Cálcio

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Autoria: Ana Paula de Souza

O cálcio, como o magnésio, é um macroelemento. É o mineral mais abundante do organismo: 1100 a 1200 g de cálcio, dos quais 90% está no esqueleto. O resto é repartido entre os tecidos (músculos sobretudo) e o plasma sangüíneo. Neste nível, o cálcio se apresenta ligado às proteínas, como também na forma ionizada indispensável às numerosas funções das células. É um elemento primordial da membrana celular na medida em que ele controla sua permeabilidade e suas propriedades eletrônicas. Está ligado às contrações das fibras musculares lisas, à transmissão do fluxo nervoso, à liberação de numerosos hormônios e mediadores do sistema nervoso, assim como à atividade plaquetária (coagulação do sangue).

As trocas entre o tecido ósseo e o plasma sangüíneo se fazem nos dois sentidos, de maneira equilibrada nos indivíduos normais. A quantidade de cálcio presente no sangue(calcemia) resulta de vários movimentos: duas entradas (a absorção do cálcio no intestino delgado e a reabsorção óssea) e duas saídas (depósito nos ossos e perdas através da urina). A calcemia não é um espelho fiel destes movimentos e não pode ser o único parâmetro para identificação de uma patologia cálcica. Pode-se observar uma redução do mineral ósseo (osteoporose) ou uma anomalia do metabolismo cálcico (doença de Paget) sem que seja modificada a taxa de cálcio no sangue.

Os principais fatores de regulação do metabolismo cálcico são o paratormônio secretado pelas glândulas paratireoides (que tendem a liberar o cálcio a nível ósseo e favorece a reabsorção a nível renal ) e a vitamina D, que é indispensável a uma mineralização correta.

Enquanto que dificilmente se podem administrar os fatores interiores(equilíbrio hormonal) que intervém na fisiologia do cálcio, é possível atuar sobre os fatores externos, o aporte de cálcio e da vitamina D, a relação do cálcio com o magnésio e o fósforo ou ainda a composição da ração alimentar. Assim, por exemplo, o excesso de proteínas na refeição aumenta a eliminação urinária do cálcio (atenção aos regimes hiperprotêicos). Da mesma forma a ingestão de alimentos ricos em ácido oxálico (por exemplo, espinafre) ou em ácido fítico (pão integral) faz diminuir a disponibilidade do cálcio em razão da formação de sais insolúveis. A cafeína, o álcool e diversos medicamentos são fatores desfavoráveis para a disponibilidade do cálcio.

As carências profundas em cálcio (hipocalcemias) são bastante raras. Ao contrário, as carências moderadas são freqüentes. Elas provocam os sintomas de hiperex-citabilidade neuromuscular: formigamentos, agulhadas, entorpecimento dos membros e contrações musculares. Ao nível dos ossos, a redução da taxa de cálcio no organismo pode traduzir-se por sinais de descalcificação: raquitismo, retardamento do crescimento e osteoporose.

As hipocalcemias são devidas mais freqüentemente ao déficit de vitamina D e também à falta de aporte de cálcio. Mais raramente uma insuficiência renal, uma pancreatite aguda ou um excesso de fósforo podem estar em jogo. Quanto às hipercalcemias (aumento do cálcio no sangue), elas se manifestam sob formas diversas: poliuria (necessidade freqüente de urinar), formação de cálculos renais, perda de apetite, sonolência, fraqueza muscular e palpitações. Os hipercalcêmicos revelam, ou uma patologia subjacente como o câncer com metástase óssea, hiperparatireoidia, insuficiência renal, ou um incidente iatrogênico como nos casos de utilização prolongada de grandes doses de vitamina D ou de certos diuréticos.

O ion cálcio nos distúrbios vasculares

Tendo tomado medicamentos “inibidores de cálcio”, certos pacientes acreditam que é melhor evitar consumir cálcio, o que é um erro.

Se o cálcio interfere nos fenômenos de espasmos vasculares, na insuficiência circulatória cerebral e nos distúrbios vasomotores, assim como, na hipertensão arterial, estas são circunstâncias particulares.

Normalmente, a concentração do cálcio na célula é pequena, mas em circunstâncias patológicas (falta de oxigênio) há uma sobrecarga de cálcio intracelular, pois a membrana celular não preenche mais seu papel de barreira face ao cálcio extracelular. Esta entrada maciça de cálcio no interior da célula implanta canais membranários rápidos, que se abrem quando o equilíbrio da célula é perturbado. A elevação do cálcio livre na célula tem conseqüências desastrosas: a vasoconstrição dos vasos sangüíneos, uma diminuição da deformabilidade dos glóbulos vermelhos (aumento da viscosidade do sangue) e a tendência à tendência a hiperagregação das plaquetas sangüíneas.

Uma nova classe de medicamentos (os antagonistas do cálcio, que impedem o fluxo transmembranário do cálcio), é, pois, mais e mais utilizado nas doenças vasculares e nas hipertensões arteriais.

Acusar o cálcio de provocar contração exagerada dos músculos lisos é uma solução fácil; de fato, é antes o sistema nervoso simpático que exerceria um papel chave (por meio das secreções aumentadas dos mediadores) na indução das situações patológicas ao nível das membranas celulares.

As necessidades de cálcio estão sendo revistas. Uma ração alimentar normal fornece cerca de 500 a 600 mg de cálcio/dia. É a quantidade aconselhada até hoje. Todavia, o novo trabalho do grupo Getramol (grupo da comissão in- terministerial) preconiza um aumento do aporte nutricional de cálcio. Uma ingestão diária da ordem de 800 a 1000 mg/dia parece aceitável. Se se admite este aumento, é necessário se preocupar também com a modificação nos aportes de magnésio e fósforo, pois é importante conservar a relação Ca/Mg (cálcio/magnésio) vizinha de 2 e a relação Ca/P (cálcio-fósforo) entre 1 e 1.5.

As necessidades em cálcio aumentam no período de crescimento, durante a gravidez e o aleitamento (1500mg/dia).

De certo, durante a gravidez se produz uma adaptação do metabolismo fosfocálcico a fim de responder à demanda das necessidades do feto. Assim, a absorção do cálcio no intestino e ao nível dos condutos renais é aumentada, graças ao aumento da formação de vitamina D. Porém, a mulher grávida pode ser carente de vitamina D no período invernal nas nossas condições de fraca insolação. Ao lado de um bom aporte de cálcio, sabe-se, a partir de estudos recentes, que a adição de vitamina D às mulheres grávidas assegura uma assimilação exata do cálcio. Esta precaução se faz necessária, não só para a mãe como também para a criança, pois é da mãe que a criança receberá a vitamina D.

É interessante lembrar que as taxas baixas de vitamina D e as hipocalcemias dos bebês não são raros na França.

Devem-se também ressaltar os trabalhos americanos, apresentados no encontro internacional sobre alimentação das mulheres grávidas, que preconizam um suplemento cálcico durante a gravidez com a finalidade de protegê-las contra uma elevação da pressão arterial.

O cálcio e a osteoporose

Melhor prevenir que remediar. O cálcio é também o centro de debate da osteoporose, que se tornou uma espécie de “epidemia silenciosa”, notadamente entre as mulheres. Lembremos que, com a idade ,o capital ósseo diminui lentamente e que a osteoporose corresponde à ampliação deste fenômeno fisiológico.

É difícil analisar a eficácia do aporte de cálcio nesta doença, devido às divergências encontradas nos resultados dos estudos.

Estas divergências são provenientes, de um lado, pelo diferente comportamento dos ossos nas várias regiões do esqueleto: os ossos do rádio não reagem ao suprimento do cálcio, enquanto que as taxas das fraturas dos outros ossos (fêmur, bacia) diminuem de maneira significativa. De outro lado, parece que todas as mulheres menopáusicas não reagem ao aporte adicional de cálcio. Nas mulheres com uma taxa normal de estrógenos, o equilíbrio cálcico se estabelece mais rapidamente que nas carentes de estrógenos. Finalmente, muitos autores concordam no essencial, isto é, sobre a prevenção a longo termo. É primordial assegurar à massa óssea a maior densidade possível entre os vinte e quarenta anos.

Os primeiros anos da idade adulta seriam decisivos para uma predisposição futura à osteoporose. De fato, a densidade do esqueleto continua a aumentar entre doze e dezesseis anos após o fim do crescimento da estatura.

Por que não fazer um esforço para ter um bom aporte cálcico se ele fornece uma proteção sem nenhum risco? Nas doses indicadas o risco de hipercalcemia ou hipercalciuria (aumento do cálcio na urina) é pequeno. Toda a prudência é pouca nos indivíduos portadores de litíase cálcica.

