LIDERANÇA E COMUNICAÇÃO: DESAFIOS E CONQUISTAS

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LIDERANÇA E COMUNICAÇÃO: DESAFIOS E CONQUISTAS PARA O PROFISSIONAL DE SECRETARIADO EXECUTIVO

SUMÁRIO

CAPITULO 1. INTRODUÇÃO
CAPITULO 2. PERFIL HISTÓRICO DA LIDERANÇA
CAPITULO 3. LIDERANÇA
3.1 ESTILOS DE LIDERANÇA
3.2 TEORIAS CONTEMPORÂNEAS DE LIDERANÇA
3.2.1 Teoria dos Traços
3.2.2 Teoria dos Estilos de Liderança
3.2.3 Teoria dos Enfoques Situacional ou Contingencial
3.3 ABORDAGENS INSPIRATIVAS SOBRE LIDERANÇA
3.3.1 Liderança Carismática
3.3.2 Liderança Transformacional
3.4 CONFIANÇA: A PEDRA FUNDAMENTAL DA LIDERANÇA
3.5 CONFIANÇA E LIDERANÇA
CAPITULO 4. ESPIRITUALIDADES NA LIDERANÇA
4.1 ESPIRITUALIDADE LIDERADA COM EMOÇÃO
CAPÍTULO 5. A SECRETÁRIA COMO LÍDER
5.1 A FUNÇÃO GERENCIAL DA SECRETÁRIA EXECUTIVA
5.2 PRIMEIROS DESAFIOS PESSOAIS A ENFRENTAR A NOVA LÍDER
5.3 PRIMEIROS DESAFIOS PROFISSIONAIS A ENFRENTAR A NOVA LÍDER
5.4 O QUE LEVA O FRACASSO DA GESTORA
5.5 O QUE LEVA O SUCESSO DA GESTORA
CAPÍPULO 6. PERFIL HISTÓRICO DA COMUNICAÇÃO
6.1 O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO
6.2 ELEMENTOS BÁSICOS NO PROCESSO DE COMUNICAÇÃO
6.3 BARREIRAS À COMUNICAÇÃO
6.4 A BOA COMUNICAÇÃO
CAPÍTULO 7. COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL
CAPÍTULO 8. COMUNICAÇÃO E LIDERANÇA
CAPÍTULO 9. CONCLUSÃO
CAPÍTULO 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIACAS

CAPÍTULO 1

1. INTRODUÇÃO

O assunto Desafios e Conquistas para o Profissional de Secretariado executivo nas Organizações é discutido nessa pesquisa, uma vez que apresenta aspectos expressivos da importância da liderança e comunicação nas atividades profissionais.

Para ser líder é muito mais que ser um superior hierárquico, tem, é alguém que possui sabedoria, conhecimentos e técnicas para desenvolver pessoas, criando à sua volta um ambiente no qual a comunicação, a coesão, a criatividade e o trabalho em equipe estão sempre presentes.

Liderar é persuadir e pedir o comprometimento dos seus seguidores através de seu próprio exemplo. É motivá-los a desempenhar suas atividades corretamente, comprometendo-se com os resultados. Não só por meio de disciplina e responsabilidade como também pelo entusiasmo.

Existe uma grande diferença entre um chefe e um líder. Um chefe executa suas funções e cumpre as metas traçadas. Um líder faz isso tudo e ainda desenvolve as pessoas que estão ao seu lado nesse processo.

O líder é um modelo sob todos os aspectos, seja social, espiritual ou profissional e seus atributos mais valiosos são integridades, inteligência, criatividade, coragem de expressar suas idéias, desde que não agrida pessoas, coesão, saber como aprender com as experiências e busca constante pela melhoria na comunicação interpessoal.

O líder do passado era uma pessoa que sabia como dizer. O líder do futuro é uma pessoa que sabe como perguntar, é um professor, informa e educa seus seguidores para que realizem seus trabalhos sem instruções superiores, favorece o trabalho, favorece o espírito de equipe, conhece as habilidades e potencialidades de sua equipe utilizando-os da melhor forma possível, desenvolve as pessoas com as quais trabalha, desenvolve habilidades para criar a sinergia de equipes, desenvolve capacidade para delegar responsabilidade e autoridade, desenvolve métodos pelos quais as pessoas recebem “feedback” sobre seu desempenho tanto em termos profissional-financeiros como comportamentais.

Um verdadeiro líder acredita em si mesmo, mas consegue ser humilde, gosta do que faz, é profundamente voltado para o aprendizado, é voltado para o como ser – como desenvolver qualidade, caráter, mentalidade, valores, princípios e coragem, desenvolve todas as facetas de seu potencial a fim de liderar não apenas alguns poucos aspectos necessários para gerenciar.

O líder do futuro é espontâneo, isto é, aprendeu a conhecer seus sentimentos e emoções e não tem receio de demonstrá-los, embora não o faça descontroladamente. Não responde de forma rígida ou pré-determinada, porém, muda seus planos conforme a situação o exija. Introduz no ambiente de trabalho a dimensão – prazer e qualidade de vida procura reduzir a tensão e o desgaste. Conhece profundamente a empresa, promove altos níveis de lealdade com a organização e estimula o comportamento ético.

Ser oportuno respondendo com propriedade às situações em que se envolve sabendo agir rapidamente ou esperar conforme as condições o exijam, também são características do novo líder. Usar bem seu tempo, vivendo oportuna e adequadamente os momentos de seriedade e diversão, de preocupação e descontração. Respeitar as pessoas, ser orientado para o passado, presente e futuro. Em outras palavras valorizar aquela experiência passada que o ajudou a viver melhor, pessoal e profissionalmente, sem se prender ao passado, lamentando as coisas que aconteceram ou não aconteceram.

Preocupar-se com os outros e com o mundo que o cerca e procurar fazer algo a esse respeito, no entanto, não agir como se considerasse melhor que o mundo que o cerca, também não agir como se considerasse pior do que ele.

A capacidade intelectual de uma liderança tem papel fundamental para o sucesso e realização das metas e do propósito da empresa, afinal, são as pessoas que criam, inovam e sabem usar os recursos materiais para produzir a diferença.

Comunicar-se de forma persuasiva, comportar-se de modo íntegro, possuir intuição e habilidade de lidar com os sinais de comunicação não verbal. Ser avaliador, conselheiro e flexível, com ampla experiência multidisciplinar.

Ampliar a maneira de ver o mundo, de perceber a organização, seu negócio, a amplitude das fronteiras e adotar valores universais – visão de futuro – enxergar além das fronteiras, são características fundamentais do novo líder.

Este trabalho tem como objetivo marcar uma contribuição nesse domínio e acarretar o assunto e em cada capítulos abordaremos:

O Capítulo 2 apresenta o perfil histórico da liderança, falando sobre o método socrático que foi amplamente usado ao longo da história, e o surgimento das primeiras teorias de liderança. Este Capítulo retrata também a importância da conquista e confiança entre líder e subordinado, para tornarem-se líderes eficazes.

O Capítulo 3 dará uma introdução ao assunto Liderança, mostrando sua definição e esclarecendo o seu significado. Abordando a influência dos líderes, mostrando também que um líder, nem sempre surge na estrutura formal, e esclarecendo a diferença entre poder e autoridade, falando sobre os principais elementos, como características da Liderança, onde a comunicação é indispensável. Neste capítulo encontra-se também teorias contemporâneas e definições de estilos de Liderança, aborda sobre a confiança na Liderança que é muito importante, pois quando não há confiança, o desempenho do grupo é afetado.

O Capítulo 4 está voltado para a Espiritualidade na Liderança, que está sendo a nova forma de gerenciar pessoas. Este Capítulo aponta também métodos comprovados de desenvolvimento da Liderança emocionalmente inteligente, e o papel de algumas empresas oferecendo boas condições de trabalho aos seus funcionários, comprovando que funcionários que trabalham em empresas espiritualizadas, são mais felizes, trazendo benefícios para a organização, e citando algumas diferenças entre religião e espiritualidade.

O Capítulo 5 mostra a Secretária como Líder, citando suas habilidades diversas e novas tendências, onde, as mulheres sempre marcam presença. Mostrando os marcos da Secretária até nos dias atuais, provando que hoje a Secretária é uma Líder e deve pensar e agir como Líder, pois na ausência do gestor é ela quem está presente, apontando o que leva ao fracasso e sucesso da gestora.

O Capítulo 6 dá início ao assunto Comunicação, esclarecendo a sua história desde o início até os dias atuais, e como ela surgiu. E mostrando que para que haja a Comunicação não basta apenas haver um emissor, mensagem e receptor, é muito mais do que isto. Este Capítulo aborda vários tipos de Comunicação, tanto verbal como não verbal e fala sobre todo o processo de Comunicação, assim como seus elementos básicos, mostrando o sucesso e o fracasso na Comunicação e o que fazer para Comunicar-se bem.

O Capítulo 7 aborda a Comunicação voltada para a Organização, pois ela é um composto que dá forma às organizações, mostrando as formas de Comunicação usadas pelas empresas. Citando três modelos de Comunicação organizacional, onde são apresentadas cinco teorias de Comunicação organizacional e quatro dimensões do processo de comunicação nas empresas.

O Capítulo 8 fala da importância da Comunicação na Liderança. Já que o Líder é o centro de fluxo de informações em sua organização, e a Comunicação é a ferramenta estratégica para exercer a liderança. O Capítulo mostra também como um Líder deve se comunicar com seus liderados.

CAPITULO 2

2 PERFIL HISTÓRICO DA LIDERANÇA

No século XXI, os líderes fariam bem em estudar os hábitos dos grandes pensadores e líderes do passado. Sócrates tornou-se conhecido por instruir seus discípulos por meio de uma série de perguntas cuidadosamente elaboradas com a intenção de obrigar ao exame por si mesmo e levar o estudante a uma conclusão. Este método de instilar habilidades de pensamento crítico é inapreciável para os líderes, em muitas circunstâncias, como modo de influenciar e persuadir. Os líderes contemporâneos desempenham muitos papéis: instrutores, orientadores, líderes seguidores e pares. Cada um desses papéis é bem atendido pelo método socrático.

De acordo com Aaron Tucker :

Sócrates era um soldado aposentado e um pedreiro, no século V a.C., na Grécia, ele gostava muito de provocar a conversa com as pessoas, questionar suas afirmativas e desmontar seus modos de pensar, usando contra elas sua própria lógica. Sócrates foi uma figura singular entre os estudiosos da Grécia antiga, apresentando-se não como um mestre do conhecimento, mas como um colega que também tentava descobrir a verdade ao longo das discussões, na maior parte das vezes informais.

O método socrático ou refutação lógica define-se como uma sucessão longa de perguntas e respostas que refutam uma afirmativa moral, levando o opositor a tirar uma conclusão contraditória com seu próprio ponto de vista.

O método socrático foi amplamente usado ao longo da história em uma pluralidade de circunstâncias. Platão continuou a tradição se seu professor de instrução formal e introspecção; seu discípulo mais famoso foi Aristóteles .

Em sua autobiografia Benjamim Franklin (jornalista, editor, autor, filantropo, abolicionista, funcionário público, cientista, diplomata e inventor estadunidense), narra que deparou-se com o método socrático muito cedo em sua educação autodidática: “Adquiri as Memoráveis Coisas de Sócrates, Xenofontes, em que há muitos exemplos do método (Socrático). Fiquei encantado com ele; adotei-o; abandonei minha contradição abrupta e argumentação positiva e assumi a humildade do que pergunta e duvida”. O uso do método socrático serve para produzir um profissional vigoroso em campos que são, principalmente, auto-reguladores.

Entre 1910 e 1970 MC Gregor, psicólogo do trabalho, propôs um modelo de liderança que foi estudado através dos aspectos comportamentais e pessoais dos indivíduos dentro das organizações. Com base nos seus estudos surgiram as primeiras teorias de liderança: Teoria X e Teoria Y. Sendo Teoria X apresenta-se mais autoritária e a Teoria Y apresenta-se mais participativa, num processo que influi os valores do líder sobre seus liderados.

No final do século XIX Weber , em suas pesquisas direcionadas principalmente nas organizações militares e religiosas, mostra que a cultura do poder determina o estilo de liderança, incluindo cultura organizacional, imaginário, símbolos, expectativas, crenças e mitos como fatores determinantes da liderança nas organizações.

Nos dias atuais podemos observar uma grande preocupação com a formação de equipes e o bom relacionamento interpessoal. Surge um líder mais confiante com aqueles que pretendem liderar, pois as organizações tornaram-se menos estáveis e previsíveis; os laços fortes de confiança substituíram as regras burocráticas na definição dos relacionamentos e das expectativas. Executivos que não conquistam a confiança de seus subordinados têm pouca chance de serem líderes eficazes. Daí a necessidade que as empresas têm em buscar cada vez mais executivos que possuam qualidades de liderança explícitas, buscando a garantia de crescimento e a satisfação dentro das organizações.

Considerando que o antigo modelo de liderança tinha um foco funcional, sem levar em conta à dimensão emocional ou pessoal, achamos que hoje, esse gênero impessoal de liderança fracassa cada vez mais. Os líderes ressonantes rompem com os antigos moldes de liderança, cada vez mais lideram em função da excelência na arte dos relacionamentos. Eles sabem ser colaborativos e quando for visionário, quando ouvir e comandar. É natural fomentarem relacionamentos, promover fidelidade por preocuparem-se com as carreiras de seus subordinados, e inspirarem por darem tudo de si por uma missão que fale de valores compartilhados. O líder emocionalmente inteligente faz tudo isso no momento certo, da maneira certa, com as pessoas certas. São mais atentos às pessoas e às redes. Têm verdadeira paixão pela sua missão. Seu entusiasmo e excitação espalham-se espontaneamente, revigorando seus liderados.

CAPÍTULO 3

3. LIDERANÇA

O que é Liderança?

Dentre as inúmeras definições de liderança contidas no nosso material de pesquisa, destacamos àquela que se faz presente em um dos livros que na nossa concepção, mostra brilhantemente a liderança em todos os seus aspectos.

No livro O MONGE E O EXECUTIVO: Uma História Sobre a Essência da Liderança, o autor James C. Hunter conta a história de John Daily, um homem de negócios bem-sucedido que percebe, de repente, que está fracassado como chefe, marido e pai. Diante de tal situação ele decide participar de um retiro sobre Liderança num mosteiro beneditino, comandado pelo frade Leonard Hoffman. Nos capítulos que compõem o livro, o frade Leonard Hoffman, durante suas aulas define liderança: “Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente, visando atingir os objetivos identificados como sendo para o bem comum”.

Verificamos nessa definição uma habilidade que tem suma importância na administração das organizações, mas que nem sempre se faz presente entre os seus líderes: A habilidade de influenciar.

No entanto para entender melhor o que é influenciar o outros a fazerem o que desejamos, a receber nossas idéias, terem confiança, serem criativas e buscarem a excelência se faz necessário entender os componentes de como se desenvolve esse tipo de influência e a diferença entre poder e autoridade.

Voltamos então para o Livro O MONGE E O EXECUTIVO, onde em uma de suas passagens em que o frade Leonard Hoffman, um influente empresário americano que abandonou tudo em busca de um novo sentido para sua vida, cita a definição entre poder e autoridade citando um dos livros de Max Weber, The Theory of Social and Economic Organization (A teoria da Organização Econômica e Social):

Poder: é a faculdade de focar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer.

Autoridade: A habilidade de levar as pessoas fazerem de boa vontade o que você quer por causa de uma influência pessoal.

Diante dessa definição, concluímos que não é necessário ter cérebro para ter poder, ao contrário da autoridade que requer total habilidade para que seja exercida. O ideal então, é que as pessoas com poder tenham também autoridade.

Sabemos que trabalhar com pessoas requer habilidades como equilíbrio e confiança. Ser líder é mostrar para seus liderados a importância para a organização em realizar as tarefas, entretanto se faz necessário mostrar para os liderados como é importante para todo o conjunto (empregado e empregador), a realização das tarefas, como forma de incentivo para esses profissionais.

Em um dos materiais pesquisados por nós, encontramos um tópico que achamos importante mencionar durante esse trabalho: existe uma diferença entre administrador e líder, o fato de a organização agregar alguns direitos a seus executivos, não quer dizer que eles sejam ou que tenham capacidade de liderança eficaz. Entendemos então que, a liderança eficaz atribuída de total capacidade de influenciar os outros nem sempre surge na estrutura formal, ou seja, um líder pode surgir naturalmente de dentro de um grupo.

Um bom administrador deve ser necessariamente um bom líder, já dizia Chiavenato. Entretanto não se deve confundir liderança com direção nem com gerência. Ser um bom administrador deve ser necessariamente um bom líder, ao contrário do que todos pensam nem sempre um líder é um administrador. Toda organização por menor que seja, com fins lucrativos ou não, tem sempre alguém que responde por ela. O próprio chefe, ou algum encarregado, ou gerente e às vezes um funcionário como os outros, dotado de iniciativa e capacidade de motivar àqueles com quem trabalha. Em outras palavras são líderes do ambiente onde trabalham, pois são responsáveis por funções e pessoas da empresa, ou algum departamento dela. Afinal todas as organizações precisam de líderes em todos os seus níveis e em todas as suas áreas de atuação.

A liderança é um fenômeno tipicamente social que ocorre exclusivamente em grupos sociais e nas organizações. Achamos interessante citar quatro elementos que achamos como principais características da liderança.

• A influência
• A situação
• O processo de comunicação
• Os objetivos a alcançar

Verificamos que o processo de comunicação é um dos tópicos que não poderíamos deixar de discutir. Sabemos que todas as relações dentro de uma organização envolvem líderes e liderados, daí a importância da comunicação no processo de liderança. A dificuldade de comunicar é uma deficiência que prejudica a liderança. Estaremos nos aprofundando mais sobre esse contexto um pouco mais a diante.

Ainda no contexto geral de liderança e falando sobre o Livro O MONGE E O EXECUTIVO, no quarto capítulo O Verbo, fala das características do líder e suas virtudes no âmbito organizacional. Achamos importante mencionar uma delas e discutí-las a seguir:

Humildade: Ser autêntico, sem pretensão, orgulho ou arrogância.

Achamos que as organizações precisam de líderes com autenticidades, habilidades de serem verdadeiros com as pessoas, e não líderes prepotentes e dotados de um imenso orgulho. Os líderes que acham que sabem tudo acabam por estragar as pessoas. Humildade é ser real e autêntico com as pessoas; porque ninguém sabe tudo ou tem tudo.

Lendo o livro que usamos como base para a construção do nosso trabalho, gostaria de colocar uma observação importante para os líderes ou futuros líderes que tiverem a oportunidade de ler esse trabalho:

Amar aos outros, liderar com autoridade nos faz analisar a importância de deixar o egoísmo de lado e encontrar as pessoas. Tornamos-nos mais alegres quando exercemos com consciência e maturidade o que nos compete. Devemos ser humanos e evoluir com maturidade, assim cresceremos mais espiritualmente e psicologicamente.

3.1 ESTILOS DE LIDERANÇA

As investigações de White e Lippitt procuraram verificar a influência causada por três diferentes estilos de liderança nos resultados de desempenho e no comportamento das pessoas. Os autores abordaram três estilos básicos de liderança: a autocrática, a liberal e a democrática.

• Liderança autocrática: o líder centraliza totalmente a autoridade e a decisões e os subordinados não têm nenhuma liberdade de escolha. O líder autocrático é dominador, emite ordens e espera obediência cega dos subordinados. Os grupos submetidos à liderança autocrática apresentam maior volume de trabalho produzido com evidentes sinais de tensão, frustração e agressividade. O líder é temido pelo grupo, que só trabalha quando ele está presente. Esse tipo de liderança enfatiza somente o líder;
• Liderança liberal: o líder permite total liberdade para tomada de decisões individuais ou grupais, participando delas apenas quando solicitado pelo grupo. O comportamento do líder é evasivo e sem firmeza. Os grupos submetidos à liderança liberal têm pouco êxito no seu trabalho, com fortes sinais de individualismo, desagregação do grupo, insatisfação, agressividade e pouco respeito ao líder. Esse tipo de liderança enfatiza somente o grupo;
• Liderança democrática: o líder é extremamente comunicativo, encoraja a participação das pessoas e se preocupa igualmente com o trabalho e com o grupo. O líder atual como um facilitador para orientar o grupo, ajudando nas definições dos problemas e nas soluções, coordenando as atividades e sugerindo idéias. Os grupos submetidos à liderança democrática apresentam boa quantidade de trabalho e qualidade surpreendentemente melhor, acompanhados de um clima de satisfação, integração grupal, responsabilidade e comprometimento das pessoas.

Diante das definições acima descritas, podemos dizer que as organizações precisam de líderes democráticos que enfatizem as atividades e valorizem àqueles que as exercem. É preciso motivar o grupo para que os resultados esperados sejam os melhores possíveis. Estimular o trabalho com qualidade é um dos principais pontos a serem avaliados pelos líderes dentro das organizações.

Abaixo, achamos importante enfatizar um quadro que mostra os aspectos e os tipos de liderança já definidos anteriormente:

3.2 TEORIAS CONTEMPORÂNEAS DE LIDERANÇA

As teorias que vamos apresentar representam as teorias contemporâneas mais utilizadas nos modelos gerenciais e têm subsidiado práticas e políticas de gestão de pessoas nas empresas nas últimas décadas.

• Teoria dos Traços.
• Teoria dos Estilos de Liderança.
• Teoria dos Enfoques Situacional ou Contingencial.

3.2.1 Teoria dos Traços

O material utilizado para esta pesquisa mostra que a Teoria dos Traços no estudo da Liderança baseia-se nas características pessoais do líder. Muitas das pesquisas para identificar os traços responsáveis pela capacidade de liderança deram em nada. Por exemplo, uma revisão de 20 trabalhos nessa linha feita no final dos anos 60, identificou quase 80 traços de liderança, mas apenas cinco eram comuns a quatro ou mais estudos. Por volta dos anos 90, depois de muitos estudos e análises, o máximo que se poderia dizer é que os sete traços seguintes pareciam diferenciar os líderes dos não-líderes: ambição e energia, desejo de liderar, honestidade e integridade, autoconfiança, inteligência, elevado automonitoramento e conhecimentos relevantes para o trabalho. Os traços de amabilidade e estabilidade emocional não parecem ser muito valiosos para indicar liderança.

Com base nas últimas descobertas, chegou-se a duas conclusões. A primeira é que os traços podem indicar liderança. Há vinte anos, as evidências apontavam para o contrário. Mas, provavelmente, isto se deveu à ausência de uma estrutura válida para classificar e organizar os traços. A segunda conclusão é que os traços funcionam melhor para prever o surgimento da liderança do que para distinguir entre líderes eficazes e ineficazes. O fato de um indivíduo apresentar determinados traços e ser considerado um líder pelos demais não significa, necessariamente, que ele será bem-sucedido em liderar seu grupo para o alcance dos objetivos.

Acreditamos que essa teoria exalta os verdadeiros líderes através de suas qualidades e traços de personalidade, ou seja, determinadas características físicas, intelectuais, traços sociais e traços relacionados com a tarefa fazem do indivíduo um líder. Segundo essa teoria, certos indivíduos possuem uma combinação especial de traços de personalidade que podem ser definidos e utilizados para identificar futuros líderes potenciais, e assim avaliar a eficácia da liderança.

Salientamos que a teoria dos Traços enaltece certas características de personalidade que fazem do indivíduo um líder, porém os seres humanos foram criados iguais quanto a sua capacidade e potencial. Assim, ao avaliarmos duas pessoas, sempre encontraremos diferenças entre ambas e verificaremos as muitas peculiaridades que as tornam únicas e inimitáveis. Portanto, acreditamos que as oportunidades devem ser dadas igualmente para todos.

3.2.2 Teoria dos Estilos de Liderança

A Teoria dos estilos de Liderança mostra que as pessoas podem ser preparadas para exercer seu papel de líder. Para isso, há necessidade de estudar e construir as formas de exercício do poder, baseadas nas crenças básicas sobre as pessoas e a natureza humana.

Estudos realizados pelas Universidades de Ohio e Michigan identificam duas dimensões independentes do comportamento do líder. Começando com mais de mil dimensões diferentes, foram afunilando a lista até chegar a duas categorias que são substancialmente responsáveis por boa parte do comportamento de liderança descrito por funcionários. Eles chamaram estas dimensões de estrutura de iniciação e consideração.

A estrutura de iniciação se refere à extensão em que um líder é capaz de definir e estruturar o seu próprio papel e o dos funcionários na busca do alcance dos objetivos. Isso inclui o comportamento que tenta organizar o trabalho, as relações de trabalho e as metas. O líder com alto grau de estrutura de iniciação pode ser descrito como alguém que “delega tarefas específicas aos membros do grupo”, “espera que os trabalhadores mantenham padrões definidos de desempenho” e “enfatiza o cumprimento dos prazos”.

