Aquecimento

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Autoria: Leandro Ortunes

Atualmente milhões de pessoas estão descobrindo os movimentos. Para onde quer que se olhe, lá estão pessoas andando, correndo, saltando, jogando, nadando, se exercitando. O que esperam alcançar? Por que este interesse súbito pela atividade física? É simples descobrir.

Primeiramente a mídia tem muita influência neste fato, pois hoje em dia o que mais se vê por aí, são “tchutchucas” e “tigrões”, ou seja, mulheres e homens correndo atrás de belas formas físicas. E em segundo lugar, existem também a questão da saúde, porque, como sabemos, aquele que pratica qualquer atividade física tem mais vigor, resistem mais as doenças e além de tudo mantêm a forma.

Antigamente, as pessoas não sofriam dos problemas de uma vida sedentária; eles precisavam trabalhar para sobreviver. Permaneciam fortes e saudáveis devido as atividades ao ar livre vigorosas e constantes: cortando lenha, cavando, cultivando o solo, plantando, caçando além de todas as demais tarefas diárias. Porém, com a Revolução Industrial, as máquinas passaram a realizar aquele trabalho que era feito à mão. À medida que as pessoas passaram a ser menos ativas, começaram a perder força e o instinto para o movimento natural.

É evidente que as máquinas tornaram a vida mais fácil, porém acarretaram uma série de problemas, como por exemplo: em vez de andarmos, dirigimos; em vez de subirmos escadas, usamos elevadores; em vez de levantarmos para desligar o televisor, usamos o controle remoto. Com esse progresso das máquinas, dos eletrodomésticos, dos controles remoto, praticamente passamos o maior tempo de nossas vidas sentados, sem atividade física nenhuma; com isso, nossos corpos tornaram-se depósitos de tensões, de músculos fracos, de gorduras localizadas. Perdemos o contato com a nossa natureza física.

Mas, agora, os tempos estão mudados. As pessoas estão tendo consciência da importância das atividades físicas no dia-a-dia. Grande parte da população brasileira estão procurando praticar uma atividade física. Seja em academias ou em clubes, por conta própria ou com um profissional, não importa. O que importa mesmo é não esquecermos que antes de qualquer atividade física, devemos fazer sempre um aquecimento seguido ou não de alongamento para que tudo isso possa acontecer sem que nos cause um lesão

O nosso corpo é o bem mais precioso que possuímos, portanto, cuidemos bem dele com todo o amor e carinho que ele merece.

A IMPORTÂNCIA DO AQUECIMENTO NA ATIVIDADE FÍSICA

O aquecimento é a primeira parte da atividade física e tem como objetivo preparar o indivíduo tanto fisiologicamente como psicologicamente para a atividade física. A realização do aquecimento visa obter o estado ideal psíquico e físico, prevenir lesões e criar alterações no organismo para suportar um treinamento, uma competição ou um lazer, onde o mais importante é o aumento da temperatura corporal.

O aumento da temperatura corporal resulta nos seguintes benefícios:

aumento da taxa metabólica;

aumento de fluxo sangüíneo local;

melhoria da difusão do oxigênio disponível nos músculos;

aumento da quantidade de oxigênio disponível nos músculos;

aumento da velocidade de transmissão do impulso nervoso;

diminuição do tempo de relaxamento muscular após contração;

aumento da velocidade e da força de contração muscular;

melhoria na coordenação;

aumento da capacidade das articulações à suportar carga.

Alguns destes benefícios reduzem o potencial de lesões, já que possuem a capacidade de aumentar a coordenação neuromuscular, retardar a fadiga e tornar os tecidos menos suscetíveis a danos.

Pesquisas provam que a capacidade de fazer atividades físicas tendem a melhoram com o aumento da temperatura, pois reduzem as probabilidades de ocorrerem lesões. Por exemplo, uma elevação da temperatura produz uma dissociação mais rápida e completa do oxigênio da hemoglobina. A liberação do oxigênio da mioglobina, uma fonte extra de oxigênio localizada no músculo esquelético, também aumenta em temperaturas altas. Para uma determinada quantidade de exercício, é necessário menos oxigênio após o aquecimento. Em relação a célula, uma elevação na temperatura diminui a ativação de energia no qual ocorrem as importantes reações químicas metabólicas. Este índice de aceleração metabólica conduz à utilização eficiente dos substratos que são cruciais no fornecimento da energia necessária à atividade física.

As temperaturas musculares abaixo da temperatura do corpo tendem a aumentar a viscosidade muscular causando uma sensação de inércia, rigidez e fraqueza nos músculos. A contração muscular também parece ser mais rápida e com maior força quando a temperatura do músculo fica ligeiramente elevada acima da temperatura do corpo.

A sensibilidade dos receptores nervosos e a velocidade de transmissão dos impulsos nervosos são afetadas pela temperatura, e, portanto, foi sugerido que as temperaturas mais altas aumentam a função do sistema nervoso. Acredita-se que a melhoria de funcionamento do sistema nervoso produzida pelo aquecimento seja especialmente benéfica aos atletas praticantes de esportes que exigem movimentos complexos de várias partes do corpo. A transmissão rápida desses sinais cinestéticos é importante quando parte do corpo estão se movimentando com celeridade, porque é essencial ao sistema nervoso central obter a retroalimentação adequada a fim de controlar os movimentos complicados que podem ocorrem em frações de segundo.

A temperatura elevada fornece estimulação para a vasodilatação que, por sua vez, resulta no aprimoramento do fluxo sangüíneo. Por exemplo, o fluxo sangüíneo para o músculo esquelético atuante pode ser aumentado, em parte devido às elevações locais de temperatura. A distribuição dos substratos necessários e a remoção dos produtos metabólicos derivados e dos músculos atuantes são dois processos fisiológicos que são aprimorados devido à vasodilatação induzida pela temperatura. Além disso, o aquecimento causa um transporte prematuro na distribuição do fluxo sangüíneo no corpo. Este transporte aumenta o fluxo relativo para as áreas relacionadas com o exercício (ex.: músculos ativos) e diminui o fluxo para as circulações não-essenciais (ex.: membros não-atuantes, vísceras, etc.).

Estes reajustes circulatórios normais relacionados com o exercício propiciam um percentual maior a ser direcionado para os leitos vasculares necessários, mas cedo do que sem o aquecimento.

No treinamento desportivo (na atividade física), a literatura especializada divide o aquecimento em duas estruturas relacionadas quanto à especificidade da modalidade, passivo, geral e específico.

O AQUECIMENTO PASSIVO

O aquecimento passivo envolve o aumento da temperatura corporal através de alguns meios externos. Por exemplo, a utilização de massagem, diatermia de ondas curtas, sacos quentes, banhos de vapor e duchas quentes são todos considerados formas de aquecimento passivo.

Este pode não ser um método prático para o atleta, porém, o desempenho físico será aprimorado (comparado à total falta de aquecimento) se as temperaturas do corpo ou dos tecidos locais estiverem suficientemente elevadas. Uma possível vantagem do aquecimento passivo é a redução da probabilidade de prejuízo no trabalho físico subsequente devido à depleção excessiva de “substratos de energia” por causa da insignificante quantidade de atividade exigida. As técnicas de aquecimento passivo podem ser usadas juntamente com outros tipos de aquecimento para prolongar os efeitos da temperatura elevada.

O AQUECIMENTO GERAL

Os principais objetivos fisiológicos do aquecimento geral são: obter um aumento da temperatura corporal, da temperatura da musculatura e a preparação do sistema cardiovascular e pulmonar para o desempenho da atividade física. Devemos elevar a temperatura corporal, pois ao atingir a temperatura ideal, as reações fisiológicas importantes para o desempenho motor ocorrem nas proporções adequadas para uma determinada atividade.

A velocidade do metabolismo aumenta em função da temperatura, aumentando 13% para cada grau de temperatura. O aumento da irrigação tecidual garante um melhor suprimento de oxigênio e substratos ao tecido.

Há ainda um aumento da atividade enzimática aeróbia e anaeróbia. Isto é, o metabolismo está aumentando, tornando as reações químicas mais rápidas e mais eficientes. O metabolismo durante uma atividade física pode subir 20 vezes durante uma corrida de longa duração (ex.: maratona) e até 200 vezes durante uma corrida de velocidade (ex.: 100 metros rasos).

O aumento da excitabilidade do sistema nervoso central (SNC) resulta em maior velocidade de reação e contração: um aumento de temperatura em 2° (dois graus) corresponde a um aumento de 20% da velocidade de contração.

No lado preventivo o aumento da temperatura resulta em uma redução da resistência elástica e da resistência do atrito, a musculatura, os ligamentos e os tendões tornam-se mais elásticos tornando-os menos suscetíveis a lesões ou rupturas. Há também modificações importantes nas articulações, devido a uma série de mecanismos, as articulações aumentam a produção de líquido sinovial (o líquido que fica dentro das articulações), tornando-as mais resistentes à pressão e a força.

Além disso tudo, o aquecimento geral provoca uma ativação nas estruturas do sistema nervoso central (SNC) e conseqüentemente uma melhora do estado de alerta e da atenção. Este estado de vigilância favorece o aprendizado técnico, a capacidade de coordenação e a precisão de movimentos.

Alguns exemplos típicos do aquecimento geral:

pular corda;

esteira;

bicicleta ergométrica, etc.

O AQUECIMENTO ESPECÍFICO

O aquecimento específico distingue-se do aquecimento geral, já que se concentra nas partes neuromusculares do corpo, que serão utilizadas na atividade física subsequente e mais extenuante, ou seja, consiste em exercícios que se assemelham tecnicamente aos que serão executados na atividade posterior.

Qualquer exercício que envolva movimentos similares à prova atlética real, mas com nível de intensidade reduzido, é considerado como aquecimento específico. Por exemplo, um tenista para fazer seu aquecimento específico pode fazer rotações articulares (ombro, cotovelo, punho) e bate-bola (que deve começar em baixa intensidade e ir aumentando progressivamente).

Um aquecimento específico não está somente direcionado para a elevação da temperatura das partes do corpo (ex.: músculos, tecidos conjuntivos, etc.) diretamente envolvidas na atividade, mas também favorece um ensaio da prova que irá acontecer. Esta forma de aquecimento é especialmente útil nos desempenhos físicos que envolvem coordenação especial ou manobras habilidosas, já que a prática por si só pode auxiliar no aprimoramento da atividade. Em geral, um aquecimento específico tende a ser mais benéfico com atividade pré-desempenho do que as técnicas de aquecimento geral.

FATORES QUE INFLUENCIAM NO AQUECIMENTO

IDADE

Variação do tempo e da intensidade de acordo com a idade. Quanto mais velha é a pessoa, mais cuidadoso e gradual o aquecimento deve ser, portanto mais longo.

ESTADO DE TREINAMENTO

Quanto mais treinada é a pessoa, mais intenso deve ser seu aquecimento. Devendo ser ajustado para cada pessoa e para cada modalidade.
Nunca fazer atividades ou exercícios os quais não se está acostumado.

DISPOSIÇÃO PSÍQUICA

A falta de motivação reduz os efeitos do aquecimento.

PERÍODO DO DIA

Pela manhã o aquecimento deve ser mais gradual e mais longo.

Durante à tarde o aquecimento pode ser mais curto.

Já a noite deve ter características similares ao da manhã.

MODALIDADE ESPORTIVA

Deve ser realizado de acordo com a modalidade praticada, aquecimento específico para determinada região. Neste ponto ainda devemos prestar atenção nas características individuais e do esporte.

TEMPERATURA AMBIENTE

Em tempos quentes o aquecimento deve ser reduzido.

Em dias frios ou chuvosos o tempo do aquecimento deve ser alongado.

MOMENTO DO AQUECIMENTO

O intervalo ideal entre o final do aquecimento e o início da atividade é de 5 a 10 minutos.

Efeito do aquecimento perdura de 20 a 30 minutos. Após 45 minutos a temperatura corporal já retomou sua temperatura de repouso.

ASPECTOS DO AQUECIMENTO NA PREVENÇÃO DA LESÃO

O aumento na temperatura do tecido produzido durante o aquecimento foi sugerido como sendo responsável pela redução de incidência e probabilidade de lesões músculo-esqueléticas. A elasticidade muscular depende da saturação sangüínea. Portanto, músculos frios com saturação sangüínea baixa estão mais suscetíveis à lesão ou danos que os músculos em temperaturas altas e concomitante saturação sangüínea mais alta.

O movimento de percurso articular também melhora em temperaturas mais altas devido ao aumento da extensibilidade dos tendões, ligamentos e outros tecidos conjuntivos. Este aspecto do aquecimento é especialmente crítico para os atletas que precisam de um determinado grau de mobilidade articular relacionada a seu esporte em particular (ex.: ginastas, corredores, etc.) e para os atletas que participam de esportes de inverno ou que se exercitam em tempo frio.

Já que a temperatura afeta a extensibilidade dos componentes corporais envolvidos na flexibilidade, é particularmente importante lembrar que as rotinas de alongamento devem ser executadas após o aquecimento a fim de se obter os melhores resultados e reduzir o potencial de risco das lesões induzidas pelo alongamento. Os danos ao tecido conjuntivo podem ocorrer se o alongamento excessivo for executado quando as temperaturas dos tecidos estão relativamente baixas.

Finalmente, mais um importante motivo para a inclusão do aquecimento antes do desempenho de altos níveis de atividade física foi demonstrado nos efeitos cardiovasculares do exercício extenuante e repentino em homens normais e assintomáticos. As respostas cardiovasculares anormais estavam evidentes quando os indivíduos executaram um exercício vigoroso sem aquecimento. Portanto, deve-se ter o cuidado especial em aquecer os atletas que estão participando de esportes que exigem qualquer tipo de atividade repentina e extenuante.

CONCLUSÃO

Qualquer pessoa que faça uma atividade física, que pratique um esporte ou algum tipo de treinamento deve fazer rotineiramente um aquecimento de acordo com seu organismo, sua idade e sua atividade. Lembrando também das probabilidades que a baixa temperatura do corpo pode causar, como lesões no músculo, no tecido conjuntivo, tendões, etc…

Dependendo do tipo de atividade física fazer o aquecimento seguido de alongamento.

Posso concluir, que nunca devemos praticar qualquer atividade física sem um aquecimento prévio. Pois, para um bom desempenho no esporte ou em qualquer outra atividade física, é necessário o aquecimento. Não existe atividade física sem o aquecimento. O aquecimento é primordial ao atleta ou à pessoa praticante.

Arco e Flecha

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Autoria: Marcelo Leite

A descoberta do Arco não tem data precisa, mas pinturas em cavernas e outros achados arqueológicos comprovam sua utilização desde o Período Paleolítico, Idade da Pedra Lascada.

Foi uma das descobertas mais importantes do homem, comparável a descoberta e utilização do fogo, da linguagem e da roda.

Os Assírios e Babilônios usaram com sucesso o Arco e Flecha em guerras de 3.000 a 539 A.C.