Como fonte de cálcio, os derivados do leite são os mais ricos. Em caso de intolerância à lactose (enzima hidrolisante), o açúcar do leite é pouco ativo ou ausente em certas pessoas), os yogourts podem substituir o leite: senão é necessário recorrer a um complemento alimentar de 500 a 600 mg de cálcio/dia.

Capoeira

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Autoria: Márcio Rodrigo Mota

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a Capoeira é uma arte marcial genuinamente brasileira. Segundo a maioria dos estudiosos, ela foi desenvolvida, aqui no Brasil, pelos negros trazidos da África para trabalharem como escravos nas fazendas, na época da colonização do nosso País. Não se sabe ao certo quando chegaram os primeiros escravos ao Brasil, mas calcula-se algo em torno de 1540. Com eles, vieram também suas crenças e costumes. À noite, reunidos nas senzalas, cantavam e dançavam embalados pelo ritmo do adufe (instrumento musical da época, semelhante ao pandeiro). Essa “dança” era chamada pelos escravos de “Dança da Zebra”, (n’angolo, dança angolana). Face a necessidade de se protegerem contra o chicote e o “tronco” do feitor, esses escravos introduziram nessa dança, vários golpes giratórios e traumatizantes, muitas vezes fatais, de acordo com a intensidade aplicada e área atingida. Acredita-se que desta fusão de dança/golpes deu-se o surgimento da Capoeira, vindo a se aperfeiçoar com o passar dos anos. Estima-se que a capoeira surgiu por volta de 1600.

A origem da palavra capoeira vem do tupi-guarani, que significa “área de vegetação rasteira” (“caa”, significa mato e “puera”, que foi mato), local onde os escravos fugitivos se escondiam e formavam os “quilombos”. Um dos quilombos mais importantes da nossa história foi o de Palmares (1604-1695), situado na Serra da Barriga (hoje estado de Alagoas, na época, uma capitania do estado de Pernambuco), chegou a abrigar aproximadamente 30 mil negros. Foi nele que seus líderes, Ganga Zumba e, posteriormente, Zumbi dos Palmares, ficaram conhecidos por suas batalhas e conquistas, vindo este último, a falecer em 20 de novembro de 1695 com dois tiros à queima roupa, disparados por Domingos Jorge Velho.

Fator importante que contribuiu para a formação dos quilombos foram as invasões francesas, onde as atenções eram desviadas para estas, favorecendo a fuga dos negros. Em 1694, quando cessou o domínio holandês, começaram a destruição dos quilombos.

A “Lei do Sexagenário” e a “Lei do Ventre Livre” foram marcos importantes para que, finalmente, a “Lei Áurea”, promulgada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, firmasse a abolição da escravatura. A partir dessa data, a capoeira passou a ser amplamente praticada pelos escravos libertos, vindo a erigir-se nas ruas, praças e em manifestações públicas. Os negros, por serem considerados como uma “raça inferior” pela classe social privilegiada e, alguns, por não terem condições mínimas de sobrevivência, passaram a utilizar a capoeira para promoverem algazarras e desordens públicas. Visto isso, a capoeiragem passou a ser expressamente proibida, quando da vinda da Família Real ao Brasil em 1808 e da criação da Guarda Real da Polícia, em 1809, no comando do Major Miguel Nunes Vidigal. Este, foi o verdadeiro terror dos capoeiristas.

No Governo de Marechal Deodoro da Fonseca, a capoeira foi introduzida no Código Penal (1890). Aos infratores, eram aplicadas severas punições como prisões e trabalhos forçados. Não obstante, eram praticadas, às escondidas, em quintais, praias e nos arredores das cidades.

Esta situação perdurou até 1932, quando, finalmente, Getúlio Vargas, dentre outras manifestações populares, liberou a prática da capoeira. Manoel dos Reis Machado (Mestre Bimba – 1900/1974), foi um dos grandes capoeiristas que lutou para a liberação deste esporte, elevando-o a reconhecimento nacional.

Intrínseco à capoeira, estão o maculelê, a dança do fogo e a puxada de rede, que são outras manifestações culturais, que resgatam os rituais de guerra e da pesca do xaréu, respectivamente.

Após várias décadas no anonimato, hoje esta arte marcial vem sendo amplamente divulgada nacional e internacionalmente. O Brasil, é o maior exportador de profissionais deste esporte, principalmente aos países europeus.

Considerada como um esporte em ascensão, ela se apresenta nos mais variados segmentos sociais, tais como: centros comunitários, associações, clubes esportivos, escolas, universidades, além das inúmeras academias.

Louvável também a atuação de vários profissionais dessa área que desenvolvem projetos com crianças excepcionais e centros de reabilitação.

A capoeira é um valioso recurso pedagógico e artístico, face a beleza e desenvoltura com que são realizados seus movimentos.

Melhora da circulação sangüínea, desenvolvimento da coordenação motora, estimulação da criatividade, aumento da massa muscular, da elasticidade, do reflexo, da autoconfiança e da auto-estima, são alguns dos benefícios que esse esporte traz a seus adeptos, além do estabelecimento harmônico entre espírito e corpo.

Sua filosofia é contribuir para a formação de valores humanos e éticos, baseados no respeito, na socialização e na liberdade, através de trabalhos que valorizam a cultura brasileira. Tudo isso buscando fortalecer e engrandecer o capoeirista no seu caráter, dignidade e valorização pessoal.

A Capoeira representa o patrimônio da Cultura Brasileira. É a expressão viva da liberdade de um povo, portanto, merecedora do nosso respeito.

Na roda da Capoeira, embalados pelo ritmo do berimbau, atabaque, pandeiro, agogô e réco-réco, os capoeiristas vão criando situações de defesa e ataque, sempre zelando pela integridade física do adversário. Nela, não há lugar para preconceitos e vaidades pessoais e o homem, vale pela sua arte.

É como dizia o saudoso Mestre Pastinha (1889/1981), um dos grandes doutrinadores da capoeira angola: “capoeira é para homem, menino e mulher, e só não aprende quem não quer”.

Para a capoeira e o camaleão mudar, é preciso apenas preservar a sua essência!

James Granziol – É Acadêmico em Direito e Instrutor de Capoeira pela Associação de Capoeira “Libertação”.

Conceito de Diversidade

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Autoria: Dayverson W. F. de Castro

Para que possamos desempenhar melhor nosso papel de educadores não só na área de Educação Física mais em todas as áreas do ensino, temos que ter uma melhor compreensão de alguns conceitos muito marcantes em nossa sociedade, desta forma devemos fazer uma abordagem antropológica dos conceitos de diversidade, desigualdade, etnocentrismo e alteridade.
Assim sendo, ao longo da historia, na qual a colonização se fez presente, a escravidão, o autoritarismo e a recusa pelo negro como pessoa biologicamente e culturalmente de igual importância na sociedade, contribuíram para o sentido de inferioridade do negro brasileiro e a ideologia de degenerativa do mestiço; Foram os mecanismos de dominação ideológica mais popular já produzido no Mundo sendo um exemplo claro dos conceitos do Etnocentrismo na historia e que permanecem ainda no imaginário social dos tempos atuais, o que dificulta a ascensão social do negro, pois este é visto como indolente e incapaz intelectualmente.
No Brasil existe o “mito da democracia social” que tem como objetivo propagar que não existem diferenças raciais no País e que todos aqui vivem de forma harmoniosa, sem conflitos. E que existe a igualdade de oportunidades para brancos, negros, mestiços, pobres e ricos. A disseminação deste mito permitiu esconder as desigualdades que é constatada nas praticas discriminatórias de acesso ao emprego, dificuldade de crescimento social da população negra e já nessa fase, também as camadas mais pobres que ocupam os piores lugares na estrutura social, que frequenta as piores escolas e que recebem remuneração inferior a dos Branco e ricos, pelo mesmo trabalho e tendo a mesma qualificação profissional.
No nosso cotidiano escolar traz vários exemplos do mito da democracia social. O aspecto da cultura da classe dominante que a escola transmite, pois reflete as classes privilegiadas e não a totalidade da população, embora haja, contudo no interior da escola e que possibilitam confrontar essa cultura hegemônica, desprezada pela diversidades culturais trazidas pelo diversos alunos, assim apesar da escola inculcar, introduzir o saber dominante, essa educação social diversificada poderia ser mais evidente a cultura popular.
Nós como educadores devemos ter uma proposta educacional voltada par a diversidade, junto às variações de culturas; Colocando todos nós educadores (de que área que seja), um desafio de esta atentos às diferenças econômica (desigualdade social), etnologia racial e de buscar o domínio de um saber crítico que permita interpreta essa alteridade – mudanças de culturas sem nenhum preconceito.
Nós como educadores, temos a obrigação não só de conhecer os mecanismos e os conceitos da dominação cultural, econômica, social e política; Ampliando os nosso conhecimentos antropológicos, mais também de perceber as diferenças etno culturais sobre essa realidade cruel e desumana.

