Deve ser um todo, um conjunto de formas, cores, texturas, que se relacionam e interagem.

ESCALA E PROPORÇÃO

São princípios relacionados com a forma e o tamanho dos elementos.

Escala: Refere-se ao tamanho absoluto de um elemento comparado a outros tamanhos absolutos (por exemplo, grandes móveis devem estar distribuídos em grandes espaços e ter grã dês estampas). A escala que devemos considerar na arquitetura de interiores é a escala humana. A casa deve ser projetada para o homem, e na escala desse homem.

Proporção: É relativa, pois estabelece a relação entre as partes de um todo, uma parte e o todo, ou entre um todo e outro todo.

CONTRASTE

Uma lareira de tijolos aparentes, tendo como fundo uma parede lisa, chamará muito mais a atenção. Um elemento de inox será mais visível se o plano de fundo for de cor escura. O contraste, entre liso e texturizado, claro e escuro, brilhante e opaco, etc., deve ser explorado para se obterem resultados mais ricos e menos tradicionais.

ÊNFASE E CENTROS DE INTERESSE

É fundamental a presença de elementos que sobressaiam no contexto geral do projeto. O espaço será muito mais diversificado com centros de interesse que chamem nossa atenção e atraiam nossos olhos. Pode ser uma lareira, uma parede redonda, uma escada de forma particular, uma janela que mostre um jardim, etc.

Para que uma forma ou um espaço sejam articulados como sendo importantes ou significativos para uma organização, é preciso torná-los singularmente visíveis. Tal ênfase visual pode ser conseguida ao se adotar uma forma ou figura de:

– Um tamanho excepcional;
– Um formato único;
– Uma localização estratégica.

EIXO

O eixo constitui talvez o meio mais elementar de organizar formas e espaços em um ambiente. É uma reta estabelecida por dois pontos no espaço, em relação às quais formas e espaços podem ser dispostos de uma maneira regular ou irregular. Embora imaginário e não visível, exceto na nossa imaginação, um eixo pode constituir um recurso poderoso, dominante e regulador. Embora implique simetria, exige equilíbrio.

• Escolha de materiais:

A escolha correta depende principalmente de nosso conhecimento quanto ao universo de materiais que existam no mercado e se adaptam ao ambiente em questão. Na maioria das vezes, por total desconhecimento da tecnologia e dos materiais disponíveis, utilizamos soluções antigas e ultrapassadas, caindo m resultados poucos criativos e repetitivos. É importante que ao escolher um material para determinada superfície, se efetue uma minuciosa pesquisa entre todas as soluções possíveis. Analisar as características de cada material é indispensável para uma escolha correta e que atenda às necessidades básicas e gerais dos ambientes.

Características dos materiais:

• Funcionais: durabilidade, resistência, manutenção, aspectos térmicos, acústicos e antiderrapantes.
• Estéticas: forma, dimensões, cores, texturas, padrões e acabamento.
• Econômicas: custo e relação custo-benefício.

Fonte: GURGEL, Miriam. Projetando Espaços

ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO

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ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO

Forma e Espaço

O espaço engloba constantemente nosso ser. Através do volume do espaço nos movemos, percebemos formas, ouvimos sons, sentimos brisas, cheiramos as fragrâncias de um jardim em flor. È uma substância material como a madeira ou a pedra. Sua forma visual, suas dimensões e escala, a qualidade de sua luz – todas essas qualidades dependem de nossa percepção dos limites espaciais definidos pelos elementos da forma.

Nosso campo visual normalmente consiste em elementos heterogêneos que diferem em formato, tamanho, cor ou orientação. A fim de compreender melhor a estrutura de um campo visual, tendemos a organizar seus elementos em dois grupos opostos: elementos positivos e negativos dentro de seu campo. Em todos os casos, entretanto, devemos entender que as figuras, os elementos positivos que atraem nossa atenção, não poderiam existir sem um fundo contrastante. Figuras e seu fundo portanto são mais do que elementos apostos, juntos, formam uma realidade inseparável, da mesma maneira como os elementos da forma e do espaço, juntos formam a realidade de um ambiente.

FORMA DEFININDO ESPAÇO

Quando situamos uma figura bidimensional em um pedaço de papel, ela influencia o formato do espaço em branco ao seu redor. De uma maneira semelhante, qualquer forma tridimensional naturalmente articula o volume de espaço circundante e gera um campo de influência ou território que reivindica como próprio.

ELEMENTOS DO DESIGN

ESPAÇO

Os designers se expressam por meio da organização de elementos como espaço, forma, linha, textura, luz e cor. Um bom projeto de ambientação de interiores é aquele que apresenta um bom design, ou seja, que atinge um resultado harmônico e criativo ao organizar diferentes formas, linhas, texturas, luzes e cores, na busca de um espaço habitável, ou seja, o espaço que existe entre as paredes, o teto e o piso. O espaço é um dos elementos essenciais da arquitetura de interiores, é o ponto de partida da criação, sem ele não existe projeto. Segundo nosso interesse, se soubermos escolher corretamente os elementos compositivos, poderemos estimular diferentes sensações, como a de aberto/fechado, livre/enclausurado, seguro/vulnerável, entre tantas outras.

FORMA

É diretamente relacionada ao espaço. Apesar das diferentes formas existentes no mundo, podemos considerá-las basicamente como retilíneas, angulares ou curvas.