Os Egípcios também fizeram história com arqueiros em charretes.

Um Arco foi encontrado na tumba de Tutankhamon, assim como detalhes em ouro, mostrando o Arco e Flecha, nos seus pertences.

Os Mongóis, com seu líder e grande conquistador Genghis Khan, foram o terror de seu tempo. O segredo de seu sucesso era, além da grandiosa cavalaria, a habilidade com flechas incendiárias (com fogo).

Usado como arma de guerra, caça e pesca, com a descoberta da pólvora, grupos de arqueiros, nobres, reis e rainhas, unidos pela mesma paixão, passando a ter o Arco e Flecha como lazer e até culto religioso, faziam desafios de habilidades e acabaram transformando-o em esporte, que a partir de 1896 em Atenas, Grécia, passou a fazer parte dos Jogos Olímpicos.

Alguns países ainda mantém em suas forças armadas um grupo de arqueiros treinados.

Na Guerra do Vietnã, novamente o Arco foi utilizado. Como arma silenciosa, teve seu valor por dificultar a localização do atirador (arqueiro).

Esporte agregativo praticado por toda a família, sem limites de idade, com jovens dos 8 aos 80 anos.

Não requer muita força, não interferindo na feminilidade da mulher.

Trabalha a musculatura das costas, ajudando na postura.

No Japão, usado desde os guerreiros samurais, até hoje estudado como arte Zen para o desenvolvimento do ser humano (Kyudo). Citado também no livro “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen”. Além do milenar Yabusame, arqueiro a cavalo.

Concentração, Respiração, Postura e Relaxamento.

O Arco também inspira romance e poesia. Estórias ou história, quem nunca pensou ou ouviu falar do Cupido, de Robin Hood, Guilherme Tell e da força de um signo como o de Sagitário.

Atletismo

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Autoria: Paulo Alberto Nascimento

A história do atletismo pode ser dividida em três períodos: o primeiro, de suas origens, nas civilizações primitivas, à extinção dos antigos jogos olímpicos, pelo imperador romano Teodósio, no ano de 393 d.C.; o segundo, da Idade Média, a época de atividade descontínua ou mesmo de decadência para as competições de pista e campo, ao século passado, quando educadores vitorianos introduziram os esportes nas escolas inglesas, definindo-os, codificando-os e mais tarde difundindo-os pela Europa; e o terceiro, do renascimento dos jogos olímpicos, em 1896, com o barão francês Pierre de Coubertin, ao atletismo dos dias atuais.

O mais antigo registro de competições de atletismo data de 776 a.C., mas é certo que os esportes organizados, incluindo provas de pista e campo foram praticados muitos séculos antes. Já nas primitivas civilizações, o homem cultivava o gosto de competir, medindo sua força e rapidez e habilidade. Os exercícios destinados a aprimorar ou a manter a saúde do corpo decorriam da própria luta pela sobrevivência; obrigado a enfrentar, de início, inúmeros obstáculos naturais e, mais tarde, o seu semelhante, o homem apurou seus instintos de correr, saltar e lançar. Com as guerras criaram-se os exércitos. O uso de paus e pedras, como armas, deu lugar ao de lançar, dardos e espadas.

Em 2500 a.C., os egípcios já se ocupavam de provas de luta livre e combates com paus. Dez séculos depois, os cretenses dedicavam-se à dança, ao pugilato e à corrida a pé, como forma de recreação. Vários achados arqueológicos confirmam que os antigos habitantes da China, Índia e Mesopotâmia também conheciam pela mesma época, as corridas e os lançamentos de peso.

O berço do esporte organizado situa-se, porém, na Grécia. Segundo Filóstrato, em 1225 a.C. foi disputado o primeiro pentatlo, série de cinco provas (corrida, salto em distância, luta e lançamento de disco e dardo), por um mesmo atleta. No canto XXIII da Ilíada, Homero narra os funerais de Pátroclo, junto aos muros de Tróia, e as provas atléticas que Aquiles fez celebrar em honra do morto. Entre essas provas, estavam a corrida (“… o filho de Oileu [i.é, Ájax] tomou a dianteira, sobre seus passos lançou-se o divino Ulisses…”), o lançamento de um bloco de ferro maciço e o lançamento do dardo. Para honrar os deuses ou homenagear os visitantes, os gregos costumavam organizar programas esportivos, perto de Olímpia, tradição que foi mantida pelo menos até a segunda metade do século X a.C.

Coube a Ífito, rei da Élida, por sugestão da Pítia, sacerdotisa que interpretava os oráculos de Delfos, reviver a tradição, em 884 a.C., certo de que, com isso, os deuses interviriam em seu favor e poriam fim à peste que assolava o Peloponeso. Mas os jogos olímpicos, recriados por Ífito, só começaram a ser contados de 776 a.C. em diante, quando os nomes dos campeões passaram a ser inscritos nos registros públicos. O primeiro foi Corebo (grego Kóroibos, latim Coroebus), da Élida, vencedor da única prova do programa; a corrida do estádio (grego stádion, latim stadium).

O estádio tinha a forma de letra U, com 211 por 23m. A corrida, ou dromo (grego drómos, latim drõmos), era disputada num percurso de 192,27 m, distância que os gregos diziam eqüivaler a 600 pés de Hércules, herói mitológico cujas façanhas, segundo a lenda, estariam ligadas à própria origem dos jogos.

A corrida do estádio em 724 a.C., passou a ser disputada em duas voltas completas pela pista, denominando-se diaulo (grego díaulos, latim diaulos). Quatro anos depois, realizou-se a primeira carreira de fundo, ou dólico (grego dólikhos), que consistia em 12 voltas completas pela pista, ou pouco menos de 4.700m. O programa olímpico, depois disso, só foi alterado em 708 a.C., quando, além das corridas a pé e de carros, se efetuou o pentatlo com as mesmas cinco provas descritas por Filóstrato. Seu primeiro vencedor chamava-se Lâmpis (grego Lámpis, latim Lampis) e nascera na Lacônia.

Graças aos registros públicos – e às narrativas homéricas, pós-homéricas e de outros poetas e prosadores, conhecem-se hoje alguns dos princípios que regiam as provas daquele tempo. Nas corridas, os atletas dispunham-se à boca de um túnel, localizado a oeste do bosque sagrado, numa linha de saída denominada áfese (grego áphesis). Um toque de trompa ou trombeta, em forma de cone (grego sálpiks, latim sapinx), precisava o instante da partida, que também podia se anunciada pelo juiz, a viva voz.

Nos saltos, era permitido ao atleta impulsionar o corpo, desde que seus pés não ultrapassem uma linha-limite riscada no solo. O vencedor era o que atingisse a maior distância, na soma de três saltos. O disco (grego dískos, latim discus), antes de pedra, passou a ser de bronze, ao tempo de Ífito. Era mais grosso ao centro, fino nos bordos, media de 20 a 36cm e pesava 5kg. O discóbolo (grego diskóbolos, latim discõbulus) situava-se num trampolim ou barreira de terra batida, e ali reproduzia o gesto imortalizado por Mílon ou Milão de Crotona, atleta cujo lançamento de disco é, até hoje, um dos símbolos dos jogos olímpicos.

O dardo (grego ksystón), aproximadamente com 1,80m de comprimento, tinha uma extremidade de ferro pontiaguda que possibilitava ao atleta, com o lançamento, fincá-lo no solo. Sua propulsão fazia-se com o auxílio de uma correia de 40cm, enrolada um pouco atrás do centro de gravidade do dardo. Essa correia, acionada com força no momento do arremesso, impunha um movimento rotativo ao dardo, levando-o a grandes distâncias.

O programa dos jogos olímpicos manteve-se praticamente o mesmo por toda a Antigüidade. No século VII a.C., em Esparta, houve modificações, para que as mulheres também pudessem competir. Coube a Licurgo a decisão de que “…as mulheres, como os homens, devem medir entre si a força e rapidez, pois a missão das mulheres livres é engendrar filhos vigorosos”. Nos jogos realizados em Delos, elas participavam de corridas a pé, por categorias segundo a idade, cumprindo um percurso equivalente a 160m.

Os romanos, assimilarem a cultura grega, já no século I d.C., prosseguiram com a tradição dos jogos olímpicos, embora com espírito mais recreativo do que competitivo, até que, em 393, o imperador Teodósio – responsável pela matança de dez mil gregos em Tessalonica – se converteu ao cristianismo, após curar-se de grave enfermidade: para ganhar o perdão de Ambrósio, bispo de Milão, concordou em suprimir todas as festividades pagãs, inclusive os jogos olímpicos.

Da Idade Média aos vitorianos

O atletismo dos romanos já apresentou uma fase de decadência em relação as dos gregos, não só por menos competitivo e sem fim educativo, mas também porque o atleta, em geral escravo ou prisioneiro de guerra, estava muito longe de gozar do prestígio social dos antigos competidores gregos. Como o gladiador, ele era treinado para divertir, no circo ou no anfiteatro. Os jovens romanos de boa posição preferiam as carreiras de bigas e quadrigas, ou mesmo os banhos nas termas, às corridas, saltos e lançamentos que os gregos quase cultuavam.

Os séculos que separam Teodósio do ano de 1154 – quando se vai encontrar o primeiro registro de provas de atletismo na Idade Média – foram total abandono das competições de pista e campo. A não ser pelos jogos de alguns povos da América pré-colombiana e uma ou outra atividade isolada em poucos países do Oriente, quase sempre ligada às corridas a pé, não houve atletismo organizado nesse período e mesmo depois.

As provas que realizam em Londres e outras cidades inglesas, em 1154, não passaram de um recomeço discreto. Eram corridas e saltos em distância e altura, lançamentos de peso e outros jogos de campo, praticados sem regras fixas. A Europa medieval, então, interessava-se mais pela cavalaria, pelos exercícios militares que aperfeiçoavam o manejo de espadas, lanças, arco e flecha, mais úteis numa época de guerras quase permanentes. Alguns reis, como Eduardo III, chegaram a proibir a prática de qualquer esporte que não tivesse associado ao treinamento dos soldados, incuindo o atletismo. Embora outros soberanos se tenham mostrados mais tolerantes, como Henrique VIII, que participou de vários torneios de lançamento do martelo, o atletismo não era considerado esporte nobre. Essa condição (à qual se adiciona o ascetismo cristão da Idade Média, segundo o qual os cuidados com o corpo deveriam dar lugar à purificação da alma) explica seu esquecimento até o século XIX.

Coube exatamente aos ingleses reviver, de forma definitiva, as competições clássicas de pista e campo. Os povos das ilhas Britânicas sempre apreciaram os esportes. Mesmo durante a proibição reais, eles os esportes reais, eles os praticavam, ou clandestinamente ou pelos favores de autoridades benevolentes. O gosto pela recreação ao ar livre levou-os a criar ou a adaptar uma variedade de jogos, muitos dos quais têm popularidade em todo o mundo, nos dias de hoje. No início do século passado, com reforma que os educadores vitorianos introduziram nas escolas públicas, foram aproveitados os princípios defendidos por Thomas Arnold, na Rugby School.

Thomas Arnold, educador inlgês nasceu em East Cowes, ilha de Wight, a 13 de junho de 1975, e morreu em Rugby a 12 de junho de 1842. Educado em Winchester e Oxford, apresentou-se como candidato a chefe da escola de Rugby em 1827, a disposto a transformar o sistema educacional público não apenas naquela instituição, mas em toda a Grã-Bretanha. Lembrado principalmente por seus sermões na capela escolar, Arnold teve o mérito de conseguir mais do que até então o sistema de prefeitos nas escolas públicas produzida. Após sua morte, a maioria das escolas secundárias inglesas tomaram a Rugby como modelo. Admirador da civilização grega, Arnold reviveu o princípio de uma união fértil entre o esforço físico e o mental.

De acordo com Arnold, o esporte sistematizado era de grande importância na ducação do jovem, disciplinando-o aprimorando-lhe as qualidades morais, e sobretudo, levando a descarregar nos campos de jogo um potencial de energia que, de outra forma poderia ser utilizado em práticas condenáveis. Entre essas práticas, os educadores ingleses incluíram idéias reformistas dos jovens da classe média, em oposição ao tradicionalismo vitoriano. Em 1825, corridas a pé eram disputadas regularmente em Uxbridge. Em 1838 os alunos de Eton praticavam as primeiras provas com barreiras, numa distância de 110 jardas. Seis anos depois , a primeira corrida de fundo, também com barreiras, chamada steeplechase (do inglês literalmente “busca ou caça da torre”, meta que devia ser atingida vencendo quaisquer obstáculos; o vocábulo documenta-se em inglês já em 1805), ampliava o programa de provas atléticas. Na metade do século, com a adesão de escolas como Winchester, Charterhouse, Shrewsbury, Westminster e Harrow, o atletismo estava oficializado na Inglaterra, de onde passou para a Escócia; Irlanda e país de Gales, chegando finalmente a outros pontos da Europa. Os alemães e os escandinavos, que já se dedicavam à ginástica e outras formas de educação física, foram os primeiros a adotar o atletismo inglês.

As provas regulamentadas pelos educadores vitorianos – e que serviram de ponto de partida para o moderno programa de competições atléticas – compreendiam as quatro modalidades clássicas dos gregos (corrida, salto em distância, lançamentos de dardo e disco) e muitas variantes por eles criadas ou adaptadas. As corridas eram disputadas em várias distâncias, a menor de 110 jardas; a maior de 3 a 4 milhas. Além de salto em distância, havia o de altura, o triplo (que se inspirava nos três saltos isolados dos gragos) e o com vara, cuja origem se situa nos antigos métodos ingleses de pular sobre valas, riachos e canais, com o auxílio de varas.

Aos lançamentos de dardo e disco, acrescentaram-se os de peso e martelo, este de origem celta e muito popular, havia séculos na Escócia e na Irlanda. Havia ainda, uma forma rudimentar de revezamento (corridas entre equipes, com passagem de bastão de um corredor para outro) e provas combinadas nos moldes de pentatlo.

De Coubertin até hoje…

Em 1892, numa sessão solene realizada na Sorbonne, em Paris, Pierre de Fredi, barão de Coubertin, apresentou um projeto para que fossem recriados os jogos olímpicos extintos por Teodósio. Seu objetivo era um movimento internacional, o olimpismo, que visava a promover o estreitamento de ralações entre os povos através do esporte. A proposição tinha também, fins pedagógicos: “… Formar o caráter dos jovens pela prática esportiva, despertando-lhes o senso de disciplina, o domínio de si mesmo, o espírito de equipe e a disposição de competir”.

Mas a idéia só se concretizou em 1894, a partir de um congresso realizado também na Sorbonne, dessa vez com a participação de representantes de 14 países. Foi criado o Comitê Olímpico Internacional, com sede em Lausanne, Suíça, e estabeleceram-se as normas para a realização dos primeiros jogos em 1896, na Grécia.