A educação escolar é um espaço privilegiado para crianças, jovens e das camadas populares terem acesso ao conhecimento cientifico e cultural em geral. Do qual a população pobre e negra é excluída por estarem num meio social desfavorecido.
A escola é o espaço onde se encontra a maior diversidade cultural e também local mais discriminador. Tanto assim que existem escolas para ricos e pobres, de boa e má qualidade, respectivamente. Por isso, trabalhar as diferenças é um desafio para o professor. Por ele ser mediador do conhecimento.
A escola em que ele foi formado e na qual ele trabalha é reprodutora do conhecimento da classe dominante, classe esta que determina as regras e determina o que deve ser transmitido aos alunos. Mas se o professor for detentor de um saber critico, poderá questionar esses valores e saberá utilizar desse conhecimento o que ele tem de valor, respeitando as desigualdades, as alteridades e as diversidades.

Desenvolvimento Idosos

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Autoria: Eduardo Gobeth

No caso das pessoas idosas, a importância da atividade física é grande e deve ser avaliada em vários aspectos:
• Profilaxia de doenças: Evidentemente continuam sendo úteis todos os efeitos salutares da atividade física, mesmo quando a pessoa nunca foi ativa. A partir do momento em que a pessoa inicia a atividade física, começam a melhorar os seus fatores de risco para doenças crônicas.
• Tratamento de doenças: Quando já existem doenças estabelecidas como artrose, diabetes, osteoporose ou hipertensão, a atividade física pode ser um importante recurso auxiliar no tratamento.
• Melhora da qualidade de vida: Uma boa qualidade de vida é entendida do ponto de vista orgânico como a condição de conseguir realizar os esforços da vida diária e não apresentar grande quebra de homeostase durante as atividades. O sedentarismo prolongado que ocorre em muitos idosos leva à uma diminuição gradativa de todas as qualidades de aptidão física, comprometendo a qualidade de vida. Do ponto de vista psicológico a atividade física pode ajudar no combate à depressão, atuando como um catalisador de relacionamento interpessoal, produzindo agradável sensação de bem estar, e estimulando a autoestima pela superação de pequenos desafios.
A escolha da atividade física para pessoas idosas é um aspecto mais complexo do que no caso de pessoas mais jovens. Considerando que muitos idosos são sedentários há muitos anos, a perda de aptidão costuma impossibilitar muitas atividades que poderiam ser prazerosas para a pessoa. Por outro lado, a possível presença de osteopenia, artrose, instabilidades articulares, aterosclerose, diabetes e hipertensão arterial também limita a escolha da atividade física, devido ao risco de intercorrências patológicas. No caso de idosos muito debilitados, o simples caminhar pode representar uma atividade de risco devido à possibilidades de quedas. Por estas razões, os programas sistematizados de condicionamento físico, adequados para casos individuais, podem ser a melhor opção para a atividade física de idosos.
Os programas de condicionamento físico para idosos devem ser delineados considerando-se a eficiência, a segurança e os aspectos motivacionais.
• Eficiência: Os exercícios que melhor estimulam o aumento da massa óssea, aumento da massa muscular, e aumento da mobilidade articular são os mais eficientes para idosos.
O aumento da massa óssea diminui a probabilidade de fraturas.
O aumento da massa muscular tem vários benefícios: eleva a taxa metabólica basal, facilitando a redução do tecido adiposo; aumenta a quantidade de tecido com sensibilidade à insulina aumentada e portanto captador de glicose; aumenta a proteção de articulações anatomicamente instáveis por sedentarismo, processos degenerativos ou inflamatórios, diminuindo as dores; diminui a possibilidade de quedas por facilitar a recuperação postural nas situações de desequilíbrios do corpo; possibilita a realização de tarefas comuns que exigem força muscular, como levantar de cadeiras, subir escadas e deslocar objetos pesados; diminui a freqüência cardíaca e a pressão arterial durante os esforços da vida diária. Este último efeito se deve a que pessoas mais fortes utilizam menor número de fibras musculares para realizar as atividades físicas, fazendo com que seus esforços sejam sempre de menor intensidade do que os esforços de pessoas mais fracas, nas mesmas tarefas.
O aumento da mobilidade articular permite a realização de atividades comuns da vida diária, freqüentemente impossibilitadas nos idosos sedentários por diminuição da flexibilidade.
• Segurança: Os exercícios utilizados precisam ser basicamente seguros do ponto de vista musculo-esquelético e cardiovascular.
A segurança musculo-esquelética é assegurada por exercícios compatíveis com as amplitudes articulares encontradas, e que não levem aos fatores de risco para lesões anteriormente citados.
A segurança cardiovascular depende de que os exercícios não aumentem excessivamente a freqüência cardíaca ou a pressão arterial.
• Motivação: Para garantir a motivação os exercícios devem ser agradáveis, sem desconforto articular ou respiratório. Para a maioria das pessoas é estimulante a conquista de pequenos desafios, o que também reforça o sentimento de progresso. A interação interpessoal deve ser possível.
Classicamente os programas de condicionamento físico para grupos especiais utilizam exercícios aeróbios, que são atividades de baixa intensidade relativamente prolongadas. Isto sempre se justificou pelo fato de que nos exercícios mais comuns como correr, pedalar e nadar, que são realizados de forma contínua, as atividades de alta intensidade implicam em maiores velocidades de movimentos e maiores freqüências cardíacas, aumentando os fatores de risco para intercorrências patológicas tanto musculo-esqueléticas como cardiovasculares.
No entanto, a grande eficiência em estimular a massa muscular e óssea apresentada pelos exercícios localizados com carga, chamados genericamente de exercícios resistidos e geralmente realizados com pesos, chamou a atenção de pesquisadores para a possibilidade de sua utilização em promoção de saúde, particularmente no caso de idosos onde a osteopenia e a sarcopenia são importantes. Esta idéia foi estimulada pela constatação de que a mobilidade articular geralmente limitada dos idosos também melhorava rapidamente.
Resistência natural à esta proposta ocorreu devido à que os exercícios com pesos são anaeróbios de alta intensidade, e também devido ao conhecimento de que a pressão arterial pode aumentar excessivamente nesses exercícios. No entanto, os estudos realizados com critérios científicos para esclarecer o assunto documentaram não apenas a eficiência mas também a segurança dos exercícios com pesos bem orientados para idosos, pessoas debilitadas ou doentes. Verificou-se que os inconvenientes dos exercícios de alta intensidade somente são válidos para os exercícios contínuos. Mais recentemente, as evidências epidemiológicas de que não apenas os exercícios aeróbios produzem efeitos salutares como pensavam alguns, vem estimulando a utilização dos exercícios resistidos em programas para promoção de saúde, não apenas em reabilitação geriátrica.
Com relação à segurança músculo-esquelética dos exercícios resistidos, alguns aspectos atualmente documentados são relevantes: a intensidade alta é dada pelo aumento da resistência aos movimentos e não pelo aumento da velocidade, o que evita vários fatores de lesão; os pesos ou outras formas de resistência aos movimentos constituem sobrecargas de treinamento com ampla margem de segurança, apenas apresentando efeitos lesivos quando excessivos e impeditivos dos movimentos biomecanicamente corretos, o que é facilmente identificado em treinamento; os pesos nos aparelhos podem ser adequados sem dificuldades aos níveis de força das pessoas, e podem induzir esforço menor do que suportar o peso do próprio corpo para caminhar; a amplitude dos movimentos pode ser facilmente adequada às limitações articulares apresentadas; os movimentos são lentos e cadenciados, sem mudanças de velocidade ou direção, sem risco de quedas ou de trauma direto.
A boa margem de segurança cardiovascular dos exercícios resistidos está atualmente documentada e se deve à vários fatores: a pressão arterial somente apresenta elevações perigosas quando ocorre a contração muscular máxima, que tende para a isometria em apnéia, o que é facilmente evitado em treinamento; nas repetições que antecedem a contração muscular máxima a pressão arterial aumenta dentro dos limites de segurança para a maioria das pessoas; em relação aos exercícios contínuos, o maior aumento da pressão arterial diastólica durante os exercícios com pesos contribui para aumentar o fluxo coronariano para o miocárdio; a determinação das cargas de treinamento mais eficientes pode ser feita por tentativas sucessivas, sem testes de carga máxima, embora se saiba que geralmente correspondem à 80 % do peso possível para uma repetição; estes níveis de carga geralmente permitem cerca de oito repetições, e sem a contração muscular máxima produzem aumento discreto da freqüência cardíaca. Assim sendo, o duplo produto (pressão arterial sistólica x freqüência cardíaca) no treinamento com pesos é baixo, já tendo sido documentado que o treinamento esportivo com pesos apresenta menor estresse cardiocirculatório do que o caminhar rápido em plano levemente inclinado.
Atualmente os programas de condicionamento físico para idosos estão enfatizando cada vez mais os exercícios resistidos. Numerosos trabalhos documentam rápida melhora em aptidão física para a vida diária, na composição corporal e na taxa metabólica. Recente trabalho documentou que idosos que envelheceram correndo ou nadando apresentaram o mesmo nível de hipotrofia muscular de idosos sedentários, enquanto que idosos que envelheceram treinando com pesos apresentaram níveis de massa muscular compatíveis com os de pessoas muito mais jovens. Sabe-se que a hipotrofia muscular de idoso ocorre nas fibras brancas, não estimuladas pelos exercícios aeróbios. Aspecto que vem sendo muito valorizado é a grande oportunidade de socialização proporcionada pelas sessões de exercícios com pesos. Isto se deve à que os exercícios, embora individuais, são realizados em grupos, onde cada pessoa se sente companheira da outra, com um objetivo comum que é o treinamento. Os exercícios não produzem sensação de cansaço respiratório e são interrompidos para intervalos de descanso, favorecendo a interação verbal entre as pessoas.
Ainda no campo da investigação, estão sendo estudados atualmente os possíveis benefícios do treinamento com pesos em reabilitação cardíaca. A idéia não é fortalecer o coração com este tipo de exercício, mas sim protege-lo. Muitas vezes um coração doente pode não responder ou não suportar o treinamento aeróbio clássico. O fortalecimento dos músculos esqueléticos com exercícios resistidos suaves e gradativos diminui a solicitação cardíaca durante as atividades da vida diária, pelo mecanismo da diminuição da intensidade relativa dos esforços, com importante efeito na qualidade de vida e na profilaxia de intercorrências patológicas.