Retilínea:

As formas retilíneas, muito populares, podem criar a sensação de monotonia, de caixa. Devem ser usadas de forma criativa, para explorar a pureza do ângulo reto. Quando um elemento retangular ou um quadrado é posicionado inclinado, altera-se totalmente seu efeito visual.

Angular:

Diferentemente da retilínea, a forma angular propicia a idéia de movimento, embora, se usada em demasia, crie a sensação de irrequietação. Muito usada em tetos inclinados, cria ambientes amplos e arejados. As paredes inclinadas aparentam ser mais longas do que as retas.

Curva:

Traz em si a idéia de continuidade, de constante movimento. Deve ser usada com cautela, pois a sua repetição em excesso leva monotonia ao movimento. Pode ser usadas em plantas circulares, escadas, móveis, janelas e paredes.

LINHA

É a extensão do ponto por definição. Pode ser reta ou curva, fina ou grossa. É um recurso para enfatizar ou suavizar a forma dos objetos ou dos ambientes.

Reta:

Proporcionar um caráter mais masculino ao ambiente, quando predominante.

• Vertical: tende a aumentar a altura e a dar mais dignidade e formalidade ao espaço. Está presente no pé-direito alto, portas e janelas altas, pilares aparentes, etc., transmitindo a sensação de formalidade, altivez e frescura.
• Horizontal: linha relaxante e mais informal, principalmente quando longa. Aumenta a largura ou o comprimento dos ambientes, dependendo de sua direção. Presente no pé-direito baixo, em vigas aparentes, pisos em réguas, etc. Quando predominante, pode ajudar a tornar um ambiente mais relaxante e informal.
• Diagonal: Sugere movimento, é mais dinâmica do que as demais. Quando longa, aumenta o espaço. Se usada em demasia, pode causar inquietação. Ideal para ambientes dinâmicos, podendo ser usada em tetos inclinados, paredes oblíquas, pérgulas, etc.

CURVA

Linha feminina dá mais suavidade e movimento ao ambiente. Quando suave, proporciona relaxamento. Ideal para escadas, parede de destaque, balcões, piscinas, etc.

TEXTURA

Elemento importante na arquitetura de interiores, cria pontos de interesse, diversidade e estímulo sensorial. Pode ser usada como um tipo de ornamento. O efeito psicológico causado por determinada textura dependerá de sua forma, cor, dimensão e consequentemente efeito visual e impacto.

Propriedades das texturas

• Superfícies lisas, como aço inox, metal polido, vidro, etc., refletem mais a luz, atraindo a atenção e fazendo com que sua cor pareça mais forte e viva. Em superfícies um pouco mais rústicas, a luz tende a ser mais absorvida; consequentemente ameniza as cores utilizadas sobre elas. Em superfícies bem rústicas, ocorrerão alternâncias de claro e escuro e muita absorção de luz. Podemos intensificar ou amenizar uma textura colocando iluminação apropriada. Em superfícies rústicas, uma iluminação direcionada em ângulo dramatiza a textura, criando sombras; um wall-washing minimiza a textura; já uma iluminação difusa suaviza a aspereza da superfície.
• A qualidade do som pode ser melhorada com a utilização da textura correta. Superfícies duras e brilhantes fazem com que o som reverbere e se propague mais facilmente. Evite essa opção em ambientes onde características acústicas sejam indispensáveis, como home theaters, escritórios, etc. Opte por superfícies rústicas e mais porosas, que absorvam bem mais o som.
• A manutenção difere conforme a textura escolhida. Paredes de tijolos aparentes tendem a reter poeira. Os vidros têm manutenção relativamente fácil, porém custo mais elevado.
• A textura dá caráter aos ambientes. Entretanto, evite utilizá-la descoordenadamente e em demasia, para não sobrecarregar o ambiente e causar um resultado final inquietante.

Tipos de texturas

• Visuais: São aquelas reveladas por determinadas superfícies, embora lisas (por exemplo, veios da madeira, pinturas especiais, etc.).
• Táteis: São tridimensionais, como paredes de tijolo aparente, pisos de pedra, etc. Sobressaem mais se dispostas em contraste com superfícies lisas.

LUZ

Natural ou artificial pode transformar qualquer ambiente e criar diferentes atmosferas. Conhecendo e dominando a luz, com suas propriedades e particularidades, podemos conseguir soluções criativas e originais.

COR

A cor é uma importante ferramenta para transformar a dimensão e atmosfera dos ambientes. Pode e deve ser considerado um componente estrutural e não simplesmente um revestimento. A cor dá volume, altera a forma, reduz o confronto entre a parte intera e a externa. Podemos fazer uso da cor para diminuir o pé-direito de um ambiente, valorizar uma parede, tornar um ambiente mais largo, e assim por diante. Quando nos referimos à cor como revestimento final, ou seja, pintura, está diante de um dos modos mais econômicos de transformar um ambiente sem a execução de grandes obras.

ELEMENTOS QUE INFLUENCIAM O DESIGN

FUNÇÃO

Cabe ao designer criar formas que supram as necessidades exigidas por determinadas ações ou tarefas. Portanto, é fundamental, para o total sucesso do projeto, que a função do ambiente em questão esteja clara e definida. Só assim, os materiais e as formas poderão ser especificados corretamente e precisamente.

