Futsal

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Autoria: Rafael Esteves da Silveira

Introdução:

O futebol de salão é a adaptação do futebol às dimensões de uma quadra de basquete. Ele é disputado por duas equipes de cinco jogadores cada.

O esporte, relativamente novo, é bastante popular no Brasil, onde já havia, no início de 1971, 76.823 jogadores oficialmente registrados nas federações estaduais. Internacionalmente, o futebol de salão fica limitado à América do Sul, sendo jogado, principalmente, no Brasil, Uruguai e Paraguai.

2 – História:

Começou a ser praticado em 1932, em Montevidéu. As primeiras regras feitas pelo diretor do departamento de menores da Asociación Cristiana de Jóvenes de Montevidéo, Juan Carlos Ceriani. Não havia um número determinado de jogadores e as regras tinham algumas modificações das do futebol de campo, uma delas a não aplicação da “lei do impedimento”. A prática nos salões da associação uruguaia demonstrou que o futebol jogado era violento demais, por isso foi restrita aos adultos e, mesmo assim, raramente.

Em 1948, um grupo de professores brasileiros participou no Uruguai de um curso patrocinado pelo Instituto Técnico da Federación Sudamericana de Asociaciones Cristianas de Jóvenes, tendo contato com o futebol de salão. Já no ano seguinte, a ACM do Rio organizava o primeiro torneio aberto, para meninos entre dez e quinze anos, onde participaram mais de 50 equipes.

No ano de 1950 uma comissão paulista formada por Francisco Gil Cláudio, Vinício Fanuchi, Armando Gioverdi, Afonso Bullara, Habib Mahfuz, Nicolao Bicari Neto e Asdrúbal Monteiro, publicou o novo livro de regras. Nessas novas regras adotadas algumas novidades foram copiadas de outros esportes. O desenho da área e a possibilidade de fazer tabelas vieram do hóquei; a proibição do goleiro lançar a bola além da linha divisória veio do pólo aquático e outras regras copiadas do basquete e outros esportes. O tempo do jogo passou a ser de 40 minutos divididos em dois tempos de vinte e com intervalo de dez. Mas a principal diferença da regra de São Paulo e a do Uruguai era não permitir chutar a gol de dentro da área, justamente para proteger o goleiro e tornar o jogo mais interessante.

As regras de São Paulo eram rígidas para diminuir a violência. A proibição de prender a bola com os dois pés e de apoiar as mãos na parede são exemplos disso. Durante muito tempo existiram diferenças nas regras estaduais do Brasil, até que, em 1954, após a fundação das primeiras entidades oficiais – a Federação Metropolitana de Futebol de Salão, em 28 de agosto de 1954, e a Paulista, em 14 de junho de 1954 -, as regras foram unificadas.

Com as regras oficiais, aprovadas pela Confederação Brasileira de Desportos, aconteceu o primeiro Campeonato Brasileiro de Futebol de Salão, no Maracanãzinho, em 1958. A seleção carioca venceu e a paulista ficou em segundo. O principal campeonato é o Sul – Americano que é disputado de três em três anos. O primeiro foi em 1969, ganho pelo Brasil, representado pelo Palmeiras.

3 – Dimensões do campo:

A quadra do futebol de salão deve ter de 24 a 36m de comprimento e de 14 a 20m de largura ( veja a figura 1 ). As balizas e as áreas ( veja a figura 2 ) têm as seguintes medidas: dos pontos A, contam – se 4m para frente e para os lados. Desses pontos, com raio de 4m, marcam – se os arcos da área. Os pontos B são unidos por uma reta; as balizas devem ter 3m de largura e 2m de altura. As traves e o travessão têm 8cm de espessura.

4 – Regulamento:

A bola é de couro ou revestimento plástico semelhante ao couro. É inflada de ar e, entre a câmara e o revestimento externo, há uma camada de espuma e de borracha. Sua circunferência pode variar de 50 a 55cm. Seu peso, de 400 a 500g.

Cada equipe pode fazer cinco substituições. O atleta substituído se voltar a quadra será anotado como nova substituição. O jogador expulso não pode ser substituído.

A troca de posição do goleiro e os outros jogadores, desde que com a autorização do árbitro, não será contada como substituição. Essa troca não é permitida quando há cobrança de uma penalidade máxima ( pênalti ), exceto se o goleiro não tiver mais condições de continuar o jogo.

No futebol de salão um gol é marcado quando a bola ultrapassa totalmente a linha traçada entre as duas balizas, desde que o jogador não tenha tocado a bola com a mão ou braço.

As faltas são divididas em três espécies: técnicas, disciplinares e pessoais.

Uma equipe é punida com falta técnica se um de seus jogadores comete, intencionalmente, as seguintes infrações: a) dar ou tentar dar pontapés no adversário; b) calçar o adversário, derrubá-lo ou tentar usando as pernas, agachando-se na frente ou por trás ( cama – de – gato ); c) pular ou atirar-se sobre o adversário; d) trancar o adversário por trás, a menos que ele esteja impedindo a jogada; e) bater ou tentar fazê-lo; f) trancar violentamente; g) segurar um adversário com a mão, ou impedir que ele movimente o braço; h) empurrar o adversário com o auxílio das mãos ou dos braços; i) jogar-se no chão com os pés juntos – “carrinho”.

Essas faltas serão punidas com a cobrança de tiro livre direto, no local onde houve a infração.

A falta será punida com a cobrança de um pênalti se for cometida dentro da área.

O goleiro não pode, por mais de duas vezes, colocar a bola em jogo e recebê-la dos seus companheiros de time. Deve ser cobrada falta indireta contra o goleiro.

O goleiro, também não pode, participar em qualquer jogada fora de sua área, mesmo que jogue com os pés.

As faltas disciplinares são as seguintes: a) unir-se ou reunir-se a sua equipe, depois de começado o jogo, sem a autorização do árbitro; b) transgredir, constantemente, as regras do jogo; c) demonstrar, por palavras ou atos, desvio das decisões do árbitro; d) confundir o adversário, ou tapar sua visão, acenando com a mão perto de seus olhos, ou usando táticas anti-esportivas; e) trocar seu número de camisa, sem avisar ao anotador-cronometrista e ao árbrito; f) reclamar do árbitro ou anotador-cronometrista.

Essas faltas serão punidas com advertência ou expulsão, depende do árbrito.

O jogador que usar linguagem ofensiva ou obscena, tiver conduta violenta, ou revidar com gestos e palavras qualquer agressão sofrida deverá ser expulso sem prévia advertência.

Serão consideradas faltas pessoais: a) se o goleiro demorar mais de cinco segundos para colocar a bola em jogo, depois de ter praticado a defesa; b) impedir a jogada estando caído, prendendo a bola com os pés ou evitando com o corpo a sua movimentação ( exceto o goleiro ); c) fechar um adversário, mesmo corretamente, com o ombro, sem que seja na disputa da bola; d) impedir intencionalmente um adversário, quando sem a posse ou domínio da bola, correndo entre ele e a bola; e) levantar os pés para chutar para trás ( bicicleta ) ou com o calcanhar e atingir o adversário ( mesmo sem intenção ); ou ameaçar fazê-lo, de maneira perigosa; f) praticar qualquer jogada sem olhar o adversário, mas atingindo-o involuntariamente ou ameaçando atingi-lo de maneira perigosa.

Qualquer dessas faltas será punida com a cobrança de um tiro livre indireto, no local onde ocorreu.