Distenções Musculares

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Autoria: Matheus Pimentel

Porque ocorre?
Ocorre por causa do alongamento exagerado das fibras que formam os músculos, acompanhado da ruptura de algumas delas. A dissensão é mais comum nos músculos da perna – especialmente na parte interna da coxa e na panturrilha. O alongamento exagerado é causado quando o músculo é exigido e alongado além de sua capacidade, geralmente como conseqüência de movimentos bruscos.
Sintomas
Os sintomas costumam ser dor aguda no local, inchaço e formação de hematomas.
Providências
Quando acontece uma distensão, o repouso do músculo afetado deve ser o procedimento número um. Continuar a movimentá-lo pode agravar a lesão e aumentar a dor. “É preciso colocar gelo no local o mais rápido possível, para diminuir a dor, a inflamação e o sangramento interno”. O tratamento com gelo deve ser repetido durante os primeiros dias. A aplicação de compressas quentes só deve ser feita depois desse tempo, para complementar o tratamento. Mas nunca imediatamente após a lesão. “O calor aumenta o inchaço e o sangramento”. Além do gelo, é necessário tomar analgésicos e antiflamatórios, mas sempre seguindo a orientação de um médico. Medicamentos como gel e pomadas para contusões não costumam ser eficazes nesses casos, uma vez que não conseguem penetrar até as fibras do músculo.
Prevenção
Para prevenir a distensão muscular e outros tipos de lesão, a principal recomendação é fazer um aquecimento e, principalmente, alongamento antes do início da atividade física. “O alongamento aumenta a capacidade de elasticidade dos músculos, o que melhora a resistência deles contra as lesões”, O cansaço muscular, a falta de preparo e a má alimentação também contribuem para o enfraquecimento das fibras.
Alimentação Overtraining Colágeno
Comer bem também serve para prevenir lesões musculares. Alimentos ricos em ferro (espinafre e feijão) e proteínas (leite e ovos) ajudam a aumentar a elasticidade e a capacidade muscular. O excesso de treinamento conhecido como overtraining, atinge o organismo por inteiro, com repercussões negativas em vários sistemas do corpo. A sobrecarga de exercícios físicos contribui para a perda da resistência dos músculos e facilita o aparecimento de lesões. Além da falta de alongamento, a falta de colágeno – uma proteína que permite a elasticidade dos tecidos – também é responsável pelas distensões musculares. Com o envelhecimento, a substância é produzida em menor quantidade pelo organismo.
COMO CURAR UMA DISTENÇÃO MUSCULAR
O Que Fazer. O Que Não Fazer
– Parar o exercício imediatamente quando sentir a dor. Continuar o movimento pode agravar a lesão; – Deixar o músculo lesado em repouso; – Colocar gelo no local. O gelo, além de ajudar a diminuir a dor, pode impedir o aparecimento do edema (inchaço) e do hematoma (mancha roxa na pele). Nas primeiras horas, deve-se aplicar compressas de gelo durante cerca de 30 minutos, de duas em duas horas; – Tomar analgésicos e antiflamatórios, sempre com a supervisão de um médico. Os remédios ajudam a diminuir a dor e aceleram o processo de recuperação do músculo; – Fazer fisioterapia. A movimentação do músculo, sempre com a supervisão de um profissional, é importante na recuperação, que leva de três a quatro semanas. A fisioterapia nesses casos é sempre indicada devido ao seu arsenal de terapias combinadas: Hidroterapia, Termoterapia, Crioterapia , e outros métodos. – Não continue a exercitar o membro, nem tente fazer alongamento para diminuir a dor; – Nunca aplique compressas quentes no local imediatamente após a lesão. O calor faz aumentar o sangramento interno do músculo e o aparecimento de edemas. O tratamento com calor pode ser feito após o período inicial de tratamento com gelo, para ajudar a diminuir a dor; – Evite fazer massagens no local, isso pode ajudar a agravar a lesão; – Não é necessário imobilizar o membro lesado; – Gel e pomadas para contusões não têm grande efeito no tratamento de distensões musculares, pois não penetram até as fibras musculares lesadas. O repouso do local da lesão é muito indicado.

Ed. Física Como Meio de Vida

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Autoria: Thomaz Matera

“A busca de um padrão biológico, fisiológico, de qualidade de vida orgânica superior é secundarizada e essa tendência é geralmente explicada por discursos que louvam a crescente democratização dos professores de Educação Física.”

TEMA: Educação Física como meio de vida

1) Como se forma o professor?
2) Qual seu perfil?
3) Escreva sobre os ramos da Educação Física.
4) É possível viver de esporte?

Informações sobre o Currículo de Graduação
O Curso de Licenciatura em Educação Física já conviveu com dois currículos vigorando simultaneamente. A reformulação curricular exigida pela Resolução do Conselho Federal de Educação N° 03 de 16.06.87, publicada no DOU de 10.09.87, caracteriza-se pela divisão do conteúdo curricular em áreas de conhecimento, ou seja, Formação Humanística e Formação Técnica (vide Quadro 01). A Formação Humanística é composta pelas seguintes áreas de conhecimento: Filosófica, Ser Humano e Sociedade. Estas Formações estão integradas em dois aspectos, o Geral (considerado básico) e o Complementar (constituído pelo aprofundamento de conhecimentos nas áreas).
O atual acompanhamento curricular foi implantado graças à avaliação externa constituída por professores de outras Instituições de Ensino Superior (IES), ocorrida no segundo semestre de 1993. Dentre os tópicos avaliados evidenciou-se a necessidade de uma revisão para corrigir distorções quanto a estrutura e funcionalidade da grade curricular.
Quadro 1: Estrutura básica do currículo