A consideração é descrita como a extensão em que uma pessoa é capaz de manter relacionamentos de trabalho caracterizados por confiança mútua, respeito às idéias dos funcionários e cuidado com os sentimentos deles. Esse líder demonstra preocupação pelo bem-estar, conforto, status e satisfação de seus liderados. Um líder com alto grau de consideração pode ser descrito como alguém que ajuda seus funcionários em seus problemas pessoais é amigável e disponível e trata como iguais todos os subordinados.

Percebemos que ao contrário da Teoria dos Traços, em que se acredita que as características individuais são determinantes para a liderança, a Teoria dos Estilos de Liderança acredita que as pessoas podem ser preparadas para exercer seu papel de líder.

3.2.3 Teoria dos Enfoques Situacional ou Contingencial

Na Teoria dos Enfoques Situacional ou Contigencial, como o próprio nome já diz mostra que a eficácia da liderança depende da situação, outra é se capaz de identificar essas condições situacionais. Bryaman (1992) afirma:

O enfoque contingencial propõe que a eficácia de um estilo de liderança seja um aspecto situacionalmente contingente. Isso significa que um estilo padrão particular de comportamento seja eficaz em algumas circunstâncias (tais como quando a tarefa traga satisfação intrínseca ou quando as personalidades dos subordinados os predispõem a um estilo particular), mas não a outras.

Verificamos que a eficácia não só depende do líder, mas também em uma série de fatos ambientais e comportamentais.

A seguir vamos considerar 05 abordagens para identificação de variáveis situacionais básicas:

1. O modelo de Fiedler : Fiedler acreditava que um dos fatores essenciais para o sucesso é o estilo de liderança do indivíduo. Então elaborou o questionário do colega menos preferido (LPC)  para esse fim, medindo assim, se a pessoa é orientada para tarefa ou relacionamento.

Achamos importante ressaltar um trecho do Livro usado em nossa pesquisa O MONGE E O EXECUTIVO que diz:

Ao trabalhar com pessoas e conseguir que as coisas se façam através delas, sempre haverá duas dinâmicas em jogo: a tarefa e o relacionamento. Há necessidade de não se perder o equilíbrio. O líder que não estiver cumprindo as tarefas e só se preocupar com o relacionamento não terá sua liderança assegurada. A chave para a liderança é executar as tarefas enquanto se constroem os relacionamentos. (Frade Leonard Hoffman)

Consideramos que Fiedler quando elaborou esse modelo estava preocupado exatamente com esse equilíbrio: o líder não deixará de ser líder se deixar de executar uma determinada tarefa que poderia trazer riscos para a organização com medo de prejudicar seus relacionamentos com o grupo. Ao contrário, o líder estará expondo e exercendo as idéias impostas pela organização sem colocá-la em risco e ao mesmo tempo mostrando ao grupo o quão prejudicial seria para todos se executasse tal tarefa.

Ser líder é mostrar segurança ao exercer seu profissionalismo sem afetar seus relacionamentos dentro da organização.

2. A Teoria Situacional de Hersey e Blanchard : Essa teoria concentra-se nos seguidores, cujo estilo de liderança certo é contingencial ao nível de presteza dos mesmos, ou seja, essa é uma Teoria Contingencial que concentra seu foco sobre os liderados. Esse modelo é chamado de Teoria de Liderança Situacional (SLT).

A ênfase nos liderados reflete a realidade de que são eles que aceitam, ou não um líder, independentemente do que o líder fizer, a eficácia dependerá das ações dos seus liderados.

Verificamos que na Teoria de Hersey e Blanchard o resultado das ações dos liderados mostrará o perfil de seu líder, ou seja, se as ações dos liderados trouxerem resultados negativos, subentende-se que não está sendo satisfatória a relação entre líder e liderados, podendo até mesmo trazer problemas para a organização.

3. A Teoria da Troca entre Líderes e Liderados: A Teoria da troca entre Líderes e Liderados (LMX) argumenta que, por causa das pressões do tempo, os líderes estabelecem um relacionamento especial com um pequeno grupo de seus liderados. Esses indivíduos formam “o grupo de dentro” – eles são confiáveis, conseguem uma quantidade desproporcional da atenção do líder. Os demais membros formam o “grupo de fora”, recebem menos tempo do líder, menos recompensas controladas por ele e seu relacionamento se baseia nas interações formais de autoridade.

Verificamos que na Teoria da Troca entre Líderes e Liderados, acontece o que há de mais comum nas organizações: O relacionamento ente o líder e um grupo que se destaca mais nas realizações das tarefas que lhes são atribuídas. Desta forma esse grupo acaba se destacando mais, conseguindo assim, mais atenção por parte do seu líder. Mas será que o líder deve comportar-se de formas diferentes com os seus liderados? Será que o ideal não seria mostrar um só perfil para todo o grupo e agir com mais profissionalismo?

Talvez se o líder adotasse essa postura, os resultados seriam mais positivos dentro das organizações: o líder não deve tratar seu grupo com distinções e sim, tratar a todos com igualdade procurando atender as necessidades de cada um.

Um dos trechos do livro O MONGE E O EXECUTIVO, uma das fontes de nossa pesquisa, menciona que “o verbo amar pode ser definido como o ato ou os atos de doação aos outros, identificando e atendendo suas legítimas necessidades”, ou seja, a abnegação é um dos itens mais importantes na formação do perfil de um líder.

4. A Teoria da Meta e do Caminho: Essa teoria argumenta que é função do líder ajudar os subordinados no alcance de suas metas, fornecendo orientação e/ou apoio necessário para assegurar que tais metas sejam compatíveis com os objetivos da organização. O comportamento do líder é motivacional para os seguidores quanto;

• A tornar a necessidade ou satisfação do seguidor contingencial ao desempenho eficaz;
• A fornecer treinamento, direção e recompensas necessárias ao caminho eficaz.

Acreditamos que do ponto de vista organizacional, essa teoria é a que mais se adequou no que diz respeito ao perfil de líder e às necessidades dos liderados. Vemos um líder mais preocupado em orientar seus liderados na execução de suas tarefas, tornando os resultados mais satisfatórios para a organização.

Verificamos também, que a principal contribuição da abordagem comportamental foi à classificação da liderança em duas categorias: a orientada para a tarefa e a orientada para as pessoas. Mas será que algum estilo é infalível em todas as situações?

Embora não tenhamos encontrado resposta correta para tal pergunta, achamos que o ponto importante sobre liderança está na inclusão dos fatores situacionais como: o nível de estresse, o nível de apoio do grupo, a inteligência e a experiência do líder, ou ainda, as características dos liderados como personalidade, experiência, motivação etc.

3.3 ABORDAGENS INSPIRATIVAS SOBRE LIDERANÇA

Apresentaremos a seguir, duas teorias contemporâneas sobre liderança, com um tema em comum. Elas têm os líderes como indivíduos que inspiram seus seguidores por meio de suas palavras, ideais e comportamentos. Elas são as teorias de liderança carismática e transformacional.

3.3.1 Liderança Carismática

A palavra carisma é de origem grega e significa inspiração divina, aquele que tem capacidade de realizar milagres e predições.

A teoria da liderança carismática diz que os seguidores do líder atribuem a ele capacidades heróicas ou extraordinárias de liderança quando observam determinados comportamentos. Diversos estudos tentaram identificar as características pessoais dos líderes carismáticos e o mais bem documentado entre eles identificou cinco características que diferenciam os carismáticos dos não-carismáticos: os carismáticos têm uma visão, estão dispostos a correr riscos por essa visão, são sensíveis tanto às limitações ambientais como às necessidades de seus liderados e exibem comportamento fora do comum.

Contudo, liderança carismática nem sempre é necessária para atingir altos níveis de desempenho dos funcionários. O carisma parece ser mais apropriado quando a tarefa dos liderados possui um componente ideológico ou quando o ambiente envolve um alto grau de incerteza ou tensão. Isso explica por que, geralmente, o líder carismático surge na política, na religião ou em tempos de guerra, ou quando uma empresa está iniciando sua vida ou enfrentando uma crise.

O uso engenhoso do humor também é característico da liderança eficaz. Em momentos de tensão, pode ser usado para evitar o seqüestro emocional (situação lutar-ou-fugir) e evitar a perda de tempo com divergências inúteis. Em algumas situações, o bom humor cria um clima agradável, e transforma os humores negativos em positivos, assim o líder consegue minimizar o problema ou divergência em questão. Os líderes mais eficazes, pois, fazem uso do humor com mais liberdade, mesmo quando em situações de tensão, enviando mensagens positivas que modificam o tom emocional latente da interação. Embora palavras pronunciadas possam referir-se a detalhes áridos cláusulas de um contrato, os números de um plano de negócios -, os sentimentos positivos que uma risada produz mantém agradáveis os relacionamentos do líder (GOLEMAN, P.35, 2002).

3.3.2 Liderança transformacional

A liderança transformacional é a influência do líder sobre os seus liderados, tendo como característica o compartilhamento de significados, valores e projeto de vida aceitos, praticados e admirados de forma recíproca e intensa.

Os líderes transformacionais prestam atenção às preocupações e às necessidades de desenvolvimento de cada um de seus liderados, modificam a maneira de seus seguidores verem as coisas, ajudando-os a pensar nos velhos problemas de uma nova forma; e são capazes de entusiasmar e inspirar as pessoas a darem o máximo de si na busca dos objetivos do grupo.

A liderança transformacional é mais do que carisma. “O líder puramente carismático pode querer que seus liderados adotem a visão do mundo carismática, e param por aí”. O líder transformacional tenta inserir em seus seguidores a capacidade de questionar não apenas as visões já estabelecidas, mas até aquelas colocadas pelo líder.

Diante dessas definições sobre as duas teorias de liderança acima descritas, podemos salientar que a liderança carismática torna o indivíduo mais comprometido no seu ambiente de trabalho, através da forte influencia carismática por parte do seu líder, contudo acreditamos que a visão de mundo carismática é muito limitada, e as organizações precisam de critérios mais abrangentes. Talvez esse seja um ponto negativo nesse tipo de liderança: seu efeito situacional. Nem sempre é necessário carisma para fazer com que os liderados atinjam altos níveis de desempenho.

Já na liderança transformacional, existe uma preocupação maior em torno do indivíduo como líder, a visão dos liderados em torno do mesmo e das situações que lhes são impostas, ou seja, é uma visão mais global e mais abrangente. Esse tipo de liderança está mais fortemente correlacionada com maior produtividade e maior satisfação dos funcionários.

3.4 CONFIANÇA: A PEDRA FUNDAMENTAL DA LIDERANÇA

O que é confiança?

A confiança é uma expectativa positiva de que a outra pessoa não irá agir de maneira oportunista – seja por palavras, ações ou decisões. Os dois elementos mais importantes implícitos nessa definição são familiaridade e risco.

Na definição, a expressão expectativa positiva assume o conhecimento e a familiaridade entre as partes. A confiança é um processo que depende de uma história baseada em algumas experiências relevantes, mas limitadas. É preciso tempo para que ela se forme, seja construída e acumulada.

Acreditamos que a maioria de nós considera muito difícil, se não impossível, confiar em alguém imediatamente, quando não sabemos nada sobre a pessoa. Em algumas situações, no caso de total ignorância sobre a pessoa, ou seja, quando não sabemos nada sobre ela, podemos apostar, mas não confiar nela. À medida que conhecemos alguém e o relacionamento amadurece, começamos a acreditar na nossa capacidade de formar uma expectativa positiva.

A expressão “de maneira oportunista” se refere ao risco e a vulnerabilidade inerentes a qualquer relação de liderança. A confiança envolve a nossa vulnerabilidade, como acontece quando contamos segredos íntimos ou acreditamos na promessa de alguém. Por sua própria natureza, a confiança leva ao risco do desapontamento ou do abuso. Mas a confiança não significa propriamente arriscar-se; ela é, principalmente, a disposição de assumir um risco Assim quando confiamos em alguém, estamos pressupondo que essa pessoa não tentará tirar vantagem disso. Essa disposição para assumir riscos é comum a todas as situações que envolvem confiança.

Segundo Chiavenato, existem cinco dimensões básicas que fundamentam o conceito de confiança, são elas:

1 – A integridade se refere à honestidade e a confiança;
2 – A competência engloba as habilidades e conhecimentos técnicos e interpessoais do indivíduo. A pessoa sabe do que está falando? Você não vai dar ouvidos ou confiar em alguém cujas habilidades não se respeita. É preciso acreditar que a pessoa possui as habilidades e capacidades necessárias para realizar aquilo que está prometendo;
3 – A consistência está relacionada à segurança e capacidade de julgamento que uma pessoa demonstra nas situações;
4 – A lealdade é a disposição de proteger e defender uma outra pessoa. A confiança requer que você possa depender de alguém que não agirá de maneira oportunista;
5 – A abertura é a última dimensão da confiança. Mas você acredita que a outra pessoa tem total confiança em você?

3.5 CONFIANÇA E LIDERANÇA

A confiança parece ser um atributo essencial associado à liderança. Quando está confiança é perdida, o desempenho do grupo pode sofrer efeitos contrários graves.

Achamos que parte da tarefa do líder é trabalhar com as pessoas para identificar e solucionar problemas, mas o seu acesso ao pensamento criativo para o cumprimento das tarefas e á solução dos problemas vai depender do quanto às pessoas confiam nele.

Quando os liderados confiam em seu líder, estão dispostos a se colocar em vulnerabilidade em razão das ações dele, ou seja, no desejo de que seus direitos e interesses não sejam prejudicados. Sabemos que as pessoas não seguem nem buscam orientação de alguém que elas percebam ser desonesta ou capaz levar vantagem sobre elas. Inclusive a honestidade é apontada como umas das principais características de um líder. Se as pessoas vão seguir alguém por vontade própria, elas querem primeiro se assegurar de que esse indivíduo é digno de sua confiança.

CAPITULO 4

4. ESPIRITUALIDADE NA LIDERANÇA

A espiritualidade esta sendo uma nova forma de gerenciar pessoas que está surgindo, este conceito, ao contrário do que se possa imaginar, não tem nenhuma relação com qualquer tipo de atividade religiosa. A ordem é fazer com que as pessoas descubram em si mesmas a felicidade e a realização de atividades mais prazerosas. E, para isso, é preciso primeiro ser o que se é verdadeiramente, para estar motivado a fazer o que precisa ser feito, de modo a ter o que é justo e necessário.

Segundo Gustavo G. Boog (Consultor e Terapeuta Organizacional), na revista Exame (2002):

O tema espiritualidade no trabalho vem crescendo de uma forma intensa nos últimos anos no mundo empresarial, um fato que era visto como assunto desligado do universo organizacional, como algo religioso ou até místico, hoje se insere como uma dimensão estratégica, na medida em que dá significado à missão da empresa e ao trabalho das pessoas.

Quando temos uma consciência, a conseqüência é que se fluem com muito maior facilidade os fatores mais buscados pelos executivos e secretarias das organizações: a motivação, o desempenho, o espírito de equipe, a comunicação eficaz, a qualidade, o foco no cliente, o “estar de bem com a vida”, e a busca de estados mais elevados de consciência e o alinhamento das ações das pessoas, das equipes e das organizações com seus propósitos e missões de vida, e quando trabalhamos com espiritualidade no trabalho, os benefícios que podem ser esperados são os melhores, em qualidade de vida individual e coletiva, o estímulo às situações de crescimento e desenvolvimento, o incentivo do sentido de parceria, criatividade, cooperação e trabalho em equipe.

4.1 ESPIRITUALIDADE LIDERADA COM EMOÇÃO

Assim, segundo Daniel Goleman , os líderes são ímãs emocionais. Os que emitem registros negativos, são dominadores e frios, afastam as pessoas, e neste caso seu desempenho como líder fica totalmente comprometido. Sempre há alguém que repetidamente lida mal com uma determinada situação, isso é um sinal seguro da existência de um ponto cego. Nos níveis inferiores de uma organização, tais problemas podem ser descartados com maior facilidade como esquisitices. Entretanto, nos níveis superiores, são ampliados em conseqüências e visibilidade. O efeito nocivo atinge não apenas quem age desta forma, mas também o grupo como um todo.

Achamos que para ser um bom líder, tem que saber motivar as outras pessoas ao seu redor a fim de incentivá-las no objetivo comum e com isso sua a respectiva vai se tornando mais marcante, mesmo que o chefe não tenha grande visibilidade de seu trabalho, suas atitudes afetam a disposição de seus subordinados.

Goleman Ainda mostra que os Líderes de Excelência como: presidentes, diretores, conselheiros ou políticos, são eficientes porque se relacionam com os outros na base das competências da inteligência emocional, tais como a empatia e a autoconsciência, e não apenas por serem inteligentes ou tecnicamente competentes.

Os bons Líderes recorrem a seis Estilos de Liderança: visionário, conselheiro, relacional, democrático, pressionador e dirigista com base nisso mudam facilmente de um para o outro conforme as necessidades.

O autor apresenta métodos comprovados de desenvolvimento da Liderança emocionalmente inteligente através dos quais os Líderes podem aprender a:

• Avaliar, desenvolver e sustentar ao longo do tempo as competências pessoais de inteligência emocional (IE);
• Motivar as pessoas e ser inspirador;
• Cultivar formas de Liderança ressonante em grupos, empresas e outras organizações;
• Potenciar a ressonância, com efeitos positivos sobre os resultados e o êxito.

Ainda Segundo ao Gustavo Boog:

“A espiritualidade no trabalho é um movimento amplo e crescente de busca de estados mais elevados de consciência, que estimulem as pessoas, equipes e as organizações a identificar e praticar ações visando tornar a empresa uma cidadã consciente em sua comunidade, região e planeta. A espiritualidade no trabalho tem implicações diretas na relação da empresa com os clientes, visão de resultados, liderança, gerenciamento de pessoas, ecologia, educação, desenvolvimento e bem-estar físico, emocional e espiritual. Com isto se encorajam ações de transformação pessoal em seus relacionamentos e em seu ambiente.”

Segundo artigo (1997), Mário Cortella acredita que o fato de algumas empresas estarem demonstrando maior preocupação com sua função social, é um dos caminhos que vão de encontro aos princípios da espiritualidade, umas se preocupa oferecendo boas condições de trabalho aos seus funcionários, programas que enfatizam a melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho, como as atividades contra stress, uso da música, ginástica, entre outros, podem estar relacionados à espiritualidade.

Verificamos que com base no que o autor passa, as empresas estão ampliando a suposta idéia de praticar a espiritualidade no local de trabalho, onde passamos grandes parte de nosso dia, sendo ela de todos os portes, inclusive nas grandes empresas, pois onde os funcionários trabalham a empresa é espiritualizada, geralmente são mais felizes, tem dinamismo, tem criatividade, são altamente motivados, tem qualidade de vida, há menos estressados e se dedicam mais ao trabalho, com isso obtêm melhores resultados, trazendo alguns benefícios para as organizações, pois são autênticos e éticos, além de promover a expressão do talento e da inteligência.

Achamos que hoje em dia para ser um líder, é necessário desenvolver atitudes e habilidades que auxiliem na condução de um grupo de pessoas, buscando tomar decisões e ações acertadas, tendo em mente objetivos orientados para resultados. Por tanto, uma inteligência privilegiada não basta. É necessária a combinação com outras qualidades pessoais, como espírito democrático, ter gosto em trabalhar com as pessoas, pois terá que agir de forma natural e espontânea, tendo caráter, carisma e muita paciência para ouvir e compreender os problemas das pessoas e da empresa. Deverá ser flexível de modo a estar acessível a todos e saber lidar com as diferentes personalidades e estereótipos.

Tendo em si um espírito amigo para seus colaboradores, conseguindo assim realmente saber o que está acontecendo, sendo o agente facilitador da empresa, é muito importante que o líder conheça o que tem de ser feito, para quando e maneiras de fazê-lo, inspirando, assim, confiança e competência técnica, também ter ciência das habilidades e dificuldades das pessoas com quem tem envolvimento. Sempre imparcial, não podendo favorecer as pessoas pelo grau de afinidade ou amizade, mais sim pelo grau de interesse e participação no desenvolvimento da atividade dentro da organização, tendo muita maturidade, pois lidar com pessoas e pessoas espera ser tratadas com dignidade e respeito.

Segundo artigo (1997), o Jack Hawley em seu livro O Redespertar Espiritual no Trabalho, cada vez mais os indivíduos serão chamados a encarar o que existe dentro deles, sem sacerdotes, sem igrejas e cerimônias, simplesmente dentro de sua própria natureza. Ele começará, então, a fazer perguntas tais como: qual é o sentido de tudo, qual é o meu objetivo aqui, no trabalho, na vida; quem sou eu, para onde isso tudo leva; meu trabalho é um benefício para quem; onde está à paz mundial e a minha própria?

Ainda segundo o autor citado, ele faz algumas diferenças entre religião e espiritualidade em sua entrevista acreditará que a segunda é o objetivo, e a religião é o caminho:


Segundo Chiavenato (2002):

“A liderança não deve ser confundida com direção ou com gerência. Um bom dirigente ou gerente deve ser necessariamente um bom líder. O líder nem sempre é um dirigente ou gerente. Na realidade, os líderes devem estar presentes em todos os demais níveis da organização. A empresa precisa de líderes em todos os seus níveis hierárquicos e em todas as suas áreas de atuação. Contudo, é na gerência que reside o ponto mais crítico da liderança. É nesse nível que são decodificados e traduzidos os objetivos e as necessidades da empresa e transformados em metas e em esquemas de trabalho para serem implementados e realizados pelos outros níveis da hierarquia empresarial”.

Segundo Robson Santarém (consultor e escritor):

A empresa é um organismo que deve e precisa descobrir a sua dimensão transcendental: a sua identidade, a sua razão de existir e a sua missão. Precisa definir os seus valores e as suas crenças sobre os quais se apoiarão as suas políticas, procedimentos, ações internas e externas. Nesse sentido poderíamos afirmar que alguns requisitos, além dos já mencionados, são fundamentais para fortalecer o espírito da organização.

Podemos citar a criação de um espaço para que os colaboradores se realizem no ambiente de trabalho através de uma gestão participativa e onde a inovação, a criatividade, o talento e as potencialidades de cada um possam emergir contribuindo efetivamente para resultados. Pode-se estabelecer, com fornecedores e clientes, relações de parcerias duradouras, tendo a ética, a transparência, a confiança e a colaboração mútuas como requisitos vitais para o êxito. Por fim, também a organização precisa fazer-se solidária e assumir o papel de cidadã contribuindo com o bem comum. Suas ações socialmente responsáveis com relação à comunidade, ao meio ambiente, enfim à vida humana, possibilitarão aos colaboradores orgulhar-se da empresa em que trabalham e à sociedade orgulhar-se de ter uma empresa cidadã. Nesse caso, todos colherão os merecidos frutos.

Verificamos que um Líder espiritualizado tem como seu maior propósito ajudar sua equipe a desenvolver suas necessidades e aos valores da organização, tendo assim como objetivo levar a palavra AMOR para o mundo corporativo, acreditando que o sucesso profissional passa por essa consciência, muitos executivos acham que, porque estão no comando, seus funcionários é que têm de servi-los, mas isso já não funciona hoje as organizações precisam contar com o coração, a mente e o espírito dos seus colaboradores e esse objetivo só e alcançado quando o líder deixa de lado o desejo de poder e servir, em vez de ser servido.

A Liderança Espiritual vem sendo um estabelecimento de ambiente em que os valores humanos estejam integrados com praticas firmes de negócios determinando a forma pelo qual a organização atingirá seus objetivos comerciais. Os lideres orientados espiritualmente inspiram os funcionários a viver conforme seus valores assim modelando os princípios adotados pela organização. A mudança possibilita o uso de toda a nossa capacidade criativa e inovadora.

Jesus também, foi um grande líder, é o que diz os estudiosos sobre o assunto, há quem diga que ninguém exerceu tanta influência sobre as pessoas como ele. Não é um ponto de vista religioso. É um fato

Segundo James C. Hunter (2004) o autor do livro mais comentado no momento “O Monge e o Executivo” traz propostas que é chamada de liderança servidora, que tem como teoria: liderar significa servir. Jesus sempre exercia liderança por meio de autoridade e não de poder, ou seja, as pessoas seguiam Jesus por livre espontânea vontade. Quando se usa o poder você obriga as pessoas a fazerem sua vontade, mas quando se usa a autoridade, as pessoas fazem o que quer de boa vontade, por sua influência pessoal.

