ERNESTO GUEVARA (CHE GUEVARA)

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ERNESTO GUEVARA (CHE GUEVARA)

Ernesto Guevara nasce em 14 de junho de 1928 na cidade de Rosário, foi o primeiro dos cincos filhos do casal Ernesto Lynch e Celia de la Serna y Llosa. Sua mãe foi a principal responsável por sua formação porque, mesmo sendo católica, mantinha em casa um ambiente de esquerda e sempre estava cercada por mulheres politizadas.

Desde pequeno, Ernestito – como era chamado – sofria ataques de asma e por essa razão, aos 12 anos, se mudou com a família para as serras de Córdoba, onde morou perto de uma favela. A discriminação para com os mais pobres era comum à classe média argentina, porém Che não se importava e fez várias amizades com os favelados. Estudou grande parte do ensino fundamental em casa com sua mãe. Na biblioteca de sua casa – que reunia cerca de 3000 livros – havia obras de Marx, Engels e Lenin, com os quais se familiarizou em sua adolescência.

Em 1947, Ernesto entra na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, motivado em primeiro lugar por sua própria doença, desenvolvendo logo um especial interesse pela lepra.

Em 1952, realiza uma longa jornada pela América do Sul com o melhor amigo, Alberto Granado, percorrendo 10.000 km em uma moto Norton 500, apelidada de ‘La Poderosa’. Observam, se interessam por tudo, analisam a realidade com olho crítico e pensamento profundo. Os oito meses dessa viagem marcam a ruptura de Guevara com os laços nacionalistas e dela se origina um diário. Aliás, escrever diários torna-se um hábito para o argentino, cultivado até a sua morte.

No Peru, trabalhou com leprosos e resolveu se tornar um especialista no tratamento da doença. Che saiu dessa viagem chocado com a pobreza e a injustiça social que encontrou ao longo do caminho e se identificou com a luta dos camponeses por uma vida melhor. Mais tarde voltou à Argentina onde completou seus estudos em medicina. Foi convocado para o exército, porém, no momento estava incompatibilizado com a ideologia peronista. Não admitia ter de defender um governo autoritário. Portanto, no dia da inspeção médica, tomou um banho gelado antes de sair de casa e na hora do exame teve um ataque de asma. Foi considerado inapto e dispensado.

Já envolvido com a política, em 1953 viajou para a Bolívia e depois seguiu para Guatemala com seu novo amigo Ricardo Rojo. Foi lá que Guevara conheceu sua futura esposa, a peruana Hilda Gadea Acosta e Ñico Lopez, que, futuramente, o apresentaria a Raúl Castro no México.

Na Guatemala, Arbenz Guzmán, o presidente esquerdista moderado, comandava uma ousada reforma agrária. Porém, os EUA, descontentes com tal ato que tiraria terras improdutivas de suas empresas concedendo-as aos famintos camponeses, planejou um golpe bem sucedido colocando no governo uma ditadura militar manipulada pelos yankees. Che ficou inconformado com a facilidade norte-americana de dominar o país e com a apatia dos guatemaltecos. A partir desse momento, se convenceu da necessidade de tomar a iniciativa contra o cruel imperialismo.

Com o clima tenso na Guatemala e perseguido pela ditadura, Che foi para o México. Alguns relatos dizem que corria risco de vida no território guatemalteco, mas essa ida ao México já estava planejada. Lá lecionava em uma universidade e trabalhava no Hospital Geral da Cidade do México, onde reencontrou Ñico Lopez, que o levou para conhecer Raúl Castro. Raúl, que se encontrava refugiado no México após a fracassada revolução em Cuba em 1953, se tornou rapidamente amigo de Che. Depois, Raúl apresentou Che a seu irmão mais velho Fidel que, do mesmo modo, tornou-se amigo instantaneamente. Tiveram a famosa conversa de uma noite inteira onde debateram sobre política mundial e, ao final, estava acertada a participação de Che no grupo revolucionário que tentaria tomar o poder em Cuba.

A partir desse momento começaram a treinar táticas de guerrilha e operações de fuga e ataque. Em 25 de novembro de 1956 os revolucionários desembarcam em Cuba e se refugiam na Sierra Maestra, de onde comandam o exército rebelde na bem-sucedida guerrilha que derrubou o governo de Fulgêncio Batista. Depois da vitória, em 1959, Che torna-se cidadão cubano e vira o segundo homem mais poderoso de Cuba. Marxista-leninista convicto, é apontado por especialistas como o responsável pela adesão de Fidel ao bloco soviético e pelo confronto do novo governo com os Estados Unidos.

Guevara queria levar o comunismo a toda a América Latina e acreditava apaixonadamente na necessidade do apoio cubano aos movimentos guerrilheiros da região e também da África. Da revolução em Cuba até sua morte, amargou três mal-sucedidas expedições guerrilheiras. A primeira na Argentina, em 1964, quando seu grupo foi descoberto e a maioria morta ou capturada. A segunda, um ano depois de fugir da Argentina, no antigo Congo Belga, mais tarde Zaire e atualmente República Democrática do Congo. E por fim na Bolívia, onde acabaria executado.

Sem a barba e a boina tradicionais, disfarçado de economista uruguaio, Che Guevara entrou na Bolívia em novembro de 1966. A ele se juntaram 50 guerrilheiros cubanos, bolivianos, argentinos e peruanos, numa base num deserto do Sudeste do país. Seu plano era treinar guerrilheiros de vários países para começar uma revolução continental.

Guevara foi capturado em 8 de outubro de 1967. Passou a noite numa escola de La Higuera, a 50 quilômetros de Vallegrande, e, no dia seguinte, por ordem do presidente da Bolívia, general René Barrientos, foi executado com nove tiros numa escola na aldeia de La Higuera, no centro-sul da Bolívia, no dia seguinte à sua captura pelos rangers do Exército boliviano, treinados pelos Estados Unidos.

Sua morte, no dia 9 de outubro de 1967, aos 39 anos, interrompeu o sonho de estender a Revolução Cubana à América Latina, mas não impediu que seus ideais continuassem a gozar de popularidade entre as esquerdas.

Os boatos que cercaram a execução de Che Guevara levantaram dúvidas sobre a identidade do guerrilheiro. A confusão culminou no desaparecimento dos seus restos mortais, encontrados apenas em 1997, quando o mundo recordava os trinta anos de sua morte, sob o terreno do aeroporto de Vallegrande. O corpo estava sem as mãos, amputadas para reconhecimento poucos dias depois da morte, e contrabandeadas para Cuba.

Em 17 de outubro de 1997, Che foi enterrado com pompas na cidade cubana de Santa Clara (onde liderou uma batalha decisiva para a derrubada de Batista), com a presença da família e de Fidel. Embora seus ideais sejam românticos aos olhos de um mundo globalizado, ele se transformou num ícone na história das revoluções do século XX e num exemplo de coerência política. Sua morte determinou o nascimento de um mito, até hoje símbolo de resistência para os países latino-americanos.

MAO TSÉ-TUNG

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MAO TSÉ-TUNG


Político e revolucionário chinês
26/12/1893, Shaoshan, China
9/9/1976, Pequim, China

Fundador da República Popular da China e um dos mais proeminentes teóricos do comunismo do século 20, Mao Tsé-Tung (ou Mao Zedong) desenvolveu idéias sobre revolução e guerrilha que influenciaram marxistas no mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde o PC do B – então na clandestinidade e ligado à China – desenvolveu ações guerrilheiras durante a década de 1970.

Mao Tsé-tung nasceu na aldeia de Shaoshan, província de Hunan, China, filho de camponeses, freqüentou a escola até os 13 anos de idade, quando foi trabalhar como lavrador. Por desavenças com o pai, saiu de casa para estudar em Chang-sha, capital da província.

Conheceu as idéias políticas ocidentais e especialmente as do líder nacionalista Sun Zhongshan Sun Yat Sen.

Em 1911, no mês de outubro iniciou-se a revolução contra a dinastia Manchu que dominava o país. As lutas estenderam-se até Hunan. Mao alistou-se como soldado no exército revolucionário até o início da nova República da China, em 1912.

De 1913 a 1918 estudou na Escola Normal de Hunan, aprendeu filosofia; história e literatura chinesa. Continuou estudando e assimilando o pensamento ocidental e política. Começou logo a ser um líder estudantil com participação em várias associações, mudou-se para Pequim em 1919, onde iniciou seus estudos universitários, trabalhou na Biblioteca Universitária, conheceu Chen Tu Hsiu e Li Ta Chao fundadores do Partido Comunista Chinês.

Participou do Movimento Quatro de Maio contra a entrega ao Japão de regiões chinesas que haviam estado em poder da Alemanha; em função deste aderiu ao marxismo-leninismo, 1921, Mao Tse-tung participou da fundação do Partido Comunista Chinês. Em 1927, Chiang Kai Shek assumiu o poder e se voltou contra os comunistas, Mao, fugiu para as montanhas de Jinggang iniciando a guerrilha que durou 22 anos. Em outubro de 1934, Mao e seu exército seguiram para o noroeste do país, iniciando a chamada grande marcha, transformando-se líder do Partido Comunista Chinês. Quando a China foi invadida pelos japoneses em 1935, os comunistas e os nacionalistas uniram-se novamente, ao término da guerra o exército revolucionário tinha em torno de um milhão de soldados, os comunistas controlavam politicamente noventa milhões de chineses.

De 1936 e 1940 Mao fez oposição à tese dos comunistas pró-soviéticos, conseguiu impor seu ponto de vista, afastou do partido seus oponentes.

Em 1949, derrotou o Kuomintang e em dezembro foi proclamado presidente da nova República Popular da China.

Em 1956, Tsé-tung lançou a campanha das cem flores que visava a liberdade de expressão, aproveitava idéias para fortalecer o enriquecimento do padrão de vida no país, aumentou a produtividade para libertar a China da dependência soviética, tornando-a auto-suficiente econômica e politicamente

Entre 1957 e 1958, iniciou uma política desenvolvimentista chamado de grande salto adiante, marcando o distanciamento da ideologia do comunismo chinês ao soviético.