O pênalti é a cobrança de um tiro livre sem que nenhum adversário fique na frente. A bola é colocada na marca própria ( 7m da linha do gol ) e o goleiro não poderá mexer os pés antes da cobrança da falta. O jogador que cobrar o pênalti terá de fazê-lo para frente e não será permitido tocar na bola uma segunda vez, antes que outro atleta toque.

Futsal 2

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Autoria: Rafael Ribeiro Pedretti

História

No Brasil, o Futsal tem duas versões sobre o seu surgimento: há uma versão que diz que o Futebol de Salão (Futsal) começou a ser jogado no Brasil por volta de 1940, por freqüentadores da Associação Cristã de Moços, em São Paulo, pois havia uma grande dificuldade em encontrar campos de futebol livres para poderem jogar, e então começaram a jogar suas “peladas” nas quadras de basquete e hóquei. No inicio, jogava-se com cinco, seis ou sete jogadores em cada equipe, mas logo definiram o número de cinco jogadores para cada equipe.
As bolas usadas eram de serragem, crina vegetal ou de cortiça granulada, mas apresentavam o problema de saltarem muito e freqüentemente saiam da quadra de jogo. Então, tiveram seu tamanho diminuído e seu peso aumentado. Por este fato, o Futsal passou a ser chamado de “O Esporte da Bola Pesada”.
Temos também a versão que os gaúchos, amantes deste esporte, deram como o mais provável, o Futebol de Salão foi inventado em 1931 na Associação Cristã de Moços de Montevidéu / Uruguai, pelo professor Juan Carlos Ceriani, que chamou este novo esporte de “Indoor-Foot-Ball”.
Destaca-se em São Paulo o nome de Habib Maphuz, que muito trabalhou nos primórdios do Futsal no Brasil. O professor da ACM de São Paulo, habib Maphuz, no inicio dos anos cinqüenta, participou da elaboração das normas para a pratica de varias modalidades esportivas, sendo uma delas o futebol jogado em quadras, tudo isto no espaço interno da ACM Paulista.
Este mesmo homem fundou a 1ª Liga de Futebol de Salão, a Liga de Futebol de Salão da Associação Cristã de Moços e após, foi o presidente da Federação Paulista de Futebol de Salão. Foi colaborador de Luiz Gonzaga de Oliveira Fernandes, para a elaboração do 1º Livro de Regras de Futebol de Salão editada no mundo, em 1956.
Apesar das discordâncias, o que se conclui é que o Futsal nasceu na Associação Cristã de Moços, na década de 30, em Montevidéu, ou na década de 40, em São Paulo.

Regras

• A bola é de couro ou revestimento plástico semelhante ao couro. É inflada de ar e, entre a câmara e o revestimento externo, há uma camada de espuma e de borracha. Sua circunferência pode variar de 50 a 55cm. Seu peso, de 400 a 500g.

• Cada equipe pode fazer cinco substituições. O atleta substituído se voltar à quadra será anotado como nova substituição. O jogador expulso não pode ser substituído.
• A troca de posição do goleiro e os outros jogadores, desde que com a autorização do árbitro, não será contada como substituição. Essa troca não é permitida quando há cobrança de uma penalidade máxima (pênalti), exceto se o goleiro não tiver mais condições de continuar o jogo.

• No futebol de salão um gol é marcado quando a bola ultrapassa totalmente a linha traçada entre as duas balizas, desde que o jogador não tenha tocado a bola com a mão ou braço.

• As faltas são divididas em três espécies: técnicas, disciplinares e pessoais.

• Uma equipe é punida com falta técnica se um de seus jogadores comete, intencionalmente, as seguintes infrações: a) dar ou tentar dar pontapés no adversário; b) calçar o adversário, derrubá-lo ou tentar usando as pernas, agachando-se na frente ou por trás (cama – de – gato); c) pular ou atirar-se sobre o adversário; d) trancar o adversário por trás, a menos que ele esteja impedindo a jogada; e) bater ou tentar fazê-lo; f) trancar violentamente; g) segurar um adversário com a mão, ou impedir que ele movimente o braço; h) empurrar o adversário com o auxílio das mãos ou dos braços; i) jogar-se no chão com os pés juntos – “carrinho”.

• Essas faltas serão punidas com a cobrança de tiro livre direto, no local onde houve a infração.

• A falta será punida com a cobrança de um pênalti se for cometida dentro da área.

• O goleiro não pode, por mais de duas vezes, colocar a bola em jogo e recebê-la dos seus companheiros de time. Deve ser cobrada falta indireta contra o goleiro.

• O goleiro, também não pode, participar em qualquer jogada fora de sua área, mesmo que jogue com os pés.

• As faltas disciplinares são as seguintes: a) unir-se ou reunir-se a sua equipe, depois de começado o jogo, sem a autorização do árbitro; b) transgredir, constantemente, as regras do jogo; c) demonstrar, por palavras ou atos, desvio das decisões do árbitro; d) confundir o adversário, ou tapar sua visão, acenando com a mão perto de seus olhos, ou usando táticas anti-esportivas; e) trocar seu número de camisa, sem avisar ao anotador-cronometrista e ao árbrito; f) reclamar do árbitro ou anotador-cronometrista.

• Essas faltas serão punidas com advertência ou expulsão, depende do árbrito.

• O jogador que usar linguagem ofensiva ou obscena, tiver conduta violenta, ou revidar com gestos e palavras qualquer agressão sofrida deverá ser expulso sem prévia advertência.

• Serão consideradas faltas pessoais: a) se o goleiro demorar mais de cinco segundos para colocar a bola em jogo, depois de ter praticado a defesa; b) impedir a jogada estando caído, prendendo a bola com os pés ou evitando com o corpo a sua movimentação (exceto o goleiro); c) fechar um adversário, mesmo corretamente, com o ombro, sem que seja na disputa da bola; d) impedir intencionalmente um adversário, quando sem a posse ou domínio da bola, correndo entre ele e a bola; e) levantar os pés para chutar para trás (bicicleta) ou com o calcanhar e atingir o adversário (mesmo sem intenção); ou ameaçar fazê-lo, de maneira perigosa; f) praticar qualquer jogada sem olhar o adversário, mas atingindo-o involuntariamente ou ameaçando atingi-lo de maneira perigosa.

• Qualquer dessas faltas será punida com a cobrança de um tiro livre indireto, no local onde ocorreu.

• O pênalti é a cobrança de um tiro livre sem que nenhum adversário fique na frente. A bola é colocada na marca própria (7m da linha do gol) e o goleiro não poderá mexer os pés antes da cobrança da falta. O jogador que cobrar o pênalti terá de fazê-lo para frente e não será permitido tocar na bola uma segunda vez, antes que outro atleta toque.

Gestantes

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Autoria: carolina tigre Alvez

Exercícios para grávidas
Estudos americanos comprovam que a gestante, que pratica ginástica especial, ganha menos peso, aumenta sua tolerância à dor e diminui a duração do parto normal

Parto normal
O mecanismo do parto normal consiste no relaxamento de alguns músculos e contração de outros – especialmente os abdominais. Para a criança nascer sem problemas, é preciso haver coordenação destes movimentos. Qualquer exercício que aumente as forças dos músculos abdominais ou diminua a resistência dos músculos da pélvis (região inferior da barriga, por onde passa o bebê) contribuem para reduzir o tempo e a dor do parto. Muitas vezes, o parto normal não acontece por falta de coordenação destes músculos. Uma criança só nasce em parto normal quando as forças orgânicas que empurram a criança para baixo são mais poderosas que as resistências que sustentam o bebê.
Forças que empurram o bebê para baixo
(1). Músculos abdominais;
(2). Peso do bebê;
(3). Contração do útero.
À medida que o parto progride, há uma produção natural de uma substância chamada ocitocina, que estimula as contrações do útero e, portanto, a expulsão do bebê. Mais um artifício para o parto acontecer com perfeição.
Forças resistentes ao nascimento
(4). Colo do útero;
(5). Diafragma pélvico (região constituída quase totalmente por músculos).
Quando a mulher força o nascimento antes de a resistência estar totalmente eliminada, há o risco de a criança nascer com problemas, como machucados na cabeça e até mesmo, sofrer hemorragia cerebral.