MATERIAIS

Diferentes matérias podem limitar um designer ou inspirá-lo, dependendo de suas características e propriedades. Por exemplo, um material que não se adapte à forma desejada pode limitar ou bloquear uma idéia; já um material que apresente propriedades conhecidas e dominadas pelo designer pode ser fonte inspiradora para novas e criativas soluções.

TECNOLOGIA

O conhecimento da tecnologia disponível é uma forma de liberação do processo criativo, pois pode viabilizar diferentes, inovadoras e ousadas soluções.

ESTILO

O desenvolvimento tecnológico permite o aparecimento de novos materiais, como aconteceu com o acrílico, o plástico, o alumínio, etc. Materiais, tecnologia e estilo estão diretamente relacionados. Novos produtos, com diferentes características, possibilitam novas formas e, consequentemente, novos estilos que exploram as novas descobertas.

Fonte: Gurgel, Miriam. Projetando Espaços – Guia de Arquitetura de Interiores para Áreas Residenciais.

POSICIONAMENTO CRÍTICO O LIVRO O QUE É TAYLORISMO

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POSICIONAMENTO CRÍTICO O LIVRO “O QUE É TAYLORISMO”

O Taylorismo foi um modelo de administração científico que foi amplamente aplicado nas organizações durante a fase da Revolução Industrial. O extremo racionalismo é um traço marcante nas suas características. Atrelar métodos eficazes e sistematizados à execução de tarefas, com o tempo cronometrado, controlando o trabalhador até em seu momento fora de seu ambiente de trabalho, é uma das chagas do Taylorismo. Pois rouba do homem a sua capacidade criativa, rouba sua liberdade para agir, conforme sua consciência, diante de situações em que a ciência ainda não alcança. Cerceia o ser-humano de ser humano. Transforma toda uma sociedade em moeda de troca. Os valores e princípios individuais são duramente afetados por esse modelo de administração científica. O produto final vale mais do que quem o produziu.

O Taylorismo retira o homem de ser o centro da vida dele mesmo. Adoece o indivíduo no aspecto físico, mental e emocional. Instiga a competição no ambiente de trabalho, submetendo muitas vezes o trabalhador a extremo estresse físico e emocional, provocando conflitos, mágoas e ressentimentos que vão do lado profissional para o lado pessoal. Robotiza o homem em suas atividades, escravizando-o ao tempo. Deixa o homem desprovido de sentimentos e conhecimentos. Aliena o indivíduo na sua totalidade. O Taylorismo é uma escravidão.

Muitos sistemas de governos no passado se utilizaram do Taylorismo, não apenas para alavancar a economia interna de seus países, mas para difundir suas absurdas ideologias, como se fosse uma lavagem cerebral em seus povos. Podemos citar o nazismo na Alemanha, o fascismo na Itália e o comunismo-socialista da Rússia. Na realidade esses governos usaram o Taylorismo sob o pretexto de combater o que eles pregavam contra seus antecessores e na prática eles eram iguais ou piores. Visavam poder e lucro. O trabalhador era vítima dessa imposição injusta de seus governos e existia apenas para obedecer e não questionar o que lhe era ordenado, sob pena de punição e em alguns casos até ser assassinado. Os sindicatos dos trabalhadores enfraqueceram nos seus argumentos contra o Taylorismo. Quem podia mais? Quem detinha o poder econômico nas mãos ou a classe oprimida dos trabalhadores? Esta luta injusta entre fracos e fortes, é tema de estudos na sociologia, na psicologia, na psiquiatria e até tema de obras artísticas literárias, musicais e cinematográficas.

O consumismo desenfreado é estimulado por todos os lados. A felicidade, o amor, o sentimentalismo é manipulado pelas empresas de publicidade para venderem. O dinheiro é tudo na nossa sociedade civilizada. Você vale pelo que você tem e não pelo que você é. Os altos índices de inadimplência no comércio, nos bancos, são frutos do estímulo desenfreado do consumismo. As pessoas são manipuladas, são alienadas e levadas a consumirem o que muitas vezes nem precisam. Compram e compram sem saber se vão poder pagar, se vão estourar o(s) cartão (-ões). Endividam-se, ficam com o nome sujo nos serviços de proteção ao crédito. Deprimem-se, adoecem. Enfartam e algumas até morrem. Para quê tudo isso? Por quê? Para o “progresso”, para o aumento da produção, para vender mais, para os lucros serem maiores. O Taylorismo deve ser responsabilizado por isso também.

No livro “O QUE É TAYLORISMO” os autores não abrangem o impacto que o Taylorismo causou na América Latina e na Ásia. Falam rapidamente no Brasil e no Japão. Dão mais ênfase nos efeitos que o Taylorismo causou nos Estados Unidos e na Europa.

Os autores do referido livro, citado acima, não organizam as características racionalistas do Taylorismo. Citam de maneira desorganizada algumas, mas não expandem de maneira organizada as principais características que são: Administração como ciência (organização e administração estudadas e tratadas cientificamente e sistematicamente); Organização racional do trabalho (métodos específicos de execução do trabalho); Divisão do trabalho e especialização (especialização do operário na execução de determinadas tarefas, objetivando maior lucro da empresa); Desenho de cargos e tarefas (a função do trabalhador era executar o que lhe fora ordenado e não pensar e / ou decidir sobre a execução); Supervisão funcional (supervisão do trabalhador); O Conceito “homo economicus” (aplicação da força de trabalho maior do que fisicamente o trabalhador é capaz, com o objetivo de ganho financeiro maior); Ênfase na eficiência (determinar a única maneira certa de execução do trabalho); Princípio da Exceção (detecção de ocorrências que se desviavam dos padrões dos métodos e rápida tomada de providências).