O primeiro programa olímpico de atletismo compreendia corridas de 100, 400, 800 e 1.500m, e mais a de 110m com barreiras, saltos em distância, altura, triplo e com vara, lançamentos de peso e disco. Uma prova especial a maratona, foi organizada para os corredores de fundo, por sugestões do linguista e helenista francês Michel Bréal. Pretendia-se com ela, recordar a façanha de Fidípdes (gr. Pheidippídes), soldado atenciense que correu da cidade de Maratona, perto de Ática, até Atenas, para anunciar aos gregos a vitória de Milcíades sobre os persas em 490 a.C. A maratona olímpica – que acabou convertendo-se numa das provas clássicas dos jogos olímpicos modernos – foi corrida num percurso de 42Km, aproximadamente a mesma distância cumprida por Fidípedes. Seu primerio vencedor foi o grego Louís Spýros, modesto fabricante que vivia em Marusi.

O programa original do atletismo olímpico, aberto apenas a competidores do sexo masculino, foi sendo sucessivamente modificado. Em 1900, introduziram-se as provas de 400m com barreiras, de 2.500m de steeplechase e de lançamento do martelo. Das modalidades clássicas, as últimas a figurarem nos modernos jogos olímpicos foram o lançamento do dardo, só disputado oficialmente em 1908, e pentatlo, em 1912. Neste ano realizaram-se também, o primeiro decatlo (dez provas por um mesmo atleta) e os revezamentos de 4×100 e 4×400 metros.

As mulheres só começaram a participar regularmente dos jogos olímpicos em 1928, cumprindo um programa de 100, 800 e 4×100 metros, o salto em altura e o lançamento do disco. Até 1948, outros acréscimos e supressões foram feitos tanto no programa masculino como no feminino. De 1948, quando o número de provas para mulheres aumentou consideravelmente, a 1956, ano em que disputou a primeira marcha de 20km (a de 50km já fora introduzida em 1932) o programa oficial sofreu suas últimas alterações.

Os jogos olímpicos ajudaram a popularizar o atletismo, universalizando-o cada vez mais. No século passado, já existiam alguns órgãos dedicados à regulamentação e promoção de torneios atléticos, entre os quais o London Athletic Club e o Amateur Athletic Club, ambos na Inglaterra, a Association of Amateur Athletes of América e o New York Athletic Club, estes nos E.U.A., além de clubes, associações e escolas de educação física na Alemanha, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Noruega e França. O intercâmbio entre esses países fez-se gradativamente. Os ingleses sistematizaram o atletismo e defundiram-no pela Europa e E.U.A.

Os mesmos ingleses, os alemães e os norte americanos introduziram-no em toda a América Latina. Mas foram os jogos olímpicos no século XX, que transformaram as provas de pista e campo num esporte universal, base de todos os outros.

Autismo

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Autoria: Ana Paula de Souza

O primeiro a definir o autismo foi Kanner, 1943, que após observar 11 crianças tidas como especiais chegou à conclusão que o autismo é uma incapacidade de se relacionar com outras pessoas e com objetos.Estas crianças também apresentavam desordens graves no desenvolvimento da linguagem.
O termo autismo segundo Kanner se refere à característica de isolamento e auto-concentração.
Na década de 50 os autores norte-americanos consideravam o autismo como desenvolvimento atípico.A partir de 60 definiram-se as psicoses infantis em dois tipos, as psicoses da primeira infância e as psicoses da segunda infância.
Dentro das psicoses infantis o autismo foi colocado como AUTISMO INFANTIL PRECOCE.
Já no final de 70 Rutter descreveu autismo como sendo uma síndrome
Caracterizada pela precocidade de início, e perturbações das relações afetivas
ou responder estímulos do meio.
Mais tarde Dr.Christian Gaudere definiu “autismo” como uma doença grave, crônica, incapacitante que compromete o desenvolvimento normal de uma criança e se manifesta tipicamente antes do terceiro ano de vida. É caracterizada por lesar e diminuir o ritmo do desenvolvimento psicosocial e lingüístico.
De acordo com a definição da American Societ for Autism (ASA), o autismo é uma inadequacida de no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida da criança.
Apesar de termos várias definições e em diferentes épocas, elas quando não se repetem se completam.Todos os que definiram autismo concordam com a mesma idéia. O autismo é uma doença grave, que compromete a vida social da criança e que atrapalha se desenvolvimento das mais variadas formas.

CAUSAS

As causas são bem especulativas, temos conhecimento de várias possibilidades, inclusive lesão cerebral, vulnerabilidade constitucional, afasia relacionada ao desenvolvimento, déficits do sistema ativador reticular,
alterações cerebrais estruturais.

INCIDÊNCIA

Esta psicose surge antes dos 30 meses de idade numa proporção de
3-4/10. 000 por crianças.Porém segundo Dakota 21 crianças em 180.000
preencheram os critérios de diagnóstico de autismo do lactente.Este
distúrbio e mais comum em meninos do que em meninas de acordo com
a Organização Mundial de Saúde

CLASSIFICAÇÃO

Quanto mais nuclear é o acometimento de uma doença psíquica maior é a gravidade desta doença, diante disso classificam-se da seguinte maneira:

* GRAVES – ocorre o acometimento nuclear de todas as áreas;
* MODERADOS – não tem forma nuclear;
* LEVES – os prejuízos são poucos;
* FRONTEIRIÇO – faz oscilações do grave ao leve e ao atípico;
* ATÍPICOS – quando ocorre um comprometimento não significativo da área do comportamento.

CARACTERISTICAS

* INCAPACIDADE QUALITATIVA NA INTEGRAÇÃO SOCIAL:

– Ignora presença das pessoas e de sentimentos (uso instrumental de pessoas e comportamento invasivo);

– Não busca apoio ou conforto por ocasião do sofrimento quando isto ocorre se dá de modo estereotipado;

– Imitação ausente ou comprometida;

– Ausência ou deficiência no contato olho no olho.

* INCAPACIDADE QUALITATIVA NACOMUNICAÇÃOVERBAL E NÃO VERBAL E NA IMAGINATIVA:

– Ausência de modo de comunicação, como balbucio comunicativo, expressão facial, mímica ou linguagem falada; ausência de contato visual, retraimento ao contato físico, ausência de antecipação;

– Deficiência na atividade imaginativa, como representação de papéis de.
adultos personagens de fantasias ou animais; falta de interesse em estórias sobre acontecimentos imaginários;

– Alterações na linguagem que se estende de anormalidade no uso dos pronomes pessoais até a ecolalia ou até ausência absoluta da fala;

– Incapacidade marcante na habilidade para iniciar ou sustentar uma conversa
Com outros e também age como se fosse surdo;

– Opõe-se ao aprendizado.

* REPERTÓRIO RESTRITO DE ATIVIDADE E INTERESSES:

– Estereotipias e repetições (movimentos giratórios, auto-agressão, ausência).
(da noção de perigo);

– Interesses restritos (interesses por objetos rotatórios interessem empilhar).
objetos, exploração do meio pelo paladar e/(ou olfato);

– Resistência à mudança do ambiente;

-Insistência em seguir rotinas (atividades monótonas rotineiras).

OBSERVAÇÕES:

Através de pesquisas detectou-se que 30% dos autistas têm QI normal ou acima da média; por esse motivo muitos autistas possuem habilidades.
excelentes, como por exemplo: saem-se muito bem em atividades esportivas, em desenhos, pinturas, músicas, e podem até apresentar uma memória invejável, capaz de armazenar a mais remotas reminiscência (memória mecânica).

RECURSOS TERAPEUTICOS

ATIVIDADE FISICA COISA BOA OU NÃO

O uso das atividades físicas tanto quanto das atividades terapêuticas tem grande valor representativo, pois permitem a expressão de seus sentimentos e emoções fornecendo dados sobre seus gostos, desgostos e conflitos que em muitas das vezes não conseguem expressar de forma verbal.
É preciso ter em mente os objetivos do tratamento ou da atividade física que foi proposta. A partir de um plano das áreas que precisam ser trabalhadas o terapeuta tanto quanto o professor de Educação Física poderão montar programas de atividades que sejam a mais adequada possível.
Segundo Spackman (1998), as duas metodologias mais utilizadas no tratamento do autista são a integração sensorial e a terapia comportamental.
Estes métodos são considerados adequados para serem usados com o psicótico infantil no geral.
Por serem crianças, o brincar é atividade predominante utilizada.Uma vez que as brincadeiras características dessas crianças tendem a ser pouco variada e criativas, estas insistem na resistência às mudanças permanecendo em sua maioria, nas brincadeiras de rotina.No entanto o profissional que acompanha deve estar atento ao fato de que, ocorrendo progressões, estas brincadeiras terão de ser modificadas e executadas de forma nova e criativa.
A introdução dos temas lúdicos é de grande importância, pois podem tornar as atividades desafiadoras mais interessantes e pode encorajar o envolvimento com maior duração.
Os psicóticos não tem noções de seu próprio esquema corporal, é como se todas as partes de seu corpo estivessem separadas, fragmentadas, por este motivo é que a inclusão da expressão corporal no programa de tratamento contribui para que este desenvolver sua própria imagem.
O profissional que trabalha com os psicóticos tem um papel fundamental no direcionamento das atividades de vida diária, visando assim uma melhor autonomia e independência nessas atividades que podem estar comprometidas.Esse profissional também se preocupa com o desenvolvimento dos processos senso-perceptivos infantil.E esse processo influenciam toda a vida da criança, já que os aspectos sensórios-perceptivos
alterados, essas atividades estarão comprometidas.
Com base nesse contexto, deve-se direcionar seus objetivos para facilitação e estímulo das capacidades sensoriais (visual, auditiva, tátil…), proporcionando dessa maneira uma maior interação com o meio ambiente físico.As atividades usadas podem devem possibilitar ao psicótico experimentar a complexidade destas percepções.
Um outro aspecto importante que deve ser trabalhado é promover a interação social com essas crianças, uma vez que elas não apresentam falta de interesse pelo outro e não tem contato afetivo com outras pessoas.
O trabalho em grupo torna-se indispensável e fundamental, devendo estimular a compreensão, e promover a socialização das crianças.No começo do trabalho em grupo o papel atuante da família é muito importante para que em casa no dia a dia essa corrente não seja quebrada, e os estímulos não sejam esquecidos.

DESAJUSTE DE PERSONALIDE

PERSONALIDADE DESAJUSTADA

Estas são interesse da psicologia das relações humanas.Estes desajustes são considerados leves e por isso o convívio com a sociedade não é afastado.
Suas características em geral são:
– Falta de integração mental;
– Instabilidade afetiva;
– Falsa consciência de si mesmo e do mundo.
È muito difícil determinar limites entre neuroses e psicopatias, porém aqui iremos tratar de acordo com o ponto de vista do psicólogo psiquiatra Dr.Emilio Mira Y. Lopez que vê os desajustes na seguinte divisão:

1. PERSONALIDADE ASTÊNICA

Apresentam Reduzida Energia Psíquica, pois apresentam certa dificuldade em conduzir tarefas que exijam continuidade.As suas atitudes com relação à personalidade são bem diversas, o “eu” faz com que adquiram varias personalidades, o que nos leva a crer que o astênico puro seja difícil de encontrar.

2. PERSONALIDADE COMPULSIVA

A característica mais importante e marcante são os jatos de tensão (compulsões psíquicas que são assemelhadas a uma luta), isto ocorre quando o “Id” entra em conflito com o superego.
Eles apresentam-se perseverantes, ordeiros, sistemáticos e são muito precisos para realizar ações, cumprem os rituais diários de forma admirável caso algo aconteça da forma diferente do programado eles ficam irritados e até agressivos.

3. PERSONALIDADE EXPLOSIVA

Ficam facilmente irritados e são violentos. Por qualquer motivo simples podem ter acessos de raiva e o que muitas vezes causam os suicídios.

4. PERSONALIDADE INSTÁVEL

Tem dificuldade de se dedicar bem em qualquer coisa,como amizade, trabalho, amor…
È comum ser encontrado em mulheres que na infância tiveram erros de educação (mimos e vontades).

5. PERSONALIDADE HISTERICA

É caracterizada pelas seguintes particularidades:

– Apresentam perturbações orgânicas mediante a problemas emocionais;
– Costumam sonhar acordadas;
– São altamente sugestionáveis.

6. PERSONALIDADES CICLOIDES

São divididas em hipomaniacas e pessimistas angustiados.
O hipomaniaco é caracterizado por elação (são altamente sociáveis e apresentem oscilações entre o estado de alegria e tristeza).Já o pessimista angustiado vive cheio de maus pressentimentos, são fantasioso e cético, altamente críticos o que pode levá-los ao suicídio.

7. PERSONALIDADE PARANÓIDE

Suas principais características são o excesso de amor próprio e hipertrofia de “EU”.
São muito desconfiados, possuem delírios de grandeza, racionalizam exageradamente e discutem por qualquer coisa.

8. PERSONALIDADE PERVERSA

Não há o senso moral, apresentam perturbações sobre o juízo ético. São incapazes de sentir compaixão ou simpatia por qualquer coisa ou alguém. Se aliadas a uma boa inteligência são ainda mais perigosas. É possível perceber ainda na infância, por exemplo, quando maltratam animais e se mostram indiferentes.

9. PERSONALIDADE ESQUIFOIDE

Apresentam-se de temperamento normal mais quando agravados tornam-se esquizofrênicos.Vivem a margem do mundo real, porém em seu próprio mundo particular isolado de tudo e todos.

10. PERSONALIDADE HIPOCONDRÍACA

È caracterizada pela preocupação exagerada com a saúde, entretanto para alguns psicólogos não considerada como personalidade.

ESQUIZOFRENIA

DEFINIÇÃO

Segundo Meltzer (1963), trata-se de uma entidade clinica rara que incide da doença é proveniente de defeitos na informação genética ou de riscos ambientais, ou ainda até mesmo de ambos os fatores combinados.
As doenças genéticas são as também chamadas doenças cromossômicas. Elas se classificam em três principais tipos:

-Doenças genéticas simples – são causadas por genes mutantes, sendo que a mutação pode estar presente apenas num cromossomo de um par ou em ambos os cromossomos de um par.

-Doença cromossômica – são caracterizadas pelo excesso ou deficiência de cromossomos ou de seguimentos de cromossomos.

-Doenças multifatoriais – é aquela onde não há um erro maior na predominantemente nas crianças oriundas de família tocada pela esquizofrenia.
Para a psiquiatria norte-americana, a esquizofrenia é uma reação e teria como característica principal um estado onde o cliente perde o sentido da realidade, na acepção psicanalítica é um conflito de EGO com realidade.
Moreira (1986) diz que a esquizofrenia é uma afecção na criança ou no adulto, diferindo apenas de acordo com as patologias que estiverem associadas.

QUADRO CLÍNICO

As características iniciais da esquizofrenia são delírios, alucinações, linguagem e comportamento desorganizados, apatia marcante, pobreza de discurso, incongruência de respostas emocionais e retraimento social com falta de iniciativa.
A sintomatologia é muito parecida à do adulto sendo que o inicio infantil é mais grave que o inicio adulto.