Um dos princípios bíblico é aprender a servir, que requer do líder humildade de encarar as mesmas tarefas feitas por seus subordinados. Na prática, ao serem incorporadas essas atitudes como liderança servidora, partilhar poder e valorizar o desempenho das pessoas na equipe tudo isso leva as pessoas a ter sucesso em tarefas desafiantes. Isso faz toda a diferença.

Verificamos que para uma boa comunicação é necessário que transmite mensagens claras, que concorrem para que as pessoas trabalhem produtivamente e de forma harmoniosa, sem incompreensões e interpretações equivocadas. Por isso, é preciso que o líder saiba lidar com situações em que é necessário o levantamento de informações adequadas e fidedignas para que possa tomar decisões acertadas. Havendo na liderança a comunicação, que significa manter as pessoas informadas, dando e recebendo feedback adequados, explicando decisões políticas com franqueza e transparência. O líder tem um papel preponderante como comunicador, devendo expressar de forma clara as crenças e os valores do ambiente em que atua. É preciso que transmita uma direção firme, envolvendo a todos numa causa única e criando um clima de confiança que permita a troca de feedback, promovendo um clima de cooperação em que a crítica é encarada como uma forma de crescimento interpessoal.

CAPÍTULO 5

5. A SECRETÁRIA COMO LÍDER

A vez das mulheres

Os estudos provam e comprovam que a liderança sonhada e desejada da nova economia tem atributos femininos que vão desde maior capacidade de relacionamento e aprendizado até respeito à intuição.

Em geral homens e mulheres possuem uma série de habilidades inatas diversas, porém as novas tendências pendem naturalmente para o lado das mulheres, que por sua vez, corresponde a essas expectativas com sensibilidade emocional, talento para as palavras, empatia, paciência e uma capacidade de fazer e pensar várias coisas simultaneamente, além de fazer planos de longo prazo e um dom para manter e estabelecer relacionamentos, tratando-se de negociação.

Praticamente em todos os sentidos e aspectos as mulheres sempre marcam presença, seja a área qual for. E as grandes empresas e multinacionais percebendo isso, começam a visar às mulheres no comando dos setores das empresas, e isso está indo muito bem “obrigado”. Há algum tempo um homem atribuiu o sucesso de suas empresas ao fato de contratar mulheres, e logicamente isso teve repercussão no mundo inteiro.

Diante do exposto, achamos que a verdade é que, alguns homens mostram algum tipo de resistência quando está sendo comandado por uma mulher, sem motivos é claro. Contudo, competentes sabemos que elas são, e se continuar assim teremos um futuro promissor para essas merecidas mulheres que vencem o preconceito a cada dia. Para falar a verdade, sem comparações com o homem, mas isso mostra que as mulheres estão superando elas mesmas, demonstrando garra e uma imensa força de vontade.

5.1 A FUNÇÃO GERENCIAL DA SECRETARIA EXECUTIVA

Secretária ou Gestora?

Se nós relembrarmos, em meados de 1960, a secretária era considerada uma escrava. Fazia mecanicamente o que seu chefe ordenava.

Segundo Ane Araújo atualmente a secretária é totalmente polivalente, assessora, pró-ativa, flexível responsável, com bom senso, iniciativa, competência, postura profissional, dinamismo, agente facilitador, com etiqueta pessoal profissional e tantos outros predicativos, fizeram com que a secretária formasse decisões, participando-as ao seu executivo. Com isso, não faltaram gestores com qualidade semelhantes para enxergar tais mudanças de comportamento e engrenar a profissional secretária para outros desafios, como por exemplo: ser uma gerente de marketing, tendo uma equipe de trabalho: planejando, organizando e controlando tais colaboradores para o objetivo da empresa e seu pleno sucesso de gerir tal departamento com êxito, lealdade e transparência (qualidades básicas para qualquer gestor).

A secretária executiva, como líder, enfrentará grandes desafios. Um deles é nunca esquecer o que era, pois precisará de todos os seus antigos atributos para acrescentar esses outros, totalmente direcionados para a administração; para uma desenvoltura completa de sua nova posição diante da organização.

A secretária executiva enfrentou muitos tabus e quebra de paradigmas. Confessamos que ainda, tem muito a enfrentar, mas cada vez mais ela toma posição de destaque dentro da organização. E, um desses destaques é a sua nova nomenclatura na estrutura da organização; gestora.(Ane Araújo)

Verificamos que a secretária é um exemplo de profissional que passou por mudanças significativas em torno de sua função. Hoje além de auxiliar, ela também é capaz de se posicionar em importantes situações, tomando decisões e ainda liderando sua equipe; atribuindo funções de uma verdadeira gestora. Isso é fruto de muita luta, profissionalismo, dedicação e comprometimento no exercício de suas atividades.

5.2 PRIMEIROS DESAFIOS PESSOAIS A ENFRENTAR A NOVA LÍDER

Antes de tudo, a nova gestora terá que pensar como líder, senão todo o esforço de ter chegado lá, foram em vão. Em seguida:

• Aceitar e valorizar a cultura interna positivamente;
• Afastar-se de fatos e pessoas negativas e negadoras. Cuidado com notícias ruins, afaste-se delas;
• Não reclamar e não falar mal dos outros;
• Cultivar a alegria, o riso e o bom humor;
• Ser alguém sempre pronto a colaborar, mesmo que você não seja mais a secretária;
• Surpreender a sua equipe com “momentos mágicos”;
• Fazer tudo com sentimento de perfeição, prestando atenção aos detalhes, principalmente agora, que você é uma gestora;
• Andar como antes: a boa aparência é fundamental para sua imagem;
• Agir prontamente;
• Ser um exemplo de comportamento para sua equipe;
• Nunca sentir medo diante do “novo”. Sentir o medo, mas enfrentá-lo, sempre em qualquer tipo de situação;
• Estar aberta a mudanças, mostrando capacidade de enfrentá-las, estando preparada para as transformações e novos conhecimentos que certamente surgirão;
• Saber conviver com erros e acertos. Todos são mutáveis de altos e baixos, independentes de cargos. Saiba somente administrar estas duas situações – faz parte da qualificação de um líder;
• Contar com suas próprias habilidades: motivação liderança etc;
• Qualquer atitude a tomar, com sua equipe, se tratando de pessoas, aja como se fosse elas. Para que você tenha um feedback sempre positivo. Magoar incoerentemente é perder pontos;
• Pessoas difíceis sempre terão. Aprenda a lidar com as personalidades e respeitar o limite de cada um. Infelizmente, as pessoas não são como nós desejamos. Cada pessoa é única;
• Faça seu marketing pessoal e profissional de uma forma que atinja os objetivos da empresa.

È importante lembrar que a gestora, tem que estar pronta para ao que der e vier. A mesma pode ser convidada para escrever um livro, um artigo e haverá necessidade do conhecimento da metodologia do trabalho científico, para compor tais textos. Como gestora, conheça todos os passos, desde a formatação, até o completo conteúdo, para que você não dependa só da sua secretária, pos ela já tem muitos afazeres importante, do que os particulares que lhes são incumbidos.

5.3 PRIMEIROS DESAFIOS PROFISSIONAIS A ENFRENTAR A NOVA LÍDER

Sabemos que o ambiente é demasiadamente grande e cheio de problemas e dificuldades, mas nem todos pensam dessa maneira. O que fazer?

Voltando no nosso material de pesquisa o livro o MONGE E O EXECUTIVO, destacamos o seguinte trecho: “não mudamos as pessoas, criamos o ambiente para que elas próprias mudem”.

Achamos que não devemos pensar em influenciar o todo, nós somos responsáveis pelo ambiente que existe em nossa área de influência, e nos delegaram poder para cumprir com essa responsabilidade. O líder tem o poder de determinar o comportamento de seus supervisores.

A nova gestora terá diante de si novos desafios, por isso são necessárias algumas atribuições e medidas que lhe serão apresentadas a seguir:

• Conhecer com veemência o ramo de negócio da organização;
• Conhecer a estrutura organizacional da empresa;
• Ser taxativa em reuniões de acordo com as suas necessidades. A praticidade em uma reunião planejada e organizada com seus objetivos já traçados, faz com que a segunda reunião tenha um grupo que participe dos resultados dos objetivos divulgados na primeira reunião;
• Buscar alternativas junto à sua diretoria, para treinar a sua equipe. Equipe capacitada ajudará a atrelar às suas metas, com as sua realizações;
• Desenvolva a sua capacidade de comunicação interpessoal. Participe a todos, o que realmente você está querendo. Nunca omita os seus desejos, decepções e alegrias. Você sozinha não fará acontecer, somente com a união de todos. Deixe bem claro suas intenções;
• Tomar decisões acertadas, mas com calma e bom senso. Lembre-se de que hoje você é gestora, um erro será fatal para a organização;
• Relacionar-se bem somente com o grupo, não lhe ajudará em muito. Há a necessidade de um intercâmbio geral dentro de toda a administração. Claro que não podemos agradar gregos e troianos, mas é sempre bom tentar;
• Faça acontecer, não espere. Sugira mudanças que você acha de suma importância para seu departamento. As novas idéias são um forte aliado para a imagem de um líder.

5.4 O QUE LEVA O FRACASSO DA GESTORA

São muitos os fatores, porém vamos detalhar os mais importantes:

• Ladrões de tempo de reunião – o motivo da reunião não é claro, conversas e discussões inúteis, etc.;
• Ladrões de tempo no telefone – conversas desestruturadas, falta de prioridade;
• Delegação insatisfatória – excesso de controle, medo de um colega fazer o trabalho melhor do que você, etc.;
• Gerente irresoluto – orientações equivocadas, prefere fazer a pensar;
• Comunicações insatisfatórias – problemas de idioma, excesso de comunicações, etc.;
• Tomada de decisão insatisfatória – falta de visão (estratégia), alvos distintos, etc.;
• Ausência de trabalho sistemático – não há planejamento, incapacidade de dizer não, etc.;
• Defeitos no computador – o computador quebra e não consegue acessar arquivos, a conexão da internet é lenta, etc.

5.5 O QUE LEVA O SUCESSO DA GESTORA

Já é o contrário do fracasso, são poucos os ingredientes para o sucesso. Aqui o que prevalece é: o importante é qualidade e não a quantidade. Vamos ressaltar melhor:

Se você tem um objetivo, que foi traçado dentro de um planejamento estratégico, tático e operacional, dentro dos conceitos estrutureis da organização, com a plena autorização de todos (superiores) e sua plena convicção, junto à sua equipe que tudo dará certo, não haverá fracasso. Claro que para essa visão macro, você precisará de outros departamentos, de outras pessoas, para que todas as ferramentas necessárias: planilhas de custos, planilhas econômicas e financeiras, dados contábeis, informações fiscais, etc., participado pelos diversos departamentos, seja de uma confiabilidade completa, para que seus objetivos tenham mensurações coesas. (Bede Cammock Elliott)

Achamos que a funcionalidade depende do relacionamento interpessoal e da união plena do grupo. Um líder só terá êxito na sua tomada de decisão, se tiver completa segurança em suas delegações e se as mesmas forem seguidas perfeitamente pelos seus liderados.

Estando esse conjunto funcionando em perfeita harmonia, certamente a organização terá resultados satisfatórios e, o mais importante: perspectivas futuras de crescimento e expansão de seus negócios, pois a concorrência não espera por novas estratégias e reformulações administrativas.

A nova gestora tem que ter em mente, as funções administrativas, como características básicas para a sua desenvoltura dentro dessa nova nomenclatura que ela irá assumir. São elas:

Com certeza, tendo esses parâmetros básicos e um sério desenvolvimento de cada item, com a contribuição de todos, já se pode pensar no sucesso como recompensa a cada objetivo traçado.

É importante lembrar que: sem humildade e sem habilidade humana – nada será possível!

“Os homens são líderes melhores do que as mulheres”

Acreditamos que homens e mulheres tenham capacidade de liderar, porém, ambos exercem essa capacidade com peculiaridades diferentes. O sexo não é um fator de extrema importância nesse contexto, e sim os elementos que irão compor cada tipo de liderança.

Deve-se avaliar todo o contexto anteriormente estudado nesta pesquisa: comunicação interpessoal, pró-atividade, capacidade de delegar, abnegação, confiança, capacidade em adaptar-se às mudanças, humildade, autocontrole, honestidade e amor. Amar, servir, doar-nos pelos outros no forçam a sair do egocentrismo. Amar aos outros nos faz sair de nós mesmos. Amar aos outros nos força a crescer.

CAPÍTULO 6

6. PERFIL HISTÓRICO DA COMUNICAÇÃO

Vimos que vários aspectos da comunicação têm sido objeto de estudos. Na Grécia Antiga, o estudo da Retórica, a arte de discursar e persuadir, era um assunto vital para estudantes. No início do século XX, vários especialistas começaram a estudar a comunicação como uma parte específica de suas disciplinas acadêmicas. A Comunicação começou a emergir como um campo acadêmico distinto em meados do século XX. Marshall McLuhan , Theodor Adorno e Paul Lazarsfeld foram alguns dos pioneiros na área.

Sabe-se que, primeiramente, o homem fez uso dos símbolos e dos sinais. Depois, usou a fala e a linguagem e, em seguida, a escrita e a impressão. Hoje, na era digital, nos comunicamos via satélite, e velocidade e distância não são mais obstáculos.

Todavia, o processo de comunicação deixou de ser composto simplesmente por um emissor, uma mensagem e um receptor. Atualmente, ele apresenta mais um ponto básico, que é o meio, o veículo ou a mídia, que transmite a mensagem. Lembramos que o modelo tradicional para desenvolvimento de uma Comunicação eficiente que, de acordo com Kotler (1998), tem nove elementos fundamentais: fonte, emissor, codificador, código, canal, mensagem, receptor, ruído e feedback.

Quando um desses elementos não é respeitado, o processo de Comunicação enfrenta problemas difíceis de serem diagnosticados, que podem trazer sérios danos aos objetivos e resultados da empresa.

A escolha do veículo/meio/mídia para a transmissão de uma mensagem é fator importantíssimo para torná-la efetiva ou não. Por exemplo, na comunicação feita pela televisão, a mensagem é transportada eletronicamente e atinge o receptor através da visão e da audição. Mala direta é uma maneira de comunicação que usa o sentido visual e que pode chegar ao público-alvo por diversos meios. O importante é ter em mente que a seleção do canal/meio/veículo é determinante da efetividade da comunicação.

Na comunicação interpessoal num ambiente corporativo, habitualmente se pode usar o telefone ou passar um e-mail para o seu receptor. É necessário pensar na mensagem que se quer transmitir e escolher qual desses pode melhorar a compreensão. Muitas vezes, usar o telefone é mais compreensível e rápido do que usar a palavra escrita em um e-mail, e vice-versa.

De acordo com Claude Shannon e Warren Weaver , tendo em vista o desenvolvimento tecnológico em que vivemos, pensaram em mais dois aspectos importantes do processo comunicacional: a codificação e a decodificação:

A codificação é responsável pela transformação da mensagem num formato que seja aceito pelo meio que será transmitido. Por exemplo, quando a mensagem for comunicada pelo rádio, ela será elaborada de forma oral e obedecerá às técnicas do rádio. Quando for televisionada, ela deverá ser transformada em imagem, texto, locução etc. e estará de acordo com as técnicas da televisão. Se for pelo meio escrito, a mensagem deverá ser
transformada em palavras escritas e assim, sucessivamente.

A decodificação é a operação de traduzir a mensagem para o receptor. Por exemplo, quando usamos o aparelho celular, nossa mensagem é codificada e lançada pelo meio – antenas, para chegar a um outro aparelho celular que decodifica a mensagem e a transforma novamente em voz para ser entendida por quem está na outra ponta da linha, o receptor.

Hoje em dia, o gesto e até mesmo o silêncio são pontos, dentre outros, considerados como parte do processo comunicacional. O gesto, a mímica e a atitude podem mudar ou valorizar a mensagem. Exemplo: uma demora numa resposta pode passar a idéia de descaso, desatenção. Se respondermos a um convite para um jantar com “infelizmente não poderei comparecer”, esta mesma mensagem carrega um significado se for transmitida logo após o convite, e outro, se for passada na véspera do evento. O silêncio, além do popular “quem cala, consente”, pode também significar desprezo, esperteza. Tudo isso hoje é arsenal de comunicação.

6.1 O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO

Sabemos que em todo o tempo, e em todos os lugares, temos que conviver e lidar com outras pessoas, através da comunicação, sendo ela verbal ou não verbal.

A Comunicação é uma mensagem que envolve a transmissão de conteúdos emocionais ou intelectuais, na maioria dos casos ambos estão presentes.

A mensagem pode ser transmitida na forma de um documento ou de uma comunicação visual ou audível.

Boa parte de nossos problemas é resultado de comunicações inadequadas, inoportunas ou falhas. Todo processo de comunicação é falho e sujeito a distorções. As distorções devem-se, principalmente, ao fato de que é necessário que o emissor codifique seu pensamento em palavras, que transmita sua mensagem sob forma codificada de palavras e que o receptor decodifique essas palavras em novo pensamento, fazendo com que, nessa codificação e decodificação, ocorram distorções relativamente fortes. Além disso, existe o ruído, que é tudo aquilo que não faz parte nem do emissor nem do receptor, mas interfere na mensagem distorcendo-a. Esse processo, atualmente muito conhecido e bastante divulgado, foi esquematizado por especialistas em comunicações e é reproduzido da forma abaixo:

EMISSOR Transmissão MENSAGEM  Recepção  RECEPTOR

De acordo com Mark Tawain , a diferença entre a palavra quase certa e a palavra certa é enorme: é a diferença entre o vagalume e o relâmpago.

Uma das formas de se procurar obter a comunicação correta é inserir no processo a retroinformação, isto é, introduzir o mecanismo de feedback . Mesmo assim, as distorções podem continuar.

Segundo Jack Welch (1999, p.94), um dos executivos mais bem-sucedidos do século XX:

É preciso investir na comunicação. Tempo e dinheiro investidos na comunicação com os funcionários são os melhores investimentos a curto e longo prazo no desempenho empresarial; a comunicação é o caminho direto para a inovação;a comunicação clara cria expectativas claras. A clareza da comunicação é refletida na clareza das expectativas;a comunicação torna a vida mais simples.

Para comunicar-se bem, não basta desenvolver apenas a capacidade de comunicação, é necessário também aprender a ouvir.

O sucesso ou fracasso na comunicação não pode se atribuído a um único fator, pois no processo de comunicação intervêm comportamento das pessoas, preconceitos, tabus. Se a secretária tem conhecimento do repertório cultural das pessoas a quem escreve e de seu ambiente, mais fácil se tornará compreender a mensagem delas.

Comunicar é tornar conhecido, é participar ou transmitir algo. Comunicação é ato de emitir, transmitir e receber mensagens por meio de processos previamente estabelecidos ou convencionados, quer por meio da linguagem falada ou escrita, quer mediante outros sinais, signos ou símbolos.

6.2 ELEMENTOS BÁSICOS NO PROCESSO DE COMUNICAÇÃO

 Fonte e Emissor
 Codificador
 Código e Canal
 Mensagem
 Receptor e Ruído
 Feedback

Segundo João Bosco e Sonia Hernandes (2003):

Fonte é o elemento que dá origem à mensagem, que significa o ciclo da comunicação.

Emissor é um dos protagonistas do ato da comunicação: aquele que, em certo momento, emite uma mensagem para um receptor ou destinatário. Como o emissor tem em vista produzir uma reação sobre outrem, a comunicação é eficaz quando atinge seu objetivo, ou seja, produz a resposta desejada. Por isso, essa intenção obriga-o à escolha do melhor meio de se comunicar.

Codificador é o elemento do processo de comunicação que, na qualidade de emissor, elabora uma mensagem, de acordo com o código e as regras determi- nados, e a transmite, por meio de um canal, para atingir, um receptor-decodificador. A principal forma de codificação de que dispomos é a linguagem.

A codificação dá forma às idéias e aos objetivos.

Código é um conjunto de signos relacionados de tal modo que formam e transmitem mensagens. É um conjunto de regras dispostas para a comunicação. A precisão de uma mensagem advém do uso do código fechado e da escolha adequada dos vocábulos. É preciso buscar sempre o verbo, ou o substantivo mais apropriado, aquele que realmente transmite a idéia que desejamos.

Código fechado é o que permite apenas uma interpretação. Isto conseguimos evitando o uso de expressões genéricas, imprecisas. Código aberto é o que se caracteriza pelo uso de palavras vagas, ou de expressões que permitem mais de uma interpretação.

Exemplo de código aberto:

– Sônia: envie relatório técnico para nossos clientes, terça-feira.

Enviar qual relatório técnico? Para quais clientes?

Exemplo de código fechado:

– Sônia, terça-feira, 25-05-03, encaminhe o relatório técnico DTE-26545/03, para os seguintes clientes: TRACTEBEL, CHESF, ELETRONORTE e FURNAS, acompanhado por carta de encaminhamento.

Comunicar é transmitir informação, ordem, pedido, aviso; é participar. Por este motivo, exige, conteúdo significativo. A linguagem deve ser referencial, e evitar as metáforas, a polissemia e a conotação.

Ainda segundo os autores:

Canal é o suporte material que possibilita veicular uma mensagem de um emissor a um receptor, através do espaço e do tempo. É um meio-mediante o qual a mensagem atinge o receptor, que a recebe e a interpreta. A escolha de um canal inadequado influencia negativamente na mensagem que queremos transmitir.

Quando não escolhemos o canal adequado, corremos o risco de não atingir os objetivos almejados.

As informações chegam ao receptor de vários modos: face a face, ou por meio de cartas, telefonemas telex, fax, e-mail, telegramas e outros meios.

Mensagem é o que esperamos comunicar ao receptor, é o que queremos transmitir, é a seqüência de signos que um emissor transmite a um receptor por meio de um canal.

Receptor é a pessoa a quem passamos a mensagem, é aquele que recebe a informação e a decodifica.

Segundo Shannon e Weaver, tecnicamente, é o ruído que afeta a qualidade do sinal. Ele é o ‘vírus’ da comunicação:

Torna-se ruído da comunicação tudo aquilo que possa atrapalhar o entendimento da informação a ser transmitida. Alguns autores abordam o que seriam “ruídos”, definindo-os como sendo uma paralinguagem. São mensagens secundárias que dificultam o receptor a entender o que está sendo transmitido. Por exemplo, existem os sonoros como o hum-hum, assim como os cacoetes “não é verdade?”, “veja bem”, “está me entendendo?”, “cara”, “enfim”, “né”, “viu” e tantos outros. Esses cacoetes em excesso na mensagem podem comprometer o entendimento da mesma.

Sendo assim, acreditamos que ruído é todo sinal indesejável que ocorre na transmissão de uma mensagem por meio de um canal. É tudo que dificulta e interfere a comunicação, interfere na transmissão e perturba a recepção ou o entendimento da mensagem, o que possibilita a perda da informação.

De acordo com João Bosco e Sonia Hernandes, Feedback é um processo mediante o qual se controla o resultado do desempenho de uma mensagem sobre o receptor.

No processo de comunicação o feedback possibilita o prosseguimento do fluxo de mensagens; auxilia a fonte a examinar os resultados obtidos na transmissão da mensagem, em relação a seus objetivos iniciais.

Existe ainda, a comunicação verbal e não verbal. A comunicação verbal, como o nome já diz é feita verbalmente através de palavras. Já a comunicação não verbal não se dá apenas por palavras. Os movimentos faciais e corporais, os gestos, os olhares, a entoação são também importantes: são os elementos não verbais da comunicação.

A comunicação verbal é plenamente voluntária; o comportamento não-verbal pode ser uma reação involuntária ou um ato comunicativo propositado.

6.3 BARREIRAS À COMUNICAÇÃO

Se algum dos elementos do processo de comunicação falhar, não haverá compreensão e entendimento. Barreiras são ruídos, e tudo o que possa impedir à compreensão de uma mensagem.

Exemplos de barreiras à comunicação:

• Utilização de linguagem que o outro não entende ou não domina;
• Não acreditar na mensagem que se quer transmitir;
• Assuntos que não suscitem o interesse do receptor da mensagem;
• Elementos perturbadores do exterior;
• Pressão do tempo;
• Sentimentos e emoções contrárias ao efeito pretendido;
• Pouco conhecimento sobre o assunto;
• Divergências de opiniões, valores e crenças;
• Transferência inconsciente de sentimentos em relação a vivências, estereótipos ou preconceitos;
• Reações hostis ou negativas entre os interlocutores;
• Indisponibilidade física ou psicológica;
• Estado de espírito no momento da comunicação.

A timidez é um entre os fatores que têm o potencial de interromper a relação emissor-receptor. O prestígio, o status, a atração sexual, e assim por diante, podem influenciar positiva ou negativamente o que está sendo enviado ou recebido.