Atividades recomendadas
A importância dos exercícios
Além das atividades para facilitar o trabalho de parto, há outras importantes que conservam o corpo da mulher, evitam dores nas costas, culotes e a flacidez e melhoram a circulação. Quando a grávida pratica exercícios, tem maior facilidade para recuperar o peso depois do parto.

O que impede a prática de atividades físicas
Os exercícios devem ser bem acompanhados em mulheres com anemia, sangramento, diabéticas, hipertensas ou que já tiveram parto prematuro em gestação anterior. Uma gestante com os músculos da pélvis muito fracos – que facilitam o parto prematuro – não pode fazer exercícios.

Vasocapilar

Excelente para a circulação. A mulher fica deitada, com pernas e braços para cima, e sacode as mãos, os braços, os pés e as pernas. Com o exercício, a placenta (fonte de alimentação e oxigenação do feto) dificilmente envelhece. É um bom exercício para hipertensas, para evitar inchaço, varizes e hemorróidas. Cócoras

Exercício importante para permitir que a mulher tenha controle sobre o músculo da pélvis e consiga relaxá-lo na hora certa no nascimento. Nessa posição, a grávida deve contrair e relaxar a pélvis, como se estivesse segurando a urina. A atividade também permite que o fato deslize melhor na hora do parto.

Sapinho

Bom para fortalecer os músculos abdominais e os da pélvis. Importante para o controle das forças na hora do parto. Contração da Pélvis

Com as mãos e joelhos no chão, a gestante deve fazer o mesmo tipo de esforço que o exercício de cócoras. Atividade que ajuda a posicionar o bebê corretamente.

Ponte

Bom para evitar dor nas costas e no nervo ciático (no quadril), que costuma incomodar as gestantes. Evita parto prematuro. Alongamento

Para dor nas costas. Sentada a mulher coloca as pernas abertas para a lateral e alonga para os lados e para a frente.

Outros exercícios
Caminhada sem muito esforço físico, hidroginástica, natação, corrida (sem esforço ou distância exagerados, desde que a mulher tenha costume de praticar esta atividade) e bicicleta (ergométrica).

Atividades contra-indicadas
Esporte competitivos . Especialmente com bola, como basquete, vôlei, futebol, etc. Aeróbica de alto impacto. Durante a gravidez, devido às ações hormonais e á retenção líquida, as articulações ficam mais frágeis. Por isso, vale evitar o alto impacto.

Ginástica Olímpica

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Autoria: Arthur Rozas de Siqueira

“A Ginástica é um esporte tanto emocionante quanto belo, que não requer somente coragem de seus adeptos como também graça e domínio do corpo.”

Frase retirada do livro “O Prazer da Ginástica”.

A Ginástica Olímpica é um conjunto de exercícios corporais sistematizados, aplicados com fins competitivos, em que se conjugam a força, a agilidade e a elasticidade. O termo ginástica origina-se do grego gymnádzein, que significa “treinar” e, em sentido literal, “exercitar-se nu”, a forma como os gregos praticavam os exercícios.

História

Foi na Grécia que a ginástica alcançou um lugar de destaque na sociedade, tornando-se uma atividade de fundamental importância no desenvolvimento cultural do indivíduo. Exercícios físicos eram motivo de competição entre os gregos, prática que caiu em desuso com o domínio dos romanos, mais afeitos aos espetáculos mortais entre homens e feras. Durante a sangrenta Idade Média, houve um desinteresse total pela ginástica como competição e o seu aproveitamento esportivo ressurgiu na Europa apenas no início do século XVIII. Foram então criadas as escolas alemã (caracterizada por movimentos lentos e rítmicos) e sueca (à base de aparelhos). Elas influenciaram o desenvolvimento do esporte, em especial o sistema de exercícios físicos idealizado por Friedrich Ludwig Jahn (1778-1852), o Turnkunst, matriz essencial da ginástica olímpica hoje praticada.

Modalidades

A ginástica olímpica baseia-se na evolução técnica de diversos exercícios físicos. Para os homens, as provas são: barra fixa, barras paralelas, cavalo com alças, salto sobre o cavalo , argolas e solo. As mulheres disputam exercícios de solo (com fundo musical), salto sobre cavalo (de 1,10 m de altura, na horizontal), barras assimétricas (de 2,30 m e 1,50 m de altura), e trave de equilíbrio (de 10 cm de largura e 5 metros de comprimento).

Julgamento e Pontuação

Os exercícios de cada ginasta são julgados e pontuados por um júri. Existem os elementos obrigatórios em cada aparelho, que todos os ginastas devem praticar ou perderão pontos. O ginasta deve acrescentar outros elementos para obter pontos extras. Todos os exercícios tem um valor inicial, que para os homens é 8.6 e para as mulheres 9.0. Isto quer dizer que se o ginasta não acrescentar elementos que valem bônus, seu exercício poderá obter no máximo essas notas, mesmo que sejam executados perfeitamente. O valor de cada elemento e os movimentos obrigatórios de cada aparelho estão no “Código de Pontos” desenvolvido pela FIG. Este código muda a cada quatro anos, após as Olímpiadas, tornando-se mais elaborado. Os juízes procuram erros de postura, de execução, dentre outros, para deduzir da valor inicial do atleta.

GINÁSTICA OLÍMPICA MASCULINA

Os homens competem em seis aparelhos – salto sobre o cavalo, barras paralelas, cavalo com alças, barra fixa, solo e argolas. A nota inicial das séries masculinas é 8.6. Para atingir a nota máxima de partida – 10 pontos – os ginastas devem executar, além dos movimentos obrigatórios, elementos extras que bonificam suas rotinas.

I – SOLO

O exercício de solo para homens dura entre 50 e 70 segundos e ao contrário do feminino não é acompanhado de música.

II – CAVALO COM ALÇAS

Está a 1,05 metro do solo e tem 1,60 metro de comprimento. O ginasta deve executar movimentos contínuos de círculos e tesouras. Somente as mãos devem tocar o aparelho.

III – ARGOLAS

Estão a 2,55 metros do solo. Durante a apresentação o ginasta deve ficar pelo menos dois segundos parado numa posição vertical ou horizontal em relação ao solo. As argolas devem sempre permanecer paradas.

IV – SALTO SOBRE CAVALO

O cavalo está a 1,35 metro do solo. O ginasta deve comunicar aos árbitros qual salto irá realizar para que se possa atribuir a nota de partida..

V – BARRAS PARALELAS

Estão a 1,75 metro do solo. Durante a apresentação o ginasta deve executar um movimento em que ambas as mãos não estejam em contato com o aparelho.

V – BARRA FIXA

Está a 2,55 metros de altura. Durante a execução da prova o atleta deverá manter-se durante em movimento realizando movimentos como mortais e saltos encarpados.