DISTÚRBIOS DO CONTEÚDO DO PENSAMENTO

As alucinações e delírios são os primeiros aspectos percebidos. São EGO sintônicas, ou seja, a criança esquizofrenia nem sempre vêm como invasivas e estranhas. Lidam bem com os sintomas que lhe parecem naturais porque se iniciam precocemente e de forma insidiosa. O desenvolvimento das alucinações e delírios se torna de maior complexidade com o tempo.

DISTÚRBIOS DA COGNIÇÃO

Os esquizofrênicos sofrem de um prejuízo leve da cognição. As crianças que foram submetidas a testes psicológicos de inteligência generalizada apresentam um QI abaixo da média (entre 80 e 90). Nas medidas de aspectos específicos da cognição, os prejuízos podem ser graves, e em outros aspectos,
pode haver resultados elevados.

DISTÚRBIOS DA AFETIVIDADE

Observa-se rigidez das disposições afetivas, fixação de certos interesses e ausência ou diminuição da atenção espontânea, inadaptação ao real e a fuga à realidade, acentuada violência nas reações de angustia ou defesa, estereotipias no comportamento, nas ocupações, na linguagem, bem como fenômenos de perseveração e ecolalia. Todos esses fenômenos ocorrem de forma particular a personalidade de cada individuo.

CARACTERISTICAS FISICAS

Os movimento são frouxos, desordenados e freqüentemente desajeitados.

SINDROMES INFATIS

DEFINIÇÃO

O caráter de uma doença é o resultado da ação da combinação de fatores genéticos e ambientais, porém é conveniente distinguir se a causa principal transformação genética, e sim uma combinação de pequenas variações que, juntas podem produzir um defeito serio.

Durante vários anos foram feitas pesquisas sobre as doenças genéticas e foram identificadas mais de 50 tipos de doenças anomalias cromossômicas dentre as quais destacamos algumas:

SINDROME DE DOWN – é mais das anomalias mais comuns e a de mais fácil identificação, pois, possuem características faciais de fácil percepção visual.
Ocorre em virtude de um fracasso de uma meiose adequada no espermatozóide ou no óvulo, tem três copias do cromossomo 21 em vez das duas normais. Outras formas de trissomia também ocorrem, evidentemente, mas a síndrome de down é de longe a mais freqüente.As estimativas dessa anormalidade diferem, mas a freqüência fica entre 1 em 600 e 1 em 1.000
Nascimentos.

SINDROME DE TURNER – também é uma síndrome cromossômica, a anormalidade está no cromossomo sexual ou na má divisão que é padrão “X” único.
Temos a incidência de 1 em 400 dos nascimentos; as meninas com síndrome de turner são exceções à regra normal de que os embriões com cromossomos de menos não sobrevivem.

SINDROME DE “X” FRAGIL – é causada mais frequentemente por comprometimento mental com carater hereditário, afetando o desenvolvimento intelectual e o comportamento em geral de homens e
mulheres.
A expressão “x” frágil deve-se a uma anomalia causada por um gene defeituoso localiza nocromossomo X, que por sua vez, passa a apresentar uma falha numa de suas partes. O X está presente no par de cromossomos que determina o sexo (xy nos homens e xx nas mulheres).
Essa falha ou “fragilidade” do “X” causa um conjunto de sinais e sintomas clínicos (ou uma síndrome). Daí o nome de síndrome do X frágil (sxf).
Os meninos e as meninas podem herdar um X frágil (normalmente de uma mãe portadora), mas os meninos, sem a influencia potencialidade dominante de um X normal, são muitos suscetíveis às conseqüências intelectuais ou comportamentais negativas.
A criança afetada parece correr um risco consideravelmente aumentado de retardo mental; as estimativas atuais são de que ele, entre os homens, 5 a 7 por cento de todos os retardos são causados por esta síndrome (Zigler e Hodapp, 1991).

SINDROME DE WEST – A sindrome de west é um tipo raro de epilepsia chamada de “epilepsia moiclonica”. As convulsões que a doença apresenta são chamadas de mióclonicas e podem ser de flexão ou de extensão, e afetam geralmente crianças com menos deumanode idade. São como se, de repente, a criança se assustasse e quisesse agarrar uma bola sobre o seu corpo.
Os espasmos são diferentes para cada criança. Podem ser tão leves no inicio que não são notados ou pode-se pensar que se originam de cólicas.Cada espasmos começa repentinamente e dura menos de alguns segundos.
Tipicamente, os braços se distendem para trás e cabeça pode prender para frente e os olhos ficam em um ponto acima.

SINDROME DE ANGELMAN – Essa anomalia ocorre no espaço entre 11 e 13 do braço “q” do cromossomo 15 ou quando ganha 2 cromossomos do pai.
As crianças que apresentam esse tipo de anomalia tem alguns sintomas como: andara desajeitado, risadas freqüentes, convulsões e perímetro cefálico pequeno e achatamento occipital.
Não há prevalência de sexo entre os afetados.
O diagnostico clinico precoce é raro edificou. O quadro clinico evolutivo vai se evidenciando com o passar do tempo, tornando o diagnóstico mais fácil com a evolução da síndrome.
A síndrome é caracterizada por: atraso no crescimento, a criança apresenta peculiar fragilidade com freqüência, na raça branca ela costuma apresentar hipogmentação na pele, nos olhos e nos cabelos.

SINDROME DE APERT – É um defeito genético e faz parte das quase 6.000 síndromes genéticas conhecidas. Pode se herdada de um dos pais ou por mutação nova. Ocorre em aproximadamente 1 para 160.000 a 200.000 nascidos vivos. Sua causa se encontra em uma mutação durante o período de
gestação, nos fatores de crescimento dos fibroblastos que ocorre durante o processo de formação dos gametas. É desconhecidas as causas que produzem essa formação especifica do crânio, terço médio de face, mãos e pés, além de diversas alterações funcionais que variam muito de um individuo a outro. O crânio tem fusão prematura e é incapaz de desenvolver-se normalmente, o terço médio da face (área que vai da órbita do olho até o maxilar superior) parece retraída ou afundada, os dedos das mãos e dos pés tem vários graus. Essa síndrome foi classificada como anomalia craniofacial.

SINDROME DE STRAUSS – Existem duvidas sobre como classificar crianças com estas síndromes, já que as características principais observadas
são : comportamento e não uma lesão cerebral. Cita-se então sete maneiras de classificar a síndrome.

1. Desordem de percepção, distorcem imagens (fundo e figura), vêem partes e não o todo;

2. Perseverança;

3. Desordem no raciocínio ou de conceitos; possuem forma diferentes para conceituar as coisas;

4. Desordem de comportamento: possuem características hiperativas, desinibidos, capricho e explosivos;

5. Sinais neurológicos;

6. Histórico de neurologia;

7. Nenhum caso na família.

INTRODUÇÃO

Nos dias de hoje é bem mais comum e aceitável falar-se na inclusão escolar para os portadores de necessidades especiais quando for possível e indicavel, porém, não basta incluí-los numa escola dos ditos “normais”.
A complexidade que envolve essa inclusão é muito maior do que pensamos.
Toda a escola tem que estar apta para bem receber estas crianças seja na sua estrutura física tanto quanto no profissional que irá atendê-las.
É de forma objetiva que este trabalho vem apresentar tópicos importantes a serem considerados pelo professor de educação física, ao trabalhar com crianças não ditas “normais” ou ainda com aquelas que são ditas “normais” eno decorrer de seu desenvolvimento apresentam alguma anormalidade .
O objetivo deste trabalho não é qualificar o professor de educação física a fazer diagnósticos, e sim prepará-lo para identificar alguma anormalidade, quando a mesma se fizer presente, e não passe desapercebida.Tão logo se detecte alguma anormalidade na criança, o responsável será comunicado e orientado a procurar ajuda especializada adequada.
Temos uma infinidade de fatores intervenientes que estão ligados às necessidades especiais,desvios de comportamento e até mesmo patologias associadas.
A seguir veremos algumas definições importantes para que a compreensão do conteúdo aqui presente fique melhor de ser compreendido.

GENETICA HUMANA NO DESENVOLVIMENTO FETAL

No desenvolvimento pré-natal, um feto não precisa necessariamente de estímulos externos para que se desenvolva .Todo o desenvolvimento se dá pelos códigos que os genes contem e isto ocorre de maneira natural independente do que queremos ou achamos.Mesmo assim a seqüência do desenvolvimento não é imune a modificações ou influencias externas.
Ainda temos o erro que o material genético possui porque os espermatozóides ou óvulos não se dividem de forma correta de modo que possam acontecer quantidades de cromossomos de mais ou de menos.
diante de todas essas considerações foram identificadas mais de 50 tipos de anomalias cromossômicas em bebes. Estas doenças ainda podem estar associadas com fatores ambientais.
Podemos classificar então as doenças genéticas como:

– DOENÇAS GENETICAS SIMPLES;
– DOENÇA CROMOSSOMICAS;
– DOENÇAS MULTIFATORIAS.

Baisebol

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Autoria: Webiston de Souza Macedo

AS ORIGENS DO BEISEBOL

Existem provas de que as pessoas jogavam jogos que envolviam um taco e uma bola desde os primeiros dias de civilização. Antigamente em certas culturas como seja a Persa, a Egípcia e a Grega, jogavam-se jogos com taco e bola para divertimento e como fazendo parte de certas cerimônias. Jogos deste tipo espalharam-se por toda a Europa na Idade Média (séc. V ao séc. XV) e tornaram-se populares numa variedade de formas. Os europeus levaram estes jogos de taco e bola para as colônias americanas no séc. XVII. Durante o séc. XVIII eram largamente considerados jogos de crianças.

No séc. XIX, uma variedade de jogos com o taco e bola tinham-se tornados populares na América do Norte. A maior parte destes jogos teve origem na Inglaterra. Muitas pessoas das cidades do nordeste dos E. U. A. como Boston, Nova Iorque e Filadélfia, jogavam cricket, um jogo tradicional dos aristocratas ingleses. Mas havia um jogo inglês chamado rounders, jogado em comunidades rurais e urbanas ao longo da América do Norte, que em muito se parecia com o beisebol moderno.

No rouders um batedor batia a bola e corria entre as bases tentando não ser eliminado (put out). As bolas que fossem apanhadas durante o vôo, ou em alguns casos depois de bater uma vez no chão, levavam normalmente à eliminação do jogador. O rounders também envolvia a prática de plugging, na qual os defesas podiam eliminar um jogador acertando-lhe com a bola enquanto ele corria entre as bases. As regras do rouders variavam bastante de sítio para sítio e as pessoas usavam vários nomes para o descrever, nomeadamente town ball, one o´cat e beisebol.

O QUE É BEISEBOL?

O jogo de Baseball, ou Beisebol aqui no Brasil, é um dos jogos mais populares do mundo, principalmente nos Estados Unidos. Este é um esporte tipicamente americano que conquistou adeptos pelo mundo inteiro e é o esporte mais popular em países como o Japão, Cuba, e em muitos países do Caribe e da América Central.

O Beisebol é um esporte completo, que exige força, reflexos, agilidade, e velocidade.

Alguns jogadores profissionais, com certeza poderiam ser velocistas, outros poderiam praticar outras formas de atletismo. O Beisebol é um esporte coletivo onde o espírito de equipe e a colaboração entre os jogadores em campo é muito importante.

O Beisebol é um esporte familiar, onde a assistência ou torcida é formada de famílias, desde o avo até o netinho, onde o amor ao esporte é passado de geração a geração.

HISTÓRIA

Os primórdios

O beisebol brasileiro nasceu no início deste século, trazido dos Estados Unidos pelas mãos de funcionários de empresas americanas, como a Light (companhia de energia elétrica) que se estabeleceram, em primeiro lugar na cidade de São Paulo. Conta-se que, pelos miados de 1913/1914 haviam jogos do Mackenzie que costumavam atrair mais assistentes que as partidas de futebol, realizadas na mesma escola. Houve, ainda, uma liga de beisebol na década de 20, que reunia esportistas americanos e era dirigida por um diretor de companhia telefônica.

A chegada dos imigrantes japoneses, que conheciam o beisebol desde 1873, deu maior força ao desenvolvimento desse esporte em terras brasileiras,com a criação de vários clubes e equipes, que foram se formando a par da colonização e do crescimento das cidades à beira da estrada de ferro, chegando ao Oeste do Estado de São Paulo (Presidente Prudente, Marília, entre outras) e ao Norte do Estado do Paraná (Bandeirantes, Londrina, Maringá, Arapongas,Assaí, etc.).

A eclosão da Segunda Guerra Mundial e a derrota do Japão, comprometeu o sonho de enriquecer e voltar ao país de origem, o que acabou tornando-se praticamente impossível, além das inevitáveis
retaliações e desconfianças dos brasileiros, chegando a vigorar leis restritivas, com a proibição do uso da língua japonesa e de reuniões, e a destruição de todo o material escrito em japonês.
Em 1946, o ambiente da colônia não poderia ser definido como calmo. O clima de desapontamento e desilusão pós guerra era patente, mas ao mesmo tempo, percebia-se a necessidade de reorganizar a vida social da colônia, seriamente reprimida durante a guerra. Surgiram, assim, os primeiros movimentos nesse sentido, principalmente em torno das atividades de lazer e esportivas dentre as quais o beisebol. Atuação decisiva na organização do beisebol brasileiro teve o repórter da Gazeta Esportiva – Olímpio de Sá Silva – um dos fundadores da Federação Paulista de Beisebol e Softbol, em 24 de setembro de 1946, e seu presidente durante 17 anos.

As competições oficiais

Em 11 de maio de 1947, seguindo os regulamentos e códigos recém-criados, com o Capitão Silvio de Magalhães Padilha, então Diretor do Departamento de Esportes do Estado de São Paulo, fazendo o lançamento inicial, na solenidade de abertura do evento. Participaram da primeira temporada oficial do beisebol paulista, no Clube Atlético das Bandeiras, localizado próximo à Ponte das Bandeiras, às margens do Rio Tietê (quando este ainda era navegável !) alugado para o evento, as equipes: Marília, Pereira Barreto, Santo Anastácio, Ribeirão Preto, Suzano e Capital (São Paulo BBC), encerrada à 7 de setembro do mesmo ano, após 3 dias de disputa, com a vitória do EC Marilhense por 6 a 3 sobre a equipe de Suzano.

Curioso o registro de haverem apenas duas cadeiras no campo, que foram utilizadas pelos anotadores, ficando em pé o Capitão Silvio de Magalhães Padilha e Cecil N.Cross, consul americano.
Uma das principais dificuldades eram os campos, porque simplesmente não existiam e eram improvisados onde e quando necessário e, muitas vezes em espaços cedidos pela Força Policial do Estado, valendo considerar que, no Campeonato da Cidade de São Paulo, em 1948, um dos jogos teve que ser adiado porque o campo fora ocupado, pela manhã pelos hipistas da Força Policial, só podendo ser utilizado após as 10 horas.