MODELO INQUÉRITO POLICIAL

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1.º DISTRITO POLICIAL DE ITAQUAQUECETUBA

BOLETIM DE OCORRÊNCIA DE AUTORIA DESCONHECIDA n.º 00255/08

Natureza da Ocorrência: Roubo (Art. 157 C.P.)
Local: Rua Benedito Barbosa da Rocha, 10 – Vl. Sta. Barbara – Itaquaquecetuba – SP
Data da comunicação: 13/02/2008 Hora: 22:55

Vítima: Douglas Silva e Silva
RG: 42537289
Nacionalidade: Brasileira
Naturalidade: Itaquaquecetuba
Cor: Branca
Profissão: Vendedor
Estado Civil: Solteiro
Residência: Rua Benedito Barbosa, 10 – Vl. Sta. Barbara
Filiação: Benedito da Silva e Elizabete Leite da Silva
Local de Trabalho: Loja Vila Lobos

Testemunhas:

Nome: Antonio Gomes
Endereço: Rua Benedito Barbosa da Rocha, n.º 14 – Vl. Sta Barbara – Itaquaquecetuba/ SP

Nome: Pedro Paulo Rangel
Endereço: Rua Bebedouro, 169 – Manoel Feio – Itaquaquecetuba – SP.

Objetos apreendidos: Um revolver calibre 38

Histórico da Ocorrência:

Comparece nesta Unidade, o Sr. Douglas Silva e Silva acima qualificado, para noticiar que teve seu automóvel Audi A3 de placas DAO 2185, roubado na noite de 13/02/2008, ao acionar a abertura do portão da garagem enquanto aguardava a abertura um sujeito alto aproximou-se de seu automóvel, apontou-lhe um revólver e anunciou um assalto, gritou para Douglas sair do carro imediatamente se não ele iria atirar, Douglas desceu do carro o sujeito deu-lhe um soco no estomago provocando sua queda, e então o sujeito tomou a direção do carro e saiu em alta velocidade. Sem mais até o presente o momento.

1.º Distrito Policial de Itaquaquecetuba

Portaria

Chegando ao meu conhecimento através do Boletim de Ocorrência n.º 00147/08, que no dia 20/02/08 às 22:55, na Rua Benedito Barbosa da Rocha, n.º 14 – Vl. Sta Barbara – Itaquaquecetuba/ SP, nesta cidade, Douglas Silva e Silva, RG n.º 42537289, foi vítima do crime de roubo, praticado por pessoa ainda não identificada, utilizou-se de um revólver para execução do crime, que infringiu o art. 157 do Código Penal, declaro instaurado o necessário Inquérito Policial, visando à apuração dos fatos de respectiva autoria, determinado ao Sr. Escrivão que, autuada e registrada esta, tome-se inicialmente, as seguintes providências:

a) Junte-se aos autos o Boletim de Ocorrência elaborado a respeito do fato;
b) Notifique-se a vítima para prestar declarações no dia 05/03/08 às 13:00 horas;

Cumpra-se e cls.

Itaquaquecetuba, 20 de fevereiro de 2008.

Delegado de Polícia
Marcos Batalha

CONCLUSÃO

A seguir, faço estes autos conclusos, ao Sr. Dr. Delegado de Polícia, do que para constar, lavrei este termo.
Em 13/02/2008, eu Dimaima Gomes, escrivã.

I.P. nº 00147/2008

Junte-se aos autos o Auto de Exibição e Apreensão de Objetos, elaborado a respeito dos fatos.

DATA

Na mesma data acima, recebi estes autos.
Eu Dimaima Gomes, escrivã.

CERTIDÃO

Certifico e dou fé, que nesta data dei inteiro cumprimento ao despacho da autoridade policial. Eu Dimaima Gomes, escrivã de Polícia.

AUTO DE EXIBIÇÃO E APREENSÃO

Aos 13 dias do mês de Fevereiro do ano de 2008, na cidade de Itaquaquecetuba, Estado de São Paulo, na sede do 1º Distrito Policial, onde presente se achava o Dr. Marcos Batalha, Delegado de Polícia, comigo escrivã de seu cargo, ao final assinado, presente as testemunhas Antonio Gomes e Pedro Paulo Rangel, residentes na Rua Benedito Barbosa da Rocha, 10 – Itaquaquecetuba e Rua Bebedouro, 169 – Manoel Feio – Itaquaquecetuba, respectivamente, aí sendo, compareceu o Sr. Josafá Bernardes, exibindo à autoridade uma arma de fogo calibre 38, encontrado na calçada em frente à casa de Douglas, relacionado com o delito de roubo, descrito no Boletim de Ocorrência nº 0024/08, sendo determinado pela autoridade que se procedesse à sua apreensão.

Nada mais havendo a tratar, mandou a autoridade que se encerrasse o presente auto, que vai por todos assinados.