6.4 A BOA COMUNICAÇÃO

Uma boa comunicação começa pela capacidade de ouvir, de compreender o que o outro deseja comunicar, de saber interpretar o que ele deseja. É também saber se calar no momento certo e estar disponível para escutar o interlocutor dando-lhe toda a atenção. Uma boa comunicação deve ser eficaz e eficiente.

A secretária começa a melhorar seu desempenho quanto à comunicação quando dedica maior tempo à elaboração de suas mensagens e se preocupa com a informação que deseja transmitir. Também proporciona melhor performance o fato de esforçar-se por compreender o que as pessoas estão tentando comunicar-lhe.

A comunicação é eficaz se atinge seus objetivos, e deixa de ser eficaz por vários fatores.

A secretária deve ter consciência de que a ocasião ideal para comunicar algo acontece quando o receptor deseja o que o emissor pretende comunicar-lhe.

CAPÍTULO 7

7. COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL

A comunicação organizacional abrange todas as formas de comunicação utilizadas pela organização para relacionar-se e interagir com seus públicos.

Para Riel (1995):

Comunicação organizacional engloba relações públicas, estratégias organiza- cionais, marketing corporativo, propaganda corporativa, comunicação interna e externa , enfim um grupo heterogêneo de atividades de comunicação, voltadas fundamentalmente para os públicos ou segmentos com os quais a organização se relaciona e depende.

Identificamos três modelos ou perspectivas de comunicação organizacional: tradicional, interpretativo e crítico.

De acordo com a Profa.Dra. Cleusa Maria Andrade Scroferneker:

O modelo tradicional é assim chamado por ser o mais antigo dos três. A comunicação organizacional nessa perspectiva é tida como uma atividade cujo comportamento pode ser medido , padronizado e classificado. Há uma relação entre processo comunicacional e eficiência organizacional. Nessa abordagem podem ser identificados dois momentos: primeiro, ao considerar a organização como máquina a comunicação organizacional é tida como uma engrenagem, um processo mecânico; segundo, sob uma perspectiva mais recente, a organização tida como sistema, à comunicação organizacional é um processo orgânico e dinâmico.

O segundo modelo é o interpretativo, que vê as organizações como culturas. Nesse modelo, a organização é um fenômeno subjetivo, isto é, a ação social somente é possível quando as pessoas podem compartilhar significados subjetivos. A cultura organizacional é considerada uma rede de significados. As pesquisas interpretativistas buscam revelar as realidades socialmente construídas nas organizações. Estudam a comunicação como processo por meio do qual essa construção social ocorre, ou seja, os símbolos e os significados que envolvem as várias formas de comportamento organizacional.

Ainda de acordo com a Profa.Dra. Cleusa:

A organização é vista também como um espaço de negociação, isto é, produto de transações e discursos coletivos. Portanto, a perspectiva interpretativa concentra-se no processo simbólico através do qual a realidade organizacional é socialmente construída.

Vimos que a realidade é criada e mantida através da interação entre os indivíduos.

Enquanto na perspectiva tradicional há o entendimento que o mundo da ação social, da interação, se constitui em comportamentos observáveis e tangíveis, a perspectiva interpretativa tenta revelar que a cultura é o que está por de trás desses comportamentos manifestos.

E a perspectiva crítica, ela aborda a organização como instrumento de opressão, voltando sua atenção para as classes organizacionais oprimidas: trabalhadores, mulheres, minorias e outros grupos identificados como classes oprimidas.

A professora Cleusa ainda afirma que:

Mesmo admitindo o risco de simplificação, é possível que os pesquisadores dessa perspectiva estão preocupados simultaneamente com a estrutura social e o processo simbólico. A opressão organizacional não reside apenas na estrutura social ou no processo simbólico. A opressão está na relação entre a estrutura social e o processo simbólico. A comunicação nessa perspectiva é tida como instrumento de dominação. Trata-se da distorção sistemática da comunicação, a qual se constitui uma ação deliberada e contínua do processo simbólico visando cooptar os interesses dos empregados. A quem interessa por exemplo, as estórias dos ‘heróis’ fundadores na organização ? Na abordagem crítica, a resposta seria aos dirigentes da organização que se utilizam dessas ‘estórias’ para envolver os demais membros da organização.

Foram apresentadas cinco teorias de comunicação organizacional:

1- Comunicação organizacional como transferência de informação;
2- como processo transacional;
3- como estratégia de controle;
4- como equilíbrio entre criatividade e constrangimento/coação/sujeição e como espaço de diálogo.

Para caracterizar a comunicação como transferência de informação é utilizada a metáfora do ‘encanamento’ através do qual a informação é transferida, ‘escoa’ , no sentido de ser repassada de uma pessoa (emissor) a outra (receptor). É um modelo linear, simplificado e incompleto, pois entende que cabe ao emissor definir o significado das mensagens repassando-o aos demais. Ao contrário do modelo anterior, onde um emissor transmite uma mensagem a um receptor, que atua como ente passivo, o modelo transacional enfatiza o feedback, isto é, como a mensagem é recebida e entendida, particularmente através da manifestação não verbal, a qual pode substituir o feedback verbal. Ou seja, interessa o comportamento manifestado, não apenas expresso verbalmente.

O processo do modelo transacional difere fundamentalmente do modelo de transferência de informação ao considerar o significado da mensagem, como é recebida e entendida, isto é, como o receptor irá desconstruir/construir o significado da mensagem recebida.

No modelo de controle estratégico a comunicação é uma ferramenta de controle do ambiente organizacional. O modelo de controle estratégico atribui aos comunicadores objetivos múltiplos em face de situações, isto é, um comunicador competente é aquele que seleciona adequadamente as estratégias para a realização de múltiplos objetivos na organização. Essa abordagem admite o que os autores identificaram como strategic ambiguity – estratégia de ambigüidade – que descreve o modo como as pessoas podem comunicar de maneira dúbia mas mesmo assim com talento os seus objetivos.

Diferentemente dos outros modelos, o controle estratégico ignora a idéia dos significados compartilhados como a base ou motivação para a comunicação, admitindo-o como um conceito empírico não verificável, pois o principal objetivo da comunicação seria organizar a ação. Esse modelo sugere que o mundo organizacional é composto por comunicadores independentes, cada um trabalhando para controlar o seu próprio ambiente, e que os significados existem apenas na mente das pessoas. Portanto, sob essa perspectiva a posição e o poder individuais adquirem significado através da comunicação.

O quarto modelo apresenta a comunicação do ponto de vista do equilíbrio entre a criatividade e sujeição. Esta abordagem aproxima-se das teorias sociológicas no que se refere à relação indivíduo vs. sociedade. Essas relações apresentam tensões entre a macro e a micro perspectiva. A macro perspectiva concebe as ações individuais como condicionadas pelas imposições ( regras, normas…) da sociedade e instituições sociais. E a micro perspectiva os vê como criação da sociedade e do seu sistema social. A dicotomia se estabelece no momento em que é necessário a manutenção do que está instituído (e socialmente aceito, como as leis, as regras , as normas…) e a necessidade de promover mudanças (entendida nessa perspectiva como criatividade).

A comunicação figura como mediadora dessas tensões; é a manifestação material: da sujeição institucional, do potencial criativo e do contexto de interpretação. Dito de forma mais simplificada, a comunicação atua como o fiel da balança entre a criatividade – o que poderá ser feito e a sujeição – o que deve ser feito.

Destacamos algumas teorias que tem marcado os estudos da comunicação organizacional, tomando como referência dois grandes períodos: de 1900-1970 e de 1970 até o presente momento.

No período que se estende de 1900 a 1970 os diferentes conceitos e teorias desenvolvidos apoiaram-se fundamentalmente na Doutrina Retórica Tradicional, na Teoria das Relações Humanas e na Teoria da Gestão Organizacional.

A partir de 1970 as abordagens teóricas centraram-se na Teoria Moderna ou Empírica, na Teoria Naturalista e na Teoria Crítica.

A teoria moderna ou empírica tem os seus objetivos voltados para a medição e controle, a ênfase está no empirismo quantitativo, à organização é tida como uma realidade objetiva, que pode ser ‘medida’. A preocupação está na eficácia da comunicação nas organizações sob a ótica da direção. A organização é tida como uma máquina, seus objetivos e fins estão voltados para o cumprimento das metas propostas, e a comunicação é uma ferramenta que viabiliza o cumprimento dos objetivos e metas organizacionais. A comunicação, portanto nessa perspectiva se caracteriza como um modelo linear e mecânico, como uma engrenagem de uma máquina.

A teoria naturalista busca revelar a organização a partir de uma ’verdade’ que está fora dela, na medida em que a realidade organizacional é fruto da construção social, isto é, vai sendo construída historicamente. A organização assemelha-se a um organismo, é orgânica, vista como ideográfica representada através de imagens e percebida como um entre permeável em relação ao ser entorno. É, portanto também uma entidade cultural específica, concebida como uma comunidade única de linguagem e de outras formas de ação simbólica, a comunicação é parte integrante da organização, no sentido de que a comunicação faz a organização, isto é, é a condição necessária da organização.

A teoria crítica é mais recente. Alguns de seus pressupostos teóricos podem ser encontrados no materialismo dialético, a organização é vista sempre como uma arena de conflitos: um campo de batalha – o locus do conflito de classes, e a realidade organizacional são os reflexos desses ‘embates’, sendo considerada como um ‘instrumento de dominação e opressão’. A comunicação assim, assume um papel de mecanismo de mascaramento das realidades materiais da organização. Enfatiza os aspectos ideológicos da comunicação, admitindo-a como causa de uma falsa consciência entre dirigentes e trabalhadores.

A comunicação então pode ser entendida como um composto que dá forma à organização, que a informa fazendo-a ser o que é. Foram estabelecidas quatro dimensões do processo de comunicação organizacional:

– como informação (o que dá forma), enquanto configurador das operações próprias de cada organização. São as transações estáveis que necessitam ocorrer para que o negócio se viabilize, o sistema normativo (missão, valores, princípios, políticas…) que sustenta a prática organização, as formas de controle;
– como divulgação, no sentido de ‘dar a conhecer’, tornar público;
– como gerador de relações voltadas para a formação, à socialização e ou o reforço de processos culturais. Atividades recreativas, rituais e celebrações são alguns dos processos de comunicação utilizados nessa dimensão;
– como participação, como ação de comunicação do ’outro’. Nesse ponto se completa o ciclo da comunicação, onde explicitamente se dá a palavra ao outro, escutando-o e reconhecendo-o. São os trabalhos em equipe, os programas de sugestões, enfim todas as práticas organizacionais que oportunizem a efetiva participação, estabelecendo vínculos de pertinência e compromisso com a organização.

Outro ponto que merece ser destacado refere-se ao processo perceptivo que é o ponto-chave para a compreensão das comunicações, estando sujeito a muitos fatores. Assim, as necessidades, os valores e interesses individuais devem ser considerados no processo perceptivo, e entendidas como condições básicas no processo de comunicação. Portanto, a impressão que o receptor da comunicação tem do comunicador, o papel que o indivíduo desempenha na organização, o fenômeno da “ esteriotipização”, as diferenças de “status” são algumas situações (fatores) que favorecem ou dificultam a comunicação.

De uma maneira geral as organizações tem pautado as suas ações comunicacionais utilizando-se do modelo tradicional de características informacionais, de transferência de informações. Tal opção de certa forma evidencia o desconhecimento do poder da comunicação como ferramenta estratégica.

CAPÍTULO 8

8. COMUNICAÇÃO E LIDERANÇA

A Comunicação é fundamental e indispensável para o líder, porque o líder é o centro do fluxo de informação não rotineira em sua organização; as fontes que ele utiliza asseguram-lhe a condição de melhor informado sobre ocorrências e eventos de seu ambiente organizacional.

Como porta-voz, o líder transfere informação de sua organização para o ambiente externo. Investido de autoridade formal ele é chamado a representar sua organização e, para tanto, ele é possuidor das informações necessárias para um desempenho efetivo deste papel. Ele tem os meios para influenciar outros representantes com vistas à obtenção de medidas favoráveis a sua organização, além de operar como relações públicas.

Por que aprender a ser um líder? A resposta é, para se envolver com o que realmente importa. Para poder fazer algo inspirador e importante para você. Para ter companheiros em sua jornada. Em qualquer área, na qual queira obter mais influência, você deve se tornar um líder.

Somente líderes inspiradores sobreviverão e conseguirão resultados excepcionais. Depois de se inspirar, o novo líder precisa aprender a se comunicar com seus liderados. É nesse ponto que se fala sobre a importância de um líder saber se comunicar com perfis diversos de liderados.

O líder precisa aprender a se comunicar com seus liderados de forma que eles entendam a mensagem com clareza. Ou seja, o líder tem que ser flexível o suficiente para se adequar aos seus liderados e não o inverso.

O líder inspira outros para juntar-se a ele na estrada, então liderança envolve habilidades de comunicar e influenciar.

Segundo Buchan (1995):

A comunicação está no núcleo da liderança e da gestão empresarial, uma vez que consiste em um relacionamento interpessoal no qual, através do processo comunicativo, os líderes procuram influenciar pessoas a realizarem suas atividades na empresa e a se engajarem na consecução dos objetivos e metas traçados no planejamento estratégico.

Neste contexto, a comunicação precisa passar a ser encarada como uma ferramenta estratégica para exercer a liderança e, consequentemente, para a gestão dos negócios, onde se faz cada vez mais necessária a compreensão, a participação ativa e o envolvimento dos líderes empresariais no processo da gestão da comunicação e do conhecimento.

Embora a liderança seja essencialmente um estado de espírito, tenhamos sempre em mente todas as técnicas disponíveis para nos comunicarmos objetivamente com o nosso próximo, caso estejamos desempenhando uma função de direção.

Pela própria natureza da relação, os funcionários tendem a classificar suas lideranças como os principais canais de comunicação da empresa. É o líder que as pessoas esperam receber as informações “oficiais” da organização. É no líder que os demais funcionários procuram esclarecimentos. É no líder que as pessoas acreditam, pois o líder representa a empresa na mente dos empregados. O líder deve aprender a comunicar-se com eficiência.

O modo como uma pessoa ou empresa se comunica com seus funcionários interfere diretamente no desempenho e nos resultados.

Para Buchan ainda:

A comunicação é o espelho a cultura organizacional e se reflete no processo de gestão, de modo que, se as lideranças de uma empresa não se comunicam com eficácia, a empresa certamente não se comunicará muito bem. Não é difícil perceber que hoje muitos dos problemas organizacionais decorrem justamente da ineficácia de comunicação de suas lideranças.

O problema é que poucas organizações estão de fato preocupadas em preparar e desenvolver suas lideranças para serem capazes de transmitir o pensamento e a ação da empresa, destacando, com clareza e franqueza, as informações mais importantes e os conceitos que precisam ser absorvidos na mente dos funcionários. Entendendo a comunicação como competência da liderança, cabe ao líder, não apenas o papel de repassar um alto nível de informações para a sua equipe, mas fazer com que essas informações se transformem em conhecimento e isso gere comprometimento e resultados para a empresa.

Buchan mencionou:

Tenho escutado muitos executivos se queixarem de que seus colaboradores não estão comprometidos e engajados com a empresa. Uma das principais causas desse problema é justamente a falta de comunicação, a escassez de informações
por parte das lideranças. Sim, pois não acredito que nenhum funcionário irá se comprometer com aquilo que não conhece, com algo que não compreende ou com alguma coisa que não tenham razão para acreditar.

O fato é que a grande maioria dos líderes possui uma excelente formação profissional e acadêmica, possuem também uma grande experiência no negócio e no cargo que ocupam, mas não estão preparados para gerir pessoas, para assumir o papel estratégico de líder no processo de informação. A informação é a principal estratégia de aproximação entre a empresa e seus colaboradores, mas muitos ainda não conseguem transmitir informações suficientes sobre o planejamento e a estratégia da empresa, seja por falta de visão de negócios, seja pela incapacidade de comunicação, comprometendo assim o engajamento dos funcionários ao reter as informações ou repassar informações incompletas, parciais, contraditórias e inseguras.

Já é lugar-comum dizer-se que no âmago da liderança está a capacidade de comunicar. Assim, a comunicação é fundamental para o exercício da influência, para a coordenação das atividades grupais e, portanto, para a efetivação do processo de liderança.

O êxito do líder está relacionado com a sua habilidade de comunicar-se com outros; esse processo engloba a utilização sistemática de símbolos para transmitir informação e alcançar entendimento sobre uma situação. O objetivo do comunicador é transmitir uma mensagem para alguma outra pessoa, de modo tal que essa mensagem seja recebida da forma pretendida, sem distorções.

GOLDSMITH (1996), acrescenta que:

O líder do futuro perguntará, aprenderá, acompanhará e crescerá de forma consistente e efetiva… Este líder solicitará a diversos grupos de interesse idéias, opiniões e feedback. Entre as fontes vitais de informação estarão clientes potenciais e atuais, fornecedores, membros de equipe, subordinados diretos, gerentes, outros membros da organização, pesquisadores… Duas chaves para o aprendizado são (1) ouvir atentamente e (2) refletir após indagar e receber informações. Os líderes precisarão reconhecer e apoiar aqueles que têm coragem de dizer duras verdades antes que os problemas se transformem em desastres.

Ainda GOLDSMITH relata sobre recente pesquisa indicando que os líderes que solicitam idéias dos principais grupos de interesse aprendem através de uma atitude positiva e não defensiva, são capazes de acompanhar de maneira direcionada e eficiente e, com isso, certamente, crescerão e se desenvolverão em termos de eficácia.

A comunicação visa, pois, provocar mudanças esperadas no comportamento dos indivíduos, através do desenvolvimento de atitudes positivas em relação ao próprio desempenho, que culmina com a satisfação profissional. Sob esse aspecto, a comunicação está no núcleo da liderança, uma vez que a liderança é um relacionamento interpessoal no qual os líderes influenciam pessoas para mudança via processo comunicativo.

CAPÍTULO 9

9. CONCLUSÃO

Imagine um anúncio de emprego em que se lê: “procura-se indivíduo com habilidades de treinador, professor, líder de torcida, herói, visionário, administrador, artista, ser humano sensível e atento para com as pessoas que o cercam, segundo o que as circunstâncias exigem. Precisa ter facilidade para vivenciar mudanças culturais. Uma qualidade essencial é o compromisso profundo com nossa missão e nosso pessoal, mas o candidato deve conseguir distanciar-se, para perder sua visão objetiva da realidade”. É por essa razão que faltam líderes em todo mundo.

A preocupação que existia na Grécia antiga em formar líderes capazes de liderar suas instituições perdeu-se ao longo do tempo, hoje o que se vê dentro das organizações é exatamente o contrário; as pessoas ficam vulneráveis em busca de oportunidades, gerando assim o descomprometimento com a empresa a qual é prestado determinado serviço. Não sabemos de fato, a veracidade, mas, existem estudos que mostram que daqui a cerca de quinze anos não haverá mais líderes no mundo, tudo isso, devido à falta de investimento das empresas, que por sua vez percebendo isso, tem mudado o presente quadro.

Sabendo que liderança e algo inato e pode ser desenvolvida e que, a comunicação exercida sem barreiras e de forma clara é a chave para o desenvolvimento de um trabalho que pode gerar frutos, porque não investir no que podemos chamar de futuro das organizações. Estas que acertadamente investem em seus colaboradores, obtêm como feedback a qualidade de vida no trabalho. Esse é o mecanismo para quem quer ser líder no mercado. É um ciclo, que quando o investimento é para formar líderes o resultado é a liderança de mercado.

Hoje já podemos perceber o surgimento de uma nova líder que conquistou seu espaço através do desenvolvimento de um trabalho com muita responsabilidade, dedicação e comprometimento. A secretária executiva conquistou seu espaço, mostrando que também é capaz de liderar com tamanha competência e determinação. É muito importante para a organização e para seu gestor ter uma líder com qualidades tão peculiares a sua frente.

Então homens líderes e administradores, é hora de mais comprometimento e dedicação. Liderança e comunicação aplicadas de maneira correta são, na verdade, o que as organizações mais precisam para crescer no mercado e estarem preparadas para enfrentar a concorrência que a cada dia mostra-se forte em busca do seu espaço.

CAPÍTULO 10

10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARAÚJO, Ane, Coach um Parceiro para o seu Sucesso. São Paulo: Gente, 1999.

BERGAMINI, Cecília Whitaker. Liderança Administração do Sentido. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1994.

CHIAVENATO, Idalberto. Administração dos Novos Tempos. 7. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

HUNTER, James C. O Monge e o Executivo: Uma História sobre a Essência da Liderança. 20ª edição. ed. Sextante, 2004.

BOOG, Gustavo. Espiritualidade nas organizações. In Revista Exame, 2002. Disponível em: Acesso em 05 ma. 2008.

Hawley, Jack O Redespertar Espiritual no Trabalho, In Gestão RH, 1997/Disponível em: http://www.gestaoerh.com.br/site/visitante/artigos/comp_005.php> Acesso em 20 abr. 2008.

CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando pessoas. 4 ed. Prentice-Hall, 2002.

GOLEMAN, Daniel; BOYATZIS, Richard; McKEE, Annie. Trabalhando com a Inteligência Emocional: a experiência de liderar com sensibilidade e eficácia. Traduzido por Cristina Serra. Rio de Janeiro: Campus, 2002. Tradução de: Primal Leadership.

BUCHAN, V. Como fazer apresentações com segurança: um Guia para o Sucesso no Mundo dos Negócios. Rio de Janeiro, Ediouro, 1995.

CRAINER, Stewart. Jack Welch: Dez segredos do gestor mais eficaz do mundo. Portugal: Control Jornal Editora, abr. 1999. p. 94

GOLDSMITH, M. Indagar, aprender, acompanhar e crescer. In: HESSELBEIN, F.; GOLDSMITH, M.; BECKHARD, R. O líder do futuro. Trad. Cynthia Azevedo. 2. ed. São Paulo: Futura, 1996.

KOTLER, Philip. Princípios de Marketing/ Gary Armstrong. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora S.A, 1998.

RIEL, Cees. B.M. Principles of corporate communication. Hemel Hempstead, Prenntice – Hall, 1995.

Scroferneker, Cleusa Maria Andrade. Perspectivas Teóricas da Comunicação organizacional/Disponível em: , Acesso em 03 mar. 2008.

A TEORIA DA CAUDA LONGA (THE LONG TAIL)

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THE LONG TAIL: A TEORIA DA CAUDA LONGA

1.O SURGIMENTO

Chris Anderson 44 anos, casado, jornalista formado em física, mora na cidade de Berkeley na Califórnia, em 2002 no trabalho notou que, no lado esquerdo do seu gráfico de distribuição a curva do e-commerce começava lá em cima, à esquerda, com poucos itens, e ia descendo para a direita, em direção aos produtos que vendiam menos. Na linha do lado esquerdo chamou a atenção do jornalista, ela seguia descendo, e continuava assim por muito tempo, sempre à direita, sem encostar no zero. Percebeu que calculando o volume de vendas dos itens que mais vendiam, dos blockbusters, e calculando também o volume de vendas dos itens que menos vendiam, tendendo a zero lá no infinito, era muito significativa no total geral das vendas. Com essa distribuição lembrava uma longa e quase infinita cauda e chamou-a de The Long Tail, coisa que fora da internet nunca aconteceu assim.

A teoria surgiu com a Internet, pois antes dela a oferta de produtos era feita única e exclusivamente através de meios físicos distribuído através de um modelo de distribuição, exposto em lojas físicas, que atendiam os consumidores de determinada região. Nesse modelo, os custos de armazenagem, distribuição e exposição dos produtos são altos, o que torna economicamente viável apenas a oferta de produtos populares, para o consumo de massa.

Com o surgimento do mundo virtual, estamos cada vez mais transformando em bits o que antes era matéria. E é justamente o rompimento dessas barreiras físicas que se torna possível criações de modelos de negócios de Cauda Longa, em que a oferta de produtos é praticamente ilimitada, uma vez que os custos de armazenagem e distribuição digitais são inferiores. Consumidores que antes tinham acesso a um número reduzido de conteúdos, passaram a ter uma variedade quase que infinita de novas opções. E passaram a experimentar mais, consumir produtos que desconheciam. É essa variedade e essa nova experimentação que proporcionam as alterações no consumo tradicional. Conseqüentemente com custos inferiores com exposição de produtos os sites conseguem oferecer valores baixos pelo mesmo, no qual a procura aumenta, outro ponto positivo da compra pela Internet é a comodidade de não sair de casa para comprar um produto, algo visto pelos consumidores como maravilhoso, pois, vivemos em um mundo globalizado e capitalista que o tempo se torna cada vez mais escasso.