Finalmente, a 13 de novembro de 1948, inaugurava-se o campo da FPBS, oficial e digno, construído com tábuas, tinha muros, arquibancadas para três mil pessoas e placar, com a realização de um Torneio Inter. Clubes reunindo as equipes: Bilac, Mogi das Cruzes, Universo, São Paulo, Coopercotia, Gigantes e Tigres.

As competições seguiam as divisões das colônias japonesas nos diferentes locais, assim, havia o “shibutaiko”, que corresponderia a um torneio inter-clubes municipal, que levava o estandarte de sua cidade ou região colonial para o “tihotaiko”, competição inter-regional que representaria então o setor todo no campeonato estadual.

Inspirado em idéia de Toshihiko Nakabayashi (Kantyan), foi criado o Campeonato Inter Regional Adulto – Sembatsu, onde estariam presentes apenas as seleções dos melhores jogadores de cada região, sendo que a sede do evento seria itinerante. Assim, para sediar o torneio, a cidade deveria contar com um bom estádio, com acomodações suficientes para o afluxo de torcedores que vinham com os selecionados. A iniciativa acabou por incentivar a criação de estádios por todo o Estado de São Paulo e estimulando e reforçando a prática do beisebol no interior do Estado.

O Primeiro Adversário Estrangeiro

A equipe da Universidade de Columbia, em 1951, foi a primeira equipe estrangeira a vir ao brasil e enfrentar a equipe nacional, que perdeu todas as partidas, por escores bastantes dilatados. Fazia espécie um jogador de 19 anos, Anthony Mitcher, defensor da primeira base, recém contratado por uma equipe profissional americana. Com cerca de dois metros de altura e cem quilos, o canhoto, ao demonstrar o seu “batting”, rebateu todas as bolas para fora do estádio, na direção do jardineiro esquerdo, caindo num brejo que ali havia, mas, foi obrigado a interromper sua demonstração, pois havia acabado todas as bolas disponíveis. Até hoje, não se sabe ao certo, como foi conseguido o dinheiro para custear a viagem dessa equipe universitária americana, havendo registro do pagamento da viagem em parcelas.

O Estádio do Bom Retiro

Após muito esforço e dificuldades financeiras só vencidas pelo amor ao beisebol, a FPBS conseguiu inaugurar em grande estilo o seu Estádio, o primeiro da América do Sul, a 21 de junho de 1958, como parte das comemorações dos 50 anos da imigração japonesa, com a presença de Suas Altezas Imperiais, o Príncipe Takahito Mikasa e sua esposa, que participou hasteando a bandeira brasileira e fazendo o arremesso inaugural da partida entre o selecionado da capital e a equipe da Universidade de Waseda, que ainda percorreu Mogi das Cruzes, Piedade, Araçatuba, Dracena, Tupã, Marília, Presidente Prudente, Londrina, Rio de Janeiro, São José dos Campos e Atibaia, enfrentando equipes locais. Somados todos os pontos, Waseda fez 372 contra 5 das equipes locais, tendo, ainda, marcado 53 homeruns. Para a realização desta festa, a colônia organizou-se a nível nacional práticamente, levantando fundos que permitiram as despesas envolvidas. Ressalte-se também que, por onde passou, a equipe da Universidade de Waseda inaugurou marcos e monumentos, deixando registrada, até hoje, sua passagem, nos belos e bem cuidados jardins dos clubes.

COMO SE JOGA?

O Beisebol é um jogo de Taco e Bola que tem as mesmas origens do Cricket, Golfe, Bete, e outros jogos de taco. Primeira coisa para entender um jogo de Beisebol é saberque neste esporte, cada equipe tem os seus Tempos de Ataque e Tempos de Defesa. Um jogo de beisebol somente acaba depois que terminarem 9 alternâncias de Ataque/Defesa. Um conjunto Ataque/Defesa no beisebol é chamado inning. O inning é equivalente ao set no voleyball, ou no tennis.

Alternância entre defesa e ataque

Durante um jogo de Beisebol, as equipes, se alternam entre Tempos de Defesa e Ataque. A equipe que está no Ataque, visa marcar pontos, e é obrigada a ir para a Defesa, toda vez que tiver 3 (três) dos seus jogadores de Ataque eliminados. A equipe que está na Defesa, tenta evitar que a equipe adversária marque pontos e procura eliminar jogadores do ataque adversário. Ela consegue sair da situação de Defesa para a situação de Ataque, quando consegue eliminar 3 jogadores de ataque do adversário.

O campo

O campo de Baseball é composto de uma área principal com a forma aproximada de um quarto de círculo (fair zone), e uma secundária chamada de zona morta (foul zone). A área principal, por sua vez, é dividida em duas partes que são o diamante (diamond ou infield) e a jardineira (outfield).

O diamante é um quadrado de 27,4 metros de lado onde em cada vértice se encontra uma base. O vértice mais importante e que está localizado no que seria o centro do círculo, recebe o nome de prato da casa ou base da casa (home plate ou home base). É neste vértice que a jogada se inicia e onde são conquistados os pontos quando o jogador de ataque, depois de sair deste ponto e passar pelos outros três vértices, consegue retornar. Estes outros vértices são batizados (no sentido anti-horário) como primeira, segunda e terceira bases (first, second e third base) e são os locais onde ocorrem as jogadas mais emocionantes. Quase no centro geométrico do diamante (a 18,4 metros da base da casa) existe uma pequena elevação de onde o arremessador faz os seus lançamentos.

A jardineira é obtida pelo prolongamento de dois lados do quadrado, a partir do prato da casa, por pelo menos 50 metros além das primeira e terceira bases, formando assim o resto do quarto de círculo citado anteriormente. É importante observar que a limitação da jardineira se refere apenas à atuação dos jogadores pois a bola rebatida para além deste limite (internamente aos prolongamentos do quadrado) é uma das jogadas mais esperadas por todos conforme descrito adiante.

A zona morta é a área do campo atrás da base da casa e entre as laterais e a arquibancada.

Jardim externo( outfield)

É a área gramada, externa do campo. Esta área é dividida, para fins de colocação dos jogadores da defesa, da seguinte maneira:

Jardim Externo Esquerdo
(Left Field)

Jardim Externo Central
(Center Field)

Jardim Externo Direito
(Right Field)

Em cada uma destas áreas, é posicionado um dos jogadores da defesa. Estes jogadores da defesa tem a seguinte denominação:

Defensor do Jardim Direito ou Jardineiro Direito
(Righ Fielder)

Defensor do Jardim Central ou Jardineiro Central
(Center Fielder)

Defensor do Jardim Esquerdo ou Jardineiro Esquerdo
(Left Fielder )

Estes jogadores da defesa tem a característica de serem os melhores corredores do time. A área que eles precisam defender é muito grande e exige que eles corram grandes distâncias, em altas velocidades, para capturar a bola no ar e evitar que a bola atinja o chão, depois de rebatida pelo rebatedor (o jogador no Ataque do time adversário).

Jardim Interno( infield)

O Jardim Interno (Infield), é a área interna do campo, a partir da área gramada para dentro. Nesta área central, existe um quadrado gramado, em cujos vértices (pontas) existem as bases do beisebol. São as bases e a bola é que dão o nome ao jogo (BASE = Bases BALL = Bola).

(1) A Base Principal (HOME BASE) é aquela que fica na extremidade central interna do campo. É onde se localizam o jogador de defesa chamado Receptor (Catcher), o Juiz Principal (Umpire) e o Rebatedor (Batter). O Receptor é o Defensor da Base Principal. O Rebatedor é o jogador do Ataque da equipe adversária que tenta rebater a bola lançada pelo Arremessador (Pitcher). O Arremessador fica na região central daquela área quadrada gramada interna, numa região levemente elevada em relação ao restante do campo chamada Montículo (Mount).

(2) Primeira Base é a base localizada na extremidade direita do quadrado interno gramado. Esta região do campo é defendida pelo jogador chamado Defensor da Primeira Base (First Base);

(3) Segunda Base é a base localizada na parte central interna do quadrado interno gramado no campo de beisebol. Esta região é defendida pelo Defensor da Segunda Base (Second Base);

(4) Terceira Base é a base localizada na parte esquerda do quadrado interno gramado. Ela é defendida pelo jogador da Defesa chamado Defensor da Terceira Base (Third Base);

Adicionalmente aos Defensores das Bases (Infielders) , aos Defensores do Jardim Externo (Outfielders) e ao Arremessador (Pitcher), existe um último jogador da Defesa posicionado entre as Segunda e Terceira Bases. Este jogador se chama Interbases (Short Stop).

Ele é posicionado nesta posição do campo porque nela ocorre grande incidência de rebatidas e sua função é defendê-las. Normalmente este é o jogador mais ágil do time, porque ele precisa fazer deslocamentos laterais muito rápidos para defender as bolas rebatidas.

Basquete

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Autoria: Viviane Ferreira Hauptli

Bloqueio de Rebote

Fundamento do basquetebol que consiste em impedir que a equipe adversária recupere a posse de bola após o arremesso, bloqueando-a virando de costas para o adversário e protegendo a bola e assim, depois, recuperar a bola.

1.1. Exercícios

Na defesa e ataque: 2 filas, onde uma pessoa protege a bola que permanece ao solo e a outra finta e pega a bola, indo para outro lado da quadra para fazer a cesta, o jogador defensor irá acompanhá-lo e fazer a defesa.

Defesa: 1 ou 2 duplas, onde uma dupla defende e a outra espera a bola quicar no solo e, logo após, tentar pegar a bola com a dupla defensora defendendo-a.

2. Sistema Ofensivo

Os sistemas ofensivos de ataque são: movimentações táticas coletivas, que tem como objetivo principal obtenção da cesta. Para isso o ataque deve obedecer a certos princípios que tornarão mais fácil a tarefa dos atacantes. Inicialmente é importante definir os nomes e funções das posições que o atleta pode desempenhar no ataque. Existem três posições que são distribuídas em funções das características físicas e técnicas dos atacantes: armador, ala ou lateral e pivô.

2.1. Armador

Como característica física este atacante normalmente é o menor e o mais rápido da equipe, tecnicamente deve passar e driblar. O tipo de arremesso mais utilizado pelo armador é o salto (jump) de longa distância em função da região em que atua na quadra o armador deve ter uma boa visão de jogo sabendo decidir o momento exato de passar a um companheiro, arremessar ou infiltrar.

2.2. Lateral ou Ala

Em relação a qualidade física, é um jogador de estatura média para alta e não deve ser muito lento. A característica principal para a posição é um bom arremesso de meia distância. O lateral deve ter uma boa noção de rebote, pois, normalmente participa de ambos.

2.3. Pivô

O pivô deve ser alto e forte por atuar numa região próxima a cesta onde normalmente a defesa e o ataque devem concentrar muita atenção. Em termos técnicos é uma posição que exige um bom trabalho de pernas [fintas e giros, a utilização de arremessos de curta distância e boa noção de posicionamento de rebote (tanto ofensivo como defensivo)].

2.4. Exercícios práticos (Ofensivo)

= Cone = Aluno = Corrida de frente = Corrida diagonal

= Driblando com direita = Driblando com esquerda = Arremesso

(Bandeja)

O aluno executará o exercício sempre driblando a bola, com corrida de frente; corrida diagonal para esquerda, driblando com mão esquerda e protegendo com mão direita; corrida diagonal para direita, driblando com mão direita e protegendo com mão esquerda; Arremesso (Bandeja).

1 = passar ao lado do cone 2 = passar a bola por trás 3 = trocar de mão

4 = passar a bola por entre as pernas

O aluno executará o exercício semelhante ao anterior, exceto em cada cone vai fazer um controle de bola diferente, de acordo com a numeração.

O aluno vai driblando a bola, em linha reta até a linha de 3 pontos, segurar a bola com as duas mão e executar o arremesso (jump), pegar a bola e entrega-la a outro aluno da coluna. Após todos terem executado o exercício, irão trocar de posições.

3. Sistema Defensivo

3.1. Sistema de Defesa Individual (S.D.I.)

Ficar entre o atacante e a cesta (costas para a cesta, peito para o atacante);

Se o atacante estiver com posse de bola, manter a distância de um braço;

Se o atacante estiver sem a bola, afastar até a posição em que consiga visualizar ao mesmo tempo quem está com a bola e quem marca;

Tentar levar o atacante para o seu lado de menor habilidade;

Tentar levar o atacante para as laterais da quadra onde sua atuação será limitada.

3.1.1. Tipos de Defesa Individual

Sistema de Defesa Individual Simples;

Sistema de Defesa Individual com Ajuda;

Sistema de Defesa Individual com Visão Orientada;

Sistema de Defesa Individual com Flutuação;

Sistema de Defesa Individual com Antecipação;

Sistema de Defesa Individual com Troca de Marcação.

3.1.2. Sistema de Defesa Individual Simples

Como o próprio nome já diz é a defesa elementar. O atleta deve se posicionar de costas para a tabela e frente para quem vai atacar, olhando somente para seu marcador e o acompanhando aonde for.

3.1.3. Sistema de Defesa Individual com Ajuda

O jogador que estiver mais próximo do lado em que for cortado fará a ajuda se posicionando na frente do atacante impedindo a sua passagem, o atleta que for cortado retornará a sua marcação o mais rápido possível. Quem fez a ajuda, após a recuperação do companheiro voltará a sua marcação original. (há um corte do lado e o lateral vai ajudar e retornar a sua posição).

3.1.4. Sistema de Defesa Individual com Visão Orientada

Exceto o marcador do atacante com bola, todos os outros se posicionarão de forma que consigam enxergar ao mesmo tempo quem marca e quem está com a bola, sem perder a posição tabela/marcador.

3.1.5. Sistema de Defesa Individual com Flutuação

Os marcadores do lado contrário onde está a bola, se deslocarão para uma linha imaginária na área restritiva impedindo as penetrações.

3.1.6. Sistema de Defesa Individual com Antecipação

Os marcadores posicionados a um passe de distância se colocará de uma forma que consiga roubar o passe. A antecipação e feita com ½ corpo a frente, a palma da mão mais próxima da bola na linha do passe e o olhar para a bola.

3.1.7. Sistema de Defesa com Troca de Marcação

A troca de marcação é utilizada quando o ataque usa o corta luz como manobra ofensiva. A troca de marcação não deve ser feita por atletas com grande diferença de estatura pois haverá momentânea desvantagem.

3.2. Exercícios práticos (S.D.I – Simples)

= Cone = Aluno = Corrida de Frente

= Corrida lateral = Corrida Diagonal para trás

Os alunos executarão o exercício sem a bola, ficando um de frente para outro (em duplas), fazendo a corrida de frente, corrida lateral, corrida em diagonal para trás, e no final retornarão à coluna. Após todos executarem, trocar o lado; ou fazer dos dois lados da quadra.

Os alunos executarão o exercício com bola, em dupla, onde, um irá driblando a bola e outro defendendo, fazendo corrida em diagonal (direita e esquerda) até o meio da quadra, onde, também, irão trocar de posições.