Em 1964, que data a publicação do Livro vermelho, coletânea de citações e trechos de discursos de Mao, organizado pelo ministro da defesa e chefe das forças armadas, Lin Piao. O livro, em formato de bolso, foi um instrumento eficaz no desenvolvimento do culto à personalidade de Mao. Utilizado para a doutrinação ideológica das massas, reafirmava a ideia de que o maoísmo era a culminação do pensamento marxista-leninista. Durante esse período, citações do livro eram exigidas inclusive em trabalhos científicos e sua leitura realizada, diariamente, nas escolas e nos locais de trabalho.

O passo seguinte, a criação de grupos armados de estudantes, que perseguiram intelectuais, professores e antigos membros do PC, acabou resultando num banho de sangue cujas mortes ainda não podem ser calculadas, dado o fato de a ditadura comunista chinesa continuar impedindo as investigações.

Vale mencionar que, enquanto os massacres varriam a China, os intelectuais ocidentais garantiam que tudo não passava de propaganda anticomunista e filósofos do porte de Jean-Paul Sartre se proclamava maoísta, tecendo louvores à Revolução Cultural.

Entre 1966 e 1969 iniciou a revolução cultural, imposta pelo líder, com a intenção de eliminar as separações entre os intelectuais e o povo, para alterar a política Partido Comunista, extremamente burocrático e centralizado. Foram criados os guardas vermelhos que se fundamentavam no chamado livrinho vermelho que continha citações de Mao. Em abril de 1969, no IX Congresso do Partido Comunista Chinês, o movimento foi encerrado. Milhares de pessoas morreram em seu governo.

A China foi governada pelo líder até 1976, sendo sucedido após sua morte no dia 9 de setembro do mesmo ano em Pequim.

Com a morte de Mao, o processo se interrompeu. A viúva de Mao, Jiang Qing, que tentou sucedê-lo, não conseguiu se manter por mais de poucos meses no poder. Os oponentes de Mao que lhe haviam sobrevivido, liderados por Deng Xiaoping, deram um golpe de estado e imprimiram novos rumos à China – sem desviar da política ditatorial do partido único.

ECSTASY

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O princípio ativo do ecstasy é o mesmo do LSD, a metilenodioxidometaanfetamina (MDMA). Sua forma de consumo é por via oral, através da ingestão de um comprimido. Os usuários normalmente consomem o ecstasy com bebidas alcoólicas, o que intensifica ainda mais o efeito e agrava os riscos.

O ecstasy é uma substância psicoativa designada como 3,4 metilenodioximetanfetamina. O Ecstasy foi sintetizada pela empresa Merck em 1914, a droga ainda possui diversos outros nomes como desenho entre outros, além de ter ação alucinógena, o Ecstasy pode ser consumido injetado, inalado, e por via oral.

Efeitos

A droga ecstasy possui efeitos devastadores como: taquicardia, secura da boca, diminuição do apetite, dilatação das pupilas, dificuldade em caminhar, reflexos exaltados, aumento da pressão sanguínea, tremores, dores musculares e vontade de urinar.
Os principais efeitos do ecstasy são uma euforia e um bem-estar intensos, que chegam a durar 10 horas. A droga age no cérebro aumentando a concentração de duas substâncias: a dopamina, que alivia as dores, e a serotonina, que está ligada a sensações amorosas. Por isso, a pessoa sob efeito de ecstasy fica muito sociável, com uma vontade incontrolável de conversar e até de ter contato físico com as pessoas. O ecstasy provoca também alucinações, além disso, o ecstasy poderá causar uma perda de noção de espaço, grande euforia, despreocupação, entre outras sensações, a longo prazo a pessoa que faz uso desta droga poderá sofrer de depressão.

Os malefícios causados pela droga ao corpo do usuário são ressecamento da boca, perda de apetite, náuseas, coceiras, reações musculares como câimbras, contrações oculares, espasmo do maxilar, fadiga, depressão, dor de cabeça, visão turva, manchas roxas na pele, movimentos descontrolados de vários membros do corpo como os braços e as pernas, crises bulímicas e insônia.

A principal causa de óbitos dos consumidores da droga é o aumento da temperatura corpórea que ele provoca no usuário. A droga causa um descontrole da pressão sangüínea, que pode provocar febres de até 42 graus. A febre leva a uma intensa desidratação que pode causar a morte do usuário do ecstasy. Associado a bebidas alcoólicas, o ecstasy pode provocar um choque cárdio-respiratório.

Histórico

O ecstasy é uma droga relativamente nova e, diferentemente de drogas como a cocaína e a maconha, só foi sintetizada pela primeira vez já neste século. A primeira notícia que se tem da droga é de 1912, quando foi sintetizada pela primeira vez por um laboratório alemão. Sua primeira utilidade foi medicinal, em sessões de psicoterapia, e como um inibidor de apetite.

Curiosidade

O ecstasy é conhecido com a “Pílula do Amor”, já que aumenta a concentração de um neurotransmissor (substância responsável pela comunicação entre os neurônios) chamado serotonina. A serotonina está intimamente ligada às sensações amorosas.

Dependência

Ainda não há evidências de que o ecstasy provoque dependência física, contudo ainda é cedo para afirmar que isso não acontecerá. Mais estudos são necessários. Várias vezes na história da medicina uma substância inicialmente considerada inócua mostrou-se, com o tempo, que era na verdade nociva. Já encontramos na literatura específica relatos de casos compatíveis com dependência ao ecstasy.

Problemas clínicos resultantes

Há quatro tipos básicos de toxicidade física causada pelo ecstasy. A hipertermia, neurotoxicidade, cardiotoxicidade e hepatotoxicidade.

A hepatotoxicidade é a lesão hepática (fígado) provocada pelo ecstasy, que se manifesta clinicamente como uma leve hepatite viral na qual o paciente fica ictérico (amarelado) com o fígado aumentado e amolecido com uma tendência a sangramentos. A toxicidade, no entanto, pode ser bem mais grave evoluindo para uma hepatite fulminante que resulta em fatalidade caso não se possa fazer um transplante.

A cardiotoxicidade é caracterizada por aumento da pressão arterial e aceleração do ritmo cardíaco. Esses efeitos podem levar a sangramentos por ruptura dos vasos sanguíneos. Essas alterações têm sido registradas pelo quadro clínico e pela análise necropsial, encontrando-se petéquias no cérebro, hemorragias intracranianas, hemorragias retinianas, tromboses, sérias alterações elétricas no coração.

Toxicidade cerebral

Ainda não há estudos suficientes, mas parece que o ecstasy provoca elevação da temperatura corporal o que é agravado pela situação em que é usado, nas danceterias onde há grande atividade física. A exagerada elevação da temperatura corporal pode provocar diversas lesões pelo corpo de acordo com a sensibilidade de cada tecido. O próprio tecido cerebral é dos mais sensíveis podendo sofrer lesões desse superaquecimento. Convulsões também já foram relatadas pelo uso do ecstasy.

Hiperpirexia (hipertermia)

Este é provavelmente o pior efeito indesejável do ecstasy, apesar de ser parte da toxicidade cerebral, é relatada à parte para maior destaque de sua importância. O aquecimento do corpo pode levar a rabdomiólise (lesão dos tecidos musculares) que quando acontece de forma simultânea leva a um “entupimento” dos rins o que pode danificá-los permanentemente. Coagulação intravascular disseminada: é um efeito extremamente grave que geralmente leva a morte, mesmo quando o paciente já se encontra internado. O tratamento é feito com resfriamento rápido através de imersão em água gelada, infusão de solução salina resfriada e lavagem gástrica com líquidos frios.

Mais efeitos no corpo humano

Fígado – Causa mau funcionamento do fígado e excesso de bílis no sangue, o que deixa a pessoa amarelada.

Rins – Estimula um hormônio antidiurético chamado ADH. Apesar do aumento da sede, a pessoa pára de urinar e não consegue transpirar na mesma velocidade em que bebe água. É rara, mas a overdose de água pode levar à morte.

Cérebro – Depressão, ansiedade e síndrome do pânico por causa dos danos causados nas células nervosas. Se a pessoa tiver predisposição para esses males, a ocorrência pode ser imediata. Destruição de neurônios também pode causar problemas de memória e atenção.

Boca – Enquanto a droga faz efeito, há forte ranger de dentes. Em alguns casos, eles podem até quebrar. Se a pessoa usa freqüentemente a droga, pode desenvolver bruxismo, que é o ranger constante. Os dentes se desgastam.

Metabolismo – Há aumento excessivo da temperatura do corpo, o que destrói enzimas e prejudica o funcionamento de vários órgãos.

Músculos – A queda na concentração de sódio prejudica o funcionamento de músculos e neurônios. Isso ocorre porque, ao transpirar em excesso e só beber água, a pessoa não repõe os sais perdidos no suor.

Coração – Aumenta em até 40% os batimentos, o que pode desencadear problemas cardíacos.

Efeitos mais eufóricos em Mulheres do que Homens

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E saiu mais uma pesquisa científica tendo o ecstasy como objeto de estudo. Dessa vez o estudo comparou os efeitos da droga em homens e mulheres e o resultado foi: mulheres que consomem ecstasy obtêm maior efeito eufórico em relação aos homens, mas também apresentam efeitos negativos mais severos nos dias seguintes ao uso da droga, além de correrem maior risco de entrar em coma.

Foi o que concluiu um estudo publicado pela revista “Neuroscience & Biobehavioral Reviews” e apresentado durante o Congresso Internacional sobre a Saúde Mental de Mulheres.

A pesquisa foi feita por Kelly Allott, do Centro de Estudos Psiquiátricos da Universidade de Melbourne e reuniu outros 29 estudos realizados em diversos países. “O que pudemos concluir com todas as evidências é que para as mulheres a euforia da droga é maior e mais intensa, mas os efeitos colaterais nos dias seguintes parecem ser também muito mais intensos”, disse. No entanto, ainda não está claro qual é o causador das diferentes reações. Segundo Kelly, existem diversas teorias.
“É possível que o hormônio sexual feminino estrogênio aumente a sensibilidade aos efeitos de algumas substâncias, como o MDMA, a substância base do ecstasy, que age no sistema de produção da serotonina e tem efeito sobre o humor”, disse a pesquisadora. As diferentes reações à droga podem também depender de características da estrutura cerebral ou do modo como homens e mulheres metabolizam a droga no organismo.