GINÁSTICA OLÍMPICA FEMININA

A Ginástica Olímpica Feminina, modalidade constituída por quatro aparelhos, ou provas, onde as ginastas apresentam-se na ordem olímpica.

I – SALTO SOBRE O CAVALO

Todos os saltos devem ser realizados com repulsão de ambas as mãos sobre o cavalo. A distância da corrida pode ser determinada individualmente. No limite máximo de 25 mts.

A chegada no trampolim deve ser com os dois pés e pode ser:
da corrida de aproximação ou de um elemento.

São permitidas 3 ( três ) corridas de aproximação, desde que a ginasta não tenha tocado o trampolim e ou o cavalo. Não é permitida uma quarta corrida.

Os saltos encontram-se classificados em quatro grandes grupos, onde os valores variam de 8 a 10.00 pts.

II – BARRAS PARALELAS ASSIMÉTRICAS

A avaliação do exercício começa com a impulsão no trampolim, ou colchões.
O exercício deve ser composto de elementos de diferentes grupos. As partes de dificuldade A – B – C – D e E devem representar uma variedade dos seguintes grupos de elementos:

Dos grupos estruturais devem ser executados elementos com giros sobre o eixo longitudinal (piruetas) e transversal (mortais), trocas de tomadas e elementos com vôo.

III – TRAVE DE EQUILÍBRIO

A avaliação do exercício começa com a impulsão no trampolim até a saída nos colchões.

A duração do exercício na trave de equilíbrio não poder ser menor de 1 minuto e 10 segundos, nem maior que 1 minuto e trinta segundos.

Durante o exercício devem ser criados pontos altos e dinâmicos com:

A. Elementos acrobáticos e ginásticos de diferentes grupos.
B. Variações no ritmo entre movimentos rápidos e lentos, para frente, lado e para trás.
C. Mudança do trabalho próximo e afastado da trave.

IV – SOLO

A avaliação do exercício começa com o primeiro ginástico ou acrobático da
ginasta. A duração do exercício de solo não pode ser menor que 1 minuto e 10 segundos nem maior que 1 minuto e trinta segundos.

O acompanhamento musical pode ser orquestrado, piano ou outro instrumento sem canto.

Ultrapassar a área de solo ( 12 m x 12 m ) significa tocar o solo com qualquer parte do corpo, fora da linha demarcatória, a cada ultrapassagem existe uma dedução

As partes de valor ( dificuldade ) A – B – C – D e E devem pertencer aos seguintes grupos de elementos:

Elementos acrobáticos com ou sem fase de vôo para frente ou para o lado e para trás.

Elementos ginásticos, tais como: giros, saltos, combinações de passos e corridas e ondas corporais

COMPETIÇÃO E PONTUAÇÃO

As categorias em que se compete são:

a) Pré infantil (6 anos)
b) Infantil (7 e 8 anos)
c) Infantil A (9 e 10 anos)
d) Infantil B (11 e 12 anos)
e) Juvenil (13 a 15 anos)
f) Maiores (16 anos adiante).

Existe uma segunda classificação por níveis ( classificados por letras ) que determina o nível de dificuldade dos exercícios e os aparelhos :

a) Escolinha (somente metropolitano)
b) D (solo exercícios de solo e salto obrigatórios)
c) C2 (se compete em quatro aparelhos)
d) C1 (os exercícios obrigatórios )
e) B2 (os exercícios podem ser livres ou obrigatórios dependendo da categoria )
f) B1 (exercícios livres com alguma exceções nas categorias mais jovens)
g) A o Elite (as 6 melhores notas deste nível integram a seleção nacional).

A nota máxima que um ginasta pode alcançar é 10,00 e se consegue pela soma dos diferente pontos dos árbitros. São eles:

Dificuldades e parte de valor (3,00)

Exigências específicas ou requisitos obrigatórios (1,40 – 0,20)

Bonificação (1,00)

Composição e combinação (0,60)

Execução (4,00)

Existem quatro tipos de classificações :

Concurso I: classificatório para os outros três concursos (obrigatório).
Concurso II: se chama All Around. é para determinar a ganhadora da classificação individual geral (participam as 36 melhores classificadas no concurso I).
Concurso III: se compete por aparelhos (participam as 8 melhores classificadas em cada aparelho no concurso I).
Concurso IV: é a competição por equipe (participam as 6 equipes melhores classificadas no concurso I).

A ordem de competição é por sorteio.

A pontuação por equipe se faz da seguinte forma:

– Cada equipe contém 6 ginastas.
– Em cada aparelho competem 5 ginastas (o técnico decide quem compete em cada aparelho).
– Se pega as 4 melhores notas deste aparelho, o seu total é a nota por equipe neste aparelho.
– Se repete o procedimento nos outros aparelhos.

Os aparelhos em que se competem seguindo a ordem olímpica são: salto sobre cavalo, paralelas assimétricas, trave e solo.

SALTO

O cavalo tem 1,25 m de altura medida desde o colchão. Existem quatro grupos de saltos:

a) Saltos simples e saltos com mortais.
b) Saltos com e sem giros seguidos de mortal.
c) Entradas Tsukaharas (entrada no cavalo com ½ giro como no rodante e em seguida se faz diferentes tipos de mortais).
d) Entradas Yurchenkos (se faz um rodante em cima do trampolim e entra no cavalo em posição de flic para depois fazer mortais e piruetas).

PARALELAS ASSIMÉTRICAS

A altura da barra inferior é de 1,65 m e a barra superior é de 2,45 m (+/- 3 cm); a separação entre as barras é de 1,50 m. Os 7 requisitos são:

a) 3 trocas de barras
b) 2 elementos com valores diferentes
c) Um elemento com giro
d) Uma saída de dificuldade

As normas de execução são:

a) Alguma execução por de baixo da barra inferior e por cima da barra superior
b) Execução por fora e entre as barras
c) Múltiplas trocas de barras (mínimo 3)

TRAVE DE EQUILíBRIO

A altura da trave é de 1,25 m e tem 5 me de largura. O exercício deve durar entre 1’10” e 1’30”.
Seus requisitos são:

a) Uma série acrobática de 2 ou mais elementos com vôo
b) Uma série ginástica de 2 ou mais elementos
c) Uma série mista (acrobático + ginástico ou vice e versa) de 2 ou mais elementos
d) Um elemento por baixo da trave
e) Um giro de 360° sobre uma perna
f) Um salto de grande amplitude
g) Uma saída de dificuldade C nos concursos I, II y IV e de dificuldade D no concurso III.

Durante a apresentação é exigido que a ginasta realize trocas de níveis (altura), trocas harmônica entre grupos de elementos, movimentos em posição lateral, cruzada e oblíqua ao árbitro e não se permite mais de 2 elementos estáticos ( ex.: avião, parada de mãos ).

SOLO

A apresentação se realiza em um tablado de 12 x 12 metros, dura entre 1’10” e 1’30” e é acompanhado por música sem canto.

Seu requisitos são:

a) 2 séries acrobáticas de pelo menos 3 elementos
b) Uma dessas 2 séries deve ser combinada (significa que 2 saltos mortais obrigatórios devem ser em diferentes direções)
c) Uma série ginástica de 3 elementos
d) Uma série mista de 3 elementos
e) Um ginástico de dificuldade mínima C
f) Uma saída na série acrobática de dificuldade C nos concursos I, II e IV e de dificuldade D no concurso III.

Durante a apresentação é exigido que a ginasta realize trocas harmônicas entre elementos acrobáticos e ginásticos, trocas dinâmicas entre movimentos lentos e rápidos, harmonia entre a música e os movimentos, e utilização de todo o tablado.