Os alunos executarão o exercício sem bola, em dupla, um de frente para outro, fazendo corrida de frente até a metade da quadra, após passarem esse ponto irão fazer corrida na diagonal. Após todos terem executado pode-se trocar de lado da quadra.

3.3. Vantagens e desvantagens da Defesa Individual

Vantagens:

Define responsabilidades;

Exige do defensor a correta execução dos fundamentos individuais da defesa;

Desenvolver a tensão e velocidade do movimento;

Propicia o equilíbrio físico e técnico entre defensores e atacantes;

E adaptável a qualquer tipo de ataque;

Dificulta passe e arremesso de curta e longa distância.

Desvantagens:

Facilita a penetração das cestas devido a marcação mais próxima;

Facilita os movimentos de corta luz;

Pode provocar um grande número de faltas pessoais;

Dificulta o rebote defensivo pois os defensores não tem posição definida em função da não definição das posições dos defensores já que estas serão determinadas pelas posições dos atacantes.

4. Sistema de Defesa por Zona

4.1. Defesa por Zona 1-3-1

O número 1 e 5 fazem o mesmo trabalho, sempre do lado que está a bola;

O número 2 e 4 fazem o trabalho de “gangorra”, quando o 2 marca, o 4 vai para seu limite, e vice-versa.

4.2. Defesa por Zona 1-2-2

O número 1 não pode ser o menor jogador, porque ele fica debaixo da cesta, sobe e desce na linha da bola;

Os números 2 e 3 marcam toda a lateral;

Os números 4 e 5 dividem o garrafão marcando quase sempre que individualmente, além de avisar sempre que um atacante for ultrapassar a sua área.

4.3. Defesa por Zona 2-1-2

Os números 1 e 2, trabalham em conjunto, se a bola estiver com o atacante na lateral do no 1, o 2 vai até o limite no começo do garrafão, e vice-versa; se o atacante estiver no começo do garrafão (armador), ambos irão fazer a marcação;

Os números 1 e 4, também trabalham em conjunto, se o atacante estiver mais próximo do garrafão (pivô) o 4 irá marcar e o 1 irá ajudar;

Números 2 e 5, idem nos 1 e 4;

Os números 3, 4 e 5 tem que avisar quando o atacante passar na sua área, acompanhando-o até o limite da mesma, e outro defensor irá buscar o atacante no limite de sua área; geralmente o atacante faz movimentação de triangulação.

5. Contra Ataque

Em uma partida de basquetebol são diversas as oportunidades em que uma equipe passa da situação de defesa para a de ataque. Quando isso acontece, a primeira iniciativa dessa equipe é a de atacar de forma rápida e organizada, de tal maneira que a defesa adversária seja surpreendida e não tenha tempo de se posicionar corretamente.

Esta ação de tentar o arremesso rapidamente é de forma organizada surpreendendo a equipe adversária chama-se contra ataque.

5.1. Características e Situações para o Contra Ataque

Para que se caracterize a situação de contra ataque é necessário que haja superioridade numérica entre o ataque para a defesa.

Para se chegar a tal superioridade numérica, o contra ataque precisa ser veloz e organizado. Portanto velocidade, organização e superioridade numérica são as características do contra-ataque.

5.2. Situações que originam o Contra Ataque

Rebote defensivo;

Lateral na quadra defensiva;

Bola ao alto no círculo defensivo;

Fundo bola;

Interceptação de um passe;

Roubada ou recuperação de bola;

5.3. Tipos de Contra Ataque

Desorganizado:

Situação em que o adversário recupera a bola e parte em velocidade para a cesta adversária.

Organizado:

Para um melhor aproveitamento este contra ataque necessita de alguns princípios brevemente elaborados a fim de surpreender a equipe adversária.

REGRAS DO BASQUETE

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Acesse esse trabalho completo sobre o basquete: http://www.trabalhosescolares.net/viewtopic.php?p=917

Desenvolvimento

Hstória do Basquete.

Em busca de algum tipo de jogo sem violência que estimulasse seus alunos durante o inverno, mas que pudesse também ser praticado no verão em áreas abertas, o professor canadense James Naismith, de 30 anos, criou o jogo de basquetebol em 1891.
James Naismith escreveu as primeiras regras do esporte, contendo 13 itens. Embora as regras foram modificadas ao passar do tempo, os princípiosessenciais permanecem constantes.
Dr. James Naismith

CURIOSIDADES.
A primeira bola de basquete foi feita pela A. C. Spalding e Brothers, de Chicopee Falls (Massachussets) ainda em 1891, e seu diâmetro era ligeiramente maior que o de uma bola de futebol.
As primeiras cestas sem fundo foram desenhadas por Lew Allen, de Connecticut, em 1892, e consistiam em cilindros de madeira com bordas de metal.
No ano seguinte, a Narraganset Machine & Co. teve a idéia de fazer um anel metálico com uma rede nele pendurada, que tinha o fundo amarrado com uma corda mas poderia ser aberta simplesmente puxando esta última. Logo depois, tal corda foi abolida e a bola passou a cair livremente após a conversão dos arremessos.
Em 1895, as tabelas foram oficialmente introduzidas.
O basquete foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, e ele lançou ao alto a bola que iniciou o primeiro jogo de basquete nas Olimpíadas.
O primeiro jogo oficial de basquetebol foi realizado no ginásio da YMCA em Springfield , Massachusetts, no dia 20 de Janeiro de 1892. Com dois times de nove jogadores cada, foram usada uma bola de futebol e cestas de pêssegos na sacada a 3,048 m do solo.

Regras básicas
Atualmente: A bola ainda pode ser tapeada longe com uma ou ambas as mãos. Pode ser tapeada das mãos de um jogador ou tapeada longe durante um arremesso. Esta regra levou à evolução do arremesso bloqueado, pois jogadores defensivos podem bloquear um arremesso enquanto está em seu caminho à cesta.
Atualmente: Um jogador não pode correr com a bola, pois ele deve driblar ou passar a bola. Um jogador correndo com a bola é indicado come “andando com a bola.”
Atualmente: A bola ainda pode ser tapeada longe com uma ou ambas as mãos. Pode ser tapeada das mãos de um jogador ou tapeada longe durante um arremesso. Esta regra levou à evolução do arremesso bloqueado, pois jogadores defensivos podem bloquear um arremesso enquanto está em seu caminho à cesta.
Atualmente: A bola só pode ser segurada nas mãos ou os braços de um jogador. Um jogador não pode usar o seu corpo para segurar a bola nem obstruir a bola de ser recebida por um jogador nem de entrar na rede.
Atualmente: As ofensas notadas ainda se aplicam hoje e resultam em expulsões. Como a regra de Naismith, um jogador pode ser descartado de uma partida por intenção de ferir. Uma falta intencional é desnecessário ou contato excessivo contra um oponente que resulta em dois arremessos e posse da bola. Um jogador que comete uma falta intencional pode ser expulsado do jogo ou suspendido durante um período de tempo.
Atualmente: Os jogadores da NBA são permitidos ser mais criativos, pois usam passes como o passe de peito, passe de pulo, passe atrás-das-costas e o passe fora do cotovelo, como o fez o armador Jason Willians no Rookie Challenge de 2000.
Atualmente: Embora esta regra não está mais em efeito, depois de cinco faltas num quarto uma equipe está na penalidade e a equipe que foi cometida as faltas ganham dois lances livres.
Atualmente: Esta regra mudou no sentido que a cesta agora tem um buraco e a bola não permanece aí. Entretanto, um jogador não pode tocar a borda quando a bola foi arremessada e está em seu caminho à cesta. A infração de goaltending originou desta regra.
Atualmente: A regra de cinco segundos ainda existe hoje e se um jogador não arremessa a bola dentro de cinco segundos, a bola é dada à outra equipe. A regra de cinco segundos também declara que um jogador que está in-bounds deve passar, arremessar ou driblar dentro de cinco segundos ou perderá a posse da bola.
Atualmente: Na NBA hoje há três árbitros que determinam faltas e expulsões.

Conclusão
Neste trabalho vimos e aprendemos varias coisa sobre basquete . ficamos mais enformados sobre o basquete atual, e ainda ficamos sabendo um pouco da história do basquete

História do Basquete

Em busca de algum tipo de jogo sem violência que estimulasse seus alunos durante o inverno, mas que pudesse também ser praticado no verão em áreas abertas, o professor canadense James Naismith, de 30 anos, criou o jogo de basquetebol em 1891.

Dr. James Naismith
NBAE/Getty Images

James Naismith escreveu as primeiras regras do esporte, contendo 13 itens. Embora as regras foram modificadas ao passar do tempo, os princípios essenciais permanecem constantes.

Basquete 3

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Autoria: Ingrid dos Santos Passos

INTRODUÇÃO

Passando por diversas alterações em mais de um século, o basquete mostra-se um dos principais esportes da atualidade.
Quando surgiu, com certeza colaborou para mudar as concepções de esportes coletivos. Os Estados Unidos, tão acostumados com o seu futebol, excessivamente violento ganhou um esporte com várias regras e consequentemente, mais pacífico.
Além de inovar no seu país natal, também trouxe inovações para o Brasil, que por sua vez também estava acostumado com o futebol que havia sido trazido da Inglaterra em 1984 por Charles Miller e se tornado a febre dos homens.
O basquete iniciou mais do que um esporte, iniciou um estilo de vida, influenciando culturas, estilos de vida e até músicas.

2. A HISTÓRIA DO BASQUETE

Em 1891, o longo e rigoroso inverno de Massachussets (EUA) tornava impossível a prática de esportes ao ar livre. As poucas opções de atividades físicas em locais fechados se restringiam a entediantes aulas de ginástica, que pouco estimulavam os alunos. Foi então que Luther Halsey Gullick, diretor do Springfield College, colégio internacional da Associação Cristã de Moços (ACM), convocou o professor canadense James Naismith, de 30 anos, e confiou-lhe uma missão: pensar em algum tipo de jogo sem violência que estimulasse seus alunos durante o inverno, mas que pudesse também ser praticado no verão em áreas abertas.
Depois de algumas reuniões com outros professores de educação física da região, James Naismith chegou a pensar em desistir da missão. Mas seu espírito empreendedor o impedia. Refletindo bastante, chegou à conclusão de que o jogo deveria ter um alvo fixo, com algum grau de dificuldade. Sem dúvida, deveria ser jogado com uma bola, maior que a de futebol, que quicasse com regularidade. Mas o jogo não poderia ser tão agressivo quanto o futebol americano, para evitar conflitos entre os alunos, e deveria ter um sentido coletivo. Havia um outro problema: se a bola fosse jogada com os pés, a possibilidade de choque ainda existiria. Naismith decidiu então que o jogo deveria ser jogado com as mãos, mas a bola não poderia ficar retida por muito tempo e nem ser batida com o punho fechado, para evitar socos acidentais nas disputas de lances.

A preocupação seguinte do professor era quanto ao alvo que deveria ser atingido pela bola. Imaginou primeiramente colocá-lo no chão, mas já havia outros esportes assim, como o hóquei e o futebol. A solução surgiu como um relâmpago: o alvo deveria ficar a 3,5m de altura, onde imaginava que nenhum jogador da defesa seria capaz de parar a bola que fosse arremessada para o alvo. Tamanha altura também dava um certo grau de dificuldade ao jogo, como Naismith desejava desde o início.
Mas qual seria o melhor local para fixar o alvo? Como ele seria? Encontrando o zelador do colégio, Naismith perguntou se ele não dispunha de duas caixas com abertura de cerca de 8 polegadas quadradas (45,72 cm). O zelador foi ao depósito e voltou trazendo dois velhos cestos de pêssego. Com um martelo e alguns pregos, Naismith prendeu os cestos na parte superior de duas pilastras, que ele pensava ter mais de 3,0m, uma em cada lado do ginásio. Mediu a altura. Exatos 3,05m, altura esta que permanece até hoje. Nascia a cesta de basquete.
James Naismith escreveu rapidamente as primeiras regras do esporte, contendo 13 itens. Elas estavam tão claras em sua cabeça que foram colocadas no papel em menos de uma hora. O criativo professor levou as regras para a aula, afixando-as num dos quadros de aviso do ginásio. Comunicou a seus alunos que tinha um novo jogo e se pôs a explicar as instruções e organizar as equipes.
Havia 18 alunos na aula. Naismith selecionou dois capitães (Eugene Libby e Duncan Patton) e pediu que escolhessem os lados da quadra e seus companheiros de equipe. Escolheu dois dos jogadores mais altos e jogou a bola para o alto. Era o início do primeiro jogo de basquete. Infelizmente nem Naismith nem seus alunos tomaram nota do dia que foi em que foi realizada a primeira partida de basquete. Sabe-se apenas que foi em dezembro de 1891.
Como esperado, o primeiro jogo foi marcado por muitas faltas, que eram punidas colocando-se seu autor na linha lateral da quadra até que a próxima cesta fosse feita. Outra limitação dizia respeito à própria cesta: a cada vez que um arremesso era convertido, um jogador tinha que subir até a cesta para apanhar a bola. A solução encontrada, alguns meses depois, foi cortar a base do cesto, o que permitiria a rápida continuação do jogo.
Após a aprovação da diretoria do Springfield College, a primeira partida oficial do esporte recém-criado foi realizada no ginásio Armory Hill, no dia 11 de março de 1892, em que os alunos venceram os professores pelo placar de 5 a 1, na presença de cerca de 200 pessoas.A primeira bola de basquete foi feita pela A. C. Spalding & Brothers, de Chicopee Falls (Massachussets) ainda em 1891, e seu diâmetro era ligeiramente maior que o de uma bola de futebol.
As primeiras cestas sem fundo foram desenhadas por Lew Allen, de Connecticut, em 1892, e consistiam em cilindros de madeira com borda de metal. No ano seguinte, a Narraganset Machine & Co. teve a idéia de fazer um anel metálico com uma rede nele pendurada, que tinha o fundo amarrado com uma corda mas poderia ser aberta simplesmente puxando esta última. Logo depois, tal corda foi abolida e a bola passou a cair livremente após a conversão dos arremessos. Em 1895, as tabelas foram oficialmente introduzidas.
Naismith não poderia imaginar a extensão do sucesso alcançado pelo esporte que inventara. Seu momento de glória veio quando o basquete foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, e ele lançou ao alto a bola que iniciou o primeiro jogo de basquete nas Olimpíadas.
Atualmente, o esporte é praticado por mais de 300 milhões de pessoas no mundo inteiro, nos mais de 170 países filiados à FIBA.