Em suma o nome surgiu a partir de gráficos que relacionam o ranking dos produtos mais vendidos e o número de vendas pela internet. Nele, há uma curva que começa no topo à esquerda, representando os produtos que vendem muito, e que desce e segue indefinidamente representando milhões de produtos que vendem pouco, facilitou para os estoques das empresas que à medida que os custos de produção e distribuição caem no comércio online, diminui a necessidade de grandes investimentos em estoques.

2.A TEORIA DA CAUDA LONGA

Do inglês The Long Tail é um termo utilizado na Estatística para identificar distribuições de dados da teoria de Pareto, onde volume de dados estão classificados de forma decrescente.

No mercado do consumo de bens é normal encontrar curvas deste tipo para mostrar a procura dos consumidores, elevada para um conjunto pequeno de produtos e procura muito reduzida para um conjunto elevado de produtos. Na Economia Tradicional, os custos fixos de manutenção de estoques e catálogos, permitem calcular o valor para a procura que define o lucro e o prejuízo.

A Teoria da Cauda Longa é a mudança do modelo atual de mercado de massa “popular”, através do crescimento dos “mercados de nicho”. Esta mudança é dada pelo barateamento das tecnologias que permitem que todo cidadão produza seu material, e distribua-o para um grande número de pessoas.

A teoria da Cauda Longa é uma forma das diversas que existem para explicar as mudanças o mercado passa. Possuímos uma artimanha maravilhosa, pois estamos como o professor Tichs pronunciou: “Hoje temos acesso a praticamente tudo o que desejamos a poucos cliques de distância”

3.O LIVRO CAUDA LONGA

Surgiu a partir de um artigo de Chris Anderson para a revista Wired em outubro de 2004, no qual ele era o editor-chefe, no artigo analisou as alterações no comportamento dos consumidores e do próprio mercado, a partir da era digital e da Internet.

Foi publicado nos EUA em 2006 e no Brasil foi lançado em maio de 2006 pela Editora Campos com 256 páginas no valor de R$ 57,50 com o título “A Cauda Longa – Do Mercado de Massa para o Mercado de Nicho”.

4.EMPRESAS QUE UTILIZAM A TEORIA DA CAUDA LONGA

O fenômeno da Cauda Longa sendo muito discutido atualmente porque a internet está crescendo e possibilitando a exploração do consumo. Apostar na Cauda Longa torna-se economicamente interessante, ao contrário do que acontecia antes.

No Brasil, a Rain Network criou uma plataforma de comunicação baseada no conceito de Cauda Longa, cuja distribuição digital de filmes para cinema tem aumentado o acesso a conteúdos até então indisponíveis para o consumo no país.

Na Amazon.com é possível encontrar livros que são procurados por milhares de consumidores, mas também livros que são procurados apenas pontualmente por nichos pequenos de consumidores. Ao contrário do que acontece numa livraria real, os custos associados à manutenção em exposição de produtos muito pouco procurados são iguais.

Lojas online de Moveis, eletrodomésticos, eletros e supermercados como Walmart, Carrefour, Lojas Americanas, Casas Bahia, Lojas Renner entre outras utilizam a Internet também para vendas, a principal vantagem dos serviços online é que reduz drasticamente custos de distribuição e promoção.

Muitas empresas obtêm grandes índices de lucro com a comercialização de material, como o Google, YouTube e Amazon.com sites de comercialização via internet.

EXECUÇÃO PROVISÓRIA E A NOVA SISTEMÁTICA CIVIL

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EXECUÇÃO PROVISÓRIA E A NOVA SISTEMÁTICA CIVIL

O sistema processual brasileiro é dividido em quatro crises. A crise de certeza que gera o processo de conhecimento. A crise de perigo que é solucionada através das tutelas diferenciadas, como as antecipatórias em geral. A crise de segurança que faz o sistema responder com os processos cautelares. E finalmente, há a crise de inadimplemento, gerada após a sentença de efeito condenatório.

As sentenças condenatórias não têm força auto-executiva, portanto se prestam à execução. Pela ausência de força auto-executiva, o sistema respondia com um tempo para se verificar o adimplemento ou o inadimplemento da obrigação que se originava dessas sentenças. Era a fase intervalar (verdadeiro intervalo entre o processo de conhecimento e o processo de execução), momento quando poderia ser gerada a crise de inadimplemento.

Há várias formas de se classificar as espécies de execução. Uma delas é a divisão das execuções com base em título judiciais (objeto das mudanças da lei 11.232/05) e as em títulos extrajudiciais (que serão processadas mediante um processo executivo autônomo, nos moldes previstos no Livro II do CPC, com recentes alterações trazidas pela lei 11.382/2006.

Entretanto, as execuções de títulos judiciais podem ser novamente classificadas de acordo com a natureza da obrigação ou da prestação devida.

A execução, assim como era nos moldes anteriores, pode ser realizada de forma definitiva, ou provisória, conforme o artigo 475-I, §1. °. A titulo de esclarecimento, a execução provisória pode ser promovida pelo credor quando se tratar de sentença judicial cível que ainda não transitou em julgado, mas que esteja pendente de julgamento de algum recurso desprovido de efeito suspensivo.

A execução provisória esta regulada pelo artigo 475-O, com a mesa sistemática adotada anteriormente no artigo 588, pela lei 10.444/2002, ocorrendo por iniciativa e também por conta e responsabilidade do exeqüente. Isso significa que, caso a sentença seja reformada, o exeqüente se obrigará a reparar eventuais danos que o executado tenha sofrido.

Eventuais danos oriundos da modificação ou anulação da sentença por acórdão deverão ser liquidados, por arbitramentos, nos mesmos autos.

Justamente para evitar a ocorrência de irreparabilidade de tais danos, continua-se a exigir caução, que deverá ser suficiente e idônea, nas hipóteses de levantamento de deposito de dinheiro e de prática de atos que importem alienação de propriedade ou que possam resultar grave dano ao executado.

A novidade, porém, está na possibilidade – trazida pelo novo artigo 475-O, § 2° – de dispensa de caução não mais apenas para os créditos alimentares de até sessenta salários mínimos, mas também aos créditos decorrentes de ato ilícito (a fim de evitar grande demora em desfavor a vitima).

Essa caução será dispensada apenas em casos de crédito de natureza alimentar ou decorrente de ato ilícito, até o limite de 60 vezes o valor do salário mínimo, quando o exeqüente demonstrar situação de pendência de julgamento de recurso de agravo de instrumento junto ao Supremo Tribunal Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça (art.544), salvo quando da dispensa possa manifestamente resultar risco de grave dano, de difícil ou incerta reparação.

Logo, a velha prática de se aguardar o julgamento definitivo dos embargos para os atos expropriatórios definitivos deixa de existir. O exeqüente repita-se, sob sua responsabilidade e risco, pode promover a execução provisória, indenizar o executado, que terá a garantia dos bens caucionados para satisfação de seus prejuízos.

Uma outra novidade é que hoje a Lei 11,232/2005, com o claro intuito de facilitar a agilizar a execução provisória, dispensa e expedição da carta de sentença, segundo os moldes anteriores, onde as cópias das folhas dos autos tinham que ser autenticadas por um serventuário da justiça.

Dessa forma, na instrução da petição de a requerimento de execução provisória, foi adotada, expressamente, a mesma faculdade já concebida na elaboração do instrumento do agravo para os Tribunais Superiores, onde basta ao advogado da parte interessada na execução provisória juntar as copias obrigatórias e necessárias para a correta compreensão e execução, além de se responsabilizar pela verdade destas, sem precisar autenticá-las.

Três são os recursos que, excepcionalmente, podem ter efeito apenas devolutivo e, por isso, ensejam execução provisória na sua pendência: a apelação, nos casos dos incisos do art. 520, o recurso especial e o recurso extraordinário, em todos os casos.

O agravo de instrumento não obsta o andamento do processo, nem suspende a execução da medida impugnada, salvo nos casos do art. 558 (prisão civil de depositário infiel e adjudicação, remição de bens, levantamento de dinheiro sem prestação de caução idônea e em outros casos dos quais possa resultar lesão grave e de difícil reparação).

O agravo interposto da decisão que denega processamento do recurso extraordinário impede execução definitiva do acórdão, que só pode basear-se em decisão passada em julgado, caráter de que não se reveste a decisão enquanto houver possibilidade de recurso ordinário, especial ou extraordinário.

Todos os demais recursos suspendem a eficácia dos julgados por eles atingidos e impedem a execução, seja provisória, seja definitiva.

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXECUÇÃO PROVISÓRIA

O procedimento que orienta a execução provisória é o mesmo da definitiva (art. 588).

Devem, no entanto, ser observados princípios peculiares ao caráter provisório da execução e, conforme o art. 588, são os seguintes:

I – A execução provisória é realizada por conta e risco do exeqüente, que se obriga, se a sentença for reformada, a reparar os prejuízos que o executado venha a sofrer. Dessa forma, provido o recurso, ao executado deve ser restituído tudo aquilo de que foi privado pela execução provisória, além de lhe ficar assegurado direito à reparação dos correlativos prejuízos suportados (perdas e danos).
II – O levantamento de depósito, em dinheiro, e a prática de atos que importem alienação de domínio ou dos quais possa resultar grave dano ao executado, dependem de caução idônea, requerida e prestada nos próprios autos da execução.
III – A execução provisória fica sem efeito, sobrevindo decisão que modifique ou anule a sentença que foi executada, restituindo-se as coisas no estado anterior.
IV – Eventuais prejuízos serão liquidados no mesmo processo.

Confirmada a sentença no grau de recurso, a execução provisória transmuda-se, automaticamente, em definitiva. Se estiver paralisada na fase de praceamento, terá prosseguimento normal, ultimando-se a arrematação.

PROCEDIMENTO

A execução provisória deve ser processada nos autos suplementares. Não os havendo, utilizar-se-á a carta de sentença (art. 589).

A execução definitiva ou provisória dependerá sempre de provocação do credor através de petição inicial (art. 580), que há de observar os requisitos normais do artigo 282, sendo obrigatoriamente instruída com o título executivo.

A execução provisória de sentença cuja liquidação dependa apenas de cálculo aritmético, o exeqüente deverá juntar também a memória discriminada e atualizada do cálculo, na forma do art. 475-B, CPC. Em sendo necessária liquidação por arbitramento ou por artigos, esta se processará como autoriza o art. 475-A, § 2º, CPC. De qualquer maneira, será da intimação do devedor que se iniciará o prazo de quinze dias para pagamento, sem a incidência da multa de dez por cento e sem expedição de mandado de penhora e avaliação.

Havendo pagamento, e sobrevindo acórdão que modifique ou anule a sentença objeto da execução, as partes serão restituídas ao estado anterior e serão liquidados os prejuízos nos mesmos autos, por arbitramento (art. 475-O, II, CPC). Ressalte-se que pagamento não se confunde com depósito, pelo que, no caso do primeiro, não incidem as restrições do art. 475-O, III, CPC. O depósito não elide a multa e se perfaz como penhora.

Caso o devedor não pague nos quinze dias, incide a multa de dez por cento e é expedido o mandado de penhora e avaliação. Feita a penhora e resolvida eventual impugnação (art. 475-J, § 1º, CPC), praticam-se os demais atos executivos tendentes à satisfação do crédito executado provisoriamente.

Porém, o levantamento de depósito em dinheiro e a prática de atos que importem alienação de propriedade ou dos quais possa resultar grave dano ao executado dependem de caução suficiente e idônea, arbitrada de plano pelo juiz e prestada nos próprios autos (art. 475-O, II, CPC). Como a lei fala em arbitramento de plano de juiz, nos próprios autos, não se faz necessário observar o procedimento cautelar típico da caução, previsto nos arts. 826-838, CPC, o qual, no entanto, pode ser utilizado como base de aplicação.

Execução provisória não tem qualquer finalidade contra a Fazenda Pública, sendo-lhe inclusive prejudicial, eis que a inclusão do precatório (derivado de decisão judicial pendente de recurso, sem efeito suspensivo) na ordem cronológica, e posteriormente em orçamento, impedirá que o valor requisitado seja utilizado para as finalidades intrínsecas do Estado, tais como educação, segurança, saúde e etc.

A definitividade não só da sentença de conhecimento, mas especialmente do valor requisitado decorre de princípio orçamentário segundo o qual o poder público não deve ser instado ao desembolso de quantias ou créditos provisórios, que poderiam ser destinados a outras finalidades. Além disso, permitir que seja expedido um precatório em sede de execução provisória é, indiretamente, um meio de burlar a ordem de preferência, “guardando lugar na fila” para favorecer aqueles que têm expectativa de direito, em detrimento dos que já obtiveram um título definitivo.

Assim, a expedição de precatório em execução provisória provoca o paradoxo de que depósitos venham a ser efetuados nesses autos antes do pagamento de débitos fixados por sentença que transitou em julgado, portanto, imutável, não havendo qualquer dispositivo legal que admite a execução provisória contra a Fazenda Pública. Como exceção à regra que é não pode ser aplicada extensivamente.

Cumpre salientar, todavia, que há entendimento doutrinário e jurisprudencial em sentido diverso, autorizando a propositura de execução provisória contra a Fazenda Pública, em face da interposição de recurso desprovido de efeito suspensivo, mencionando-se a obra de Cássio Escarpinella Bueno nesse sentido, “Execução Provisória contra a Fazenda Pública (Revista de Processo 81:240-245. São Paulo: RT, 1996) e a orientação do Superior Tribunal de Justiça, proferida no Resp 56.239-2/PR, relator-ministro Humberto Gomes de Barros, DJ 24/4/1995, p. 10.38897. Assim, defendem: “O artigo 730 do Código de Processo Civil não impede a execução provisória de sentença contra a Fazenda Pública”.

Nesse sentido, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, analisando o caso ajuizado por Ubirajara Keutenedjian e outros, em razão de desapossamento administrativo decorrente da criação do Parque Estadual da Serra do Mar, entendeu ser viável a execução provisória contra a Fazenda Pública, mesmo sem trânsito em julgado, nas ações ajuizadas antes de Emenda nº 30/2000. O relator, ministro Teori Albino Zavascki, afirmou que “no caso examinado, a execução provisória teve início antes da Emenda Constitucional n. 30⁄2000, quando não havia, na Constituição, a exigência do trânsito em julgado como condição para a expedição de precatório”. Para o ministro, “a Emenda 30 é um significativo divisor de águas”, já que inseriu, após o termo “débitos”, o acréscimo: “oriundos de sentenças transitadas em julgado”. Revelou que “a jurisprudência do STF, anterior à citada Emenda, admitia a execução provisória” – entendimento adotado pelo Superior Tribunal de Justiça, tanto na 1ª quanto na 2ª Turma.

Conclui-se, por todos os ângulos que se analise a questão, a par da antiga doutrina e jurisprudência em contrário, ser inviável a execução provisória fundada em título executivo judicial quando o devedor for a Fazenda Pública, em razão ao advento da Emenda Constitucional n° 30/2000, que deu nova redação ao artigo 100 da CF/88.

CONCLUSÃO

E suma conclusão consegue-se verificar a diferença de procedimentos entre a execução definitiva e a execução provisória, possuindo cada uma delas características específicas, como a necessidade de caução na execução provisória, salvo se crédito de natureza alimentar ou decorrente de ato ilícito, no valor de ato 60 (sessenta) vezes o salário mínimo, quando credor se encontrar em estado de necessidade.

Verificou-se também, as inovações trazidas pela Lei n° 11.232/2006, ao incluir o artigo 475-O no Código de Processo Civil, não sendo mais necessário que a execução provisória se faça em autos suplementares ou em carta de sentença.

Conclui-se ainda, pela impossibilidade de execução provisória contra a Fazenda Pública, devendo a execução ser sempre definitiva, seja ela fundada em título executivo judicial ou extrajudicial, eis que a definitividade não só da sentença de conhecimento, mas especialmente do valor requisitado faz-se necessária para que o poder público exerça o seu papel de garantidor do interesse público, haja vista que o desembolso de quantias ou créditos provisórios poderia ser destinado a outras finalidades sociais, além de provocar a burlar da ordem de preferência, “guardando lugar na fila” para favorecer aqueles que têm expectativa de direito, em detrimento dos que já obtiveram um título definitivo.

O QUE É GLOBALIZAÇÃO?

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O QUE É GLOBALIZAÇÃO?

Globalização é o conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas. O ponto central da mudança é a integração dos mercados numa “aldeia-global”, explorada pelas grandes corporações internacionais. Os Estados abandonam gradativamente as barreiras tarifárias para proteger sua produção da concorrência dos produtos estrangeiros e abrem-se ao comércio e ao capital internacional. Esse processo tem sido acompanhado de uma intensa revolução nas tecnologias de informação – telefones, computadores e televisão.

As fontes de informação também se uniformizam devido ao alcance mundial e à crescente popularização dos canais de televisão por assinatura e da Internet. Isso faz com que os desdobramentos da globalização ultrapassem os limites da economia e comecem a provocar uma certa homogeneização cultural entre os países.

CORPORAÇÕES TRANSNACIONAIS

A globalização é marcada pela expansão mundial das grandes corporações internacionais. A cadeia de fast food McDonald’s, por exemplo, possui 18 mil restaurantes em 91 países. Essas corporações exercem um papel decisivo na economia mundial.

Segundo pesquisa do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade de São Paulo, em 1994 as maiores empresas do mundo (Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo, General Motors, Marubeni, Ford, Exxon, Nissho e Shell) obtêm um faturamento de 1,4 trilhões de dólares. Esse valor equivale à soma dos PIBs do Brasil, México, Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Uruguai, Venezuela e Nova Zelândia.

Outro ponto importante desse processo são as mudanças significativas no modo de produção das mercadorias. Auxiliadas pelas facilidades na comunicação e nos transportes, as transnacionais instalam suas fábricas sem qualquer lugar do mundo onde existam as melhores vantagens fiscais, mão-de-obra e matérias-primas baratas. Essa tendência leva a uma transferência de empregos dos países ricos – que possuem altos salários e inúmeros benefícios – para as nações industriais emergentes, com os Tigres Asiáticos. O resultado desse processo é que, atualmente, grande parte dos produtos não tem mais uma nacionalidade definida. Um automóvel de marca norte-americana pode conter peças fabricadas no Japão, ter sido projetado na Alemanha, montado no Brasil e vendido no Canadá.

REVOLUÇÃO TECNOCIENTÍFICA

A rápida evolução e a popularização das tecnologias da informação (computadores, telefones e televisão) têm sido fundamentais para agilizar o comércio e as transações financeiras entre os países. Em 1960, um cabo de telefone intercontinental conseguia transmitir 138 conversas ao mesmo tempo. Atualmente, com a invenção dos cabos de fibra óptica, esse número sobe para 1,5 milhão. Uma ligação telefônica internacional de 3 minutos, que custava cerca de 200 em 1930, hoje em dia é feita por US$ 2. O número de usuários da Internet, rede mundial de computadores, é de cerca de 50 milhões e tende a duplicar a cada ano, o que faz dela o meio de comunicação que mais cresce no mundo. E o maior uso dos satélites de comunicação permite que alguns canais de televisão – como as redes de notícias CNN, BBC e MTV – sejam transmitidas instantaneamente para diversos países. Tudo isso permite uma integração mundial sem precedentes.

O BRASIL E A GLOBALIZAÇÃO

Brasil quer a integração comercial de toda a América do Sul

O ano de alargamento do Mercosul – essa poderia ser a manchete de síntese da evolução do Cone Sul em 1996, se fosse verdade o que a imprensa brasileira noticiou nos últimos meses. Interpretando de forma simplista- e errada- os tratados formados pelo Chile e Bolívia com o Mercosul. O ano de alargamento do Mercosul – essa poderia ser a manchete de síntese da evolução do ConeSul em 1996, se fosse verdade o que a imprensa brasileira noticiou nos últimos meses. Interpretando de forma simplista – e errada – os tratados formados pelo Chile e Bolívia com o Mercosul, jornais e televisões noticiaram a adesão dos dois ao bloco sub-regional liderado pelo Brasil e Argentina.
‘ Isso não aconteceu, pelo menos por enquanto. Mas foi dado o primeiro passo nessa direção: o Chile e a Bolívia firmaram tratados de associação, o que significa que, sem aderir ao bloco, eles passam a aceitar regras de tarifas comerciais reduzidas no intercâmbio com os integrantes do tratado de Assunção de 1991. O passo adiante não aponta para o alargamento do Mercosul por agregações sucessivas, mas para o desenvolvimento de um processo mais complicado, que os diplomatas brasileiros apelidaram de estratégia do building blocks.

O Chile esnobou o Mercosul até a pouco. “Adios, Latinoamerica”, chegou a trombetear uma manchete de EL Mercurio, o principal diário de Santiago, resumindo uma política voltada para a Bacia do Pacífico e uma estratégia de integração do Nafta. As coisas mudaram. A solicitação de adesão à zona de livre comércio liderada pelos EUA esbarrou no colapso financeiro mexicano de dezembro de 1994. Escaldados, os parlamentares americanos negaram a tramitação rápida da solicitação no Congresso e as negociações continuam a se arrastar. Além disso, a abertura comercial que se espraia pela América Latina repercutiu sobre o intercâmbio externo chileno, puxando-o de volta para o subcontinente.

A Bolívia solicitou, em julho de 1992, a adesão gradual ao Mercosul. O gradualismo boliviano está orientado para controlar um obstáculo político e diplomático: o país faz parte do Pacto Andino e Tratado de Assunção não permite a entrada de integrantes de outras zonas de comércio. Mas, no terreno da economia e da geografia, a Bolívia está cada vez mais colada ao Mercosul. O acordo recente para fornecimento de gás natural e construção de um gasoduto Brasil-Bolívia vale mais que as filigranas jurídicas que bloqueiam a adesão imediata. E as perspectivas de cooperação de todos os países do Cone Sul tendem a abrir duas saídas oceânicas regulares para a Bolívia, cuja história está marcada pela perda de portos de Atacama, na Guerra do Pacífico (1879-83).

Não é provável que o Chile ingresse plenamente no atual Mercosul, e Santiago não quer perder suas vantagens comerciais no intercâmbio com o Nafta e a Bacia do Pacífico. A Bolívia não pretende deixar o Pacto Andino entrar no Mercosul, e o Chile, com melhores razões não pretende desistir do ingresso no Nafta. O horizonte com o qual trabalham os diplomatas brasileiros é o da articulação gradual do Mercosul com os países e blocos comerciais vizinhos, com vistas á formação de uma Associação de Livre Comércio Sul-Americana (Alcsa).

Essa é a estratégia do buiding-blocks. A sua meta consiste em criar, a partir de um grande bloco comercial na América do Sul, a plataforma ideal para negociar a integração pan-americana com a superpotência do Norte. É por isso que o Brasil não tem pressa nas conversações destinadas à formação de uma super zona de livre comércio das três Américas, que foram lançadas pelo ex-presidente dos EUA, George Bush, em 1990.

CONCLUSÕES E TENDENCIAS FUTURAS

O mundo já não é mais como foi o de papai. Ouve-se falar num momento que as grandes corporações americanas estão demitindo dezenas de milhares de trabalhadores de olhos azuis e transferindo suas operações para os países morenos, de mão-de-obra mais barata.

Países tão diferentes como a Finlândia e Espanha enfrentam taxas de desemprego de quase 20%, enquanto os pequenos tigres da Ásia, como Cingapura, Taiwan e Hong Kong, ou alguns aprendizes, como Malásia e Tailândia, são apontados como modelos de agressividade econômica.

No mundo do trabalho internacionalizado o que mais há é desemprego. E quem fica à margem desse giro do capitalismo está condenado ao atraso e a miséria. Mas quem se adapta a ele nem por isso se sai bem. Vide o México, que cumpriu à risca a receita ortodoxa para integrar sua economia ao mundo avançado e quebrou sua bolsa.

A outra faceta do processo de Globalização está na indústria. Tomem-se as dez maiores corporações mundiais:

Mitsubishi;
Mitsui;
Itochu;
Sumimoto;
General motors;
Marunbeni;
Ford;
Exxon;
Nissho
Shell;

Estas empresas faturam 1,4 trilhões de dólares, o que equivale ao PIB conjunto de:

Brasil;
México;
Argentina;
Chile;
Colômbia;
Peru;
Uruguai;
Venezuela.

Metade dos prédios, máquinas e laboratórios desses grupos e mais da metade de seus funcionários em unidades for do país de origem e 61% do seu faturamento é obtido em operações no estrangeiro.

A força dessas corporações e sua atuação geográfica mudaram o enfoque do jogo econômico. No passado, quem fazia as grandes decisões ecônômicas eram os fovernas. Agora são as empresas e estão decidindo basicamente o que, como, quando e onde produzir os bens e serviços utilizados pelos seres humanos.

Para conseguir preços melhores e qualidade de mais alta tecnologia em sua guerra contra os concorrentes, as empresas cortaram custos. Isto é empregos, e ainda aumentaram muito os seus índices de automação, liquidando mais postos de trabalho.