Autoridade: Dr. Marcos Batalha

Primeira testemunha: Antonio Gomes

Segunda testemunha: Pedro Paulo Rangel

Escrivã: Dimaima Gomes

CONCLUSÃO

A seguir, faço estes autos conclusos, ao Sr. Dr. Delegado de Polícia, do que para constar, lavrei este termo.
Em 05/03/2008, eu Dimaima Gomes, escrivã.

I.P. nº 00147/2008

Junte-se aos autos o Termo de Declaração das Vítimas e Testemunhas, elaborado a respeito dos fatos.

DATA

Na mesma data acima, recebi estes autos.
Eu Dimaima Gomes, escrivã.

CERTIDÃO

Certifico e dou fé, que nesta data dei inteiro cumprimento ao despacho da autoridade policial. Eu Dimaima Gomes, escrivã de Polícia.

TERMO DE DECLARAÇÕES

Aos 05 dias do mês de Março, do ano de 2008, nesta cidade de Itaquaquecetuba, na sede do 1.º Distrito Policial, onde presente se achava o Dr. Marcos Batalha, delegado de polícia, comigo escrivã de seu cargo ao final assinado, ai sendo compareceu o Sr. Antonio Gomes, endereço: Rua Benedito Barbosa da Rocha, 14 – Vl. Sta Barbara – Itaquaquecetuba/ SP. Sabendo ler e escrever inquirido pela autoridade. Respondeu: O declarante que na data dos fatos aguardava sua filha chegar da faculdade e estava olhando pela janela quando viu a aproximação do sujeito ao carro da vítima e quando gritou que era um assalto e era para Douglas Silva e Silva sair do carro, e após a saída do interior do veículo foi agredido com um soco que o levou ao chão, viu também o sujeito deixar sua arma cair no chão no momento de sua entrada no veículo.

Nada mais disse e nem lhe foi perguntado. Lido e achado conforme, vai devidamente assinado.

Autoridade: Marcos Batalha

Declarante: Antonio Gomes

Escr. Dimaima Gomes

TERMO DE DECLARAÇÕES

Aos 05 dias do mês de Março, do ano de 2008, nesta cidade de Itaquaquecetuba, na sede do 1.º Distrito Policial, onde presente se achava o Dr. Marcos Batalha delegado de polícia, comigo escrivão de seu cargo ao final assinado, ai sendo compareceu o Sr. Pedro Paulo Rangel, endereço: Rua Bebedouro, 169 – Manoel Feio – Itaquaquecetuba – SP. Respondeu: O declarante que é guarda noturno da vila a qual ocorreram os fatos, estava realizando sua patrulha costumeira pelas ruas da determinada vila, mas apenas viu quando Douglas foi agredido e o sujeito saindo em alta velocidade com o carro.

Nada mais disse e nem lhe foi perguntado. Lido e achado conforme, vai devidamente assinado.

Autoridade: Delegado de Policia Marcos Batalha

Declarante: Pedro Paulo Rangel

Escr. Dimaima Gomes

CONCLUSÃO

A seguir, faço estes autos conclusos, ao Sr. Dr. Delegado de Polícia, do que para constar, lavrei este termo.
Em 12/03/2008, eu Dimaima Gomes, escrivã.

I.P. nº 00147/2008

Junte-se aos autos os Autos de Qualificação e de Interrogação, elaborado a respeito dos fatos.

DATA

Na mesma data acima, recebi estes autos.
Eu Dimaima Gomes, escrivã.

CERTIDÃO

Certifico e dou fé, que nesta data dei inteiro cumprimento ao despacho da autoridade policial. Eu Dimaima Gomes, escrivã de Polícia.

AUTO DE QUALIFICAÇÃO E DE INTERROGATÓRIO

Aos 12 dias do mês de março de 2008, compareceu o Sr. José Pericles Amaral, que assim se qualificou:

Sabendo ler e escrever. Interrogado pela autoridade e ciente de seus direitos constitucionais, dentre eles o direito ao silêncio, respondeu: que, ciente da acusação que ora lhe é feita, informa que foi autor do crime de roubo, ocorrido no dia 13/02/08, às 22:55, disse que realizou o assalto para poder vender o carro para um desmanche. Nada mais disse e nem lhe foi perguntado. Lido e achado conforme, vai devidamente assinado, pela autoridade, pelo interrogado pelas testemunhas Thalles de Milleto, Rg: 516.55-2 e Sócrates de Milleto, Rg: 45.525.623-7 residentes à Rua da Alegria, 525 – Vl. da Saúde- Itaquaquecetuba/SP, que assistiram a leitura deste, e comigo escrivão digitei.

CONCLUSÃO

A seguir, faço estes autos conclusos, ao Sr. Dr. Delegado de Polícia, do que para constar, lavrei este termo.

Em 19/03/2008, eu Dimaima Gomes, escrivã.

I.P. nº 00147/2008

Junte-se aos autos o Auto de Reconhecimento de Pessoa, elaborado a respeito dos fatos.

DATA

Na mesma data acima, recebi estes autos.
Eu Dimaima Gomes, escrivã.

CERTIDÃO

Certifico e dou fé, que nesta data dei inteiro cumprimento ao despacho da autoridade policial. Eu Dimaima Gomes, escrivã de Polícia.