Importante
As informações disponíveis nesta página possuem apenas caráter educativo, sem a intenção de fazer apologia ao consumo de qualquer substância, lícita ou ilícita.

ENERGIA EÓLICA

ENERGIA EÓLICA

A energia eólica provém da radiação solar uma vez que os ventos são gerados pelo aquecimento não uniforme da superfície terrestre. Uma estimativa da energia total disponível dos ventos ao redor do planeta pode ser feita a partir da hipótese de que, aproximadamente, 2% da energia solar absorvida pela Terra é convertida em energia cinética dos ventos. Este percentual, embora pareça pequeno, representa centena de vezes a potência anual instalada nas centrais elétricas do mundo.

Os ventos que sopram em escala global e aqueles que se manifestam em pequena escala são influenciados por diferentes aspectos entre os quais destacam-se a altura, a rugosidade, os obstáculos e o relevo.

A seguir serão descritos os mecanismos de geração dos ventos e os principais fatores de influência no regime dos ventos de uma região.

https://www.youtube.com/watch?v=Rsadh3IiFbo

Mecanismos de Geração dos Ventos

A energia eólica pode ser considerada como uma das formas em que se manifesta a energia proveniente do Sol, isto porque os ventos são causados pelo aquecimento diferenciado da atmosfera. Essa não uniformidade no aquecimento da atmosfera deve ser creditada, entre outros fatores, à orientação dos raios solares e aos movimentos da Terra.

As regiões tropicais, que recebem os raios solares quase que perpendicularmente, são mais aquecidas do que as regiões polares. Consequentemente, o ar quente que se encontra nas baixas altitudes das regiões tropicais tende a subir, sendo substituído por uma massa de ar mais frio que se desloca das regiões polares. O deslocamento de massas de ar determina a formação dos ventos. A figura mostrada a seguir apresenta esse mecanismo.

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Formação dos ventos devido ao deslocamento das massas de ar.

Existem locais no globo terrestre nos quais os ventos jamais cessam de “soprar” pois os mecanismos que os produzem (aquecimento no Equador e resfriamento nos pólos) estão sempre presentes na natureza. São chamados de ventos planetários ou constantes e podem ser classificados em:

– Alísios: ventos que sopram dos trópicos para o Equador, em baixas altitudes.
– Contra-Alísios: ventos que sopram do Equador para os pólos, em altas altitudes.
– Ventos do Oeste: ventos que sopram dos trópicos para os pólos.
– Polares: ventos frios que sopram dos pólos para as zonas temperadas.

Tendo em vista que o eixo da Terra está inclinado de 23,5o em relação ao plano de sua órbita em torno do Sol, variações sazonais na distribuição de radiação recebida na superfície da Terra resultam em variações sazonais na intensidade e duração dos ventos, em qualquer local da superfície terrestre. Como resultado surgem os ventos continentais ou periódicos e compreendem as monções e as brisas.

As monções são ventos periódicos que mudam de direção a cada seis meses aproximadamente. Em geral, as monções sopram em determinada direção em uma estação do ano e em sentido contrário em outra estação.

Em função das diferentes capacidades de refletir, absorver e emitir o calor recebido do Sol inerentes à cada tipo de superfície (tais como mares e continentes) surgem as brisas que caracterizam-se por serem ventos periódicos que sopram do mar para o continente e vice-versa. No período diurno, devido à maior capacidade da terra de refletir os raios solares, a temperatura do ar aumenta e, como conseqüência, forma-se uma corrente de ar que sopra do mar para a terra (brisa marítima). À noite, a temperatura da terra cai mais rapidamente do que a temperatura da água e, assim, ocorre a brisa terrestre que sopra da terra para o mar. Normalmente, a intensidade da brisa terrestre é menor do que a da brisa marítima devido à menor diferença de temperatura que ocorre no período noturno.

Sobreposto ao sistema de geração dos ventos descrito acima encontram-se os ventos locais, que são originados por outros mecanismos mais específicos. São ventos que sopram em determinadas regiões e são resultantes das condições locais, que os tornam bastante individualizados. A mais conhecida manifestação local dos ventos é observada nos vales e montanhas. Durante o dia, o ar quente nas encostas da montanha se eleva e o ar mais frio desce sobre o vale para substituir o ar que subiu. No período noturno, a direção em que sopram os ventos é novamente revertida e o ar frio das montanhas desce e se acumula nos vales.

Movimento das Massas de Ar

De uma forma geral, os movimentos das massas de ar na atmosfera (vento) processam-se em regime turbulento. Sendo assim, a velocidade instantânea do vento é descrita simplificadamente como um valor médio acrescido de um desvio a partir da média (flutuação), tal que: V = V + v’, tal que V é a velocidade média do vento e v’ é a flutuação. Na prática, para algumas aplicações, leva-se em consideração apenas a intensidade da velocidade média . A maioria dos instrumentos de medição, devido a sua configuração, “filtra” as flutuações e fornece somente o valor da velocidade média.

A direção do vento também é um importante parâmetro a ser analisado pois mudanças de direção freqüentes indicam situações de rajadas de vento. Além disso, a medida da direção do vento auxilia na determinação da localização das turbinas em um parque eólico. Devido à existência do problema de “sombra”, isto é, a interferência das esteiras das turbinas, é fundamental o conhecimento da direção predominante.

Do ponto de vista do aproveitamento da energia eólica, é importante distinguir os vários tipos de variações temporais da velocidade dos ventos, a saber: variações anuais, sazonais, diárias e de curta duração.

Variações Anuais – Para se obter um bom conhecimento do regime dos ventos não é suficiente basear-se na análise de dados de vento de apenas um ano; o ideal é dispor de dados referentes a vários anos. À medida que uma maior quantidade de dados anuais é coletada, as características levantadas do regime local dos ventos tornam-se mais confiáveis.

Variações Sazonais – O aquecimento não uniforme da superfície terrestre resulta em significativas variações no regime dos ventos, resultando na existência de diferentes estações do ano. Considerando que, em função da relação cúbica entre a potência disponível e a velocidade do vento (na altura do eixo da turbina), em algumas faixas de potência, uma pequena variação na velocidade implica numa grande variação na potência. Sendo assim, a utilização de médias anuais (ao invés de médias sazonais) pode levar a resultados que se afastam da realidade.

Variações Diárias – As variações diárias na velocidade do vento (brisas marítimas e terrestres, por exemplo) também são causadas pelo aquecimento não uniforme da superfície da Terra. Essas variações são importantes quando, após a escolha de uma região, procura-se o local mais adequado para a instalação do sistema eólico dentro dessa área. Ao comparar a evolução da velocidade média ao longo do dia percebe-se que há uma significativa variação de um mês para os outros. Com esse tipo de informação pode-se projetar melhor o sistema eólico. Por exemplo, nos locais em que os ventos no período do dia são mais fortes do que os ventos no período da noite e a carga de pico ocorre durante o dia, a carga base pode ser fornecida pelo sistema existente e a carga adicional pelo sistema eólico. Entretanto, se a carga de pico ocorre durante a noite, provavelmente a demanda será maior que o disponível e um sistema de estocagem pode se fazer necessário.

Variações de Curta Duração – As variações de curta duração estão associadas tanto às pequenas flutuações quanto às rajadas de vento. Num primeiro momento, essas variações não são consideradas na análise do potencial eólico de uma região, desde que não assumam grandes proporções. As flutuações e a turbulência do vento podem afetar a integridade estrutural do sistema eólico, devido à fadiga que ocorre especialmente nas pás da turbina. Por outro lado, as rajadas, caracterizadas por aumentos bruscos de curta duração da velocidade do vento, geralmente acompanhadas por mudanças de direção, merecem maior atenção.

Componentes de um Sistema Eólico

Um sistema eólico é constituído por vários componentes que devem trabalhar em harmonia de forma a propiciar um maior rendimento final. Para efeito de estudo global da conversão eólica devem ser considerados os seguintes componentes:

– Vento: Disponibilidade energética do local destinado à instalação do sistema eólico.
– Rotor: Responsável por transformar a energia cinética do vento em energia mecânica de rotação.
– Transmissão e Caixa Multiplicadora: Responsável por transmitir a energia mecânica entregue pelo eixo do rotor até a carga. Alguns geradores não utilizam este componente; neste caso, o eixo do rotor é acoplado diretamente à carga.
– Gerador Elétrico: Responsável pela conversão da energia mecânica em energia elétrica.
– Mecanismo de Controle: Responsável pela orientação do rotor, controle de velocidade, controle da carga, etc.
– Torre: Responsável por sustentar e posicionar o rotor na altura conveniente.
– Sistema de Armazenamento: Responsável por armazenar a energia para produção de energia firme a partir de uma fonte intermitente.
– Transformador: Responsável pelo acoplamento elétrico entre o aerogerador e a rede elétrica.
– Acessórios: São os componentes periféricos.

Panorama da energia eólica

A energia dos ventos é uma abundante fonte de energia renovável, limpa e disponível em todos os lugares. A utilização desta fonte energética para a geração de eletricidade, em escala comercial, teve início há pouco mais de 30 anos e através de conhecimentos da indústria aeronáutica os equipamentos para geração eólica evoluíram rapidamente em termos de idéias e conceitos preliminares para produtos de alta tecnologia. No início da década de 70, com a crise mundial do petróleo, houve um grande interesse de países europeus e dos Estados Unidos em desenvolver equipamentos para produção de eletricidade que ajudassem a diminuir a dependência do petróleo e carvão. Mais de 50.000 novos empregos foram criados e uma sólida indústria de componentes e equipamentos foi desenvolvida. Atualmente, a indústria de turbinas eólicas vem acumulando crescimentos anuais acima de 30% e movimentando cerca de 2 bilhões de dólares em vendas por ano (1999).

Existem, atualmente, mais de 30.000 turbinas eólicas de grande porte em operação no mundo, com capacidade instalada da ordem de 13.500 MW. No âmbito do Comitê Internacional de Mudanças Climáticas, está sendo projetada a instalação de 30.000 MW, por volta do ano 2030, podendo tal projeção ser estendida em função da perspectiva de venda dos “Certificados de Carbono”.