Formação Humanística
Conhecimento Filosófico
Compreende-se como conhecimento filosófico, o resultado da reflexão sobre a realidade; seja no nível da práxis ( a própria existência cotidiana do professor e do bacharel em Educação Física relacionada com eventos históricos, sociais, políticos econômicos); seja no nível de teoria (representação rigorosa através das ciências dessa mesma práxis). O conhecimento filosófico deve consistir na articulação da práxis pedagógica com teorias sobre o homem, a sociedade e a técnica.
Conhecimento do Ser Humano
Entende-se como conjunto de conhecimentos sobre o ser humano, durante todo o seu ciclo vital, no que concerne aos seus aspectos biológicos e psicológicos, bem como sua interação com o meio ambiente em face da presença ou ausência das atividades da Educação Física.
Conhecimento da Sociedade
Entende-se como a compreensão da natureza social das instituições, sistemas e processos com vistas a uma efetiva contribuição da Educação Física para o pleno desenvolvimento do indivíduo e da sociedade em mudança, considerando-se especificamente a realidade brasileira.
Formação Técnica
Entende-se como conjunto de conhecimentos e competências para planejar, executar, orientar e avaliar atividades de Educação Física e Desportos, tanto no âmbito não escolar, em procedimentos formais e não formais, contribuindo e facultando a geração e a transformação do próprio conhecimento técnico.
A Educação Física (EF), enquanto componente curricular, carece de melhor reconhecimento social. Tanto a vertente da aptidão física praticada há tempos quanto à das práticas esportivas privilegiadas atualmente demonstram pouco valor resolutivo. Outras abordagens devem ser propostas, como, por exemplo, a educação para a saúde. Desta forma, discutem-se as possíveis relações existentes entre a atividade física (AF) e a saúde, incluindo-se combate ao sedentarismo, assumido como importante fator de risco da doença coronária, a partir de crianças em idade escolar. Discutiu-se, também, o conteúdo e procedimentos metodológicos da atividade física relacionada à saúde, durante as aulas de EF, além de procedimentos que favoreçam a adoção de estilo de vida saudável, com aderência na fase adulta. Os estudantes de Educação Física Estarão aptos, ao término do curso, a atuar como professores de Educação Física desde a Educação Infantil até o Ensino Superior, passando pelos Ensinos Fundamental e Médio, ensino regular ou especial. Esta aptidão se dará também na Educação Física não escolar. Trata-se da recreação e esportes em academias, clubes, hotéis, centros comunitários, condomínios, associações recreativas, empresas e outros onde o profissional demonstrará habilidade ao lidar com clientela diversificada, quer sejam crianças, jovens, adultos, idosos, gestantes, sedentários, portadores de deficiências, etc. Nos cursos que preparam pessoas para dar aula propõe-se a formação de educadores para o campo da Educação Física Escolar e Não Escolar, priorizando-se a escola pública brasileira do Ensino Fundamental, Médio e Superior. Tal priorização auxiliará o licenciado no exercício permanente e significativo do conhecimento da realidade educacional, apoiado na realidade social concreta a fim de criar e recriar referências teórico-práticas sobre o corpo, o movimento, o jogo, o esporte e sua pedagogia, possibilitando-lhe a formação de um pensamento ético, participativo, comunitário e reflexivo.
A Educação Física nos tempos antigos:
No final do Império e no início da República a Educação Física tinha como proposta, dentro de sua especialização, incrementar o desenvolvimento da humanidade .Da mesma forma, sintetizam-se as expectativas atuais sobre o desempenho considerado ideal para essa área, na construção de uma sociedade melhor. Nos discursos mais progressistas da época, a Educação Física tinha um papel fundamental para a construção de uma (nova) corporeidade do homem brasileiro. Sair do regime escravagista e entrar na forma de governo republicano-democrático exigia uma outra configuração de homem bem afastada da debilitada figura do escravo ou do lerdo senhor de terras. A economia nacional, para desenvolver-se, precisava de homens despachados, expeditos, fortes, ativos e a Educação Física tornava-se indispensável nesse processo de transformação. No campo das diversas ciências, a Educação Física encaixava-se na categoria daquelas que cuidavam da vida, ou seja, enquadrava-se no interior de conhecimentos que tentavam absorver, com avidez, descobertas feitas pela biologia, fisiologia, medicina. Assumia e divulgava, por exemplo, conhecimentos sobre hormônios, vitaminas, alimentação, entre outras alternativas para defesa da saúde.
Como a Educação Física era para as pessoas da época:
O desenvolvimento econômico generalizado era uma promessa considerada viável e a ela juntava-se a Educação Física tentando produzir, com o seu saber e sua prática, um homem cada vez mais sadio, mais apto para o trabalho, visto ideologicamente, como fonte efetiva de enriquecimento.
A Educação Física como um instrumento indispensável ao progresso do Brasil tinha, na linguagem do momento, entre outras, algumas competências definidas assim:
1) impedir o abastardamento da raça;
2) impedir o crescimento de óbitos;
3) encaminhar o desenvolvimento da criança na perspectiva de um adulto padrão ou de condições de saúde mais perfeitas;
4) auxiliar na formação de corpos robustos e fortes;
5) divulgar conhecimentos que produzissem mudanças de hábitos tidos como prejudiciais à vida do homem.

NOTAS FINAIS:

O último item perguntava se era possível viver do esporte. Hoje em dia, nada é fácil, pelo contrário, é tudo bastante complicado e difícil. Com isso, aumenta a necessidade das pessoas de buscarem meios em que se obtenha dinheiro de forma mais fácil (atravéz do talento) e o esporte é um desses meios, e se a pessoa obtiver destaque em tal modalidade, ela poderá dali tirar sustento para ela, e/ou até mais, quem sabe para toda sua família.
Mas nem tudo dura para sempre, com o passar do tempo, a pessoa que por meio do esporte, conseguiu o pão de cada dia, vai ainda que infelizmente, perder a sua juventude, ou quem sabe uma outra pessoa venha a superar-la. Enfim, o que quero dizer, é que nem tudo dura para sempre da forma mais agradável, assim como as ruins também, então de certa forma é possível sim, tirar o sustento do esporte.
Várias pessoas ao longo de suas vidas, montaram projetos e estruturas em que ajudavam o próximo, e já pensavam no futuro (tirar dali o futuro sustento), e assim tinham o pão de cada dia garantido nos anos posteriores, mas quem não fez isso, ou tentou e não obteve êxito, provavelmente sofreu no seu futuro não muito distante, o que prova que além de depender do meio ao qual é explorado, depende muito também, da própria pessoa.

Esgrima

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Autoria: Railton de Oliveira Santos

A Esgrima é um esporte latino e seu nome vem de escrime, originado da palavra germânica “skirmjan”. Podemos dizer que a Esgrima é a arte de duelar com as armas brancas; além das armas convencionais, ( o Florete, a Espada e o Sabre ) armas de corte e de ponta. O objetivo da Esgrima atual é preparar o praticante para demonstrações e campeonatos, já que o duelo está proibido em quase todo o mundo. A principal condição para esgrimir corretamente é tocar o adversário sem ser tocado, através de movimentos ordenados.

A história da Esgrima é muito rica e seu desenvolvimento está ligado à guerras, ao aperfeiçoamento das armas brancas e ao surgimento da pólvora. Podemos dividi-la em três etapas:

– Antiga

– Moderna

– Contemporânea.

A ESGRIMA ANTIGA

O período antigo foi marcado pela Esgrima de impacto que era causado pelo choque de espadas muito pesadas sobre o corpo do oponente, o que o levava ao chão.

Naquela época eram utilizadas grandes e resistentes armaduras com um pulôver tecido em fios de ferro e aço que, usado por debaixo, protegia o corpo durante os combates e duelos, contra as flechas e auxiliando nos confrontos contra machado, bastão e lança.

No século XI eram realizados Torneios, a mais alta inspiração da cavalaria, a glória dos moços e o ânimo do espírito dos velhos. Neste tempo, o Torneio era considerado um exercício de nobres, onde só os homens, representantes da nobreza poderiam participar. Ele era a festa solene onde os cavaleiros mostravam sua agilidade e vigor nos jogos e combates corteses com armas brancas. Eram divertimento em que os cavaleiros podiam dar provas de bravura mantendo, mesmo em tempos de paz, a evolução das artes de combates, entre elas, a Esgrima.

Os juizes, nomeados “Marechais de Campo” eram auxiliados pelos Conselheiros, que tinham seus lugares marcados no campo de batalha, para manter as leis da cavalaria e dar conselho e socorro aos que precisassem. As regras da Esgrima atual são as que mais se aproximam das regras dos duelos, que aprimoraram a arte de lutar e matar seu adversário, mesmo no tempo das armaduras. O pulôver tecido em malha de fios de aço entrelaçados, usado por baixo da armadura, dificultava que flechas e espadas pudessem perfurar o combatente, devido à indumentária o cavaleiro tornava-se extremamente pesado. A espada era usada para derrubar o oponente, que uma vez caído, dificilmente levantava-se, ficando à mercê do seu adversário que para esta hora, normalmente guardava técnicas apuradas para uma morte lenta e com muito sofrimento. Para tentar evitar este problema os soldados romanos não se separavam de suas armas e couraça, este hábito era tamanho, que fazia com que eles nem percebessem mais o peso da indumentária, tornado a armadura parte quase como uma peça integrante ao corpo.

A ESGRIMA MODERNA

Segundo o documento “A História da Esgrima”, EsEFEx, 1989, “Um manuscrito datado de 1410 descreve a Esgrima como esporte na Alemanha, sendo assim, devendo ter aparecido 50 ou 60 anos antes, anulando a concepção de que teria sido criada na Itália no século XV. O guia “Max Bruder”, de Lowenberg, publicado em Frankfurt, 1383, descreve uma organização da Esgrima bem desenvolvida para a época.