Guga

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Autoria: Geones Siqueira Ribeiro

Desde a manhã de 8 de junho de 1997, em que derrotou o espanhol Sergi Bruguera, por 3 a 0 e abocanhou o troféu de Roland Garros, a vida do tenista Gustavo Kuerten já não é mais a mesma. Da noite para o dia, Guga passou a ser requisitado por fãs no mundo inteiro e ser alvo de jornais e revistas.
Mas a fama e o assédio não o transformaram. Pelo contrário. Só o estimularam a tornar-se uma pessoa ainda mais humana e empenhada em ajudar as causas sociais.
Com um largo sorriso no rosto esbanjando simpatia, Guga procura levar uma vida normal. Quando está em Florianópolis (SC) sua cidade natal, ele sai à noite com os amigos, que conhece desde os 13 anos, quando estudava no Coração de Jesus, pega onda na praia Brava e ainda assiste os jogos de seu time favorito, o Avaí.
Conheça um pouco mais o lado pessoal do tenista número 1 do Brasil.
Nome: Gustavo Kuerten

Data de nascimento: 10/09/76

Cidade: Florianópolis – SC.

Sonho: São tantos que é difícil escolher um só. Cada dia a gente tem sonhos novos. Quanto mais você conquista as coisas, vai sonhando mais. Sonho em estar feliz sempre, com muita saúde para todos e de estar sempre curtindo as coisas que faço. No tênis sonho em ganhar outro Grand Slam, a Copa Davis, um torneio em quadra rápida, ser número um do mundo, mas tudo de uma maneira gradual.

Desafio: Estar se superando a cada dia.

Medo: Não tenho.

Time: Avaí (jogador – Jacaré).

Hobbie: O surf, esporte que pratico desde os 10 anos, quando ganhei a primeira prancha.

Mania: Ficar com a toalha na boca nos intervalos dos games.

Um professor: Renato Meireles, cujo apelido era Gelatina.

Pior defeito: Não sou muito bom de falar de mim mesmo, mas acho que se fosse perguntar para os meus amigos e para a minha família eles diriam que é o fato de eu estar sempre pregando peças neles. Ás vezes ligo em casa e falo: mãe perdi e só depois de um tempo conto que era mentira.

Música predileta: aquela do Bob Marley que diz, “Don’t worry about a thing, ‘cause every little thing is gonna be alright.”

Perfume: Eternity e Carolina Herrera.

Comida: Gosto de tudo, mas prefiro uma massa.

Pessoas com quem se identifica: Ayrton Senna e Gandhi.

O que te faz sorrir: Qualquer coisa. Estou sempre sorrindo.

O que te faz chorar: A falsidade. Quando perco a confiança em uma pessoa.

O dia mais feliz: Não tenho um dia que tenha sido o mais feliz. Procuro viver todos os dias com muita felicidade. Estou sempre tentando me aprimorar nesse quesito.

Se fosse um herói de cinema quem seria: Arnold Schwarzeneger, Sylvester Stallone. Um desses caras fortes, bem diferente de mim, e que estão sempre lutando.

Como é ser tão lutador e duro na quadra e tão simpático e alegre fora dela? Quando era pequeno o meu treinador sempre brigava comigo por que eu era muito bonzinho na hora do jogo. Aos poucos fui aprendendo a lidar com isso e separo bem as coisas.

Livro de Cabeceira: Não tenho um favorito, gosto de Paulo Coelho, Luis Fernando Veríssimo e Sidney Sheldon.

Frase: “Jogue tênis todo dia, com saúde e alegria”.

Lugar: Florianópolis.

Família: Força e Coragem.

Amigos: Meus melhores amigos no circuito são Nicolas Lapentti, Fernando Meligeni, Carlos Moya, Mariano Zabaleta, Federico Browne, Jaime Oncins, meu ídolo no juvenil…. e a galera de Floripa.

Hipismo

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Autoria: Eliana Miranda

Sem qualquer pretensão literária e com mãos rudes, que mais lideram com rédeas do que com a pena, enfrento neste momento um grande desafio, consciente da necessidade que temos, cavaleiros de ontem, de passar aos mais novos e ao nosso povo – tão distante de nós e dos não poucos triunfos hípicos brasileiros – nossa história, uma grande colcha de retalhos costuradas com milhares de informações recebidas, um mundo de pesquisas realizadas e também os instantes vividos por mim, que compõem este livro.

Produzi-lo foi um desafio maior, que procurei vencer com a coragem, persistência, paciência, franqueza, simplicidade e o engenho aprendidos com os cavalos, nobres amigos do dia-a-dia, e em tantos concursos por todos os cantos do mundo.

Com o coração batendo mais forte como quando me apresentava, em continência, num estádio olímpico e com a mesma responsabilidade e confiança que logo se apossavam de mim, procurando fazer o melhor, é que me volto para vocês, esperando que tenham comigo a mesma tolerância dos cavalos, que desculpam nossos erros.

Ao longo e par de tudo o que fiz e passei na vida, se sucesso alcancei, devo a uma sólida retaguarda: minha família. À frente dela – lembrando a bela Canção da Cavalaria – minha &ldquoestrela guia&rdquo, força maior&rdquo que em negros horizontes&rdquo me guiou&rdquo na luta e na vitória&rdquo : Dulcinha, minha mulher. A ela, meus filhos Mauro, Marcello e, especialmente Márcio (idealizador e maior incentivador), netos e a todos aqueles que acreditaram que pudesse fazê-lo, ofereço este livro.

Era notável, na década de 40, o entusiasmo e o expressivo progresso técnico dos cavaleiros civis na América do Sul, especialmente no Brasil, Argentina e Chile. Para satisfazer o justo anseio desses ginetes de integrar as equipes nacionais, os comitês organizadores dos CHIs do Chile, em 1949, e Rio de Janeiro, 1950, permitem a participação de todos os que se julgam em condições de corresponder às exigências técnicas das provas. Por vaidade, muitos que ainda não estavam aptos a concorrer inscrevem-se em ambos os concursos.

O Brasil participa do CHI do Chile com duas equipes: uma do Departamento de Desportos do Exército (DDE), chefiada pelo coronel Djalma Dias Ribeiro e compostas pelos capitães Mário Magalhães, Aécio Morrot e por mim e o tenente Luiz Felipe Dick, que viaja num avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Os cavalos vão de trem, numa longa e penosa viagem de 21 dias, com paradas em Porto Alegre, Buenos Aires e Mendoza, na Argentina. Cansados da jornada e estranhando a ração local, os animais não apresentam sua melhor performance e a equipe consegue apenas classificações secundárias, com Dick e Magalhães. A equipe civil, da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), chefiada por Roberto Marinho, tem os cavaleiros Theotônio Piza de Lara, Darcy Stockler, Álvaro Dias de Toledo e Antônio Bonifácio Amorim, que vão para o Chile num avião de carreira. Os cavalos viajam de navio, até Buenos Aires, e depois, por via terrestre, até Viña Del Mar. Eles chegam em boas condições e o Brasil obtém duas vitórias, com Álvaro e Amorim. Competindo em casa, os chilenos inscrevem uma equipe do Exército, outra dos carabineros, algumas de clubes civis e de unidades militares, alcançando o maior número de classificações.