Na Dinamarca, a contribuição da energia eólica é de 12% da energia elétrica total produzida; no norte da Alemanha (região de Schleswig Holstein) a contribuição eólica já passou de 16%; e a União Européia tem como meta gerar 10% de toda eletricidade a partir do vento até 2030.

No Brasil, embora o aproveitamento dos recursos eólicos tenha sido feito tradicionalmente com a utilização de cataventos multipás para bombeamento d’água, algumas medidas precisas de vento, realizadas recentemente em diversos pontos do território nacional, indicam a existência de um imenso potencial eólico ainda não explorado.

Grande atenção tem sido dirigida para o Estado do Ceará por este ter sido um dos primeiros locais a realizar um programa de levantamento do potencial eólico através de medidas de vento com modernos anemógrafos computadorizados. Entretanto, não foi apenas na costa do Nordeste que áreas de grande potencial eólico foram identificadas. Em Minas Gerais, por exemplo, uma central eólica está em funcionamento, desde 1994, em um local (afastado mais de 1000 km da costa) com excelentes condições de vento.

A capacidade instalada no Brasil é de 20,3 MW, com turbinas eólicas de médio e grande portes conectadas à rede elétrica. Além disso, existem dezenas de turbinas eólicas de pequeno porte funcionando em locais isolados da rede convencional para aplicações diversas – bombeamento, carregamento de baterias, telecomunicações e eletrificação rural.

Custo da energia eólica

Considerando o grande potencial eólico existente no Brasil, confirmado através de medidas de vento precisas realizadas recentemente, é possível produzir eletricidade a custos competitivos com centrais termoelétricas, nucleares e hidroelétricas. Análises dos recursos eólicos medidos em vários locais do Brasil, mostram a possibilidade de geração elétrica com custos da ordem de US$ 70 – US$ 80 por MWh.

De acordo com estudos da ELETROBRAS, o custo da energia elétrica gerada através de novas usinas hidroelétricas construídas na região amazônica será bem mais alto que os custos das usinas implantadas até hoje. Quase 70% dos projetos possíveis deverão ter custos de geração maiores do que a energia gerada por turbinas eólicas. Outra vantagem das centrais eólicas em relação às usinas hidroelétricas é que quase toda a área ocupada pela central eólica pode ser utilizada (para agricultura, pecuária, etc.) ou preservada como habitat natural.

A energia eólica poderá também resolver o grande dilema do uso da água do Rio São Francisco no Nordeste (água para gerar eletricidade versus água para irrigação). Grandes projetos de irrigação às margens do rio e/ou envolvendo a transposição das águas do rio para outras áreas podem causar um grande impacto no volume de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas e, consequentemente, prejudicar o fornecimento de energia para a região. Entretanto, observando o gráfico abaixo, percebe-se que as maiores velocidades de vento no nordeste do Brasil ocorrem justamente quando o fluxo de água do Rio São Francisco é mínimo. Logo, as centrais eólicas instaladas no nordeste poderão produzir grandes quantidades de energia elétrica evitando que se tenha que utilizar a água do rio São Francisco.

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Potencial eólico do Brasil

A avaliação precisa do potencial de vento em uma região é o primeiro e fundamental passo para o aproveitamento do recurso eólico como fonte de energia.

Para a avaliação do potencial eólico de uma região faz-se necessária a coleta de dados de vento com precisão e qualidade. Em geral, os dados de vento coletados para outros usos (aeroportos, estações meteorológicas, agricultura) são pouco representativos da energia contida no vento e não podem ser utilizados para a determinação da energia gerada por uma turbina eólica – que é o objetivo principal do mapeamento eólico de uma região.

No Brasil, assim como em várias partes do mundo, quase não existem dados de vento com qualidade para uma avaliação do potencial eólico. Os primeiros anemógrafos computadorizados e sensores especiais para energia eólica foram instalados no Ceará e em Fernando de Noronha/Pernambuco apenas no início dos anos 90. Os bons resultados obtidos com aquelas medições favoreceram a determinação precisa do potencial eólico daqueles locais e a instalação de turbinas eólicas.

Vários estados brasileiros seguiram os passos de Ceará e Pernambuco e iniciaram programas de levantamento de dados de vento. Hoje existem mais de cem anemógrafos computadorizados espalhados por vários estados brasileiros.

A análise dos dados de vento de vários locais no Nordeste confirmaram as características dos ventos comerciais (trade-winds) existentes na região: velocidades médias de vento altas, pouca variação nas direções do vento e pouca turbulência durante todo o ano. Além disso foram observados fatores de forma de Weibull (da distribuição estatística de Weibull), k, maiores que 3 – valores considerados muito altos quando comparados com os ventos registrados na Europa e Estados Unidos.

Dada a importância da caracterização dos recursos eólicos da região Nordeste, o Centro Brasileiro de Energia Eólica – CBEE, com o apoio da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e do Ministério de Ciência e Tecnologia – MCT lançou, em 1998, a primeira versão do Atlas Eólico do Nordeste do Brasil (WANEB – Wind Atlas for the Northeast of Brazil) com o objetivo principal de desenvolver modelos atmosféricos, analisar dados de ventos e elaborar mapas eólicos confiáveis para a região. Um mapa de ventos preliminar do Brasil gerado a partir de simulações computacionais com modelos atmosféricos é mostrado na figura abaixo:

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Em 1999, a companhia paranaense de energia, COPEL, publicou o mapa do potencial eólico do estado do Paraná. Foram utilizados dados de vento de cerca de vinte estações anemométricas para simulações em modelo atmosférico de micro escala com apresentação gráfica em ferramenta GIS.

Também em 1999, o CBEE passou a utilizar o modelo atmosférico de mesoescala MM5 para elaborar a segunda versão do Atlas Eólico do Nordeste (WANEB 2) e realizar o Atlas Eólico Nacional. Este novo projeto envolve a coleta e processamento de dados de vento de boa qualidade medidos em estações terrenas e na atmosfera (sondas, satélites), a simulação da climatologia com o modelo MM5 em resoluções de 30 km e a elaboração do atlas eólico a partir da combinação dos mapas de vento (obtidos da simulação) com informações de topografia, uso do solo, influências locais e outras restrições (ferramenta GIS). Um modelo atmosférico de microescala será usado em áreas de interesse para aumentar a resolução do Atlas para espaçamentos de 1km2.

Baseado no WANEB 2, o CBEE estima que o potencial eólico existente no Nordeste é de 6.000MW.

Um breve panorama das energias solar fotovoltaica e eólica no Brasil e no mundo

O crescente interesse no aproveitamento das energias solar fotovoltaica e eólica, evidenciado pelas inúmeras consultas que recebemos ao longo de 2008, vindas de diversas localidades do Brasil e do exterior, motivou-nos a escrever este artigo, que tem como objetivo principal fornecer um panorama da utilização destas formas de energia no Brasil e no mundo.

Energia Eólica

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O final do ano de 2008 continuou apresentando a energia eólica como um dos mais importantes mercados de geração renovável em todo o mundo. Com uma taxa de crescimento da ordem de 29%, projetos eólicos totalizaram 121,1GW; 27,3GW somente no ano de 2008. Comparando com resultados apresentados em 2005, a potência instalada mais que dobrou em todo o mundo. Segundo a World Wind Energy Association – Associação Mundial de Energia Eólica, os investimentos em energia eólica em todo o mundo alcançaram 40 bilhões de euros. Os mercados americano e chinês mostraram-se como os grandes destaques para energia eólica em 2008. Pela primeira vez, o mercado americano supera o mercado alemão em potência instalada e a China ultrapassa a posição da Índia tornando-se a líder asiática em energia eólica.
O Brasil ao finalizar o ano com 338,5MW de potência eólica instalada, ocupa a 24a colocação entre os países que utilizam a fonte eólica na matriz de geração de energia elétrica.

Energia Solar Fotovoltaica

Energia Solar

Segundo dados recentemente divulgados pela SolarBuzz LLC, uma empresa de consultoria em energia solar, em 2008 houve uma expansão das instalações fotovoltaicas no mundo da ordem de 5,65GW, o que equivale a um crescimento de 75% em relação ao que foi verificado em 2007. Destaca-se o forte crescimento da Espanha em 2008, onde foram instalados 2,46GW. A potência instalada na Alemanha neste mesmo ano, da ordem de 1,86GW, também foi bastante significativa, representando crescimento superior ao verificado nos anos anteriores. Outros países como Estados Unidos (0,36GW), Coréia do Sul (0,28GW), Itália (0,24GW) e Japão (0,23GW) também contribuíram para este número.
Com a confirmação destas novas instalações fotovoltaicas, a potência instalada no mundo chegará a 13,8GW no final de 2008.
Conforme informações também divulgadas pela SolarBuzz, em 2008, a indústria fotovoltaica gerou 37,1 bilhões de dólares em receitas globais.
No Brasil, a potência fotovoltaica instalada ainda é pequena, mas tenderá a crescer na medida em que novas instalações forem sendo realizadas no âmbito do Programa Luz para Todos, conduzido pelo MME.
O Grupo de Trabalho de Geração Distribuída com Sistemas Fotovoltaicos – GT-GDSF, criado pelo MME em 2008, também sinaliza para uma mudança no quadro atual. O grupo estuda os requisitos e incentivos aplicáveis à sistemas fotovoltaicos conectados à rede de forma que, no futuro, possamos ter painéis de potência na faixa de 2 a 5kWp instalados nos telhados das residências, como ocorre nos Estados Unidos, Japão e Alemanha.

Bibliografia:
Centro Brasileiro de Energia Eólica
cresesb.cepel – http://www.cresesb.cepel.br

FEUDALISMO

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Feudalismo

SERVIDÃO, IMPOSTOS, TAXAS, SUSERANIA E VASSALAGEM

Estudar o feudalismo é conhecer a fundo o modo como viviam as pessoas no período medieval. O feudalismo pode ser definido como um modo de produção, ou seja, a forma pela qual as pessoas faziam produtos necessários à sua sobrevivência. Também é entendido como um sistema de organização social, estabelecendo como as pessoas se relacionavam entre si e o lugar que cada uma delas deveria ocupar na comunidade.