Com a descoberta da pólvora e o desenvolvimento das armas de fogo ( Canhões, Arcabuzes e Pistolas ) a vantagem das armaduras foi desaparecendo e só os “Grandes Senhores” continuavam usando-a, muito mais por tradição que por necessidade. Contudo o uso de couraça, para o tronco, e do capacete continuaram.

A espada usada no início da pratica da Esgrima alemã feita em ligas de bronze e ferro e, geralmente, de dois gumes, cortando quando caía e subia, era pesada e grosseira além disto não tinha proteção para as mãos, o “Copo”, que tinha esta finalidade só foi inventado pelo Capitão do exército espanhol Gonçalo de Córdoba, falecido em 1515. Sua espada está em exposição no museu de Madri.

Os italianos aperfeiçoaram o Florete, arma fina e longa, logo aceita pelos alemães que abandonaram suas incomodas lâminas. Na França, usava-se uma espada curta que, muitas vezes, confundia-se com uma Adaga ou punhal pequeno. As armas na Inglaterra eram longas, largas e pesadas. Já na Espanha, os espadachins, ora usavam o florete italiano, ora a espada curta francesa e ainda as longas e pesadas inglesas.

Ainda na Antiguidade podemos citar alguns tipos de espadas:

. A “Estocada” – arma grande de lâmina forte e chata, com corte dos dois lados.

. O “Espadão” – usado com as duas mãos por ser pesado e de lâmina chata, larga e longa.

. A “Braquelarda” – com aproximadamente 80 cm de lâmina chata, ponta arredondada e também com corte dos dois lados.

. A “Rapiera” – similar ao que temos hoje, tinha lâmina longa , entre 1 m e 1,10 m, com corte dos dois lados e feria com a ponta. Possuia “copo” e era a arma mais usada nos duelos. Pode-se dizer que é a arma básica da Esgrima moderna.

. A “Colimarda”- espécie de “Rapieira” com largo talão (parte lateral da lâmina) e de cômodo manejo.

O sabre, arma de hoje, reto ou curvo, com corte lateral, é uma arma tipicamente oriental e foi introduzida na Europa pelos húngaros.

A arte de esgrimir, como esporte, foi mais rapidamente desenvolvida graças ao aperfeiçoamento de um aço mais leve e com maior resistência, que proporcionou armas que pudessem ser empunhadas com uma só mão, devido ao seu peso e tamanho.

Os espanhóis conseguiram desenvolver aços mais leves graças ao contato com os árabes e o povo bárbaro que habitava a península ibérica, aperfeiçoando um sistema especial de preparo das lâminas ( têmpera ), segredo até hoje bem guardado. Por isso a Espanha atingiu o mais alto grau de cultura de sua época, no que diz respeito à manufatura do aço, proporcionando o desenvolvimento de uma Esgrima de alto nível, com mais fineza. Porém a Esgrima espanhola,como passar dos anos, perdeu-se, pois os conhecimentos eram passados de pai para filho. Com o tempo, desapareceu o interesse na carreira de Mestre d’Armas, enquanto ficava cada vez mais forte na Itália, França e Alemanha.

Em 1410, foi publicado pelo mestre italiano Fiori Dei Liberi um tratado de Esgrima camado “Flor de Bataglia”, mostrando um bom desenvolvimento na Itália e, em 1443, surgiu na Alemanha um manuscrito de nome “Fechtbutch”, de Talhoffer. COMEÇA A FASE DA ESGRIMA MODERNA.

Em 1531 Antônio Mansiolino escreve o primeiro tratado de Esgrima descrevendo movimentos similares aos de hoje e três posições de “guarda”( posição do corpo do esgrimista que lhe permite deslocar-se para frente e para trás estando igualmente pronto para atacar e defender-se ).

Em 1536, Mestre Marozzo, da Itália, publica um tratado com algo mais que movimentos: “O REGULAMENTO DA SALA D’ARMAS”, que continha regras e ordens e começava com o seguinte juramento: “Juro pelo punho desta espada, como se fosse a cruz de Deus, nunca empregar esta arma contra meu Mestre”.

As regras ainda estipulavam que:

– ninguém pode bater-se ( duelar ) sem o consentimento de seu Mestre;

– a nada temer;

– jamais comparar o valor de alguém, a não ser com uma espada na mão;

– não blasfemar.

Todos os alunos do Mestre Marozzo eram obrigados a manejar, além da Espada, o Punhal, a Adaga, o Escudo, o “Espadão”.

O “A Fundo”, golpe que visa perfurar o adversário com a ponta, usado até os nossos dias, consta do tratado mais completo da época, publicado em 1553 por Camilo Agripa, um dos mais notáveis entre os Mestres italianos.

A forte escola francesa se desenvolveu a partir do século XVI quando Catarina de Médicis, esposa de Henrique IV, Rei da França, trouxe Mestres italianos e espanhóis para ensinar a nobreza. Por isso, historicamente, a esgrima da França é mais clássica e polida, enquanto a italiana é cheia de gritos e chamadas ( batidas com os pés sobre a pista de duelo ). Em virtude das diferenças de comportamento e educação, os franceses abandonaram os Mestres italianos e espanhóis e criaram um estilo de Esgrima acadêmico, adaptado ao temperamento de seu povo. No reinado de Carlos V os Mestres d’Armas já se reunião numa associação chamada de “Academia d’Armas”.

A ESGRIMA CONTEMPORÂNEA

O marco da Esgrima contemporânea foi o aparecimento da “Máscara”. O grande número de acidentes ocasionados pela exposição do rosto, fez com que o esgrimista usasse uma proteção de ferro, com uma fenda nos olhos. Ainda assim, aconteciam acidentes e para preveni-los Labouissiëre inventou a “Máscara” de arame trançado , no final do século XVIII, com várias modificações para melhorar sua eficácia é utilizada até hoje.

A “Máscara” começou a ser usada em todo o mundo, trazendo segurança, permitindo a difusão do esporte e aproximando, no máximo possível da realidade, a Esgrima do duelo, mas também trouxe desvantagens, fazendo a Esgrima perder o porte acadêmico e a posição clássica.

Em 1820, La Fangère regulamentou a nomenclatura com a padronização de termos que permanecem até hoje: posição de guarda, deslocamentos como a marcha (deslocamento à frente), o romper (deslocamento à trás) e o a fundo.

Atualmente realizam-se competições oficias em 5 modalidades:

– Florete Feminino

– Florete Masculino

– Espada Feminina

– Espada Masculina

Sabre masculino.

– Sabre feminino.

As categorias competitivas dividem-se em:

– Infantil (até 14 anos)

– Cadete (até 17 anos)

– Juvenil (até 20 anos)

– Adulto (livre)

– Master (acima de 40 anos).

Todos os anos realiza-se o Campeonato Mundial de Esgrima, com exceção dos anos Olímpicos. A Esgrima participa deste grande evento desde os primeiros Jogos Olímpicos em 1896, em Atenas. Nos Jogos Olímpicos de 1924 temos a primeira participação das mulheres.

Na sua maioria, os principais expoentes da Esgrima são dos países Europeus, Cuba, Canadá e China,. No Brasil, esta modalidade está em amplo desenvolvimento com um histórico de atletas de talento e expressão, com especial destaque para a Equipe da Federação Paulista que constitui a grande maioria da Equipe Brasileira.

A Esgrima hoje, no cenário mundial, é um esporte altamente desenvolvido, onde tecnologia moderna e segurança são complementadas pelo treinamento físico e mental dos atletas que a praticam.

Esporte e Saúde

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Autoria: Fagner Alves Barreto

Apresentação

O homem moderno vem deixando de lado as práticas esportivas, o que muitas vezes leva a um estilo de vida sedentário e provoca distúrbios como má alimentação, obesidade, tabagismo, estresse, doenças coronarianas, etc.

Como reação a essa atitude, a ciência do esporte vem desenvolvendo estudos e demonstrando a importância que a prática constante de uma atividade física bem planejada tem para que as pessoas possam ter uma vida mais saudável.

Motivos importantes para a prática da atividade física

1 Auto estima

A prática regular de exercícios aumenta a confiança do indivíduo.

2 Capacidade Mental

Pessoas ativas apresentam reflexos mais rápidos, maior nível de concentração e memória mais apurada.

3 Colesterol

Exercícios vigorosos e regulares aumentam os níveis de HDL (lipoproteína de alta densidade, o &ldquobom colesterol&rdquo) no sangue, fator associado à redução dos riscos de doenças cardíacas.