Nos estudos ecomistas, deu-se o nome de “desemprego estrutural” a essa tendência. O desemprego estrutural é um processo cruel porque significa que as fábricas robotizadas não precisam mais de tantos operários e os escritórios podem dispensar a maioria de seus datilógrafos, contadores e gerentes. Ele é diferente do desemprego que se conhecia até agora, motivado por recessões, que mais cedo ou mais tarde passavam. Os economistas apontam no desemprego estrutural um paradoxo do sistema de Globalização. Ele se ergueu para produzir coisas boas e baratas, vendidas numa escala planetária, fabricadas em grande parte por robôs, que são orientados por computadores. Mas por cortar o emprego das pessoas e sua renda não terá para quem vender seus carros reluzentes e seus computadores multimídia.

Segundo os críticos, a outra nota ruim da Globalização está no desaparecimento das fronteiras nacionais. Os governos não conseguem mais deter os movimento do capital internacional. Por isso, seu controle sobre a política econômica interna está se esgarçando. A quebra mexicana no final de 1994 é o exemplo mais marcante dessa perda de controle. Assim que o governo desvalorizou o peso frente ao dólar, os investidores sacaram vários bilhões aplicados no país e o México precisou de um pacote de socorro do FMI e do governo estadunidense. Os governos também estão perdendo a capacidade de proteger o emprego e a renda das pessoas. Se um país estabelece uma legislação que protege e encarece o trabalho, é provavelmente excluído da lista de muitos projetos de investimento.

Há, enfim, uma perda de controle sobre a produção e comercialização de tecnologia, o que nos tempos da Guerra Fria, seria impensável. Naquela época, a tecnologia estava ligada à soberania dos países.

No espaço de duas ferações, o mundo ficou muito complicado. Os que completam 40 anos em 1997 nasceram sob o signo do SPUTINIK, a pequena bola de metal, dotada de um transmissor de rádio, que os russos na órbita terrestre pela primeira vez, detonando a corrida espacial. Naquela época um computador pesava 30 toneladas e era chamado de cérebro eletrônico. Os aviões a jato eram uma novidade e a distância entre os países, um obstáculo difícil de transpor. O Brasil não conhecia o hambúrguer, não tinha indústrias automobilísticas, nem supermercados e a capital ficava no Rio de Janeiro.

A corrida espacial consumiu dinheiro maciço em pesquisa e formação de cientistas, e seu subproduto tangível são, por exemplo, o raio laser, o satélite, o videocassete e as raquetes de tênis feitas de grafite. Ela provocou uma revolução tecnológica na qual as empresas se basearam para moldar a economia global. Com esforço e um grau de alta ansiedade, os brasileiros estão deixando o seu isolamento para entrar nessa corrente. A ginástica pode ser cansativa e dolorida, mas há outra maneira de ingressar no futuro. Ou de não comer poeira ficando no passado. O processo econômico sempre sofreu suas criticas de adaptação, mas as próprias crises sempre produziram as soluções.

ENTREVISTAS

Foi realizada uma entrevistas com Antônio Carlos Coimbra Cardoso, especialista na área de Globalização – – e a ele foi feita as seguintes perguntas sobre Globalização:

PERGUNTA 1: Qual a relação entre a sua área de atuação no mercado e a Globalização?

(CARDOSO) – A automação industrial é a principal ferramenta tecnológica para que as empresas possam se modernalizar e participarem com mais competitividade, dentro do mercado mundial GLOBALIZADO.

PERGUNTA 2: Quais as perspectivas do Brasil na Globalização econômica planejada para o MERCOSUL?

(CARDOSO) – O Brasil está se firmando como o centro de investimentos estratégicos, para as empresas que estão buscando a penetração no MERCOSUL e mais ainda a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas). Como exemplo podemos citar o setor automobilístico, que auxiliou no período 96/99, investimentos de 17 bilhões de dólares no Brasil e 4,3 bilhões de dólares na Argentina, para atender à demanda dos mercados locais e exportar para os diversos blocos econômicos como UEE, NAFTA, etc.

PERGUNTA 3: A informatização, a robotização, e a automação mundial – que são os fundamentos da era industrial que vivemos – podem aumentar o nível de desemprego e consequentemente queda no consumo?

(CARDOSO) – A informatização, a robotização e a automação, contrariamente ao que a sociedade pensa, não causa desemprego. Como exemplo podemos citar o Japão que tem a sua indústria com os maiores índices de automação e robotização do mundo e apresenta um índice de desemprego de apenas 3,3%. O que a informatização/automação causa, é a necessidade de mão de obra tecnicamente mais qualificada, eliminando nas indústrias os cargos sem qualidade profissional. O maior problema brasileiro é o cultural.

PERGUNTA 4: Os blocos econômicos regionais – como a UE, o NAFTA, o MERCOSUL, e outros – poderão vir a aglutinar-se em uma Globalização mundial? Isso influenciaria na organização política de cada país?

(CARDOSO) – Os blocos econômicos regionais tendem a aglutinar-se isoladamente em algumas áreas, onde os conflitos socias não sejam muito fortes. Os países que fazem parte desses blocos criam barreiras protecionistas para suas indústrias principais e estratégicas.

PERGUNTA 5: Os diferentes potências econômicos de um grupo de países que buscam a Globalização econômica (formação de blocos comerciais) pode vir a ser um fator limitador da mesma?

(CARDOSO) – É claro que quanto maior o potencial econômico de um país, mais barreiras ele vai impor ao processo de livre mercado mundial, protegendo suas indústrias estratégicas, criando leis protecionistas, influenciando na GLOBALIZAÇÃO mundial, tornando-se um fator limitante.

PERGUNTA 6: A Globalização poderá causar inclusão e exclusão de áreas de trabalho no Brasil? Quais poderiam ser incluídas nessa perspectiva?

(CARDOSO) – A GLOBALIZAÇÃO já esta causando áreas de exclusão e inclusão, como nos demais países do mundo. Do ponto de vista brasileiro podemos citar como áreas que ganharam impulso:

Automobilística;
Geração de energia;
Telecomunicações;
Serviços.

Enquanto que os setores mais prejudicados são:

Agricultura;
Têxtil;
Borracha;
Calçados.

REPORTAGEM:

Globalização na educação

Fonte: “Quarto volume de Help Informática/O Estadão, pág.327”.

Os grandes usuários da Internet na área de educação são, sem dúvida, os estudantes de universidades. Cerca de 90% das universidade do mundo todo estão conectadas à rede disponibilizando material através dela. Ao entrar em um site de uma universidade são encontradas informações sobre suas diferentes faculdades e unidades de pesquisa, mapa do compus, telefones, e o mais importante, dados sobre os cursos. Em alguns sites de universidades, também é possível E-mails dos professores e dos alunos. Essas facilidades vêm acelerando a GLOBALIZAÇÃO do ensino. Um aluno que quisesse estudar em uma outra universidade de outro país, antes precisaria achar o telefone, ligar, achar a pessoa responsável pelas informações, pedi-las e aguarda-las. Atualmente basta acessar o site da universidade e procurar tudo sobre o curso. Se precisar alguma informação extra é só procurar o E-mail da pessoa responsável.

ARTIGO SOBRE O FILME “AS DUAS FACES DE UM CRIME”

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ARTIGO SOBRE O FILME “AS DUAS FACES DE UM CRIME”

FAAO – Faculdade da Amazônia Ocidental
2008

Há coisas que não se aprendem nos bancos acadêmicos, mas, “vêm do berço”… O filme As Duas Faces de Um Crime, é uma ficção, mas, que vemos no nosso dia a dia. Este filme se passa na cidade de Chicago, Estados Unidos, onde o talentoso, porém arrogante advogado e ex-promotor Martin Vail (Richard Gere) sai em busca de causas polêmicas e de grande repercussão para se promover pessoalmente. A trama desenrola quando o ex-promotor decide procurar e defender gratuitamente um jovem coroinha acusado de ser o assassino de um popular Arcebispo. Contudo, esquece que a honra do advogado só a ele pertence e que a advocacia é das profissões que primeiro se preocupa com sua ética, com a parte moral disciplinadora da moralidade dos atos humanos. Portanto, o atributo do advogado é sua moral, ou seja, a reputação desse profissional se mede por seu talento e por sua moral.

Durante as suas investigações pessoais, na busca da elucidação dos fatos e elaboração de uma melhor tese de defesa, Vail descobre o lado negro do famoso religioso. Conseguindo burlar os meios legais para conseguir subtrair da casa do arcebispo (local do crime), uma fita de vídeo no qual mostrava atos libidinosos entre o religioso, seus coroinhas e a namorada de um deles.

Provas obtidas por meios ilícitos são consideradas inadmissíveis e, portanto, inutilizáveis no processo (artigo 5º, inciso LVI da CF).

A inviolabilidade do domicílio é outro preceito processual-constitucional (artigo 5º, XI da CF).

A absoluta invalidade da prova ilícita infirma-lhe, de modo radical, a eficácia demonstrativa dos fatos e eventos cuja realidade material ela pretende evidenciar.

O arcebispo Richard Rushman praticava atos libidinosos com os seus corinhas (crime de pedofilia) entre eles Aaron Stampler ou quando não o fazia obrigava-os aqueles a manterem relações sexuais enquanto gravava em fitas de vídeos.

Não suportando tal conduta malévola do religioso, o jovem coroinha assassina o arcebispo com facadas. Ocorre que para evitar a pena de morte, Aaron Stampler simula um transtorno dissociativo de Múltipla Personalidade, enganando o advogado, a acusação (promotoria de justiça), o médico-perito, e a tribuna do Júri Popular, acarretando, por conseguinte, numa absolvição imprópria, sendo a ele aplicado uma medida de segurança.

Como a ficção se espelha na realidade fica o questionamento: Até que ponto é falível o laudo de um médico-perito num incidente de insanidade no processo penal especificamente no caso de um Transtorno Dissociativo de Múltipla Personalidade? A simulação de um transtorno de personalidade em júri e confirmado por médico-perito pode levar a anulação do julgamento?

A esses questionamentos não darei ênfase, porque na verdade o meu foco é falar sobre a ética e a moral que circundou na trama.

A ética não se confunde com a moral. A moral é a regulação dos valores e comportamentos considerados legítimos por uma determinada sociedade.

Martin Vail (Richard Gere) busca insensantimente provas que façam com seu cliente seja inocentado pelo Tribunal do Júri. Vai em busca de um médico perito e o leva até Aaron Stampler que registra todas as conversas, chegando à conclusão que Aaron Stampler é portador de Transtorno Dissociativo de Identidade. É importante salientar que o juiz não está adstrito ao laudo pericial que é emitido pelo perito. Procedimento do Tribunal do Júri Suscitar um incidente de insanidade no curso de um processo é uma tática comumente utilizada por defensores para livrar o sujeito passivo da relação processual de uma condenação final, principalmente em se tratando de um crime contra a vida como o homicídio.

No filme é exatamente o que o advogado Martin Vail procura imediatamente fazer quando “descobre” que o seu cliente é portador de um transtorno mental e que possivelmente ao tempo do cometimento da infração penal o acusado era portador da patologia. Os artigos 394 a 405 do Código de Processo Penal são comuns aos crimes de procedimento comum como os crimes de competência do Tribunal do Júri. Nos crimes de competência do Júri Popular o procedimento é igual ao juízo singular até a oitiva de testemunhas, depois continua o procedimento e ao invés de ter a sentença há a decisão de pronúncia, impronúncia ou absolvição sumária.

No Tribunal Martin Vail provoca a promotoria para que interrogue o réu. Nesse momento Vail já sabe como irá acontecer, e vendo o seu cliente ser provocado até o limite da farsa, Aaron Stampler, se descontrola. Então, ele pega à promotora e agarre o seu pescoço tentando matá-la, a farsa é tão bem trabalhada por Aaron Stampler que engana a todos, inclusive ao seu advogado, acreditando na sua total inocência, desde então, foi considerado pelo Tribunal do Júri como um portador de Transtorno Dissociativo de Identidade.

CONCLUSÃO

Diante do exposto, é possível verificar que não é tão difícil assim agir em conformidade com as normas, visto que para isso, basta ser uma pessoa correta, honesta, digna.

Antes de ter ética profissional, é preciso ter ética pessoal, ética moral, e como dito anteriormente, no início da elaboração do presente trabalho, há coisas que não se aprendem nos bancos acadêmicos, mas, “vêm do berço”… Por isso, Doutores, é que “nossa” classe (peço licença para me incluir na classe), ainda tem credibilidade, porque existem profissionais, que além de competentes, são bem educados e respeitam as normas regulamentadora do exercício da advocacia.

BIBLIOGRAFIA

Título no Brasil: AS DUAS FACES DE UM CRIME, Título Original: Medo Primal (Primal Fear), País de Origem: EUA, Gênero: Suspense, Classificação etária: 14 anos, Tempo de Duração: 131 minutos, Ano de Lançamento: 1996, Oficial: Estúdio / Distrib.: Paramount, Direção: Gregor Hoblit.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL, Ed. 2004, Editora Saraiva;
CÓDIGO DE PROCESSO PENAL, Ed. 2004, Editora Saraiva;
Código de Ética da OAB

A ÉTICA NO CASO ISABELLA NARDONI

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A ÉTICA NO CASO ISABELLA NARDONI

Faculdade da Amazônia Ocidental
2008

“As sociedades modernas, influenciadas pelo materialismo não se preocupam em educar o ensino moral e espiritual. Muitas escolas dão ênfase ao ensino das letras, das matemáticas, das artes e ofícios e das ciências em geral, como se fosse mais importante e essencial do que a formação do caráter, a aquisição do senso de justiça, o cultivo da ética-moral e da verdade” (Pestalozzi)

A orgia que tomou conta do país nos últimos dias está ligada a um fato aterrorizante: o pai que jogou a filha da janela do sexto andar do prédio onde mora. O que está por trás de tanta comoção não é exatamente a morte de uma criança, mesmo que isso seja hediondo. Milhares de crianças morrem o tempo todo no país e no mundo sem que isso mereça dessas mesmas pessoas um simples bocejo.

São muitos os que não medem esforços para atingir as primeiras posições em tudo na vida, com o fim de alcançar honrarias e destaque social juntamente com os bens materiais. Tudo isso é válido quando se tem objetivos nobres em favor da comunidade e é nocivo quando só serve para alimentar o orgulho e a vaidade desmedidos.

Poucos são os que palmilham um caminho ético moral para obter sucesso, tornando-se úteis à sociedade. Esquece a maioria, que suas conquistas se putrefazem, e que a ânsia de querer cada vez mais não se esvai. E cada vez mais o fator “problema social” se agrava.

A pequena Isabela, asfixiada é a vítima óbvia. A mãe que recebe a notícia sobre a morte da filha também. Apesar da tal “frieza” relatada, não se descarta o choque. E o pai de Alexandre Nardoni, vendo o filho acusado do assassinato da própria neta.

Se for Alexandre o culpado ou cúmplice, o que sentirá seu pai sabendo do crime do filho? E se Alexandre for inocente, o que se passa no coração de um pai que vê o filho ser moralmente linchado, e por pouco, não sê-lo fisicamente também.

A morte desta criança chocou o país, e porque não dizer o mundo, mas os envolvidos já estão na verdade sendo punidos mesmo antes de serem condenados.

Diante de muitas evidências, e de algumas até terem sido apagadas “propositalmente”, ou não, talvez pelos acusados, talvez pelo pai do acusado, que não mediu esforços para ir ao apartamento do filho antes da perícia. Conseguiu fazer uma limpeza “geral”, mas deixando alguns indícios e esqueceu ele que além de pai é um advogado, que fez um juramento de saber dominar as paixões próprias e as das pessoas que o rodeiam;
ser honesto, independente, moderado, firme e manter essas virtudes acima de quaisquer suspeitas.

Fraude processual: alteração do local do crime com o intuito de enganar a Justiça (Artigo 347). Pena: três meses a dois anos de prisão e multa.

Na atual conjuntura social, a desesperança toma corpo trazendo desânimo a muitos. A ganância material, o desejo desenfreado para satisfação dos instintos grosseiros contamina e destrói os valores morais. Os apelos aos protótipos da perfeição física aliados à luxúria inebriante impedindo reações edificantes ao espírito se fazem presentes em todos os setores das atividades humanas. O narcisismo e o individualismo agem de forma impiedosa inibindo a prática da virtude em relação à solidariedade.

O individualismo tornou corpo, e suas conseqüências se mostram funestas. Os imediatistas vão se nutrindo com variadas iguarias que lhe são oferecidas por todos os meios, com sabores diferentes, mas em pouco tempo a indigestão se faz presente, por falta dos ácidos do bom senso e da ética moral que são inibidores de instintos bestializados. Sofrem, então, uma brutal intoxicação que se traduz no vazio existencial.

A criatura humana, no campo das relações sociais, constantemente colhe decepções e amarguras. Isto se deve pela falta de conduta virtuosa, por tentar construir sua felicidade, sobre os alicerces das considerações puramente materiais, sobre as glórias ilusórias que inflam o ego alimentando a vaidade, o orgulho que são os maiores cancros a cegar o homem para a evolução e para a realidade da vida. Na ânsia do ganho material, o homem desvirtuado, não mede esforços nem se importa com as conseqüências de seus atos para obter o almejado. Daí, a imoralidade surge, se impondo como conduta no dia a dia, corroendo quaisquer resquícios enobrecedores.

Aqueles que não participam de uma ação reflexiva e após, determinam uma ação que cria a vida humana não são autores de suas vidas, são somente meros participantes, (e são a grande maioria) são os que seguem as regras do outro.

É a regra que vige o que está aí, o que alguém inventou e todos seguem sem pensar, quer seja por obrigação, por inércia ou por medo de sanção, ou seja, é um heterônomo. Ao contrario, o autônomo é aquele que segue sua própria regra.

“Não basta ensinar ao homem uma responsabilidade porque se tornará assim, uma maquina utilizável, e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale à pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto”.

No entanto, os fatores têm de se realçar em relação aos demais, não sendo incorreto dizer que pode inclusive abrangê-los de forma indireta.

Seria esse, a Impunidade Social, que nos leva a alguns questionamentos importantes e que de forma proposital serão aqui apresentados para que possam ser refletidos e respondidos por cada um a si mesmo, no quanto pensamos que dinheiro é importante, nas opções que temos que ser humano não pode ser tratado como “coisa”, pois coisa se usa enquanto tem utilidade e se joga fora após isso, e o homem tem sentimentos, tem necessário que seguir a sua liberdade, “esta sempre preso a ela”. O homem tem escolhas para fazer conforme o que o meio lhe propõem, mas nem sempre é o que “deveria” ser e sim o que se pode fazer naquele momento.

“Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida. Balanças justas, pesos justos, e justo fim tereis”. (Lev. 19: 35, 36).

POLISSEMIA E HOMONÍMIA

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Polissemia e homonímia

A flexibilidade do léxico da língua portuguesa do Brasil e as alterações semânticas propiciam a ocorrência da polissemia e da homonímia, fenômenos amplamente discutidos por gramáticos e lingüistas. Embora sejam fenômenos distintos, nem sempre é fácil determinar se uma palavra pertencente a uma ou a outra categoria.

Polissemia é o fenômeno lingüístico em que vários significados inter-relacionados associam-se ao mesmo significante. É um fenômeno natural e importante para contribuir na economia do léxico de uma língua, facilitando a comunicação entre falantes e minimizando o esforço para a memorização do saber lexical. Ulmamn (1964: 34, aput Corbari, A.T. e Bidarra, J. 2007) explica que “(…) a polissemia é uma condição da eficiência da língua. Se não fosse possível atribuir diversos sentidos a uma palavra, isso corresponderia a uma tremenda sobrecarga na nossa memória”.

No caso da homonímia, não temos um lexema com vários significados, mas sim lexemas distintos que possuem a mesma forma fonética e /ou gráfica. Pode-se ainda acrescentar que quando os significados de um lexema são relacionados, temos polissemia, porém, quando os significados não são relacionados, em geral é preferível considerar que se tratam de palavras (lexemas) distintas, ainda que com a mesma forma. Nesse caso, denominamos a situação de homonímia.

Câmara Junior (2002) descreve homonímia como sendo a propriedade de duas ou mais formas, inteiramente distintas pela significação ou função, terem a mesma estrutura fonológica: os mesmos fonemas dispostos na mesma ordem e subordinado ao mesmo tipo de acentuação.

Embora a definição destes conceitos seja simples, nem sempre é fácil dizer se estamos efetivamente perante duas palavras homônimas ou se, pelo contrário, perante uma palavra polissêmica.

Segundo Perini (1995: 250 aput Zavaglia, 2003) a proposta tradicional para a resolução do problema é estabelecer um limite entre “duas palavras (dois itens lexicais) quando há uma diferença de classe gramatical, ou então quando há uma diferença semântica grande e nítida.” A primeira solução, para o autor, é relativamente simples ao passo que a segunda torna-se problemática por não definir o que é uma diferença semântica “grande e nítida” nem tratar dos casos intermediários. Perini conclui que a dificuldade em delimitar polissemia e/ou homonímia aponta para a falta de um conceito mais preciso de item lexical.

No entanto, o critério mais utilizado para se fazer distinção de um item lexical homônimo de um polissêmico é a verificação da origem etimológica do mesmo, ou seja, um critério diacrônico.

De acordo com ele, sempre que as palavras são idênticas quanto à grafia ou fonética, mas diferentes em suas origens históricas, ter-se-á aí um caso de homonímia.

Lyons (1977/1987,), no entanto, questiona esse critério, lembrando que há casos em que a derivação histórica é incerta. Além disso, de acordo com ele, dada a dinamicidade das línguas naturais, é possível que um caso de polissemia torne-se, em um determinado momento da história da língua, um caso de homonímia. O autor enfatiza que, para a lingüística sincrônica, o critério etimológico é irrelevante. Segundo ele, mesmo que duas palavras estejam relacionadas historicamente quanto aos seus significados, sincronicamente o usuário não costuma estabelecer relação entre elas quando seus significados divergiram de tal maneira a ponto de se pensar que se trata de duas formas completamente diferentes e que nunca estiveram relacionadas antes.

Consideramos o verbo “contar” inserido nos seguintes contextos:

(a) ‘Pedro contou o dinheiro’.
(b) ‘Pedro não contou com Maria, quando mais precisava’.
(c) ‘Ah, essa desculpa não contou’
(d) ‘Pedro contou uma piada’.

Percebemos que o verbo tem diferentes significados em cada um dos períodos acima. No primeiro período o lexema ‘contar’ tem sentido de CONTABILIZAR; no enunciado b ‘contar’ aparece com sentido de OBTER AUXÍLIO; o terceiro enunciado, temos o sentido de VALOR explícito; e finalmente na frase d o significado do verbo é NARRAR.

Se a forma ‘contar’ é a mesma em todas as sentenças, é preciso saber se estamos diante de um caso de polissemia ou de homonímia.

Utilizando o critério diacrônico, analisando a relação dos significados do lexema, constatamos que os dois fenômenos: a homonímia e a polissemia estão presentes neste caso.

Se aumentarmos o nível de abstração dos diferentes significados atribuídos ao verbo nas sentenças acima, percebemos que nos três primeiros períodos temos claro um sentido de valor ao lexema em questão, diferentemente do significado explícito na última sentença, em que não é possível estabelecer nenhuma relação de sentido com os anteriores.

Sendo assim, concluímos que encontramos acima dois lexemas distintos, um primeiro polissêmico, presente nas três primeiras frases, e um outro homônimo deste primeiro que é a forma ‘contar’ da última frase.

Referências:

Aput. CÂMARA JR., J. Mattoso. Dicionário de lingüística e gramática. Petrópolis: Vozes, 1985: FELTES, Heloísa Pedroso Moraes, polígrafo da disciplina Língua Portuguesa VI, sd, sp

Aput Ullmann, S. (1977). Semântica: uma introdução à ciência do significado. 4.ed. (Mateus, J.A.O Trad.). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian (Original publicado em 1964). Corbari,

A.T. e Bidarra, J. (2007). O modal dever epistêmico e deôntico: um problema de processamento lexical. Ciências & Cognição; Ano 04, Vol 11, 120-131. Disponível em www.cienciasecognicao.org

Aput LYIONS, John. Linguagem e Lingüística: uma introdução. Rio de Janeiro: Zahar, 1982 ZAVAGLIA, Claudia. Ambiguidade gerada pela homonímia: revisitação teórica, 2003 disponível em www.scielo.br/pdf/delta

RECURSOS NO PROCESSO CIVIL: DOS EMBARGOS INFRINGENTES

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EMBARGOS INFRINGENTES

• Os Embargos Infringentes estão regulados no CPC, a partir do artigo 530.