No CHI do Rio, a Argentina e o Chile participam com duas equipes distintas de civis e militares; Portugal com uma mista e o Brasil com uma civil, uma militar e vários conjuntos de civis e militares. Em virtude do grande número de competidores, muitas provas começam às 9 horas, invadem a noite, varam a madrugada e terminam somente na manhã do dia seguinte. Apesar de congestionar o concurso, demonstra que alguns civis já tem condições de entrar para a equipe nacional. De fato, em 1951, depois de seis provas seletivas, Álvaro Dias de Toledo passa a integrá-la. Ele junta-se ao major Eloy Menezes e a mim para competir nos Estados Unidos e no Canadá. Vencemos provas em Harrisburg, Washington, Nova York e Toronto. Álvaro participa com grande êxito, provando ser um cavaleiro de rara eficiência, peculiar elegância e leveza no saltar, atributos que o caracterizam como constante e fino ganhador. Uma de suas maiores façanhas foi vencer, com o extraordinário Loverain, em 1949, uma prova de seis barras (verticais separadas a 11 metros, ou dois lances de galope), todas – pasmem! – na altura de 1m70, no desempate com Morrot/Albatroz e José Luiz Guimarães/Corvo, na Sociedade Hípica Paulista (SHP).

Da América do Norte vamos para o México, a convite do tenente-coronel Humberto Mariles, Campeão da Olimpíada de Londres, em 1948. Lá participamos do 1º CHI de Monterrey, considerado até hoje um dos mais importantes e bem organizados eventos hípicos. Enfrentando fortes adversários dos EUA, Canadá e do próprio México, obtemos êxito em muitas provas, naquela ocasião disputadas no Instituto Tecnológico. Eu fui o vencedor da temporada e uma platéia muito diferente aplaudiu especialmente os brasileiros: os cavaleiros do Cadre-Noir de Saumur, que se apresentaram durante o concurso.

Ainda em 1951, participamos dos Jogos Pan-Americanos de Buenos Aires. A equipe de salto, com Franco Pontes/Cairo, Eloy/Anhangá, Morrot/Irajá e eu, com Bibelot, termina em quarto lugar. No CCE, Anísio Rocha/Adonis conquista a mesma classificação.

Depois da turnê vitoriosa no México e Argentina, a delegação brasileira tem um compromisso importantíssimo em 1952: a Olimpíada de Helsinque, na Finlândia. Os cavalos viajam no vapor Italiano Size e chegam à Europa em apenas uma semana – jornada bem mais curta do que a de 32 dias para Londres, em 1948. A viagem serve de descanso das duas provas seletivas, e uma semana depois do desembarque em Gênova a equipe, reforçada pelo capitão Gérson Borges, da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, já está saltando na estréia da Temporada de Milão. Vencemos algumas provas, especialmente a mais importante, a Prova das Nações, deixando para trás os fortes representantes do país organizador concentrados, entre eles, os renomados irmãos Piero e Raimondo D´Inzeo e o tenente Salvatore Oppes. No individual da Prova das Nações, Eloy conquista o primeiro e o terceiro lugares, com Biguá e Anhangá. Montando Iluso, sou o vencedor da temporada, com algumas boas colocações e uma vitória na prova de caça, em que cheguei sete segundos à frente do segundo colocado. Pelo título, recebo um prêmio especial do Comitê Olímpico Nacional Italiano (CONI).

De Milão, vamos para Vichy, na França, onde conseguimos algumas classificações, com destaque para Gérson Borges/Fiori de Rose, que vence sensacionalmente a prova de seis barras, estabelecendo a marca de 1m90, excepcional para esse tipo de competição.

Finalmente, depois da escala na França, a equipe dirige-se para a Finlândia. Os animais vão de trem, sob a responsabilidade de Gérson Borges e do sargento Oscar Sotero da Silva, que, apesar dos problemas de comunicação – os dois só falavam português -, conseguem que o comboio pare inúmeras vezes para que os cavalos descansem. Todos desembarcam em ótimo estado na capital Finlandesa.

Hipoglicemia

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Autoria: Indira Glauce V. Guimarães

TONTURAS NO INÍCIO DO EXERCÍCIO

Qual atleta já não experimentou a desagradável experiência de ser atingido por uma tontura no transcorrer de uma competição? Muitas pessoas já tiveram essa sensação que, às vezes, pode levar até a um desmaio, principalmente após a ingestão de açúcar, ocasionando, nesse caso, uma hipoglicemia — falta de açúcar no sangue. Então, vocês perguntarão: como alguém pode sofrer uma crise de hipoglicemia após a ingestão de açúcar? Não deveria ser exatamente o contrário?
O nosso organismo é tão sábio que, quando se ingere um açúcar comum ou mesmo glicose, ocorre um rápido aumento de glicemia no sangue e, com isso, provoca um aumento da secreção de insulina pelo pâncreas. Essa insulina faz baixar rapidamente a taxa de glicemia, provocando uma hipoglicemia, ocasionando as tonturas.
Essas tonturas ou mal-estar é momentâneo, vindo a desaparecer rapidamente durante a corrida, até equilibrar as taxas de glicemia no sangue.
Outro caso de Hipoglicemia é quando pessoas fazem exercícios em jejum e começam a sentir tontura, vista turva e suor frio. Isso porque ela tem a falsa idéia de que, se não tomar um café da manhã reforçado, conseguirá emagrecer com mais facilidade. Ledo engano, não se alimentando, não permite que seu organismo queime a gordura. Assim, ele vai buscar outras fontes de energia para poder funcionar.
A glicose é a principal fonte de energia para o corpo humano. Na verdade, para o nosso cérebro e tecido nervoso, o açúcar é a única fonte de energia. Portanto, a quantidade de açúcar no sangue deve ser mantida dentro de determinados níveis para assegurar o suprimento de energia. O nível de açúcar no sangue é normalmente regulado por um hormônio, a insulina, que é produzido em certa células do pâncreas, chamadas células beta.
A saída para essa situação incômoda seria a ingestão de frutose ou maltodextrina, que são açúcares que entram lentamente na corrente sangüínea e fazem com que a glicemia não ultrapasse 30% — o que não é suficiente para aumentar a secreção de insulina e, com isso, não provocará as tonturas.

Handebol

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Autoria: Luciano Pereira da Silva

Histórico do handebol

Em 29 de outubro de 1917, surgiu uma modificação no aperfeiçoamento do Handebol. O professor alemão da Escola Normal de Educação Física de Berlim Karl Schelenz, com a colaboração de dois patrícios, Max Heiser e Erich Konig trabalharam na formação do Handebol como esporte competitivo. No sentido de obter uma divulgação maior, enviou este trabalho, juntamente com as regras especiais do Handebol de campo, a países como: Estados Unidos, Irlanda, Itália, Suíça, França, etc.

Foi assim que surgiu este esporte competitivo, que anteriormente, era praticado apenas como preliminar e mais pelo sexo feminino. Agora, já seria praticado também pelo sexo masculino, o que aumentaria ainda mais o espírito de competição.

É por essa razão que chamamos Karl Schelenz, o pai do Handebol, já que foi ele quem adaptou o Torball para o Handebol, forçando assim, a popularização do jogo em toda a Europa. Este trabalho foi favorecido pelo fato de ter sido ele, professor da Faculdade de Educação Física de Berlim, onde havia muitos alunos estrangeiros, que levaram para seus respectivos países os conhecimentos ali obtidos. O professor Schelenz fez palestras sobre a nova modalidade em vários países europeus, entre 1920 e 1930.

História do handebol no Brasil

Apesar de muitas pessoas no Brasil ainda não conhecem o Handebol, este já tem vasta matéria a seu respeito, depois de sua introdução.