O feudalismo consolidou-se a partir do século 8 e teve seu período de maior desenvolvimento até o século 10. Depois disso, esse modelo de sociedade ainda sobreviveu em alguns reinos europeus até o século 15, no final da Idade Média. Mas, para entendermos como ele surgiu, é necessário voltarmos ao próprio início da época medieval.

HISTORIA:

No feudalismo o senhor era proprietário das terras, ficava com a maior parte dela e a outra parte com os arrendatários. Os servos faziam o trabalho na terra, plantações, colheita, aravam, nas terras dele e do senhor, a igreja também participava do sistema feudal e era a maior proprietária de terras,

Na idade média, tudo que era necessário para a sobrevivência era fabricado para por elas mesmas, e trocado por outros artigos de necessidade. Então surgem as cruzadas que deram novo rumo ao comércio, os europeus que viajavam por terra e mar, precisavam cada vez mais de vários produtos e os mercadores os acompanhavam para suprir as necessidades que surgissem, e com esse crescimento o uso do dinheiro ia substituindo o à troca. A troca era mais difícil, e já com o dinheiro ficou mais fácil, ele é aceito para adquirir qualquer coisa.

O dinheiro começa a ser utilizando em grande parte dos negócios e investimentos dos comerciantes, então surgem os empréstimos e o mesmo é cobrado com juros isso era considerado pecado da usura, segundo a igreja que condenava os que o faziam.

Mas mesmo a igreja que condenava pecado usava este método, e aos poucos foi se moldando a doutrina e acrescentando algumas clausulas e acabou deixando de ser pecado por algumas observações nas leis.

Com o crescimento da sociedade, do comércio, as pessoas precisam de alimentos para sustento de todos, é aí que os camponeses começam a ser pagos pelos seus serviços, e com as mudanças eles começam a ter liberdade de vender e movimentar suas terras, com isso foi determinado o fim do mundo feudal.

Antes as necessidades eram supridas com o fruto do trabalho dos próprios camponeses, se precisavam de móveis fabricavam, não existiam lojas para comprar estes artigos de necessidade, mas com a evolução com o uso do dinheiro os artesãos tiveram a oportunidade de abrir lojas sem muito investimento. E vender móveis fabricados por eles, para começar um negócio que começava a crescer.

O preço das mercadorias no início das vendas era o preço justo, o comerciante não vendia os produtos com a intenção de enriquecer e sim se manter, só que ao decorrer do tempo ocorreram varias alterações e como na doutrina da usura, o preço passou a ser o preço de mercado, pela lei da oferta e procura e o desenvolvimento de novas fases alterava cada vez mais a noção do que seria “preço justo”.

A luta que existiu para libertação dos senhores feudais, verificou-se com o passar do tempo que só mudou o senhor, porque as classes superiores continuavam a dominar (os burgueses). E se iniciava a guerra das classes que depois de um grande período de desordem as corporações sumiram.

No fim da idade média, houve uma transformação, divisões de nações e com isso surgiram às leis nacionais, línguas nacionais e quem começava a governar era o rei monarca da nação. O rei teve que enfrentar uma luta de muito tempo com os senhores ainda ricos e os burgueses, mas conseguiu conquistar o comando da nação. Com o nascimento da classe media a luta começou a ser mais acirrada e aconteceu a revolução protestante, esta foi a 1ª batalha decisiva da nova classe média.

Nesta época os reis da idade média costumavam desvalorizar a moeda para ganhar mais dinheiro, a desvalorização acarretava em preços mais altos dos produtos. O comércio cresceu muito e os banqueiros também foram beneficiados.

Cresceu muito o número de mendigos, a causa de tantos mendigos em épocas de grande prosperidade se deu por causa da 1ª guerra mundial, as ruínas ocasionadas foram enormes.

Os preços subiram muito, e começou a se perceber a diferença da quantia utilizada para comprar determinado produto antes e compra-lo na época de agora, a diferença era grande e os beneficiados foram os mercados que podiam vender seus produtos por preços elevados.

O mercado se expandiu, antes só feito na cidade, agora era feito nacionalmente, os produtos antes feitos por uma pessoa, agora passam pelas mãos de várias pessoas, cada uma fazendo sua parte, então o que começava a surgir eram os especialistas. Detalhamento da expansão no início da idade média a produção da família era para seu consumo, depois surgiram às corporações que tinham mestres que eram independentes, eles eram donos das matérias primas e ferramentas, não vendiam o trabalho e sim o produto do trabalho.

Nos séculos XVI ao XVIII a produção realizada em casa pelo mestre e ajudantes, já tinha diferenças importantes, eles dependiam da matéria prima de um empreendedor, que havia surgido entre eles, e começaram a ser assalariados e até hoje as pessoas vão para locais de propriedades do empregador e já não são mais donos e nem da matéria prima, nem das ferramentas, só trabalhavam sobre rigorosa supervisão e a habilidade vai ficando para traz por maior uso de máquinas, e o trabalho foi se moldando as transformações. O ouro e prata significavam a grandeza do país, as posses eram denominadas pela quantidade de barras de ouro e prata que o país detinha.

O crescimento pela procura de como ser uma nação rica provocava atritos, guerras, os mercantilistas queriam a glória e o ouro. Em meados de 1700 aparece Adam Smith que ao contrário dos outros autores que indicavam que políticas seguir, ele estudava a distribuição de riquezas.

Havia um demasiado controle das indústrias, normas rígidas para produção e um comerciante francês chamado Gourmy, apareceu para fazer uma luta para acabar com essas exigências que só favoreciam os mais ricos, defendia o comércio livre. Adam Smith defendia a divisão do trabalho, cada trabalhador seria especialista na sua função.

Com o comércio livre a ampliação seria bem maior, e com a divisão do trabalho a produtividade é maior então, isto justificava as explicações de Adam Smith. Os burgueses que não tinham seu espaço se uniram aos camponeses e artesãos e deram início a revolução francesa, que acabou beneficiando realmente a burguesia que tinha dinheiro e até então não tinha seu espaço.

A vitória da classe média depois das lutas pôs fim ao feudalismo, usando um sistema livre de troca com o objetivo de lucro, que foi introduzido pela burguesia, que se chamou (Capitalismo).

O dinheiro quando é aplicado em um empreendimento em que se espera lucro é chamado de capital. O capital começou a surgir quando foi usado como pagamento de produtos adquiridos antigamente por troca, com o pagamento do trabalho de operários que vendiam sua força de trabalho, fabricando produtos que eram vendidos mais caros do que o que lhes era pago como salário.

O surgimento da máquina a vapor trouxe uma grande modificação na produção, o sistema fabril com sua organização e a divisão de tarefas aumentou muita sua produção. Assim como na indústria, a agricultura teve melhoramento, com ferramentas, remédios e plantações agora feitas com mais conhecimentos e cuidados. Os transportes também tiveram grandes evoluções, com o crescimento da produção na indústria, na agricultura, os transportes teriam que melhorar para levar aos mercados exteriores suas mercadorias, as estradas sofreram melhoras, o navio a vapor foi se abrindo para o novo mundo.

Com isso o trabalho dos operários nas fábricas passou a ser árduo, chegava a ser de 16 horas por dia, eram operários, mulheres, crianças, pagavam-se salários miseráveis e não tinham condições de moradia e sobrevivência. Iniciou-se uma fase em que surgiram as greves, as organizações de sindicato e uma luta de direito aos operários. Os economistas na época da revolução industrial desenvolveram várias leis impuseram dentre elas as leis naturais.

Começou a ser usado uma economia baseada nos ensinamentos de Adam Smith, e na metade do século XIX ela começou a perder sua força, pois surgiu Karl Marx com novas idéias e novos caminhos. Começa a surgir o socialismo, o sonho dos utópicos com uma sociedade sem pobreza, falta de emprego, fome, injustiça.

Queriam a igualdade para todos e Marx não era utópico, ele veio para lutar pelo justo pagamento do operário que vende sua força de trabalho para os donos das fábricas. Max lutou com os trabalhadores por salários mais altos, menores dias de trabalho, ele queria o fim da propriedade privada. Por volta do ano de 1800, outras mudanças aconteceram, o valor do trabalho que foi exposto pelos economistas da revolução industrial, o surgimento dos monopólios, trustes e cartéis, muitas divisões nos países, cada vez maior, procurando melhorar a forma de ganhar dinheiro.

A crise do capitalismo era tentar solucionar o grande problema, se investia dinheiro demais em máquinas, produziam mais e pagando salários baixos, mas se pagavam salários baixos não criavam condições para vender sua produção. Os operários trabalhavam para o sustento da família, mas não tinham condições de adquirir os produtos que eram fabricados por eles mesmos.

Nascia na Rússia os ideais de Karl Marx na prática, o fim da empresa privada, elas agora eram comandadas pelo Governo, as pessoas trabalham para o bem comum, (Socialismo), e não como no (Capitalismo), que se trabalhava com os objetivos de lucro.

Foi elaborada uma economia planificada, tudo era planejado do início ao fim. Já nos outros países o mundo se depara com muita pobreza, com tanta produção a ser vendida e sem compradores para as mesmas, o capitalismo só visa os lucros e se vê tendo de cessar a produção para provocar a escassez, e assim poder elevar os preços. A ambição dos homens é tão grande que preferem sofrer com as guerras na economia, do que perderem o poder de ter mais lucros.

O FIM DO IMPÉRIO ROMANO
O marco do início da Idade Média foi a desagregação do Império romano do Ocidente, sediado em Roma, no século 5. Esse Império estava passando por sucessivas crises econômicas, devido à falta de escravos, e seu prestígio político declinava, devido a seu enfraquecimento militar e às invasões de povos bárbaros aos seus domínios.