2.2 História do basquete no Brasil
O Brasil foi um dos primeiros países a conhecer a novidade. Augusto Shaw, um norte-americano nascido na cidade de Clayville, região de Nova York, completou seus estudos na Universidade de Yale, onde em 1892 graduou-se como bacharel em artes e onde Shaw tomou contato pela primeira vez com o basquete.
Dois anos depois, recebeu um convite para lecionar no tradicional Mackenzie College, em São Paulo. Na bagagem, trouxe mais do que livros sobre história da arte. Havia também uma bola de basquete. Mas demorou um pouco até que o professor pudesse concretizar o desejo de ver o esporte criado por James Naismith adotado no Brasil. A nova modalidade foi apresentada e aprovada imediatamente pelas mulheres. Isso atrapalhou a difusão do basquete entre os rapazes, movidos pelo forte machismo da época. Para piorar, havia a forte concorrência do futebol, trazido em 1894 por Charles Miller, e que se tornou a grande coqueluche da época entre os homens.
Aos poucos o persistente Augusto Shaw foi convencendo seus alunos de que o basquete não era um jogo de mulheres. Quebrada a resistência, ele conseguiu montar a primeira equipe do Mackenzie College, ainda em 1896. Uma foto enviada ao Instituto Mackenzie nos Estados Unidos, mostra o que seria a primeira equipe organizada no Brasil, justamente por Shaw. Estão identificados Horácio Nogueira e Edgar de Barros (em cima), Pedro Saturnino, Augusto Marques Guerra, Theodoro Joyce, José Almeida e Mário Eppinghauss.
Shaw viveu no Brasil até 1914 e teve a chance de acompanhar a difusão do basquete no país. Faleceu em 1939, nos Estados Unidos.
A aceitação nacional do novo esporte veio através do Professor Oscar Thompson, na Escola Nacional de São Paulo e Henry J. Sims, então diretor de Educação Física da Associação Cristã de Moços (ACM), do Rio de Janeiro.
Em 1912, no ginásio da rua da Quitanda nº 47, no centro do Rio de Janeiro, aconteceram os primeiros torneios de basquete. Em 1913, quando da visita da seleção chilena de futebol a convite do América Futebol Clube, seus integrantes, membros da ACM de Santiago, passaram a freqüentar o ginásio da rua da Quitanda. Henry Sims, convenceu os dirigentes do América a introduzir o basquete no clube da rua Campos Salles, no bairro da Tijuca. Para animá-los, arranjou um jogo contra os chilenos oferecendo uma equipe da ACM, com o uniforme do América que triunfou pelo curioso score de 5 a 4. O plano vingou e o América foi o primeiro clube carioca a adotar o basquete.
As primeiras regras em português foram traduzidas em 1915. Nesse ano a ACM realizou o primeiro torneio da América do Sul, com a participação de seis equipes. O sucesso foi tão grande que a Liga Metropolitana de Sports Athléticos, responsável pelos esportes terrestres no Rio de Janeiro, resolveu adotar o basquete em 1916. O primeiro campeonato oficializado pela Liga foi em 1919, com a vitória do Flamengo.
Em 1922 foi convocada pela primeira vez a seleção brasileira, quando da comemoração do Centenário do Brasil nos Jogos Latino-Americanos, um torneio continental, em dois turnos, entre as seleções do Brasil, Argentina e Uruguai. O Brasil sagrou-se campeão, sob a direção de Fred Brown. Em 1930, com a participação do Brasil, foi realizado em Montevidéu, o primeiro Campeonato Sul-Americano de Basquete.
Em 1933 houve uma cisão no esporte nacional, quando os clubes que adotaram o profissionalismo do futebol criaram entidades especializadas dos vários desportos. Nasceu assim a Federação Brasileira de Basketball, fundada a 25 de dezembro de 1933, no Rio de Janeiro. Em assembléia aprovada dia 26 de dezembro de 1941, passou ao nome atual, Confederação Brasileira de Basketball

2.3 História do basquete em cadeira de rodas

A história do basquete em cadeira de rodas confunde-se com a história dos demais esportes para deficientes.
Apesar há muito tempo os deficientes utilizarem várias práticas esportivas em forma de lazer, o primeiro registro oficial de esporte paraolímpico data de 1932, quando foi criado na Inglaterra uma associação de jogadores de golfe com um só braço.
O principal marco histórico do esporte paraolímpico se dá durante a Segunda Guerra Mundial quando, em 1944, em Aylesbury, na Inglaterra, o neurologista Ludwig Guttmann, que escapara da perseguição aos judeus na Alemanha nazista criou, a pedido do governo britânico, o Centro Nacional de Lesionados Medulares do Hospital de Stoke Mandeville, especializado no tratamento a soldados do exército inglês feridos na Segunda Guerra Mundial, onde trabalhava-se com atividades de Arco e Flecha.
Em 1948, Guttman cria os I Jogos Desportivos de Stoke Mandeville , com a participação de 14 homens e 2 mulheres da Forças Armadas Britânicas em uma única modalidade, Arco e Flecha. Em 1952, Sir Guttmann realizou o II Jogos Desportivos de Stoke Mandeville com a participação de 130 atletas entre ingleses e holandeses.
Paralelo a esse acontecimentos, surgiu nos EUA o Paralyzed Veterans of America (Veteranos Paralisados da América), que começaram a desenvolver atividades esportivas. É aí que surge o primeiro registro de um jogo de basquete em cadeira de rodas, na divisão da PVA em New England, EUA, mas a mais popular foi a divisão da PVA na Califórnia, EUA, indo depois para Boston, Memphis , Richmond, New York, Canadá e Inglaterra. A equipe mais popular nos EUA era a equipe da região Oeste, a Birmingham Flying Wheels, que também era uma divisão da PVA.
O primeiro campeonato oficial ocorreu em 1948, foi o I Campeonato Nacional da PVA nos EUA de basquetebol em cadeira de rodas, se sagrando campeã a equipe Flying Wheels da Califórnia. A popularização do esporte levou à formação da primeira equipe que não era formada por militares, a Kansas City Wheelchairs Bulldozers.
A primeira paraolimpíada aconteceu em 1960, em Roma, quando o médico italiano Antonio Maglio, diretor do Centro de Lesionados Medulares de Ostia, cidade italiana, sugeriu que os Jogos Internacionais de Stoke Mandeville fossem disputados naquele ano na capital da Itália, na seqüência e nas mesmas instalações da XVI Olimpíada. A Olimpíada dos Portadores de Deficiência – na verdade, os Jogos Paraolímpicos – contou com 400 atletas em cadeira de rodas, representando 23 países. As autoridades italianas deram todo apoio à competição que teve calorosa acolhida do Papa João XXIII.

3. FUNDAMENTOS

Os principais são: passe, drible, arremesso, lance-livre e rebote:

PASSE
•Passe de peito – Trazendo já bola junto ao peito, com o peso do corpo na perna coordenando movimento dos braços com os pulso, a bola à frente do corpo, lançá-la com as mãos na direção do movimento.
•Passe picado – É idêntico ao passe de peito, com a diferença de que a bola toque no chão antes de chegar às mãos do jogador que vai recebê-la. v Passe por cima da cabeça – Elevando a bola acima da cabeça com ambos os braços, lançá-la com um forte movimento dos pulsos, sem baixar os braços.
•Passe de gancho – A bola é segura pela mão que vai lançá-la bem junto ao punho, dedos espalhados na bola. Com um passo atrás ou para o lado, dar um solto com um giro no ar simultâneo ao lançamento da bola através de um movimento circundante do braço.
•Passe de ombro – A bola é segura com ambas as mãos, com os dedos apontados para cima. Os cotovelos devem ser flexionados, a bola se manterá junto ao corpo com o ombro alto e a execução do passe deverá ser feita pela extensão do braço, cotovelo e punho.

DRIBLE
•Corpo abaixado, cabeça elevada, joelhos flexionadas, impulsionar a bola com a flexão do pulso.

ARREMESSO
•Bandeja – É um arremesso em movimento que pode ser feito com passe ou driblando. Em ambos, o jogador tem direito a dois tempos rítmicos, ou seja, ao receber a bola ou interromper o drible o jogador define o pé de apoio (1º tempo rítmico), tendo direito ao segundo tempo rítmico com mais um passo. No entanto, a bola deverá ser lançada à cesta antes que o jogador toque o solo.
•Com uma das mãos – Partindo da posição fundamental, com o peso do corpo na perna da frente, bola na altura do peito, o jogador flexionará as pernas simultaneamente à elevação da bola acima da cabeça. O arremesso termina com a extensão completa do braço, pulso flexionado e com o último contato da bola através das pontas dos três dedos médios da mão.
•Jump, com drible e parada – Driblando em direção à cesta, parando numa posição de equilíbrio, flexionara as pernas, saltar elevando a bola acima e à frente da cabeça com ambas as mãos, executar o arremesso apenas com uma das mãos.
•Gancho – O jogador de posse da bola, dribla em direção à cesta mantendo seu corpo entre a bola e o adversário. Para, olha para a cesta, salta girando o corpo no ar com o lançamento da bola em movimento circundante do braço, caindo de frente para a cesta.

LANCE-LIVRE
•É igual ao arremesso com uma das mãos, efetuado da linha do lance-livre, sem marcação e tendo cinco segundos para a execução. É importante que o jogador mantenha o peso do corpo na perna da frente, concentre-se e bloqueie a respiração antes do arremesso.

REBOTE
•Partindo da posição de guarda, o jogador da defesa procura através de um trabalho de pernas evitar que o adversário tome a sua frente para o rebote. É importante, durante o lançamento da bola, que o defensor não olhe para a trajetória da bola, e sim o jogador que esteja marcando. 1º caso: Quando o adversário correr para o rebote pelo lado da perna de trás do defensor, basta a este fazer o giro na perna de trás. 2º caso: Quando o movimento para a cesta for feito pelo lado da perna da frente, o defensor efetuará dois movimentos de giro. O primeiro pela perna da frente e o segundo igual ao 1º caso.

4. MUNDIAIS

O Campeonato Mundial de Basquete Masculino teve início na AO primeiro Campeonato Mundial teve como sede a Argentina e contou com a presença de 10 países:

África:Egito
América do Norte: Estados Unidos
América do Sul: Argentina, Brasil, Chile, Equador e Peru
Europa: Espanha, França e Iugoslávia

Com um sistema de disputa que incluía uma fase preliminar eliminatória e uma repescagem, seis países classificaram-se para o turno final, jogando em sistema de turno completo. A Argentina, anfitriã, sagrou-se campeã com os Estados Unidos em segundo lugar.
A partir de 1998, o sistema de disputa do Campeonato Mundial foi padronizado, sendo dividido em:
Fase preliminar: quatro grupos com quatro países
Oitavas de final: dois grupos com seis países (levando em consideração os resultados da fase preliminar). Nesta fase também são incluídos os países não classificados na fase preliminar e que disputam do 12º ao 16º postos
Quartas de Final: sistema de eliminatórias simples para definir os semifinalistas e os países que disputarão de 5º a 8º e de 9º a 12º postos
Semifinais: sistemas de eliminatórias simples (inclui as disputas de 5º a 8º e de 9º a 12º postos)
Finais: eliminatórias (incluindo as disputas de 1º a 4º postos)
Para o Campeonato Mundial de 2006 estuda-se a possibilidade de aumento do número de participantes, fato que levará à mudanças na forma de disputa e, conseqüentemente, no número de jogos.
Somente dois países(Estados Unidos e Brasil) participaram de todos os campeonatos, enquanto que Canadá, Iugoslávia e Rússia participaram de 12 edições, considerando-se que a Rússia teve 9 participações como União Soviética.
Dos países participantes, os Estados Unidos disputaram o maior número de jogos (123), seguidos pelo Brasil (117) e Rússia (105). Os Estados Unidos também foram os maiores vencedores com 95 vitórias, seguidos pela Rússia com 82 vitórias e Iugoslávia com 74.
Nas catorze edições do Campeonato Mundial de Basquetebol Masculino adulto somente nove, dos 48 países participantes tiveram a honra de ocupar alguma posição no podium e, desses, cinco sagraram-se campeões. O grande destaque é a Iugoslávia, campeã por cinco vezes, além de obter três vices e dois
terceiros lugares. (Ver tabela em anexo)

4.2 Desempenho do Brasil em Olimpíadas
No masculino o Brasil conseguiu medalhas de bronze em 1948 (Londres, 1960 (Roma) e 1964 (Tóquio)).
As mulheres do basquete conquistaram uma medalha de prata em 1996 (Atlanta) e uma medalha de bronze em 2000 (Sydney).

4.3 Melhores colocações do Brasil nos Jogos Pan-Americanos
Adulto masculino:
-Campeão: 1971 em Cáli; 1987 em Indianápolis; 1999 em Winnipeg e 2003 em Santo Domingo.
-Medalha de prata: 1963 em São Paulo e 1983 em Caracas.
-Medalha de bronze: 1951 em Buenos Aires; 1955 em Cidade do México; 1959 em Chicago; 1975 em Cidade do México; 1979 em San Juan e 1995 em Mar del Plata.

Adulto feminino:
-Campeão: 1967 em Winnipeg; 1971 em Cali e 1991 em Havana.
-Medalha de prata: 1959 em Chicago; 1963 em São Paulo e 1987 em Indianápolis.
-Medalha de bronze: 1955 em Cidade do México e 2003 em Santo Domingo.

4.4 Melhores colocações do Brasil nos Sul-Americanos
Adulto masculino – Campeão (39/45/58/60/61/63/68/71/73/77/83/85/89/93/99/2003)
Medalha de prata – (35/47/49/53/55/66/69/76/79/81/91/2001)
Medalha de bronze – (30/37/40/42/87/95)
Adulto feminino – Campeão (58/65 a 74/78/71/86 a 2003)
Medalha de prata – (46/52/60/77/84)

5. ATLETAS DESTAQUE

O brasileiro Oscar Schmidt, o porto-riquenho Teófilo Cruz e o australiano Andrew Gaze são os recordistas de participações em Olimpíadas: cinco. Oscar disputou as edições de 1980-Moscou; 1984-Los Angeles; 1988-Seul; 1992-Barcelona e 1996-Atlanta. Já Cruz esteve presente em 1960-Roma; 1964-Tóquio; 1968- Cidade do México; 1972-Munique e 1976-Montreal. Gaze jogou em 1984-Los Angeles; 1988-Seul; 1992-Barcelona; 1996-Atlanta e 2000-Sydney. Mas é de Oscar o recorde olímpico de pontos: 1.093.

6. CONCLUSÃO

Apesar de ainda não ser preferência mundial já consagrou diversos ídolos, principalmente nos Estados Unidos, os jogadores de basquete têm fama, marcas etc. Os times também são respeitados principalmente os da NBA e têm tudo prosseguir com uma história brilhante e de cada vez mais sucesso.
O jogo que tinha uma fama de esporte para mulheres aqui no Brasil conseguiu provar que não importa o sexo para jogá-lo. Ainda não tem tanto prestígio quanto em outros países mas com certeza já criou muitos ídolos tupiniquins.