Este tipo de recurso só existe no Direito Processual Brasileiro. Não tem paralelo no Direito Comparado.

Boa parte da doutrina sustenta que os embargos infringentes deveria ser abolido do sistema brasileiro.

ART. 503:

Cabem embargos infringentes quando o acórdão não unânime houver reformado em grau de apelação, a sentença de mérito ou, houver julgado procedente ação rescisória. Se o desacordo for parcial, os embargos serão restritos à matéria objeto da divergência.

• Comentário:

Cabem embargos infringentes contra o acórdão não unânime que em grau de apelação, reforma a sentença de mérito, ou em ação rescisória, julga o pedido procedente.

E termina o artigo dizendo que se a divergência for parcial, os embargos infringentes ficarão limitados ao que tenha sido divergente.

• O fundamento do recurso é a existência de divergência.

• EXEMPLO:

Imagine um caso em que ao julgar uma apelação, o tribunal entende, por maioria, que o réu deve pagar ao autor uma quantia “X”, e há um voto vencido no sentido de que ele não deva pagar nada.

• Nesse caso, a divergência é total (não deve pagar nada).

Mas há casos em que o tribunal vai entender, por maioria, que o réu deve pagar ao autor a quantia “X”, e há um voto vencido no sentido de que o réu deva pagar um valor menos que “X”, um valor “Y”.

• Nesse caso a divergência não diz respeito à própria existência da obrigação, mas apenas ao valor. Assim, os embargos infringentes ficam restritos a essa divergência. Irá se discutir se o valor é “X” ou “Y”.

CABIMENTO DOS EMBARGOS INFRINGENTES

Em 1º lugar, temos que lembrar que os embargos infringentes só são cabíveis contra acórdãos não unânimes.

É preciso, portanto que tenha havido voto vencido; que tenha havido divergência no julgamento colegiado.

Em 2º lugar, precisamos lembrar que os embargos infringentes só são cabíveis contra acórdãos proferidos em grau de apelação ou em ação rescisória.

• Veja que a lei não diz: em apelação. A lei fala: em grau de apelação.

O que vai fazer com que se possa utilizar os embargos infringentes para impugnar acórdãos proferidos em apelação, mas também em reexame necessário – aquele do art. 465, CPC. Apesar do reexame necessário não ser um recurso – não é uma apelação -, mas tanto quanto a apelação provoca um 2º grau de jurisdição, um 2º exame da causa.

• Portanto, o reexame necessário está em grau de apelação.

Da mesma forma, serão admitidos embargos infringentes contra acórdãos proferidos em recurso ordinário constitucional.

O recurso ordinário constitucional, apesar de não ser apelação, exerce a mesma função processual.

• O recurso ordinário constitucional encontra-se em grau de apelação.

IMPORTANTE:

O acórdão proferido em grau de apelação só poderá ser impugnado por embargos infringentes se a divergência foi de um julgamento contra sentença de mérito.

• Então é preciso que o juízo de 1º grau tenha apreciado o mérito.

Se a sentença de 1º grau não apreciou o mérito, podemos descartar o cabimento dos embargos infringentes.

Portanto, os embargos infringentes só são cabíveis quando se estiver diante de acórdãos não unânimes, em grau de apelação, contra sentença de mérito, e no sentido de reformá-la.

Logo, se o tribunal, por maioria, confirmar ou anular a sentença de mérito, não caberá embargos infringentes. Só será cabível se houver reforma da sentença de mérito.

EXEMPLO 2:

O juiz de 1º grau julga o pedido do autor procedente. O tribunal, por maioria, reforma essa sentença para julgar o pedido improcedente. Ou, de forma contrária, o juiz de 1º grau julgou o pedido do autor improcedente, e o tribunal, por maioria, reforma a sentença, julgando o pedido procedente. Só nesses casos é que se admite a interposição dos embargos infringentes contra acórdãos proferidos em grau de apelação.

AÇÃO RESCISÓRIA

Na ação rescisória temos que fazer a distinção entre as duas fases do julgamento:

1) Juízo rescindente;
2) Juízo rescisório.

No juízo rescindente o que se faz é examinar o pedido de rescisão. O autor da ação rescisória pede ao tribunal a rescisão de uma sentença de mérito transitada em julgado.

A apreciação desse pedido de rescisão – o julgamento desse pedido – chama-se juízo rescindente.

Eventualmente, haverá a necessidade de outro julgamento – que é na verdade o re-julgamento da causa original -, que vai se chamar Juízo rescisório.

• Pois bem, admite-se embargos infringentes contra decisão não unânime proferida no Juízo Rescindente.

Votos vencidos no Juízo Rescisório não têm nenhuma relevância.

Então, no caso de Ação Rescisória, se admitirá embargos infringentes, quando o tribunal, por maioria, julgue o pedido de rescisão procedente, no juízo rescindente.

Por outro lado, se o tribunal, por maioria, julgar o pedido de rescisão improcedente – no juízo rescindente -, mantendo a sentença transitada em julgado, não cabem embargos infringentes.

Desta forma, se o tribunal, por maioria, julgar o pedido de rescisão procedente e desconstituir a sentença de mérito transitada em julgado, caberá embargos infringentes. E é preciso que a divergência esteja aqui, no juízo rescindente. Divergência em outros pontos da ação rescisória, no próprio juízo rescisório, não será permitida interposição de embargos infringentes.

• Os embargos infringentes, portanto, é recurso de cabimento muito restrito.

RESUMINDO:

Os embargos infringentes só serão cabíveis em grau de apelação, contra acórdãos não unânimes que reformam a sentença de mérito e, em ação rescisória, contra acórdão que por maioria, julgar o pedido de rescisão procedente – no juízo rescindente.

PRAZO

Os embargos infringentes são cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias. E é sempre recebido com efeito suspensivo.

IMPORTANTE:

É preciso conhecer o Regimento Interno do Tribunal que irá julgar os embargos infringentes.

Há Tribunal, como o TJ-SP, que os embargos infringentes são julgados pelo mesmo juízo que proferiu a decisão embargada.

Há outros como no caso do TJ-RJ, que a regra não é essa. Se forem interpostos embargos infringentes contra acórdãos proferidos por determinada câmara cível, determina o Regimento Interno que os embargos infringentes sejam distribuídos à outra câmara distinta daquela que proferiu a decisão embargada.

De outro lado, se os embargos infringentes forem interpostos contra decisão proferida pelo órgão especial do tribunal, esse mesmo órgão julgará o recurso.

Por essa razão tem que se conhecer o Regimento dos Tribunais para saber como se dará isso. Da mesma forma, é preciso conhecer o Regimento Interno para saber se para os embargos infringentes deverá ou não ser designado um novo relator.

Há tribunais que será relator dos embargos infringentes, o próprio relator do acórdão embargado. É o que acontece com o TJ-SP. E há outros Tribunais em que se determina que para os embargos infringentes, se designe um novo relator.

O CPC vai dizer que se a norma regimental a escolha de um novo relator para os embargos infringentes, essa escolha recairá, preferencialmente, não obrigatoriamente, sobre um magistrado que não tenha participado do julgamento embargado.

Então, é muito importante, no estudo dos embargos infringentes, conhecer o Regimento Interno do Tribunal que vai julgar esse recurso. É ali que se vai determinar quem julgará o recurso; se o próprio órgão que prolatou a decisão embargada, ou outro órgão.

DIFERENÇAS ENTRE ZONA URBANA X ZONA RURAL

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DIFERENÇAS ENTRE ZONA URBANA E ZONA RURAL

ZONA URBANA:

Conceito:

A definição de zona urbana varia consoante o país. De uma forma geral, é considerada urbana qualquer zona que apresentar uma população igual ou superior a 2000 habitantes. A actualização dos modelos de crescimento urbano tem feito com que a densidade da população, a extensão geográfica e o desenvolvimento de infra-estruturas se combinem para ser pilares na delimitação deste tipo de zonas.

Embora seja difícil generalizar, as zonas urbanas costumam apresentar um maior preço em termos de superfície (o custo de vida é mais caro, nomeadamente os próprios terrenos e alugueres) e uma menor presença de emprego no setor primário comparando com as zonas rurais. Por outro lado, as zonas urbanas oferecem uma maior gama de recursos para a sobrevivência das pessoas.

As zonas urbanas como as cidades caracterizam-se pelo desenvolvimento do seu sector secundário (industrial) e terciário (serviços). Se, por um lado, os produtos e os serviços da cidade têm influência no comportamento do campo, já este, por sua vez, abastece as regiões urbanas com mercadorias agrícolas e pecuárias.

Em geral, o espaço urbano excede os próprios limites da cidade, já que se formam grandes áreas metropolitanas periféricas agrupadas em seu redor.

Convém destacar que a taxa de urbanização é o índice demográfico que expressa a relação percentual entre a população urbana (os habitantes das cidades) e a população total de um país. Quanto maior o valor, maior é o nível de desenvolvimento.

Desde a Revolução industrial, a população urbana tem vindo a experienciar um crescimento constante. De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em 2008, a população mundial terá sido de 50% em população rural e de 50% em população urbana, ano a partir do qual se tem vindo a registar uma ocupação cada vez maior das cidades.

Definição de Zona Urbana no Brasil

Zona urbana é a área de um município caracterizada pela edificação contínua e a existência de equipamentos sociais destinados ás funções urbanas básicas, como habitação, trabalho, recreação e circulação.

No Brasil, a Lei Nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 define zona urbana deve observar o requisito mínimo da existência de melhoramentos em pelo menos dois dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público:

    • I – meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;
    • II – abastecimento de água;
    • III – sistema de esgotos sanitários;
    • IV – rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;
    • V – escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de três quilômetros do local considerado.
    A legislação municipal pode ainda considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nesses termos.

Pontos negativos da Zona Urbana

Um dos pontos negativos é a grande produção de lixo e o destino inadequado desses resíduos. Lixões são formados a céu aberto, fato que provoca a poluição do solo, da atmosfera, da água subterrânea, além de gerar muitas doenças.

Os congestionamentos no trânsito, a violência, moradias em locais inadequados, desigualdade social e população em situação de rua são outros problemas comuns nos grandes centros urbanos brasileiros.

ZONA RURAL:

Zona rural é uma região que não integra o perímetro urbano, ou seja, é uma área do município não classificada como zona urbana ou zona de expansão urbana.

Definição:

Por oposição a zona urbana, definem-se as zonas rurais (ou o meio rural, ou campo) como as regiões no município não classificadas como zona urbana ou zona de Expansão Urbana, não urbanizáveis ou destinadas à limitação do crescimento urbano, utilizadas em atividades agropecuárias, agro-industriais, extrativismo, silvicultura, e conservação ambiental.

A zona rural é de fundamental importância para nossas vidas, pois nela são desenvolvidas as atividades agropecuárias, como o cultivo de vários alimentos (arroz, feijão, frutas, legumes, etc.) e a criação de animais (bois, vacas, porcos, entre outros).

Embora tradicionalmente estas áreas tenham sido primariamente utilizadas para a agricultura ou pecuária, atualmente grandes superfícies podem estar protegidas como uma área de conservação (de flora, fauna ou outros recursos naturais), terras indígenas, reservas extrativistas e ter outra importância económica, por exemplo, através do turismo rural ou ecoturismo.

Outra característica econômica da zona rural é o ecoturismo, também chamado de turismo rural. Essa é uma atividade realizada de forma consciente e ecologicamente correta, que segue os princípios elementares de desenvolvimento sustentável.

Muitas pessoas buscam sair da rotina estressante da zona urbana, e encontram na zona rural uma forma de descanso. Entre as atividades realizadas no campo estão: trilhas ecológicas, cavalgadas, banhos em cachoeiras, etc.

A zona rural também tem as importantes funções de preservar a biodiversidade de um determinado local, garantir a qualidade da água e manter as terras indígenas. Nesse sentido, as Unidades de Conservação foram criadas com o intuito de preservar o patrimônio ambiental e cultural do país.

Diferenças entre Zona urbana e Zona Rural

Há pessoas que moram na cidade, outras que moram no campo.
As pessoas que moram na cidade formam a comunidade urbana e as pessoas que vivem no campo formam a comunidade rural.

Na comunidade urbana, há muitas coisas em comum, por exemplo alguns serviços como eletricidade, água e esgoto tratados, transportes coletivos, comunicação, rede de bancos e um comércio muito variado.
Nas cidades, as casas ou apartamentos são construídos bem junto uns dos outros.

A zona rural, também chamada de campo, é a região que fica fora da cidade.
As pessoas vivem no campo em sítios, chácaras, fazendas, etc.
As casas da zona rural não são construídas perto uma das outras. A maioria das pessoas que vivem na comunidade rural trabalham cuidando da lavoura e do gado.
As que cuidam da lavoura são chamadas de agricultores ou lavradores. Ela trabalham na terra, plantam, colhem e vendem os produtos. Quem cria os animais como bois, cavalos, cabras, porcos, aves são chamadas pecuaristas.

As formas de diversão e distração das pessoas variam muito de um lugar par o outro. É muito importante que todas as pessoas procurem se divertir e distrair para poder manter a saúde mental e física.

Nas cidades há formas para as pessoas se distraírem: cinemas, teatro, zoológico, parques, televisão, etc.

No campo, onde a vida é mais simples e não existem muitas escolhas para diversão, as pessoas se divertem pescando, andando a cavalo, tomando banho de rio, cachoeira, freqüentando rodeios, bailes, etc.

Na cidade ou no campo as pessoas podem se distrair lendo bons livros, fazendo passeios a pé, conversando.

Bibliografia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Zona_rural
http://pt.wikipedia.org/wiki/Zona_urbana
http://pt.wikipedia.org/wiki/Congestionamento

COMÉRCIO EXTERIOR NEGOCIAÇÃO COM ESTADOS UNIDOS

COMÉRCIO EXTERIOR NEGOCIAÇÃO COM ESTADOS UNIDOS: NEGOCIAÇÃO INTERNACIONAL, SIMULAÇÃO DE UMA EMPRESA.

1 ESTADOS UNIDOS ASPECTOS GERAIS

Os Estados Unidos da América (em inglês United States of America) é uma república federal presidencialista, composta por cinqüenta estados e um Distrito Federal. O nome do país é freqüentemente referido pelas siglas USA ou US (em inglês) e EUA (em português).

Os Estados Unidos são o quarto maior país do mundo, em extensão territorial, depois de Rússia, China e Canadá. Em comparação com outros países e regiões, os EUA são duas vezes e meia maiores do que a União Européia e têm área aproximadamente equivalente à metade da extensão territorial da Rússia e da América do Sul, e ligeiramente superior à do Brasil. O país faz fronteiras com o Canadá, ao norte, com o México, ao Sul, e com os Oceanos Atlântico, a leste, e Pacífico, a oeste.

A geografia dos Estados Unidos da América é extremamente diversificada, em parte, por causa da grande extensão territorial do país, que é o quarto maior do mundo. O mapa político dos Estados Unidos está dividido em três distintas secções: O Alasca, conectado em terra apenas com o Canadá, a leste; o Havaí, um arquipélago localizado no meio do Oceano Pacífico, e o Estados Unidos Continental, que compreende os 48 Estados localizados na América do Norte. A fronteira dos Estados Unidos Continental com o Canadá é a mais longa fronteira não defendida do mundo.

Devido à grande extensão territorial dos Estados Unidos, o clima do país varia muito, de região a região. A Flórida possui um clima tropical, enquanto o Alasca possui um clima polar. Vastas porções do país têm um clima continental, com verões tépidos e invernos frios. Algumas partes dos Estados Unidos, em particular partes da Califórnia, têm um clima mediterrânico. No geral, porém, a maior parte dos Estados Unidos possui um clima temperado ou sub-tropical, marcado por quatro distintas estações, com mudanças regulares de temperatura e precipitação.

1.1 Organização Administrativa

O país está dividido em 50 estados, um Distrito Federal (District of Columbia), sede da capital da Nação (Washington), 14 territórios, além de manter Pactos de Associação com Micronésia, Palau e Marshall Islands. Cada estado tem a sua própria constituição e conta com considerável autonomia na organização e operação de seus poderes executivo, legislativo e judiciário.

1.2 Cultura

A cultura dos Estados Unidos tem uma grande influência no resto do mundo, e em especial no mundo ocidental. A música americana é ouvida em todo o mundo e os filmes e programas televisivos americanos podem ser vistos quase em todo o lado. Existe um contraste muito grande com os primeiros tempos da república, quando o Estados Unidos era visto como um país agrícola com pouco a oferecer aos centros culturalmente avançados do mundo da Ásia e Europa.

A maioria das grandes cidades dos Estados Unidos oferecem instalações e atuações de música clássica e popular, centros de pesquisa histórica, científica e artística e museus, atuações de dança, musicais e peças de teatro, além de eventos ao ar livre e arquitetura de significado internacional. Este desenvolvimento é resultado de contribuições quer de filantropos privados, quer de fundos governamentais.

A maioria da população americana possui uma razoável quantidade de tempo livre (dedicado à recreação) disponível. Os esportes são os principais passatempos da população americana. Milhões de americanos passam seu tempo livre jogando esportes com amigos ou assistindo jogos profissionais em estádios ou na televisão. Outros métodos de recreação muito populares no país incluem filmes, sitcoms, shows musicais e o teatro. Cerca de 95% da população americana possui uma televisão em casa. Em média, a televisão de uma dada residência fica ligada sete horas por dia.

Hobbies ocupam muito do tempo recreativo de muitos americanos. Jardinagem, colecionamento de certos produtos (selos, moedas, etc), tricotagem, fotografia, artesanato e aeromodelismo são alguns dos mais famosos no país.

1.3 Educação nos Estados Unidos da América

Educação nos Estados Unidos da América é fornecida e controlada primariamente por três níveis governamentais diferentes: federal, estadual e local. Padrões educacionais são responsabilidades dos departamentos de educação de cada Estado. Crianças e adolescentes são obrigados a freqüentarem a escola até a idade de 16 anos (ou até a finalização do segundo grau), na maioria dos Estados. Verba destinada à educação USD 69,4 Bilhões (2006).

Os Estados Unidos possuem uma população relativamente educada. Estima-se que 97% da população americana sejam alfabetizados. Em 2003, havia 76,6 milhões de estudantes atendendo a escola. Entre a população adulta, mais de 85% da população americana possui um diploma de segundo grau, e 27% possui um diploma de ensino superior. O salário médio de estudantes com um diploma de educação superior é de 45,5 mil dólares, mais do que dez mil dólares acima da média.

Porém, os Estados Unidos possuem uma taxa de alfabetismo baixa, em comparação a outros países desenvolvidos, com uma taxa de alfabetismo estimada entre 86% e 98%, dentre a população acima dos 15 anos de idade.

1.4 Transportes

Os Estados Unidos possuem uma extensiva malha rodoviária, ferroviária e hidroviária. De fato, a quilometragem destas malhas são as maiores do mundo em suas respectivas categoria. Existem cerca de 75 mil quilômetros de rodovias e vias expressas de alta capacidade. Enquanto isto, caminhões transportam cerca de um quarto de toda a carga transportada no país.

Trens transportam cerca de 35% de toda a carga transportada no país, enquanto respondem por apenas 1% dos passageiros movimentados. O contrário acontece com as linhas aéreas americanas, que transportam 18% dos passageiros, mas menos de 1% da carga no país. O mercado americano de passageiros no setor aéreo é a maior do mundo. Chicago, Atlanta, Los Angeles, Dallas, Nova Iorque, San Francisco e Orlando destacam-se como grandes centros aeroportuários.

Cerca de 15% de toda a carga transportada no país é transportada via hidrovias como rios e lagos, além de mares e oceanos. Los Angeles, Nova Iorque, Filadélfia, San Francisco, New Orleans, Miami e Houston destacam-se como grandes centros portuários. O porto mais movimentado do país por número de navios atendidos é o de New Orleans, enquanto o porto mais movimentado segundo tonelagem de carga é o de Los Angeles.

1.4.1 Principais portos

Los Angeles-Long Beach, New Orleans, Nova Jérsei-Nova Iorque, Filadélfia, Houston, Miami, Portland, San Francisco, Seattle, Chicago.

1.4.2 Principais aeroportos

Alabama, Alasca, Arizona, Arkansas, Califórnia, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Colorado, Connecticut, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Delaware, Flórida, Geórgia, Havaí, Idaho, Illinois, Indiana, Kansas, Louisiana, Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Mississippi, Missouri, Montana, Nevada, Nova Hampshire, Nova Iorque, Nova Jérsei, Novo México, Ohio, Oklahoma, Oregon, Pensilvânia, Rhode Island, Tennessee, Texas, Virgínia, Virgínia Ocidental, Washington.

2 VIAGENS DE NEGÓCIOS

É essencial que o exportador se apresente bem preparado no mercado americano. Os americanos gostam de clareza na comunicação e de chegar ao ponto imediatamente. O exportador deve trazer consigo material promocional de boa qualidade gráfica e escrito em bom inglês, lista de preços em dólar, informações detalhadas sobre a sua empresa preferivelmente em forma de brochura, e boa quantidade de cartões de visita, impressos em inglês para serem entregues no momento das apresentações. Se o negociador não fala inglês ou tem alguma dificuldade em se comunicar no idioma, é recomendável a contratação de um intérprete com experiência em comércio exterior.

Devem-se evitar viagens em datas próximas aos principais feriados. A formalização do negócio é feita por um contrato de venda, o qual deve refletir a complexidade da transação e especificar claramente as responsabilidades de cada parte contratante. O estilo de negociação é informal e direto. O agendamento de encontros é essencial e a pontualidade é levada muito a sério. A abordagem para a resolução de problemas é impessoal. Os americanos acreditam que regras e procedimentos devem ser aplicados a todos igualmente. As reuniões têm sempre uma pauta, que é seguida item por item. Os americanos são muito rigorosos com a agenda, portanto a reunião deve ser muito objetiva e estar bem preparada.

2.1 Participações de Feiras

A participação em feiras setoriais constitui excelente oportunidade não apenas para a promoção de vendas, mas também para a obtenção de inteligência comercial referente aos competidores americanos e estrangeiros, tais como tecnologia de fabricação, apresentação do produto, embalagem, nível de preço e estratégias de promoção.

2.2 Amostras, Catálogos e Material Publicitário

Não existe legislação específica para a importação de amostras, catálogos e material publicitário. Embora os mecanismos existentes para a admissão temporária de mercadorias possam ser utilizados, no caso de amostras nem sempre representam a solução mais econômica ou conveniente para o exportador.

3 IMPORTÂNCIA DOS ESTADOS UNIDOS

Os Estados Unidos é claramente o país que exerce maior influência nas relações políticas internacionais. Esse predomínio acirrou-se com o desmembramento da União Soviética e o fim do comunismo. Atualmente, os EUA são a grande potência mundial, o que é percebido através da posição predominante que tem nos foros internacionais, econômicos e junto a diversos organismos multilaterais, políticos e militares, assim como também pela capacidade de ação que tem exercido sobre países que vão contra os seus interesses, chegando inclusive a intervenção direta como já aconteceu no Iraque e Haiti, apenas para exemplificar.

Os Estados Unidos possui uma grande capacidade de absorção interna, um mercado de proporções gigantescas e diversificado, mão-de-obra muito especializada, uso intensivo de capital e, em particular, grande capacidade de inovação tecnológica. O seu poderio econômico se traduz pelo alto grau de influência comercial. Possui um bom dinamismo econômico sendo, sua taxa de crescimento em 2005 de 3,5%. Do ponto de vista comercial é um dos países que tem capacidade de influenciar os preços internacionais, e seu poder econômico e comercial cresce, também, como conseqüência das atividades de suas multinacionais existentes na maioria dos países.

3.1 Economia

A economia dos Estados Unidos da América está organizada segundo o modelo capitalista e é marcada por um crescimento constante, baixas taxas de desemprego e de inflação, um grande déficit. A economia dos Estados Unidos pode ser vista como a mais importante e influente do mundo em tempos atuais. Vários países indexaram as suas moedas ao dólar, ou chegam mesmo a usar a moeda americana como sua moeda oficial, e os mercados de capitais americanos são em geral vistos como indicadores da economia mundial.

O país tem enormes recursos minerais, com grandes depósitos de ouro, petróleo, carvão e urânio. Na agricultura, está entre os maiores produtores mundiais de milho, trigo, açúcar e tabaco, entre outras produções. A indústria de manufatura americana é diversificada, com automóveis, aviões e produtos eletrônicos sendo os principais produtos industrializados produzidos no país. O maior setor econômico, no entanto, é o de serviços: cerca de três quartos dos habitantes dos Estados Unidos trabalham nesse setor.

O maior parceiro comercial dos Estados Unidos é o seu vizinho do norte, o Canadá. Outros parceiros econômicos importantes são a União Européia, o México, o Japão e a China.