4 Depressão

Pessoas com depressão branda ou moderada, que praticam exercícios de 15 a 30 minutos em dia alternados, experimentam uma variação positiva do humor já após a terceira semana de atividade.

5 Doenças Crônicas

Os sedentários são duas vezes mais propensos a desenvolver doenças cadíacas. A atividade física regula a taxa de açúcar no sangue, reduzindo o risco de diabetes.

6 Envelhecimento

Ao fortalecer os músculos e o coração, e ao amenizar o declínio das habilidades físicas, os exercícios podem ajudar a manter a independência física e a habilidade para o trabalho, retardando o processo de envelhecimento.

7 Ossos

Exercícios regulares com pesos são acessórios fundamentais na construção e manutenção da massa óssea.

8 Sono

Quem se exercita pega no sono com mais facilidade, dorme profundamente e acorda restabelecido.

9 Stress e Ansiedade

A atividade física libera os hormônios acumulados durante os momentos de stress. Também funciona como uma espécie de tranqüilizante natural &ndash depois do exercício a pessoa experimenta uma sensação de serenidade.

Conceitos importantes para a prática da atividade física

Avaliação Física

Antes de iniciar um programa de atividade física regular, é fundamental a realização de uma avaliação física para a prevenção de quaisquer riscos à sua saúde. Esta avaliação de estado de aptidão inclui quatro áreas.

força muscular;

flexibilidade articular;

composição corporal (percentual de gordura, peso corporal magro e peso corporal desejável);

capacidade funcional cádio-respiratória.

Todos estes dados colaboram para a formulação correta de um programa de exercícios individualizado, baseado no estado de saúde e de aptidão da pessoa.

Avaliação Correta

Adquira, progressivamente, bons hábitos alimentares. Faça cerca de 5 a 6 refeições moderadas por dia.

O café da manhã deve ser rico e diversificado, constituindo uma das principais refeições.

Elimine ou evite de sua dieta os alimentos que só contribuem com calorias e que não têm valor nutritivo.

Evite chá, café e álcool, pois podem causar uma indesejável diminuição da eficiência muscular.

Prefira água e sucos naturais, em detrimento de bebidas artificiais.

Evite alimentos gordurosos, pois além de prejudicar o processo digestivo, aumentam o colesterol e o percentual de gordura no organismo.

Inserir alimentos ricos em carboidratos é muito importante, porém o excesso pode ser transformado em gordura e depositado no tecido adiposo.

Use a roupa correta

Na prática da atividade física, a escolha da roupa é importante.

Não utilize aquelas que dificultam a troca de temperatura entre o corpo e o meio ambiente (evite tecidos sintéticos).

Prefira roupas claras, leves e que mantenham a maior parte do corpo em contato com o ar, facilitando a evaporação do suor.

Use tênis apropriado para a modalidade física escolhida.

Prepare seu corpo antes da atividade física &ndash Alongamento e Aquecimento

O alongamento é a forma de trabalho que visa a manutenção dos níveis de flexibilidade obtidos e a realização de movimentos de amplitude normal, com o mínimo de restrição possível, preparando assim o corpo para a atividade a ser realizada, evitando riscos aos músculos esqueléticos, tendões e articulações. Ele deve ser realizado antes e após os treinos. Ao executar os movimentos, fique atento à postura correta, mantendo a respiração lenta e profunda. Assim os resultados serão melhores.

O aquecimento deve durar de 5 a 20 minutos, utilizando 50% da sua capacidade máxima de condicionamento. Os objetivos deste preparo (aquecimento) são o aumento da temperatura corporal e a melhora da flexibilidade, evitando lesões nas regiões a serem estimuladas pelo exercício.

Volta a calma &ndash resfriamento do organismo

Ao término do seu treino, não pare bruscamente: diminua progressivamente a intensidade da sua atividade. Com isso você conseguirá obter um estado de relaxamento do sistema nervoso central, aumentando a descontração da musculatura e otimizando a recuperação metabólica.

Sequência de alongamento para antes e depois da atividade física.

Freqüência e Intensidade do Programa de Exercícios

Para se adquirir um bom condicionamento, por meio de um programa eficiente de treinamento, deve-se levar em consideração os principais fatores que afetam as melhoras induzidas pelo treinamento. São estes: o nível inicial de aptidão, a freqüência, a intensidade, a duração e o tipo (modalidade) de treinamento.

A intensidade é estabelecida no exercício em termos de percentual da resposta da frequência cardíaca máxima individual.

Níveis de treinamento que proporcionam melhora na aptidão aeróbica, variam entre 60 e 85% da freqüência máxima, dependendo do nível de capacidade aeróbica individual.

A freqüência de treinamento aeróbico deve ser de, no mínimo, três vezes por semana.

Tabela de cálculo

Para obter os níveis ideais de freqüência cardíaca para uma atividade física, faça o seguinte cálculo:

F.C. máxima = 220 &ndash (sua idade)

Este resultado deve ser multiplicado pelo percentual que varia de acordo com o seu nível de condicionamento físico.

Como saber qual é o percentual adequado para você:

Iniciantes: entre 60 e 65%

Intermediários: entre 65 e 75%

Avançados: entre 75 e 85%

Os percentuais citados são apenas sugestivos. Procure um profissional de educação física para que ele possa orientá-lo e acompanhá-lo adequadamente.

Tabela de Freqüência

Nos primeiros espaços devem ser utilizados ospercentuais de F. C. de acordo com o nível decondicionamento e suas respectivas F. C..

Exemplo: Tenho 25 anos e sou sedentário. Cálculo220-25=195. Esta é a freqüência cardíaca máxima que deve ser multiplicada pelo percentual que varia de acordo com o nível de condicionamento.

F. C. inicial: freqüência cardíaca ainda em repouso.

F. C. durante: freqüência cardíaca na metade do tempo de trabalho ou no momento de maior intensidade.

F. C. final: freqüência cardíaca no término do exercício, antes da diminuição da intensidade.

F. C. de recuperação: freqüência cardíaca após 1 minuto do término da atividade.

Tempo de Trabalho: duração do tempo total de treino.

Intensidade do exercício: medir a intensidade do exercício em treinos realizados em aparelhos orgométricos, como esteiras, bicicletas, etc, considerando velocidade, inclinação ou níveis de carga. Se estiver nadando ou correndo na rua, considere a distância percorrida.

Nível de esforço: relacione qual das opções reflete onível de esforço desprendido para realizar a atividade.

Obs.: Faça cópias das tabelas seguintes para seucontrole freqüente.

Atividade Física

Apesar do procedimento correto, podem ocorrer dores ou até lesões

Prevenção de Contusões

Tão importante quanto a prática de exercícios é a prevenção de danos que possam surgir. De acordo com pesquisas, as pessoas que não praticam exercícios com freqüência &ndash às vezes chamadas de atletas de fim de semana &ndash apresentam 3 vezes mais danos físicos quando comparadas com participantes de esportes organizados, e 9 entre 10 desses danos são deslocamentos e luxações, normalmente resultados do desequilíbrio entre a força muscular utilizada e a tolerância pessoal.

Exercícios e Dor

Respeite seu nível de aptidão e seu condicionamento físico para não exceder limites e provocar possíveis lesões. Seu corpo precisa de tempo para sofrer as adaptações necessárias para a melhora de condicionamento. Isto significa que as melhoras são progressivas. A dor é um bom indício para a intensidade correta de estímulo a ser empregada.

Lembre-se: se doer, pare.

Tratamento de Contusões

As dicas apresentadas por este guia são muito importantes para a prevenção dos danos físicos, mas mesmo com o maior cuidado durante o condicionamento, elas podem ocorrer. Para a maioria dos atletas amadores, o dano normalmente não é grave. Na verdade, a maior parte das lesões pode ser tratadas em casa, seguindo os seguintes procedimentos.

Descanse

Pare imediatamente qualquer exercício ou movimento da parte do corpo lesada. O descanso proporciona melhora. Use um apoio (pode ser uma muleta) para evitar colocar o peso sobre a perna, joelho, tornozelo ou pé, e use uma tala ou tipóia para imobilizar o braço com lesão.

Gelo

Aplique gelo o mais rápido possível. O frio causa uma vasocontrição, ou seja, faz com que as veias se contraiam, ajudando a parar sangramentos internos. Com isso, acumula-se o mínimo possível de sangue no local da lesão. A aplicação deve ser feita por aproximadamente 30 min, depois o gelo deve ser removido por 2 horas até a pele esquentar. Repita a aplicação do gelo por 3 a 5 vezes diariamente. Atenção: nunca ponha coisas quentes sobre uma lesão. O calor dilata os vasos sangüineos, resultando em inchaço. O calor só é apropriado após o término de sangramento interno, usualmente 72 horas após um deslocamento ou luxação.