Sabemos que há alguns anos atrás vários Estados começaram a prática de Handebol e, por isso, têm suas histórias.

Neste ano (1999) o Handebol brasileiro, completou 50 anos no Estado de São Paulo, onde até 1973 foi a base e o domínio.

Em 1978 aconteceu a crise e São Paulo perdeu a hegemonia, a liderança, que dominou longos e longos anos seguidos.

Nesta época, sem ninguém esperar e para surpresa de muitos (para não dizer de todos) surgiu o Estado de Minas Gerais pela sua prática de Handebol.

Aparecem após Rio de Janeiro, Brasília, os Estados do Paraná, Maranhão, etc., para constar o desenvolvimento de Handebol nestes referidos Estados.

Regras (em forma de perguntas)

1) Quais são as dimensões da quadra?
40x20m.

2) Qual a distância que devem observar os jogadores adversários até que os tiros sejam cobrados?
3m.

3) É considerado gol quando a bola:
Ultrapassar completamente a linha de gol.

4) Quando um jogador de quadra passa a bola para o seu próprio goleiro dentro da área de gol, é cobrado:
Tiro de 7m

5) Durante a execução de um tiro de 7m qual a colocação dos jogadores de defesa e de ataque:
Fora da linha dos 9m

6) As sanções disciplinares no jogo de handebol, são progressivas. Qual a ordem correta: advertência, exclusão, desqualificação, expulsão.

7) Quantos passos posso dar, no máximo, com a bola na mão:
3 passos

8) Cite 4 casos onde é ordenado Tiro Livre:
É ordenado Tiro Livre nos seguintes casos: entrada ou saída irregular de um jogador, lance de saída irregular, manejo irregular da bola, comportamento incorreto para com o adversário, execução ou conduta irregular no lance livre e no tiro de 7m; conduta anti-desportiva.

9) Cite os casos em que o jogo é reiniciado com um Tiro de Árbitro e de onde ele é cobrado.
Um tiro de Árbitro é ordenado quando: a) jogadores de duas equipes cometerem ações anti-regulamentares ao mesmo tempo na quadra. b) a bola encostar o teto ou objeto fixado sobre a quadra. c) o jogo é interrompido sem que tenha acontecido qualquer infração e a bola não estar em poder de nenhuma equipe. d) o primeiro ou o segundo meio tempo tenha sido encerrado antes do tempo regulamentar e os jogadores tenham abandonado a quadra. Neste caso, o jogo é retomado por um tiro de árbitro executado do centro da quadra após o apito do árbitro. Sem apitar, o árbitro central lança a bola para cima no local onde a bola se encontrava no momento da interrupção do jogo. Caso, o local fosse situado na área do goleiro ou nos 9m, o tiro é executado do local mais próximo fora da linha dos 9m. Neste tiro os jogadores, salvo um de cada equipe, devem estar pelo menos a três metros do juiz. Os dois jogadores devem estar um de cada lado do árbitro, cada um do lado de seu próprio gol.

10) Por quem é composta a equipe de arbitragem?
A equipe é composta por dois árbitros assistidos por um secretário (que é o marcador dos gols, faltas,etc.) e por um cronometrista.

11) Quando é ordenado um tiro de meta?
O Tiro de Meta é ordenado quando antes de ultrapassar a linha de fundo, a bola tenha sido tocada, por último, num jogador da equipe que ataca ou pelo goleiro da defensora.

12) Como deve ser cobrado um Tiro de Lateral?
Na execução deste tiro, uma parte do pé do executor deve estar em contato permanente com o solo. É permitido levantar o outro pé e recolocá-lo no solo diversas vezes.

O Jogo

O jogo de handebol é constituído por dois tempos de 30 (trinta) minutos com 10 (dez) minutos de intervalo entre eles, nas últimas olimpíadas ¾ em Atlanta 1996 ¾ foi permitida a utilização do tempo, como no voleibol.

O número de substituições é ilimitado mas elas tem de ser feitas no espaço de 4,45m que cada time possui especialmente para isso, elas são feitas também sem a interrupção do jogo e é preciso que um jogador saia completamente da quadra, antes que outro entre em seu lugar, caso ocorra uma substituição incorreta, ela deve ser avisada ao árbitro da partida pela mesa do jogo, que é constituída por um cronometrista e um marcador de gols. E, então, o jogador que cometeu a infração recebe uma punição de dois minutos. O objetivo básico do jogo é manobrar o adversário passando a bola hábil e rapidamente entre os jogadores e quando possível arremessá-la ao gol adversário, marcando um ponto caso a bola ultrapasse completamente a linha de gol. É preciso muito jogo de corpo para enganar o adversário e deixar um companheiro livre. Como no futebol e no basquete, é preciso mudar rapidamente de direção, velocidade e usar passes inesperados (às vezes no estilo NBA) para atingir o gol.

As punições no handebol são bastante rígidas e variam desde a advertência com o cartão amarelo até a desclassificação com o vermelho. A seguir, uma lista com todas as punições possíveis:

Cartão amarelo (advertência): serve como advertência a um jogador, é usado em algumas faltas, por reclamação ou quando o jogador não deixa a bola no lugar após a marcação do árbitro.

Dois minutos: o jogador que receber esta punição deve ficar por dois minutos fora do jogo, sem direito à substituição, ou seja, seu time fica com um jogador a menos durante dois minutos, esta punição é dada a faltas violentas ou a substituições incorretas. O jogador também recebe dois minutos caso for receber o segundo amarelo e caso o time já tenha dois amarelos, o próximo cartão será substituído por um dois minutos.

Cartão vermelho (desqualificação): quando um jogador receber um cartão vermelho ele deve retirar-se da quadra, também do banco de reservas e não pode mais voltar para a quadra durante a partida. O time fica com um jogador a menos durante dois minutos e depois desse tempo pode completar o time com outro jogador, desde que não seja aquele que foi expulso. Um jogador não pode receber mais de três dois minutos durante uma partida, se isso acontecer ele é desclassificado do jogo, como se tivesse ganho um cartão vermelho.

Handebol 2

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Autoria: Alanderson de Freitas Marron

AS BALIZAS (TRAVES):
Medem 3m de largura e 2m de altura. Os postes e o travessão, de madeira, liga leve ou material sintético, são quadrados e com 8cm de espessura.Pintados geralmente com duas cores diferentes. As redes são presas sem tensores.

A BOLA
De couro ou material sintético. Pesa de 425g a 475g e tem de 58 cm a 60 cm de circunferência para Homens e de 325g a 400g e tem 54 a 56 cm de circunferência para mulheres.

TIMES:
Geralmente de 12 a 14 jogadores, goleiros e jogadores de linha. Há um goleiro e mais 6 jogadores na quadra de jogo.

O JOGO:
É constituído por dois tempos de 30 minutos com 10 minutos de intervalo entre eles, o cada técnico tem direito a dois tempos técnico um em cada período. O número de substituições é ilimitado, mas elas tem de ser feitas dentro da linha de 4,5 metros que cada time possui, e também elas são feitas sem a interrupção do jogo, caso ocorra uma substituição fora da linha permitida o time sofre uma penalização de 2 minutos ou seja, o time tem de ficar dois minutos com um jogador a menos na quadra, esta penalização também é aplicada para faltas violentas. O objetivo básico do jogo é manobrar o adversário passando a bola hábil e rapidamente entre os jogadores, e quando possível arremessá-la ao gol, marcando um ponto. É preciso ter muito jogo de corpo para enganar o adversário, e deixar um companheiro livre. Como no futebol e no basquete é preciso mudar rapidamente de direção e velocidade e usar de passes inesperados (às vezes no maior estilo NBA) para atingir o gol.