ISOLAMENTO E PROTEÇÃO DOS FEUDOS
Assim, povos como os germanos (do Norte da Europa), os hunos (da Ásia), os vândalos (da África), além de húngaros e vikings (da Europa oriental) estavam atacando diversos pontos dos domínios romanos. Em 476, Odoacro, rei de um desses povos invasores, derrubou o imperador de Roma. A partir de então, os diversos povos, antes conquistados por Roma, passaram a se organizar em reinos, condados e povoados isolados, para se protegerem dos ataques dos estrangeiros. Esse isolamento também se estendia à área econômica, levando-os a manter basicamente uma produção para consumo próprio.

A população mais pobre, que vivia de trabalhos no campo, passou a submeter-se aos interesses dos poderosos de uma região, em troca de proteção contra esses ataques externos. Poder, no caso, significava a posse de armas e o comando de soldados. O estabelecimento dessa proteção dos mais poderosos aos pobres, em troca da lealdade, foi adotada pelos povos germanos, que foram dominando grande parte do extinto Império romano do ocidente.

CLASSES ECONÔMICAS FEUDALISMO

Com o passar dos séculos, os camponeses foram se tornando cada vez mais dependentes desses senhores. Assim, os trabalhadores do campo, além de entregarem os produtos que cultivavam aos seus protetores, passaram a dar-lhes suas terras e oferecerem seus serviços para outras atividades. Com isso, grande parte dos camponeses tornaram-se servos.

SERVIDÃO: UMA ESCRAVIDÃO MAIS BRANDA
A servidão era uma espécie de escravidão mais branda, pois, ainda que os servos não fossem vendidos, estavam obrigados por toda a vida a entregarem produtos e prestarem serviços a seus senhores. Além disso, não eram proprietários das terras em que trabalhavam, pois estas lhes eram “emprestadas” pelos senhores. A servidão era transmitida dos pais para os filhos, assim como os títulos de nobreza também eram hereditários.

Por sua vez, os nobres poderosos eram os chamados senhores feudais. Tinham esse nome em função do tipo de propriedade que possuíam, os feudos. Estes eram extensas propriedades de terras, mantidas isoladas para garantir a proteção das pessoas que ali viviam dos ataques de inimigos externos. Essas unidades eram supridas com uma produção de alimentos quase auto-suficiente, ou seja, produzida pelos próprios moradores, na medida de suas necessidades de consumo.

No plano dessas relações servis, havia diversos tipos de impostos que os servos tinham que pagar aos seus senhores, incluindo também os serviços que prestavam a eles. Desse modo, no manso senhorial – que eram as terras do feudo de uso do senhor e representavam um terço da área total – os servos tinham que trabalhar vários dias por semana, numa prática chamada de corvéia.

IMPOSTOS E TAXAS DO FEUDO
No manso servil – que eram as terras pertencentes ao feudo, de uso dos camponeses, mas não de sua propriedade – parte do que era produzido ia para o senhor feudal. Essa taxa ficou conhecida como talha. Como os senhores feudais não deixavam escapar nenhuma oportunidade de cobrança de taxas ou impostos, os servos também pagavam a banalidade, um imposto pelo uso dos fornos e moinhos que o senhor controlava.

Havia também um pagamento relativo ao número de servos que moravam nos feudos, e era cobrado individualmente, “por cabeça” (ou em latim per capita): era a capitação. Por fim, o imposto da mão morta é uma demonstração cabal de até onde podia chegar a exploração dos senhores feudais sobre os servos, pois, além de herdar a servidão dos pais, quando estes morriam, os filhos ainda deveriam pagar mais essa taxa, para continuarem servindo ao mesmo senhor.

Mas não eram somente servos e senhores feudais que viviam em função dos feudos. Havia também homens livres e vilões (moradores de vilas, ou pequenas povoações). Estes eram pessoas pobres, que, para terem direito de plantar e colher em suas terras, trabalhavam também no manso senhorial, pagando ao senhor a corvéia.

SUSERANIA E VASSALAGEM
Os vilões e homens livres contribuíam com um outro imposto, o censo, baseado no número de indivíduos que compunham essa população livre. A novidade do censo é que ele era o único pago em dinheiro, já que todos os outros tributos consistiam em serviços ou produtos agrários. Isso evidencia o quanto era pequena a circulação de moedas na Europa, durante esse período.

Por fim, além do aspecto econômico dessas relações sociais, havia também práticas políticas e simbólicas dentro da sociedade medieval. Assim, os acordos entre os mais e os menos poderosos chamavam-se suserania e vassalagem. Dessa forma, os pobres tornavam-se vassalos dos senhores, que, por sua vez, eram chamados de suseranos. Essas relações de proteção e lealdade também ocorriam dentro da nobreza, quando um nobre mais pobre se tornava vassalo de um senhor mais rico e de maior prestígio.

Havia vários ritos entre os nobres para celebrar esse pacto de fidelidade. No momento da assinatura do termo de doação de terras ou concessão de favores do suserano (senhor mais rico) ao vassalo (senhor mais pobre) um beijo entre os dois poderia selar o acordo, além de o vassalo ajoelhar-se perante o suserano. Podia-se receber também a investidura, que era um ramo de folhas ou outro objeto entregue pelo suserano ao vassalo. As investiduras funcionavam como símbolo das terras que a eles estavam sendo concedidas.

TEORIA ECONÔMICA

1 – Sistema sócio econômico que precedeu o capitalismo na Europa Ocidental.

A maioria das terras agrícolas estava dividida em áreas conhecidas como “feudos”, que era cultivado pelo servo ou camponês, que eram protegidos por senhores mais poderosos que eram os donos das terras. Possuía duas classes distintas: os senhores e os servos. Os servos não eram escravos, mas estavam longe de ser livres, enquanto o senhor vivia do trabalho dos servos que cultivavam seus campos e pagavam impostos em espécie e em moeda. Em troca de apropriação muito pesadas do trabalho de produção e do dinheiro do servo, a nobreza dava proteção militar e a igreja ajuda espiritual.
Os senhores religiosos e a nobreza feudal formavam as classes dominantes. A sociedade medieval era predominantemente agrária. A hierarquia era baseada nos laços do indivíduo com a terra e o sistema social por inteiro repousava em base agrícola.
Os aumentos da produtividade agrícola propiciou as mudanças ocorridas ao longo de vários séculos, e que resultaram a dissolução do feudalismo medieval e no início do capitalismo. O crescimento do comércio foi a mais importante força isolada para a desintegração do capitalismo, pois começou a surgir cidades comerciais, onde florescia um mercado permanente. A medida que o comércio se expandia, a necessidade de mais manufatura e mais confiança na oferta induzia a um crescente controle do processo produtivo pelo capitalismo comerciante, onde foi criado uma força de trabalho que não possuía capital e só tinha a força de trabalho para vender e os donos dos prédios e das ferramentas e também da matéria prima que contratava a força do trabalho pagando-lhes salário. Essas duas características marcavam o surgimento do sistema capitalista.

2 – Disserte sobre a teoria de valor de Adam Smith

A teoria do valor-trabalho é o reconhecimento de que em todas as sociedades, o processo de produção pode ser reduzido a uma série de esforços humanos.
Geralmente os seres humanos não conseguem sobreviver sem se esforças para transformar o ambiente natural de uma forma que lhes seja mais conveniente. O ponto de partida da teoria de Smith foi enfatizado da seguinte maneira: O trabalho era o primeiro preço, o dinheiro da compra inicial que era pago por todas as coisas. Assim, Smith afirmou que o pré-requisito para qualquer mercadoria ter valor era que ela fosse produto do trabalho humano.
Smith conclui que o valor do produto era a soma de três componentes: o salário, os lucros e os aluguéis.
Como os lucros e os aluguéis tem que ser somado aos salários para a determinação dos preços, onde a teoria dos preços de Smith foi chamada de teoria da soma. Uma mera soma dos três componentes básicos para o preço.
Smith estabeleceu distinção entre preço de mercado e preço natural. O preço de mercado era o verdadeiro preço da mercadoria e era determinado pelas forças da oferta e da procura. O preço natural era o preço ao qual a receita da venda fosse apenas suficiente para dar lucro, era o preço de equilíbrio determinado pelos custos de produção, mas estabelecido no mercado pelas forças da oferta e da procura.
Havia uma relação entre esses dois preços que era: o preço natural era o preço de equilíbrio determinado pelos custos de produção, mas estabelecido no mercado pelas forças da oferta e da procura.
Havia dois grandes pontos fracos na teoria dos preços de Smith:
Primeiramente os três componentes dos preços salários, lucros e aluguéis eram eles próprios preços ou derivavam de preços, uma teoria que explica os preços com base em outros preços não pode explicar os preços em geral.
Smith afirmava que o valor de uso e no valor de troca não estavam sistematicamente relacionados.
O segundo grande ponto fraco da teoria dos preços baseados no custo de produção de Smith era que a teoria levava a conclusões sobre o nível geral de todos os preços, ou em outras palavras, sobre o poder aquisitivo da moeda, e não aos valores relativos de diferentes mercadorias. A melhor medida do valor em sua opinião era quantidade de trabalho que qualquer mercadoria poderia oferecer numa troca.

3 – Disserte sobre o tableau économique.

O tableau économique é, basicamente, um modelo de uma economia, e mostra os processos de produção, circulação da moeda e das mercadorias e a distribuição da renda. O modelo pressupõe que a produção ocorra em ciclos anuais e que tudo o que é produzido em um ano é consumido naquele ano ou se transforma nos insumos necessários para a produção do ano seguinte. O centro da atenção é a agricultura.
O tableau prosseguia com uma longa lista de transações que mostravam como os produtores dos setores agrícolas e industrial eram distribuídos ou alocados e como era necessário haver a perfeita circulação da moeda para esta alocação. No fim de todo o processo, se as transações fossem agregadas, veríamos que a economia voltaria ao seu estado inicial. O setor industrial reproduzia o valor que tivesse usado em insumos, o setor agrícola reproduzia o valor de seus insumos e um valor excedente, que era apropriado pela classe dos proprietários de terras e consumido sob a forma de produtos agrícolas e produtos industriais.
Este modelo mostra que os dois setores de produção são interdependentes e que o produto de cada um deles é um insumo necessário para o outro e também ilustra o fato de que a alocação de insumos e produtos requer a circulação contínua da moeda.