AUTOS DE RECONHECIMENTO

Aos 19 dias do mês de março do ano de 2008, nesta cidade de Mogi das Cruzes, na Delegacia de Polícia, onde presente se achava o Dr. Marcos Batalha, Delegado de Polícia, comigo escrivã de seu cargo, ao final assinado presentes as testemunhas Antonio Gomes e Pedro Paulo Rangel, residentes às ruas Benedito Barbosa da Rocha, 14 e Bebedouro, 169, respectivamente, aí, às 17:00 horas, compareceu Douglas Silva e Silva, RG n.º: 42537289, brasileiro, solteiro, vendedor, residente à Rua Benedito Barbosa da Rocha, nº 10, Itaquaquecetuba/SP, que, sob, o compromisso legal de dizer a verdade e sendo convidado a descrever Regis Moreira, mantido nesta sala secreta, disse que se tratava de rapaz de bem magro, alto, com pouca barba e careca.

Ultimada a descrição acima, transportaram-se todos os presentes, em uma companhia da Autoridade, à sala contígua, onde se achava, além de Régis Oliveira, mais quatro indivíduos, algo parecidos com os primeiros, ali deliberadamente colocados pela Autoridade. Aberta a porta da sala em questão, e nela penetrando Régis de Oliveira, cujas características coincidem perfeitamente com a descrição feita acima, informando tratar-se sem sombra de dúvida, a mesma pessoa a qual roubou seu carro e a agrediu.

Nada mais havendo, mandou a Autoridade encerrar o presente auto que, lido e achado conforme, vai devidamente assinado pela Autoridade, pela pessoa que realizou o reconhecimento, pelas testemunhas e por mim, escrivã que o digitei.

Autoridade: Dr. Marcos Batalha
Vítima: Douglas Silva e Silva
Testemunha: Antonio Gomes
Testemunha: Pedro Paulo Rangel
Escrivã: Dimaima Gomes

CONCLUSÃO

A seguir, faço estes autos conclusos, ao Sr. Dr. Delegado de Polícia, do que para constar, lavrei este termo.
Em 02/04/2008, eu Dimaima Gomes, escrivã.

I.P. nº 00147/2008

Junte-se aos autos a Representação de Busca e Apreensão, elaborado a respeito dos fatos.

DATA

Na mesma data acima, recebi estes autos.
Eu Dimaima Gomes, escrivã.

CERTIDÃO

Certifico e dou fé, que nesta data dei inteiro cumprimento ao despacho da autoridade policial. Eu Dimaima Gomes, escrivã de Polícia.

INQUÉRITO POLICIAL Nº 0024/2008

REPRESENTAÇÃO
M.M. Juiz

Em apertada síntese, consta destes autos que no dia 13 de fevereiro de 2008, às 22:55 horas, na Rua Benedito Barbosa da Rocha, 10 – Vl. Sta Barbara, nesta cidade, Douglas Silva e Silva foi vítima de crime de roubo, conforme conta o Boletim de Ocorrência nº 00147/2008. Há nos autos indícios de autoria apontando Régis de Oliveira como autor do crime.

Até o momento, apesar das diligências realizadas, não conseguimos apreender Régis de Oliveira.

Ante o exposto, nos termos do art. 240 e seguintes do CPP, represento pela expedição de Mandado de Busca e Apreensão dos objetos supra, em diligências que serão realizados na casa do suspeito Régis de Oliveira, sito na Rua Piracicaba, 666 – Jd. Nossa Senhora da Ajuda – Itaquaquecetuba/ SP.

Itaquaquecetuba, 02 de abril de 2008.

Marcos Batalha
Delegado de Polícia

CONCLUSÃO

A seguir, faço estes autos conclusos, ao Sr. Dr. Delegado de Polícia, do que para constar, lavrei este termo.
Em 09/04/2008, eu Dimaima Gomes, escrivã.

I.P. nº 00147/2008

Junte-se aos autos a Representação de Prisão Temporária, elaborado a respeito dos fatos.

DATA

Na mesma data acima, recebi estes autos.
Eu Dimaima Gomes, escrivã.

CERTIDÃO

Certifico e dou fé, que nesta data dei inteiro cumprimento ao despacho da autoridade policial. Eu Dimaima Gomes, escrivã de Polícia.

INQUÉRITO POLICIAL Nº 00147/2008

REPRESENTAÇÃO
M.M. Juiz

Em apertada síntese, consta neste Inquérito Policial, que no dia 13 de fevereiro de 2008, às 22:55 horas, na Rua Benedito Barbosa da Rocha, 10 – Vl. Sta. Barbara – nesta cidade, Douglas Silva e Silva, foi vítima de crime de roubo, conforme conta o Boletim de Ocorrência nº 00255/2008.

As provas até o momento careadas nos autos, demonstram claramente a conduta do indiciado Régis de Oliveira, infringindo ao Art. 157, parágrafo 1º do Código Penal, fazendo aflorar o “fimus bonis uris”.

A prova oral até o momento produzida é segura e confiável no sentido de apontar Régis de Oliveira como sendo autor do delito.

Resta para a conclusão das investigações a prisão do indiciado, tendo em vista que está dificultando o bom andamento das investigações.

Acontece, porém, que com o indiciado em liberdade, não será possível produzirmos a referida prova, uma vez que ele influenciara de maneira a evitar o sucesso nas investigações.

Desta forma, por ser imprescindível para as investigações, nos termos do art 1º, inciso I e II, da Lei nº 7.960/72, represento pela Prisão Temporária dos indiciados.

Itaquaquecetuba, 09 de abril de 2008.