Compressão

Envolva a lesão com uma bandagem elástica ou um pedaço de pano para reduzir o inchaço, diminuir a movimentação e o esforço na área lesada. Mantenha a bandagem firme, mas não aperte em excesso.

Elevação

Elevar a área de lesão acima do nível do coração, se possível, para que a gravidade drene o excesso de fluxo sangüineo. Este procedimento também diminui o inchaço e a dor.

Além destes procedimentos, você poderá utilizar um analgésico para aliviar as dores provenientes de músculos, tendões e ligamentos lesados.

Fisioterapia

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Autoria: Nelson Soares

Estudos realizados sobre a doença isquêmica do coração demonstraram que há uma relação entre a coronariopatia e o sedentarismo, por outro lado outros estudos realizados em coronariopatas submetidos à pratica de atividades físicas, confirmaram que atividade física controlada e regular contribuem sensivelmente para a melhora do coração isquêmico, contribuindo inclusive para a diminuição na necessidade de medicação cardioativa e a reincidência de episódios isquêmicos agudos.

É preciso, porém, ressaltar que o exercício físico representa apenas uma parte do tratamento do coronariopata, não substituindo os medicamentos ou a cirurgia quando estes se fizerem necessários.

AVALIAÇÃO FÍSICA

Tem como objetivo fornecer dados que permitam ao profissional de Educação Física esquematizar o grau de esforço adequado ao início do programa, bem como avaliar o momento de aumento da carga de trabalho.

O princípio básico de todo teste, seja feito em bicicleta ou esteira, é submeter o paciente, após um aquecimento prévio, a esforços crescentes, procurando atingir, sempre que possível, o limite máximo da capacidade do indivíduo ou um valor de freqüência cardíaca que é variável de acordo com a idade de cada indivíduo; baseando-se nisso o exercício passa a ser prescrito em função da porcentagem da freqüência cardíaca ideal de treinamento.

METODOLOGIA DE TESTE DE ESFORÇO

É realizado com aumentos programados de carga tanto na bicicleta quanto na esteira rolante.

Durante o teste a pressão arterial e a freqüência cardíaca são medidas de minuto em minuto durante o esforço e no 1º, 2º, 4º e 6º minuto do período de recuperação.

O teste nos permite obter as seguintes informações:

1º) Trabalho total que o paciente suporta realizar;

2º) Comportamento da pressão sistólica em relação ao repouso que nos permite inferir as condições funcionais do ventrículo esquerdo;

3º) Aparecimento de dor anginosa;

4º) Presença de alterações eletrocardiográficas isquêmicas e/ou arritmias cardíacas;

5º) Resposta da freqüência cardíaca ao exercício.

Sabe-se que quanto maior o trabalho realizado, maior o consumo de oxigênio necessário para sua consecução, se este trabalho ultrapassar determinado nível e organismo entra em metabolismo anaeróbio neste momento o exercício passa a ser prejudicial ao organismo.
Ao analisar a curva de freqüência cardíaca em relação ao trabalho, verifica-se que se comporta de maneira semelhante a do consumo de oxigênio.

PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO

Para que ocorram adaptações positivas no indivíduo é necessário que não se trabalhe abaixo de 40% do VO2 máximo obtido ou 58% da FC máxima.

Como regra geral adota-se a seguinte conduta:

TRABALHO % DO VO2 MÁXIMO
próximo da média
40 – 60%

abaixo da média
30 – 50%

treinado
60 – 70%

OBSERVAÇÃO: Não se deve ultrapassar 70% do VO2 máximo e nunca ir além de 80% do VO2 máximo o que caracteriza um trabalho anaeróbio.

A prescrição deve conter, obrigatoriamente, os seguintes itens:

duração;

intensidade;

freqüência;

natureza dos exercícios.

Essa prescrição pode ser indicada por um cardiologista ou por um clínico, porém, a execução do programa deve ficar a cargo de um professor de Educação Física.

RESULTADOS

1. Benefícios de ordem psicológica à Caracterizados por maior estabilidade psíquica; menor ansiedade; menor agressividade, estados depressivos menos freqüentes, enfim, maior “disposição para viver”.
2. Benefícios Físicos à podem ser expressos através de variações de inúmeros parâmetros cujo significado comum é o aumento da capacidade de realizar trabalho físico.

RESULTADOS A LONGO PRAZO DOS PROGRAMAS DE TREINAMENTO FÍSICO SOBRE A DOENÇA CORONARIANA.

A longo prazo, os programas de treinamento físico apresentam benefícios que resultam de inúmeros fatores, entre os quais se incluem a mudança no estilo de vida, a abolição do fumo, a correção de dislipidemia, a normalização da pressão arterial e outros.

UTILIZAÇÃO DO TESTE ERGOMÉTRICO (ECGE) PARA PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO

O ECGE pode ser utilizado fornecendo dados que quando observados podem determinas limites que devem ser respeitados na prescrição do exercício, esses limites podem ser:

a) Variação da freqüência cardíaca: deve ser de 8 a 20 b.p.m. a menos do que o nível necessário para o aparecimento das alterações do E.C.G.

b) Variação da pressão arterial: limites de 240mm Hg para a sistólica e 40mm Hg para a diastólica.

c) Comportamento clínico do paciente: importante quando o paciente faz uso de drogas que são inibidoras do aumento fisiológico da freqüência
cardíaca.

d) Pacientes com comprometimento do sistema cardiovascular: nesses casos deve-se evitar o aparecimento de exaustão física.

e) Aparecimento de arritmias cardíacas graves.

CONTRA INDICAÇÕES PARA CONDICIONAMENTO FÍSICO

1. Angina em repouso ou progressiva;
2. Angina de início recente
3. Aneurisma do ventrículo esquerdo;
4. Aneurisma aórtico volumoso ou dissecaste;
5. Arritmias graves.
6. Empolia pulmonar;
7. Infarto do miocárdio recente;
8. Valvulopatia importante;
9. Revascularização miocárdica recente;
10. insuficiência cardíaca;
11. Claudicação dos MMII em distâncias maiores que 50m;
12. Sopro carotídeo;
13. Insuficiência vascular cerebral sintomática;
14. Outras doenças associadas: anemia grave, hipertiroidismo, etc.

O QUE FICOU ENTENDIDO

Ficou entendido que a atividade física elaborada de forma criteriosa e apoiada em resultados obtidos através de uma avaliação clínica e física é um importante componente do processos terapêutico do coronariopata, porém, mesmo com todos esses critérios respeitados existem casos em que a atividade física é contra-indicada.

Frescobol

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Autoria: Regiane Andrade

É interessante assinalar a existência de divertimentos e jogos de raquete muito anteriormente no Norte da França: “o jeu de paume” (jogo de palma) desde o século XV que consistia em se impulsionar uma pequena bola feita de material leve contra uma parede ou de um lado para o outro, em um campo, com as mãos revestidas por uma luva ou correia de couro, utilizando-se mais tarde uma pá de madeira.

No Museu do Prado, em Madri, Espanha, existe um famoso quadro de Goya datado de 1776 e intitulado “el juego de pelota” que mostra dois trios de jogadores defrontando-se em um terreno baldio, sem rede ou campo delimitado, portando longas e estreitas raquetes de madeira com pequenas cestas nas pontas, em posição similar a do frescobol. Parece tratar-se de uma variante da “pelota basca”.

Existem também situações de jogos semelhantes praticados na Inglaterra no reinado de Henrique VIII, o que caracteriza a região Basca na Europa como introdutora deste tipo de atividade física e de divertimento.

No Brasil o Frescobol surgiu em 1946, em Copacabana após o término da Guerra Mundial, idealizado por Lian Pontes de Carvalho, que morava na Av. Atlântica.

O novo esporte teve como berço o trecho de praia conhecido como Posto 2 onde Lian frequentador do local e fabricante de móveis de piscina e pranchas de madeira desenvolveu as primeiras raquetes.

O esporte desenvolveu-se ao Leme e ao Posto 6 sempre com um número crescente de praticantes o que originou os primeiros atritos entre os praticantes e banhistas e que determinou a primeira proibição pela Polícia de Copacabana nos anos 50 e 51, tranferindo-se para a Praia do Diabo, que se tornaria a grande academia de frescobol (lá sua prática sempre foi tolerada e liberada).

Hoje o frescobol é um dos esportes mais difundidos nas praias brasileiras. Joga-se praticamente em todos os Estados. No exterior há jogos similares e é cada vez maior a sua prática graças ao grande número de brasileiros residindo em praias nos E.U.A e Europa.

Excelente exercício físico e ótimo entretenimento, quem joga frescobol com frequência e intensidade apura os reflexos e se mantém em forma