Bibliografia

HUBERMAN, Léo. A história da riqueza do homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1981

VERB TO BE – VERBO SER/ESTAR

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O verbo to be equivale aos verbos ser e estar, em português. É importante destacar que, na língua inglesa, não há uma distinção entre ser e estar. Para citar um exemplo histórico; uma vez um deputado brasileiro disse: “Eu não sou deputado, eu estou deputado”; em português sabemos que ele quis dizer que não será deputado sempre, pois depende de ser eleito novamente, mas para um falante de inglês é muito difícil de entender isso.

A conjugação do verbo to be no presente do indicativo é:

Perceba que a terceira pessoa do singular (ele/ela) apresenta um pronome a mais: it, do que seu equivalente em português. It refere-se ao gênero neutro que normalmente é usado para representar seres inanimados, animais ou objetos. Em português, os gêneros feminino e masculino incluem indistintamente pessoas, animais e objetos.

Note ainda, que a segunda pessoa do singular (you are) recebe o mesmo tratamento que a segunda pessoa do plural (you are). Desta forma o contexto da frase indicará o plural ou o singular.

Exemplos:

I am a nurse (Eu sou uma enfermeira).

Mary is a nurse (Maria é uma enfermeira) = She is a nurse.

My dog is cute (Meu cachorro é fofinho) = It is cute.

Mary and her sister are teachers (Maria e a irmã dela são professoras) = They are teachers.

We are engineers in Brazil (Nós somos engenheiros no Brasil).

Ao usarmos o verbo to be na forma interrogativa, geralmente empregamos a ordem: “verbo + sujeito + complemento”.

Exemplos:

Are you hungry? (Você está com fome?).

Are they American? (Eles são americanos?).

Is he a singer? (Ele é um cantor?).

Is he the doctor? (É ele o médico?).

Am I late? (Eu estou atrasado?).

Is your dog tired? (O seu cachorro está cansado?).

Nas frases que estão na forma negativa aplica-se a ordem: “sujeito + verbo to be+ not + complemento”. Nas perguntas negativas com o verbo to be, utiliza-se: “verbo na forma contraída + sujeito + complemento” de acordo com a tabela abaixo:

Exemplos:

They are not right.(Eles não estão certos).

Paul is not tall. (Paulo não é alto).

I am not sad. (Eu não estou triste).

Lisa is not Japanese. (Lisa não é japonesa).

Aren’t you hungry? (Você não está com fome?).

Isn’t the teacher angry? (A professora não está nervosa?).

Isn’t your father a doctor? (Seu pai não é um médico?).

REVOLUÇÃO FRANCESA

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REVOLUÇÃO FRANCESA

DO ESTADO ABSOLUTISTA À QUEDA DA BASTILHA

Antes de mais nada, é preciso deixar claro que o significado da Revolução Francesa para a história universal já está sendo revisto e repensado pelos historiadores em âmbito internacional. Até o momento, o predomínio cultural que a França exerceu sobre diversos países da Europa continental e de outras partes do mundo, entre os quais o Brasil, deu destaque ao papel da Revolução Francesa na construção de uma ordem social mais justa e democrática. Ao mesmo tempo, valorizou o papel dos filósofos iluministas franceses como teóricos da democracia e mentores intelectuais do movimento revolucionário.

Atualmente, os historiadores já começam a destacar a importância das revoluções políticas ocorridas no século 17 na Inglaterra e da Revolução Americana na construção dessa nova ordem democrática, ao mesmo tempo que apontam o caráter autoritário e dogmático do pensamento dos filósofos franceses, bem como a excessiva violência que marcou o processo revolucionário na França.

Do mesmo modo, já se está demonstrando que os avanços efetivamente democráticos e duradouros que se estabeleceram na França ocorreram após a Era napoleônica, que marca simultaneamente o apogeu da Revolução e o seu fim.

Feitas essas ressalvas, podem-se narrar os fatos desse episódio histórico cuja importância é inegável, mas que ainda carece de uma interpretação mais justa. O grande historiador holandês Johan Huizinga já dizia que “a história é a interpretação do significado que o passado tem para nós”.

O ANTIGO REGIME
De meados para fins do século 18, a França era um país basicamente agrário, com 20 milhões de camponeses. Cinco milhões de franceses habitavam as cidades, das quais a principal é Paris, com 500 mil habitantes. A população nacional crescera e continuava crescendo, em virtude das novas técnicas de cultivo e da melhoria da alimentação. A industrialização começava, gerando redução de preços e aumento do consumo.

No entanto, no país ainda vigora uma sociedade estamental originada na Idade Média. Socialmente, a França se divide em três estados: 1) Primeiro estado – os bispos e o alto clero; 2) Segundo estado – a nobreza que tem o monopólio dos altos cargos militares (nobreza da espada) e as altas funções jurídicas (nobreza da toga); 3) Terceiro estado: muito variado, abrange desde a alta burguesia (banqueiros, empresários, grandes comerciantes) até os camponeses (muitos dos quais em condição servil) e os pobres da cidade.

Podemos considerar o primeiro e o segundo estados como a aristocracia, grupo que usufrui de diversos privilégios, como a arrecadação de impostos dos que vivem e trabalham em suas propriedades, a isenção de impostos em relação ao Estado, as pensões que este pode lhes pagar, o monopólio dos cargos eclesiásticos ou estatais, etc. Ao terceiro estado – dos mais ricos aos mais pobres – cabe arcar com os custos desses privilégios, seja com dinheiro, produtos agrícolas ou trabalho.

O ESTADO: ABSOLUTISTA E FALIDO

No âmbito político, a França era um reino onde vigorava o absolutismo: o rei monopoliza a administração, concede os privilégios, esbanja dinheiro num luxo espetacular e controla os tribunais, enviando seus opositores ou desafetos para a Bastilha – a odiada prisão que se tornou um símbolo do regime. Mas o rei e o Estado francês não conseguiam gerir a economia.

A arrecadação de impostos, por exemplo, está na mão dos particulares (nobres) que exploram o terceiro estado, mas não repassam o que devem ao rei. Para enfraquecer a Inglaterra, no plano internacional, a França apoiou a Guerra de Independência Americana – o que lhe custou 2 bilhões de libras. A dívida externa da França era de 5 bilhões de libras, o dobro do dinheiro que estava em circulação no país.

Em 1786, um acordo comercial permite que a indústria inglesa sufoque a iniciante indústria francesa. Dois anos depois, uma grande seca diminui drasticamente a produção de alimentos: enquanto os camponeses passam fome, a miséria da plebe nas cidades se torna absoluta. O descontentamento é geral e a situação está se tornando explosiva.

OS ESTADOS GERAIS

Para resolver o problema, o rei Luís 16 convocou a Assembleia dos Notáveis (nobreza e clero) propondo que esses abdiquem de seus privilégios tributários passando a pagar impostos. Diante da recusa dos Notáveis, o rei convoca, em abril de 1789, a Assembleia dos Estados Gerais, que, como o nome deixa ver, inclui representantes do terceiro estado. Durante a eleição dos deputados, eclodem revoltas por todo o país, devido à miséria e à fome.

A reunião dos Estados Gerais tem início no mês de maio. Os estados, porém, votam em conjunto, de modo que a nobreza e o clero conseguem sempre impor seus interesses por 2 a 1. O terceiro estado, que conta com a maioria dos deputados (578) se rebela (junho) e, com a adesão de 90 deputados da nobreza esclarecida e 200 do baixo clero, formam a Assembleia Nacional, que logo se torna Constituinte. O rei acata essa disposição, procurando ganhar tempo e reunir tropas para se impor.

A 13 de julho, entretanto, em Paris uma organização militar popular que no dia seguinte – o célebre 14 de julho de 1789 – toma a Bastilha. A explosão revolucionária se espalha pela França inteira. Camponeses saqueiam os bens da nobreza e invadem cartórios, queimando escrituras e documentos de propriedade de terras. A 4 de agosto, a Assembleia Constituinte, para conter o movimento, abole de imediato os velhos direitos feudais dos aristocratas sobre os camponeses.

DIREITA E ESQUERDA: CONTENÇÃO E RADICALIZAÇÃO

Em 26 de agosto, a Assembleia aprova a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”, um documento marcado pelas ideias liberais e iluministas, que defende o direito à liberdade, a igualdade de todos perante a lei, a inviolabilidade da propriedade e o direito do povo resistir à opressão. Foi nessa sessão que os aristocratas se encontravam sentados à direita do presidente da Assembleia, enquanto os democratas do terceiro estado se encontravam à esquerda – o que gerou a denominação política que sobrevive até a atualidade.

O processo político é mais lento nos momentos seguintes e inclui uma infinidade de fatos e posições que não vêm ao caso. Sua conclusão dá-se em 1791 com a aprovação da Constituição. De acordo com ela, o poder executivo caberia ao rei e o legislativo, à Assembleia. O feudalismo foi abolido e suprimiram-se os privilégios e as antigas ordens sociais, com a proclamação da igualdade civil. O trono continuava hereditário. O mandato dos deputados duraria dois anos e só seria eleitor quem tivesse um mínimo de riqueza. Finalmente, manteve-se a escravidão nas colônias francesas.

O REI TENTA FUGIR

Com seus poderes limitados, Luís 16 tentou fugir para o exterior – para onde já haviam ido muitos nobres. Com o apoio destes e das potências estrangeiras, pretendia iniciar uma contrarrevolução. Na fuga, porém, foi reconhecido e preso, permanecendo à espera de julgamento. A prisão do rei e o sucesso da revolução estimulou simpatizantes das ideias antiabsolutistas e democráticas em muitos países europeus. Entretanto, gerou apreensão nos governos aristocráticos desses países que começaram a planejar a invasão da França.

A pressão externa resultou, internamente, numa radicalização revolucionária. A unidade inicial do terceiro estado contra os aristocratas desapareceu, cedendo lugar a uma complexa composição político-partidária, na qual se destacariam dois partidos: 1) os girondinos, formados pela alta burguesia que defende as conquistas da revolução, mas não quer mais avanços nas concessões aos trabalhadores e às classes pobres, os chamados sans-culottes; e 2) os jacobinos, pequena e média burguesia que, sob a liderança de Robespierre, quer mais avanços, contando com o apoio das massas populares.