Boxe

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Autoria: Bianca Melo

Boxe é uma arte de ataque e defesa pelo uso dos punhos, que é modernamente chamado de Pugilismo, embora a palavra se origine do latin: Pugil “Lutador com Cestus” (que significa conjunto de correias de couro e placas de ferro e chumbo que guarneciam os punhos dos lutadores romanos na Grécia antiga) ou “pugillus” que indica o: “punho fechado, em forma de soco”. A palavra Boxe vem do verbo Inglês “to Box” que significa “bater”, ou “bater com os punhos”, dito a 1000 a 1850 anos d.C. na Inglaterra e nos USA de 1850 a 1920. E difundido pelo resto do mundo a partir de 1920, aproximadamente. Atualmente, seu significado popular é “luta com os punhos”, nos clubes e academias de práticas esportivas.
Os especialistas mais radicais interpretam a palavra boxe apenas quando se referem ao boxe inglês praticado a partir das Regras de Broughton (criadas em 1743) e usam a palavra pugilismo para denotar qualquer “boxe” anterior a esse período.
O uso dos punhos como arma em brigas de rua deve remontar aos primórdios da Humanidade, existem documentos antigos evidenciando a prática de pugilismo como esporte tem entre 4 000 a 5 000 anos, e foram encontrados na Suméria (civilização que se desenvolveu na região do atual Iraque) e Egito. Entre esses antigos documentos existem várias terracotas escavadas pelo arqueólogo Dr. E. A. Speiser em Sinkara e Khafaji – hoje em exposição no Museu do Iraque – e inúmeros afrescos funerários egípcios, como os que podemos visitar em Beni Hasan. São também muito variadas as regiões da Terra onde desde os mais remotos tempos se sabe da existência de técnicas pugilísticas.
Assim que existem, ou ao menos existiram muitos estilos de pugilismo: o dos sumérios e babilônios, o egípcio, o minóico, o grego, o etrusco, o romano, o francês, o chinês, vários tipos de boxe indianos (o boxe muki, o malla – yudha, etc.). Mas, o estilo mais utilizado e, principalmente, no Brasil é o inglês.

Histórico

O Boxe foi primeiro conhecido em Creta em 1500 anos a. Ce praticado na Grécia e Roma sendo um esporte olímpico a partir da 23ª olimpíada (688 a.C.). Após esta época tem-se notícia do Boxe na Inglaterra no Séc. XVII. Nesta época as lutas de Boxe eram praticadas sem as luvas e permitiam-se golpes e chaves de luta – livre para derrubar o adversário. O último combate sem as luvas foi disputado entre americanos John L. Sullivan e Jake Kilrain, em oito de julho de 1889 com 75 rounds, com duração de 2 horas, 16 min e 23 segundos e com a vitória de Sullivan. Além disso, não havia tempo pré-estabelecidos para os combates e as lutas só acabavam com a desistência de um dos competidores e mesmo depois que o adversário caísse, ainda assim, poderia ser atacado.
O primeiro campeão do Boxe sistematizado foi Jack Broughton (1704-1789), na Inglaterra. Ele utilizou técnicas menos rudes que outros adversários, dando maior ênfase a jogo de punhos e pernas. O estilo de Jack Bourghton deu origem a novas regras que sobreviveram até 1838, com a vinda do novo código de Londres.
Outro grande lutador foi John Jackson conhecido no séc. XVIII como “Gentleman Jackson” conquistando o título inglês por derrotar Daniel Mendonza e foi o primeiro lutador a usar tecnicamente o jogo de pernas e de corpo. John fundou uma academia de Boxe em Londres, quem introduziu as luvas acolchoadas atraindo para sua escola nobres rapazes da elite social da Inglaterra. John instituiu regras, chamadas de Marques de Queensberry, que regem o esporte até os dias de hoje, que procuram valorizar a arte e destreza dos lutadores.
Em 1872, realizaram-se torneios que pela primeira vez os lutadores eram pesados e divididos por categorias.
O estilo de ringue com isolamento de cordas dispostas em três alturas deferentes apareceu no começo do séc. xx. E o protetor de dentos foi inventado pelo dentista inglês Jack Marks, sendo utilizado até os dias de hoje em todas as competições.
A fim de controlar e organizar o Boxe na Grã-bretanha, fundou-se em 1884 a Associação Britânica do Boxe amador e também nos EUA, em 1888 a União Atlética dos Amadores.
O Boxe foi incluído como esporte olímpico em 1904, em sete categorias e mais tarde em dez categorias nas olimpíadas contemporâneas.

Regras

Ao longo dos tempos, o Boxe inglês foi lutado sob três tipos de regras: Regras de Broughton (1743), as Regras de Londres (introduzidas em 1838 e modificadas em 1853 e 1866) e as Regras de Queensberry (introduzidas em 1867 e que já sofreram várias alterações).
Divisão da História das Regras do Boxe Mundial:
pugilismo europeu até cerca de 1400 pugilismo vale-tudo arcaico: 1400 a 1719 pugilismos vale-tudo de Figg: 1719 a 1743 boxe sob as Regras de Broughton: 1743 a 1838 boxe sob as Regras de Londres: 1838 a 1890 boxe sob as Regras de Queensberry: de 1890 até 1920 boxe moderno, pós 1920 boxe amador olímpico

Algumas atuais:
O ringue tem a medida de 20-24 pés de lado (aproximadamente 7 metros);
Os “rounds” são de 1- 12 (12 para campeonatos) com duração de de 3 min cada, intercalados com 1 min de descanso;
As luvas pesam de 6-8 onças;
Proibido o agarramento no boxe;
São considerados faltas: golpear abaixo do cinturão, dar cabeçadas, socar o adversário com uma mão enquanto segura o mesmo com a outra, atacar o adversário caído ou golpeá-lo na nuca;
As lutas terminam: por Nocaute (quando um dos competidores for derrubado e não volta a ficar de pé até que o juiz conte até 10), por Nocaute Técnico (se mesmo de pé ou apoiado nas cordas for incapaz de perseguir lutando), ou se não retornar para o novo “round” por vitório ou empate de pontos [nocaute=Knockout que vem do inglês: knock (derrubar) e out (fora)].
Após o número de “rounds”decidido pelos juizes, estipulam qual o lutador foi ou não dominado na maior parte da luta pelo adversário. Dando vitória para aquele que mais dominou. Esta decisão pode ser:
1) majority draw: decisão unânime: todos os três juízes indicaram o mesmo vencedor
2) decisão da maioria: dois juízes escolheram um lutador e o terceiro juiz considerou a luta empatada
3) decisão dividida: dois juízes escolheram um lutador e o terceiro juiz escolheu o outro lutador
4) empate pela maioria: dois juízes consideraram a luta empatada e o terceiro achou um vencedor
Categorias do Boxe
Categorias Para Disputas Peso
Mosca Leve Até 40 kg
Mosca Até 51 kg
Supermosca Até 53 kg
Pena Até 54 kg
Super Galo ou Pena Ligeiro Até 59 kg
Leve Até 62 kg
Superleve ou Meio Médio Ligeiro Até 64 kg
Meio Médio Até 67 kg
Super Meio Médio ou Médio Ligeiro Até 70 kg
Médio Até 73 kg
Meio Pesado Até 80 kg
Cruzador Até 86 kg
Pesado Acima de 86 kg
Golpes Mais Utilizados
Jab: Rápido e Curto utilizado como guia ou contragolpe e para hostilizar um adversário, tirando o do combate;
Gancho: Dado com o cotovelo fletido ao lado do corpo;
Swing: Executado com o braço descrevendo um amplo círculo. Considerado de grande efeito quando atinge o alvo, embora deixe a guarda livre.
Uppercut: é uma mais curta do golpe Gancho executado de forma ascendente em direção ao queixo, considerado muito perigoso e violento.
Boxeadores brasileiros de maior sucesso:
* Éder Jofre
* Miguel de Oliveira
* Maguila
* Acelino de Freitas, o Popó

Melhores boxeadores do Brasil:
* Ítalo Rossi
* Zumbanão
* Servílio de Oliveira
* Éder Jofre.

No Brasil

O Boxe veio para o Brasil junto com os emigrantes alemães e Italianos e há rumores oficiais de lutas no final do séc. XIX e início do XX, mas a luta era sempre associada aos capoeiristas ou à marginalidade. Esse preconceito era especialmente forte entre os membros da elite dirigente do país, na época. E as primeiras exibições de Boxe foram feitas por marinheiros europeus, que tinham aportado em Santos e no Rio de Janeiro, e naquela época os marinheiros eram recrutados das classes mais humildes.
Em São Paulo, há registro da primeira luta de boxe no Brasil, embora apenas como exibição, entre um pequeno ex-boxeador profissional que fazia parte de uma companhia de ópera francesa e o atleta Luis Sucupira, conhecido como o Apolo Brasileiro, em razão de seu físico avantajado, o qual se tornou um grande entusiasta do boxe e seu primeiro grande divulgador. A partir desta época o boxe é divulgado e legalizado no Brasil.
A real divulgação iniciou apenas em 1919, com Goes Neto, um marinheiro carioca que havia feito várias viagens à Europa, onde havia aprendido a boxear. Naquele ano de 1919, Goes Neto retornara ao Brasil e resolveu fazer várias exibições no Rio de Janeiro. Com as mesmas, um sobrinho do Presidente da República, Rodrigues Alves, se apaixonou pela nobre arte. O apoio de Rodrigues Alves facilitou a difusão do boxe: começaram a surgir academias e logo esse esporte ganhou à áurea da “legalidade”, de esporte regulamentado, com a criação das “comissões municipais de boxe” em São Paulo, Santos e Rio de Janeiro. Isso tudo, entre 1920 e 1921.
Os primeiros treinadores competentes apareceram no início da década dos 20’s. O primeiro reconhecido foi Celestino Caversazio. A dívida do boxe brasileiro para com Carvesazio é imensa e, se tivermos que apontar sua principal contribuição, diríamos que foi ser professor dos primeiros treinadores importantes do Brasil: os irmãos Jofre, Atílio Lofredo, Chico Sangiovani, etc. Ainda em 1923, no Rio de Janeiro, foi criada a primeira academia de boxe no Brasil: Brasil Boxing Club, que muito difundiu o boxe entre os cariocas.
No final de 1922, Benedito dos Santos “Ditão” iniciou a treinar boxe numa academia de São Paulo. Ditão era um negro de porte gigantesco, enorme aptidão para o boxe e um direto irresistível. Em um par de meses, já no início de 1923, estreava como profissional e, sem nenhuma dificuldade, derrotou seus três primeiros adversários, todos no primeiro round. Se somarmos o tempo total de luta desses três combates, não chegaremos a três minutos. Era essa a experiência profissional de Ditão. “Todos ficaram enlouquecidos com Ditão; seus três fulminantes nocautes levaram todos a acreditar que nenhum homem do mundo poderia resistir à sua pancada devastadora”. Não menor era o entusiasmo dos empresários da época, os quais viram uma chance milionária quando passou pelo Brasil o campeão europeu dos pesados, Hermínio Spalla, que tinha ido até à Argentina enfrentar o legendário Angel Firpo. Foi organizada uma luta entre Ditão e Spalla que rendeu 120 contos de réis, uma fortuna para a época. O início da luta foi quase de encomenda para a platéia: já de saída, Spalla foi derrubado pela potentíssima direita de Ditão. O público foi ao delírio, mas não era por nada que Spalla tinha mais de sessenta lutas com adversários de nível internacional. O italiano levantou-se e a partir do terceiro round iniciou a demolir Ditão. Esse, qual leão ferido, tentou resistir mas acabou caindo no nono round. Teve um derrame cerebral, mas sobreviveu para terminar seus dias como inválido.
Imediatamente após a derrota de Ditão, os jornais iniciaram uma campanha contra o boxe, o que levou o governador de São Paulo a proibir sua prática. Mas não ficou só nisso o impacto da tragédia de Ditão: por quase dez anos, os empresários brasileiros ficaram receosos de trazer boxeadores estrangeiros.
Após a proibição, em abril de 1925, o boxe brasileiro voltou a crescer a partir das sementes lançadas pelos primeiro treinadores competentes. No período que se seguiu, entre os vários lutadores de destaque, o maior ídolo foi o peso leve Ítalo Hugo, o Menino de Ouro. Entre seus maiores feitos está o nocaute, em primeiro round, sobre o campeão sul-americano dos leves, Juan Carlos Gazala, em 1931. Em 1932, tivemos novo impasse: a Revolução de 32 paralisou tudo.
E muitos vieram, inclusive Eder Jofre, até que Maguila estreiou como profissional em 1983, tendo Ralph Zumbano como técnico e Kaled Curi como empresário. Em 1986, já no auge da fama, assinou contrato com a Luque e passou a treinar com Miguel de Oliveira que alterou profundamente seu estilo de luta e corrigiu seus defeitos de defesa. Como conseqüência, em 1989, chegou a ser o segundo colocado no ranking do CMB e em rota de colisão com Mike Tyson, na época, o undisputed champion do mundo. O grande momento, contudo, nunca ocorreu. Precisou enfrentar dois dos maiores pesados do século XX: Evander Holyfield e George Foreman. Perdeu essas duas lutas e isso lhe tirou não só a chance de disputar o título como o encaminhou para a obscuridade. Para piorar, Maguila aumentou muito de peso, perdendo a forma física. Apesar disso, em 1995, chegou a campeão mundial pela WBF (Federação Mundial de Boxe), uma associação que ainda não havia conseguido grande respeitabilidade. Com falta de patrocínio, pouco tempo depois, Maguila foi destituído do título por inatividade. Com o ocaso de Maguila, também veio o do boxe brasileiro que rapidamente perdeu o enorme espaço que havia tido na televisão.

Câimbras na Natação

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Autoria: Paulo César de Souza

A maioria dos nadadores ou praticantes de hidroginástica já experimentou câimbra, seja nos pés, pernas ou braços. O estado que é espontâneo e extremamente doloroso, acontece pela contração de um ou de diversos músculos. A câimbra pode aparecer por nenhuma razão aparente e afeta a ambos, os condicionados e os não condicionados fisicamente. Ela se manifesta após a utilização prolongada de um determinado músculo ou grupo de músculos. O melhor método de se aliviar a contração dolorosa é estender o músculo (geralmente fazendo o movimento contrário do que a câimbra está puxando), exemplo: se for na panturrilha, apoiar o pé na parede ou ter alguém empurrando os dedos em direção aos joelhos, para tentar alongar o músculo. Massagear ou friccionar firmemente a região algumas vezes também ajuda.

A câimbra ainda é objeto de estudo , mas é certo que o espasmo é de origem nervosa ou neuromuscular. Experimentos de laboratórios têm mostrado que um músculo isolado, levado a “hiperencurtamento”, permanece no estado de contração por algum tempo, a menos que seja forçado a se estender novamente. Esta situação está intimamente relacionada a câimbra.

Segundo o Dr. Raimundo Marques Nascimento, Cardiologista e Presidente do Sociedade Mineira de Cardiologia, para pessoas que costumam ter câimbras nos exercícios recomendam-se a ingestão de água de coco ou uma banana antes da prática de exercícios, para minimizar deficiências de potássio no organismo.