Marcos Batalha
Delegado de Polícia

CONCLUSÃO

A seguir, faço estes autos conclusos, ao Sr. Dr. Delegado de Polícia, do que para constar, lavrei este termo.
Em 16/04/2008, eu Dimaima Gomes, escrivã.

I.P. nº 00255/2008

Junte-se aos autos a Ordem de Serviço, elaborado a respeito dos fatos.

DATA

Na mesma data acima, recebi estes autos.
Eu Dimaima Gomes, escrivã.

CERTIDÃO

Certifico e dou fé, que nesta data dei inteiro cumprimento ao despacho da autoridade policial. Eu Dimaima Gomes, escrivã de Polícia.

ORDEM DE SERVIÇO Nº 002

NATUREZA DO CRIME Roubo
LOCAL DO FATO Rua Benedito Barbosa da Rocha, 10 – Vl. Sta. Barbara
HORA DO FATO: 22:55
VÍTIMA(S): Douglas Silva e Silva
INDICIADO(S): Régis de Oliveira
TESTEMUNHA(S): Antonio Gomes e Pedro Paulo Rangel

NATUREZA DA INVESTIGAÇÃO

Deverá o Sr. Investigador a quem esta for apresentada, realizar diligências no sentido de identificar os números das linhas telefônicas que estão sendo utilizadas pelos indiciados, apresentando relatório no prazo de 03 dias.

Cumpra-se.

Mogi das Cruzes, 16 de abril de 2008.

Marcos Batalha
Delegado de Polícia

CONCLUSÃO

A seguir, faço estes autos conclusos, ao Sr. Dr. Delegado de Polícia, do que para constar, lavrei este termo.
Em 19/04/2008, eu Dimaima Gomes , escrivã.

I.P. nº 00255/2008

Junte-se aos autos o Relatório referente à Ordem de Serviço, elaborado a respeito dos fatos.

DATA

Na mesma data acima, recebi estes autos.
Eu Dimaima Gomes, escrivã.

CERTIDÃO

Certifico e dou fé, que nesta data dei inteiro cumprimento ao despacho da autoridade policial. Eu Dimaima Gomes, escrivã de Polícia.

RELATÓRIO

Ilmo Sr. Dr. Marcos Batalha
Delegado de Polícia do 1º Distrito Policial de Itaquaquecetuba

Em cumprimento à ordem de serviço expelido nos autos do Inquérito Policial nº 00255/08, esclareço a Vossa Senhoria que o indiciado Regis de Oliveira, está fazendo uso da linha telefônica nº (11) 82121764, da Operadora TIM.

Era o que havia a relatar.

Mogi das Cruzes, 19 de abril de 2008.

Humberto Martins
Investigador

CONCLUSÃO

A seguir, faço estes autos conclusos, ao Sr. Dr. Delegado de Polícia, do que para constar, lavrei este termo.
Em 23/04/2008, eu Dimaima Gomes, escrivã.

I.P. nº 00255/2008

Junte-se aos autos a Representação pela Quebra do Sigilo Telefônico, elaborado a respeito dos fatos.

DATA

Na mesma data acima, recebi estes autos.
Eu Dimaima Gomes, escrivã.

CERTIDÃO

Certifico e dou fé, que nesta data dei inteiro cumprimento ao despacho da autoridade policial. Eu Dimaima Gomes, escrivã de Polícia.

INQUÉRITO POLICIAL Nº 00147/2008

REPRESENTAÇÃO
M.M. Juiz

Consta neste Inquérito Policial, que no dia 13 de fevereiro de 2008, às 22:55 horas, na Rua Benedito Barbosa da Rocha, 10 – Vl. Sta Barbara, nesta cidade, Douglas Silva e Silva foi vítima de crime de roubo, conforme conta o Boletim de Ocorrência nº 00255/2008.

De acordo com o relatório apresentado pelo setor de investigações, os investigado Régis de Oliveira, está fazendo uso das linha telefônica nº (11) 8212-1764, da Operadora TIM.

Considerado que a escuta telefônica é um dos poucos aliados de que pode contar a polícia nessa luta desigual com o crime, e considerando ser imprescindível para a conclusão das investigações, nos termos do art. 3º, inciso I, da Lei 9.296/96, represento pela quebra do sigilo telefônico de Regis de Oliveira, solicitando a interceptação das linhas nº (11) 8212-1764, da Operadora TIM, com a conseqüente escuta e gravação, bem como o redirecionamento das chamadas para a linha (11) nº 9675-8689, da Operadora Vivo, do Investigador de Polícia Humberto Martins, a quem solicito seja concedida senhas para acesso as Erbs e demais cadastros.

Saliento, outrossim, que apesar de ser considerada medida excepcional, neste momento far-se necessária para a localização do indiciado, assim como para reunirmos provas que possam auxiliar no desfecho das investigações.

Atenciosamente.

Itaquaquecetuba, 23 de abril de 2008.

Marcos Batalha
Delegado de Polícia

CONCLUSÃO

A seguir, faço estes autos conclusos, ao Sr. Dr. Delegado de Polícia, do que para constar, lavrei este termo.
Em 30/04/2008, eu Dimaima Gomes, escrivã.

I.P. nº 00147/2008

Junte-se aos autos o Termo de Acareação, elaborado a respeito dos fatos.

DATA

Na mesma data acima, recebi estes autos.
Eu Dimaima Gomes, escrivã.