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Luís 16 apoiava os girondinos, em quem confia para esfriar os ânimos dos revolucionários. O rei conseguiu vetar a convocação do exército para enfrentar os inimigos da revolução, que estão cada vez mais ativos no exterior. Desse modo, exércitos formados por nobres exilados e tropas austro-prussianas invadiram a França. Liderados por Danton e Marat a massa massacra os aristocratas que estão nas prisões, ao mesmo tempo em que o exército francês vence os invasores, em 20 de setembro de 1792. Nessa mesma noite, a República é proclamada.

CONVENÇÃO

Uma nova Assembleia Constituinte foi convocada, com o nome de Convenção. Era composta majoritariamente por jacobinos, liderados por Robespierre e Saint-Just. Em 21 de janeiro de 1793, Luís 16 foi julgado e condenado à morte na guilhotina. A nova Constituição cria uma Assembleia de 750 deputados, eleitos por sufrágio universal masculino, órgão que elegeria uma mesa dirigente com funções executivas.

No resto da Europa, as forças absolutistas se congregam de modo a evitar a expansão revolucionária e preparando novos ataques à França. A Convenção se defendeu criando o Comitê de Salvação Pública, que controlava o exército, o Comitê de Segurança Nacional, para garantir a segurança interna, e o Tribunal Revolucionário, para julgar todos aqueles que forem considerados contra-revolucionários.

O TERROR E O DIRETÓRIO

Os girondinos se tornam suspeitos. Muitos são presos e guilhotinados. Tem início o período conhecido como Terror, que se estende de junho de 1793 a julho de 1794. O Tribunal Revolucionário prende mais de 300 mil pessoas e condena 17 mil à morte. Entre elas, incluem-se até radicais e jacobinos.

A própria população francesa passou a ansiar o abrandamento da repressão. Robespierre e Saint-Just, os comandantes do terror, são presos e guilhotinados. Os girondinos aproveitaram o momento e tomaram o controle da situação. Em 1795, o chamado Ano 3 da República, promulga-se uma nova Constituição, que estabelece um novo poder executivo, composto de cinco diretores eleitos, daí seu nome, o Diretório.

Contudo, as conspirações e revoltas não deixaram de continuar ocorrendo. Para restabelecer a ordem, considera-se a necessidade de um governo forte. De um acordo entre dois diretores, Sieyés e Ducos, resulta um golpe de Estado que estabelece um novo poder executivo: o Consulado. Nele dividem o poder os dois ex-diretores mencionados e um terceiro personagem que marca o fim da Revolução Francesa propriamente dita e o início de grandes transformações internacionais: o general Napoleão Bonaparte.

HENRY CAVENDISH

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HENRY CAVENDISH


Químico e físico inglês
10 de outubro de 1731, Nice (França)
24 de fevereiro de 1810, Clapham (Inglaterra)

Henry Cavendish estudou em Hackney e em Peterhouse, Cambridge. De temperamento bastante original, era profundamente tímido e avesso ao convívio dos parentes e amigos.

Autodidata singular, Cavendish dedicou sua vida às pesquisas científicas. Em 1760 foi eleito para a Royal Society e, em 1803, foi escolhido, com mais sete cientistas estrangeiros, para sócio do Institut de France.

Em 1766, Cavendish isolou e estudou o hidrogênio, que chamou de “ar inflamável”. Estudou também as propriedades do anidrido carbônico e determinou a densidade de vários gases.

Ele demonstrou que a água é composta de oxigênio e hidrogênio em proporções constantes e que o ar contém predominantemente oxigênio e nitrogênio, além de outros gases em pequenas proporções.

Cavendish constatou que, sob o efeito de uma descarga elétrica, o oxigênio e o nitrogênio se combinam, dando, em presença da água, ácido nítrico.

O cientista verificou ainda que um pouco menos de 1% do nitrogênio do ar atmosférico não se combina com o oxigênio sob a influência de uma descarga elétrica. O significado real dessa aparente anomalia só foi explicado em 1894, quando lorde Rayleigh e sir William Ramsay isolaram o argônio, adotando um processo bastante semelhante ao de Cavendish.

Adepto da teoria flogística, Cavendish não percebeu que suas experiências sobre a natureza dos gases constituíam a prova irrefutável da fragilidade e da inconsistência dessa teoria. Mesmo depois de conhecer o ponto de vista de Lavoisier, continuou ainda a adotar a terminologia flogística. (Alguns cientistas davam o nome de flogístico ao fluido que, acreditava-se, associado a uma substância e, através de calor e luz, se manifestava nos corpos e produzia combustão. Mais tarde, descobriu-se que o responsável por essas reações era o oxigênio.)

GRAU DE ELETRIFICAÇÃO

No domínio da eletricidade, Cavendish contribuiu decisivamente para o melhor conhecimento dos fenômenos de indução elétrica. Devem-se a ele a introdução do importante conceito de potencial, que ele chamava “grau de eletrificação”, bem como as primeiras noções de resistência dos condutores elétricos.

Após uma série de experiências, Cavendish determinou a densidade média da Terra, com bastante aproximação. O valor encontrado pelo cientista – 5,48 – é praticamente preciso, considerando-se que as mais recentes determinações fixam em 5,5 a densidade média do planeta.

Os trabalhos de Cavendish, inclusive suas memórias, foram reunidos e publicados, em 1921, com o título Os Escritos Científicos de Henry Cavendish

CLAUDE LOUIS BERTHOLLET

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CLAUDE LOUIS BERTHOLLET


Químico francês
9 de novembro de 1748, Talloires (França)
6 de novembro de 1822, Paris (França)

Claude-Louis Berthollet colaborou com de Lavoisier na elaboração de uma nova nomenclatura química. Doutorou-se em medicina pela Universidade de Turim, em 1770. Dois anos depois foi para Paris, onde conviveu com os mais famosos químicos da época.

Em 1780, foi eleito membro da Academie Royale des Sciences. Participou de numerosas comissões científicas durante a de Revolução Francesa. Em 1796, foi enviado à Itália, junto com Gaspard Monge (1746-1818), a fim de selecionar objetos de arte para o Museu do Louvre.

Berthollet acompanhou de Napoleão na sua viagem ao Egito, em 1798. Durante o Diretório foi senador e, com o advento do império, recebeu o título de conde. Retirou-se para Arcueil, onde instalou um laboratório, que se tornou famoso pela concorrência de inúmeros e ilustres químicos.

COMBINAÇÕES QUÍMICAS
Em 1803 Berthollet publicou o Ensaio da estática química, no qual apresentou sua nova teoria das combinações químicas. Essa obra, porém, que constitui um verdadeiro tratado de química geral, não foi bem compreendida por seus contemporâneos.

Na realidade, os conceitos emitidos por Berthollet eram muito avançados para a época, e baseavam-se em experiências que ele vinha realizando havia mais de vinte anos.

Antes de Berthollet, os fenômenos químicos pareciam irreversíveis. Admitia-se que, se era possível isolar a prata quando se submetia um seu composto à ação do ácido sulfúrico, o mesmo deveria ocorrer sob a ação do ácido clorídrico. Como isso não ocorria, os químicos supunham tratar-se de uma exceção.

Berthollet, no entanto, demonstrou que as exceções a que aludiam seus antecessores constituem, ao contrário, a regra geral. Foi ele o primeiro a estabelecer que nas reações químicas há trocas parciais e recíprocas dos elementos dos compostos em ação. Suas teorias só foram compreendidas e utilizadas em meados do século 19.

Além da efetiva participação no estabelecimento de uma nova nomenclatura química e da teoria das combinações, devem-se a Berthollet várias observações importantes sobre o amoníaco, o ácido cianídrico e os hipocloritos.

Graças às experiências de Berthollet, foi introduzido na indústria o uso do cloro como descorante. Ele também descobriu o clorato de potássio e suas aplicações no preparo da pólvora e dos fogos de artifício.

Em oposição a J. L. Proust, Berthollet afirmava que a composição das substâncias não era fixa, fato mais tarde verificado em relação a certos compostos. O sulfato ferroso, FeS, por exemplo, varia ligeiramente de composição conforme a fonte de onde é extraído. Tais compostos, em homenagem a Berthollet, foram agrupados sob a designação geral de bertolídeos.

Berthollet concedeu à química um importante princípio, a regra de Berthollet: “A reação de um sal com um ácido ou uma base só ocorre quando o produto é mais volátil ou menos solúvel”.

JOSEPH LOUIS PROUST

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JOSEPH LOUIS PROUST


Químico e farmacêutico francês
29 de setembro de 1754, Angers (França)
5 de julho de 1826, Angers (França)

Filho de um boticário, Joseph Louis Proust estudou química. Chefiou a farmácia do Hospital Salpêtrière, em Paris. Pronunciou conferências no Palais Royal. Esteve na Espanha, onde ensinou química na Academia de Artilharia de Segóvia e em Salamanca.

Proust também trabalhou no recém-instalado laboratório de Carlos 4º, em Madrid. Em 1816 foi eleito para a Academia de Ciências da França, retirando-se a seguir para Angers.

Enquanto trabalhava no Hospital Salpêtrière, Proust publicou trabalhos sobre a urina, o ácido fosfórico e o alume. Em 1784 acompanhou Jean-François Pilâtre de Rozier numa ascensão em aeróstato. Durante sua estada na Espanha, Proust estudou os minerais daquele país.

LEI DAS PROPORÇÕES DEFINIDAS

Enuncia, em 1806, a Lei das Proporções Definidas, uma das bases do atomismo químico, e que recebe seu nome. A lei é reformulada em 1808 por John Dalton, mas é o trabalho de Proust que fornece as provas empíricas que determinam sua aceitação.

Ainda em Madrid, Proust empreende estudos que resultam na descoberta de um processo de extrair açúcar da uva. Em 1806 volta à França. Durante o bloqueio continental é convidado por Napoleão 1º a fundar uma fábrica de açúcar de acordo com o processo por ele inventado, mas recusa a oferta.

Joseph Louis Proust também pesquisou sobre os sais dos ácidos orgânicos. É um dos fundadores da análise química.