DESENVOLVIMENTO:
O drible é permitido (mas torna a jogada lenta, é melhor passar a bola). Não é permitido o duplo drible, mas pode-se fazer uma seqüência de 3 passos, drible, 3 passos, podendo em seguida arremessar ou passar a bola. Também é permitido caminhar picando a bola.Não há tempo definido para o ataque, mas se o juiz decidir que o time não está buscando o gol, ele pode dar ataque passivo, passando a posse da bola para o outro time. Quando a bola passa pela linha de fundo, mesmo tendo tocado no goleiro do time defensor, a posse da bola é do goleiro que a repõe, mas se a bola tocar em jogador se não for o goleiro dentro da área a posse da bola será do time que ataca.

POSIÇÕES DO HANDEBOL:
Goleiro:
Defende o gol de uma determinada equipe, sendo o único que tem acesso livre à área defensiva. Pode, entre outras coisas, defender a bola com os pés e sair da área sem o domínio da bola
Central:
Normalmente é o jogador mais habilidoso, pelo qual quase todas as bolas passam. É o principal coordenador ofensivo e defensivo da equipe.
Armador:
Existem dois meias num time de handebol: o armador direito e o armador esquerdo. Posicionam-se entre os pontas e o central, sendo fundamentais no engajamento e coordenação do ataque e na estrutura da defesa.
Ponta:
O nome já diz. São atletas que jogam nas extremidades laterais da quadra. Num time existem dois pontas, um esquerdo e outro direito. Normalmente jogam bem abertos para atrair a atenção dos defensores, deixando o meio da área menos congestionado.
Pivô:
Joga infiltrado na defesa do adversário, fazendo bloqueios para os companheiros e recebendo bolas na linha dos 6 metros, em frente à área do goleiro adversário.

AS PUNIÇÕES:
As punições no handebol são bastante rígidas, e variam desde a advertência com o cartão amarelo até a desqualificação do jogador com o vermelho. A seguir você terá uma lista com todas as punições possíveis:

1. Cartão amarelo : Serve como advertência a um jogador, em geral é usado em reclamações e algumas faltas.
2. Dois minutos : O jogador que receber esta punição tem de ficar fora do jogo por dois minutos, e o time fica durante este tempo com um jogador a menos. Esta punição é dada a faltas violentas e a substituições incorretas conforme explicado no tópico “jogo”. O jogador também recebe dois minutos se for receber o segundo amarelo. Caso o time tenha dois amarelos coletivos, o próximo cartão será substituído por um dois minutos.
3. Cartão vermelho : Caso um jogador receba um cartão vermelho ele deve retirar-se da quadra, inclusive do bando de reservas e não pode mais voltar à mesma. O time fica dois minutos com um jogador a menos e depois desse tempo pode completar com um outro jogador, que não seja aquele expulso.
4.Tiro de 7 metros: É marcado quando a defesa faz falto no jogador no momento do arremesso, prejudicando o possível gol. Na cobrança o jogador deve permanecer com pé no chão, podendo somente movimentá-lo após o arremesso.

O que se pode (deve) fazer
O número de substituições é ilimitado
Os jogadores podem invadir a área pelo ar, mas devem arremessar a bola antes de pisar na área. Pisar na linha quando for cobrar um lateral
Bloquear o ataque com as mãos esticadas
Goleiro defender a bola com o pé
Andar com a bola na mão até 3 passos, depois deve passar a bola ou quicá-la no chão

O que não se pode fazer
Lançar-se sobre a bola quando ela está parada ou rolando pelo chão
Recuar a bola para o goleiro da sua equipe quando ele estiver dentro da área.
Tocar a bola com qualquer parte da perna abaixo do joelho
Dar mais do que três passos com a bola
Reclamar, fazer “cera” e outras indisciplinas
Entrar na área do goleiro (6m)
Ficar mais do que 3 segundos com a bola nas mãos.

O POSICIONAMENTO EM QUADRA
Existem várias maneiras de posicionar uma equipe de handebol tanto no ataque quanto na defesa. Para se jogar handebol não é necessário conhecer esses tipos de posicionamento, basta conhecer as regras, pois o jogo permite a mobilidade dos atletas na quadra. Mas para uma equipe que pretende disputar competições é fundamental conhecer esses tipos de posicionamento tanto na defesa quanto no ataque, isso pode ser decisivo em um jogo equilibrado.

Handebol de Campo

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Autoria: Indira Glauce V. Guimarães

A modalidade, como é praticada atualmente, foi introduzida em 1912, na Alemanha. O alemão Hirschmann, então Secretário da Federação lnternacional de Futebol, foi quem a levou para o campo. Chamado de Raftball¸ seu período de expansão aconteceu na I Guerra Mundial (1915-1918), quando um professor de ginástica, o berlinense Max Heiser, criou um jogo ao ar livre para as operárias da Fábrica Siemens, derivado do Torball, e quando os homens começaram a praticá-lo, o campo foi aumentado para as medidas do futebol. Em 1919, o professor alemão Karl Schelenz reformulou o jogo, alterando seu nome para Handball com as regras publicadas pela Federação Alemã de Ginástica para partida com 11 jogadores. E assim o esporte foi sendo divulgado na Áustria, na Suíça e com o tempo em outros países da Europa.
Porém, desde 1892, na Tchecoslováquia praticava-se o Hazena, um jogo num campo de 45x30m, com 7 jogadores, que também usavam as mãos e o gol era feito em balizas de 3x2m. Foi regulamentado pelo professor Kristof Antonin, somente em 1921 suas regras foram publicadas e divulgadas por toda a Europa. Mas, foi o Handebol jogado no campo de futebol, que chamamos de “Handebol de Campo”, que teve maior popularização e incluído nos Jogos Olímpicos realizados em Berlim em 1936. Na estréia, os alemães ficaram com a medalha de ouro após uma vitória suada sobre a Áustria. Mas essa modalidade não agradou e ficou fora dos jogos de Londres-1948. O retorno do handebol aos Jogos aconteceu em Munique-1972, com a versão indoor (de salão), disputada até hoje.
O time feminino teve sua estréia na Olimpíada seguinte em Montreal 1976. Tanto no masculino como no feminino, houve sempre domínio da Europa.
Há três tipos de handebol: o indoor, mais conhecido no Brasil, o outdoor (ou de campo) e o de praia (beach handball). O primeiro, única modalidade olímpica, é disputado dentro de quadras fechadas e com sete jogadores em cada equipe. É jogado em quadras de 40 metros de comprimento por 20 metros de largura, com dois gols de três metros de comprimento por dois metros de altura. A bola tem de 58 centímetros a 60 centímetros de circunferência para os homens, e de 54 centímetros a 56 centímetros de circunferência para mulheres e crianças.
Além dos cartões amarelo e vermelho, há ainda a punição de dois minutos, em que o jogador é obrigado a desfalcar seu time durante este período, sem poder ser substituído. A punição é geralmente aplicada a faltas desnecessárias e substituições incorretas. Se um jogador tomar o cartão vermelho (ou desqualificação), ele não pode permanecer no banco de reservas e seu time permanece durante dois minutos com um jogador a menos. Mais extremo que o cartão vermelho é a exclusão, utilizada apenas em casos de agressão física e verbal. O jogador excluído não é substituído até o final do jogo.