CERTIDÃO

Certifico e dou fé, que nesta data dei inteiro cumprimento ao despacho da autoridade policial. Eu Dimaima Gomes, escrivã de Polícia.

TERMO DE ACAREAÇÃO

Aos dias 30 do mês de abril do ano de 2008, nesta cidade, no 1º Distrito Policial, onde se achava o Dr. Marcos Batalha, Delegado de Polícia, comigo escrivã de seu cargo, ao final assinado, aí, às 17:30 horas, presentes a testemunha Antonio Gomes e o indiciado Régis de Oliveira, já qualificados nos autos às folhas… e…., respectivamente. Pela autoridade foi determinado que, à vista das divergências existentes entre suas declarações, as explicassem e esclarecessem, pois enquanto a testemunha Antonio Gomes disse que viu o indiciado agredir Douglas e viu a arma cair na calçada da rua, o indiciado Régis de Oliveira, por sua vez, disse que não havia agredido a vítima, e nem estava armado. A seguir, cientificados das divergências, foi dada a palavra à testemunha Pedro Paulo Rangel, por ele foi dito que mantinha as declarações de fls… Dada a palavra ao indiciado Régis de Oliveira, pelo mesmo foi dito que também mantinha suas declarações de fls. …., porque o que afirmou anteriormente é o espelho da verdade, visto que, segundo ele, se realmente estivesse armado, não teria apenas agredido a vítima e sim disparo tiros contra o mesmo. Pela autoridade foi dito que tanto Antonio Gomes e Pedro Paulo Rangel, demonstraram segurança em seus depoimentos.

Nada mais havendo, encerrou-se o presente termo que, lido e achado conforme, vai devidamente assinado pela autoridade, pelos acareados e por mim, escrivã que o digitei.

Autoridade: Dr. Marcos Batalha

Acareado: Régis de Oliveira

Escrivão: Dimaima Gomes

CONCLUSÃO

A seguir, faço estes autos conclusos, ao Sr. Dr. Delegado de Polícia, do que para constar, lavrei este termo.
Em 19/03/2008, eu Dimaima Gomes, escrivã.

I.P. nº 00147/2008

Junte-se aos autos o Relatório do Inquérito, elaborado a respeito dos fatos.

DATA

Na mesma data acima, recebi estes autos.
Eu Dimaima Gomes, escrivã.

CERTIDÃO

Certifico e dou fé, que nesta data dei inteiro cumprimento ao despacho da autoridade policial. Eu Dimaima Gomes, escrivã de Polícia.

INQUÉRITO POLICIAL Nº 00255/2008

RELATÓRIO
MM. Juiz

Apurou-se neste Inquérito Policial, que no dia 13 de fevereiro de 2008, às 22:55 horas, na Rua Benedito Barbosa da Rocha, nº 10, bairro Vl. Sta. Barbara, nesta cidade, Régis de O
liveira, qualificado às folhas __ , respectivamente, mediante o emprego de arma de fogo calibre 38 e cabo emborrachado, praticou crime de roubo contra a vítima Douglas Silva e Silva.

Sobre os fatos foi elaborado o Boletim de Ocorrência juntado ao Inquérito Policial às folhas __.

Antonio Gomes, vizinho da vítima da prestou declarações às folhas__e disse que, por volta das 22:40 aguardava sua filha chegar da faculdade, olhava pela janela, quando viu um sujeito estranho aproximando-se do carro da vítima e roubando o carro da mesma.

Foram ouvidas as testemunhas Antonio Gomes e Pedro Paulo Rangel, às folhas… e….A primeira disse que no dia do fato, estava aguardando sua filha chegar da faculdade como de costume, quando viu um sujeito estranho aproximando-se do carro da vítima e roubando, e deixando a arma cair ao chão no momento da entrada no carro sem perceber que havia deixado a arma cair no chão.

A segunda testemunha, por sua vez, disse que no dia do fato, realizava a guarda noturna ao local, e viu quando a vítima foi agredida, e o sujeito saindo em alta velocidade com seu carro.

Interrogado às folhas… o indiciado, Régis de Oliveira, admitiu a prática do crime, esclarecendo que chegou no local dos fatos por volta das 22:30, não planejava agredir a vítima mas agrediu temendo reação da mesma. Às folhas…, o indiciado foi reconhecido pela vítima Douglas Silva e Silva.

Juntou-se às folhas… o Auto de Exibição e Apreensão da arma do crime, ou seja, uma arma de fogo calibre 38 e cabo emborrachado.

Juntou-se às folhas…, Mandado de Busca e Apreensão.

Por ser imprescindível para as investigações, às folhas…, representamos pela Prisão Temporária dos indiciados já citados neste documento, Fernando Rodrigues da Silva e Carlos Henrique da Costa.

Juntou-se, ainda, às folhas…, Ordem de Serviço nº 002, bem como Relatório para atendimento à referida Ordem de Serviço, que se encontra às folhas…

Realizamos interceptação telefônica em linha telefônica que estava sendo usada pelo indiciado, conforme consta das folhas…

Por fim, considerando que as provas careadas aos autos demonstram claramente a conduta criminosa praticada pelo indiciado Régis de O
liveira, submetemos este Inquérito Policial à apreciação de Vossa Excelência, para providências cabíveis.

Marcos Batalha
Delegado de Polícia