3.2 Principais Setores

3.2.1Serviços

O setor de serviços corresponde aproximadamente 80% do PIB americano. Por ramos de atividades, são as seguintes as participações percentuais no valor total da produção do setor: outros serviços prestados pelo setor privado – principalmente nos segmentos ligados à tecnologia da informação (21%); bancos, seguros e imóveis (19%); governo (13%); transportes e serviços de utilidades públicas (9%); comércio varejista (9%); comércio atacadista (7%); e construção (4%).

3.2.2 Agricultura

A boa qualidade do solo americano, principalmente a do Centro-Oeste, faz com que os Estados Unidos sejam um dos maiores produtores mundiais de grãos e outros produtos agrícolas. Atualmente, um sétimo das propriedades agrícolas pertencem a grandes grupos empresariais.

3.2.3 Mineração

Os Estados Unidos possuem grandes reservas de importantes metais, como o cobre, minério de ferro e zinco, dependendo de outros países para o abastecimento de outros metais decorrente da falta de disponibilidade ou de dificuldade na extração. Alguns dos metais importados são: zinco, platina, níquel, cromo, metais de platina, bauxita, manganês, cobalto e o tungstênio.

3.2.4 Indústria

A indústria americana cresceu na esteira do “boom” econômico dos anos 90. Observou-se, em particular, crescimento significativo na produção de bens e sistemas de alta tecnologia, crescimento este alimentado pela demanda cada vez maior por produtos do segmento. A indústria de bens de consumo tradicionais, no entanto, experimentou quedas no ano 2000. O mesmo aconteceu com o setor de exportação, afetado pela desaceleração da economia global e pela valorização do dólar norte-americano. Esse setor continua sendo um ponto fraco da economia norte-americana. Os indicadores econômicos atribuem o crescimento do intercâmbio ao setor de tecnologia da informação. Nos Estados Unidos, os bens duráveis tais como maquinário, equipamentos e bens utilizados pelo setor aeroespacial respondem pela maior parcela das exportações da indústria tradicional. Em 2005 o setor representou 20.4% do PIB total americano.

4 SISTEMA TARIFÁRIO

4.1 Classificações de mercadorias

Os Estados Unidos aderiram à Convenção Internacional sobre o Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias, passando a adotar esse Sistema em 01.01.89. Nenhum produto de importação poderá ser introduzido neste país se não estiver classificado de acordo com a HTSUS (Harmonized Tariff Schedule of the United States). Todas as mercadorias estão sujeitas ao imposto de importação, salvo as que estiverem expressamente isentas.

O pagamento de direitos aduaneiros decorrentes de classificação em tarifa mais elevada do que a esperada fica sob inteira responsabilidade do importador, a quem cabe, em última instância a responsabilidade pela correta classificação do produto.

Recomenda-se ao exportador que não disponha de exemplar da HTSUS, na qual são classificadas todas as mercadorias importadas, para fins alfandegários, que procure o Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX), da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, Comércio e Turismo, para obter as informações a respeito.

4.2 Estrutura tarifária

A HTSUS prevê três tipos de alíquotas: “ad valorem” (porcentagem do valor total da mercadoria), específica (importância cobrada por unidade de peso ou outra quantidade) ou mista (uma combinação das duas alíquotas anteriores). Essas tarifas são apresentadas em duas colunas: a) Coluna 1, dividida nas subcolunas “General”, na qual são indicadas as tarifas consolidadas na Organização Mundial do Comércio, e “Special”, na qual são indicados os tratamentos preferenciais, b) Coluna 2, que contêm as alíquotas (geralmente altíssimas) aplicadas na importação, direta ou indireta.

4.3 Base de incidência e cálculo

Como mencionado acima, os direitos aduaneiros podem ser ad-valorem, específicos ou mistos. A base de cálculo ou valor de tais direitos é estabelecida pela alfândega, por meio de uma legislação complexa que utiliza diferentes critérios de valoração. Entretanto, o valor que mais se aproxima do geralmente utilizado pela alfândega como base de cálculo é o valor pago pela mercadoria no país de origem, adicionado de eventuais despesas incorridas pelo comprador como embalagens, comissões, royalties ou taxas de licenciamento e “assists” – assistência prestada pelo comprador ao vendedor, gratuitamente ou a preço reduzido, na produção da mercadoria.

4.4 Faixas de alíquotas da pauta geral

A “HTSUS” tem alíquotas de até 350% (extra-quota, tabaco). No entanto, a média de taxação está em torno de 4,5%. Vale lembrar, por outro lado, que o Brasil é país beneficiário do Sistema Geral de Preferências dos Estados Unidos (SGP). Assim, uma vasta gama de produtos provenientes do Brasil é isenta do imposto de importação ou objeto de tarifas reduzidas.

5 QUOTAS

O sistema de quotas constitui uma das principais modalidades de barreiras não-tarifárias. A alfândega americana administra a maioria das quotas atualmente em vigor. As quotas de importação podem ser divididas em dois tipos:

Quotas absolutas: estabelece o limite quantitativo para a entrada de mercadorias para um determinado período. Se a quota for preenchida o excedente poderá ser reexportado ou armazenado até o próximo período.

Quotas tarifárias: estabelece a quantidade de mercadoria que pode ser importada a uma tarifa reduzida, sendo que a quantidade que exceder esse limite físico estará sujeito a alíquota mais elevada.

5.1 Taxas e Gravames Tarifários à Importação

Além do imposto de importação, as mercadorias importadas pelos EUA estão sujeitas às seguintes taxas e eventuais gravames tarifários:

Direitos anti-dumping : a legislação norte-americana determina que, se qualquer mercadoria estrangeira estiver sendo vendida nos EUA por valor inferior ao de mercado, o Secretário de Comércio denunciará o fato à Comissão de Tarifas, para que esta determine se há evidente prejuízo para alguma indústria norte-americana já estabelecida ou a ser instalada.

Direitos compensatórios : sobretaxas impostas pelo Governo americano na importação de mercadorias objeto de subsídios do governo do país de origem e cuja internação no país é considerada nociva à indústria local.

Excise tax : certas mercadorias (gasolina, derivados de tabaco, bebidas, etc.) estão sujeitas ao “exice tax”, imposto cobrado pelo Governo federal, ao fabricante ou importador, em percentuais variados.

Sales tax : a grande maioria das mercadorias está sujeita, ainda, ao “sales tax” (imposto sobre vendas), que é cobrado pelas administrações estaduais – exceto Alasca, Delaware, Montana, New Hampshire e Oregon. Esse imposto, que incide exclusivamente sobre as vendas ao consumidor final.

Harbor maintenance fee (HMF) : taxa de manutenção dos portos.

Merchandise processing fee (MPF) : taxa de processamento de mercadorias cujo valor mínimo é de US$ 25.00 por carregamento.

6 LEIS E REGULAMENTOS DA ALFÂNDEGA DOS ESTADOS UNIDOS

As mercadorias comerciais de origem estrangeira devem se submeter a uma “entrada” formal nos Estados Unidos, cumprindo as numerosas leis e regulamentos do Serviço de Alfândega Americano (US Customs Service). A Alfândega define “entrada” não apenas como o processo de chegada de mercadorias em um porto, mas também como o processo de apresentar a documentação necessária ao desembaraço das mesmas.

O processo de entrada é idêntico em todos os Estados Unidos. Mercadorias podem entrar no país para consumo, para depósito em armazém alfandegado e posterior reexportação ou podem ser transportadas in-bond (alfandegadas) para outro porto de entrada, onde serão recebidas sob as mesmas condições do porto de chegada. Os documentos que normalmente devem ser submetidos à Alfândega são os documentos de embarque (Bill of lading, se marítimo, ou o airway Bill, se aéreo), a fatura comercial (ou pró-forma), o manifesto de carga e a lista das mercadorias (romaneio). Além desses, poderão ser exigidos, conforme o produto, o certificado de origem, o certificado fitossanitário, o certificado de inspeção etc. Geralmente, antes da chegada das mercadorias, os documentos de entrada são submetidos eletronicamente à Alfândega para se obter um pré-desembaraçamento. No caso de frutas e produtos agrícolas ou outras mercadorias perecíveis, tal procedimento é indispensável.

Mercadorias no valor de até US$ 2.000,00, com exceção de têxteis, alguns tipos de calçados e bens sujeitos a quotas ou restrições, podem se submeter a uma entrada informal. A diferença entre entrada formal e informal refere-se à exigência de uma caução ou fiança para entradas formais. Tal caução, pagável à Alfândega em dinheiro ou notas do tesouro americano, deve ser prestada antecipadamente por companhia especializada e licenciada pelo Departamento do Tesouro americano (US Treasury Department), como garantia do pagamento dos impostos, das taxas aduaneiras e do cumprimento das demais exigências alfandegárias pelo importador. A existência da caução permite ao importador liberar as mercadorias antes dos procedimentos alfandegários. Despachantes aduaneiros credenciados pela Alfândega podem prestar a referida caução em favor dos seus clientes.

Certas classes de produtos estão sujeitas a vários tipos de restrições para importação. Os motivos são vários, desde a proteção dos produtores locais até a salvaguarda da saúde e do bem-estar dos consumidores, passando pela preservação das plantações domésticas e da vida animal. As restrições incluem a proibição de importação, proibição de entrada em certos portos, restrições de armazenamento ou uso, quarentena, empacotamento ou necessidade de rótulos especiais e fabricação sob determinadas condições. Se aplicável a restrição, ela se estende a todas as importações, independentemente de quantidade e valor da mercadoria.

Embora seja impraticável listar todos os produtos, as principais classes de produtos sujeitas a restrições para importação são as seguintes:

Animais e produtos de origem animal
Armas de fogo e munições
Bebidas alcoólicas
Brinquedos e artigos para crianças
Carnes e produtos de carne
Frutas e nozes
Leite e derivados (laticínios, queijos, etc.)
Materiais inflamáveis, tóxicos ou perigosos
Medicamentos em geral
Obras artísticas e bens culturais
Petróleo e seus derivados
Plantas, hortaliças e produtos de origem vegetal
Utensílios domésticos

Tais classes de produtos devem se submeter às regulamentações das diferentes agências governamentais, sendo as principais:

Food and Drug Administration (FDA)
Bureau of Alcohol, Tobacco and Firearms
Animal and Plant Health Inspection Service (APHIS)
US Fish and Wildlife Service
US Consumer Product Safety Commission
Federal Trade Commission (FTC)
Office of Codes and Standards, Department of Energy
Environmental Protection Agency (EPA)

A Alfândega é a agência responsável pela avaliação e o recolhimento de impostos das mercadorias estrangeiras, bem como pelo combate ao contrabando e à fraude. O chefe da agência fica em Washington D.C., e tem o título de Comissário (Commissioner), e em cada porto de entrada existe um Diretor do Porto.

As mercadorias que entram nos Estados Unidos estão sujeitas à inspeção física por um agente do Serviço de Alfândega. O agente examina a fatura comercial para aferir a qualidade, quantidade e o valor das mercadorias; para conferir a correção do nome do país de origem e da classificação das mercadorias conforme a Nomenclatura Tarifária Harmonizada dos Estados Unidos (Harmonized Tariff Schedules of the United States – HTSUS); e para verificar se o importador pagou ou irá pagar o valor correto de impostos. A HTSUS é uma publicação da US International Trade Commission (USITC), em que se encontra a classificação das mercadorias importadas, as alíquotas de importação e os benefícios e restrições que afetam cada produto.

Se o importador ou o consignatário discordar da classificação, valor ou qualquer outro aspecto do processo de liberação das mercadorias, ele pode impugnar a decisão da Alfândega, até 90 dias depois do encerramento do processo, por meio de um protesto. Se o protesto for negado pela Alfândega, o importador pode ajuizar uma ação, através de um advogado, na Corte Americana para Negócios Internacionais (United States Court of International Trade). Com o intuito de evitar tais conflitos, o importador pode submeter previamente à Alfândega um Requerimento para Decisão (Ruling Requesrt), que, todavia, o precluirá de futura discussão.

Além das tarifas de importação, os produtos importados pelos EUA sofrem a incidência de outras taxas, como a de manutenção portuária (Harbour Maintenance Fee – HMF) e a de processamento de mercadoria (Merchandise Processing Fee – MPF). Essas taxas recaem sobre todos os produtos importados do Brasil. Atualmente, a alíquota da MPF é de 0,21%, com um valor máximo de US$ 485 e mínimo de US$ 25, ao passo que a HMF, aplicada em todos os portos dos EUA sobre importações, exportações e cargas
domésticas, é de 0,125%.

A não-observância dos procedimentos estipulados ou o descumprimento das exigências da Alfândega podem resultar desde a apreensão das mercadorias importadas e/ou a imposição de multas ao importador até o valor das mercadorias.

7 RELAÇÃO COMERCIAL BRASIL – ESTADOS UNIDOS

As exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2005 somaram US$ 22 bilhões. O valor representa aumento de 12,1% em relação a 2004. O setor de alimentos e bebidas é responsável por 7,4% do total. A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras é de 19%.

Em 2005, o montante importado pelo Brasil dos Estados Unidos aumentou 11,52%, fechando o ano em US$ 12,7 bilhões. Em janeiro de 2006, o Brasil exportou US$ 1,687 bilhão para os Estados Unidos. Este valor representa um crescimento de 54% em relação a janeiro de 2005.

Os 10 maiores grupos de produtos alimentícios exportados para os EUA são:
café, chá e especiarias, preparação de produtos hortículas/frutas, preparações de carnes/peixes/crustáceos, frutas, açúcar e produtos de confeitaria, cacau e derivados, peixes e moluscos, bebidas, gorduras e óleos.

Do total de produtos importados pelos EUA, os alimentos e bebidas representam 4,4% do total, o que equivale a US$ 66,7 bilhões. Os 10 principais produtos comprados, que representam 80% do total, são: bebidas, preparações de produtos hortículas e frutas, peixes, crustáceos, frutas,carnes, produtos hortigranjeiros e raízes comestíveis, preparações de carne e peixes e crustáceos, café e chá, preparações a base de cereais e farinhas, cacau e derivados.

8 COMPOSIÇÃO DO INTERCÂMBIO COMERCIAL

A pauta de exportações brasileiras para os Estados Unidos é bastante diversificada, como observa-se nos gráficos abaixo:

Abaixo, observa-se as principais importações do intercâmbio comercial entre Brasil e Estados Unidos no período de 2005.

8.1 Intercâmbio Comercial Mundial

A seguir, pode-se conferir quais foram os países que mais se relacionaram com os Estados Unidos, no período referente à Janeiro de 2005 até Julho do mesmo ano.

8.2 Balança Comercial Brasil – Estados Unidos/2005 – Valores em US$ FOB

9 ACORDOS INTERNACIONAIS

Os Estados Unidos são parte ou membro dos seguintes acordos e organizações internacionais:

APEC – Acordo de Cooperação Econômica Ásia – Pacífico
Austrália Group
FAO – Fundo para a Alimentação e Agricultura
G-5 – Grupo dos 05
G-7 – Grupo dos 07
G10 – Grupo dos 10
Banco Mundial – BIRD
Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID
FMI – Fundo Monetário Internacional
IMO – Organização Marítima Internacional
NAFTA – Acordo de Livre Comércio da América do Norte
OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte
OEA – Organização dos Estados Americanos
OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
ONU – Organização das Nações Unidas
UNCTAD – Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento
OMS – Organização Mundial da Saúde
OMC – Organização Mundial do Comércio

10 ENDEREÇOS ÚTEIS

Embaixada dos EUA em Brasília
SES – Av. das Nações,
Quadra 801, Lote 03
CEP: 70403-900 – Brasília, DF
Tel: (61) 3312-7000
Fax: (61) 3225-9136

Embaixada do Brasil em Washington, DC
3006 Massachusetts Avenue, NW
Washington, DC
20008-3634
Tel: : (202) 238-2700
Fax: (202) 238-2827
Site: http://www.brasilemb.org/

Embaixada do Brasil – Setor Consular
3009 Whitehaven Street, N.W.
Washington , D.C. 20008-3634
Tel: (202) 238-2828
Fax: (202) 238-2818
E-mail: [email protected]

Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo
Henri Dunant, 500,
Chácara Santo Antônio,
CEP: 04709-110 – São Paulo- SP
Tel: (11) 5186-7000
Fax: (11) 5186-7199

Consulado Geral dos Estados Unidos em Recife
Gonçalves Maia, 163
Boa Vista – Recife, PE
CEP: 50070-060
Tel: (81) 3421-2441
Fax: (81) 3231-1906

Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro
Av. Presidente Wilson, 147
Castelo – Rio de Janeiro, RJ
CEP: 20030-020
Tel: (21) 3823-2000
Fax: (21) 3823-2003

Departamento de Comércio Exterior – São Paulo
Estados Unidos, 1812
CEP: 01427-002 – São Paulo, SP
Tel: (XX-11) 3085-2811
Fax: (XX-11) 3085-2744

Departamento de Comércio Exterior – Belo Horizonte
Timbiras, 1200, 7º andar
CEP: 30140-060 – Belo Horizonte, MG
Tel: (XX-31) 3213-1571
Fax: (XX-31) 3213-1575

Agência Consular – Belém
Edifício Síntese, 21 Avenida Conselheiro Furtado, 2865
66060-600 – Belém, PA
Tel: (XX-91) 3259-4566
Fax: (XX-91) 3259-2626

Agência Consular – Fortaleza
Instituto Brasil-Estados Unidos – IBEU
Rua Nogueira Acioly, 891 – Aldeota
60110-141 – Fortaleza, CE
Tel: (XX-85) 252-1539
Fax: (XX-85) 252-1539

Agência Consular – Manaus
Edifício Atrium Sala 306
Rua Franco de Sá, 310
69079-210 Manaus, AM
Tel/Fax 55-92-611-3333

Agência Consular – Porto Alegre
Agência Consular Americana
a/c Instituto Cultural Brasileiro Norte Americano
Rua Riachuelo, 1257, Centro
90010-010 – Porto Alegre, RS
Tel: (XX-51) 225-225/226-3344
Fax: (XX-51) 226-3344

Agência Consular – Salvador
Pernambuco, 51 – Pituba
41830-390 – Salvador, BA
Tel: (XX-71) 345-1545
Fax: (XX-71) 345-1550
E-mail: [email protected]

Câmara Americana de Comércio de São Paulo
Rua da Paz 1431
CEP 04713-001 – São Paulo SP
Tel: (XX 11) 3011-6000
Fax: (XX 11) 3011-6000

Câmara de Comércio Americana de Brasília
SCN Qd 1 BI “C”Ed. Brasília Trade
Center Salas 1102 á 1105
Cep: 70711-902
Brasília – DF
Tel.: (61) 2103-8650
Fax: (61) 2103-8658
Email: [email protected]

Câmara de Comércio Americana de Belo Horizonte
Rua Da Paisagem 220
Cep: 34000-000
Cidade Nova Lima – MG
Tel.: (31) 2126-9750
Fax: (31) 2126-9767
Email: [email protected]

Câmara de Comércio Americana de Campinas
Av. José de Souza Campos, 900 Sala 82
Condomínio Trade Tower
Cep: 13092-110
Tel./Fax: (19) 2104-1250
Email: [email protected]

Câmara de Comércio Americana de Curitiba
Rua Eurípedes Garcez do Nascimento, 1004
CEP 80540-280
Curitiba – PR
Tel.: (41) 2104-9350
Fax: (41) 2104-9368
Email: [email protected]

Câmara de Comércio Americana de Goiânia
Av. T-63 Monte Líbano Center Sala 220
Cep: 74230-100
Setor Bueno – Goiânia GO
Tel.: (62) 4006-1150
Fax: (62) 4006-1153
Email: [email protected]

11 EMPRESA EXPORTADORA

A Sikama Indústria de Móveis S.A, foi fundada em janeiro de 2002 na cidade de São Bento do Sul, Santa Catarina, pelas sócias Simone Steffen, Katelini Pasold e Maísa Dalle Court. A empresa teve início com a fabricação de móveis para banheiro e cozinhas moduladas para o mercado interno. Após a boa aceitação no mercado interno, a empresa decidiu expandir seus negócios para o mercado externo com a fabricação de móveis para o lar como: jogos de quatro e home center.

Através de uma análise da SECEX e Abimóvel (Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário), verificou-se que os países que mais importam móveis brasileiros são os Estados Unidos, Argentina, França, Reino Unido, Alemanha e os Países Baixos. Observa-se, também, que houve uma expansão e diversificação, ainda que discreta, dos mercados-alvo das exportações brasileiras, destacando-se que dois mercados absorveram em torno de 50% das exportações, Estados Unidos e União Européia.

O aumento das exportações de móveis para os Estados Unidos, uma das metas do Programa de Incentivo das Exportações de Móveis (Promóvel), criado pela Abimóvel – Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário, só se realizou graças às fortes campanhas e investimentos em feiras e delegações para divulgar o produto brasileiro naquele país, principalmente na Feira de High Point.

Os Estados Unidos são o mercado com melhor potencial de crescimento, visto que o tamanho do mercado consumidor interno é grande, existindo um elevado poder de compra (25% das importações mundiais são feitas pelos Estados Unidos, e o mercado consumidor norte-americano é da ordem de US$ 60 bilhões), proximidade geográfica, reduzidas restrições ambientais e, principalmente, pequena participação dos móveis brasileiros nas importações americanas, se comparada à de outros países.

Tais características tornam o mercado americano principal objetivo para os países exportadores, o que faz crescer ainda mais a concorrência. Como forma de aumentar as vendas brasileiras naquele mercado é necessário que a indústria invista em design, considerado um dos principais fatores de competitividade.

A Sikama também buscou assessoria através da Apex (Agência de Promoção Exportação), o qual forneceu informações referentes a diversos importadores. Vai participar de uma missão empresarial para a Feira Internacional de Móveis Para o Lar, em High Point, Carolina do Norte EUA. Com isso a empresa pretenderá participar deste evento para realizar vendas diretas no mercado externo.

12 EMPRESA IMPORTADORA

A Home Depot, Inc. é uma companhia varejista norte-americana que vende produtos para o lar e construção civil. Foi fundada em Atlanta – Geórgia – Estados Unidos da América por Bernie Marcus e Arthur Blank. Emprega cerca de 355 Mil pessoas e possui mais de duas mil lojas operando nos Estados Unidos, Canadá, México e China. Tem Frank Blake como CEO desde o início de Janeiro de 2007, após a desistência de Robert “Bob” Nardelli.

A Home Depot, Inc. tem como slogan “ You Can To It, We Can Help” (Você pode fazer, nós podemos ajudar). Em 2005 teve um faturamento de USD 73,1 bilhões, esta entre as cinquenta maiores empresas do mundo, anunciada pela Financial Times Global 500.

A Home Depot, Inc., já por tradição, esta sempre presente em feiras buscando novidades e parcerias. Um exemplo, é a maior feira do mundo de móveis para o lar, a Feira Internacional de Móveis Para o Lar e também conhecida como a Feira de High Point, realizada duas vezes por ano, em abril e outubro. O International Home Furnishings Center, abre diariamente das 8:00hs às 19:00hs. A feira é realizada em High Point, Carolina do Norte, Estados Unidos. A Feira de High Point, é a única feira de móveis para o lar, visitada por altos executivos das empresas de fabricação, é a única feira onde você pode estar em contato com os líderes da indústria dos cinquenta estados norte-americanos e líderes de mais de cem países. A Feira de High Point é a única na qual os acessórios, a iluminação, e a decoração de interiores estão completamente integrados com os mostruários de móveis para o lar. Este evento abrange mais de 1.000.000 metros quadrados de espaço para as maiores e mais prestigiadas exposições, caracterizando-se por apresentar mais novos produtos do que você vê em qualquer outro lugar no mundo.

13 REFERENCIAS

Sites Eletrônicos

Central Intelligence Agency – Disponível em: http://www.cia.gov Acesso em 08 agosto de 2007.
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Estados Unidos – http://pt.wikipedia.org Acesso em 10 agosto 2007.

ABIMÓVEL – Associação Brasileira de Indústrias do Mobiliário. Panorama da indústria moveleira. Disponível em: . Acesso em: 17 agosto 2007.
SECEX – Secretaria do Comércio Exterior. Disponível em:
Acesso em: 17 agosto 2007.
AMCHAM – Câmara Americana do Comércio- Disponível http://www.amcham.com.br
Acesso em 10.08.07.
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Feiras Setoriais/Projetos Setoriais- Dispinível em http://www.apex.org.br Acesso em 17.08.07
Feira de Hihg Point – Disponível em http://www.ihfc.com Acesso em 17.08.07
PIB EUA – Disponível em http://www.bancomundial.org Acesso em 10.08.07